ÐÏࡱá>þÿ  .0þÿÿÿ!"#$%&'()*+,-ÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿì¥Á5@ø¿NP bjbjÏ2Ï28v ­X­XH Eÿÿÿÿÿÿˆ"""""""6^†^†^†8–†šˆŒ6+”x2‹2‹"T‹T‹T‹T‹T‹T‹ª“¬“¬“¬“¬“¬“¬“$£•Rõ—|Г"7ŒT‹T‹7Œ7ŒГ""T‹T‹å“+++7Œ¨"T‹"T‹ª“+7Œª“++IÊ’""“T‹&‹ ÐCÈïšÆ^†ßâ’ª“û“0+”ê’,q˜o¦q˜“66""""q˜"“”T‹"v‹+Ž‹¢‹•T‹T‹T‹ГГ66dš Ä|66š Doutrina do Pecado Original PREFÁCIO 1. Alguns anos atrás, um amigo colocou em minhas mãos a "Doutrina do Pecado Original", do Dr. Taylor, que eu cuidadosamente li, parcialmente transcrevi, e, muitas vezes, considerei diligentemente. O autor é, sem dúvida, uma pessoa inteligente; mais do que isto, ele tem um extraordinário entendimento, acrescido de uma imaginação não menos viva, e um bom nível de erudição. Ele igualmente tem um admirável domínio de temperamento, de tal maneira a falar como alguém de bom humor, em quase em todos os lugares. Acrescente a isto, um estilo afável e prazeroso, ainda assim, valoroso e nervoso. E todos esses talentos, ele externa ao extremo em um assunto favorito, no Tratado diante de nós; ao qual ele teve tempo de revisar, aperfeiçoar, corrigir, e fortalecer contra todas as objeções, durante muitos anos. 2. Assim, esta composição terminada merece a consideração de todos aqueles mestres da razão, que a época tem produzido. E eu tenho há muito esperado que alguns mostrassem até onde a doutrina aqui apresentada é verdadeira; e que peso existe nos argumentos que são produzidos em confirmação dela. Eu não sei como acreditar que todos os clérigos da Inglaterra sejam da mesma opinião deste autor. E, certamente, existem alguns, a quem todas as habilidades dele no Grego, e, até mesmo na Língua Hebraica, não lhes causam medo. Eu me regozijaria, se alguns desses tivessem se incumbido da tarefa, os quais, em muitos aspectos, eles são bem mais qualificados; especificamente nesta; já que eles têm tempo nas mãos; têm completo tempo livre para tal empreendimento. Mas, uma vez que nenhum desses irá, eu não posso deixar de falar, embora sob muitas desvantagens peculiares. Eu não me atrevo a silenciar por mais tempo: Uma necessidade me é colocada, de fornecer àqueles que desejam conhecer a verdade, algum antídoto contra o veneno mortal que tem se difundido, por diversos anos, através de nossa nação, nossa Igreja e, até mesmo, nossas Universidades. Mais do que isto, um Sacerdote (eu espero, que apenas um) da Igreja declarou que não conhece livro mais apropriado que este para estabelecer os princípios de um jovem clérigo. Não é chegado o tempo, então, "das próprias pedras clamarem?". 3. Porque este não é um ponto de pequena importância; uma questão que pode seguramente ser determinada de uma forma ou de outra. Pelo contrário, pode-se duvidar se o projeto diante de nós, não é muito mais perigoso do que o declarado Deísmo. Ele não nos choca, como uma infidelidade descarada: Nós não sentimos dor, e não suspeitamos do mal, enquanto ele rouba, "como água em nossas entranhas", como "óleo, em nossos ossos". Alguém que teve este cuidado ao ler as obras do Dr. Middleton, ou lorde Bolingbroke, está completamente aberto e desprotegido ao ler os afáveis, e decentes escritos do Dr. Taylor, que não se opõe (que isto esteja longe de mim!), mas apenas explica às Escrituras; que não levanta algumas dificuldades ou objeções contra a Revelação Cristã, mas apenas remove aquelas, que infelizmente têm dificuldade por tantos séculos! 4. Eu digo, declarado Deísmo: Porque eu não posso olhar para este modelo, como algum outro do que o velho Deísmo, em trajes novos; vendo-se que ele mina os mesmos alicerces de toda religião revelada, quer judaica ou cristã. "De fato, meu caro senhor L---", diz um eminente senhor, a uma pessoa de qualidade, "eu não vejo porquê tenhamos tanta necessidade de Jesus Cristo". E quem não diria, nesta suposição: "eu não vejo porquê tenhamos tanta necessidade do Cristianismo?". Não; nenhuma afinal; para "aqueles que não precisam de médico"; e a revelação cristã fala de nada mais a não ser de um grande "médico" de nossas almas; nem pode a Filosofia Cristã, no que quer que se aprenda do pagão, ser mais propriamente definida do que na palavra de Platão: Ela é qerapeia yuchv, "o único método verdadeiro de curar uma alma enferma". Mas que necessidade disto, se estamos em perfeita saúde? Se não estamos enfermos, não necessitamos de cura. Se não estamos doentes, porque buscarmos por medicamento para curar nossa doença? Que necessidade existe de se falar de nossa existência renovada no "conhecimento", ou "santidade, segundo a imagem em que fomos criados", se nunca perdemos esta imagem? Se nós somos instruídos e santos agora; mais do que Adão foi imediatamente depois de sua criação? Se, portanto, tirarmos este alicerce, de que o homem é, pela natureza, tolo e pecador, "caído da gloriosa imagem de Deus", todo o sistema cristão cai, imediatamente; nem merecerá tão honrado apelo, como este desta "fábula astuciosamente inventada". 5. Ao considerar esta refutação do sistema cristão, eu estou sob a mesma dificuldade que o Dr. Taylor, quanto a sua maneira de escrever. Com seu costume de dizer a mesma coisa (algumas vezes, com palavras diferentes; algumas vezes, com quase as mesmas palavras), seis, ou oito, talvez, doze ou quinze vezes, em diferentes partes de seu livro. Agora, eu me acostumei, por muitos anos, a dizer uma e a mesma coisa, apenas uma vez. No entanto, para corresponder com sua maneira, tanto quanto possível, eu deve acrescentar, em intervalos apropriados, praticamente os mesmos sentimentos que eu expressei anteriormente em minhas próprias palavras. 6. Eu estou consciente, ao falar de um ponto tão delicado, como este deve ser, àqueles que acreditam no sistema cristão, porque existe perigo de uma veemência que não honra a nossa causa, nem é, afinal, apoiada pela Revelação que defendemos. Eu não desejo mostrar, nem sentir isto, mas "falar a verdade no amor", (não apenas com o entusiasmo que o evangelho permite) e escrever com calma, embora não com indiferença. Existe igualmente um perigo de menosprezar nossos oponentes, e de falar com um ar de desprezo ou desdém. Eu ficaria satisfeito de deixar isto claro também; sabendo muito bem que a falta de confiança em nós mesmos está longe de implicar uma falta de confiança em nossa causa: Eu desconfio de mim mesmo, mas não de meu argumento. Ó, que o Deus dos Cristãos possa estar comigo! Que seu Espírito me dê entendimento, e me capacite a pensar e "falar como os oráculos de Deus ", sem ir do lado direito para o lado esquerdo. LEWISHAM, 30 de Novembro de 1756. Parte I – O Estado Presente e Passado da Humanidade Antes de considerarmos algum fato, devemos estar bem seguros do próprio fato. Portanto, vamos inquirir, em primeiro lugar, qual o real estado da humanidade; e, em segundo lugar, nos esforçarmos para considerá-lo. I Em Primeiro Lugar, vamos inquirir, qual o verdadeiro estado, com respeito ao conhecimento e virtude, na qual a humanidade tem estado desde os primeiros tempos? E em que estado ela se encontra hoje? 1. Qual é o estado, com respeito ao conhecimento e virtude, na qual, de acordo com a maioria dos relatos autênticos, a humanidade se encontra, desde os primeiros tempos? Nós não temos um relato autêntico do estado da humanidade, nos tempos que antecederam o dilúvio, a não ser nos escritos de Moisés. Qual, então, de acordo com esses, era o estado da humanidade naqueles tempos: Moisés nos dá um relato e exato e completo. Deus, então, "viu que a maldade do homem era grande, e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era apenas continuamente má". (Gênesis 6:5,12,13). E este não era apenas o caso de parte da humanidade; mas "toda a carne tinha corrompido seu caminho sobre a terra". Assim sendo, Deus disse: "O fim de toda carne está próximo, porque a terra está cheia com a violência deles". Apenas Noé era "justo diante de Deus". (Gênesis 7:1). Portanto, apenas ele e sua família foram poupados, quando Deus "trouxe a inundação sobre o mundo dos iníquos", e os tirou da face da terra. Vamos examinar os aspectos mais distintos neste tirar da face da terra. Não meramente as obras das mãos deles, ou as obras de sua língua; mas "toda imaginação dos pensamentos de seus corações era má". O contágio tinha se espalhado através da alma; tinha corrompido o lugar de seus princípios, e a fonte de suas ações. Mas não existia alguma mistura do bem? Não; eles eram apenas maus: Nem mesmo uma pequena levedura de piedade, exceto em uma simples família. Mas não havia intervalos lúcidos; nenhum momento feliz, em que a virtude tivesse predominância? Nenhuma; toda imaginação; todo pensamento era apenas mau continuamente. 2. Tal era o estado da humanidade, por pelo menos, mil e seiscentos anos. Os homens corrompiam a si mesmos e uns aos outros, e prosseguiam de um grau de maldade, para outro, até que estivessem todos (salvo oito pessoas), prontos para a destruição. Tão deplorável era o estado do mundo moral, enquanto o natural estava em sua mais alta perfeição. E, ainda assim, é altamente provável que os habitantes da terra fossem tão abundantemente numerosos, quanto sempre foi, desde então, considerando a duração de suas vidas, alcançando pouco menos de mil anos, e a força e vigor de seus corpos, que nós podemos facilmente obter do tempo em que eles deveriam continuar; para não falar da fertilidade sobre a terra, provavelmente muito maior do que no presente. Conseqüentemente, era, então, capaz de sustentar tal número de habitantes, como não pode agora subsistir na produção dela. 3. A seguir, vamos dar uma olhada nas "famílias dos filhos de Noé", os habitantes da terra, depois da inundação. O primeiro incidente notável que lemos, concernente a eles é que, enquanto "eles eram todos de uma só língua, eles diziam uns aos outros: vamos construir uma cidade e uma torre, de cujo topo possamos alcançar o céu, a fim de que não sejamos dispersos sobre a face da terra". Não é fácil determinar quais foram os agravantes que atenderam este intento. Mas é certo, que houve muita maldade nisto, que acabou por trazer sobre eles, a mesma coisa que eles temiam; porque "o Senhor", ao "confundir a língua deles" não a adoração religiosa deles: nós podemos supor que Deus confundiria isto?) "os espalhou sobre a face de toda a terra". (Gênesis 11:4, 9). Agora, quaisquer que sejam os pormenores neste relato, eles podem ser interpretados de maneira variada, assim, fica muito claro e inegável, -- que todos esses, ou seja, todos os habitantes da terra, haviam novamente "corrompido seu caminho"; a maldade universal sendo legível na punição universal. 4. Nós não temos relato deles reformarem suas maneiras, de algum arrependimento universal ou geral, antes que Deus separasse Abrão para si mesmo, para ser o pai de seu povo escolhido. (Gênesis 12:1,2). Nem existe alguma razão para crer que o restante da humanidade melhorou sua sabedoria e virtude, quando "Ló e Abraão se separaram, e Ló arremessou sua tenda em direção a Sodoma". (Gênesis 13:11,12). Daqueles em meio aos quais ele habitou observa-se especialmente que, "os homens de Sodoma" (e de todas "as cidades da planície") "eram excessivamente maus e pecadores, diante do Senhor". (Gênesis 13:13); de maneira que, nem mesmo, "dez pessoas justas" poderiam ser encontradas entre eles. A conseqüência disto foi que "o Senhor fez chover enxofre e fogo do céu, sobre eles". (Gênesis 19:24). 5. Nós não temos fundamento para supor que outros habitantes da terra (Abraão, com sua família e descendentes, com exceção) tinham o conhecimento ou o temor a deus, desde aquele até que Jacó "veio para o Egito". Este foi, então, assim, como por diversas épocas depois, o grande local de aprendizado; não obstante, "a sabedoria dos egípcios" fosse celebrada, até mesmo com um exemplo. De fato, para esta finalidade, e também para "salvar muitas pessoas para a vida", (Gênesis 50:20), "Deus envia José para o Egito, até mesmo, 'para informar os príncipes deles, a cerca de sua vontade e ensinar sabedoria a seus senadores'". E, ainda assim, não muito tempo depois de sua morte, como o rei deles "não conheceu José", então seu povo não conheceu a Deus. Sim, eles o enviaram como oposição: Eles e seu rei o provocaram, mais e mais, e "endureceram seus corações", contra ele; mesmo depois que eles tinham "vistos suas maravilhas no Egito", depois que tinham gemido sob sua repetida vingança. Eles ainda adicionaram pecado sobre pecado, até que constrangeram o Senhor a destruí-los com uma destruição total; até que as "águas" divididas "retornaram, e cobriram as carruagens e cavaleiros, e todos o exército do Faraó". 6. Nem outras nações, que, então, habitaram a terra, foram algo melhor do que os egípcios; o verdadeiro conhecimento e adoração espiritual de Deus, sendo confinados aos descendentes de Abraão. "Ele não fez assim a nenhuma outra nação; nem tinham os pagãos, conhecimento das leis de Deus". (Salmos 147:20). E em que condições estavam os próprios israelitas? Como eles adoravam o Deus de seus antepassados? Por que, até mesmo esses foram "uma geração obstinada e rebelde; uma geração que não fixou corretamente seus corações. Eles não mantiveram a aliança de Deus, e se recusaram a caminhar em sua lei. Eles o desafiaram no mar, no Mar Vermelho" (Salmos 78:8,10; 106:7; Êxodo 14:11-12); o mesmo lugar onde ele tinha tão significativamente os livrado. "Eles fizeram um bezerro em Horebe, e adoraram a imagem fundida". (Salmos 106:19), onde eles tinham ouvido o Senhor, mas um pouco antes, dizendo, do meio do fogo: "Tu não fazes a ti mesmo alguma imagem gravada; tu não te curvas a elas, nem as adora". E quão espantoso foi o comportamento deles, durante todos aqueles quarenta anos que eles pelejaram pelo deserto! Mesmo enquanto ele "os conduzia, durante o dia, com uma nuvem, e todas as noites, com uma luz de fogo!". (Salmos 78:14). Tal foi o conhecimento e virtude do povo peculiar de Deus, (certamente, a mais conhecida e virtuosa nação que havia, então, para ser encontrada sobre a face da terra), até que Deus os trouxe para a terra de Canaã; -- consideravelmente mais de dois mil anos, desde a criação do mundo. Ninguém, eu presume, dirá que houve alguma outra nação, naquele tempo, mais conhecida e mais virtuosa do que os Israelitas. Ninguém pode dizer isto, enquanto ele professa crer, de acordo com o relato bíblico, que Israel estava, então, sob a teocracia, sob o imediato governo de deus; que ele conversava com seus governadores subordinados, "face a face, como um homem fala com seu amigo"; e que Deus estava diariamente, através dele, transmitia tais instruções a eles, como eles eram capazes de receber. 7. Nós devemos desviar nossos olhos, por um momento, do relato bíblico da humanidade nos primeiros anos, para o relato profano? Qual era o sentimento geral da mais polida e conhecida nação, os Romanos, quando o aprendizado deles estava em sua extrema perfeição? Que alguém, que certamente não foi um idólatra ou fanático, fale pelos demais. E ele fala exatamente para o ponto: — "Nam fuit ante Helenam cunnus teterrima belli Causa; sed ignotis perierunt mortibus omnes Quos venerem incertam rapientes more ferarum, Viribus editior caedebat, ut in grege taurus". "Quanta guerra tem sido empreendida por causa de mulheres; Antes, metade do mundo se engajou na causa de Helena; Mas um desconhecido poema histórico; Obscuramente, morreram aqueles selvagens violadores; Aqueles que como bestas brutas partiram; Até que algum bruto superior recapturou a presa: Um touro selvagem, seu touro rival derrotou; Reivindica todo o rebanho, e reina sozinha". Eu duvido que alguém que dê a isto, não sua opinião peculiar, mas como aconteceu, então, uma noção geralmente recebida, dificilmente admita, até mesmo, tanto quanto Juvenal, -- "Pudicitiam Saturno rege moratam In terris". "A pureza, eu garanto, permaneceu, uma vez, sobre a terra, e floresceu no velho reino Saturno". A menos que alguém suponha que o reino de Saturno expirou, quando Adão foi expulso do paraíso. Eu não posso deixar de acrescentar um outro quadro da dignidade antiga da natureza humana, esboçada pela mesma mão magistral. Antes que os homens habitassem nas cidades, ele diz: "Turpe pecus, glandem atque cibilia propter, Unguibus et pugnis, dein fustibus, atque ita porro Pugnabant armis, quae post fabricaverat usus". "O rebanho humano, intacto e inculto; pelos frutos do carvalho, e lugar de repouso coberto de grama, lutou; com punhos, e, então, com porretes, mantive o combate; até que, instigado pelo ódio, encontrou um caminho mais rápido, e forjou armas mortais, e aprendeu a arte de assassinar". Que diferença existe entre este e o relato alegre, florido, que muitos modernos dão de suas próprias espécies! 8. Mas para retornar para relatos mais autênticos: Na época em que Deus trouxe os Israelitas para Canaã, e que condição estava o restante da humanidade? Sem dúvida, bem próximo ao mesmo estado dos Cananitas, que os Amoritas, Hititas, Perizitas, e o restante das sete nações. Mas a maldade desses, nós sabemos, era completa; eles eram corruptos, no mais alto grau. Todo o tipo de maus hábitos; toda iniqüidade e injustiça reinavam em meio deles, sem controle; e, portanto, o sábio e justo Governador do mundo os entregou a uma rápida e total destruição. 9. De Israel, de fato, lemos que eles "serviram ao Senhor todos os dias de Josué, e todos os dias dos anciãos que sobreviveram a Josué". (Josué 24:31). E, ainda assim, mesmo naquele tempo, eles não serviram a Ele somente; eles não estavam livres da grossa idolatria; e, por outro lado, não havia necessidade de dar a eles aquela exortação um pouco antes de sua morte: "Agora, portanto, joguem fora os deuses estranhos, em meio a vocês"; os deuses que seus pais serviram, do outro lado do rio Jordão (verso 23). Que deuses esses eram, nós aprendemos pelas palavras de Amós, citadas por Estevão: "Ó, casa de Israel, você me ofereceu sacrifícios, por quarenta anos. Sim, você levantou o tabernáculo de Maloque, e a estrela de seu Deus Renfã; figuras que você fez para adorar". (Atos 7:42-43). 10. A história sagrada, que ocorreu, dentro de um curto espaço de tempo, depois da morte de Josué, por algumas centenas de anos, mesmo até o tempo em que Samuel julgou Israel, nos dá um amplo relato de sua maldade espantosa, durante quase todo aquele período. É verdade, exatamente "quando Deus os golpeou, eles buscaram a Ele; eles retornaram e perguntaram por Deus". Ainda assim, "seus corações não estavam corretos com relação a Ele, nem eles estavam firmes em Sua aliança". (Salmos 78:34,37). E nós encontramos pouca alteração, para melhor, em meio a eles, nas épocas que se sucedem; não obstante no reino de Acabe, por volta de novecentos anos antes de Cristo, houvesse apenas "sete mil restantes em Israel que não tinham dobrado seus joelhos a Baal". (I Reis 19:18). Que tipo de homens eles foram para os próximos trezentos anos, nós podemos aprender dos livros de Reis, e dos profetas; onde aparece completamente, que, com exceção de poucos intervalos curtos, eles estavam entregues a toda sorte abominações; em razão do que, o nome do Altíssimo foi o mais abundantemente blasfemado em meio aos ateus. E isto continuou, até a declarada rebelião deles contra Deus trouxe sobre toda a nação dos judeus (cento e trinta e quatro anos de escravidão das dez tribos, e, por volta de seiscentos antes de Cristo), aquelas calamidades terríveis e bem merecidas, que os tornou uma demonstração de tudo que estava em volta deles. Os escritos de Ezequiel, Daniel e Jeremias, não nos deixa espaço para pensar que eles foram reformados por aquelas calamidades. Nem havia alguma reforma restante no tempo de Ezra, ou de Neemias, e Malaquias; mas eles eram ainda, como seus antepassados tinham sido, "uma geração infiel e obstinada". Assim eles eram igualmente, como podemos reunir dos livros de Macabeus e Josephus, na mesma época em que Cristo veio ao mundo. 11. Nosso abençoado Senhor nos tem dado uma larga descrição daqueles que foram, então, os mais eminentes para a religião: "Vocês devoradores", diz ele, "das casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; vocês que fazem" seus prosélitos, "duas vezes mais filhos do inferno do que si mesmos. Vocês negligenciam os assuntos mais importantes da lei, julgamento, misericórdia e fé. Vocês tornam limpo o lado de for a do copo, mas dentro está cheio de extorsão e excesso. Vocês são como sepulcros caiados, exteriormente belos, mas dentro, cheio de ossos de homens mortos, e de toda sujidade. Vocês, serpentes; vocês, geração de víboras, como podem escapar da condenação do inferno!". (Mateus 23:14, etc.). E a esses mesmos homens, depois que eles assassinaram o Justo, seu fiel seguidor declarou: "Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais". (Atos 7:51). E assim, eles continuaram a fazer, até que a ira de Deus, de fato, "veio sobre eles ao extremo"; até que onze mil deles foram destruídos, sua cidade e templo nivelados com o pó, e acima de noventa mil vendidos como escravos e dispersos em todas as terras. 12. Tais, em todas as gerações, eram os filhos da descendência direta de Abraão, que tinha tantas vantagens inexplicáveis sobre o restante da humanidade; "a quem pertenceu a adoção, e a glória, e as alianças, e o dar a lei, e serviço de Deus, e as promessas". Em meio aos quais, portanto, nós podemos razoavelmente esperar encontrar a maior eminência de conhecimento e virtude. Se esses, então, foram tão estúpidos, e brutamente ignorantes, tão desesperadamente maus, o que podemos esperar do mundo pagão, daqueles que não tinham o conhecimento, quer da lei ou de Suas promessas? Certamente, não podemos encontrar mais santidade em meio deles. Mas, vamos fazer uma pergunta justa e imparcial; e isto não em meio às nações selvagens e bárbaras, mas na maioria civilizada e refinada. O que foram, então, os antigos romanos? O povo cuja virtude é tão altamente exaltada, e tão calorosamente recomendada à imitação. Nós temos o caráter deles, dado por alguém que não pode enganar ou ser enganado, –- o infalível Espírito de Deus. E qual relato Ele dá desses melhores homens; esses heróis da antiguidade? "Quando eles conheceram Deus", Ele diz, no mínimo sua eternidade e poder, (ambos implicaram naquela apelação, que ocorre mais do que uma vez, no próprio poeta deles, "Pai Onipotente"), "eles não o glorificaram como Deus, nem ficaram agradecidos". (Romanos 1:21, etc). Muito longe disto, um dos seus oráculos de sabedoria (embora ele, uma vez, falhasse sobre aquela grande verdade, Nemo unquam vir magnus sine afflatu divino fuit, -- "Nunca houve algum grande homem, sem a insuflação e inspiração de Deus"; ainda que, quase no mesmo fôlego), não têm escrúpulos de perguntar: Quis pro virtute aut sapientia gratias diis dedit unquam? "Quem, alguma vez, agradeceu a Deus pela virtude e sabedoria?". Não; por que ele deveria? Uma vez que esses são de "sua própria aquisição, o puro resultado de seu próprio esforço". Da mesma forma, um outro virtuoso romano deixou isto registrado como uma máxima inquestionável: -- Haec satis est orare Jovem, quae donat et aufert: Det vitam, det opes; aequum mi animum ipse parabo. "É suficiente para os beneficios comuns, orar, o que Júpiter pode tanto dar, ou tirar fora: Vida longa ou saúde, sua generosidade pode conceder; sabedoria e virtude para mim mesmo, eu tenho". Assim, eles se tornaram "convencidos em suas imaginações!". Assim foram seus "tolos corações, enegrecidos!". (Romanos 1:21, etc.). 13. Mas este foi apenas o primeiro passo: Eles não pararam aqui. "Professando a si mesmos, sábios", eles ainda sucumbiram, em tais tolices grosseiras e espantosas, de maneira à "transformarem a glória do Deus incorruptível" (a quem eles deviam ter conhecido, mesmo que através de seus próprios escritores, como o Vastam Mens agitans molem, et magno se corpore miscens, —Aquela alma que tudo informa; que preenche a massa poderosa, e move o todo), "em uma imagem feita, como a do homem corruptível; sim, de pássaros, bestas e coisas rastejantes!". Qual a surpresa, então, que, depois que eles assim "transformaram a glória em uma imagem, Deus os entregou à sujeira, através da própria luxúria de seus corações, para desonrarem seus próprios corpos, entre eles mesmos?". Quão justamente, quando eles "transformaram a verdade de Deus em mentira, e adoraram e serviram a criatura em vez do Criador", ele, "por este motivo", puniu pecado por pecado, "entregando-os às suas vis afeições! Porque até mesmo as mulheres transformam o uso natural, naquele que é contra a natureza". Sim, as modestas e honradas matronas romanas (tão pouco elas estavam envergonhadas!) usavam seus seios desnudos. "E igualmente os homens podres em sua luxúria, em direção um ao outro, homens com homens operando aquilo que é indecoroso". Que espantoso testemunho disto é deixado para nós, registrado, mesmo pelo mais modestos de todos os poetas romanos! Formosum pastor Corydon ardebat Alexim! Como esse modelo da castidade pagã declarou francamente, sem temor ou vergonha, como se fosse uma inocente, se não louvável, paixão, pelo menos, o fato de "se consumirem na luxúria em direção um ao outro!". E os homens da mais fina elegância, na nação, censuram a canção, ou o objeto dela? Nós lemos nada disto; ao contrário, a honra e a estima universais, prestadas ao escritor, e isto pelas pessoas do mais alto nível, mostram plenamente que o caso de Corydon, como ele não era incomum em alguma parte dos domínios romanos, então, não se concebia ser algo difamante, quer para ele ou seu mestre, mas uma enfermidade inocente. Neste meio tempo, que idéia delicada de amor tinha este favorito de Roma e das Musas! Ouça-o explicar-se, um pouco mais completamente, sobre este terno ponto: Eheu! quam pingui macer est mihi taurus in agro! Idem amor exitium est pecori, pecorisque magistro. O mesmo amor! O mesmo, no touro e no homem! Que elegância de sentimento! É possível que alguma coisa exceda a isto? Alguém imaginaria que nada poderia, não tivesse o mesmo virtuoso poeta nos abastecido com uma outra cena, ainda mais abundantemente chocante do que esta: -- Pasiphaen nivei solatur amore juvenci! "Ele conforta Pasiphae [filha do deus sol, Helios, e Perseis] com o amor de seu touro branco como leite". A pesarosa mulher, em seu amor fracassado com um touro, mostra a brutalidade que nada pode exceder! Quão justamente, então, o Apóstolo acrescenta: "como eles não gostam", ou desejam, "manter Deus no conhecimento deles, Deus lhes concede sobre uma mente, sem discernimento, fazer estas coisas que não são convenientes!". Em conseqüência disto, eles foram "preenchidos com toda iniqüidade", de todo tipo de maus hábitos, e em cada grau; -- em especial, "com fornicação" (tomando a palavra em seu sentido mais amplo, incluindo pecado de todo tipo), "com maldade, cobiça, malícia, com inveja, assassinato, disputa, engano, malignidade"; -- sendo "odiadores de Deus", o Deus verdadeiro, o Deus de Israel, a quem eles não admitiram lugar em sua multidão de deidades; -- "ostentadores maliciosos, orgulhos", em um grau tão eminente, como nunca aconteceu em uma nação debaixo do céu; -- "inventores das coisas diabólicas", em grande abundância, de milhares de feitos danosos, ambos na paz e guerra; -- "desobediência aos pais", -- embora devido à esses se supõe gravado sobre os corações da maioria das nações bárbaras; --"quebradores de aliança", -- até mesmo, daquelas dos tipos mais solenes; daquelas em que a fé pública está engajada, através de seu supremo Magistrado; o que, não obstante, não tivessem nenhum tipo de escrúpulos para quebrar, quando quer que eles viram o bem; apenas colorindo sobre sua deslealdade, entregando aqueles Magistrados nas mãos deles, com os quais a "aliança" foi feita. E o que foi isto para o propósito? O rei da França, ou da república da Holanda, têm liberdade para violar seus mais solenes tratados, ao seu bel prazer, desde que eles entregaram ao rei da Inglaterra o Embaixador, ou General, através de quem aquele tratado foi feito? O que toda a Europa teria dito do falecido Czar, se, em vez da pronta execução dos compromissos feitos com a Sublime Porta [nome do governo Imperial da Turquia], quando em sua aflição, ele tivesse apenas desistido das pessoas, através das quais ele realizou, e imediatamente rompeu, através delas todas? Não existe espaço, portanto, para dizer para dizer: Modo Punica scripta supersint, Non minus infamis forte Latina fides. "Talvez, se os escritos cartagineses forem exatos, a fé romana seria tão infame quanto Púnica". Nós não precisamos deles. Em vão eles destruíram os escritos cartagineses; por iniciativa própria eles os testificam suficientemente; e provam completamente que na perfídia, os nativos de Cartagena não excederiam o senado e pessoas de Roma. 14. Eles eram como as nações astorgoi [sem afeição familiar], nulos de afeição natural, até mesmo, com relação aos seus familiares. Testemunhas dos costumes universas, que obtiveram, por diversas eras em Roma, e todos os seus territórios dependentes (como tinha sido feito antes, através de todas as cidades da Grécia), quando na mais alta reputação de sabedoria e virtude, expuseram seus próprios filhos recém nascidos, mais ou menos deles, como cada homem se agradava, quando ele pensava que tivesse tanto quanto seria bom manter; atirando-as para perecerem por frio e fome, exceto quando algumas bestas selvagens, mais misericordiosas, abreviavam a dor deles, e lhes providenciavam um sepulcro. Nem eu me lembro de um simples grego ou romano, todos aqueles que ocasionalmente o mencionaram, até mesmo, queixando-se deste costume diabólicos, ou colocando o menor toque de vergonha sobre ele. Mesmo a terna mãe em Terence, que tinha alguma compaixão por sua criança impotente, não se atreveu a reconhecê-la para seu marido, sem aquele notável prefácio: Ut misere superstitiosae sumus omnes ; "Quando a nós mulheres, somos todas miseravelmente supersticiosas". 15. Eu desejaria que aqueles cavalheiros que são assim tão severos sobre os israelitas por matarem os filhos dos Canaanitas, depois de sua entrada na terra de Canaã, pensassem um pouco sobre isto. Não para insistir, que o Criador é o Senhor e Proprietário absoluto das vidas e de todas as suas criaturas; que, como tal, ele pode, a qualquer tempo, sem a menor injustiça, tirar a vida que ele dera; que ele pode fazer isto de qualquer maneira, e por quaisquer instrumentos, que lhe agradar; e, conseqüentemente, pode evidenciar a morte sobre alguma criatura, através de quem ele se agrada, sem alguma culpa, quer para ele ou eles; -- não para insistir, eu digo, sobre isto, ou muitas outras coisas que seriam oferecidas, no momento, vamos fixar sobre esta simples consideração: Os israelitas destruíram as crianças por algumas semanas e meses; os gregos e romanos, por mais de mil anos. Um o fez, livrando-as da dor imediatamente, sem dúvida pelo caminho mais curto e fácil; os outros não eram tão compassivos, quanto a cortar suas gargantas. Mas para deixá-las definharem, através de uma morte vagarosa. Acima de tudo, os hebreus destruíram apenas os filhos de seus inimigos, os romanos destruíram seus próprios filhos. Ó, padrão justo, de fato! Onde encontraríamos tal paralelo para esta virtude? Eu li de um moderno que pegou a criança que caiu do útero da mãe, e a atirou de volta nas chamas. (Pura, e genuína natureza humana!). E por uma boa razão – porque ela a filha de uma herege. Mas qua mal vocês, meritórios da Roma antiga, encontraram em suas próprias crianças. Eu devo ainda dizer, isto é sem paralelo, até mesmo na história Papal. 16. Eles foram implacáveis, sem misericórdia. Testemunhe (uma ou duas instância de dez mil) o pobre Hannibal de cabelos broncos (a quem, muito provavelmente, tivéssemos alguns outros relatos deles do que aqueles que foram dados pelos seus mais amargos inimigos, nós teríamos reverenciado como um dos mais amáveis dos homens, assim como o mais valente de todos os ateus pagãos), caçado de nação em nação, e nunca desistiu, até que caiu, através de sua própria mão. Testemunhe o famoso sufrágio: "Delenda est Carthago"; "Vamos deixar Carthago ser destruída". Por que? "Para que a rival dos romanos glorie". Essas foram evidências declaradas e inegáveis da pública, nacional da placabilidade e misericórdia dos romanos. É preciso mais exemplos de uma natureza mais pessoal serem acrescentados? Observem, então, uma por todas, naquela glória de Roma, aquele prodígio de virtude, o grande, o célebre Cato. Cato o Ancião, quando alguns de seus familiares se desgastavam em seu serviço, e ficavam decrépitos com a idade, constantemente os expulsavam para passarem forme, e eram muito aplaudidos por sua frugalidade em fazerem desta forma. Mas que misericórdia era esta? Exatamente como aquela que habitava em Cato de Utica, que retribuiu a ternura de seu servo, que se esforçou para salvar sua vida, ao impedir que abrisse sua ferida, batendo em seu rosto, com tanta violência, de maneira a encher sua boca de sangue. Esses são teus deuses, Ó, Deismo! Esses são os modelos tão zelosamente recomendados à imitação! 17. E qual era o verdadeiro caráter daquele herói, a quem o próprio Cato admirava tanto? A cuja causa ele aderiu com tal ânsia, com tal diligência incansável? Pompeu o Grande [Cneu Pompeo Magno]? Certamente, nunca algum homem comprou aquele título a preço tão barato! O que o tornou grande? A vilania de Perpena e a traição de Parnaces. Não tivesse um deles assassinado seu amigo, e o outro se rebelado contra seu pai, onde teria estado a grandeza de Pompeu? Assim, este mascarado de um grupo procurou sua reputação na comunidade. E quando ela foi procurada, como ele a usou? Que seu próprio poeta Lucan fale: "Nec quenquam jam ferre potest Caesarve priorem, Pompeiusve parem". "Nem Cesar toleraria um olhar superior; nem poderia tolerar um igual". Ele não suportaria um igual! E este, um senador de Roma! Mais do que isto, o grande patrono da república! O que dizer do próprio republicano, quando este princípio foi a fonte de todos os seus desígnios e ações! Na verdade, nem mesmo um caráter menos amável, é fácil encontrar em meio a todos os grandes homens da antiguidade; ambiciosos, vãos, arrogantes, grosseiros e altivos, além da categoria comum dos homens. E que virtude tinha ele para equilibrar essas faltas? Eu dificilmente posso encontrar um, até mesmo nos relatos de Lucan: Não parece que na última etapa de sua vida, ele teve até mesmo virtudes militares. Que prova ele deu da coragem pessoal em todas as suas guerras contra César? Quais exemplos de conduta eminente? Nenhuma, afinal, se nós podemos dar crédito ao seu amigo Cícero; que se queixa severamente para Ático, que ele agiu como um louco, e arruinaria a causa que ele empreendeu defender. 18. Que ninguém, portanto, olhe para a placabilidade ou misericórdia em Pompeu. Mas havia alguma inclemência em César? "De quem Julio espera elevar-se mais bravo, mais generoso, ou mais sábio?". De sua coragem e consciência não existe dúvida. E muito pode ser dito com respeito a sua disputa com Pompeu, até mesmo pela justiça de sua causa; porque com ele, ele certamente lutou pela vida, preferivelmente do que pela glória; da qual ele tinha a mais forte convicção (embora ele estivesse envergonha de possuí-la), quando ele passou o Rubicão [Antigo nome latino de um riacho na Itália. O rio ficou conhecido pelo fato de que o direito romano da época da República proibia qualquer general romano de atravessá-lo com suas tropas. O curso d'água marcava então a divisa entre a província da Gália Cisalpina e o território da cidade de Roma (posteriormente, a província da Itália). Quando Júlio César atravessou o Rubicão, em 49 a.C., presumivelmente em 10 de janeiro do calendário romano, em perseguição a Pompeu, violou a lei e tornou inevitável o conflito armado. Segundo Suetônio, César teria então proferido a famosa frase Alea iacta est ("a sorte está lançada")]. Nem se pode duvidar que ele foi freqüentemente misericordioso. Não é prova do contrário, que ele subisse e descesse suas posições, durante a batalha de Farsália, e clamou para aqueles que estavam engajados com os muitos cavalheiros do exército de Pompeu: Miles, faciem feri, "Soldados, golpeiem a face"; porque isto abreviava grandemente a disputa com aqueles que eram mais temerosos de perder sua beleza do que suas vidas, e, assim, impedia a efusão dede muito sangue. Mas eu não posso superar (para não dizer coisa alguma das miríades de gauleses a quem ele destruiu) uma sentença breve em seu próprio comentário: Vercingetorix per tormenta necatus. Quem foi este Vercingetorix? Um homem de tanta bravura (considerando sua idade); tão grande quanto um general, ou mesmo César. Qual foi seu crime? O amor de seus pais, esposa, filhos país; e sacrificando todas as coisas em defesa deles. E como César o tratou por isto? "Ele o torturou até a morte". Ò, romano, misericórdia! Brutus e Cássio vingaram-se de Vercingetorix, preferivelmente a Pompeu? Quão bem Roma foi representada na visão profética, pela besta "mortal e terrível", que tinha "grandes dentes de fero, e devorava, e quebrava em pedaços, e esmagava debaixo de seus pés", todos os outros reinos! II 1. Tal é o estado, com respeito ao conhecimento e virtude, em que, de acordo com os mais autênticos relatos, a humanidade esteve desde os primeiros tempos, por cerca de mais de quatro mil anos. Tal proximamente ela continuou, durante o declínio, e desde a destruição do Império Romano. Mas nós acenaremos para tudo que é passado, se apenas parecer que a humanidade é virtuosa e sábia até hoje. Este, então, é o ponto que nós temos no presente para considerar: Os homens são agora em geral, mais sábios e virtuosos? Nosso habilidoso compatriota, Sr. Brerewood, depois de suas mais cuidadosas e trabalhosas pesquisas, calcula que, supondo-se que aquela parte da terra que nós conhecemos como habitada, fosse dividida em três partes iguais, dezenove dessas são ainda pagãs, e das outras onze restantes, seis ao Maometanas, e apenas cinco, cristãs. Vamos fazer uma inspeção justa e imparcial, tanto quanto podermos dos primeiros ateus, e, então, dos Maometanos, e Cristãos. 2. Primeiro, com respeito aos pagãos. Que tipo é este de homens, quanto á virtude e conhecimento, até hoje? Muitos que ainda carregam o nome cristão têm nutrido pensamentos muito honoríficos, a respeito dos antigos pagãos. Eles não podem acreditar que eles são tão estúpidos e inconscientes, quanto têm sido representados; especialmente, com respeito à idolatria, na adoração de pássaros, bestas, e coisas rastejantes; muito menos, podem dar crédito às histórias ditas de muitas nações, os Egípcios, em especial, que se diz, colocaram um alho-porro, para orarem. Mas, se eles não consideram quem são aqueles que nos transmitem esses relatos, ou seja, ambos os escritores que eles professam acreditar, falaram "quando movidos, pelo Espírito Santo", e aqueles aos quais, talvez, eles valorizem mais, os mais críveis de seus contemporâneos pagãos; se eles esqueceram disto, é porque não consideraram o estado presente do mundo ateu. Agora, admitindo-se que a maior parte dos antigos pagãos (que, em si mesmos, não é facilmente provado) tiveram tanto entendimento quanto o moderno; nós não temos pretensão para supor que eles tivessem mais. O que, portanto, eles eram, nós podemos seguramente juntar do que eles são; nós podemos julgar o passado, pelo presente. Nós poderíamos saber, então, (para começar com a parte do mundo conhecida dos primeiros da antiguidade) que tipo de homens os pagãos na África eram, dois ou três mil anos atrás? Pergunte o que eles são agora; o que são os genuínos pagãos ainda, não maculados, quer com o Maometismo ou o Cristianismo. Eles devem ser encontrados em abundância, tanto na África, ou em redor do Cabo da Boa Esperança. Agora, que medida de conhecimento têm os nativos dessas regiões? Eu não digo em Metafísica, Matemática, ou Astrologia. Dessas é claro que eles sabem exatamente tanto quanto seus irmãos de quatro patas; o leão e o homem estão igualmente completos com respeito a este conhecimento. Eu não perguntarei, o que eles sabem da natureza do governo; dos respectivos direitos dos reis, e várias ordens de súditos: Neste aspecto, uma multidão de homens é manifestamente inferior a uma manada de elefantes. Mas, vamos observá-los, com respeito à vida comum. O que eles sabem das coisas que eles continuamente estão em necessidade? Como eles constroem habitação para si mesmos, e suas famílias; como selecionam e preparam seu alimento; vestem-se e se enfeitam? Quanto às suas moradias, é certo, que eu não direi nossos cavalos (especialmente aqueles pertencentes à Nobreza e Pequena Nobreza), mas cães lavradores ingleses; mais do que isto, seu próprio suíno, estão mais comodamente alojados; e quanto ao seu alimento, vestuário e ornamentos, eles são exatamente adequados edifícios: Seus mais bonitos hotentotes pensam adequar seus intestinos e entranhas para cobrirem seus pés. Com olhos abatidos sobre as pernas do Totta [um pássaro], a jovem apaixonada mais humildemente pede, para que não seja removida de seus olhos, ao mesmo tempo, seu desjejum e seu amor. Tal é o conhecimento desses animais perfeitos, nas coisas, nas quais, eles não podem, a não ser, diariamente, empregar seus pensamentos; e nas quais, conseqüentemente, não podem deixar de enxertar, ao extremo, tanto seu entendimento natural, quanto adquirido. E quais são suas presentes aquisições na virtude? Eles não estão, um e todos, "sem Deus no mundo?". Sem nenhum conhecimento dele, afinal; nenhuma concepção de alguma coisa que ele tenha a fazer com eles, ou eles para com ele; ou tais concepções, que são muito piores do que nenhuma, de maneira a torná-lo alguém como eles mesmos. E quais suas virtudes sociais? Quais as disposições e comportamento deles, entre homem e homem? Eles são eminentes, por causa da justiça, misericórdia, ou verdade? Quanto à misericórdia, eles não sabem o que ela significa, uma vez que cortam continuamente a garganta uns dos outros, de geração a geração, e vendem como escravos tantos quanto caem em suas mãos, e, neste aspecto, eles apenas não matam. Justiça, eles não têm; nenhuma Corte de justiça, afinal; nenhum método público de reformar o errado; mas todo homem faz o que é certo a seus próprios olhos, até que um mais forte do que ele arranque seu cérebro por fazer isto. E eles têm exatamente o mesmo respeito para com a verdade; enganando, fraudando, e levando a melhor, sobre todo homem que acreditam na palavra que eles dizem. Tais são a moral, tais as perfeições intelectuais, de acordo com os mais recentes e acurados relatos, dos presentes pagãos, que estão dispersos em grandes números sobre a quarta parte do mundo conhecido! 3. É verdade, que no novo mundo, na América, eles parecem respirar um ar mais puro, e serem em geral, homens de um entendimento mais forte, e de um temperamento menos selvagem. Em meio a esses, então, nós podemos certamente encontrar graus mais elevados de conhecimento, assim como de virtude. Mas, com o objetivo de formar uma justa concepção deles, nós não devemos tomar nosso relato de seus inimigos; daqueles que justificariam a si mesmos, por enegreceram aqueles aos quais buscam destruir. Não; mas vamos inquirir dos julgamentos mais imparciais, concernentes àqueles a quem eles pessoalmente conheceram, os índios, margeando nossos próprios assentamentos, da Nova Inglaterra até a Geórgia. Nós não podemos aprender que existe alguma grande diferença, no ponto de conhecimento, entre algum desses, do leste para o oeste, ou do norte para o sul. Eles são todos alheios ao ensinamento europeu; totalmente estranhos a todo ramo da literatura; não têm a menor concepção de alguma parte da filosofia, especulativa ou prática. Nem têm (quaisquer relatos que alguns tenham dado) alguma coisa como governo civil regular entre eles. Eles não têm leis de qualquer tipo, exceto algumas regras temporais, feitas no tempo, e para o tempo de guerra. Eles igualmente são completamente estranhos às artes de paz, tendo dificilmente alguma tal coisa como um artífice na nação. Eles conhecem nada de construção; e têm apenas cabanas pobres, miseráveis, mal elaboradas, muito inferiores a muitos canis ingleses para cães. Suas roupas, até os últimos tempos, eram apenas peles de animais, comumente de cervos, dependuradas na parte de baixo, frente e costas. Agora, em meio àqueles que têm comércio com nossa nação, é freqüentemente um cobertor, em volta deles. Seu alimento é igualmente delicado, -- milho indígena triturado, algumas vezes, misturado com água, e que devem ser comido imediatamente; algumas vezes, amassados com bolos, carne e farelo de cereais juntos, e meio assados sobre os carvões. Peixe, ou carne, secas ao sol, é freqüentemente adiciona a isto; e, de vez em quando, um pedaço de um cervo robusto, recém morto. Tal é conhecimento dos americanos, quer nas coisas de natureza abstrusas, ou nos assuntos da vida comum. E isto, até onde podemos aprender, é a condição de todos, sem alguma diferença considerável. Mas, na questão da religião, existe uma diferente muito material, entre os índios do nordeste e sudeste: aqueles no norte são idólatras de um tipo mais baixo. Se eles não adoram o diabo, aparecendo em pessoa (o que muitos firmemente acreditam que eles fazem, muitos consideram isto inacreditável), certamente, eles adoram a maioria dos ídolos vis e desprezíveis. Seria mais desculpável, se eles apenas "voltassem da glória do Deus incorruptível, para a imagem do homem corruptível"; sim, de "pássaros, ou bestas de quatro pés, ou répteis", ou alguma criatura que Deus fez. Mas seus ídolos são mais horríveis e deformados do que alguma coisa na criação visível; e toda sua adoração é imediatamente a mais alta afronta à natureza divina, e desgraça para a natureza humana. Ao contrário, os índios de nossas provinciais do sudeste não parecem ter alguma adoração, afinal. Através da mais diligente inquisição, daqueles que passaram muitos anos, em meio deles, eu nunca aprendi que alguma das nações indígenas, que margeiam a Geórgia e Carolina, tem alguma adoração pública de algum tipo, ou alguma em privativo; porque eles não têm idéia da oração. Não é sem muita dificuldade que alguém pode fazer algum deles entenderam o que se quer dizer por oração, e quando conseguem, eles não podem fazer com que compreendam que Deus irá responder ou mesmo ouvi-la. Eles dizem: "Ele que se senta no céu, está tão alto; ele está tão distante", e lidam com seus assuntos, sem ele. Apenas as Chicasaws, de todas as nações índias, são exceção a isto. Eu acredito que podemos nos certificar, em uma inquirição mais restrita, que os índios do sul, como não têm cartas, nem leis, então, propriamente falando, não têm religião, afinal; de maneira que cada um faz o que ele acha bom; e, se parece errado ao seu próximo, ele usualmente, vem até ele, sem ser percebido, e atira ou o escalpa vivo. Eles são igualmente todos (eu nunca encontrei alguma exceção) glutões, beberrões, ladrões, dissimuladores, mentirosos. Eles são implacáveis; nunca esquecem uma injúria ou afronta, ou satisfazem-se com menos do que sangue. Eles são sem misericórdia; matam todos a quem eles aprisionam na guerra, e com as mais terríveis torturas. Eles são assassinos de pais, de mães, assassinos de seus próprios filhos; sendo uma coisa comum para um filho, matar seu pai ou sua mãe, porque eles estão velhos e não podem trabalhar; e para uma mulher buscar aborto, ou atirarem sua criança no rio, porque ela vai à guerra com seu marido. Na verdade, os maridos, propriamente falando, elas não têm; porque qualquer homem deixa sua esposa, assim chamada, a seu bel prazer; quem, freqüentemente em retorno, corta as gargantas de todos os filhos que ela teve com ele. Os Chicasaws apenas parecem ter alguma noção de um intercurso entre o homem e o ser superior. Eles falam muito de seus amados; com os quais eles dizem, eles conversam dia e noite. Mas seus amados os ensinam a comer e beber de manhã à noite, e, de uma maneira, da noite até a manhã seguinte; porque eles se levantam a qualquer hora da noite, quando acordam e comem e bebem, tanto quanto podem, e dormem novamente. Seus amados igualmente expressamente os comanda à tortura e queimam todos os seus prisioneiros. A maneira como fazem isto, é esta: Eles prendem taquaras leves em seus braços e pernas e diversas partes de seu corpo, por algum tempo, e, então, por um tempo, os jogam fora. Eles também espetam pedaços flamejantes de madeira em suas carnes; em qual condição eles os mantêm de manhã à noite. Tal é, no momento, o conhecimento e virtude dos pagãos nativos, sobre a outra quarta parte do mundo conhecido. 4. Na Ásia, no entanto, nós somos informados que o caso é amplamente diferente. Porque, embora os pagãos, margeiem a Europa, os milhares e miríades de Tártaros não têm muito do que se vangloriarem, quer quanto ao conhecimento ou virtude; e, embora as numerosas pequenas nações sob a Mongólia, que retêm seu paganismo original, estejam proximamente no mesmo nível que eles, quanto os habitantes de muitas ilhas grandes e populosas nos mares do leste; sim, nós ouvimos grandes elogios de chineses, que são tão numerosos quanto todos esses juntos; alguns viajantes recentes nos asseguram que a China apenas tem cinqüenta e oito milhões de habitantes. Agora, esses têm sido descritos como homens de uma sagacidade mais profunda, mais alto aprendizado, e mais restrita integridade; e tal, sem dúvida, eles são, pelo menos, com respeito ao conhecimento deles, se nós acreditarmos em seus próprios provérbios: "O chinês tem dois olhos, os europeus um, e os outros homens, nenhum, afinal". E uma circunstância, deve reconhecida em favor deles – Eles estão milhares de milhas distantes; de maneira que, se afirmarem que todo chinês tem literalmente três olhos, será difícil para nós desaprovar isto. Não obstante, existe razão para duvidarmos, até mesmo de seu entendimento; mais ainda, um dos argumentos freqüentemente trazidos para provar a grandeza dele, para mim, demonstra claramente a sua pequenez; ou seja, as trinta mil letras de seu alfabeto. Manter um alfabeto de trezentas letras poderá nunca ser reconciliado com o bom-senso; uma vez que todo alfabeto deve ser tão curto, simples e fácil quanto possível. Nem mais podemos reconciliar, em algum grau do bom-senso, mutilarem todas as mulheres, no império, através tola e estúpida presunção de espremerem seus pés, até que eles não tenham proporção com seus corpos; de maneira que os pés de uma mulher aos trinta anos devem ser ainda tão pequenos, quanto eles foram naturalmente, quando ela tinha quatro anos. Mas com o objetivo de ver a verdadeira medida do entendimento deles, em uma luz mais clara, vamos olhar, não para as mulheres, ou o comum, mas para a parte da nação, mais nobre, mais sábia e mais polida. Olhe para os Mandarins, a glória do império, e veja algum, cada um deles em suas refeições, não se dignando a usar suas próprias mãos, mas tendo seu alimento colocado em suas bocas, por dois servos, colocados para este propósito, um à sua direita e outro, à sua esquerda! Ó, o profundo entendimento do nobre homenzarrão desajeitado, que se senta no meio, e Hiat, ceu pullus hirundinis! "Abrem a boca, como o jovem engole, por sua comida". Certamente um lavrador inglês, ou um marinheiro alemão, teria muita compreensão para suportar isto. Se você diz: "Não, o Mandarim não suportaria isto, a não ser que seja um costume"; eu respondo: sem dúvida que é; mas agora, como isto se tornou um costume? Tal costume não teria começado, muito menos se tornado geral, a não ser, através de uma vontade geral e incrível do senso comum. O que o aprendizado deles é agora, eu não sei; mas, não obstante a ostentação de sua antiguidade, ele foi certamente muito baixo e desprezível no último século, quando eles ficaram tão espantados com a habilidade dos jesuítas franceses, e os veneraram, como sendo quase mais do que humanos, porque calculavam eclipses! E qualquer progresso que eles possam ter feito, desde então, no conhecimento da astronomia, e outras ciências curiosas, preferivelmente, a úteis; é certo que eles ainda são extremamente ignorantes daquilo que mais concerne a eles saberem: Eles não conhecem, mais do que os hotentotes; eles são todos idólatras de um homem; e tão tenazes em sua idolatria nacional, que, até mesmo aqueles a quem os missionários franceses chamaram de convertidos, ainda assim, continuaram, um e todos, a adorarem Confúcio, e as almas de seus ancestrais. É verdade, que, quando isto foi mais fortemente representado em Roma, por um honesto Dominicano que veio de lá, um touro foi enviado para a China, proibindo-os de fazerem isto mais. Mas os bons antepassados mantiveram isto privativamente, entre eles mesmos, dizendo que os chineses não eram capazes de suportar isto. Tal é a religião deles com respeito a Deus. Mas eles não são eminentes por conta de todas as virtudes sociais; todas as que têm lugar entre homem e homem? Sim, de acordo com os relatos que alguns têm dado. De acordo com esses, eles são a glória da humanidade, e podem ser um padrão para toda a Europa. Mas não existe alguma razão para duvidarmos, se estes relatos são verdadeiros? O orgulho e ociosidade são bons ingredientes da virtude social: E pode toda a Europa igualar-se, tanto na ociosidade ou orgulho da Nobreza e Pequena Nobreza chinesa, que são tão majestosas ou tão indolentes, até mesmo para colocar o alimento em suas próprias bocas? Ainda que eles não sejam tão orgulhosos, ou tão indolentes para oprimirem, roubarem, defraudarem, todos que caem em suas mãos. Quão flagrantes exemplos disto, alguém pode encontrar, até mesmo no relato da viagem do Lorde Anson! Exatamente concordante com os relatos dados, por todos os nossos compatriotas que tiveram comércio em alguma parte da China; assim como com a observação feita de um falecido escritor em sua "Gramática Geográfica". "Intercâmbio ou comércio, ou antes, fraude e embuste", são as tendências naturais e engenhosas dos chineses. O lucro é seu Deus; eles preferem isto a tudo o mais. Um estrangeiro está em grande perigo de ser fraudado, se ele confia em seu próprio julgamento; e se ele emprega um comerciante chinês; já é grande coisa que ele não se junte com o mercador para trapacear o estrangeiro. "Suas leis os obrigam a certas regras de civilidade em suas palavras e ações: e eles são naturalmente uma geração bajuladora e servil; mas os maiores hipócritas sobre a face da terra". 5. Tal é a virtude ostentada por aqueles que são, além de todos os graus de comparação, os melhores e mais sábios de todos os pagãos na Ásia. E quão poucos preferíveis a eles são aqueles na Europa! Ou melhor, quantos graus abaixo deles! Vasto número desses está dentro dos limites dos moscovitas; mas quão espantosamente ignorantes! Quão totalmente nulos tanto da sabedoria civil, quanto sagrada! Que selvageria chocante, tanto em seus temperamentos quanto maneiras! Sua idolatria é do tipo mais abjeta e vil. Eles não apenas adoram a obra de suas próprias mãos; mas ídolos das formas mais horríveis e detestáveis, que os homens e demônios poderiam transmitir. Igualmente selvagem (ou mais ainda, se mais for possível), como se sabe, são os nativos da Lapônia; e, na verdade, de todas as regiões que têm sido descobertas para o norte de Moscou ou Suécia. Na verdade, o grosso dessas nações parecem ser consideravelmente mais bárbaras, não apenas do que os homens perto do Cabo da Boa Esperança, mas mais do que muitas tribos na criação bruta. Assim, nós temos visto qual é o presente estado dos pagãos em toda a parte do mundo conhecido; e esses ainda compõem, de acordo com o cálculo precedente, muito próximo a dois terços da humanidade. Vamos agora calma e imparcialmente considerar de que maneira os homens Maometanos são em geral. 6. Um engenhoso escritor, que, alguns poucos anos atrás, publicou uma tradução pomposa do Alcorão, esforçou-se bastante para nos dar uma opinião mais favorável, tanto de Maomé quanto de seus seguidores; mas; ele não pode lavar o branco Etíope. Afinal, os homens que têm, a não ser uma parcela moderada de razão, não podem deixar de observar em seu Alcorão, até mesmo tão polido pelo Sr. Sale, os mais grosseiros e ímpios absurdos. Citar pormenores é agora meu trabalho: É suficiente observar, em geral, que o entendimento humano deve ser aviltado, em um grau inconcebível, naqueles que podem absorver tais absurdos, como divinamente revelados. E, ainda assim, nós sabemos que os Maometanos não apenas condenam todos que não podem tragá-los para o fogo eterno, -- não apenas destinado a eles mesmos o título de Muçulmanos, ou Verdadeiros Crentes, -- mas; mesmo amaldiçoados, com a mais extrema amargura, e condenados à destruição eterna, todos seus irmãos, da seita de Hali, todos os que contendem pela interpretação figurativa deles. Que esses homens, então, não têm conhecimento ou amor de Deus é inegavelmente manifesto, não apenas de suas noções grosseiras dele, mas do fato de não amarem seus irmãos. Mas eles não têm sempre uma causa tão convincente para odiar e matar, um ao outro, como a diferença de opinião. Os Maometanos assassinarão, uns aos outros, por milhares de razões, sem uma reivindicação tão plausível quanto esta. Como é que tais números de turcos e persas têm assassinado um ao outro a sangue frio? Verdadeiramente, porque eles diferem na maneira de cobrirem suas cabeças. O otomano [turco] mantém veementemente (porque ele tem inquestionável tradição do seu lado), que um Mulçumano deveria usar um turbante redondo; considerando que os persas insistem em sua liberdade de consciência, e o tiram antes. Assim, por causa desta maravilhosa razão, na falta de uma mais plausível, eles estouram o cérebro uns dos outros, por gerações em gerações! Não é, portanto, estranho que, desde que a religião de Maomé apareceu no mundo, os adeptos dela, especialmente aqueles sob o Império turco, têm sido como lobos e tigres para todas as outras nações, despedaçando e rasgando tudo que cai em suas patas impiedosas, e os triturando com seus dentes de ferro; aquelas inúmeras cidades são destruídas completamente, desde o alicerce, e apenas seus nomes permanecem; que muitas regiões, que foram uma vez, como o jardim de Deus, são agora um deserto desolado; e que, tantas nações, antes numerosas e poderosas foram varridas da terra! Tal foi, e é até hoje, a ira, a fúria, e vingança desses destruidores da espécie humana. 7. Prosseguiremos agora para o mundo cristão. Mas nós não devemos julgar os cristãos em geral, daqueles que estão espalhados, através dos domínios turcos: os cristãos Armênios, Georgianos, Mendrelianos; nem, de fato, de algumas outras da comunhão grega. A ignorância grosseira e bárbara; a profunda e estúpida superstição; o zelo cego e amargo; e a sede interminável, em busca de disputais vãs; e contenda de palavras, que têm reinado por muitas eras, na Igreja grega, que quase baniu a religião verdadeira, do meio deles, faz com que esses dificilmente mereçam o nome de cristãos, e colocam um insuperável obstáculo diante dos Maometanos. 8. Talvez, esses da comunhão romana possam dizer: "Qual a surpresa que este seja o caso com os heréticos? Com aqueles que erraram da fé Católica; mais ainda, e deixaram o seio da Igreja?". Mas qual é o caso com aqueles que não deixaram aquela igreja, e que retêm a fé romana ainda? Sim, com o mais zelosos de todos os benfeitores, os habitantes da Itália, da Espanha, e Portugal? Em que eles distinguem-se da Igreja grega, com exceção no italianismo, recebido pela tradição de seus antepassados pagãos, e dispersos, através de toda cidade e vila? Eles podem, de fato, elogiarem a castidade, e insultarem as mulheres, em voz alta, como o antepassado deles, Juvenal; mas qual é a moral de tudo isto: — Nonne putas melius, quod tecum pusio dormit? Esta, nós devemos reconhecer, é a glória da Igreja romana. Em que ela se sobressai à grega. Eles excedem a ela, igualmente, no Deísmo. Talvez, não exista uma região no mundo, pelo menos naquela parte dele que leva o nome cristão, em que tão larga proporção de homens de educação sejam absolutos Deistas, se não, Ateístas, como a Itália. E desta, a praga tem se espalhado largamente; em especial, através da França. De maneira que, os motivos temporais não tivessem reprimido, não apenas uma pequena parte da Nobreza e da Pequena Nobreza francesa não teria mais consideração à Revelação cristã, do que aos Mandarins na China. Eles se sobressaem, ainda mais, no assassinato, tanto privado, quanto público. Exemplos do primeiro abundam sobre toda a Itália, Espanha e Portugal; e a freqüência do sangue derramado tem tirado fora todo aquele horror que, do contrário, o atenderia. Vamos tomar um exemplo de milhares: Um cavalheiro inglês foi, alguns anos atrás, em uma diversão na Brescia, quando alguém que estava perto dele, sussurrou algumas poucas palavras em seu ouvido, que ele não entendeu bem. Ele perguntou ao seu anfitrião: "O que aquele cavalheiro queria dizer, com essas palavras?". E lhe foi respondido: "Que ele matará você: E um italiano nunca é pior do que sua palavra nisto. Você não tem saída, a não ser antecipar-se a ele". Isto ele rejeitou com repugnância. Mas seu anfitrião, parecendo, não ser de uma consciência tão terna, enviou um estrangeiro até ele, de manhã, que disse: "Senhor, olhe para fora de sua janela; -- Eu fiz o seu serviço. Aqui ele está. Você, por favor, dê-me meu pagamento". Ele retirou um punhado de dinheiro, em grande confusão, e gritou: "Aqui, tire o que você quiser". O outro respondeu: "Senhor, eu sou um homem de honra; eu tirarei apenas meu pagamento"; pegou um pequeno pedaço de prata, e retirou-se. Este foi um homem de honra em meio aos cristãos da Igreja romana! E muitos tais são encontrados em toda a Itália, cujo comércio é cortar as gargantas: matar por aluguel, a sangue frio. Eles têm homens de consciência também. Tais foram dois dos soldados Católicos, sob o famoso duque de Alva, que irromperam dentro da casa de um pobre conterrâneo, em Flanders, mataram a ele, e sua esposa, com cinco ou seis filhos; e depois de terminarem seu serviço, sentaram-se para desfrutarem do fruto de seu trabalho. Mas, no meio da refeição, a consciência deles despertou. Um deles levantou-se bruscamente em grande emoção e clamou: "Ó, Senhor, o que eu fiz? Quando eu esperava por salvação eu comi carne na Quaresma!". A mesma espécie de consciência indubitavelmente foi a que constrangeu o falecido rei mais cristão, na defesa de seus tratados mais solenes, de todos os laços, divino e humano, mais graciosamente assassinar tantos milhares de seus quietos e submissos súditos; ao ordenar a seus dragões, quando quer que eles encontrem Protestantes adorando a Deus, caíssem sobre eles, espadas na mão, sem qualquer respeito ao sexo ou idade. Foi a consciência, sem dúvida, que induziu tantos dos duques de Savoy, a não se oporem à fé publica, engajada repetidas vezes, a espalhar o sangue de seus leais súditos; os Vaudois, como água, a destruírem seus campos e suas cidades. O que, a não ser a consciência, moveria os bons Católicos de um reino vizinho, no último século, a assassinar (de acordo com seu próprio relato) duzentos e quinze mil Protestantes em seis meses? Um sacrifício precioso este! O que é uma hecatombe, centena de bois, em comparação a duzentos mil homens? E, ainda assim, o que é, até mesmo, isto para todo o número de vítimas que têm sido oferecidas na Europa, desde o começo da Reforma; parcialmente pela guerra, parcialmente pela Inquisição, e milhares de outros métodos da crueldade romana? Não menos, dentro de quarenta anos, se o cálculo de um eminente escritor for justo, do que quarenta e cinco milhões! Tal é a consciência, tal é a religião, dos cristãos romanos! Da Inquisição deles (a Casa da Misericórdia, como ela é desafortunadamente chamada), eu daria algum relato, mas isto já tem sido largamente descrito por outros. Ainda assim, não pode ser impróprio dar uma mostra daquela misericórdia que eles mostram àqueles sob seus cuidados. No Ato de Fé, assim chamado, que foi celebrado alguns anos atrás, quando o Dr. Geddes estava em Portugal, um prisioneiro que esteve confinado por nove, foi trazido para execução. Olhando para o alto, e vendo o que ele não tinha visto, por tanto tempo, o sol no meio do céu, ele clamou: "Como pode alguém que vê aquela gloriosa criatura, adorar algum, a não ser o Deus que o fez?". O padre que o atendeu imediatamente ordenou que uma mordaça fosse colocada sobre seus lábios, para que ele não pudesse mais falar. Vejam os cristãos que receberam todas as vantagens da educação, todas as ajudas do aprendizado moderno e antigo!"Não, mas nós temos ainda ajudas maiores do que eles. Nós somos reformados dos erros do Papismo; nós protestamos contra todas as recentes corrupções, com as quais a Igreja de Roma poluiu o antigo Cristianismo. As monstruosidades, portanto, das regiões Papista não devem ser responsabilizadas sobre nós: Nós somos Protestantes, e temos nada a ver com os maus hábitos e vilanias das nações romanas". 