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As guerras e o tesouro do metodismo na Croácia
Pesquisa: Odilon Massolar Chaves A Croácia é um país europeu, resultante da desagregação da Iugoslávia, limitado a norte pela Eslovênia e Hungria, a leste pela Sérvia e Bósnia-Herzegovina, a sul por Montenegro e a oeste pelo Mar Adriático (através do qual contacta com a Itália). A capital do país é a cidade de Zagrebe. Os habitantes da Croácia chamam-se croatas (1). População: 4.493.312 (Julho 2007 est.) (2) Religião A religião predominante é o catolicismo (87,8%), com alguns ortodoxos (4,4%) e muçulmanos sunitas (1,3%). Existe uma minoria protestante no pais .(3) A " hierarquia católica de Croácia, em união com a alta nobreza, aproveitando a autonomia vigente de Croácia, impediu a expansão do protestantismo em seu território" (4). Sua história "No ano 925 o então Duque Tomislav foi coroado Rei dos Croatas, criando-se o reino que compreendia as terras desde o Rio Drava até o Mar Adriático. Este reinado durou até o final do século XI onde faleceu o último dos reis croatas, que passaram a serem governados por reis húngaros. Com a invasão otomana aos Balcãs, as terras croatas passaram a ser a fronteira entre o mundo muçulmano e o cristão (estando o Norte nas mãos dos croatas e o Sul nas mãos dos otomanos). Após a invasão pela Alemanha nazista em 6 de Abril de 1941, a Iugoslávia foi desmembrada e o fascista Ante Pavelić tornou-se o líder do Estado independente da Croácia. Sob sua tutela, centenas de milhares sérvios, judeus, ciganos e croatas não-católicos foram exterminados em campos de concentração. Ao final da Segunda Guerra Mundial, Josip Broz Tito não somente havia derrotado os invasores nazistas e seus cúmplices, como também havia unificado todas as repúblicas iugoslavas em torno de um Estado comunista. O ódio secular entre sérvios e croatas era reprimido pelas autoridades iugoslavas. Com a morte de Tito, em 1980, iniciou-se um processo de fragilização da união das repúblicas iugoslavas. Tal quadro agravou-se ainda mais com a crise econômica decorrente do desmoronamento dos regimes comunistas do Leste Europeu e das dificuldades de adaptação à economia de mercado. A Croácia não escapou a volúpia nacionalista comum a todas as repúblicas iugoslavas. Em 25 de junho de 1991, após plebiscitos que deram vitória esmagadora aos separatistas, os croatas anunciaram sua separação da Iugoslávia. Logo em seguida, o território croata foi invadido pelo Exército federal, que interveio em favor das minorias sérvias residentes na Croácia (cerca de 12% da população). Como os croatas enfrentavam dificuldades para resistir à ocupação de seu território, as Nações Unidas intervieram militarmente para assegurar a paz. Em 1992, o país foi reconhecido como independente. O governo de Franjo Tudjman, no entanto, esteve muito longe dos ideais democráticos que apregoava: censura à imprensa, expulsão de sérvios residentes no país e intervenção no conflito bósnio marcaram sua administração, encerrada com sua morte, em 1999. Desde então, a Croácia enfrenta problemas similares aos de outros países do Leste Europeu: desemprego, corrupção e crise econômica" (5) Guerra com sérvios e montenegros A Croácia não é só aquela bela imagem do jogo na Copa do Mundo em 2006 com o Brasil. Ela tem toda uma história de lutas. Em 1991, a cidade foi cercado por sérvios e montenegros. Do mar e do alto das montanhas, eles se preparavam para começar o bombardeio. Só era permitida a fuga de mulheres e crianças - os homens estavam cercados. Nessa época, Marija Cavelis e seus amiguinhos tinham apenas 10 anos. Alguns se refugiaram com as mães em cidades seguras no norte do país. Outros ficaram. Mas do dia 6 de dezembro daquele ano ninguém nunca mais poderá se esquecer. "Foi o pior dia da guerra para Dubrovnik. Mais de 12 mil granadas caíram sobre a cidade. Eu e minha mãe estávamos refugiadas em Rijeka, ao norte. Meu pai estava em Dubrovnik. De repente, o telefone tocou. Do outro lado da linha, podíamos ouvir as explosões. Era meu pai dizendo que talvez aquelas fossem suas últimas palavras. Hoje a guerra acabou e, graças a Deus, nada aconteceu com minha família, mas jamais poderemos esquecer desde dia tão desesperador", lembra Marija, hoje com 16 anos. Nea, outra menina, não teve o mesmo privilégio de fugir da cidade: ela estava em Dubrovnik e viveu os piores momentos da guerra. Nea se lembra de que, durante essa época, ninguém podia sair de casa. "Tudo estava fechado: as escolas, o comércio. As casas já não tinham mais água e, quando o bombardeio dava uma trégua, as pessoas saíam correndo para buscar água, mas algumas jamais voltaram. Foram meses de terror e ninguém tinha certeza se ia acordar vivo no outro dia. A cada noite, antes de dormir, minha família se despedia como