ÐÏࡱá>þÿ  46þÿÿÿ'()*+,-./0123ÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿì¥Áq`ø¿á# bjbjqPqP8D ::Š Vÿÿÿÿÿÿ¤ÎÎÎÎÎÎÎâ\\\8>\¬ê]Ôâ„Ò¾Ê`Ê`"ì`ì`ì`ì`ü` aÒÒÒÒÒÒÒ$BÔhªÖ¬)ÒΧbì`ì`§b§b)ÒÎÎì`ì`>ÒýÊýÊýʧbÄcÎì`Îì`ÒýʧbÒýÊýÊ:ùÏ,ÎÎÐì`¾`  1`ŽktÇ\kƦ%Ð ÒTÒ0„Ò/ÐRV×Ç”V×ÐÐ"V×ΣÐ`aL\a6ýÊ’a,¾aéaaa)Ò)Ò¥ÊXaaa„Ò§b§b§b§bâââ$V\âââ\âââÎÎÎÎÎÎÿÿÿÿ  John Wesley, o Evangelista Rev. Richard Green PARTE I – A PREPARAÇÃO CAPÍTULO I Ancestrais em Epworth – Nascimento – Lar. O nome Wesley está inseparavelmente unido, por todo o futuro, com aquele daquela pequena cidade de Epworth, na ilha de Axholme, North Lincolnshire. [Axholme, ou Axelholme; em Saxão, Eaxelholme]. Agora, no entanto, é necessário passar da região nordeste da Inglaterra, para a sudeste. As pesquisas na história familiar, feitas, por ordem do primeiro Conde de Mornington, revelam o fato de que a família Wesley (Westley, Wellesley) teve sua origem situada em Wilswe, ou Welswe, perto de Wells (Poços), Somerset. A genealogia foi traçada muito atrás, em Guy, que era um Lorde feudal, por Athelstan, ano de 938. O tataraneto de Guy foi Walrond de Welswey, e o neto deste último, Roger de Wellesley. [Tem-se sugerido que essas variações obedecem estritamente às probabilidades etimológicas do caso. Wilswe, ou Welswe, significa o caminho da nascente (poço) -- Wils ou Wels, o genitivo contraído – e nós (we) (para weg) o nome assim modificado. Pode-se, então, inferir que a casa era sobre o caminho para a bem-conhecida fonte – talvez, uma das fontes das quais Wells tira seu nome. Na sexta geração, o nome muda para o familiar Wellesley (well = welle, e leye = land (terra) — nossa terra, quando quer dizer meadow (campina). Assim, nós não temos mais o caminho da fonte/poço (way of well), mas o lugar da fonte (land of the well), e nós podemos inferir, tanto da transferência para o estado em que a famosa fonte estava situada, quanto daquela do domínio familiar, agora incluindo a verdadeira localidade do poço. O ramo irlandês da família, depois de alternar os dois nomes familiares (mais estritamente sobrenomes, agora), eventualmente adotou "Wellesley", enquanto o outro, o ramo mais antigo, do qual a família Epworth descendia, adotou Wesley — de maneira variada, soletrada, Westley, Wesly, e Wesley. A linha familiar mais antiga de descendentes tornou-se Wellesley-Wesley. — [Veja Proceedings of the Wesley Historical Society, vol. I, p. 67.] Um dos ramos da família é traçado do Sir Richard de Wellesley, do qual o Marquês de Wellesley, Governador Geral da Índia, e seu irmão, Arthur, Duque de Wellingyon, descenderam. O irmão mais velho do Sir Richard, Walrond de Wellesley, segundo Barão Norragh, tornou-se a origem de outros ramos. Ele substituiu a família na propriedade, Wellesley Manor, co. Somerset. Seu filho Gerald, o terceiro Barão, por ter ofendido o rei Henrique IV, foi destituído de seu título. O filho e herdeiro de Gerald, Arthur, levou o nome de Westley; mas seu filho Hugh, que era cavaleiro, retomou o nome Wellesley. O neto do Sir Hugh, Walter, usou novamente o nome Wesley ou Westley. O filho de Walter, Sir Herbert Wesley, ou Westley, de Westleigh, co. Devon casou-se com Elizabeth, filha de Robert de Wellesley, de Dangan Castle, Irlanda, de maneira que em seu filho, Bartholomew, nascido em 1596, esses dois ramos de família foram unidos; seu pai representando a descendência original, e sua mãe, o ramo Wellesley daquela descendência. Conseqüentemente, deriva-se o ramo Epworth da família. Bartholomew casou-se com a filha de Sir Henry Colley, de Carbery Castle; e o filho deles, John Westley, [Muitos detalhes interessantes a respeito de Bartholomew, e seu filho, John Westley, estão coletados em The Fathers of the Wesley Family, de William Beal. 2nd ed. Londres, 1862; Memoirs of the Wesley Family, de Adam Clarke. 2nd ed. Dois volumes, Londres. Tegg; e as pesquisas subseqüentes de G. J. Stevenson, no Memorials of the Wesley Family. Londres, Partridge, 1876.], que se casou com a filha do célebre Puritano, John White, conhecido como o Patriarca de Dorchester, foi o pai de Samuel de Epworth, que foi o pai de Wesley. A mãe de Wesley era Susanna, filha do Rev. Samuel Annesley, segundo filho de Francis Annesley, Visconde de Valentia, cujo filho mais velho, Arthur, era Conde de Anglesea. A mãe de Susanna era filha do outro John White, um distinto Puritano, advogado, em Londres. Da vida anterior de Bartholomew Westley, muito pouco é conhecido. Nenhum registro familiar foi preservado, para nos informar onde ele nasceu, ou como seus primeiros dias foram passados. Mas fomos informados que ele foi enviado, ainda jovem para uma das Universidades; que ele era diligente nos estudos, que incluíam, Física e Teologia; e que como clérigo, ele se distinguia pela simplicidade de discurso, de maneira que não era um pregador popular para aqueles que buscavam mais por palavras adornadas do que por verdades importantes. [Calamy]. Ele viveu por algum tempo em Bridport, e, certamente pregou em Allington, um subúrbio daquela cidade [o púlpito que ele usou está ainda preservado na escola Wesleyana em Bridgport]; depois do que ele, conseguiu os benefícios de Charmouth e Catherston, vilarejos no sudoeste de Dorset, do qual foi expulso, até mesmo antes da passagem do Ato de Uniformidade, em 1662. Acredita-se que ele, então, tornou-se um pregador itinerante, em Bridport, Lyme, Charmouth, Netherbury, Beaminster, etc. Ele também praticava medicina, porque foi preparado, através de seu treinamento universitário. Ele residiu, por algum tempo, em Charmouth, até que o Ato Five Mile (1665] o expulsou. Seus últimos anos foram em reclusão, provavelmente em Lyme, onde ele transferiu suas terras para seu filho, então, vigário de Winterbourne-Whitchurch. Ele morreu por volta de oitenta e cinco anos, mas o exato momento e local de seu funeral eram, até recentemente, desconhecidos. Fomos informados que sua morte (que foi provavelmente apressada pela morte prematura de seu filho, John Westley) aconteceu em Lyme Regis, no ano de 1670; e que ele foi enterrado lá em 15 de Fevereiro daquele ano, "em um bonito cemitério da igreja, cercado pelo mar – quase dentro da vista de 'Whitechapel Rocks', e da moradia isolada, onde ele e seus paroquianos perseguidos se encontravam, durante os tempos turbulentos que se seguiram a Restauração". [Broadley, John Wesley and his Dorset Forbears]. ( O ato Five Mile, 1665, foi uma das leis penais inglesas que buscava obrigar à conformidade com a Igreja Estabelecida da Inglaterra. Ela proibia o clérigo de viver cinco milhas (8 Km) de uma paróquia, que eles haviam excomungado, exceto se eles jurassem nunca resistir ao rei, ou tentasse reformar o governo da Igreja ou do Estado. John, o filho de Bartholomew Westley, nasceu, talvez, em Bridport, por volta do ano de 1636. Sua primeira educação, provavelmente foi obtida na Escola de Gramática de Dorchester, mais tarde, ele entrou na New Hall, Oxford, onde ele teve um considerável progresso em Línguas Orientais. Ele conseguiu seu grau de Mestre, e, por conta de sua seriedade, habilidade e progresso, ganhou a atenção especial do Vice-Chanceler, Dr. John Owen, capelão de Cromwell. Ao deixar Oxford, ele se reuniu em uma igreja "associada", e foi designado como evangelista ou missionário, e pregou em Melcombe, Radipole, e outros lugares em Dorset. Ele nunca foi ordenado pelo bispo. Em 1658, tornou-se Vigário de Winterbourne-Whitchurch, sendo aprovado pelo "examinador" de Cromwell, e apontado para o benefício, pelos curadores. Logo depois, casou-se com a sobrinha de Thomas Fuller, filha de John White, que foi uma figura notável na Assembléia dos Clérigos, em Westminster. Westley deixou de lado a Liturgia, e introduziu a forma de adoração Presbiteriana, ou Independente. Uma conversa prolongada que teve com o Bispo de Bristol está registrada no Memorial Não-conformista, e lança muito esclarecimento, com respeito à posição, caráter e pontos de vista de Westley. Sua pregação foi o meio de converter os pecadores, onde exercesse seu ministério. Esses foram tempos amargos para o clero não-conformista; as questões foram maturando para o negro dia de Bartolomeu em 1662. Espiões e informantes estavam espalhados, e John Westley (ou Wesley, como ele algumas vezes assinava seu nome) foi uma vítima. Artigos levianos foram esboçados contra ele, e ele foi encarcerado por mais de cinco meses. Logo no início de 1662, ele também foi preso, quando saía da igreja, e depois de um tempo, solto novamente. Aconteceu em um mês, desde 24 de Agosto, quando ele e dois mil mais foram expulsos de suas igrejas e casas. Logo depois, seu filho Samuel nasceu. No início do ano, ele foi removido para Melcombe; mas logo saiu da cidade e uma multa de 20 libras foi imposta sobre sua senhoria, e cinco xelins, por semana, sobre si mesmo. Como um fugitivo, sem lar, ele visitou Ilminster, Bridgewater, e Taunton, onde pregou quase todos os dias, tratado com grande delicadeza pelos Presbiterianos, Independentes, e Batistas. Por algumas semanas, ele foi o cooperador entusiasta de Joseph Alleine. Pela generosidade de um desconhecido amigo, uma casa foi providenciada para ele e sua família em Preston, para a qual ele se mudou em 1663. Aqui, diversos de seus filhos nasceram. Ele ministrava, quando tinha oportunidade, em at Weymouth, e lugares na vizinhança, entretanto, logo depois de 1664, ele foi impedido de pregar na vigência do Conventicle Act. Mas ele não foi totalmente silenciado; e começou a pregar em privativo, em Preston e alhures. Mais tarde, tornou-se pastor de um pequeno grupo, em Poole, com os quais continuou até sua morte, embora fosse diversas vezes capturado, e quatro vezes encarcerado. Em uma ocasião, ele foi obrigado a deixar sua esposa e família, e rebanho, e por um período considerável permaneceu escondido. Por fim, seus sofrimentos e privações, o declínio da religião espiritual, a perda de amigos, junto com a virulência crescente dos inimigos da religião, o subjugaram, e ele morreu com trinta e três ou trinta e quatro anos, por volta do ano de 1670. ( Ato Conventicle de 1664, Charles II, foi um Estatuto Inglês que proibia as assembléias religiosas de mais de cinco pessoas, sem o patrocínio da Igreja da Inglaterra. O objetivo desta lei, parte do projeto de Edward Hyde, primeiro Conde de Clarendon, era desencorajar o Não-conformismo, e fortalecer a posição da Igreja Estabelecida. Samuel Wesley nasceu em Winterbourne-Whirchurch, em Dezembro de 1662. [a seguinte entrada é tomada do velho registro paroquial – "1661 – Samuel Wesly, o filho de John Wesly, foi batizado em 17 de Dezembro]". Ele recebeu sua educação na Dorchester Free School, onde permaneceu até os seus quinze anos de idade. Com sua mãe viúva, naquela época muito pobre, ele foi enviado, através da delicadeza de amigos Dissidentes, para uma academia em Stepney, na esperança de que entrasse para o Ministério Dissidente. Aqui ele permaneceu dois anos, quando ele diz, que foi um diletante na poesia e partidarismo; e, encorajado por alguns dos ministros Dissidentes, escreveu "Tolas sátiras dobram a Igreja e Estado". Ele progrediu no aprendizado clássico, e teve a vantagem de atender ao ministério de Charnock, e outros ministérios populares do dia; ele uma vez ouviu "o amigo Bunyan". Comprometido a responder a algumas criticas severas, escritas contra os Dissidentes, ele matriculou-se em um curso de redação, que o levou a mudar seus pontos de vista, e, em conseqüência, a sua vinculação à Igreja Estabelecida. Encorajado pela oferta de uma bolsa de estudos de 10 libras, ele decidiu ir para Oxford. Assim sendo, ele partiu cedo uma manhã, "a pé" todo o caminho. Ele se inscreveu como um criado do Exeter College, sustentando-se por cinco anos, obteve seu grau, e mudou-se para Londres, onde foi ordenado diácono, em 7 de Agosto de 1688. Ele obteve um curato, com uma renda de 18 libras, e, mais tarde, uma capelaria a bordo de um navio-de-guerra, onde começou seu poema sobre A Vida de Cristo. Ele, então, obteve outro curato, e logo depois, casou-se, como foi falado acima, com Susanna, filha do Dr. Annesley, uma seguidora do clérigo Não-conformista, em cuja casa, ele com outros sinceros estudantes encontraram freqüentemente boas-vindas. Em 1691, ele foi designado para a paróquia de South Ormesby, com uma renda de 50 libras e uma casa – "uma choupana simples composta de junco e barro". Aqui ele passou perto de seis dos melhores anos de sua vida, e escreveu algumas das mais qualificadas obras, e aqui cinco de seus filhos nasceram. Por volta do ano de 1696 ou 1697, ele se mudou com sua esposa e família para Epworth, onde o interesse especial da história familiar começa. Samuel Wesley era cuidadoso na observação de suas obrigações como sacerdote paroquiano; versado, sábio, devotado a seu livro e sua pena, um estudante apaixonado pela Escrituras, em suas Línguas originais, um escritor de grandes volumes, em prosa e verso; um homem ativo, atarefado, borbulhante; com sagacidade, e habilidade; um trabalhador vivaz e incansável, sabendo pouco do descanso, e nada da auto-indulgência – qualidades que foram, mais tarde, altamente desenvolvidas em seu filho. Seus talentos e erudição logo lhe trouxeram notoriedade, e ele se ocupou com os assuntos da Igreja, e pela compulsão, deu atenção aos assuntos de trabalho, para os quais ele não era especialmente adequado; isto conduzindo, algumas vezes, a uma não pequena interrupção do conforto familiar. Ele usualmente atendeu às reuniões de Convocação, mantendo tal atendimento como parte de sua obrigação. Isto ele executou com gasto de dinheiro que ele mal pode gastar para as necessidades de uma família tão grande, e a um preço do tempo, que era injurioso para sua paróquia. Mas foi um homem de integridade irrepreensível, de sensibilidade moral elevada, e muito firme em seu ater-se a princípio. Seus esforços com a pobreza, e suas dificuldades, em meio aos seus rudes paroquianos, junto com muitos fatos interessantes na história familiar, é contada com alguma minúcia em Life and Times of Samuel Wesley, de Tyerman. Dos ancestrais de Susana Wesley, seu biógrafo diz [A mãe dos Wesleys. Pelo Rev. Rev. John Kirk. 5th ed., Londres, Jarrold, 1868] que alguns deles, como vimos, poderiam vangloriar-se do sangue aristocrata, e ocasionalmente desfrutar de importantes posições em Commonwealth; enquanto outros podiam se regozijar de uma mais importante nobreza espiritual. Seu pai foi "Samuel, o filho de John Anslye", provavelmente da paróquia de Haseley, em Warwickshire, em cuja paróquia, o jovem Annesley foi batizado em Março de 1620. Ele foi sério, desde seus primeiros anos de vida; diligente leitor das Escrituras Sagradas, e, durante seu curso colegial em Oxford, notável por seu temperamento e esforço. Em seu primeiro serviço eclesiástico, na paróquia de Cliffe, em Kent, seus paroquianos, mais aficionados da desordem e bebedeira do que da sobriedade e religião, o saudavam com "cuspe, facas, e pedras", e, muitas vezes, ameaçavam sua vida. "Usem-me como vocês desejarem", disse o corajoso jovem pároco: "Eu estou decidido a continuar com vocês, até que Deus tenha adequado vocês, através do meu ministério, para receberem melhor. Então, quando vocês estiverem assim preparados, eu os deixarei". Quando ele os deixou, foi em meio a lágrimas e gritos deles, e milhares de outros sinais de amor fraternal. Ele, mais tarde, tornou-se Vigário de Cripplegate, onde permaneceu, até que dividiu a sorte com seu camarada Não-conformista em 1662. Nos dez anos seguintes, ele parece viver na obscuridade, "seu Não-conformismo cria muitos problemas exteriores para ele, mas nenhuma inquietação interior". Beneficiado pela Declaração de Indulgência, em 1672, ele licenciou uma casa de pregação na Igreja Little St. Helen, Bishopsgate Street, onde reuniu uma igreja grande e notável, para a qual amorosamente ministrou por vinte e cinco anos. Ele foi abençoado com uma constituição forte."Os dias de 'neve rigorosa', e vento congelante, o encontravam em seu estúdio no alto da casa, com as janelas abertas e a grelha vazia". Ele era equilibrado, em todas as coisas; usava de nenhum estimulante, e podia suportar qualquer montante de ativo exercício e trabalho árduo, pregando duas, ou três vezes, todos os dias da semana, sem qualquer sensação de fraqueza. Ele morreu em 16 de Dezembro de 1696, e foi enterrado na Igreja de St. Leonard, Shoreditch. No seu sermão fúnebre, foi dito que "nele a Igreja perdeu um pilar, a nação, um lutador com Deus, o pobre, um benfeitor, seu povo, um fiel pastor, seus filhos, um terno pai, e o ministério, um exemplar colaborador". Durante sua residência em Cliffe, ele se casou com a filha de John White, "uma distinta advogada", uma Puritana desde sua juventude, muito decidida e ativa em seus princípios religiosos e nas controvérsias eclesiásticas daquele tempo. Ele foi membro da Assembléia dos Clérigos de Westminster. A Sra. Annesley, conforme se sabe, tinha um entendimento superior, uma sincera e consistente devoção. Ela não poupava esforços no se empenhar para promover o bem-estar religioso de numerosas crianças. Susanna foi a filha mais jovem, dentre as "duas dúzias", nascidas deste honrado casal. O Sr. Kirk julga que aquelas grandes qualidades de caráter, tão admiradas em Susana Wesley, foram herdadas de sua mãe, e que a ordenação da santa família na residência paroquial em Epworth foi uma imitação daquela que preponderava na casa do ministro Não-conformista, sob o cuidado da própria mãe de Susanna Wesley. Se existe alguma virtude em uma linhagem que combine saber, respeitabilidade, e santidade, de ambos os lados, John Wesley pode certamente pretender uma nobreza verdadeira de descendência. Ele vem de um povo que tinha uma história mental e espiritual. É impossível marcar esses pormenores no registro familiar, sem ficar impressionado com a providência singular que trouxe junto, através de sucessivas gerações, os muitos elementos de caráter que eram necessários para alguém que fosse um agente preparado pela graça Divina, em tão grande obra, como aquela para o qual Wesley foi chamado. Seus ancestrais não eram ancestrais comuns; porque ele não era um homem comum. Ele herdou a tenacidade familiar e o temperamento devocional do Puritano. Um treinamento difícil que desenvolveu nele grandes poderes de persistência, a disciplina espiritual que o conduziu a tão profunda reverência pelas coisas sagradas, o ensino da pobreza que deu a ele uma consciência da independência da riqueza, e da superioridade de suas reivindicações, não eram desconhecidas por muitos de seus ancestrais. Além disto, a perseguição e sofrimento, por causa dos grandes princípios, que muitos deles suportaram, e incrustaram tão firmemente em suas mentes, ele compartilhou. Na cultura mental que deu tanta rapidez, no adquirir conhecimento, e no poder de retê-lo; no desenvolvimento das faculdades poéticas e musicais, que nesta família obtiveram tão alto grau de perfeição; e na facilidade de falar em público, que sucessivos indivíduos manifestaram, e que culminou nos extraordinários poderes de seu exemplo final – em todos esses, nós assinalamos características distintas que formaram as especiais qualificações de Wesley em sua notável carreira. O que se pode dizer de Susanna Wesley, ela que se encontra no mesmo nível das mais célebres mães que a história evoca? Nós aprendemos que ela, muito cedo, se devotou à leitura – primeiro, "dos bons livros", que ela reconheceu, como em meio às misericórdias de sua infância, e, então, uma aventura destemida, junto às águas turbulentas das controvérsias teológicas do dia, quando ela quase naufragou de sua fé, na rocha do Socianismo, do qual foi resgatada pelo "religioso ortodoxo", que, mais tarde, tornou-se seu marido. Por quais meios ela, educada entre os Dissidentes, foi conduzida a ligar-se à Igreja da Inglaterra, nós saberíamos, não tivesse o fogo que destruiu a casa pastoral de Epworth, também ocasionado um manuscrito contendo "um relato de toda transação, em que", diz ela, "eu inclui o principal da controvérsia entre os Dissidentes e a Igreja Estabelecida, até onde isto chegou ao meu conhecimento". Sua atitude no escrever é mostrada em suas excelentes cartas para seus filhos, e nos papéis preparados por ela, para uso na instrução deles. [Veja Stevenson's Memorials of the Wesley Family; The Proceedings of the Wesley Historical Society, vol. I.; e Clarke's Wesley Family, vol. Ii., no qual aparece seu próprio relato de seu método de treinar seus filhos e governar sua casa, contida em uma carta para seu filho, John, datada de 24 de Julho de 1732]. Essas são dissertações sobre o Credo, os Dez Mandamentos, obediência à Lei de Deus, a Existência e as perfeições de Deus, e uma exposição dos princípios Revelados da Religião. Ela foi uma mulher admirável, de grande aperfeiçoamento de mente, e um forte e viril entendimento; uma esposa obediente, uma mãe exemplar, uma cristã fervorosa [Southey]. Sua perfeita administração de sua numerosa família, sua paciência constante em incomodar a miséria, sua coragem inflexível, em meio à preocupação e perigo, sua profunda preocupação com o bem-estar espiritual de seus paroquianos, sua devoção capaz, mas de certa forma, errático marido, "sua regularidade, firmeza de propósito, autoridade calma, e terna afeição" [Rigg], encontra ampla ilustração nas numerosas referências a ela que são encontradas nas várias memórias de Wesley, mais especificamente na Life do Rev. John Kirk. Mas é sua maravilhosa habilidade no treinamento de seus filhos, especialmente no seu relacionar-se com o futuro de seu ilustre filho, que pretende atenção aqui. Os filhos naquela casa paroquial estavam sujeitos a uma suave, terna e amorosa, se inflexível, regra. A Sra. Wesley teve infatigáveis dores com sua numerosa prole. Devemos banir todas as noções de aspereza, precipitação, ou irritabilidade de temperamento, nesta graciosa mulher. Calma, gentil, firme, e amorosamente, ela moldou o espírito plástico de cada filho. No observar as primeiras germinações da atividade inteligente, ela previamente usava de sua orientação gentil, sem esperar que o habito se formasse, e, então, com severidade o corrigia. A regra, se inflexível, não era imposta asperamente. Seu biógrafo diz: "Todos os seus comandos foram agradáveis como maçãs de ouro em cestas de prata". A guia e mestra daqueles pequeninos, e jovens em desenvolvimento, era sua melhor, mais amorosa, e amada amiga – uma sábia, doce, e piedosa mulher. Eles não foram deixados ao cuidado de servos ignorantes ou rabugentos, ou professores desinteressados. Ela, com a ajuda de seu marido, era a professora deles, até que, sob seus olhos, o mais velho fosse capaz de dar instrução ao mais jovem. Sua família era governada pela lei, e ela era a legisladora, mas a lei em sua boca era a lei da delicadeza. A instrução e treinamento de seus filhos foram conseqüência de seu próprio treinamento: sua disciplina seguiu sua própria autodisciplina. À luz dos costumes modernos, o tempo para recreação pode parecer ter sido curto, quando lembramos a regra pela qual ela regulou suas próprias horas de lazer, na tenra vida, para nunca gastar mais tempo em qualquer recreação em um dia, do que ela passa em obrigações religiosas, em particular. Não se trata de um regulamento tão mal, como pode parecer a primeira vista, porque ela separou, pelo menos, uma hora da manhã e uma à tarde, para tais obrigações. "O quarto das crianças, o pátio e terreno adjacente, no entanto, ocasionalmente se tornaram cenários de grande alegria e brincadeira". [Kirk]. Foi nesta família, no dia 17 de um mês ensolarado de Junho, de 1703, que a décima-primeira criança, e quarto filho, de dezenove crianças de Samuel e Susanna Wesley, nasceu na residência paroquial de Epworth; e algumas horas depois de seu nascimento, de tão fraco, foi batizado por seu pai. O bebê foi chamado John Benjamim, depois da morte de duas crianças, que respectivamente levavam esses nomes. ["Eu ouvi dele (Wesley), que ele foi batizado pelo nome de John Benjamim; que sua mãe enterrou dois filhos, um chamado John e outro Benjamim, e que ela uniu seus nomes nele. Mas ele nunca usou o segundo nome"]. Crowther's Methodist Memorial, 1810, p. 5. Isto está de acordo com a tradição familiar. O ultimo nome nunca foi usado, quer por Wesley, ou pela família. O pequeno "Jacky" teve o treinamento comum a todos os filhos daquela casa. Seu sono na infância era medido – Três horas de manhã, e três à tarde, gradualmente diminuído, até que ele não precisasse dormir durante o dia. No encerramento do seu primeiro ano, ele havia sido ensinado a "temer a vara", quer da punição ou da autoridade; e, se ele chorasse, faria isto "suavemente". Suas refeições eram estritamente reguladas, quanto ao tempo e quantidade, e ele foi ensinado, mais além, a comer tais coisas, que eram colocadas diante dele, nas três refeições diárias, e a não pedir nada entre as refeições. Tão logo pôde falar, foi-lhe ensinado a Oração do Senhor, que ele, então, repetia diariamente, manhã e noite. Ele foi instruído a falar e agir com propriedade, e nunca ser rude na palavra ou no comportamento, até mesmo, com os criados. Quando fosse chamar um irmão ou irmã, pelo nome, ele aprendeu a colocar o nome "irmão" ou "irmã", antes do nome próprio. Em seu quinto aniversário, ele como todos os outros, exceto Kezzie, aprendeu o alfabeto, e, imediatamente começou a ler as lições, no primeiro Capítulo em Gênesis. A comemoração deste aniversário era um evento notável na vida de cada criança, para o qual as devidas preparações eram feitas. "Tão logo o aniversário com suas simples festividades regularmente terminavam, o aprendizado começava de fato. No dia anterior, o novo aluno tomava seu lugar formal na sala-de-aula, 'a casa era colocada em ordem, cada tarefa designada, e um aviso era dado de que ninguém deveria entrar na sala, das nove ao meio-dia, ou das duas às cinco da tarde. A tarefa distribuída daquelas horas era para que o novo aluno adquirisse uma mestria perfeita do alfabeto; e em todos os casos, salvo dois, o horário da tarde viu os filhos da Sra. Wesley em completa posse dos elementos de todo o aprendizado futuro". [Kirk's The Mother of the Wesleys, p. 145.] De manhã e à tarde, ele se reunia para cantar Salmos com o qual a escola começava e se encerrava; e, de acordo com a regra da casa, uma de suas irmãs mais velhas, provavelmente Kezzie, que era apaixonadamente afeiçoada ao garoto, lia para ele o Salmo para o dia, e um capítulo na Bíblia. Muitos têm se maravilhado em como a Sra. Wesley pôde ter sucesso em inculcar todas essas lições. Ela os ensinou. Não era dito às crianças o que fazer, e, então, a lição era inculcada a força. Ela mais do que qualquer uma tinha amor a cada filho, e gentil e amavelmente conduzia cada um no caminho do dever. As crianças aprenderam a refletir com ela a importância e a razão do dever. Em tempo algum, nós ouvimos de algum deles uma palavra de queixa, fosse contra a restrição demasiada, ou da rebeldia contra o jugo carregado na juventude. Nas mais humildes confissões de Wesley, ele nunca menciona alguma semelhança à desobediência em sua infância; não, ele observou seus primeiros anos, como sendo os melhores. Alguns padrões desta disciplina reaparecem, quando Wesley estabelece sua escola em Kingswood. Por alguns anos, os assuntos transcorreram muito bem. "Nunca as crianças estiveram em melhores condições", escreveu a feliz mãe, regozijando-se do sucesso de seus esforços; "nunca as crianças estiveram mais bem dispostas à piedade, ou em mais sujeição aos seus pais". Mas a pacífica correnteza desta história familiar foi destinada a ser mais rudemente estremecida. A fidelidade do Reitor em censurar os pecados de seu povo, e sua atividade em promover a eleição de um candidato impopular para o Parlamento, talvez, acrescentados à inveja ignóbil da família deles, tão grandemente exaltada acima deles mesmos, excitou a ira de seus rudes paroquianos, e eles atiraram fogo na casa paroquial. John, pela misericordiosa providência, escapou: "Um tição arrancado do fogo", como ele mais tarde escreveu. A Sra. Wesley, em uma carta escrita logo depois do evento, diz: "... Quando entramos no corredor, e fomos cercados pelas chamas, o Sr. Wesley [pai] se certificou que tinha deixado as chaves das portas encima da escada. Ele correu e as recuperou um minuto antes que a escada pegasse fogo. Quando abrimos a porta da rua, o forte vento nordeste dirigiu as chamas com tal violência, que ninguém pôde permanecer contra elas. Mas algumas das nossas crianças atravessam as janelas, e o restante, pela pequena porta no jardim. Eu não estava em condição de subir até as janelas, nem poderia alcançar a porta do jardim. Eu tentei três vezes forçar minha passagem, através da porta da rua, mas fui freqüentemente jogada para trás, pela fúria das chamas. Nesta aflição, eu implorei ao nosso abençoado Salvador por ajuda, e, então, prossegui com dificuldade em meio ao fogo, desguarnecida como eu estava, o que não me causou mais dano, do que uma pequena queimadura em minhas mãos e face. Quando o Sr. Wesley viu as outras crianças a salvo, ele ouviu uma criança no quarto chorar. Ele tentou subir as escadas, mas elas estavam em chamas, e não suportariam seu peso. Certificando-se que era impossível dar alguma ajuda, ele caiu de joelhos no granizo rústico, e recomendou a alma do filho a Deus". Wesley, em um período mais tarde suplementa este relato. Ele diz: "Eu acredito que foi no exato momento que eu acordei; porque eu não chorei como eles imaginaram, exceto mais tarde. Eu me lembro de todas as circunstâncias, tão distintamente, como se tivessem acontecido ontem. Ao ver que a sala tinha muita luz, eu chamei a criada para me pegar. Mas, como ninguém respondeu, eu coloquei minha cabeça para fora das cortinas, e vi as labaredas de fogo no alto da sala. Eu corri em direção à porta, mas não pude chegar mais longe, todo o chão do outro lado estava em chamas. Eu, então, pulei em uma caixa que estava perto da janela. Alguém no pátio me viu, e se propôs a buscar uma escada. Um outro [Sr. Rhodes --{Seu neto, um capitão aposentado em Wellington, New Zealand, preservou a tradição do nome}] respondeu: 'Não existe tempo, mas eu pensei em um outro expediente. Aqui, eu me fixarei contra a parede; levantarei um homem leve, e o colocarei em meus ombros'". "Eles assim fizeram, e ele me pegou na janela. Exatamente quando todo o telhado caiu; mas no interior da casa, ou teríamos todos sido esmagados imediatamente. Quando eles me trouxeram para dentro da casa onde meu pai estava, ele gritou: 'Venham, meus vizinhos, vamos nos ajoelhar, e dar glórias a Deus, Ele ter me dado meus oito filhos; que a casa desabe, eu já sou rico o suficiente'. No dia seguinte, quando ele estava caminhando no jardim e inspecionando as ruínas da casa, ele pegou parte de uma folha de sua Bíblia poliglota, em que justamente estavam escritas essas palavras legíveis: Vade; yende omnia quae habes, et attolle crucem, et sequere Me. 'Vá, vende tudo que tens; toma a tua cruz, e siga-Me'". [Works, xiii. 475-6]. Mais recentemente, uma outra relíquia do fogo foi descoberta. No ano de 1832, o então Reitor, ao tentar alterar a aparência do jardim, deixou um montículo de terra para que fosse removida. Debaixo do solo foi encontrada uma quantidade de entulho, e, nele, no que pareceu ser os pés de uma velha escadaria, um pequeno quarto de Bíblica foi descoberto, encadernada em fortes papéis cartolina, e coberta com um couro denso. Ela estava muito descolorada pela água e chamuscada pelo fogo. Foi permitido ao homem que removeu o solo levar o livro embora. Mais tarde, ele foi vendido pelo seu filho a um cavalheiro, que presenteou o Didsbury College, com ele, onde está cuidadosamente preservado com os documentos comprobatórios. Ao fazer um relato do fogo para o Rev. Mr. Hoole, o Sr. Wesley assim escreve: "Embora o Sr. Wesley [pai] e eu e sete crianças pequenas estivéssemos todos desguarnecidos e expostos à inclemência do ar, em uma noite que estava tão severamente fria, como talvez, qualquer um pode se lembrar, e embora tenhamos diante dos olhos o melancólico panorama de nossa casa e bens consumidos pelas chamas, nem soubéssemos para onde ir, nem o que fazer com os pequeninos que agora choravam, tanto com o frio, e porque a neve cortava seus pés nus, como eles tinham feito antes, quanto pelo medo do fogo, ainda assim, nossas mentes estavam afetadas, tão profundamente, com a bondade de Deus, em nos preservar e a vida de nossas crianças, que, por um tempo, não refletimos sobre a condição a que ficamos reduzidos, nem o fato de não termos casa, dinheiro, alimento, ou vestimenta, nos afetou muito". Quarenta anos depois deste evento, Wesley escreve: "Nós tivemos uma confortável noite de vigília na capela. Por volta das onze horas, veio à minha mente que este era o mesmo dia e hora em que, a quarenta anos atrás, eu fui arrancado das chamas. Eu parei e deu um breve relato daquela maravilhosa providência. A voz do louvor e ação de graças, se ergueram ao alto, e grande foi nosso regozijo diante do Senhor". [Diário, 9 de Fevereiro, 1750]. A dispersão dos filhos durante a construção da nova reitoria, infelizmente os deixou em plena liberdade para conversar com os criados, do qual antes eles tinham sido restringidos; e correr pelas redondezas e brincar com qualquer criança boa ou má. O efeito foi que "aquele comportamento civilizado que os fez admirados, quando em casa, por todos que os viram, foi, em grande medida, perdido, e um sotaque grosseiro e muitas maneiras rudes foram aprendidas, o que não foi reformado, sem alguma dificuldade". Assim escreveu a cuidadosa mãe, mas ela se colocou resoluta na tarefa de corrigir o prejuízo. John estava com seis anos, e, portanto, estaria menos capaz de suportar o mesmo que alguns de seus irmãos mais velhos. Ele foi recebido na casa de um clérigo vizinho, com quem ele permaneceu doze meses, durante a construção da casa paroquial, e, por esta família, ele nutriu uma afeição muito forte. O cuidado de sua mãe foi, mas tarde, especialmente em direção a ele. Em uma solene meditação, ela escreveu: "Eu gostaria de oferecer a Ti, eu mesma e tudo que tu tens me dado; e decidi – Ó, dê-me graça para fazer isto – que para o resto de minha vida, eu me devotarei a Teu serviço. E eu pretendo ser mais especificamente cuidadosa com a alma desta criança que Tu tão misericordiosamente me proporcionou, do que eu tenho sido, até então; de maneira que eu me esforçarei para instilar em sua mente os princípios de Tua verdadeira religião e virtude. Senhor, dá-me graça para fazer isto sincera e prudentemente, e abençoa minhas tentativas com bom sucesso!". [Moore, i. 116]. "Ninguém pode, sem renunciar ao mundo, no sentido mais literal, observar meu método", ela escreveu, "e existem poucos, se algum, que inteiramente devotaria vinte anos do vigor da vida, na esperança de salvar as almas dos filhos, já que eles acreditam que elas podem sem salvos, sem muito alvoroço – porque esta foi minha principal intenção, mesmo que manejada de maneira inábil". [Carta da Sra. Wesley — Veja -- Overton, John Wesley, p. 5.] Em adição aos ensinos da Sala de Aula, cada criança, em turnos, uma vez por semana, conversava privativamente, quando os princípios religiosos eram mais minuciosamente instilados, e as obrigações religiosas, mas intimamente pressionada, em casa. O dia de Jacky era quinta-feira, e anos mais tarde, ele escreve para sua mãe: "Se você puder me reservar apenas pequena parte da quinta-feira, à tarde, que eu anteriormente me concedi de uma outra maneira, eu não duvido que seria tão útil agora para corrigir meu coração, quanto foi, então, para formar meu juízo". As condições da vida naquela reitoria de Lincolnshire eram altamente favoráveis para o crescimento da bondade de caráter. Autodomínio, autodisciplina e abnegação eram diariamente praticados. Cuidado reverencial pelas coisas sagradas, com firme fé na palavra Divina, e obediência resoluta a ela, foram habitualmente exibidos. Nós ouvimos pouco da alta cultura na vizinhança, mas dentro daqueles muros do jardim, virtudes simples floresceram, e erudição e alegria e amor, abundaram. "Haveria poucos vizinhos com os quais os Wesleys teriam associação em condições de igualdade; eles, portanto, seriam deixados muito mais aos seus próprios recursos. Mas, como toda família – pai, mãe, e todos os irmãos e irmãs – estavam acima da média, com respeito às habilidades e talentos, não seria detrimento para a cultura intelectual de John Wesley, enquanto ao mesmo tempo, o alicerce daquela simplicidade, inocência, e altruísmo, fosse colocado, o que foi uma de suas características mais fortemente marcadas, durante toda a sua vida. Seus primeiros treinamentos em casa também combinaram a vantagem dupla de dar a ele a cultura e refinamento de um perfeito cavalheiro, e a firmeza e poder para suportar a privação. Porque, das circunstâncias em que não é necessário entrar, os Wesleys estavam sempre pobres, algumas vezes mesmo, no limite da destituição". [Overton] Em meio a essas circunstâncias favoráveis, o jovem Wesley cresceu. Quem, então, eram seus companheiros diários? Seu irmão Samuel deixou a casa, quando John tinha apenas um ano de idade; Martha tinha três anos, e Charles, dois, quando por ocasião do incêndio. Ele usufruía, portanto, da companhia de suas irmãs mais velhas. Mas que irmãs! Emília, com dezessete anos – intelectual, estudiosa, sábia; bonita na aparência, virtuosa, graciosa, tendo um gosto especial para poesia e música, e afeiçoada apaixonadamente a John. Susanna, afável, brincalhona, e um pouco romântica, com uma mente naturalmente forte e vivaz, e bem refinada por uma boa educação. Mary, de certa forma, feia de corpo, mas com um rosto que era excessivamente bonito, um justo e legível indicador para uma mente e disposição quase angélica – bem informada e naturalmente refinada, humilde, prestativa, e amável, ela foi a favorita e deleite de toda a família. [Clarke.] Hetty, tinha seis anos mais que John; Anne (Nancy) era sete anos mais velha. A última herdou todas as excelências, social, moral e espiritual, que caracterizaram a família; era seu deleite sentar-se na sala de sua mãe, depois das aulas, para ouvi-la falar, ou suas observações sobre coisas ou livros. Ela também era apaixonadamente ligada a John. Este era o estado da família naquele tempo do incêndio, e John tinha cinco anos mais para passar naquela casa, antes que fosse removido para a escola. "Alguém retrata John em Epworth, como uma criança distinta e serena, sempre querendo saber a razão de tudo, alguém de um grupo de crianças notáveis, cada uma delas, com uma forte individualidade, e um espírito altíssimo, mas todas mantidas bem á mão por sua admirável mãe; todas meticulosas, e, preferivelmente, formais, segundo a moda do tempo, em suas linguagens e hábitos". [Overton]. Existem dois incidentes de sua vida no lar, registrados. John pensou profundamente a respeito de todo assunto, e se sentiu respondível, de acordo com sua razão e consciência, em todas as coisas que ele fez; em nenhuma delas, a paixão ou apetite natural pareceu ter qualquer influência peculiar. "O sr. Wesley disse-me", diz Dr. Adam Clarke [Memoirs of the Wesley Family], "que quando ele era criança, e lhe era pedido, a qualquer tempo, fora do horário comum das refeições, para pegar, por exemplo, um pedaço de pão e manteiga, fruta, etc. ele respondia, com uma fria tranqüilidade: 'Obrigado, eu pensarei nisto'". Ele nem tocaria, nem faria alguma coisa, até que tivesse refletido sobre sua conveniência e adequação. Esta sujeição de sua mente para a reflexão profunda, que, para aqueles que não estavam familiarizados com ele, teria parecido hesitação, algumas vezes, deixavam a família perplexa. Em uma ocasião, seu pai disse, mal humorado, à Sra. Wesley: "Eu admito, querida, eu penso que nosso Jack não atenderia as necessidades mais prementes da natureza, exceto se ele visse uma razão para isto". "Filho", disse seu pai a ele, quando ele era jovem, "você pensa em levar alguma coisa, por meio de argumento; mas você se certificará quão pouco é feito, alguma vez, no mudo, através da razão cuidadosa". Ao recordar isto, Wesley acrescenta: "Muito pouco, de fato". Atacado por varíola, quando entre oito e nove anos de idade, ele leva a aflição com paciência e coragem. Em uma carta a seu marido, a Sra. Wesley diz: "Jack tem suportado sua enfermidade, bravamente, como um homem, e, na verdade, como um cristão, sem queixa". Com esses poucos fatos em vista, dificilmente irá surpreender que sua conduta fosse tal que seu pai o admitiu na mesa do Senhor, quando ele tinha apenas oito anos de idade. [Diário, 27 de Maio, 1728]. Com respeito a si mesmo, nesta época, ele, alguns anos mais tarde, escreveu: "Eu acredito que até por volta de dez anos, eu não tivesse pecado, com a lavagem do Espírito Santo que me foi dado em batismo" – tais eram seus pontos de vista, naquele tempo, "estritamente educado, e cuidadosamente ensinado que apenas eu poderia ser salvo, pela obediência universal, mantendo todos os mandamentos de Deus; em cujo propósito eu fui diligentemente instruído. Todas essas instruções, até onde elas dizem respeito às obrigações exteriores e pecados, eu alegremente recebi, e freqüentemente considerei". CAPÍTULO II Londres e Oxford: Escola e Vida Colegial O jovem Wesley passaria agora por circunstâncias completamente diferentes de tudo, que tinha sido familiar, até aqui. Aos seus onze anos, ele entrou na Charterhouse, Londres, com bolsa básica (juntamente com cerca de quarenta, a sessenta "garotos urbanos"), sobre a indicação do Duque de Buckingham, que freqüentemente favorecia a família Wesley. Do isolamento de sua casa rural para o centro de uma grande cidade, e da companhia de irmãs para a companhia de centenas de jovens de várias idades, disposições, caráter, e educação, foi uma mudança muito grande, e deve ter provocado um choque para este espírito delicadamente sensível e suscetível, por mais que isto fosse abrandado com o modo de vida preparatório na Reitoria. Com respeito ao caráter, ele foi preparado para ficar na presença de qualquer um deles, e, provavelmente poucos, se algum, suportaram disciplina tão severa quanto ele – uma disciplina que não era uma restrição da qual, na inquietação da juventude, ele desejasse ser livre, mas um hábito de vida que tinha a aprovação de sua jovem consciência e juízo. Tudo que podemos saber dele, durante sua estada em Charterhouse, aponta para o comportamento diligente e bom. Sua prévia disciplina mental, seus hábitos enraizados de ordem, regularidade, e obediência, o preparariam bem para a rotina e restrições da vida escolar. Ela agora teria suas primeiras lições metódicas, uma vez reveladas pela rigidez com que ele seguiu o conselho de seu pai, ao correr em volta do jardim de Charterhouse, três vezes, toda manhã – numa distância de cerca de uma milha – para o benefício de sua saúde. Southey diz que devido sua quietude, regularidade, e aplicação, ele se tornou um favorito com o mestre, Dr. Walker; e acrescenta que Wesley parece nunca ter olhado para trás, para os dias que se foram, com melancolia; tristezas mundanas deste tipo não encontrariam lugar em alguém que estava continuamente seguindo adiante em seu objetivo. Por mais que Wesley estivesse acostumado à privação, ele não poderia deixar de suportar dolorosamente: do fato dos garotos mais velhos tirarem dos mais jovens suas porções de alimento, de maneira que durante grande parte de sua residência ele passou principalmente com pão seco. Em dias vindouros, ele imputou sua vigorosa saúde, parcialmente a este fato. "Dos dez aos quatorze anos", ele diz, "eu tive pouco, a não ser pão para comer, e não grande quantidade deste. Eu acredito que isto, muito longe de me prejudicar, estabeleceu os alicerces da saúde eterna". A história seguinte, antecipatória do poder sobre multidões que Wesley, no futuro, exercitou, foi relatada por seu irmão, Charles a sua filha, Srta. Sarah Wesley, que a inseriu em uma carta ao Dr. Adam Clarke. "Quando John Wesley era um garotinho na Charterhouse School, o mestre, sentindo falta de todos os garotinhos do playground, supôs que eles, pela quietude, estivessem em alguma travessura. Ao procurá-los, ele os encontrou reunidos na sala de aula, em volta de meu tio, que os divertia com contos instrutivos, aos quais eles ouviam atentamente, preferivelmente a seguirem seus esportes costumeiros. O mestre expressou muita aprovação, e pediu que ele repetisse este passatempo, tão freqüentemente quanto pudesse obter ouvintes e a assim empregar bem seu tempo". Quanto ao seu progresso em aprender, o testemunho de seu irmão Samuel, então um professor assistente na Westminster School, que manteve cuidadosa observação sobre seu irmão mais novo, é conclusiva. Ele diz em uma carta a seu pai: "Meu irmão Jack, eu posso assegurar-lhe fielmente, não lhe dá motivo de desencorajamento, em fazer de seu terceiro filho (Charles), um estudioso"; e novamente, "Jack está comigo, e um bravo garoto, aprende Hebreu tão rápido quanto ele pode". Alguma referência deve ser feita aqui a alguns fenômenos muito curiosos e inexplicáveis, que ocorreram na casa em Epworth, durante os meses de Dezembro de 1716, e Janeiro de 1717. Várias vozes estranhas foram ouvidas, e sinais testemunhados, em diferentes partes da casa, para os quais nenhuma explicação razoável se apresentou – a crença geral da família sendo de que se tratou de algo de origem sobrenatural. Mas John estava fora, e nosso interesse neles está confinado somente à influência da família sobre sua mente. Não é improvável que ao inquirir sobre estes estranhos eventos, fez crescer nele uma persuasão da realidade do fenômeno sobrenatural, crença na qual, ele declarou tão freqüentemente, mais tarde. "O próprio fato de que ele não testemunhou o fenômeno pode ter aprofundado o efeito deles sobre ele – O tipo de efeito sobre sua mente é ilustrado pelo que ele causou sobre sua irmã Emily, que se diz, com a ingênua resolução dos dezoito, 'inclinada à infidelidade', que no momento daquelas vozes, e devido a elas, reivindicou uma crença no mundo espiritual --- Uma série de inexplicáveis fenômenos, interessantes e inexpressíveis como fossem, forneceram à sua mente um suprimento de lembranças firmemente enraizadas no sobrenatural, que justificou ele acrescentar livremente inúmeras instâncias análogas de atividade sobre-humana, sem investigação". Os mais completos relatos foram, mais tarde, reunidos pelo Sr. Samuel Wesley, e subseqüentemente publicados pelo Dr. Priestley que acredita que o mais provável, é que tenha sido uma travessura dos criados, ajudados por alguns de seus vizinhos. Em resposta a isto, Southey diz: "Pode-se seguramente afirmar que muitas das circunstâncias não podem ser explicadas por alguma tal suposição, nem por algum truque, nem por ventriloquismo, nem por algum efeito de acústica. Na presente instância, não se supõe nenhuma manifestação do poder Divino mais do que na aparição de um espírito desencarnado. Tais coisas podem ser sobrenaturais, e, ainda assim, não serem miraculosas; elas podem não estar no curso comum da natureza, e, ainda assim, não implicar alteração de suas leis". Quatro anos mais tarde, ao ir para Epworth, Wesley inquiriu cuidadosamente sobre alguns pormenores, falando com cada uma das pessoas que estavam, então, na casa, e anotando o que cada um pudesse testificar de seu conhecimento. Este relato, ele publicou, mais tarde, sem comentário. Depois de uma cuidadosa análise e comparação, ambos dos registros contemporâneos e subseqüentes daquele fenômeno notável, o autor de Espiritualismo Moderno, diz: 'O caso de Wesley indica muito claramente que a principal razão para o aparentemente inexplicável elemento nestas narrativas é a falta de evidência. Quando temos apenas relatos escritos, de segunda-mão, meses ou anos depois dos eventos, ou relatos de pessoas rudes ou irresponsáveis, nós encontramos abundância de incidentes incríveis; quando, como aqui, temos quase relatos contemporâneos, à primeira mão, de testemunhas equilibradas, a afirmação do maravilhoso é reduzida ao mínimo. Mas o padrão peculiarmente instrutivo do caso de Wesley é que nós podemos ver como o testemunho, enquanto nas primeiras cartas eles narram de suas próprias experiências pessoais, apenas comparativamente episódios simples e desinteressantes, eles permitem que suas imaginações adornem as experiências de outros membros de sua família; e que esses mesmos ornamentos sejam incorporados, nos relatos a primeira mão, acontecidos nove anos atrás, como itens genuínos da experiência pessoal". E ao buscar uma explicação dos registros, ele parece se prender a uma súplica mórbida pela notoriedade e excitamento da parte de Hetty Wesley, e nota que "as explicações adotadas pelos espectadores solidários repetem exatamente as crenças individuais e temperamento deles, ou as tradições correntes da região naquele tempo"; e acrescenta: "Na família de Wesley, como na maioria dos modernas insurreições, as perturbações supostamente indicavam um espírito de caráter duvidoso". Quanto ao estado moral de Wesley, naquele tempo, ele, mais