9. Não temos? As nações Protestantes têm nada a ver com essas reflexões melancólicas do Sr. Cowley? – "Se vinte mil americanos nus não são capazes de resistirem aos assaltos de vinte espanhóis bem armados, como é possível a um homem honesto defender-se contra vinte mil patifes, todos equipados, com as armas defensivas da prudência mundana, e a ofensiva também da habilidade e malícia? Ele encontrará não menos vantagens do que esta, contra ele, se ele tiver muito a fazer com os assuntos humanos. Vocês se admiram, então, que um homem virtuoso possa amar estar sozinho? É difícil para ele ser de outra maneira. Ele se sente assim, quando está em meio a dez mil. Nem é tão desconfortável estar sozinho, sem alguma outra criatura, quanto é estar sozinho em meio à bestas selvagens. O homem é para o homem todas as espécies de bestas: um cão adulador, um leão que ruge, uma raposa que rouba, um lobo que assalta, um crocodilo dissimulado, uma isca traiçoeira, um abutre voraz". "As mais civilizadas, eu penso, de todas as nações, são aquelas as quais consideramos as mais bárbaras. Existe alguma moderação e boa natureza no Toupinambaltions, que comem nenhum homem a não ser seus inimigos; enquanto nós, cultos e polidos cristãos europeus, como muitos lúcios e tubarões, atacamos tudo que podemos tragar". As nações Protestantes não estão preocupadas com aquele quadro humorado, mas terrível, desenhado por uma eminente mão falecida? – "Ele estava perfeitamente atônito (e quem não estaria, se fosse a primeira vez que ele ouvisse isto?), diante do relato histórico, que eu dei a ele de nossos negócios durante o último século; protestando que somente um monte de conspirações, rebeliões, assassinatos, massacres; e todos os efeitos piores da avareza, partidarismo, hipocrisia, deslealdade, crueldade, ira. Loucura, ódio, inveja, luxúria, malícia, e ambição, poderiam produzir". "Mesmo em tempos de paz, quantas pessoas inocentes e excelentes têm sido condenadas à morte ou banimento, pelos grandes ministros, praticando a corrupção dos juízes, e a malícia das facções! Quantas vilanias têm sido exaltadas nos mais altos lugares de confiança, poder, dignidade, e proveito! Por quais métodos, os grandes números, em todos os países procuraram títulos de honra e vastas estátuas! Perjúrio, opressão, suborno, fraude, extravagância, eram algumas das mais desculpáveis; porque muitos deviam sua grandeza à sodomia ou incesto; outros, à prostituição de suas próprias esposas e filhas; outros, a traição de seu país, ou seu príncipe; mais por perverter a justiça para destruir um inocente". Bem que o perspicaz autor poderia acrescentar: "Se uma criatura pretende que a razão seja culpada de tais monstruosidades, certamente, a corrupção daquela faculdade é muito pior do que a própria brutalidade". Agora, somente as nações Papistas estão preocupadas com isto? Os Protestantes estão completamente limpos? Não existe tal coisa entre eles (para tomar um exemplo apenas), como "perverter a justiça", até mesmo nas cortes públicas da judicatura? Não se pode dizer de alguma nação Protestante: "Existe uma sociedade, em nosso meio, de homens instruídos, desde sua juventude, na arte de provar, conforme eles são pagos, pelas palavras multiplicadas para o propósito, que branco é preto, e preto é branco?". "Por exemplo: Se meu vizinho tem em mente minha vaca, ele contrata um advogado para provar que ele deve tirar minha vaca de mim. Eu devo contratar outro para defender meu direito, sendo contra todas as regras da lei, que um homem possa falar por si mesmo. Ao argumentar. Eles não se estendem nos méritos da causa, mas sobre circunstâncias estranhas a ela. Por exemplo: Eles não utilizam o método mais curto, para saber que direito de posse meu adversário tem sobre minha vaca; mas se a vaca é vermelha ou preta, se seus chifres são longos ou curtos; se o campo em que ela pasta é redondo ou quadrado, e por ai vai. Depois do que, eles adiam a causa de tempos em tempos; e em dez ou vinte anos, até que chegam a um resultado". "Esta sociedade, igualmente, tem um jargão, de sua autoria, na qual todos as suas leis são escritas. E essas, eles tomam cuidado especial de multiplicar; por meio das quais misturam a verdade com a mentira; o certo com o errado, o que levará doze anos para decidir, se o campo, deixado pelos meus ancestrais, por seis gerações, para minha pessoa, me pertence ou a alguém a três milhas distante". Nas regiões Papistas apenas pode ser dito: "Não parece que alguma perfeição é requerida em direção à aquisição de alguma situação em entre vocês; muito menos que os homens sejam enobrecidos por conta do relato de suas virtudes; que os padres sejam melhorados por sua piedade ou aprendizado; os Juizes por sua integridade; os senadores pelo amor ao seu país; ou conselheiros por sua sabedoria?". 10. Mas existe ainda uma prova maior e mais inegável de que os próprios alicerces de todas as coisas, civis e religiosas, estão extremamente fora no mundo cristão, assim como pagão. Existe uma reprovação ainda mais horrível para o nome cristão, sim, para o nome do homem, para toda razão e humanidade. Existe guerra no mundo! Guerra entre os homens! Guerra entre cristãos! Eu quero dizer, entre aqueles que carregam o nome de Cristo, e professam "caminhar como Ele também caminhou". Agora como reconciliar guerra, eu não direi com a religião, mas em algum grau, com a razão e bom-senso? Mas não existe uma causa? Ó, sim: "As causas da guerra", como o mesmo escritor observa, "são inumeráveis. Algumas das principais são estas: a ambição dos príncipes; ou a corrupção de seus ministros: diferença de opinião; quanto, se a carne é pão, ou o pão é carne; se o suco de uva é sangue ou vinho; qual é melhor cor para o casaco, se preta, branca ou cinza; e se seria longo ou curto; estreito ou largo; Nem existem algumas guerras tão furiosas como aquelas ocasionadas pela diferença de opiniões. 'Algumas vezes, dois príncipes fazem guerra, para decidir qual deles expropria a terça parte de seus domínios. Algumas vezes, a guerra começa, porque um outro príncipe é muito forte; algumas vezes, porque ele é muito fraco. Algumas vezes, nossos vizinhos necessitam das coisas que temos, ou têm as coisas que necessitamos: Assim, ambos lutam, até que eles tirem as nossas, ou tiremos as deles". "É razão para invadir a região, que as pessoas estejam sendo destruídas pela penúria; pela pestilência, ou envolvida pela facção; ou ataquem nosso aliado mais próximo, se parte de sua terra torna nossos domínios mais redondos e compactos. Uma outra causa para fazer esta: uma tripulação é dirigida pela tempestade que ela não sabe de onde; por fim, chega à terra firme e desembarca; ela é entretida com amabilidade. Eles dão à região um novo nome; colocam uma pedra ou madeira podre como um memorial; matam uma dúzia de nativos, e trazem um casal à força. Aqui começa um novo direito de domínio: Navios são enviados, e os nativos expulsos ou destruídos. E isto é feito para civilizar e converter pessoas bárbaras e idólatras". Mas, qualquer que seja a causa, nós vamos, calma e imparcialmente, considerar a coisa em si mesma. Aqui existem quarenta mil homens reunidos para este plano. O que eles vão fazer? Veja, existem trinta ou quarenta mil a uma pequena distância. E esses vão atirar direto na cabeça ou corpo, perfurá-los, ou dividirem seu crânio, e enviar a maioria de suas almas para o fogo eterno, tão rápido quando possivelmente puderem; Por que? Que dano eles causaram a eles? Ó, nenhum afinal! Eles nem mesmo os conhecem. Mas digamos que um homem, que é rei da França, tem uma disputa com outro homem, que é rei da Inglaterra. Assim, esses franceses devem ser mortos como muitos desses ingleses, para provar que o rei da França está no direito. Agora, que argumento é este! Que método de prova! Que espantosa maneira de decidir controvérsias! O que a humanidade deveria ser, antes que tal coisa como guerra, alguma vez, fosse conhecida ou pensada sobre a terra? Quão chocante; quão inconcebível falta de entendimento comum deve ter havido, assim como de humanidade comum, antes que dois governadores, ou duas nações no universo pudessem, uma vez, pensar em tal método de decisão? Se, então, todas as nações, pagãs, maometanas, e cristãs, de fato, fizerem disto seu último recurso, que prova adicional, nós precisamos, da completa degeneração, em todas as nações, dos princípios mais simples da razão e virtude? Da absoluta falta, ambos de bom-senso e humanidade comum, que corre através de toda a raça da humanidade? Sob que luz justa e forte isto é colocado pelo escritor citado antes! – "Eu dei a ele uma descrição dos canhões, mosquetes, pistolas, espadas, baionetas; dos cercos, ataques, minas, contraminas, bombardeamentos; dos engajamentos pelo mar e terra; navios afundaram com milhares de homens; vinte mil mortos de cada lado, moribundo gemendo, pulmões sem ar; fumaça, barulho, pisoteado até a morte por cavalos, fuga, perseguição, vitória; campos disseminados com carcaças, deixadas como alimento para cães e bestas; e, mais, saqueando, desguarnecendo, e destruindo. Eu assegurei a ele que eu vi centenas de inimigos explodirem, de uma só vez, em um cerco, e tanto quanto em um navio, e observei os corpos mortos caírem em pedaços das nuvens, para a grande diversão dos espectadores". Não é espantoso, além de toda expressão, que esta seja a verdade nua? Que, num curto espaço de tempo, este tenha sido o caso real, em quase toda parte, até mesmo do mundo cristão? E, neste meio tempo, nós gravemente falamos da "dignidade de nossa natureza", no seu estado presente! Isto é realmente surpreendente, e facilmente levaria, até mesmo, um homem equilibrado a dizer: "Alguém poderia tolerar os homens, se eles estivessem contentes com todos esses maus hábitos e tolices, aos quais a natureza os tem autorizado. Eu não me sinto provocado á vista de um batedor de carteiras, um jogador, um político, um subornador, um traidor, ou coisa parecida. Isto tudo está de acordo com o curso natural das coisas. Mas, quando eu observo uma protuberância de deformidades e doenças, no corpo e mente, entusiasmado com o orgulho, isto quebra todas as medidas da minha paciência; nem eu, alguma vez, seria capaz de compreender, como tal animal e tal tendência condenável podem se corresponder". E certamente, todas as nossas declamações sobre a força da razão humana, e a eminência de nossas virtudes não são mais do que jargões de orgulho e ignorância, por quanto tempo existirem tais coisas como guerra no mundo. Pode-se nunca admitir que os homens em geral sejam criaturas racionais, até que eles não mais conheçam alguma guerra. Por quanto tempo este monstro espalhe-se descontrolado, onde está a razão, virtude, e humanidade? Elas estão totalmente excluídas; elas não têm lugar; elas são apenas um nome, e nada mais. Se, até mesmo, a um pagão desse um relato de uma época em que a razão e a virtude reinaram, ele não admitiria que a guerra tivesse lugar lá. Assim, Ovídio dos tempos dourados: -- Nondum praecipites cingebant oppida fossae; Non galeae, non ensis erat. Sine militis usu Mollia securae peragebant otia gentes. "Precipícios, então, não cercam as cidades; nem elmo brilhante; nem espada assassina foi encontrada: Nem armas, eles tinham manejado; nem guerras, travado; mas paz e segurança coradas de época bem-aventurada". 11. Quão distante, o mundo está deste presente estado! Ainda assim, quando nós falamos da tolice e maldade da humanidade, nós não podemos excetuar nosso próprio país a Grã-Bretanha e Irlanda? Nestes, nós temos tais vantagens de crescimento, tanto conhecimento quanto virtude, como dificilmente alguma outra nação desfruta. Nós estamos, sob uma excelente constituição, o que assegura nossa liberdade religiosa e civil. Temos a religião ensinada em sua pureza primitiva, sua simplicidade genuína, e nativa. E de que maneira isto prospera, em nosso meio, nós podemos saber com grande facilidade e certeza; porque não dependemos da boato, ou do relato de outros, ou raciocínios engenhosos e incertos; mas podemos ver tudo com nossos próprios olhos, e ouvir com nossos próprios ouvidos. Bem, então, fazendo toda consideração possível, vamos supor que a humanidade, em geral, está no mesmo nível com respeito ao conhecimento e virtude, até mesmo, com relação às nossas ilhas favorecidas; e tomamos nossas providências, do presente estado inegável de nossos próprios compatriotas. Com o objetivo de inspecionar esses, vamos começar com o mais inferior, e prosseguir para o mais elevado. O grosso dos nativos da Irlanda deve ser encontrado dentro ou perto de pequenas choupanas, através do reino, a maioria feita por eles mesmos, consistindo de paredes de barro, cobertas com palha, ou gramado, com uma abertura no lado da parede, que serve de porta, janela e chaminé. Aqui, em uma sala, existe uma vaca e um porco; a mulher com seus filhos, e o chefe da família. Agora, que conhecimento têm esses animais racionais? Eles sabem plantar e ferver suas batatas, ordenhar sua vaca, tirar e colocar suas roupas, se eles têm algo além de um cobertor; mas outro conhecimento, eles não têm, exceto a religião. E o que eles conhecem dela? Um pouco mais do que os africanos, e não muito. Eles sabem os nomes de Deus, e Cristo, e a Virgem Maria. Eles sabem um pouco de St.Patrick, o Papa, e os Padres; como usar seu rosário, dizer Ave Maria e Pai Nosso; a fazer a penitência que lhe é ordenada, ouvir a missa, confessar, e pagar pelo perdão de seus pecados. Mas quanto à natureza da religião, a vida de Deus na alma, eles não sabem mais (eu não direi que um padre, mas) que as bestas do campo. E quão pouco acima desses, estão os numerosos habitantes das partes nortes da Escócia, ou das ilhas que se estendem tanto do lado ocidental quanto norte daquele reino! Que conhecimento, têm esses, e que religião? A religião deles usualmente se situa em um simples ponto, na simplicidade de acreditar no chefe de seu clã, e implica fazer o que ele ordena. Entretanto, eles são, um e todos, tão ignorantes da religião racional e bíblica, quanto da Álgebra; e completamente tão longe da prática quanto da teoria dela. "Mas não é assim na Inglaterra. As pessoas das camadas mais inferiores aqui são mais bem instruídas". Eu ficaria muito feliz se encontrasse isto assim; mas eu duvido que um teste justo não mostre o contrário. Eu temo que possamos ainda dizer de milhares, miríades de camponeses, homens, mulheres e crianças, em toda nossa região, -- "Eles são tão selvagens quanto os riachos indígenas inatos. Os selvagens cristãos permanecem estranhos; sim, inimigos de Deus, para fazer com que você derrame seu sangue em vão". A generalidade dos camponeses não é apenas grosseira, estúpida, eu quase diria, brutalmente ignorante, quanto a todas as ciências desta vida, mas, eminentemente assim, com respeito à religião e à vida vindoura. Pergunte a um conterrâneo: O que é fé? O que é arrependimento? O que é santidade? Qual é a religião verdadeira? E ele não será mais capaz de lhe dar uma resposta inteligível, do que se você tivesse perguntado a respeito da passagem em direção ao norte. Existe, então, alguma possibilidade de que eles pratiquem o que eles nada conhecem dela? Se a religião não está nem mesmo em suas mentes, ela pode estar em seus corações ou vidas? Não pode. Nem existe o menor traço disto, quer em seus temperamentos ou modo de vida. Nem em um, nem no outro, eles estão um jota acima do nível de um turco ou um pagão. Talvez, possa ser dito: "O que quer que os rudes no interior do país sejam, o povo perto da costa é mais civilizado". Sim, grande número deles é, dentro e próximo a todos os nossos portos: muitos milhares são civilizados pelo contrabando. Os números com respeito a isto, em todas as nossas costas são tão maiores do que se pode imaginar. Mas que razão, e que religião, têm esses que pisoteiam todas as leis, divinas e humanas, através de um curso de roubo, ou recebendo mercadorias roubas, ou saqueando seu rei e região? Eu digo rei e região; vendo que o que quer que seja tomado do rei, em efeito é tirado do país, que é obrigado a suprir todas as deficiências nas taxas reais. Esses são, portanto, ladrões gerais. Eles roubam a você e a mim, e cada um de seus conterrâneos; uma vez que, tivesse o rei seus devidos impostos, uma grande parte de nossas taxas seria poupadas. Um contrabandista, então, (e, na proporção, todo vendedor ou comprador de bens estranhos) é um ladrão de primeira ordem; um ladrão de estrada, um batedor de carteiras da pior espécie. Que nenhum desses tagarelem a respeito da razão e religião. É um exemplo espantoso da tolice humana, que todo governo na Europa não dirija esses animais daninhos para fora, dentro de terras desabitadas. Nós estamos todos endividados com estes destacamentos do exército que têm limpado algumas de nossas coisas destes aborrecimentos públicos; e, de fato, muitos daquele corpo, têm, em diversos aspectos, merecido o bem de nossa região. Ainda assim, nós podemos dizer da classe militar, em geral, que eles são homens de razão e religião? Eu temo que não. A grande maioria deles não é nula de quase todo o conhecimento, divino e humano? E a virtude deles é mais eminente do que seu conhecimento? Mas eu os poupo. Possa Deus ser misericordioso com eles! Possa ele ser glorificado, pela reforma deles, preferivelmente do que pela sua destruição! Existe algum conhecimento ou virtude, a mais, naquele vasto corpo de homens (algumas centenas de milhares) de marujos ingleses? Certamente que não. Não é sem motivo, que um navio tem sido chamado de "inferno flutuante". Que poder, que forma de religião deve ser encontrada em nove de dez; eu poderia dizer, ou em noventa e nove de cem, tanto em nossos navios comerciantes, quanto em nossos navios-de-guerra? O que os homens neles pensam ou conhecem a respeito da religião? O que eles praticam; tanto os marujos quanto os marinheiros? Eu duvido que alguns marujos pagãos, em alguma região ou época, grega, romana, ou bárbara, alguma vez, vieram para as nossas regiões, por profunda ignorância, e por impiedade impudente, desavergonhada, escandalosa. Acrescente a essas, as nossas renomadas metrópoles, toda a raça de carregadores, carreteiros, carros de aluguel, cocheiro, eu sinto muito em dizer, nobres e lacaios (juntos, somando mais de alguns milhares), e você terá tal coleção de conhecidos e piedosos cristãos, que toda a Europa não poderá exceder! "Mas todos os homens não são como estes". Não; é lamentável que eles possam. E ainda assim, quão pouco melhor são os varejistas de brandy ou gim, os freqüentadores das cervejarias, as ostreiras, as mulheres desbocadas, e outras boas criaturas, às voltas com a linguagem vulgar, e os vários clãs de bufarinheiro, e mascates, que patrulham as ruas, ou percorrem a feira de roupas velhas, e outros lugares públicos! Esses, igualmente, somam diversos milhares, mesmo dentro da Taxas de Mortalidade. E que conhecimento, eles têm? De que religião, eles são? Que moralidade, eles praticam? "Mas, esses não têm a vantagem da educação; muitos deles dificilmente são capazes de escrever ou ler". Prossigamos nós, então, para aqueles que têm essas vantagens, os oficiais dos Impostos e Direitos Alfandegários. Esses, em geral, são homens de razão, que pensam com clareza e coerência, e falam pertinentemente sobre o objeto dado? Eles são homens de religião; sóbrios, equilibrados, tementes a Deus e operando a retidão; tendo uma consciência nula de ofensa em direção a Deus e em direção ao homem? Quantos vocês encontram deste tipo em nosso meio? Homens que temem uma praga; que temem um perjuro mais do que a morte; que prefeririam morrer a negligenciar parte daquele dever que eles têm jurado executar; que logo será feito em pedaços, do que permitir que algum homem, sob qualquer pretexto, defraude Sua Majestade de seu justo direito? Quantos deles não são dissuadidos de fazer sua obrigação, quer por temor ou favor, sem se preocupar com ameça na execução de seu ofício, e sem aceitar suborno, chamados de presentes? Esses apenas são homens sábios e honestos. Registre todo o restante como tendo nem religião, nem razoável razão. "Mas, certamente os comerciantes têm". Alguns têm a ambos; e em um grau eminente. Alguns de nossos comerciantes são uma honra para a nação. Mas a grande maioria é assim? A vasta maioria de nossos comerciantes, na cidade ou no país, é compreendida, eu não diria de homens religiosos, mas de homens honestos? Quem deve julgar se eles são ou não? Talvez, você pense que Paulo seja muito rigoroso. Vamos apelar, então, para Cícero, um honesto pagão. Agora, quando ele está registrando as regras de honestidade, entre homem e homem, ele propõe dois casos: -- 1º. Antisthenes traz um navio, carregado de milho para Rhodes, em um tempo de muita escassez. Os rodianos se aglomeram ao redor dele para comprar. Ele sabe que cinco outros navios, carregados com milho virá amanhã. Ele deveria dizer aos rodianos isto, antes que ele vendesse seu próprio milho?"Sem dúvida, deveria", diz o pagão; "do contrário, ele ganha com a ignorância deles, e, assim, ele não é melhor do que um ladrão ou um pirata". 2º. Um nobre romano vem até um cavalheiro para comprar sua casa, e diz a ele: "Existe uma outra casa, a ser construída perto desta, que irá escurecer as janelas", e, neste relato, faz uma redução no preço. Alguns anos mais tarde, o cavalheiro a compra dele novamente. Mais tarde, ele processa o nobre por vendê-la, sem lhe dizer primeiro que casas seriam construídas perto, o que escureceria as janelas. O nobre argumenta: "Eu pensei que ele soubesse disto". O Juiz pergunta: "Você disse a ele ou não?". E, quando ele reconhece que não disse, ele determina: "Isto é contrário à lei. Que nada seja feito de maneira fraudulenta", e o sentencia imediatamente a pagar, de volta, parte do preço. Agora, como muitos de nossos comerciantes chegam ao padrão pagão de honestidade? Quem está limpo de dolo enganoso, tal fraude como o romano julga deveria ser imediatamente condenada? Quais de nossos compatriotas teriam vendido seu milho, ou outras mercadorias, ao preço mais alto que pudesse? Quem teria baixado seu próprio preço, dizendo aos seus fregueses que haveria abundância no dia seguinte? Talvez, dificilmente um em vinte. Aquele, o pagão admitiria ser um homem honesto; e, cada um dos demais, de acordo com sua sentença, é "nada melhor do que um ladrão ou um pirata". Eu devo reconhecer, que eu, uma vez, acreditei no grupo de mercadores ingleses, como sendo homens da mais estrita honestidade e honra. Mas recentemente eu tive muita experiência. Quem quer que prejudique a viúva e o órfão, não sabe o que significa honra ou honestidade. E quão poucos existem que teriam escrúpulos nisto! Eu poderia relatar muitas instâncias flagrantes. Que uma seja suficiente: Um mercador morre, em pleno curso de um negócio muito extensivo. Um outro concorda com a viúva, contanto que ela o recomende para o último correspondente de seu falecido marido, que ele concederia a ela, anualmente, tal proporção de lucro do comércio. Ela assim o faz; e as mercadorias são retiradas, e que ela guarda com um homem eminente. Este homem eminente positivamente recusa dá-las de volta para ela; mas as dá para um outro mercador, e, assim a deixa inteiramente à mercê de sua própria sorte. A conseqüência é que o outro diz que não existe proveito, afina; assim ele não lhe dá uma moeda. Agora, onde está a honestidade ou honra, quer do homem que fez o acordo, ou daquele que deu de volta as mercadorias para ele? Que existe honra, mais do que isto, que existe honestidade, a ser encontrada em um corpo de homens, em meio aos cavalheiros da lei, eu firmemente acredito, sejam advogados, solicitadores, ou conselheiros. Mas eles não estão escassamente espalhados? A generalidade dos advogados e solicitadores na Chancelaria ama seu próximo como a ela mesma, e faz aos outros, o que (se as circunstâncias forem mudadas), ela gostaria que os outros fizessem a ela? A generalidade dos conselheiros caminha, pela mesma regra, e pelas mesmas regras de justiça, misericórdia e verdade? Eles usam de seus mais extremos esforços, para fazer com que eles tomem todo o cuidado que a natureza da coisa irá permitir, para que seja assegurado que a causa seja justa e boa, antes que eles empreendem defendê-la? Eles nunca sabidamente defendem uma causa má, e assim, tornam-se cúmplices no erro e opressão? Eles nunca entregam o pobre na mão de seu opressor, e vê que tal como está na necessidade, não tem direito? Eles não são freqüentemente os meios de reter o pão do faminto, o vestimenta do nu, até mesmo quando é deles mesmos, quando eles têm o claro direito disto, pela lei, tanto de Deus, quanto do homem? Isto não é efetivamente feito, em muitos casos, pelo prolongamento do processo judicial, de ano a ano? Eu soube de uma queixa amigavelmente apresentada na Chancelaria, pelo consentimento de todas as partes; o administrador assegurou a eles, que um decreto seria obtido em dois ou três meses. Mas, embora diversos anos agora tenham decorrido, eles não podem ver a terra ainda; nem eu sei se estamos um jota mais perto da conclusão, do que estávamos no primeiro dia. Agora, onde está a honestidade disto? Não está no furtar as carteiras, e não, em sobrepujar? Um advogado que não termina o processo de seu cliente, tão logo isto possa ser feito, eu não posso aceitar que tenha mais honestidade (embora ele tenha mais prudência), do que se ele o roubasse ao longo da estrada. "Mas se os advogados são ou não, certamente a nobreza e pequena nobreza são todos homens de razão e religião". Se você pensa que eles são todos homens de religião, você pensa muito diferentemente de seu Mestre, que não faz exceção de tempo ou nação quando ele afirma: "Quão dificilmente, aqueles que são ricos entram no reino dos céus!". E, quando alguns que parecem ser do mesmo julgamento que você, ficaram grandemente atônitos com estas palavras, em vez de retratar-se ou abrandá-la, ele acrescenta: "Verdadeiramente eu digo, que é mais fácil para um camelo entrar no olho de uma agulha, do que um rico, entrar no reino de Deus". Você pensa diferentemente de Paulo, que declara, naquelas notáveis palavras, confirmadas em todas as épocas: "Não muitos ricos, nem muitos nobres são chamados", e obedecem ao chamado celestial. Tantas armadilhas os circundam, que é o maior de todos os milagres, que algum deles tenha alguma religião, afinal. E, se você pensa que eles são todos homens de razão saudável, você não julga pelo fato e experiência. Muito dinheiro não implica em muita consciência; nem uma boa posição pressupõe um bom entendimento. Assim como um casaco vistoso pode cobrir um coração mau, então, uma peruca formosa pode adornar uma cabeça débil. Mais do que isto, um critico juiz da natureza humana afirma que este é geralmente o caso. Ele coloca isto como regra: "O bom-senso raramente é encontrado nos homens de fortuna". "O rico", diz ele, "tem liberdade para ser imbecil. Sua fortuna irá apoiá-lo". "Se você tem pouco dinheiro, portanto, deve ter bom-senso". Eu não estou disposto a dizer alguma coisa concernente àqueles a quem a providência de Deus tem designado como guia de outros. Existem muitos milhares desses na Igreja Estabelecida; muitos em meio aos Dissidentes de todas as denominações. Nós podemos acrescentar, alguns milhares de padres católicos, espalhados pela Inglaterra, e fervilhando na Irlanda. Desses, entretanto, eu apenas digo: "Eles são todos movidos pelo Espírito Santo, para tomarem sobre eles aquele ofício e ministério?". Se não, eles não "entrariam, pela porta, para dentro do aprisco"; eles não seriam enviados de Deus. "Os olhos" deles "são puros?". É a única intenção deles, em todas as suas ministrações, glorificarem a Deus, e salvarem almas? Do contrário, "a luz que existe neles é trevas". E, se for assim, "quão grandes são aquelas trevas!". "O coração" deles é "puro em direção a Deus?". Suas "afeições colocadas nas coisas acima, não nas coisas da terra?". Caso contrário, como eles mesmos darão um passo adiante, no caminho em que eles devem guiar outros? Uma vez mais: "Eles são santos em todo o modo de vida, como Aquele que os chamou é santo?". Se não, com que cara eles podem dizer ao rebanho: "Sejam meus seguidores, como eu sou de Cristo?". 12. Nós demos agora uma olhada superficial ao presente estado da humanidade, em todas as partes do mundo habitável, e vimos, de uma maneira geral, qual é a real condição dela, tanto com respeito ao conhecimento, quanto com respeito à virtude. Mas porque este não é um quadro tão agradável quanto o orgulho do homem está acostumado a desenhar; e porque aqueles que estão propensos às elevadas noções de sua própria beleza, não facilmente acreditarão que isto é tirado da vida; eu me esforçarei para colocar isto de uma outra maneira, para que se possa certamente saber, se isto se assemelha ao original. Eu desejo que cada um que esteja disposto a conhecer a humanidade, que comece a inquirir em casa. Primeiro, que ele inspecione a si mesmo, e, então, siga em frente, passo a passo, em meio aos seus próximos. Em Primeiro lugar, eu pergunto: Você está totalmente satisfeito consigo mesmo? Eu digo: Quem não está? Mais ainda, eu digo: Quem está? Você observa nada em si mesmo que você não goste; que você não possa cordialmente aprovar? Você nunca se vangloria? Você se acredita mais sábio, melhor, e mais forte do que você parece ser sob prova? Não se trata de orgulho? E você aprova o orgulho? Você nunca se zanga, sem uma causa, ou além do que a causa requereu? Está você apto a ser assim? E você aprova isto? Freqüentemente, você não se decide contra isto, e você não interrompe suas resoluções muitas vezes? Você tem como impedir quebrá-las? Se for assim, por que não o faz? Você não está inclinado aos "desejos desarrazoados", seja de prazer, elogio ou dinheiro? Você não se pega desejando coisas não valem a pena desejar, e outras coisas mais do que elas merecem? Todos os seus desejos são proporcionais ao verdadeiro valor intrínseco das coisas? Você nunca soube ou sentiu ao contrário? Você está continuamente sujeito "aos desejos tolos e prejudiciais?". E freqüentemente não reincidem neles, sabendo que eles são tais; sabendo que eles "perfuraram você, com muitas tristezas", anteriormente? Freqüentemente você não se decide contra esses desejos, e tão freqüentemente quebra suas resoluções? Você pode evitar quebrá-las? Faça isto: impeça isto, se você puder; e se não. Admita sua impotência. Você está totalmente satisfeito com sua própria vida? "Você observa nada nela que você não goste?". Eu presumo que você não seja um juiz tão severo aqui; não obstante, eu pergunto: Você está completamente satisfeito, dia-a-dia, com tudo que você diz ou faz? Você diz alguma coisa, da qual, mais tarde, você desejaria não ter dito? Você faz alguma coisa que, mais tarde, você gostaria de não ter feito? Você nunca fala coisa alguma contrária à verdade ou ao amor? Isto está correto? Que sua própria consciência determine. Você nunca faz coisa alguma contrária à justiça ou misericórdia? Isto é bem feito? Você sabe que não é. Por que, então, você não se emenda? Você decide, e decide, e faz exatamente o que você fez antes. Sua esposa, no entanto, é mais sábia e melhor do que você. Mais do que isto, talvez, você não pense que seja assim. Possivelmente, você disse uma vez: -- "Ou tu não tens falhas, ou eu não posso espiá-las; Ou tu és toda beleza, ou eu todo cego". Mas você não diz assim agora. Ela não está sem faltas; e você pode vê-las, claro o suficiente. Você vê mais faltas do que você desejaria; ambas no temperamento e comportamento dela: E, ainda assim, você não pode corrigi-las; e ela nem pode, ou nem o fará. E ela diz a mesma coisa a você. Seus pais ou os dela vivem com vocês? E eles também exercitam sua paciência? Existe alguma coisa no temperamento deles ou comportamento que lhe causa dor? Nada que você desejasse ter alterado? Vocês mesmos são pais? Os pais, em geral, não estão aptos a pensar muito torpemente de sua querida prole. E, provavelmente, algumas vezes, você admira os seus mais do que o suficiente; você pensa que não existem iguais. Mas você pensa assim, numa fria reflexão? O comportamento de todos os seus filhos, da maioria, de ou algum deles, é exatamente justo, tal como você desejaria, em direção a si mesmo; em direção um ao outro, e em direção a todos os homens? Os temperamentos deles são justos tal como você desejaria: amáveis, modestos, humildes e fáceis de ensinar? Você não observou vontade própria, paixão, obstinação, nenhum mau, ou enfado, entre eles? Você não observou, mais ou menos, em cada um deles, antes que eles tivessem dois anos de idade? E, desde então, estas sementes não têm crescido com eles, até que eles tenham produzido uma colheita farta? Seus servos, ou aprendizes são provavelmente mais velhos do que seus filhos. Eles são mais sábios e melhores? De todos esses, que têm substituído um ao outro, por vinte anos, quantos eram bons servos? Quantos deles fizeram seu trabalho, "junto ao Senhor, não para agradar a homens, mas a Deus?". Quantos fizeram o mesmo serviço, de maneira tão exata, na sua ausência, quanto na sua presença? Eles que não fizeram eram escravos; eles não tinham religião; eles não tinham moralidade. Qual deles estudou seu interesse em todas as coisas, exatamente como se elas fossem deles? Eu temo que, por quanto tempo você viveu no mundo, você tem visto poucos desses cines negros. Você teve mais sucesso com os artífices e trabalhadores a quem você ocasionalmente emprega? Eles farão o mesmo trabalho que eles fazem, enquanto você está por perto, se você estiver a alguma distância? Você pode contar com eles, assim como eles deveriam contar com você? E eles fariam isto, não tanto para ganhar, mas por causa da consciência? Você pode confiar neles, quanto ao preço de seu trabalho? Eles nunca colocarão mais preço do que seja o justo? Se você encontrou um grupo de tais trabalhadores, preço, não esconda tão valioso tesouro; mas imediatamente notifique os homens e seus lugares de moradia, para o benefício comum de seus compatriotas. Feliz você que tem tais como esses, em redor de sua casa! E seus vizinhos são tão honestos e amorosos quanto eles? Aqueles que vivem tanto na mesma, ou na casa próxima; eles amam você como a si mesmos? E fazem a você, em todos os pontos, como gostariam que você fizesse a eles? Eles não são culpados de conversas mentirosas e indelicadas; de algumas ações descorteses em direção a você. E eles são (até onde você vê e sabe), em todos os outros aspectos, racionais e religiosos? Quantos de seus vizinhos respondem a esta característica? Seria necessária uma casa ampla para contê-los? Mas você tem intercurso, não com os vizinhos próximos apenas, mas com diversos comerciantes. Todos são muito honestos: eles não são? Você pode fazer um teste facilmente. Envie uma criança, ou um compatriota, para uma das lojas deles. Se o lojista for um homem honesto, ele não tirará vantagem da ignorância do comprador. Se ele for, ele não é mais honesto do que um ladrão. E quantos comerciantes, você conhece, que teriam escrúpulos disto? Vá um pouco mais além. Pergunte ao mercado o que você necessita. "Qual o menor preço disto?". "Cinco xelins, meu senhor". "Você não pode deixar por menos?". "Não, dou-lhe minha palavra. Isto é o justo, cada pêni". Uma hora mais tarde, ele vende por cinco xelins menos. E ele realmente não vale mais. Ainda assim, este não é o curso (algumas poucas pessoas, em exceção), em todo mercado, através do reino? Não é assim geralmente, embora que não sempre: "Trapaceie o que você puder: Venda tão caro quanto puder, e compre tão barato quanto puder?". E no que, eles que se mantêm por esta regra, são melhores do que os pássaros engaiolados de Newgate? Chacoalhem todos juntos; porque não existe um grão de honestidade em meio deles. Mas nossos próprios locatários, pelo menos, ou nosso senhorio, não são homens honestos? Você está persuadido que eles são. Muito bem: Lembre-se, então, que a palavra de um homem honesto é tão boa quanto seu contrato. Você está preparando um recibo, ou documentando, uma quantia de dinheiro, que você está indo pagar ou emprestar ao este homem honesto. Documentar! Qual a necessidade disto? Você não teme que ele possa morrer cedo. Você, nem uma vez, pensou nisto. Mas você não arrisca confiar nele sem isto; ou seja; você não está certo, a não ser que ele seja um mero patife. O que! Seu senhorio confia neste homem honrado, se não honradíssimo, sem um recibo irrisório? Eu não pergunto, se ele é um devasso, um adúltero, um blasfemador, um orgulhoso, um passional, um homem vingativo: Isto, quem sabe, seus amigos admitirão; mas você suspeita da honestidade dele também? 13. Tal é o estado dos cristãos Protestantes na Inglaterra. Tal a virtude deles, do menor ao maior; se você fizer uma inspeção imparcial de seus pais, filhos, servos, trabalhadores, próximos; dos comerciantes, pequenos nobres, nobres. No que, então, podemos nos excetuar dos Papistas? Dos judeus, Maometanos, Pagãos? Pode-se observar que esta é uma clara, evidente, e aparente condição da espécie humana. Ela golpeia o olho do mais descuidado, e inexato observador que não se preocupa com algo mais, do que o exterior deles. Agora, é certo que a generalidade dos homens não usam de seu pior lado exterior. Antes, eles cuidam de parecer melhores do que são, e escondem o que eles podem de suas faltas. Que figura, então, eles fariam, se fôssemos capazes de tocá-los com a lança de Ithuriel! [Um anjo que Milton representa como sendo enviado por Gabriel, para buscar por satanás no paraíso, que tinha entrado, por iludir a vigilância do guarda; ele estava armado com uma lança, e o toque dela pode desmascarar algum dissimulado, e através disto, ele descobriu satanás à espreita no jardim, na forma de um sapo]. Que panorama, nós teríamos aqui, pudéssemos antecipar as transações do grande dia! Nós poderíamos "trazer à luz as coisas escondidas das trevas, e tornar manifesto os pensamentos e intentos do coração!". Este é o fato claro, e nu; sem qualquer exceção, de um lado, ou exagero, de outro. O presente estado do mundo moral é tão conspícuo, quanto aquele do natural. Ovídio diz não mais concernente a ambos, perto de dois mil anos, desde então, do que é evidentemente verdadeiro, até hoje. Do mundo natural, ele diz (se isto teve lugar, quando da queda do homem, ou por volta do tempo do dilúvio): "Jupiter antique contraxit tempora veris, Perque hyemes, aestusque, et inaequales autumnos, Et breve ver, spatiis exegit quatuor annum". "O Deus da natureza, e seu soberano Rei, abreviaram a primavera primitiva perene: E a primavera deu lugar, tão logo passou, ao calor do sol, e a rajada fria do inverno; e o outono, doente, irregular, e desigual: enquanto o triste ano, através de diferentes estações dirigidas, obedece ao decreto do céu irado". E um homem pode, tão modestamente, negar que a primavera e o verão; e o outono e inverno sucedem, um ao outro, quanto negar um artigo do relato resultante do mundo moral: — "Irrupit venae pejoris in aevum Omne nefas: Fugere pudor, verumque, fidesque; In quorum subiere locum, fraudesque, dolique, Insidiaeque, et vis, et amor sceleratus habendi". "Uma correnteza de maldade geral irrompeu imediatamente, e fez com que a idade do ferro começasse: Virtude e verdade desertaram da raça infiel; e a fraude e erro substituíram em seu lugar; o engano e a violência, a horrenda sede pelo outro, cobiça de possuir, e fúria em ter e manter". Que país existe sobre a terra, na Europa, Ásia, África, ou América, seja de habitantes Pagãos, Turcos, ou Cristãos, concernente aos quais, nós podemos dizer: — "Vivitur ex rapto: Non hospes ab hospite tutus: Filius ante diem patrios inquirit in annos; Victa jacet pietas; et Virgo caede madentes Ultima coelestum terras Astraea reliquit". "Eles vivem pela rapina. O convidado descuidado é envenenado na festa inóspita. O filho, impaciente pela morte de seu pai, conta seus anos, e deseja interromper seu fôlego: Extinguido todo respeito por Deus e homem; e a justiça, a última da série celestial, rejeita a terra ensopada de sangue, e foge para o céu novamente". 14. A miséria universal é, de imediato, a conseqüência e uma prova desta corrupção universal. Os homens são infelizes (quão poucos são a exceção!), porque eles não são santos. "As dores acompanham e seguem o pecado". Por que a terra está tão cheia de complexas aflições? Porque ela está cheia de maldades complexas. Por que você não é feliz? Outras circunstâncias podem ocorrer, mas a principal razão, é porque você não é santo. É impossível, na natureza das coisas, que a maldade possa consistir com a felicidade. Um pagão romano diz para os pagãos ingleses: "Sem a maldade, o homem é feliz". E, se você não é culpado de algum mau hábito exterior, grosseiro, ainda assim, você tem os temperamentos malévolos: e por quanto tempo esses têm poder em seu coração, a paz verdadeira não tem lugar. Você é orgulho: você pensa muito soberbamente de si mesmo. Você é passional; freqüentemente irado, sem razão. Você é obstinado; você teria sua própria vontade, sua própria maneira, em todas as coisas; ou seja, claramente, você governaria sobre Deus e homem: você seria o governador do mundo. Diariamente você está sujeito a desejos irracionais: Algumas coisas você deseja, que são, de maneira alguma, ao menos quanto elas estejam agora circunstanciadas. E pode um homem orgulhoso ou passional ser feliz? Ó, não! A experiência mostra que é impossível. Pode um homem ser feliz, cheio de vontade própria? Não, a menos que ele possa destronar o Altíssimo. Pode um homem de desejos desarrazoados ser feliz? Não, eles o "perfuram, através de muitas tristezas". Eu não toquei na inveja, malícia, vingança, cobiça e outros vícios grosseiros. Concernente a esses, todo homem pensante, cristão e pagão, concorda universalmente que um homem não pode ser mais feliz, enquanto ele habita em seu peito, do que se um abutre estivesse corroendo seu fígado. De fato, supõe-se que uma pequena parte da humanidade, apenas os homens mais vis, está sujeita a esses. Eu não sei disto; mas certamente, este não é o caso, com respeito ao orgulho, ira, teimosia, desejos tolos. Esses que não são considerados homens maus estão, de modo algum, livres desses. E isto apenas (eles não estivessem sujeitos a alguma outra dor) impediria a generalidade dos homens, ricos e pobres, cultos ou ignorantes, de, alguma vez, saber o que a felicidade significa. 15. Você pensa, no entanto, que você poderia conduzir a si mesmo, muito bem; mas você tem tal marido, ou esposa; tais pais e filhos, que são intoleráveis! Um tem tal língua, o outro, um temperamento tão perverso! A linguagem desses, o comportamento daqueles, é tão ofensivo; do contrário, você seria feliz o suficiente. Verdade; se ambos, eles e você, fossem sábios e virtuosos. Entretanto, nem os maus hábitos de sua família, nem os seus próprios, permitirão que você descanse. Olhe para fora de suas próprias portas: "Existe algum mal na cidade", que o pecado "não tenha causado?". Existe algum infortúnio, ou miséria, a ser citada, em que não existem nem a direta ou remota oportunidade? Por que aquele amigo ou parente seu, com o qual você está tão ternamente preocupado, está envolvido em tantos problemas? Você não fez sua própria parte, em direção a fazê-los felizes? Sim, no entanto, eles não fazem sua parte: Um não tem manejo, nenhuma sobriedade, ou nenhuma habilidade; o outro é muito aficionado ao prazer. Se ele não é, o que é chamado escandalosamente de vicio, ele ama o vinho, mulheres, ou jogos. E ao que, tudo isto equivale? Ele seria feliz; mas o pecado não permitirá isto. Talvez, você dirá: "Não, ele não está em falta; ele é tanto sóbrio, quanto diligente; mas ele caiu nas mãos daqueles que têm iludido sua bondade". Muito bem; mas o pecado ainda é a causa de seu infortúnio; apenas que se trata do pecado do outro, e não do seu próprio. Se você inquirir dentro das preocupações, sob as quais seu próximo, seu familiar, ou alguém, com o qual você casualmente fale, trabalhe, você ainda encontrará uma parte ainda maior delas surgindo da mesma falta, tanto do sofredor, quanto dos outros; de maneira que o pecado ainda é a raiz do problema, e é a profanidade que causa a infelicidade. E isto acontece, tanto com respeito às famílias, quanto com respeito aos indivíduos. Muitas famílias são miseráveis pela necessidade. Elas não têm as conveniências, ou as coisas necessárias, da vida. Por que não? Porque elas não trabalharão: Se elas fossem diligentes, elas não necessitariam de nada. Ou, se não fossem negligentes, mas elas são devastadoras; elas desperdiçam, em pouco tempo, o que teria servido para muitos anos. Outras, na verdade, são diligentes e sóbrias também, mas um amigo traiçoeiro, ou um inimigo malicioso as arruinou; ou elas gemem, sob a mão do opressor; ou o extorquidor entrou no trabalho delas. Você vê, então, em todos esses casos, a necessidade (embora de várias maneiras) é o efeito do pecado. Mas não existe rico por perto? Ninguém que possa aliviar esses sofredores inocentes, sem prejudicarem sua própria fortuna? Sim; mas ele pensa em nada disto. Eles podem apodrecer e perecer por ele. Veja, mais pecado está implícito no sofrimento deles. Mas a família daquele rico, ela mesma é feliz? Não; muito longe disto; talvez, mais infeliz do que seus pobres vizinhos. Porque eles não estão contentes; seus "olhos não estão satisfeitos com o ver, nem" seus "ouvidos com o ouvir". Esforçando-se para preencherem suas almas com prazeres do sentido e da imaginação, eles estão apenas derramando água em uma peneira. Não é este o caso com as famílias mais abastadas que você conhece? Mas este não é todo o caso com algumas delas. Existe um marido libertino, ciumento, e malvado; uma esposa, jogadora, passional, ou imperiosa; um filho desobediente; ou uma filha imprudente, -- que expulsa a felicidade de sua casa. E o que é tudo isto, a não ser o pecado em suas várias formas; com sua atendente certa, a miséria? Em uma região, uma corporação, uma cidade, um reino, não é a mesma coisa ainda? Daí, vem a maior complicação de todas as misérias pertencentes à natureza humana, -- a guerra! Não é dos temperamentos "que a guerra está na alma?". Quando nação se levanta contra nação, e reino contra reino, isto necessariamente não implica em orgulho, ambição, cobiça do que pertence ao outro; ou inveja, ou malícia, ou vingança, de um lado, se não, de ambos? Ainda, então, o pecado é a fonte perniciosa de aflição; e, conseqüentemente, a inundação de misérias que cobrem a face da terra, -- que oprime, não apenas a pessoa sozinha, mas todas as famílias, regiões, cidades, reinos, -- é uma prova demonstrativa de transbordamento de iniqüidade em toda nação debaixo do céu. Parte II - O Método Bíblico Justificado I 1. O fato, então, sendo inegável, eu perguntaria: Como isto se justifica? Você resolverá isto, dentro da prevalência do costume e dirá: "Os homens são guiados mais pelo exemplo do que pela razão?". É verdade: Eles correm atrás de um e de outro como um rebanho de ovelhas (como Sêneca observou há muitos anos): "non qua eundum est, sed qua itur": “Nem para onde eles deveriam ir, mas para onde outros vão". Mas eu não ganho terreno, através disto: Eu estou igualmente perdido em justificar este costume. Como é que (vendo que os homens são criaturas racionais, e nada é tão favorável à razão quanto à virtude) o costume de todas as épocas e nações não é para o lado da virtude, preferivelmente do que para o lado da imoralidade? Se você diz: "Isto é devido á má educação, que propaga maus hábitos": Eu reconheço, a educação tem uma força espantosa, muito além do que é comumente imaginado. Eu admito também, que a má educação é tão encontrada em meio aos cristãos, como sempre foi em meio aos pagãos. Mas eu não estou mais perto ainda: Eu não avancei um comprimento de fio de cabelo, em direção à conclusão. Porque, como eu justifico a quase universal prevalência disto à má educação? Eu quero saber, quando isto prevaleceu primeiro; e como isto veio a prevalecer. Como os homens sábios e bons (porque tais eles devem ter sido, antes que a má educação começasse), não educaram seus filhos na sabedoria e bondade: no caminho em que eles tinham se educado? Eles não tiveram, então, precedentes maus antes deles: Como, então, eles abriram tal precedente? E como toda a sabedoria das eras vindouras nunca corrigiu aquele precedente? Você deve supor que isto pertence à antiguidade. A historia profana nos dá um largo relato da maldade universal, ou seja, a má educação universal, por mais de dois mil anos próximos passados. A história sagrada acrescenta o relato acima de dois mil mais: Bem no início disto, (mais de quatro mil anos atrás) "toda carne havia corrompido seus caminhos diante do Senhor!", ou, para falar, mais de acordo com esta hipótese, foi, de maneira corrupta, educada. Agora, como se justifica que, em tão longo espaço de tempo, nenhuma nação debaixo do sol, tenha sido capaz, através de leis saudáveis, ou através de algum outro método, remover este mal doloroso; de maneira que seus filhos, sendo bem educados, a escala poderia por fim pender para o lado da razão e virtude? Essas são questões que eu concebo não responderá facilmente à satisfação de algum inquiridor imparcial. Mas, para trazer o assunto para um debate mais curto: Os primeiro pais que educaram seus filhos na imoralidade e tolice, eles mesmos eram sábios e virtuosos, ou não eram. Se eles não eram, a imoralidade deles não procede da educação: assim, a suposição cai por terra: A maldade foi antecedente à má educação. Se eles eram sábios e virtuosos, não se pode supor, a não ser que eles ensinariam seus filhos para trilharem nos mesmos passos. De modo algum, portanto, podemos justificar o estado da humanidade do exemplo ou educação. 2. Vamos, então, recorrer aos oráculos de Deus. Como eles nos ensinam a justificar este fato – que "toda carne corrompeu seu caminho diante de Deus", até mesmo, no mundo antediluviano; que a humanidade era pouco, se, afinal, menos corrupta, desde a inundação até que a lei foi dada por Moisés; que, desde aquele tempo, até a vinda de Cristo, mesmo o povo escolhido de Deus era uma "geração infiel e obstinada"; pouco melhor, embora certamente não pior, do que os pagãos que não conheceram a Deus; que, quando Cristo veio, os "judeus e gentios" estavam "todos sob o pecado; o mundo todo era culpado diante de Deus"; que, mesmo depois do Evangelho ter sido pregado a todas as nações, ainda o mais sábio e virtuoso era um "pequeno rebanho"; carregando tão pequena proporção para o montante da humanidade, que se poderia ainda dizer: "O mundo todo jaz na malignidade"; que, desde aquele tempo, "o mistério da iniqüidade", forjada, até mesmo na igreja, até que os cristãos foram pouco melhores do que os pagãos; e, por fim, que até hoje, "o mundo todo", quer ele seja Pagão, Maometano, ou nominalmente Cristão, (poucos, de fato, são o rebanho a ser excetuado) novamente "jaz na malignidade"; não "conhece o único Deus verdadeiro"; não ama, não adora a ele como Deus; não tem "a mente que estava em Cristo"; nem "caminha como ele caminhou"; não pratica justiça, misericórdia, e verdade, nem faz aos outros, como eles gostaria que os outros fizessem a eles; -- como, eu digo, os oráculos de Deus nos ensina a justificar este fato claro? 3. Eles nos ensinam que "em Adão, todos morremos"; (I Cor. 15:22, comprado com Gênesis 2 e 3) que "através" do primeiro "homem, veio" tanto a "morte" natural quanto espiritual; que "através" deste "homem, o pecado entrou no mundo, e a morte", em conseqüência do pecado; e que, através dele "a morte passou para todos os homens, e, por isto, todos pecaram". (Romanos 5:12). Mas você assevera que "nenhum mal, a não ser a morte temporal sobreveio ao homem em conseqüência do pecado de Adão". E isto você se esforça para provar, considerando as principais escrituras que se supõem, se refere a isto. A primeira que você menciona é (Gênesis 2:17): "Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás". Disto você observa: "A morte era para ser a conseqüência de sua desobediência. E a morte aqui ameaçada pode ser oposta apenas àquela vida que Deus deu a Adão, quando ele o criou". Verdade; mas como você está seguro de que Deus, quando o criou, não deu a ele uma vida espiritual, assim como animal? Agora, a morte espiritual é oposta a vida espiritual. E isto é mais do que a do corpo. "Mas isto é pura conjetura, sem um sólido fundamento; porque nenhuma outra vida é falada a respeito antes". Sim, existe; "a imagem de Deus", é falada a respeito anteriormente. Esta não é, portanto, uma pura conjetura; mas está alicerçada, em um fundamento sólido, junto à clara palavra de Deus. Admitindo-se, então, que "Adão entenderia, que não havia outra vida do que aquela que ele tinha recém recebido"; ainda assim, ele naturalmente entenderia da vida de Deus em sua alma, assim como, da vida de seu corpo. "Sob esta luz, portanto, o sentido da ameaça ficará assim: 'tu certamente morrerás'; como se ele tivesse dito: eu 'formei a ti do pó, e soprei em tuas narinas o fôlego das vidas'"; animal e vida espiritual; e, em ambos os aspectos, tu "te tornaste uma alma vivente". "Mas, se tu comeres da árvore proibida, tu cessarás de ser uma alma vivente. Porque eu tirarei de ti" a vida que eu te dei, e tu morrerás espiritualmente, temporariamente, eternamente. Mas "aqui não existe uma palavra relativa à posteridade de Adão. Embora seja verdade que, se ele morresse imediatamente após sua transgressão, toda sua posteridade teria sido extinta com ele". É verdade; ainda assim, "nenhuma palavra", a respeito disto, é proferida. Portanto, outras conseqüências de seu pecado podem estar igualmente subtendidas, embora não sejam mais expressas do que esta. 4. A segunda escritura que você cita é (Gênesis 3, do verso 7 ao 24). Sobre isto, você observa: Aqui "nós temos algumas conseqüências do pecado de nossos primeiros pais, antes que Deus os julgasse; alguns apontados por sua sentença judicial; e alguns que aconteceram depois que aquela sentença foi decretada". "Imediatamente junto à transgressão deles, eles foram tomados pela vergonha e medo. A culpa sempre será atendida com a vergonha. E um estado de culpa é freqüentemente expresso nas Escrituras, como estando nu. Moisés 'viu que o povo estava nu; porque Arão os desnudara, para a vergonha em meio aos seus inimigos'. (Êxodo 32:25)". Certamente, a nudez não significa culpa aqui; mas despojar-se de seus ornamentos, (33:5, 6), ou de suas espadas, ou seus vestuários superiores. "Tua nudez será exposta; sim, tua vergonha será vista". (Isaías 47:3). Aqui também a nudez não significa culpa; mas deve ser tomada literalmente, como manifestadamente aparece das palavras imediatamente precedente: "Desnuda a perna, descubra a coxa e passe sobre os rios". (Verso 2). E, "abençoado é aquele que vigia, e guarda as suas roupas, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas". (Apocalipse 16:15). O claro significado é, a fim de que ele não perca as graças que ele recebeu, e, assim, seja envergonhado, diante de homens e anjos. "O medo deles é descrito: 'Adão e sua esposa esconderam-se da presença do Senhor Deus, em meio às árvores do jardim'. (Gênesis 3:8). Eles não tinham tal medo, enquanto eram inocentes; mas agora, eles estavam temerosos de permanecer diante de seu Juiz". Isto é tudo que você pode discernir no relato Mosaico, quanto à conseqüência do pecado de nossos primeiros pais, antes que Deus os julgassem. Sr. Hervey discerne alguma coisa mais. Eu não faço apologia por transcrever algumas de suas palavras: -- "Adão violou o preceito e, como o nervoso original expressa isto: 'morra a morte'. Ele antes possuía a vida incomparavelmente mais excelente do que aquela que as bestas desfrutam. Ele possuía a vida divina que, de acordo com o Apóstolo, consistia 'no conhecimento, na retidão, e santidade verdadeira'. Esta, que foi a glória distinta de sua natureza, no dia em que ele comeu do fruto proibido, foi extinta. 'Seu entendimento, originalmente iluminado pela sabedoria, estava obscurecido pela ignorância. Seu coração, uma vez aquecido com o amor celestial, tornou-se alienado de Deus, seu Criador". "Suas paixões e apetites, anteriormente, racionais e regulares, estremeceram o governo da ordem e razão. Em uma palavra, toda a estrutura moral foi desorganizada, desconectada, quebrada. 'A ignorância do Adão caído era palpável. Testemunha aquele absurdo tentando esconder-se do olho do Onisciente, em meio às árvores do jardim. Sua aversão, ao todo gracioso Deus foi igualmente clara: do contrário, ele nunca teria fugido de seu Mestre, mas, antes, teria se apressado nas asas do desejo, no lugar da divina manifestação". "'Uma estranha variedade de paixões desordenadas estava evidentemente predominando em seu peito. Orgulho: porque ele se recusa a reconhecer sua culpa, embora ele não possa deixar de reconhecer o fato. Ingratidão: porque ele obliquamente reprova o Criador com seu dom, como se isto tivesse sido uma armadilha, em vez de uma bênção; 'A mulher que tu me deste'. A malfeitora feminina atua na mesma parte não submissa. Ela nunca se envergonha de si mesma, nem dá glória a Deus, nem levanta um simples pedido de perdão. 'Como todos esses desastres seguem-se da brecha do mandamento, eles nos fornecem a melhor chave para abrir o significado da penalidade imputada. Eles provam, além de qualquer argumento, que a morte espiritual e todas as suas conseqüências estava compreendida na extensão da ameaça". 5. No entanto, "nenhum outro poderia, na justiça, ser punível por aquela transgressão, que era ato e obra apenas deles". Se nenhum outro era legitimamente punível, então, nenhum outro foi punido por aquela transgressão. Mas todos foram punidos por aquela transgressão, ou seja, com a morte. Portanto, todos os homens eram merecidamente puníveis por causa dela. Por punição, eu quero dizer sofrimento, em conseqüência do pecado, ou dor infligida, por causa do pecado precedente. Agora, está claro, que toda a humanidade sofre com a morte; e que este sofrimento é conseqüência do pecado de Adão. Sim, e que esta dor é infligida sobre todos os homens, por causa de seu pecado. Quando, portanto, você diz: "A morte não nos sobreveio em conseqüência da transgressão dele" (Doutrina do Pecado Original), você admite o ponto, pelo qual contendemos; e é bem-vindo para acrescentar: "Ainda assim, não se trata de uma punição pelo pecado dele". Você admite a coisa. Chame-a pelo nome que lhe agradar. Mas "punição sempre implica pecado e sofrimento; e aqui são ambos. Adão pecou; sua posteridade sofre; e isto, em conseqüência de seu pecado". Mas "os sofrimentos são benéficos para nós". Sem dúvida; mas isto não oculta as punições deles. A dor que eu sofro como uma punição, pelos meus próprios pecados, pode ser um benefício para mim, mas é uma punição, não obstante. Mas, "como eles dois apenas foram culpados do primeiro pecado, então, nenhum outro, a não ser eles somente estariam conscientes dele, como sendo pecado deles". Nenhum outro poderia estar consciente dele como pecado deles, no mesmo sentido como Adão e Eva estavam; e, ainda assim, outros podem "trazer sobre si mesmos", em um sentido diferente, de maneira a julgarem-se "filhos da ira", por este motivo. Para resumir este ponto, nas palavras do Dr. Jenning: "Se existe alguma coisa neste argumento, de que a posteridade de Adão não seria merecidamente punível pela transgressão dele, porque esta foi sua ação pessoal e não deles, isto deve provar universalmente, que é injusto punir a posteridade de algum homem pelos seus crimes pessoais. E, ainda assim, é certo que Deus em outros casos, tem verdadeiramente punido os pecados dos homens em sua posteridade. Assim, a posteridade de Canaã, o filho de Cão, é punido com escravidão pelo seu pecado. (Gênesis 9:25-27). Noé pronunciou a praga, sob a inspiração divina, e Deus a confirmou pela sua providência". "Assim, de fato, nós sofremos pelo pecado de Adão, e também pela sentença infligida sobre nossos primeiros pais. Nós sofremos a morte em conseqüência da transgressão deles. Portanto, nós somos, de alguma forma, culpados do pecado deles. Eu perguntaria, o que é a culpa, se não uma obrigação de sofrer a punição pelo pecado? Agora, uma vez que sofremos o mesmo mal penal, com o qual Deus ameaçou e infligiu sobre Adão, por seu pecado; e, uma vez que se admite que soframos isto pelo pecado de Adão, a sentença de Deus, designando a todos os homens que morram, porque Adão pecou; não é a conseqüência evidente? Portanto, nós somos todos, de alguma forma, culpados do pecado de Adão". (A Vindicação de Jenning). 6. "As conseqüências apontadas, pela sentença judicial de Deus são encontradas naquela pronunciada sobre a serpente, ou a mulher ou ao homem". "A serpente é amaldiçoada, (Gênesis 3:14-15). E naquelas palavras no verso quinze: ' E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente: Ele (então, o Hebreu) 'ferirá tua cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar', implica que Deus designaria seu Unigênito Filho, para manter um reino no mundo, em oposição ao reino de satanás, até que ele nascesse de uma mulher, e através de sua doutrina, exemplo, obediência e morte, desse o último golpe, através dos meios morais, no poder e nas obras do diabo". Eu não entendo aquela expressão, "através dos meios morais". O que eu entendo de todo o teor das Escrituras, é que o Filho eterno, e Altíssimo, de Deus, "que está sobre todos, Deus abençoado, para sempre", tendo nos reconciliado, para Deus, através de seu sangue, nos renovou, pelo Espírito, e reina até que ele tenha destruído todas as obras do diabo. "A sentença é passada junto à mulher (verso 16), para que ela gere os filhos com muita dor e perigo, do que, ao contrário, ela tinha feito". Como? Com "mais dor e perigo", do que, do contrário, ela teria feito! Ela, por outro lado, teria tido alguma dor, afinal? Ou gerado os filhos, com perigo? Perigo de que? Certamente, não de morte. Eu não posso compreender isto. "Por fim, a sentença junto ao homem (versos 17-19), primeiro afeta a terra, e, então, declara a morte sobre si mesmo. 'Depois da sentença pronunciada, Deus, tendo coberto Adão e Eva, expulsou-os do paraíso'". Aqui, observe (1) "Uma maldição é pronunciada sobre a serpente, e sobre o chão; mas nenhuma maldição sobre a mulher e o homem". Mas uma maldição cai sobre eles, naquele mesmo momento em que eles transgrediram a lei de Deus. Porque, "amaldiçoado é todo aquele que continua não fazendo todas as coisas que estão" contidas "na lei, para serem feitas". Vaidosamente, portanto, você acrescenta: "Embora eles estejam sujeitos à tristeza, labuta, e morte, esses não estão infligidos sob a noção de praga". Certamente, elas estão; quanto aos diversos ramos daquela maldição, na qual ele já havia incorrido; e que já havia, não apenas "enegrecido e enfraquecido seus poderes racionais", mas desorientado sua alma. (2) "Aqui não existe uma palavra de alguma outra morte, mas da dissolução do corpo". Nem foi necessário. Ele sentiu, em si mesmo, aquela morte espiritual que é o prelúdio da morte eterna."Mas as palavras: 'Tu és pó, e ao pó retornaras', restringe esta morte a esta dissolução apenas". "Esta dissolução apenas", é expressa naquelas palavras. Mas como parece que nada mais é imputado? Exatamente o contrário aparece de suas próprias afirmações; porque, se essas palavras referem-se claramente àquelas: "E o Senhor Deus formou o homem do pó, e soprou em suas narinas o fôlego das vidas", e, se "o ato judicial da condenação, claramente implica o privá-lo daquela vida que Deus, então, soprou dentro dele"; inegavelmente se segue que este ato judicial implica na privação daquela vida espiritual, assim como, temporal; vendo-se que Deus soprou nele, tanto uma quanto a outra, com o objetivo de ele se tornar "uma alma vivente". Permanece, que a morte mencionada na ameaça original, e implícita na sentença pronunciada junto ao homem, inclui todos os males que poderia sobrevir a sua alma e corpo; morte temporal, espiritual e eterna. 