Remadora metodista vê Projeto de Deus em sua vida no Pan
Caroline Beloni é membro da Igreja Metodista do Jardim Botânico, RJ. Ela participou dos Jogos Pan-americanos de São Domingos, em 2003. É atleta de remo do Vasco da Gama. Apesar das dificuldades no Pan 2007 do Rio de Janeiro, Caroline foi destaque na mídia por causa de sua fé. Felipe Mendes
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Caroline Beloni (e.) e Amanda Duarte (d.), treinaram, mas ficaram na reserva do Pan |
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De acordo com uma determinação da FISA (Fédération Internationale
des Sociétés d'Aviron) para que cada prova de remo aconteça como está
prevista é preciso que, no mínimo, cinco barcos fora o brasileiro se
inscrevam. No caso do dois sem feminino, foram apenas três inscritos:
Chile, Canadá e Cuba. Os Estados Unidos também cogitavam se inscrever,
mas acabaram não o fazendo, e a chance de que a prova ocorresse se
tornou ainda menor.
As principais prejudicadas acabaram sendo as próprias atletas que
passaram de competidoras a reservas em outras provas da modalidade e
não irão para a raia, a menos que aconteça alguma fatalidade com as
remadoras titulares. "Na hora foi um baque, fiquei bem triste",
afirmou Amanda que se disse que estava pronta para competir.
Segundo ela, essa mesma tristeza que lhe abalou foi transformada em
vontade de treinar cada vez mais. Assim, ela, que foi realocada no
skiff quádruplo, não se incomodou em mudar o tipo de barco. Isso
porque no skiff o atleta tem que remar com as duas mãos, enquanto no
dois sem ela usava apenas uma mão para remar.
Assim, Amanda faz com que estas mudanças sejam uma forma de treinar e
até aumentar suas chances de competição no futuro. "Não penso só em
agora, tenho outras oportunidades. Ainda mais porque agora estou
mostrando que não consigo remar em um só barco", afirmou.
Caroline tem outra forma de encarar o infortúnio: "Tenho a certeza de
que isso foi um projeto de Deus para mim". Ela também não foi excluída
da seleção e acabou ficando como reserva. Mesmo acreditando em um
plano divino, ela confessa sobre sua primeira reação ao saber que a
prova não iria acontecer: "Foi triste, tínhamos treinado bastante...".
A frustração de Caroline foi ainda maior. Na primeira semana depois
que ficou sabendo da decisão não conseguiu visitar a lagoa Rodrigo de
Freitas, local onde serão realizadas as provas do Pan, nenhum dia.
Depois, a consciência de atleta pesou e Caroline venceu o bloqueio e
retornou aos barcos. Mesmo assim ela conta que não tem o mesmo ânimo.
"Estamos treinando, né? Mas não é a mesma coisa".
Até os planos de Caroline parecem ter mudado. Enquanto a companheira
pensa no futuro, ela afirma que provavelmente não continuará na
seleção por muito mais tempo. Mesmo assim exime de si mesma a
responsabilidade pela escolha. "Não sei se pretendo ir para outro Pan.
Não sei se é o plano de Deus que eu continue na seleção".
Outras ausências
Não é só a prova de dois sem feminino que não será realizada nos Jogos
Pan-Americanos 2007. A prova de oito com também foi excluída da lista
das competições do Pan, só que a mais de um ano. Isso porque não há
tradição americana em montar barcos grandes de mulheres.
Porém, entre os atletas brasileiros o número de provas que não contará
com participação verde-e-amarela é ainda maior. Isso porque as provas
do skiff duplo feminino, que contava com as irmãs Kátia Alencar e
Cláudia Alencar foram cortadas por não atingir um índice imposto pela
Confederação Brasileira de Remo. O mesmo aconteceu com Mariana Cadorie,
do skiff simples, que não estará no Pan.
Fonte: UOL - http://pan.uol.com.br/pan/2007/ultnot/2007/07/05/ult4764u9.jhtm