A aldeia indígena metodista na Amazônia

 

Odilon Massolar Chaves

 

Cizi Simplicio Manduca é  o primeiro pastor metodista brasileiro indígena.

Ele se converteu na Igreja Evangélica da Amazônia e depois se integrou à Igreja Metodista.

 

 

Sobre a evangelização dos indígenas:

"O Evangelho só constitui boas novas para os povos indígenas à medida que os ajuda a fortalecer as suas próprias culturas, a refazer os seus direitos sobre a terra e a recobrar a dignidade que os filhos e filhas de Deus possuem".(1)

 

Os Macuxis

O pastor e cacique Cizi Manduca pertence a aldeia Maruai ou Marwai (antiga Bala), que são índios Macuxis de Roraima. "Os índios Macuxis ocupam uma vasta área indígena (1 milhão e 678 mil hectares) no Norte da Amazônia e do Estado de Roraima, bem junto da fronteira com a Guyana. Estão distribuídos por várias comunidades, há muito sedentárias e familiarizadas nos contactos com os brancos, que se dedicam à agricultura e à criação de gado"(2).

Os macuxis são destaques na cerâmica e culinária: "A cerâmica macuxi, os trabalhos em madeira, palha e esculturas em pedra sabão. Na culinária, os macuxis também estão presentes com amugica e a mixira"(3)

Os índios Macuxis são excelentes vaqueiros. É a maior tribo de Roraima (4).

 Os metodistas indígenas

Metodistas numa coreografia

 Cizi Manduca disse com alegria que na tribo não há possessão (de demônios). "Só o Espírito Santo", disse com satisfação. “São batizados no Espírito Santo”, afirmou com alegria.

Segundo  Cizi, os metodistas da tribo lêem a Bíblia em português.Os cânticos são copiados da Igreja Metodista de Boa Vista. Seus nomes estão arrolados nessa igreja. Alguns cânticos são traduzidos e cantados na língua Macuxi.

 Perguntado sobre o trabalho missionário do metodismo, pela tribo, ele disse que não há trabalho missionário, mas contou algo. Disse que o "padre impediu de ir a aldeia do Pato para evangelizar”.

 Suas necessidades

O atual pastor metodista em Boa Vista é Fábio Cachone dos Santos. O antigo pastor, Cleber Rosa França, hoje pastor em Barra do Piraí, RJ, falou das dificuldades dos metodistas indígenas: “ Eles precisam de material didático, Bíblias, hinário, instrumentos musicais". 

   

 

Cleber , ao lado de Cizi Manduca, disse que "eles não têm bateria, som ou microfone”, mas “eles tocam direitinho, como a gente”, afirmou. 

 

Sobre seu trabalho anterior na tribo, Cléber afirmou:"Ainda edificamos um galpão para os índios Macuxis na Aldeia Bala (atual Maruai); e realizamos um sonho de mais de 10 anos com o apoio do Bispo Adolfo Evaristo, que foi a construção do poço artesiano,com uma caixa d'agua de 10.000 litros. Agora as crianças não precisariam beber água barrenta, e as plantações não secariam mais, nem seus animais morreriam de sede na estiagem"(6).

Há tempos atrás, o pastor indígena Cizi disse que a tribo tinha Escola Dominical, mas faltava material para crianças.

 Sua família

 Cizi Manduca é casado com Onilia e pai de 9 filhos.

 Cizi declarou com alegria que sua família esta integrada a igreja. Um é ministro do louvor e sua filha Elizabeth é casada com Vanderlei, pastor metodista.

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 (1) Diretrizes Pastorais para a Ação Missionária Indigenista, Colégio Episcopal da Igreja Metodista).

(2) - http://janelanaweb.com/viagens/amazonia2000_3.html

(3) - http://www.ecoviagens.com.br/sec_03_cidades.jsp?id_Estado=54&id_Regiao=0

(4)- http://www.camara.gov.br/rodolfopereira/indios_1.htm

(5) -http://www.projetofilipenses.org.br/historico_cleber.html

 

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