7. A seguir, você cita (I Cor. 15:21, 22) "Uma vez que, através do homem veio a morte, pelo homem veio também a ressurreição dos mortos. Porque como em Adão, todos morreram, então, em Cristo, todos serão vivificados". Sobre isto, você observa: (1) "Que o Apóstolo está, neste capítulo, provando e explicando a ressurreição. É este fato ou evento, e não outro, que ele aqui afirma e demonstra". Se você quer dizer que "a ressurreição do corpo para aquela vida que ele desfrutava neste mundo é a única coisa da qual o Apóstolo fala, neste capítulo", sua afirmação é palpavelmente falsa; porque ele fala nisto "daquela vida gloriosa", da alma e corpo, que não é, não pode ser, desfrutada neste mundo. (2) "É inegável, que toda a humanidade 'morre em Adão'; todos são mortais, em conseqüência do pecado dele". (3) "Está igualmente claro, quer 'através de Cristo veio a ressurreição do morto': 'Que, em Cristo', todos que morrem em Adão, ou seja, toda a humanidade, 'são vivificados'". Não está nem claro, nem é verdade que Paulo afirma isto, em qualquer um dos textos diante de nós: Porque em todo este capítulo, ele fala apenas da ressurreição do justo, "daqueles que são de Cristo" (Verso 23). De maneira que, disto, não se pode inferir, afinal, que toda a humanidade será "vivificada". Admitindo, então, "que a 'ressurreição do morto', e o 'tornar-se vivificado', sejam expressões do mesmo significado"; isto prova nada; uma vez que o Apóstolo afirma, nem uma, nem outra, de algum desses "que caíram no sono em Cristo". (Verso 18). É desses apenas que ele aqui afirma que a morte deles veio, pelo primeiro, a ressurreição, pelo segundo, Adão; ou, que em Adão, todos morreram; em Cristo, eles foram vivificados. Qualquer que seja a vida que todos perderam, através de Adão, eles todos recuperaram, através de Cristo. "Deste lugar, não podemos concluir que alguma morte veio sobre a humanidade, em conseqüência do pecado de Adão, além daquela morte da qual a humanidade se livrou na ressurreição". Não, desta circunstância, não podemos concluir, que a humanidade, em geral, deva ser liberta de alguma morte, afinal; vendo que isto não se refere à humanidade, em geral, mas totalmente e apenas "àqueles que são de Cristo". Mas desta circunstância, podemos firmemente concluir que mais do que a mera morte do corpo veio sobre esses, através do homem, através do pecado de Adão; vendo que a ressurreição que vem para eles, através do homem, através de Cristo, é muito mais do que a mera remoção daquela morte: Portanto, o morrerem em Adão, implica muito mais do que a mera perda da vida corpórea que agora desfrutamos; vendo que o "tornarem-se vivificados em" Cristo, implica muito mais do que a mera recuperação daquela vida. Ainda assim, é verdade que, qualquer morte que viesse sobre eles, através de um homem, viria sobre toda a humanidade; e isto, no mesmo sentido em que eles "morreram em Adão", toda humanidade igualmente morreu. E se toda a humanidade não está "vivificada em" Cristo, como eles estão, não é culpa de Deus, mas deles mesmos. Eu não sei, portanto, o que você pretende ao dizer que, depois do Dr. Jennings ter provado que todo este capítulo, e, conseqüentemente, os dois versos na questão, se referem totalmente e unicamente à ressurreição do justo, "Ele deixa você em completa posse de seu argumento". Certamente, se ele prova isto, ele arranca todo o seu argumento de suas mãos. Ele não deixa você uma partícula dele. 8. "Nós viemos agora", você diz, "para as mais difíceis escrituras que falam deste ponto: -- 'Quando através de um homem o pecado entrou no mundo, e a morte através do pecado;' mesmo 'assim, a morte passou para todos os homens, pelo que todos pecaram'". "'Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado, não havendo lei'". "No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir. '". "'Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos'". "'E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação'"."'Porque, se pela ofensa de um, apenas, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo". "'Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida". "'Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um, muitos serão feitos justos". (Romanos 5:12-19). Sobre isto você observa: (1) Que esta passagem "fala da morte temporal, e não outra". Que ela fala da morte temporal, se admite; mas não que ela não fala de outra. Como você prova isto? Porque, deste modo: "Ele fala evidentemente daquela morte que 'entrou no mundo', pelo pecado de Adão; aquela morte que é comum a toda a humanidade; que 'passou para todos os homens'; aquela morte que 'reinou de Adão a Moisés'; aquela, por meio da qual, 'muitos' estão mortos', ou seja, toda a humanidade". Ele assim faz; mas como aparece que a morte que "entrou no mundo, através" do pecado de Adão; que é comum a toda a humanidade; que "passou para todos os homens"; que "reinou de Adão a Moisés"; e, por meio da qual, muitos estão mortos, ou seja, toda a humanidade; como, eu quero saber, aparece, por alguma ou todas essas expressões, que esta é a morte temporal apenas? Exatamente aqui, se situa a falácia: "Nenhum homem", você diz, "pode negar que o Apóstolo está aqui, falando daquela morte". Verdade; mas quando você infere: "Portanto, que ele fala daquela apenas", nós negamos a conseqüência. 9. Você afirma (2) "Pelo julgamento à condenação (Versos 16,18), ele quer dizer o ser condenado à morte anteriormente mencionada; porque a 'condenação', infligida pelo 'julgamento' de Deus (Verso 16), é a mesma coisa com 'estar morto'. (Verso 15)". Talvez sim; mas que esta é meramente a morte do corpo, ainda permanece para ser provado; como, por outro lado, que "o dom, ou dom livre", oposto a isto, é meramente livramento daquela morte. Você acrescenta: "Em todas as Escrituras existe registrado, apenas um 'julgamento para condenação'; uma sentença; um ato judicial de condenação, que 'veio sobre todos os homens'". Mais do que isto, neste sentido da palavra, não existe uma, nenhuma sentença formal que foi explicita e judicialmente pronunciada sobre "toda a humanidade". Aquela que você cita, (Gênesis 3:17-19) não foi; nem toda aquela sentença, de fato, "vem sobre todos os homens". "Ao pó, tu retornarás", veio sobre todos; mas aquela outra parte, não – "na tristeza, comerás dele, todos os dias de tua vida". Isto foi formalmente pronunciado, e verdadeiramente cumprido sobre Adão; mas não se cumpre, sobre toda sua posteridade. 10. Você afirma: (3) "Essas palavras no 19º verso: 'Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores', significa o mesmo que aquelas no 18º verso – 'Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação'". Não exatamente o mesmo. O ser "feito pecadores" é diferente do ser julgado, condenado, ou punido como tal. Você acrescenta: "Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, responde, de certa forma, àquelas no (Verso 17) 'Através da ofensa de um homem, a morte reinou, através de um'". Nem isto é exatamente verdade. 'A condenação', primeiro, aconteceu, e, em conseqüência disto, a "morte reinou". Você acrescenta: "E, através da 'morte', mais certamente não se entende outra do que a morte temporal". Mais certamente isto não pode ser provado. Portanto, não se segue, "que essas palavras: 'Como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores', signifique não mais do que: 'Como pela desobediência de um só homem', a humanidade foi feita sujeita à morte temporal". "Reveja", você diz, "aquele raciocínio, e veja se você pode encontrar alguma falha nele". Existem diversas; mas a grande falha se situa no primeiro elo da cadeia. Você não provou ainda que a "morte através desta passagem significa a morte do corpo". Esta falha não é emendada pela sua observação de que Paulo era um judeu, e escreveu para judeu, assim como para os gentios; que ele freqüentemente usa o idioma hebraico; e que "a palavra hebraica que significa ser um pecador, em Hiphil, significa condenar, ou fazer (isto é declarar) um homem, um pecador, através de uma sentença judicial"; que você pode, pela ajuda de seu Concordante, "produzir quinze textos hebraicos, no qual a palavra é assim tomada": Porque, se, se seguisse disto que, "pela ofenda de um, o julgamento veio sobre todos os homens, para a condenação", é justo equivalente com: "pela desobediência de um homem, muitos foram feitos pecadores"; ainda assim, isto não prova que a morte em questão, não é outra do que a morte temporal. Mas, de fato, não se segue, que duas expressões sejam exatamente equivalentes, porque uma palavra hebraica contém a ambas; nem se pode, portanto, inferir disto, que, "muitos foram feitos pecadores", é exatamente equivalente com "o julgamento veio para todos os homens, para condenação". Antes, a primeira expressão responde a "todos pecaram"; a última à "a morte passou para todos os homens". O pecado é a causa da condenação deles, e não a mesma coisa com isto. Você segue em frente: "Além de tudo isto, está aqui expressamente afirmado, que os muitos 'foram feitos pecadores', pela desobediência de outro homem". Está expressamente afirmado; e pelo inspirado Apóstolo; portanto, eu firmemente acredito nisto. "Mas eles podem ser feitos pecadores, pela desobediência de outro, em nenhum outro sentido, do que como eles são sofredores". Como isto é provado? Nós garantimos que as palavras hebraicas para pecado e iniqüidade são freqüentemente usadas para significar sofrimento. Mas isto não prova que aquela frase: "Fomos feitos pecadores", significa apenas que eles foram feitos sofredores. "Assim, 'Cristo é feito pecador por nós'". Não; não é assim; mas ele foi "feito uma oferta para o pecado". "Ele sofreu por causa dos pecados dos homens, e assim, ele 'foi feito pecado'". Sim, "uma oferenda do pecado". Mas nunca pe dto que ele foi feito um pecador, portanto, as expressões não são paralelas. Mas ele não precisa ter sido feito pecado, afinal, se nós não fomos feitos pecadores, através de Adão. "E os homens sofrem por conta do pecado de Adão, e assim, eles são feitos pecadores". Eles são feitos pecadores, assim somente? Isto permanece a ser provado. "Parece, então, confirmado, acima de qualquer dúvida, que 'pela desobediência de um homem, muitos foram feitos pecadores', significa apenas, pelo pecado de Adão, os muitos, ou seja, toda a humanidade, 'foram feitos sujeitos, à morte'". Aquele que quiser acreditar nisto (tomando a morte no sentido comum) pode; mas você não confirmou isto, por único argumento razoável. 11. Você afirma, (4) "O Apóstolo traça uma comparação entre Adão e Cristo; entre o que Adão fez, com a conseqüência disto, e o que Cristo fez, com as conseqüências daquilo. E esta comparação é a principal coisa que ele tem em vista". Isto é verdade. "A comparação começa no 12º verso: 'Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte', -- aqui ele interrompe por algum tempo, e traz um argumento para provar que a morte veio para a humanidade, através da transgressão de Adão". Ele o faz; mas não antes que ele termine sua sentença, que literalmente transcorre assim: "Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram". A comparação, portanto, entre Adão e Cristo não começa no 12º, mas no 14º verso. Disto você parece consciência de si mesmo, quando diz: "Adão é o 'modelo Daquele que estava para vir'. Aqui um novo pensamento começa na mente do Apóstolo". Porque não foi um novo pensamento que começou na mente dele aqui, se foi o mesmo que ele teve para expressar no 12º verso. Você prossegue: "A extensão do dom livre em Cristo, responde à extensão das conseqüências do pecado de Adão; mais ainda, aflui muito mais além deles. Isto, ele incidentalmente, manuseia, versos 15-17, e, então, ele retoma seu desígnio principal, versos 18, 19, metade do qual, ele havia executado no verso 12º". Nem um jota dele. Aquele verso é uma sentença completa, não metade de uma apenas. E a partícula, portanto, prefixada para o verso 18º, mostra que aquele discurso segue em frente; e que este, assim como o 19º verso, estão exatamente ligados com o 17º. Admitindo-se, então, que "o Apóstolo traça uma comparação entre a desobediência" de Adão, através da qual, todos os homens são "'trazidos sob a condenação", e a 'obediência de Cristo', através da qual todos os homens são, em algum sentido, "justificados para a vida'"; anda não aparece que esta condenação significa não mais do que a morte do corpo, ou que esta justificação significa não mais do que a ressurreição do corpo. 12. Você afirma: (5) "O todo do argumento do Apóstolo se situa nestes dois princípios de que, pela 'ofensa de um', a morte passou para todos os homens; e, pela 'obediência de um', todos estão justificados". Isto se admite, mas eu não posso aceitar sua interpretação de que "o pecado não é imputado, onde não existe lei"; ou, como você, curiosamente, e contrário a todo precedente, traduz isto, "onde a lei não tem existência". "Os pecados da humanidade", você diz, "não foram imputados, não foram impostos com a perda da vida, porque a lei que sujeita o transgressor à morte não tinha, então, existência; porque ela foi ab-rogada na transgressão de Adão, e não estava novamente em vigor, até que revivida por Moisés". Sobre isto, eu perguntaria: (1) Onde está escrito que "a lei que sujeitava o transgressor á morte foi ab-rogada, pela transgressão de Adão?". Eu quero um texto claro para isto. (2) Supondo-se que estivesse, como é que ela não estava novamente em vigor, até que revivida por Moisés? (3) A lei, "que, então, derramou o sangue do homem, através do homem que derramou seu sangue, 'sujeitou o transgressor à morte?'. E ela 'não estava em vigor', depois da transgressão de Adão, e antes de Moisés?". (4) O que você quer dizer, por aquela expressão ambígua, "Não foi imposta com a perda da vida?". Seu argumento requer que isto significasse: "Não foi punida, ou era punível, com a morte". Mas isto é verdade? Os pecados dos homens de Sodoma, e, na verdade, de todo o mundo antediluviano, não foram punidos, com a morte durante aquele período? (5) Todo transgressor obstinado, impenitente, durante todo este tempo, não estava sujeito à morte eterna? Nem eu posso admitir aquela interpretação, não natural, de que "aqueles que não pecaram, segundo a similitude da transgressão de Adão; não infligiram a lei, tornando a morte, a penalidade de seus pecados, como Adão o fez". As palavras não significam obviamente: "Não pecaram, através de algum pecado efetivo, como Adão o fez?". Não, "os Sodomitas e Antediluvianos não são objeção a isto". Isto é estranho, de fato. Mas como é assim? "Porque as interpretações extraordinárias vieram, sob nenhuma regra, mas pela vontade de Deus". O que é isto para o propósito? Os pecados deles eram verdadeiramente punidos com a morte, "durante aquele espaço em que", você diz, "a humanidade não estava sujeita à morte pela transgressão deles". Eles estavam sujeitos à morte, pelas suas transgressões, como Deus demonstrou, através daquelas interposições extraordinárias. Você acrescenta: "a lei, 'que, então, derramou o sangue do homem, através do homem derramar seu sangue', torna a morte penalidade de assassinato". Ela o faz; e, por meio disto, derrota toda a sua afirmação. "Não, porque, (I) não foi decretada até o ano do mundo 1657". Bem, e se tivesse sido decretada apenas no ano antes que Moisés nascesse, isto ainda teria destruído seu argumento. Mas (II) "é dado como uma regra pelos Magistrados, no executar a justiça, e não como declaração de penalidade do pecado a ser infligida pelo próprio Deus". O que, então? O que importa, se a penalidade adicionada por Deus foi infligida pelo Deus ou homem? No entanto, eu suponho que esta punição sobre os Antediluvianos, e sobre Sodoma e Gomorra, foi "infligida pelo próprio Deus". Mas (III) "Nenhum desses foram feitos mortais, através daqueles pecados". Certamente, infalivelmente verdadeiro! E, ainda assim, o caso de algum desses abundantemente prova que a lei estava em vigor de Adão a Moises, até mesmo de acordo com sua própria definição dela: "Uma regra de dever com a penalidade de morte anexada por Deus, como devida ao transgressor". 13. Você afirma: (6) "As conseqüências do pecado de Adão responde àqueles da obediência de Cristo; mas não exatamente: 'Não assim como a ofenda, é o dom livre. Porque, se, através da ofensa de um, muitos foram mortos, muito menos a graça' (ou favor) 'de Deus e o dom' (os benefícios que são), 'pela graça, o que é, através de um homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos'. (Verso 15). Ou seja, ele tem, em Cristo, conferido benefícios sobre a humanidade, muito além das conseqüências do pecado de Adão; em erigir uma nova dispensação, fornecida com um fundo glorioso de luz e verdade, meios e motivos". Isto é verdade; mas quão pequena parte da verdade! Que pobre, e deficiente relato da dispensação cristão. Você prossegue: "'Não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação'. (Verso 16); ou seja, a graça de Deus em Cristo, absolve a humanidade das conseqüências de uma ofensa de Adão". Ela absolve os inteiramente dessas conseqüências? Da tristeza, e labuta, e morte, que você afirmou, algum tempo atrás, ser as únicas conseqüências dela que afeta sua posteridade? Ela "também os estabelece completamente para os direitos com Deus, tanto quanto à conformidade da lei, quanto à vida eterna". Isto não está admitindo muito? Isto é bem consistente com o que você disse antes? "No verso 19º, o Apóstolo conclui todo o argumento: ' Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um, muitos serão feitos justos'". "Foram feitos pecados", você afirma apenas, "foram feitos mortais". Se for assim, a contraparte, "serem feitos justos", pode apenas significar, "feitos mortais". E isto você pensa assim, então, aparece do seu citar como um texto paralelo: "Em Cristo todos serão vivificados"; o que você tinha antes afirmado significar apenas "ressuscitará dos mortos". 14. "Do que se segue, Primeiro, que o abundar da graça de Deus, e a bênção, por aquela graça, não se refere às conseqüências do pecado de Adão, não tem referência com sua transgressão, mas com a graça de Deus, e a obediência de Cristo". "O abundar da graça de Deus", você nos confirma, "tem referência com a graça de Deus". Mais certo: Mas isto não prova que ela não tem referência com as conseqüências do pecado de Adão. Se nós ganhamos mais bênção, através de Cristo, do que perdemos, através de Adão, é, sem dúvida abundar na graça. Mas ainda assim, tem uma referência com a transgressão de Adão, e as conseqüências dela. É sobre essas que ela abunda; portanto, tem uma referência manifesta a elas. Segue-se, em Segundo Lugar, que nos versos 18º e 19º, o Apóstolo considera os efeitos da obediência de Cristo, apenas até onde elas respondem, e invertem as conseqüências da desobediência de Adão; os benefícios adicionais fluindo disto, tendo sido mencionado a parte no 15º, 16º e 17º versos. Nestes versos, o apóstolo indubitavelmente mostra como a benção, através de Cristo, abundou sobre a maldição, através de Adão. Mas como isto prova que o 18º e o 19º versos não dizem respeito a todos os benefícios mencionados antes? Sem dúvida, eles dizem: Eles são uma conclusão geral, não de um, mas de todos os versos precedentes. "Novamente observe que a 'justificação para a vida' é tal justificação que vem para todos os homens'". Ela pode, em algum sentido; mas o é, de fato? De acordo com seu entendimento dela, ela vem sobre ninguém. Porque, se ela significa, "a absolvição dos homens das conseqüências do pecado de Adão; e se as únicas conseqüências daquele pecado são tristeza, labuta e morte"; é certo que nenhum homem sobre a terra está justificado até hoje. Mas você prossegue: "Como a justificação para a vida vem sobre todos os homens". Não; nem no próprio sentido bíblico da justificação. Este termo nunca foi usado na Bíblia, para a ressurreição, não mais do que para céu ou inferno. Pode ser apropriado aqui, uma vez por todas, observar o que Paulo diz da graça abundante, que é simplesmente isto: (1) A condenação veio, através de "uma ofensa" apenas; a absolvição, de "muitas ofensas". (2) Aqueles que recebem isto devem desfrutar de uma benção maior, através de Cristo, do que eles perderam, através de Adão. Em ambos os aspectos, as conseqüências da morte de Cristo abundaram sobre as conseqüências do pecado de Adão. E toda esta bênção, através de Cristo, é denominada, no verso 18º, de "justificação"; e no 19º, "feitos justos". "Mais adiante, a frase, 'feitos justos', assim como 'feitos pecadores', é uma maneira hebraica de falar". Eu não reconheço que, ambas as frases, kaqistasqai dikaioi, iu amartwloi, são o puro e bom Grego. Que, portanto, existe algum hebraísmo, afinal, nestas expressões, não se pode admitir, sem prova. Se, então, a mesma palavra hebraica significa "feitos justos", e "absolvidos no julgamento", não se segue que a palavra grega aqui traduzida, "feitos justos", signifique apenas "feitos absolvidos". Você mesmo diz o contrário. Você agora defende este mesmo dom, "os benefícios que são pela graça"; e, no explicar aquelas mesmas palavras, "o dom livre é de muitas ofensas junto à justificação", afirmado, ou seja, "a graça de Deus em Cristo, não apenas absolve a humanidade das conseqüências do pecado de Adão, mas também os ajusta completamente aos direitos com Deus, ambos quanto à conformidade para a lei, e quanto à vida eterna". E isto não é mais do que "absolvê-los no juízo", "ou revogar a sentença da condenação?". Através de toda passagem, pode ser observado que "a culpa", "o livre dom", "o dom pela graça", significa uma, e a mesma coisa, até mesmo, o todo benefício dado, através da graça abundante de Deus, através da obediência de Cristo; abundando, tanto com respeito à própria fonte, quanto às correntezas: Abundante graça produzindo abundante bênção. Se, então, esses versos são "evidentemente paralelos àqueles em (I Cor. 15:21-22) 'Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo'", segue-se, até mesmo disto, que "morrer" e "ser vivificado", na última passagem, não se refere ao corpo apenas; mas aquele "morrer" implica todos os males, temporais e espirituais, que são derivados do pecado de Adão; e "feitos vivificados", todas as bênçãos que são derivadas de Cristo, no tempo e eternidade. Considerando que, portanto, você acrescenta, "É evidente, certamente além de toda a dúvida", (expressões fortes!) "que as conseqüências da morte de Adão aqui falada são não outras, do que a 'morte', que vem sobre todos os homens": Eu devo pedir licença para replicar: Não é evidente, afinal; mais do que isto, é toleravelmente evidente, pelo contrário, que esta "morte" implica todas as formas de males, aos quais, tanto o corpo quanto a alma estão sujeitos. 15. Você a seguir reconsidera o 12º verso, que você entende assim: "A morte passou para todos os homens, porque todos pecaram", ou seja, em Adão. "'Todos pecaram'; isto é, estão sujeitos à morte, através daquela única ofensa dele". Você diz antes: "'A morte passou para todos os homens', significa que todos foram, através da sentença judicial, feitos sujeitos à morte'". E aqui você diz: "'Todos pecaram', significa que todos estão sujeitos à morte'". Assim, o Apóstolo afirma: "Todos estavam sujeitos à morte, porque todos estavam sujeitos à morte!". Não é assim: O pecado é uma coisa, a morte outra; e o primeiro está aqui afirmado como a causa do segundo. Embora o criticismo sobre "ef w" esteja sujeito a muita exceção, ainda assim, eu deixo esta e as citações hebraicas como elas estão; porque, embora elas possam fazer com que muitos leitores admirem seus estudos, ainda assim, não são para o ponto em questão. "Uma vez que a frase: 'Todos são feitos pecadores', demonstrou significar, todos estão sujeitos à morte, através de uma sentença judicial; e, uma vez que todo o argumento do Apóstolo vira para este ponto, de que todos os homens morrem, através de uma ofensa de Adão, quem pode negar que 'todos pecaram', significa o mesmo que 'todos são feitos pecadores?'". Eu não duvido disto; mas eu ainda nego que ambas as frases signifiquem não mais do que "todos estão em um estado de sofrimento". 16. Com o objetivo de clarear este importante texto, eu anexarei aqui algumas anotação do Dr. Jennings: "O Apóstolo tendo tratado no capítulo precedente da causa e maneira da justificação do pecador, diante de Deus, ou seja, através dos méritos de Cristo, e pela fé em seu sangue, e tendo falado do fruto da justificação, na primeira parte deste capítulo, ele prossegue nos versos diante de nós, para ilustrar nossa salvação, através de Cristo, comparando-a com nossa ruína, através de Adão. Ele compara Adão com Cristo, e mostra, como o que perdemos, através de um, é restaurado pelo outro com abundante vantagem. Ele torna Adão uma figura do tipo de Cristo; considerando-os, a ambos, como pessoas públicas, representando, um, todos os seus descendentes naturais; o outro, todas as suas sementes espirituais; um, Adão, toda a humanidade, que é 'toda culpada diante de Deus'; o outro, Cristo, todos esses 'que obtêm a retidão de Deus, que é pela fé a todos que crêem'". "Com respeito as conseqüências do pecado de Adão sobre sua posteridade, nós temos aqui os seguintes pormenores: -- (1) Que, através de um homem, o pecado entrou no mundo; que todo o mundo está, de alguma forma, participa do pecado de Adão. E isto, de fato, é evidente, porque: -- (2) A morte, que é 'o salário do pecado', e a própria punição ameaçada na primeira transgressão de Adão, 'entrou pelo pecado, e passou para todos os homens', é verdadeiramente infligida sobre toda a humanidade. O que é afirmado nestas palavras seguintes: -- (3) Que todos pecaram: 'Desta forma a morte passou para todos os homens, porque todos pecaram'. Todos os homens, então, são considerados pecadores aos olhos de Deus, em consideração àquele único pecado, do qual apenas o Apóstolo está aqui falando. E – (4) Não apenas depois, mas antes, e 'até a lei', dada por Moisés, 'o pecado estava no mundo'; e os homens eram considerados pecados, e assim sendo, punidos com a morte, através de muitas gerações". "Agora, 'o pecado não é imputado, onde não existe lei; não obstante, a morte reinasse de Adão a Moisés'; mostrando claramente, que toda a humanidade, durante todo o período, tinha pecado em Adão, e assim, morreu, em virtude da morte, ameaçada a ele; e a morte não seria, então, infligida sobre a humanidade, por algum pecado efetivo, porque ela foi infligida sobre tantos filhos, que nem haviam comido do fruto, nem cometido algum pecado efetivo que seja, e, portanto, não tinham pecado em algum sentido, 'segundo a similitude da transgressão de Adão'. Assim sendo, (5) Foi 'através da ofensa de um que muitos morreram' (Verso 15). 'Através da ofenda de um, a morte reinou, através de um'. (Verso 17). E, uma vez que o pecado de Adão é assim punido em todos os homens, segue-se que – (6) Eles foram todos envolvidos naquela sentença de condenação que Deus passou sobre ele. 'O juízo foi, através de um, para condenação. (Verso 16)". "'Através de uma ofensa, o juízo veio sobre todos os homens, para a condenação'. (Verso 18). E, desde que isto seja tão claro, que todos os homens são verdadeiramente punidos pelo pecado de Adão, necessariamente segue-se que: (7) Eles 'todos pecaram em Adão. Através da desobediência de um homem, muitos foram feitos pecadores'. Eles foram assim constituídos pecados, através do pecado de Adão, de maneira a se tornar sujeito à punição ameaçada para sua transgressão". "Entre Adão e Cristo, o tipo e o antítipo, Paulo esboça o paralelo nos seguintes pormenores": -- "(1) Ambos fizeram alguma coisa, pela qual muitos outros foram afetados, os quais perderam ou ganharam pelo que os dois fizeram:'Através da ofensa de um, muitos são mortos; através de um, o dom da graça abundou para muitos'. (Verso 15)". "(2) Que o que o primeiro Adão fez, através do que muitos, ou seja, todos os homens receberam dano, foi o pecado, ofensa, e desobediência: Eles todos sofreram, através de um que pecou. (Verso 16). 'Pela ofensa de um, através da desobediência de um homem'. (Verso 18,19). Que o que o segundo Adão fez, pelo que muitos, ou seja, todos os que crêem, recebem benefício, é retidão e obediência: 'Através da retidão de um, pela obediência de um'. (Verso 18, 19)". "(3) O detrimento que todos os homens recebem, através de Adão é, que eles 'são feitos pecadores'; que 'o juízo vem sobre eles para a condenação'; em conseqüência do que, a morte, o salário do pecado, é infligida sobre cada um deles. O benefício que todos os crentes recebem, através de Cristo é a graça, ou o favor de Deus, justificação, retidão, ou santificação, e a vida eterna. 'A graça de Deus, e o dom, pela graça, tem, através de um homem, Jesus Cristo, abundado a muitos. Pela retidão de um, o dom livre veio sobre todos os homens', que o receberam, 'para a justificação da vida. Pela obediência de um, muitos são feitos justos'. (Versos 15.18.19)". "Assim o apóstolo mostra a paridade entre os efeitos do pecado de Adão, e da retidão de Cristo. Apenas em dois exemplos, ele mostra que o efeito do segundo, vastamente excede o efeito do primeiro": -- "(1) Ele remove muitos pecados, além daquele único de Adão, que tão afetou toda sua posteridade: 'Se, através da ofensa de um, muitos são mortos, muito mais a graça de Deus, através de Jesus Cristo tem abundado para muitos. O julgamento foi, através de um, para a condenação; mas o dom livre é de muitas ofensas, juntos à justificação'. (Versos 15, 16)". "(2) Cristo ressuscitou os crentes para um estado mais feliz do que aquele que Adão desfrutava no paraíso: 'Muito mais, eles que receberam a graça, e o dom da retidão, deverão reinar na vida, através de um, Jesus Cristo'. (Verso 17)". (Vindicação de Jenning). 17. Sua paráfrase sobre o texto (Doutrina de Taylor, etc), sendo apenas uma repetição do que você tinha dito, repetidas vezes antes, não requer alguma consideração separada. Apenas eu devo observar alguns poucos erros, que não ocorreram antes: (1) "A ressurreição é o primeiro e o fundamental passo na salvação evangélica". Não; "Ele deve salvar seu povo do pecado deles"; este é o primeiro e fundamental passo. (2) Você tem errado muito gravemente o significado de quatro textos em (João 6:39): "E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia". (João 6:40) "Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia".(João 6:44) "Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia". (João 6:54) "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia". Agora, você cita todos esses textos, como referentes à ressurreição geral, ao passo que, nenhum deles se refere a isto, afinal. Eles todos são promessas feitas aos crentes verdadeiros apenas, e se referem totalmente e apenas à ressurreição do justo. 18. Resta, então, todos que avançaram para o contrário, não obstante, que o único caminho verdadeiro e racional de justificar a maldade geral da humanidade, em todas as épocas e nações, esteja indicado nestas palavras: "Em Adão, todos morrem". No primeiro pai, e através do primeiro pai deles, toda sua posteridade morreu, em um sentido espiritual; e eles permanecem totalmente "mortos nas transgressões e pecados", até que o segundo Adão os vivifique. Através disto, "o pecado de um homem entrou no mundo, e passou para todos os homens": E através da infecção que eles derivaram dele, todos os homens são e sempre foram, pela natureza, inteiramente "alienados da vida de Deus; sem esperança, sem Deus no mundo". Seu anexo para a primeira parte de seu livro é totalmente empregado na resposta de duas questões: Uma questão é: (1) "Como é consistente com a justiça, que todos os homens possam morrer, pela desobediência de um homem?" A outra: "Como justificamos que todos os homens ressuscitem, através da obediência de outro homem, Jesus Cristo?". Você pode determinar a primeira questão como lhe agradar, desde que ela não toque no ponto principal em debate. Portanto, eu não irei mais além do que fazer um pequeno resumo do que o Dr. Jennings fala sobre o assunto: -- (2) Quanto à primeira questão, o Dr. Taylor livra-nos de todas as dificuldades que podem se levantar da consideração da justiça de Deus, afirmando que se deve totalmente à bondade dele que "a morte passou para todos os homens". "A morte", ele nos diz, "é sobre todos, como um benefício". É certo que os crentes em Cristo recebem beneficio através dela. Mas este cavalheiro dirá que a morte é um "benefício original, e para toda a humanidade; meramente pretendida para crescer na vaidade de todas as coisas terrenas, e diminuir a força delas para nos iludir". Ele, mais tarde, exibe o benefício de encurtar a vida humana, para este presente padrão: "A morte, mais próxima das nossas vistas, seria um motivo poderoso para cuidarmos menos das coisas de um mundo transitório". Mas ter "uma visão mais próxima da morte", na verdade, produz este efeito? A observação comum de todas as épocas não prova o contrário? A cobiça não é uma imperfeição característica da época antiga? Como a morte está mais próxima das vistas, vemos plenamente que os homens têm, mais e mais cuidado, com relação às coisas de um mundo transitório. Nós estamos certos, portanto, de que a morte não é tal benefício para a generalidade dos homens. Ao contrário, é a rainha dos terrores deles, o fardo de suas vidas, e destruição de seus prazeres. Falar, portanto, que a morte é um beneficio, um benefício original, e isto para toda a humanidade, é falar contra o bom-senso e a experiência de todo o mundo. É estranho que a morte fosse originalmente dada por Deus, como um benefício para o homem, e que encurtar a vida do homem, mais tarde, fosse designado como um benefício a mais; e, ainda assim, que Deus prometesse, tão freqüentemente, ao seu povo, vida longa como recompensa pela obediência, ameaçando-os com a morte, como punição pela sua desobediência! "Mas as Escrituras", ele diz, "afirmam que os sofrimentos são os castigos de nosso Pai celestial, e a morte, em especial". Mas todo castigo não pressupõe uma falta? Ele não seria um pai cruel, castigando seus filhos por nenhuma falta, afinal? Se, então, Deus não pode nos castigar pelo pecado de Adão. A falta dele deve, de alguma forma, cair sobre nós; ou suporíamos que as condutas de Deus para com seus filhos seriam irracionais e injustas. (Vindicação). (3) Eu apenas acrescentaria duas ou três questões óbvias: (I) Deus propôs a morte como um benefício na ameaça original? (II) Os escritores inspirados falam de Deus "trazer uma inundação sobre o mundo do iníquo", como um benefício ou uma punição? (IV) Eles mencionam a destruição de Sodoma e Gomorra, como designada para o benefício deles? (V) É como uma forma de benefício que Deus declara: "A alma que peça deve morrer?". Certamente, este ponto não é defensível. A morte é propriamente não um benefício, mas uma punição. (4) A outra questão é: "Como justificaremos que todos os homens ressuscitem novamente, através da obediência de outro homem, Jesus Cristo?" (A Doutrina de Taylor etc). Para colocar isto, sob uma luz clara, eu faço uma outra pergunta: O que foi isto que deu o glorioso personagem caracterizado pelo "O Cordeiro" (Apocalipse 5:1, etc), seu superior merecimento, seu interesse prevalecente em Deus, além de todos os outros, no céu e terra? Foi o seu ser assassinado; ou seja, sua obediência a Deus, e a boa vontade para com o homem: Foi sua virtude completa. "Tu és merecedor": -- Por que? Porque tu tens exibido para Deus tal exemplo de virtude, obediência, e bondade. Tu tens sacrificado tua vida na causa da verdade, e "nos tens redimido", através daquele ato da mais alta obediência. Com que extrema cautela é todo este parágrafo enunciado! Você não se preocupa de dizer diretamente: "Jesus Cristo é tanto o pequeno Deus, quanto ele não é Deus, afinal". Assim, você diz isto indiretamente em uma pilha de circunlocuções, polidas, elaboradas, convenientes. Ainda assim, permita-me perguntar: "Aquele ato de obediência" foi "o alicerce original e único" do seu interesse prevalecente em Deus, e de seu merecimento, não apenas "ao abrir o livro", mas "receber" de todos os exércitos do céu "o poder, e as riquezas, e a sabedoria, e a força, e a honra, e a glória, e a bênção?". (Apocalipse 5:12). "Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças". E este é o ato original e o único alicerce, porque "todos os homens" devem "honrar a Ele, assim como eles honram o Pai?". Sim, e porque "toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre" (verso 13). "A ele que se senta no trono e o Cordeiro": -- Isto significa que o grande Deus é o pequeno Deus? Se for assim, quando todas "as criaturas no céu e terra", e todas, através do universo, assim "honrar a ele, assim como eles honram o Pai", eles não estarão dando a ele muita honra? "Minha glória", diz o Senhor, "Eu não darei a outro". Como, então, deve ser dada ao Cordeiro? (5) Você prossegue: "O merecimento de Cristo é sua virtude consumada, obediência a Deus, e benevolência para com suas criaturas". É este o único motivo merecimento dele, o ser "honrado assim como o Pai?". É sobre este único alicerce, que "todos os anjos de Deus" devem "adorar a ele?". Ou antes, porque "no início", desde a eternidade, ele "estava com Deus, e era Deus?". "A virtude é o único preço que paga tudo com Deus. A virtude verdadeira, ou o correto exercício da razão, é o verdadeiro valor, e a única consideração preciosa que prevalece com Deus". Você, então, compreende que este seja o exato significado de Paulo, quando ele diz: "Você é comprado por um preço?", e que, onde ele fala "a igreja de Deus, que ele comprou com seu próprio sangue", ele quer dizer com sua própria virtude? De acordo com o que, "Tu nos redimiste, através de teu sangue", deve significar, pelo exercício correto de tua razão? Bem, então, Padre Socinus diz: "Tota redemptionis nostrae per Christum metaphora": "A completa metáfora de nossa redenção, através de Cristo". Porque, quanto a este plano, não existe nada real nele. "Não foi o mero poder ou força natural do Cordeiro, mas seu mais excelente caráter". – Senhor, você "honra o Filho, assim como honra o Pai?". Se você o faz, você poderia possivelmente falar dele desta maneira? No entanto, tudo isto não afeta a questão, mas ainda permanece uma verdade inabalável, que a morte de todos os homens em Adão, é a causa maior do porquê "o mundo todo jaz na malignidade". Newington, 18 de Janeiro de 1757. Parte II 1. Em sua segunda parte, você professa "examinar as principais passagens das Escrituras, a qual os teólogos têm aplicado no apoio à Doutrina do pecado original; especialmente aquelas citadas pela Assembléia dos Clérigos no mais Abrangente Catecismo deles". A esta, eu nunca subscrevi; mas eu penso que ela é, na maior parte, uma composição excelente, que eu devo, portanto, me esforçar alegremente para defender, até onde eu compreendo esteja alicerçada nas claras Escrituras. Mas eu, primeiro, observaria, em geral, com o Dr. Jennings, que existem dois tipos de textos na coleção editada: Alguns que diretamente provam, outros que propriamente ilustram a Doutrina do Pecado Original. E existem muitos, em que ela é tanto falada diretamente a respeito, quanto está evidentemente subtendida, de maneira que o autor bem poderia ter poupado sua observação: "As Escrituras falam muito frugalmente das conseqüências do pecado de Adão sobre nós, porque como essas são livremente contrárias à humanidade, através de Cristo, nós não estamos muito preocupados em conhecê-las". O fato aqui afirmado é igualmente verdade com a razão atribuída a ele: - "A aliança feita com Adão, como uma pessoa pública, não para si mesmo apenas, mas para sua posteridade, toda a humanidade, proveniente dele, pela geração ordinária, pecou com ele, e caiu com ele, naquela primeira transgressão. 'Deus fez de um sangue todas as nações de homens'. (Atos 17:26). – Eu acredito que a observação do Dr. Jennings aqui será suficiente: -- "Isso é citado para provar que toda a humanidade descende de Adão. Mas o Dr. Taylor acrescenta, 'Ele fez todas as nações do mundo de uma só espécie, dotada com as mesmas faculdades'. (Vindicação de Jenning). E assim, eles teriam sido, se todos os homens fossem criados singular e separadamente, exatamente como Adão foi; mas não se poderia dizer, então, com alguma propriedade de linguagem, que eles seriam de um só sangue. Esta Escritura, portanto, é muito pertinentemente citada, para provar para o que ela é trazida. Que 'Adão era uma pessoa pública, incluindo toda sua posteridade, e, conseqüentemente, toda sua humanidade, descendendo dele, pela geração ordinária, pecou nele, e caiu com ele, em sua primeira transgressão', a Assembléia provou muito metódica e substancialmente. Primeiro, de Gênesis 2:16,17 'E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente. Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás'; onde a morte é tratada para Adão, no caso de seu pecado; então, de Romanos 5:12-20 'Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram. (...) Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um, muitos serão feitos justos. Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça'; e I Cor. 15:21-22 'Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo'; onde nos é dito expressamente que 'todos os homens morrem em Adão'; e que, "pela sua ofensa, o juízo veio sobre todos os homens, para a condenação". A Primeira Proporção: "Toda humanidade pecou nele, e caiu com ele, naquela primeira transgressão". O que elas provam, através de (Gênesis 2:16-17), comparado com (Romanos 5:15-20). Sobre isto, você observa: "A ameaça: 'Tu certamente morrerás', é endereçada a Adão pessoalmente; e, portanto, nada se pode concluir disto, com respeito à posteridade de Adão'". Esta conseqüência é boa? A sentença não foi também alicerçada nesta ameaça: "Ao pó retornarás", pessoalmente direcionada a ele? E isto é nada para sua posteridade? Mais ainda; desta mesma consideração não aparece que toda sua posteridade estava preocupada com aquela ameaça, porque eles são todos parceiros da morte infligida sobre Adão? "Mas não podemos reunir de Romanos 5, ou I Cor.15, 'que toda a humanidade pecou em Adão', se nós entendemos como distinguido do sofrimento'". Tem sido largamente provado, que nós podemos; e que pecar deve necessariamente ser entendido lá, como distinguido do sofrimento. "Mas o Apóstolo diz: 'A ofensa de um', trouxe a morte para o mundo; considerando que toda a humanidade pecou em Adão, quando ele pecou, então, que aquela ofensa não teria sido 'a ofensa de um', mas de milhões". Poderia ser, em um sentido, a ofensa de milhões, e, em outro, "a ofensa de um". "É verdade, a posteridade de Adão, então caiu com ele naquela primeira transgressão, que, se a ameaça tivesse sido imediatamente executada, ele não teria tido posteridade, afinal". A ameaça! Qual foi a ameaça para eles? Você não nos assegura, na própria última página, que "a ameaça é endereçada a Adão, pessoalmente; e, portanto, nada pode ser concluída disto com respeito a sua posteridade?". E aqui você diz: A própria "existência" deles "certamente caiu, sob a ameaça da lei, e nas mãos do Juiz para ser disposta, como ele pensaria adequado". Como ele pensaria adequado. Então, ele teria, sem qualquer injustiça, os privado de todas as bênçãos; de ser em si mesmo, o único alicerce possível, afinal! E isto, por causa do pecado de outro. Você encerra o artigo assim: "Nós não podemos dessas passagens concluir que a humanidade, pela ofensa de Adão, incorreu em algum ma; a não ser a morte temporal". Exatamente o contrário, é mostrado largamente. 3. A Segunda Proposição: "A quebra trouxe a humanidade para um estado de pecado e miséria". Para provar isto, eles citam Romanos 5:12 "Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram"; uma prova de que toda a habilidade do homem não pode esquivar-se; e Romanos 3:23 "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus". "Mas isto", você diz, "significa apenas judeus, assim como gentios; homens de todas as nações têm pecado". Mais do que isto; é mais certo, como o Dr. Jennings observa, que ele "queira dizer todos os homens de todas as nações; ou queira dizer nada para o propósito de sua conclusão e suas inferências. (Verso 19-22). O Apóstolo conclui do entendimento que ele teve diante da corrupção universal da humanidade, que 'toda boca deverá ser fechada, e todo o mundo seja culpado diante de Deus'. (Verso 19). Disto ele traça duas inferências: (1) 'Portanto, pelas obras da lei nenhuma carne será justificada'. (2) O único caminho da justificação para todos os pecadores é, 'através da fé em Jesus Cristo'. Porque não existe diferença, quanto ao modo de justificação; 'porque todos pecaram, e não alcançaram a glória de Deus'. E, portanto, quem eles forem aos quais o Dr. Taylor exclui deste 'todos', ('todos pecaram'), ele deve igualmente excluir de ter alguma necessidade de justificação, através de Cristo". (Vindicação de Jenning). Seja como for, é certo: (1) Que a humanidade está agora em um estado de pecado e sofrimento. (2) Que eles têm sido assim, em todas as épocas, proximamente, desde o tempo que Adão caiu. Agora, se esta queda não os trouxe para este estado, eu ficaria feliz de saber o que o fez. 4. A Terceira Proposição: "O pecado é alguma falta de conformidade, ou transgressão, da lei de Deus, dada como uma regra para a criatura racional". "Isto", você diz, "não tem imediata relação com nosso presente desígnio". (Doutrina de Taylor, etc). Mas tem para o deles; o que deve ilustrar a afirmação precedente. "Que a queda de Adão trouxe a humanidade para um estado de pecado"; em ambos os sentidos da palavra. 5. A Quarta Proporção: "A pecaminosidade daquele estado no qual o homem caiu, consiste na culpa do primeiro pecado de Adão; a falta daquela retidão em que ele foi criado; e a corrupção de sua natureza, por meio da qual ele está extremamente inabilitado, incapaz e feito contraditório a tudo que é espiritualmente bom, e totalmente inclinado ao mal, e isto continuamente; o que é comumente chamado de pecado original, e do qual procedem todas as transgressões efetivas". No primeiro parágrafo deste você diz: "O primeiro pecado de Adão foi atendido com as conseqüências que afetaram toda sua posteridade. Mas nós não podemos, por conta do pecado dele, nos tornarmos odiosos à punição". Através da punição, eu quero dizer o mal sofrido por conta do pecado. E nós não somos odiosos a qualquer mal, por conta do pecado de Adão? Para provar o restante da proposição, eles citam, primeiro, Romanos 3:10-20. "Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. A sua garganta é um sepulcro aberto; Com as suas línguas tratam enganosamente; Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios; Cuja boca está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. Em seus caminhos há destruição e miséria; E não conheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos. Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus. Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado". No qual você observa: "O Apóstolo aqui está falando dos judeus e gentios, não em uma capacidade pessoal, mas em uma capacidade nacional. 'A boca', ele diz, de todas as sortes de pessoas está 'fechada', e ambos, os judeus e gentios, são trazidos para a culpa; porque eu tenho provado que existem transgressores em meio aos judeus, assim como em meio aos gentios". Não, afinal. Se ele provou não mais do que isto, nenhuma pessoa "se tornaria culpada diante de Deus". Nenhuma "boca", de judeu ou gentio, "seria fechada", mostrando "que havia judeus, assim como transgressores pagãos". Eu prossigo para suas observações: -- (1) "Em toda esta sessão, não existe uma palavra de Adão". Existe suficiente no próximo capítulo, mas uma. O Apóstolo, primeiro, descreve o efeito, e, mais tarde, indica a causa. (2) "Aqui ele está falando, não de todos os homens, mas dos judeus, daqueles apenas que estão, 'sob a lei', (verso 19), e provam de seus próprios escritos, que havia grandes corrupções em meio a lês, assim como em outros povos". Ele está falando deles, principalmente; mas não deles apenas, como aparece do 9º verso: "Nós provamos que ambos os judeus e os gentios, todos estão debaixo do pecado. Como está escrito: Existe ninguém justo", (nem em meio aos judeus, nem em meio aos gentios); "não, nenhum". Isto diz respeito a eles, em sua capacidade pública apenas, não capacidade pessoal? Isto não prova mais do que existiram grandes corrupções em meio aos judeus, assim como em meio a outros povos? (3) "A sessão consiste de diversas citações do Velho Testamento; mas (I) nenhuma delas, tomada separadamente, fala de alguma depravação da natureza; mas dos hábitos da maldade, que os homens tinham contraído, eles mesmos". Eles falam dos hábitos que os homens tinham contraído, eles mesmos; mas eles falam desses apenas? O caminho para saber isto não é "tomá-los separadamente"; não é considerar o significado preciso, em que eles são ocasionalmente falados, por Davi, Salomão, ou Isaías; mas tomá-los conjuntamente, como eles estão aqui, colocados juntos, pelo Espírito Santo, para formar o caráter de toda a humanidade. Sobre nenhum deles, "tomados separadamente", você diz: "Como Deus poderia olhar dos céus aqui para baixo, para saber se havia alguém que buscou a Deus, se Ele sabia que toda a humanidade estava naturalmente incapacitada de buscá-lo?". Por que não, se, o que quer que eles fossem pela natureza, a graça de Deus seria mais ou menos dada a todos? Embora eles estivessem totalmente inclinados a todos mal, pela natureza, ainda assim, pela graça eles recuperariam toda bondade. Você afirma (II) "Em nenhum desses lugares, Deus fala estritamente de cada judeu, sob o governo de Davi ou Salomão. Muitos eram muitos maus; mas alguns eram bons". Eles eram, através da graça; não da natureza. Mas, em meio a todos aqueles dos quais Deus fala, através de Paulo, "não havia" bom ou "justo; não, nem um"; todo indivíduo, se judeu ou pagão era culpado diante de Deus. "Eu concluo, portanto, (I) Que nenhum destes textos se refere a alguma corrupção comum a toda humanidade". Talvez, não se refiram, como falado, através de Davi; mas eles são, quando falados, através de Paulo. "Eu concluo (II) que tal corrupção geral, que não admite exceção, não foi necessário para o argumento do Apóstolo". Absolutamente necessário; não tivesse incluído toda pessoa individual, nenhuma "boca" teria sido "fechada". Esses textos, portando, "indiretamente e certamente provam" que, ao mesmo tempo em que o Apóstolo escreveu, todo judeu e gentio (com exceção apenas daqueles que foram "salvos pela graça") "estava sob o pecado"; "de maneira que não havia um" deles "justo; não; nenhum que entendesse ou que buscasse" a Deus. Este era o fato: E quem pode se certificar de uma maneira mais racional de justificar esta maldade universal, do que pela corrupção universal de nossa natureza, derivada de nosso primeiro pai? 6. A próxima prova é Efésios 2:1-3: "E vivificou, quem estava morto nas transgressões e pecados; quem, no passado, caminhou de acordo com o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; em meio aos quais, também, nós todos tínhamos nosso modo de vida, nos tempos passados, nos desejos da nossa carne, cumprindo os desejos da carne e da mente; e éramos, por natureza, filhos da ira, assim como os outros". (1) "Nada aqui é sugestivo de quaisquer efeitos maléficos do pecado de Adão sobre nós". (2) "Os Efésios eram gentios convertidos para a fé". Sim, e judeus também. Nesta mesma passagem, o Apóstolo fala de ambos; primeiro, o gentio, então, o judeu, se converte. (3) "Nestes versos, ele descreve seu estado miserável, enquanto nas trevas pagãs", -- e enquanto estavam nas trevas judaicas; os judeus eram exatamente tão pecaminosos, antes da conversão deles, quanto os pagãos. Tanto uns quanto os outros "caminharam", até então, "na vaidade de suas mentes; com seu entendimento enegrecido"; igualmente "mortos nas transgressões e pecados"; igualmente "alienados da vida de Deus, através da cegueira de seus corações": -- Uma descrição muito viva, não tanto de uma vida pecaminosa, quanto de uma natureza pecaminosa. (4) "Quando ele diz, que eles estavam 'mortos nas transgressões e pecados', ele fala das iniqüidades pessoais'". Verdade, tanto de coração quanto de vida. Eu devo fazer alguma variação no restante de sua paráfrase: "Em que", você diz, "nos tempos passados, vocês", ateus, especialmente, "caminharam"; interior e exteriormente, "de acordo com o príncipe do poder do ar; o espírito que agora" (ainda) "opera nos filhos da desobediência; em meio àqueles a quem nós judeus, também tínhamos nosso modo de vida; 'mortos nas transgressões e pecados", quanto vocês. (5) "Portanto, quando ele acrescenta: 'e eram, pela natureza os filhos da ira, até mesmo, como os outros', ele não pode significar que eles estavam sujeitos à ira, por aquela natureza que eles trouxeram para o mundo". Por que, não? Isto não se segue de alguma coisa que você já disse. Vamos ver como você prova isto agora? "Esta natureza é agora nenhuma outra do que a própria obra de Deus. A natureza de todo homem vem das mãos de Deus". O mesmo pode ser dito daqueles que estão ainda "mortos nas transgressões e pecados". A natureza original deles veio de Deus, e não era outra do que a própria obra de Deus; ainda assim a presente corrupção da natureza deles não veio de deus, e não é obra Dele. "Conseqüentemente, a natureza de cada pessoa, quando trazida para a existência, é exatamente o que Deus vê adequado que ela fosse". Isto é verdade, quanto à natureza original da humanidade, quando ela, primeiro, foi "trazida à existência", mas não é verdade da presente natureza corrupta. Ela não é "o que Deus vê adequado que ela fosse". "É seu poder apenas que a forma". Sim, que nos forma homens; mas não que nos forma homens pecadores. "Dizer que a natureza que ele dá, é objeto de sua ira, é pouco menos do que uma blasfêmia". Como ela a deu, ela não é objeto de sua ira; mas é, quando ela está corrompida com o pecado. "Muito longe do Apóstolo, com isto, depreciar nossa natureza". Verdade, nossa natureza original; mas nunca o homem mais profundamente depreciou nossa natureza corrupta. "O intento dele é mostrar aos Efésios que eles eram filhos da ira, não obstante, os pecados no qual eles caminhassem". Sim, e através "dos desejos da carne e da mente", mencionados imediatamente depois, "através da vaidade da mente deles"; através "da cegueira de seus corações, sentimentos passados, alienados da vida de Deus". Ele "não" está "falando aqui da natureza deles, mas do curso vicioso da vida que eles tinham". "Ele entendeu bem o valor da natureza humana"; ele o fez, ambos em seu estado original, quanto em seu estado presente: -- "e em todo lugar, ele mostra que ela estava dotada, mesmo nos pagãos, com a luz e poder suficiente para conhecer a Deus, e obedecer a sua vontade". Naqueles pagãos, na Europa, Ásia, ou América, a natureza está agora dotada com esta luz e poder? Eu nunca encontrei estes em algum pagão ainda; e convivi com muitos, de várias nações. Pelo contrário, eu encontrei um e todos, profundamente ignorantes da própria finalidade de suas existências. Todos eles confirmaram o que um pagão Meeko (ou Chefe) me disse há muitos anos: "Ele que se senta no céu, sabe porquê ele fez o homem; mas nós sabemos coisa alguma". "Mas Paulo diz: 'quando os gentios que não têm lei, pela natureza contida na lei, eles são uma lei para si mesmos'. Isto supõe que eles teriam criado a si mesmos, 'através da natureza', ou os poderes naturais deles". Mas, como é que "pela natureza", aqui significa, -- através dos meros "poderes naturais" deles? É certo que eles não escreveram a lei; mas eles não tiveram assistência sobrenatural? Não existe um Deus "que opere em" nós e neles, "tanto o querer quanto o fazer?". Eles que, através desta ajuda, fazem as coisas contidas na lei, nós garantimos, "não são objetos da ira de Deus". "Novamente: Ele afirma que os gentios têm luz suficiente para que vissem o poder de Deus e a Divindade". (Romanos 1:19-21) "Porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, o coração insensato se obscureceu". Eles tinham; mas como aparece que isto foi a luz meramente natural de sua própria razão sem ajuda? Se eles tinham a assistência de Deus, e não a usaram, eles foram igualmente sem desculpa. "Mais do que isto, se a natureza deles era corrupta, e, portanto, eles não glorificavam a Deus, eles não tinham uma desculpa justa". Verdade, se Deus não ofereceu a eles graça para equilibrar a corrupção da natureza: Mas, se ele o fez, eles estão ainda sem desculpa; porque eles teriam dominado aquela corrupção, e não o fizeram. Portanto, nós não somos obrigados a buscar algum outro sentido da frase: "Pela natureza", do que "pela natureza que nós trouxemos para o mundo". No entanto, você pensa que encontrou outra: "Pela natureza, pode significar: real e verdadeiramente. Assim Paulo chama Timóteo, gnhsion teknon, 'seu próprio e genuíno filho na fé'; não para significar que ele fosse o filho do Apóstolo, mas que ele era um real imitador de sua fé. De igual maneira, ele chama os Efésios, fusei tekna, 'filhos genuínos da ira'; não para significar que eles estavam relacionados à ira, através de seu nascimento natural, mas, através do pecado e desobediência deles". Isto simplesmente contorna a questão, sem uma sombra de prova; porque a palavra grega em um texto não é a mesma, nem, de forma alguma, relacionou-se àquela no outro. Nem existe a menor semelhança entre o Apóstolo chamar Timóteo de seu "próprio filho na fé", e ele afirmar que, até mesmo esses, que agora estão "salvos pela graça", foram "pela natureza filhos da ira". Acrescentar, portanto, "não como eles vieram sob condenação, através da ofensa de Adão", é apenas contornar a questão, uma vez mais; embora, seja verdade, que eles, mais tarde, inflamaram o relato deles, através de "suas próprias transgressões e pecados". Você conclui: "'Pela natureza', portanto, pode ser uma expressão metafórica, e, conseqüentemente não está pretendida", (pode estas nas promessas, não está na conclusão! Uma maneira de argumentar que você freqüentemente usa) "para significar a natureza, no sentido próprio da palavra; mas para significar que eles eram realmente e verdadeiramente filhos da ira". Mas onde está a prova? Até que esta seja produzida, eu devo ainda acreditar, com a Igreja Cristã em todas as épocas, que todos os homens são "filhos da ira, pela natureza", no sentido claro e apropriado da palavra. 7. A próxima prova é (Romanos 5:6): "Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios". Você responde: (1) "O Apóstolo está falando aqui, não da humanidade em geral, mas dos gentios apenas; como aparece, através de todo o desenrolar do discurso, desde o início da Epístola". Do início da Epístola, até o 6º. Verso, do 5º Capítulo, é o Apóstolo falando dos gentios apenas? Do contrário, não pode aparecer "através de todo o desenrolar de seu discurso desde o início da Epístola". "Mas aparece, especialmente, do Capítulo 3:9 'Pois quê? Somos nós mais excelentes? De maneira nenhuma, pois já dantes demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado'. 'Mas, então? Nós somos' judeus, 'mais do que eles são' gentios?". Não. Deste mesmo verso, ele fala, principalmente dos judeus. E você mesmo, algumas páginas atrás, afirmou redondamente que "ele lá falava apenas dos judeus". E você afirmará que, no 4º. Capítulo, igualmente, "ele fala dos gentios apenas?". Não está manifesto que ele não fala deles, afinal, em uma considerável parte daquele capítulo? Como, então, está óbvio, através de "todo o desenrolar de seu discurso, desde o início da Epístola, que ele aqui não fala da humanidade em geral, mas dos gentios apenas?". No entanto, você corajosamente segue adiante: "Ao estabelecer o ponto, de que os gentios têm tão boa posição para o favor de Deus, quanto os judeus". Como? Este é o único, ou o ponto principal, que Paulo estabelece no 4º. Capítulo? Não se trata do ponto principal dele, através de todo aquele capítulo, provar que ambos os judeus e gentios estavam "justificados pela fé?", ou ele "fala disto, não da humanidade em geral, mas dos gentios apenas?". "Ele prossegue: (Capítulo 5:1) 'Portanto, sendo justificados pela fé, nós', gentios, 'temos paz com Deus'". Da mesma maneira, você confia na palavra dos gentios em cada um dos versos seguintes. Então, apenas os gentios têm "paz com Deus?". Você, com mais colorido teria inserido os judeus no mesmo verso; porque deles principalmente o Apóstolo falou. Dizer que "ele fala principalmente dos gentios, para os gentios, até o fim do 6º. Capítulo", é outra afirmação que não pode ser provada. É, portanto, de maneira nenhuma, verdadeiro, que "ele fala, neste verso, dos gentios em contraste com os judeus". Você afirma (2) "Pelo mesmo argumento, ele aqui considera os gentios apenas em um corpo, como distinguido do corpo dos judeus; porque assim ele faz, no decorrer dos quatro primeiros capítulos". Não. Em nenhum deles. Se ele tivesse, a "boca" de nenhuma pessoa teria sido "fechada". Ao contrário, ele fala tanto aqui, quanto em todo o decorrer, de cada indivíduo, que cada um deveria crer Nele, "que morreu por" cada um dos "ímpios". Você afirma (3) "Neste verso, ele descreve a condição dos gentios convertidos, quando no estado pagão deles, no qual eles estavam 'sem força'; incapazes de se recuperarem; eles eram 'ímpios', sim, 'pecadores', e 'inimigos de Deus'". E os judeus não convertidos não eram também ímpios "pecadores" e "inimigos de Deus", e "sem força" para se recuperarem? Esses quatro caracteres, portanto, não são prova, afinal, "de que se fala apenas dos gentios aqui". "O pecado, a inimizade, e a iniqüidade deles consistiram em suas obras pecaminosas". Principalmente, em seus temperamentos pecaminosos. Mas como é que todos os homens, judeus e gentios, têm aqueles temperamentos pecaminosos, e caminham naquelas obras pecaminosas? Como eles todos, até os convertidos, estavam "mortos no pecado", e "sem força" para se recuperarem dele, salvo se "em Adão todos morreram", em um sentido mais profundo do que você deseja admitir? Você resume seu argumento assim: "O Apóstolo não está falando aqui de toda a humanidade sendo corrupta em Adão, mas dos gentios, corruptos pela idolatria e maldade, nas quais eles haviam mergulhado, e das quais eles eram incapazes de se recuperarem, sem a intervenção extraordinária da graça divina". Se este era o caso dos pagãos apenas, então, os judeus não estavam "sem forças", mas eram capazes de se recuperarem de suas maldades, sem tal intervenção! Mas, com respeito aos pagãos, eu pergunto: (1) Este era o estado de todas as nações pagãs, ou de apenas algumas? (2) Se de algumas apenas, e aquelas que não estavam corrompidas? (3) Se este era o estado de todas as nações pagãs, como isto veio a ser assim? Como é que não havia uma nação incorrupta sobre a terra? (4) Como alguma nação pagã estaria neste estado; "sem força; incapaz de recuperar-se" do pecado, sem a intervenção extraordinária da divina graça? Uma vez que você está ciente de que "todas os gentios são dotados com luz e poder suficientes para conhecer a Deus, e executar obediência à vontade Dele, através dos seus poderes da razão e entendimento". Se você diz: "Eles foram, uma vez, dotados com esses poderes, mas agora eles os jogaram fora"; eu não estou satisfeito ainda. Como pode, todas as nações lançar fora seus poderes naturais da razão e entendimento? Certamente que não. Mas, se não, como aconteceu de eles mergulharem nesta corrupção terrível? 