adiante, escreveu: "Nos próximos seis ou sete anos, nós passamos na escola; onde com os impedimentos exteriores sendo removidos, eu estive muito mais negligente do que antes, até mesmo, com respeito às obrigações exteriores, e quase continuamente culpado de pecados exteriores, que eu sei serem tais, embora não fossem escandalosos aos olhos do mundo. No entanto, eu ainda lia as Escrituras, e orava, de manhã e a noite.. E que eu agora esperava ser poupado, de maneira a: (1) não ser tão mal como as outras pessoas; (2) ter ainda uma delicadeza pela religião; e (3) ler a Bíblia, ir à Igreja, e dizer minhas orações". Tyerman é ligeiro o suficiente para concluir disto, que Wesley "entrou em Chaterhouse um santo, e a deixou um pecador". Ele é justamente repreendido pelas palavras mais prudentes de um estudante muito cuidadoso e vitalício do inteiro ciclo da história Wesleyana e Metodista, e quem está provavelmente mais familiarizado com os detalhes do quer algum homem vivente no presente momento -- Dr. James H. Rigg — que diz, referindo-se às palavras de Wesley justamente citadas: "Tal é a sentença que Wesley, o mais inflexível dos juízos, em tal caso, declarou sobre seu próprio estado moral e religioso, quando estava em Charterhouse — uma sentença proferida, devemos lembrar, quando todos os julgamentos para casos como este, eram muito mais severos do que se tornaram, quando revisados, depois de muitos anos de experiência em sua vida". "Foi em 1738, que ele então escreveu de si mesmo. É claro que Wesley nunca perdeu, mesmo em Charterhouse, o respeito terno pela religião, o temor a Deus, e as formas da retidão cristã. Que ele não era, naquele tempo, convertido, não pode existir dúvida; mas, quando o Sr. Tyerman, com tal ênfase terrível, nos diz que ele chegou em Charterhouse uma criança 'santa', aos dez anos; e a deixou, 'um pecador', aos dezessete, ele usa a linguagem que pode dificilmente falhar em transmitir uma impressão completamente exagerada, quanto ao caráter das faltas e quedas morais e espirituais do garoto....". Isaac Taylor diz, com referência às privações e opressões que Wesley suportou na escola, que "ele aprendeu como um garoto a sofrer injustamente com pronta paciência, e a conformar-se com o cruel despotismo, sem adquirir o temperamento escravo, ou o déspota.... De minha parte, eu não posso ajudar ao pensar que não pouca graça estaria ainda operando na alma do bravo e paciente garoto, para capacitá-lo a conduzir-se, como ele fez. Wesley carregava um coração, não apenas vivo e esperançoso, mas perdoador; não apenas flexível e vigoroso, mas paciente e generoso, ou ele não teria olhado para os dias passados, em Charterhouse, não apenas sem amargura, mas com prazer, e para usar a frase de Soythey, reteve tão grande predileção pelo lugar, que costumava caminhar anualmente, através dos cenários de seus anos escolares... De qualquer forma, não se trata de uma fraca evidência da poderosa influência restringente da religião, o fato de Wesley passar por tal provação, em sua residência de seis ou sete anos em Chartehouse, sem contrair alguma mancha de mau hábito". Com uma bolsa escolar de 40 libras por ano, obtida na Charterhouse, Wesley prosseguiu para Oxford, entrando na Christ Church, sem receber subvenção, em 23 de Julho de 1720. Ele foi precedido por seu irmão Samuel, seu pai, avô, bisavô e o pai de sua mãe. Ele agora se encontra em circunstâncias inteiramente novas. Até aqui, ele havia tido pouca experiência do mundo. Em casa, ele não estaria completamente ignorante do caráter rude, inculto, grosseiro de muitos paroquianos de Epworth. Mas esses criariam apenas sentimentos de desgosto e repugnância nele, assim como as lembranças de maldade da juventude, a qual ele foi introduzido em Charterhouse, por centena de jovens reunidos de tais lares que a época produzia; lares em que o cultivo da virtude certamente não seria, em geral, de alto nível. Este não foi um terreno favorável para o desenvolvimento do caráter moral elevado, em alguém disposto a concordar com suas influências; mas, quando a consciência e juízo do jovem Wesley tinham sido totalmente instruídos e disciplinados, ele provavelmente apenas se sentiu chocado e revoltado. Ele que não executaria os ofícios comuns da vida, sem a razão, do mesmo modo, não concordaria cegamente com os logros do mau procedimento. E quanto mais ele resistia ao mal, mais ele se fortalecia para resisti-lo mais adiante. Neste estágio de seu treinamento moral, e em uma idade muito suscetível, ele ingressou na Universidade -- "um jovem alegre, vivaz e virtuoso, cheio de bons conhecimentos clássicos, assim como algum de Hebraico". Triste, de fato, é o quadro da vida universitária, no século dezoito, como apresentado por nossos fidedignos historiadores. Se não fosse totalmente mau, e os piores relatos não garantissem tal suposição, embora a centelha de luz no quadro escuro fosse pouca, ainda assim, a Universidade refletia o espírito de uma época que, através de sua crueldade, indiferença e frivolidade – um uma palavra, sua completa mundanidade – era tão amplamente distinta da presente, tão orgulhosa de sua verdade, sua seriedade, sua energia, e seus altos e nobres objetivos. Inatividade, leviandade, embriaguez, lascívia, jogatina, eram comuns. Palavras trocadas com sua mãe, freqüentemente citadas, escritas um pouco mais tarde, no século, mostra o que esperava o calouro confiante. "Oxford", ele diz, "é um perfeito inferno na terra. Que chance existe lá para um pobre jovem, vindo da escola, com ninguém para vigiar e cuidar dele – nenhum guia? Eu freqüentemente vi meu tutor, sendo levado, perfeitamente intoxicado". Felizmente, Wesley não estava sem um guia. A verdade, é que não era visto, mas, não menos real. Seu coração estava muito firmemente seguro na mão de sua mãe, para que ele fosse facilmente arrastado para baixo. Tyerman não hesitou em fazer um panorama pessimista do estado religioso de Wesley, durante seus primeiros anos em Oxford. Mas Tyerman foi melhor no coletar fatos, do que em traçar inferências deles. Não existe absolutamente um sussurro de alguma delinqüência moral em Wesley. Ele não era preguiçoso, como seu progresso mostrou, ainda menos era um devasso, ou alguma coisa próxima a isto. Ele provavelmente caminhou no mais alto nível da vida em Oxford, muito acima do abismo da imoralidade que caracterizou muitos daqueles ao redor dele. Quanto à extravagância, ele não tinha meios de perder-se nisto, se ele estivesse disposto assim a fazê-lo, mesmo embora as 40 libras de sua bolsa fossem multiplicadas por quatro, como Overton sugere. A duração da residência de Wesley em Oxford pode ser separada em dois períodos distintos, da qual a linha divisória é sua eleição para Membro do Lincoln College, e sua mudança para lá. "Da primeira porção do último período, nossa informação é muito escassa, e somos levados a conjeturar a respeito. Assim, podemos estimar as influências, em meio às quais, ele seguiu seu caminho, podemos ter em mente a luz interior que nunca falhou nele, e marcar o progresso que ele fez, e a posição que alcançou. Mas pouco da correspondência do período tem sido preservada. Ele ainda não tinha adotado sua prática de cuidadosamente preservar todas as cartas que ele recebia. Foi em 1740, que ele 'passa dois dias em Oxford, olhando as cartas que recebera há dezesseis ou dezoito anos'". Um contemporâneo escreve assim dele, em 1724, quando estava com cerca de vinte e um anos de idade: "Ele parece um colegial muito sensível e sério, desconcertando a todos, com as sutilezas da lógica, e rindo deles por serem tão facilmente confundidos; um jovem do mais fino gosto clássico, dos sentimentos mais generosos e valorosos". Um dos primeiros biógrafos, o amigo de seus últimos dias, Rev. Henry Moore, diz: "Seu perfeito conhecimento dos clássicos deu um polimento agradável à sua inteligência, e um ar de superior elegância a todas as suas composições. Ele já começara a se entreter ocasionalmente escrevendo versos, embora a maioria de suas peças poéticas deste período fosse tanto cópias, quanto traduções do Latim. Algumas vezes neste ano, no entanto, ele escreveu uma cópia do octogésimo quinto salmos, que ele enviou ao seu pai, que disse: 'Eu gosto de seus versos, sobre o octogésimo quinto salmo, e gostaria que você não enterrasse seu talento'". Uma carta para seu irmão Samuel, neste período, freqüentemente citada, mostra uma vivacidade de estilo, na prosa e verso, enquanto uma frase revela o traço de tristeza: "As duas coisas que eu desejava mais do que tudo no mundo era ver minha mãe e Westminster novamente; e vê-las, juntas, estava tão além de minhas expectativas, que eu quase considerei isto próximo à impossibilidade. Eu tenho tão freqüentemente me desapontado, quando estou ávido por algum prazer, que eu nunca mais dependo de algo, antes que ele venha". No presente, ele está aparentemente sem qualquer propósito distinto na vida, e, embora exista toda razão para acreditar que ele seja estritamente moral, e livre de qualquer depravação de temperamento ou desejo, ainda assim, até ai, não existe indicação alguma proeminente, de uma séria determinação a alguma grande procura; nem existem evidências de alguma espiritualidade profunda de caráter. "Se a árvore deve ser julgada pelos seus frutos", diz Canon Overton, "os dias de Wesley em Charterhouse e Christ Church não teriam sido gastos em vão, porque ele carregou consigo, um montante de cultura mental, que se compararia favoravelmente com aquela de alguns dos melhores espécimes desses dias de incessantes provas. A cultura mental, no entanto, é uma coisa, o crescimento espiritual é outra. Existe abundância de traços, da primeira, mas nenhum, da última, entre o deixar Epworth e seu último ano em Christ Church". Embora suas remunerações sejam feitas tão claras quanto possíveis, ele parece ter estado em freqüentes dificuldades financeiras, para as quais ele recebia ajuda pela delicadeza de amigos, e pelos suprimentos intermitentes do suprimento escasso de casa. Ele não parece ter tido uma saúde vigorosa naqueles primeiros anos de sua carreira colegial. Tal saúde, quando teve, ele preservou, através da temperança; ele nos diz: "Quando eu cresci, em conseqüência de ler Dr. Cheyne, eu escolhi comer escassamente e beber água. Isto foi um outro grande meio de dar continuidade à minha saúde, até que eu tivesse cerca de vinte e sete anos". Ele cita este livro, em uma carta a sua mãe datada de 1º. de Novembro de 1724. Tal era Wesley, no alto de seus vinte e um anos. Ele assim fala de si mesmo: "Agora na Universidade, por cinco anos, eu ainda digo minhas orações, em público e privado, e leio, junto com as Escrituras, diversos livros de religião, especialmente os comentários sobre o Novo Testamento. Ainda assim, eu não tive tudo isto, enquanto não tive uma noção da santidade interior; mais ainda, prossegui habitualmente, e, na maior parte, muito contente, com um ou outro pecado conhecido – na verdade, com algumas interrupções e pequenos esforços, especialmente antes e depois da Comunhão Santa, que eu fui obrigado a receber três vezes por ano. Eu não posso dizer que eu esperava ser salvo por agora, quando eu continuamente pecava contra aquela pequena luz que eu tinha; exceto por aqueles ajustes transitórios, que muitos clérigos me ensinaram a chamar de arrependimento". Mas, melhores tempos estão se aproximando, e embora muitos anos expirem antes que Wesley consiga descanso e paz na alegria cristã, ainda assim, deste tempo em diante, e com acelerado ardor, ele busca a salvação que ele tinha em vista. Uma mudança muito graciosa em sua vida e caráter começa agora. Em direção ao encerramento de 1724, com seus vinte e dois anos, pensa entrar para a ordem de diácono, um passo sobre o qual ele pondera muito cuidadosamente. Algumas dúvidas que surgem em sua mente, quanto aos motivos que o influenciariam a tomar as Ordens Santas, ele francamente apresenta a seu pai, que em resposta, datada de 26 de Janeiro de 1725, depois de conselhos diversos, acrescenta: "Mas a principal causa e motivo, para que tudo que está em primeiro possa ser apenas secundário, deve certamente ser a glória de Deus, e o serviço de Sua Igreja, na edificação de nosso próximo. E ai daquele, com alguma visão sedutora mais desprezível, que se aventure a tão sagrada obra". Então, menciona as qualificações necessárias, e acrescenta: "Você me pergunta, qual é o melhor comentário sobre a Bíblia. Eu respondo, a própria Bíblia. Porque as diversas paráfrases e traduções dela, em uma poliglota, comprada com a original, e com uma outra, são, na minha opinião, para um homem honesto, devoto, diligente, e humilde, infinitamente preferível a algum comentário que eu tenha visto. Mas Grotius é o melhor, na maior parte, especialmente, sobre o Velho Testamento". Mas sugere que achou muito cedo, ele aceitar as Ordenações. Sua mãe, no entanto, teve uma visão diferente. Escrevendo no decorrer do próximo mês, ela diz: "Quanto mais cedo, você se tornar um diácono, melhor, porque isto pode ser persuasão para uma aplicação maior no estudo da teologia prática, que, de todos os outros estudos, eu humildemente acredito ser o melhor para os candidatos às Ordenações". E prossegue: "A mudança de seu temperamento tem me ocasionado muita especulação. Eu, que sou apta a ser confiante, espero que isto possa proceder das operações do Espírito Santo de Deus, que, ao tirar seu deleite pelos prazeres mundanos, pode preparar e dispor sua mente para uma aplicação, mais séria e íntima, das coisas de uma natureza mais sublime e espiritual. Se for assim, feliz de você, se você nutrir essas disposições! E agora, com sinceridade, resolve fazer da religião o trabalho de sua vida, afinal, que é a única coisa, estritamente falando, necessária. Todas as coisas além são incomparavelmente pequenas para os propósitos da vida. Eu espero que você agora faça um auto-exame cuidadoso, para que possa saber, se você tem uma esperança razoável de salvação, através de Jesus Cristo. Se você tiver, a satisfação de saber disto irá recompensar abundantemente suas dores; se não tiver, você encontrará uma ocasião mais razoável para lágrimas do que poderia encontrar em uma tragédia". "Este assunto merece atenção de todos, mas, especialmente daqueles designados para o Ministério, que devem, acima de todas as coisas, fazer de seu próprio chamado e eleição certa, a fim de que, depois de ter pregado para outros, eles mesmos não possam ser lançados fora". Nada poderia movê-lo mais igualmente para a seriedade de propósito do que tais palavras da pena de sua afetuosamente amada, e sempre estimada mãe. Ele começa agora a aplicar-se com diligência ao estuda da teologia. Seu pai logo foi notificado de que ele tinha mudado de idéia, e estava inclinado a ser Ordenado naquele verão."Que Deus o prepare para sua grande obra! Jejue, vigie, ore; creia, ame, suporte, e seja feliz; para o que, você nunca lhe faltará as orações mais fervorosas de seu afetuoso pai". Wesley, mais tarde, escreveu: "Quando eu tinha cerca de vinte e dois anos, meu pai estimulou-me a entrar para as Ordenações Santas. Ao mesmo tempo, a providência de Deus dirigindo-me para o Padrão Cristão de Kempis, eu comecei a ver que a religião verdadeira estava situada no coração, e que a lei de Deus se estendia a todos os nossos pensamentos, assim como, palavras e ações. Eu fiquei, no entanto, muito aborrecido com Kempis por ser tão rigoroso, embora eu o lesse na tradução do Deão Stanhope. Ainda assim, eu tive frequentemente muito conforto em lê-lo, tal como se eu fosse um completo estranho, até então". As objeções de Wesley a Kempis referiram-se a dois pontos em específico, que ele assim expressa: "Eu não posso pensar que, quando Deus nos enviou ao mundo, ele tinha irreversivelmente decretado que nós seriamos perpetuamente miseráveis nele. Se nosso tomar nossa cruz implica em dar adeus a toda alegria e satisfação, como isto é reconciliável com o que Salomão afirma da religião, de que seus caminhos são prazerosos, e todas as suas veredas são paz? Outro de seus princípios pe, que toda alegria e prazer é inútil, se não, pecaminoso, e que nada é uma aflição para o bom homem, -- e que ele deve dar graças a Deus, até mesmo, por enviar a ele, miséria. Isto, em minha opinião, é contrário ao desígnio de Deus, em nos afligir; porque embora Ele castigue aqueles a quem Ele ama, ainda assim, é com o objetivo de humilhá-los". Com reserva característica, ele novamente recorre a seu pai e mãe, por ajuda em suas dificuldades. O primeiro responde: "Quanto a Thomaz Kempis, todo o mundo está apto a forçar tanto de um lado, quanto de outro; mas, por tudo isto, a mortificação é ainda um dever cristão indispensável. O mundo é uma mulher sedutora e bonita (syren), e nós devemos ter cuidado com ela; e, se o jovem se regozijar em sua juventude, ainda assim, que ele cuide de que suas alegrias sejam inocentes; e, para isto, se lembre, que por todas essas coisas, Deus o levará a juízo. Eu tenho apenas isto para acrescentar de meu amigo e velho companheiro, que, fazendo algumas poucas ressalvas, pode ser lido, com grande vantagem; mais ainda, que é quase impossível lê-lo seriamente, sem admirá-lo, e penso, em alguma medida, imitar sua heróica disposição de humildade, piedade e devoção. Mas eu suponho que você, antes desta, recebeu a carta de sua mãe, que tem tempo livre para transformar o assunto em farelo". Sim, sua mãe tinha debulhado o assunto para ele, fechando seus conselhos com: "Se você for julgar a legitimidade ou a ilegitimidade do prazer, a inocência ou malignidade das ações – utilize esta regra: O que quer que enfraqueça sua razão, prejudique a ternura de sua consciência. Obscureça sua consciência de Deus, ou tire o prazer das coisas espirituais: em resumo, o que quer que aumente a força e autoridade de seu corpo, sobre sua mente; esta coisa é pecado para você, por mais inocente que ela possa ser em si mesma". Um outro assunto no qual ele deferiu de Kempis, e no qual ele desejou os pontos de vista de sua mãe, foi a doutrina da Predestinação, um assunto que, mais tarde, ocupou muito de seu pensamento e tempo. Ele assim exprime sua compreensão: "Se fosse inevitavelmente decretado da eternidade que tal parte determinada da humanidade fosse salva, e ninguém além dela, uma vasta maioria do mundo teria apenas nascido para a morte, sem tanto quanto a possibilidade de evitá-la. Como é isto consistente com a Justiça ou a Misericórdia Divina? É misericordioso ordenar uma criatura para a miséria eterna? É justo punir o homem por crimes que ele não poderia deixar de cometer? Que Deus possa ser o autor do pecado e injustiça, que deve, eu penso, ser a conseqüência de manter esta opinião, é uma contradição para as idéias mais claras que temos da natureza e perfeições Divinas". A Sra. Wesley responde: "Eu tenho Kempis comigo, mas não o tenho lido ultimamente. Eu não posso reunir as páginas que você menciona; mas acreditando que você lhe faça justiça, eu positivamente afirmo que ele está extremamente no erro nesta impiedosa, eu quase diria, blasfema sugestão de que Deus, por um decreto irreversível, determinou que algum homem fosse miserável, até mesmo neste mundo. Suas intenções, como Ele mesmo, são santas, justas e boas; e todos os incidentes miseráveis para os homens aqui, ou daqui em diante, procedem deles mesmos". Uma outra dificuldade, na qual ele buscou conselho, referiu-se às sentenças ameaçadores do Credo Atanasiano. Ele era muito minucioso e consciencioso para permitir que alguma grande questão escapasse, sem completa investigação. Outras dificuldades foram sugeridas a ele, pela leitura das obras de Jeremy Taylor, e, como de costume, ele abriu sua mente sobre elas todos com seu melhor amigo. Taylor afirmou que: "Se Deus nos perdoou ou não, nós não sabemos, portanto, ainda estamos pesarosos, para sempre, por termos pecado". Wesley observa: "Eu firmemente acredito, que nunca poderemos estar tão certos do perdão de nossos pecados, de maneira a assegurarmos que eles nunca se erguerão contra nós. Nós sabemos que eles infalivelmente farão isto, se nós cometermos apostasia; e eu não estou convencido qual evidência pode existir de nossa perseverança final, até que tenhamos terminado nosso curso. Mas eu estou persuadido de que podemos saber, se nós agora estamos em um estado de salvação, uma vez que está expressamente prometido nas Escrituras para nossos sinceros esforços, e podemos certamente ser capazes de julgarmos de nossa própria sinceridade". Nós podemos dizer com seu biógrafo, Moore, que "ele viu a bênção até mesmo agora, mas não a maneira de obtê-la". Deste período, ele escreve, em uma data subseqüente: "No ano de 1725, com vinte e três anos de idade, eu me deparei com as Regras e Exercícios do Viver e Morrer Santo, do Bispo Taylor. Ao ler diversas partes deste livro, eu fiquei grandemente afetado; com aquela parte, em especial, que se refere à pureza de intenção. Imediatamente, resolvi dedicar a Deus, todos os meus pensamentos, e palavras, e ações; estando totalmente convencido de que não existe meio-termo, mas que toda parte de minha vida (não apenas algumas) deve ser um sacrifício ou a Deus, ou a mim mesmo, ou seja, em efeito, ao diabo. Pode alguma pessoa séria duvidar disto, ou encontrar um meio-termo entre servir a Deus e servir ao diabo?". Ele acrescenta: "No ano de 1726, eu me encontrei com o Padrão Cristão de Kempis. A natureza e extensão da religião interior, a religião do coração, agora me pareceu, sob uma luz mais forte do que anteriormente. Eu percebi que entregar sempre toda minha vida a Deus (supondo que seja possível fazer isto, e não seguir adiante) não me traria proveito algum, exceto se eu desse meu coração, sim, todo meu coração, a Ele. Eu vi aquela 'simplicidade de intenção e pureza de afeição', um objetivo em tudo que falamos, ou fazemos, e um desejo governando todos os nossos temperamentos, são, de fato, -- as asas da alma, 'sem o que, ela nunca acenderá ao monte de Deus'". Um outro livro para o qual sua atenção foi conduzida, e que se tornou um grande favorito de Wesley em seus dias de Oxford, foi A Vida de Deus na Alma do Homem, de Scougall. Este foi o livro que Charles Wesley colocou nas mãos de Whitefield, logo depôs da primeira reunião deles, e do qual Whitefield diz: "Enquanto eu lia nele que a religião verdadeira era a união da alma com Deus, ou Cristo formado dentro de nós, um raio de luz divino instantaneamente foi arremessado na minha alma, e daquele momento, e não, até então, eu soube que eu deveria ser uma nova criatura... Embora eu tenha jejuado, vigiado, e orado, e recebi o Sacramento, por tanto tempo, ainda assim, eu nunca soube do que se tratava a religião verdadeira, até que Deus me enviou aquele excelente tratado pelas mãos do meu nunca esquecido amigo". Um incidente ocorreu por volta deste tempo, que tem um interesse especial, como sendo a primeira instância daquele apelo direto aos indivíduos, na questão da religião pessoal, que ele, mais tarde, praticou em toda a oportunidade útil, e com tais resultados marcantes. Ele é assim relatado por ele: "Por volta de um ano e meio atrás, eu deixei o grupo, às oito da noite, com um jovem cavalheiro a que eu estava familiarizado. Quando viramos em uma galeria da Igreja de St. Mary, na expectativa do funeral de uma jovem, da qual éramos ambos conhecidos, perguntei a ele, se ele realmente se acreditava meu amigo, e se assim fosse, por que ele não fazia a mim todo o bem que ele podia?". "Ele protestou; no que eu o interrompi, pedindo-lhe que me permitisse, na oportunidade, o que ele não negaria estar em seu próprio poder, ter o prazer de fazer dele um cristão completo, para o qual, eu sabia, ele estava, pelo menos, em parte, persuadido; e que ele não poderia fazer-me uma delicadeza maior, uma vez que nós dois estávamos completamente convencidos, quando viemos seguir aquela jovem. Ele ficou muito sério, e manteve alguma coisa daquela disposição, desde então. Ontem fez uma quinzena que ele morreu de tuberculose. Eu o vi três dias antes de morrer; e, no domingo seguinte, prestei-lhe o último bom ofício que eu poderia prestar aqui, pregando em seu sermão fúnebre, o que fora seu desejo enquanto vivo". Até aqui, ele parece ter mantido um combate sozinho; e ter lutado corajosamente só, confortado e consolado, apenas pelas palavras providenciais de seu lar distante. Mas, nesta ocasião, ele recebeu o inestimável benefício de um amigo cristão, que, ele diz, nunca teve, até então. Quem foi este amigo, nunca foi revelado; mas Wesley estava tão encorajado que ele diz: "Eu comecei a alterar toda a forma de minha vida, e propus começar seriamente uma nova. Eu separei uma hora ou duas no dia para o isolamento religioso. Eu comunguei toda semana. Eu vigiei contra todo o pecado, em palavra ou ação. Eu comecei a planejar e orar pela santidade interior". Acrescentado a isto, como conseqüência de um conselho dado pelo Bispo Taylor, um relato mais exato do que ele tinha feito antes, e da maneira como ele empregava seu tempo, e ocupava cada hora. Sua prática foi guardar na memória um pequeno livro memorando, onde uma simples página era assinada a cada dia, e uma simples linha a cada hora. Através de sinais e palavras encurtadas, ele foi capaz de registrar como cada hora foi gasta, das quatro da manhã, quando se levantava, até as nove da noite, quando se retirava. Diversos desses diários estão ainda preservados. Isto, ele continuou a fazer, onde quer que estivesse, por muitos anos. Quando ele deixou a Inglaterra, dez anos mais tarde, a variedade de cenários, através dos quais ele passou, o induziu também a transcrever, de tempos em tempos, as partes mais materiais do seu Diário, acrescentando aqui e ali, tais reflexões, como ocorreram em sua mente. Essas séries de memorando foram pretendidas apenas para sua própria vista; mas em 1739, depois de seu retorno da Geórgia, com o objetivo de justificar-se de algumas difamações sobre seu caráter, feitas por um certo Sr. Williams, ele publicou "extratos" do Diário, e, em intervalos de dois ou três anos, continuou a prática até o fim de seus dias. Vinte e um desses "extratos" foram publicados, e formam o que é agora conhecido como o Diário de John Wesley. Até ai, o progresso de Wesley no conhecimento e caráter cristão está definido e decidido. Canon Overton comenta: "Enquanto acreditando totalmente na realidade e importância de uma mudança posterior, pode alguém negar que, desde este tempo, em direção ao fim de sua vida, John Wesley levou a vida mais santa e devotada, objetivando apenas a glória de Deus, o bem-estar de sua própria alma, e o benefício de seus companheiros? E se isto não é ser um bom cristão, o que é?". A questão, se ele era um cristão ou não, até o incidente da Rua Aldersgate, é um assunto a se definir. No momento em que ele se afirmou não ser um, ele sabia, tanto quanto Overton, e melhor, o que ele queria dizer, com ser um cristão. O tempo aproximou-se, quando se esperou que a eleição de um Membro do Lincoln College aconteceria, e seus amigos se empenharam para assegurar isto em seu interesse. Quando Dr. Morley, o Reitor da Lincoln, falou sobre o assunto, ele disse: "eu vou inquirir, quanto ao caráter do Sr. Wesley". Ele o fez, e deu a ele permissão para se colocar como candidato, e, mais tarde, tornou-se seu amigo, na questão, e usou de toda a influência que ele tinha em favor dele. Não foi possível, por causa de sua seriedade incomum, escapar de seus oponentes, que derramaram sobre ele seus gracejos e ridículo. Seu pai o lembrou que era "uma bisonha virtude", não suportar que riam de si mesmo; acrescentando: "Eu penso que nosso Capitão e Mestre suportou alguma coisa mais por nós, antes que Ele entrasse na glória; e, exceto que sigamos Seus passos, em vão esperaremos dividir aquela glória com Ele". E sua mãe escreveu: "Se for uma virtude fraca, não poder suportar que riem a seu respeito, eu estou certo que é uma virtude forte e bem confirmada suportar o teste de uma forte bufonaria". Não obstante a oposição que se ergueu contra ele, seu alto caráter para erudição e diligência foi recompensado pelo sucesso, e ele foi eleito para membro na quinta-feira, em 17 de Março de 1726. Seu pai muito enfaticamente expressou sua gratificação na carta de 1º. De Abril "Eu recebi ambas as suas, desde a sua eleição; em ambas, você se expressa como lhe convém". E, então, depois de se referir à dificuldade, que ele teve no prover para as despesas da eleição, ele prossegue: "Qual será meu próprio destino, antes que o verão termine, Deus sabe; sed passi graviora – onde quer que eu esteja, meu Jack é Membro do Lincoln". E sua mãe lhe diz, em sua disposição usual de devoção: "Eu me sinto obrigada a retornar grandes graças ao Altíssimo Deus, por lhe dar sucesso no Lincoln. Quem quer que Ele se agrade que seja o instrumento, a Ele, e somente a Ele, a glória pertence". Isto marca uma época importante na carreira de Wesley. Ele já começa a buscar seriamente a salvação de sua alma, sujeitando-se à severa disciplina, e colocando toda sua conduta, sob o mais rigoroso controle; assim estabelecendo os alicerces daqueles hábitos de vida que foram, mais tarde, tão visivelmente ilustrados nele. Neste resoluto propósito de promover seu crescimento na santidade, ele aproveitou sua mudança da Christ Church para livrar-se de algumas associações que ele sentiu serem prejudiciais. Ao rever este período de sua vida, alguns anos mais tarde, ele diz: "Mudei-me logo depois [que ele entrou nas Ordenações Santas] para um outro colégio, e decidi aquilo do qual eu estava antes convencido fosse da mais extrema importância -- livrar-me de uma vez de todos os meus conhecimentos levianos. Eu comecei a perceber, mais e mais, o valor do tempo. Eu me apliquei mais intimamente ao estudo. Eu observei mais cuidadosamente contra os pecados presentes. Eu aconselhei outros a serem religiosos, de acordo com aquele esquema de religião, pelo qual eu modelei minha própria vida. Mas deparando-me agora com a Perfeição Cristã e Chamado Sério, do Sr. Law, embora eu estivesse muito ofendido, em muitas partes de ambos, ainda assim, eles me convenceram mais do que alguma vez a excessiva altura e largura e profundidade da Lei de Deus. A luz fluiu, tão poderosamente em minha alma, que tudo pareceu sob um novo panorama. Eu clamei a Deus por ajuda, e decidi não mais prolongar o tempo de obedecer a Ele, como eu nunca tinha feito antes. E por meu continuado esforço de manter toda Sua Lei, interior e exterior, no máximo de meu poder, eu estou persuadido de que eu poderia ser aceito por ele, e estaria, mesmo então, em um estado de salvação". Esta passagem muito significativa mostra o profundo propósito de Wesley de reformar toda sua vida e trazê-la, até onde fosse capaz, em inteira concordância com a vontade Divina. O fervor de seu apelo pela ajuda Divina nisto, e o cuidado com que ele se esforça para equilibrar sua conduta exterior, são também evidentes. Nem o fato de entrar em contato, pela primeira vez, com os escritos de William Law deve ser examinado, considerando a influência deles sobre suas visões futuras, e suas subseqüentes relações com seu autor. Num período anterior, ele publicou cuidadosamente resumos preparados da Perfeição Cristã, e do Sério Chamado. Wesley recebeu cartas proveitosas e estimulantes de seu pai. Em uma delas, ele o exorta a tornar-se mestre em Crisóstomo, e nos Artigos, e na Forma de Ordenação; manter-se firme, com bravura, contra o mundo, etc., manter um bom, honesto, e devoto coração, e orar e vigiar duramente. Em outras, seu pai anuncia que lhe foi designada uma edição da Bíblia, em Hebraico, Língua Caldaica, Septuaginta, e Vulgata, e, pede sua assistência, diz: "Eu quero que você, primeiro, se entregue imediatamente ao trabalho, e leia diligentemente o texto Hebraico, na poliglota, e o confronte exatamente com a Vulgata, escrevendo tudo, até mesmo, as menores variações entre elas. A essas, eu gostaria que você acrescentasse o texto Samaritano. Você pode aprender o alfabeto Samaritano, em um dia. No período de doze meses, colocando-se mais próximo a ele nas manhãs, você completará duas vezes Pentateuco; porque eu fiz isto quatro vezes o ano passado, e estou indo para a quinta. Você não deve perder sua recompensa, quer neste ou no outro mundo". Em Lincoln, ele encontra uma sociedade muito mais apropriada, do que foi capaz de assegurar em Christ Church. Escrevendo ao seu irmão Samuel, ele diz: "Até onde eu tenho sempre observado, eu nunca conheci um colégio, comparado ao nosso, em que os membros estejam tão perfeitamente, satisfeitos uns com os outros, e sejam tão inofensivos à outra parte da Universidade. Tudo que eu já vi dos Membros é que eles são de boa índole, bem educados; homens maravilhosamente dispostos, tanto a preservar a paz e boa vizinhança em meio a eles, quanto a promover isto, onde quer que tenham alguma familiaridade". Wesley aceitou que seu cabelo, castanho claro, crescesse no comprimento suficiente para alcançar seus ombros. Sua mãe, por razões de saúde, o aconselhou a cortar os cabelos. Em uma carta a seu irmão Samuel, ele diz: "As razões de minha mãe para eu corte os cabelos, é porque: ela imagina que isto prejudique minha saúde. Quanto a minha aparência, sem dúvida seria melhor cortá-los, permitindo-me um pouco mais de cor, e, talvez, contribua para criar uma aparência mais agradável. Mas esses, até que uma saúde má seja acrescida a eles, eu não posso persuadir a mim mesmo, sejam motivos bastante, para perder duas ou três libras por ano. Eu sou capaz o suficiente para poupá-los". Cinco anos mais tarde, ele escreveu: "Quanto ao meu cabelo, eu estou muito mais certo, de que o comprimento dele está mais de acordo com as Escrituras, do que contrário a elas". Seu irmão Samuel ficou no meio do caminho, e o aconselhou a cortá-lo mais curto, e este conselho ele seguiu. Na carta anterior, ele afirma que toda sua vida eterna confirmou, "O ócio e eu nos despedimos um do outro; eu proponho estar ocupado, por quanto tempo eu viva, se minha saúde me favorecer". Charles Wesley veio para Oxford da Westminster School, e entrou na Christ Chruch, logo depois que John a deixou. Durante alguns meses depois de sua chegada em Oxford, dizem que Charles foi virtuoso, em sua conduta, e muito de acordo com seu espírito e maneiras; mas a estrita autoridade sobre ele, que seu irmão Samuel exerceu, como seu tutor e guardião, estando agora afastada, ele estava longe da severidade e sinceridade em seus estudos. Depois de um tempo, tornou-se estudioso, embora seu espírito não fosse devotado. Seu irmão John escreveu: "Ele buscou seus estudos diligentemente, e levou uma vida regular, inofensiva; mas se eu falava com ele a respeito de religião, ele respondia irritado:'O que? Você pretende que eu seja um santo de imediato?'. E não mais me ouvia". Wesley passou, do dia 26 de Abril a 21 de Setembro deste ano, em Epworth e Wroot, seu pai tinha ambos os benefícios sob sua responsabilidade, residindo ocasionalmente em uma pequena reitoria, em Wroot. Foi um tempo feliz, durante o qual ele leu orações e pregou duas vezes todo domingo; e, por outro lado, ajudava seu pai, quando era capaz. Ele dedicou-se aos seus estudos, neste meio tempo, e desfrutou das oportunidades freqüentes de conversar com seus honrados pais, mantendo um diário do que se passava, anotando os assuntos da conversa, e as observações práticas feitas por seus superiores, e algumas vezes, acrescentando as suas próprias. A aquisição de Wroot acrescentou pouco aos confortos domésticos da família Epworth, já que os benefícios meramente cobriram as despesas de atender a ele; enquanto a região em volta era pouco melhor do que um pântano. Os extratos seguintes de uma das cartas de Samuel Wesley podem servir para dar uma idéia clara do estado das coisas no lar Epworth. "Eu me deparei com uma série de infortúnios. Meu celeiro paroquial desapareceu, antes que eu tivesse recuperado meu benefício; minha casa, grande parte dela, queimada, há cerca de dois anos; meu linho, grande parte de minha renda, agora em minhas próprias mãos (o principal cultivo na vizinhança era o cânhamo), eu duvido propositadamente incendiado e queimado durante a noite, enquanto eu estive, da vez passada em Londres; minha renda ficou pela metade, devido ao preço do grão; e meu crédito perdido, por ter tirado meu controle. Eu fui levado ao Lincoln Castle, em 23 de Junho, próximo passado. Aproximadamente três semanas atrás, minha gente, muito indelicada, pensando que ele ainda não tinham feito tudo, durante a noite, esfaquearam minhas três vacas, que eram a maior parte da subsistência de minha pobre família numerosa. Pelo que peço, Deus os perdoe". Wesley, ocasionalmente, escreveu alguns versos de caráter variado, e, enquanto em Epworth, começou uma paráfrase sobre Salmos 104:1-18 "Bendize, ó minha alma, ao Senhor! Senhor, Deus meu, tu és magnificentíssimo! (...)"; que ele, mais tarde, terminou. Isto mostra sua aptidão na composição poética, assim como faz com as maravilhosas traduções do Alemão, Espanhol e língua Francesa, com as quais, num período anterior enriqueceu o Saltério da Igreja. Os conselhos de sua mãe podem ter reprimido seus exercícios nesta direção. "Eu não gostaria que você desistisse de fazer versos; antes que fizesse da poesia sua diversão, embora nunca seu trabalho". O poeta do Metodismo ainda não tinha sido revelado. Wesley retornou para Oxford, em 21 de Setembro de 1726, e retomou seus Estudos. Seu caráter literário estava agora estabelecido na Universidade. Ele era reconhecido por todas as facções, como um homem de talentos e uma critica excelente nas línguas eruditas; sua habilidade na lógica era universalmente conhecida e reconhecida, e suas composições eram distinguidas por uma elegante simplicidade de estilo e justeza de pensamento que fortemente marcaram a excelência de seu gosto clássico. A opinião elevada que foi mantida por ele, foi publicamente manifestada pela sua escolha como Professor e Moderador das Classes de Grego (em 6 de Novembro), embora ele fosse eleito Membro do Conselho, apenas por oito meses, ele estava com pouco mais do que vinte e três anos de idade, e não tinha ainda obtido o grau de Mestre das Artes. Suas obrigações iniciaram em Outubro, no período deste ano. Canon Overton oferece a seguinte explanação das obrigações vinculadas a esses ofícios: -- "Ser professor de Grego não significa geralmente, lecionar Grego; este é um termo técnico, e cuja explicação ilustra a tradição da religiosidade, assim como a aprendizagem que pertencia ao Lincoln College. O objetivo era garantir alguns tipos de instrução religiosa a todos os universitários; e para este propósito, um oficial especial era designado, com o salário modesto de 20 libras por ano, para quem se incumbisse de ser um professor, toda semana, no Saguão do Colégio, a que todos os estudantes deveriam atender, do Testamento Grego. Quando se tornava um grupo instruído, a preleção era colocada na Língua original; mas o verdadeiro objetivo era ensinar teologia, não Grego. A obrigação de um 'Moderador de Classes" era sentar-se no Saguão do Colégio, e presidir as "Disputas", que acontecessem no Lincoln College, todos os dias na semana, exceto aos domingos". Durante muitos anos, ele manteve este ofício, no qual ele diz, não poderia evitar adquirir alguns graus de perícia no argumentar, e, especialmente, no detectar falácias plausíveis, o que lhe trouxe vantagens em suas muitas controvérsias; e ele louvava a Deus por lhe dar "esta destreza honesta". Wesley obteve seu grau de mestre, em 14 de Fevereiro de 1727. Ele entregou três preleções na ocasião – uma sobre a Filosofia Natural, de Anima Brutorum; outra sobre Filosofia Moral, de De Julio Caesare; e uma terceira sobre Religião, de De Amore Dei. Dizem que ele ganhou considerável reputação neste debate. Seu grau deu a ele uma vantagem, que ele agradavelmente saudou: ele o colocou em maior liberdade para escolher seu próprio empreendimento, e uma vez que, como ele disse, ele conheceu suas próprias deficiências, melhor, e quais delas necessitavam mais de serem supridas, ele esperou grandemente tirar proveito, através de sua liberdade. Antecipadamente, ele estabeleceu o seguinte plano de estudos, do qual ele não se permitia desviar: -- as segundas e terças-feiras eram devotadas aos historiadores e poetas clássicos Gregos e Latinos; as quartas-feiras, para lógica e ética; as quintas-feiras para Hebraico e Árabe; as sextas-feiras, para metafísica e Filosofia Natural; os sábados, para oratória e poesia, principalmente composição; os domingos, teologia. Nas horas intermediárias entre esses, dos estudos mais fixos, ele lia Francês, e uma grande variedade de autores modernos em quase todas as áreas de ciência. Ele seguiu o método de primeiro ler um autor regularmente; e, então, em uma segunda leitura, transcrever importantes passagens, quer devido à informação que elas transmitiam, ou às suas bonitas expressões. Em um dos seus sermões ele anota as seguintes observações sobre sua conduta naquele tempo: -- "Quando agradou a Deus me dar uma resolução firme para ser, não um cristão nominal, mas um cristão real (estando, então, com vinte e dois anos de idade), meu conhecimento era tão ignorante de Deus, quanto de mim mesmo. Mas existia esta diferença: Eu sabia da minha própria ignorância; eles não sabiam da deles. Eu fracamente esforçava-me para ajudá-los, mas em vão. Entretanto, eu me certifiquei, através de uma triste experiência, que, até mesmo suas conversas inofensivas, assim chamadas, refreavam todas as minhas boas resoluções. Mas como me livrar em boa hora deles, era a questão que eu tentava, repetidas vezes, revolver em minha mente. Eu não vi maneira possível, exceto se agradasse a Deus me remover para outro colégio. E ele assim o fez, de uma forma totalmente contrária a toda a probabilidade humana. Eu fui eleito Membro do Conselho de um colégio, onde eu não conhecia pessoa alguma. Antes, eu pressupus que abundância de pessoas viria me ver, tanto por amizade, civilidade, ou curiosidade, e que poderia ter novos e velhos conhecidos. Mas agora estabeleci meu plano. Entrando, por assim dizer, em um novo mundo, eu resolvi não travar conhecimento, pela chance, mas por escolha, e escolher tais, apenas que eu tivesse razão para acreditar que me ajudaria em meu caminho para o céu. Em conseqüência disto, eu observei estritamente o temperamento e comportamento de todos que me visitaram. Eu não vi motivo para pensar que a maior partes desses verdadeiramente amavam ou temiam a Deus. Tal familiaridade, portanto, eu não escolhi; eu não poderia esperar que eles me fizessem algum bem. No entanto, quando algum deles vinha me ver, eu me comportava tão cortesmente quanto pudesse. Mas a pergunta, 'Quando você virá me ver', retornava sem resposta. Quando eles vinham algumas poucas vezes, eu ainda me declinava de retribuir a visita, até que não os vi mais. Abençoado seja Deus, isto tem sido minha regra invariável, por quase sessenta anos. Eu sabia que muitas censuras se seguiriam. Mas eu não me movi, uma vez que eu sabia perfeitamente bem, que era meu chamado seguir, 'através do mau e do bom relato'". Essas últimas palavras estão apropriadamente colocadas nas bordas dos três quadros esculpidos da Virtude de Wesley, depois da pintura de Williams. Ele parece, nesta época, ter apreciado o espírito de um recluso, porque ele diz em uma de suas cartas a sua mãe (19 de Março de 1727): "A conversa de uma ou duas pessoas, dos quais você me ouviu falar a respeito (e espero nunca sem gratidão), primeiro tirou meu gosto pela maioria dos outros prazeres; tanto que eu os desprezo, em comparação a este. Desde então, dei um passo adiante, para desprezá-los, completamente. No momento, estou tão pouco desejoso, até mesmo de companhia – o mais elegante entretenimento próximo aos livros – que, exceto se as pessoas tiverem uma mudança de pensamento religioso, eu fico muito mais satisfeito, sem elas". "Eu penso que é um firme temperamento de minha alma, que eu prefira, pelo menos, por algum tempo, tal retraimento, de maneira a isolar-me do mundo, para a condição em que agora me encontro. Não que este seja, de modo algum, desagradável a mim, mas eu imagino seria mais proveitoso estar em um lugar, onde eu confirmasse ou implantasse em minha mente, quais hábitos eu prefiro, sem interrupção, antes que a flexibilidade da juventude acabe". Uma escola em Yorkshire foi proposta a ele. Ela se situa em um pequeno vale, "assim confinado entre duas colinas, dificilmente acessível de qualquer lado; de maneira que você pode esperar poucas pessoas de fora, e dentro, não existe alguma, afinal". Isto pareceu oferecer o que ele desejava, mas, por alguma razão inexplicável, a proposta não foi renovada. Mais tarde, será visto quão freqüentemente, quando na agitação de sua obra pública, ele almeja tais condições de paz e retraimento, do qual ele, repetidas vezes, se desviava por conta da trombeta do chamado do dever. Como, em uma ocasião, depois de pregar, em um lugar atrativo, ele exclamou: "Quanto dias eu passaria aqui, eu fosse fazer minha própria vontade? Mas não deve ser assim; eu devo fazer a vontade Dele que me enviou, e terminar sua obra. Assim sendo, este é o primeiro dia que eu passo aqui, e, talvez, seja o último". E novamente: "Quão prazerosamente, eu passaria algumas semanas nesta solidão deliciosa. Mas eu não devo descansar ainda. Por quanto tempo, Deus me dê força para o trabalho, eu devo usá-la". O hábito de levantar-se cedo, deve ter acontecido em algum lugar, por volta desta época, e ele continuou isto, através de sua vida. No sermão sobre "Redimir o Tempo", ele faz a seguinte afirmação: "Se alguém deseja saber exatamente que quantidade de sono sua própria constituição requer, ele pode muito facilmente fazer o experimento que eu fiz, a cerca de sessenta anos atrás. Eu, então, acordei todas as noites, por volta da meia-noite à uma, e me mantive acordado por algum tempo. Eu rapidamente conclui que isto surgiu do fato de eu ficar deitado por mais tempo do que a natureza requereu. Para ficar satisfeito, eu procurei um despertador, que me acordou na manhã seguinte, às sete horas da manhã (perto de uma hora mais cedo do que eu me levantei no dia anterior); ainda assim, eu fiquei acordo até a noite. Na segunda manhã, eu me levantei ás seis; mas, não obstante isto eu me mantive acordado a segunda noite. Na terceira manhã, eu me levantei às cinco horas. Todavia, fiquei acordado a terceira noite. Na quarta manhã, eu me levantei ás quatro horas (o que, pela graça de Deus, eu tenho feito, desde então); e não fiquei acordado mais. E eu agora não fico acordado (durante o ano), um quarto de hora consecutivo em um mês. Pelo mesmo experimento, levantando, mais e mais cedo, cada manhã, qualquer um pode saber quanto sono ele realmente necessita". O Reitor de Epworth e Wroot [pai de Wesley] estava agora idoso e enfermo. Ele teve uma vida muito ativa; passou por muitos problemas, e não conheceu poucas privações. Sua saúde estava debilitada, e a paróquia de Wroot não estava em melhores condições de saúde. Ela era uma vila distante de Epworth, por volta de cinco milhas, e cercada por pântanos, de maneira que freqüentemente, quando o nível das águas estava baixo, a jornada de um local para outro podia ser feito apenas por barco, e no inverno era sempre perigoso. Ele ganhou o nome de Wroot-fora-da-Inglaterra, devido sua inacessível localidade. Pareceu agradável que John viesse para Epworth e ajudasse seu pai em sua obra. Assim sendo, depois de fazer uma visita a seu irmão Samuel em Westminster, ele seguiu para Lincolnshire, no início de Agosto de 1727. Uma vez que Wroot foi designada a ele, como sua esfera de trabalho, seu pai e ele ocasionalmente alternavam. Não fazia muito tempo que residia lá, quando ele foi atacado com febre intermitente, uma doença comum na vizinhança, considerada endêmica pelas condições da terra. Com esta enfermidade sobre ele, ele viajou a cavalo para Oxford, para favorecer Dr. Morley, retornando da mesma maneira para Wroot, depois de uma permanência de alguns dias, embora, diversas vezes, muito doente na estrada. Freqüentemente no futuro, ele viajaria e trabalharia, quando nas dores da enfermidade! A seguinte carta, escrita para Wesley, no encerramento deste ano, por um Membro de seu próprio colégio, confirma a afirmação por um dos seus primeiros biógrafos, de que "o conhecimento geral, e agradável conversa do Sr. Wesley, o fez estimado por todos os seus conhecidos em Oxford. Ele foi o companheiro mais engajado e instrutivo; aberto e comunicativo com seus amigos, e civilizado e prestativo a todos": -- Lincoln College, 28 de Dezembro de 1727 Senhor, 'Ontem eu tive a satisfação de receber sua delicada e prestativa carta, por meio da qual, você me deu um exemplo singular daquela bondade e civilidade que é essencial ao seu caráter, e fortemente me confirmou os elogios que são feitos a você neste aspecto, por todos que têm a felicidade de conhecê-lo. Isto me faz infinitamente desejoso de sua familiaridade. E, quando eu considero aquelas qualidades iluminadas que eu ouço diariamente mencionadas a seu louvor, eu não posso deixar