se fosse a última vez juntos", conta Nea. O bombardeio em Dubrovnik durou meses. A pior época da guerra para a cidade foi entre o final do ano de 1991 e o começo do ano de 1992. Com o fim da guerra, há dois anos, tudo foi voltando ao normal. Dubrovnik foi rapidamente reconstruída com a ajuda de outros países (...)" (6). Um testemunho atual "A Croácia e um pais muito bonito, mas muito atrasado ainda. Ainda se sente muito a guerra da Iuguslavia. Há muitas casas destruídas (tiros nas paredes e o que se vê mais) e bastantes pessoas aleijadas. (...) Em Daruvar, a aldeia onde passei mais tempo, há um largo com uma igreja católica, uma igreja protestante e, mais a frente, uma muçulmana, uns metros mais abaixo - no entanto as pessoas são muito simpáticas, mas as mais velhas não falam inglês (...). É um pais barato, mas não como a Rep. Checa ou Hungria" (7). As guerra do metodismo metodismo A Igreja Metodista Unida na Croácia só tem uma congregação, um pastor nomeado e 30 membros, apesar das iniciativas missionárias terem começando em 1923. As dificuldades são imensas (8). "Começando em Zagreb 1923, as várias iniciativas missionárias trabalharam para construir congregações metodistas na Croácia. Este trabalho foi realizado na língua Serbo-Croata, em contraste à região do Vojvodina (agora parte da Servia), onde estava prosperando muitas congregações em língua germânica e na língua húngara no começo do século XX. Os esforços missionários na Croácia não foram, entretanto, particularmente bem sucedidos, então foram eventualmente interrompidos. De outro lado, a igreja metodista manteve várias congregações em Istria (por exemplo em Pula), que pertenceu a Itália. Mas quando Istria se transformou em parte da República Popular Federal da Yugoslávia em 1947, este trabalho, também, foi interrompido. A UMCOR, a agência de assistência do UMC mundial, pediu ao Bispo da Metodista Unida para a Croácia enviar um pastor ao país danificado pela guerra, tomando cuidado com os muitos trabalhadores locais. Ao mesmo tempo Peter Zunic, um croata nativo, ouviu o chamado para o trabalho missionário em sua terra natal durante seus estudos no Seminário Teológico em Reutlingen, Alemanha. Em 1995, ele e sua esposa Heidi viajaram para Split, Croácia. Uma cooperação com o UMCOR nunca poderia ser conseguida, mas em Split, eles começaram a se aproximar do povo com uma mensagem da esperança e com ações de amor, e desta maneira trabalharam para reativar o trabalho do UMC neste país. Através de seus esforços, e sempre através de encontros aparentemente coincidentes, uma rede de relacionamentos foi renovada. Assim, uma pequena, mas crescente congregação com membros fiéis e dedicados, se desenvolveu. Junto com o trabalho regular de evangelização no centro de Split (às vezes em cooperação com outras congregações evangélicas), a produção da literatura cristã tornou-se uma parte importante do trabalho aqui. As literaturas devocionais e outras literaturas produzidas aqui (por exemplo, uma tradução croácia de um compêndio dos sermões de John Wesley sobre o Sermão da Montanha) são um tesouro e é usado além dos limites da igreja e do país. Também, Peter e Heidi Zunic fizeram contato com um orfanato próximo, e organizaram atividades regulares para as crianças, tais como excursões, filmes, etc. Ainda, em um ambiente que é quase exclusivamente católico romano, o trabalho missionário é muito difícil. Vez ou outra, as pessoas que se encontram com dificuldades pessoais abrem, por elas mesmas, diálogos com os metodistas e demonstram uma simples sinceridade para Deus, mas voltam atrás quando descobrem que estão tratando com uma igreja protestante. Eles ficam temerosos de serem considerados traidores do povo Croata. Nos últimos anos, esforços concretos começaram para atividades em outras cidades na região litoral do Adriático. Mas em Sibenik, também, o trabalho está justamente começando, e prosseguindo muito lentamente. Por razões estruturais, o trabalho metodista na Croácia está sob o jurisdição do Bispo do UMC na Europa central e sul em Zurique. Mas os líderes das congregações mantêm, também, um bom relacionamento com seus irmãos metodistas na Macedônia e na Servia" (9) _______________
(1) www.wikipedia.org (2)www.indexmundi.com/pt/croacia/populacao.html (3) www.pt.wikipedia.org/wiki/Demografia_da_Croácia – (4) http://www.studiacroatica.org/revistas/007/0070604.htm (5)http://pt.wikipedia.org/wiki/Cro%C3%A1cia (6) http://paginas.terra.com.br/educacao/croacia/outras/historias.htm (7)http://espermatorreia.blogspot.com/2005_09_01_archive.html (8) Dados de fevereiro de 2007 - www.umc-europe.org/ (9)www.umc-europe.org/ |
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Pesquisa: Odilon Massolar Chaves
Portal dos Metodistas Online - http://www.metodistaonline.kit.net/index.htm