8. Uma outra prova é: "A mente carnal é inimiga contra Deus; porque ela não está sujeita à lei de Deus, nem, de fato, pode estar. Assim, aqueles que estão na carne não podem agradar a Deus". (Romanos 8:7, 8). Sobre isto, você observa: (1) "Aqui não existe uma palavra de Adão, ou alguma conseqüência de seu pecado sobre nós". Toda a passagem fala daquela corrupção de nossa natureza que é em conseqüência do pecado de Adão. O sentido claro e óbvio dela é este: "O que a lei não poderia fazer, naquele que era fraco, através da carne", (muito fraco para contender com nossa natureza corrupta) Deus fez; "enviando seu próprio Filho", ele "condenou" aquele "pecado" que estava "em nossa carne"; (verso 3); sentenciou para que ele fosse destruído: "para que a retidão da lei fosse cumprida em nós, para que caminhássemos não segundo a carne, mas segundo o Espírito"; (verso 4); para que fôssemos guiados em todos os nossos pensamentos, palavras e ações, não pela natureza corrupta, mas, pelo Espírito de Deus. "Aqueles que são, segundo a carne" -- que são ainda guiados pela natureza corrupta – "se importam com as coisas da carne", têm seus pensamentos e afeições fixados em tais coisas que gratificam a natureza corrupta; "mas aqueles que são, segundo o Espírito" -- que estão sob sua direção – "se preocupam com as coisas do Espírito" (verso 5); pensa, aprecia, e ama as coisas que o Espírito revela; no qual ele nos dirige, e promete nos dar. "Porque, ser carnalmente preocupado" -- preocupar-se com as coisas da carne, de nossa natureza corrupta – "é morte"; a marca certa da morte espiritual, e o caminho para a morte eterna: "Mas, ser espiritualmente preocupado" -- preocupar-se com as coisas do Espírito – "é vida" (Verso 6); a marca certa da vida espiritual, e o caminho para a vida eterna; e atendida com a paz de Deus, e a paz com Deus, o que, do contrário, não poderia ter lugar. "Porque a mente carnal" -- a mente, gosto, inclinação, todas as inclinações de nossa natureza pecaminosa – "é inimiga contra Deus; porque ela não está sujeita à lei de Deus, nem, de fato, pode estar" (verso 7); sendo tão porto a isto, como o inferno é ao céu. "De maneira que eles que estão na carne" – ainda sem a renovação, através do Espírito, ainda seguem a disposição da natureza corrupta – "não pode agradar a Deus" (verso 8). Que todo homem possa ver agora, se esta passagem não fortemente ilustra a depravação de nossa natureza. 9. A última prova, desta parte de oposição é: "Deus viu que a maldade do homem era grande na terra, e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era continuamente má". (Gênesis 6:5). E abaixo: "A terra era corrupta diante de Deus, e a terra estava cheia com a violência". (verso 11). "A humanidade", você diz, "era universalmente corrompida na luxúria e sensualidade, saque e violência". E como aconteceu esta maldade universal, se toda humanidade era justa por natureza? Você responde: "eles se corromperam: Assim o texto (verso 12) 'Toda carne corrompeu seu caminho sobre a terra'". Esta expressão não necessariamente implica algo mais do que toda carne, todos os homens eram corruptos. Mas tomando isto literalmente, eu pergunto: Como aconteceu de toda a carne corromper-se? Ó, "através da posteridade de Sete, casando-se com os Cainitas". Mas como aconteceu de todos os Cainitas se corromperem; e todos os Setitas, segui-los, não reformá-los? Se o equilíbrio existiu sempre, se a natureza aprendeu em qualquer que fosse o caminho, deve ter havido tanto bem quanto mal ainda; e os Setitas deveriam ter reformado, tanto os filhos de Caim, quanto os Cainitas corrompidos os filhos de Sete. Como aconteceu, então, que "apenas Nóe fosse um homem justo?". E um homem bom, em meio a um mundo de iníquos, prova que a "natureza da humanidade, em geral, não era corrupta"; ou, antes, fortemente prova que ela é? Não prova que o próprio Noé não estivesse naturalmente inclinado ao mal; mas acontece que o mundo estava. "Mas a corrupção da natureza era a razão, porquê o velho mundo foi destruído; é a razão para a destruição do mundo naquele tempo". Nunca se supôs que isto somente fosse a razão; mas a presente maldade acrescida a isto. Você acrescenta: "Pode-se frisar que Deus disse: 'Eu não amaldiçoarei mais o chão, por causa do homem; porque a imaginação do coração humano é má, desde sua juventude'. (Gênesis 8:21). Mas a partícula hebraica 'yk', algumas vezes, significa, contudo". Isto não prova que significa, desta forma, aqui. Mas e daí que signifique? O que acontece, se ao texto foi atribuído: Embora "a imaginação do coração do homem seja má, desde a sua juventude?". Mesmo assim atribuída, ela implica tão fortemente quanto antes, que "o coração do homem" está naturalmente inclinado ao mal. A palavra hebraica, traduzida juventude, é sempre aplicada à criança ou tenra idade; (Isaías 7:16) "Na verdade, antes que este menino saiba rejeitar o mal e escolher o bem, a terra, de que te enfadas, será desamparada dos seus dois reis"; não significa uma criancinha: E nenhum dos textos que você citou prova o contrário. Heman, o autor do Salmo 88, estava, sem dúvida, "afligido desde sua juventude", ou infância. Os Babilônios (mencionados em Isaías 47:12 "Deixa-te estar com os teus encantamentos, e com a multidão das tuas feitiçarias, em que trabalhaste desde a tua mocidade, a ver se podes tirar proveito, ou se porventura te podes fortalecer"), pode-se supor foram treinados no caminho de seus pais, desde a sua mais tenra infância: E o claro significado de (Jeremias 3:24-25 "Porque a confusão devorou o trabalho de nossos pais desde a nossa mocidade; as suas ovelhas e o seu gado, os seus filhos e as suas filhas. Deitemo-nos em nossa vergonha; e cubra-nos a nossa confusão, porque pecamos contra o Senhor nosso Deus, nós e nossos pais, desde a nossa mocidade até o dia de hoje; e não demos ouvidos à voz do Senhor nosso Deus"), é – Desde que começamos a pensar e agir, nós temos nos desviado de Deus. 10. Os textos precedentes foram trazidos para provar (e eles abundantemente provaram isto) que nossa natura é profundamente corrupta, e inclinada ao mal, e não inclinada a tudo que é espiritualmente bom; de maneira que, sem a graça sobrenatural, nós nem queremos e nem faremos o que agrada a Deus. E isto facilmente justifica a maldade e miséria da humanidade, em todas as épocas e nações; por meio da qual a experiência e a razão, tão fortemente confirma esta doutrina bíblica do pecado original. Ainda assim, não se "seguirá que os homens não são agentes morais". Se você pergunta: "Por que, como eles são capazes de executar a obrigação?". Eu respondo: Pela graça; embora não pela natureza. E uma medida desta é dada a todos os homens. Nem se segue, "que nós podemos, de maneira alguma, impedir ou esconder aquele pecado, que é natural a nós". Sim, nós podemos. Ira, por exemplo, é natural a mim; sim, ira, irregular, irracional. E eu estou naturalmente inclinado a ela, como eu experimento todos os dias. Ainda assim, eu posso impedi-la, pela graça de Deus; e assim faço, por quanto tempo eu vigio e oro. Dr. Jennings responde esta afirmação mais amplamente: "'Se o pecado for natural, então, ele é necessário'. Se por pecado, você quer dizer a inclinação corrupta de nossas vontades; mas não quando veio originalmente da mão de Deus. Portanto, é indevidamente comparado aos apetites de fome e sede, que estariam em nossa natureza original". "Agora, esta inclinação da vontade é certamente má e pecaminosa, e odiosa para Deus; quer a tenhamos contraído, por nós mesmos, ou se a derivamos de Adão, não faz diferença. Um temperamento orgulhoso ou passional é mal, quer o homem a tenha contraído ele por si mesmo, ou derivado de seus pais. Portanto, a inferência 'se natural e', (em algum sentido) 'necessária, então, nenhum pecado', de modo algum, acontecerá". "Mas, se por pecado, você quer dizer, ações, às quais esta inclinação corrupta da vontade nos inclina; resta ser provado que uma inclinação corrupta da vontade tornará as ações necessárias, e, conseqüentemente, não pecaminosas. E, de fato, se uma inclinação corrupta torna o pecado necessário, e, conseqüentemente não ser pecado, então, quanto mais o homem está inclinado ao pecado, menos pecado ele pode cometer; e como aquela inclinação corrupta se torna mais forte, seu pecado presente torna-se mais necessário; e assim o homem, em vez de crescer mais pecaminoso, ele cresce mais inocente". (Vindicação de Jennings). 11. Que esta doutrina, há muito, é "defendida na Igreja de Roma" (Doutrina de Taylor), é verdade. Mas assim é na Igreja grega também, e até onde podemos aprender, em toda Igreja debaixo do céu; pelo menos, desde o tempo que Deus falou, através de Moisés. Desta infecção de nossa natureza (chame a isto de pecado, ou do que lhe agradar), brota muitos, se não todos os pecados presentes. E isto (Tiago 1:14 "Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência"), plenamente sugere, igualmente de acordo com sua paráfrase sobre suas palavras: "'Todo homem é tentado', é dominado pela tentação, 'quando ele segue em frente, através de sua própria luxúria', -- seu próprio desejo irregular; onde o Apóstolo confia a maldade dos homens a sua causa apropriada, -- a 'própria luxúria' deles'". Muito verdadeiro. E o desejo irregular é (não tanto um fruto, como uma) parte do pecado original. Porque dizer que "Eva teve desejos irregulares, antes que ela pecasse", é uma contradição; uma vez que todo desejo irregular é pecado. 12. Uma outra prova de que estes pecados presentes brotam do original é: "Do coração, os pensamentos maus, assassinatos, adultérios, fornicações, roubos, falsos testemunhos, blasfêmias, procedem". (Mateus 15:19). "Mas o que tem este texto a ver com o pecado de Adão?". Tem muito a ver com o ponto que é trazido para provar; ou seja, que os pecados presentes procedem do original; obras más, de um coração mau. Portanto, não triunfa sobre esses homens veneráveis, (como você fez repetidas vezes), porque um texto citado na prova de uma cláusula de uma proposição não prova o todo. Mas, "nenhum desses textos prova que todos as nossas maldades procedem do fato de sermos corruptos, através do pecado de Adão". No entanto, ambos provam o que pretenderam: -- que todas as maldades exteriores procedem da maldade interior. Esses homens piedosos, não misturaram "a mentira de sua própria imaginação com a verdade de Deus". Mas, "se todas as transgressões presentes procedem do pecado de Adão, então, ele é a única pessoa culpada que, alguma vez, viveu. Porque, se o pecado dele é a causa de todos os nossos, ele é o único responsável por eles". Verdade; se todas as nossas transgressões assim procedessem de seu pecado, de maneira que não pudéssemos possivelmente evitá-las. Mas este não é o caso; pela graça de Deus, nós podemos lançar fora todas as nossas transgressões. Portanto, se nós não podemos, eles são responsabilidades nossas. Nós podemos viver; mas morreremos. Bem, mas "sobre esses princípios todos os pecados presentes procedem do pecado de Adão; quer, pela conseqüência necessária, ou através de nossa própria escolha; ou parcialmente, através de uma, e parcialmente, através de outra". Sim, parcialmente, através de uma, e parcialmente, através de outra. Nós estamos inclinados ao mal, antes mesmo de nossa própria escolha. Pela graça, nós podemos dominar esta inclinação; ou podemos escolher segui-la, e, assim, cometer pecado presente. 13. Quinta Proposição: "O pecado original é transmitido de nossos primeiros pais, para a posteridade deles, pela geração natural, de maneira que todos que procedem deles, desta forma, são concebidos e nascidos no pecado". Como prova disto eles afirmam: "Observem que na iniqüidade fui formado; e no pecado, minha mãe me concebeu". (Salmos 51:5). Sobre isto, você observa: "A palavra que nós traduzimos 'shapen', significa 'produzido, ou parido. Assim ela aqui significa: 'Observem, eu fui produzido, ou nasci, na iniqüidade'". Suponha que seja assim (o que não está claro; porque você não pode inferir do que ele significa, algumas vezes, que ele signifique assim aqui), o que você ganhou? Se Davi nasceu na iniqüidade, é pouco diferente de ser "produzido" nela. Que a palavra hebraica nem sempre signifique "nascer", mas, antes, ser "produzido, formado, ou feito", evidentemente aparece do (Salmo 90:1) "Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, mesmo de eternidade a eternidade, tu és Deus"; onde é aplicado para a formação da terra: E neste mesmo texto, o 7º "Pois somos consumidos pela tua ira, e pelo teu furor somos angustiados", atribui isto, através da palavra eplasqh -- uma palavra da mesma importância. Portanto, aqui está muito apropriadamente atribuída a "shapen (formado)", não pode estar mais exatamente traduzido. Mas "a palavra 'yntmjv' propriamente significa 'aqueça-me'". Você deveria dizer, literalmente significa. Mas ela significa concebe-me, não obstante. E assim é tomada, (Gênesis 30:38-39,41) "E pôs estas varas, que tinha descascado, em frente aos rebanhos, nos canos e nos bebedouros de água, aonde os rebanhos vinham beber, para que concebessem quando vinham beber. E concebiam os rebanhos diante das varas, e as ovelhas davam crias listradas, salpicadas e malhadas. (...) E sucedia que cada vez que concebiam as ovelhas fortes, punha Jacó as varas nos canos, diante dos olhos do rebanho, para que concebessem diante das varas", etc. (Verso 31:10) "E sucedeu que, ao tempo em que o rebanho concebia, eu levantei os meus olhos e vi em sonhos, e eis que os bodes, que cobriam as ovelhas, eram listrados, salpicados e malhados". "Mais do que isto, ela significa, neste caso, o ato de copulação. Assim diversos tradutores a atribuem". E diversos a atribuem o contrário: Assim, isto não determina o ponto de qualquer forma. Portanto, deve ser determinado, pelo sentido. Agora, para qual finalidade Jacó colocou "as varas em frente aos rebanhos?". Para que os rebanhos fossem marcados onde as varas estavam. (Gênesis 30:38) "E pôs estas varas, que tinha descascado, em frente aos rebanhos, nos canos e nos bebedouros de água, aonde os rebanhos vinham beber, para que concebessem quando vinham beber". [Em outras palavras, Jacó, por permitir que o rebanho visse varetas machadas durante o ato do acasalamento, foi capaz de induzi-los a produzir crias malhadas]. E quando é que fêmeas de qualquer tipo marcam seus jovens? Não naquele ato; mas algum tempo depois, quando o feto estiver se formando, ou verdadeiramente se formado. Jogue uma ameixa ou uma pêra em uma mulher antes da concepção, e isto não marcará o feto, afinal; mas marcará, se jogada enquanto ela estiver concebendo, ou depois de ela ter concebido; como vimos em milhares de situações. [crendice?] Esta observação justifica nossos tradutores ao traduzir a palavra, por conceber, em todos esses lugares. E, na verdade, você reconhece: "Davi não pôde aplicar aquela palavra a sua mãe, no sentido em que você a aplicaria para o gado". Você, portanto, afirma: "Isto aqui quer dizer, nutrir". Você pode também dizer que ela significa, assar. Você tem tanta autoridade da Bíblia para uma interpretação quanto para outra. Produza, se você pode, um simples texto, no qual uhy signifique nutrir ou alguma coisa parecida. Você avança: (1) "Os versos significam: 'No pecado minha mãe me concebeu': (2) Ou seja, 'Eu sou um pecador do útero': (3) Ou seja, 'Eu sou um grande pecador': (4) Ou seja, 'Eu contrai fortes hábitos de pecado'". Através desta habilidade, você faz com que a maioria dos textos expressivos signifique exatamente algo ou nada. Assim, (Salmos 58:3) "'Alienam-se os ímpios desde a madre; andam errados desde que nasceram, falando mentiras'. Ou seja, meus injustos perseguidores na corte de Saul eram excessivamente maus". Se isto foi tudo que Davi quis dizer, que necessidade de wez "são alienados/", e isto das "entranhas" de suas mães: Não, mas ele quer dizer o que ele fala. Que eles "são alienados da vida de Deus", do tempo da vinda deles para o mundo. Desde o tempo do nascimento deles, eles "não conheciam o caminho da verdade"; nem poderiam, exceto se "nascessem de Deus". Você cita como um texto paralelo: "'Tu foste chamado de transgressor desde o útero'; ou seja, inclinado à iniqüidade, por prevalecer hábitos e costumes". Mais ainda, o significado claro é: Os israelitas, em geral, nunca mantiveram a lei de Deus, desde que vieram ao mundo. Talvez, a frase, "desde o útero", seja usada, uma vez mais, figurativamente, ou seja, (Jó 31:18) "Porque desde a minha mocidade cresceu comigo como com seu pai, e fui o guia da viúva desde o ventre de minha mãe". Mas é manifesto que deve ser literalmente tomado de (Isaías 49:1): "O Senhor me chamou desde o ventre, desde as entranhas de minha mãe fez menção do meu nome". Porque (1) Toda esta passagem se refere a Cristo; essas expressões, em especial. (2) Isto foi literalmente cumprido, quando o anjo foi enviado, enquanto ele estava ainda no útero, com o objetivo de que seu "nome" fosse "Jesus". Esta não é, portanto, "uma forma" meramente "hiperbólica do pecado agravante"; mas uma confissão humilde de uma verdade profunda e valiosa, em que nós não podemos estar tão conscientes. "Mas você não tem, de modo algum, fundamento para concluir que isto se refere ao pecado de Adão". Se ele se refere ao pecado pessoal de Adão, ou não, ele se refere à natureza corrupta. Esta é a presente questão; e seu ir, em direção ao pecado de Adão, apenas tende a complicar o leitor. Mas como você prova (uma vez que você irá introduzi-lo) que ele não se refere ao pecado de Adão? Assim: (1) "em todo o Salmo não existe uma palavra sobre Adão, ou os efeitos de seu pecado sobre nós". Que, como de costume, você mistura as duas questões, o caminho pronto para confundir um leitor descuidado. Mas, primeiro, ao primeiro: "Em todo o Salmo não existe uma palavra a respeito de Adão; portanto, não se refere a ele". Exatamente tanto quanto você pode argumentar: "Em todo o Salmo não existe uma palavra a respeito de Urias; assim sendo, ela não se refere a ele". A segunda afirmação: "Não existe uma palavra dos efeitos do pecado dele", é exatamente contornar a questão. (2) "O salmista aqui se responsabiliza por seu próprio pecado". Ele se responsabiliza; e o traça até a fonte. (3) "Mas, de acordo com nossa versão, ele não se responsabiliza por seu pecado, mas alguma outra pessoa. Ele tira todo o fardo de seu próprio pecado de si mesmo, encima de Deus que o formou, e sua mãe que o concebeu". O que você diz teria peso, se ele tivesse oferecido isto como desculpa para seu pecado, ou mesmo, como atenuação dele. Mas ele fez isto? Ele, de fato, "tirou fora toda a culpa, ou alguma parte dela, de si mesmo?". Exatamente o contrário. Ele reconhece e lamenta sua própria total iniqüidade; não para desculpar-se, mas para humilhar-se mais diante de Deus, por sua maldade interior, assim como exterior. E ainda assim, ele poderia, em perfeita consistência com isto, quando Deus fez com que "os ossos que tinham sido quebrados exultassem", clamar: "Eu louvo a Ti, ó Deus; porque eu fui terrivelmente e maravilhosamente feito"; sim, e repetir tudo que se segue no mesmo Salmo; o que prova tanto, e não mais, que todo feto no ventre é formado pelo poder e sabedoria de Deus. Mesmo assim, não se segue que o pecado transmitido pelos pais, "deva ser atribuído a Deus". "Mas como ele, com prazer, poderia refletir sobre sua formação, ou louvar a Deus por isto?". Como eu posso hoje; embora eu saiba que eu fui "concebido no pecado, e formado na iniqüidade". Mas, "onde abunda o pecado, a graça abunda muito mais". Eu perdi menos, através de Adão, mas ganhei, através de Cristo. Isto também consiste perfeitamente com o verso seguinte: "Observa, tu que amas a verdade", ou, é tua vontade que tenhamos a verdade, "no íntimo"; tu estás desejoso de remover toda aquela "iniqüidade", em que "eu fui formado"; para "me dares um coração limpo, e renovares um espírito dentro de mim"; e no oculto tu me fizeste conhecer a sabedoria; tu "me mostraste o que era bom". De maneira que eu estou, de qualquer forma, sem desculpa; eu conheci a tua vontade, e não a fiz. "Mas, afinal, você irá aderir ao sentido literal deste texto; por que você não adere ao sentido literal daquele texto: 'Este é meu corpo', e acredita na transubstanciação?". Por essas mesmas razões que você sugere: (1) Porque é grosseiramente absurdo, supor que Cristo fale do que ele, então, tinha em sua mão, como seu corpo, verdadeiro, natural. Mas não é de forma alguma absurdo, supor que o salmista foi "concebido no pecado". (2) O sentido de "Este é meu corpo", pode ser explicado claramente, através de outras Escrituras, onde as formas parecidas com esta de Davi são usadas em algum outro sentido. (3) Transubstanciação é atendida com as conseqüências danosas à devoção; mas a Doutrina do Pecado Original, e a fé alicerçada nela, no único alicerce da devoção verdadeira. 14. A próxima prova é: "Quem pode trazer uma coisa pura de uma impura? Ninguém". (Jó 14:4). Sobre isto, você observa: "Jó aqui está falando da maldade de nossa natureza; não com respeito ao pecado, mas à brevidade e aflições da vida". Certamente, com respeito a ambas, uma e outra. Porque, embora, no primeiro e segundo versos, ele mencione a brevidade e preocupações da vida, ainda assim, sempre esses são mencionados com um manifesta consideração ao pecado. Isto aparece do próprio verso seguinte: "E tu abrirás teus olhos sobre tal"; para punir alguém já tão desprezível? "E me trazes ao juízo contigo"; ao me castigar, ainda mais? Imediatamente se segue: "Quem produz uma coisa pura de uma impura? Ninguém". De maneira alguma aparece que "Jó aqui fala apenas com respeito à brevidade e preocupações da vida". Parte do verso seguinte também transcorre assim: "Agora tu numeraste meus passos: Tu não vigias meu pecado? Minha transgressão está selada em um saco, e tu amontoas a minha iniqüidade". (Versos 16,17). Que qualquer um julgue, então, se Jó, neste capítulo, não fala "da pecaminosidade, assim como mortalidade, da natureza humana". Não que ele "argumente sua depravação natural, como uma razão porque ele não seria 'trazido a julgamento'"; não mais do que Davi argumenta o fato de ser "formado na iniqüidade", como uma desculpa para aquela maldade. Antes, Jó (assim como Davi), reconhece humildemente sua total pecaminosidade; ao confessar que ele merece julgamento, o que ele ainda ora a Deus, para não infligir. 15. Uma outra prova é: "O que é o homem, para que ele seja puro: e o que é aquele nascido de uma mulher, para que seja justo?". (Jó 15:14). Sobre isto você observa: "'Nascido de uma mulher', significa não mais do que um homem". Freqüentemente não, mas aqui é enfático: "A frase, de fato, inclui fragilidade e imperfeição". Como pode ser? Adão foi feito frágil e imperfeito: E você se esqueceu de que todo homem nasce agora, em tão bom estado quanto Adão foi feito a princípio? "Mas isto não deve ser entendido como a razão, porque o homem é impuro e injusto". Da colocação das palavras, alguém realmente julgaria isto, e como você prova que não é? Porque, "Jó e seus amigos usam deste mesmo discurso em outros lugares deste livro: 'O homem mortal deve ser mais justo do que Deus? Um homem pode ser mais puro do que seu Criador?". (4:17). Mais do que isto, não é a forma de discurso que está em questão; de maneira que você aqui está completamente fora da marca. "Não obstante isto seja, 'como o homem pode ser justificado com Deus? Ou como pode ser puro, aquele que nasceu de uma mulher?'" (25:4). E isto não aponta para o pecado original? Você diz: Não: Porque, "se Jó e seus amigos soubessem que a razão de nossa impureza e imperfeição era o fato de recebermos a natureza corrupta de Adão, eles teriam dado esta razão a elas". E eles não fazem isto nas próprias palavras diante de nós? Você diz: "Não; eles conduzem nossos pensamentos para uma razão completamente diferente; ou seja, a impureza das melhores criaturas aos seus olhos". Esta não é uma razão diferente, mas concorda com a outra; e o significado natural destes textos é: "Como pode ser puro aquele que nasceu de uma mulher"; e assim, concebido e nascido no pecado? "Observe, até mesmo a lua não é pura aos seus olhos, e ela não peca", comparada com Deus; "sim, as estrelas não são puras aos seus olhos!". "Quanto menos o homem que é um verme!".(Verso 25:6). Em que sentido maior e mais restrito, é o homem impuro, de maneira a levar consigo sua mortalidade, o testemunho daquela natureza impura que ele trouxe consigo para o mundo? "'O homem mortal pode ser mais justo do que Deus? Pode ser mais puro que seu Criador?". (Jó 4:17, etc). O homem se atreve a pôr em dúvida a justiça de Deus; dizer que Deus o pune mais do que ele merece? "Observe, ele não confia em seus servos; e seus anjos ele atribui loucura". Muitos deixaram seus primeiros estados; até mesmo com a sabedoria deles não contavam: "Muito menos aqueles que habitam nas casas de barro"; cujos corpos, sujeitos a dores, doença, morte, são monumentos permanentes da loucura e maldade que estão profundamente enraizadas em suas almas! "O que é o homem para que seja puro; e aquele que nasce da mulher, para que seja justo? Observe, ele não confia em seus anjos"; sim, os céus "não são puros aos seus olhos". Seus anjos santos caíram, e as mais sublimes criaturas não são puras em comparação a ele. "Quanto mais abominável e imundo", no sentido mais restrito, "é o homem"; todo homem nascido no mundo: "Que bebe iniqüidade como água" (Jó 15:16, etc.); iniqüidade de todo tipo; tão prontamente; tão naturalmente; como completamente agradável aos "desejos da" sua "carne e" sua "mente!". Você conclui o tópico assim: "O homem, em sua fraqueza presente e estado carnal, não pode ser puro diante de Deus". Certamente tão puro quanto a luz e as estrelas, pelo menos; se ele fosse como ele foi primeiro criado. Ele foi "criado um pouco menos do que os anjos"; conseqüentemente, ele era, então, muito mais sublime e mais puro do que esses, ou o próprio sol, ou qualquer outra parte da criação material. Você prossegue: "Por que um homem não pode ser limpo, diante de Deus? Porque ele é concebido e nascido no pecado? Não existe tal coisa. Mas porque, se as mais puras criaturas não são puras em comparação a Deus, muito menos um ser sujeito a tantas enfermidades quanto um homem mortal". Enfermidades! O que? As enfermidades tornam um homem impuro diante de Deus? O trabalho, a dor, fraqueza corpórea, ou mortalidade nos torna "imundos e abomináveis?". Certamente que não. Nem eles tornariam um homem puro do pecado, menos puro do que a lua e estrelas. Nem podemos conceber que Adão, quando veio das mãos de Deus, estivesse, em algum sentido, menos puro do que essas. Todos esses textos, portanto, devem se referir àquela impureza pecaminosa que todo homem traz para o mundo. Você acrescenta; "O que é uma demonstração, para mim, de que Jó e seus amigos eram totalmente estranhos a esta doutrina". Uma demonstração de um tipo peculiar, eu penso, nem matemática, nem lógica. 16. A última prova é: "Que aquele que nasce da carne é carne; e aquele que nasce do Espírito é espírito". (João 3:6). "Aqui, pela 'carne', Dr. Taylor entende nada mais a não ser as meras partes e poderes de um homem; e 'nascer da carne', e 'nascer de uma mulher', com a constituição e poderes naturais de um homem". (Vindicação de Jenning). Agora, vamos supor que a natureza humana não seja, afinal, corrupta; e vamos tentar qual sentido podemos fazer de outras Escrituras onde a palavra carne é usada, em oposição ao Espírito, como ele está aqui: "Não existe condenação para os que não caminham segundo a carne, mas segundo o Espírito" (Romanos 8:1); ou seja, não segundo a pura, incorrupta constituição e poderes do homem; Novamente: "Aqueles que estão na carne, não podem agradar a Deus" (verso 8); isto é, aqueles que têm as partes e poderes de um homem. Novamente: "Se você vive segundo a carne, você morrerá"; quer dizer, se você vive adequadamente para a constituição e poderes de sua natureza. Uma vez mais: Como devemos entender, "a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne" (Gálatas 5:17); se a carne significa nada, a não ser os poderes puros e incorruptos da natureza humana? "Mas este texto (João 3:3) está", de acordo com Dr. Taylor, "tão longe de significar alguma corrupção de nossa natureza, que, 'ao contrário, ele supões que temos uma natureza susceptível dos melhores hábitos, e capaz de ser nascida do Espírito'". E quem, alguma vez, negou isto? Quem, alguma vez, supôs que tal corrupção da natureza, como no presente, nos desabilita para o bem espiritual, nos torna incapazes de "nascer do Espírito?". "Mas, se a geração natural é o meio de transmitir uma natureza pecadora, de nossos primeiros pais, à posteridade deles, então, deve, em si mesma, ser uma coisa pecaminosa e ilícita". Eu nego a conseqüência. Você pode transmitir para seus filhos uma natureza manchada com o pecado, e, ainda não cometer pecado em assim fazer. "Novamente: Nós produzimos, uns aos outros, apenas como o carvalho produz seu fruto. A produção apropriada de um filho é de Deus. Mas, se Deus produz um feito que tenha disposições pecaminosas, ele produz essas disposições". Seu argumento prova muito. Ele gostaria de provar que Deus é o autor de todo pecado presente, assim como do pecado original. Porque, "este é o poder de Deus, sob certas leis e regras estabelecidas", que produz, não apenas o feto, mas todo o movimento no universo. É o poder dele que tão violentamente expande o ar, no disparo de uma pistola ou canhão. É o mesmo que produz movimento muscular, e a circulação de todos os fluidos no homem. Mas ele produz, no entanto, adultério, assassinato? Ele é a causa daqueles movimentos pecaminosos? Ele é a causa do movimento; (como ele é do feto) do pecado, ele não é. Não diga: "Isto é uma distinção muito sutil". Sutil como ela é, você deve necessariamente admiti-la: Do contrário, você torna Deus o autor direto de todos os pecados, sob o céu. Para aplicar isto mais diretamente ao ponto: Deus produz o feto do homem, como ele o faz com as árvores; dotando um e outro com o poder de procriarem, cada um, segundo sua espécie; e um homem pecador multiplica-se, segundo sua espécie, um outro homem pecador. Ainda assim, Deus produz o homem, no sentido acima mencionado, mas não o pecado. 17. A Sexta Proposição: "A queda trouxe sobre a humanidade, a perda da comunhão com Deus, seu desprazer e maldição (Gênesis 3:8, 10, 24); de maneira que 'somos, pela natureza, filhos da ira' (Efésios 2:2, 3); escravo de satanás, e justamente sujeito a todas as punições (Timóteo 2:26), neste mundo, e no vindouro. (Gênesis 2:17); (Romanos 5:23)". Na prova da primeira cláusula desta proposição, eles citam (Gênesis 3:8), 10, 2. Sobre isto você observa: "Adão e Eva, pelo pecado deles, perderam a comunhão com Deus. Mas Deus não tirou a privação". Certamente ele o fez, quando "eles tiveram medo, e se esconderam da presença dele". "Mas, mais tarde, eles tiveram freqüentemente comunhão com ele". Isto não prova que eles não a perderam antes. "Mas a posteridade deles não. Abel tinha comunhão com ele, e assim, tiveram os Patriarcas e Profetas; e assim temos até hoje. Assim sendo, como nós não poderíamos exatamente ter perdido esta comunhão, através do pecado de Adão, é verdade, de fato, que nós não a perdemos: Nós ainda temos 'camaradagem com o Pai e o Filho'". Nós não perdemos justamente, através do pecado de Adão, nossa própria existência? E se nós não existíssemos, nós teríamos comunhão com Deus? "Mas nós não perdemos, afinal. Nós ainda temos 'camaradagem com o Pai e com o Filho'". Nós temos? Todos os homens nascidos no mundo? Todos os judeus, turcos, e pagãos? Todos que são chamados de cristãos? A generalidade dos Protestantes tem "camaradagem com o Pai e com o Filho?". Que camaradagem? Exatamente tanto quanto a luz tem com as trevas; tanto quanto Cristo tem com Belial. A massa da humanidade, cristãos, assim como pagãos, Protestantes, assim como Papistas, estão hoje, e têm sido assim, desde que nasceram, "sem Deus", -- Aqeoi, Ateístas, "no mundo". Nós não precisamos, portanto, dizer: "A camaradagem deles com Deus é devida a sua misericórdia, através de um Redentor". Eles não têm, afinal: Nenhuma camaradagem com "o único Deus verdadeiro, e" com "Jesus Cristo, a quem ele enviou". Na verdade, eles não têm grande necessidade de Jesus Cristo, de acordo com seu relato; vendo-se que "tudo que a graça de Deus faz por nós em Cristo, para reparar o que perdemos em Adão, é nos ressuscitar no último dia!". Você acrescenta: "E, portanto, a comunhão com Deus é tanto a mesma graça, que foi concedida a Adão, continuada a nós"; (a todo homem nascido no mundo, tanto naturalmente quanto ver ou ouvir!) "ou, se existe alguma coisa extraordinária nela", (o que você julga difícil de ser admitido!) "ela pertence à redundância da graça, que não tem relação com alguma coisa que perdemos, através de Adão". Que em toda aquela passagem, sua relação com o que perdemos em Adão, já foi mostrada. Mas qual concepção, nós temos da comunhão com Deus é facilmente vista, através deste maravilhoso relato dela: "No entanto, este texto fornece nenhuma sugestão de que a posteridade de Adão perdeu comunhão com Deus por causa do pecado dele". Ele mostra que Adão fez assim; e toda sua posteridade fez o mesmo. Como pode ser, exceto do pecado dele? "Assim, ele expulsou o homem; e colocou à leste do jardim do Éden, querubins, e espadas flamejantes, que circundavam todo o caminho, para manter o caminho da árvore da vida" (Gênesis 3:24). Embora Deus esteja igualmente presente em todo lugar, ainda assim, este foi um sinal claro de que o homem não tem agora aquela comunhão próxima com ele, e que ele desfrutou antes de seu pecado. 18. Proposição: "A queda trouxe para a humanidade o desprazer e maldição de Deus, de maneira que nós somos, 'pela natureza, filhos da ira'. O texto no qual isto está alicerçado (Efésios 2:2, 3), nós consideramos antes". E essas considerações foram respondidas largamente. Você acrescenta: "Como a humanidade seria justamente trazida sob o desprazer de Deus, por causa do pecado de Adão, não podemos entender: Ao contrário, nós entendemos que isto é injusto. E, portanto, exceto se nosso entendimento ou percepção da verdade seja falsa, isto deve ser injusto. Mas o entendimento deve ser o mesmo em todos os seres, até onde eles entendem. Portanto, se entendemos que é injusto, Deus entende que isto seja assim também". Plausível o suficiente. Mas vamos fragmentar o argumento: "Como a humanidade poderia ser justamente trazida sob o desprazer de Deus, por conta do pecado de Adão, nós não podemos entender". Eu admito isto. Eu não posso entender, ou seja, clara e completamente compreender, a profundidade do julgamento divino nisto; não mais do que eu posso compreender o fato de que "toda a criação" bruta, através do pecado dele "ficou sujeita à vaidade", e "geme junta", na fraqueza, nas dores diversas, na morte, "até hoje". "Ao contrário, nós entendemos que é injusto". Eu não entendo isto. Isto está muito além de meu entendimento. Esta é uma profundidade que eu não posso penetrar. "Portanto, exceto se nosso entendimento ou percepção da verdade seja falso, isto deve ser injusto". Aqui se situa o engano. Você substitui os termos, e coloca, como equivalentes, aqueles que não são. Nossa percepção da verdade não pode ser falsa; nosso entendimento ou apreensão das coisas pode. "Mas o entendimento deve ser o mesmo em todos os seres". Sim, no sentido anterior da palavra, mas não no segundo sentido. "Portanto, se nós entendemos (apreendemos) que seja injusto, Deus entende isto assim também". Não verdadeiramente: "Assim como o céu está muito acima da terra, os pensamentos Dele estão muito acima dos nossos". "Que Deus deve ser este que pode amaldiçoar suas criaturas inocentes, antes que elas tenham existência! É este teu Deus, ó, cristão?". Muito audacioso! Assim, senhor B --, "O Deus de Moisés é teu Deus?". "Ele é meu, embora ele diga: 'Amaldiçoado seja Canaã', incluindo sua posteridade, antes que eles tivessem existência; e, embora ele agora permita que milhões que carregam as marcas de seu desprazer venham para o mundo. E permite que as almas humanas existam nos corpos que são (o que não sabemos, mas do fato sabemos) 'concebidas e nascidas no pecado", uma vez que, todos os homens que vêm ao mundo são "filhos da ira". Mas Ele providenciou um Salvador para eles todos; e isto justifica completamente sua justiça e misericórdia. 19. "Assim, como pela natureza, somos escravos de satanás: 'E aqueles que se encontram cativos da vontade do diabo, podem se recuperar da armadilha dele,'" (II Timóteo 2:26 "E tornarem a despertar, desprendendo-se dos laços do diabo, em que à vontade dele estão presos"). Mas você diz: "O Apóstolo fala disto dos gentios não convertidos, que eram escravos de satanás, não através de Adão, mas através de suas próprias faltas". Tanto uma coisa quanto a outra. Mas como aparece que ele fala disto dos gentios apenas? Sem oferecer alguma prova disto, você prossegue: "A frase, 'feito cativo, através dele', é falada, não do diabo, mas 'dos servos do' Senhor; porque assim a passagem deve ser traduzida: 'Para que eles possam despertar das armadilhas do diabo, sendo revividos por ele'; ou seja, o servo do Senhor, 'a ele", isto é, para a vontade de Deus'". Bem, a prova: "A palavra zwgrew significa reviver; e assim aqui, restaurar os homens para a vida e salvação". Como prova deste sentido da palavra, você cita (Lucas 5:10) "E, de igual modo, também de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. E disse Jesus a Simão: Não temas; de agora em diante serás pescador de homens". Mas isto, preferivelmente prova o contrário, porque lá não tem nada a ver com reviver. Nós lemos, no verso anterior, dos "peixes que eles pegaram"; aludindo ao que Jesus "disse a Simão: De agora em diante, tu serás pescador de homens"; tenha-os cativo na rede do evangelho. Entretanto, embora fosse admitido (o que não pode ser feito), que ele não se referiu à palavra imediatamente precedente, mas a outra que se situa três versos distante, ainda assim, isto valeria de nada; uma vez que o sentido que você impõe junto a zwgrew é o que ela, de modo algum, carregará. Você diz, na verdade: "Ela sempre significa tornar vivo, ou salvar com vida". Ela significa tornar vivo. Mas você não traz uma autoridade para provar que ela, alguma vez, significa salvar com vida. Isto, portanto, "serve ao diabo e sua armadilha", admiravelmente bem; porque ele não considera nisto aqueles que estão livres, em meio aos mortos; mas aqueles que estão vivos, em um sentido natural, embora mortos em um sentido espiritual. "Mas, como quer que isto seja, eles não estavam cativos, através do pecado de Adão, mas através de sua própria maldade". Eles eram "escravos de satanás" (que era o ponto a ser provado), através do pecado de Adão e de sua própria maldade. "Sim, mas que inconsistência deve ser nas divinas dispensações e nas Escrituras, se Deus, sem nenhuma falta nossa, mas apenas pelo único pecado de Adão, nos coloca todos nas mãos do diabo; quando Ele, em todas as épocas, providencia os meios de preservar e resgatar a humanidade dele?". O que pode aparecer das Escrituras é isto: "Que o 'pecado de Adão passou para todos os homens'", que, por meio dele, todos os homens, uma vez, pela natureza, "mortos no pecado", não podem, por si mesmos, resistir ao diabo; e que, conseqüentemente, todos que não aceitarem a ajuda de Deus são "levados cativos, por satanás, à sua vontade". E não existe inconsistência entre esta e alguma das divinas dispensações. Proposição: "E justamente sujeito a todas as punições neste mundo, e no mundo vindouro". Que todos os homens estão sujeitos ao pecado de Adão apenas, eu não afirmo; mas eles estão assim, devido aos seus próprios pecados exteriores e interiores, que, através de suas próprias faltas, brotam da infecção da natureza deles. E isto, eu penso, pode razoavelmente ser inferido de (Romanos 6:23) "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor": "O salário do pecado é a morte"; sua devida recompensa; morte, temporal, espiritual e eterna. Deus garante que não poderemos nunca sentir isto assim! 20. Você conclui esta parte: "Eu não posso ver que nós temos avançado um passo adiante, de onde estávamos na conclusão da Primeira Parte; ou seja, que as conseqüências do primeiro pecado de Adão sobre nós é luta, tristeza e mortalidade, e nenhuma outra". Com o contrário disto, tão largamente provado, em vez de repetir aquelas provas repetidas vezes, eu encerro esta Parte com aquela bonita descrição do estado presente do homem, que o Sr. Hervey nós dá do "Templo Vivo", do Sr. Howe. "Apenas", diz ele, "permita-me sugerir que isto considera a alma humana como originalmente uma habitação de Deus, através do Espírito": -- "Que ele se afastou, e deixou seu templo desamparado, nós temos muitas provas tristes e claras, diante de nós. As ruínas grandiosas são visíveis a todo olho, e elas carregam, em sua fronte (ainda existente), esta inscrição dolorosa: 'Aqui Deus, uma vez, habitou'. A admirável estrutura da alma do homem é suficiente para mostrar que a divina presença, algumas vezes, residiu nela; mais do que a deformidade corrupta é suficiente, para proclamar que Ele agora se retirou e foi embora". "As lâmpadas estão extintas; o altar destruído; a luz e o amor, que fez com que um resplandecesse com um brilho tão celestial, o outro queimasse com fervor tão piedoso, desapareceram. O candelabro dourado foi destituído, para dar lugar ao príncipe das trevas. O incenso sagrado que exalava seus ricos perfumes foi trocado por um vapor infernal venenoso. A ordem graciosa desta casa transformou-se em confusão; as belezas da santidade, em impurezas perniciosas; a casa de oração, em um covil de ladrões: Ladrões da pior espécie; porque todo tipo de luxúria é roubo, e todo roubo é sacrilégio. Os poderes nobres que eram designados e dedicados à contemplação divina e deleite em Deus estão alienados para o serviço dos mais desprezíveis ídolos, e empregados nos mais vis propósitos: Observar e admirar as vaidades falsas; favorecer e apreciar a luxúria e maldade". "Não existe agora uma organização, uma mesa inteira, de verdades coerentes a serem encontradas, ou uma estrutura de santidade: mas algumas porções fragmentadas. E se alguém com grande labuta e esforço se aplicar para tirar daqui um pedaço, e de lá outro, e colocá-los juntos, eles servem antes para mostrar quão extraordinária habilidade divina existia na composição original, do que os propósitos excelentes para os quais o todo foi, a principio, designado. Algumas peças concordam, e reconhecem uma a outra, mas quão logo são nossas inquirições confundidas e anuladas!". "Quantas tentativas foram feitas, desde aquela queda e ruína terrível desta estrutura, para compor novamente as verdades de tantos tipos diferentes em suas ordens distintas, e ajustar as estruturas da ciência ou conhecimento útil! E depois de tantas épocas, nada está terminado em qualquer tipo. Algumas vezes, as verdades são colocadas fora do lugar; e o que pertence a um tipo é transferido para outro, onde não irá combinar adequadamente; algumas vezes, a falsidade é inserida, o que danifica e perturba toda a estrutura. E o que, com muito mais dores infrutíferas é feito, através de uma mão, é despedaçado, por outra; e esta é a obra de uma era seguinte, varrer fora a frágil teia de um formador". "E essas verdades que são de um uso maior, embora não a maioria fora das vistas, são menos cuidadas; a tendência e objetivo delas é não tomar conhecimento, ou elas são tão frouxas, e descartáveis, que não podem ser forjadas no interior, de maneira a prender a alma, mas tem noções tão fracas e ineficazes, que significam nada. Mesmos seus poderes fundamentais estão abalados e desconectados, e a ordem deles em direção um ao outro confusa e quebrada; assim, o que é julgado considerável, não é considerado; o que é recomendado como amável e desejável, não é amado e escolhido. Sim, 'a verdade que é segundo a santidade', não é tanto duvidada, quanto odiada, ou 'acontece na iniqüidade', e brilha com uma luz tão fraca naquelas trevas perniciosas, que 'entende que ela não existe'". "Você vem, em meio a toda esta confusão, para um palácio de algum grande príncipe, arruinado, no qual você vê, aqui os fragmentos de um pilar nobre, lá os pedaços danificados de algumas imagens curiosas, e todas, descuidadas e inúteis, em meio a pilhas de sujeira. Ele que o convida a dar uma olhada na alma do homem lhe dá tal outro panorama, não deixa de lhe dizer: 'Observe a desolação!'. Todas as coisas rudes e gastas. Assim, houvesse alguma pretensão da presença Divina, deveria ser dito: 'Se Deus está aqui, por que isto está assim?'. A glória insípida, as trevas, a desordem, a impureza, o estado decaído em todos os aspectos deste templo, muito plenamente mostra que 'o Grande habitante se foi!'". Newington, 21 de Janeiro. Na Terceira Parte, você propõe, Primeiro, responder a algumas objeções e dúvidas; e, então, considerar a ligação da doutrina do pecado original com outras partes da religião. 1ª. Objeção: "Nós não estamos em circunstâncias morais piores do que Adão estava, antes que ele caísse?": Eu respondo: (1) Se por circunstâncias morais, você quer dizer o estado da religião e virtude, é certo que a maior parte da humanidade sempre foi e sempre será corrupta. Mas esta não é a falta da natureza delas, mas ocasionada pelo abuso dela, prostituindo a razão à concupiscência, por meio do qual, no decorrer do tempo, as nações mergulharam no mais lamentável grau de ignorância, superstição, idolatria, injustiça, libertinagem. Mas como isto veio acontecer? Como todas as nações vieram, assim, "abusar de sua natureza"; assim "prostituir a razão à concupiscência?". Como elas todas sucumbiram nesta "lamentável ignorância, superstição, idolatria, injustiça, libertinagem?". Como aconteceu de metade deles, pelo menos, se a natureza deles não era incorrupta, não a usou bem? Submeteu a concupiscência à razão, e levantou uma enquanto a outra sucumbiu? "No decurso do tempo" não nos ajuda a sair, afinal; porque, se ela fez da metade da humanidade mais e mais depravada, ela deve, pelos mesmos graus, ter feito a outra metade, mais e mais virtuosa. Se os homens não estavam mais inclinados a um lado do que ao outro, isto deve absolutamente ter sido o evento. Mude o vento como lhe agradar, você nunca será capaz de superar isto. Você nunca justificará este fato, de que a massa da humanidade, em todas as épocas, "prostituiu sua razão à concupiscência", até que sucumbiram na "lamentável ignorância, superstição, idolatria, injustiça, e libertinagem", mas, admitindo a própria natureza deles, na falta, mais inclinada à depravação do que à virtude. "Mas se nós todos temos uma natureza corrupta que nós não podemos remover totalmente nesta vida, assim como Deus também não, então, porque nós tentamos reformar o mundo?". Por que? Porque, se a natureza corrupta for totalmente removida ou não, os homens podem ser assim reformados, de maneira à "cessarem o mal", serem "renovados no espírito de suas mentes, e através da continuidade perseverante em beneficência"; "buscarem" e encontrarem "glória, honra e imortalidade". (2) "Se por circunstâncias morais, você quer dizer, provisão e meios para o crescimento espiritual, estes que são dados, através de Cristo, são muito maiores do que Adão tinha, antes que pecasse". Para aqueles que crêem em Cristo, elas são". Mas acima quatro-quintos do mundo são Maometanos ou pagãos ainda. E esses têm (imensamente a maior parte da humanidade, para não dizer as nações Papistas) uma provisão maior; e os meios para o crescimento espiritual do que Adão tinha, antes que pecasse? "Mas, se (3) por circunstâncias morais, você quer dizer" (preferivelmente naturais) "habilidades, ou poderes mentais"; (uma consideração completamente estranha à questão); "Eu respondo: As Escrituras, em nenhuma parte, compara nossas faculdades com as de Adão; Nem sabemos como podemos julgar, comparando as ações de Adão, na inocência, com o que a homem tem executado". Sim, nós podemos julgar assim: Poderia não existir defeito no entendimento de Adão, quando ele primeiro veio das mãos de seu Criador; mas existem defeitos essenciais no meu e no seu; e em todos os homens aos quais conhecemos. Nossa apreensão é indistinta, nosso julgamento falso, nosso raciocínio, errado, em milhares de exemplos. Assim, ele sempre foi; e assim é ainda, depois de todo o cuidado que possivelmente tomamos: Portanto, "nossas faculdades não são tão sadias e adequadas para uma ação correta, como a de Adão, antes que ele pecasse". "Mas qualquer homem de entendimento comum teria preparado e mantido o jardim assim como ele". Eu não posso nem afirmar, nem negar isto; porque nós não sabemos como preparar e mantê-lo. "Nem parece, que em dar nomes a todas as criaturas, ele mostrou alguma penetração extraordinária em suas naturezas; porque os nomes que ele deu, se expressaram verdadeiramente as diversas qualidades deles, é uma mera ficção, sem qualquer fundamento na história das Escrituras, ou os nomes de animais no original hebraico". Isto é realmente estranho! Que algum homem de entendimento possa ser tão duro ao afirmar isto, depois de inúmeras instâncias que têm sido produzidas de nomes hebraicos expressando a mais essencial propriedade de cada animal. E é esta suposição, igualmente "sem qualquer fundamento na história bíblica?". O que é isto? "E o Senhor Deus trouxe toda besta do campo, e toda ave do ar, junto a Adão, para ver do que ele gostaria de chamá-las"; para testar o conhecimento dele. "E como quer que Adão chame cada criatura viva, este era o nome dela". (Gênesis 2:19). Agora, se esses nomes eram hebraicos ou não (o que você se inclina a duvidar), pode-se supor que Deus teria permitido que eles permanecessem, se não fossem adequados à natureza de cada criatura? É imprudente, portanto, afirmar que "muitos de sua posteridade teriam dado nomes a eles, assim como ele; e que isto não é uma prova de que ele tinha alguma capacidade superior a nós". Você prossegue: "Certamente seu comer do fruto proibido não é evidência de habilidades superiores". E não é evidência do contrário; "vendo-se" que, como você mesmo observa, "qual foi sua tentação, nós não sabemos". Portanto, nem nós sabemos, se alguém de sua posteridade teria dominado isto; muito menos, se "muitos de sua posteridade teriam dominado tentações mais violentas do que a dele". Tudo isto é falar no escuro, "não sabermos o que dizer, nem a respeito do que afirmamos". "E agora, que cada homem veja, se existe algum fundamento na revelação, para exaltar a natureza de Adão, como os Clérigos têm feito, ao afirmar que todas as suas faculdades eram eminentemente perfeitas, e inteiramente ajustadas para o amor e obediência ao seu Criador". "E, ainda assim, esses mesmos supuseram que ele foi culpado dão mais vil ato que alguma vez foi cometido". Eles supuseram que Adão tinha sido criado santo e sábio, como seu Criador; e, ainda assim, capaz de cair disto. Eles supuseram, mais adiante, que através das tentações, das quais nós não podemos possivelmente julgar, ele caiu daquele estado; e que, por meio desta, ele trouxe dor, luta, e tristeza sobre si mesmo e toda sua posteridade; junto com a morte, não apenas temporal, mas espiritual, e (sem a graça de Deus) eterna. E deve-se confessar, que não apenas alguns poucos Clérigos, mas todo o corpo de cristãos, em todas as épocas, supuseram isto, até que depois de mil e setecentos anos, um doce orador surgiu, não apenas mais iluminado do que o tolo Adão, mas do que qualquer um de sua sábia posteridade, e declarou que toda a suposição era tola, absurda, inconsistente, e blasfema! 2ª. Objeção: "Mas as Escrituras não dizem que Adão foi criado, segundo a imagem de Deus? E sua posteridade não carrega aquela imagem agora? A Escrituras dizem: 'Deus criou o homem a sua própria imagem'. (Gênesis 1:27). Mas o que quer que aquela frase signifique aqui, ela, sem dúvida, significa o mesmo em (Gênesis 9:6): 'Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem'". Certamente, ela tem o mesmo significado em ambos os lugares; porque a última se refere plenamente à primeira. E assim, nós muito fielmente inferimos disto que "a imagem de Deus", na qual "o homem foi", a princípio, "criado", onde quer que ela consistiu, não estava completamente ofuscada no tempo de Nóe. Sim, muito dela sempre permanecerá em todos os homens, quanto justificará o punir assassinos com a morte. Mas nós não podemos, de modo algum, inferir disto que aquela inteira imagem de Deus, na qual Adão foi a princípio criado, agora permanece em toda sua posteridade. As palavras de (Gênesis 5:3) "E Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e pôs-lhe o nome de Sete", traduzida literalmente é: "Ele criou na sua semelhança, de acordo com a imagem dele". "Adão", diz o Sr. Hervey, "foi criado, 'na imagem de Deus'. Depois de sua queda, o historiador sagrado varia seu estilo, e com uma notável peculiaridade, assim como propriedade, diz, 'Adão começou um filho a sua própria semelhança'; -- assim ela deve ser traduzida, de acordo com todas as regras da gramática, Adão começou o mais próximo antecedente. O mesmo leitor pode advertir para esta melancólica, mas importante verdade, é reforçado pela mesma repetição enfática: 'Segundo sua própria imagem', como distinta daquela 'imagem de Deus', mencionada no verso precedente; cujas expressões são evidentemente pretendidas para denotarem a diferença entre o estado em que Adão foi criado e Sete originado". "Os dois textos seguintes são trazidos pela Assembléia, para mostrar qual era a imagem de Deus, na qual Adão foi feito: 'E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou'". (Colossenses 3:10) "'Vestistes o novo homem, o qual, segundo a imagem de Deus é criado, na retidão e santidade verdadeira'" (Efésios 4:24). "Eu respondo que esses textos são paralelos. 'O antigo homem' significa a vida pecaminosa: 'o novo homem', uma vida para o bem; para a qual, eles foram formados e 'criados', pela dispensação evangélica. E este 'novo homem', esta nova vida, é 'segundo a imagem', ou seja, de acordo com a natureza 'de Deus'". Como você não apresenta prova desta nova interpretação, perfeitamente, eu deixo que ela mesma se defenda. Para refutar a interpretação comum, você acrescenta: "Adão pode não ter sido originalmente criado na retidão e santidade verdadeira; porque os hábitos de santidade não podem ser criados sem nosso conhecimento, conformidade, ou consentimento. Porque a santidade em sua natureza implica a escolha e consentimento de um agente moral, sem o qual ela não pode ser santidade". O que é santidade? Ela não é essencialmente amor? O amor a Deus e a toda a humanidade? Amor que produz "compaixão, humildade de mente, mansidão, gentileza, longanimidade?". E Deus não pode espalhar este amor em alguma alma, sem a conformidade dela, antecedente ao seu conhecimento ou consentimento? E supondo-se que isto seja feito, o amor não mudará sua natureza? Ela não será santidade por mais tempo? Este argumento nunca será confirmado, a menos que você faça trocadilhos com a palavra hábitos. O amor é santidade, onde quer que ele exista. E Deus pode criar tanto homens quanto anjos, dotados do mesmo primeiro momento da existência deles, com qualquer grau que seja do amor que lhe agradar. Você "pensa, ao contrário, que ela é demonstração de que não podemos ser retos ou santos, nós não podemos observar o que é certo, sem nossa própria livre e explícita escolha". Eu suponho que você queira dizer, pratique o que é certo. Mas um homem pode ser justo, antes que ele faça o que é certo; santidade no coração, antes que ele seja santo na vida. O confundir essas duas, todo sempre, parece ser o alicerce de sua estranha imaginação de que Adão "deva escolher ser justo, deva exercitar o pensamento e reflexão, antes que possa ser justo". Por que assim? "Porque a retidão é o uso e aplicação correta de nossos poderes". Aqui está seu erro capital. Não, não ela não é; ela é o estado correto de nossos poderes. É a disposição correta de nossa alma; o correto temperamento de nossa mente. Tome isto com você, e você não mais imaginará que "Deus não pode criar o homem na retidão santidade verdadeira", ou que falar da falta daquela retidão, na qual Adão foi criado, é falar de nada que precisamos. Sobre (Romanos 2:14) "Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei"; você observa: "Este texto prova claramente que a razão e entendimento naturais é a regra da ação de toda a humanidade, e que todos os homens devem segui-los. Isto, portanto, destrói toda a Doutrina do Pecado Original". Como você prova a conseqüência? Os homens não podem ter alguma razão restante, que, em alguma medida, discerne o bem do mal, e, ainda assim, estar profundamente caído, até mesmo para o entendimento deles, assim como sua vontade e afeições? Sobre (Eclesiastes 7:29) "Deus fez ao homem reto, porém eles buscaram muitas astúcias", você diz, -- "'O homem' aqui significa toda a humanidade; 'justa', dotada com poderes para saber e executar sua obrigação". Você não oferece prova, para nenhuma dessas afirmações; e sem isto, eu não posso recebê-las. Novamente: "Eles", você diz, "significa a humanidade em geral". Eu antes acredito que signifique nossos primeiros pais, que são, através de Moisés, igualmente compreendidos, sob o nome comum de homem, ou, antes, "Adão". Assim, (Gênesis 5:2) "Homem e mulher os criou; e os abençoou e chamou o seu nome Adão, no dia em que foram criados". E no dia que eles caíram, quem ler (Gênesis 3), verá que "eles buscaram", não apenas uma, "mas muitas astúcias". Este texto, portanto, em seu significado óbvio nos ensina a retidão original, e a queda subseqüente do homem. De todos esses textos, evidentemente aparece: (1) Que o homem foi criado na imagem de Deus. (2) Que esta imagem consistiu, não apenas de sua natureza racional e imortal, e seu domínio sobre as criaturas, mas também, no conhecimento, atual conhecimento, tanto de Deus quanto de suas obras; no estado correto de seus poderes intelectuais, e no amor, que é a santidade verdadeira. 3ª. Objeção: "Mas nós não derivamos de Adão uma mácula e infecção moral, através do que, temos uma propensão natural ao pecado?". "Eu respondo: Nós temos apetites e paixões naturais, que, se elas se desenvolvem irregulares, tornam-se pecaminosas. Mas isto não equivale à propensão natural ao pecado". Mas o orgulho não é pecado? A idolatria, não é pecado? E não é idolatria, "amar a criatura mais do que o Criador?". Não é a vingança, pecado? Não é pecado "olhar para a mulher", de maneira à "cobiçá-la?". E todos os homens não têm a propensão natural para essas coisas? Eles todos têm, então, uma propensão natural para o pecado. Não obstante, esta propensão não é necessária, se, por necessário, você quer dizer irresistível. Nós podemos resistir e conquistar isto também, pela graça que está sempre à mão. Esta propensão ao orgulho, à vingança, à idolatria (chame isto de mácula, ou qualquer coisa) não pode agradar a Deus, que, ainda assim, de fato, nos permite; para que ela descenda de Adão, até sua mais recente posteridade. E "nós não podemos impedir, nem ocultar". Sua descendência até nós. Na verdade, nós podemos empilhar argumentos plausíveis para provar a impossibilidade dela: Mas, eu tenho consciência dela, e o argumento cai. Traga sempre tantas provas de que não pode existir tal coisa como movimento: Eu me movo, e elas desaparecem. "Mas a natureza não pode ser moralmente corrupta, a não ser pela escolha de um agente moral". Você pode fazer trocadilhos com as palavras, por quanto tempo isto lhe agradar; mas, ainda assim, eu mantenho: eu (e você também, quer reconheça isto ou não) estou inclinado, e sempre estive, desde que posso me lembrar, antecedentemente a alguma escolha minha, ao orgulho, vingança, idolatria. Se você não chamar isto de corrupções morais, chame-as exatamente como quiser; mas, de fato, eu estou bem seguro disto, tanto quanto de que eu tenho alguma memória ou entendimento. "Mas alguns têm tentado explicar este assunto intrincado". Eu não elogio a sabedoria deles. Eu não tento explicar, nem mesmo, como eu, neste momento, estico minha mão, e movo meu dedo. Mais uma das nossas afirmações eu não posso deixar passar: "É absurdo dizer que a infecção é derivada de Adão, independentemente da vontade de Deus; e dizer que ela é, através de sua vontade, é fazer Dele, o autor da contaminação". Nós respondemos: Ela não é derivada de Adão, independente da vontade de Deus; ou seja, sua vontade permissiva. Mas o admitirmos isto, não o torna o autor da contaminação. 4ª. Objeção: "Mas as depravações dos pais freqüentemente não infectam seus filhos?". Eu penso que não podemos negar isto. 5ª. Objeção: "Como podemos justificar que os filhos comecem, tão cedo, no pecado, se não for pelo fato de que eles têm uma propensão natural para ele?". "Eu respondo: Quem pode dizer, quanto antes, eles começam?". Eles começam, tão logo mostram os primeiros temperamentos errados, tais como a clara e inegável presunção, vingança, obstinação; tão logo tenham algum exercício da razão. De maneira que o uso e o abuso da razão, geralmente começam e crescem juntos. Tão logo despertem suas faculdades, afinal, elas parecem desordenadas; o estado errado de seus poderes é facilmente inferido da contínua aplicação errada deles. "Mas, se os pais fossem sábios e virtuosos, e, então, se esforçassem para produzir seus filhos virtuosamente, haveria menos maldade no mundo". Haveria: Mas isto não alcança o ponto; nem que "as crianças indisciplinadas contraiam maus hábitos". Eu conheci pais sábios e virtuosos, que sinceramente se esforçaram para produzir filhos virtuosamente; e discipliná-los com todo o cuidado possível, do primeiro alvorecer da razão; e, ainda assim, essas mesmas crianças mostraram maus temperamentos, antes que fosse possível que "contraíssem maus hábitos". Eles evidenciaram diariamente o estado errado de todas as suas faculdades, ambos de seu entendimento, vontade e afeições; exatamente contrários aos exemplos e instruções de todos que estavam ao redor deles. Aqui, então, esses temperamentos errados não eram devidos "à falta de cuidado ou pais pecaminosos"; nem seriam racionalmente justificados, a menos, supondo-se que estas crianças teriam uma propensão natural ao mal. É, na verdade, uma regra geral: "Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele". (Provérbios 22:6). E existe muita verdade nesta observação: "A insensatez está ligada ao coração da criança, mas a vara da correção a afugentará dela". (Verso 15). Ou seja, a correção prudente é o meio mais provável que podemos usar para remover aquela insensatez. Ainda assim, de maneira alguma, contradiz o que é assunto de experiência diária, que nós temos uma propensão natural para o mal. Mais do que isto, o ultimo desses textos fortemente confirma isto; porque se não existe tal propensão, como acontece de a "insensatez", (que é a maldade, na linguagem de Salomão) estar "confinada no coração de uma criança?". De toda criança, dos filhos em geral, como a frase evidentemente concerne? Não é da educação aqui: Supõem-se ser antecedente a educação, quer boa ou má. "A insensatez significa apenas forte desejo". Sim, forte desejo para o mal; do contrário, ela não requereria "a vara de correção", ou necessitaria ser "dirigida para longe". 6ª. Objeção: "A posteridade de Adão pecou nele, assim como Levi 'pagou dízimos em Abrão?'" (Hebreus 7:9). Se o inquiridor quer dizer, não para provar a doutrina já provada, mas apenas para ilustrar uma expressão pela outra, sua resposta, que "ela é uma figura evidente", de forma alguma o afeta. É assim; mas ainda pode ser pertinentemente citada para ilustrar uma expressão similar. 