de lamentar o grande infortúnio que todos temos, na ausência de tão agradável pessoa do colégio, mas eu me satisfaço com os pensamentos de ver você aqui na reunião de cônegos, e da felicidade que teremos em sua companhia no verão. Neste meio tempo, eu retorno a você, os mais sinceros agradecimentos por este favor, e lhe garanto que, se estiver em meu poder, alguma vez, servi-lo, ninguém estará mais pronto para fazer isto, do que -- Senhor, Seu mais prestativo e humilde servo Lew Fenton Eu não achei improvável que, no curso ordinário das coisas, Wesley permanecesse no retiro da vida paroquial, ajudando seu pai, até o fim dos dias dele, e, possivelmente, o sucedendo em Epworth. Mas, em direção ao encerramento de 1729, ele foi convocado, pelo Dr. Morley, Reitor do Lincoln College, para retornar a Oxford. Dr. Morley diz: "No encontro da sociedade, logo depois que eu deixei o colégio, para considerar o método próprio de preservar a disciplina e o bom governo; em meio às diversas coisas concordantes, na opinião de todos que estavam presentes, julgou-se necessário que os Membros juniores, que seriam escolhidos Moderadores, deveriam, em pessoa, atender às obrigações de seu ofício, se eles não convencerem alguns de seus Membros a exercerem a função por eles... Nós esperamos que possa ser vantagem para você residir no colégio, tanto quanto onde você se encontra, se você tiver alunos, ou pode conseguir um curato na vizinhança de Oxon. Seu pai certamente tem outro curato, embora não tanto de sua satisfação; ainda assim, estamos persuadidos que isto não fará com que ele impeça seu retorno para o colégio, desde que o interesse do colégio e obrigação do estatuto requeira isto". Tal carta não poderia deixar de receber uma resposta. O próprio Wesley sentiu as atrações da vida Universitária, e seu pai, igualmente rígido em submeter-se e impingir obediência à autoridade, tinha tamanha consideração pelo Dr. Morley, e lembrava-se grato de suas obrigações para com ele, que acostumava a dizer: "Eu não posso recusar coisa alguma ao Dr. Morley". Wesley pensou pouco, ao despedir-se de seu rebanho em Wroot, e da querida casa em Epworth, quais grandes questões dependiam de sua entrada novamente nas sombras do Lincoln College. Wesley retornou para Oxford em 22 de Novembro de 1729. Oxford apresentava agora, além disso, uma nova atração para ele. Como foi dito acima, seu irmão passou por uma mudança acentuada no caráter e hábitos, aparentemente, sem o uso de alguns meios específicos. Em seu segundo ano, ele começou a ser mais sério em seu comportamento geral, e a manifestar uma preocupação profunda com a salvação de sua alma. Para que ele mantivesse uma vigilância estrita sobre si mesmo, ele pediu conselho a seu irmão, para manter um diário, e anotar o estado de sua mente e os feitos do dia. Ele acrescentou: "Deus acha adequado (isto possa aumentar minha prudência), negar sua companhia e assistência, no momento. Será através Dele me fortalecer, que eu confio, manterei meu alicerce até que nos encontremos. E eu espero que, nem antes, nem depois deste tempo, eu possa reincidir, para meu estado anterior de inconsciência. Através dos meios que você utiliza, eu acredito firmemente que Deus irá estabelecer o que ele começou em mim; e não existe pessoa alguma que tão prontamente seja instrumento de Deus em minha vida, como você. É devido em grande medida á oração de algumas pessoas (da minha mãe, mais adequadamente), que eu cheguei a pensar como faço agora; porque eu não posso dizer a mim mesmo, como ou quando, eu despertei de minha letargia, apenas, que não foi muito tempo depois que você foi embora". Com o passar do tempo, ele se tornou, mais e mais, sincero no buscar a religião, ao se empenhar em fazer o bem de vários tipos, e em tentar despertar a atenção para a religião nas mentes de alguns de seus colegas estudantes. Em Maio deste ano, ele escreveu para seu irmão: "A Providência tem, no momento, colocado em meu poder, fazer algum bem. Eu tenho algumas vidas jovens, despretensiosas, bem dispostas, próximas a mim; e estou grato a Deus que, de certa forma, tenho sido instrumento em mantê-los assim. Eles estiveram em mãos desprezíveis e estão agora libertos. Eles não se atreviam a receber o Sacramento, a não ser nos momentos de costume, por medo que rissem deles. Ao convencê-los do dever de comunicar freqüentemente, eu prevaleci sobre nós em receber uma vez por semana. Eu sinceramente anseio, e desejo, que o abençoado Deus esteja pronto para me entregar a você. Eu estou consciente que este é meu dia de graça; e que, empregar o tempo, antes de nosso encontro e próxima partida dependerá, em grande medida, de minha condição ara a eternidade". John passou alguns poucos dias do mês seguinte, em Oxford. Se Charles se referiu àquele tempo, ou teve alguma esperança de um intercurso mais prolongado com seu irmão, isto não aparece. Naquela breve visita, no entanto, John viria, pela primeira vez, o início daquela que foi tão grande obra na terra, e ouvir, concernente a alguns poucos inquisidores esforçados um apelido desdenhoso, que se tornaria o símbolo do Cristianismo fervoroso em todos os cantos do globo. Mas à Charles, como instrumento, pertence a honra de iniciar esta obra; que ele, portanto, em suas próprias palavras a descreva. Ao escrever ao Dr. Chandler, ele diz: "Meu primeiro ano no colégio, eu perdi em diversões; o próximo eu me dediquei ao estudo. A diligência me conduziu a pensar seriamente; eu fui para o Sacramento semanal, e persuadi dois ou três jovens estudantes a me acompanharem, e observarem o método de estudo prescrito pelos estatutos da Universidade. Isto me deu o nome inofensivo de Metodista. No segundo semestre, meu irmão deixou seu curato em Epworth e veio para nossa assistência. Nós, então, prosseguimos regularmente em nossos estudos, e em fazer o bem que pudéssemos aos corpos e almas dos homens". Este é um indicativo da baixa condição de disciplina na Universidade naquele tempo, para que uma atenção estrita aos seus estatutos pudesse trazer surpresa. O que foi escrito em Oxford, trinta anos depois, também reflete a condição das coisas naquele tempo, como Os Estudos em Oxford, de J.R. Green, e outras obras históricas claramente testificam. Quão grandes controvérsias tiveram sua origem em incidentes levianos. A vida de um jovem estudante volúvel passava por uma mudança; de maneira que este jovem se tornou um dos mais doces salmistas que a Igreja Cristã conheceu. Seus números são cantados sobre a face dos continentes; neles, o Evangelho é cantado em muitas terras, e em muitos Línguas; e alimentam a vida espiritual de milhões. Cabeças coroadas, e filhos exaustos do campo igualmente cantam. Mas qual é o significado deste nome de reprovação que é fixado sobre esses três jovens? O grupo, através de objetivos comuns, se em menosprezo apenas ou por escolha, os une. Ele dá a eles, novos interesses comuns. Ele os distingue dos seus companheiros. Ele dá limitação às profissões formadas pela metade. Neste caso, esta era uma profissão de rompimento das companhias alegres e negligentes; uma profissão de disciplina, de devoção, de dever; uma profissão de um desejo, pelo menos, viver uma vida religiosa. Ele se tornou um emblema ao redor do qual, outros se ajuntariam. Hoje ele distingue mais de vinte e cinco milhões de pessoas! CAPÍTULO III Oxford: Vida Universitária Deste tempo, Wesley escreve: "No ano de 1729, eu começo, não apenas a ler, mas a estudar a Bíblia, como o único padrão da verdade, e o único modelo da religião pura. De onde eu vejo, em uma luz cada vez mais clara, a indispensável necessidade de ter a mente que havia em Cristo, e de caminhar como Cristo também caminhou; não apenas tendo parte, mas toda a mente que havia Nele; e de caminhar como Ele caminhou, não apenas em muitas ou na maioria, mas em todas as coisas. E esta foi a luz, em que, naquele momento, eu geralmente considerei a religião, como um seguir uniforme de Cristo, uma conformidade interior e exterior com nosso Mestre. Nem eu estava temeroso de alguma coisa mais, do que submeter-me a esta regra para a minha própria experiência, ou de outros homens; em me permitir, de maneira alguma, a menor desconformidade com nosso grande Exemplar". Em obediência aos chamados que ele recebera do Dr. Morley, Reitor do Lincoln College, retornou para Oxford, para encarregar-se dos alunos, onze dos quais, imediatamente, ficaram sob seu cuidado. Aqui ele encontrou uma sociedade Metodista iniciante, embora que ainda sem um nome definido; consistindo de Charles e dois companheiros, aos quais se juntou imediatamente, e através dos quais, ele rapidamente foi reconhecido como um líder espiritual. Sob sua direção, a pequena comunidade logo se transformou em um instrumento de propaganda espiritual, e gradualmente aumentou em número e influência – uma pequena semente que, mais tarde, tornou-se uma grande árvore. Em seu, Breve História do Metodismo, publicado alguns anos mais tarde, Wesley dá o seguinte relato: - "Em Novembro de 1729, quatro jovens cavalheiros de Oxford — Sr. John Wesley, membro do Lincoln College; Sr. Charles Wesley, estudante da Igreja de Cristo; Sr. Morgan, homem do povo, da Igreja de Cristo; e o Sr, Kirkham, do College Merton —, começaram a passar algumas tardes da semana, lendo, principalmente, o Testamento Grego. No ano seguinte, dois ou três dos alunos do Sr. John Wesley desejaram a liberdade de se encontrarem com eles; e, logo depois, um dos alunos de Charles Wesley. Foi em 1732, que o Sr. Ingham, do Queen’s College, e Sr. Broughton, de Exeter, foram somados ao número deles. A esses, em Abril, juntaram-se o Sr. Clayton, de Brazen-nose, com dois ou três de seus alunos. Por volta da mesma época, o Sr. James Hervey foi permitido encontrar-se com eles; e em 1735, o Sr. Whitfield". Ele diz: "Eles eram todos membros zelosos da Igreja da Inglaterra; não apenas tenazes, em todas as doutrinas delas; até onde eles as conheciam, mas de todas as suas disciplinas, nas menores circunstâncias. Eles eram, igualmente, observadores zelosos de todos os Estatutos da Universidade, e isto, por causa da consciência. Mas eles observaram que nem esses, nem qualquer coisa além do que eles conceberam estavam em ligação estreita com o único livro deles, a Bíblia; sendo o único desejo e desígnio deles serem cristãos bíblicos sinceros; tomando a Bíblia, como é interpretada pela igreja primitiva e nossa própria, como a regra total e única deles". Este foi o "Clube Santo" do qual Wesley foi, devido sua sabedoria, chamado de Curador. Esses foram os "Fanáticos Bíblicos"; "Traças Bíblicas", quem seus escarnecedores diziam, fartarem-se de Bíblia, como as traças das roupas; e contra os quais eram dirigidos as zombarias e escárnio dos negligentes. Mas a oposição dos espíritos mundanos, pelos quais eles estavam cercados não os impediu em seu sublime propósito, enquanto sua coragem e simplicidade de objetivo tornaram-se mais óbvias. Eles não confinaram a atenção deles, cada homem, em sua própria alma, ou geralmente no bem-estar da pequena comunidade ou grupo, mas buscaram resgatar outros jovens estudantes de seus caminhos pecaminosos, e conduzi-los à vida religiosa; eles visitaram a prisão e a fortaleza, onde eles leram as orações, nas quartas-feiras e sextas-feiras, e administraram o Sacramento uma vez por mês; eles levantaram dinheiro, e procuraram livros, ajuda médica, e outras necessidades para os pobres prisioneiros; visitaram e ajudaram as famílias pobres, e ensinaram em escolas e em casas de correção. Em todas essas Wesley assumiu o comando. Ele mesmo fundou uma das escolas, pagou as professoras, e vestiu algumas, se não todas as crianças. Ao pregar em Dress, muitos anos depois, ele diz que, enquanto estava em Oxford, "em um dia frio de inverno, uma jovem criada (uma daquelas que cuidavam da escola), visitou-se. Eu disse: 'Você parece subnutrida. E você tem alguma coisa para vestir, a não ser este linho fino?'. Ela respondeu: 'Senhor, isto é tudo que tenho'. Eu coloquei minha mão em meu bolso, mas certifiquei-me que eu não tinha dinheiro restante, depois de ter gastado tudo que eu tinha. Isto imediatamente me veio à mente, será que teu Mestre diria, 'Bem feito, bom e fiel mordomo? Tu adornaste os muros com o dinheiro que teria abrigado esta pobre criatura do frio! Ó, justiça! Ó, misericórdia! Esses quadros não são feitos com o sangue dessa pobre criada?'". Assim, ele insistiu com seus ouvintes, a "não ajuntarem coisa alguma; sim, pior do que isto, com o que poderia vestir um pobre, nu, e trêmulo de frio, cidadão". E em outra ocasião, quando prega sobre O Caminho Mais Excelente, ele exorta: "Em Primeiro Lugar, se você não tem família, depois de ter providenciado para si mesmo, dê tudo que restar". "Esta", ele diz, "foi a prática de todos os jovens de Oxford, que eram chamados de Metodistas. Por exemplo: Um deles [ele mesmo] tinha trinta libras por ano. Ele viveu com vinte e oito, e abriu mão de quarenta xelins. No ano seguinte, recebeu sessenta libras, ele ainda viveu com vinte e oito, e deu trinta e duas. No terceiro ano, ele recebeu noventa libras, e deu sessenta e duas. No quarto, ele recebeu cento e vinte libras. Ela inda viveu, como antes, com vinte e oito libras; e deu ao pobre, noventa e duas. Este não foi o caminho mais excelente? Assim, nas obras de benevolência e serviço cristão, em meio à maldade abundante, esses jovens viveram na pureza da vida, fortalecendo uns aos outros, na fé e prática santa, vivendo como luz no mundo, manifestando a palavra de vida, em meio a uma geração verdadeiramente desonesta e perversa. Mas este zelo exterior não foi mantido sem a maioria dos diligentes exercícios religiosos. A rigorosa vigília que Wesley manteve sobre si mesmo naquele tempo, e os esforços ardorosos que ele fez para promover seu progresso espiritual, são notavelmente exibidos em O Esquema de Auto-Exame, que ele nos diz, foi usado pelos primeiros Metodistas em Oxford, e que foi indubitavelmente sua compilação. O documento é extremamente interessante, não apenas como amostra da vida interior da pequena comunidade Metodista, mas, aqui especificamente, como lançando uma luz sobre o sistema severo de autodisciplina que Wesley costumava impor, com a mais rigorosa precisão, sobre si mesmo, e o que ele estimulava junto aos outros. Um Esquema de Auto-exame Usado pelos Primeiros Metodistas em Oxford ( Domingo --- Amor a Deus e Simplicidade: Cujos meios são: Oração e Meditação 1. Eu tenho sido simples e coerente em tudo que eu digo ou falo? (1) Simples em todas as coisas, ou seja, olhado para Deus; meu Deus, meu Exemplo, meu único Desejo, meu Árbitro, Origem do bem; agido totalmente para Ele; adequando meu entendimento com a ação presente ou hora? (2) Coerente? Ou seja, este simples propósito é distinto e ininterrupto? Com a finalidade de mantê-lo assim, eu tenho usado as marcas, como combinado com meus amigos, onde quer que eu esteja? Eu tenho feito qualquer coisa, sem uma prévia percepção de que aquilo se trata da vontade de Deus? Ou sem a percepção de que seja um exercício ou meios de virtude, para aquele dia? Eu tenho dito alguma coisa, sem isto? 2. Eu tenho orado com fervor? Ao ir para a Igreja, e quando saio dela? Dentro da igreja? De manhã, e tarde, em privativo? Segunda, quarta e sexta-feira, com meus amigos, ao amanhecer? Depois de me deitar? No sábado ao meio-dia? Todo o tempo que eu esteja engajado em uma obra exterior pessoal? Antes de me dirigir a um local público ou oração privada, para obter ajuda? Onde quer que eu esteja, eu vou à igreja de manhã e a noite, exceto se para a misericórdia necessária? Eu gasto uma a três horas em privativo? Na oração pessoal, eu freqüentemente faço uma interrupção breve e observo se há fervor? Eu a tenho repetido diversas vezes, até que eu atento para cada palavra? Quando no começo de cada oração ou parágrafo, eu tenho reconhecido que eu não posso orar? Eu interrompo, antes de concluir em Seu nome, e me referir ao meu Salvador agora intercedendo por mim, à mão direita de Deus, e ofereço essas orações? 3. Eu uso devidamente as exclamações? Ou seja, a toda hora, eu oro por humildade, fé, esperança, amor, e em especial, virtude para o dia? Considero com quem eu estive a última hora, o que fiz, e como? Com respeito à lembrança, amor ao homem, humildade, abnegação, resignação, gratidão? Considero a próxima hora, nos mesmos aspectos, e ofereço tudo que faço ao meu Redentor, peço sua assistência em cada pormenor, e recomendo minha alma ao seu cuidado? Tenho feito isto deliberadamente, sem pressa, seriamente, sem fazer nada mais, naquele momento, e tão ardorosamente quanto eu posso? 4. Eu oro devidamente por virtude para o dia? Ou seja, oro por ela, quando saio e quando entro? Deliberada, séria, e fervorosamente? 5. Eu uso da Coleta [oração que na missa precede a epístola], às nove horas, doze, e quinze horas? E dou graças antes e depois de comer? Em voz alta, em minha própria sala? Deliberada, séria, e fervorosamente? 6. Eu medito devidamente? Todo dia, exceto se pela misericórdia necessária? (1) Desde as seis horas, etc, para as orações? (2) Das quatro às cinco horas da manhã? No que for específico para a providência daquele dia? Como a virtude do dia deve ser mostrada junto a ela? Como isto é frustrado? (Aqui as faltas) (3) No domingo, das seis a sete horas com Kempis? Das três às quatro, sobre a redenção, ou os atributos de Deus? Quarta e sexta-feira, do meio-dia à uma hora, sobre a Paixão? Antes de terminar um livro, no que eu assinalei nele? ( Segunda-feira – Amor ao Homem 1. Eu tenho sido zeloso e ativo no fazer o bem? Ou seja: (1) Eu tenho aproveitado toda oportunidade possível, para fazer o bem, prevenir, remover ou diminuir o mal? (2) Eu tenho exercido isto com toda minha força? (3) Eu considero alguma coisa muito importante, para partilhar ou para servir ao meu próximo? (4) Eu gasto uma hora, pelo menos, todos os dias, para falar com um ou com outro? (5) Eu desisto de alguém, até que ele expressamente renuncie a mim? (6) Antes de falar com alguém, eu procuro conhecer, até onde eu posso, seu temperamento, modo de pensar, vida passada, e obstáculos peculiares, internos e externos? Eu fixo o ponto a ser alcançado? Então, os meios para isto? (7) Ao falar com ele, eu proponho os motivos, então, as dificuldades, e pondero sobre eles, e, então, o exorto a considerar a ambos, calma e profundamente. E orar sinceramente por ajuda? (8) Ao falar com estranhos, eu explico o que a religião não é? (nem negativa, nem externa) e o que ela é? (o recuperar a imagem de Deus), procurando saber em que passo ele parou, e o que o fez parar ali? Eu o exorto e dirijo? (9) Eu procuro persuadir a todos que atendam às orações públicas, sermões e sacramento; e, em geral, a obedecerem as leis da Igreja Universal, a Igreja da Inglaterra, o Estado, a Universidade, e seus respectivos colegas? (10) Quando reprovado por algum ato de desobediência, eu o confesso, e revido o ataque com delicadeza e ardor. (11) Eu contesto algum ponto prático, exceto se ele tiver que ser praticado naquele momento? (11) Na discussão: (1) Eu desejo que ele defina os termos da questão; limitá-la; o que ele admite e o que ele nega? (2) Demoro em dar a opinião? Deixo que ele explique e prove a sua? Então, insinuo ou faço objeções? (13) Depois de cada visita, eu pergunto àquele que veio comigo: "Eu disse alguma coisa errada?". (14) Quando alguém me pede conselho, eu o direciono e exorto com todo meu poder? 2. Eu me regozijo com meu próximo e por causa dele, na virtude ou prazer? Eu me aflijo com sua dor, ou porque ele está em pecado? 3. Eu recebo suas enfermidades com piedade, e não ira? 4. Eu penso ou falo indelicadamente dele ou com ele? Eu revelo algum mal de alguém, exceto se necessário para algum bem específico que eu tenha em vista? Eu, então, faço isto com toda ternura, e de maneira consistente com esta finalidade? De alguma maneira pareço aprovar aqueles que fizeram o contrário? 5. A boa vontade é e parece ser a fonte de todas as minhas ações em direção a outros? 6. Eu uso de intercessão devidamente? (1) Antes? (2) Depois de falar com alguém? (3) Com meus amigos no domingo? (4) Com meus alunos na segunda-feira? (5) Com aqueles a quem eu pessoalmente desejo, na quarta e sexta-feira? (6) Com a família com a qual estou todos os dias? Uma carta de um dos colegas íntimos de Wesley, Robert Kirkham, um dos primeiros da Band dos Metodistas de Oxford, lança uma nova luz quanto aos sentimentos de Wesley naquele tempo. Wesley tinha visitado Kirkham, em sua casa, em Stanton, Gloucestershire, e fora recebido com boas-vindas. Aqui ele familiarizou-se com a irmã de Kirkham, Betty, e parece ter ficado impressionado com seu charme; nem ela pareceu indiferente aos atrativos pessoais de Wesley. Isto não escapou da observação de seu irmão. Escrevendo a Wesley, Kirkham diz :— 2 de Fevereiro de 1727 Seu caráter meritório, e fantástico; sua educação pessoal notável; seus nobres dons de mente; sua pessoa simples e bonita, e sua conversa prestativa e amável têm sido o agradável objeto de nossa conversa por algumas horas prazerosas. Você freqüentemente está nos pensamentos de Srta. B. [Srta. Betty], que eu curiosamente observei, quando sozinho com ela, através de sorrisos, sinais, e expressões com respeito a você. Isto é suficiente? Esta manhã, eu a peguei de joelhos, em uma postura humilde e devota... Há muito, eu espero que você supra a ausência de meu pai. Mantenha o conselho e queime esta, quando ler atentamente. Você terá as minhas razões em minha próxima carta. Eu devo concluir, e subscrever-me, seu afetuoso amigo, e irmão, eu desejo que possa me escrever, Robert Kirkham. A irmã de Wesley, Marta, parece ter despertado os ternos sentimentos dele, porque em uma carta próxima a esta data, ela diz: "Quando eu soube que você havia retornado de Worcestershire, onde eu suponho viu sua Varanese [um nome fictício e fantasioso para Srta. Krkiham, usada de acordo com o costume do tempo], eu, então, cesse de me surpreender com seu silêncio, porque a visão de tal mulher, 'tão notável, tão amada', bem poderia fazê-lo esquecer-me. Eu realmente tenho um grande respeito por ela, assim como necessariamente tenho por alguém que seja tão querido a você". Uma correspondência, com a Sra. Pendarves, mostra que Wesley, então, reteve sua paixão por Varanese, e que não foi sua falta que isto não conduzisse a uma união duradoura. Porque, por mais de três anos, Wesley manteve uma correspondência com a Srta. Betty Kirkham, e falou dela, carinhosamente; mas em 1731, sua amizade foi interrompida, se pela interferência de seu pai, ou pela preferência dela por outro, não ficou determinado. Parece provável que ela se casou com o Sr. Wilson, e morreu no ano de 1732. A intimidade de Wesley com a Srta. Betty Kirkham o conduziu à familiaridade com uma amiga de sua irmã, Sra. Pendarves, a filha mais velha de Bernard Granville, e sobrinha de lorde Lansdowne. Ela se casou cedo, aos dezessete anos, e, com vinte e três, estava viúva. Ela era uma brilhante senhora da Corte, opulenta, talentosa, educada, e bonita; familiarizada com tudo que aquele nível social e costume podiam dispor; ainda assim, dizem que era doce e modesta, inteligente, e inquiridora; tão feliz na vida do campo, como se nunca tivesse conhecido uma Corte, ou brilhado nas assembléias de Londres; como se a assembléia e a ópera fossem completamente estranhas a ela; e, acima de tudo, ela era interessada, e preocupada com respeito aos assuntos da devoção religiosa e dever. Não é de se surpreender que o jovem colegial, com a mente aberta para todo charme do refinamento e bondade, assim como para toda graça de pessoa, estivesse completamente deslumbrado e envolvido. Wesley e a Sra. Pendarves corresponderam-se livremente; ele sob o pseudônimo de Cyrus, e ela de Aspásia. Diversas cartas estão na Vida e Correspondência da Sra. Delany, de Lady Llanover. Dr. Rigg, que teve a oportunidade de examinar toda a correspondência diz: "Em todas as outras correspondências anteriores, assim como posteriores, deste período de sua vida, Wesley é sempre claro, limpo, e parcimonioso nas palavras; simples, inocente e impassível. Nesta correspondência, ao contrário, ele é formal, sentimental, e quase se poderia dizer afetado; certamente, artificial, e, algumas vezes, excessivo, quando fala da própria lady, ou tenta fazer-lhe um elogio. Alguém poderia quase se surpreender, como a lady, que nunca se comporta de maneira inadequada, e cujo estilo é sempre natural e apropriado, fosse capaz de suportar o estilo no qual ele se endereçava a ela". "É apenas, quando uma questão de casuística religiosa, ou de teologia, ou de dever, ou de devoção, era tratado, que Wesley volta a ser ele mesmo; então, seu estilo está singularmente em contraste com o que ele é, com respeito aos pontos de personalidade ou de sentimento. Suas expressões de respeito e admiração são tão extravagantes, como se ele pertencesse a um romance espanhol; suas discussões são simples e frugais. É difícil entender como o mesmo homem pode ser o escritor de todas essas cartas". Esta correspondência parece ter continuado até Agosto de 1731, quando a Sra. Pendarves foi residir na Irlanda; e, embora seja provável que Wesley escreveu para ela, mais de uma vez, depois disto, ainda assim, ela não escreveu para ele, num intervalo de três anos, até que retornou para a Inglaterra. Então, ficou muito tarde. Durante aqueles anos, Wesley avançou grandemente, no caráter e na devoção séria, para os propósitos sublimes de seu chamado, e ganhou uma influência maior e mais ampla como líder e guia espiritual. Dr. Rigg, apropriadamente observa que, "em adição ao interesse curioso desta correspondência, ela revela um segundo plano do caráter natural que nos capacita a ver em uma luz muito mais clara o maduro, e em boa parte, transformado, Wesley dos últimos anos. Ele nos revela a extrema suscetibilidade natural de Wesley para o que quer que fosse gracioso e agradável em uma mulher, especialmente, se unido ao vigor mental e excelência moral ... Ele foi naturalmente um admirador da natureza feminina, pelo menos, um admirador de tais mulheres. Uma cortesia quase reverente; uma afeição calorosa, mas pura; um deleite, mas estrita familiaridade, marcou, através da vida, suas relações com as agradáveis e talentosas mulheres -- foi com esses talentosas mulheres, na maioria das vezes, que ele manteve amizade e correspondência" Mas, com a vida futura de Wesley em vista, este episódio propicia alicerce para reflexão sobre o maravilhoso controle da providência, que, então, e não até então, impediu a vida destinada para a heróica abnegação, e para o quase trabalho sem paralelo, no serviço da Igreja e da raça humana, de contender-se com as limitações da comum, mesmo que neste caso a distinguida carreira de um pároco, ou de um membro do colégio. Retornando a nossa história, nós nos certificamos que, no início do ano de 1730, Wesley aceitou, por alguns meses, um curato, oito milhas de Oxford, provavelmente em Stanton Harcourt, do qual seu amigo Gambold ficou incumbido, mais tarde. Ele não ficava muito longe de South Leigh, onde Wesley pregou seu primeiro sermão. De lá ele cavalgava nos domingos, mas que outro serviço ele fazia, não se sabe. Ele recebeu pagamento, a razão de 30 libras por ano. Este curato propiciou a ele um novo campo de benefício, e o capacitou a manter seu cavalo, sem privar suas caridades. Na primavera do ano seguinte, ele começou a observar os jejuns das quartas e sextas-feiras, depois da prática da Igreja matinal, não provando alimento até as três horas da tarde. Ele nos diz que ele se esforçou diligentemente contra todo o pecado; omitiu nenhuma sorte de abnegação que ele pensou útil; cuidadosamente usou, tanto em público, como em privado, de todos os meios da graça em todas as oportunidades. Ele não omitiu ocasião de fazer o bem, e por esta razão ele diz que ele suportou o mal. Mas sabendo que tudo isto significava nada, exceto se fosse direcionado em direção à santidade interior, ele objetivou continuamente a alcançar a imagem de Deus, fazendo a vontade de Deus e não a sua própria. Nesta época, ele e seu irmão começaram a prática de conversarem em Latim, quando estavam sozinhos; uma prática que eles continuaram durante a vida. Na primavera deste ano, ele fez uma visita a Epworth, permanecendo lá, por três semanas. Eles caminharam, de um lado a outro, descobrindo que vinte e quatro ou vinte e cinco milhas eram um dia de jornada, tão fácil e seguro, em tempo quente, quando em tempo frio; e que era fácil lerem enquanto caminhavam, por uma distância de dez ou doze milhas, sem se sentirem fracos ou cansados; e, em seu retorno, Wesley conta a sua mãe que o movimento e o sol, juntos, em suas últimas cento e cinqüenta milhas de caminhada, tão completamente eliminaram seus "humores supérfluos", que eles continuaram em perfeita saúde, embora a época em Oxford fosse de muita enfermidade; e, como muitos pensavam que seu irmão e ele eram muito cuidadosos, e colocavam fardos em si mesmos, que eles não eram capazes de suportar, ele pede que, se ela os julga, supersticiosos ou fanáticos, de um lado, ou muito remissos de outro, que ela os informe tão rapidamente quanto possível. E, escrevendo ao seu pai, nesta mesma época, ele diz: "Desde nosso retorno, nossa pequena companhia, acostumada a se encontrar no domingo de manhã, reduziu-se a quase nenhuma pessoa, afinal. O Sr. Morgam está doente em Holt; Sr. Boyce está com seu pai em Barton; Sr. Kirkham deve brevemente deixar Oxford; e um jovem cavalheiro que usou ser o quarto homem, temeroso e envergonhado, ou mesmo ambos, retornou para os caminhos do mundo, e cuidadosamente afastou-se de nossa concordância". Mas, embora ele narre o fato, ele não usa palavra alguma significando desencorajamento de sua parte. Na verdade, tal sentimento, tão inteiramente desconhecido na vida anterior, quando havia tanta oportunidade para isto, não parece ter encontrado lugar, até mesmo neste período inicial. "No entanto", ele acrescenta, "o pobre na fortaleza tinha o evangelho pregado para ele, e algumas de suas necessidades supridas, e os filhos estavam sendo ainda cuidados". Em meio às cartas interessantes, escritas por ele, para sua sempre sábia conselheira, sua mãe, existe uma datada de 28 de Fevereiro de 1732. Ela diz: "Eu reconheço que eu nunca entendi, que a presença real, mais do que da natureza Divina de Cristo, esteja eminentemente presente para conceder, através da operação de Seu Espírito, o benefício de Sua morte para os recebedores meritórios". Ao que ele responde: "Alguma consideração é suficiente para me fazer concordar com seu julgamento, concernente ao Santo Sacramento, que é, o de que não podemos admitir que a natureza humana de Cristo esteja presente nele, sem admitir tanto a consubstanciação ou transubstanciação. Mas que Sua divindade está tão unida a nós, então, como nunca esteve, a não ser para os recebedores meritórios, eu firmemente acredito, embora a maneira desta união seja completamente um mistério para mim". Falando de seus muitos privilégios espirituais, ele pergunta: "O que devo fazer para tornar todas essas bênçãos efetivas; para conseguir, através delas, aquela mente que estava também em Cristo Jesus? A todos que dão mostras, de não serem estranhos a isto, eu proponho esta questão, e por que não a você, antes do que qualquer outro? Eu devo interromper minha busca de todo aprendizado, a não ser pelo que imediatamente se incline à prática? Uma vez, eu desejei fazer uma mostra justa nas Línguas e Filosofia; mas isto é passado. Existe um caminho mais excelente, e, se eu não posso obter algum progresso nele, sem renunciar a todos os pensamentos do outro, porque, concordo, ainda que, em pouco tempo, devamos ser todos iguais no conhecimento, se formos iguais na virtude". "Você diz que 'renunciou ao mundo'. E o que eu tenho feito todo este tempo? O que tenho feito desde que nasci? Por que eu tenho mergulhado nisto mais e mais. É suficiente: 'Acorda, tu que dormes'. Não existe 'um Senhor, um Espírito, uma esperança de nosso chamado?'. Uma maneira de obter aquela esperança? Então, eu renuncio ao mundo assim como você. Esta é a mesma coisa que eu quero fazer – tirar minhas afeições deste mundo, e colocá-las em um caminho melhor. Mas como? Qual o caminho mais certo, e o mais curto? Não é ser humilde? Certamente este é um passo largo neste caminho. Mas a questão retorna: Como eu farei isto? Reconhecer a necessidade disto não é ser humilde. Em muitas coisas você intercedeu por mim e prevaleceu. Que sabe, nesta também você possa ter sucesso!". Essas palavras mostram com que avidez ele se esforçava na busca da santidade; elas revelam seu espírito dócil e educável; e eles indicam o tipo de autodisciplina a que ele se submeteu – uma disciplina exercida dentro do tranqüilo recinto fechado da vida Universitária, que tão bem o ajudou a prepará-lo para as lutas exteriores que ainda viriam. Em Londres, no mês de Julho deste ano, Wesley familiarizou-se com William Law, que estava, então, vivendo com Gibbons, em Putney, e começou a ler os escritores místicos. Isto, como poderemos ver, ultimamente acrescentou um outro elemento à sua complexa experiência, envolvendo novas perplexidades a serem resolvidas, e novos conflitos a serem suportados. Em 23 de Novembro de 1736, ele escreveu a Samuel Wesley: "Eu penso que a rocha na qual eu quase naufraguei na fé foram os escritos dos místicos; sob cujo termo eu compreendo todos aqueles que desprezam os meios da graça, e não apenas esses". Ele também se tornou conhecido de muitos membros da Sociedade para a Propagação do Conhecimento Cristão, com cujas reivindicações, ele mais inteiramente simpatizou. Ele foi admitido na Sociedade em 3 de Agosto deste ano. Em 26 de Agosto, o Sr. Morgan morreu. Ele foi um dos três primeiros a serem alcunhados de homens e Metodistas de Supererrogação. Como falsos relatos se espalharam de que sua morte fora ocasionada por excessivo jejum e outras austeridades que os Wesleys o induziram a praticar, Wesley escreveu uma longa carta ao pai de Morgan, dando algum relato do caráter cristão e as obras de caridade de seu filho, e dos procedimentos gerais da pequena companhia deles. Isto tanto satisfez o Sr. Morgan, que ele subseqüentemente colocou seu filho mais jovem como um aluno sob o cuidado de Charles Wesley. No prefácio de seus Diários publicados, Wesley inseriu esta carta, como "um claro relato do surgimento daquela pequena sociedade que tinha sido, de maneira tão variada, representada". Durante o curso deste verão, Wesley fez duas viagens a Epworth. Na primeira, enquanto de pé no muro do jardim da casa de um amigo, este se espatifou debaixo dele, mas Wesley escapou ileso. Sua segunda jornada foi mais aflitiva. Como seu pai, ficando velho e enfermo, e seu irmão Samuel, preste a residir em Tiverton, não foi provável que toda a família se reunisse novamente dentro dos muros daquela velha residência paroquial em Epworth – a casa da dotada e honrada família, cujo nome se tornaria familiar para as raças de língua inglesa, em todos os cantos do globo habitado; a casa para o qual os pensamentos de tantos em gerações futuras se voltaram, e para o qual os passos de tantos peregrinos desta terra e de além mares se lançariam. No primeiro dia do ano de 1733, Wesley pregou na Igreja de St. Mary, Oxford, diante da Universidade, sobre "A Circuncisão do Coração", de Romanos 2:29. Escrevendo a um amigo, trinta anos depois, ele diz: "O sermão contém tudo que eu agora ensino, concernente à salvação de todos os pecados, e amor a Deus com um coração não dividido". Mas sobre um tópico, ele não ensinou tudo que ele mais tarde ensinou. Sobre a questão da fé, faltou o ensino que o próprio Wesley naquele tempo não tinha. Ele define a fé como "uma concordância inabalável de tudo que Deus revelou nas Escrituras, e, em especial, àquelas importantes verdades, que Jesus Cristo veio ao mundo para salvar pecadores; que Ele carregou nossos pecados sobre seu corpo no madeiro; que Ele espiou nossos pecados, e não apenas os nossos, mas todos os pecados de todo o mundo". Mas, quando ele, mais tarde, publicou o sermão, em 1748, no segundo de seus primeiros quatro volumes de sermões, ele acrescentou a seguinte passagem notável: ("não apenas uma concordância inabalável", etc), "mas igualmente a revelação de Cristo em nossos corações; uma evidência ou convicção divina de Seu amor, Seu livre, imerecido amor a mim um pecador; uma confiança certa em Sua misericórdia perdoadora; forjada em nós pelo Espírito Santo; uma confiança, por meio do qual o crente verdadeiro é capaz de testemunhar: Eu sei que meu redentor vive; que eu tenho um advogado com o Pai, e que Jesus Cristo, o justo, é meu Senhor a expiação por meus pecados. Eu sei que Ele amou. Que Ele me reconciliou, mesmo a mim, a Deus; e eu tenho redenção, através de Seu sangue, até mesmo o perdão dos pecados". Presentemente será visto, quão exatamente similar essas palavras são daquelas usadas por ele, já que ele registrou sua fé, depois do memorável encontro na Rua Aldersgate, no qual ele primeiro alcançou a verdade de seu interesse pessoal e individual na expiação de Cristo; aquele evento sendo a linha divisória entre: "Ele é a expiação dos pecados de todo o mundo", e "Ele é a expiação para meus pecados". Este ano foi marcado, pelo fato de ele imprimir ("a primeira vez que me aventuro a imprimir alguma coisa") Uma Coleção de Formas de Oração, designada para o uso de seus alunos. Assim começou aquele prolífico trabalho literário que continuou até o fim de seus dias, e que nenhum de seus trabalhos árduos diminuiu. O número e variedade de suas publicações espantaram todo estudante de sua vida. Seu pai, em um péssimo estado de saúde e aparentemente declinando rapidamente, Wesley retirou-se para Epworth. Passando por sobre a ponte em Daventry, seu cavalo caiu sobre ele; mas Wesley escapou ileso, e, tão freqüentemente mais tarde, encontrou oportunidade de dar graças a Deus, pela preservação em iminente perigo. Seus pais estavam muito ansiosos que ele se estabelecesse em Epworth, no caso da morte de seu pai; Depois de seu retorno a Oxford, ele escreveu para sua mãe: “Eu observei quando estive com você, que eu estava muito indiferente, quanto a ter ou não o benefício de Epworth. Eu, na verdade, fui inteiramente incapaz de determinar um caminho ou outro; e por esta razão: eu sei, que se eu pudesse estabelecer meu alicerce aqui, e me aprovar como um fiel ministro, de nosso abençoado Jesus, pela honra e desonra, através do bom e mau relato; então, não haverá lugar sob o céu como este para o aperfeiçoamento em todo o bem”. E novamente: “Eu tenho tantos alunos e tantos amigos quanto preciso; quando mais for melhor para mim, eu terei mais. Se eu não tiver mais alunos depois que estes tiverem ido, eu, então, ficarei feliz do curato perto de você; se eu tiver, eu tomarei isto como um sinal de que eu devo permanecer aqui”. Em Maio, ele parte novamente para Epworth, para visitar, em Manchester, seu amigo Clayton, que havia agora deixado a Universidade. Em seu retorno para Oxford, ele viu os maus efeitos de sua ausência sobre seus alunos e membros de sua pequena sociedade. Ele agora se viu cercado pelos inimigos, triunfando sobre ele, enquanto amigos desertavam dele; e viu os frutos de seu trabalho em perigo de ser destruído, antes que tivesse alcançado a maturidade. Mas ele permaneceu firme, como uma rocha, e consciente de sua própria integridade, e que ele tinha nada em vista, a não ser servir a Deus e o benefício de seu próximo, ele viu sua situação com calma, e na simplicidade de seu coração, escreveu assim para seu pai: -- 13 de Junho, 1733. “Os efeitos de minha última viagem, eu acredito, me fará mais cauteloso de estar algum tempo longe de Oxford, para o futuro; pelo menos, até que eu não tenha alunos para cuidar, o que provavelmente acontecerá dentro de um ano ou dois. Um dos meus jovens cavalheiros disse-me, quando de meu retorno, que ele estava, ‘mais e mais, temeroso da singularidade; um outro, que ele leu uma excelente peça do Sr. Locke, que o tinha convencido do dano de respeitar a autoridade. Ambos concordaram que o observarem a quarta-feira, como um jejum, foi uma singularidade desnecessária; a Igreja Universal (ou seja, a maioria dela), tendo há muito repelido, por costume contrário, a injunção que ela anteriormente deu concernente a isto. Uma terceira, que não pode ceder a este argumento, foi convencido por uma perturbação de espírito, e Dr. Frewin. Nossos vinte e sete comunicantes na Igreja de St. Mary, que estiveram na quarta-feira, diminuíram em cinco; e um dia antes, o último dos alunos do Sr. Clayton que continuou conosco, me informou que ele não pretendia nos encontrar mais. ‘Meu prejudicial sucesso’, como eles chamam a isto, parece ser o que amedrontou a cada um, da queda da casa”. “Ele agora redobrou sua diligência com seus alunos, para que eles recuperassem o alicerce que haviam perdido. Eles haviam sido culpados por seus amigos e inimigos pela regularidade dele, e por algumas práticas especiais que ele observava; Escrevendo a sua mãe sobre esses assuntos, ele revela seus pensamentos e métodos. Ele diz, em 17 de Agosto de 1733: “O que causa ofensa aqui é o ser singular com respeito ao tempo, gasto e companhia. Isto é evidente, além de exceção, do caso do Sr. Smith, um de nossos Camaradas, que tão logo começou a economizar seu tempo; a cortar gastos desnecessários, e evitar seus conhecidos irreligiosos, ele foi atacado, não apenas por todos aqueles conhecidos, mas muitos outros também, como se ele tivesse entrado em uma conspiração para cortar a garganta de todos eles; embora até este dia, ele não tenha aconselhado uma só pessoa, exceto em uma ou duas palavras por acaso, a agir como ele fez em algumas dessas instâncias”. E ele acrescenta: “De fato, é verdade que ‘o demônio odeia mais a guerra ofensiva’; e que quem quer que tente livrar mais do que a própria alma de suas mãos, terá mais inimigos, e encontrará maior oposição, do que se ele estiver contente em ‘ter a sua própria vida como uma presa’. Que eu tente fazer isto é igualmente certo; mas eu não posso dizer, se eu ‘imporei rigorosamente algumas observâncias sobre outros’, até que eu sabia o que aquela frase signifique. O que eu faço é isto: Quando eu estou encarregado de uma pessoa, que deve primeiro entender e praticar, e, depois ensinar a lei de Cristo, eu me esforço, pela leitura e conversação adicionadas, a mostrar a ele o que aquela lei significa; ou seja, a renunciar a todo amor desordenado do mundo, e a amar e obedecer a Deus, com toda sua força. Quando ele parece seriamente sensível a isto, eu proponho a ele os meios que Deus tem ordenado a ele usa, com o objetivo desta finalidade; e uma semana, um mês, ou um ano depois, quando o estado de sua alma parece requerer isto, os diversos meios providenciais recomendados pelos homens sábios e bons. Quanto aos momentos, ordem, medida, e maneira em que esses devem ser propostos, eu dependo do Espírito Santo me dirigir, em minha, e através da minha própria experiência e reflexão, juntamente com os conselhos de meus amigos religiosos, aqui e em outros lugares. Apenas duas regras é meu princípio observar em todos os casos: Primeiro, começar, continuar e terminar todos os meus conselhos, em espírito de humildade; como sabendo que ‘a ira’ ou a severidade ‘do homem não opera a retidão de Deus’; e, em segundo lugar, acrescentar à humildade, longanimidade: no prosseguimento de uma regra que eu fixei há muito tempo – nunca desistir de alguém, até que eu o tenho testado, pelo menos dez anos – Por quanto tempo Deus teve piedade de mim?”