7ª. Objeção: "'Mas existe uma lei em nossos membros que guerreia contra a lei de nossas mentes, e nos traz cativos à lei do pecado e morte' (Romanos 7:23). E isto não prova que viemos ao mundo com propensões pecaminosas?'". Você responde: (1) "Se nós viemos ao mundo com elas, elas são naturais; mas se naturais, necessárias; e, se necessárias, então, não é pecado". Se a conseqüência era boa, com respeito ao que é tão natural e necessário quanto irresistível, ainda assim, certamente não é boa, com respeito àquelas propensões a que podemos resistir e conquistar. (2) "O Apóstolo não fala neste capítulo de homem algum, quando ele vem ao mundo, mas como ele se torna, mais tarde, depravado e corrupto, pela escolha de sua própria maldade". Onde está a prova? Como aparece que ele não fala de homens corruptos, quer pela escolha ou pela natureza? (3) "Ele não fala de si mesmo, ou de algum homem regenerado, mas de um judeu, sob o poder do pecado". Não, seu argumento prova que ele não fala de judeu algum; porque com o objetivo de provar, "o Apóstolo não fala de si mesmo", você diz: "as pessoas de quem ele fala estavam, 'antes que o mandamento viesse', ou seja, ates que estivessem sob a lei, 'uma vez, sem a lei'. Mas o Apóstolo nunca esteve 'sem a lei''". Não, nem judeu algum. "Porque ele nasceu e continuou, 'sob a lei', até que ele se tornou um cristão". Assim, fizeram todos os judeus, tanto quanto ele, -- "e, portanto, não pode ser verdade que ele", ou qualquer outro judeu, "estivesse 'sem a lei', antes que ele estivesse sob ela". Assim você claramente provou que o Apóstolo não falou de qualquer judeu, afinal, nesta passagem. Mas por que você pensa que ele fala de judeus? Mais do que isto, deles apenas? "Parece", você diz, "de (Romanos 7:1)": 'Eu falo para aqueles que conhecem a lei'. Porque os gentios nunca estiveram 'sob a lei'". Sim, eles estiveram: Todos os gentios que "estavam convencidos do pecado" estavam, "sob a lei", no sentido em que se fala aqui; sob o poder condenatório da lei "escrita em seus corações"; por causa da transgressão, é que eles estavam sob a ira de Deus. E todo este capítulo, dos (versos 7 ao 24), descreve o estado de todos esses, judeus e gentios, que viram e sentiram a maldade de seus corações e vidas, e gemeram para que se livrassem dela. Muitas passagens em sua paráfrase, na parte anterior deste capítulo estão sujeitas a muita exceção; mas como elas não tocam imediatamente o ponto em questão, eu passo para a última parte: (Verso 14): "Eu sou 'carnal, vendido sob o pecado'. Ele quer dizer uma pronta escravidão". Completamente ao contrário, como aparece das mesmas palavras seguintes: "Porque o que faço, não o aprovo; pois o que quero, isso, não faço, mas o que aborreço, isso, eu faço". "O que eu odeio", não meramente, "o que minha razão desaprova", mas o que eu realmente detesta e abomina, ainda assim, não pode ajudar. (Verso 17): "'De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim'. São minhas propensões pecaminosas, meus apetites e paixões indulgentes". Verdade; mas essas propensões eram antecedentes àquela indulgência. "Mas o Apóstolo não pode dizer que existe alguma coisa no homem que o torna pecador, quer ele seja ou não; porque, então, isto não seria pecado, afinal". A experiência explica o significado dele. Eu senti em mim, milhares de vezes, alguma coisa que me fez transgredir a lei de Deus, quer eu transgrida ou não. Eu não me atrevo a dizer que "a transgressão da lei" "não" era "pecado, afinal". (Verso 18) "Porque eu sei que em mim, ou seja, em minha carne" (não meus "apetites carnais", apenas, mas todo a natureza enquanto não renovada), "não habita coisa alguma boa. Porque o querer", de fato, "está presente em mim"; não meramente "aquela faculdade natural, a vontade", mas uma vontade verdadeira de fazer o bem; como evidentemente aparece das palavras seguintes: "mas como executar o que é bom, eu não encontro": Eu tenho o desejo, mas não o poder. (Verso 19): "Porque o bem que eu gostaria", -- que eu desejo e escolho, -- "eu não faço; mas o mal que eu não gostaria", -- que eu odeio, -- "este eu faço". (Verso 20): "Agora, seu eu faço o que eu não gostaria, não sou mais eu, mas o pecado que habita em mim"; mas "a prevalência de afeições sensuais"; sim, temperamentos pecaminosos de todos os tipos, "estabelecido e governando em meu coração", ambos pela natureza e hábito. (Verso 21): "Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem", quando eu escolho, e sinceramente desejo isto, eu não posso, "o mal está presente comigo"; de certo modo, fica no meio. (Verso 22): "'Porque eu me deleito na lei de Deus, segundo o homem interior"; Minha mente, minha consciência aprova isto. (Verso 23) "'Mas eu vejo outra lei em meus membros, que guerreira contra a lei de minha mente': Um outro princípio de ação, que luta contra minha razão e consciência, 'e me traz cativo à lei do pecado que está em meus membros:' O que me cativa e aprisiona nos princípios da maldade". (Estranha linguagem para seu uso!) "Estabelecido na luxúria da carne": Estabelecido, na verdade em todos os temperamentos, paixões, e apetites, que são dos diversos membros do "velho homem". (Verso 24) "'Ó, homem pecaminoso que eu sou, quem me livrará o corpo desta morte?'. Ele está sob o poder de tais paixões, que a sua própria razão desaprova, mas é muito fraco para vencê-las, e, note bem, sendo um judeu, ele permanece condenado à morte eterna pela lei. Como tal judeu desprezível pode se livrar da luxúria pecaminosa, e da maldição da lei?". E ninguém mais, alguma vez, a não ser o judeu, clamou, sob o peso do pecado: "Desprezível homem que eu sou?". Não existe ninguém, a não ser judeus, "sob o poder de tais paixões, que a própria razão deles desaprova, mas é muito fraca para conquistar?". E a lei de Deus não condena outros pecadores, além dos judeus? Os cristãos também (no amplo sentido da palavra) não gemem para ser libertos "do corpo desta morte?". Com que verdade, com que consciência, você pode restringir esta passagem a judeus, não mais do que um turco? Eu não posso deixar de observar, disto tudo, que a questão é: (Romanos 7:23) não mostra que viemos ao mundo com propensões pecaminosas? (Isto é tudo que é pertinente na objeção ineficazmente proposta). Mas em vez de manter isto, você gasta mais de vinte páginas para provar que este capítulo não descreve uma pessoa regenerada! Pode ser, pode não ser; mas isto não toca a questão? O homem não vem ao mundo com propensões pecaminosas? Nós temos, sem dúvida, uma prova adicional, de que eles vêm, nas palavras de Jeremias: (Jeremias 17:9) "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente perverso; quem o conhecerá?". Sobre isto você contrapõe: (Um exemplo em mil, de sua maneira ardilosa de declamar, com o objetivo de antecipar-se ao julgamento do leitor, e "enganar os corações dos simples"): "Os cristãos, também, geralmente negligenciam o estudo das Escrituras, contentando-se com alguns poucos fragmentos, que, embora entendidos erroneamente, testam da verdade, em contradição a todo o teor da Revelação. Assim, este texto tem sido mal empregado para provar que todo coração do homem é tão desesperadamente mau, que nenhum homem pode saber quão mau seu coração é". Ó, que piqanologia "persuasão de discurso". Depois de ler isto, eu estou muito inclinado a acreditar, sem ir um passo adiante, que este teste tem sido "geralmente mal entendido". Eu pensei que, provavelmente, ela tenha sido mal aplicado, e não afirma que todo "coração" do homem "é desesperadamente perverso". Mas, tão logo eu li os sobre os próprios versos que você cita, então, uma luz clara surgiu novamente. (Verso 17:5) "Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!". Aquele homem, em quem nós não confiamos, que significa o homem em geral, não pode ser negado. Depois de repetir os versos intermediários, você mesmo acrescenta: "'Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?'. (Verso 9). Este texto, portanto, não significa, quem pode conhecer seu próprio coração a não ser o de outro?" Quer isto signifique um ou ambos, ele positivamente afirma que "o coração" do homem, dos homens em geral, de todo homem, é "desesperadamente mau". Portanto, quanto ao ponto principal contido nisto: "Os cristãos não o entenderam errado"; nem aplicaram isto erroneamente, afinal. Quando eu digo que "eu sinto que tenho um 'coração perverso'", (outra coisa que você não entende), "eu quero dizer isto: Eu sinto muito orgulho restante, em meu coração, muita obstinação, muita descrença". Agora, eu realmente acredito que o orgulho, a obstinação e a descrença sejam essencialmente temperamentos maus. Assim sendo, em qualquer coração que eles permaneça (e eles permanecem nos seus, assim como no meu) aquele é um "coração perverso". Depois de uma longa pausa, você retorna para o capítulo sétimo de Romanos, e afirma: "Não podemos, de coisa alguma, neste capítulo, inferir que viemos para o mundo, com dispensações pecaminosas, derivadas de Adão; porque o Apóstolo diz nada a respeito de Adão". Ele disse o suficiente sobre a causa, no quinto capítulo. Aqui ele apenas descreve o efeito; o estado daqueles que agora são "trazidos para o nascimento"; mas "não têm" ainda "força para produzirem". "Nem podemos inferir disto, que algum homem peca, através de um princípio que nunca esteve em seu poder ordenar; porque, então, não seria pecado". Sobre isto eu apenas perguntaria: Você está seguro de que nenhum homem transgride a lei de Deus (quer chame isto de pecado ou não), através de um princípio que nunca existiu em seu poder comandar; pelo menos, não por algum tempo consecutivo? Todo homem passional pode confutar com você, nisto. Ele tem triste experiência do contrário. A estas objeções, de certa forma, respondidas, você junta as seguintes questões: 1. "A Doutrina do Pecado Original é necessária para justificar a existência de tanta maldade no mundo?". Você responde: "A natureza de Adão, admite-se, não era pecadora; e, ainda assim, ele pecou. Assim sendo, esta doutrina não é mais necessária para justificar a maldade do mundo do que é para justificar o pecado de Adão". Sim, ela é. Eu posso justificar o pecado de um homem, ou de centenas, ou mesmo, da metade da humanidade, supondo-se que eles estivessem exatamente equilibrados entre o vício e a virtude, da própria escolha deles, o que poderia seguir por um caminho ou o outro: Mas eu, possivelmente, não posso, nesta suposição, justificar a maldade geral da humanidade em todas as épocas e nações. Novamente: "Se os homens não foram atraídos pelo pecado, de nenhuma outra forma do que por aquela de Adão, ou seja, pelas tentações oferecidas de fora, deve existir alguma coisa nesta resposta; mas existem inúmeros exemplos de homens pecando, embora nenhuma tentação seja oferecida. É acessório, portanto, alguma outra justificativa deve ser dada para o pecado deles, do que a de Adão. E como justificar o fato do pecado se espalhar universalmente por sobre todo o mundo, sem exceção, se não existe corrupção na cabeça comum deles, seria uma dificuldade insuperável". (Vindicação de Jenning). 2. "Como, então, nós nascemos no mundo?". Você responde: "nulo do verdadeiro conhecimento como os brutos". (A Doutrina de Taylor). E você pode realmente imaginar que o texto, "O homem vão seria sábio" (evidentemente falado do homem em geral), "embora seja como a cria do asno" (Jó 11:12), implica não mais do que, "Os homens nascem nulos do conhecimento real?". Nós precisamos de inspiração para fazer esta descoberta, de que um recém-nascido não tem conhecimento real? O homem é comparado a um "asno selvagem", de todos os animais o mais estúpido, para nos ensinar não mais do que isto? "Sim, 'uma cria selvagem de um asno?'. Isto não insinua alguma coisa de obstinação, rabugice, teimosia? Quão sutilmente é a comparação apontada! Como um 'asno', um animal estúpido, até mesmo, para um provérbio: Como a 'cria de um asno'; o que deve ser ainda mais notoriamente estúpido do que sua fêmea com cria: Como a 'cria de um asno selvagem'; que não é apenas estúpido, mas obstinado e insubmisso; nem tem qualidades valorosas pela natureza, nem facilmente as receberá pela disciplina. A imagem no original é ainda mais fortemente afetada. A partícula 'como' não existe no hebraico, 'Nascida cria de asno selvagem'; ou, como nós poderíamos dizer em Inglês, uma mera 'cria de asno selvagem'". (Teron e Aspásio). Sim, "nos nascemos com muitos apetites e paixões sensuais; mas cada um desses são, em si mesmos, bons". Eu garanto que todos os apetites e paixões originalmente implantados em nossa natureza eram bons em si mesmos: Mas eles todos que agora existem em nós são bons? "Se não, eles se tornariam maus apenas pelo excesso ou abuso". Primeiro, pode-se duvidar. Eu não sei se o amor ao elogio, ao poder, ao dinheiro, tornou-se mau apenas pelo abuso. Eu temo que essas e outras paixões que temos, desde a nossa infância, são más, "em si mesmas". Mas seja como for, em quão poucos, nós encontramos, até mesmo as mais inocentes paixões e apetites, limpas de excesso ou abuso! "Mas tudo que está errado nelas é do hábito". Isto não pode ser admitido como universalmente verdadeiro. Os filhos pequenos de pais sábios e devotos não contraíram ainda maus hábitos; ainda assim, antes que possam andar sozinhos, eles mostram tais paixões quando evidentemente excessivas, se não, más, em si mesmas. Mas, o que quer que eles sejam em si mesmas, aqui está a "grande dificuldade, da qual você não nos deu nenhuma forma de solução: Por que motivo estes apetites e paixões que, sem dúvida, foram, a princípio, delicadamente implantados em nossa natureza pelo Espírito de Deus, tornaram-se tão excessivos ou irregulares, de maneira que nenhum homem, desde o começo do mundo, resiste a eles, de modo a se manter puro e inocente?". "Mas sem esses apetites e paixões, nossa natureza seria defeituosa, preguiçosa, ou indefesa. Nem existe algum deles, que possamos, no momento, dispensar". Nós poderíamos bem dispensar o excesso e irregularidade deles todos; e, possivelmente, algumas das próprias paixões, como o amor ao elogio, e o amor à vingança: O amor a Deus mais do que supriria o lugar de ambos. Nem nos é permitido sermos preguiçosos ou inativos; nem a calma firmeza cristã nos deixa desarmados contra algum perigo que possa ocorrer. "Mas nossa razão não teria com o que lutar". Ó, sim; não apenas toda nossa razão, mas toda a graça que temos recebido, tem suficiente com o que lutar, até mesmo, quando não "lutamos com a carne e sangue". Nós somos ainda abundantemente "exercitados", pelos "principados, e potestades, e maldade espiritual, nos altos lugares". "Por outro lado, nós nascemos com poderes racionais, que crescem gradualmente capazes do mais útil conhecimento. E nós, debaixo do Evangelho, temos idéias claras da perfeição divina; nós vemos nossa obrigação, e as razões mais concludentes para executá-la". Isto soa bem. Mas o conhecimento equilibrará a paixão? Ou os poderes racionais são um contrapeso para os apetites sensuais? As idéias claras libertarão os homens da luxúria e vaidade? Ou visto que a obrigação de amar nossos inimigos nos capacita a praticá-la? Nós temos razões irrefutáveis opostas à cobiça ou ambição? O fio da estopa pegou fogo [Juízes 16:9]. "Mas o Espírito de Deus é promessa para nosso socorro". Mais do que isto, qual a necessidade Dele, de acordo com seu esquema? O homem é suficiente para si mesmo. "Ele que glorifica", sobre esta hipótese, deve "glorificar", em si mesmo, não "no Senhor". 3. "Quão distante o nosso presente estado está de ser o mesmo que aquele de Adão no paraíso?". Eu suponho que "nossas capacidades mentais são as mesmas de Adão; apenas que algumas estão acima, algumas abaixo, de seu padrão. Provavelmente existem muitas no mundo, muito mais abaixo do que Adão nos dotes racionais: Mas possivelmente a força e agudeza de entendimento eram muito maiores, em nosso Sir Isaac Newton, do que em Adão". Eu não apreendo que isto requeira alguma resposta. Aquele que pode acreditar nisto, que acredite. "Nós vamos, a seguir, inquirir sobre quais fundamentos verdadeiros aquelas partes da religião se situa, que os Escolásticos encontraram na Doutrina do Pecado Original, especialmente os dois grandes artigos da Redenção e Regeneração". Em que século os Escolásticos escreveram? Quanto tempo antes de Agostinho, -- para irem tão mais alto? Um triste exemplo este da "honestidade e imparcialidade com que você entrega seus sentimentos!". 1. REDENÇÃO. "Nossa queda, corrupção, e apostasia em Adão, a razão porquê o Filho de Deus veio ao mundo, e 'deu a si mesmo, como resgate', por nós". E, indubitavelmente, esta é a razão. Assim sendo, a mesma primeira promessa do Redentor foi dada presentemente depois da queda; e com evidente referência àqueles males que veio sobre todos os homens através da transgressão de Adão. Nem aparece de qualquer escritura, que ele teria vindo ao mundo, afinal, não tivesse "todos os homens mortos em Adão". Você mesmo admite: "O Apóstolo afirma em (Romanos 5:18-19) que, através 'da retidão e obediência a Cristo', todos os homens são libertos da condenação e sentença, sob as quais eles vieram, pela desobediência de Adão; e que, desta forma, a redenção, através de Cristo, situa-se em ligação com a transgressão de Adão". "Mas a redenção, através de Cristo se estende muito além das conseqüências da transgressão de Adão". Ela o faz. Os homens recebem bênçãos bem maiores, através de Cristo, do que aquelas que elas perderam, através de Adão. Mas isto não prova que nossa queda em Adão não é o alicerce da nossa redenção, através de Cristo. Vamos, uma vez mais, considerar o próprio texto: "Mas não como ofensa, assim é o dom livre. Porque se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça" (a benção que flui da mera misericórdia de Deus), "que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos". (Romanos 5:15). "Porque, não como foi através de um que pecou, assim é o dom gratuito; porque o julgamento foi através de uma ofensa à condenação; mas o dom livre é de muitas ofensas para justificação". (Verso 16). Neste aspecto, Em Primeiro Lugar, o dom livre, através de Cristo, "abundou muito mais" do que a perda, através de Adão. E nisto, em Segundo Lugar, "se, através da ofensa de um homem, a morte" espiritual, e temporal, que conduz à morte eterna, "reinou, através de um", sobre toda sua posteridade; "muito mais aqueles que receberam a abundância da graça e do dom da retidão", o dom livre da justificação e santificação, "deve reinar na vida", para sempre, "através de um, Jesus Cristo". (Verso 17). Que cada um que lê esta passagem julgue, calma e imparcialmente, se este não é o significado claro e natural dela. Mas vamos agora observar seu comentário sobre isto: "Aqui o Apóstolo afirma a graça de Deus, que já 'abundou', além dos efeitos do pecado de Adão sobre nós". Ela já abundou, junto àqueles que estão justificados e santificados; mas não junto a toda humanidade. "E que se refere, não a única ofensa dele", -- (não aquela apenas), -- "mas também, as 'muitas ofensas', que os homens têm pessoalmente cometido: Não para a 'morte', que 'reinou', através dele". Sim, verdadeiramente; mas, além da remoção desta, se refere também "à 'vida', na qual 'aqueles que receberam' a 'graça abundante' devem 'reinar', com ele para sempre". Até ai, você provou exatamente nada. Mas você prossegue: "A morte conseqüente sobre o pecado de Adão, é abolida, pela redenção em Cristo. Mas isto não é toda a finalidade dela, em grande parte. A grande razão e finalidade da redenção é ' a graça de Deus, e o dom, através da graça'". Infalivelmente ela é; mas esta não é a coisa diferente, mas precisamente a mesma com o "dom livre". Conseqüentemente, toda sua estrutura, levantada da suposição desta diferença, é um mero castelo no ar. Mas se "o dom pela graça", e "o dom livre", são a mesma coisa, e se, "o dom pela graça" é o "a completa razão, e finalidade da redenção", então, nossa queda em Adão, a que você admite "o dom livre" diretamente se refere, é "a razão da vinda de Cristo para o mundo". "Mas as Escrituras do Novo Testamento (exceto Romanos 5:12-19, e I Cor. 15:21, 22) sempre afirmam a verdadeira maldade da humanidade como a razão da vinda de Cristo no mundo". Elas geralmente afirmam isto, -- sua maldade exterior e interior. Mas isto não exclui a maldade da natureza deles, brotando da queda deles em Adão. Preferivelmente a isto, o que é expresso naqueles dois lugares, pelo menos, é pressuposto em todos os lugares; especialmente, no começo da Epístola aos Romanos, onde ele descreve a enorme maldade, dos judeus e dos gentios. É verdade que "ele começa seu discurso com um relato das transgressões presentes dos gentios idólatras". Mais tarde (Capítulo 3), ele trata da depravação e corrupção de toda humanidade; e, então, prossegue (Capítulo 5) para mostrar, que nós todos somos "feitos pecadores, através de Adão", e que, "pela sua ofensa, o julgamento veio para todos os homens para condenação". O método do Apóstolo é claro, e natural. Ele começa com o que é mais óbvio, mesmo para o pecado presente; e, então, prossegue para falar do pecado original, como a causa comum da necessidade da redenção para todos os homens. Mas nós podemos inferir, de que modo, que, porque ele começa com a menção dos pecados presentes, com o objetivo de demonstrar a necessidade da redenção, portanto, ele exclui o original do relato? Nem podemos inferir que, porque "ela não é expressamente mencionada nos outros textos, portanto, não está subtendida". "Mas o próprio Redentor não diz uma palavra de nos redimir da corrupção da natureza, derivada de Adão. E vendo que ele fala exatamente de acordo com a autorização que o Pai deu a ele, nós podemos seguramente concluir, que não era parte de sua autorização pregar a doutrina do pecado original". "Exatamente como podemos concluir que não era parte de sua autorização ensinar e fazer conhecer aos homens as 'muitas coisas' que ele 'tinha a dizer aos' seus Apóstolos, antes de sua morte, e que eles 'não poderiam', então, 'suportar'. (João 16:12); mas, de acordo com sua promessa, ele, mais tarde, os ensinou, através de seu Espírito, e através deles, para o mundo. Isto não faz diferença quanto ao fundamento de nossa fé, se a doutrina foi entregue pelo próprio Jesus Cristo, ou pelos seus Apóstolos; se ela foi escrita em algum dos quatro Evangelhos, ou das divinas Epístolas". "Existe apenas esta diferença: As Epístolas foram escritas depois da ressurreição e ascensão de Cristo; portanto, depois do completo princípio da dispensação evangélica, visto que os discursos de Cristo registrados nos Evangelhos foram entregues antes que a dispensação evangélica propriamente começasse; portanto, nós devemos buscar as doutrinas peculiares de Cristo, preferivelmente nas Epístolas, do que nos Evangelhos. De qualquer modo, Cristo não falou disto, e referiu-se a isto mais do que uma vez, durante seu ministério pessoal, especialmente neste discurso com Nicodemus, e Mateus 23". "Mas não é de se surpreender que ele não falasse tão largamente de nos redimir do pecado, original, ou presente, através do preço de seu sangue, antes que o preço foi verdadeiramente pago, como os Apóstolos fizeram mais tarde. Ele considerou a pequenez do conhecimento deles, com a violência de seus preconceitos; portanto, não temos motivo para ficarmos surpresos que não mais seja dito sobre este assunto naqueles discursos que Cristo entregou antes de sua morte. Mas para nós ele nos disse isto claramente, e podemos encontrar as doutrinas do pecado original, e a redenção dela, através de Jesus Cristo, distinguida enfaticamente em quase todas as páginas das Epístolas inspiradas". (Vindicação de Jenning). Para resumir isto: 1º. Cristo fala muito esparsamente de muitas coisas, das quais seus Apóstolos falaram largamente. 2º. Sim, ele fala da corrupção de nossa natureza, (o que Paulo expressamente nos diz que é derivada de Adão) especialmente, no 23º Capítulo de Mateus, e o 3º de João. Quando quer que ele fale de "salvar aquele que estava perdido", ele, em efeito, fala disto; especialmente Mateus 18:11, onde ele menciona, "filhinho", como perdidos; o que não poderia ser pelo pecado presente. 4º. Existia menos necessidade de nosso Senhor falar muito sobre este assunto, porque ele já fora tão completamente declarado no Velho Testamento, e não foi questionado por alguns daqueles falsos professores, contra os quais ele estava principalmente preocupado em advertir seus discípulos. Você acrescenta: "Tem sido entregue como uma verdade universal, que nenhum homem virá a Cristo, o Segundo Adão, se, primeiro, não estiver totalmente convencido de diversas coisas que ele perdeu no primeiro Adão". (Doutrina de Taylor). Isto é fundamentalmente verdade; nem ele virá a Cristo como um Redentor, até que ele esteja totalmente convencido de que necessita de um Redentor. Nenhum homem virá, alguma vez, a ele, como Salvador, até que ele saiba e sinta em si mesmo que é um pecador perdido. Ninguém virá ao "Médico", a não ser "aquele que estiver doente", e, totalmente consciente disto; que esteja profundamente convencido de seus temperamentos pecaminosos, assim como palavras e ações. E esses temperamentos, eles bem sabem, foram antecedentes à escolha deles, e vieram para o mundo com eles. Assim sendo, "todo homem que vem para Cristo é, primeiro, convencido de diversas coisas que ele perdeu, através de Adão"; embora ele não possa claramente saber a fonte daquela corrupção que ele vê e sente em seu próprio coração e vida."Mas, por que nosso Senhor nunca menciona Adão, ou a corrupção de nossa natureza, através dele?". Ele menciona esta corrupção, e ele a pressupõe, em todos os seus discursos públicos. Ele não menciona isto ampla e explicitamente, pelas razões acima citadas. "Mas os Apóstolos são totalmente silenciosos quanto a este assunto, em seus sermões registrados, em Atos, e em suas Epístolas também". Eles estão totalmente silenciosos em suas Epístolas? Este é um violento engano. E assim como no caso de seus sermões, podemos observar: (1) Que nós não temos um sermão completo de algum Apóstolo registrado em Atos; nem a vigésima parte de um. (2) Que não foi necessário para eles provarem o que nenhum de seus ouvintes negou: Não, nem mesmo os pagãos; nem esses que admitiram a corrupção da natureza humana. Mesmo estes a receberam como um fato inegável: "Nenhum homem nasce sem imperfeições". Esses reconheceram, como Sêneca expressa): Omnia in omnibus vitia sunt: "Todas as imperfeições estão no homem". Esses viram que havia dificilmente algum homem bom a ser encontrado na face da terra; e abertamente testificaram isto. "Rari quippe boni; numero vix sunt totidem quot Thebarum partae, vel divitis ostia Nili": "A boa mentira esparramou-se neste solo estéril; poucos como os portões de Tebes, ou as bocas do Nilo". Eles tiveram também, em meio deles, alguns relatos vagos da causa daquela corrupção transbordante. Assim Horácio, imediatamente depois de ter afirmado o fato, — "Audax omnia perpeti Gens humana ruit per vetitum nefas", — "Sem lei e irrestrita, a raça humana corre por todos dos passos da destemida maldade", -- vislumbres da sua causa, na maneira fabulosa deles: -- "Audax Japeti genus Ignem fraude mala gentibus intulit; Post ignem aetherea domo Subductum, macies, et nova febrium Terris incubuit cohors: Semotique prius tarda necessitas Lethi corripuit gradum". "Prometeu, primeiro provocou Vossa Majestade celestial, roubando o fogo autêntico de Júpiter: O mal disto derivou-se, e a dor dilacerante, e estranha enfermidade, com todas a série de horror, derramaram-se sobre os filhos desprezíveis dos homens: Enquanto o destino rapidamente apressou o passo vagaroso da morte distante, revelando a face do monstro, e entregou em suas mãos toda a nossa raça devotada". (3) Não era necessário, nem apropriado para um Apóstolo, em seu primeiro sermão a uma congregação totalmente adormecida, contrapondo o pecado original. Nenhum homem de bom-senso faria isto agora. Fosse para pregar para uma certa congregação em Norwich, eu não diria uma palavra de Adão, mas me esforçaria para mostrar a eles que suas vidas, e, portanto, seus corações, eram corruptos e abomináveis diante de Deus. Você conclui este assunto: "Culpa imputada é culpa imaginária, e assim, não é objeto de redenção". Eu não me atrevo a falar assim, no meu caso pessoal. Eu oro a Deus, para sua terna misericórdia, para me livrar desta e de todas as outras culpas, "através da redenção que está em Jesus Cristo!". 2. REGENERAÇÃO. "Por que devemos nascer de novo?". Você acrescenta a resposta comum, mas, como você supõe, resposta absurda: "Porque 'nascemos no pecado'; a natureza é avessa a todo bem, e inclinada a todo mal: Portanto, nós devemos nascer novamente, antes que possamos agradar a Deus". Com o objetivo de confrontar isto, você afirma: "Então não pode ser nossa obrigação nascer novamente; nem, conseqüentemente, nossa falta, se não nascermos; porque não está em nosso poder". Está, pela graça, não através de nossa natureza: Através dela, nós podemos todos nascer de novo. Portanto, é nossa obrigação; e, se nós faltamos no cumprimento disto, é nossa própria falta. "Mas nascer de novo não significa realmente o ganhar aqueles hábitos de virtude que nos torna filhos de Deus". Então, Paulo não deveria ter dito: "Vocês todos são filhos de Deus, pela fé em Jesus Cristo"; mas, "Vocês todos são todos filhos de Deus", ao ganharem hábitos de virtude! Não, de acordo com todo o teor das Escrituras, o nascer de novo significa o ser interiormente transformado, pela operação poderosa do Espírito de Deus; transformado do pecado para a santidade; renovado na imagem Dele que nos criou. E por que devemos ser assim transformados? Porque "sem a santidade, nenhum homem verá ao Senhor"; e, porque, sem esta mudança, todos os nossos esforços, em busca da santidade são ineficazes. Deus, de fato, "nos dotou com entendimento, e nos deu meios abundantes": Mas nosso entendimento é tão insuficiente para aquela finalidade, como são os meios exteriores, se não atendidos com o poder interior. Você prossegue, para se explicar largamente: "Cristo nos informou que, 'exceto se um homem nascer de novo, ele não poderá ver o reino de Deus'"; "e, por meio disto, ele nos ensina: -- (1) 'Que Deus ergueu um reino, unido dentro Dele, e sob Seu governo, para sua gloria, e a felicidade mútua dos homens'. (2) 'Que ele finalmente admite que ninguém dentro dele que não esteja disposto a apreciar e promover a felicidade dele'". (ambas essas proposições eu de bom grado admito). "(3) Que toda a maldade é completamente contrária à natureza e finalidade deste reino; portanto, os homens maus não poderão ser membros adequados dele, a menos que exista uma completa persuasão; aquela reverência, amor e obediência são devidas a Deus:". (Eu acrescento: e exceto se forem verdadeiramente prestados a ele; do contrário, aquela persuasão aumenta nossa condenação): "A menos que seu favor seja preferido, antes de todos os outros desfrutes que sejam; exceto se houver um deleite na adoração de Deus, no diálogo com ele; exceto se todo o apetite for trazido em sujeição à razão"; (acrescento: e a razão para a Palavra de Deus): "como algum homem poderá ser adequado para habitar com Deus, ou servir a Ele em seu reino?". "(4) Uma coisa é ser nascido na criação de Deus; a outra, é ser nascido em seu reino peculiar. Com o objetivo de uma admissão, em seu reino peculiar, não é suficiente para um ser inteligente existir". Eu desconheço isto. Talvez, não seja possível para Deus Criar um ser inteligente, sem o criar devidamente sujeito a si mesmo, ou seja, um súdito de seu reino peculiar. É altamente provável, que os anjos foram súditos de seu reino peculiar, desde o primeiro momento da existência deles. Portanto, a seguinte afirmação decisiva, e todas deste tipo, são totalmente infundadas: "É absolutamente necessário, antes que alguma criatura esteja sujeita a isto, que ela aprenda a empregar e exercer seus poderes, adequadamente à natureza deles". Não é necessário, afinal. Neste sentido, certamente Deus "pode fazer o que Ele fará, por si mesmo". Ele pode conceder suas próprias bênçãos, como lhe agradar. "O teu olho é mal, porque ele é bom?". As premissas, então, culminaram nesta conclusão: "De maneira que o 'nascer' no reino peculiar de Deus, depende do uso e aplicação correta de nossa vida e existência, e isto é privilégio apenas daqueles homens sábios, cujos espíritos alcançaram um hábito de santidade verdadeira". Isto permanece, sem qualquer prova, afinal. Quando muito, portanto, é extremamente duvidoso. Mas pode parecer extremamente absurdo para aqueles que crêem que Deus pode criar espíritos sábios e santos; que ele pode identificar alguma criatura com aquela medida de santidade que ele vê boa, no primeiro momento de sua existência. A oportunidade de seu incorrer neste absurdo parecer ser a de que você tropeçou no mesmo princípio. No texto sob consideração, nosso Senhor menciona duas coisas, -- o "novo nascimento", e o "reino de Deus". Essas duas, sua imaginação transforma em uma; em conseqüência do que você continua com "nascido em seu reino", (uma frase nunca usada por nosso Senhor, nem qualquer de seus Apóstolos), e um amontoado de outras expressões incipientes do mesmo tipo, todas denunciando aquela confusão de pensamento que sozinho poderia impedir sua clareza usual de linguagem. Exatamente da mesma maneira, você prossegue: "Nossos primeiros pais no Paraíso deveriam formar suas mentes na sujeição habitual à lei de Deus, sem a qual, eles não poderiam ser recebidos em seu reino espiritual". Isto se refere à mesma suposição equivocada de que Deus não poderia criá-los santos. Certamente, ele poderia e o fez; e no mesmo momento que eles foram criados, suas mentes estavam em sujeição à lei de Deus, e eles eram membros de seu reino espiritual. "Mas, se Adão era originalmente perfeito na santidade", (perfeitamente santo, feito na imagem moral de Deus) "que motivo existiu para algum julgamento posterior?". Para que houvesse oportunidade para a santidade e felicidade posteriores. A inteira santidade não exclui crescimento; nem o correto estado de todas as faculdades mentais dele, autorizando-o para aquela completa recompensa que teria se seguido ao correto uso delas. "Disto tudo, a regeneração, ou adquirir hábitos de santidade, não tem lugar na Doutrina do Pecado Original". Mas a regeneração não é "adquirir hábitos de santidade"; isto é uma coisa completamente diferente. Esta não é uma mudança natural, mas sobrenatural; e é exatamente tão diferente do "adquirir hábitos" graduais, quanto o nascimento de uma criança no mundo é do seu tornar-se um homem. O novo nascimento não é, como você supõe, o progresso, ou o todo, da santificação, mas o começo dela; como o nascimento natural não é o todo da vida, mas apenas a entrada para ela. Aquele que "é nascido de uma mulher", então começa a viver a vida natural; ele que é "nascido de Deus", ele começa a viver uma vida espiritual. E se todo homem "nascido de uma mulher" já tivesse a vida espiritual, ele não necessitaria "nascer de Deus". "No entanto, eu admito que o Espírito de Deus assiste nossos esforços, mas isto não supõe alguma depravação de nossas mentes". Ele ter nos "vivificado", não supõe que estávamos mortos; ele ter "aberto nossos olhos", não supõe que estávamos cegos; e ele ter nos "renovados", implica alguma coisa mais do que assistir aos nossos esforços? Que parte tão insuficiente na santificação, você permite ao Espírito de Deus! Você parece muito temeroso de dar a ele muita honra, de tirar do homem a glória devida ao nome dele. Assim sendo, você diz: "A Assistência dele está tão longe de supor a inaptidão precedente de nossas mentes" (para o nascer novamente), "que nosso desejo prévio da assistência do Espírito é a condição de a recebermos". Mas quem nos dá aquele desejo? Não é Deus "que opera em nós o querer", o desejar, assim como, "o fazer?". Sua graça acompanha e segue nossos desejos: Mas ela também não os impede, não vem antes deles? Depois disto, nós podemos pedir e buscar assistência adicional; e, se nós o fizermos isto, e não o contrário, ela será dada. Eu não posso deixar de acrescentar alguma poucas palavras do Dr. Jenning: "Dr. Taylor acredita que 'a influência do Espírito de Deus, em assistir nossos esforços sinceros, é falado no Evangelho, mas nunca para supor alguma depravação natural de nossas mentes'. Mas certo é que Cristo contrapôs o nosso 'nascer do Espírito', com nosso 'nascer da carne'. 'Aquele que é nascido da carne é carne; e aquele que é nascido do Espírito é espírito'. (João 3:6). Portanto, a influência do Espírito na regeneração supõe alguma coisa, com a qual somos 'nascidos'; o que torna tal influência necessária a nosso 'nascer de novo'. E se isto não for alguma depravação natural, que nosso autor nos diga o que é. É claro que não é algum hábito mal, posteriormente adquirido; porque é alguma coisa com a qual nós nascemos. E se 'nascer da carne' significa apenas 'ter as partes e poderes de um homem'; e, se essas partes e poderes são todos, 'puros e incorruptos', nós não temos necessidade de alguma tal influência do Espírito ser acrescentado aos nossos poderes naturais. Sem isto, nossos esforços sinceros serão suficientes para alcançarem todos os hábitos de virtude". (Vindicação de Jenning) Eu prossigo para sua conclusão: "Não é altamente injurioso ao Deus da nossa natureza, cujas mãos nos formou e moldou, crer que nossa natureza é originalmente corrupta?" (Doutrina de Taylor). Realmente; mas a culpa não cai sobre nós, mas sobre você. Nós não acreditamos que "nossa natureza é originalmente corrupta". É você que acredita nisto; que acredita que nossa natureza esteja em algum estado, moral e intelectual, como ela originalmente estava. É altamente injurioso, de fato, esta suposição, para o Deus de nossa natureza. Ele nos deu originalmente tal natureza como esta? Tão parecida com a da cria do asno selvagem; tão obstinada; tão intratável; tão inclinada ao mal, avessa ao bem? As mãos dele nos formaram e moldaram assim? Nem os mais sábios, nem os melhores homens no momento são? Se eu acreditei nisto, -- de que os homens foram originalmente o que eles são agora, -- se você, uma vez, convence-me disto, eu não seguiria muito mais longe do que se um Deísta; eu devo tanto ser um Maniqueísta [Maniqueísmo doutrina religiosa pregada por Maniqueu -- também chamado Mani ou Manes -- na Pérsia, no século III da era cristã. Sua principal característica é a concepção dualista do mundo como fusão de espírito e matéria, que representam respectivamente o bem e o mal]; ou um Ateísta. Eu devo tanto acreditar que existiu um Deus diabólico, quanto não existiu Deus algum, afinal. "Mas desacreditar de nossa natureza é desacreditar da obra e dons de Deus". Verdade; mas descrever a corrupção de nossa natureza como ela é, não é afrontar a obra de Deus. Porque aquela corrupção não é sua obra. Por outro lado, dizer que é; dizer que Deus nos fez corruptos, como somos agora, com um entendimento tão fraco, e vontade tão perversa; isto é afrontar a obra de Deus, e o próprio Deus, para algum propósito. "Mas esta doutrina não ensina a você a transferir sua maldade e pecado para uma causa errada? Já que você deve culpar-se sozinho, você coloca a culpa toda sobre Adão". Eu não: Eu sei que Deus está desejoso de me salvar de todo o pecado, original e presente. Portanto, se eu não estou salvo, eu devo colocar toda a culpa sobre mim mesmo. "Mas que boa finalidade, esta doutrina promove?". A doutrina, já que, pela natureza, estamos "mortos no pecado", e, portanto, somos "filhos da ira", promove arrependimento, um verdadeiro conhecimento de nós mesmos; e, por meio disto, nos conduz para a fé em Cristo, para um verdadeiro conhecimento de Cristo crucificado. E a fé, operada pelo amor; e, através do amor, toda santidade do coração e vida. Conseqüentemente, esta doutrina promove (mais do que isto, ela é absoluta, indispensavelmente necessária para promover) o todo daquela religião que o Filho de Deus viveu e morreu para estabelecer. "Somos ensinados, de fato, que ela promove humildade. Mas nem nosso Senhor, nem seus Apóstolos, quando inculcando humildade, dizem uma palavra a respeito da corrupção natural". Supondo-se (não garantindo) que eles não o fizeram, ainda assim, não pode ser, que na mesma natureza da coisa, que alguém, cuja natureza seja corrupta, possa ser humilde, possa conhecer a si mesma, sem saber desta corrupção. "Mas o que pode ser mais destrutivo para a virtude, do que representar o pecado como completamente inevitável?". Isto não se segue da doutrina. Corrupto como somos, através da graça onipotente, podemos evitar todo o pecado. Mas ela é destrutiva da virtude. Porque "se nós acreditamos que somos, pela natureza, piores do que os brutos, qual a surpresa, que ajamos pior do que eles?". Sim, se nós somos assim, qual a surpresa que ajamos assim: e isto é absolutamente certo que os homens fazem, quer acreditem, em uma maneira, ou em outra, porque aqueles que não acreditam nisto, não vivem em melhores condições do que aqueles que acreditam. Portanto, se "a generalidade de cristãos, têm sido os mais perversos, lascivos, sanguinários, e traiçoeiros de toda a humanidade", não é devido a esta crença: Mas, na verdade, eles não têm sido assim; nem eles são até hoje. A generalidade dos cristãos, assim chamados, é, talvez, pouco melhor, ainda assim, certamente não é pior, quer em seus temperamentos ou ações, do que o restante da humanidade. A generalidade dos judeus, sim, dos turcos e pagãos, é completamente tão "lasciva, sanguinária, e traiçoeira" quanto eles. Você prossegue: "É surpreendente que os cristãos" (você quer dizer aqueles que acreditam no pecado original) "perderam, até mesmo, o senso da beneficência de Deus, o dar a eles a natureza racional". Mais ainda, certamente os cristãos perderam a própria natureza racional, ou eles a reteriam para um propósito muito pequeno, se "a generalidade deles for a mais perserva, lasciva, sanguinária e traiçoeira, de toda a humanidade!". Eles devem "ser humilhados", por produzirem aquelas propensões más, que, através da graça de Deus, eles podem conquistar. E aqueles que conquistam, devem continuamente "agradecer a Deus", por este e todos os seus benefícios. Com grande honestidade, você prossegue: "Quem pode acreditar que se trata da revelação de Deus, que ensinou doutrina tão absurda? Eu não tenho dúvida que este, com outros princípios, têm preenchido nossa terra com infiéis". No entanto, o cavalheiro que repudia esses princípios absurdos, do pecado original, redenção, e regeneração, ele pode muito facilmente converter aqueles infiéis; uma vez que dificilmente existe alguma oportunidade para disputa entre eles. "A doutrina deles não é prejudicial ao poder da santidade, de modo a afastar os homens das verdades celestiais e substanciais da religião". Exatamente o contrário. Não existe possibilidade do poder da santidade sem ela. Mas nenhum homem pode possivelmente "amar seu próximo, como a si mesmo", até que ame a Deus; e nenhum homem pode possivelmente amar a Deus, até que ele verdadeiramente acredite em Cristo; e nenhum homem verdadeiramente crê em Cristo, até que ele esteja profundamente convencido de sua própria pecaminosidade, culpa, e impotência. Mas isto, nenhum homem, que não reconhece que tem uma natureza corrupta, alguma vez, esteve, ou poderá estar convencido. Esta doutrina, portanto, é a "mais apropriada", de todas as outras, "para ser instilada na criança": A de que ela, pela natureza, "filha da ira", sob a culpa e sob o poder do pecado; pode ser salva daquela ira, apenas pelos méritos e sofrimentos, e amor do filho de Deus; que ela pode ser liberta do poder do pecado, apenas pela inspiração do Espírito Santo; mas que, pela sua graça, ela pode ser renovada na imagem de Deus; amor perfeito, e tornar-se adequada para a glória. Mas "isto não deve diminuir o devido amor aos pais da criança, acreditar que eles são as criaturas mais vis no mundo?". Muito longe disto; eles sabem quanto Deus os ama e aos seus, vis e pecadores como eles são. E é certo, de fato, que nenhuma pessoa ama seus filhos, mais ternamente, do que aqueles que firmemente acreditam nesta doutrina; e que ninguém é mais cuidadoso "para erguê-los na educação e repreensão do Senhor". Mas "como os jovens podem 'se lembrar' do seu 'Criador', sem horror, se ele deu a eles vida, sob tais circunstâncias deploráveis?". Eles podem se lembrar dele, com prazer, com sincero agradecimento, quando eles ponderam "fora" daquele "abismo", do qual ele "os ergueu"; e que, se "o pecado abundou", ambos pela natureza e hábito, "a graça abundará muito mais". Você conclui: "Por que nós devemos sujeitar nossas consciências às mentiras e fábulas, inventadas por Sacerdotes e Monges?". Esta fábula do pecado original, como você a denomina, não poderia ser inventada pelos Sacerdotes Romanos ou Monges, porque ela é, pelas muitas décadas, mais antiga do que o próprio Cristianismo. Eu tenho até agora ponderado, até onde minhas horas livres me permitem, todos os argumentos apresentados em suas Três Partes. E isto, eu tenho feito isto, com oração contínua, para que eu soubesse "a verdade como ela está em Jesus". Mas ainda eu não vejo motivo para alterar meus sentimentos, no tocando a corrupção geral da natureza humana. Nem posso eu encontrar algo melhor ou algum outro caminho, para justificar aquela maldade geral, que tem prevalecido em todas as nações, e através de todas as épocas, aproximadamente desde o princípio do mundo, até hoje. Lewisham, 25 de Janeiro de 1757. Parte III - Resposta ao Suplemento do Dr. Taylor Você acrescenta ao seu livro, o mesmo amplo Suplemento, em resposta ao Dr. Jennings e Dr. Watts. Tudo que eles avançaram, eu não estou empenhado a defender; mas tais partes apenas quando afetam os méritos da causa. Você divide esta parte de sua obra em oito seções. 1ª. Seção: - A Culpa Imputada E aqui você afirma redondamente: "Nenhuma ação nas Escrituras diz que atribui retidão ou condenação, a pessoa alguma, a não ser o próprio ato e ação daquela pessoa". Foram, então, as iniqüidades e pecados, colocados como bode expiatório, suas "ações próprias e feitos?". Você responde: "Aqui não existiu imputação do pecado para o bode. Foi apenas uma maneira figurativa de significar a remoção da culpa dos israelitas penitentes, através da ida do bode para o deserto". Mas como poderia ser uma figura de tal coisa, se nenhuma culpa foi imputada a ele? "Arão é ordenado a colocar as iniqüidades de Israel sobre o bode expiatório. (Levíticos 16:21 'E Arão porá ambas as suas mãos sobre a cabeça do bode vivo, e sobre ele confessará todas as iniqüidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e envia-lo-á ao deserto, pela mão de um homem designado para isso'); e este bode deveria carregar as iniqüidades das pessoas (verso 22). Isto foi, realmente, uma imputação. Ainda assim, não poderia ser uma imputação de alguma coisa feita pelo próprio animal. Os efeitos também que tomaram lugar junto à execução da ordenança indica a interpretação de culpa: porque a congregação estava limpa, mas o bode estava sujo: A congregação estava tão limpa, que suas iniqüidades foram levadas embora, para não serem mais encontradas; o bode, tão sujo, que é transferido corrupto, para a pessoa que o conduziu a terra não habitada". (Theron e Aspásio). Na verdade, o bode expiatório foi uma figura Dele, "em quem o Senhor colocou as iniqüidades de todos nós". (Isaías 53:6 "Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos"). "Ele carregou nossa iniqüidade". (Verso 11). "Ele carregou o pecado de muitos". (Verso 12). O profeta usa três diferentes palavras no original; em que a primeira propriamente significa reunir; a última, o erguer o peso ou fardo. Este fardo foi o que fez, "de certo modo, as grandes gotas doces de sangue caírem ao chão". Mas a iniqüidade e pecado, algumas vezes, significam sofrimentos". (Suplemento). Sim, sofrimento pelo pecado; o efeito, colocado para a causa. Assim sendo, o que queremos dizer por "nossos pecados, 'imputados a ele', é que Ele foi punido por eles: 'Ele foi ferido por nossas transgressões; Ele foi esmagado por nossas iniqüidades'. Ele, 'que não conhecia o pecado', mas o que foi assim imputado, 'foi feito pecador', uma oferenda do pecado, 'por nós'". "Agrada ao Senhor" (suas próprias palavras), "pisoteá-lo, com o objetivo da expiação de nossos pecados". "Mas com respeito aos pais e a posteridade deles, Deus nos assegura que os filhos 'não morrerão pela iniqüidade de seus pais'". Não. Certamente que não. Eu acredito que ninguém, alguma vez, morreu, ou alguma vez, morrerá eternamente, meramente pelo pecado de nossos primeiros antepassados. "Mas as Escrituras nunca falam de imputar algum pecado a alguma pessoa, mas o que é do ato daquela pessoa". Agora foi você mesmo observou que, por "nossos pecados, imputados a Cristo", nós pretendemos dizer que "Ele sofreu por eles". Nossos pecados, então, foram imputados a Cristo; e, ainda assim, esses pecados não foram o ato da pessoa que sofreu. Ele não cometeu pecado que fosse assim imputado a Ele. Mas "nenhuma ordenação justa pode punir o inocente". Isto é indubitavelmente verdadeiro; portanto Deus não olha para as crianças como inocentes, mas envolvidas na culpa do pecado de Adão; do contrário, a morte, a punição denunciada contra aquele pecado, não seria infligida sobre elas. "Admite-se que a posteridade de Sem e Geazi, e os filhos de Datã e Abirão, sofreram pelos pecados de seus pais". É suficiente. Você não precisa admitir mais. Todo o mundo verá, se eles sofreram por eles, então, eles foram punidos por causa deles. Ainda assim, nós não "confundimos punição, com sofrimento, como se sofrer e ser punido fossem a mesma coisa". Punição não é meramente sofrimento, mas sofrimento pelo pecado: Sofrer, e ser punido, não são a mesma coisa; mas sofrer pelo pecado, e ser punido são precisamente o mesmo. Se, portanto, os filhos de Datã, e Abirão sofreram pelos pecados de seus pais, o que nenhum homem pode negar, então, eles foram punidos por eles. Conseqüentemente, não é verdade que, "nas instâncias alegadas, os pais apenas foram punidos, através dos sofrimentos dos filhos". Se os filhos sofressem por aqueles pecados, então, eles foram punidos por eles. Na verdade, algumas vezes, os pais também foram punidos, pelos sofrimentos de seus filhos; o que é tudo que seu monte de citações prova; e, algumas vezes, eles não foram. Mas, como quer que isto fosse, se os filhos sofreram pelos pecados deles, eles foram punidos por eles. Não é, portanto, "evidente que, em todos esses casos, os filhos são considerados, não como criminosos envolvidos na culpa, mas como os deleites de seus pais, uma vez que sozinhos são punidos pelos sofrimentos deles". Ao contrário, é muito evidente que os filhos de Canaã foram punidos pelos pecados de Sem; e que, os filhos de Datã, e Abirão foram punidos com morte, como "envolvidos na culpa de seus pais". "Por outro lado, as virtudes de um antepassado podem transmitir grandes vantagens para sua posteridade. Mas nenhuma posteridade do homem pode ser recompensada pelas virtudes do seu antepassado". O ponto aqui em disputa, entre o Dr. Watts e você, é se aquilo, com o qual você está de acordo, seria afirmado por um termo ou por outro. Vocês ambos concordam (e nenhum homem de bom-senso pode negar), que, em todas as épocas, Deus, de acordo com os relatos dos antepassados devotos, deu muitas bênçãos à descendência dele. Mas ele pensa que essas bênçãos deveriam ser denominadas recompensas (e assim faz o mundo todo); e você diz que elas não deveriam. O fato é claro; das duas formas Deus dá e deu, continuamente, em todas as épocas, inúmeras bênçãos aos filhos, em consideração da piedade de seus antepassados; e, é certo que as bênçãos dadas, em consideração da virtude, tem sido, até aqui, denominada recompensas, tanto por Deus, quanto pelo homem. Você conclui esta seção: "Assim, parece que a distinção entre o pecado pessoal e o pecado imputado, é sem qualquer alicerce nas Escrituras". Parece exatamente o contrário, ou seja, aquela culpa foi imputada sobre o bode expiatório, para os filhos de pais maus, e ao próprio nosso Senhor, sem qualquer pecado pessoal. A distinção, portanto, é correta e bíblica. 2ª. Seção:- A Natureza e Objetivo de Nossas Aflições e Mortalidade Que Deus designa trazer o bem destes, é certo. Mas isto prova que eles não têm a natureza das punições? O próprio Adão sofreu alguma aflição, alguma labuta, ou dor? Sem dúvida, ele sofreu, logo antes de retornar ao pó. E nós podemos negar, que ele recebeu o bem espiritual daquela dor? Ainda assim, foi uma punição; tão realmente tal, como se ela estivesse consignada a ele para punição eterna. Este argumento, portanto, não tem peso: "Deus tira o bem das punições; assim sendo, elas não são punições, afinal". De qualquer forma, então, nos quais o pecado de Adão envolveu sua própria posteridade pode "nos testar e purificar, com o objetivo de à felicidade futura e eterna"; esta circunstância não altera a natureza delas; elas são punições ainda. Que "as aflições, calamidades, e a própria morte, sejam meios de melhorar na virtude", de curar ou prevenir pecado, esta não é maneira de provar que elas não são punições. Deus não é capaz de curar ou prevenir pecado, sem a dor ou morte? O Altíssimo não teria feito isto tão facilmente, quanto rapidamente, e tão efetivamente, sem esses, quanto com eles? Por que, ele não o fez? Por que o pecado de Adão trouxe essas punições sobre toda a posteridade? Por que um homem sofreria pela falta de outro homem? Se você diz: "Para curar a sua própria"; eu pergunto: 1º. Que necessidade, afinal, existe de algum sofrimento para isto? Se Deus pretendeu apenas curar seu pecado, ele teria feito isto, sem qualquer sofrimento. 2º. Por que as crianças sofrem? Qual pecado elas têm para serem curadas, por meio disto? Se você diz: "É para curar o pecado de seus pais, que se compadecem e sofrem com elas"; em milhares de instâncias, isto não tem vez; os pais não são melhores, nem, de forma alguma, igualmente para se tornarem melhores, por todo os sofrimentos de seus filhos. Os sofrimentos deles, portanto, e o de toda a humanidade, que está vinculada a eles pelo pecado de Adão, não são resultados de mera misericórdia, mas de justiça também. Em outras palavras, eles têm neles a natureza das punições, até mesmo, sobre nós e nossos filhos. Assim, os próprios filhos não são inocentes diante de Deus. Eles sofrem; portanto, eles merecem sofrer. E aqui uma outra questão surge: Qual benefício advém para a criação brita, dos sofrimentos em que toda a raça deles está envolvida, através do pecado do primeiro homem? O fato não pode ser negado; a experiência diária atesta que nós lemos nos oráculos de deus, que "toda a criação geme junta, e luta na dor, até hoje"; uma parte considerável dela geme para Deus, sob a libertinagem e crueldade do homem. Os sofrimentos deles são causados, ou, pelo menos, grandemente aumentados, pela nossa luxúria, e desumanidade; mais do que isto, através de nossas diversões! Nós extraímos diversão da dor, da morte, de outras criaturas; -- para não mencionar diversas espécies inteiras, que, no momento, têm tais qualidades naturais, que somos obrigados a infligir dor; e mais, talvez, morte, sobre elas, puramente em nossa própria defesa. E, mesmo essas espécies, que estão fora do alcance dos homens, não estão fora do alcance do sofrimento. "Os leões necessitam e sofrem fome", embora eles sejam, por assim dizer, soberanos da planície. Eles não reconhecem isto, quando, "ao rosnar para suas presas", eles "buscam seu alimento de Deus?". E o que nós devemos dizer, das presas impotentes? A sorte delas não é mais miserável ainda? Agora, que benefício, eu pergunto, têm esses com seus sofrimentos: Eles também são "provados e purificados através deles?". Os sofrimentos "corrigem as paixões desordenadas deles, e dispõem suas mentes para reflexões racionais?". Eles "dão a eles, a oportunidade de exercitarem a delicadeza e a compaixão, no aliviar as aflições, uns dos outros?". Que eu saiba, não; mas eu sei, através desta e de milhares de provas, de que, quando o homem, o senhor da criação visível, rebelou-se contra Deus, toda parte da criação começou a sofrer, em conseqüência de seu pecado. E o sofrer em conseqüência do pecado, eu não posso dar um nome mais apropriado do que aquele de punição. "Foi para reformar ofensores que um poder extraordinário foi exercitado, tanto imediatamente, pelo próprio nosso Senhor, quanto por seus Apóstolos, de infligir enfermidades corpóreas, e em alguns casos, a própria morte". Eu não me lembro de algo mais do que um simples caso, em que um dos Apóstolos "infligiu a morte". Eu não me lembro de nenhuma instância registrada nas Escrituras dele "infligir enfermidades corpóreas"; (a cegueira infligida sobre Elimas, não pode ser denominada, sem grande impropriedade), e eu estou certo de que o próprio nosso Senhor infligiu nem um, nem o outro. As citações, no próximo capítulo, provam não mais, de que podemos colher benefício das punições de outras. Mas, embora tanto nós, quanto eles, colhamos beneficio delas, ainda assim elas são punições, afinal. "Nós aqui não consideramos morte e sofrimento, como se situando na ameaça da lei". Você está consciente, de que se consideramos, toda a humanidade deve reconhecê-la como punições. E esta é a mesma luz, em que nós consideramos e devemos considerá-las na presente questão. Nós consideramos a morte e sofrimento, quando elas se situam naquela ameaça: "Tu certamente morrerás". Que isto foi proclamado a toda a humanidade, nós sabemos, porque ela é executada sobre todos. Portanto, considerando sofrimento e morte, quando assim ameaçados e executados, nós não podemos negar que eles são punições – punições, não de Adão apenas, mas sobre todos que, na verdade, morrem ou sofrem. Para resumir este ponto: Embora a sabedoria e misericórdia de Deus "traga o bem do mal"; embora Deus objetive extrair bênçãos das punições, e faz isto em inúmeras instâncias, ainda assim, isto não altera a natureza das coisas, porque as punições são punições ainda: Ainda este nome propriamente pertence a todos os sofrimentos que são infligidos por conta do pecado; e, conseqüentemente, é verdade evidente, que toda criação animada é punida pelo pecado de Adão. 3ª. Seção:- O Argumento, Tomado das Calamidades e Pecaminosidade da Humanidade Considerado. "O objeto de nossa presente inquirição é tripla: (1) Quer a humanidade esteja sob o desagrado de Deus, antecedentemente aos seus pecados presentes. (2) Que a natureza seja corrupta desde o início da vida. (3) Ou essas proposições possam ser provadas das calamidades e pecaminosidade da humanidade". Quer possam ou não, elas têm sido provadas completamente pela Escrituras. Vamos inquirir agora, se elas podem não ser provadas do estado do mundo. Mas você pensa que o Dr. Watts "colocou muito ênfase na suposição e imaginação". Como prova disto, você cita dele as seguintes palavras: "Podemos supor que o abençoado Deus colocaria suas inocentes criaturas, em tal habitação perigosa? Podemos supor que, em meio às raízes, as ervas, e as árvores que são boas para o alimento, o grande Deus teria permitido que veneno mortal brotasse aqui e ali? Haveria tais outras criaturas em nosso mundo, como ursos e tigres? Podemos imaginar, que o grande e bom Deus teria designado os homens para se propagarem, de tal maneira, a necessariamente acarretarem tal dor terrível e angústia para as mães que os geraram, se eles tivessem sido todos considerados uma raça de santos e imaculados seres?". Eu respondo: Não é verdade, "que uma grande ênfase", ou algum ênfase, afinal, esteja "aqui colocada sobre a mera suposição e imaginação". Seu agarrar-se a essas duas palavras, supor e imaginar, de maneira alguma provará isto; porque o significado delas é claro. "Podemos supor que o abençoado Deus faria isto?". É evidentemente o mesmo com: "Como podemos reconciliar isto com seus atributos essenciais?". De igual modo: "Podemos alguma vez imaginar?". É plenamente equivalente com: "Podemos possivelmente conceber?". De maneira que o uso ocasional dessas palavras não conclui seu colocar alguma ênfase na suposição e imaginação. Quando, portanto, você acrescenta: "Nossas suposições e imaginações não são um padrão justo, pelo qual medimos as divinas dispensações", o que você diz é absolutamente verdadeiro, e absolutamente estranho ao ponto. Algumas das questões que você mesmo faz, para expor as dele, não são tão fáceis de responder: "As criaturas inocentes seriam confiadas a este mundo em tais circunstâncias desprezíveis; estariam condenadas a crescerem tão vagarosamente para a maturidade e o uso da razão? Quando crescessem, elas seriam constrangidas a passarem tanto tempo em um trabalho inferior e servil? Milhões delas não seriam obrigadas a passar todos os dias delas, de manhã, até à tarde, em desbastar pedras, serrar madeira, levantar, poluir, ou remover o limbo de um carvalho, ou a borda de uma barra de ferro?". Eu realmente penso que elas não seriam. Eu acredito que todo este trabalho árduo, assim como a dor e angústia das mulheres no parto, é uma evidência da queda do homem, do pecado de nossos primeiros pais, e parte da punição denunciada e executada, primeiro sobre eles, e, então, sobre toda sua posteridade. Você acrescenta: "Ele não considera este mundo como um estado de provas, mas como se ele devesse ter sido um lugar de felicidade". Não existe contrariedade entre essas: Deveria ser um estado de provas e de felicidade também. E tal certamente era para Adão no Paraíso; quer fosse santo ou não, ele era indubitavelmente feliz. Um estado de prova, portanto, não necessariamente implica algum tipo ou grau de mal natural; e, assim sendo, o próprio Criador nos assegura que existia nenhum originalmente em sua criação. Porque assim eu li na conclusão dela: "E Deus viu tudo que ele fizera, e, observou, que estava muito bom". (Gênesis 1:31). "Mas o mal natural pode ser misturado com um estado de prova; conseqüentemente, este mundo não poderia ser construído como um lugar de felicidade". Admirável esboço das conseqüências! Pode ser, entretanto, pode não ser por outro lado. O que quer que seja, o próprio Deus aqui nos diz o que foi. E de sua própria declaração, é infalivelmente certo que não havia mal natural no mundo, até que ele entrasse como punição do pecado. "Nem ele considera um estado futuro, dentro de sua representação". Não, nem existe alguma necessidade que ele deva, quando ele está representando o estado presente do mundo, como uma punição do pecado de Adão. "Nem ele considera a bondade de Deus, dentro de seu argumento". Não neste argumento; que é de consideração posterior. Assim, os textos que você tem empilhado sobre este assunto também são muito bons; mas o que eles provam? "Ele supõe que nossos sofrimentos são meras punições". Eu suponho que eles são punições misturadas com misericórdia. Mas, ainda que eles sejam punições; eles são males infligidos por conta do pecado. "Nós nos certificamos, na verdade, que o melhor dos homens pode se tornar muito infeliz, pelas calamidades e opressões". Isto não pode ser. O melhor dos homens não pode se tornar infeliz, por causa de algumas calamidades ou opressões que sejam, porque "aprenderam, com isto, a estarem contentes, em qualquer condição" possível. A despeito de todas as calamidades, eles "se regozijam sempre mais, e em tudo dão graças". "Das punições infligidas sobre pessoas específicas, ele conclui que todos os homens estão sob a ira de Deus. Mas inferir do caso de alguns, o estado do todo, não é uma maneira justa de argumentar". Não. As punições infligidas em pessoas específicas provam nada, mas com respeito àquelas sobre as quais elas são infligidas. Se, portanto, alguns homens apenas sofrem e morrem, isto prova nada com respeito ao restante. Mas, se o todo da humanidade sofre e morre, então a conclusão alcança todos os homens. "Ele não é completamente justo, ao declarar a presente forma da terra 'irregular, abrupta e horrível; ' e perguntar: 'Isto não tem fortemente ligação aos nossos olhos com as idéias de ruína e confusão, em vastas montanhas desmoronando, abismos e precipícios terríveis, imensas extensões de terra sem valor e estéril?'. Se este for o caso, como 'as coisas invisíveis de Deus' podem ser 'claramente vistas, de tal criação', arruinada?'". Perfeitamente bem. "Seu eterno poder e Divindade", a existência de um Ser poderoso e eterno, pode ainda ser pressuposto dessas suas obras, grandes e magníficas, embora em ruína. Conseqüentemente, esses deixam os Ateístas sem desculpa. E quaisquer objeções que eles formassem (como Lucrécio verdadeiramente forma), dessas manchas e irregularidades palpáveis do globo terrestre, o relato bíblico da natural, fluindo do moral, o mal, fácil e perfeitamente os dissolverá; tudo que é bem consistente com as palavras do salmista: "Ó, Senhor, quão múltiplas são tuas obras! Na sabedoria tu as fizeste todas; a terra é cheia de todas as riquezas!". Assim, indubitavelmente é, embora ela carregue sinais tão visíveis da ruína e devastação. "Nós não temos autoridade das Escrituras para dizer, que a terra, em sua presente constituição, é, afinal, diferente do que ela foi, em sua primeira criação". Certamente, nós temos, se as Escrituras afirmam o que Deus "disse", depois que Adão pecou: "Amaldiçoado seja o chão por tua causa; espinhos e cardo, ele produzirá para ti"; e, que "a terra era da antiguidade, tirada da água, e no meio da água", até que Deus a destruiu por causa do pecado de seus habitantes. E você prossegue: "Eu não posso concordar, 'que a doença, angústia e morte entrou nas entranhas e veias das multidões, por um engano inocente e fatal de plantas e frutos perniciosos para o alimento apropriado". Por que não? Sem dúvida, multidões também pereceram por meio disto; se tomarmos em consideração todas as épocas e nações; multidões, também, foram as presas vivas de ursos e tigres, lobos e leões, e multidões tiveram sua carne e ossos moídos e agitados violentamente, entre as mandíbulas de panteras e leopardos, tubarões e crocodilos. E estas coisas teriam vindo sobre a humanidade, não tivesse isto sido por conta do pecado de Adão? Sim, você pensa, nós temos "agora um domínio mais extensivo sobre todas as criaturas, do que Adão, alguma vez, teve em sua inocência, porque nós temos a liberdade de comê-las, o que Adão nunca teve". Isto não provará o ponto. Que eu tenha liberdade para comer um cordeiro não prova que eu tenha domínio sobre um leão. Certamente, eu não tenho domínio sobre criatura alguma, que eu não possa nem governar, nem resistir; sim, e se o receio de mim é sobre toda a besta e ave, isto não prova que eu tenho algum domínio sobre eles. Eu sei, do contrário, que não apenas um tigre ou um urso, mas mesmo uma pomba, não parará para meu domínio. "De qualquer forma, nós não temos autoridade para dizer que o próprio homem foi amaldiçoado, embora o solo fosse". Sim, nós temos, -- a autoridade do próprio Deus: "Amaldiçoado seja todo homem que não permanecer em todas as coisas", que Deus tem ordenado (Gálatas 3:10). No momento, portanto, em que ele pecou, Adão caiu sob esta maldição. E se a labuta e morte, e também a dor do parto, para os quais ele e sua posteridade foram sentenciados, forem denominadas maldições ou não, certamente, elas são punições, e também pesadas; embora a misericórdia seja freqüentemente misturada com o juízo. O principal argumento se segue, tomado do estado da humanidade em geral, com respeito à religião. Mas você diz: "E impossível, fazermos uma justa estimativa da maldade da humanidade". Sim, uma estimativa exata do preciso grau de maldade em todo o mundo; mas é muito possível; mais do que isto, é muito fácil, fazer uma estimativa, no total, com tal grau de justeza suficiente para a presente questão. Na verdade, você "pensa que levamos nossas condenações aos pagãos muito longe". Eu não me atrevo a levá-las ainda mais longe, ao dizer que nenhum pagão será salvo. Mas isto, eu digo: Eu nunca soube de um pagão (e tenho pessoalmente conhecido muito de várias nações), que não fosse um escravo de alguma maldade grosseira ou outra. Maus, portanto, quanto os cristãos nominais são, eu ainda não posso situá-los, no mesmo nível que os pagãos; nem mesmo com os pagãos, meigos, corteses, sociáveis, que limitam a Geórgia e Carolina. Muito menos, eu diria: "Possivelmente os pagãos possam ser menos corruptos do que o mundo cristão em geral". Se eu acreditasse nisto, eu daria adeus ao Cristianismo, e me tornaria pagão, sem demora. "Mas, se nós admitimos que a humanidade seja sempre tão má, supomos que não exista um sobre a terra, que seja verdadeiramente justo, não se seguiria que os homens são naturalmente corruptos; porque uma ação pecaminosa não pressupõe uma natureza pecaminosa. Se for assim, então Adão trouxe uma natureza pecaminosa com ele para o mundo. Mas, se não podemos pressupor, do pecado de Adão, que sua natureza era originalmente corrupta, não podemos pressupor da maldade de toda a humanidade, mesmo que tão grande, que todos têm uma natureza pecaminosa". A conseqüência não é boa: "Se o fato de um homem cometer um pecado, não prova que ele estava naturalmente inclinado ao mal, então, a maldade de toda humanidade, por seis mil anos, não prova que ela está naturalmente inclinada ao mal". Porque nós podemos facilmente tomar em consideração o pecado cometido por um homem, embora ele não estivesse naturalmente inclinado ao mal; mas não tão facilmente, que "toda carne se corrompe", por causa da maldade de toda a humanidade em todas as épocas. Não é possível racionalmente considerar isto, por causa da maldade geral da humanidade; porque tal maioria dos homens é tão corrupta em todas as gerações. Mas na suposição de que eles tenham uma natureza corrupta. O pecado, em um, ou em poucos casos, não prova a natureza pecadora; mas o pecado espalhado sobre a terra, prova. Nem seu argumento é traçado do pecado dos anjos; de alguma força maior do que aquela traçada do pecado de Adão, exceto se você puder provar que a grande maioria dos anjos, assim como de homens, se rebelou contra seu Criador. "Novamente: Se nossos primeiros sentiram temor e vergonha, e, ainda assim, a natureza deles não era originalmente corrupta, então, segue-se que as nossas é assim. Não obstante nossas paixões incômodas e obstinadas". Completamente vazio! Tivesse alguém dito a Adão: "Sua natureza é originalmente corrupta, porque você sente paixões incômodas e obstinadas"; ele não teria rapidamente respondido: "Mas essas começaram naquele momento, até, então, minha natureza era sem dor ou corrupção". Aplique isto a algum filho de Adão; e se ele puder responder de igual maneira: "Até tal hora, nenhuma paixão desconfortável ou obstinada teve qualquer lugar em meu peito", você, então, garantirá que essas paixões não mais provam uma natureza corrupta nos filhos do que em seus primeiros pais. Mas nenhum homem pode responder assim. Você e eu, e todo homem, deve reconhecer que as paixões desconfortáveis e obstinadas são contemporâneas ao nosso entendimento e memória, pelo menos, se não, com nossa própria existência. "Novamente: Adão, pelo seu pecado, trouxe sofrimentos sobre si mesmo, e sua posteridade. Ainda assim, não se segue, que sua natureza fosse corrupta. Portanto, embora outros, pelos seus pecados tragam sofrimentos sobre si mesmos e sua posteridade, não se segue que a natureza deles seja corrupta, ou sob o desprazer de Deus". Duas coisas muito diferentes estão aqui misturadas. A corrupção da natureza deles é uma coisa, o desprazer de Deus, é outra. Nenhuma afirma que aqueles sofrimentos, que os homens, através dos seus pecados, trouxeram sobre si mesmos, ou sua posteridade, provam que a natureza deles é corrupta. Mas os vários sofrimentos de toda a humanidade provam que eles estão sob o desprazer de Deus? É certo que nenhum sofrimento veio sobre Adão, até que ele estivesse sob o desprazer de Deus. Novamente: "Se nossos primeiros pais, através do pecado deles, trouxessem sofrimentos, ambos sobre si mesmos e outros, e, ainda assim, a natureza deles não fosse originalmente corrupta, nem sob o desprazer de Deus, claramente se segue que a natureza daqueles que sofrem puramente em conseqüência do pecado deles, não é originalmente corrupta, nem eles estão sob o desprazer de Deus". Este argumento é mau, de qualquer maneira. Porque: 1º. No momento em que Adão trouxe a sentença do sofrimento, a si mesmo e outros, sua natureza era corrupta, e ele estava sob o desprazer efetivo de Deus. Mas, 2º. Suponha que isto fosse ao contrário, tudo que você possivelmente deduziria, com respeito à posteridade dele, é que o sofrimento deles não prova a corrupção deles, ou o fato deles estarem sob o desprazer de Deus. Como você poderia pensar que o sofrimento deles não provaria que eles não são corruptos, nem estão sob o desprazer de Deus? Portanto, nem este, nem o argumento precedente (vendo que ambos são extremamente inconclusivos) "eliminam alguma coisa que o Dr. Watt tenha dito", no tocante ao presente estado do mundo, como uma prova do desprazer de Deus, e a corrupção natural do homem. Portanto, "o argumento dele da pecaminosidade e miséria da humanidade, está longe de ser completamente insuficiente em toda parte", que ele é forte e conclusivo, em qualquer coisa que você tenha apresentado ao contrário não obstante. Você acrescenta: "O sofrimento pode acontecer onde não existe pecado; assim como no caso dos irracionais e crianças; ou onde existe a mais perfeita inocência; como no caso de nosso Abençoado Senhor". Absolutamente verdadeiro; ou seja, onde não existe pecado pessoal, mas apenas pecado imputado. Não havia pecado pessoal em nosso abençoado Senhor; não pode haver algum, nos animais ou crianças. Ele sofreu, portanto, pelos pecados de outros, que foram assim imputados nele; como é o pecado de Adão com relação às crianças, que sofrem a morte, através dele; e, em algum sentido, com respeito a toda a criação; "inclinada à vaidade, não por vontade própria", mas por conta da transgressão dele. Mas, onde não existe pecado, quer pessoal ou imputado, não pode haver sofrimento. "Eu posso acrescentar, do presente estado das coisas, que um argumento diretamente oposto, pode ser tomado: Dos desfrutes e confortos, das boas coisas e bênçãos, que abundam, no mundo, eu perguntaria; essas criaturas são assim bem providas, debaixo do desprazer de Deus? Elas não necessitam de sua bondade? Ele não as ama, e se deleita em fazer-lhes o bem?". Eu respondo: Deus ainda nos dá muitas coisas boas, muitos desfrutes, confortos, e bênçãos. Mas todos esses são dados, através da "Semente da mulher"; eles são todos comprados pelo sangue dele. Através Dele nós ainda estamos, sob o cuidado da bondade divina, e Deus se deleita em nos fazer o bem: Mas isto não é afinal prova, tanto de que não temos uma natureza pecaminosa, quanto que não estamos, enquanto pecadores, sob seu desprazer. 4ª. Seção: - Algumas Conseqüências da Doutrina do Pecado Original. "Através desta doutrina, alguns têm sido conduzidos a manter: 1º. Que os homens não têm um poder suficiente para executar a obrigação deles. Mas, se for assim, isto cessa de ser obrigação deles". Eu mantenho, que todos os homens não têm este poder pela natureza: Mas eles têm ou podem tê-lo, pela graça; portanto, isto não cessa de ser obrigação deles. E, se eles não o executam, eles estão sem desculpas. "Disto, alguns mantêm: 2º. Que nós não temos razão para agradecer nosso Criador por nossa existência". Aquele que quiser manter isto pode. Mas isto, de modo algum, se segue desta doutrina; uma vez que, o que quer que sejamos pela natureza, nós podemos, pela graça, sermos filhos de Deus, e herdeiros do reino do céu. "Mas a ingratidão é a conseqüência natural desta doutrina que grandemente diminui, se não, exclui totalmente, a bondade e misericórdia de Deus". Paulo pensa o contrário. Ele imaginou que a total descrença e impotência de nossa natureza sejam a mesma coisa, e que, mais do que tudo, elas ilustraram a bondade e misericórdia de Deus: "Porque um bom homem", diz ele, "por acaso se atreveria a morrer? Mas Deus confiou", indescritivelmente, inconcebivelmente, além de todo precedente humano, "seu amor a nós; nisto que estávamos ainda sem forças, Cristo morreu pelo descrente". Aqui está o fundamento, o real e único fundamento, para a verdadeira gratidão cristã: "Cristo morreu pelo descrente, que estava sem força"; tal como é todo homem, pela natureza. E até que um homem estivesse profundamente consciente disto, ele nunca poderá verdadeiramente agradecer a Deus por sua redenção; nem conseqüentemente, por sua criação; o que é, no evento, uma bênção para aqueles apenas que são "renovados em Jesus Cristo". "Disto, 3º. Alguns têm despejado muito desprezo na natureza humana: Considerando que o próprio Deus não menospreza a humanidade, mas a considera merecedora de sua mais alta estima". Descrever a natureza humana, como profundamente caída, tão distante, ambos da virtude e sabedoria, não deduz que nós a desprezamos. Nós sabemos, pelas Escrituras, assim como, pela triste experiência, que os homens são agora inexplicavelmente tolos e maus. E tal o Filho de Deus sabia que eles eram, quando ele sacrificou sua vida por eles. Mas isto não o impede de amá-los, não mais do que faz qualquer um dos filhos de Deus. Você em seguida considera o que o Dr. Watts observa, com respeito às crianças. "A humanidade", diz ele, "em seus primeiros anos, antes de ser capaz da ação moral apropriada, descobre os princípios da iniqüidade e as sementes do pecado. Que fermentos jovens de malevolência e cobiça; que malícia e ira inatas, são encontrados nos pequenos corações das crianças, e suficientemente descobertos pelas suas pequenas mãos e olhos, e seus semblantes irados, mesmo antes que elas possam fala!". Você responde: "Nosso Senhor nos deu idéias diferentes delas, quando ele ensinou seus Apóstolos a se tornarem 'como criancinhas'". Não, afinal. Eles podem ser imitáveis em alguns aspectos, e, ainda assim, têm todos os temperamentos acima descritos. E é certo que têm; como algum observador imparcial será convencido por seus próprios olhos. Nem isto é, de forma alguma, contestado pelas palavras de Paulo: "Na maldade", kakia [depravação] "sejam crianças". (I Cor. 14:20), inculto, inexperiente; ou. Através desses de Davi: "Minha alma é como uma criança desmamada". (Salmos 131:2). "Mas nós descobrimos nelas também os nobres princípios da razão e entendimento, com diversos temperamentos que são capazes de aperfeiçoamento, por meio dos quais, elas podem ser treinadas no bom caminho; e multidões, em todas as épocas do mundo, têm se erguido dos mesmos graus consideráveis de excelência". Tudo isto é verdade; mas não é, afinal, inconsistente com o relato deles dado acima; pelo que, claramente aparece, que eles estão fortemente inclinado ao mal, muito antes que alguns maus hábitos possam ser contraídos. 5ª. Seção: - Concordância Geral, Tomada do Que Deus Declarou, Concernente à Humanidade, Quando da Restauração do Mundo, Depois do Dilúvio. "Existem três passagens, dos quais os clérigos pressupõem a excelência do estado e natureza de Adão, acima das nossas: 1º. 'E Deus os abençoou e disse a eles: Sejam frutíferos, e multipliquem-se, e encham a terra'. (Gênesis 1:28)". Com isto eu nada tenho a fazer; porque eu deduzo nada disto, com respeito à presente questão. "2º. Tenham domínio sobre os peixes do mar, e sobre as árvores do céu, e sobre todas as coisas vivas que se movem sobre a terra'. 3º. 'Deus criou o homem a sua própria imagem; na imagem de Deus, ele o criou'. (Verso 27). Desses três específicos, eles deduzem a superioridade da natureza de Adão, acima das nossas. Mas as mesmas marcas da excelência são mais expressamente pronunciadas por Deus, junto à natureza do homem, quando a raça da humanidade deveria ser propagada, sob nova forma, de Noé e seus filhos". (1) "E Deus abençoou Noé e seus filhos" (Gênesis 9:1). Com respeito a toda esta passagem, eu devo observar que Deus não pronunciou bênção alguma, afinal, quer sobre ele, ou eles, até que Noé "construiu um altar para o Senhor, e ofereceu incenso no altar". Então, foi quando "o Senhor cheirou o doce perfume"; aceitou o sacrifício que implicava a fé na prometida Semente; e, por Sua causa restaurou, em alguma medida, a bênção que tinha sido dada a Adão e sua criação; "E disse: Sejam frutíferos, e multipliquem-se e preencham a terra". – Sobre isto, eu preciso apenas observar que, tivesse Adão permanecido, ou sua queda não tivesse afetado sua posteridade, não haveria necessidade disto; porque eles teriam "multiplicado e povoado a terra", em virtude da bênção original. (2) Verso 2, 3, "E o temor e o pavor de vocês virão sobre todo o animal da terra, e sobre toda a ave dos céus; tudo o que se move sobre a terra, e todos os peixes do mar, nas suas mãos são entregues: Tudo quanto se move, que é vivente, será para seu alimento; assim como a erva verde, eu dei a você todas as coisas". Sobre isto, igualmente, eu observaria: que necessidade existiu de algum tal poder sobre as criaturas, se ele não havia perdido seu primeiro poder? Tivesse o homem permanecido sujeito a Deus, as criaturas teriam permanecido sujeitas a ele, pela virtude da constituição original de Deus. E por que Deus aqui, em algum grau, restaurou este poder, se não foi porque o homem tinha caído? Mas, disto, você "deduz que todo o poder é restaurado, sim, mais do que tudo; que nós temos um domínio mais extensivo garantido a nós, sobre o mundo bruto, do que fora originalmente dado a Adão". Comumente, se tem pensado que Adão tinha completo domínio sobre as criaturas, sujeitas a ele, através de um tipo de instinto; conseqüentemente, nós temos apenas tal poder sobre eles, que, pelo esforço e vigilância, nós podemos usá-los ou subjugá-los. Mas como você prova que nós temos um domínio mais completo do que ele tinha? Por aquelas palavras: "O temor e o pavor de você serão sobre todos: Em tuas mãos, eles serão entregues; assim como a erva verde, eu darei a você todas as coisas". Mais ainda, "o temor e o pavor de você serão sobre eles", não implica algum domínio, afinal. Um lobo pode me temer, e ele ainda assim, não me obedece. Eu tenho pavor de uma víbora, mas eu não a obedeço. E essas palavras: "Em suas mãos elas serão entregues", são plenamente equivalentes a: "Eu dei a você todas as coisas, até mesmo as ervas verdes"; ou seja, "para alimento"; você pode alimentar-se de qualquer uma delas. Tão longe, portanto, está o texto de expressamente declarar "um domínio mais extensivo dado a Noé, sobre o mundo bruto, do que foi originalmente dado a Adão", que ele não expressa qualquer domínio apropriado, afinal. (3) Verso 6: "Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque na imagem de Deus fez ele o homem"; ou seja, na criação. E alguns remanescentes da imagem natural de Deus, como nós somos seres espirituais e imortais, devem ser encontrados, em todo homem, mesmo agora, suficiente para justificar o colocar um assassino para a morte. Tiago alude para a mesma escritura, quando ele diz: "Com o que bendizemos nós a Deus, e amaldiçoamos os homens, que foram feitos" (touv gegonotav, não são feitos), "segundo a similitude de Deus" (Tiago 3:9). Mas o que tudo isto prova? Que o ser "criado na imagem de Deus", "é mais expressamente declarado sobre Noé e seus filhos, do que foi originalmente sobre Adão?". Eu penso que nenhum homem de bom-senso dirá isto a sangue frio. Dos "três específicos", então, que você trouxe para provar a superioridade de Noé sobre Adão na inocência, o Primeiro prova não mais do que Deus deu a ambos bênção de fertilidade; o Segundo, muito longe de provar que Noé tinha um domínio mais extensivo sobre a criação bruta do quer Adão, dificilmente prova que ele tinha algum domínio sobre eles, afinal; o Terceiro prova apenas isto: -- que a imagem de Deus, em que o homem foi feito, a princípio, está totalmente perdida agora. Ainda assim, você diz: "Esses três específicos contêm todos os privilégios conferidos sobre Adão a princípio". E cada um desses é "expressamente repetido, e mais enfática e extensivamente pronunciado junto ao homem, depois que a sentença passada sobre Adão viesse sobre sua posteridade". Expressamente, mais enfaticamente, mais extensivamente! Onde estou certo, não na Bíblia. No entanto, você pomposamente acrescenta (sicut tuus est mos) "Isto é para mim, uma clara e indubitável demonstração": 1º. "De que 'o julgamento que veio sobre todos os homens para a condenação', de maneira alguma, alterou a relação primeira, na qual Deus estava para com o homem, e o homem para com Deus". Certamente, isto foi alterado até ai, Deus foi um condenador e o homem foi condenado. E embora "Deus seja ainda o Deus e Pai da humanidade", ainda assim, não pode ser dito que ele é assim para os homens pecaminosos, -- homens que estão, até agora, "mortos no pecado, e são filhos da ira", -- "tanto quanto", ou no mesmo sentido, "que ele era para Adão na inocência". Adão, então, era certamente "filho de Deus", como nenhum outro homem é, até que "nasça do Espírito". O poder para tornarem-se filhos de Deus, é agora dado a ninguém, até que eles "creiam em seu nome". 2º. "Que o amor, cuidados, e providências de Deus, em direção à humanidade em geral, é ainda a mesma coisa, que para o homem em sua primeira formação". Sua providência é ainda sobre todas as suas obras: Mas ele não pode estimar ou deleitar-se no homem pecaminoso, da mesma maneira que ele se deleitou nele, quando inocente. 3º."Que nossa natureza, como derivada de Noé, tem exatamente os mesmos dotes, naturais e morais, com que Adão foi criado". Isto não se segue de alguma coisa que foi dita. Se, se situa por si mesmo, pode: 4º. "Que o que viesse sobre nós 'do julgamento para a condenação', não viria além do que era consistente com aquela bênção, proclamada a Noé, assim como a Adão: 'Sejam frutíferos e multipliquem-se'". Isto, sem dúvida, é verdadeiro; do contrário, a espécie humana não teria continuado. "De maneira que 'a condenação que veio sobre todos os homens', não pode inferir a 'ira' de Deus sobre a humanidade"; (ela pode, não obstante eles "cresçam e se multipliquem"; ela deve, se eles são "pela natureza, filhos da ira"); "mas apenas sujeitando-nos a tais males, por assim dizer, perfeitamente consistentes com a bênção dele, declarada a Adão, tão logo ele saiu das mãos do Criador"; (ou seja, com a bênção do "crescer e multiplicar-se") "e, conseqüentemente, para tais males, a que Deus justamente teria sujeitado a humanidade, antes que Adão pecasse". Se Deus tem justamente feito isto, ou não, que conseqüência é esta! – "Se Deus deu aquela bênção, 'cresçam e se multipliquem', para os homens, em geral, assim como fez com Adão, então, os homens, em geral, não são 'filhos da ira', agora, não mais do que Adão foi quando de sua criação!". 5º. "Não é menos evidente, que, quando Paulo diz: 'Pela desobediência de um, muitos', ou todos, 'foram feitos pecadores', ele não pode significar que eles 'foram feitos pecadores', em algum sentido inconsistente com a bênção pronunciada sobre o homem, na inocência". Verdade; não, em algum sentido, inconsistente com aquela bênção: "cresçam e se multipliquem". Mas esta bênção, de modo algum, é inconsistente com a bênção deles: "pela natureza, filhos da ira". "De tudo que eu concluo, é que nosso estado, com respeito à bênção de Deus, e a dignidade e faculdades de nossa natureza, exceto aviltada pelos nossos próprios pecados, não é inferior àquele no qual Adão foi criado". Seja isto assim, ou não, não se pode concluir de alguma coisa que foi consumada. Mas nós podemos ainda acreditar, que os homens, em geral, "não alcança, a glória de Deus", estão privados daquela imagem gloriosa de Deus, na qual o homem foi originalmente criado. 6a. Seção: - A Noção da Existência de Adão - Um Assunto Federal ou Representativo da Humanidade Considerada. Minha razão para acreditar que ele foi assim, em algum sentido, é esta: Cristo foi o representante da humanidade, quando Deus "colocou sobre ele as iniqüidades de todos nós, e ele foi ferido pelas nossas transgressões". Mas Adão foi um tipo ou uma figura de Cristo, portanto, ele foi também, em algum sentido, nosso representante, em conseqüência do que, "todos morreram", nele, como "em Cristo todos devem ser vivificados". Mas como nem representativo, nem assunto federal, são palavras bíblicas, não vale a pena contender por elas. A coisa que eu quero dizer é esta: O estado de toda a humanidade, até agora, depende de Adão, que, através de sua queda, todos caíram na tristeza, e dor, e morte, espiritual e temporal. E tudo isto é, de maneira alguma, inconsistente com a justiça, ou bondade de Deus, providenciando que todos possam recuperar, através do Segundo Adão, o que eles perderam, através do primeiro; mais do que isto, recuperar, com inexplicável ganho; uma vez que toda tentação adicional que eles sentem, através daquela corrupção da natureza deles, que é antecedente à sua escolha, será, se conquistada pela graça, um meio de somar àquele "excelente e eterno peso da glória". Esta simples consideração remove totalmente todas as reflexões sobre a divina justiça ou misericórdia, em tornar o estado de toda a humanidade tão dependente do comportamento de seus pais, em comum; para que nenhum filho do homem finalmente perca, por meio disto, exceto por sua própria escolha; e cada um que "receber a graça de Deus em Cristo", será um ganhador indescritível. Quem, então, tem alguma razão para queixa, até mesmo, por ter a natureza inclinada ao mal? Vendo que mais oportunidades ele tem de lutar, mais de conquistar, e vendo que, quanto maior é a dificuldade de obter a vitória, maior é a coroa da glória. Mas, se Adão e Cristo não permaneceram ou caíram, obedeceram e sofreram, pela humanidade, como pode a morte de outros ser a conseqüência da ofensa de Adão; a vida de outros, a conseqüência da obediência de Cristo? Como todos os homens podem ser, em algum sentido, constituídos pecadores, por um, ou constituídos retos, através de outro? Para explicar isto um pouco mais além, nas palavras do Sr. Hervey: "Por assunto federal, ou representativo, eu quero dizer o que o Apóstolo ensina quando ele chama Cristo de 'o Segundo homem', e 'o último Adão' (I Cor. 15:47). O último! Como: Não em um sentido numérico, não na ordem do tempo: Mas neste aspecto, -- que como Adão era uma pessoa pública, e agia no interesse de todo seu povo; que como Adão foi o primeiro representante geral da humanidade, Cristo foi o segundo e o último; (nunca houve, e nunca haverá algum outro); que o que eles severamente fizeram, para executar, tanto quanto eles severamente representaram. "Isto não se situa em um simples texto, mas é introduzido, repetidas vezes, no mesmo capítulo. O Apóstolo divinamente sábio previu os preconceitos que os homens levariam em consideração, contra esta doutrina, já que colocando completamente fora do curso do exame da razão, tem inculcado e repisado estes pontos significativos: "Embora que pela ofensa de um, muitos são mortos; -- o juízo foi através de um para a condenação; -- através da ofensa do homem, a morte reinou, através de um; -- pela ofensa de um, o juízo veio sobre todos os homens para a condenação', e uma vez que não pode haver possibilidade remanescente de errar seu significado, ou iludir seu argumento, ele acrescenta: 'Através da desobediência de um homem, muitos foram feitos pecadores'. Todas essas expressões demonstram que Adão (assim como Cristo) foi um representativo de toda a humanidade; e que o que ele nesta capacidade, não terminou em si mesmo, mas afetou todos os quais ele representou". Depois de veementemente sofismar os termos, você mesmo admite a coisa. Você diz: "Se o que foi perdido pela 'desobediência de uma' pessoa pudesse ser, mais tarde, recuperado pela 'obediência' de outra, então, as questões teriam permanecido em iguais condições". E isto é, de fato, a verdade. Porque "tudo que estava perdido para nos pela 'desobediência' de Adão, é completamente recuperado pela 'obediência' de Cristo; de qualquer modo, nós denominamos a relação, na qual um e outro se situam para nós". Nisto, concordamos; mas não no que se segue: "Pela lei, no quinto Capítulo de Romano, como em diversos outros lugares, o Apóstolo não quer dizer, meramente, uma regra de dever; mas tal regra, ameaçada com a punição da morte, para cada transgressão dela. Tal foi a lei dada por Moisés"; ou seja, "uma regra, para cada transgressão da qual a punição da morte era ameaçada". Não é assim; existiram milhares de transgressões dela, não ameaçadas com a morte. Observe: Pela morte, nós agora queremos dizer a morte temporal, de acordo com todo o teor do seu argumento. "Mas não é dito: 'Amaldiçoado seja cada um que não continua, em todas as coisas escritas na lei, para executá-las?'". Exatamente. Mas o que quer que essa maldição implique, ela não implica a morte temporal. Porque um homem negligenciaria fazer muitas "coisas escritas na lei", e, ainda assim, não ser punível com a morte. Nem eu posso concordar com sua interpretação de (Romanos 7:9) "Eu estava vivo, sem a lei, uma vez; ou seja, antes da lei ser dada no Monte Sinai. O judeu estava, então, vivo; isto é, porque ele não estava, então, sob a lei, ele não estava morto pelo seu pecado. Seu pecado não foi então imputado a ele, de maneira a sujeitá-lo à morte. 'Mas, quando o mandamento veio', com a punição da morte anexada, 'o pecado reviveu', -- adquiriu vida e vigor completo", -- (Como assim? Alguém teria esperado exatamente o contrário!) "'e eu morri'; ou seja, era um homem morto na lei, para a primeira transgressão que cometi". Além de muitas outras objeções a esta estranha interpretação, uma óbvia é esta: Supõe-se que toda transgressão é punível com a morte. Mas isto é um engano palpável: Portanto, tudo que está construído neste alicerce cai por terra, imediatamente. De tudo isto: Quaisquer que sejam as objeções que possam se colocar contra o método do Dr. Watts de explicá-la, aparece, das claras Escrituras e das suas próprias palavras, que Adão era o representante da humanidade. 7ª. Seção: -- Da Formação de Nossa Natureza No Ventre. Antes que eu diga alguma coisa sobre este assunto, eu devo mencionar de antemão, que existem milhares de circunstâncias relativas a ele, concernentes às quais, eu não posso formar conceito, afinal, mas estou totalmente no escuro. Eu não sei como meu corpo foi moldado lá; ou quando, ou como minha alma foi unida a ele: E é muito mais fácil, ao falar sobre assunto tão abstruso, demoli-lo, do que erigi-lo. Eu posso facilmente alegar para minha hipótese apresentada; mas não posso facilmente defender alguma. E, se você me perguntar, como, ou de que maneira determinada, o pecado é propagado; como ele é transmitido de pai para filho: eu respondo plenamente, eu não posso lhe dizer: não mais do que eu posso dizer como o homem é propagado, como um corpo é transmitido de pai para filho. Eu conheço um e outro fato; mas não posso levar em consideração algum. Conseqüentemente, no entanto, fica claro: Que "Deus é o construtor de todo homem que vem ao mundo". Porque é Deus apenas que dá ao homem poder para propagar sua espécie. Ou antes, é o próprio Deus que faz a obra, através do homem como um instrumento; o homem (como você observou antes), tendo nenhuma outra parte no produzir o homem, do que o carvalho no produzir um fruto. Deus é realmente o produtor de cada homem, cada animal, cada vegetal no mundo; já que ele é o primum mobile verdadeiro; a fonte de todo o movimento, através do universo. Até ai, concordamos. Mas quando você inclui: "Se é o poder de Deus, por meio do qual uma espécie pecadora é propagada; por meio da qual um pai pecador gera um filho pecador, então, Deus é o autor do pecado; a pecaminosidade é imputada sobre ele": Aqui nós nos dividimos; eu não posso admitir a conseqüência, porque o mesmo argumento tornaria Deus responsável por todas as ações pecaminosas dos homens. Porque é o poder de Deus, o meio pelo qual, o assassino ergue seu braço; o adúltero comete sua maldade; tanto quanto é o poder dele, por meio do qual um fruto do carvalho produz um carvalho, ou o pai um filho. Mas isto quer dizer que Deus é responsável pelo pecado? Eu sei que isto não procede. O poder de Deus, vulgarmente denominado natureza, age de época em época, sob suas regras fixas. Ainda assim, Ele que neste momento supre o poder, por meio do qual uma natureza pecaminosa é propagada (de acordo com regras fixas, estabelecidas no mundo inferior) não é responsável pela pecaminosidade daquela natureza. Esta distinção você deve permitir, como foi observado antes, ou você responsabiliza a Deus, por todo o pecado cometido debaixo do céu. E esta resposta geral pode ser suficiente para algum inquiridor sincero e modesto, sem envolver-se naqueles pormenores específicos que estão além do alcance do entendimento humano. "Mas Deus não cria a natureza de todo homem que vem ao mundo?". Ele não o faz, no sentido próprio da palavra criar. As Escrituras afirmam plenamente o contrário. "No sétimo dia ele descansou de todo a obra que Deus criou e fez". (Gênesis 2:2, 3). "As obras", que Deus criou, "foram terminadas desde a fundação do mundo". E, tão logo eles terminaram, "Deus cessou sua obra"; (Hebreus 4:3, 10) "Porque nós, os que temos crido, entramos no repouso, tal como disse: Assim jurei na minha ira: Que não entrarão no meu repouso; embora as suas obras estivessem acabadas desde a fundação do mundo. (...) Porque aquele que entrou no seu repouso, ele próprio repousou de suas obras, como Deus das suas"; isto é, de sua obra de criação. Ele, portanto, agora (não cria, mas) produz o corpo de cada homem, da mesma maneira, que ele produz o carvalho; apenas suprindo o poder, por meio do qual, uma criatura gera outra, de acordo com o que denominamos as leis da natureza. Em um sentido maior, ele é Criador de todas as almas. Mas como ou quando ele faz ou fez isto, eu não posso dizer. Nem posso dar um relato, como ou quando, ele une alma e corpo. De igual maneira, como nós somos concebidos no pecado, eu não sei; mas eu sei que nós somos assim concebidos. Deus disse isto; e eu sei que ele será "justificado no seu falar, e limpo, quando julgado". É certo, que Deus é o Criador de todo homem. Mas não é nem certo, nem verdadeiro, que ele "constrói cada homem no útero, alma e corpo, tão imediatamente quando ele fez Adão"; e que, portanto, "todo homem vem das mãos de Deus, como propriamente aconteceu com Adão". Interpretar algumas escrituras, de maneira a afirmar isto, é fazer com que elas contradigam plenamente outras escrituras. Deus fez Adão, através da criação imediata: Ele não criou todo homem desta forma, ou algum homem, além dele. Adão veio diretamente das mãos de Deus, sem a intervenção de alguma criatura. Todo homem vem assim, das mãos de Deus? Nenhuma criatura agora intervém? "Mas, se Deus produz a natureza de cada homem no útero, ele deve produzi-la com todas as qualidades que pertencem àquela natureza, como ela é, então, e assim produziu". Então, se Deus produz a ação de todo homem no mundo, ele deve produzi-la com todas as qualidades que pertencem àquela ação, como ela é, então, e assim produziu. "Porque é impossível que Deus possa produzir nossa natureza, e não produzir as qualidades que ela tem quando produzida". Porque é impossível que Deus possa produzir uma ação, e, ainda assim, não produzir as qualidades dela quando produziu. "Nenhum material pode ser feito, sem algumas qualidades. E ele deve necessariamente, logo depois que é feito, ter aquelas qualidades que o Construtor deu a ele, e nenhuma outra". Nenhuma ação pode ser produzida, sem algumas qualidades. E isto deve necessariamente, tão logo ela seja produzida, ter aquelas qualidades que o produtor deu a ela, e nenhuma outra. Veja que este argumento prova coisa alguma, afinal. Nós traçaremos isto, um pouco mais além: "Se Deus produz a natureza de todo homem, no útero, com todas as suas qualidades, então, o que quer que aquelas qualidades sejam, elas são a vontade e obra de Deus". Assim, se Deus produz a ação de cada homem, com todas as suas qualidades, então, o que quer que aquelas qualidades sejam, elas são a vontade e obra de Deus. Certamente que não. Deus (no sentido acima explicado) produz a ação que é pecadora; e, ainda assim (se eu posso considerar isto ou não) a pecaminosidade dela não é sua vontade ou obra. Ele também produz a natureza, que é pecadora; (ele supre o poder, através do qual, ela é produzida); e, ainda assim, (quer eu possa levar isto em consideração ou não), a pecaminosidade dela não é sua vontade ou obra. Eu estou tão certo disto, quanto estou de que existe um Deus; e, ainda assim, a impenetrável escuridão repousa sobre o assunto. Mas eu estou consciente que meu entendimento não pode penetrar nesta profundidade, mais do que reconciliar o livre-arbítrio do homem com a presciência de Deus. "Conseqüentemente, aquelas qualidades não podem ser pecaminosas". Esta conseqüência, não pode refrear um caso, exceto se refrear a ambos; mas, se o faz, não pode existir pecado no universo. No entanto, você prossegue: "É altamente desonroso para Deus, supor que ele está insatisfeito conosco, pelo que ele mesmo infundiu em nossa natureza". Não se admite que ele tenha "infundido pecado em nossa natureza"; não mais do que ele infunde pecado em nossas ações; embora, seja seu poder que produz nossas ações e natureza. Eu estou bem informado da distinção, de que o livre-arbítrio do homem diz respeito em um caso, mas não no outro; e que, por isto, Deus não pode ser responsabilizado pela pecaminosidade das ações humanas: Mas isto, de modo algum, remove a dificuldade. Porque: 1º. Deus não sabe o que um assassino ou adúltero está preste a fazer? Que uso ele fará daquele poder para agir, que ele não pode ter, a não ser de Deus? 2º. Ele, naquele momento, não o supre com aquele poder, por meio do qual, a ação pecaminosa é feita? Deus, portanto, produz a ação que é pecaminosa. Trata-se de sua obra, e sua vontade (porque ele opera nada, a não ser o que ele deseja); e, ainda assim, a ação pecaminosa não é sua obra, nem sua vontade. "Mas podem aquelas paixões ou inclinações ser pecaminosas, já que elas não são nem causadas, nem consentidas por mim?". Eu respondo: A malevolência, a inveja, e aquelas outras paixões e temperamentos que são manifestadamente discerníveis, até mesmo, nas criancinhas, não são certamente virtuosas, não são moralmente boas, quer você as denomine pecaminosas ou não; e é tão certo, que essas existem, antes que sejam consentidas; muito menos, causadas por aqueles que as sentem. "Mas, se o pecado é inevitável, ele não é pecado". Quer você o denomine de pecado ou não, ele é contrário à natureza de Deus, e uma transgressão de sua lei santa e boa. "Mas um mal moral natural é uma contradição; porque, se ele for natural, ele não pode ser moral". Que temperamentos contrários à natureza e a lei de Deus sejam naturais, é um ponto de experiência diária; mas, se você não escolher chamá-los de moralmente maus, pode chamá-los como lhe agradar. Tudo que eu declaro é que tais temperamentos existem em nós, antecedentes à nossa escolha. "Mas, se os pecados atuais dos homens procedem de uma natureza corrupta, eles são inevitáveis, e, conseqüentemente, não são pecados, afinal". Pecados atuais podem proceder de uma natureza corrupta, e, ainda assim, serem inevitáveis; mas, se as ações contrárias à natureza de Deus foram inevitáveis, não se seguiu que eles eram inocentes. Para a questão: "Como acontece de nossas paixões e apetites serem agora tão irregulares e fortes, de modo que uma pessoa não resiste a elas a ponto de manter-se pura e inocente?". Você responde, através de outra questão: "Como aconteceu de Adão não se manter puro e inocente?". Não existe paridade entre um caso e outro. Eu posso justificar qualquer homem cometer pecado, supondo que ele seja naturalmente honesto, tão facilmente quanto posso justificar Adão cometê-lo. Qualquer pessoa, assim como Adão, embora naturalmente inclinada a nenhum, escolheria tanto o bem quanto o mal; e, nesta suposição, ele escolheria tanto um quanto o outro. Mas o caso é extremamente diferente, se você colocar Adão de um lado, e toda a humanidade de outro. É verdade, que "a natureza do pecado não é alterada, pelo fato de ser geral". Mas o caso está muito amplamente alterado. Neste ou naquele homem ele pode "vir, exatamente como veio a Adão, por sua própria escolha e consentimento com a tentação". Mas como acontece, de todos os homens sujeitarem-se ao mal, preferivelmente ao bem? Como acontece, de todos os filhos de Adão, desde o princípio do mundo, até agora, sujeitarem-se à tentação? Como é que, em todas as épocas, a escala tomou o caminho errado, com respeito a cada homem nascido no mundo? Você não pode ver dificuldade nisto? E você pode encontrar alguma maneira de resolver esta dificuldade, a não ser, dizer com o salmista: que nós fomos "moldados na iniqüidade, e no pecado nossas mães" nos "conceberam?". 8ª. Seção:- Da Retidão Original. "Retidão Original diz-se que é 'aquela retidão moral na qual Adão foi criado. Sua razão era clara; e sentido, apetite, e paixão, subordinados a ela. Seu julgamento era incorrupto, e sua vontade tinha uma constante propensão à santidade. Ele tinha um amor supremo por seu Criador, um temor de ofendê-lo, e uma prontidão em fazer a vontade dele'. Quando Adão pecou, ele perdeu sua retidão moral, esta imagem de Deus, na qual, ele foi criado; em conseqüência do que, toda sua posteridade veio ao mundo, destituída daquela imagem". Com o objetivo de remover este equívoco, você reconsidera alguns dos textos, sobre os quais ele está alicerçado: "Não minta um ao outro, vendo que você já se desfez do velho homem, com seus feitos; e vestiu-se com o novo homem, que é renovado no conhecimento, segundo a imagem Dele que o criou". (Colossenses 3:9, 10). "Para que você se desfaça do modo de vida do velho homem, que é corrupto pela luxúria enganosa; e seja renovado no espírito de sua mente; e se revista do novo homem, que, segundo Deus, é criado na retidão e santidade verdadeiras". (Efésios 4:22-24). Sobre isto, você afirma: "'O velho' e 'o novo homem', aqui não significa um período de vida; mas o 'velho homem', significa a profissão pagã, o 'novo homem', a profissão cristã". Isto você prova: (1) De Efésios 2:15: "Cristo aboliu a inimizade, para fazer" (ou criar)"em si mesmo, de dois, um novo homem". Isto apenas significa uma nova profissão? Isto evidentemente significa uma Igreja, de Judeus e Gentios. Você prova isto: (2) De Colossenses 3:8-12, onde "o Apóstolo diz aos cristãos Colossenses, que 'agora' eles eram obrigados a se 'desfazerem da ira', e se 'revestirem de entranhas de misericórdia', para admitir o Espírito Cristão em seus corações, e praticar os deveres cristãos; por esta razão, porque eles se 'desfizeram do velho homem' e se 'revestiram do novo'. Isto mostra que 'o novo homem' era alguma coisa que eles teriam se 'revestido', e, ainda assim, serem imperfeitos na santidade pessoal e interna". Verdade; imperfeitos, por enquanto, como ainda necessitando de mais; mais "entranhas de misericórdias, mansidão, longanimidade". Mas isto não mostra que o "novo homem" não significa o princípio da santidade interna e externa. A consciência de ter recebido isto é um forte motivo para se afastar do mal, e trabalhar, em busca do crescimento contínuo de todo temperamento santo e divino; portanto, aqui igualmente, "o desfazer-se do velho homem e revestir-se do novo" não significa uma profissão exterior, mas uma mudança real, interior; uma renovação da alma, "na retidão e santidade verdadeiras". Você prova isto: (3) De Efésios 4:22-24: "Aqui", você diz, "ele considera 'o desfazer-se do velho homem' e 'revestir-se do novo', como uma obrigação. Eles fizeram isto, pela profissão, e, portanto, eram obrigados a fazer isto efetivamente". Eles fizeram isto, efetivamente. Assim todo o teor das palavras do Apóstolo conclui: "Vocês não aprenderam assim de Cristo; se assim for", antes, vendo que, "vocês foram ensinados por ele; -- para que se desfizessem do velho homem; -- e fossem renovados no espírito de suas mentes; -- e para que se revestissem do novo homem, que, segundo Deus é criado na retidão e santidade verdadeiras". (Efésios 4:20-24). O Apóstolo aqui evidentemente fala, não de uma lição que eles aprenderam, mas de uma que Deus já ensinou a eles; e disto, os exorta a caminharem merecedores da bênção que eles receberam, para serem "santos, em todo modo de vida". Mas (4) "'O revestir-se do novo homem', é uma coisa, e 'o criá-lo' é outra. Ele deve primeiro ser criado, e, então, revestir-se dele". Não; ele é criado e revestido, ao mesmo tempo; a primeira palavra, mais diretamente, se refere a Deus, que cria; a segunda, ao homem, que é criado. "Mas Deus", você diz, "'criou o novo homem', quando ele estabeleceu a dispensação evangélica, como aparecem de (Efésios 2:15) 'Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz'; (Efésios 2:19-22) 'Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus; Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito'". Eu respondo: (1) Se aqueles últimos versos são explanatórios daquela expressão: "um novo homem", no 15º. Verso, então, ele não significa uma profissão exterior, mas a única Igreja de crentes vivos em Cristo. (2) A expressão no 15º Verso não é a mesma que estamos agora considerando. Nem o significado daquela e desta expressão é o mesmo: "Um novo homem significa uma Igreja e nada mais"; "o novo homem" significa completamente uma outra coisa – a obra de Deus em todo crente individual. Você diz: (5) "'O velho homem e o novo'; e 'o novo homem sendo renovado e criado', e a 'renovação' dos Efésios, toda se refere, não a alguma corrupção da natureza, mas à recente vida pecaminosa deles". O que? O serem "renovados no espírito de suas mentes", isto se refere apenas à vida pecaminosa deles? Se você não afirmou isto, eu realmente me surpreenderia que você afirmasse rapidamente depois: "Em todos os outros lugares das Escrituras, exceto em (II Coríntios 4:16 'Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia'); 'renovar', refere-se apenas ao curso de vida depravada"; uma vez que você imediatamente se confunde, através de ambas as citações seguintes: -- "Sejam conformados a este mundo, mas sejam transformados pela renovação de suas mentes": (Romanos 12:2). Exceto se a mente for apenas outra expressão para "um curso de vida depravada". "Nós mesmos também fomos, algumas vezes, tolos, desobedientes, enganosos, servindo a diversas luxúrias e prazeres; vivendo em malícia, e inveja, detestáveis, e odiando uns aos outros". (Tito 3:3-5). Essas palavras sugerem coisa alguma, a não ser "um curso de vida depravada?", nenhuma corrupção interior, afinal? "'Mas, depois que a bondade e amor a Deus nosso Salvador, em direção ao homem, apareceram, -- Ele nos salvou, pela renovação do Espírito Santo'". Do que? De um curso de vida depravada, apenas? Mais do que isto, da "tolice" do coração também; do erro, da malícia, ódio, inveja, desejo diabólico; todas que são corrupções interiores. Você acrescenta: "De tudo isto, nós podemos reunir que: 'a criação de Deus do novo homem, segundo sua própria imagem, na retidão e santidade verdadeiras', significa seu erigir a Igreja Cristã, com uma visão a promover a retidão e santidade entre os homens. Porque 'nós somos obra de Deus, criados em Jesus Cristo, junto às boas obras'". Certamente você não cita este verso também para provar que o "renovar de nossa mente", implica nenhuma mudança interior! Isto deve ser alguma coisa mais do que uma profissão exterior, ou o reformar um curso de vida depravada, pela razão do que é dito que somos "obras de Deus, recriadas, em Jesus Cristo". Esses textos, portando, evidentemente se referem à santidade pessoal e interior; e claramente provam que esta é a principal parte daquela "imagem de Deus", na qual o homem foi originalmente criado. O outro texto que você reconsidera, é (Eclesiastes 7:20) "Deus fez ao homem reto, porém eles buscaram muitas astúcias". Mas, isto, você diz, não significa que Deus fez o homem justo; mas que ele o fez correto, como tendo, aqueles poderes, meios e encorajamentos, através de cujo uso devido, ele pode torna-se reto. Com o objetivo de provar que este é o verdadeiro significado das palavras, você afirma: 1º. "Que o homem aqui deve ser entendido de Adão, mas de toda humanidade". Isto não pode ser garantido, sem prova completa. Você afirma: (2) "Isto aparece da última parte daquela sentença: 'Eles buscaram muitas astúcias'". Adão e Eva fizeram assim, quando e depois da queda deles. Isto, portanto, prova nada. Você afirma: (3) "A palavra jashar" (que traduzimos, reto) "nem sempre deduz probidade, retidão". Mas isto é seu significado apropriado, como aparecerá a qualquer um que seriamente considere os seguintes textos:- - (1) "Quando fizeres o que for reto aos olhos do Senhor". (Deuteronômio 12:25). É tomado no mesmo sentido, versos 28 "Guarda e ouve todas estas palavras que te ordeno, para que bem te suceda a ti e a teus filhos depois de ti para sempre, quando fizeres o que for bom e reto aos olhos do Senhor teu Deus"; 13:18 "Quando ouvires a voz do SENHOR teu Deus, para guardares todos os seus mandamentos que hoje te ordeno; para fazeres o que for reto aos olhos do Senhor teu Deus"; e 21:9 "Assim tirarás o sangue inocente do meio de ti; pois farás o que é reto aos olhos do Senhor". Em todos esses textos, isto inegavelmente implica, moralmente bom, ou reto. (2) "Um Deus da verdade, e sem iniqüidade, justo e reto ele é". (Deuteronômio 32:4). "Bom e reto, é o Senhor". (Salmos 25:8). (3) "A palavra do Senhor é reto". (Salmos 33:4). "Os caminhos do Senhor são retos". (Oséas 14:9). (4) "Alegrem-se e regozijem-se, vocês retos". (Salmos 32:11). "Regozijem-se no Senhor, ó, vocês, retos". (Salmos 33:1). No mesmo sentido, ela ocorre em inúmeros lugares. Como a palavra é, portanto, propriamente aplicada ao próprio Deus, para sua palavra, sua providência, e seu povo, (em todos os casos ela deve necessariamente significar retidão) nós não podemos facilmente nos separar deste seu significado apropriado. Mas você pensa que existe uma necessidade de separar-se dela aqui, porque "dizer, Deus criou Adão reto, é afirmar uma contradição, ou o que é inconsistente com a própria natureza da retidão. Porque uma retidão forjada nele, sem seu conhecimento ou consentimento, não teria sido retidão afinal". Você pode chamar isto, por qualquer nome que você achar melhor. Mas nós devemos usar o velho nome ainda; persuadidos de que o amor a Deus governa os sentidos, apetites, e paixões, como quer ou quando quer que ele seja forjado na alma, é a verdadeira e essencial, retidão. Mais ainda: "A retidão é a ação reta". Na verdade não é. Aqui (como nós dissemos antes), está seu erro fundamental. Ela é um estado correto de mente; ou um complexo de todos os temperamentos retos. Por necessidade de observar isto, você diz: "Adão não poderia agir, antes que ele fosse criado. Portanto, ele deveria existir, e usar seus poderes intelectuais, antes que ele fosse reto". "Mas, de acordo com este raciocínio", como Dr. Jennings observa: "Cristo não poderia ser justo, quando do seu nascimento". Você responde: "Ele existia antes que fosse feito carne". Eu respondo. Ele existia, -- como Deus. Mas o homem Jesus Cristo, não.Nem, portanto, ele usou de seus poderes intelectuais. De acordo com seu raciocínio, então, o homem Jesus Cristo não seria reto em seu nascimento. O Doutor acrescenta: "Mais ainda, de acordo com este raciocínio, Deus não poderia ser reto desde a eternidade? Porque ele deveria existir, antes que ele fosse reto". (Vindicação de Jenning). Você responde: "Meu raciocínio se manteria, até mesmo, com respeito a Deus, fosse verdade que ele, alguma vez, começou a existir. Mas, nem a existência, nem a santidade de Deus foi anterior uma a outra". (Suplemento de Taylor). Mais do que isto, se a existência não fosse anterior a sua santidade; se ele não existisse antes que fosse santo, sua afirmação, de que todo ser deve existir antes, é justa, mas não verdadeira. Além disto, (para continuar no seu raciocínio um pouco mais além) se "Deus sempre existiu", ainda assim, exceto se você puder provar que ele sempre agiu, isto não esclarecerá seu argumento. Porque, que ele exista há milhões de eras, ele não poderia ser justo (de acordo com sua máxima), antes que ele agisse correto. Apenas uma palavra mais sobre este artigo: Você diz: "Meu raciocínio se confirmaria, até mesmo com respeito a Deus, fosse verdade que ele, alguma vez, começou a existir". Então, eu pergunto, concernente ao Filho de Deus: Ele, alguma vez, começou a existir? Se, não, ele é o único Deus eterno; (porque não pode haver duas eternidades); se ele começou, e seu raciocínio se confirma, quando ele começou a existir ele não era reto. "Mas João diz: 'Ele que pratica a retidão é reto". Ainda assim, é óbvio que ele é, através do seu executar ou praticar a "retidão". "Mas, onde as Escrituras falam uma palavra de retidão infundida em nós". Onde elas falam do "amor a Deus" (a essência da retidão) "espalhado por todo nossos corações". E Deus não pode, através de seu onipotente poder, infundir alguns bons temperamentos em nós? Você responde: "Não; -- nenhum ser pode fazer isto por nós; o que não pode ser feito, afinal, sem a nossa própria escolha, e o efeito de nosso próprio empenho e exercício. Mas todos os nossos bons temperamentos são efeitos de nosso próprio empenho e exercício; do contrário, eles não poderiam existir, afinal". Não. Então, é certo que eles não podem existir, afinal. Porque nem a humildade, mansidão, longanimidade, nem qualquer outro bom temperamento, podem, alguma vez, ser efeito de meu próprio empenho e exercício. Mas eu verdadeiramente acredito que eles podem ser o efeito do Espírito de Deus, operando em mim o que quer que agrade a Ele. Veja (Isaías 26:12) "Senhor, tu nos dará a paz, porque tu és o que fizeste em nós todas as nossas obras". Você acrescenta: "A coisa não pode existir, exceto que escolhamos; porque nossa escolha de fazer o que é certo, é a mesma coisa que é para existir". Não; a coisa que é para existir é, um estado correto de mente. E é certo que Deus pode dar isto a qualquer criatura, no primeiro momento de sua existência. Mais ainda, pode-se questionar, se Deus pode criar um ser inteligente em qualquer outro estado. "Mas um hábito é obtido por atos repetidos. Portanto, os hábitos de retidão não poderiam ser criados no homem". Isto é meramente brincar com as palavras! Ele seria, ele foi, criado cheio de amor, Agora, se você chama isto de hábito ou não, ele é a soma de toda retidão. "Mas este amor está tanto sob o governo de minha vontade, quanto não". Ele está. O amor a Deus que Adão desfrutou, estava sob o governo de sua vontade. "Mas, se for assim, isto seria reto, apenas na medida em que aplicado à ação correta no coração e vida". Pare por aqui. O amor de Deus é retidão, no momento em que ele existe na alma; e ele deve existir antes que possa ser aplicado à ação. Assim sendo, ele era retidão em Adão, no momento em que ele foi criado. E, ainda assim, ele tinha um poder para seguir os preceitos daquele amor (em cujo caso sua retidão teria durado para sempre), ou agir contrário a ele; mas o amor era retidão ainda, embora não fosse irresistível. "Eu acrescentaria, que a inclinação de Adão para o pecado (porque ele não poderia pecar, sem uma inclinação pecaminosa) devia ser tão forte, quanto a superar sua (suposta) propensão inata à santidade; e, tão, maligna, de maneira a expulsar aquele princípio, de imediato, e totalmente. Conseqüentemente, o supor que a retidão original era consistente com a propensão pecaminosa, vastamente mais forte e mais maligna do que alguma vez foi ou poderá ser em alguém de sua posteridade, que não pode pecar contra tal resistência, ou com tais conseqüências terríveis. Assim, a retidão original em Adão prova ser muito pior do que o pecado original em sua posteridade". Eu considerei seu argumento largamente, para que ele possa aparecer em toda sua força. Agora, vamos vê-lo mais minuciosamente: 1. "Adão não poderia pecar sem uma inclinação pecaminosa". A sentença é ambígua. Tanto ela pode significar: "Adão não poderia fazer uma má escolha, sem algum temperamento pecaminoso precedente", e neste sentido é falso; ou "Ele não poderia cometer pecado exterior, sem primeiro estar disposto, ou seja, escolher assim fazer". 2. "Esta inclinação pecaminosa dele (ou temperamento) era tão forte quanto dominar sua propensão inata à santidade". Não foi uma inclinação pecaminosa (neste sentido) que dominou sua propensão à santidade; mas uma forte tentação de fora: Quão forte, e as circunstâncias dela, nós não sabemos. 3. "Esta sua inclinação pecaminosa era tão maligna, a ponto de expulsar o princípio imediatamente, e totalmente". Não através de alguma inclinação pecaminosa, mas por submeter-se à tentação, ele perdeu o amor e a imagem de Deus. Mas se isto foi totalmente, e de imediato, nós não temos autoridade para afirmar. 4. "Conseqüentemente, a retidão original em Adão era consistente com a propensão pecaminosa, amplamente mais forte, e mais maligna, do que alguma vez foi, ou poderá ser em alguém de sua posteridade". Ela era consistente com nenhuma propensão pecaminosa, afinal, mas meramente com um poder de submeter-se à tentação. Ela declinou na mesma proporção, e através dos mesmos graus, assim que ele verdadeiramente submeteu-se a isto. E quando ele se submeteu inteiramente, e comeu do fruto, a retidão original não existia mais. Portanto, a Quinta Proposição: "Assim a retidão original prova ser muito pior do que o pecado original", é floreio. Que figura este justo argumento cria, agora está virado às avessas! De tudo isto, pode parecer que a doutrina da retidão original (assim como aquela do pecado original) tem um firme fundamento nas Escrituras, assim como nos atributos de um sábio, santo, e gracioso Deus. Como você não oferece algum novo argumento em sua conclusão, eu não preciso gastar algum tempo nela. Você acrescenta as observações sobre as adições do Dr. Watts, ao livro dele. Algumas dessas merecem uma série consideração: -- 1º. Tanto o novo homem criado amou Deus supremamente, quanto não. Se não amou, ele não era inocente; uma vez que a própria lei e a luz da natureza requerem tal amor a Deus. Se ele amou, ele estava disposto para todo ato de obediência. E isto é a santidade verdadeira de coração. Você responde, (em muitas palavras). "O novo homem criado não amou a Deus supremamente. Porque, antes que ele pudesse amar a Deus, as profundezas de sua mente deveria ter sido completamente terminada e verdadeiramente exercitada". E, sem dúvida, no mesmo momento em que ele foi criado, elas foram completamente terminadas e verdadeiramente exercitadas também. Porque o homem não foi gradualmente formado por Deus, como uma estátua é por um artífice humano, mas "Ele falou a palavra, e eles foram feitos. Ele ordenou, e eles foram criados". E como a luz e calor não existiam, subseqüente à criação do sol, mas começaram a existir com ele, então, no momento em que ele existiu, ele brilhou; assim a luz espiritual e calor, conhecimento e amor, não eram subseqüentes à criação do homem, mas começam a existir junto com ele. No momento em que ele existiu, ele conheceu e amou. 2º. Se a nova criatura não tinha uma propensão para amar e obedecer a Deus, mas estava em um estado de mera indiferença para o bem ou o mal, então, sua existência a colocada em tal união com a carne e sangue, em meio a milhares de tentações, teria sido uma preponderância para o lado do vicio. Mas nossa razão nunca poderá supor que Deus, o sábio, justo, e bom, teria colocado uma nova criatura criada em tal situação. Este argumento não pode ser respondido, exceto se ele puder ser mostrado, tanto: (1) Que em tal situação não teria havido uma preponderância para o lado do vício, ou (2) Que atar a nova criatura em uma situação onde existia tal preponderância, era consistente com a sabedoria, justiça e bondade de Deus. Mas, em vez de mostrar, ou mesmo tentar mostrar, isto, você debilmente diz: "Eu não acho a razão do homem, de qualquer maneira, são suficientes para dirigir Deus, em que condições criar agentes morais". (ò, se você tivesse sempre pensado assim! Quanto raciocínio inútil, sim, prejudicial, tinha então sido poupado!) "Mas, como quer que as propensões e tentações de Adão fossem equilibradas, ele tinha liberdade para escolher o mal, assim como o bem". Ele tinha. Mas esta não é resposta para o argumento, que, como o primeiro, permanece em sua força completa. Como poderia um Deus sábio, justo, e bom, colocar sua criatura em tal estado, como aquele em que o prato da balança de mal preponderasse? Embora seja admitido, ele é, de certa forma, livre ainda; o outro prato não "pendia de um lado". 3º. Não obstante, todos os sofismas que têm se levantado, ainda assim, se esses dois textos (Efésios 4:24 "E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade"; Colossenses 3:10 "E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou") são considerados juntos, o significado óbvio deles irá atingir um leitor honesto e imparcial, o novo homem, ou o princípio da religião verdadeira no coração, é criado por Deus, segundo a sua imagem moral, naquela retidão e santidade verdadeira em que o homem foi a princípio criado. Você responde: "Eu tenho me esforçado para provar o contrário; ele não se oferece para indicar algum erro em minhas interpretações". Eu indiquei mais do que um. 4º. Se essas são as qualificações com as quais tal nova criatura seria dotada; e essas as circunstâncias, nas quais, da sabedoria, justiça e bondade de Deus, poderíamos esperar que ele fosse situado, então, pela cuidadosa avaliação do que o homem é agora, comparado com o que ele seria, nós podemos facilmente determinar, se o homem é, no momento, tal criatura, como o grande e abençoado Deus criou, a princípio. Você responde em abundância de palavras, a soma das quais é esta: "Nossas circunstâncias são, sobre o todo, muito melhores dos que as de Adão eram; porque ele estava sob aquela lei severa: 'Transgrida e morra'". Ele estava, sim; mas isto não prova o ponto ainda; equilibrando esta simples desvantagem (se tal ela foi, porque até mesmo isto pode ser discutido), com as numerosas vantagens que ele possuía, com a santidade e felicidade que ele desfrutava, e deveria desfrutar para sempre, de modo algum, parece que as circunstâncias atuais da humanidade em geral são melhores do que as de Adão foram. 5º. Deus não deu a Noé domínio sobre as criaturas brutas, de uma maneira tão ampla, como ele fez com Adão. Temor, de fato, caiu sobre os animais; mas isto não suficientemente preserva o homem do ultraje deles. No estado inocente, nenhum homem teria sido envenenado ou estraçalhado por serpentes e leões como agora. Você responde: "A segunda concessão transcorre: -- 'O temor e o terror de você deve ser sobre todo animal do campo, e toda ave do céu, e tudo que se move sobre a terra, e todos os peixes do mar; nas suas mãos serão entregues. Todas as coisas que se movem e vive deverá ser alimento para você: Assim como as ervas verdes, eu dei a você todas as coisas'. Agora, esta concessão é mais extensiva do que a primeira". Ela é; como para alimento; mas não para domínio. A liberdade de comer um animal não necessariamente implica algum domínio sobre ele, afinal. "Mas o 'temor' e 'terror' de todo animal são os efeitos do domínio do homem, e a sujeição dos brutos". Não; nem o medo necessariamente implica domínio. Eu posso temer o que não tem domínio sobre mim, e a que eu não estou sujeito. E esses animais podem me temer, sobre os quais, não obstante, eu não tenho domínio, nem eles estão sujeitos a mim. Eu temo cada víbora; sim, toda cobra venenosa; e elas temem a mim: Ainda assim, nenhum tem domínio sobre o outro. Portanto, temor e terror podem existir, em um grau elevado; e ainda não ser domínio, afinal. Mas eles estão "todos entregues em nossas mãos". Sim, "por alimento"; como as próprias palavras explicam aquela expressão. O que quer que ela possa ser "significa em outras escrituras", o significado dela aqui é claro e certo. 6º. Deus exporia as obras puras e inocentes de suas mãos a tais riscos e misérias como as que provêm dos ursos, tigres, serpentes, precipícios, vulcões, etc? Você responde: "Ele expôs o inocente Adão a um risco e miséria maior do que todos esses colocados juntos, até mesmo a um diabo tentador". Eu respondo: (1) Isto não implicou alguma miséria inevitável, afinal. (2) Isto implicou não mais perigo do que Deus viu necessário, como um teste de sua obediência. Portanto, este não é um caso paralelo: Assim, este argumento também permanece irrespondível. 