. Wesley se prepara verdadeiramente para ser um grande líder de homens. Tyerman observa que “O Metodismo em Oxford foi organizado em 1729. Dois anos mais tarde, enquanto ‘Wesley e seu irmão estavam em Epworth’, ele foi reduzido para quase nada; e dois anos mais tarde ainda, quando tinha aumentado para vinte e sete comunicantes, durante uma outra visita breve para Epworth, foi quase completamente destruído, porque vinte e sete foram reduzidos a cinco. Tudo isto mostra que Wesley foi a alma deste movimento, e que, sem ele, teria se dissolvido e se tornado extinto... Os cinco pobres Metodistas remanescentes, não considerando o próprio Wesley, eram sem dúvida, Charles Wesley, Benjamin Ingham, James Hervey, John Gambold, e, provavelmente, Charles Kinchin. Todos honrem tais nomes! Eles mantiveram o fogo ardendo, quando ele estava em perigo de extinguir-se. Wesley foi seu espírito-mestre; mas eles foram fiéis e dispostos colaboradores”. Não existe um quadro mais exato de Wesley e seus métodos, e do pequeno grupo de Metodistas, naquele tempo, do que aquele fornecido na carta de um deles, Gambold. Ele é tão preciso e exato em seus detalhes para ser omitido, não obstante, seu comprimento. Gambold escreve: “Sr. Wesley, professor do Lincoln College, tem sido o instrumento de tanto bem para mim, que eu nunca o esquecerei. Pudesse eu me lembrar dele, como deveria, teria quase o mesmo efeito como se ele ainda estivesse presente; para uma conversa, tão sem reservas, como era a dele, tão zelosa em envolver seus amigos em cada instância da devoção cristã, que nada restaria a ser dito, a não ser o que nos ocorre, quando dispostos a nos lembrar dele imparcialmente”. “Por volta da segunda quinzena de Março de 1730, eu conheci pessoalmente o Sr. Charles Wesley da Christ Church. Eu havia, então, recém chegado do interior, e estava decidido a encontrar algumas pessoas piedosas da religião para me manter em companhia delas, ou instilar alguma coisa naqueles que eu já conhecia. Eu havia estado, durante os dois anos anteriores, em profunda melancolia, de maneira que Deus agradou-se de me ordenar isto, desapontar e quebrantar um espírito orgulhoso, e tornar o mundo angustiante para mim; já que eu estava inclinado a apreciar suas vaidades”. “Durante este tempo, eu não tive amigo com quem eu pudesse me abrir, para algum propósito. Nenhum homem cuidava de sua alma; ou nenhum, pelo menos, entendia os caminhos dela. Eles que estavam na comodidade não imaginavam a tristeza em que eu me encontrava. O erudito esforçou-se para me dar noções corretas, e o amistoso para divertir-me. Mas eu tinha um peso sobre meu coração, que apenas a oração poderia em algum grau remover”. “Eu me preparei para provar o valor e a ajuda da sociedade, ficando um pouco restabelecido. Um dia, um velho conhecido me entreteve com algumas reflexões sobre o excêntrico Sr. Charles Wesley, sua precisão e extravagâncias piedosas. Embora eu tivesse convivido com ele durante quatro anos no mesmo colégio, ainda assim, eu fui incapaz de tomar algum conhecimento do que se passava, de maneira que eu nada sabia de seu caráter, a não ser, ao ouvir isto, que eu suspeitava ser de um bom cristão. No entanto, fui até sua sala, e, sem qualquer cerimônia, pedi o benefício de sua conversa. Eu tive tão larga porção dela, dali em diante, que dificilmente passei um dia, enquanto estive no colégio, a não ser que estivéssemos juntos uma vez, se não, o mais freqüentemente possível”. “Depois de algum tempo, ele me apresentou a seu irmão, John, do Lincoln College. ‘Porque’, ele disse, ‘ele é de certa forma mais velho do que eu, e pode resolver suas dúvidas, melhor’. Isto, como eu me certifiquei mais tarde, foi a coisa com a qual este estava profundamente consciente; porque eu nunca observara alguma pessoa ter uma referência mais verdadeira por outra, do que ele constantemente tinha pelo seu irmão. Na verdade, ele o seguia inteiramente. Pudesse eu descrever um deles, eu descreveria a ambos. Portanto, nada mais há que se dizer de Charles, a não ser que ele era um homem feito para a amizade; que, através de seu bom humor e vivacidade, revigorava o coração de seu amigo; com atenta consideração, de maneira a entrar dentro dele, e acalmar todas as suas preocupações; e até onde ele fosse capaz, faria alguma coisa por ele, grande ou pequena; e através da abertura e liberdade, habituais, não daria espaço para mal-entendidos”. “Os Wesleys já falavam de algumas práticas religiosas, que foram, primeiro, ocasionadas pelo Sr. Morgan, da Christ Church. Dessa associação de amigos começa uma pequena sociedade; já que diversas outras, de tempos em tempos, terminaram; a maioria delas apenas aperfeiçoada, através dos discursos sérios e úteis; e algumas poucas aderindo a todas as suas resoluções, e todo seu modo de vida”. “O Sr. John Wesley foi sempre o principal dirigente, porque ele era muito preparado; ele não apenas tinha mais aprendizado e experiência do que os demais, mas fora abençoado com tal atividade, de maneira a estar sempre ganhando terreno, e tal firmeza, que ele nunca perdeu um. Quais propostas ele fizesse a alguém, era certo que os envolviam, porque ele era muito sincero; nem eles poderiam, mais tarde, menosprezá-las, porque ele era sempre o mesmo. O que ajudou neste vigor uniforme foi o cuidado que ele tomava ao considerar bem cada assunto, antes de envolver-se nele, tomando todas as suas decisões, com base no temor a Deus, sem paixão, capricho, ou autoconfiança; porque, embora ele tivesse naturalmente uma compreensão clara, ainda assim, sua exata prudência dependia mais da humanidade e singeleza de coração”. “A isto eu posso acrescentar que ele tinha, eu acredito, alguma coisa de autoridade em seu semblante; embora, como não lhe faltasse discurso, ele poderia suavizar sua maneira, e designá-la como a ocasião requeresse. Ainda assim, ele nunca assumiu alguma coisa para si mesmo, acima de seus companheiros. Alguns deles falariam de suas mentes, e suas palavras eram tão estritamente consideradas por ele, como as suas eram por eles”. “Era costume deles se encontrarem, a maioria das tardes, quer em seu aposento, ou no aposento de algum outro, onde, depois de algumas orações (o principal assunto era a caridade), eles tomavam sua refeição, e liam algum livro. Mas a ocupação principal era rever o que cada um havia feito naquele dia, na busca do objetivo comum deles, e consultar quais os passos que deveriam ser tomados em seguida”. “O empreendimento deles incluía esses diversos pormenores: ‘Conversar com os jovens estudantes; visitar as prisões; instruir algumas famílias pobres; e cuidar de uma escola e uma paróquia da casa de correção”. “Eles se esforçavam com os mais jovens membros da Universidade, para resgatá-los das más companhias, e encorajá-los a uma vida zelosa e sóbria. Se eles tinham algum interesse em alguns deles, eles os convidavam para o desjejum, e, sobre uma travessa de chá, empenhavam-se para fixar alguma boa sugestão junto a eles. Eles os ajudavam naquelas partes do aprendizado que estivessem presos; e juntamente com os melhores sentimentos, os direcionavam para as convicções deles, dando a eles regras de devoção, e quando as recebessem, os vigiavam com grande ternura”. “Um ou outro deles iria à fortaleza todos os dias; e outros mais comumente ao Bocardo [originalmente o nome de uma velha fortaleza ao norte de Oxford, que era usado como uma prisão]. Quem quer que fosse para a fortaleza deveria ler na capela para os quantos prisioneiros atendessem, e falar com o homem ou homens com os quais fosse particularmente responsável. Antes de ler, perguntaria se eles tinham lido as orações ontem. (Porque alguns homens sérios, em meios aos prisioneiros liam orações familiares com os demais). Se eles leram novamente o que leram por último, e o que eles se lembravam disto. Então, examinava os assuntos; e, mais tarde, prosseguia no mesmo livro, por um quarto de hora”. “Os livros que ele usava eram o Monitor Cristão, o Conselho do Pároco da Região aos seus Paroquianos, e similares. Quando terminava, resumia os diversos pormenores que tinham sido discutidos, reforçava os conselhos dados, e reduzia tudo, pelo menos, a duas ou três sentenças, que eles facilmente se lembrariam. Então, chamava seu homem de lado, e perguntava se ele foi a capela ontem; e outras questões, concernentes ao cuidado de servir a Deus, e aprender sua obrigação”. “Quando um novo prisioneiro viesse, a conversa com ele, por quatro ou cinco vezes, era especialmente pessoal e inquiridora. Se ele não carregava malignidade em direção àqueles que o processaram, ou alguns outros. O primeiro momento, depois das profissões de boa-vontade, eles apenas inquiriam de suas circunstâncias no mundo. Tais questões importavam amizade, e comprometiam o homem a abrir seu coração. Mais tarde, eles entravam em tais inquirições, na maioria, concernente a um prisioneiro. Se ele se submeteria à disposição da Providência: Se ele se arrependeu de sua vida passada. Por último, eles perguntavam, se ele usava constantemente de oração pessoal, e se, alguma vez, havia comungado”. “Assim, a maioria, ou todos os prisioneiros falava em seu turno. Mas, se algum deles estivesse sob a sentença de morte, ou parecesse ter algumas pretensões de uma nova vida, eles viriam todos os dias em sua assistência; e compartilhariam do conflito e suspense daqueles que agora seriam considerados capazes, e não capazes de firmarem-se na salvação. Com o objetivo de aliviar aqueles que estavam confinados por pequenos débitos, e eram sobrepujados por suas aflições; e igualmente comprar livros, medicamentos, e outras coisas necessárias, eles levantavam um pequeno fundo, para o qual muitos de seus familiares contribuíam trimestralmente. Liam as orações na fortaleza, na maioria das vezes, nas quartas e sextas feiras; um sermão nos domingos, e o Sacramento uma vez por mês”. “Quando se incumbiam de alguma família pobre, eles os viam, pelo menos, uma vez por semana; algumas vezes, davam dinheiro, advertiam em seus maus hábitos; liam para eles, e examinavam seus filhos. A escola era, eu penso, do próprio Sr. Wesley. Em todo o caso, ele pagava as professoras, vestia algumas, se não, todas as crianças. Quando eles iam até lá, eles inquiriram como cada criança se comportava; viam seus trabalhos (porque algumas podiam tricotar e fiar); os ouvia lerem; ouviam suas orações e catecismo, e explicavam parte dele. Da mesma maneira, eles ensinavam as crianças na casa de correção; e liam para as pessoas idosas, como faziam com os prisioneiros”. “Embora algumas práticas do Sr. Wesley e seus amigos fossem muitas – eles jejuam na quarta e sexta-feira – segundo o costume da Igreja primitiva; a vinda deles naqueles domingos, quando não havia sacramento em seus próprios colégios, para recebê-lo na Christ Church – ainda assim, nada era tão desagradável quanto esses empreendimentos caritativos. Eles raramente tomavam conhecimento das acusações trazidas contra eles; mas se eles davam alguma resposta, era comumente tal ‘resposta clara e simples, como se não houvesse mais nada no caso, a não ser que eles tinham ouvido tais doutrinas de seu Salvador, e acreditado e feito concordantemente’”. “Nós poderíamos ser mais felizes em outra vida, mais virtuosos do que somos nesta? Nós somos mais virtuosos, quanto mais intensamente amamos a Deus e ao homem? É o amor, assim como todos os hábitos, o mais aplicado, e o mais exercitado nisto? O ajudar, ou tentar ajudar o homem, por causa de Deus, não é um exercício de amor a Deus e ao homem? O alimentar o faminto, dar de beber ao sedento, vestir o nu, e visitar os doentes e prisioneiros, não é especialmente um exercício de amor ao homem? O se empenhar em instruir o ignorante, admoestar os pecadores, encorajar o bom, confortar o aflito, confirmar o indeciso, e reconciliar os inimigos, não é o exercício do amor a Deus ou ao homem? Nós podemos ser mais felizes em outra vida, se nós não fizermos as primeiras dessas coisas, e tentarmos ser conduzidos pela última? Ou se nós não fizermos uma, nem tentarmos fazer a outra?’”. Esta é uma minuciosa delineação dos procedimentos do Clube Santo, escrita na grande simplicidade de um deles. Pode-se ver quão proeminente parte Wesley toma nisto tudo. Ela é um indicativo de sua atenção aos menores detalhes, e mostra a influência de sua mente metódica, lógica e sincera. No restante da narrativa de Gambold, porque tal ela é, Wesley é mais diretamente falado, e somos melhores capacitados a imaginá-lo na busca de sua obra. Gambold prossegue: “O que eu observaria principalmente, é a maneira na qual o Sr. Wesley dirigia seus amigos. Porque ele requereu tal regularidade em nossos estudos, de maneira a devotá-los todos a Deus, pelo que foi criticado como alguém que desencorajava o aprendizado. Muito longe disto; a primeira coisa que ele atacava no jovem, era aquele indolência que não se submeteria a um pensamento reservado. Nem ele era contra ler muito, especialmente, a princípio, porque, então, a mente deveria preencher-se com elementos e experimentar tudo que parecesse inteligente e perfeito. “Ele recomendava a eles seriamente um método e ordem em todas as suas ações. Depois das devoções matinais (que eram em uma hora fixa, das cinco às seis da manhã; assim como à tarde), ele os aconselhava a determinarem o que eles deveriam fazer em todas as partes do dia. Através de tal previdência, eles deveriam, no final de cada hora, não ter dúvida, em como se prepararem, e se submeterem à necessidade de tal plano, para que pudessem corrigir a impotência de uma mente que tinha sido usada para viver, pelo humor e possibilidade, e prepará-la, gradualmente, para suportar as outras restrições de uma vida santa”. “A próxima coisa, era fazer com que eles mantivessem os jejuns, a visita aos pobres, e a vinda semanalmente ao Sacramento; não apenas para subjugarem o corpo, aumentarem a caridade, e obterem a graça Divina, mas (como ele expressou) acabarem com o refúgio do mundo. Ele julgou que, se eles fizessem essas coisas, os homens baniriam seus nomes como demônios, e, pela impossibilidade de continuarem corteses com o mundo, os obrigariam a encontrar todo o refúgio deles no Cristianismo. Mas aqueles cujas resoluções, ele acreditou, não suportariam este teste, ele deixaria juntar forças, através de seus exercícios reservados”. “Foi seu cuidado intenso, introduzi-los nos tesouros da sabedoria e esperança das Santas Escrituras; ensiná-los, não apenas a preservar aquele livro, mas a formarem-se, através dele, e a fugirem para ele, como grande antídoto contra as trevas deste mundo. Durante alguns anos antes, ele e seus amigos leram o Novo Testamento, juntos, à tarde. Depois de cada porção dele, e depois de ouvir as conjeturas que os demais ofereciam, ele fazia suas observações sobre a frase, objetivo, e passagens difíceis. Um ou dois escreveram: ‘Ele colocava muita ênfase no auto-exame. Ele os ensinava (além do que ocorre em sua Coleção de Orações) a fazer um relato de suas ações, de uma maneira exata, através de um diário constante. Neste, eles anotavam em cifras, uma vez, se não mais freqüentemente no dia, o que principalmente os empreendimentos deles tinham sido, nas diversas partes dele, e como eles haviam executado cada um. O Sr. Wesley fazia esses registros de sua vida, há muitos anos. E alguns eu conheci, que selaram suas convicções e arrependeram-se mais solenemente, e escreveram tais reflexões junto a si mesmos, conforme as angústias de suas almas sugeriram, naquele momento, acrescentando alguma máxima espiritual que algumas experiências próprias tinham confirmado a eles’”. “’Então, para manter em suas mentes um terrível sentido da presença de Deus, com uma constante dependência da ajuda Dele, ele os aconselhava as Orações exclamatórias. Eles tinham um livro de exclamações, relativas às principais virtudes, e, guardando para uso futuro, como faziam com seus estudos, eles, em intervalos, tiravam uma pequena súplica dele. Mas, por fim, em vez daquela variedade, eles se contentavam com as seguintes aspirações (contendo atos de fé, esperança, amor e auto-resignação, no final de cada hora) – ‘Considere e me ouça’, etc.”. Embora os assim chamados “Metodistas”, fossem, pelas suas práticas, distinguidos do restante da Universidade, não parece que eles tivessem se constituído em uma Sociedade Religiosa definida! Que Wesley contemplou seu feito, desta forma, parece provável de uma carta endereçada a ele pelo seu amigo Clayton, que residia agora em Manchester. Clayton diz: “Eu estava na casa do Sr. Deacon, quando sua carta me chegou em mão, e nós tivemos uma conversa a respeito de seu projeto de se admitirem como uma sociedade, e fixar nela uma série de regras. O doutor pareceu pensar que o melhor para você é deixar como está; porque para que finalidade isto serviria? Isto não seria vínculo adicional junto a vocês mesmos; e, talvez, fosse uma armadilha para as consciências daqueles irmãos que por acaso viessem até vocês. Observando que as estações [o jejum nas quarta e sextas-feiras], e a comunhão semanal, são obrigações que se situam em um patamar muito acima de uma regra de uma sociedade;aqueles que podem reservar o mandamento de Deus e a autoridade da Igreja, eu duvido, dificilmente se vincularão pelas regras de uma sociedade privada”. Em 11 de Junho de 1734, Wesley novamente pregou diante da Universidade, e por causa de seu sermão – “seu sermão Jacobita” – foi “muito mais criticado e ameaçado”. Mas ele foi sábio o suficiente para fazer com que o Vice-Chanceler o lesse e o aprovasse, antes que ele o pregasse, portanto, impediria Wadham, Merton, Exeter, e a Christ Church de fazer seu pior. Isto é tudo que se sabe deste sermão. Mas existe um sermão, pregado, por volta desse tempo, por Wesley, para o uso de seus alunos, e publicado por ele, cinqüenta anos mais tarde, cujos sentimentos ele diz que não teve em todo aquele tempo oportunidade de alterar. O sermão é sobre O Dever da Constante Comunhão. Ele ilustra igualmente seu entendimento sobre o assunto, e o extremo cuidado com que ele buscava guiar seus alunos. As constantes viagens de Wesley, freqüentemente a pé, assim como a cavalo, e o grande e contínuo trabalho de pregação, leitura, visitação, etc., onde quer que estivesse, com estudo fatigante, e uma dieta muito abstêmia, tinham agora afetado grandemente sua saúde. Sua força estava muito reduzida, e ele freqüentemente cuspia sangue. Na noite de 16 de Julho, teve uma recaída disto, em tal quantidade, a mantê-lo acordado. A maneira repentina e inesperada de sua vinda, com a solenidade da ocasião noturna, fez com que a eternidade parecesse perto. Ele clamou a Deus: “Ó, prepara-me para Tua vinda, e venha quando Tu quiseres!”. Seus amigos ficaram alarmados pela sua segurança, e sua mãe escreveu duas ou três cartas, culpando-o pela negligência geral com sua saúde. Ele procurou e aceitou o conselho de um médico; e, através de cuidado apropriado, e uma conduta prudente de seu exercício diário, gradualmente recuperou sua força. No outono deste ano (21 de Setembro, Moore diz), ele começou a “prática de ler, a cavalo, o que ele continuou por quase quarenta anos. ‘Perto de trinta anos atrás’, ele escreveu, em Março de 1770, ‘eu estive pensando: como é que nenhum cavalo alguma vez tropeçou, enquanto eu estava lendo História, poesia, e Filosofia, o que eu comumente lia a cavalo (tendo outras ocupações em outros momentos). Nenhum relato pode possivelmente ser dado a não ser este: Depois de cavalgar centena de milhares de milhas, com a rédea solta, em seu pescoço; eu observei e posso afirmar, que eu dificilmente me lembrei de algum cavalo (exceto dois, que caíram com a cabeça sobre os joelhos, de qualquer modo) cair; ou tropeçar consideravelmente.. Fantasiar, portanto, que uma rédea firme impede o obstáculo, é uma asneira capital. Eu tenho repetido o experimento, mais freqüentemente, do que a maioria dos homens do reino pode fazer. Se alguma coisa pode impedir o obstáculo, esta é uma rédea solta. Mas, em alguns cavalos, nada pode’. A saúde do veterano Reitor de Epworth estava agora rapidamente decaindo. Compreendendo a aproximação de seu fim, ele pediu que o benefício de Epworth permanecesse na família, e escreveu para seu filho, solicitando a ele para buscar a próxima apresentação, e, por meio disto, assegurar o velho lar para sua mãe e irmãs. Seu irmão Samuel argumentou o mesmo.Wesley escreveu uma carta consideravelmente grande para seu pai, dando suas razões, sob vinte e seis tópicos, em favor de sua permanência em Oxford, e contra sua remoção para Epworth. CAPÍTULO IV Geórgia: Experiência Missionária Na terça-feira, 14 de Outubro de 1735, então, com trinta e três anos de idade, ele pega um barco para Gravesend, com o objetivo de embarcar para a Georgia, sob a sanção da Sociedade para a Propagação do Evangelho em Partes Estrangeiras, em companhia de seu irmão Charles, Sr. Benjamin Ingham, do Queen's College, Oxford, e Sr. Charles Delamotte, filho de um mercador em Londres. Ele diz que a finalidade que ele tinha em vista não era escapar da penúria (Deus tem dado a eles grande quantidade de bênçãos temporais), nem ganhar riquezas ou honra, mas simplesmente isto: salvar suas próprias almas, viver totalmente para a glória de Deus. É estranho, mas significativo do estado de mente de Wesley naquele tempo, que ele não dê proeminência aqui – nem mesmo faça menção -- ao propósito de ser útil para as colônias no novo assentamento da Geórgia, ou aos Índios por outro lado. Eles tiveram, a bordo, como companheiros de viagem, vinte e seis Morávios, que estavam também indo para a Geórgia. Wesley, imediatamente começou a aprender a Língua Alemã, para conversar com eles; e ao mesmo tempo David Nitschman, Bispo dos Morávios, com outros dois, começaram a aprender Inglês. Esses foram os estágios iniciais da associação de Wesley com uma comunidade que estava destinada a exercer tão grande influência em toda a sua carreira futura. No primeiro domingo, o tempo a favor e calmo, o serviço aconteceu no convés, quando Wesley pregou espontaneamente, e, então, administrou o Sacramento da Ceia do Senhor para seis comunicantes. Acreditando que negar a si mesmo, até mesmo, nas menores instâncias seria, pela bênção de Deus, útil a eles, Wesley e seus três companheiros deixaram de fazer uso de carne e vinho, e se limitaram a alimentos vegetarianos, principalmente arroz e pãezinhos. O quadro da ocupação diária da pequena companhia é instrutivo. Ele é assim descrito por Wesley: “Nós agora começamos a ser um pouco regulares. Nossa maneira comum de viver era esta: das quatro da manhã até as cinco, cada um de nós usava das orações pessoais. Das cinco às sete horas, líamos a Bíblia, juntos, cuidadosamente comparando-a (para que não fôssemos conduzidos por nosso próprio entendimento), com os escritos das primeiras épocas. Às sete horas tínhamos o desjejum. Às oito horas, líamos as orações públicas. Das nove ao meio dia, eu usualmente aprendia Alemão, e o Sr. Delamotte, Grego. Meu irmão escrevia sermões, e o Sr. Ingham instruía as crianças. Ao meio-dia, nos encontrávamos para prestar contas um ao outro do que tínhamos feito, até então, desde nosso último encontro, e o que pretendíamos fazer antes do próximo. Por volta da uma hora, jantávamos. O tempo do jantar até as quatro horas da tarde, passamos lendo para aqueles aos quais cada um de nós estava responsável, ou em falar com eles pessoalmente, quando a necessidade requeria. Às quatro horas, eram as orações da tarde, quando tanto a lição era explicada (como acontecia na manhã), quanto as crianças eram catequizadas e instruídas antes da congregação. Das cinco às seis horas, novamente usávamos da oração privativa. Das seis às sete horas, eu lia em nossa cabine, para dois ou três dos passageiros (dos quais havia por volta de oito ingleses a bordo), e cada um dos meus irmãos para alguns poucos mais em suas cabines. Às sete horas, eu me reunia com os alemães em seu serviço público; enquanto o Sr. Ingham lia entre os convés para quantos desejassem ouvi-lo. Às oito horas, nós nos encontrávamos novamente, para exortar e instruir um ao outro. Entre nove e dez horas, íamos para a cama, onde nem o roncar do mar, nem o movimento da embarcação podia nos tirar do sono restaurador que Deus nos deu”. A embarcação ficou detida em Cowes por algum tempo. Enquanto eles caminhavam no na margem, as seguintes resoluções eram traçadas e assinadas: “Em nome de Deus, Amém! Nós, cujos nomes estão subscritos, completamente convencidos de que é impossível, tanto promover a obra de Deus em meio aos ateus, sem uma inteira união entre nós, quanto que tal união deva subsistir, exceto se cada um desistir de seu juízo simples para aquele da maioria, concordamos, com a ajuda de Deus: -- (1) que nenhum de nós empreenderá alguma coisa de importância, sem primeiro propô-la para os outros três; (2) que, quando quer que nosso julgamento difira, cada um deverá desistir de seu julgamento simples ou inclinação a outros; -- (3) que, em caso de uma igualdade, depois de pedir a direção de Deus, o assunto possa ser decidido pela sorte”. Assinam: -- J.Wesley; Charles Wesley; Benjamin Ingham; Charles Delamotte. Quando eles estavam na Baía de Biscay, uma tempestade surgiu, o mar, quebrando sobre o navio de popa a popa. Wesley diz: “Por volta das onze horas, eu me deitei na grande cabine, em pouco tempo, adormeci, embora muito incerto se eu deveria ficar acordado, e muito envergonhado de minha relutância em morrer”. Muito impressionado com a seriedade dos passageiros alemães; sua humildade em executar serviços servis para outros, sua mansidão, que nenhuma injúria parecia capaz de mover, e sua paciência, sob provocação, uma oportunidade ele teria agora, de testar, se eles estavam libertos do medo. Ele diz: “Em meio aos Salmos, em que nosso serviço começou, o mar quebrou sobre a embarcação, partiu a vela mestra, em pedaços, cobriu o navio, e afluiu entre os conveses, como se uma grande depressão já nos tivesse tragado. Um grito terrível se ouviu em meio aos ingleses. Os alemães, calmamente cantavam. Eu perguntei a um deles mais tarde: ‘Eu dou glória a Deus, não tenho medo’. Eu perguntei: ‘Mas não existem mulheres e crianças com medo?’. Ele respondeu serenamente: ‘Não; nossas mulheres e crianças não têm medo de morrer!’”. Este incidente o impressionou profundamente, e teve um importante testemunho em sua mente nos dias seguintes. Em 5 de Fevereiro de 1736, o Rio Savannah foi alcançado, e no dia seguinte, os primeiros imigrantes colocaram os pés em solo americano, em uma pequena ilha desabitada, defronte o Tybee. Eles se ajoelharam, e deram graças pela chegada sãos e salvos. No dia seguinte, Wesley buscou conselho, com respeito a sua conduta, com o Sr. Spangenberg, um dos pastores (Morávio) alemães, e um dos que primeiro o cumprimentou no cais da Geórgia, que prontamente inquiriu: “Você tem testemunho em si mesmo? O Espírito de Deus testemunha com seu espírito, que você é um filho de Deus?”. Surpreso, ele não sabia o que responder. Wesley estava fora de seu meio aqui. Novamente ele foi pressionado: “Você conhece Jesus Cristo?”. Ele pausou e disse: “Eu sei que Ele é o Salvador do mundo?”. “Verdade, mas você sabe que Ele salvou a você?”. “Eu espero que Ele tenha morrido para me salvar”. Então, Wesley diz que ele apenas acrescentou: ‘Você conhece a si mesmo?’. “Eu disse, ‘conheço’”. Mas ele temeu que foram “palavras em vãs”. Seu interesse nestas pessoas se aprofundava, e ele aproveitou uma oportunidade antecipada de fazer muitas questões a Spangenberg, com respeito à Igreja Moravia. Dividindo seus aposentos com os alemães, ele estava capacitado diariamente para observar todo o comportamento deles. Vagarosa, silenciosa, e inconscientemente, aquelas humildes pessoas estavam ajudando a preparar o doce discípulo para sua grande obra futura. A simplicidade e solenidade de uma eleição e ordenação de um bispo da Igreja Alemã o fizeram esquecer, ele diz, os mil e setecentos anos neste intervalo, e imaginar-se em “uma daquelas assembléias, onde a formalidade e o estado não existiam; mas Paulo, o fabricador de tendas, ou Pedro, o pescador, presidia; ainda assim, com a demonstração do Espírito e do poder”. Domingo, 7 de Março, Wesley inicia seu ministério em Savannah, seu irmão e o companheiro deles, Ingham, removeram-se para Frederica, enquanto Delamotte permaneceu em Savannah. Eles, imediatamente, começaram a experimentar se a vida seria sustentada por um só tipo de alimento, ou por uma variedade dele. Eles fizeram o experimento com pão, e disseram que nunca se sentiram mais vigorosos e com saúde, do que enquanto provaram nada mais. Sem encontrarem alguma porta aberta, até agora, para prosseguirem no intento principal deles de pregar para os índios, mas mantendo isto sempre em vista, eles consideraram como poderiam ser mais úteis ao pequeno rebanho em Savannah, já que o ministro da cidade, Sr. Mr. Quincy removera-se para Carolina. Ao receber cartas de Frederica, pedindo que fosse até lá, ele e Delamotte embarcaram em uma 'pettiawga,' uma espécie de barco de fundo chato. A caminho, eles ancoraram perto da ilha de Skidoway. Wesley deitou-se para dormir, envolto, da cabeça aos pés, em um largo capote. Entre uma e duas horas, ele acordou, debaixo d’água, depois de rolar fora do barco, mas dormindo tão profundamente, que não percebeu onde estava, até que sua boca estivesse cheia de água. Mas ao despertar, ele deve ter se afogado. No entanto, nadou até o barco, e escapou, sem nada mais sério, do que suas roupas molhadas. Ele encontrou seu irmão excessivamente fraco e doente. Depois de ajustar os assuntos em Frederica, o melhor que pôde, ele retornou para Savannah. Imediatamente, comunicou seu desejo de administrar a Comunhão Santa, todos os domingos, “de acordo com as regras de nossa Igreja”. Fiel à rubrica, ele batizava por imersão, salvo onde os pais afirmavam que a criança estava fraca. Ao ser solicitado para batizar uma criança de um dos magistrados de Savannah, e com a recusa dos pais, em declarar se mesma estava fraca ou se poderia ser submetida ao mergulho, ele se retirou, deixando que a criança fosse batizada por um outro. Ele dividiu as orações públicas de “acordo com o desígnio original da Igreja”. O serviço matinal começava às cinco horas; o da comunhão, com um sermão, às onze horas; o serviço da tarde, por volta das três horas. “Os paroquianos eram visitados em ordem, de casa em casa, do meio-dia às três da tarde, quando estavam mais livres, e, então, incapazes de trabalhar, devido ao calor do dia. Os membros mais sérios da congregação eram aconselhados a se formarem em uma espécie de pequena sociedade, e a se encontrarem uma ou duas vezes por semana, com o objetivo de melhorarem, instruírem e exortarem uns aos outros; a selecionarem desses, um número menor para uma união mais próxima um com o outro, o que poderia ser estimulado, parcialmente, pela sua conversa individual com cada um; parcialmente, por reuni-los em sua própria casa. Esses métodos eram evidentemente emprestados de seus vizinhos Moráveis, e antecipam a classe e as reuniões das Bands do Metodismo, em período subseqüente”. Bolzius, o pastor de Salzburger, diz: "No momento, as orações acontecem diariamente em Savannah, manhã e noite, na igreja; e toda a quarta-feira, o Sr. Wesley prega um sermão ou catequiza as crianças. Dizem que ele leva seu ofício mais seriamente ao coração, mas também tem sua parcela de aflições a respeito dele... O Sr. Wesley está nenhum pouco preocupado e desencorajado pela obstinação de seus ouvintes, embora ele se esforce muito para conduzir o modo de vida deles, através da exposição da palavra de Deus, que é certamente perfeita e edificante". Este era o bom pastor Bolzius, a quem Wesley recusou admitir na Ceia do Senhor, porque ele não tinha sido ordenado pelo bispo. Pastor Gronau escreve: "O Sr. Wesley está em harmonia com o bem que ele tem aprendido de nossa comunidade, e desejaria realizar mais do que vê feito em Savannah. Quando ele nos ouviu dizer recentemente da visitação casa a casa que tínhamos estabelecido, e da bênção divina e despertar que atenderam isto, tanto para os pastores, e o povo, ele ficou satisfeito, mas lamentou a falta de sucesso até aqui, em meio aos seus próprios ouvintes. Ele apresentou diversas razões, porque o povo de Savannah não se tornou mais obediente ao Evangelho de Cristo. Dessas, uma foi o ridículo e a perseguição que teriam sofrido aqueles que mostraram uma mudança de coração, mas eu tive de dizer-lhe, da experiência, que Deus tem conduzido as almas em nosso lugar, pelo mesmo velho caminho, 'todos que viverem santamente em Cristo, sofrerão perseguição', mesmo que não seja tão manifesta... Ele freqüentemente canta hinos alemães, e elogia o proveito que nossa Igreja tem sobre as outras, na posse de tal rica hinologia". Wesley não tinha ainda aprendido a exercer o verdadeiro poder do Evangelho, como poderá claramente ser visto, se o seguinte puder ser considerado uma descrição acurada do seu ensino naquele tempo: "Temos diante de nós, um número de sermões não publicados, escritos por Wesley de Oxford, durante os dez anos que se seguiram a sua ordenação... Em nenhum deles, existe uma visão, qualquer que seja; algum vislumbre, propiciado por Cristo em algum de seus ofícios. Seu nome ocorre na bênção. Que está sobre todos. Como fonte de despertar espiritual, insiste-se na comunhão freqüente; a regeneração pelo batismo é admitida como a verdadeira doutrina da Igreja; mas Cristo não está em lugar algum, quer Sua vida, Sua morte, ou Sua intercessão. O formalismo religioso e a moralidade estrita, cerimônias e ética, são tudo em tudo". Charles Wesley passou nove semanas em Frederica; todo o tempo, sendo marcado pelo heróico trabalho árduo e persistência; através de muito sofrimento mental, tratamento indelicado, e as muitas dores corpóreas. Diariamente, de manhã à tarde, ele trabalhava para promover o bem-estar de seu pequeno rebanho, ambos pela reprovação pessoal, e pelos quatro serviços públicos que ele mantinha diariamente, freqüentemente em campo aberto, dando uma exposição espontânea das lições diárias, nas orações da manhã e da tarde. Cada hora que pudesse ser poupada de suas obrigações secretariais era assim utilizada. Esses deveres não se colocavam levemente sobre ele. No término da primeira semana, ele escreve: "Eu gastei todo o tempo em escrever cartas para o Sr. Oglethorpe. Eu não passaria mais seis dias, da mesma maneira, por toda a Geórgia". Mas seu trabalho trouxe pouco sucesso. Ele era rigoroso em sua adesão à ordem eclesiástica; ele batizava as crianças pela trina imersão, e pregava com coragem e singeleza de intenção. Ele expunha os maus hábitos das pessoas com uma mão muito inclemente; mas não lhes trazia livramento desses males. Ele ainda não tinha aprendido, para si mesmo, o Evangelho da salvação, para os pecadores, e, portanto, "não poderia pregá-lo". Existem diversos desses seus sermões de Frederica. As doutrinas são aquelas de William Law. Os prazeres deste mundo são todos inúteis e pecaminosos, e, portanto, devem ser renunciados; os males de nossa natureza nos tornam inadequados para o serviço de Deus, e devem ser mortificados pelo jejum, oração, e um constante curso de universal abnegação; nós somos criaturas de Deus, e, portanto, devemos nos devotar a Ele, em corpo, alma e espírito, com o mais extremo fervor, simplicidade e pureza de intenção. Mas procuramos em vão pelas visões corretas da expiação e intercessão de Cristo, e pelos ofícios do Espírito Santo. Nenhuma resposta satisfatória é dada para a questão: O que eu devo fazer, para ser salvo? Aos homens é requerido correr a corrida da santidade cristã, com o peso da culpa sobre suas consciências, e com a corrupção de sua natureza, não subjugada pela graça renovadora. Ele não tem a justa concepção da justificação dos pecadores diante de Deus. Ele nunca representa isto como consistente com o completo e imerecido perdão de todos os pecados passados, obtidos, não através das obras de retidão, mas através do simples exercício da fé, no estado penitente do coração; e, imediatamente seguido pelo dom do Espírito Santo, produzindo paz de consciência, espírito filial, poder sobre o pecado, e esperança jubilosa da vida eterna. Ele se satisfaz com a reprovação dos maus hábitos e pecados das pessoas com severidade inclemente, e em mostrar o padrão da santidade prática, proclamando a vingança divina contra todos aqueles que falham nela; mas dirigindo-os pelo único meio, pelo qual eles poderiam obter o perdão e um novo coração. Mas outras circunstâncias o impediram: As pessoas estavam inseguras, em constante alarme quanto aos espanhóis. Suas reprovações fiéis incitaram antagonismo, o que rapidamente desenvolveram-se em vingança em meio àqueles de moralidade frouxa. Conspirações eram tramadas contra ele, e até mesmo disparos eram feitos contra ele, das florestas. Mentiras ociosas eram feitas para o todo também susceptível Governador, que infelizmente dava crédito a elas, conduzindo-o a um curso de maus tratos severos e muitas indignidades: "O Sr. O. tirou minha armação da cama, e me recusou a me reservar uma dos carpinteiros, para ser consertada". Faltando-lhe, algumas vezes, o necessário para a vida, sofrendo de febre e disenteria, lhe eram negados, até mesmo, todos os meios de conforto e alívio, salvo que ele mudou sua cama usual, o chão, para o topo de uma caixa. Em conseqüência de sua crescente fraqueza, o pobre sofredor chegou à beira da morte, o que pareceu quase desejar. "Meu irmão", ele diz, "trouxe-me uma resolução, que a honra e a indignação tinham formado, de morrer de fome, em vez de pedir pelo necessário... À noite, quando minha febre estava de certa forma diminuída, eu fui conduzido a enterrar o barqueiro, e o enviei para sua quieta sepultura". Da disposição delicada, ele passou através da agonia do sofrimento mental e físico. Ele passou um pouco mais do que duas semanas em Frederica, quando seu coração entrou em colapso. Ao escrever para seu irmão, ele diz: "Fique até que você esteja em desgraça, em perseguição, pelos irmãos, pelos seus próprios conterrâneos; até que você seja considerado o refugo de todas coisas (como você deve infalivelmente ser, se Deus for verdadeiro), e, então, veja quem irá admitir você". Ele estava no noviciado; ele estava sendo treinado para um trabalho mais sublime. O desapontamento que revelou o erro de seus métodos atuais foi em parte uma preparação para uma firme obediência, junto á fé, quando ela fosse revelada a ele. Ele não foi favorecido, como seu irmão, com a camaradagem diária dos agradáveis e felizes Morávios, que, para o momento, eram os instrumentos escolhidos, para abrir os olhos desses nobres jovens, e para conduzi-los a uma luz e liberdade do Evangelho. Ele não "progrediu igualmente no mesmo conhecimento espiritual, de seu irmão, nem foi pressionado em busca dele, com a mesma" 'avidez constante. Ele não teve igual autocontrole; nem, com sua suscetibilidade peculiar à depressão, agravada pela sua condição física fraca, teve igual conforto em sua obra. Por fim, as obrigações de seu secretariado o trouxeram para Savannah. Ao deixar Frederica, ele diz: "Eu fiquei cheio de alegria de meu livramento desta fornalha, e nem um pouco envergonhado de mim mesmo por me sentir assim". Ele permaneceu em "Savannah, nove semanas", como encarregado, enquanto seu irmão estava em Frederica. Tendo que retornar para a Inglaterra como transportador dos despachos do Governador para os fiduciários das colônias, ele embarcou em 11 de Agosto, pretendendo não mais retornar como um secretário, cujo ofício ele se submeteu, mas como um missionário. Este propósito, no entanto, foi frustrado. Ambos, Wesley e Ingham desejavam ser missionários para os índios, e não capelães das colônias inglesas; e Ingham arranjou três dias em cada semana para gastar no aprendizado da Língua indígena, com uma mestiça; e, nos outros três, para ensinar o que ele aprendera para Wesley e Nitsehman, o bispo Morávio. Ele também procurou suprir nos turnos em lugar de Charles em Frederica. Wesley tinha agora esperanças de que a porta fosse aberta para seguir imediatamente para os Choctawas, 'a menos polida, ou seja, a menos corrompida de toda as nações indígenas'. Mas ao informar o General de seu objetivo, mas foi objetado, não apenas, pelo perigo de ser interceptado ou morto pelos franceses lá, mas muito mais pela inconveniência de deixar Savannah destituída de um ministro. Essas objeções, ele relatou a seus amigos, à noite, com seu desejo característico de ser conduzido, preferivelmente a conduzir; e eles eram todos da opinião 'de que não deveriam ir ainda'". Quanto a afetar suas visões eclesiásticas, pode ser mencionado aqui que, lendo Sr. Delamotte, Bispo do Pandectae Canonum Conciliorum de Beveridge, ele fora efetivamente convencido que tanto os Concílios Especiais quanto Gerais podem errar, e têm errado; e da infinita distância que existe entre as decisões dos homens mais sábios e aquelas que o Espírito Santo registra na Palavra. Já no encerramento de Novembro, Oglethorpe partiu para a Inglaterra, deixando Wesley, Delamotte e Ingham na Savannah, "mas", diz Wesley, "com menos perspectiva de pregar para os índios do que tivemos no primeiro dia que colocamos os pés na América". Quando quer que ele mencionasse o assunto, a resposta era: "Você não pode deixar Savannah sem um ministro". A isto, ele respondia: "Eu não sei, se estou sob alguma obrigação ao contrário. Eu nunca prometi ficar aqui um mês. Eu abertamente declarei ambos antes; e desde a minha vinda para cá, que eu não faria, nem poderia ficar responsável pelo Inglês, mais tempo, do que até que eu pudesse estar em meio aos índios". Se fosse dito: "Mas os fiduciários da Savannah não haviam apontado você para ser ministro em Savannah?", ele respondia: "Eles o fizeram; mas não foi feito, através de minha solicitação; isto foi feito sem meu desejo ou conhecimento; portanto, eu não posso conceber que a designação me coloque sob alguma obrigação de continuar lá, mais do que até que a porta seja aberta para os pagãos; e isto eu expressamente declarei, quando consenti em aceitar essa nomeação". No entanto, a pedido insistente da maioria dos sérios paroquianos, ele consentiu em permanecer, até que alguém viesse suprir seu lugar. Gronau, um dos pastores de Saltzburger, escreve para um amigo e diz: "Aqui, com nossos índios, o panorama da conversão dos pagãos, é ainda muito pobre, e alguém poderia quase se desesperar com isto, se nós não tivéssemos as claras e simples promessas disto nas Escrituras Sagradas... É evidente que os obstáculos colocados no caminho da conversão dos pagãos, pelos cristãos devem primeiro ser removidos". Logo no início do ano, ele e Dellamotte foram novamente para Frederica, apenas para encontrar as coisas, como eles esperavam: frias e sem entusiasmo; não havia um que retivesse seu primeiro amor. Assim, depois de dar socos no ar, neste lugar infeliz, por vinte dias, Wesley partiu finalmente de lá, em 26 de Janeiro; não, ele declarou, de alguma apreensão do perigo para si mesmo, embora sua vida fosse ameaçada muitas vezes, mas do completo desespero de fazer algum bem lá.Ele descrevera a condição do lugar, como "uma cidade, dividida contra si mesma. Onde não existe amor fraternal, humildade, paciência, ou perdão de uns para com os outros; mas inveja, malícia, vingança, suspeita, ira, queixa, amargura, maledicência, sem fim!". Uma disputa surgiu naquele tempo, entre os cavalheiros da Carolina e aqueles da Geórgia, com respeito ao direito de comércio com os índios; e Wesley que tinha até aqui confinado sua atenção aos assuntos imediatamente relativos ao seu ministério, estava convencido de que o caso surgiria, naquela parte de seu tempo que deveria ser empregado em outros assuntos. Isto foi o que ele pensou. No entanto, fez uma consideração a respeito dele, concluindo que a questão deveria vir para esta breve discussão, por fim: "(1) Os Creeks, Cherokees, e Chicashaws estão dentro dos limites da Geórgia, ou não? (2) Existe um Ato do Rei no Concílio, em conseqüência de um Ato do Parlamento, de alguma força dentre desses limites ou não? O primeiro desses, o Alvará Georgiano determina; o último, não foi questionado por alguém, mas pelas partes interessadas na Carolina". Ele, portanto, concluiu que "nada justificaria o envio de comerciantes não licenciados para esses índios, mas provar que o Ato não tem força, ou que aqueles índios não estão na Geórgia". Em 4 de Março, Wesley escreveu aos fiduciários, dando um relato das despesas anuais, de 1º. De Março de 1736, a 1º. De Março de 1737, que, deduzindo as despesas extraordinárias, tais como reparar a casa paroquial, e as viagens para Frederica, somaram para o Sr. Delamotte e ele mesmo, £44 4s 4d – uma prova da abnegação praticada por esses bons homens. Ele tomou a resolução de não aceitar £50, por ano, enviadas pela Sociedade, para sua manutenção, dizendo que a camaradagem deles era suficiente. Seu irmão Samuel o censurou, mostrando a ele que ao recusar isto, ele insultaria aqueles que viessem depois dele; e que, se ele não quisesse para si mesmo, ele poderia dar, de tal maneira que ele achou apropriado. Ele, por fim, autorizou neste assunto as solicitações da Sociedade e os conselhos de seus amigos. As idéias de Wesley da religião, neste período, podem ser reunidas dos seguintes excertos de uma carta, datada de Savannah, 28 de Março, 1737, e endereçada ao Ilustríssimo Sr. William Wogan, em Spring Gardens, Londres. "Eu, certamente, concordo com você, que a religião é amor, paz, e alegria no Espírito Santo; que, como se trata da coisa mais feliz; então é a coisa mais alegre no mundo; que é completamente inconsistente com a melancolia, mau humor, severidade, e, na verdade, com o que não está de acordo com a brandura, delicadeza e gentileza de Jesus Cristo. Eu acredito que ela é igualmente contrária a toda meticulosidade, inflexibilidade, presunção, e desnecessária singularidade. Eu admito, também, que a prudência, assim como o zelo, é da mais extrema importância para um cristão sorver". "Mas eu ainda não vejo um caso possível em que a conversação possa ser um exemplo dela. Nas seguintes escrituras, eu considero que todas estas são completamente proibidas: (Mateus 12:36) 'Digo-vos, pois, que de toda palavra fútil que os homens disserem, hão de dar conta no dia do juízo'; (Efésios 5:4) 'Nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convêm; mas antes, ações de graças'. (Efésios 4:29) 'Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem'; (Colossenses 4:6) 'A vossa palavra seja sempre com graça, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um'". "Mas devem rir de mim, por isto, eu sei. Assim foi com meu Mestre. Eu não gosto da maneira dura, austera de conversar. Não! Que toda a alegria da fé esteja lá; que todo o júbilo da esperança; toda a amável doçura – a atraente tranqüilidade do amor. Se nós devemos ter princípios, 'Hic mihi erunt artes': tão logo Deus deva adornar minha alma com eles, e sem quais outros do que esses, com o poder do Espírito Santo preveniente, acompanhando, e me seguindo, eu sei que eu (ou seja, a graça de Deus que está em mim) deverei salvar a mim mesmo e aqueles que me ouvem". Sentimentos similares são expressos em outra carta, escrita, por volta do mesmo tempo: -- "Você parece compreender que eu acredito que a religião seja inconsistente com a alegria, e com o temperamento social fraterno. Muito longe disto, eu estou convencido de que a religião verdadeira não pode existir sem a alegria; que a alegria assim constante não pode existir sem a verdadeira religião. Eu estou igualmente convencido de que a religião tem nada de amargo, austero, insociável, descortês, nela; mas, ao contrário, implica a mais atraente doçura, a mais amável delicadeza e gentileza. Você tem tanta alegria, quanto você pode? Eu também. Você se esforça para manter vivo seu gosto por todas os prazeres verdadeiramente inocentes da vida? Também eu. Você recusa nenhum prazer, a não ser o que seja obstáculo a algum bem maior, ou que tenha inclinação a algum mal? Esta é minha própria regra. Em especial, eu sigo esta regra no comer, o que eu raramente faço, sem muito prazer. Eu sei que esta é a vontade de Deus: que eu possa desfrutar de cada prazer que me conduza a ter prazer Nele; e, em tal medida, que a maioria me conduz a isto. Não devemos fazer nada, mas o que, direta ou indiretamente, conduz à nossa santidade; e fazer tudo com este objetivo, e em tal medida, que possamos promovê-la mais". Em Abril deste ano, Wesley começa a aprender Espanhol, com o objetivo de conversar com um número de judeus que estavam em meio aos seus paroquianos. Isto evidenciou o serviço subseqüente a ele; houve revolta, sem benefício para outros, porque antes que ele deixasse a Geórgia, ele traduziu um hino muito bonito: "Ó, meu Deus, meu Tudo, tu és", que ele inseriu em seu primeiro hinário, impresso em Charlestown, no ano seguinte. O hino foi freqüentemente reimpresso, em suas várias coleções de hinos. Tanto Wesley quanto Delamotte fizeram seus deveres como professor. O seguinte incidente refere-se a eles nesta conexão: "Alguns dos meninos na escola de Delamotte usavam meias e sapatos e outros não. Os primeiros ridicularizaram os últimos. Delamotte tentou colocar um fim nesta brincadeira descortês, mas disse a Wesley que ele falhara. Wesley replicou: 'Eu penso que eu posso curar isto. Se você tomar conta de minha escola, na semana que vem, eu tomarei conta da sua, e tentarei'. A troca foi feita, e no domingo de manhã, Wesley foi para a escola sem sapatos. As crianças pareceram surpresas, mas sem alguma referência a zombaria passada. Wesley os manteve em seus trabalhos. Antes que a semana terminasse, os descalços criaram coragem; e alguns dos outros, vendo que seu ministro e mestre vinha sem sapatos e meias, começaram a copiar seu exemplo, e assim, o mal foi efetivamente curado". A Revista dos Cavalheiros é responsável pela seguinte história: "Uma mulher pecaminosa, a qual ele havia ofendido, o atraiu para dentro da casa dela, o jogou no chão, e, com sua tesoura, cortou, de um lado de sua cabeça, todas aquelas longas mechas de cabelos avermelhados, que ele estava acostumado a manter na mais perfeita ordem. Depois disto, ele pregou na Savannah, com seus longos cabelos, cortados de um lado, a que aqueles que se sentaram do lado que tinha sido cortaram, observaram: 'Que cabelo aparado o jovem pároco tem"'. Não existe o menor sinal de verdade nisto. Logo depois de sua chegada na colônia, Wesley tornou-se familiarizado com a Srta. Sophia Christina Hopkey, sobrinha do Sr. Causton, principal magistrado em Savannah, uma jovem, bonita na aparência, de maneiras atrativas, e além disto, inteligente e refinada. Ele logo começou a nutrir um interesse nela, que se desenvolvia, na mesma medida da afeição, que parece ter sido recíproca, embora da parte dela, talvez, não muito ardentemente. Ela apareceu diante de Wesley, como uma inquiridora religiosa, buscando a direção dele; ela também se tornou sua aluna, pedindo que ele a assistisse em seus estudos de Francês. Ela consultou Oglethorpe, que tipo de vestuário mais igualmente agradaria Wesley, e colocando de lado seus ornamentos, aparecia sempre em um traje esmerado e de um branco simples. Acredita-se que Oglethorpe desejou, se possível, levá-la ao casamento com vistas a manter Wesley na colônia. Depois de Charles partir de Frederica, no final de Julho, Wesley freqüentemente visitou aquele lugar, onde ele encontrou a mais violenta oposição e abuso. Ele a visitou, de tempos em tempos, até 16 de Outubro, quando recebeu um melancólico relato do estado das coisas, por lá. O serviço público tinha sido descontinuado, e desde então, tudo havia se tornado pior. Ele escreveu: "Até mesmo a pobre Sophy, que, por algum tempo, vivera lá, escassamente era a sombra do que era, quando eu a deixei. Eu me esforcei para convencê-la disto, mas em vão; e para colocar isto efetivamente fora do meu poder, ela resolveu retornar para a Inglaterra imediatamente". Depois de diversas tentativas ineficazes, ele, por fim, prevaleceu. "Nem foi muito tempo depois", ele diz, "antes que ela recuperasse o chão que havia perdido". Menosprezado em uma ocasião por Oglethorpe, ele mencionou a circunstância para ela, e ela disse: "Senhor, você me encoraja em meus maiores julgamentos; não desencoraje a si mesmo. Nada tema; se o Sr.Oglethorpe não o ajudar, Deus o fará". Ele, então, pegou um barco para Savannh, com a Srta. Sophy, e chegou depois de uma passagem demorada e perigosa, "mas não tediosa"  -- de seis dias, por centenas de milhas. Ele escreve: "No início de Dezembro, eu aconselhei a Srta. Sophy a cear mais cedo, e não imediatamente antes de ir para a cama. Ela assim o fez, e desta pequena circunstância, que série de conseqüências inconcebíveis dependiam! Não apenas 'todo o colorido de sua vida restante', mas, talvez, toda minha felicidade também". O significado disto não está óbvio, a menos que, neste tête-à-tête, ele fizesse uma declaração da afeição. Ela também cuidou dele, em uma enfermidade, de alguns dias de duração. Moore diz: "Aqueles que conhecem o Sr. Wesley evitarão nosso julgamento aqui. Eles bem sabem que impressão tudo isto igualmente fará. Ele, de fato, -- tinha uma natureza constante, amorosa, nobre; que acredita que os homens são honestos, se eles assim parecem. Como, então, esta aparência de forte afeição, de uma mulher de sabedoria e elegância, mais do que isto, e como pareceria, da piedade também, deveria afetá-lo! Especialmente considerando (este é seu próprio relato), que ele nunca antes conversou familiarmente com alguma mulher, exceto com suas parentes próximas!". Muitas passagens nos diários mostram o profundo interesse que Wesley teve no bem-estar desta jovem. Existe uma diferença de opinião aqui da parte dos dois primeiros biógrafos de Wesley: Whitehead e Moore, ambos conhecidos pessoais de Wesley. Whitehead, que teve acesso aos diários pessoais de Wesley, diz que, de uma leitura atenta daquele documento, a ele parece que Wesley pretendia se casar, e que ele não ficou pouco aflito, quando o intercurso foi rompido. Moore, por outro lado, comenta nestas palavras: "Ele sei que ela, no final das contas, rompeu com ele, mas eu sei também que ele, em tempo algum, determinara se casar. Eu tenho um relato completo dele, e não sei se ele alguma vez disse isto a alguma outra pessoa". Que Wesley estava impressionado, talvez, fascinado, por esta jovem, dificilmente pode admitir discussão. Mas que ele, alguma vez, propôs diretamente casamento a ela, é altamente improvável; com as palavras de Moore em vista, seguramente pode-se afirmar que ele não o fez. Entretanto, que ele contemplou o casamento, como uma última possibilidade, pode tão pouco ser negado, sem lançar um insulto em sua honra. Ele pode ter prudentemente esperado, como qualquer homem sensato faria. Nós sabemos de um manuscrito recentemente publicado, que ele a manteve no coração, talvez, com uma declaração de amor, e que ele questionara a Deus, se deveria continuar, postergar, ou descontinuar suas atenções. Em 4 de Março, ele escreve: "Das direções que recebi de Deus, até hoje, no tocante a um assunto da maior importância, eu não pude deixar de observar, como tenho feito, muitas milhares de vezes, o completo equivoco daqueles que afirmam, que 'Deus não responde nossas orações, exceto se o coração estiver totalmente resignado à vontade Dele'. Meu coração não está totalmente resignado a Sua vontade. Entretanto, sem me atrever a depender de meu próprio juízo, eu clamei o mais sinceramente a Ele para suprir o que estava faltando em mim. E eu sei, e estou seguro de que Ele ouviu minha voz, e me enviou Sua luz e Sua verdade". Isto provavelmente se refere a lançar a sorte. Whitehead pensa que neste dia o namoro fora finalmente rompido. Ou que ele pode ter se referido ao seguinte, relatado de Moore: "O Sr. Delamotte não aprendeu (para usar uma expressão comum do Sr. Wesley) a 'resistir abertamente à dúvida'. Ele pensou que ele viu – a aparência do mérito, não da essência. Ele, portanto, aproveitou a oportunidade de examinar com o Sr. Wesley; e perguntou a ele, se ele pretendia casar-se com a Srta. Sophy. Ao mesmo tempo, demonstrou, em uma luz mais clara, a inteligência dela e a simplicidade dele. Embora sarisfeito com as atenções de seu fiel amigo, o Sr. Wesley não se permitiu admitir o casamento. A pergunta do Sr. Delamotte, portanto, nem um pouco o deixou perplexo. Ele desistiu de uma resposta naquele tempo; e, percebendo o preconceito do Sr. Delamotte, contra a senhorita, ele chamou o Bispo Nitschman. 'Casamento', ele disse, 'você sabe que não é ilícito. Quer seja agora expediente para você, e quer esta senhorita seja uma esposa apropriada para você, deve ser considerado com maturidade'. Vendo que a perplexidade dele aumentava, ele decidiu propor suas dúvidas aos presbíteros da Igreja Morávia. Quando ele entrou na casa, onde eles se reuniam, ele encontrou o Sr. Delamotte com eles. Ao propor seu assunto, o Bispo respondeu: 'Nós consideramos sua franqueza. Você aceitará nossa decisão?'. Ele respondeu, depois de alguma hesitação: 'Aceitarei'. 'Então", disse o Bispo, 'nos aconselhamos a você a não prosseguir mais além neste assunto'. Ele respondeu: 'Que seja feita a vontade de Deus'. Desde aquele tempo, ele se comportou com a maior precaução em direção a ela, e evitou tudo que tendesse a continuar a intimidade, embora ele facilmente percebesse que dores esta mudança em sua conduta causou a ele, como também causou a ele próprio". O acima ilustra a extrema falta de confiança em si mesmo, e sua boa vontade, para ser conduzido pelas opiniões de outros, exibidas tão freqüentemente em sua vida subseqüente. Também mostra a poderosa influência que os Morávios tinham começado a exercer sobre ele. Dificilmente precisa ser acrescentado que não existe a mais leve sombra de dúvida de sua conduta perfeitamente honrada e honesta em todo o assunto. Três dias depois, do incidente recém relatado, ele escreve em seu diário pessoal: "7 de Março – Quando eu caminhei com o Sr. Causton, para sua região, eu senti plenamente que Deus me dera tal isolamento, com a companhia que eu desejava, que eu teria esquecido a obra pelo qual eu havia nascido, para estabelecer meu descanso neste mundo". No entanto, o assunto foi rapidamente terminado, porque ele escreve no dia seguinte: "A Srta. Sophy comprometeu-se com o Sr. Williamson, e no sábado, dia 12, eles se casaram em Purrysburgh; fazendo hoje um ano que primeiro conversei com ela. O que Tu, Ó Deus, fazes eu não sei dizer agora, mas saberei daqui por diante". Escrevendo para um dos seus paroquianos, Sr. S. Bardsley, em 1786, cinqüenta anos depois do ocorrido, ele diz: "Eu me lembro, quando li essas palavras na Igreja em Savannah: 'Filho do homem, veja, eu tiro de ti o desejo de teus olhos com um golpe'. Eu fui perfurado, como que por uma espada, e não pude proferir uma palavra mais. Mas nosso conforto é que Ele faz com que o coração possa curar o coração". Quer a paciência da senhorita se esgotara, devido ao procedimento vagaroso de Wesley nesta questão – uma vez que não parece que ele estivesse com pressa de terminá-la – ou se ela declinou do convite para casar-se com ele, devido a sua vida abstêmia e a maneira rígida de viver; é incerto; mas qualquer que fosse a causa, fica evidente, de suas próprias palavras, que ele ficou desapontado, quando ela se casou com o Sr. Williamson. Parece que ele expressou isto mais completamente em uma carta a seu irmão Samuel, que diz a ele, em sua resposta: "Eu sinto muito que você esteja desapontado, com um casamento, porque é muito improvável que você encontre outro". Isto não foi muito tempo, no entanto, antes que ele visse que ele tinha suficiente motivo para ser grato que não lhe fosse permitir escolher por ele mesmo. Ele freqüentemente teve oportunidade de descobrir que a Sra. Williamson era de um outro caráter que aquele religioso que ele havia suposto. Três meses depois do casamento dela, ele escreve: "Deus me mostrou, ainda mais da grandeza de meu livramento, abrindo-me para uma nova e inesperada cena da dissimulação da Srta. Sophy. Oh, que eu nunca ceda aos desejos de meu próprio coração, nem siga minha própria imaginação". Wesley fora assim, felizmente resgatado do que poderia não ter sido um casamento feliz, e ele foi também resgatado das limitações de uma vida paroquial em uma colônia pequena. Ele estava predestinado para uma obra maior, cujo casamento naquela distante terra teria impedido. Ele encontrou sua esfera lá. Tivesse ele encontrado seu campo de trabalho lá, o grande avivamento Metodista não teria existido! Como se pode supor, em tal país, ele não escapou dos perigos e sofrimentos exteriores. Em uma de suas jornadas a pé, com o Sr. Delamotte e um guia, depois de caminhar, durante três ou quatro horas, o guia lhes disse que não sabia onde eles estavam. Em uma hora ou duas mais, chegaram em um pântano cipreste, que atravessava diretamente o caminho deles. Estava muito longe para voltarem; portanto, caminharam, através dele, com a água na altura do peito. Uma milha adiante, completamente fora do caminho, e com o sol se pondo, eles pararam, pretendendo fazer um fogo, e permanecerem ali até o amanhecer; mas se certificaram que os fósforos estavam molhados. Wesley aconselhou a seguirem adiante, mas seus companheiros estavam muito fracos e cansados, de maneira que se deitaram, por volta das seis da tarde. O chão estava tão molhado quanto as roupas deles, que com a geada constante, logo se congelaram. "No entanto", diz Wesley, "eu dormi até de manhã. Caiu um orvalho pesado à noite que nos deixou brancos como neve". Uma hora depois do amanhecer, eles vieram para uma plantação, e à tarde, sem qualquer ferimento, chegaram em Savannah. Alguns dias mais tarde, eles atravessaram um rio em uma pequena canoa, seus cavalos nadavam ao lado dela. Fizeram fogo na margem, e, não obstante a chuva, dormiram tranqüilamente, até de manhã. Mas provas de outra natureza esperavam por ele, Wesley era um "Alto Clérigo", que conduziu seus princípios, com rigorosa exatidão. Além de alguns particulares já mencionados, ele requereu que os pretensos comunicantes o notificassem do mesmo, de açodo com a rubrica; recusou o Sacramento a todos que não haviam sido confirmados pelo bispo; rebatizou os filhos de Dissidentes, e recusou-se a enterrar alguém que não tivesse recebido o batismo episcopal. Nem sem razão, ele tem sido descrito como intolerante, ritualista. Isto, ele mesmo reconheceu alguns anos mais tarde, quando inserindo em seu Diário, uma carta que ele recebeu do Rev. John Martin Bolzius (já referido), um ministro em Ebenezer, na Georgia, ele acrescenta: "Que a piedade e simplicidade verdadeiramente cristãs respirem nestas linhas. E ainda assim, este mesmo homem, quando eu estava em Savannah, eu recusei admitir na mesa do Senhor, porque ele não era batizado; ou seja, não era batizado por um ministro que tivesse sido ordenado pelo bispo. Pode alguém levar o zelo do Alto Clero, mais alto do que isto? E como eu tenho sido, desde então, açoitado pela minha própria vara". Ele continuou suas atenções pastorais com a Sra. Williamson, como uma de suas paroquianas. Isto afligiu o marido dela que, logo depois do casamento, a proibiu de atender aos serviços de Wesley, ou de falar com ele novamente. Ela apareceu, no entanto, quatro meses depois, para o serviço Sacramental; depois do qual, Wesley teve a oportunidade de admoestá-la pela conduta que ele julgou repreensível. Um mês depois, ela aparece novamente, quando Wesley negou o Sacramento a ela, já que ela nem expressou seu arrependimento pelas suas faltas, nem prometeu emendar-se. Este foi um ato de disciplina, que ele executou em outros casos. No dia seguinte, uma ordem foi expedida para sua apreensão, para responder à queixa de William Williamson, por difamar sua esposa e recusar a ela o Sacramento da Ceia do Senhor, sem uma razão, e colocando um prejuízo de £1000. Wesley foi preso, e levado diante do Bailio [magistrado principal em certas cidades] e o Juiz municipal. Sua resposta a acusação foi que, o dar ou recusar a Ceia do Senhor, sendo um assunto puramente eclesiástico, ele não reconhecia o poder deles de interrogá-lo quanto a isto. Ele foi dirigido a comparecer na próxima corte, mantida em Savannah. Ao ser solicitada uma fiança, a resposta foi: "A palavra do Sr. Wesley é suficiente". Dois dias depois, o Sr. Causton, que tinha mostrado, até então, um respeito amigável por Wesley, o visitou e exigiu que ele enviasse, por escrito, suas razões à Sra. Williamson, para repeli-la do Sacramento, diante de toda a congregação. Isto, Wesley fez, nos seguintes termos:- "Sra. Sophia Williamson" "A pedido do Sr. Causton, escrevo uma vez mais. As regras por meio das quais eu procedi são essas: 'Todos que pretendem compartilhar da Comunhão Santa, devem apresentar seus nomes ao pároco auxiliar, pelo menos, um dia antes'. Isto, você não fez. 'E se algum desses causou algum mal ao seu próximo, pela palavra ou ação, de maneira que a congregação ficou ofendida, por meio disto, o pároco deve adverti-lo, que, de maneira alguma, ele pretenda vir para a Mesa do Senhor, até que ele tenha se declarado abertamente, verdadeiramente arrependido'. 'Se você se oferecer à Mesa do Senhor, no domingo, eu advertirei você (como fiz mais de uma vez), naquilo que você fez de errado. E quando você declarar abertamente ter-se arrependido, eu administrarei a você os mistérios de Deus". "J. Wesley". "11 de Agosto de 1737" O Sr. Causton, depois disto exerceu sua influência contra Wesley, buscando de toda maneira possível, envenenar a mente das pessoas contra ele; enquanto o restante da família espalhou o relato tolo de que Wesley agiu desta maneira para com a Sra. Williamson, puramente por vingança, porque ela não aceitou casar-se com ele. Pode-se pensar que Wesley fora imprudente, ou que foi severo na administração da disciplina; que, em vez de prosseguir para os extremos, ele poderia ter tentado persuadir a lady a se colocar de maneira correta para receber o Sacramento. Ele era sempre severo, onde havia o dever, e nunca temia as conseqüências de algum ato que o dever desfrutasse. Mas deve-se lembrar que o marido dela a havia proibido de falar com ele, e que, em adição à reprovação dela, Wesley havia escrito, informando-lhe os pormenores da conduta que ele objetara. Wesley escreveu naquela oportunidade:- "Eu me sentei quieto em casa, e agradeci a Deus tranqüilo, tendo oferecido minha causa a Ele; e lembrando de Sua palavra: 'Abençoado é o homem que resiste a tentação; porque quando ele é tentado, ele recebe a coroa da vida; que o Senhor prometeu àqueles que O amam'. Eu, primeiro, fiquei temeroso que aqueles que fossem fracos na fé saíssem do caminho, pelo menos, até a ponto de negligenciarem a adoração pública, por atenderem o que eles igualmente estão sujeitos em suas preocupações temporais. Mas eu temi, onde não existia medo. Deus cuidou disto igualmente; de tal maneira, que no domingo, dia 14, mais estiveram presentes nas orações matinais, do que havia acontecido nestes meses anteriores". Um grande júri foi chamado, e quarenta e quatro jurados prestaram juramento. Desses, um não entendia Inglês, um era um Papista, outro um infiel professo, três eram Batistas, dezesseis ou dezessete outros, Dissidentes, e diversos outros tinham problemas pessoais com ele tinha abertamente declarado vingança. Uma lista de queixas foi apresentada, mas alterada pelo grande juro, para dez sessões. Alguns dias foram gastos no exame dessas; e, em Setembro, a maioria do júri concordou com as seguintes acusações formais: - 1. "Que, depois de 12 de Março último, o dito Sr. John Wesley diversas vezes forçou uma conversa privativa com Sophia Christina Williamson, contrário ao desejo expresso e recomendação de seu marido; e igualmente escreveu e privativamente enviou papéis a ela, por meio dos quais, ocasionando muita intranqüilidade entre ela e seu marido". 2. "Que, em 7 de Agosto último, ele recusou o Sacramento da Ceia do Senhor a Sophia Christina Williamson, sem qualquer razão aparente, para a muita inquietação da mente dela, e para a grande desgraça e prejuízo de seu caráter". 3. "Que ele, desde sua chegada em Savannh, nunca emitiu qualquer declaração pública da sua aderências a princípios e regulamentos da Igreja da Inglaterra". 4. "Que, por muitos meses anteriores, ele dividiu no dia da Ceia do Senhor, a ordem da oração matinal, e a litania dàs cinco ou seis horas,omitindo totalmente a mesma, entre as nove e onze horas, o tempo costumeiro da oração publica matinal". 5. "Que, por volta do mês de Abril de 1736, ele recusou batizou, de outra maneira do que por imersão, o filho de Henry Parker, exceto, se o dito Henry Parker e sua esposa certificassem que a criança estava fraca e incapaz de suportar a imersão; e acrescentou a sua recusa, que, a menos que os ditos pais consentissem tê-la imersa, ela morreria pagã'. 6. "Que, não obstante, ele administrasse o Sacramento da Ceia do Senhor para William Gough, por volta do mês de Março, 1736, ele, um mês depois, recusou o Sacramento para o dito William Gough, dizendo que ele ouvira que William Gough era um Dissidente". 7. "Que, em Junho de 1736, ele se recusou a ler o Ofício do Morto, sobre o corpo de Nathaniel Polhill, apenas porque Nathaniel Polhill não era da mesma opinião que ela; e, devido a esta recusa, o dito Nathaniel Polhil foi enterrado sem o apontado Ofíco para o Enterro do Morto". 8. "Que em Agosto, ou por volta de 10 de Agosto de 1737, ele, na presença de Thomaz Causton, presunçosamente chamou a si mesmo de 'Superior Eclesiástico de Savannah', assumindo por meio disto uma autoridade que não pertencia a ele". 9. "Que na semana de Pentecostes passada, ele recusou William Aglionby de ser padrinho do filho de Henry Marley, dando nenhuma outra razão do que o fato de William Aglionby não ter estado na mesa de Comunhão com ele". 10. "Que, por volta do mês de Julho passado, ele batizou o filho de Thomas Jones, tendo apenas um padrinho e madrinha, não obstante Jacob Matthews se oferecesse como padrinho". Tais foram os veredictos da maioria do grande júri. A maioria dos doze, incluindo três condestáveis, e seis Juizes de Paz, esboçou e assinou um documento, e o transmitiu "para os honoráveis Fiduciários pela Geórgia", prefaciando o todo com o seguinte: "Nós, cujos nomes estão subscritos, membros do dito grande júri, humildemente pedimos permissão para demonstrar nosso descontentamento com as ditas denúncias. Estamos, por muitas e diversas circunstâncias, totalmente persuadidos de que toda a acusação formal contra o Sr. Wesley é um artifício do Sr. Causton, com o objetivo, antes de enegrecer o caráter do Sr. Wesley, do que libertar a colônia da tirania religiosa, como ele ficou satisfeito em denominar sua acusação. Mas como essas circunstâncias serão muito tediosas para perturbar Sua Reverência com elas, nós pedimos apenas para deixar as razões de nossa discordância das queixas pessoais": 1. "Que eles foram totalmente persuadidos de que as acusações contra o Sr. Wesley foram um artifício do Sr. Causton, com a intenção de enegrecer o caráter do Sr. Wesley, mais do que livrar a colônia de uma tirania religiosa, como ele alegou". 2. "Que não parece que o Sr. Wesley, quer falou em privativo ou escreveu para a Sra. Williamson, desde o dia do casamento dela, exceto uma carta, que ele escreveu em 6 de Julho, a pedido de seu tio, como pastor, para exortar e reprová-la". 3. "Que, embora ele recusasse o Sacramento da Sra. Williamson, em 7 de Agosto, ele não se admitiu em alguma autoridade contrária à lei, já que toda pessoa que pretendesse comungar, era obrigada a apresentar seu nome para o pároco auxiliar, pelo menos, um dia antes; o que a Sra. Williamson não fez; embora o Sr. Wesley freqüentemente, diante da congregação lotada, declarasse que ele insistia em uma submissão àquela rubrica, e antes repelira diversas pessoas pela não submissão a ela". 4. "Que, embora ele não tivesse emitido alguma declaração pública, em Savannah, de sua aderência aos princípios e regulamentos da Igreja da Inglaterra, ele freqüentemente discordava, de uma maneira mais incisiva do que pela declaração formal, explicando e defendendo três Credos dos Trinta e nove Artigos, todo o livro da Oração Comum, e as homilias; além de uma declaração formal não ser 0equerida, a não ser daqueles que receberam a instituição e indução". 5. "Que, embora ele dividiu no Dia do Senhor, a ordem da oração matinal, isto não estava contrário a alguma lei existente". 6. "Que sua recusa em batizar o filho de Henry Parker, de outra forma do que por imersão, estava justificada pela rubrica". 7. "Que, embora ele recusasse o Sacramento a William Cough, o dito William Cough (um dos jurados que assinaram o documento enviado aos fiduciários) publicamente declarou que a recusa não foi injustiça com relação a ele, porque o Sr. Wesley lhe deu razões que o satisfizeram". 8. "Que, com referência à alegada recusa em ler o Serviço de Funeral de Nathaniel Polhill, eles tinham boas razões para acreditar que o Sr. Wesley estava em Frederica, ou em seu retorno de lá, quando Polhill foi enterrado; além do que, Polhill era um Anabatista, e desejou, durante sua vida, que não fosse enterrado com o ofício da Igreja da Inglaterra". 9. "Que eles estavam em dúvida quanto a acusação, com respeito a Wesley, chamando a si mesmo de 'Superior Eclesiástico de Savannah', sem conhecer bem o significado da palavra". 10. "Que, embora o Sr. Wesley recusasse admitir William Aglionby para ser padrinho do filho de Henry Marley, e Jacon Matthews para padrinho do filho de Thomas Jones, ele estava suficientemente justificado pelos cânones da Igreja, porque nem Aglionby, nem Matthews tinham certificado Wesley que eles tinham alguma vez recebido a Santa Comunhão". No dia seguinte, Wesley fez um pedido para uma audiência imediata da primeira acusação, sendo a única de natureza civil. A corte esquivou-se do pedido. Por seis vezes ele apresentou requerimento, sem proveito. No meio desta tempestade, mantida pelas artimanhas de seus inimigos declarados, sem um xelim em seu bolso, e três mil milhas de casa, Wesley tinha sua alma em paz, e dedicou-se a sua obra; acrescentando uma visita semanalmente a um número de famílias francesas, residentes em uma vila, cinco milhas distante, aos quais, todo o sábado de tarde, ele lia as orações; e o mesmo para alguns alemães, em outra vila; então, a pedido dos franceses, em Savannah, nos domingos à tarde. De maneira que, durante as semanas restantes de sua estada em Savannah, ele tinha completa ocupação para o dia santo. As primeiras orações inglesas duravam das cinco horas até as cinco e meia. As italianas, para o beneficio de alguns Vaudois, começavam às nove horas. O segundo Serviço para o inglês, incluindo sermão e Comunhão, era das dez e meia até as onze e meia. O Serviço francês começava a uma hora. Às duas horas, ele catequizava as crianças. Por volta das três horas, começava o Serviço inglês vespertino; depois do que, ele tinha a felicidade, ele dizia, de juntar-se com tantos quanto sua sala mais ampla suportasse, em leitura, oração e louvor. E por volta das seis horas, o serviço dos Morávios começava, ao qual ele ficava feliz de estar presente, não como professor, mas como discípulo. Porque, com todos os seus Altos sentimentos Religiosos, ele não ficava envergonhado de se sentar aos pés daqueles que, ele estava consciente, tinham um conhecimento experimental da religião que estava além de suas próprias realizações. Ele, então, se reuniu a eles, no início de Agosto, para uma festa do amor deles --- provavelmente a primeira vez que ele compareceu a tal serviço. Assim, ele fala dela: "Ele começou e terminou com ação de graças e oração, e celebrado de uma maneira tão decente e solene, como um cristão da era apostólica teria permitido ser merecedor de Cristo". Nos anos subseqüentes, a festa do amor tornou-se um serviço favorito e proveitoso em meio aos Metodistas, e as festas de amor ainda acontecem, embora não tão freqüentemente como antes. Em Novembro, ele recebeu um alívio temporário em suas necessidades prementes. Ele escreve: "Coronel Stephens chegou, através de quem eu recebi um benefício de dez libras esterlinas; depois de diversos meses, sem um xelim em casa, mas não sem paz, saúde e contentamento". No início de Outubro, ele consultou seus amigos, se Deus não o chamara para retornar para a Inglaterra; vendo que a razão pela qual ele a deixara, não tinha agora força, não havendo possibilidade, até o momento, de instruir os índios, nem ele se certificara ou ouvira, de alguns índios no continente americano que tivessem o menor desejo de serem instruídos. E quanto à Savannah, como ele nunca se comprometera, quer verbalmente ou por carta, a permanecer um dia mais do que julgasse conveniente, nem, alguma vez, encarregou-se das pessoas, de alguma outra maneira, do que quando em sua passagem para o ateu, ele se viu completamente desembaraçado de alguma obrigação de permanecer mais tempo. Além do que, parecia uma probabilidade de fazer um serviço para a colônia na Inglaterra, mais do que na Geórgia, visto que ele poderia representar, sem medo ou favor, aos fiduciários, o verdadeiro estado em que se encontrava a colônia. Depois de considerar profundamente essas coisas, seus amigos foram unânimes de que ele deveria ir, mas não ainda. Assim, ele colocou o pensamento de lado por hora, persuadido de que quando o momento chegasse, o caminho se tornaria claro diante dele. Dois meses depois, tornou-se evidente que não havia a mais remota perspectiva de obter justiça nas cortes, e que aqueles no poder, combinaram oprimi-lo, e poderiam procurar evidência (como já havia acontecido) de palavras que ele nunca falara, e feitos que ele nunca realizara. Estando, além do mais, desapontado de pregar o evangelho ao pagão, ele novamente consultou seus amigos, que agora decidiram que ele deveria partir imediatamente. Assim sendo, ele colocou o seguinte anúncio em uma grande praça: "Considerando que John Wesley pretende partir brevemente para a Inglaterra, pede-se que aquele que emprestaram alguns livros dele, que os retornem tão logo seja conveniente fazê-lo". J.Wesley; Imediatamente, ele pediu dinheiro ao magistrado principal para pagar suas despesas para a Inglaterra, objetivando partir imediatamente. O magistrado lhe disse que ele não poderia sair da província, até que fosse intimado a comparecer na corte, e responder pelas alegações colocadas contra ele. Ele respondeu que ele havia comparecido a seis cortes sucessivamente, e abertamente pediu um julgamento, mas que lhe foi recusado. Eles pediram que ele desse alguma garantia de que compareceria novamente. Ele perguntou que garantia. E eles responderam uma fiança para comparecer em Savannah, quando quer que fosse requerido, sob a penalidade de £50, além do que, uma fiança em resposta à ação do Sr. Williamson de £1000 de prejuízo. "Eu, então", diz Wesley, "vi a intenção deles de prolongar o tempo e fazer nada, e disse claramente ao oficial: Senhor eu não assinarei nem uma fiança, e nem a outra". Depois das orações vespertinas, a maré de acordo, "ele partiu de Savannah, com três outras pessoas, ninguém tentando impedi-lo, não obstante uma ordem requerendo a todos os oficiais que impedissem sua saída da província, proibindo qualquer pessoa de ajudá-lo nisto". Parece provável, que os magistrados estavam realmente felizes por se livrarem dele. Sua própria história gráfica pode ser lida em seu Diário, do qual o seguinte é extraído: - Em 2 de Dezembro, tão logo as orações vespertinas terminaram, por volta das oito da noite, a maré, então, a favor, ele diz, "Eu tirei o pó dos meus pés e deixei a Geórgia, depois de ter pregado o evangelho lá, não como eu deveria, mas como fui capaz, um ano e nove meses depois". Cedo, na manhã seguinte, o pequeno grupo de quatro, alcançou Purrysburg, e tentando encontrar um guia, partiu uma hora antes do nascer do sol. Depois de caminhar duas ou três horas, eles se encontraram com um velho homem que os conduziu em uma trilha perto da qual havia uma fileira de árvores "marcadas" (árvores marcadas, com parte da casca arrancada), e seguindo por essas, ele os assegurou que eles chegariam em Porto Royal, em cinco ou seis horas. Por volta das onze horas, eles chegaram em um largo pântano, no qual eles vagaram por três horas; até encontrarem uma outra "marca", e seguiram-na até que ela se dividiu em duas. Seguindo uma dessas, através do mato trançado, intransitável, uma milha além do que fora pretendido, eles atravessaram de novo, através do mato trançado, e seguiram uma outra marca, até que esta também terminou. O pôr-do-sol estava agora a caminho; assim, fracos e cansados, eles se deitaram, sem qualquer alimento para aquele dia, exceto a terceira parte de um bolo de gengibre, que Wesley havia carregado em seu bolso. Eles dividiram em outras três partes, reservando o restante até a manhã, mas não havia água o dia todo. Um do grupo, empurrando uma vara no chão, certificou-se que o fundo dele estava úmido, no que dois deles, começaram a cavar com suas mãos, e por volta de três pés de profundidade, encontraram água. Eles deram glórias a Deus, beberam, e estavam renovados; e, depois da adoração, deitaram um perto do outro, e adormeceram. Na manhã seguinte, retomaram seu caminho, mas como a floresta ficava mais e mais densa, eles retrocederam seus passos do dia anterior. No dia anterior, na parte mais densa da floresta, Wesley, não sabendo porquê, tinha quebrado muitas árvores jovens, enquanto o pequeno grupo caminhava ao longo delas. Essas agora seriam úteis no guiá-los, através da parte mais densa da floresta, e entre uma e duas, eles vieram para a casa do velho homem que eles deixaram um dia antes. À tarde, Wesley leu as orações para uma numerosa família francesa, um dos quais empreendeu ser o guia deles, no dia seguinte. Eles caminharam de manhã, até o pôr-do-sol, quando o guia deles confessou que não sabia onde estavam. No entanto, eles continuaram em frente, até as sete horas, quando vieram para uma plantação; e, no dia seguinte, depois de muitas dificuldades e demoras, eles embarcaram na Ilha Port Royal. Em 7 de Dezembro, Wesley caminhou para Beaufort, e, no dia seguinte, se juntou ao Sr. Delamotte, com quem pegou um barco para Charlestown, que ele alcançou no dia 13, depois de uma passagem vagarosa, em razão dos ventos contrários, e do mesmo conflito com fome e frio, e com as provisões diminuindo. No dia seguinte, leu as orações, a pedido, foi uma vez mais renovado, e igualmente visitou um moribundo; e, no dia 16, partiu com o Sr. Charles Delamotte, com quem havia estado, apenas alguns dias separados, desde 14 de Outubro de 1735. No dia 18, ele foi atacado por um violento corrimento, mas teve força para pregar, uma vez mais, para as pessoas desatentas, e "poucos acreditaram em nosso relato". No dia 22, ele deixou a América, "embora, se agradasse a Deus, não para sempre". Embora sofrendo muito a bordo, ele se dedicou à sua obra, começando por instruir um criado negro, nos princípios do Cristianismo. Ele decidiu deixar de "viver delicadamente", e retornou à sua velha simplicidade de dieta, com o feliz efeito, de que nem o estômago, nem a cabeça se queixaram do movimento do navio. Vitima do muito medo do perigo, embora não soubesse de qual, ele fez as seguintes reflexões: (1) "Que nenhuma dessas horas deveriam ficar fora da minha lembrança, até que eu tenha um outro tipo de espírito – um espírito igualmente desejoso de glorificar a Deus, através da vida ou da morte". (2) "Que, quem quer esteja apreensivo, por alguma razão (com exceção da dor física), leva em si mesmo sua própria convicção de que ele é, até então, um descrente. Ele está apreensivo com relação à morte? Então, ele não crê que morrer é ganho. De algum dos eventos da vida? Então, ele não tem a firme crença de que todas as coisas operam para seu bem. E se ele trouxer a questão para mais perto, ele se certificará que, além da falta geral de fé, todo desconforto pessoal é devido evidentemente à falta de algum temperamento cristão". Alguns poucos dias mais tarde, sentindo-se triste e muito oprimido (embora ele não desse alguma razão especial para isto), e também extremamente sem vontade de falar intimamente com alguém a bordo, ele temeu que esta fosse a causa de sua incontável aflição, então, começou a instruir um camaroteiro. Diversas vezes, durante os dias seguintes, ele seguiu com um desejo de falar com os marinheiros, mas não pode, e quis saber se esta era uma proibição do bom Espírito ou uma tentação do diabo. Durante a viagem, ele terminou seu resumo da Vida do Monsieur de Retry, sobre o qual, ele trabalhou durante algum tempo. Este foi o primeiro, de um grande número de resumos feitos e publicados por ele, e a que ele fará referência mais tarde. Nesta oportunidade, ele reduziu um volume de 358 páginas, em um panfleto. CAPITULO V Inglaterra: O Conflito Espiritual (1738) Depois de mais arremessos e ameaças de transtorno, no domingo, 29 de Janeiro, ele chegou, são e salvo, em Downs. Logo cedo, na manhã da quarta-fera, 1º. de Janeiro, Wesley embarcou para Deal. Lá ele ficou sabendo que, um dia antes, seu amigo Whitefield embarcara para Savannah, sem saber nada do outro. Sim; Whitefield tinha começado seu poderoso e extraordinário ministério, seu coração quase incendiando pela alegria evangélica, o que seu amigo estava lutando para encontrar, e em seu exuberante contentamento, despejando sua vida no serviço, tão feliz quanto maravilhoso. Ele descreve assim, seu ultimo Sabbath, antes de embarcar: "Domingo, 29 de Janeiro – Subi a bordo, logo cedo na manhã, li as orações, preguei para o soldados, e visitei o doente; então, retornei para a margem, e me apressei com um grupo de amigos piedosos [que se reuniram de longe, para dar-lhe boa viagem], para a Igreja Shroulden [Sholden], por volta de uma milha e meia de Deal, onde eu preguei para uma congregação lotada e lacrimosa. À tarde, eu preguei na Igreja de Upper Deal, que estava completamente lotada, e muitos foram embora porque faltava espaço; alguns permaneceram nos corredores da Igreja, do lado de fora, e olharam para dentro do topo das janelas, e todos pareceram ansiosos para ouvir a Palavra. Que o Senhor possa fazê-los executores dela. À tarde, eu fui obrigado a dividir meus ouvintes, em quatro grupos, e fui capaz de expor para eles, das seis às dez horas. Que Deus me livre de ficar cansado, ou, do sucesso". Um modelo de vida de trabalhos desgastantes deste homem extraordinário. Assim eram os homens, que, mais tarde, tornaram-se tão notáveis na história da Igreja de Deus na Inglaterra, vinculada ao benevolente experimento colonizador e esforço missionário nos distantes ancoradouros da América. Wesley desembarcou em Deal, às quatro horas, na manhã de 1º. de Fevereiro de 1738, depois de uma ausência da Inglaterra, de mais de dois anos. Ele tinha feito grande progresso, embora inconsciente, no conhecimento espiritual durante aquele tempo. Seu zelo, tão longe de sofrer abatimento pelas coisas que passara, havia se inflamado em uma intensidade ainda maior. Na manhã de sua chegada, ele leu as orações e explicou uma porção das Escrituras para uma larga companhia na estalagem. Alcançando Faversham, ele leu as orações e expôs a segunda lição para alguns poucos, "chamados cristãos, mas mais selvagem em seu comportamento", ele foi obrigado a observar, "do que os mais selvagens índios", com os quais ele se encontrara. Em Blendon, ele visitou a casa de seu amigo Delamotte, recebendo calorosas boas-vindas. No dia 3, ele alcançou Londres. Em adição aos muitos assuntos que ele tão cuidadosamente considerou durante sua viagem, ele, como era de se esperar, atenciosamente reviu os resultados de sua residência e obra na América. Ele tinha mais do que uma vez, deplorado seu fracasso, em executar seu propósito de se tornar um missionário para os índios; e ele dificilmente olharia para suas ocupações, em meio aos ingleses, com perfeita satisfação. Mas nem tudo era fracasso; e ele estava em condições de expressar sua gratidão, por ele ter sido levado para aquela terra estranha, contrário a todas as suas resoluções precedentes; e que, embora o principal desígnio de sua ida não se realizasse – a pregação do Evangelho para as tribos nativas na América do Norte – ainda assim, ele tinha obtido muito proveito pessoal; ele tinha sido humilhado e provado; ele tinha aprendido a tomar cuidado com os homens; a saber seguramente, que se em todos os nossos caminhos, nós reconhecermos Deus, Ele irá, onde a razão falhar, dirigir nossos passos "pela sorte, ou por outros meios". Ele estava também livre do medo do mar, que ele temia, desde sua juventude. Foi-lhe dado conhecer muitos servos de Deus, especialmente aqueles da Igreja de Hermut. Através de seus estudos de Alemão, Espanhol e Italiano, seu caminho tinha se aberto para os escritos dessas Línguas. Além disto, todos na Geórgia ouviram a Palavra de Deus, que alguns entregaram, e começaram a seguir bem; e alguns poucos passos foram tomados, em direção à pregação do Evangelho para o pagão africano e americano. Muitas crianças aprenderam como deviam servir a Deus, e serem úteis ao seu próximo. Além do que, aqueles, aos quais isto mais diz respeito, tiveram agora uma oportunidade, através de seus relatos, de conhecer o verdadeiro estado da colônia ainda não desenvolvida, e assim, o firme alicerce de paz e felicidade poderia ser colocado para muitas gerações seguintes. Esses não foram frutos insignificantes de sua expedição. Mas resultados muitos reais foram determináveis por outros; Whitefield alcançou Savannah em 7 de Maio. Em 2 de Junho, seu amigo Delamotte partiu pela Inglaterra. "O bom povo", Whitefield diz, "lamentou a perda dele, e foi à margem do rio, dar seu último adeus;, e boa razão eles tiveram para fazer isto; porque ele tinha sido incansável no alimentar os cordeiros de Cristo, com o leite sincero da Palavra, e muitos deles (abençoado seja Deus) se desenvolveram por meio disto. Certamente eu devo trabalhar mais vigorosamente, uma vez que eu vim depois de tais predecessores meritórios. O bem que Sr. John Wesley fez na América, sob a vontade de Deus, é inexprimível. Seu nome é muito precioso em meio às pessoas; e ele colocou tal alicerce, que eu espero nem homens, nem demônios, alguma vez, serão capazes de estremecer. Oh! Que eu possa segui-lo, como ele faz com Cristo". Muitos dos incidentes na vida de Wesley, durante sua carreira missionária são de interesse emocionante, mas para o biógrafo, a luta espiritual, pela qual ele passou, com as suas forças sutis ocultas, deve ser considerada de primeira importância. Foi um processo formativo, silencioso, pelo qual este grande servo de Deus foi preparado para sua suprema obra; aquela de uma evangelização ativa, através da Ilhas Britânicas. Este processo deve ser cuidadosamente traçado, se gostaríamos de entender Wesley e seu lugar na história da Igreja. Ele tem registrado isto com alguma exatidão, como temos visto. É apenas necessário acrescentar aqui que suas altas visões religiosas receberam um impacto muito severo, e que ele passou, para um largo grau, do domínio dela, para aquele dos ensinamentos Morávios. O cavalheiro de Oxford, que, manteve as tradições de sua infância, e que faria nada "sem uma razão", aprendeu em grandes exigências de sua vida a decidir seu curso pela sorte! "As viagens de Wesley, para lá e para cá, e os meses de sua estada na colônia, foram conseqüentemente importantes no trazê-lo dentro do círculo da influência Moravia. Foi dentro daquele círculo, que ele se encontrou com a nova e estranha idéia de um Cristianismo mais elevado e excelente do que o próprio. Um ou dois dos ministros Morávios eram – e ele sentiu isso – muito avançados no conhecimento e experiência, além de seu próprio padrão de capacidade. Em Oxford, ele se encontrou caminhando, sempre na frente daqueles ao redor dele". "Mas, a bordo, do navio no qual ele cruzou o Atlântico, e, mais tarde, na colônia, ele se encontrou com homens, que, sem assumirem um tom de arrogância em direção a ele, falaram-lhe como que para um aprendiz, os quais, no poder da verdade, trouxeram sua consciência para uma defesa de questões; que, enquanto admitiu a pertinência delas, não pode responder com alguma satisfação para si mesmo. Assim foi que ele retornou para a Inglaterra, em um estado de desconforto espiritual e desamparo. Ele havia se despojado daquela religiosidade arrogante junto a qual, como seus princípios, seu egotismo asceta tinha até agora descansado. Ele tornou a reunir seus amigos em uma disposição para pedir e receber orientação, preferivelmente do que fornecê-la". Wesley imediatamente começa a pregar nas igrejas de Londres. Mas sua experiência no primeiro Sabbath foi indicativa do que o esperava. Foi pedido que pregada na igreja de John the Evangelist. Ele assim o fez, nestas palavras: "Se algum homem estiver em Cristo, ele é uma nova criatura", e mais tarde, foi informado de que muitos das melhores paróquias ficaram tão ofendidos, que ele não deveria mais pregar lá. Ele agora visitava muitos de seus velhos amigos e parentes para sua grande alegria e conforto. Wesley assinala o dia 7 de Fevereiro, terça-feira, como "um dia para ser muito lembrado", porque neste dia, ele se encontrou com Peter Böhler, na casa do Sr. Weynanz (ou Weinantz), um mercador alemão, e Wesley entregou a ele uma carta endereçada a Zinzendorf, que ele havia trazido de John Tolsching, um Ministro Morávio, cujo conhecimento se formara na Geórgia. Böhler foi um agente escolhido de Deus, para levá-lo até a luz que eles estava, então, buscando. Com outros dois representantes da Igreja Moravia, Böhler havia recém chegado na Inglaterra, e Wesley procurou alojamento para eles, perto da casa do Sr. Hutton, onde ele mesmo havia estado; e não perdeu oportunidade, ele nos diz, de conversar com eles, enquanto permaneceram em Londres. Ele esperou pelos Fiduciários georgianos com seu relato da colônia, que ele teve razão para acreditar, não foi aceitável para muito deles, já que este diferia grandemente dos relatos que eles geralmente recebiam. Ele, então, em companhia de Böhler, partiu para Oxford, onde foram recebidos pelo único "remanescente de lá", ele diz, "dos muitos que, em seu embarque para a América, foram usados para tomar doces conselhos juntos, e regozijarem-se em testemunharem" a reprovação de Cristo, enquanto em Oxford, eles eram freqüentemente os objetos de ridículo e motivo de riso. Um dia, percebendo que Wesley estava preocupado, com a opinião dos outros, Böhler disse, com um sorriso: "Meu irmão, isto nem mesmo traspassou as suas roupas". Eles juntos visitaram seu amigo Gambold, e o encontraram "recuperado de sua ilusão mística, e convencido que Paulo era um escritor melhor do que até mesmo Tauler ou Behmen". Todo este tempo, ele conversou muito com Böhler, a quem ele confessa que ele não entendia, especialmente quando ele dizia: "Mi frater, mi frater, excoquenda est ista tua philosophia". "Meu irmão, meu irmão, esta sua filosofia precisa ser eliminada". Latim era o meio de intercurso, porque Böhler não entendia o Inglês. Böhler, escrevendo a Zinzendorf, diz: "Eu viajei com dois irmãos, John e Charles Wesley, de Londres a Oxford. O mais velho, John, é um homem benévolo. Ele sabia que ele não propriamente acreditava no Salvador, e estava desejoso de ser ensinado". Ele agora retornou para Londres; e, depois de encontrar sua mãe, uma vez mais, partiu novamente para Oxford, chamado até lá, por conta de um recado de que seu irmão estava morrendo. Em seu caminho, ele falou claramente a diversos bem intencionados, quanto à religião, e à tarde para os servos e estranho na estalagem. Ele, então, resolve, com respeito à sua própria conduta: Usar de absoluta franqueza e desembaraço, com todos que eu possa conversar; Trabalhar em busca da seriedade contínua; não disposto a ser indulgente comigo mesmo, em alguma da menor leviandade de comportamento, ou no rir; não, nem por um momento; A falar nenhuma palavra que não conduza à glória de Deus; em especial, não falar de coisas mundanas. Outros pode, mais do que isto, devem, mas o que é aquilo para ti?; Não ter prazer, que não conduza à glória de Deus; agradecendo a Deus todo o momento, por tudo que eu recebo, e, portanto, rejeitando todo tipo e grau disto que eu sinta que não possa assim agradecer a Ele, nisto ou por causa disto. Ele encontrou seu irmão com Peter Böhler, "através de quem, durante um caminhar, na tarde do dia seguinte, ele foi 'convencido da descrença, da falta daquela fé, por meio da qual apenas, somos salvos'". Böhler diz: "Eu caminhei com o mais velho dos Wesleys, e perguntei a ele com respeito ao seu estado espiritual. Ele me disse que, algumas vezes, sentiu certeza de sua salvação; mas, algumas vezes, teve muitas dúvidas; e que ele poderia apenas dizer isto: 'Se o que existe na Bíblia for verdadeiro, então, eu estou salvo'. Nisto, eu falei com ele, muito abertamente, e sinceramente pedi para que fosse até a fonte generosa, e não frustrasse a eficácia da graça livre, através de sua descrença'. Imediatamente, ele diz, que passou por sua mente deixar de pregar, porque, como ele poderia pregar a outros, se não tem a fé em si mesmo!". Apelando a Böhler, ele recebeu por resposta: "De modo algum, faça isto: pregue a fé até que a tenha, e, então, porque você a tem, você pregará sobre ela". "Assim sendo, em 6 de Março, segunda-feira, eu comecei a pregar esta nova doutrina, embora minha alma retroceda na obra. A primeira pessoa a quem eu ofereci Salvação pela Fé apenas foi a um prisioneiro, sob sentença de morte. Seu nome era Clifford. Peter Böhler desejou, muitas vezes, falar com ele antes. Mas eu não poderia prevalecer sobre mim mesmo assim fazer; sendo ainda, como eu tenho sido há muitos anos, zeloso defensor da impossibilidade de um arrependimento nos últimos momentos". Esta é uma das horas críticas na vida de Wesley. Que revelação suas palavras contêm; ele nunca antes pregara salvação somente pela fé! Ele nunca antes acreditou que a salvação fosse assim obtida. Que luz existe aqui lançada junto aos seus esforços passados. Ele poderia agora dizer verdadeiramente: "A fé que eu necessito é esta". Böhler retornou para Londres, e Wesley partiu para visitar seu amigo Clayton, em Manchester, com o Sr. Kinchim, Membro do Corpus Christi, e o Sr. Fox, recém prisioneiro na prisão da cidade. Eles determinaram, decididamente, a não perder oportunidade de despertarem, instruírem, ou exortarem qualquer um que eles encontrassem em sua jornada; mas, negligenciando o dever deles em Birmingham, eles foram "reprovados por uma severa chuva de granizo". Durante a tarde, nas estalagens, onde permaneceram, eles mantiveram a oração familiar, com a leitura e exposição das Escrituras, com todos que estivessem desejosos de se juntarem a eles. Ao retornar para Oxford, ele se encontrou novamente com Peter Böhler, que agora se surpreendia, mais e mais, com os relatos que ele dava da santidade e felicidade, atendendo a fé viva. Ele, então, começou novamente a verificação do Testamento Grego, resolvido a continuar, através da lei e do testemunho, e confiante de que, por meio disto, ele seria ensinado, se esta doutrina era mesmo de Deus. Ele pregou em Whitham sobre "a nova criatura", e foi, à tarde, para a sociedade em Oxford, onde, como de costume em todas as sociedades, depois de usar uma coleta [oração que precede a Epístola] ou duas, e a Oração do Senhor, ele expôs um capítulo no Novo Testamento, concluindo com três ou quatro coletas mais, e um saldo. Em Castle, depois de ler as orações e pregar, ele e seu companheiro Kinchin oraram com um criminoso condenado; "primeiro nas diversas formas de oração, e, então, em tais palavras, como nos eram dadas naquela hora". "O prisioneiro ajoelhou-se com grande opressão e confusão, tendo nenhum descanso em seus ossos, em razão de seus pecados". Depois de um tempo, ele se levantou, e decididamente disse: "Eu estou agora, pronto para morrer. Eu sei que Cristo tirou fora os meus pecados, e não existe mais condenação em mim". A mesma alegria serena, ele mostrou, quando foi levado para a execução; e em seus últimos momentos, ele era o mesmo, desfrutando da perfeita paz, na confiança de que fora "aceito no amado". Isto prendeu a atenção de Wesley. Este foi um caso, com respeito a ele; um caso de súbita convicção do pecado, seguido pela convicção do perdão, e acompanhado, até mesmo, naquela hora solene, com a mais segura paz e alegria. Mas Wesley não poderia dizer, com o pobre criminoso por quem ele tinha orado: "Eu sei que Jesus Cristo tirou fora todos os meus pecados". Ele estava, no entanto, aproximando-se da hora feliz! Em outra sociedade, ele diz que seu coração estava tão cheio que ele não poderia confinar a si mesmo às formas de oração geralmente em uso; e resolveu no futuro orar, indiferentemente, com a forma ou sem, como parecesse adequado. Seis dias depois, na Páscoa, de 5 de Abril, ele pregou na capela do colégio, e novamente, à tarde, em Castle, e em Carfax; e escreveu: "Eu vejo a promessa, mas muito distante; e, julgando que fosse melhor para mim, esperar por seu cumprimento em silêncio e isolamento"; ele se retirou, a pedido de seu amigo Kinchin, para Dummer, em Hampshire. Mas, em poucos dias, ele foi convocado para Londres, onde encontrou Böhler novamente; e confessou que ele tinha agora nenhuma objeção para o que ele disse quanto à natureza da fé; que, nas palavras da Homilia, era "a segurança e confiança certa que um homem tem em Deus, de que, através dos méritos de Cristo, seus pecados são perdoados, e ele reconciliado para o favor de Deus". Mas, ele não poderia compreender o que fora dito, com respeito a obra instantânea. Pesquisando as Escrituras, no entanto, ele dificilmente encontrou, para seu completo espanto, algumas instâncias lá de outras do que as conversões instantâneas. Seu único refúgio agora era: "Assim foi nas primeiras épocas do Cristianismo, mas qual é a evidência de que Deus opera da mesma maneira agora?". Mas no dia seguinte, ele foi vencido pela evidência coincidente de diversas testemunhas vivas, que testificaram que Deus tinham assim forjado nelas, dando-lhes, no mesmo momento, tal fé no sangue de seu Filho, de maneira a transportá-las da escuridão para a luz; do pecado e temor, para a santidade e felicidade. O interessante relato seguinte desta ocorrência é dado por Böhler: -- "Eu levei quatro dos meus irmãos ingleses para John Wesley... para que eles pudessem relatar suas experiências a ele; como o Salvador, tão prontamente e tão poderosamente tem compaixão e aceita o pecador. Eles disseram, um após o outro, o que fora forjado neles; Wolff especialmente, em quem a mudança era completamente recente, falou muito calorosamente, poderosamente e na confiança de sua fé. John Wesley e aqueles que estavam com ele ficaram como que atingidos por um raio com essas narrações. Eu perguntei a John Wesley no que ele, então, acreditava. Ele disse que quatro exemplos não foram suficientes para provar a coisa. Para satisfazer suas objeções, eu respondi, que eu traria oito mais aqui em Londres. Depois de pouco tempo, ele se levantou, e disse: 'Nós cantaremos aquele hino: Hier egt mein Sinn sich vor dir nieder" [By C. F. Richter]: Minha alma se encontra prostrada diante de Ti; A Ti, a fonte dela, meu espírito voa; Minhas vontades eu pranteio, minhas algemas eu vejo: Ó, permita que Tua presença me liberte! "Durante o louvor da versão Moravia", Böhler continua: "Ele freqüentemente enxugava os olhos. Imediatamente depois, ele me levou sozinho para sua própria sala, e declarou, 'que ele estava agora satisfeito com o que eu disse sobre a