7º. Tem sido dito, de fato: "Se Adão caiu no pecado, embora ele fosse inocente, então, em meio a milhões de criaturas, todas pecariam, embora estivessem tão inocentes quanto Adão". Eu respondo: existe uma possibilidade do fato; mas a probabilidade disto é um milhão para uma. Eu provo isto assim: Se um milhão de criaturas fossem feitas em uma igual probabilidade de permanecerem ou caírem; e se todos os números, de um até um milhão inclusive, fossem colocados em uma série, é plenamente um milhão para uma para que qualquer um único número proposto desta multidão caísse. Agora, a soma total é um desses números, ou seja, o último deles. Conseqüentemente, é um milhão para um contra a suposição de que todo o número de homens cairia. E este argumento se tornará, até dez mil vezes, mais convincente, se nós supormos dez milhões terem vivido desde a criação. Seu argumento fica assim: "Se não podemos inferir da transgressão de Adão que sua natureza era originalmente corrupta, não podemos inferir das transgressões de toda humanidade, que a natureza deles seja originalmente corrupta". É respondido: se um milhão de criaturas fossem feitas em uma igual probabilidade de permanecerem ou caírem, é um milhão para uma de que elas não cairiam todas. Você contesta: "Esta não é resposta para meu argumento". Certamente que é; e uma resposta direta. Que um homem pecou, não prova que ele tinha uma natureza corrupta. Por que? Porque (supondo que ele seja livre para escolher o bem ou o mal) seria tão provável que ele pecaria, quanto não, não existindo probabilidade de um lado ou do outro; mas que todos os homens poderiam pecar, isto não prova que eles têm uma natureza corrupta; porque não é tão provável que todos pecassem, quanto que um homem pudesse; as probabilidades contra é de um milhão, ou antes, dez milhões, para uma. Portanto, nós devemos tanto admitir que a humanidade esteja mais envolvida com o mal do que com o bem, ou devemos manter a suposição tão altamente improvável que chega perto de uma completa impossibilidade. E até ai, você mesmo não pode deixar de admitir: "O raciocínio pode confirmar, onde todas as circunstâncias concordam em tornar a probabilidade igual, com respeito a cada indivíduo neste milhão suposto". E como pode a probabilidade ser outra do que igual, se cada indivíduo for tão sábio e tão bom quanto Adão? "Mas ser igual ou não", você diz, "o caso não é para ser considerado, pelas leis de igual probabilidade, mas de infecção. Porque, quando o pecado entrou uma vez no corpo do homem, ele foi em frente, não de acordo com as leis do acaso", (isto precisamente é o mesmo que igual probabilidade?) "mas as leis, que se pode dizer, da infecção". Mas como o pecado entrou no corpo dos homens? Esta é a própria questão. Supondo, primeiro, um corpo de pecadores, o pecado "pode assumir a natureza de um contágio". Mas a dificuldade se coloca contra supor algum corpo de pecadores, afinal. Você diz, de fato: "Um pecador produz outro, como a serpente seduziu Eva: O primeiro pecado e pecado, sendo como um 'pequeno fermento que leveda toda a massa'". Tudo isto eu posso entender, supondo-se que nossa natureza esteja inclinada ao mal. Mas, se não, porque um bom homem não produz outro, como naturalmente um pecador produz outro, e, por que a retidão não se espalha tão facilmente e tão amplamente em meio à humanidade como a maldade? Por que este "fermento" não "fermenta toda a massa?", tão freqüente, quanto prontamente, e tão totalmente, como o outro? Essas leis de infecção, assim chamadas, portanto, não lhe servem. Porque, para trazer o assunto ainda mais para o ponto, suponha que Adão e Eva, recentemente infectados pelo pecado; eles não tenham a quem infectar, porque não têm filho. Mais tarde, eles se arrependem, e encontram misericórdia. Então, Caim nasce. Agora, certamente, nem Adão, nem Eva o infectariam, tendo sofrido tão severamente pelos próprios pecados; do qual, portanto, eles precisam protegê-lo! Como, então, ele se veio a ser um pecador? "Ó, por sua própria escolha; assim como Sem era justo". Bem; mais tarde, ambos, o perverso Caim e o bom Sem geraram filhos e filhas. Agora, não foi exatamente tão provável que um infectasse seus filhos com a bondade, assim como o outro com a maldade? Como aconteceu, então, de Caim transmitir perversidade, não mais do que Sem transmitir virtude? Se você diz: "Sem transmitiu virtude; sua posteridade era virtuosa, até que eles se misturaram com a perversidade da descendência de Caim". Eu respondo: (1) Como isto aparece? Como você prova que toda a posteridade de Sem fosse virtuosa? Mas (2) Se eles eram, por que esta mistura não emendou a perversidade, em vez de corromper a virtude? Se nossa natureza está igualmente inclinada à virtude e perversidade, a perversidade não é mais contagiosa do que a virtude. Como, então, aconteceu da perversidade prevalecer totalmente sobre a virtude, de maneira que "toda a carne corrompeu-se diante do Senhor?". Contágio e infecção são nada para o propósito, vendo-se que eles propagariam o bem, assim como o mal. Vamos seguir um passo além: Oito pessoas apenas foram salvas do dilúvio geral. Nós temos razão para crer que quatro, pelo menos, eram pessoas totalmente virtuosas. Como, então, aconteceu da perversidade ter a maioria novamente em meio aos novos habitantes da terra? Tivesse a natureza do homem inclinada a nenhuma, a virtude mais certamente teria tantos partidários quanto a perversidade. Mais do que isto, supondo-se que o homem, uma criatura racional, e supondo-se que a virtude fosse concordante com a mais elevada razão, de acordo com todas as regras de probabilidade, a maioria da humanidade deveria, em todas as épocas, ter estado do lado da virtude. 8. Alguns têm computado um largo catálogo de exemplos da divina bondade, e fariam disto uma prova tão evidente de que a humanidade se encontra no favor de Deus, quanto todas as outras instâncias são da degeneração do homem, e a ira de Deus contra ele. Mas é fácil responder: A bondade de Deus pode incliná-lo a conceder milhares de generosidades sobre os criminosos; mas sua justiça e bondade não o permitiram infligir miséria, de maneira tão universal, onde não existe pecado para merecê-la, tanto nos pais quanto nos filhos. Você responde: "Existe mais do que suficiente pecado em meio a humanidade, para merecer todos os sofrimentos infligidos por Deus sobre eles. E as Escrituras representam aqueles sofrimentos como disciplinários, para correção e reforma". O que, todos os sofrimentos de toda humanidade? Isto, de maneira alguma se pode admitir. Onde as Escrituras dizem que todos os sofrimentos, aqueles das crianças, em específico, são puramente disciplinários, e pretendidos apenas "para correção e reforma?". Nem isto pode ser reconciliado a respeito do fato. Como os sofrimentos das crianças gregas e romanas tendem à correção e reforma delas? Nem eles visam a correção ou reforma de seus pais, ou de algumas outras pessoas sob o céu. E, assim como para os adultos: Se o sofrimento universal é uma prova do pecado universal, e o pecado universal não pode tomar lugar, exceto se os homens forem naturalmente propensos ao mal, então, os sofrimentos presentes da humanidade são uma clara e forte evidência de que a natureza deles é inclinada ao mal. 9. Não obstante todas as provisões de Deus para o bem do homem, ainda assim, as Escrituras representam o homem, enquanto ele está em seu estado caído, como destituído do favor de Deus, e sem esperança. Você responde: "Como os homens podem ser destituídos do favor de Deus, quando ele concedeu a eles um redentor?". Por destituído do favor de Deus, nós queremos dizer, filhos da ira, objetos do desprazer de Deus; e porque eles eram assim, o Redentor foi dado a eles, para reconciliá-los com Deus, através de seu próprio sangue; mas, não obstante isto, enquanto nós e eles estávamos em nosso estado caído, nós éramos todos objetos do desprazer de Deus. "Mas como eles podem estar sem esperança, quando ele 'tem dado esperança da vida eterna?'". Todos os homens que nasceram de novo; nasceram de Deus, estão sem esperança até hoje. Deus, na verdade, "tem dado", mas eles não têm aceito, "a esperança da vida eterna". Conseqüentemente, o grosso da humanidade está ainda, tão nula de esperança, quanto estão as bestas que perecem. E, assim, (as Escrituras declaram) estão todos os homens, pela natureza, qualquer que seja a diferença que a graça possa fazer. "Pela natureza", todos são "filhos da ira, sem esperança, sem Deus no mundo". 10. Escreve do sincero senso de sua própria mente e consciência, aquele que impõe a expressão: "Adão foi testado por todos nós", como exemplo de "que nenhum de nós está em estado de prova agora, mas Adão apenas foi testado, em nosso lugar?". Nós reconhecemos e garantimos que todos os homens estão agora em um estado de prova; mas trata-se da base de uma nova aliança. Você responde: "O que pode ser mais evidente, do que, de acordo com este esquema, Adão apenas deveria ser testado por todos nós, e que nenhuma posteridade de Adão passaria por prova pessoal?". Você não vê a ambigüidade na palavra apenas. Ou você vê e dissimula? Watts supõe que Adão apenas, ou seja, esta única pessoa, foi provada, no lugar de todos os homens. Não se segue disto, conseqüentemente, que apenas Adão, ou seja, nenhuma outra pessoa, esteve alguma vez, em prova? Novamente: Se nenhuma pessoa, a não ser Adão foi provado por todos os homens, conseqüentemente, "nenhuma pessoa, a não ser Adão esteve em prova, afinal?". É realmente difícil pensar que você aqui "fale de um senso sincero de sua própria mente e consciência". E você prossegue: "Ele supõe que toda a humanidade esteja ainda sob a aliança original com Adão, e, desta forma, ele apenas foi provado por todos nós, e ninguém de sua posteridade passou por prova pessoal". Você mesmo acrescenta: "Eu sei que ele reconhece que nós estamos sob prova pessoal, e que toda a humanidade está sob a aliança da graça; mas como pode qualquer uma dessas consistir com o plano?". Ambos consistem com isto, perfeitamente bem. (1) Adão apenas, ou simplesmente, esteve, de alguma forma, sob prova por toda a humanidade, de acordo com o teor da velha aliança: "Faça isto e viva". (2) Adão caiu, e, por meio disto, a sentença de morte veio sobre ele, para toda sua posteridade. (3) A nova aliança foi dada, através da qual, toda a humanidade foi colocada à prova; ainda assim, (4) a morte, a penalidade da velha aliança, veio (mais ou menos) sobre toda a humanidade. Agora, tudo isto é bem consistente consigo mesmo, assim como com o teor das Escrituras. 11. A humanidade é representada como um corpo coletivo, em diversos versos do Capítulo 5º. de Romanos. Você responde: "Paulo sempre distingue entre Adão e todos os homens, sua posteridade, e não considera Adão com todos os homens, como uma criatura". O que acontece, então? Isto não prova que ele não representa a humanidade (a posteridade de Adão), como um corpo coletivo. 12. Tudo isto que está contido na bênção dada a Noé é consistente com a maldição que veio sobre todos os homens, através do primeiro pecado. Mas aquela maldição não é consistente com a bênção original que foi dada a Adão. Você responde: "A benção dada a Noé foi a mesma que foi dada a Adão". Isto é evidentemente falso. A bênção que foi dada a Adão incluía: (1) Livramento da dor e morte. (2) Domínio sobre toda a criatura bruta. Mas aquela dada a Noé incluía nenhuma. Ainda assim, você afirma: "Ela é renovada a Adão, sem alguma maneira de alteração, depois que a dor e a morte foram introduzidas no mundo!". E a dor e a morte, então, não significa uma maneira de alteração? 13. O domínio sobre os brutos, dados a Adão não foi dado a Noé. Sua resposta: "Nosso matarmos e nos alimentarmos deles é a mais elevada instância de domínio sobre eles". Não é exemplo disto, afinal. Eu posso matar um urso, e então, comê-lo; ainda assim, eu não tenho domínio, exceto se for sobre sua carcaça. Parte IV – Excertos do Dr. Watts e Sr. Hebden Eu tenho considerado o que é material em sua "Doutrina do Pecado Original", com o "Suplemento, e Réplica para o Dr. Watts". E isto, eu propositadamente fiz, antes de ler o livro dos doutores. Mas como eu fiquei surpreso ao lê-lo, ao observar a maneira com que você o tratou, o que eu não pude ser juiz antes! A estrutura que ele tinha tão bela e fortemente unida, você desuniu e fez em pedaços, e nos deu nada, a não ser fragmentos destroçados, dos quais é impossível formar algum julgamento do todo. Com este objetivo, no entanto, o de fazer justiça àquele grande e bom homem, assim como ao seu argumento, eu anexo um extrato daquela obra, até onde, diretamente afeta a questão principal. Eu anexo este, e os seguintes extratos, por essas duas razões: 1º. Porque o que foi feito antes, sendo puramente argumentativo, é insípido, e menos proveitoso à generalidade de leitores: 2º. Porque eles contêm um esquema uniforme, conectado da grande doutrina que eu tenho defendido até aqui; e que, depois das objeções terem sido removidas do caminho, podem ser mais claramente entendida e firmemente abraçada. INTRODUÇÃO: "O homem é uma criatura feita de um corpo animal e uma mente racional, tão unida, de maneira a agirem em uma correspondência mútua, de acordo com certas leis apontadas por seu Criador. Agora, suponha que o abençoado Deus, que é perfeito na sabedoria e poder, na justiça e bondade, formassem tal nova criatura, com quais qualificações poderíamos conceber que tal criatura seria dotada, sendo ele um Ser, de tal bondade, justiça, e sabedoria?". (Queda e Recuperação da Humanidade). 1º. "Nós não podemos deixar de conceber, que ele deve ter uma perfeição de poderes naturais, tanto do corpo quanto do espírito, igualmente, unidos, e adequados às suas circunstâncias presentes". "Não que precisemos imaginar, que ele fosse um ser tão perfeito quanto Deus poderia fazê-lo: Porque a sabedoria de Deus plenamente designou dispor-se em diferentes níveis e ordens de sua criação. Nem é razoável supor que o homem fosse feito, a princípio, com tais perfeições sublimes, a que ele mesmo poderia, mais tarde, chegar, através de um sábio aperfeiçoamento de seus poderes. Mas ainda assim, a criatura que foi designada a carregar a mais próxima semelhança com seu Criador, neste mundo inferior, deve ter poderes perfeitamente suficientes para seu presente, assim como existência e ação naquele estado em que Deus o colocou. Todos os seus sentidos devem ser claros e fortes, seus pulmões vigorosos, e ativos, seu corpo saudável, em todas as partes internas e externas dele; e todo poder natural em sua ordem própria". "Porque Deus certamente formaria tal criatura em um estado de perfeita comodidade, sem qualquer enfermidade original da natureza, a trazer-lhe dor ou tristeza. Nem haveria alguma tendência em seu corpo para dor ou enfermidade, enquanto ele permanecesse sem pecado". "E como os poderes de seu corpo deveriam ser assim perfeitos, então as faculdades de sua alma deveriam ter a perfeição delas também. Seu entendimento deveria ter conhecimento de Deus e suas criaturas, o que seria necessário para sua felicidade. Não que ele fosse formado com todo o conhecimento nas artes e ciências, mas tal que fosse requisito para sua paz e bem-estar. Sua razão deveria ser clara, seu julgamento incorrupto, e sua consciência justa e sensível". "Isto me conduz a falar de sua perfeição moral. Uma criatura racional, assim feita, deveria não apenas ser inocente, como uma árvore, mas ser formada santa. Sua vontade deveria ter uma propensão interior para a virtude; ele deveria ter uma inclinação a agradar aquele Deus que o fez, um amor supremo ao seu Criador, um zelo para servi-lo, e um temor terno de ofendê-lo". "Porque, ou o novo homem criado amou a Deus supremamente, ou não; se ele não amou, ele não era inocente, uma vez que a lei da natureza requer um amor supremo a Deus; se ele amou, ele permaneceu pronto para todo ato de obediência: E isto é a verdadeira santidade do coração. E, de fato, sem isto, como um Deus de santidade poderia amar a obra de suas próprias mãos?". "Deveria existir também nesta criatura uma objeção regular dos poderes inferiores aos superiores. Sentido, e apetite, e paixão, deveriam estar sujeitos à razão. A mente deveria ter um poder para governar essas faculdades inferiores, para que ele não ofendesse a lei de sua criação". "Ele deveria também ter seu coração incrustado com o amor às criaturas, especialmente aquelas de suas própria espécie, se ele fosse colocado em meio a elas; e com um principio de honestidade e verdade em lidar com elas; e, se muitas dessas criaturas foram feitas, ao mesmo tempo, não haveria orgulho, malícia, inveja, nenhuma falsidade, nenhuma rixa ou contendas entre elas, mas tudo harmonia e amor". "Esta retidão universal, que é a imagem moral de Deus, está longe da mais nobre parte daquela imagem na qual Moisés descreve o homem ter sido originalmente criado. O mesmo escritor nos assegura que, quando Deus inspecionou suas obras, ele as declarou, 'muito boas', de acordo com o que, Salomão nos assegura de que Deus 'fez o homem justo'". "É verdade, que a imagem natural de Deus, na qual o homem foi criado, consistiu em sua natureza espiritual, inteligente e imortal; e sua imagem política, (se eu posso assim falar), em seu ser senhor desta criação inferior. Mas os princípios da moral, parte de sua imagem, nós aprendemos de Paulo, ter sido a retidão da natureza do homem; que, em sua Epístola aos Efésios (4:24), diz que a imagem de Deus, na qual o homem deve ser renovado, e, conseqüentemente, na qual ele foi feito, consiste 'na retidão e santidade verdadeira'". 2º. "Da justiça e bondade de Deus, nós podemos deduzir que, embora o homem fosse feito livre, com um poder para escolher tanto o mal quanto o bem, de maneira que ele poderia ser colocado em um estado de provação, ainda assim, ele teria completa suficiência de poder para preservar-se no amor e obediência a seu Criador, e a guardar-se contra toda tentação". 3º. "É altamente provável, da bondade de Deus, que tal criatura seria feita imortal: É verdade, que o grande Deus, como soberano Senhor de suas criaturas, poderia tirar fora que ele tinha dado; mas é muito difícil supor que ele alguma vez teria destruído uma criatura inteligente que tivesse continuado a servi-lo e agradá-lo". "É provável também que ele fosse dotado com um poder de chegar em graus mais altos de excelência e felicidade do que aqueles, nos quais ele foi primeiro formado; e, por meio disto, ele era grandemente encorajado, tanto para vigiar contra todo pecado, e a usar de todo zelo e diligência no melhorar os poderes que ele tinha recebido". 4º. "Nós podemos acrescentar, que a habitação na qual um Deus de infinita bondade colocaria tal inocente e santa criatura, seria guarnecida com todas as coisas necessárias e conveniências da vida, e preparada para seu deleite, assim como segurança. E assim, Moisés nos diz que o primeiro par criado foi colocado no Éden, um jardim de prazer; e feitos senhores de tudo que nele havia, de todas as criaturas, animal e vegetal, que estivessem em redor deles". "Nem podemos conceber que alguma coisa destrutiva ou prejudicial pudesse ser encontrada nesta habitação prazerosa, mas que o homem tivesse suficiente conhecimento, com suficiente poder para opor-se a ela ou evitá-la". 5º. "E se esta criatura tinha poder para propagar seu tipo, o filho deveria ser inocente e santo, e igualmente capaz de preservar-se na virtude e felicidade". "Agora, se nós podemos julgar da sabedoria, justiça e bondade de Deus, que essas são as qualificações com as quais tal nova criatura seria dotada, essas as circunstâncias nas quais ele se situaria; então, através de uma cuidadosa verificação do que a humanidade é agora, nós podemos facilmente julgar, se o homem é agora tal criatura como o grande e abençoado Deus o fez a princípio. E este é o assunto do questionamento a seguir". 1ª. QUESTÃO: "O homem, em suas circunstâncias atuais, é tal criatura, como ele veio das mãos de Deus, seu Criador?". "Nós podemos derivar uma completa resposta para esta pergunta das seguintes considerações": 1º. "Esta terra, que foi designada para a habitação do homem, carrega evidentes marcas de ruína e desolação, e não parecer ser ordenada, em sua presente forma e circunstâncias, para a habitação de seres inocentes; mas é aparentemente adequada para a habitação de criaturas, degeneradas, e caídas de Deus". "Admite-se que a beleza e ordem deste mundo mais baixo, até mesmo em sua atual constituição, e a maravilhosa textura, composição, e harmonia das diversas partes dele, ambos no ar, terra, e mar, ainda ilustrativamente dispõem o poder, sabedoria, e bondade de seu Criador. Ainda assim, deve-se admitir também que existem provas evidentes dos terrores da sua justiça, e da execução de sua vingança". "A forma atual da terra, em suas divisões e mares e costas, não é rude e irregular, abrupta e horrível? Examine um mapa-múndi, e responda, a forma dele atinge seus olhos, com alguma beleza natural e harmoniosa? Antes, ele não exibe a idéia de ruína e confusão? Viaje pelas regiões deste globo, ou visite as diversas partes desta ilha, -- que aparências variadas de um mundo arruinado! Que vastidão de montanhas danificadas, dependuradas sobre as cabeças dos viajantes! Que estupendos despenhadeiros, e promontórios se levantam, -- íngremes e medonhos de observar! Que precipícios horríveis, -- que nos causam tontura ao olhamos para baixo, estão prontos a nos seduzirem para a destruição!". "Que imensa extensão existe em muitas regiões de solo devastado e estéril! Que vastos e quase intransitáveis desertos! Que amplos e traiçoeiros pântanos, que, uma vez, causaram mortes e ameaçaram viajantes! Que enormes cavernas ruinosas, profundas e largas, suficientemente grandes para enterrar cidades inteiras!". "Que ameaçadores dilúvios, em uma estação de grandes chuvas, vem rolando as colinas, arrastando todas as coisas diante deles, e espalhando vasta desolação! Que cachoeiras extraordinárias, em diversas partes do globo! Que montanhas flamejantes, em cujas cavernas existem lagos de fogo líquido, prontos a irromperem nas terras mais baixas! Ou eles são uma mera concha de terra, cobrindo cavidades prodigiosas de fumaça, e fornalhas de chamas; e parecem esperar um comando divino, para romper-se interiormente, e enterrar cidades e províncias em ruína de fogo". "Que tesouros ativos de vento estão confinados nas entranhas da terra, prontos a irromperem em amplos e surpreendentes danos! Que enormes torrentes de água apressam-se e gemem, através dos abismos do globo que pisamos! Que sons terríveis e de aparências ameaçadoras dos reinos dos meteoros no ar! Que nuvens carregadas com chamas, prontas a irromperem sobre a terra, e desestruturarem e aterrorizarem toda a natureza!". "Quando eu inspecionei tais cenas como estas, eu não pude deixar de dizer comigo mesmo: 'Certamente esta terra, nessas aparências rudes e desfiguradas, este estado desarranjado e perigoso, foi designada como uma habitação, para alguns habitantes infelizes, que transgrediram ou transgrediriam as leis de seu Criador, e mereceriam a devastação de sua mão. E ele aqui reservou seus armazéns de artilharia divina 'contra o dia da punição'". "Quão freqüentemente as terríveis ocorrências da natureza, no ar, terra, e mar, e os incidentes calamitosos nas diversas regiões, têm dado uma forte confirmação deste sentimento! Que tempestades destrutivas, nós e nossos antepassados vimos, até mesmo, nesta ilha temperada da Grã-Bretanha! Que inundações de água e explosões violentas de fogo, nós lemos a respeito nas histórias do mundo! Que convulsões chocantes do globo, estendendo para mais longe e largamente, sob as nações aterrorizadas! Que enormes fraturas das cavernas da terra, com urros tremendos, que têm preenchido seus habitantes com terror e espanto, e causado as grandes devastações! Poderia um bondoso e gracioso Ser ter originalmente formado as partes inanimadas deste mundo inferior, de maneira a produzir tais concussões mortais nele, e tais aparências desoladas, não tivesse ele designado isto para a habitação de tais criaturas que ele previu mereceriam esses golpes de sua indignação?". "E, assim, ambos Moisés e Pedro supuseram que Deus armazenou suprimentos de ruína e destruição dentro das entranhas da terra, que ele poderia abrir seus terríveis tesouros de inundação e fogo nas ocasiões apropriadas, para submergir e queimar o mundo, juntamente com os habitantes pecaminosos dele". "Agora, o grande Deus, que designou tais quantidades prodigiosas, de água e fogo, a serem reservadas nas entranhas da terra, e em meio às nuvens do céu, para tal pressuposto dia da destruição geral, indubitavelmente, também preparou os materiais de todas as tempestades e furações, terremotos, inundações, e convulsões menores da natureza; e armazenou para esses propósitos seus depósitos de vento, e correnteza, e fogo, na terra. E é esta a habitação preparada para residência dos seres puros e santos? É este o tal lugar pacífico, que um gentil Criador formaria para as criaturas inocentes? É um absurdo imaginar isto de um Deus tão sábio, tão reto, e tão misericordioso!". 2. "Vamos fazer uma vistoria dos vegetais que crescem da terra, com os animais brutos que são encontrados em sua superfície, e encontraremos mais razões para concluirmos que o homem, o principal habitante, não é tal como ele veio primeiro das mãos do seu Criador. Deve-se garantir aqui também, que a sabedoria e bondade do Criador estão espantosamente exibidas no mundo animal e vegetal, além do mais extremo alcance de nossos pensamentos ou louvores. Mas, ainda assim, nós podemos ter permissão para inquirir, se, tivesse o homem continuado inocente, em meio às numerosas ervas e flores, adequadas para seu sustento e deleite, algumas plantas ou frutos de uma natureza maligna e mortal, teriam crescido da terra, sem alguma marca clara ou precaução colocada neles". "Nós podemos supor que, em meio às raízes, ervas e árvores, boas para alimento, o grande Deus teria permitido que dano, enfermidade, e veneno mortal surgissem aqui e ali, sem qualquer distinção suficiente, para que o homem soubesse como evitá-los? Este é o caso no nosso mundo atual; a enfermidade, angústia, e morte têm entrado nas entranhas e veias de multidões, através de um erro inocente e fatal, dessas coisas perniciosas para alimento apropriado". "Existiu, de fato, 'a árvore do conhecimento', no Paraíso; mas o homem foi expressamente avisado contra ela. E, certamente teria continuado santo, nenhuma planta venenosa teria sido permitida crescer na terra, sem tanto alguma marca natural sobre ela, ou alguma divina precaução para evitá-la". "Prossiga para o mundo animal: Existem muitas criaturas, na verdade, que servem para o uso e prazer do homem. Mas não existem muitas outras espécies, que ele nem é capaz de governar, nem de resistir; e, através das quais, toda a sua raça é exposta, quando quer que eles as encontrem, ao ferimento, sofrimento e morte?". "Se o homem não pecasse, teria havido no mundo, tais criaturas como ursos e tigres, e lobos e leões, animados com tais ferocidade e ira, e armado com tais dentes e garras destrutivos? Os inocentes filhos dos homens, alguma vez, teriam sido formados para serem presas vivas desses devoradores? A vida e membros das santas criaturas seriam feitas para se tornarem montes de cadáveres agonizantes? Ou sua carne e ossos teriam sido dados para serem esmagados e chacoalhados, entre os maxilares de panteras e leopardos, tubarões e crocodilos? Que os brutos estejam satisfeitos em capturar seus próprios companheiros brutos, mas que o homem seja seu senhor e governador". "Se o homem não tivesse caído, teria havido tantas categorias de tipos de serpentes, armadas com veneno mortal? Estes danos ardilosos e efetivos teriam sido criados e enviados para habitar em um mundo de inocentes? E teria a raça de todos esses animais assassinos e destruidores se propagado, por seis mil anos, em alguma província do domínio de Deus, não estivessem seus habitantes racionais em rebelião contra Deus?". "O que são os imensos vôos de gafanhotos que escurecem o céu, e deixam os campos devastados? Que são os exércitos de vespas ou mosquitos que freqüentemente fazem de um lugar agradável, um quase intolerável? Se eles fossem encontrados nas temperaturas aquecidas da África, e das Índias Orientais e Ocidentais, alguém não poderia pensar que eles infestariam as regiões polares, se o Criador não os tivesse designado para açoite de todas as nações de todos os lados do globo? O que é o bando inumerável de lagartas, a não ser mensageiros da ira de Deus, contra a raça pecadora? E, uma vez que não podemos resistir, nem subjugá-los, nós podemos certamente deduzir que não somos agora tais favoritos do céu, como Deus a princípio nos criou". "A incômoda e perniciosa tribo de animais, de tamanho grande ou pequeno, os quais coabitam conosco, neste grande globo, associada à nossa impotência para impedir ou escapar de seus danos, é uma prova suficiente de que nós não estamos no favor e amor completos de Deus, que nos criou; e que ele tem aquartelado seus exércitos, e suas legiões, em nosso meio, como príncipes fazem em uma província rebelde". "É verdade, que todas esses são testes para o homem, durante seu estado de provação. Mas um estado de provação para um homem inocente não teria incluído morte; muito menos, uma morte violenta e sangrenta; ou uma morte lenta e dolorosa". "Conseqüentemente, nosso retorno ao pó, é mencionado por Moisés, como uma maldição de Deus, pelo pecado do homem, e uma vez que a vida é confiscada, através de toda a humanidade, então, uma morte dolorosa pode propriamente tornar-se uma parte de uma prova além de tais criaturas, que deverão surgir ressuscitar; e alguns sofredores piedosos podem ser recompensados, através de uma ressurreição feliz. Mas uma morte dolorosa nunca seria uma parte da provação de inocentes criaturas, que nunca tivessem perdido a vida por castigo, nem, alguma vez, estivessem legalmente sujeitas à morte". "Portanto, disto tudo, tais plantas e animais nocivos e destrutivos não seriam criados para molestarem e perturbarem, para envenenarem e destruírem, uma raça de seres inocentes, intelectuais". 3. "A maneira como nascemos é outra prova do pecado universal". "O grande e bom Deus teria designado animais intelectuais, estivessem eles sem pecado, para se propagarem, de tal maneira, que necessariamente trouxesse tal dor e angústia terrível às mães que dão à luz? E se o contágio não tivesse sido universal, porque tais aflições agudas atenderiam quase toda mãe? As múltiplas aflições com que as filhas de Eva dão à luz não são um sinal evidente de que elas não estão em seu estado original de favor com Deus que as criou, e sentenciou uma bênção sobre elas em sua propagação? Moisés nos informa que Deus abençoou o primeiro par, e lhes ordenou que fossem frutíferos, e multiplicassem e preenchessem a terra, e a conquistassem; e, logo depois, nos diz que essas 'múltiplas aflições', no nascimento são uma maldição de um Deus ofendido. Certamente, a maldição não é tão antiga quanto a bênção; mas o pecado e aflição vieram juntos, e espalharam uma ampla maldição sobre o nascimento do homem, o que antes, permanecia apenas sob a divina graça. Não que a benção esteja completamente fora. Embora as dores do nascimento sejam acrescentadas a ela: E a experiência diária prova que esta maldição não deixou de existir, pela bênção repetida a Noé". 4. "Vamos considerar, a seguir, como a generalidade da humanidade é preservada na vida. Alguns poucos têm seu alimento, sem preocupação ou labuta. Mas os milhões de criaturas, em todas as nações da terra, são constrangidas a suportarem uma vida desprezível, através do trabalho duro. Que riscos terríveis de vida ou membros, as multidões correm, para adquirirem seu alimento necessário! Que perda de horas de doce repouso, que longa e escravizante e dolorosa labuta pelo dia, multidões sustentam, com o objetivo de procurarem seu alimento diário! 'É com o suor de seus rostos', que eles obtém 'seu pão': é pela continua exaustão de seus espíritos, que muitos deles são forçados a aliviarem sua própria fome, e alimentarem sua prole desamparada". "Se nós inspecionarmos os níveis mais inferiores da humanidade, mesmo na Inglaterra, em uma terra de liberdade e fartura, um clima temperado e fértil, que abunda com milho e frutas, e rica variedade de alimento; ainda assim, que duro artifício, dez mil famílias fazem, para manterem a vida! Todo o tempo deles é devorado pelo trabalho corpóreo, e suas almas alimentam-se com preocupações corrosivas, para responderem aquela questão: o que deverei comer, e o que deverei beber? Até mesmo, da maneira mais pobre e mais ordinária". "Mas, se nós levamos nossos pensamentos para as regiões mais quentes da África, o gelo e neve da Noruega, as rochas e desertos da Lapônia e norte da Tartária, -- que coisa temerosa é a vida humana! Como a natureza racional está perdida na escravidão, e brutalidade, e labutas e privações incessantes! Eles são tratados como animais pelos seus senhores, e vivem como cães e asnos, em meio a lutas e necessidades, fome e fadiga, calamidades e fardo sem fim. Deus designaria isto para inocentes?". "O prazer momentâneo de comer e beber é uma recompensa para o trabalho incessante? Ele carrega alguma proporção com a extensão da labuta, dor, e risco, em que as provisões da vida são buscadas? Moisés pensou que não. Quando ele fala do homem 'comer pão com o suor de seu rosto', ele reconhece que esta é uma outra maldição de Deus, pelo pecado do homem". "É estranho que algum homem dissesse: 'Nesta sentença de Deus, nenhuma maldição é pronunciada junto ao corpo, alma ou posteridade de Adão; que a aflição do nascimento não é infligida como uma maldição; que os esforços da vida foram aumentados, mas não como uma maldição; que a morte não foi uma maldição'. Faltaria perguntar: qual é a maldição, se alguns males naturais, pronunciados e executados sobre uma pessoa, ou coisa, não fosse assim, especialmente quando pronunciados por conta de pecado, e pelo próprio Deus, como Governador e Juiz supremo?". "E até mesmo a maldição sobre o solo cai propriamente sobre a pessoa que o cultiva. É afirmado que Deus pode transformar maldições em bênçãos. Ainda assim, esses males foram criminalmente sentenciados e infligidos como uma maldição ou punição do pecado; como está escrito: 'Maldito seja cada um que não continuar em todas as coisas'. E que a morte foi designada como uma maldição sobre o homem, por causa do pecado, é evidente; porque Cristo 'sofreu' aquela 'maldição por nós'". 5. "Considere o caráter da humanidade em geral, com respeito à religião e virtude, e será difícil de acreditar que ele carregue a imagem de seu Pai comum, no conhecimento e santidade. Alguns, eu garanto, estão renovados na sua imagem; mas a grande maioria é de outro tipo, e suficientemente mostra que existe algum contágio fatal espalhado através desta província do domínio de Deus. Assim, João nos diz que, exceto alguns poucos que 'nascem de Deus, todo o mundo jaz na malignidade'". "E podemos pensar que a grosseira e estúpida ignorância de Deus, que reina através das vastas regiões da Ásia, África e América, e a mais densa escuridão que enterra todas as regiões pagãs, e os reduz a quase animais; nós podemos imaginar das idolatrias abomináveis, os ritos lascivos e cruéis de adoração, que têm se espalhado por todas as nações; as superstições ímpias e ridículas, que são agora praticadas na maior parte do mundo; e, ainda assim, acreditar que o abençoado Deus extinguiria tal desprezível e corrompida obra de suas mãos puras?". "Nós podemos examinar a impiedade e profanação desesperadoras, o juramento e praguejamento e a blasfêmia selvagem que são praticados, dia e noite, em meio a vastas multidões daqueles que professam conhecer o verdadeiro Deus; podemos observar aquele quase universal descuido de Deus, de seu temor, sua adoração, e obediência devida a ele que é encontrado, até mesmo, em meio àqueles que são chamados de cristãos; e, ainda assim, imaginar que estes carregam aquela imagem de Deus, na qual eles foram criados? Os homens não apenas se esqueceram de Deus, mas eles parecem ter abandonado suas obrigações para com seus companheiros também". "Conseqüentemente as práticas perpétuas de fraude e vilania, no comércio da humanidade, os inumeráveis exemplos de opressão e crueldade, que correm através do mundo; o orgulho e violência do grande; a ira, ambição e tirania dos príncipes, e as iniqüidades intermináveis e danos que surgem da malícia, inveja, vingança, nas pessoas de classe mais inferior. Se nós acrescentarmos a esses os panoramas impuros da luxúria e intemperança, que desafiam o dia e poluem a escuridão; com as monstruosas barbaridades que são continuamente cometidas, pelos selvagens pagãos na África e América (alguns dos quais matam e assam seus próprios companheiros, e se alimentam de homens como eles se alimentam de pão), e, pelos selvagens cristãos, na inquisição estabelecida na Ásia, assim como em muitas partes da Europa; nós podemos ainda imaginar que a humanidade habite naquele estado em que vieram das mãos do seu Criador?". "De que o maior número de homens é mau, foi o conhecido sentimento do mais sábios dos pagãos. Eles viram e lamentaram o fato inegável, embora eles não soubessem como considerar isto. Oi pleionev kakoi: 'A maioria dos homens é má', foi a observação comum no meio deles. Até mesmo os poetas não deixariam de ver esta verdade óbvia. Assim Virgílio sonda Anquise, dizendo a seu filho: 'Poucos são felizes no outro mundo': — Pauci laeta arva tenemus". "E nesta vida, Horácio observa os homens em geral, -- Nitimur in vetitum semper, cupimusque regata. 'Nós estamos sempre desejando e perseguindo as coisas proibidas'. Mais ainda, ele diz, -- Vitiis nemo sine nascitur. 'Nenhum homem nasce sem imperfeição', e dá esta característica do jovem em geral, -- Cereus in vitium flecti, monitoribus asper. Senec diz exatamente o mesmo, -- Pejora juvenes facile praecepta audiunt. –'O jovem ouve rapidamente os maus conselhos: Eles são maleáveis como cera, para se moldarem aos maus hábitos, mas duros e ásperos aos seus melhores monitores'". "Juvenal abunda com os mesmos relatos da natureza humana: — Quae tam festa dies, ut cesset prodere furem? Ad mores natura recurrit Damnatos, fixa et mutari nescia. Quisnam hominum est, quem tu contentum videris uno Flagitio? Dociles imitandi Turpibus et pravis omnes sumus". 6. "E não apenas eles de idade mais madura, mas, até mesmo, em meio àqueles de tenra idade, descobrem os princípios da iniqüidade e sementes do pecado. Que jovens fermentos de malevolência e inveja; que ira e vingança nativas são encontradas, nos pequenos corações das crianças, e suficientemente descobertas por suas mãos e olhos, e semblantes, antes que eles possam falar, ou distinguir o bem do mal! Que crimes adicionais de mentira e engano, obstinação e perversidade procedem para manchar a juventude deles!". "Quão pouco conhecimento ou pensamento a respeito de Deus, seu Criador e Governador, é encontrado nas crianças, quando elas podem distinguir o bem do mal!". "Que extremo desrespeito a Ele que os fez, e das obrigações que lhe são devidas! E quando eles começam a agir, de acordo com sua idade infantil, quão pequeno senso têm do que é moralmente correto e bom! Como as paixões diabólicas ou apetites irregulares continuamente prevalecem neles! Até mesmo, da primeira capacidade de agirem como criaturas morais; como eles são conduzidos para fora, para praticarem falsidade e injúria aos seus companheiros, talvez, com crueldade e vingança! Quão freqüentemente eles se engajam em descarada desobediência a seus pais ou professores! E de onde isto surge? Qual é a raiz que produz tais frutos amargos tão cedo?". "Não pode ser imputado ao costume, educação, ou exemplo; porque muitas dessas aparecem nas crianças, antes que elas possam ter conhecimento de alguns exemplos ruins, ou serem capazes de imitá-los. E, até mesmo onde existem apenas exemplos a respeito deles, e onde a melhor e as mais antecipadas instruções são dadas a eles, e inculcadas com o mais extremo cuidado, ainda assim, seus corações perdem-se de Deus. A maior parte deles visivelmente seguem as influências corruptas dos sentidos, apetites, paixão, e manifestam muito cedo os princípios malévolos da obstinação, orgulho e desobediência". "Para dar uma confirmação ainda mais completa desta verdade, de que a humanidade tem uma natureza corrupta nela, vamos observar que, onde as pessoas não tiveram apenas todo cuidado possível de educação de seus pais, mas elas mesmas tomaram uma direção religiosa, logo cedo, que obstáculo perpétuo eles encontraram em si mesmas!". "Que oposições interiores operaram em seus corações, e, talvez, interromperam seus santo curso de vida! Que vaidade de mente, que apetites irregulares, que esquecimento de Deus, que pensamentos e tendências malévolas do coração se ergueram em contradição aos seus melhores propósitos! De tal maneira, que 'não existe um homem justo sobre a terra que', durante toda sua vida, 'faz o bem e não peque'". "Para resumir as três últimas considerações: se a grande parte da humanidade é grosseiramente pecaminosa, e se, cada indivíduo, sem exceção, é verdadeiramente um pecador contra a lei de seu Criador; se as propensões pecaminosas aparecem, até mesmo, em seus mais tenros anos, e cada criança se torna um pecador efetivo, quase, tão logo quanto se torna um agente moral; então, temos exatamente razão para concluir que existem algumas corrupções originais espalhadas através de toda a raça humana, desde seu nascimento". 7. "Tem sido dito, de fato, que, 'se o primeiro homem caiu no pecado, embora ele fosse inocente e perfeito, então, em meio a um milhão de homens, cada um pecaria, embora ele fosse tão inocente e perfeito quanto Adão". "Eu respondo: Existe uma mera possibilidade do evento; mas a improbabilidade dele é na proporção de um milhão para uma. E eu provo isto assim: Se um milhão de criaturas fossem criadas em uma igual probabilidade de permanecerem ou caírem; e se todos os números, de um a um milhão inclusive, fossem colocados em uma série, é um milhão para um que exatamente cada simples número proposto de todos esses cairia através do pecado. Agora, a soma total é um desses números, ou seja, o último deles; conseqüentemente é um milhão para um contra a suposição de que todo o número de homens cairia". "E ainda mais adiante, se eles fossem todos feitos (como a bondade de Deus parece requerer) em uma maior probabilidade de permanecer do que cair, então, é abundantemente mais do que um milhão para uma que todos pecassem, sem exceção. E o argumento fica ainda dez milhões de vezes mais forte, se nós supormos que dez milhões teriam vivido, desde a criação". 8. "Que o homem é uma criatura caída, aparece mais além disto: Nenhum homem é capaz, através de seus poderes naturais, de executar aquela lei do seu Criador que já está escrita em seu coração". "Esta lei não requer de nós, amarmos a Deus, com todo nosso coração, e fazermos aos outros, como gostaríamos que eles fizessem a nós, e governarmos nossos sentidos, apetites e paixões, através de regras da razão? Ela não requer que essas coisas, se elas dizem respeito a Deus, nós mesmos, ou os outros, sejam realizadas, sem imperfeição? Isto não demanda que possamos temer, honrar, e confiar no grande Deus, e obedecer a toda a sua vontade de uma maneira perfeita? Isto não prescreve constante justiça, verdade, e bondade, em direção ao nosso próximo, sem algum desejo avarento, um ato de vontade, ou língua, ou mão, contrário à verdade ou amor? Isto não demanda que todo sentido, apetite, e paixão possam estar perfeitamente sujeitos à razão? Agora, existe um homem na terra, que possa dizer: 'Eu sou capaz, pelos meus poderes naturais, de fazer isto?'''. "Até mesmo as tentações exteriores, às quais o homem está exposto, são evidentemente tão fortes para serem efetiva e constantemente resistidas, pela sua agora enfraquecida razão e consciência; ao mesmo tempo, em que sua vontade, seus apetites e paixões, têm uma poderosa propensão a condescender com elas". "Agora, um Deus sábio e misericordioso teria formado criaturas intelectuais, em tal estado desprezível, com capacidades poderosas, tão abaixo de suas obrigações, de tal maneira que eles quebrem sua lei diária e continuamente, e não são capazes de remediarem isto?". "Poderia ser dito: 'Deus não pode requerer mais do que somos capazes de executar': Você tem uma resposta em seu próprio peito; porque você sabe e sente que Deus requer isto, até mesmo, pela lei que ele escreveu em seu coração; ainda assim, você não é capaz de executar isto, desatar ou cortar o nó como você puder". "Poderia ser dito novamente: 'Deus tem compaixão e perdoa as criaturas fracas': Eu respondo: (1) De acordo com a aliança da graça, ele o faz, mas não de acordo com a lei da criação. Mas (2) Deus torna algumas de suas mais nobres criaturas tão fracas em seu estado original, de modo à continuamente ofender, e necessitar de perdão? Ele lhes da tal lei, que nunca, nunca será cumprida por nenhum deles? Deus, que ajusta a proporção de todas as coisas, com a mais exata sabedoria, dá a lei às suas criaturas, tão desproporcionalmente aos poderes originais deles, de maneira que, até mesmo no estado de sua criação, eles estejam sob a necessidade de quebrá-la, e permanecer na necessidade de perdão diário? Esta simples consideração prova que o homem é agora um ser degenerado, e não tal como ele foi a princípio criado pelo sábio, o reto, o misericordioso Deus?". "Se vocês, que são mais relutantes a reconhecerem a queda do homem, não deveriam deixar de olhar para si mesmos diariamente, e observar todas as voltas pecaminosas e irregulares de seu próprio coração; quão propensos vocês são à tolice, em maiores ou menores instâncias; quão logo, o apetite e paixão se opõem à razão e consciência; quão freqüentemente, vocês fracassam da exigência da perfeita lei de Deus; quão descuidados e esquecidos vocês são de seu Criador; quão fria e abatida sua afeição para com ele; quão pouco deleite vocês têm na virtude, ou na comunhão com Deus: Vocês poderiam pensar que são tais criaturas inocentes e santas como Deus a princípio os criou? E que vocês têm sido tais, até mesmo, desde sua infância? Certamente uma observação mais acurada de seus próprios corações; deve convencê-los de que vocês mesmos são degenerados da primeira retidão de sua natureza". 9. "Uma outra prova da degeneração da humanidade é esta: Eles estão evidentemente sob o desprazer de Deus, que não poderia existir em seu estado primitivo. Assim como demos uma breve examinada nos pecados dos homens, vamos também examinar brevemente as misérias da humanidade, e ver como esses consistem com o fato de estarem no favor de Deus". "Pensem em milhares de criaturas racionais descendo, de hora em hora, à sepultura: Algumas, através de algum golpe súbito; mas a maior parte, através das dolorosas e vagarosas aproximações. A sepultura! Uma prisão escura e vergonhosa! Que nunca teria sido feita para criaturas que persistissem na inocência, e habitassem no favor Dele que deu a eles vida e existência. A morte é o salário do pecado; e desta punição do pecado, ninguém pode reivindicar livramento". "Tivessem eles permanecido, poderíamos pensar que algum deles morreria; muito menos, que todos eles morreriam? E, especialmente, que metade da raça humana estivesse condenada a morrer, antes de seus sete anos de idade? Antes que eles alcançassem a décima parte da idade presente do homem, ou tivesse feito alguma coisa na vida, pela qual merecesse viver?". "Mas vamos prosseguir para outras misérias que nos atendem, e nos apressam para a sepultura: -- Pensem a seguir nas multidões que são atormentadas, dia e noite, pela gota e pedra, a cólica e reumatismo, e todas as formas de enfermidades agudas e dolorosas; e, então, respondam: A misericórdia de Deus planejou esses tormentos para as criaturas sem pecado? Pensem nas sombrias cenas da guerra e derramamento de sangue que têm, até hoje, se espalhado por todas as nações. Levem seus pensamentos sobre os campos de batalha, onde milhares de homens são destruídos como bestas brutas, e perecem, através de golpes perfurantes e sangrentos, ou através de máquinas mortais. Vejam milhares mais caídos no solo frio, com suas carnes e membros danificados e rasgados, feridos, e ofegando em extrema angústia, até que a alma murmurante tome seu vôo. Essas são sinais do amor de seu Criador, e de sua imagem, na qual eles foram criados?". "Pensem nas multidões que são tragadas por águas poderosas, através da fúria de ventos e mares tempestuosos; examinem as multidões que têm sido varridas pela peste, ou consumidas pelas agonias tediosas da penúria. A penúria e pestilência, com toda a série de horrores prolongados que as atenderam, alguma vez seriam criados para criaturas inocentes, para fazer desaparecer nações inteiras delas, de todas as idades, sexo, homens, mulheres e crianças sem distinção?". "Pensem novamente, em quantos homens foram esmagados nas misérias e morte, e enterrados pelos terremotos; ou tiveram seus ossos quebrados, seus membros desconectados, e sua carne dolorosamente danificada pelo desmoronamento de casas; talvez, enterrados vivos em ruínas de cidades e vila inteiras, enquanto seus vizinhos submergiram em multidões, pelas sinistras erupções de água e destruídos por dilúvios de fogo líquido irrompendo da terra: O Deus da bondade e justiça teria tratado inocentes criaturas desta maneira?". "Levem seus pensamentos à regiões daqueles selvagens, onde milhares de seus inimigos conquistados, ou prisioneiros de guerra, são oferecidos em sacrifício aos seus ídolos ou torturados e assados para morrer, através de fogo lento! Acrescente a isto todas as misérias anteriores, e, então, que a calma reflexão responda se este mundo não parece uma província bastante desamparada de seu gracioso Governador. Alguns, talvez, dirão: É apenas uma pequena parte da humanidade que está envolvida nessas calamidades terríveis; e eles podem sofrer aflições peculiares por causa de suas próprias iniqüidades pessoais". "Eu respondo: Faça uma inspeção justa daqueles que têm sofrido desta forma, e não existe a menor razão para pensar que eles foram pecadores acima de outros. Essas calamidades não se espalharam através de todas as regiões e envolveram o melhores e os piores dos homens? Todas as nações sofreram, através delas, imediatamente. E, na verdade, tal é a corrupção da natureza humana, que, onde quer que elas venham, elas não encontram inocentes. E esta é a situação geral da humanidade, sob o justo descontentamento de Deus, que os expõe a tal destruição". "Mas, para prosseguir: Pensem a respeito dos inumeráveis infortúnios comuns que atendem a vida humana. Que multidões perecem, através desses em uma semana! E que número maior desses acidentes injuriam, e preenchem a vida deles com dor, embora eles não sejam levados imediatamente para a cova! Pensem nos danos que uma parte da humanidade, em todos os lugares, estão continuamente tramando ou praticando contra o outro. Dêem uma olhada nestes males extensivos e reinantes, e, então, digam, se este mundo não é parte da criação de Deus, que carrega marcas claras do desprazer de seu Criador". "Muito é adicionado à grande quantidade de misérias humanas, pelas tristezas que surgem da perda diário de nossos confortos mais preciosos. Que gemidos e lamentações da vida cercam os travesseiros dos amigos ou parentes moribundos! Que sintomas de aflição lancinante atendem os que ficam, quando eles são transportados para a sepultura! Através de tais perdas, os confortos da vida futura perdem seu sabor, e as tristezas são duplamente exasperadas". "Nas partes civilizadas do mundo, dificilmente existe uma pessoa doente ou com dor, miserável ou morrendo, mas diversas outras sustentam uma considerável porção da miséria, através de alianças fortes da natureza ou amizade. Isto difunde uma calamidade pessoal, através de todas as famílias. Estas múltiplas misérias humanas em um novo e interminável número". "Acrescente a isto, não apenas a indelicadeza ou falsidade daqueles dos quais esperamos afeição mais terna, mas a angústia que brota de todas as nossas paixões inquietantes e desgovernadas. Importe todas as iras e ressentimentos nos corações dos homens; toda a inveja e malícia que queima por dentro; todos os temores imaginários e os reais terrores dos homens, ou as futuras aflições que vêm sobre nós; toda a vingança e desespero da perda de bênçãos que uma vez fizeram parte de nossas esperanças, e todos os fermentos da natureza animal, que atormentaram o espírito todos os dias, e proibiram nosso descanso noturno. A humanidade estaria em tal condição como esta, se estivesse ainda no favor de seu Mestre?". "'Sim, os homens podem criar misérias para si mesmos, e punirem a si mesmos, através delas. Mas compare as tristezas que algum homem necessariamente sofre, com os confortos que ele desfruta, e um irá equilibrar o outro. Ou, se suas tristezas excederem seus confortos, isto pode estar necessariamente em um estado de provação; e Deus irá recompensar a preponderância dos sofrimentos mais tarde'". "Eu respondo: Não existe razão para pensar que a maior parte da humanidade terá alguma recompensa daqui para frente, e, se não, como nós justificaremos esta preponderância de sofrimento com respeito a eles? Portanto, não podemos razoavelmente imputar suas tristezas superiores, meramente à existência deles no estado de provação; mas, antes, ser o desprazer do reto Criador e Governador do mundo". 10. "Para tornar isto ainda mais claro: Não apenas aqueles que são educados na prática da iniqüidade, que podem ser punidos por seus próprios pecados, mas toda a humanidade, em sua própria infância, carrega as marcas do descontentamento de Deus. Antes que as crianças sejam capazes de cometer pecado, elas estão sujeitas a milhares de misérias. A que angústia e dor elas estão freqüentemente expostas, até mesmo, em sua vinda ao mundo, e tão logo entram nele! Que agonias, seu nascimento lhe reserva! Que numerosas e agudas enfermidades estão prontas a atacá-los! Que gripes, que convulsões, que tormentas interiores trazem alguns deles à morte, em poucas horas ou dias depois que começaram a viver!". "E se eles sobrevivem alguns meses, que tortura, encontram, quando os dentes nascem, e outras doenças da infância, que podem ser manifestas apenas por gemidos e lágrimas, e isto por dias e noites consecutivas! Que dores adicionais, eles freqüentemente suportam, pela negligência de suas mães, ou pelas crueldades de suas pajens! Através das quais muitos deles são levados á sepultura, tanto de repente, quanto vagarosa ou dolorosamente". "E o que podemos dizer de todas as nações, nos tempos antigos, e algumas pessoas, até mesmo hoje em dia, que, quando não podem, ou não querem mantê-los, abandonam seus filhos em floresta, para serem destroçados e devorados pela próxima besta selvagem que passa? Acrescente a isto, as calamidades comuns nas quais as crianças estão envolvidas e que as afetam, por meio das quais, os seus membros, seus poderes naturais, recebem injurias terríveis; de tal maneira que, talvez, prossigam toda sua vida, com cegueira, surdez, coxeadura, ou distorção do corpo ou membros. Algumas vezes, abatidos na idade adulta, ou mesmo na velhice, por conta de calamidades dolorosas, que começam tão logo eles nascem, e que terminam apenas com a morte". "Agora, como esses sofrimentos não podem ser enviados sobre eles para corrigir seus pecados pessoais, então, nem eles são enviados como um teste da virtude deles; porque eles não têm conhecimento do bem ou do mal. Ainda assim, nós vemos multidões desses pequenos e miseráveis seres. E essas são tratadas como criaturas inocentes; ou como que sob uma maldição geral, envolvidas em alguma punição comum?". "'Mas esses sofrimentos das crianças não podem ser punição pelos pecados de seus pais? Não, com alguma justiça ou equidade, exceto se os pecados dos pais forem imputados aos seus filhos. Além do mais, muitos dos pais dessas crianças sofredoras estão mortos ou ausentes, de maneira à nunca saber disto. E como, nestes casos, isto pode se uma punição pelos pecados dos pais, de alguma outra forma, do que ser uma punição geral pelo pecado dos primeiros pais delas?". "'Mas Deus os recompensa por esses sofrimentos daqui para frente'. Onde as Escrituras afirmam isto? Além do mais, muitos deles amadurecem. E se eles se provam maus, e são enviados ao inferno, finalmente, que recompensa eles tiveram por seus sofrimentos na infância? Ou você dirá que Deus os puniu, antes que tivessem pecado, porque ele sabia de antemão que eles pecariam? Ainda assim, mais adiante: Que sábio ou bom desígnio pode a punição deles responder, quando nenhuma criatura pode saber pelo que eles são punidos, se não for pelo que afeta toda a humanidade?". "'Mas como tais misérias reinam em meio às suas criaturas, consistentes com a bondade de Deus?'. Perfeitamente bem, se considerarmos a humanidade como uma parte pecadora, degenerada da criação de Deus. É quase abundante bondade que eles tenham alguns confortos restantes, e que suas misérias não sejam duplicadas. Agora, os escritores inspirados consideram a humanidade como caída de Deus; e, assim, sua bondade é evidente em milhares de situações; embora se deva confessar que existem também inúmeras de seu justo ódio ao pecado, e suas punições justas em meio a todas as nações". 11. "Se nós colocarmos juntas todas essas cenas de vícios e misérias, é evidente que as criaturas situando-se em tais deploráveis circunstâncias não são tais como elas vieram das mãos de seu Criador, que é sábio, santo e bom. Sua sabedoria, que é toda harmonia e ordem, não permitiria forjar toda a raça de seres, sob tais desordens selvagens e inumeráveis, morais, assim como naturais; sua santidade não permitiria que ele criasse seres com princípios inatos de iniqüidade; nem sua bondade produziria toda uma ordem de criaturas em tais circunstâncias de dor, tormenta e morte". "O santo e abençoado Deus originalmente designaria e forjaria todo o mundo de criaturas inteligentes, em tais circunstâncias, para que cada uma delas, vindo à existência, de acordo com as leis da natureza, em uma longa sucessão de eras, em diferentes climas, de diferentes constituições e temperamentos, e em dez mil diferentes estações e condições de vida, pudesse romper com as leis da razão, e mais ou menos, se corromperem com o pecado? Para que cada uma delas pudesse ofender seu Criador? Cada uma se tornasse culpada aos olhos Dele? Cada uma expusesse a si mesmo ao desprazer de Deus, à dor e miséria e mortalidade, sem uma simples exceção?". "Se os homens fossem tais criaturas como Deus, a principio os fez, um homem em meio a tantos milhões teria feito o uso correto de sua razão e consciência, e assim, teria evitado pecar e morrer? Esta teria sido a conseqüência universal da constituição original, forjada pelas mãos de um Deus sábio, santo e misericordioso? O que poderia ser mais absurdo imaginar do que isto? Certamente Deus fez o homem correto e feliz; nem todos esses males viriam diretamente das mãos de nosso Criador". "'Ainda é objetado que a maior parte dos homens tenha mais moral boa do que má, neles, e que tenha mais prazer que dor; e, portanto, no todo, a humanidade não seja pecadora e miserável, e que, até mesmo as melhores constituições humanas, colocam algumas pessoas inocentes sob privação inevitáveis?'. Eu respondo: (1) Para se afirmar que um homem é miserável, ele deve ter mais dor, do que prazer; mas, para se afirmar que um homem é pecador, não existe a necessidade de que sua moral má exceda a sua moral boa. Se um homem tem uma centena de virtudes, um vício o tornaria culpado aos olhos de Deus; uma transgressão da lei de seu Criador o colocaria sob seu desprazer. Aquele que mantém toda a lei, exceto em um ponto, afronta aquela autoridade que requer toda obediência. Todos os homens, portanto, estão sob esta condenação; eles são pecadores, cada um deles". "Quanto à miséria, vamos supor (embora de maneira alguma garantir) que existam muitos, cujos prazeres excedem seus desconfortos; ainda assim, é certo que existem mais daqueles cujas dores e desconfortos excedem, e muito, seus prazeres; e é difícil conceber como seria, se todos os homens fossem inocentes e felizes, através da natureza". "Eu respondo: (2) Os homens não são capazes de forjar tais constituições em cada caso, como a garantir felicidade a todo o inocente. Sua estreita visão das coisas não é capaz de capacitá-los a prover contra todas as futuras inconveniências que sobreviessem sobre seres inocentes". "Eu respondo: (3) Embora a grande maioria da humanidade fosse feliz na presente constituição das coisas, isto não é motivo de satisfação a qualquer individuo que seja infeliz sem algum demérito: A vantagem da maioria não é razão, afinal, para que algum inocente sofresse. Se ninguém, portanto, homem ou criança, e muito mais, se o número deles, tivesse mais dor do que prazer, eles deveriam estar envolvidos em alguma culpa, que possa dar justa oportunidade à miséria deles". 12. "Para reforçar isto, depois da avaliação dessas dores e tristezas, vamos considerar quais são os desprazeres da massa da humanidade. Lançar um olhar para as brincadeiras das crianças dos cinco aos quinze anos de idade. Que brinquedos e doidices são esses! Uma raça de sábios e santos perderia tanto anos do início de suas vidas em tais desprezíveis brincadeiras? E quanto aos nossos principais anos, quais são os maiores deleites dos homens, se não o tolo, irracional, ou o grosseiramente pecador? Quais são os prazeres, até mesmo dos ricos e grandes, para se aliviarem das tristezas comuns da vida? Se não forem a luxúria e intemperança, não são o mobiliário e a equipagem, elegância no vestuário e as aparências alegres? Brilhar em sedas de vários matizes, e luzir no esplendor de ouro e jóias? Agora as criaturas sábias e santas teriam feito disto a razão de sua alegria e prazer: Meu caso é mais vistoso do que o seu, e eu tenho mais coisas resplendorosas a minha volta do que você tem?". "Outros requerem cartas, ou dados, para distraírem seus problemas, e passarem o tempo. Quão inexprimivelmente levianos são esses esportes, se mera diversão fossem buscadas neles! Mas, se o objetivo dor ganho, como o jogo é misturado com temores desconfortáveis, com a operação de várias paixões, que, no caso de desapontamento e perdas, freqüentemente irrompem em ira e fúria!". "Novamente: Que multidões se embebedam em grosseiras sensualidades, como seu principal deleite! Eles fazem da sua barriga, Deus, até que sobrecarregam a natureza, e se apressam para a doença e morte. Eles afogam suas preocupações e seus sentidos juntos; ou enterram-nos nas impurezas sensuais". "Outros, aliviam-se das preocupações da vida, perambulando fora de casa, e misturando-se com companhia impertinente. Alguns se deleitam em gracejos maliciosos, em folias tolas, em conversa inútil e leviana; um pouco acima do tagarelar dos macacos na floresta ou o chilreio dos grilos no piso da lareira. Mais do que isto, talvez, seja a diversão deles insultar seus vizinhos, matar a reputação do ausente. Esta é sua alegria e recreação; esses seus alívios contra as misérias comuns da vida humana!". "Mas a raça de seres inocentes foge para tais desprezíveis e tolos, ou criminosos refúgios da dor como esses? Eles buscam tais vãos e vis deleites? Eles se tornam rivais das bestas do campo, ou se divertem como demônios fazem, em acusar seus companheiros? Certamente, se nós examinarmos os próprios prazeres, assim como as tristezas da massa da humanidade, nós podemos aprender disto que somos, de maneira alguma, como fomos originalmente criados". 