fé, e que ele não faria mais perguntas a respeito dela; que ele agora estava claramente convencido da necessidade dela; mas como ele ajudaria a si mesmo, e como poderia obter tal fé? Ele era um homem que não havia pecado tão grosseiramente como as outras pessoas'. Eu respondi que já era pecado suficiente que ele não cresse no Salvador: ele não poderia desviar-se da porta do Salvador, até que Ele o ajudasse. Eu me senti muito pressionado a orar por ele; portanto, eu recorri ao nome do Salvador, para que tivesse compaixão deste pecador.... Mais tarde, ele me contou quais contradições ele havia encontrado, com respeito ao clero piedoso ao qual ele tinha pedido conselho, porque ele não teve, na ocasião apropriada, de dizer-lhes o que ele sabia, e o que ele ainda necessitava; mas ele não estava preocupado com isto. E ele me perguntou, ainda, o que ele poderia fazer naquele momento, quer ele dissesse a todas as pessoas seu presente estado ou não? Eu respondi que nisto eu não daria regra alguma; e que ele deveria fazer o que o Salvador havia ensinado a ele; e não deveria colocar a fé, como ela se encontra em Jesus, tão longe dele, mas crer que ela estaria cada vez mais perto; que o coração de Jesus ainda permanece aberto, e que Sua misericórdia em direção a ele é grande. Ele enxugou emocionado e asperamente as lágrimas, enquanto eu lhe falava sobre este assunto, e [insistia] que eu deveria orar por ele. O que eu posso dizer dele, é que ele é verdadeiramente um pobre pecador, e tem um coração contrito, e sedento em busca de uma melhor retidão do que aquela que ele já possuía". "À tarde, ele pregou de (I Cor. 1:23) 'Nós pregamos a Cristo crucificado', etc. Ele teve acima de quatro mil ouvintes, e falou sobre este assunto, até que a congregação ficasse atônita, porque ninguém tinha ouvido tais coisas dele. Suas primeiras palavras foram: 'Eu me considero, do meu próprio coração, não merecedor de pregar Jesus crucificado'". "Aqui", Wesley diz, "terminou minha contenda. Eu posso agora apenas clamar: Senhor, ajuda-me em minha descrença". Este foi para ele, um tempo de grande conflito espiritual. Ele estava passando através de um portão estreito. Desde seu intercurso com os Morávios, ele havia sido gradualmente conduzido a ver que ele tinha colocado muita confiança em sua atenção estrita aos desempenhos da religião. Em atribuir a esses seu lugar e proporção, apropriados, não há necessidade de diminuir a importância deles. O perigo de Wesley estava nos exageros deles. Um aspecto surpreendente de sua instrução até aqui, tinha sido a redução de sua inteira conduta à regra; de maneira que as horas individuais do dia, e mesmo as porções separadas da mesma hora, tinham sua tarefa distribuída. Em seu diário de bolso, mantido com a maior precisão por muitos anos, a ocupação, até mesmo dos minutos, é registrada. Toda a sua conduta, suas palavras, seus próprios pensamentos, estavam sob controle, e eram regulados pelas leis, que ele observava estritamente, e todo afastamento que lhe trouxesse dor. Nunca um homem foi mais resoluto neste processo de autocontrole e autodisciplina. Ele se acostumara, há muito tempo, às freqüentes interrogações quanto à sua fidelidade. Questões precisas eram esboçadas e fielmente propostas em tempos determinados, cujos exemplos têm sido dados. Ele foi o mais rígido "Metodista", mesmo antes deste nome, como um estigma, ter sido ligado a ele. Ele não esteve sem luz e conforto, mas foi gradualmente sendo conduzido a ver, que ele estava muito longe da luz perfeita e do descanso do evangelho. Esta luz, no entanto, estava rompendo sobre ele. Quer possa ser dito que ele era ou não um cristão verdadeiro, é, em grande parte, uma questão de definição. Quanto está incluído em ser um cristão? Ele tinha fé, mas ela não era a fé perfeita. Ele não tinha a fé que trazia segurança. Ele era um bom homem. Ele era, em muitos aspectos, um verdadeiro santo, um padrão para os crentes; mas, por outro lado, ele não tinha ainda alcançado. Ele estava na luz, mas não era o dia perfeito. Ele tinha descanso, mas ele era duvidoso, inseguro. Havia, mais além, um estágio mais feliz. "Eu quero aquela fé que ninguém pode ter, sem saber que a tem. Porque, quem quer que a tenha está liberto do medo, tendo paz com Deus, através de Cristo, e regozijando-se na esperança da glória de Deus. E ele está livre da dúvida, tendo o amor de Deus, espalhado em seu coração". Como poderia ser explicado que Wesley, depois de tantos anos de busca sincera, falhasse em encontrar a salvação evangélica? Ele estava no ministério, há mais de doze anos. Ele era diligente no cumprimento de cada dever; ele se apressou e orou e deu donativos; ele atendeu com cuidado escrupuloso todos os meios da graça, incluindo o atendimento freqüente à mesa do Senhor; ele trabalhou assiduamente, mesmo no extremo de suas forças, para o bem-estar de outros. Ainda assim, ele não havia encontrado a paz do evangelho? Como pode ser isto? Sua própria resposta não seria, "Israel que seguiu em busca da lei da retidão, não atingiu esta lei. Por que? Porque não a buscavam pela fé, mas como que pelas obras da lei". (Romanos 9:31-32). Ele agora estava persuadido de que esta fé é dom de Deus, e que Deus certamente concede a toda alma que sinceramente e de maneira perseverante a busca; e ele decidiu, pela graça de Deus, buscá-la até o fim. (1) "Pela absoluta renuncia de toda dependência, no todo, ou em parte de minhas próprias obras ou retidão, no qual eu tenho realmente alicerçado minha esperança de salvação, embora eu não soubesse disto, desde minha juventude". (Quão verdadeiro! Esta confissão é extremamente emocionante). (2) "Ao adicionar para o contínuo uso de todos os outros meios da graça, uma oração contínua por esta mesma coisa, a graça justificadora, e salvadora; uma completa confiança no sangue de Cristo, espalhado por mim; uma confiança Nele, como meu Cristo, como minha única justificação, santificação, e redenção". É necessário dar atenção cuidadosa a esses detalhes na luta espiritual de Wesley, porque sem prestar atenção a eles, nem ele, nem sua obra futura, pode ser entendida. Depois de um tempo, ele olhou para trás, como seus seguidores fazem agora, para uma hora suprema e crítica de sua vida; uma hora para a qual, anos de treinamento o prepararam; uma hora, investida com uma significância em sua história religiosa, que seria tolice ignorar, e quase tanta tolice, depreciar. O período agora sob consideração é uma parte integral e importante da preparação para esta hora. Falsidade havia sido ensinada, e pela eficiência, se modestos professores. Em muitos assuntos, ele não precisava de tutor, ele mesmo poderia ensinar. Mas, aqui, ele era um aprendiz. Quão freqüentemente, um filho do reino leva o buscador adulto para seus portões! Ele novamente hesitou ensinar, mas foi instruído a não esconder na terra, o talento que Deus dera a ele. Conseqüentemente, ele falou clara e completamente em Blendon, para a família do Sr. Delamotte, sobre a natureza e fruto da fé. O Sr. Broughton, e seu irmão estavam lá. O primeiro objetou: "Ele, que não fez e nem sofreu tais coisas, nunca poderia pensar que eu não tenho fé". Em anos seguintes, Wesley acrescentou: "Ele tinha razão. Eu certamente tinha a fé de um servo, embora não a fé de um filho". Seu irmão estava muito irado, e disse a ele que ele não sabia que dano ele havia causado por falar assim, e Wesley acrescenta: "E, de fato, agradou a Deus, então, acender um fogo que eu confio, nunca será extinto!". Ele foi novamente estimulado por Böhler a não interromper a graça de Deus. Em Gerrard's Cross, ele declarou plenamente a fé como ela está em Jesus; como fez no dia seguinte para um jovem que ele alcançou na estrada, e à tarde, para seus amigos em Oxford. Em um ou dois dias, mais tarde, ele foi muito confirmado na verdade, pelas experiências de dois de seus colegas, que testemunharam que Deus pode, se Ele não faz sempre, fornecer aquela fé, por meio da qual, vem a salvação imediata, como um raio que cai do céu. Apressando-se para Londres, por conta do relato da saúde de seu irmão, ele o encontrou melhor do que ele esperava; mas fortemente avesso ao que ele chamou de "A Nova Fé". Wesley escreve em "1º. de Maio [1738], nossa pequena sociedade teve início, o que mais tarde se encontrou em Fetter Lane". Usualmente se supôs que eles se encontraram em Neville's Court, em uma capela sombria, provavelmente erguida nos dias de Charles II. Esta foi a primeira casa Metodista em Londres, e em redor dela, muitos incidentes ligados com os primeiros agrupamentos do Metodismo. Foi neste lugar que o Lorde e Lady Huntingdon atenderam, pela primeira vez, os encontros da sociedade; e Sir John Phillips e Sir John Thorold foram despertados aqui, e se tornaram membros da Sociedade de Fetter Lane. A pequena sociedade nomeada por Wesley, erroneamente foi chamada de Sociedade Moravia. É verdade que suas regras foram esboçadas em harmonia com o conselho de Peter Böhler. Mas Wesley já tinha tido experiência na formação de sociedades. Foi a Sociedade da Igreja da Inglaterra; uma acrescentada a muitas sociedades religiosas, então, existentes em Londres e espalhadas em todos os lugares. Isto continuou assim, até que um professor Morávio, Molther, espalhou suas peculiares idéias, em meio aos membros, assim conduzindo Wesley a uma separação dele, para a qual futura referência será feita. Whitefield, um ano depois da data acima, registra em seu Diário: 1. "Domingo – 20 de Maio: Eu fui com nosso irmão da Sociedade Fetter Lane para a Igreja de St. Paul, e recebemos as faltas santas, um do outro, e oramos um pelo outro, para que pudéssemos ser curados". 2. "Que todas as pessoas, assim reunidas, sejam divididas em diversos grupos, ou pequenas companhias; nenhuma delas consistindo de menos do que cinco, ou mais de dez pessoas". 3. "Que cada um fale tão francamente, claramente e concisamente, quanto ele puder, do real estado de seu coração, com suas diversas tentações e livramentos, desde o último encontro". 4. "Que todas as bands tenham uma conferência, todas as quartas-feiras, às oito horas, começando e terminando com louvor e oração". 5. "Que todos que desejam ser admitidos nesta sociedade sejam questionados quanto às suas razões para desejarem isto. Você será inteiramente franco, usando de nenhum tipo de reserva? Você tem alguma objeção quanto a alguma de nossas ordenanças?". (O que pode, então, ser lido). 6. "Que, quando algum novo membro é proposto, cada um presente, fale claramente e livremente, qualquer objeção que tenha contra ele". 7. "Que aqueles contra os quais nenhuma objeção razoável aparece façam parte, por um período de experiência, de uma ou mais bands distintas, e algumas pessoas concordem em assistir a eles". 8. "Que depois de dois meses de experimentação, se nenhuma objeção, então, surgir, eles podem ser admitidos na sociedade". 9. "Que a cada quatro sábados, seja observado, como um dia de intercessão geral". 10. "Que no sábado, sete noites seguintes, seja a festa do amor geral, das sete às dez da noite". 11. "Que nenhum membro em específico seja admitido para agir em alguma coisa contrário a alguma ordem da sociedade; e que, se algumas pessoas, depois de serem admoestadas, três vezes, não se adequarem a ela, eles não mais serão considerados como membros. O Sacramento, como um testemunho fiel à Igreja da Inglaterra". Três semanas depois, Charles Wesley escreveu: "Irmão Hall propôs expulsar Shaw e Wolf. Nós consentimos que seus nomes sejam apagados de nosso livro da Sociedade, porque eles não se admitiram membros da Igreja da Inglaterra". Este é um fato interessante que Wesley assinala da formação desta sociedade, como o começo do atual Metodismo. Em sua Breve História do Povo Chamado Metodista, ele diz: "Em 1º. de Março de 1738, segunda-feira, nossa pequena sociedade começou em Londres. Mas pode-se observar que o primeiro surgimento do Metodismo, assim chamado, foi em Novembro de 1729, quando quatro de nós se encontrou em Oxford; o segundo foi em Savannah, em Abril, de 1736, quando vinte e três pessoas se encontraram em minha casa; o último foi em Londres, neste dia, quando quarenta ou cinqüenta de nós concordou em se encontrar toda quarta-feira à tarde, com o objetivo de uma conversa livre, que começou e terminou com louvor e oração. Em todos os nossos passos, nós fomos grandemente assistidos pelo conselho e exortações de Peter Böhler, um excelente jovem, pertencente à sociedade comumente chamada de Moravia". Referência futura será feita a esta sociedade. Em 3 de Maio, Peter Böhler teve uma longa conversa com Charles Wesley, quando John diz: "Agradou a Deus abrir seus olhos, de modo que ele também viu claramente qual era a natureza daquela fé verdadeira, viva, por meio da qual somente, através da graça, somos salvos". No dia seguinte, Böhler deixou Londres para Carolina, e Wesley escreve: "Ó, que obra Deus começou, desde que vim para a Inglaterra! Tal como nunca chegará ao fim, até que o céu e terra passem". Pregando "salvação livre, pela fé no sangue de Cristo", em diversas igrejas em Londres, Wesley é informado, por quase todas elas que ele não pode mais pregar lá. Ele registra que o Rev. G. Stonehouse, Vigário de Islington, foi convencido da verdade como ela está em Jesus. Por alguns dias, ele esteve triste e muito oprimido, incapaz de ler ou meditar, cantar ou orar, ou fazer alguma coisa; mas foi de certa forma restaurado, por uma carta terna e afetuosa de seu amigo Böhler, pedindo que não demore a crer em "seu Jesus Cristo; declarando quão grande, quão inexprimível; quão inesgotável é Seu amor. Certamente, Ele está agora pronto a ajudar; e nada pode ofender a Ele, a não ser nossa descrença". Na segunda-feira, 19 de Maio, Wesley faz a seguinte entrada em seu Diário: "Meu irmão teve um segundo ataque de sua pleurisia. Alguns de nós passamos o sábado a noite em oração. No dia seguinte, Domingo de Pentecostes, depois de ouvir Dr. Heylin pregar um sermão verdadeiramente cristão (sobre: Eles todos foram preenchidos com o Espírito Santo; 'e assim', diz ele, 'todos vocês podem ser, se não for por sua própria falta'), e assistindo a ele na Comunhão Santa (porque seu pároco auxiliar estava doente na igreja, eu recebi as surpreendentes notícias de que meu irmão tinha encontrado descanso para sua alma. Suas forças corpóreas também retornaram daquele momento. Quem é tão grande Deus, como nosso Deus?". Sua opressão e tristeza de coração retornaram, e ele irrompe nas seguintes palavras emocionadas em uma carta para um amigo: -- "Eu sinto o que você diz (embora não o suficiente); porque eu estou sob a mesma condenação. Eu vejo que toda a lei de Deus é santa, justa, e boa. Eu sei que todo pensamento, todo temperamento de minha alma deve carregar a imagem e endereço de Deus. Mas como eu estou caído da glória de Deus! Eu sinto que eu estou vendido, sob o pecado. Eu sei que eu também mereço coisa alguma, mas a ira, sendo cheio de todas as abominações; e tendo nenhuma coisa boa em mim, para expiar por elas, ou remover a ira de Deus. Todas as minhas obras, toda a minha retidão, precisa de uma expiação para si mesmas. Assim é que minha boca está fechada. Eu tenho nada a reivindicar. Deus é santo. Eu sou impuro. Deus é um fogo ardente; eu sou um complete pecado, adequado para ser destruído". "Ainda assim, eu ouvi uma voz (e não é a voz de Deus?) dizendo, Crê e tu serás salvo. Aquele que crê passa da morte para a vida. Deus assim amou o mundo, que deu Seu Unigênito para que aquele que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna". "Ó, que ninguém nos decepcione com palavras vãs, como se nós já tivéssemos obtido esta fé. Pelos frutos saberemos. Nós já sentimos paz com Deus, e alegria no Espírito Santo? O Espírito Dele testemunha com nosso espírito que somos filhos de Deus? Ai de mim! Com o meu, Ele não testemunha!". Essas estavam em meio às suas últimas palavras, antes que a memorável mudança tomasse lugar. Elas mostram mais claramente, que havia um passo definitivo que ele ainda não tomara, embora desejasse; um estado que ele não entrara, apesar de seu extremo desejo de entrar. Mas o portão está aberto para admiti-lo naquele reino de paz e alegria; e seu pé estava levantado para dar o passo final e entrar. É certo que ele, em suas próprias palavras declararia o que aconteceu naquela momentosa quarta-feira, 24 de Maio de 1738. Depois de rever sua vida, desde os seus dez anos, ele escreve: - "Eu penso que era por volta das cinco da manhã, quando eu abri meu Testamento nessas palavras( (II Pedro 1(4) 'Pelas quais ele nos tem dado grandessíssimas e preciosas promessas, para que, por elas, fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que, pela concupiscência, há no mundo'. Assim que fechei o livro, eu o abri novamente nessas palavras: (Marcos 12:34) 'E, Jesus, vendo que havia respondido sabiamente, disse-lhe· Não estás longe do Reio de Deus. E já ninguém ousava perguntar-lhe mais nada"'. "À tarde, pediram-me que fosse para a igreja de St. Paul. O hino era( 'Fora do abismo, eu tenho chamado por Ti, Ó, Senhor. Senhor, ouça minha voz. Oh! Deixe teus ouvidos considerarem boa a voz da minha queixa. Se, Tu, Senhor, fores rigoroso para marcar o que é feito de errado, Ó, Senhor, quem poderá agüentar isso? Porque há misericórdia em Ti( por esta razão, Tu deves ser temido. Ó, Israel, confie no Senhor, porque com o Senhor há misericórdia, e, com Ele redenção plena. E Ele também deverá redimir Israel de todos os seus pecados'”. "À noite, eu fui, muito de má vontade, até uma Sociedade, na rua de Aldersgate, onde alguém estava lendo Lutero - prefácio à Epístola aos Romanos. Por volta de quinze para as nove horas, enquanto ele estava descrevendo as mudanças que Deus opera no coração, pela fé em Cristo, eu senti meu coração estranhamente aquecido. Eu senti que eu confiei em Cristo — Cristo apenas, para a salvação; e uma garantia me foi dada de que Ele tinha tomado meus pecados, até mesmo os meus, e tinha me salvo da lei de pecado e morte". "Eu comecei a orar com todas as minhas forças, por aqueles que tiveram, de uma maneira mais especial, rancorosamente, me usado e perseguido. Então, testemunhei, abertamente, a todos, isso que eu agora, pela primeira vez, sentia em meu coração. Mas não muito tempo antes do inimigo ter sugerido( 'Isto não pode ser fé; pois, onde está a tua alegria?'. Então, eu fui ensinado que aquela paz e vitória, sobre o pecado, eram essenciais para a fé, no Capitão de nossa salvação( mas, como transporte da alegria, que usualmente assiste o começo dela, especialmente, naqueles que têm lamentado profundamente, Deus, algumas vezes, as retém, de acordo com as deliberações de Sua própria vontade". "Depois de retornar para casa, fui esbofeteado por muitas tentações, mas eu clamei, e elas fugiram. Elas retornaram novamente e novamente. Eu, como, freqüentemente, erguia meus olhos, e Ele 'me enviava ajuda do seu santo lugar'. E, nisto, eu descobri no que consistia, principalmente, a diferença entre essa e a minha condição anterior. Eu estava me esforçando. Sim, lutando com todas as minhas forças, debaixo da lei, tanto quanto debaixo da graça. Entretanto, se eu era algumas vezes, se não freqüentemente, conquistado, agora, eu sou sempre um conquistador". Na quinta-feira, 25 de Maio, ele escreve: "No momento em que despertei, 'Jesus, Mestre', estava em meu coração, e em minha boca; e, eu encontrei minhas forças, mantendo meus olhos fixados Nele, e minha alma atendendo continuamente a Ele. Estando, novamente, em St. Paul, pela tarde, eu pude provar a palavra boa de Deus, no hino que começou( 'Minha canção será sempre sobre a amorosa-generosidade do Senhor: com minha boca, eu estarei mostrando, sempre adiante, Tua verdade, de uma geração a outra'. Contudo, o inimigo injetou-me um medo: 'Se tu acreditas, por que não há uma mudança mais significativa?'. Eu respondi (contudo, não eu): 'Que eu não sei! Mas, que tudo que sei, é que eu agora tenho paz com Deus. E não mais peco hoje, e Jesus, meu Mestre, me proibiu de me preocupar com o amanhã'”. "Minha alma continua em paz, mas ainda pesada, por causa das múltiplas tentações. Eu perguntei ao Sr. Toeltschig, um Morávio, o que fazer. Ele me disse que eu deveria não lutar contra elas, como eu tinha feito antes, mas, para escapar delas, no momento, em que aparecem, e encontrar refúgio nas machucaduras de Jesus. O mesmo eu aprendi também da antífona vespertina que foi: 'Minha alva verdadeiramente espera ainda junto a Deus; porque Dele vem minha salvação; Ele é minha defesa; de maneira que eu não cairei.Ó, coloquem sua confiança Nele sempre; derramem seus corações diante Dele; porque Deus é nossa esperança'". Por alguns dias, ele caminhou como uma criancinha, com tremor, e com dúvidas e medos, e tentações súbitas o atacando; nem ele estava livre da oposição externa. Ele encontrou um refúgio na oração sincera; na diligente leitura das Escrituras, e na ativa obra cristã. Durante este tempo, ele observou estritamente os estados variados da mente, através do que ele estava passando. Ele escreve em 27 de Maio: "Acredito que uma razão para minha falta de alegria seja a falta de tempo para orar, eu resolvi não realizar tarefa alguma, até que eu fosse para a Igreja, de manhã, mas continuar derramando meu coração diante de Deus. E este dia, meu espírito foi ampliado. De maneira que, embora eu fosse agora assaltado por muitas tentações, eu era mais do que vencedor, ganhando mais poder, por meio disto, para confiar e regozijar-me em Deus, meu Salvador". 28 de Maio: "Eu caminhei em paz, mas não em alegria. No mesmo plano, estado silencioso, eu estava ainda à tarde, quando fui atacado asperamente por uma larga companhia [na casa do Sr. Hutton], como um Fanático, um Sedutor, e um Anunciador de novas Doutrinas. Através da bênção de Deus, eu não fiquei irado, mas, depois de uma resposta tranqüila e breve fui embora; mesmo que não com tão terna preocupação, como seria devida àqueles que estivessem buscando a morte no erro da vida deles". Os escritores críticos da vida de Wesley têm quase que totalmente omitido o significado do evento, que ele havia justamente revisto; mas não escapou do sutil discernimento de Lecky, que escreve: "Dificilmente é um exagero dizer que a cena que toma lugar naquele humilde encontro na Rua Aldersgate forma uma época na História Inglesa. A convicção que, então, surge junto a um dos mais poderosos e mais ativos intelectos na Inglaterra é a fonte verdadeira do Metodismo Inglês". Charles Wesley, como seu irmão, há muito vinha buscando sinceramente por "redenção". Ele estava nesta época, seriamente doente, e estava residindo temporariamente com o Sr. Bray, a quem ele descreve como "um pobre mecânico ignorante, que sabe nada, a não ser Cristo". Bray era um feliz crente, um Morávio, com quem Charles Wesley tornou-se intimamente unido. A respeito dele, escreveu: "O Sr. Bray deve suprir o lugar de Böhler. Nós pregamos juntos em prol da fé. Eu quase fui subjugado e derreti em lágrimas". Parece que um espírito de inquisição sobre o assunto da religião foi, nesta época, extensivamente estimulado em Londres, parcialmente pela recente pregação de Whitefield, parcialmente pelos trabalhos pessoais de Peter Böhler, que ultimamente deixara Londres, e, parcialmente pela pregação de John Wesley, que foi admitido em diversos púlpitos de Londres, e seguido por imensa multidão. Em 17 de Maio, Charles escreve: "Hoje, eu vi, pela primeira vez, Lutero sobre os Gálatas. Nós começamos, e o achamos esplendidamente cheio de fé. Eu me maravilhei que estivéssemos tão logo, e tão inteiramente afastados dele que nos chamou para a graça de Cristo, junto a outro Evangelho. Quem acreditaria que nossa igreja tinha sido fundada sobre este importante artigo da justificação pela fé somente? ... Eu passei algumas horas esta tarde, em privativo com Martinho Lutero, que foi grandemente abençoado, especialmente em sua conclusão do segundo capítulo. Eu trabalhei, esperei, e orei para sentir, 'quem me amou e deu a si mesmo por mim'". "Quando a natureza, quase exausta, forçou-me a ir para a cama, eu abri o livro em: 'Porque Ele terminará sua obra sobre a terra, e a abreviará na retidão'. Depois desta confortável segurança de que ele viria e não tardaria, eu dormi em paz... Por volta da meia-noite, eu estava acordado, pelo retorno da minha pleurisia. Eu senti grande dor, e dificuldade em meu coração; mas encontrei imediato alívio em sangrar. Eu conversei com o Sr. Bray: embora eu mesmo desejasse morrer no momento seguinte, se eu pudesse acreditar nisto: mas eu estava certo de que eu não morreria, até que eu cresse. Eu sinceramente desejei isto... às cindo horas da manhã, a dor e dificuldade em respirar retornaram. O cirurgião foi chamado; mas adormeci, antes que ele pudesse me sangrar pela segunda vez". "Eu recebi o Sacramento, mas não Cristo. A Sra. Turner veio me ver, e me disse que eu não me levantaria da cama, até que eu cresse. Eu acreditei no que ela disse, e perguntei: 'Deus, então, concedeu fé a você?'. 'Sim, Ele me concedeu'. 'Você tem paz com Deus?'. 'Sim, perfeita paz'. 'E você ama a Cristo, acima de todas as coisas?'. 'Eu amo, acima de todas as coisas, incomparavelmente'. 'Então, você está desejosa de morrer?'. 'Eu estou, e ficaria feliz de morrer, neste momento; porque eu sei que meus pecados estão apagados; a escrita que havia contra mim foi tirada fora do caminho, e pregada na cruz. Ele me salvou com a Sua morte; Ele me lavou com Seu sangue; Ele me ocultou com Suas feridas. Eu tenho paz Nele, e me regozijo com alegria inexplicável e cheia de glória'. A resposta dela era tão completa a essas e a maioria das perguntas, que eu poderia fazer, que eu não tive dúvida que ela recebeu a redenção: e a esperei para mim esmo com uma esperança mais segura. Sentindo uma antecipação da alegria, por conta do relato dela, e agradecendo a Cristo como eu pude, eu busquei por Ele a noite toda, com orações e sinais, e desejos incessantes". O freqüente retorno de sua pleurisia, e seu estado muito debilitado, pareceu ter alarmado seus amigos, que começaram a ficar apreensivos de que seu fim estava próximo. Seu irmão, portanto, e alguns outros, se encontraram no sábado à tarde, e passaram a noite em oração. No dia seguinte era Domingo de Pentecostes. Ele diz: "Eu acordei, na esperança e expectativa da vinda Dele. Às nove horas, meu irmão e alguns amigos vieram, e cantaram um hino para o Espírito Santo. Meu conforto e esperança foram, deste modo, aumentados. Por volta de meia hora, eles saíram. Eu me dirigi em oração: a essência, como segue: O, Jesus, Tu dizes: Eu irei até você. Tu dizes: Eu enviarei o Confortador até você. Tu dizes: Meu Pai e eu viremos até você, e faremos nossa morada em você. Tu és Deus, que não podes mentir. Eu confio totalmente em tua promessa verdadeira. Execute isto a Teu tempo e modo". Depois de dizer isto, ele se apaziguou e adormeceu, em quietude e paz, quando ouviu alguém que tinha entrado na sala, dizer: "Em nome de Jesus de Nazaré, levanta e crê, e tu serás curado de todas as tuas enfermidades". As palavras o golpearam no coração. Ele suspirou e disse dentro de si mesmo: "Ó, só Cristo falaria assim". Num instante, ao perguntar quem falara as palavras que tanto o afetaram, ele diz: "Eu senti, naquele momento, uma estranha palpitação no coração, e disse, ainda que temeroso de dizer: 'Eu creio, eu creio!'". Bray leu para ele as palavras: 'Abençoado é o homem cuja transgressão é perdoada, cujo pecado é oculto. Abençoado é o homem junto a quem o Senhor não imputou iniqüidade, e em cujo espírito não existe culpa'. "Eu ainda senti", ele diz, "uma violenta oposição e relutância em crer; ainda assim, o Espírito de Deus lutou com o meu, e o espírito diabólico, até que, aos poucos, ele afugentou as trevas da minha descrença. Eu me encontrei convencido; eu não sei como, nem quando; e imediatamente cai em oração". Ele, mais tarde, acrescenta: "Eu agora me encontrava em paz com Deus, e regozijado na esperança do Cristo amoroso. Meu temperamento, para o restante do dia, foi desconfiar da minha própria grandeza, mas diante da fraqueza desconhecida, eu vi que, através da fé, eu resisti; e o contínuo suporte da fé, me protegeu de cair, embora de mim mesmo, eu esteja sempre sucumbindo no pecado. Eu fui para a cama, ainda consciente de minha própria fraqueza (eu humildemente espero ser mais e mais assim), ainda assim, confiante da proteção de Cristo". Este foi o 'Dia de Pentecostes' de Charles. Na quarta-feira seguinte, confinado em seu quarto, ele passou o dia de uma maneira devota e piedosa. "Às oito horas", diz ele, "eu orei por amor, com algum sentimento, e segurança de sentir mais. Já perto das dez horas, meu irmão foi trazido em triunfo, por um grupo de nossos amigos, e declarou: 'Eu creio!'. Nós cantamos o hino com grande alegria, e partimos com oração. À meia-noite, eu me entreguei a Cristo, certo de que eu estava a salvo, dormindo ou acordado!". O hino que eles cantaram naquele tempo foi, com toda probabilidade, o que ele havia composto dois dias antes, quando ele pôde, pela primeira vez, clamar: "Eu creio! Eu creio!". Ele aparece no Livro de Hinos Metodista (no original havia oito versos):- Por onde minha alma maravilhada deveria começar? Como deverei todo o céu ansiar? Um escravo remido da morte e pecado Um tição arrancado do fogo eterno, Como poderei levantar triunfos iguais, Ou cantar o louvor do meu grande Libertador? Ó, como eu deverei dizer ao meu Senhor, Pai, o que Tu tens me mostrado? Que eu sou um filho da ira e inferno, Eu deveria ser chamado de filho de Deus, Deveria saber, deveria sentir meus pecados perdoados, Abençoado com esta antecipação do céu! Eu poderia desprezar o amor do meu Pai? Ou, de maneira aviltante, temer possuir os dons Dele? Desatento da prova de Seus favores? Eu deveria evitar a cruz sagrada? Recusar Sua retidão, conceder, Ocultando-a, dentro de meu coração? Homens réprobos, a você eu chamo, Prostitutas, e publicanos, e ladrões, Ele estende seus braços para abraçá-los todos; Pecadores somente a graça Dele recebe: Nenhuma necessidade Dele, o justo tem; Ele veio para buscar e salvar o perdido. Venha, ó, meu irmão culpado, venha, Gemendo debaixo do fardo de seu pecado! O coração sangrando Dele lhe hospedará, Seu lado aberto o levará para dentro; Ele chama você agora, convida-o para sua casa? Venha, ó, meu irmão, venha! O seguinte é tomado de um número de versos evidentemente endereçado a John, intitulado: Congratulação a um Amigo por Crer em Cristo Abençoado seja o nome que te libertou. O nome, que salvação certa, traz! O Sol da Retidão sobre ti Surgiu com cura em Suas asas. E para longe, levou a aflição e o suspiro; Jesus morreu por ti – por ti! Ele agora vai desistir do que é Dele? Ou perder a compra de Seu sangue? Não; porque Ele olha com pena para baixo. Ele zela por ti, para o bem: Olha gracioso para ti, do alto, E guarda e alimenta a ti com Seu amor. Visto que foste precioso aos olhos Dele, Quão sublime favor tu tens tido! Erguido pela fé, para a altura da glória, Teus olhos têm visto o Deus Salvador; Teu coração tem sentido teus pecados perdoados, E testado o céu antecipado. Ainda, possa o amor Dele ser tua fortaleza, E ainda fazer de você, Sua diligência cuidadosa, Colocar, Confirmar, e te Estabelecer, Nas asas da águia teu espírito carregar; Preencher-te com céu, e sempre derramar Suas bênçãos especiais em tua cabeça. Assim, possa Ele confortar a ti, aqui embaixo; Assim, possa Ele toda a sua graça dar: A Ele, em parte, tu podes aqui conhecer; Ainda assim, aqui, através da fé, submeter-se a viver; Ajuda-me a defender minha passagem, Nem se apodere do céu, até que eu também possa. Ou, se o decreto do sábio soberano O numerar primeiro em meio aos abençoados (O único bem que eu cobiço de ti); Transportado para um descanso antecipado, Próximo, em tuas últimas horas, que eu possa Instruir, e aprender de ti, a morrer. Agora, esses três homens, John Wesley, Charles Wesley, e George Whitefield são trazidos juntos para um plano de experiência religiosa. Cada um deles havia se submetido a severa disciplina espiritual. Eles tinham, cada um, como tem sido mostrado, compartilhado da bem-aventurança daquele que crê; tinham alcançado a justificação pela fé, e provado que eles não poderiam ser justificados por nenhum outro meio. Eles eram únicos nos limites de uma afeição familiar, constrangidos como irmãos e colaboradores, e ajudadores, na grande obra deles, e já que eles criam, designada por Deus. Eles têm um evangelho – os evangelhos para os pobres, miseráveis e pecadores homens e mulheres; em cujo evangelho, eles tinham fé, aquela fé maior que está baseada na experiência pessoal deles de seu poder. Eles eram únicos no reconhecimento do pecado humano, e da redenção humana, através de Jesus Cristo; no reconhecimento da obra suprema do Espírito Santo, da absoluta autoridade das Santas Escrituras, e da pregação, como o instrumento divinamente ordenado da conversão humana. Eles eram únicos em sua submissão a uma paixão dominante de amor pelas almas dos homens, e da prontidão para usar e ser usado por eles. Eles permaneceram juntos, como os três grandes líderes, no glorioso avivamento da religião espiritual que tomou lugar no século dezoito. A divergência, mais tarde, levantou-se da sepultura, mas questões subordinadas de eleição e predestinação. Mas isto conduziu a adaptação deles para falar a duas classes de pessoas, em uma Igreja Protestante dividida, de maneira que poderia ser dito: "Ele que forjou junto a Pedro o apostolado da circuncisão forja-me também junto aos gentios". Isto Wesley logo discerniu. Ele escreveu para seu amigo:- "9 de Agosto de 1740" "Eu agradeço a você, pela sua carta de 24 de Maio. O caso está completamente claro. Existem fanáticos, ambos pela predestinação, e contra ela. Deus envia uma mensagem para aqueles de ambos os lados. Mas ninguém a receberá, exceto de alguém de sua própria opinião. Portanto, por um tempo, você é forçado a ser de uma opinião, e eu de outra. Mas quando o tempo Dele chegar, Deus fará o que o homem não pode – ou seja, nos fazer ambos de uma mesma opinião. Então, a perseguição falhará, e será visto se nós consideramos nossas vidas queridas junto a nós mesmos, de maneira que possamos terminar nosso curso com alegria". "Eu sou, meu mais querido irmão, sempre seu", J.Wesley Wesley se encontrava ainda em um estado inseguro de mente, alternadamente, exaltado e depressivo. Suas suscetibilidade a cada mudança de vento da influência exterior era quase uma fraqueza. Dificilmente é de se admirar, considerando sua fragilidade corpórea, o resultado de suas muitas austeridades, e a severa e quase contínua tensão mental que ele suportou por algum tempo. Em 4 de Junho, ele escreveu: "Foi de fato um dia de festa. Porque, desde o tempo de meu levantar, até uma da tarde, eu estive orando, lendo as Escrituras, cantando, ou chamando os pecados ao arrependimento. Todos esses dias, eu dificilmente me lembro de ter aberto o Testamento, a não são em algumas grandes e preciosas promessas. E eu vi mais do que nunca que o Evangelho é, na verdade, uma grande promessa do começo ao fim". Em 6 de Junho, ele diz: "Eu tive ainda mais conforto e paz e alegria: na qual eu temi que eu começasse a conjecturar. Porque, à tarde, eu recebi uma carta de Oxford, que me atirou em muita perplexidade. Estava afirmado nela 'que nenhuma dúvida consistiria com o menos grau de fé verdadeira; que, quem quer que, em qualquer tempo, sinta alguma dúvida ou temor, não estava fraco na fé, mas não tinha fé, afinal: e que ninguém teria alguma fé, até que o Espírito da vida o tornasse totalmente livro da lei do pecado e da morte". "Pedindo a Deus que me dirigisse, eu abri meu Testamento em I Cor. 3:1 etc., onde Paulo fala daqueles a quem ele denomina bebês em Cristo, que não eram capazes de suportar um alimento mais forte, em um sentido carnal; a quem, não obstante, ele diz: vocês são a construção de Deus; vocês são o templo de Deus. Certamente, então, esses homens tinham algum grau de fé; embora esteja claro que a fé deles era fraca". "Depois de passar algumas horas nas Escrituras e oração, eu me senti muito confortado. Ainda assim, eu senti uma espécie de sensibilidade em meu coração, de maneira que eu me encontrei preocupado porque não estava completamente curado. Ó, Deus, salva-me, e tudo que está fraco na fé, das disputas duvidosas". Ele agora determinou cumprir um propósito que ele tinha nutrido na Geórgia, de retirar-se para Hernhut, por um tempo. O momento pareceu propicio: – sua "mente fraca não suportaria ser dividida em partes". E ele esperava conversar com aqueles que eram as testemunhas vivas do completo poder da fé, e ainda que capazes de testemunhar com o fraco, seriam um meio, pela bênção divina, de estabelecê-lo na fé e força espiritual. Despedindo-se de sua mãe, em Salisbury, ele passou por Oxford, onde pregou um sermão sobre a "Salvação pela Fé", falando com notável clareza e precisão, sobre a fé, através da qual somos salvos, e sobre a Salvação, que é através da fé; e aproveitando a oportunidade para responder às objeções da doutrina, especialmente, aquela de que pregar Salvação ou Justificação pela Fé apenas, é pregar contra a santidade e boas obras. O sermão foi, mais tarde, impresso, e passou por muitas edições. Ele se situa, onde tal sermão deveria, no começo de sua própria coleção de obras publicadas. Ele foi a primeira publicação feita por ele, depois de sua "conversão". Em 13 de Junho, em companhia de seu amigo Ingham, ele partiu, permanecendo três meses na Alemanha, e retornando para a Inglaterra na noite do sábado, 16 de Setembro. Ele fez minuciosas observações da aparência da cidade e dos hábitos e costumes do povo, anotando com cuidado o estado religioso daqueles com os quais ele conversou, o que o levou a registrar: "E eu encontrei continuamente aqui com o que eu busquei, a saber, viver as provas do poder da fé. Pessoas que foram salvas do pecado interior, assim como exterior, através do amor de Deus espalhado em seus corações; e de todas as dúvidas e temores, pelo testemunho interior do Espírito Santo dado a elas". Ele visitou o Conde Zinzendorf, em Marienborn, e conversou largamente com ele, e, mais tarde, com os principais oficiais da Igreja em Herrnhut, cujo lugar ele alcançou em 1º. de Agosto. Ele fornece com alguma minúcia, os relatórios feitos, pela quase metade do número de oficiais e membros da igreja, com respeito à história da vida deles; também um relato da organização da igreja, e dos seus serviços e práticas religiosas, seu objetivo evidentemente era tornar-se totalmente familiar com o que distinguisse um povo a quem ele se sentiu tão profundamente em dívida. Ele estava muito impressionado com o que ele viu, e declara que ele alegremente teria passado sua vida em Herrnhut, não tivesse seu Mestre o chamado para o trabalho em outra parte de Seu vinhedo. Ele acrescenta: "Eu fui excessivamente confortado e fortalecido pela conversa com este povo amável; e retornei para a Inglaterra mais completamente determinado a passar minha vida no testemunho do evangelho da graça de Deus". Ele também observa que "eles têm uma estima peculiar por decidir pela sorte, e assim a usam, em público ou privado, para decidir pontos de importância, 'quando as razões trazidas de cada lado parecem ser de igual peso. E eles acreditam que este seja, então, o único caminho de totalmente colocar de lado a vontade própria deles, de se absolverem de toda a culpa, e claramente saber qual é a vontade de Deus". Durante a ausência de Wesley da Inglaterra, seu irmão Charles foi excessivamente útil, especialmente em conduzir indivíduos ao Salvador, em visitar prisioneiros e outros, e em pregar. Para seu irmão Samuel, Wesley escreveu: "Deus tem me dado, por fim, o desejo em meu coração. Eu sou com a Igreja, cujo modo de vida está no céu; em quem está a mente que estava em Cristo, e quem assim caminha, como Ele caminhou. Como eles todos têm um Senhor e uma fé, então, eles são todos parceiros de um Espírito, o espírito da mansidão e amor, que uniforme e continuamente anima todo nosso modo de vida". Ao escrever para Charles, no mesmo dia (7 de Julho), ele diz: "O Espírito dos irmãos está acima de nossa mais alta expectativa. Jovem e velho, eles respiram nada, além da fé e amor, todos os momentos, e em todos os lugares". E ele se regozija de que ele tenha visto com seus próprios olhos, mais de centenas de testemunhas da verdade eterna: "que todo aquele que crê tem paz com Deus, e está livre do pecado, e é, em Cristo, uma nova criatura". Logo depois, de seu retorno da Alemanha, Wesley parece ter adotado uma regra de conduta que ele, mais tarde, recomendou insistentemente aos seus pregadores, nas Doze Regras de um Ajudador: "Diga a cada um, o que você acha de errado nele, amável e claramente, e tão logo quanto possível, para que isto não envenene seu próprio coração". Assim ele previamente escreveu para William Law, em 14 de Março de 1738, e novamente no dia 30 de Maio; a seu irmão Samuel, em 7 de Julho de 1738; aos Morávios, em Marienborn e Herrnhut, e para Samuel novamente em 30 de Outubro de 1738. "Ao Rev.William Law" 14 de Maio de 1738 Reverendo Senhor, "Em obediência ao que eu penso ser o chamado de Deus, eu, que tenho a sentença de morte, em minha própria alma, decidi escrever a você, de quem eu freqüentemente desejei aprender os primeiros elementos do Evangelho de Cristo". "Se você é nascido de Deus, você aprovará o objetivo, embora possa ser, fracamente executado. Se não, eu me angustiarei por você, não por mim mesmo. Porque, como eu não busco o louvor de homens, nem me preocupo com o desprezo quer seu ou algum outro". "Por dois anos (mais especialmente), eu tenho pregado, segundo o modelo de seus dois tratados práticos; e todos que ouviram têm admitido que a lei é grande, maravilhosa, e santa. Mas eles não tentam cumpri-la, o quanto antes; eles a consideram muito acima para um homem; e que, ao realizarem 'as boas obras da lei, nenhuma carne poderá ser justificada". "Para remediar isto, eu os exortei, e me encorajei a orar sinceramente para a graça de Deus, e usar todos os outros meios de obter aquela graça, que o sábio Deus designou. Mas, ainda, tanto eles quanto eu, estamos mais e mais convencidos de que esta é a lei pela qual um homem não pode viver; a lei em nossos membros, continuamente guerreando contra ela, e nos trazendo em uma escravidão mais profunda à lei do pecado". "Sob este jugo pesado, eu teria gemido até a morte, não tivesse um homem santo, a quem Deus ultimamente me direcionou, devido ao meu lamento, respondido imediatamente: 'Creia, e tu serás salvo. Creia no Senhor Jesus Cristo, com todo teu coração, e nada será impossível a ti. Esta fé, na verdade, assim como a salvação que ela traz, é dom livre de Deus. Mas busca e tu encontrarás. Desnuda de tuas obras, e de tua própria retidão, e fuja para ele. Porque quem quer que venha até Ele, de modo algum, será lançado fora'". "Agora, senhor, permita-me perguntar, como você responderá ao nosso Senhor, em comum, que você nunca me deu este conselho? Você nunca leu os Atos dos Apóstolos, ou a resposta de Paulo àquele que disse: 'o que devo fazer para ser salvo?'. Ou você é mais sábio do que ele? Por que eu dificilmente ouvi você dizer o nome de Cristo? Nunca, de maneira a fundamentar alguma coisa, junto 'a fé em Seu sangue?'. Quem é este que está colocando um outro alicerce? Se você diz que você aconselhou outras coisas, como preparatórias para isto; o que é isto, a não ser colocar um alicerce embaixo do alicerce? Cristo, então, não é o primeiro, assim como o último? Se você diz que os aconselhou porque você sabia que eu já tinha fé, verdadeiramente, você sabia nada de mim; você não discerniu meu espírito, afinal". "Eu sei que eu não tenho fé, exceto a fé de um diabo, a fé de Judas, aquela especulativa, imaginária, sombra etérea, que vive na cabeça, não no coração. Mas o que é isto para a fé viva, justificadora no sangue de Jesus? A fé que nos limpa de todo o pecado; que nos permite livre acesso ao Pai; para 'nos regozijarmos na esperança da glória de Deus'; ter 'o amor de Deus espalhado em nossos corações pelo Espírito Santo', que habita em nós, e 'o próprio Espírito testemunhando com nosso espírito, que somos filhos de Deus?". "Eu imploro a você, senhor, pelas misericórdias de Deus, para considerar profunda e imparcialmente, se a verdadeira razão de você nunca pressionar isto em mim, não foi o fato de você nunca tê-la tido em si mesmo? Quer aquele homem de Deus não estivesse certo, quem deu este relato da última entrevista que ele teve com você? –'Eu comecei falando a ele da fé em Cristo: ele ficou em silêncio. Então, começou a falar de assuntos místicos. Eu falei a ele da fé em Cristo novamente: ele ficou em silêncio. Então, ele começou a falar de assuntos místicos novamente. Eu vi seu estado imediatamente'. E um muito perigoso, em seus julgamentos, quem eu sei ter o Espírito de Deus". "Uma vez mais, senhor, permita-me pedir que você considere, se sua extrema aspereza, e melancolia, e comportamento amargo, pelo menos, em muitas ocasiões, pode possivelmente ser o fruto de uma fé viva em Cristo: Se não, possa o Deus da paz e amor, preencher o que ainda está faltando em você!". [Wesley havia estudado zelosamente A Lei da Perfeição Cristã, e o Sério Chamado. Ele diz: "Eu fiz objeções em quase todas as páginas; mas elas me convenceram mais do que nunca a excessiva altura, largura, e profundidade da lei de Deus". Por doze anos, Law tinha sido um dos seus principais mentores]. É impossível confirmar os termos desta carta a alguém de quem ele tinha recebido grandes benefícios; nem pode ser encontrada suficiente desculpa, no fato de que ela foi escrita duas semanas antes que ele obtivesse a paz do Evangelho, e, quando seu espírito estava em um estado muito agitado; mais do que isto, embora, como ele afirme, "então, o pecado teve domínio sobre mim", não obstante ele lutasse com ele continuamente. Ele parece naquele momento ter esquecido o que era devido a um cavalheiro, a uma pessoa mais velha, e a um benfeitor. Isto foi requerido, através da autoridade com que Law falou sobre essas questões? Law respondeu, na mesma extensão, e com moderação, mas não sem uma veemente, embora delicada severidade. A isto, Wesley fomentou uma resposta no dia seguinte, encerrando com essas palavras: "Mas como você está atribuindo a mim, não ter esta fé? Se você insinua, que você discerniu meu espírito, então você está atribuindo assim: 1. Você não me disse claramente que eu a tinha ou não. 2. Você nunca me aconselhou a buscar ou orar por ela. 3. Seu conselho para mim foi apenas apropriado para tal que já tivesse fé; conselhos que me conduziam para mais longe dela, quanto mais eu aderia a eles. 4. Você me recomendou livros, que não tinham inclinação a esta fé, mas condutiva a destruir as boas obras". "No entanto, 'que a falta seja dividida', você diz, 'entre mim e Kempis'. Não; se eu entendi Kempis erroneamente, era seu dever, quem discerniu meu espírito, e viu meu erro, ter explicado a ele, ter me corrigido". "Eu peço perdão, senhor, se eu disse alguma coisa inconsistente, com as obrigações que eu devo a você, e o respeito que eu devo a seu caráter". Não é necessário seguir a correspondência mais além. Law a termina com as palavras: "Se foi minha tarefa colocar esta questão a você, e se você tem o direito de me culpar por negligenciá-la, não seria mais razoável que você acusasse aqueles que têm autoritariamente responsabilizado você? A igreja, na qual você é educado colocou esta questão para você? O bispo que o ordenou, o diácono, ou sacerdote fizeram isto por você? O bispo que o enviou como missionário na Geórgia, requereu isto de você? Peço-lhe, senhor, esteja em paz comigo". Mas, como Canon Overton muito habilmente observa: "não é uma tarefa agradável, nem proveitosa contrapor as disputas entre dois bons cristãos. É muito mais prazeroso registrar que a conduta posterior de Wesley foi totalmente característica da nobre e generosa natureza do homem. Embora a divergência entre ele e seu último mentor aumentasse em vez de diminuir com os anos, ainda assim, ele constantemente se referiu a Law em seus sermões, e sempre em termos da mais calorosa admiração e respeito". Ao seu irmão Samuel, ele escreveu, de Marienborn, em uma das cartas encaminhadas:- "Eu fiquei muito preocupado, quando meu irmão Charles, incidentemente mencionou uma passagem que ocorreu em Tiverton: 'Quando me ofereci para ler', disse ele, 'um capítulo do Sério Chamado, minha irmã disse: 'Para quem você está lendo isto? Não para essas jovens senhoritas, eu presumo; e seu irmão e eu não precisamos disto''. Sim, minha irmã, eu devo dizer-lhe, no espírito do amor, e diante de Deus, que sonda o coração, você precisa disto; você precisa muito disto. Eu não conheço uma alma que necessite ler, e considerar profundamente, tanto o capítulo do Amor Universal, e aquela da Intercessão. O caráter de Sussurrus, lá, é o seu. Eu seria falso para com Deus e você, se eu não lhe falasse assim. Ó, que isto não demore muito; mas posso você amar seu próximo, como você mesma, na palavra e língua, e na ação e verdade!". E, novamente, de Londres, em 30 de Outubro de 1738: "Que você sempre receberá delicadamente o que é assim pretendido, eu não duvido. Entretanto, eu novamente recomendo o caráter de Sussurrus, a você e minha irmã, como (quer real ou fictício), golpeando na raiz de uma falta, da qual, ela e você foram, eu penso, mais culpadas, do que outras duas pessoas que eu tenho conhecido em minha vida. Ó, possa Deus livrar você e eu de toda amargura e maledicência, assim como, de toda falsa doutrina, heresia, e cisma!...". "Ó, irmão, possa Deus permitir que você desista da disputa concernente às coisas que você não conhece (se, de fato, você não as conhece), e peça a Deus para completar o que ainda está faltando em você. Por que você também não buscaria 'aquela paz de Deus que ultrapassa todo entendimento', até que você receba? Quem o impediria, não obstante as múltiplas tentações, de regozijar-se, 'com alegria inexprimível, em razão da glória?'. Amém! Senhor Jesus! Possa você e todos que estão perto de você (se você ainda não tem), sentir esse amor, espalhado em seu coração, pelo Espírito daquele que habita em você; e ser selado com o Espírito Santo da promessa, que é a garantia de sua herança. Eu sou...". "Seu irmão mais afetuoso" Essas foram palavras severas para aplicar ao seu irmão mais velho, um honrado clérigo da Igreja da Inglaterra. Que Wesley julgou ser seu dever escrever assim, deve ser admitido; e no que diz respeito a ele, dever era lei absoluta. Não parece que ele escreveu, pela mera mania de censurar. Ele escreveu, na delicada e sensível fidelidade de seu espírito. Ele estava disposto a escrever na mesma tendência da Igreja em Hernhut, como aprendemos do fragmento seguinte de uma carta que não foi enviada. Ele diz: "Pode-se observar que eu vi anteriormente algumas coisas dos Morávios, que eu não poderia aprovar. Nesta viagem, eu vi um pouco mais, no meio de muitas coisas excelentes; em conseqüência do que, em Setembro de 1738, logo depois de meu retorno para a Inglaterra, eu comecei a seguinte carta para a Igreja Moravia. Mas temeroso de confiar em meu próprio julgamento, eu determinei esperar um pouco mais, e então a deixei inacabada": "Meus queridos irmãos" "Eu não posso deixar de me regozijar com sua fé imperturbável, por seu amor a nosso abençoado Redentor, o fato de estarem mortos para o mundo, sua mansidão, temperança, decência, e amor um ao outro. Eu grandemente aprovo, de suas Conferências e Bands, seus métodos de instruir as crianças; e, em geral, seu grande cuidado com as almas entregues à responsabilidade de vocês". "Mas, quanto a algumas outras coisas, eu permaneço em dúvida, o que eu mencionarei no amor e humildade. E espero que, com o objetivo de remover essas dúvidas, você possa, em cada um desses tópicos, primeiro, responder claramente, se o fato é como eu suponho; e se for assim, em segundo lugar, considerar se ele está correto". "O Conde é tudo em tudo, entre vocês? Vocês não glorificam em demasia a sua própria Igreja? Vocês não usam de fraude e dissimulação, em muitos casos? Vocês não têm um temperamento e comportamento, fechado, obscuro, reservado?". A severidade do tom adotado nestas cartas prende a atenção. Deve ser atribuído ao fervor de seu zelo, o que o levou, além dos limites da prudência? Ou ele escreveu na esperança de que ele pudesse, por meio disto, mais efetivamente chamar a atenção para um assunto importuno? Mas ele é mais profundamente espantoso na questão de sua experiência religiosa pessoal. Ele declarou que ele não era um cristão, até o incidente da Rua Aldersgate. Seu irmão Samuel, escrevendo ao Sr. Hutton, diz: "O que Jack quis dizer, com ele não ser um cristão, até o mês passado, eu não entendo. Ele nunca esteve em aliança com Deus? Então, como o Sr. Hutton observou, o batismo dele significou nada. Ele não teria cometido apostasia com isto? Eu me atrevo a dizer que não:e ainda assim, ele deveria tanto não ser batizado, quanto ser um apóstata para tornar suas palavras verdadeiras. Talvez, ele se sentisse em um estado de pecado mortal, sem arrependimento, e há muito vivera em tal conduta. Isto eu não creio; no entanto, ele deve responder a si mesmo... Além disto, uma conduta pecadora não é uma anulação da aliança; por esta mesma razão, porque é uma brecha dela. Se não fosse, não seria quebrada". Mas, se Wesley está aquém de seu próprio ideal, ele está muito acima do de seu irmão Samuel. A concepção de um cristão tal como ele deseja ser – tal como ele é – está muito adiante do que a carta descreve como "estando na aliança do batismo". Esses dois irmãos não eram representantes de dois ideais da vida cristã, amplamente distintos? Eles não se situaram em lados diferentes de uma linha que hoje divide a Igreja cristã? John responde a Samuel nos seguintes termos: "Com respeito ao meu próprio caráter, e minha própria doutrina igualmente, eu respondo a você muito claramente. Por cristão, eu quero dizer alguém que assim acredita em Cristo, de maneira que o pecado não tenha mais domínio sobre ele: neste sentido óbvio da palavra, eu não fui um cristão, até 24 de Maio próximo passado. Porque, até então, o pecado tinha domínio sobre mim, embora eu lutasse com ele, continuamente; mas certamente, então, desde aquele tempo até agora, não; -- tal é a graça livre de Deus em Cristo. Quais eram os pecados que, até então, reinaram sobre mim, e do qual, pela graça de Deus, eu estou agora livre, eu estou pronto a declarar publicamente, se for para a glória de Deus". "Se você perguntar, por quais meios eu me tornei livre (embora não perfeito, nem infalivelmente certo de minha perseverança), eu respondo: Pela fé em Cristo; por tal tipo ou grau de fé que eu não tive até aquele dia. Meu desejo desta fé eu conhecia muito antes, embora não tão claramente até domingo, dia 8 de Janeiro último". "Alguma medida desta fé que traz a salvação, ou vitória sobre o pecado, e que implica paz e confiança em Deus, através de Cristo, eu agora desfruto pela sua livre misericórdia; embora em muito do que faço, ela está em mim, como um grão de semente de mostarda: porque a completa persuasão da fé – o selo do Espírito, o amor a Deus espalhado em meu coração, e produzindo alegria no Espírito Santo; 'alegria que o homem não tira, alegria inexprimível e cheia de glória'; este testemunho do Espírito eu não tenho, mas pacientemente espero por ele. Eu conheço muitos que já o receberam; mais do que um ou dois, na mesma hora em que estavam orando por ele. E tendo visto e falado com uma nuvem de testemunha no exterior, assim como em meu próprio país, e não posso duvidar, que os crentes que esperam e oram por ele encontrarão essas escrituras cumpridas em si mesmos. Minha esperança é que elas sejam cumpridas em mim": "Eu confio em Cristo; em suas misericórdias descritas em Sua palavra, e em Suas promessas, todas que eu sei são sim, e amém. Esses que não receberam ainda a alegria no Espírito Santo, o amor de Deus, e a completa persuasão da fé (alguém ou todos eles é um cristão perfeito?) Certamente um cristão verdadeiro pode dizer: 'Não que eu já tenha obtido, ou que eu já tenha me tornado perfeito?". Mas este não é o limite da dificuldade. Em 4 de Janeiro, do ano seguinte (1739), ele escreveu: obviamente, referindo a si mesmo: "alguém que tinha a forma da santidade muitos anos, escreveu as seguintes reflexões": "Meus amigos afirmam que eu estou louco, porque eu disse que eu não era um cristão há um ano. Eu afirmo que eu não sou um cristão agora. Na verdade, o que eu deveria ter sido eu não sei, tivesse eu sido fiel à graça, então, dada, quando, esperando nada menos, recebi tal senso do perdão de meus pecados, como, até então, eu nunca soube. Mas que eu não sou um cristão, até hoje, eu estou tão seguro de saber, quanto Jesus é o Cristo". "Porque um cristão é alguém que tem os frutos do Espírito de Cristo, que (para mencionar não mais) são o amor, paz e alegria. Mas esses eu não tenho. Eu não tenho amor algum a Deus. Eu não amo o Pai, ou o Filho. Você pergunta, como eu sei, se eu amo a Deus, ou não, eu respondo, através de uma outra questão: 'Como você sabe se você me ama?'. Ora, da mesma forma que você sabe, quando você está quente ou frio! Você sente neste momento, se você me ama ou não. E eu sinto neste momento, que eu não amo a Deus; e que, portanto, eu sei, porque eu sinto isto". "E sei isto também, através da regra clara de João: 'Se algum homem ama o mundo, o amor do Pai não está nele'. Porque eu amo o mundo. Eu desejo as coisas do mundo; e tenho feito isto toda minha vida. Eu sempre coloquei alguma parte de minha felicidade, em uma ou outra das coisas que são vistas; especialmente, na carne e bebida [!], e na companhia daqueles os quais eu amei. Por muitos anos, eu busquei a felicidade e ainda busco, no amar e ser amado, por um ou outro. E nisto, eu tenho, de tempos em tempos, tido mais prazer do que tenho em Deus". "Novamente: alegria no Espírito Santo eu não tenho. Eu tenho, de vez em quando, alguns ímpetos de alegria em Deus. Mas não é aquela alegria. Porque ela não está no meu interior. Nem ela é maior do que eu tenho em algumas ocasiões mundanas. De forma que eu posso, de maneira alguma, dizer que me 'regozijarei sempre mais'; muito menos, 'regozijar-me com alegria inexprimível e cheia de glória". "Ainda novamente: eu não tenho 'a paz de Deus'; aquela paz, peculiarmente assim chamada. A paz que eu tenho pode ser considerada sobre princípios naturais. Eu tenho saúde, força, amigos, uma fortuna suficiente e um temperamento calmo e agradável. Quem não teria uma espécie de paz nestas circunstâncias: Mas eu tenho nada que possa, com alguma propriedade, ser chamada de 'a paz que ultrapassa todo entendimento". "Assim sendo, eu concluo, embora eu tenha dado, e dou, todos os meus bens para alimentar o pobre, eu não sou um cristão. Embora eu tenha suportado privação; embora eu tenha em todas as coisas negado a mim mesmo, e tomado minha cruz, eu não sou um cristão. Minhas obras são nada; meus sofrimentos são nada; eu não tenho os frutos do Espírito de Cristo. Embora eu tenha constantemente usado de todos os meios da graça por vinte anos, eu não sou um cristão". Tyerman está satisfeito em dizer que "isto é extremamente intrincado", e deixa seu leitor "formar sua própria opinião", como fez Southey e os primeiros biógrafos, a não ser que eles omitem completamente alguma referência ao assunto. Mas tudo isto deve ser lido, sob a luz da carta endereçada a seu irmão Samuel, no qual ele afirma que ele não era um cristão, até 24 de Maio, porque o pecado tinha domínio sobre ele; mas que, através de "tal grau débil de fé", como ele teve naquele dia, o domínio do pecado foi quebrado, e ele, então, tornou-se um cristão – um cristão, é verdade, em "um sentido imperfeito". Mas nesta carta de Janeiro de 1739, ele tinha em vista outra condição, o obter o que ele julga ser necessário com o objetivo de ser um cristão. Esta é "a completa persuasão da fé"; uma condição que ele define como a mais extrema maturidade cristã. Esta ele não tinha obtido. Ainda assim, ele não poderia duvidar de que ele tinha "alguma medida da fé". Ao dizer que ele "não tinha amor algum a Deus", ele não estaria se desviando, por olhar para os fortes sentimentos emocionais, que são tão variáveis, sob condições diversas? Uma voz competente declara que "aquele que mantém sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus tem sido aperfeiçoado". Wesley não deve ser culpado por se submeter ao teste mais severo possível. Mas seria um erro grave ensinar que alguém não é cristo, até que ele estivesse completamente desenvolvido". Para um outro, ele escreve: "Depois de um longo sono, parece haver agora um grande despertar neste lugar também. O Espírito do Senhor já tem estremecido os ossos secos, e alguns deles estão de pé e vivos. Mas eu ainda estou morto e gelado; tendo paz, de fato, mas nenhum amor ou alegria no Espírito Santo". Para outro: "Verdadeiramente o Espírito do Senhor tem levantado seu estandarte contra a iniqüidade, que se espalhou em nossa terra. Ó, orem vocês por nós, para que Ele envie mais trabalhadores para Sua colheita! E que ele capacite a nós que ele já enviou, para nos aprovar fiéis ministros da Nova Aliança, pela honra e desonra, pelo mal e bom relato. Em especial, que todos os irmãos e irmãs que estão com você, orem para que Deus aqueça, com Seu amor, o coração frio, querido senhor" "Seu muito afetuoso irmão em Cristo". Uma vez mais: "Não pense, meu querido irmão, que eu me esqueci de você. Eu não posso me esquecer, porque eu amo você: embora eu não possa amar alguém ainda, como eu deveria, porque eu não amo nosso abençoado Senhor, como eu deveria. Meu coração está frio e insensível. Ele é, na verdade, um coração de pedra. Ore por mim, e permita que toda sua casa ore por mim, sim, e todos os irmãos também, de maneira que nosso Deus possa me dar um coração ferido, um coração amoroso, um coração em que Seu Espírito possa sentir prazer em habitar... Acima de tudo, eu quero que você ore, em consideração por seu pobre e fraco irmão". Verdadeiramente, ele caminhou no vale da humildade! Quanto mais cuidadosa, clara, e justificadamente, Wesley, mais tarde, escreveu e falou sobre esses assuntos, seus sermões impressos mostram abundantemente. Dr. Rigg, um cuidadoso estudante de Wesley e de suas obras diz: "As flutuações nas próprias visões e experiência de Wesley, durante os primeiros meses de sua conversão, mostram que suas idéias com respeito à natureza do testemunho do Espírito, e o caráter e extensão da regeneração, estavam, como era de se esperar, não totalmente definidas, ou totalmente estabelecidas, até algum tempo depois". E acrescenta: "Ao fazerem a maioria da preparação de coração antecedente de Wesley, convertidos, que, até agora, estão necessariamente em falta na experiência das dificuldades, perplexidades, e tentações espirituais, e cujas expectativas naturais, mas injustificadas da alegria e tranqüilidade estabelecidas, têm sido arduamente desapontadas, é possível diminuir as proporções e obscurecer as relações da grande mudança primordial no caráter espiritual de Wesley". Wesley tem sido muito atacado, por seus críticos, por sua credulidade nos assuntos relativos às feitiçarias, e aparições de ação de bons e maus espíritos, e outros assuntos relativos. Issac Taylor diz: "A mais proeminente enfermidade de Wesley foi sua credulidade espantosa; desde o começo, até o fim de seu curso, esta fraqueza o governou. Poucas foram as instâncias em que ele exercitou a devida discriminação, no ouvir os contos envolvendo o que era miraculoso, ou fora da ordem da natureza. É mortificante, de fato, contemplar uma instância como esta, da mente poderosa se dobrando como uma vara ao vento, diante de toda brisa do sobrenatural". A acusação não é negada. O próprio Wesley é explicito no assunto. Ele escreveu: "Com meus últimos respiros, eu testemunharei contra apresentar aos infiéis uma grande prova do mundo invisível; eu quero dizer, daquela feitiçaria e aparições, confirmadas pelo testemunho dos tempos". Mas existe um comportamento deste assunto nas características mentais de Wesley que tem escapado de observação. Credulidade e incredulidade são correntes que não raramente correm lado a lado, uma prontidão para crer, acompanhada de uma dificuldade em crer. O homem de fé fraca nas coisas invisíveis – das quais apenas a fé toma conhecimento – freqüentemente agarra-se a algum fato exterior ou visível, para sustentá-lo em sua oscilação. Em quão grande proporção é o caso hoje, tanto dentro da Igreja, quanto além de suas fronteiras! Como muitas pessoas não podem tranqüilamente confiar nos verdadeiros alicerces da fé. Conseqüentemente, eles são incrédulos. Eles não estão relutantes, mas incapazes de crer. Eles, portanto, desejam confirmação do que é visível ou tangível; de onde brota a credulidade. Agora, não obstante a forte fé de Wesley, ele não estava pouco preocupado, com os questionamentos do descrente. Esses dois estados de mente, aparentemente conflitantes, se não, contraditórios, são óbvios nele. Porque, enquanto o encontramos, lutando pela crença no invisível e espiritual, e habitualmente vivendo, sob a influência do que ele mesmo crê; ainda assim, evidências não são necessárias de que ele tinha grande dificuldade em mantê-la. Em um notável sermão, sobre O Caso da Razão Considerada, enquanto mostra a inabilidade da razão de produzir a fé, ele diz: "Muitos anos atrás, eu me certifiquei da verdade disto, através de uma triste experiência. Depois de cuidadosamente empilhar os mais fortes argumentos que eu pude encontrar, tanto nos autores modernos, quando antigos, com respeito à própria existência de um Deus (o que está proximamente ligado a isto), e a existência de um mundo invisível, eu tenho perambulado, para cima e para baixo, meditando comigo mesmo: 'O que, se todas essas coisas que eu vejo ao meu redor, esta terra e céu, esta estrutura universal, têm existido desde a eternidade? O que, se a geração de homens está exatamente paralela com a geração das folhas? Se a terra deixa cair seus sucessivos habitantes, assim como as árvores deixam cair suas folhas? O que, se aquelas palavras de um grande homem forem realmente verdade: 'Morte é nada; e nada existe depois da morte?'". "Como posso estar certo de que este não é o caso; e que eu não tenho seguido astuciosamente fábulas inventadas? E eu adotei o pensamento, até que não houvesse espírito em mim, e eu estava pronto a escolher estrangulação, preferivelmente à vida". Essas palavras, enquanto fornece um insight mais além dentro dos hábitos mentais de Wesley, mostra também com que trabalho ele se empenhou, para criar, ou manter, a apreensão viva das coisas invisíveis. Ele foi, pela natureza, um racional; e a faculdade tinha sido alimentada pelo treino. Mas ele não poderia demonstrar a existência de Deus, ou um mundo espiritual, ou uma imortalidade. Das coisas vistas ou demonstráveis, a fé não é evidência. Portanto, sua prontidão para buscar por tais provas visíveis e tangíveis como ele julgou, seriam encontradas nos eventos sobrenaturais. Sob a luz desta confissão, estamos mais bem capacitados a entender as palavras em uma carta notável de 27 de Julho de 1766, a seu irmão Charles: "Eu não tenho evidência direta (eu não digo que eu seja um filho de Deus, mas) de alguma coisa invisível ou eterna". É observável que, desde este tempo (1738), toda referência ao seu estado religioso desapareceu de seu Diário. Mas Cânon Overton não está completamente certo no dizer que "doravante, durante toda a sua longe vida, dificilmente uma sombra de dúvida cruzou seu caminho; nuvens e trevas eram constantemente varridas para fora de sua vida, mas havia um perpétuo e desanuavido brilho interior do sol". Wesley endereçou a seguinte carta interessante à Igreja Morávia: "A Igreja de Deus que se localiza em Herrnhut, John Wesley, um imerecido Presbítero da Igreja de Deus na Inglaterra, deseja toda graça e paz em nosso Senhor Jesus Cristo". "14 de Outubro de 1738". "Glória seja dada a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, por Seu inexplicável dom! Por me fazer testemunha ocular de sua fé, e amor, e conversão santa em Jesus Cristo! Eu tenho testemunhado disto, com toda clareza de discurso, em muitas partes da Alemanha, e graças seja dada a Deus, pelo muito em seu favor". "Estamos nos empenhando aqui também, pela graça que nos é dada, para sermos seus seguidores, como você é de Cristo. Quatorze foram acrescidos a nós, desde nosso retorno, de maneira que temos agora oito grupos (Bands) de homens, consistindo de cinqüenta e seis pessoas; todos que buscam por salvação apenas no sangue de Cristo. Como ainda temos apenas dois pequenos grupos de mulheres; um com três, e outro com cinco pessoas. Mas aqui existem muitos outros que apenas esperam até que tenhamos tempo livre para instruí-los, como eles podem mais efetivamente edificaram um ao outro, na fé e amor Dele, que deu a Si mesmo por eles". "Embora meu irmão e eu não sejamos permitidos pregar, na maioria das Igrejas em Londres, ainda assim (graças seja dada a Deus), existem outras restantes, em que temos liberdade de falar a verdade como ela está em Jesus. Igualmente, toda as noites, em noites estabelecidas durante a semana, em dois lugares diferentes, publicamos a palavra da reconciliação para vinte ou trinta; algumas vezes, trezentas ou quatrocentas pessoas, reunidas para ouvi-la. Começamos e terminamos todos os nossos encontros, com louvor e oração; e sabemos que nosso Senhor ouve nossa oração; porque por mais de uma ou duas vezes (e isto não foi feito em uma situação difícil), recebemos resposta na mesma hora". "Nem Ele deixou a Si mesmo, sem outro testemunho de Sua graça e verdade. Dez ministros, eu sei agora em Londres, colocaram o alicerce correto: 'O sangue de Cristo que nos limpa de todos os pecados'. Além disto, eu encontrei um Anabatista, e um, se não dois, dos professores em meio aos Presbiterianos aqui, os quais, eu espero, amam o Senhor Jesus Cristo, na sinceridade, e ensinam o caminho de Deus na verdade". "Ó, não pare, você que é altamente favorecido, de implorar a nosso Senhor, que Ele possa estar conosco para a mesma finalidade; remover o que é desagradável em Seus olhos; apoiar aquele que é fraco em nosso meio; nos fornecer toda a mente que havia Nele, e nos ensinar a caminhar, até mesmo, como Ele caminhou! E possa o próprio Deus da paz preencher o está faltando em sua fé, e edificá-lo, mais e mais, em toda humildade de mente, e em toda clareza de discurso, e em todo zelo e vigilância; para que Ele possa apresentar você, a Si mesmo, como uma igreja gloriosa, sem mácula, ou ruga, ou alguma dessas coisas, mas que você possa estar santo e sem culpa no dia da vinda Dele". Ele agora escreveu palavras alegres para vários amigos, com respeito à obra que estava sendo feita, mas algumas depreciativas, concernentes a si mesmo. Ao Sr. Ingham, em Herrnhut: "Ó, meu querido irmão, Deus tem sido maravilhosamente gracioso comigo, desde nosso retorno a Inglaterra. Existem muitos adversários, mas uma grande e efetiva porta está aberta; e continuamos, através do mau e bom relato, a pregar o Evangelho de Cristo, a todas as pessoas, e, sinceramente, contender pela fé, uma vez entregue aos santos. Na verdade, Ele nos tem fornecido muitos de nossos opositores mais ferozes,que agora recebem com humildade a palavra imprimida...". "Sr. Stonehouse, por fim, determinou conhecer nada mais a não ser Jesus, e Ele crucificado; e pregar a todos, a remissão dos pecados, através da fé em Seu sangue. O Sr. Sparkes também é um professor da sã doutrina. O Sr. Hutchins é forte na fé e convence poderosamente contraditores, de maneira que nenhum homem, até agora, foi capaz de contestá-lo. Sr. Kinchin, Gainbold, e Wells não receberam ainda conforto, mas estão pacientemente esperando por ele. O Sr. Robson, que é agora também um ministro de Cristo, está cheio de fé e paz e amor. Assim está o Sr. Combes, um pequeno filho que foi chamado para ministro em coisas santas, duas ou três semanas atrás. De fato, eu confio que o Senhor nos deixará ver, e isto brevemente, uma multidão de sacerdotes que crêem". Ao Conde Zinzendorf, ele escreve: "A Palavra do Senhor novamente corre e é glorificada; e Sua obra segue em frente e prospera. Grandes multidões estão em todo canto despertas e clamam: 'O que devemos fazer para sermos salvos?'. Muitos deles vêem que existe apenas um único nome, debaixo do céu, por meio do qual, eles podem ser salvos; e mais e mais daqueles que a buscam, encontram salvação em Seu nome, e são de um só coração e uma só alma". "A viagem de Wesley, de volta para casa em 1735", diz um dos mais hábeis críticos da vida e obra de Wesley, "marca a conclusão de seu período de Igreja Anglicana. Ele em nada diminuiu, de sua dedicação às ordenanças da Igreja, quer naquela época, ou nos últimos dias de sua vida, e ele não alcançou logo de início aquele grau de independência da hierarquia dela, e algumas de suas regras que marcam seus pontos de divergência mais distantes; mas seu Diário, durante esta viagem registra aquele profundo descontentamento, que é sentido, sempre que uma natureza sincera desperta para a imperfeição de uma religião tradicional; e sua vida posterior, comparada com seus dois anos na Geórgia, torna evidente que ele passou por uma nova região espiritual. Seus [primeiros] Diários são marcados por uma depressão, com a qual nunca nos encontramos novamente". "Em 1739, Whitefield, escrevendo para as sociedades, a qual Woodward tinha ansiosamente defendido, da responsabilidade de alguma tendência de separar-se da Igreja, solicitou a eles, que nem fossem confinados pela Liturgia dela, nem submissos às suas regras. Esta não foi a linguagem de Wesley; foi a linguagem que ele teria condenado. Mas a lealdade à Igreja não era mais a primeira condição de membresia em alguma sociedade, com a qual ele estivesse em concordância. O aniversário de um cristão já era deslocado de seu batismo para sua conversão, e nesta mudança a linha dividida de dois grandes sistemas é transposta". Essas últimas são palavras importantes, e mostram o claro discernimento do escritor. Wesley, como vimos, retornou para Londres da Alemanha, na tarde do sábado, 16 de Setembro, e no dia seguinte, ele diz: "Eu comecei a declarar, em meu próprio país, as boas novas da salvação, pregando três vezes, e, mais tarde, expondo as Escrituras Santas para uma larga companhia em Minories". "No domingo", ele diz, "eu me regozijei de me encontrar com nossa pequena sociedade que, agora, consistia de trinta e duas pessoas" (a sociedade que foi formada em 1º. de Maio, e que se encontrava em Fetter Lane). "No dia seguinte, eu fui até os réus condenados, em Newgate, e ofereci a eles a livre salvação. À tarde, eu fui para a sociedade em Bear Yard, e preguei o arrependimento e remissão dos pecados. Na tarde seguinte, eu falei a verdade no amor, na sociedade na rua Aldersgate. Alguns contradisseram, a princípio; mas não por muito tempo, de maneira que nada, a não ser o amor apareceu em nossa despedida". "Na quinta-feira, dia 21, eu fui para a sociedade em Gutter Lane; mas eu não pude declarar as obras poderosas de Deus lá, como eu fiz mais tarde, em Savoy, com toda simplicidade. E a Palavra não retornou vazia. Encontrei abundância de pessoas grandemente exasperada pela grosseira distorção das palavras que eu falei, e eu fui até muitas delas em privativo, a medida que meu tempo permitia. Deus me deu muito amor em direção a todas. Algumas foram convencidas de que estavam enganadas. E quem sabe, a não ser Deus, logo o restante retornará e deixará uma bênção atrás dele? No sábado, eu fui capaz de falar fortes palavras em Newgate, e na sociedade do Sr. E.; e no dia seguinte na Igreja de St. Anne, e duas vezes na de St. John, em Clerkenwell; de maneira que eu temo eles não me suportarão mais tempo". Ele teve muitas experiências similares, como quando no domingo, 8 de Outubro, ele pregou na Capela de Savoy, sobre a parábola: "ou história, antes, do fariseu e publicano, eu suponho pela última vez". Nesta forma, ele continuou a trabalhar, pregando "o novo caminho", com muito fervor e freqüência, em tais igrejas que estivessem abertas a ele, nas visitas, e no expor nas várias sociedades, onde ele era bem-vindo. Em Novembro, ele fez uma visita a Oxford, onde ele começou mais estritamente a inquirir qual é a doutrina da Igreja da Inglaterra, concernente a muitos pontos de controvérsia sobre a Justificação pela Fé. A somatória do que ele encontrou, ele publicou no início do ano seguinte, para o uso de outros. Isto ele seguiu um pouco mais tarde, através de um segundo volume sobre o mesmo assunto. Ele reviveu a leitura das orações em Bocardo – o tribunal sobre o portão norte, usado como uma prisão; também em duas das casas de correção da cidade, onde ele pregou duas vezes na semana; e em ambos os dias em Castle; e expôs na Sociedade do Sr. Fox. Ouvindo que o Sr. Whitefield havia regressado da Geórgia, ele se apressou para Londres para encontrá-lo, onde "Deus nos permitiu uma vez mais tomar doces conselhos juntos". Ele pregou em Antholin, em Islington, e em St. Swithin, "pela última vez". No domingo, 5 de Novembro, ele pregou em St. Botolph, em Bishopsgate; à tarde, em Islington, e à noite, ele diz: "para tal congregação, como eu nunca vi antes, na Igreja de St. Clement, em the Strand. Como foi a minha primeira pregação aqui, eu suponho deva ser a última". De tais congregações lotadas, onde quer que pregasse, os atendentes comuns nas igrejas queixavam-se. Isto foi uma causa do fechamento das portas contra ele. Uma outra se deve à estranheza da mensagem que ele trazia. Em 24 de Dezembro, ele pregou na Igreja de Great St. Bartholomew, de manhã, e em Islington, à tarde, onde ele diz: "Nós tivemos um abençoado Sacramento, todos os dias desta semana, e formos confortados de todos os lados". No domingo seguinte, 31 de Dezembro, ele pregou para muitos milhares na Igreja de St. George, em Spitalfields, e para uma congregação ainda mais lotada em Whitechapel, à tarde. Assim terminou este ano memorável. CAPÍTULO VI Os Alicerces do Metodismo (1738-1740) O novo ano foi prenunciado por um serviço extraordinário acontecido na noite de Primeiro de Ano, de 1739. Os senhores, Hall, Kinchin, Ingham, Whitefield, Hutchins, e os dois irmãos Wesleys estavam presentes na festa do amor, em Fetter Lane, com cerca de sessenta outros, o número da Sociedade Fetter, naquele tempo. 'Por volta de três da manhã', Wesley disse: "Enquanto estávamos em oração contínua, o poder de Deus veio poderosamente sobre nós, de tal maneira, que muitos gritaram por excessiva alegria, e muitos caíram ao chão. Tão logo nos recuperamos um pouco daquele temor e espanto à presença de Sua Majestade, nós irrompemos a uma só voz: 'Nós louvamos a Ti, ó Deus, nós reconhecemos que Tu és o Senhor'". Whitefield, escrevendo neste dia, diz que ele recebeu o Sacramento Santo, pregou duas vezes, e expôs duas vezes, e considerou este o mais feliz Primeiro de Ano que ele havia visto; e mais tarde, acrescentou que ele passou toda a noite em oração íntima, salmos, e ação de graças, com a Sociedade Fetter Lane. Nem este foi o único dia de varar a noite de serviço que eles tiveram, porque, em 5 de janeiro, ele escreve novamente: "Aconteceu uma Conferência em Islington, 'concernente a muitas coisas de importância, com sete ministros de Jesus Cristo, Metodistas desprezados, aos quais Deus, em sua providência reuniu. Nós continuamos em jejum e oração, até as três horas, e, então, partimos com a completa convicção de que Deus estava preste a fazer grandes coisas em nosso meio'; e novamente, em no dia 7, domingo, pregou duas vezes, expôs para três Sociedades, e, mais tarde, passou a noite toda em oração e ação de graças em Fetter Lane" Assim, começa um ano de suprema importância na historia do grande avivamento espiritual naquelas ilhas, como os incidentes a serem registrados mostrarão. Wesley continuou a mesma rotina de trabalho sincero que ele tinha buscado, desde seu retorno para a Inglaterra. Ele visitou Oxford, Dummer, e Reading, e em Londres, encontrou trabalho integral em meio a muitas sociedades, onde ele foi continuamente solicitado a expor. De todas as igrejas, não obstante, ele estava excluído, com exceção a de Basingshaw, Islington, St. Giles, and St. Katherine; de maneira que nos primeiros meses do ano, antes de sua ida a Bristol, ele não pregou mais do que meia dúzia de sermões nas igrejas. O caráter da obra de Wesley, naquele tempo, pode ser reunido do seguinte extrato de uma carta escrita por ele a Whitefiedl:-- 26 de Fevereiro de 1739. Meu querido irmão: "A mão de nosso Senhor não tem sido de pouco alcance em nosso meio. Ontem eu preguei na Igreja de St. Katherine, e em Islington, onde a igreja estava quase tão quente quanto algumas das salas da sociedade costumam ser. Os campos, depois do serviço, estavam brancos com pessoas louvando a Deus. Por volta de trezentas estiveram presentes na casa do sr. S--; de onde eu fui para a casa do sr. Bray, então, para Fetter Lane, e, às nove horas, para a casa do sr. B--; onde também nós apenas faltou espaço. Hoje, eu expus em Minories, às quatro horas; na casa da sra. W--, às seis horas, e para uma grande companhia de pecadores pobres, em Gravel Lane (no portão do Bispo), às oito horas. A sociedade na casa do sr. Cronch não se encontraria até as oito horas, de maneira que eu expus, antes de ir até ele, perto da Quadra de St. James; onde uma jovem havia sido recentemente preenchida com o Espírito Santo, e transbordara com alegria e amor". "Na quarta-feira, às seis horas, tivemos um nobre grupo de senhoras, não adornadas com ouro e vestuário caro, mas com um espírito humilde e tranqüilo, e boas obras. Em Savoy, na quinta-feira à noite, tivemos usualmente duzentas ou trezentas pessoas, a maioria delas, pelo menos, completamente acordada. A moradia do sr. A — estava mais do que preenchida, na sexta-feira, assim como a sala do sr. P--, duas vezes mais; onde eu penso, eu tenho tido comumente mais poder dado a mim, do que em qualquer outro lugar. Uma semana ou duas atrás, uma noticia me foi dada lá, até onde posso me lembrar, nestas palavras: 'Suas orações são desejadas por uma criança enferma que é lunática, e está cheia de feridas, dia e noite, para que nosso Senhor o curasse, como Ele fez com aqueles, nos dias de Sua carne; e que, com isto, ele daria aos seus pais, fé e perseverança, até o tempo de sua vinda'. 'No sábado, à noite, uma senhora de meia-idade, bem vestida, em Beech-Lane (onde eu exponho usualmente para quinhentas ou seiscentas pessoas, antes de eu ir para a sociedade da casa do sr. E--, foi acometida, como pareceu a diversos ao redor dela, com pouco menos do que as agonias da morte. Orações foram feitas, e, depois de cinco dias de procura diligente, ela foi preenchida com amor e alegria, o que declarou abertamente, na manhã seguinte; de maneira que ação de graças foram feitas a Deus, por muitos, por iniciativa dela. Deve-se observar, que seus amigos a consideravam louca, por esses três anos; e, assim sendo, a expulsaram, atacaram com palavras rudes, e sabe-se lá o que mais. Venham e louvemos ao Senhor, e glorifiquemos Seu nome, juntos'. Durante as primeiras poucas semanas do ano, Whitefield havia pregado por volta de trinta sermões em diferentes igrejas, dentro e nos arredores de Londres. No início de Fevereiro, ele foi para Bath e Bristol; mas em sua volta, encontrou todas as igrejas fechadas contra ele. Em poucos dias, no entanto, ele foi beneficiado com o uso da Igreja de St. Werburgh e de St. Mary Redcliff. Mas o Chanceler de Bristol interferiu, e ameaçou que se ele continuasse a pregar ou expor na diocese, sem licença, ele primeiro o suspenderia, e, então, o expulsaria. Esta foi a gota d'água. Whtefield não era submisso à ordem da Igreja, como seu companheiro Wesley, que, em tais circunstâncias, teria hesitado desobedecer tão direta proibição. Suprimir totalmente Whitefield, com tais medidas, era impossível; e, conseqüentemente, sendo expulso das Igrejas de Bristol, ele foi e pregou em campo aberto para duzentos mineiros de carvão, em Kingswood. Este foi o mais corajoso passo, já tomado por algum dos Metodistas; e, talvez, ninguém mais, a não ser o impulsivo, enorme, e sincero Whitefield teria sonhado, com tal chocante separação da regra e uso da Igreja. O passo decisivo foi dado. Um clérigo havia se atrevido a ser tão irregular, de maneira a pregar nos campos, e Deus havia sancionado a irregularidade, fazendo disto uma oportunidade de muita bênção. Este foi um incidente tão interessante, conduzindo a tão grandes conseqüências na missão do heróico pequeno grupo de evangelistas cristãos, que a minuta seguinte, relatada do Diário de Whitefield, não seria inserida inadequadamente. Ele diz: Domingo, 21 de Janeiro – Eu preguei duas vezes, com grande liberdade em meu coração e clareza em minha voz, para duas congregações apertadas, especialmente à tarde, quando, como eu fui informado, perto de mil pessoas permaneceram no pátio da Igreja, e duzentas mais retornaram para casa, porque não puderam entrar. Isto me levou primeiro a pensar numa pregação sem portas. Eu mencionei isto para alguns amigos, que viram isto como uma idéia maluca. No entanto, nós nos ajoelhamos e oramos para que nada pudesse ser feito estouvadamente. Sexta-feira, 16 de Fevereiro – Tendo há muito sentido uma sincera aspiração, com respeito aos pobres mineiros de carvão, que eram muito numerosos, e, ainda assim, como ovelhas sem pastor, eu fui a um monte e falei para tantos quantos vieram me ouvir; acima de duzentos. [Aqui ele irrompe em um júbilo santo], "Abençoado seja Deus, que o gelo está quebrado, e eu tenho agora tomado o campo. Alguns podem me censurar. Mas é flautear, não porque os Púlpitos são negados, mas porque os pobres mineiros de carvão estão prestes a perecer por falta de conhecimento". Quarta-feira, 21 de Fevereiro – [Todas as portas de Igreja estão agora fechadas contra ele, e se abertas, não são capazes de conter metade dos que vêm para ouvir; às três da tarde, ele foi para Kingswood, em meio aos mineiros de carvão. Foi um dia maravilhoso, e perto de duas mil pessoas estavam reunidas. Ele diz]: "Eu preguei e expliquei João 3:3, por aproximadamente uma hora, e espero, para o conforto e edificação daqueles que me ouviram". [Ele prossegue]: Sexta-feira, 23 de Fevereiro – Depois do jantar, eu me senti muito doente, então, fui obrigado a ficar na cama; mas às três horas, eu fui, conforme o compromisso, e preguei para perto de quatro a cinco mil pessoas, de um monte em Kingswood, com grande liberdade. O sol brilhou muito, e as pessoas de pé, de tal maneira tremenda, ao redor do monte, no mais profundo silêncio, preencheram-me com uma santa admiração. Domingo, 25 de Fevereiro – Quando eu me levantei de manhã, eu pensei que seria capaz de 'fazer coisa nenhuma, mas a divina força foi grandemente glorificada em minha fraqueza. Por volta das seis da manhã, eu preguei, cantei, e exortei meus visitantes matinais, como eu fiz no último dia do Senhor. Às oito horas, eu li as orações, e preguei para a mesma congregação aglomerada, em Newgate; de onde cavalguei para Bustleton Brislington; um vilarejo, mais ou menos duas milhas de Bristol, onde havia tal numerosa congregação, que, depois que eu li as orações na Igreja, eu achei melhor sair e pregar no pátio. As pessoas estavam excessivamente atentas, e, mais tarde, com a permissão do ministro, que me visitou lá, nós tivemos um Sacramento; e, eu espero, foi uma comunhão de santos, de fato. Às quatro horas, eu me apressei para Kingswood. Num cálculo razoável, havia acima de dez mil pessoas. As ruas e esquinas estavam cheias; tudo era silêncio, quando eu comecei; o sol brilhava forte, e Deus capacitou-me para pregar por uma hora, com grande poder, e tão alto, que todos (me disseram) puderam ouvir-me. Abençoado seja Deus, o sr. Brain falou corretamente. O fogo está aceso na cidade. Possam os portões do inferno nunca ser capazes de prevalecerem contra ele! Em uma data anterior, ele calculou sua congregação, não menos do que vinte mil, e anota: "Observar tais multidões de pé ao nosso redor em tal silêncio tremendo, e ouvir o eco de sua canção, é muito solene e surpreendente. Meu discurso continuou, por perto de uma hora e meia". Na Revista Gentleman's, de 1739, ele é descrito: "O sr. Whitefield tem sido maravilhosamente laborioso e bem sucedido, especialmente em meio aos pobres prisioneiros de Newgate, Bristol, e em meio aos rudes mineiros de carvão de Kingswood. No sábado, dia 18, ele pregou no Monte Hannam [Hanham], para cinco ou seis mil pessoas, e à noite, removeu-se para Common, meia milha distante, onde três montes e planícies ao redor estavam lotados com tão grande quantidade de carruagens, homens a pé e a cavalo, que eles cobriram três acres, e foram calculadas vinte mil pessoas". Durante o mês de Fevereiro, Wesley teve três entrevistas separadas com bispos da Igreja Estabelecida. No dia 6, ele foi com Whitefield até o Bispo de Gloucester, para solicitar uma subscrição para a Geórgia. No dia 21, ele e seu irmão Charles visitaram Potter, o Arcebispo de Canterbury, que lhes mostrou grande afeição; falou brandamente de Whitefield, advertiu-os para que não causassem mais ofensa do que necessária; para que omitissem frases contestáveis; e mantivessem as doutrinas da Igreja. Eles lhe disseram que esperavam perseguição; mas seriam fiéis à Igreja, até que seus artigos e homilias fossem revogados. De Potter, eles prosseguiram direto para Gibson, Bispo de Londres, que negou que os tivesse condenado, ou mesmo, ouvido muito a respeito deles. O Diário de Whitefield, ele disse, foi manchado com fanatismo, embora o próprio Whitefield fosse m jovem devoto, e bem-intencionado. Ele os advertiu contra o Antinomianismo, e despediu-se deles com cordialidade. Por volta deste tempo (Março de 1739), um certo capitão Williams fez uma declaração diante do Prefeito de Bristol, escandalosamente afetando a conduta de Wesley, quando na Geórgia, especialmente, em referência ao seu tratamento à sra. Williamson (Srta. Hopkey), e as circunstâncias ligadas com sua partida da colônia. Isto foi publicado, para o subseqüente e grande detrimento da recém formada sociedade. Este grosseiro panfleto não mereceria atenção, não fosse pelo fato de que foi a ocasião de Wesley dar ao mundo uma das mais interessantes e instrutivas autobiografias, alguma vez, publicada. No prefácio ao seu Diário, ele diz: "Eu não tenho o objetivo ou desejo de perturbar o mundo com algum dos meus pequenos romances; como não pode deixar de ser aparente a toda mente imparcial, por eu ter sido por tanto tempo, 'como alguém que não ouve'; não obstante os altos e freqüentes chamados que eu tenho tido que responder por mim mesmo. Nem eu teria feito isto agora, não tivesse o panfleto do capitão William, sido publicado, tão logo ele deixou a Inglaterra, me colocando na obrigação de fazer o que me cabe, em obediência ao mandamento de Deus: 'Que não se fale mal, do bem que existe em você'. Com esta visão, eu, por fim, 'darei uma resposta a cada homem que me perguntar a razão da esperança que está em mim', de que, em todas as coisas, 'eu tenho uma consciência nula de ofensa, em direção a Deus, e em direção aos homens!"'. Este primeiro extrato de seu Diário particular compreende o período de seu embarque para a Geórgia, e seu retorno para Londres, e foi publicado em 1739. 'O caráter real dos homens que tinham começado este processo judicial, logo apareceu. Causton foi processado por desvio de dinheiro público, e Williamson fugiu clandestinamente da colônia, para evitar as conseqüências de ofensas mais graves'. Dois anos mais tarde, para checar os efeitos danosos do panfleto, Wesley reimprimiu tanto de seu Diário, quando relacionado a este romance. Felizmente, Wesley foi levado a continuar a publicação dos extratos de seu Diário até o fim de sua vida. -------- [O caso Sophia Hopkey] John Wesley prosseguiu, em suas próprias dificuldades, com a amizade de Sophia Hopkey. Eles haviam se encontrado durante os longos quatro meses de ida para a Geórgia. Enquanto viajando no navio, Wesley foi empregado pela mãe de Sophia, para ensinar Francês a ela. Uma afeição surgiu, fora do relacionamento, dominando Wesley. Depois de aportar em Savannah, o afeto de um para com o outro continuou. Sophia estava confiante de que as intenções de Wesley eram honradas e a conduziriam ao casamento. Wesley buscou o conselho de seu amigo de confiança, Bispo Spangenberg, dos Morávios, e foi aconselhado a evitar contado com admiradores do sexo feminino. Wesley acatou o aviso, e sem qualquer explicação a Sophia, ele parou abruptamente de buscar por ela. Para piorar ainda mais a situação, Sophia era sobrinha de Causton. Em 12 de março de 1737, Sophia Hopkey casou-se com William Williamson, um balconista na loja de seu tio. Os dois foram embora para a Carolina do Sul, e se casaram em Sprysburg, que ficava vinte milhas acima do rio, fora das admoestações de Wesley. A colônia de Savannah era pequena em tamanho e de mente estreita. Os mexeriqueiros locais despedaçaram a reputação de John Wesley. Acreditou-se que John Wesley havia assegurado uma promessa de Sophia, de nunca se casar com outro, mas que ele não a tinha pedido em casamento. John Wesley deve ter se sentido completamente desapontado ao perder admiradora tão ardente. Depois do casamento, ele pareceu inconsolável, já que ele sempre admitiu seu mais extremo amor por ela. As preocupações de Wesley aumentaram, em 07 de Agosto de 1737, quando ele se recusou a dar a Sophia Williamson o Sacramento da Comunhão Santa na igreja. No dia seguinte, um mandado de prisão foi emitido contra Wesley por Williamson e sua esposa, Sophia. A queixa era por difamar Sophia, recusando-se a administrar a ela o Sacramento na Ceia do Senhor, em uma congregação pública, sem um motivo devido. Williamson moveu ação judicial por mil libras esterlinas, pelos danos por difamação do caráter de sua esposa. Wesley foi trazido diante do magistrado principal e o juiz municipal, mas ele não tinha conhecimento do poder de uma corte civil sobre ele, porque esse era um assunto de caráter eclesiástico. Ele foi requerido retornar para a corte seguinte que aconteceu em Savannah. Causton respondeu às circunstâncias confusas com uma reação de mexerico. Ele começou a declarar que a razão de Wesley ter repelido sua sobrinha foi vingança, porque ela havia declinado de seu pedido de casamento. A Sra. Sophia Williamson assinou um depoimento juramentado que Wesley havia proposto, inúmeras vezes, e que ela sempre o recusara. Causton tornou-se impaciente e requereu um ultimato com a espada. Wesley recusou-se a lutar com Causton, em vez disso, escreveu uma carta para a Sra. Williamson explicando seus motivos. A carta que Wesley escreveu, como explicação, forneceu detalhe das razões, porque ele sentiu necessário recusar a comunhão dela; situando que os participantes da Comunhão Santa deveriam indicar seus nomes para o pároco auxiliar, pelo menos, um dia antes, e que a Sra. Williamson não tinha feito isto. Wesley também a aconselhou que, para oferecer-se à mesa do Senhor, aquele que tivesse feito alguma coisa errada, deveria abertamente declarar estar verdadeiramente arrependido. Foi nesse tempo, que Wesley pôde, com uma consciência clara, administrar a Comunhão Santa para a Sra. Williamson. Um outro ponto a ser tomado em consideração, foi que, desde seu casamento, em Março, ela não tinha atendido a igreja, e esse incidente aconteceu em Agosto. Em 22 de Agosto, o julgamento de John Wesley começou diante de um júri formado e assegurado por Causton. Esta não foi a primeira vez que Causton assegurou um júri, outros cidadãos queixavam-se de que ele poderia, até mesmo, ordenar um júri para requerer um certo tipo de veredicto. O júri consistiu de um francês, que não entendia Inglês; de um Papista; um Infiel; três Batistas e dezessete Dissidentes. O julgamento terminou com um julgamento incorreto. Doze dos jurados recusaram-se a assinar a conta de acusação; e suas razões eram que as contas eram falsas ou conflitantes com a lei. Wesley apareceu na corte diversos dias, em Setembro, mas sem qualquer proveito, já que o Sr. Williamson estava sempre convenientemente fora da cidade. No encerramento do incidente, Wesley nunca foi capaz de recuperar suas boas relações com as pessoas boas de Savannah. Elas começaram a olhar para Wesley como um Católico Romano, por causa de sua resistência para com os Dissidentes, e sua recusa em administrar-lhes a Comunhão. Estando associado com o Catolicismo Romano era contra a permissão dos Fiduciários. Muito pouco dos colonos atendeu a igreja, regularmente, nesse tempo. Em 03 de Novembro de 1737, Wesley apareceu na corte novamente. Agora o Sr. Causton provou ser um oponente formidável, e pareceu sábio para Wesley fazer preparações para deixar a colônia. Estava claro para ele que havia, realmente, uma balbúrdia da oposição construída contra ele nessa colônia. Os Fiduciários enviaram William Stephens, como representante, para desanuviar as afirmações, que cercaram esse caso sórdido. O Sr. Stephens conferiu com ambas as partes, e concluiu que a cidade estava dividida na controvérsia. Wesley continuou a pregar sobre tais assuntos, em como regular as paixões de uns, e o perdão mútuo. O Sr. Stephens ficou impressionado com o ardor e sinceridade da pregação de Wesley. Em 24 de Novembro, Wesley notificou publicamente suas intenções de retornar para a Inglaterra. Isto foi dois dias antes que o Sr. Williamson publicasse um aviso que ele tinha uma causa de mil libras contra Wesley. O aviso estabelecia que qualquer um que tentasse ajudar Wesley na partida seria processado da mesma forma. Em 26 de Janeiro, Wesley parte de Frederica: "Depois de ter dados socos no ar, nesse lugar infeliz, por vinte dias, em 26 de Janeiro, eu pedi minha licença final de Frederica. Não foi por alguma apreensão do meu próprio perigo, embora minha vida tenha sido ameaçada, muitas vezes, mas por um desespero absoluto de querer fazer o bem, que me fez lamentar a possibilidade de não vê-la mais". ------------------- No tocante a publicação deste Diário, o seguinte extrato de uma recente parte dele pode apropriadamente encontrar lugar aqui. Ela é datada de 3 de Dezembro de 1738. O Diário foi publicado tanto no encerramento deste ano, ou (provavelmente) no início do ano seguinte. Wesley diz: "Eu recebi uma carta, sinceramente desejando que eu publique meu relato da Geórgia; e uma outra igualmente sincera, dissuadindo-me disto, 'porque traria muita perturbação sobre mim'. Eu consultei a Deus, em Sua Palavra, e recebi duas respostas; a primeira em (Ezequiel 33:26) [De acordo com o dever, a obrigação de uma atalaia é advertir as pessoas, o profeta é advertido de sua obrigação]. 