13 "Eu preciso acrescentar uma prova mais da ruína geral da natureza humana. Nós todos seremos conduzidos à sepultura. Cada um de nós sucedendo nossos vizinhos em algum mundo desconhecido e invisível. E todos nós confessamos acreditar nisto. Ainda assim, quão excessivamente poucos são solícitos a respeito deste grande e terrível futuro! Embora estejamos expostos a tantos pecados e misérias nesta vida, e estejamos nos apressando visivelmente e a cada hora para o fim dela, ainda assim, quão poucos existem que têm alguma preparação cuidadosa para um estado melhor do que este!". "Que multidões estão diariamente correndo para a escuridão, acelerando-se para a eternidade, em uma região desconhecida, sem quaisquer questionamentos sinceros, a respeito de como será a existência lá! Eles caminham por um estágio atarefado da vida, eles labutam e lutam, ou brincam e se divertem, enquanto aqui, e, então, mergulham em um mundo estranho e invisível, onde eles se encontrarão com um justo e santo Deus, cuja sabedoria designará um lugar e porção, ajustadas ao próprio caráter deles". "Agora, fossem os homens de fato sábios e santos, eles poderiam permanecer tão ignorantes e descuidados daquele estado a que eles estão todos se apressando? Ou poderia um Deus gracioso criar uma raça de seres, com tal inconsciência estúpida de seus interesses eternos, tão inadequados para as felicidades de um espírito imortal, e tão negligentes de todas as preparações para ele?". "De toda esta verificação, a razão deve juntar nesta confissão pesarosa, -- que deve existir algum veneno espalhado, que tem manchado nossa natureza, e nos feito tão pecadores e miseráveis, tão descuidados a respeito do futuro e despreparados para ele. Deve existir alguma revolta geral da humanidade com relação ao seu Criador, por meio da qual eles se tornam expostos a tais circunstâncias pecaminosas, até mesmo, em seus primeiros anos de vida e infância, assim como quando amadurem no entendimento". "E me parece que, quando eu faço um justo exame deste mundo, com todos os habitantes dele, eu posso olhar para ele, de nenhuma outra forma do que como uma grande e magnífica estrutura em ruínas, onde se situam milhões de rebeldes contra seu Criador, sob a condenação da miséria e morte; que estão ao mesmo tempo doentes de uma enfermidade mortal, e desequilibrados em suas mentes, até mesmo, para a distração. De onde procedem as numerosas tolices e vícios que são praticados aqui, e a justa ira de um Deus ofendido, visível em dez mil instâncias. Ainda assim, existem proclamações da graça divina, saúde e vida, saudáveis, em meio a eles; embora muito poucos tomem conhecimento disto. Apenas aqui e ali alguém atende ao chamado, e concorda com os propósitos da paz. Seus pecados são perdoados e curados. E, embora seu corpo desça ao pó, por algum tempo, sua alma está feliz com Deus; enquanto a grande massa desses criminosos, a despeito de todas as ofertas de misericórdia, perece em suas próprias loucuras obstinadas". "Qual é a principal tentação que conduz alguns homens a negarem tão evidente verdade? Será porque eles não podem justificar satisfatoriamente algumas das dificuldades que a atendem? Mais ainda, muitos, até mesmo, dos filósofos pagãos, acreditam nela, de suas próprias experiências, e de suas inspeções diárias da humanidade; embora estejam totalmente perdidos quanto a justificá-las, ou mostrarem como esta degeneração difundida começou, ou como veio a tomar lugar tão universalmente? Se nós estivéssemos ainda perdidos quanto a explicar como toda essa culpa e miséria sobrevieram a nós, -- nós deveríamos, portanto, negar as coisas que vemos, e ouvimos, e sentimos diariamente?". "Nós poderíamos justificar todas as coisas secretas na criação de Deus? Poderíamos negar o que quer que não possamos justificar? Algum homem pode se recusar a acreditar que a infinita variedade de plantas e flores, em todas as suas cores e formas belas, crescem da mesma terra, porque ele não conhece todas as origens de sua vegetação. Os homens duvidam que uma magnetita atraia o ferro para si mesma, porque eles não podem se certificar de como isto se opera? Nós não estamos certos de que o alimento nutre nossos corpos, e os medicamentos aliviam nossas dores? Ainda assim, nós não sabemos todo o fermento e movimentos daqueles átomos, através dos quais somos aliviados e alimentados. Por que, então, devemos negar aquela degeneração de nossa natureza, que admite tão completas e variadas provas, embora não sejamos capazes de justificar cada circunstância relativa a elas, ou resolver cada dificuldade que podem atendê-las?". 2ª. QUESTÃO: "Como aconteceu da imperfeição e miséria cobrirem a humanidade em todas as nações, e em todas as épocas?". "Filósofos ateus nunca puderam responder a isto; mas os cristãos podem, através dos oráculos de Deus". "Esses nos informam que o primeiro homem foi um 'líder comum, e representativo de toda humanidade'; e que ele, por pecar contra seu Mestre, perdeu sua própria santidade e felicidade, e se expor e toda sua posteridade (a quem ele naturalmente gerou, e quem ele legalmente representou), para o desprazer de seu Criador, e assim, espalhou pecado e miséria, por toda sua descendência". "Assim Paulo: 'Quando por um homem, o pecado entrou no mundo, e a morte, através do pecado; até mesmo a morte passou para todos os homens. Porque todos pecaram'. (Romanos 5:12 'Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram'). Todos são estimados tendo alguma sorte de culpa diante de Deus, embora eles 'não tivessem pecado, segundo a similitude da transgressão de Adão'. Eles não cometeram pecado pessoal presente contra uma lei conhecida, como Adão o fez". "Isto pode mais completamente aparecer dos seguintes pormenores": 1º. "Que nos é plenamente ensinado, nas Escrituras, que Deus, a princípio, criou um homem e uma mulher, chamou-os de Adão e Eva; e deles derivou toda a raça humana. Deus 'fez de um só sangue', como o Apóstolo observa, 'todas as nações de homem que habitam sobre a face da terra'". 2º. "Deus criou o homem, a princípio, em um estado santo e feliz, -- em sua própria semelhança, e no seu favor. 'E Deus disse: Vamos fazer o homem em nossa própria imagem, segundo nossa própria semelhança'. (Gênesis 1:26). E para que nenhuma da criação bruta o molestasse, mas todas fossem para seu serviço, ele disse: 'Que ele tenha domínio sobre o peixe e pássaros, e gado'. "Assim, Deus criou o homem, na sua própria imagem'. E no que esta imagem consistiu, além de sua natureza espiritual e imortal, e seu domínio sobre outras criaturas, nos é relatado por Paulo, onde ele fala do 'novo homem que', diz ele, 'segundo Deus', ou seja, segundo a semelhança de Deus, 'é criado na retidão e santidade verdadeira' (Efésios 5:24). Assim, Salomão nos assegura que Deus 'fez o homem justo'. E Moisés diz que, quando Deus terminou toda sua criação, viu tudo o que ele tinha feito, e observou que tudo era muito bom'. Estava tudo de acordo com sua idéia e sua vontade, e bem agradável aos seus olhos. O homem, a última de suas criaturas, assim como, todo o restante, 'era muito bom'. Era santo e feliz". 3º. "Deus originalmente determinou que Adão, quando inocente, pudesse produzir uma descendência em sua própria imagem santa; e, por outro lado, que, se ele pecasse, ele propagaria sua espécie, em sua própria imagem pecadora. O primeiro é admitido. O ultimo pode ser reunido de (Gênesis 5:1-3-5): 'No dia em que Deus criou o homem, na semelhança de Deus ele o fez: -- E Adão viveu cento e trinta anos', depois que ele perdeu a imagem de Deus, e gerou um filho em sua própria semelhança, segundo sua imagem'; ou seja, sua própria imagem pecadora e mortal. 'Não é para ser suposto que Moises, nesta breve história das primeiras gerações de homens, pudesse tão especificamente repetir 'a imagem e semelhança de' Deus, na qual Adão foi criado, exceto se ele tivesse designado estabelecer uma comparação, sob uma luz justa, entre Adão gerar um filho em sua própria imagem pecadora e mortal, considerando que ele foi criado na imagem santa e imortal de Deus". 4º. "Deus estava satisfeito de colocar o homem, a quem ele havia feito, junto a uma prova de sua obediência por um tempo. Ele o colocou em um jardim do Éden (ou prazer), e deu a ele o livre uso de todas as criaturas; apenas proibindo-o de comer do fruto de uma árvore, -- 'o fruto do conhecimento do bem e do mal'. 'Porque no dia, em que tu comeres', disse ele, 'tu certamente morrerás'. Em cuja ameaça estavam, sem dúvida, incluídos todos os males, -- morte espiritual, temporal, e eterna". 5º. "Como Adão estava sob a lei, cuja sanção ameaçou com a morte sobre a desobediência, então, sem dúvida, Deus o favoreceu com uma aliança de vida, e uma promessa de vida, e imortalidade junto a sua obediência". 6º. "Adão rompeu a lei de seu Criador, perdeu sua imagem e seu favor, transgrediu a esperança de imortalidade, e expôs-se à ira de Deus, e à toda a punição que ele ameaçou; em conseqüência do que, ele está agora, completamente temeroso Dele, em quem ele se deleitava anteriormente, e totalmente se esforçava para 'esconder-se da presença do Senhor'". 7ª. "Adão, depois de seu pecado, propagou sua espécie, de acordo com a lei da natureza; -- não na imagem moral ou semelhança de Deus; não 'na retidão e santidade verdadeira'; mas em sua própria semelhança pecadora; com paixões irregulares, apetites corruptos e inclinações. A esta degeneração, Jó evidentemente se refere naquelas expressões: 'O que é o homem, para que ele pudesse ser limpo? Ou o filho do homem, para que ele pudesse ser justo? Quem pode produzir uma coisa limpa de todo impureza? Ninguém'. E Davi diz a mesma coisa: 'Observe, eu fui moldado na iniqüidade, e no pecado, minha mão me concebeu'". "Esta não é uma exacerbação hiperbólica dos primeiros pecados de Davi, e a propensão para o mal, desde sua infância. Mas o texto é forte e claro, em afirmar que o pecado, de alguma forma, pertence à sua própria concepção, e transmitido de seus pais naturais; o que é uma idéia diferente de seus pecados presentes, ou propensão ao pecado em sua infância. Isto mostra a causa, desta propensão, e de seus pecados presentes, que operaram antes que ele nascesse. De maneira que, se a depravação não for transmitida e derivada, como está aqui afirmado, as palavras não são um exagero do que é, mas uma ficção evidente do que não é". 8º. "Como Adão produziu sua descendência como ele, destituída da imagem de Deus, então ele a produziu destituída do favor de Deus, sob a mesma condenação que si próprio. Assim (Jó 14:1) 'O homem que é nascido da mulher é de poucos dias, e cheio de preocupação'; ou seja, sua vida curta, e suas preocupações procedem do mesmo nascimento; sua propagação dos pais pecaminosos e mortais: Do contrário, Deus não teria designado sua mais nobre criatura neste mundo a 'nascer para a preocupação': Ainda assim, este é o caso; 'o homem é nascido para a preocupação como as faíscas se levam para voar' (Jó 5:7); naturalmente, porque isto é devido ao seu nascimento e sua derivação natural de uma linhagem pecadora. Nós somos uma raça miserável, brotando de uma raiz corrupta e moribunda, e propensa ao pecado, e sujeita às tristezas e sofrimentos". "Como prova desta sentença de condenação e morte vinda para toda a humanidade, por causa do pecado de Adão, nós precisamos apenas ler do décimo-segundo verso, do quinto capítulo da Epístola de Paulo aos Romanos, no qual eu observo":-- 1º. "Aqui Adão e Cristo estão situados como líderes distintos e representativos de suas diversas famílias. Adão foi o líder de toda a humanidade, que se tornou pecador e mortal, através de seu pecado; -- Cristo foi o líder de todos os crentes, que obtiveram perdão e vida, através de sua retidão. Para provar esta autoridade de Adão, o Apóstolo diz: 'Até a lei', (ou seja, da criação até a lei de Moisés) 'o pecado estava no mundo; mas o pecado não é imputado onde não existe lei', ou seja, onde não existe lei ou constituição de obrigação, ou penalidade, afinal. Ainda assim, diz ele: 'A morte reinou de Adão a Moisés': Ainda assim, o pecado foi imputado e punido, através da morte, até mesmo, sobre toda a humanidade, ambos o grande e pequeno, antes da lei dada por Moisés". "A inferência é, portanto, que houve alguma lei ou constituição durante todo o tempo, de Adão a Moisés, em virtude do que, o pecado foi imputado à humanidade, e a morte, conseqüentemente, executada sobre eles. Agora, qual lei ou constituição seria, além daquela que é dita para Adão, como um representativo de toda sua posteridade: 'No dia em que tu pecares, tu certamente morrerás?'''. 2º. "O Apóstolo leva seu argumento ainda mais longe: 'O pecado foi imputado, e a morte reinou', ou foi executada, 'até mesmo sobre aqueles que não pecaram, segundo a similitude da transgressão de Adão'; que não quebraram um comando expresso, como Adão fizera. Isto evidentemente se refere aos filhos; -- a morte reinou sobre eles; a morte foi executada sobre eles. E isto deve ser, por alguma constituição que, em algum sentido, imputou pecado àqueles que não cometeram pecados presentes: Porque, sem tal constituição, o pecado nunca seria imputado, nem a morte executada sobre os filhos". 3º. "E ainda assim, a morte não veio sobre eles, como um mero efeito natural do pecado e morte de seu pai, mas como uma punição apropriada e legal do pecado; porque se diz que seu pecado trouxe 'condenação', sobre todos os homens. (Verso 18º. 'Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida'). Agora, este é um termo legal, e mostra que a morte não é apenas um mal natural, mas penal, e vem sobre os filhos, quando culpados e condenados; -- não por seus próprios pecados presentes, porque eles não tinham. Mas por causa do pecado de Adão, o líder legal deles, o representante designado". "No verso décimo-oitavo, a expressão é muito forte: 'Pela ofensa de um, o julgamento veio sobre todos os homens para condenação'. Todos os filhos de Adão, jovem e velho, estão condenados por sua única ofensa. Mas, mais além: --". 4º. "No original não é, 'pela ofensa de um'; mas, 'através de uma ofensa'. Através de uma simples ofensa de Adão, quando ele se encontrava como cabeça de toda sua descendência, e trouxe o pecado e morte sobre eles, através de sua desobediência, como no verso seguinte: 'Pela desobediência de um homem, muitos foram feitos', ou constituídos, 'pecadores', ou seja, tornaram-se propensos à culpa e morte. E assim, no décimo-sexto verso, uma simples ofensa é representada como condenação, através de Adão, e se situa em oposição às 'muitas ofensas', que são perdoadas, por intermédio de Cristo". 5º. "Existe uma prova além neste capítulo, de que Adão transmitiu pecado e morte para sua posteridade, não meramente como um pai natural, mas como um líder comum, e representativo de toda sua descendência. Como Adão e Cristo representam aqui as duas fontes, de pecado e retidão, de morte e vida para a humanidade, então, um é representado como 'espécie', e o outro, 'imagem'". "Neste mesmo aspecto, Adão era uma espécie, ou imagem de Cristo'. (Verso 14º. 'No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir'). E por esta mesma razão, Cristo é chamado de 'o Segundo Adão, o último Adão'. (Corintios 15:46-47) 'Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante, mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual. O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é divino. Como um foi a fonte da vida, então, o outro foi a fonte da morte, para toda sua semente ou descendência". "Agora, Cristo é a fonte da vida, não apenas, porque ele transmite santificação ou santidade para sua semente, mas quando ele obtém para eles a justificação e vida eterna, através de sua obediência pessoal. E assim, Adão é uma fonte de morte, não apenas quando ele transmite uma natureza iníqua para sua semente, para todos os homens, para quando ele traz condenação à morte eterna sobre eles, através de sua desobediência pessoal. E esta é a principal coisa que o Apóstolo parece ter em seus olhos, através da última parte deste capítulo; a transmissão da condenação e morte para a semente de Adão; da justificação e vida eterna para a semente de Cristo, através do que seus respectivos líderes, ou representativos tinham feito". "Mas alguns objetam: 'Todas as bênçãos que Deus deu, a princípio a Adão, consistiu nestas três específicas: (1) A benção da propagação: (2) Domínio sobre os animais: (3) A imagem de deus. Mas todas essas três são mais expressivamente e enfaticamente proferidas a Noé e seus filhos, do que a Adão no Paraíso'". "Eu respondo: Se nós revirmos a história e contexto, nos certificaremos que a bênção de Adão e aquela de Noé diferem amplamente uma da outra, em todos os três pormenores mencionados". 1º. "A benção de Adão, relativa à propagação foi sem aquelas dores e tristezas múltiplas que, depois do primeiro pecado, caiu sobre as mulheres na gravidez. Foi também uma bênção de alimento ou nutrição, sem muita labuta, e o suor do seu rosto. Foi uma bênção, sem uma maldição sobre o solo, para diminuir ou destruir a fecundidade dele. Foi uma bênção, sem morte, sem retornar ao pó; considerando que a bênção de Noé não excluía a morte, não, nem as dores do nascimento, nem o ganhar o pão com o suor de seu rosto". 2º. "A Adão, foi dado 'domínio sobre os animais'. A Noé apenas foi dito: 'O temor e o pavor de você será sobre toda besta'. Mas, não obstante este temor e pavor, ainda assim, eles freqüentemente ferem os homens até a morte, ou mordem, ou os fazem em pedaços. Considerando que tal calamidade nunca poderia ter sobreveio ao inocente Adão, ou à sua descendência inocente". "A 'imagem de Deus', na qual Adão foi criado, consistiu eminentemente na retidão e santidade verdadeira. Mas aquela parte da 'imagem de Deus', que permaneceu, depois da queda, e permanece em todos os homens, até este dia, é a imagem natural de Deus, ou seja, a natureza espiritual e a imortalidade da alma; não excluindo a imagem política de Deus, ou um grau de domínio sobre todas as criaturas, ainda restante. Mas a imagem de Deus está perdida e desfigurada, ou não se diria que ela seja 'renovada'. É evidente, que a bênção dada a Adão, na inocência, e aquela dada a Noé, depois da inundação, difere, tão amplamente, que a primeira era consistente com a condenação, ou maldição pelo pecado, e a última não. Conseqüentemente, a humanidade agora não se situa no mesmo favor de Deus, quanto Adão o fez, enquanto ele era inocente". "Assim, parece que as santas Escrituras, tanto no Velho, quanto no Novo Testamento, nós dá um relato claro e completo da transmissão do pecado, miséria, e morte, do primeiro homem a toda sua posteridade". Uma Clara Explicação da Doutrina do Pecado Atribuído e da Retidão Atribuída. "Esta doutrina tem sido atendida com muitas controvérsias barulhentas no mundo cristão. Vamos experimentar se não pode ser colocado em uma luz tão justa e fácil, de maneira a reconciliar os sentimentos das facções opostas". "Quando um homem quebra a lei de seu país, e é punido por assim fazer, fica claro, que o pecado está atribuído a ele; sua maldade está sobre ele, ele carrega sua iniqüidade; ou seja, ele é reputado, ou considerado culpado; ele é condenado e tratado como um ofensor". "Por outro lado, se um homem inocente que foi falsamente acusado, é absolvido pela corte, o pecado não é imputado sobre ele, mas a justiça lhe é atribuída; ou, para usar uma outra frase, sua 'retidão está sobre ele'. Ou, se uma recompensa for dada a um homem, devido a alguma ação justa, este ato justo é imputado sobre ele. Mais do que isto: Se um homem cometeu um crime, mas o príncipe o perdoou, então, ele está justificado; e sua falta não lhe é atribuída". "Mas, se um homem cometeu traição, sua propriedade é tomada dele e de seus filhos, então, eles 'carregam a iniqüidade de seu pai', e seu pecado é atribuído a eles também. Se um homem perde sua vida e propriedade por assassinato, e seus filhos, por causa disto, tornam-se errantes, então, o sangue da pessoa assassinada está sobre o assassino, e sobre seus filhos também. Assim, dizem os judeus: 'Seu sangue seja sobre nós e nossos filhos'; que nós e nossos filhos sejamos punidos por isto!". "Ou, se um criminoso incorreu numa penalidade de aprisionamento, e o Estado permitiu que um amigo dele se tornasse sua fiança, e fosse confinado em sua sala, então, diz-se que seu crime é imputado ao seu fiador, ou foi colocado sobre ele; que carrega a iniqüidade de seu amigo, através do sofrimento dele. Entretanto, o crime pelo que o fiador agora sofre, não é atribuído ao verdadeiro ofensor". "E, pudéssemos supor que o príncipe permite que este fiador empenhe-se, em algum serviço eminente, para o qual uma recompensa é prometida; e tudo isto com o objetivo de dar direito ao criminoso da recompensa prometida: então, este serviço eminente, pode-se dizer, deve ser imputado ao criminoso, ou seja, ele é recompensado por conta disto. Assim, neste caso, tanto o que seu amigo fez e sofreu é imputado a ele". "Se um homem faz algum serviço eminente ao seu príncipe, e ele com sua posteridade são dignificados, em consideração a isto; então, o serviço executado pelo pai é imputado aos filhos também". "Agora, se, em meio às histórias das nações, nós nos certificamos de alguma coisa deste tipo, nós não entenderemos facilmente o que os escritores dizem: Por que, então, julgamos essas frases, quando elas são encontradas nos escritores inspirados, como tão difíceis de serem entendidas? Mas, pode-se perguntar: 'Como os atos de traição dos pais podem ser imputados aos seus filhos pequenos, uma vez que aqueles atos estavam completamente fora do alcance de uma criança, nem era possível que ela os cometesse'. Ou, 'como o serviço eminente, executado pelo pai, pode ser imputado ao seu filho, que ainda é uma criança?'". "Eu respondo: 1. Aqueles atos de traição, ou atos de serviço, são, através de uma figura comum, imputados aos filhos, quando eles sofrem ou desfrutam das conseqüências da traição ou serviço eminente de seus pais; embora as ações pessoais de traição ou serviço não possam ser praticadas pelos filhos. Isto facilmente seria entendido, pudesse ocorrer na história humana: E, por que não, quando ela ocorre nos escritos sagrados?". "Eu respondo 2. O pecado é tomado, tanto por um ato de desobediência à lei, quanto pelo resultado legal de tal ato; ou seja, a culpa, ou propensão à punição. Agora, quando dizemos que o pecado de um traidor é imputado aos seus filhos, nós não queremos dizer que o ato do pai é responsabilizado sobre o filho, mas que a culpa, ou propensão à punição, é assim transferida para ele; que ele sofre banimento ou escassez por conta disto". "De igual maneira, a retidão é tanto atos específicos de obediência à lei; quanto resultado legal daquelas ações; ou seja, um direito à recompensa, anexada a elas. E assim, quando dizemos que a retidão daquele que executou algum ato eminente de obediência é atribuído aos seus filhos, não queremos dizer que o ato específico do pai é responsabilizado sobre o filho, como se ele tivesse feito isto; mas que o direito à recompensa, que é o resultado daquele ato, é transferido para seus filhos. Agora, se nós pudéssemos explicar cada texto das Escrituras, em que tanto o pecado atribuído, ou a retidão atribuída, é mencionado (se nas palavras expressas ou no claro significado delas), poderíamos considerá-las todas fáceis e inteligíveis". "Assim, podemos facilmente entender como a obediência de Cristo é atribuída a toda sua semente; e como a desobediência de Adão são imputada a todos os seus filhos". "Para confirmar isto, eu acrescentaria essas três anotações": 1. "Existem diversas histórias nas Escrituras, onde as expressões da mesma importância ocorrem. Assim em (Gênesis 22:17) 'Tua semente possuirá a porta de seus inimigos, porque tu obedeceste a minha voz'. Aqui, a obediência de Abraão, ou seja, o resultado dela, é imputado a sua posteridade. Assim, em (Números 25:13) 'Deus deu a Finéias e sua semente, depois dele, a aliança de um sacerdócio eterno, porque ele foi zeloso para com seu Deus', e fez expiação dos criminosos em Israel. Isto foi assim atribuído aos seus filhos, para que eles também recebessem a recompensa". "Assim, (Josué 7:25) 'O pecado de Adão foi atribuído aos seus filhos, para que eles fossem todos apedrejados por causa dele'. De igual maneira, (II Reis 5:27), a cobiça de Geazi foi imputada a sua posteridade, quando Deus, através do Profeta, afirmou que a lepra aderir-se-á junto a ele e sua semente para sempre'". 2. "As Escrituras, tanto do Velho quanto do Novo Testamento, usam as palavras, pecado e iniqüidade, (no Hebraico e Grego), para significar, não apenas as próprias ações criminais, mas também o resultado e conseqüências daquelas ações; ou seja, a culpa ou a propensão à punição; e, algumas vezes, a própria punição, se ela cai sobre o crime original, ou sobre outros, por causa dele". "Na mesma maneira, as Escrituras usam a palavra retidão, não apenas para os atos de obediência, mas também o resultado deles; ou seja, justificação, ou direito à recompensa. Um estudo moderado de alguns desses textos, onde estas palavras são usadas, podem nos convencer disto: Assim, (Jô 33:26) 'Deus atribuirá ao homem sua justiça'; ou seja, a recompensa dela. (Oséas 10:12) 'Semeiem a vocês mesmos na retidão, até que o Senhor venha e chova justiça sobre vocês'. Ou seja, até que ele derrame as recompensas, ou frutos dela sobre você". "E aqui acrescentaria que, em diversos lugares das Epistolas de Paulo, retidão significa justificação, no senil passivo da palavra". "Assim, (Romanos 10:4) 'Cristo é a finalidade da lei para a retidão de todo aquele que crê'; ou seja, com o objetivo da justificação dos crentes. (Verso 10) 'Com o coração o homem crê para a retidão'; ou seja, assim como para obter a justificação. (Gálatas 2:21) 'Se a retidão', que é justificação, 'vem pela lei, então, Cristo é morto em vão'. Isto particularmente mantém onde a palavra logizomai, ou imputar, está ligada à retidão. Como em (Romanos 4:3) Abrão 'creu em Deus, e isto lhe foi imputado por retidão'. (Romanos 4:5) 'A fé dele lhe foi considerada como retidão'. Não é antes ou depois; para ou em vez de retidão; mas eiv dikaiosunhn, 'com o propósito da justificação', ou aceitação com Deus". "E, em outros lugares das Escrituras, a obra, quer boa ou má, e colocada para a recompensa dela. (Jó 34:11) 'A obra de um homem será retribuída junto a ele'; ou seja, a recompensa dela. Assim Paulo deseja que os Filipenses imputem algum erro que ele tivesse recebido de Onésimo a si mesmo; ou seja, não a ação má, mas o dano que ele tinha sofrido. Na verdade, quando se diz que o pecado ou retidão deve ser imputado a algum homem, em consideração do que ele mesmo havia feito, as palavras usualmente denotam ambas as próprias ações boas ou más, e o resultado legítimo delas. Mas, quando se diz que o pecado ou retidão de alguma pessoa deve ser imputado à outra, então, geralmente, aquelas palavras significam apenas o resultado dela; ou seja, a propensão à punição por um lado, e à recompensa de outro". "Mas permita-nos dizer o que desejamos para confinar o sentido da atribuição do pecado e retidão a um resultado legítimo, -- a recompensa ou punição das boas ou más ações; vamos sempre assim explicitamente negar a atribuição das próprias ações a outros; ainda que o Dr. Taylor nivele quase todos os seus argumentos contra a imputação das próprias ações, e, então, triunfe, em ter demolido o que nós nunca construímos, e repare o que nunca defendemos". 3. "As Escrituras, que eu me lembre, em lugar algum, diz, em palavras expressas, que o pecado de Adão é imputado aos seus filhos; ou, que os pecados dos crentes são atribuídos a Cristo; ou que a retidão de Cristo é imputada aos crentes: Mas o verdadeiro significado de todas essas expressões e suficientemente encontrada em diversos lugares das Escrituras". "Ainda assim, uma vez que expressas palavras e frases explícitas, da atribuição do pecado de Adão a nós, de nossos pecados a Cristo, e da retidão de Cristo a nós, não estão claramente escritas nas Escrituras, nós não podemos impor que cada cristão use dessas mesmas expressões. Que cada um tenha sua liberdade, tanto para confinar a si mesmo, à linguagem bíblica estritamente, quanto de manifestar seu entendimento dessas claras doutrinas bíblicas, na suas próprias palavras e frases". "Mas, se as palavras foram expressamente escritas na Bíblia, elas não poderiam razoavelmente ser interpretadas em algum outro sentido, do que este que eu tenho explicado, através de tantos exemplos, ambos nas Escrituras, história, assim como na vida comum. Eu apenas acrescentaria, se fosse permitido, que o próprio ato da desobediência de Adão foi imputado a toda sua posteridade; que todas as mesmas ações pecaminosas que os homens cometeram foram imputadas a Cristo, e as próprias ações que Cristo realizou sobre a terra foram imputadas aos que crêem; que punições maiores, a posteridade de Adão sofreria, ou que bênçãos maiores os crentes desfrutariam além do que as Escrituras têm afirmado, quer para a humanidade, como resultado do pecado de Adão; ou a Cristo, como o resultado dos pecados dos homens; ou aos crentes, como resultado da retidão de Cristo?". Parte da Doutrina do Pecado Original Eu acredito que todo leitor imparcial está agora capacitado a julgar, se o Dr. Taylor tem solidamente respondido ao Dr. Watts ou não. Mas existe outro escritor não sem importância, a quem eu não posso me certificar que tenha respondido, afinal, embora ele tenha publicado quatro tratados diversos, declaradamente contra o Dr. Taylor, do qual ele não poderia ser ignorante, porque eles são mencionados em "A Ruína e Recuperação da Natureza Humana"; -- Eu quero dizer o Rev. Sr. Samuel Hebden, Ministro de Wrentham, em Suffolk. Portanto, eu acho altamente expediente anexar um breve resumo desses também; preferivelmente, porque os próprios tratados são muito incomuns, e, por algum tempo, esgotado da impressão. Eclesiastes 7:29 "Eis aqui, o que tão-somente achei: que Deus fez ao homem reto, porém eles buscaram muitas astúcias". "No verso precedente, Salomão declarou quão poucas pessoas sábias e boas, ele encontrou em todo o curso de sua vida; mas, a fim de que nenhuma pudesse culpar a providência de Deus por isto, ele aqui observa que esses não foram o que Deus, a princípio, criou; e que a existência deles não foi o efeito de uma apostasia miserável de Deus. As palavras originais situam-se assim: Apenas vê tu, que eu encontrei". "Apenas: Esta palavra coloca uma marca sobre o que está prefixado, como uma verdade de grande certeza e importância. Vê, observa, tu. Ele convida todo ouvinte e leitor, em especial, a considerar o que ele estava preste a oferecer. Eu encontrei: Eu descobri esta verdade certa, e a afirmo sobre a mais completa evidência, 'de que Deus criou o homem correto; mas ele buscou muitas astúcias'". "A palavra hebraica (rçy), a que nós atribuímos o significado 'correto', é propriamente oposta a desonesto, irregular, perverso. Ela é aplicada às coisas, para significar que são corretas, ou de acordo com a regra; mas é igualmente aplicada a Deus e ao homem, com as palavras e obras de ambos. Quando aplicadas a Deus, os caminhos de Deus, a palavra de Deus, ela está ligada ao bem; Salmos 25:8 ' Bom e reto é o Senhor; por isso ensinará o caminho aos pecadores', com retidão; Salmos 119:137 'Justo és, ó Senhor, e retos são os teus juízos', com o verdadeiro e bom; Neemias 9:13 ' E sobre o monte Sinai desceste, e dos céus falaste com eles, e deste-lhes juízos retos e leis verdadeiras, estatutos e mandamentos bons'; onde menção é feita sobre 'os julgamentos justos, leis verdadeiras, e estatutos bons'". "A retidão com a qual Deus ministra juízo ao povo, responde à justiça: em uma palavra: -- a retidão de Deus é a correção de sua natureza, infinitamente sábia, boa, justa e perfeita. A retidão do homem é sua conformidade, de coração e vida, à regra, a que ele está subordinado; e que é a lei ou vontade de Deus. Assim sendo, nós lemos da retidão do coração; Salmos 34:10 'Os filhos dos leões necessitam e sofrem fome, mas àqueles que buscam ao Senhor bem nenhum faltará'; Jó 8:6 'Se fores puro e reto, certamente logo despertará por ti, e restaurará a morada da tua justiça'; está ligada e é o mesmo que pureza. No mesmo sentido ela é tomada (para mencionar alguns poucos textos de muitos que poderiam ser produzidos), Provérbio 10:29 'O caminho do Senhor é fortaleza para os retos; mas destruição poderá ser para os que praticam iniqüidade'. Provérbios 11:3 'A sinceridade dos íntegros os guiará; mas a perversidade dos transgressores os destruirá'. (Verso 6) 'A justiça dos virtuosos os livrará, mas os perversos serão apanhados em sua própria perversidade'. (Verso 11) 'Pela bênção do correto, a cidade será exaltada'. (Verso 15:8) 'O sacrifício dos ímpios é uma abominação para o Senhor, mas a oração do correto é seu deleite'. (Verso 21:29) 'O homem ímpio endurece o seu rosto; mas o reto considera o seu caminho'. De todos esses textos, declaradamente aparece que a retidão, quando aplicada ao homem, é a mesma correção, santidade, ou integridade de coração e modo de vida". "Quando, portanto, Salomão diz, Deus 'criou o homem correto', o significado claro, inegável é: Deus, a princípio, formou o homem justo ou santo, embora 'eles tenham procurado muitas astúcias'. Eles, -- isto se refere a Adão, que é tanto um nome singular, quanto plural: Eles, nossos primeiros pais, e com eles sua posteridade, têm procurado muitas astúcias'; muitos artifícios para ofender a Deus, e injuriarem a si mesmos. Essas 'muitas astúcias' são opostas à retidão, à simplicidade do coração e integridade, com as quais nossos primeiros pais, e a humanidade neles, foram originalmente criados por Deus". "A doutrina do texto, então, é que Deus, em sua criação, 'fez o homem correto', ou justo; não apenas racional, e um agente livre, mas santo. Portanto, manter que 'o homem nem foi, nem poderia ser, formado santo, porque ninguém pode ser santo, a não ser em conseqüência de sua própria escolha e esforço', é audacioso, de fato! Para provar o contrário, e justificar a afirmativa de Salomão, eu ofereço alguns poucos e claros argumentos". 1. "Moisés, em seu relato sobre a criação, escreve: 'E Deus disse: Vamos criar o homem a nossa própria imagem'. Agora, que esta retidão ou santidade é a principal parte desta imagem de Deus, aparece de Efésios 4:22,24 'Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano. (...) E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade; e Colossenses 3:9,10 'Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos. E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou'. Nestas passagens eu observo": (1) "Pelo 'velho homem', não se quer dizer uma vida pagã, ou um modo de vida iníquo; mas uma natureza corrupta. Porque o Apóstolo em outro lugar fala de nosso 'velho homem', como 'crucificado com Cristo'; e aqui distingue dele 'sua maneira de vida anterior', ou as ações pecaminosas, que ele chama de 'feitos do velho homem'". (2) "Pelo 'novo homem', não se quer dizer um novo curso de vida; (como os Socinianos o interpretam); mas um princípio da graça, chamada por Pedro de 'o homem oculto do coração', e uma 'natureza divina'". (3) "Despojar-se 'do velho homem' (o mesmo que 'crucificar a carne') é subjugar e mortificar nossa natureza corrupta; 'revestir o novo homem', é encorajar e cultivar aqueles princípios graciosos, daquela nova natureza. 'Isto', diz o Apóstolo, ´'ser criado, segundo Deus, na retidão e santidade verdadeira'. É ser criado: o que não pode propriamente significar um novo curso de vida; mas uma 'nova natureza'. O ser 'criado, segundo Deus', ou 'em sua imagem e semelhança', mencionada por Moisés, Mas o que é ser 'criado, segundo Deus', ou 'em sua imagem?'. É ser 'criado na retidão e santidade verdadeira'; denominada 'conhecimento'; o conhecimento prático de Deus (Colossenses 3:10 'E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou')". "Mas se 'ser criado, segundo Deus, ou segundo sua imagem e semelhança', é 'ser criado na retidão e santidade verdadeira'; e se este princípio de retidão e santidade, por meio do qual, somos 'criados junto às boas obras', é um 'novo homem', uma 'natureza divina'; é fácil concluir que o homem era, a princípio, foi criado 'justo', ou 'santo'". * Socinianismo ( Um movimento religioso anti-trinitariano [Negação da deidade de Cristo] do séc. XVI, chamado assim pelos nomes de seus fundadores. Faustus Socinus, em sua obra "De Auctoritate Scripturae Sacrae", rejeitava toda religião puramente natural. Para ele a Bíblia era tudo, mas tinha que ser interpretada pela luz da razão. 2. "Todas as coisas, quando a princípio feitas por Deus, 'eram muito boas'. Nem, de fato, ele os faria ao contrário. A bondade do homem, assim como o ser racional, deveria se situar na devoção e consagração a Deus. Conseqüentemente, o homem foi, a principio, devotado a Deus, dessa forma: Do contrário, ele não seria bom. Mas esta devoção ao amor e serviço de Deus é a verdadeira retidão e santidade. Esta retidão, então, esta bondade, ou probidade; este estado ou disposição regular e própria da mente humana, era, a princípio, natural no homem. Ela foi forjada dentro de sua natureza, e solidificada com seus poderes racionais. Uma criatura racional, como tal, é capaz de conhecer, amar, servir, viver em comunhão com o Altíssimo Santo Deus. Adão, tanto usou desta capacidade, quanto não; tanto conheceu e amou a Deus, quanto não. Se ele não o fez, ele não foi 'muito bom', não, nem bom, afinal. Se ele o fez, ele foi correto, justo, santo". 3. "Quando Deus revestiu o homem com domínio sobre as outras criaturas, como ele seria qualificado para exercer aquele domínio, a não ser que ele tivesse, em si mesmo, um princípio de amor e obediência ao Governador Supremo? Deus não formou as criaturas obedientes ao homem, para confirmar o homem em sua obediência amorosa a Deus; ou ele não os criou, com uma disposição de dependerem e obedecerem ao homem, como seu Senhor, e não criou o homem, com uma disposição de obedecer e viver independente do Senhor, afinal? Mas esta disposição é retidão. Portanto, Deus 'criou o homem justo'". 4. "Tanto o homem foi criado com princípio de amor e obediência, quanto ele foi feito inimigo de Deus. Um desses deve ser: Porque como toda a obrigação requerida do homem, como um ser racional, é sumariamente incluída no amor, um amor supremo a Deus, e um amor secundário a outros, por amor a Ele; então, não deve haver meio termo entre o amor a Deus da criatura racional, e o não amor, que é um grau de 'inimizade' para com Ele. Tanto, Ó homem, tu amas a Deus, quanto tu não amas: Se tu amas, tu és santo ou justo; se tu não amas, tu não estás disposto a servires a ele de tal maneira, e com tal disposição de espírito, quanto ele requer. Então, tu és inimigo de Deus, um rebelde contra a autoridade dele. Mas Deus não poderia criar o homem em tal estado, em um estado de inimizade contra ele mesmo. De onde se conclui que o homem foi criado como um amante de Deus, ou seja, reto e santo". "Em uma palavra: Você pode provar, tanto que o homem não foi 'criado, segundo a imagem de Deus', ou que isto não quer dizer, ser 'criado na retidão e santidade verdadeira? 'O homem, assim como todas as criaturas, não foram criadas boas em sua espécie: E é uma criatura racional boa, exceto se todos os seus poderes forem devotados a Deus? O homem não está devidamente qualificado, a princípio, a exercer domínio sobre as outras criaturas? E ele poderia ser tão qualificado, sem um princípio de amor e obediência ao seu Senhor em comum? Por fim: Pode algum homem provar, que o homem seria inocente, se ele não amou o Senhor seu Deus com todo seu coração; ou que tal amor a Deus não é 'retidão e santidade verdadeira?". "Da doutrina da retidão original do homem, podemos facilmente concluir aquela do pecado original. Por esta razão, é que alguns tão sinceramente protestam contra a retidão original, porque eles temem olhar para si mesmos, como criaturas 'caídas, pela natureza', e 'filhos da ira'. Se o homem não era santo, a princípio, ele não poderia cair do estado de santidade; e, conseqüentemente, a primeira transgressão o expôs e à sua posteridade a nada, a não ser a morte temporal. Mas, por outro lado, se 'o homem foi criado correto', segue-se: (1) Que o homem, quando caiu, perdeu sua retidão original, e, nisto, seu direito ao favor de Deus, e à comunhão com Deus. (2) Que ele, por meio disto, incorreu, não apenas a morte temporal, mas a morte espiritual. Ele se tornou morto no pecado e filho da ira. E (3) Que toda sua posteridade nasceu com tal natureza, não a que o homem tinha, a princípio, mas a que ele contraiu, através de sua queda". "E o Senhor Deus ordenou ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim, podes comer livremente: Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, tu não deverás comer: Porque no dia em que comeres dela, certamente, tu morrerás. (Gênesis 2:16,17)". "Deus proibiu que o homem comesse desta árvore, em sinal de sua soberana autoridade, e para o exercício do amor do homem, e a prova de sua obediência. As palavras acrescentadas: 'No dia em que tu comeres dela, tu certamente morrerás', ou literalmente, '|No morrer, tu morrerás', quer dizer, não apenas que 'tu certamente morrerás', mas que 'tu deverás sofrer todo tipo de morte': Tua alma, assim como teu corpo deverá morrer. E, na verdade, se Deus criou o homem correto ou santo; se o homem, a princípio, desfrutou da vida de Deus, incluindo a santidade, juntamente com a bem-aventurança; e se o estado miserável da alma (assim como a dissolução do corpo) está nas Escrituras denominado 'morte'; segue-se plenamente que a ameaça original inclui nada menos do que uma perda da retidão original do homem, de seu direito ao favor de Deus, e vida feliz da comunhão com Deus". "As palavras significam, mais além: 'Tu deverás morrer instantaneamente; tão logo tu comas', E assim ele fez. Porque naquele instante, com sua retidão original, com direito ao favor de Deus, e comunhão com Deus, perdida, ele estava espiritualmente morto, 'morto no pecado'; sua alma estava morta para Deus, e seu corpo propenso à morte temporal e eterna". "E como havia uma ameaça de morte expressa nestas palavras, então, uma promessa de vida está implícita. A ameaça de morte apenas no caso de desobediência, implicava que, do contrário, ele não morreria. E mesmo desde a queda, a lei de Deus promete vida ao obediente, assim como ameaça morte ao desobediente; uma vez que o teor disto é: 'Faça isto, e viva: Se tu desejas viver, mantenha os mandamentos'". "Agora, uma lei dada por Deus com uma promessa de vida e uma ameaça de morte, aprovada pelo homem, é evidentemente uma aliança. Porque, o que é uma aliança, a não ser a concordância mútua de dois ou mais partes sobre termos certos? Agora, neste sentido, Deus fez uma aliança com o homem, e o homem uma aliança com Deus. Deus deu uma lei, em que prometia vida, no caso de obediência; ameaça, no caso de desobediência. E o homem aceitou os termos. Aqui, portanto, havia uma aliança verdadeira". "Mas para resguardar contra objeções, eu acrescento": 1. "Nós não afirmamos que Deus apareceu visivelmente, e formalmente ameaçou Adão, como um homem faz com outro. Sem um procedimento formal, como este, Deus poderia, sem dúvida, mostrar a ele, sobre quais termos ele deveria esperar a vida ou morte". 2. "Nós não afirmamos que Deus prometeu transportá-lo ao céu; mas, sem dúvida, ele tornou Adão consciente de que, se ele continuasse obediente, ele poderia continuar feliz, que no paraíso, ou alguma outra região". 3. "Se alguém grandemente superior condescender lidar livremente com um inferior, isto não anula a concordância mútua, ou impede a natureza de uma aliança. Assim Deus entrou em uma aliança apropriada com Abraão, no passado, e com seu povo no evangelho. E assim, muito mais ele fez com o homem, quando ele aprumou-se perfeitamente em direção a Deus. E esta aliança foi feita com Adão, não apenas por causa dele, mas igualmente por toda sua posteridade. Isto aparece": (1) "Do teor da ameaça original, comparada com o estado presente da humanidade. Porque é evidente que todos de sua posteridade nascem propensos à morte; que a morte, para a qual eles estão propensos, não foi ameaçada, a não ser no caso do pecado do homem; que o homem não estaria inclinado à morte, até que ele pecasse, e sua existência, então, era o resultado da ameaça, e que as Escrituras apontavam constantemente para o pecado como a única causa da morte, e de todo sofrimento. Mas, se toda a humanidade nasceu propensa àquilo que foi originalmente ameaçada, apenas para o pecado, então, toda a humanidade é considerada pecadora, e, como tal, está ocupada com a ameaça original, e, conseqüentemente com a promessa original". (2) "De I Coríntios 15:22: 'Em Adão, todos morreram'. Aqui o Apóstolo fala, não de nossos pais, mas de Adão simplesmente, (como também em Romanos 5), para mostrar nossa relação peculiar com ele. O 'todos', mencionado, são todos os descendentes naturais, que 'morreram nele', ou 'através dele'; ou seja, estão propensos à morte, por conta de sua relação com ele. E não se trata apenas da morte corpórea, porque ela permanece oposta, não a um mero renascimento do corpo, mas a uma feliz e gloriosa ressurreição, tal que 'aqueles que são de Cristo' tomarão parte de sua segunda vinda. Porque o Apóstolo fala, neste capítulo, desta ressurreição, não daquela do iníquo. Mas eles não poderiam 'morrer em Adão', se eles, de alguma forma, não pecassem nele, e caíssem com ele; se a aliança não tivesse sido feita com ele, não por causa dele apenas, mas por toda sua posteridade". (3) "Dos versos 45 e 47 do mesmo capítulo. O 'primeiro homem, Adão', e 'o segundo Homem, o último Adão', são aqui opostos. Agora, por que Cristo, não obstante os milhões de homens interpondo-se entre Adão e o homem, e seguindo, depois de seu nascimento, é chamado de 'o segundo Homem', e 'o último Adão?'. Nós temos uma resposta em Romanos 5:12, 14 etc., onde se diz que Adão é a figura de Cristo; e a semelhança entre eles é mostrada nisto: que, assim como 'o pecado' e a 'morte' descendem de um, então, 'a retidão' e 'a vida' descendem do outro". "Conseqüentemente, o que Cristo é, com respeito a toda sua semente espiritual, Adão é com respeito a todos os seus descendentes naturais; ou seja, uma pessoa pública, um líder federal, um representante legal: Alguém com quem a aliança foi feita, não apenas para si mesmo, mas também por toda sua posteridade. 'Exceto se um homem nascer da água e do Espírito, ele não poderá entrar no reino de Deus'. 'O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito'. João 3:5". "Neste texto nós temos: I. O novo nascimento descrito; II. A necessidade de afirmada; III. A corrupção original de cada filho de Adão observada, como aquela do qual a necessidade de tal mudança surge". I "O novo nascimento está aqui descrito. O que quer que isto implique, o Espírito de Deus é o único autor dele. Ele não ajuda um homem a regenera-se; mas toma a obra em suas próprias mãos. Um filho de Deus, como tal, 'não' é 'nascido do sangue'; não se torna assim, por descender de pais devotos. Ele não é 'nascido da vontade da carne'; não é renovado pelo poder de sua própria vontade carnal; 'não do homem', de qualquer homem que seja, 'mas de Deus', pelo poder único de seu Espírito. 'Na regeneração, o Espírito Santo mortifica 'o velho homem', a natureza corrupta, e sopra o princípio da vida na alma; um princípio de fé, do amor sincero, e obediência concorde a Deus. Ele que estava 'morto no pecado', está agora 'morto para o pecado', e 'vivo para Deus, através de Jesus Cristo'. Deus 'criou nele um coração puro, e renovou um espírito correto nele". "Ele 'o criou, junto às boas obras', e 'escreveu' sua 'lei, no coração dele'. Mas se o Espírito de Deus é o único agente na obra da regeneração; se a alma do homem não tem interesse ou preocupação ativa em seu 'nascer de novo'; se o homem foi criado santo, e a regeneração reimprime aquela imagem santa de Deus na alma; se 'o novo homem é criado, segundo Deus na retidão e santidade verdadeira'; se a corrupção da natureza (denominada de 'o velho homem' ou 'a carne') não é contraída pela imitação e costume, mas é uma indisposição hereditária inata, contemporânea à nossa natureza; se todas as boas obras verdadeiras são os frutos de um bom coração, um bom princípio, forjado na alma; plenamente se segue que a fé, a esperança, amor, temor, os quais distinguem os filhos de Deus de outros, não são adquiridos da natureza, mas hábitos ou princípios infundidos". "Dizer, então, 'que toda a santidade deve ser o efeito da própria escolha e esforço do homem, e que, pelo uso correto de seus poderes naturais, todo homem pode e deve obter o hábito da santidade', ou seja, 'nascer de novo', como quer que possa ser agradável à vaidade humana, é contrária a todo o teor das Escrituras. E todas as expressões bíblicas sobre este assunto são fundamentadas na natureza real das coisas. 'O pecado' é da natureza da 'vileza' e 'corrupção'. Ela polui o todo do homem e o apresenta como uma 'coisa impura', aos olhos de Deus. Quando, portanto, o Espírito de Deus remove isto, é dito que ele 'criou um coração limpo' para 'purificar o coração', 'borrifar água limpa sobre' nós, para nos lavar 'de' nossa 'sujidade'. E esta eficácia limpa está no texto expressa pelo ser 'nascido da água e do Espírito'". "Quando, portanto, nosso Senhor fala em 'nascermos do Espírito', seu claro significado é que existe uma limpeza espiritual que você deve compartilhar, mencionada naquelas promessas: 'Eu borrifarei água limpa sobre você, e você será limpo; de toda sua sujidade, e de todos os seus ídolos, eu o limparei. Um novo coração, eu darei a você, e um novo espírito, eu colocarei dentro de você. E eu tirarei fora o coração de pedra, e lhe darei um coração de carne'. Essas promessas nos dão uma clara descrição da obra regeneradora do Espírito; sem a experiência do que, nosso estado, que é miserável agora, será muito mais daqui por diante". II "Já que esta renovação espiritual da alma é indispensavelmente necessária. Sem ela, ninguém poderá 'entrar no reino dos céus', quer o reino da graça ou da glória. (1) 'Exceto se um homem nasce do Espírito, ele não poderá entrar no reino da graça; ele não poderá ser um súdito leal de Jesus Cristo. Através da natureza, nós somos súditos de satanás; e assim devemos permanecer, exceto que a graça renovadora 'nos envie para o reino do querido Filho de Deus'. (2) Conseqüentemente, 'a menos que nasçamos novamente, não poderemos entrar no reino' da glória. Na verdade, supondo-se que ele seja admitido lá, o que um pecador degenerado poderia fazer no céu? Ele, possivelmente, não poderia ter qualquer prazer quer pelo trabalho, pela companhia, ou os divertimentos do mundo". III "Nosso Senhor, tendo afirmado a absoluta necessidade de novo nascimento, para mostrar o fundamento desta necessidade, acrescenta 'que aquele que é nascido da carne é carne; e aquele que é nascido do Espírito é espírito'". Aqui observamos: (1) "Nosso Senhor contrapõe 'carne' e 'espírito', um com o outro; com cuja oposição, freqüentemente nos deparamos. Portanto, o que quer que se queira dizer por esses dois, eles denotam coisas opostas". (2) "Ele fala aqui de dois nascimentos separados, que são distintamente mencionados". (3) "O primeiro desses dois apresenta o outro como necessário. Uma vez que, 'aquele que é nascido da carne é carne'; assim sendo, 'nós devemos nascer do Espírito': Por conseguinte, esta grande mudança deve ser forjada em nós, ou não poderemos 'entrar no reino de Deus'". (4) "Se o segundo desses torna-se necessário, através do primeiro, então, ser 'nascido da carne' é nascer corrupto e pecaminoso. E, de fato, a palavra 'carne' é muito freqüentemente tomada como o princípio corrupto no homem. Ela é sempre considerada assim, quando se situa em oposição 'ao Espírito', ou àquele princípio forjado da obediência, que em si mesmo também (tomando o nome de seu Autor) é, algumas vezes, denominado 'Espírito'". "Agora, no texto, o que quer ou quem quer que seja nascido de um homem, desde a queda, é denominado 'carne'. E que a 'carne' é aqui colocada, não para a fragilidade inocente, mas para a corrupção pecadora, nós aprendemos do fato de ser oposta ao 'Espírito'. Cristo nasceu sujeito a pecar, assim como nós, e neste sentido era a 'carne'; ainda assim, sem pecado, ele não precisou 'nascer do Espírito'. Isto não se faz necessário, através de quaisquer enfermidades sem pecado, mas através de uma natureza pecaminosa apenas. Esta somente é oposta ao 'Espírito'; assim, portanto, devemos entender isto aqui". "Mas o Dr. Taylor diz: 'Nascer da carne é nascer naturalmente da mulher somente'. Eu respondo: A 'carne' não está em oposição ao 'Espírito', neste verso? Não é do Espírito de Deus, do qual se fala na cláusula anterior, juntamente com o princípio da graça, que está em toda pessoa regenerada? E alguma coisa além da corrupção pecaminosa é oposta ao Espírito de Deus? Certamente que não! Mas, neste caso, e se, onde quer que a 'carne' esteja em oposição ao 'Espírito', isto implica corrupção pecaminosa, então, é evidente que 'nascer da carne', é ter uma fonte pecaminosa de pais pecaminosos, é ter a necessidade das influências renovadoras do Espírito Santo, por causa disto, até mesmo, desde nosso nascimento". "Assim, 'caminhar segundo a carne', oposto a 'caminhar, segundo o Espírito', é seguir nossas inclinações pecaminosas. 'Estar na carne', oposto a 'estar no Espírito', é estar em um estado de pecado; 'a carne' e 'o espírito' são dois princípios contrários, que contradizem um ao outro; (Gálatas 5:16,17) se 'as obras da carne, e a luxúria da carne', são opostas 'ao Espírito', e ao 'fruto do Espírito', então, 'nascer da carne' deve significar mais do que meramente nascer de uma mulher. Tivesse Adão transmitido a natureza pura a seus descendentes, ainda que cada um deles tivesse nascido de uma mulher; eles não teriam necessidade de 'nascer do Espírito', ou serem renovados pelo Espírito Santo. Mas qual é esta corrupção da natureza que as Escrituras denominam carne? Existem dois ramos dela: 1. A necessidade da retidão original. 2. A natural propensão ao pecado. 1. "A necessidade da retidão original. Deus criou o homem justo; a santidade estava ligada à sua alma; um princípio de amor e obediência a Deus. Mas, quando, perdeu este princípio. E todo homem nasce agora totalmente vazio do conhecimento e amor a Deus". 2. "A propensão natural ao pecado está em todo homem. E esta é inseparável do outro. Se o homem nasce e cresce, sem o conhecimento ou amor a Deus, ele nasce e cresce, propenso ao pecado; o que inclui duas coisas: -- uma aversão ao que é bom, e uma inclinação ao que é mal. Nós somos naturalmente avessos ao que é bom. 'A mente carnal é inimiga contra Deus. A natureza não se submete, não irá, e não pode se submeter à sua santa, justa e boa lei. Portanto, 'aqueles que estão na carne, não podem agradar a Deus'. Sendo avesso à vontade, lei, e caminhos de Deus, eles estão extremamente inabilitados para tal obediência como a relação entre Deus e o homem indispensavelmente requer". "E como nós somos todos naturalmente avessos ao que é bom, então, nós estamos naturalmente inclinados ao que é mal. Até mesmo, os jovens por si mesmo correm para o mal; e são trazidos com dificuldade para praticar o que é bom. Tão logo eles descobrem a razão, então, eles descobrem o mal; as disposições irracionais. E essas descobertas, em cada um, até mesmo, em sua tenra infância, provam a inata e universal corrupção da natureza humana". "Mas por que esta corrupção é denominada carne? Não porque está confinada ao corpo. Ela é a corrupção de toda nossa natureza, e, é, portanto, denominada 'o velho homem'. Não porque consiste meramente em uma repugnância da razão aos apetites sensuais. Este é apenas um ramo daquela corrupção; o todo dela é muito mais extenso. Não porque ele está originalmente situado no corpo; mas porque ela está originalmente situada na alma. Se 'o pecado reina em nossos corpos mortais', é porque a alma pecadora usa os membros corpóreos, como 'instrumento da iniqüidade'. Mais ainda, tudo que essas palavras: aquele que é nascido da carne é carne, significa, é isto: Todos os homens que descendem de pais frágeis e mortais são, como eles, frágeis e mortais. Em conseqüência do pecado de Adão, todos seus descendentes morrem. Eu respondo": (1) Embora isto seja verdade, não é toda a verdade. Nem é a verdade apropriada para o texto, que fala do 'nascermos da carne', como sendo a razão porque devemos 'nascer do Espírito'". (2) "Não é consistente com as perfeições morais de Deus, que criaturas inocentes nasçam 'mortais'. A morte, em todo sentido da palavra, é o próprio 'salário do pecado'. 'O pecado' tem a mesma influência casual sobre a morte, assim como a obediência a Cristo tem a vida eterna". (3) "Nós não apenas nascemos 'mortais', mas 'filhos da ira'; nós que agora estamos regenerados, assim como outros". (4) "As Escrituras atribuem nossa 'mortalidade' e 'corrupção' à nossa ligação com Adão. 'Nele, todos morremos'; 'através da ofensa de um, muitos', toda a humanidade, 'está morta', propensa à morte. Novamente: 'Pela desobediência de um', a mesma, 'muitos são constituídos pecadores'. Portanto, quando nosso Senhor diz: 'Aquele que é nascido da carne é carne', ele quer dizer, não apenas que nós e nossos pais somos 'mortais', mas toda a humanidade recebeu a morte espiritual, assim como a morte temporal de seus primeiros pais". VI "A doutrina do pecado original, portanto, não é apenas uma verdade concordante com as Escrituras e razão, mas uma verdade da mais extrema importância. E ela é uma verdade para a qual as Igrejas de Cristo, desde o início, têm dado um claro testemunho. 'Poucas verdades, se alguma, são mais necessárias de serem conhecidas, cridas, e totalmente consideradas. Porque, se nós não estamos familiarizados com ela, não conhecemos a nós mesmos; e, se não conhecemos a nós mesmos, não podemos conhecer Cristo e a graça de Deus corretamente. E, sobre este conhecimento de Cristo e da graça de Deus, depende toda a nossa salvação. Agostinho, portanto, bem observa: 'Cristianismo se coloca propriamente no conhecimento do que concerne a Adão e Cristo'. Porque, certamente, se não conhecemos Cristo, não sabemos coisa alguma, para nenhum propósito; e não podemos conhecer Cristo, sem algum conhecimento do que se refere a Adão, que foi 'a figura Dele que viria a seguir'". "'Mas, se esta doutrina é tão importante, por que ela é tão pouco falada a respeito nas Escrituras, e nos escritos dos anciãos?'.'Este é um grande erro. Nós negamos totalmente que as Escrituras dizem pouco dela. Dr. Taylor, de fato, afirma que 'existem apenas cinco passagens nas Escrituras que plenamente se referem aos efeitos da queda de Adão'. Não é assim: Muitas Escrituras nos ensinam esta doutrina, como tem sido mostrado, plena e diretamente; e muitas outras falam do que pode ser racional e facilmente deduzido. Na verdade, o todo da doutrina da salvação, através de Cristo, e da graça divina, implica isto: e cada um de seus ramos principais – justificação e regeneração – diretamente conduz a ela. Assim como a doutrina da retidão original do homem, da qual, nada é mais claramente revelado". "E se os escritores antes de Agostinho dizem pouco com respeito a ela, não é a razão clara? As ocasiões dos escritos deles não os conduziram a ampliar o que ninguém havia, alguma vez, se oposto ou negado. Porque ninguém se opôs ou negou esta doutrina. 'Quem', diz Vincentius Lirinensis, 'antes de Celestius, negou que toda a humanidade estivesse envolvida na culpa da transgressão de Adão? 'Ainda assim, eles não silenciaram com respeito a ela. Justino Mártir fala da 'humanidade, como caída sob a morte e a fraude da serpente'; de 'todos os descendentes de Adão, como condenados por seu pecado; e todos que são de Cristo, como justificados por ele'. (De acordo com Trypho)". "Em Irenaeus, existem inúmeros, fortes, e expressos testemunhos, ambos para a retidão original e o pecado original em sua completa extensão: 'O que perdemos em Adão, ou seja, o ser, segundo a imagem e semelhança de Deus, isto nós recuperamos, através de Cristo'. Novamente: 'Aqueles que recuperam a palavra exprimida retornam para a natureza antiga do homem; aquela, através da qual ele foi feito, segundo a imagem e semelhança de Deus'. Ele fala igualmente de nosso 'pecar em Adão': 'No primeiro Adão', ele diz, 'nós ofendemos Deus; no Segundo Adão, nós somos reconciliados': E freqüentemente da perda do homem da imagem de Deus, através da queda, e da recuperação dela, através de Cristo'". "Tertuliano diz: 'O homem foi, no início, enganado, e, portanto, condenado à morte; do que toda sua raça tornou-se infectada e parceira de sua condenação '. Cipriano está expresso em sua Epístola a Fidus. Origines diz: 'A maldição de Adão é comum a todos'. Novamente: 'O homem, ao pecar, perdeu a imagem e semelhança de Deus'. E novamente: 'Ninguém está limpo de toda sujidade do pecado, mesmo que ele não tenha mais de um dia'". "O todo de mim', diz Nazianzen, 'tem necessidade de ser salvo, uma vez que o todo de mim caiu, e foi condenado pela desobediência de meu primeiro pai'. Muitos mais são os testemunhos de Atanásio, Basil, Hilário; todos anteriores a Agostinho. E o quanto esta importante verdade tem sido afirmada, é bem conhecido, desde Agostinho. Está claro, portanto, que as Igrejas de Cristo, desde o início, produziram evidentes testemunhos dela". "Para concluir": "Esta é uma doutrina bíblica: Muitos textos claros ensinam diretamente isto". "Esta é uma doutrina racional, totalmente consistente com os ditames da sensata razão; e, isto, não obstante possam existir muitas circunstâncias referentes a ela, que a razão humana não pode penetrar". "É uma doutrina prática. Ela tem uma ligação íntima com a vida, poder, e prática da religião. Ela conduz o homem ao alicerce de toda prática cristã, e o conhecimento de si mesmo; e, por meio disto, para o conhecimento de Deus, e o conhecimento de Cristo, crucificado. Ela o prepara para as justas concepções da dependência de sua salvação, e o confirma nela, sobre os méritos de Cristo para a justificação, e o poder de seu Espírito, para a santidade interior e exterior. Ela humilha o orgulho natural do homem; ela exclui o auto-aplauso e jactância; e indica o único caminho verdadeiro, por meio do qual, podemos cumprir toda retidão". "Ela é doutrina experimental. O cristão sincero, dia-a-dia, carrega a prova disto em seu próprio peito; experimentando esta, em si mesmo, o que é abundantemente suficiente para convencê-lo de que 'nele', através da natureza, 'não habita coisa boa; mas que é Deus apenas que opera nele, tanto o querer quanto o fazer de seu bom prazer'". Lewisham, 23 de Março, 1757. "Eu examinei, conforme meu tempo livre permitiu, toda esta questão complicada; e falei sobre cada ramo dela, com clareza e franqueza, de acordo com o melhor esclarecimento que tenho no presente. Restam apenas algumas poucas palavras mais a acrescentar, e isto com a mesma franqueza e simplicidade". "O que eu tenho freqüentemente reconhecido, eu agora repito. Não fosse sobre um ponto de tão profunda importância, eu não entraria nas disputas com o Dr. Taylor, mais do que eu ergueria minha mão contra um gigante. Eu reconheço suas habilidades de todo o tipo; seus dons naturais e adquiridos; seu forte entendimento; sua imaginação viva e frutífera; seu estilo claro e fácil, ainda que nervoso. Eu não tenho dúvida de que ele estudou as Escrituras originais durante muitos anos. E eu acredito que você tem dons morais que são infinitamente mais valiosos e mais cordiais do que todos esses. Porque (se eu não estou grandemente enganado) você tem 'boa vontade para com todos os homens'. E eu não posso acrescentar seu temor a Deus?". "Ó, o que você não faria com essas habilidades! O que seria tão grande para você atender e efetuar! De que serviço você seria, não apenas para seus próprios compatriotas, mas para todos que carregam o nome de Cristãos! Como você promoveria a causa do verdadeiro, e primitivo Cristianismo bíblico; da sólida e racional virtude; da profunda, santa, e feliz religião espiritual, que é trazida à luz, pelo Evangelho! Quão capaz você é de recomendar, não meramente a moralidade (o dever do homem para o homem), mas a devoção, o dever do homem para Deus, até mesmo, 'adorá-lo em espírito e em verdade!'. Quão bem qualificado você é para explicar, reforçar, defender, até mesmo 'as coisas profundas de Deus', a natureza do reino de Deus 'dentro de nós':