'Vós vos estribais sobre a vossa espada; cometeis abominações, e cada um contamina a mulher do seu próximo! E haveis de possuir a terra?". A outra: II Timóteo 2:3 "Tu, portanto, sofre comigo como bom soldado de Cristo Jesus". Tyerman cede a seguinte carta interessante de Wesley a seu amigo Whitefield. Ela é datada de 16 de Março de 1739, e fornece uma compreensão da ocupação de Wesley naquele tempo: 16 de Março de 1739 Meu querido irmão, Na terça-feira, dia 8 do corrente, nós tomamos o desjejum na casa do sr. Score, Oxford, que está pacientemente esperando pela salvação da parte de Deus. De lá, fomos até o sra. Campton, que tem um coração de pedra, e reconhece que ela não deve estar envergonhada. Depois de passarmos algum tempo em oração, o sr. Washington veio com o sr. Gibb, e leu diversas passagens do livro do Bispo Patrick, Parábola do Peregrino, para provar que nós estávamos todos, sob ilusão, e que seriamos justificados pela fé e obras. Charles Metcalf opôs-se a ele diretamente, e declarou a simples verdade do evangelho. Quando eles se foram, nós novamente imploramos que nosso Senhor mantivesse Sua própria causa. Encontrando-nos com o sr. Gibbs, logo depois, e ele estava quase persuadido a buscar salvação apenas no sangue de Jesus. Entretanto, o sr. Washington e Watson, estavam indo a todas as partes e confirmando a descrença. Às quatro horas, nós os encontramos (sem pretendermos), e nos opusemos a eles novamente Das cinco às seis horas, nos estávamos confirmando os irmãos. Às seis horas, eu expus na casa da sra. Ford; como eu pretendia fazer na casa da sra Compton, às sete. Mas o sr. Washington foi até lá, antes de mim, e havia começado a ler o Bispo Ball, contra o Testemunho do Espírito. Ele me disse que foi autorizado pelo ministro da paróquia a assim proceder. Eu aconselhei a todos que valorizavam suas almas a irem embora; e, percebendo que este seria o mal menor dos dois; e, para que aqueles que permanecessem não fossem pervertidos, eu entrei diretamente em controvérsia, tocando tanto na causa, quanto nos frutos da justificação. No meio da disputa, a esposa de James Mear começou a sentir dores. Eu orei com ela um pouco, quando o sr. Washington foi embora; e, então, (tendo confortado o restante, como eu estava capacitado), descemos até Sister Thomas. No caminho, as dores da sra. Mears aumentaram, de tal forma, que ela não pode evitar gritar na rua. Com muita dificuldade, a levamos para a casa da sra. Shrieve (onde também o sr. Washington tinha estado antes de nós). Nós fizemos nosso pedido conhecido a Deus, e Ele nos ouviu e enviou um livramento para ela na mesma hora. Houve grande poder, em nosso meio, e seu marido também foi colocado em liberdade. Logo depois, eu senti tal desânimo golpear minha alma (e assim, a sra. Compton, e diversos outros), que eu não me lembro de ter alguma vez me encontrado assim antes.Eu acreditei que o inimigo estava perto de nós. Nós imediatamente clamamos por nosso Senhor para incitar Seu poder e vir e nos ajudar. Naquele momento, a sr. Shrieve caiu em uma estranha agonia; e todo seu corpo tremia excessivamente. Nós oramos, e dentro de uma hora a tempestade cessou. Ela agora desfruta de uma doce calma, tendo remissão dos pecados, e sabendo que seu Redentor vive. Em meu retorno à casa do sra, Fox, eu encontrei nosso querido irmão Kin-chin justamente vindo de Dummer. Nós nos regozijamos, e demos graças, e oramos, e tomamos doces conselhos juntos; e o resultado disto foi que, em vez de partir de Londres (como eu designara) na sexta-feira de manhã, eu partiria para Dummer, não havendo pessoa alguma para suprir aquela igreja no domingo. Na sexta-feira, portanto, eu parti, e vim, à noite para Reading, onde eu encontrei um jovem, Cennick, de nome, forte na fé de nosso Senhor Jesus. Ele começou uma Sociedade lá a semana anterior, mas o ministro da paróquia tinha agora quase a aniquilou. Diversos membros dela passaram a tarde conosco, e agradou a Deus fortalecê-los e confortá-los. Na manhã nosso irmão Cennick cavalgou comigo, quem eu me certifiquei disposto a sofrer; sim, a morrer, por seu Senhor. Nós viemos para Dummer, à tarde. A srta. Molly [a irmã de Charles Kinchin's, que era inválida] estava muito fraca na cama, mas forte no Senhor e no poder de Sua força. Certamente, a luz dela não seria assim oculta, sob o alqueire. Ele tinha o perdão, mas não o testemunho do Espírito (talvez, pela convicção de nosso querido irmão Hutchings, que pareceu acreditar que eles são inseparáveis). No domingo de manhã, nós tivemos uma larga e atenta congregação. À noite, a sala em Basingstoke estava cheia e minha boca estava aberta. Nós esperávamos muita oposição, mas encontramos nenhuma afinal. Na segunda-feira, a sra. Cleminger, com dor e medo, nós oramos e nosso Senhor trouxe-paz. Por volta do meio-dia, passamos uma hora ou duas em conferência e oração com a srta. Molly; e, então, partimos em uma gloriosa tempestade, mas, até mesmo eu, tive calma nela. Nós tínhamos designado a pequena Sociedade em Reading para nos encontrar à tarde; mas o inimigo estava muito vigilante. Quase tão logo saímos da cidade, o ministro mandou aviso, ou foi a cada um dos membros, e, tendo discutido e ameaçado, confundiram-nos extremamente, de modo que eles todos se dispersaram amplamente. A própria irmã do sr. Cennick não se atreveu a nos ver, mas saiu de propósito para nos evitar. Eu confio, no entanto, que nosso Deus irá reuni-los novamente, e que os portões do inferno não prevalecerão contra eles. Por volta da uma da tarde, na terça-feira, eu vim para Oxford novamente, e da casa do sr. Fox (onde tudo estava em paz), eu fui para a casa da sra. Compton. Eu me certifiquei que o ministro da paróquia tinha estado antes de mim, a quem ela declarou francamente a coisa como ela era – 'que ela nunca teve uma fé verdadeira em Cristo, até as duas horas da tarde da terça-feira precedente'. Depois de alguns outros avisos e expressões severas, 'ele disse a ela que ele deveria repeli-la da Comunhão Santa'. Certificando-se de que ela não estava convencida de seu erro, até mesmo por aquele argumento, ele a deixou calmamente regozijando-se em Deus, seu Salvador. Às seis da tarde, fomos para a Sociedade do sr. Fox; por volta das sete horas, para a casa da sra. Compton: o poder de nosso Senhor estava presente em ambas, e todos os nossos corações estavam unidos em amor. No dia seguinte, tivemos a oportunidade de confirmar a maioria, se não todas, das almas que tinham sido estremecidas. À tarde, eu preguei no Castelo. E, mais tarde, me reuni em oração, tendo agora Charles Graves acrescentado a nós, enraizado e alicerçado na fé. Nós, então, fomos para a sala do sr. Gibb, onde estava o sr. Washington e Watson. Aqui uma hora se passou em conferência e oração, mas sem qualquer disputa. Às quatro da manhã, eu deixei Oxford. Deus, de fato, plantou e regou. Ó, possa Ele fornecer o crescimento. – Eu sou, J.Wesley ---------- [John Cennick] Quando nos tempos de Wesley foi necessária a supervisão do crescente número de novas Sociedades, ele começou a apontar pessoas para dividir a responsabilidade pelo trabalho em várias locações. Um desses primeiros foi John Cennick que tinha sido convertido em 1737, sob a influência de um Metodista (John Kinchin), em Oxford. Cennick tinha mostrado habilidades de liderança, na Sociedade, em Reading. No verão de 1739, John pediu a ele que fosse para Bristol preencher sua ausência. A intenção de Wesley era que Cennick comandasse as pessoas nas orações, nos estudos bíblicos e exortações ocasionais (mas não que pregasse, como era reservado aos clérigos). Quando foi questionado a ir para Bristol, e liderar as Sociedades lá, o jovem ficou muito excitado. Cennick tinha aspirações de se tornar um professor, e ele tinha ouvido de George Whitefield que havia planos de construir uma escola em Kingswood. A maior preocupação que John e Charles Wesley tinham a respeito de Cennick era se ele poderia se refrear de ensinar a doutrina Calvinista que se opunha aos ensinos de Wesley da redenção universal. "Por algum tempo ele se conteve", até Dezembro de 1740. Por aproximadamente um mês, Wesley foi chamado a estar em Londres. Retornando a Bristol, em meados de Fevereiro, ele começou a investigar as divisões e ofensas, as quais foram causando rachaduras, nas Sociedades de lá. John Cennick e Thomas Bissicks tinham afirmado, na ausência de Wesley, que ele estava pregando uma falsa doutrina e dando assistência ao papa. Cennick, em uma carta para Whitefield, disse que o efeito das pregações de Wesley colocava-o, ao lado de Satã, fazendo guerra contra os santos. Wesley podou a Sociedade e publicou acusação formal contra o grupo opositor. "Diversos membros do grupo da Sociedade, em Kingswood, tinham feito disso uma prática comum para ridicularizar as pregações do Sr. John e Charles Wesley. Eles falaram mal deles, pelas costas, da mesma maneira que professavam amor e estima, na presença dos mesmos". Wesley, então, elucidou que eles não estavam sendo escolhidos por suas opiniões, mas por ridicularizarem a Palavra e os ministros de Deus, dizendo falsidades, calúnias, mentiras, difamando e dissimulando. Com Cennick, no palanque, ao seu lado, Wesley leu essas palavras à Sociedade: "Eu John Wesley, pelo consenso do grupo da Sociedade, em Kingswood, declaro que essas pessoas mencionadas não mais são membros, daqui por diante". Depois de ter sido expulso da Sociedade de Kingswood, John Cennick escreveu em seu Diário "Eu fiquei um pouco surpreso, embora eu tenha mostrado pouco disso, para as almas, apenas eles me viram chorar, quando eu fui embora". Wesley exigiu lealdade, mas sua afeição por Cennick, rapidamente, o impediu. "Ele implorou a Cennick para lutar em orações, esperando que ele pudesse reconhecer suas falhas e ser readmitido. Cennick estava certo de que as ofensas dele, aos olhos de Wesley, eram por ele acreditar na predestinação. Wesley opôs-se dizendo que ele não tinha sido expulso por causa de suas opiniões". Em 8 de Março, Cennick e cinqüenta e um outros membros retiraram-se da Sociedade de Kingswood, e noventa deles permaneceram com Wesley. Embora os dois homens mantivessem a amizade, duas Sociedades rivais ergueram-se em Kingswood. Em 22 de Março de 1739, Whitefield escreveu para Wesley, implorando a ele, da maneira mais incisiva, a vir para Bristol, sem demora. Disto, "Wesley" recuou, principalmente, sob a influência das Escrituras, que, de acordo com seu método de consultá-las nas emergências, mostrou-se a ele. A viagem foi proposta para a Sociedade em Fetter Lane. Charles opôs-se, até que, apelando igualmente para a Palavra, ele recebeu a mensagem: "Como falado para si mesmo, 'Filho do homem, eis que dum golpe tirarei de ti o desejo dos teus olhos; todavia não te lamentarás, nem chorarás, nem te correrão as lágrimas'" (Ezequiel 24:16). A questão foi entregue à Sociedade, mas eles, incapazes de chegarem a um acordo, concordaram decidi-la pela sorte; pelo que, foi determinado que ele deveria ir. Mais tarde, diversos, pedindo que pudessem "abrir a Bíblia", concernente ao resultado desta, eles o fizeram nas seguintes passagens, "que", diz Wesley, "eu deverei registrar, sem qualquer reflexão sobre elas". (II Samuel 3:1) "Ora, houve uma longa guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi; porém Davi se fortalecia cada vez mais, enquanto a casa de Saul cada vez mais se enfraquecia". (II Samuel 4:11) "Quanto mais quando homens cruéis mataram um homem justo em sua casa, sobre a sua cama, não requererei eu o seu sangue de vossas mãos, e não vos exterminarei da terra?" (II Crônicas 28:27) "E Acaz dormiu com seus pais, e o sepultaram na cidade, até mesmo, em Jerusalém". Não é fácil ver que instrução poderia ganhar deste apelo aleatório à Sagrada Palavra; ou que impressão tais passagens como as acima fariam na mente dos inquiridores, outra do que uma triste e sombria. Sua relevância não está em alguma maneira indicada na história subseqüente. Wesley deixou Londres. Na quinta-feira, 29 de Março, expôs para uma pequena companhia, à noite, em Basingstoke, e alcançou Bristol, no sábado de tarde. Whitefield escreve: Sábado, 31 de Março – "Eu fiquei muito reanimado ao ver meu honrado amigo, sr. John Wesley, a quem eu desejei estar mais perto, e a que eu agora tive o prazer de apresentar aos meus amigos; ele nunca antes esteve em Bristol". No domingo, Whitefield pregou em campo aberto, e Wesley observou: "Dificilmente poderia reconciliar-me, a principio, com esta estranha idéia de eu pregar nos campos, tendo minha vida, até muito recentemente, tão obstinada em cada ponto, relativo à decência e ordem, que eu teria pensado que a salvação das almas seria quase um pecado, não fosse feita em uma igreja". À tarde, no entanto, ele expôs o Sermão da Montanha, de nosso Senhor, para uma pequena sociedade que encontrou uma ou duas vezes na semana, em Nicholas Street. Ele considerou esta questão "de pregação no campo", um "precedente muito notável". E no dia seguinte, segunda-feira, dia 2 de Abril, às quatro horas da tarde, ele "se submeteu a ser mais vil, e proclamou nas estradas, as boas novas da salvação, para aproximadamente três mil pessoas". Seu texto nesta mais interessante ocasião foi: "O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, no aceitável ano do Senhor" (Lucas 4:18). Isto deve ser lembrado, como um passo, supremamente significativo, em sua carreira de evangelista, e no progresso daquele avivamento espiritual que foi destinado a mudar a inteira moral e aspecto religioso daquelas ilhas, alterar a condição da vida da Igreja, e inaugurar a era do entusiasmo religioso, da benevolência, e da atividade cristã, que encontrou sua mais sublime exemplificação na vitalidade re-despertada das Igrejas desta terra, no estabelecimento e expansão das Igrejas, no recente mundo transatlântico em formação, e naquele afloramento do zelo pelas missões estrangeiras que distinguiram o último século. Esta abertura de um novo caminho foi seguida por uma atividade imediata e muito difundida, na pregação do evangelho, e por alguns muitos extraordinários fenômenos na conduta de muitos daqueles que ouviram. À tarde, depois da pregação no campo, Wesley expôs os Atos dos Apóstolos para uma sociedade reunida em Baldwin Street; e, no dia seguinte, o Evangelho de João na Capela de Newgate, onde ele também leu o serviço matinal da Igreja. No dia seguinte, em Baptist Mills, ele "ofereceu a graça de Deus, para aproximadamente cento e quinze pessoas". À tarde daquele dia, três mulheres concordaram em se encontrar, para confessarem suas faltas, umas às outras, e orarem umas pelas outras, para que fossem curadas; e quatro jovens também, para o mesmo propósito. Esses encontros eram uma imitação dos encontros na Sociedade Fetter Lane de Peter Bohler [Morávio]. É interessante notar quão intimamente esta sociedade completamente independente foi modelada, de acordo com as regras de Bohler, desde o começo e encontrando-se às quartas-feiras. Este foi o início de uma instituição que, mais tarde, tornou-se de um de grande valor no relacionamento e expansão da vida espiritual em meio dos Metodistas. Ele pergunta: "Como algum homem se atreve a negar que esta seja, quanto à sua essência, um meio da graça, ordenada por Deus? Exceto se ele afirmar com Lutero, na fúria de seu solifidianismo [mantém que a fé somente, sem as obras, é suficiente pás a justificação], que A Epístola de Tiago é uma epístola sem valor?". Nos três dias seguintes, ele expôs as Escrituras em três outras sociedades. No domingo seguinte, pregou às sete horas, para aproximadamente mil pessoas, em Bristol, mais tarde, para cento e cinqüenta, no topo do Monte Hanham, em Kingswood, e por volta de cinco mil mais à tarde, em Rose Green. Na terça-feira, pretendeu ir para Bath, onde pregou para aproximadamente mil almas, e, na manhã seguinte, para duas vezes mais o número, e para uma multidão igualmente grande em Baptist Mills, à tarde. No sábado seguinte, dia 14, ele pregou em um albergue, trezentas ou quatrocentas pessoas havia dentro, e duas vezes mais do lado de fora. No domingo de manhã, às sete horas, ele proclamou a verdade para quinhentas ou seiscentas pessoas; mais tarde, para três mil no Monte Hanham, para uma congregação lotada em Newgate, depois do jantar; entre cinco e seis horas, para cerca de cinco mil em Rose Green; e concluiu o dia com um discurso para uma das sociedades. Na terça-feira seguinte, numa pequena sociedade, o peso das pessoas fez com que o solo desabasse; mas logo todos já estavam tranqüilamente atendendo às coisas que eram faladas; mais tarde, ele expôs em outra sociedade. Foi nesta época, que o estranho fenômeno começou a aparecer, e que, por um tempo, caracterizou os serviços. Wesley deu o seguinte relato: "Nós, então, clamamos a Deus para confirmar sua palavra. Imediatamente alguém de pé ao lado, para nossa não pequena surpresa, gritou com a mais extrema veemência, como se nas agonies da morte. Mas nós continuamos em oração, até que uma nova canção foi colocada em sua boca, uma ação de graças a nosso Deus. Logo depois, duas outras pessoas foram acometidas com forte dor, que as constrangeram a gemer pela inquietude de seus corações. Mas não muito tempo antes que elas irrompessem em louvor a Deus, seu Salvador. Um outro clamou por Deus, do ventre do inferno; e, num curto espaço de tempo, ele já estava dominado com alegria e amor, sabendo que Deus havia curado suas apostasias. Deus nos tem dado tantas testemunhas vivas; Sua mão ainda se estende para curar, e estes sinais e maravilhas são, até mesmo agora, forjadas pelo Santo Filho Jesus". Exemplos adicionais ocorreram nos dias seguintes. Em um caso, "um jovem foi subitamente acometido de um violento tremor por todo o corpo, e, em poucos minutos, com as tristezas de seu coração, ampliadas, ele caiu ao chão. Mas ele não cessou de chamar por Deus, até que Ele o levantou cheio de paz e alegria no Espírito Santo". Na Páscoa, choveu, e ele pode apenas pregar em Newgate, às oito da manhã e duas da tarde; na casa perto do Monte Hanharn, às onze, e em um próximo a Rose Green, às cinco horas; concluindo o dia na sociedade, na tarde; quando "muitos tiveram o coração contrito, e muitos, confortados". No dia seguinte, ele foi, depois de repetidos convites, para Pensford, por volta de cinco milhas de Bristol, e pediu permissão ao ministro, para pregar na Igreja; mas, depois de esperar por algum tempo, e sem resposta, ele pregou "em campo aberto"; e, à tarde, em um lugar conveniente, perto de Bristol, para mais de três mil. Novamente, na quarta-feira, em Bath, para aproximadamente mil pessoas; às quatro da tarde, para os pobres mineiros de carvão, em Two Mile Hill, em Kingswood; e, à tarde, em Baldwin Street, quando "um jovem, depois de dolorosa agonia, embora breve, tanto de corpo quanto de mente, encontrou sua alma preenchida com paz, sabendo o Deus, em quem acreditava". No começo da semana, enquanto pregando em Newgate, ele "foi inconscientemente conduzido", ele nos disse, "sem qualquer objetivo prévio, a declarar forte e explicitamente que Deus fará com que todos os homens sejam assim salvos; e a orar, para que, se esta não fosse a verdade de Deus, que Ele não permitisse que o cego saísse do caminho; mas se fosse, que Ele testemunhasse Sua palavra. Imediatamente, um, após outro, caiu ao chão, de todos os lados, como que aturdidos. Uma jovem gritava. Nós imploramos a Deus em seu benefício, e Ele transformou a opressão dela em alegria. Uma segunda, na mesma agonia, nós clamamos a Deus por ela também; e Ele lhe falou paz à sua alma". "Na manhã", ele disse, "Eu fui novamente pressionado no espírito, a declarar que Cristo deu a si mesmo, como resgate por todos. E pouco antes que clamássemos por Ele, para colocar Seu selo, Ele respondeu. Uma jovem foi tão ferida pela espada do Espírito, que você teria imaginado que ela não viveria mais. Mas imediatamente sua abundante bondade foi mostrada, e ela cantou em voz alta, Sua retidão. No sábado, toda Newgate ressoava com os gritos daqueles a quem a Palavra de Deus cortava o coração; dois dos quais, foram imediatamente preenchidos com alegria". No domingo seguinte, ele primeiro declarou a livre graça de Deus, para cerca de quatro mil pessoas em Bristol; então, em Clifton, a pedido do ministro (Rev. John Hodges), que estava enfermo; de lá, ele retornou para uma pequena planície perto do Monte Hanham, onde, por volta de três mil pessoas estavam presente. Em Clifton, à tarde, a igreja estava completamente cheia quando das orações e sermão; e o pátio da igreja no sepultamento que se seguiu. Em Rose Green, mais tarde, foi calculado perto de sete mil reunidos; de onde ele se dirigiu para a Sociedade Gloucester Lane , depois, para a primeira festa do amor em Baldwin Street. Ele bem exclamaria: "Ó, como Deus renovou minhas forças. Há dez anos eu me sentia fraco e cansado com a pregação duas vezes ao dia". Se esses extraordinários trabalhos zelosos tivessem rapidamente diminuído, não teriam despertado surpresas; mas, embora o número de serviços verdadeiramente conduzidos por ele, não fosse, em geral, sempre tão numeroso (porque ele freqüentemente atendia ao Serviço matinal e noturno comum da Igreja, onde quer que ele fosse, pregando em campo aberto e para as sociedades fora dos horários da Igreja), ainda assim, em outros aspectos, esses são apenas exemplos de seus esforços continuados com a devoção incansável, até o limite extremo de sua força física, mesmo no fim de seus dias. Não é de se admirar, que muitas pessoas ficassem ofendidas com o estranho fenômeno físico que elas testemunhavam. Em meio a elas, havia um médico, que estava muito temeroso que houvesse fraude ou impostura no caso. "Hoje", Wesley diz, "alguém a quem ele [o médico] conhecia há muitos anos foi a primeira, enquanto eu estava pregando em Newgate, a irromper em estranhos gritos e lágrimas. Ele quase não acreditou em seu próprios olhos e ouvidos. Ele foi até ela, e observou todos os sintomas, até que grandes gotas de suor correram por sua face, e todo os seus ossos estremeceram. Ele, então, não soube o que pensar, estando claramente convencido de que não se tratava de fraude, nem ainda de alguma desordem natural. Mas quando ambos sua alma e corpo foram curados, no mesmo instante, ele reconheceu o dedo de Deus!". Este foi provavelmente Dr. Middleton, um amigo muito antigo dos Wesleys, em Bristol, cuja morte, Charles Wesley lamentou em uma elegia de vinte e um versos; leitura que sensibilizou a alma amorosa de Fletcher às lágrimas. Provavelmente foi por causa dele que o "Hino ao Médico" foi escrito. Na terça-feira, 1º. de Maio, ele escreve: "Muitos ficaram ofendidos novamente, e, de fato, muito mais do que antes. Porque, em Baldwin Street, minha voz mal podia ser ouvida, em meio aos gemidos de alguns, e gritos de outros, chamando por Ele que é poderoso para salvar. Eu desejei que todos que fossem sinceros de coração suplicassem comigo ao Príncipe louvado por nós, para que Ele proclamasse livramento aos cativos. E Ele logo mostrou que ouviu nossa voz. Muitos daqueles que estiveram na escuridão viram o alvorecer de uma grande luz, e dez pessoas, eu me certifiquei, mais tarde, disseram na fé: 'Meu Senhor e meu Deus'. Um Quacre, que estava ao lado, não ficou pouco descontente 'com a dissimulação daquelas criaturas", e mordia os lábios e cerrava as sobrancelhas, quando ele caiu ao chão como que atingido por um raio. A agonia em que ele se encontrou foi até mesmo difícil de observar. Nós imploramos a Deus para que ele não enlouquecesse. E ele logo levantou sua cabeça, e gritou: 'Agora, eu sei que tu és um profeta do Senhor'. Em Newgate, enquanto eles estavam em oração, um outro murmurador foi confortado, e outro que havia sido atirado na perplexidade por um opositor, também. Quando eles se levantaram para dar graças por este um, outro "cambaleou quatro ou cinco passos, e, então, tombou". Eles oraram por ele, e o deixaram "fortemente convencido do pecado, e sinceramente pedindo por livramento". Um outro, que era zeloso pela Igreja, e se opôs muito a todo Dissidente, sendo informado de que pessoas "eram acometidas de estranhos ataques nas sociedades", ele veio ver pessoalmente, e se esforçou para convencer seus conhecidos que "aquilo era uma ilusão do diabo". Mas, enquanto lia o sermão sobre a Salvação pela Fé, "ele mudou de cor, tombou de sua cadeira, e começou a gritar terrivelmente, e a debater-se no chão", seu peito levantando-se, ao mesmo tempo, como nas agonias da morte, e grandes gotas de suor, gotejando em sua face. Wesley diz: "Todos nós nos entregamos à oração. Suas agonies cessaram, e tanto seu corpo quanto sua alma estavam livres". Que Wesley dê sua própria impressão sobre essas ocorrências singulares. Ele escreve: Durante todo este tempo, eu quase continuamente me perguntei: Como essas coisas podem ser? Para alguém que tem me escrito muito sobre este assunto, a somatória de minha resposta foi como se segue: A questão entre nós torna-se uma questão realmente. Você nega que Deus agora opere esses efeitos; pelo menos, que Ele os opera desta maneira. Eu afirmo ambos, porque eu tenho ouvido essas coisas, e visto essas coisas. Eu vi, até onde coisas desse tipo podem ser vistas, muitas pessoas mudadas, de repente, do espírito de temor, horror, desespero, para o espírito do amor, alegria, e paz; e do desejo pecaminoso, até, então, reinando sobre elas, para o desejo puro de fazer a vontade de Deus. Essas são questões de fato, das quais tenho sido, quase diariamente, testemunha ocular e auditiva. O que eu tenho a dizer no tocante às visões ou sonhos é isto: Eu conheço diversas pessoas em quem esta grande mudança foi forjada em um sonho, ou durante uma forte representação em sua mente, de Cristo, quer na cruz, ou na glória. Este é o fato; que alguém o julgue, como lhe agradar. E que tal mudança foi, então, forjada, aparece, não do seu derramar-se em lágrimas apenas, ou em seus ataques, ou gritos: esses não são os frutos, como você parece supor, por meio do qual eu julgo; mas de todo o teor da vida deles, até, então, muitos caminhos pecaminosos que, desde aquele momento, se tornaram santos, justo, e bons. Eu mostrarei a você, alguém que era um leão, até então, e agora é um cordeiro; aquele que era um bêbado, e agora está exemplarmente sóbrio; o devasso que agora abomina a mesma vestimenta maculada pela carne. Esses são meus argumentos vivos, para os quais eu afirmo, ou seja, que Deus agora, como anteriormente, dá remissão dos pecados, e o dom do Espírito Santo, até mesmo a nós, e nossos filhos; sim, e que sempre, de repente, até onde eu sei, e freqüentemente em sonhos ou em visões de Deus. Se não for assim, eu serei uma falsa testemunha perante Deus. Porque essas coisas eu testifico, e pela Sua graça, testificarei. Dessas estranhas condições físicas ele diz: -- Talvez, devido à dureza de nossos corações, não preparados para receber alguma coisa, exceto aquilo que vemos com nossos próprios olhos, e ouvimos com nossos ouvidos, Deus, em complacência com nossa fraqueza, permitiu tantos sinais exteriores, ao mesmo tempo em que ele forjou esta mudança interior, continuamente vista e ouvida em nosso meio. Mas, embora eles vissem sinais e maravilhas (porque é desta forma que devemos denominá-los), ainda assim, muitos não acreditaram. Eles não negariam os fatos, na verdade, mas não poderiam dar satisfações. Alguns disseram: 'Esses foram efeitos puramente naturais; as pessoas sugeriram isto, apenas devido ao calor e falta de ventilação das salas'. E esses estavam certos de que 'tudo fora um logro; que eles impediriam se pudessem. Ou, por que essas coisas eram restritas às sociedades privadas? Por que elas não aconteciam à luz do sol?'. Hoje, 21 de Maio de 1739, nosso Senhor respondeu por Ele mesmo; porque enquanto eu estava reforçando essas palavras: "Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra". [Salmos 46:10], Ele relevou seu braço, não apenas em uma sala fechada, nem em privativo, mas em campo aberto, e diante de mais de duas mil testemunhas. Uma e outra, e outra se prostraram ao chão; excessivamente tremendo à presença do poder de Deus. Outras soltaram um grito alto e doloroso: 'O que devo fazer para ser salvo?'. E, em menos de uma hora, sete pessoas, completamente desconhecidas por mim, até aquele momento, estavam se regozijando e cantando, com toda sua força, dando graças ao Deus de sua salvação. À noite, ele foi interrompido, em Nicholas Street, quase tão logo começou a falar, pelos "gritos de alguém que teve seu coração afligido, e implorou fortemente pelo perdão e paz. Ele prosseguiu, e declarou o que Deus já havia feito, como prova daquela importante verdade, a de que Ele 'não deseja que alguém pereça, mas que todos se arrependam'. Uma outra pessoa caiu perto de alguém que fora um forte defensor da doutrina contrária. Enquanto ele permaneceu atônico, com o que via, um garoto perto dele foi acometido da mesma maneira. Um jovem, logo atrás, fixou seus olhos nele, e sucumbiu, como que morto; mas logo começou a gemer e a debater-se ao chão, de maneira que seis homens mal conseguiram segurá-lo". Este foi Thomaz Maxfield, de quem nós ouviríamos falar logo mais. Wesley acrescenta: "Eu nunca vi alguém tão dilacerado pelo diabo. Entretanto, muitos outros começaram a clamar para o Salvador de todos, para que Ele viesse e os ajudasse, de tal maneira, que todos da casa, e, na verdade, todos da rua, por algum período de tempo, estavam em grande alvoroço. Mas nós continuamos em oração; e antes das dez, a maior parte encontrou o descanso para suas almas'". Ele foi chamado para ministrar a Ceia a alguém "em violenta agonia", e, por volta do meio-dia, para outro. "Eu penso", ele acrescenta,"vinte e nove no total tiveram sua opressão transformada em alegria, neste dia". Que as pessoas foram convencidas do pecado, pelo Espírito Divino, através da mediação da Palavra pregada, não há do que se duvidar. Mas, quaisquer explicações que sejam dadas desses estranhos fenômenos físicos, não os considerariam como afetando, de alguma forma, a devoção daqueles que estiveram sujeitos a eles; nem, no entender de Wesley, houve neles alguma evidência de mudança de caráter, ainda que o caráter pudesse ser mudado, durante a continuidade deles. Talvez, suas próprias palavras, escritas, em um período mais tarde, possam servir, no momento, como uma explicação satisfatória, assim como qualquer uma que possa ser dada. Ele diz: Eu asseguro que circunstâncias extraordinárias têm atendido esta convicção em algumas instâncias. Eu tenho freqüentemente dado um relato pessoal. Enquanto a Palavra de Deus era pregada, algumas pessoas tombaram como mortas; algumas, por assim dizer, em fortes convulsões; algumas gemendo alto, embora que não com voz articulada; e outras falaram da angústia de suas almas. Isto é facilmente considerado tanto pelos princípios da razão quanto pelos das Escrituras: Primeiro, quanto aos princípios da razão. Porque quão fácil é supor que uma forte, viva, e súbita apreensão do pecado abominável, da ira de Deus, e das dores amargas da morte eterna, possam afetar o corpo, assim como a alma, durante as leis presentes da união vital; -- possam interromper ou perturbar as circulações comuns, e colocar a natureza fora de seu curso! Sim, nós podemos questionar se, enquanto esta união subsiste, é possível para a mente ser afetada, em um grau tão violento, sem um ou outro dos sintomas que se seguem. É igualmente fácil considerar, quanto aos princípios das Escrituras. Porque, quando temos uma visão de dentro desta luz, nós devemos acrescentar à consideração das causas naturais, a atividade daqueles espíritos que ainda sobressaem pela força, e, até onde têm a permissão de Deus, não falharão em atormentar aqueles que eles não podem destruir; em despedaçar aqueles que estão vindo para Cristo. É também notável que existe uma Escritura clara; precedente a todo sintoma, que ultimamente tem surgido, de maneira que não podemos admitir que se trate de loucura a convicção atendida por esses, sem desistir tanto da razão, quanto das Escrituras. Ele garante, mais adiante, que "os toques de extravagância, beirando a loucura", podem, algumas vezes, atender convicções severas, e que isto pode ser facilmente considerado pelas leis presentes de nossa estrutura física. Portanto, ele conclui: "não é estranho que alguns, enquanto sob fortes impressões de aflição ou temor, da consciência da ira de Deus, possam, por um período, esquecer quase todas as outras coisas, e dificilmente serem capazes de responder a uma questão comum; que alguns possam imaginar que eles vêm estranhas visões, ou que outros possam ser atirados dentro de grandes temores. Mas todos esses efeitos desaparecem, de repente, quando quer que a pessoa convencida prove do amor perdoador de Deus". Várias opiniões foram, então, e têm sido assim levadas em consideração, não quanto à boa credibilidade de Wesley, em seus relatos desses fenômenos singulares; isto nunca foi questionado – não quanto à realidade da ocorrência deles; nem quanto às mudanças forjadas no caráter e vidas de muitas "vítimas" dessas estranhas experiências. Mas as opiniões têm diferido quanto à exata natureza e causa principal. Southey [Robert – poeta -1774-1843] os ataca com muita severidade. Ele é questionado por Watson, e pelo editor de uma edição de sua própria obra. Charles Wesley foi importunado por elas, embora tenham, ocorrido, algumas vezes, sob sua própria pregação; e ele, até mesmo, esforçou-se para impedi-las, dando instruções, a um serviçal que, se alguns fossem assim afetados, que eles fossem carregados para fora, e ele relata que, naquela ocasião, os carregadores não foram perturbados! Não é completamente surpresa que esses efeitos se seguiriam, até mesmo, se nós colocarmos de lado qualquer referência à atuação sobre-humana. Como foi mostrado acima, o próprio Wesley reconheceu completamente as obras comuns das leis da natureza humana, físicas e mentais. É razoável perguntar, se não existiram causas naturais suficientes para esclarecê-las mais amplamente. Vamos lembrar que havia uma apatia religiosa geral, e, até mesmo, uma profunda e abundante pecaminosidade, em quase todas as partes da terra, e que a pregação de Wesley foi de um caráter peculiarmente efetivo. Se ele necessitava do dramático caráter pitoresco de Whitefield, seu estilo era singularmente claro, vívido, e incisivo. Ninguém poderia interpretá-lo mal. Ele denunciou o pecado em termos inteiramente livres de ambigüidade. Ele apelava, com penetrante intimidade, às consciências de seus ouvintes, na larga proporção da sua inevitável responsabilidade de auto-condenação; de maneira que, sob sua pregação, homens e mulheres, eram profundamente convencidos da pecaminosidade pessoal. Nem ele escondia as terríveis conseqüências de um mau procedimento, que para ele, era uma certeza terrível. Se ele não descrevia um inferno de tormentos, ele proclamava um. Não havia o que ocultar deste terrível assunto, na perplexidade de uma linguagem indefinida, mas uma afirmação, sem hesitação dela, em termos bíblicos calmos, simples, uniformes. Porque nos auto-condenados não havia esperança de isenção. As punições do pecado permaneciam diante deles claramente reveladas. Eles não buscariam coisa alguma, a não ser julgamento, e uma ardente indignação que devoraria os adversários. Em uma consciência culpada, auto-condenada, o medo da vingança inevitável produziria medo e terror esmagador. Mas uma outra categoria de emoções foi levada à cena. Com igual clareza, com igual confiança indubitável, e com um apelo terno, ele pregou para o aterrorizado, o amor Divino pela humanidade, e a suficiência de uma redenção divinamente providenciada para todos. Os homens poderiam não ouvir Wesley pregar, e, ainda assim, duvidariam, se Deus os amava e desejava a salvação deles; ou se ele havia aberto um caminho acessível para Si mesmo para todos. Em tons compassivos ele exclamava: "Venham todos do mundo, vem tu, pecador. Todas as coisas estão prontas agora em Cristo". A mesma mensagem era lida, pelo mais vil e pelo pior de todos, aqueles que estavam nos espasmos da angústia mais terrível. Em meio a tais revulsões de sentimento, até mesmo o forte auto-controle dificilmente preservaria um equilíbrio mental. A alegre esperança sucedendo o medo esmagador; as primeiras pulsações da fé que abria com algum grau de segurança para a possibilidade de uma salvação certa – tudo isto era suficiente para perturbar o equilíbrio das pessoas, por outro lado, calmas e auto-controladas. Não se pode questionar que algumas instâncias desses fenômenos compartilhavam com a natureza da histeria, hipocondria, condições de prostração física e exaltação mental, com falta de controle mental e físico, produzidos por uma severa, e freqüentemente prolongada tensão nervosa, ou por um forte excitamento emocional. A esta causa pode ser atribuída a risada incontrolável, que Wesley, mais tarde, registra, e do qual tanto ele quanto seu irmão Charles, em uma ocasião anterior, pelo menos, tornaram-se vítimas sem querer. Essas condições são de um caráter mais contagioso; o próprio ato de uma pessoa sendo sugestão para outra. Que eles eram produzidos diretamente por intervenção sobrenatural não está completamente claro. Wesley acreditou que poderiam surgir tanto de causas divinas quanto diabólicas; como sinais de uma fonte, ou os obstáculos, designados a lançar descrédito sobre toda a obra, de outra. Seu irmão Samuel se referiu a elas como totalmente do diabo. Mas certamente se pode dizer que se tais perturbações mentais e físicas não são totalmente suficientes para responder por esses fenômenos, elas certamente fornece condições aceitáveis para sua ocorrência. Com vistas à acomodação das sociedades em Bristol, foi decidido construir uma grande sala, suficiente para o uso delas, e para aqueles que estivessem dispostos a atenderem quando as Escrituras fossem expostas. A primeira pedra da construção foi colocada no sábado, 12 de Maio de 1739, "com a voz de louvor e ação de graças". A sala da Nova Sala, como Wesley a chamou até o fim de seus dias – foi, de certa forma, construída muito rapidamente e, talvez, a preço muito baixo; como resultado, por volta de 1748, ela se tornou tão precária, a quase necessitar de uma inteira reconstrução. A oportunidade de ampliá-la, e de assegurar a bem conhecida entrada para a Broadmead, foi aproveitada grandemente. A original extremidade da Feira de cavalos, com o "pátio" e uma das "aléias", subseqüentemente mencionados, ainda permanecem, muito pouco mudados, se, afinal, embora em uma condição tristemente dilapidada. Como será visto, os arranjos monetários para atender o custo da reconstrução tiveram as mais frutíferas emissões no sistema financeiro da Igreja Metodista. Este foi o primeiro exemplo da construção de algum edifício para o uso das Sociedades Metodistas; e, como era de se esperar, originou vários comentários em meio aos amigos de Wesley. A princípio, Wesley não tinha expectativa ou objetivo algum de estar pessoalmente envolvido, quer na despesa, ou na direção desta obra, tendo apontado onze feudatários em quem, ele supôs, esses encargos cairiam. Mas rapidamente descobriu seu equívoco. Ele se certificou de que era obrigado a tomar para si o pagamento dos operários, de maneira que, antes que ele estivesse bem consciente disto, contraiu um débito de 150 libras. Whitefield e outros de seus amigos em Londres declinaram restituir alguma ajuda que fosse, exceto se os feudatários fossem desobrigados, uma vez que, de acordo com a Escritura existente, eles teriam todo o poder de controle do uso da construção e até mesmo negar seu uso ao próprio Wesley. Com o consentimento deles, portanto, a Escritura foi cancelada, e Wesley tomou todo o encargo da questão sobre seus próprios ombros. Wesley combinou pregar, dentro e nos arredores de Bristol, para multidões atentas e despertas. Em Bath – "Em uma campina, de um lado de uma colina, perto da cidade", mostrada nos mapas modernos como "Barton Fields", agora cobertas com os edifícios da Gay Street, e o Circus – ele pregou para cerca de mil pessoas, "diversas criaturas finas e alegres, em meio deles"; em Rose Green --- "o primeiro púlpito em campo aberto" de Whitefield, havia pilhas de refugos das minas de carvão, que dava a ele elevação para a mais larga congregação que ele tinha tido lá: mais de dez mil almas; na King's. Weston-Hill, quatro ou cinco milhas da Bristol daqueles dias, onde dois cavalheiros, em atitude de escárnio zombou de muitas pessoas das vilas vizinhas, Wesley proclamou a grande verdade do Dia da Ascensão. Na manhã do domingo seguinte, ele pregou para seis mil pessoas; então, em Hanham, e novamente à tarde, em Rose Green para oito ou nove mil; e à noite, ele se encontrou na parte externa da sala da nova Sociedade. No dia seguinte, ele foi sinceramente advertido para não pregar nos arredores, à tarde, já que havia um acordo de diversas pessoas que ameaçavam com coisas terríveis. O rumor, no entanto, apenas trouxe muitos "dos melhores tipos de pessoas (chamados do Sul)", e acrescentou mais do que uma congregação comum, "mas ninguém zombou, ou interrompeu, ou abriu sua boca". Um rumor similar o alcançou em uma audiência mais larga em Bath, "em meio aos quais estavam muitos dos ricos e importantes". Ele diz: "Eu lhes disse claramente que as Escrituras os compreendia todos, debaixo do pecado; o mais importante e o menos importante; o rico e o pobre, um com o outro. Muitos deles não pareceram pouco surpresos, e foram mergulhando, em passos largos, na seriedade, quando o campeão deles apareceu – o famoso Beau Nash, o líder e juiz da vida e costume de Bath – que se aproximando de mim, perguntou: 'Com que autoridade eu fazia essas coisas?' – Eu repliquei: 'Pela autoridade de Jesus Cristo, transmitida a mim pelo (agora) Arcebispo de Canterbury, quando ele impôs as mãos sobre mim e disse: 'Tu tens autoridade para pregar o Evangelho'. Ele disse: 'Isto é contrário ao Ato do Parlamento. Isto é uma Coventículo' [reunião secreta]". "Eu respondi: 'Senhor, os Conventículos mencionados naquele Ato (como o preâmbulo mostra) são encontros sediciosos. Mas este não é assiml. Aqui não existe sombra de sedição. Portanto, não é contrário àquele Ato. Ele replicou: 'Eu digo que é. E, além disto, sua pregação aterroriza as pessoas'. 'Senhor, você alguma vez já me ouviu pregar'. 'Não'. 'Como você pode julgar o que nunca ouviu?'. 'Senhor, eu o faço pelo relato comum'. 'Um relato comum não é suficiente. Permita-me, senhor, perguntar: seu nome não é Nash?'. 'Meu nome é Nash'. 'Senhor, eu não me atrevo a julgá-lo pelo relato comum. Eu penso que não seria suficiente julgar desta forma'. Aqui ele pausou por um momento, e tendo revelado a si mesmo, perguntou: 'Eu gostaria de saber o que essas pessoas vêm fazer aqui'. Alguém respondeu: 'Senhor, deixo-o comigo. Deixe que uma senhora responda a ele. Você, Sr. Nash, cuida de seu corpo. Nós cuidamos de nossas almas, e é pelo alimento de nossas almas que estamos aqui'. Ele nada disse, e foi embora". Naquela ocasião, Wesley foi levado a pensar muito sobre o caráter incomum de seu ministério, e a considerar as objeções que eram levantadas contra ele. Depois de muita oração, ele determinou aderir aos seguintes princípios. Quanto ao passado, ele declara que agiu do desejo de ser um cristão (porque ele não admitia ter sido um no sentido mais completo), e da convicção de que, o que quer que ele julgue condutivo para isto, ele era compelido a fazer; e quando quer que ele julgue fosse a melhor resposta a esta finalidade, para lá era sua obrigação de ir. "Sob esses princípios", ele diz, "eu parti para a América; eu visitei a Igreja Moravia, e sob este mesmo princípio, eu estou pronto agora (Deus sendo meu Ajudador) para ir para Abissínia, ou China, ou até onde agrade a Deus, através desta convicção, me chamar". Quanto a se estabelecer no colégio, ele objeta que ele não tinha trabalho lá, tendo agora nenhum ofício e nenhum aluno; e quanto a aceitar a cura de almas, haveria tempo suficiente para considerar isto, quando tal situação se oferecesse a ele. Mas se perguntado como, sob princípios Católicos, ele justificaria a assembléia dos cristãos, que não eram de sua responsabilidade, cantar salmos, e orar, e ouvir as Escrituras expostas, ele replica: "Se por 'Princípios Católicos [Universais]', você quer dizer algum outro do que Bíblico, eles valem nada para mim. Eu não permito outra regra, quer de fé ou de prática, do que as Sagradas Escrituras. Mas quanto aos princípios bíblicos, eu não acho difícil justificar o que quer que eu faça. Deus, nas Escrituras, me ordena, de acordo com meu poder, instruir o ignorante, reformar o mau, confirmar o virtuoso. Os homens me proíbem de fazer isto em outras paróquias; ou seja, em efeito, de fazer isto, afinal, vendo que eu agora não tenho minha própria paróquia, nem provavelmente terei. A quem, então, eu devo ouvir? A Deus ou ao homem?". "Se for justo obedecer ao homem, preferivelmente que a Deus, julgue você. A dispensação do Evangelho é confiada a mim, e ai de mim, se eu não pregá-lo. Mas onde eu deveria pregá-lo, sobre os princípios que você menciona? Por que não, na Europa, Ásia, África, ou América: não em alguma das partes cristãs da terra habitada? Porque todas essas estão, de certa forma, divididas em Paróquias. Se me for dito: 'Volte, então, para os pagãos [referindo-se aos índios na América] de onde você veio'. Não. Eu não poderia agora, pregar, sob esses princípios, a eles. Porque todos os pagãos na Geórgia pertencem á paróquia tanta de Savana quanto de Frederica". Ao escrever ao seu irmão Charles sobre os assuntos em Junho deste ano, ele diz: "O homem me manda não fazer isto na paróquia de outro; ou seja, em efeito, não fazer isto, afinal. Se for justo obedecer ao homem, preferivelmente do que a Deus, julgue você. 'Mas' (dizem eles), 'é justo que você se submeta a toda ordenança do homem por amor a Deus'. Verdade; a toda ordenança do homem, que não seja contrária ao mandamento de Deus. Mas, se algum homem (bispo ou qualquer outro) ordenar que eu não faça o que Deus me ordenou fazer, submeter-me a esta ordenança seria obedecer ao homem, preferivelmente do que a Deus. E para fazer isto, eu tenho tanto um chamado comum, quanto um extraordinário. Meu chamado comum é minha ordenação pelo Bispo: 'Tens autoridade para pregar a Palavra de Deus'. Meu chamado extraordinário é testemunhado pelas obras que Deus realiza, através de meu ministério; o que prova que Ele está comigo, como a verdade neste exercício de meu ofício. Talvez, isto fosse melhor expressado de outra maneira: Deus testemunha, de uma maneira extraordinária, que o fato de eu exercitar assim o meu chamado comum, é bem agradável aos Seus olhos". E ele encerra com as resolutas Palavras: "Deus sendo meu Ajudador, eu o obedecerei, e ainda que eu sofra por isto, Sua vontade será feita". "Permita-me agora lhe dizer meus princípios neste assunto. Eu vejo o mundo todo como minha paróquia; até aqui, eu quero dizer, que em qualquer parte dele que eu esteja, eu julgo adequado, correto, e meu dever sagrado, declarar a todos que estejam dispostos a ouvir as boas novas da salvação. Esta é a obra que eu sei Deus me chamou a fazer. E certo estou de que suas bênçãos a atendem. Grande encorajamento eu tenho, portanto, para ser fiel, no cumprimento da obra que Ele me incumbiu. Seu servo, eu sou, e como tal, empregado, de acordo com a clara direção de Sua Palavra, a quando tiver oportunidade, para fazer o bem a todos os homens. E Sua providência claramente concorda com sua palavra; o que me desobriga de todas as coisas mais, de maneira que eu poderia simplesmente atender esta mesma coisa, e trabalhar fazendo o bem". As próprias palavras de Wesley são a melhor exposição da frase notável que ele aqui explica, que compreende seu compromisso de pregar o evangelho, e pregá-lo a todos; e isto, em qualquer parte do mundo, em que ele estivesse. Ele não se apoderou da prerrogativa do homem, através disto. Ele sempre reconheceu as reivindicações do clero paroquial, e onde quer que ele fosse, ele preferia pregar na igreja a pregar em qualquer outro lugar. Pregar ele devia; ele sentia que fora chamado por Deus para isto; e ele sentia que seu chamado era encontrar uma necessidade que não fosse satisfeita pelo clero paroquial ou o sistema paroquial. Essas palavras adotadas logo encontrou seu eco em outra forma de expressão significante, que afirma uma convicção que parece ainda brotar nele, de que o propósito para o qual os Metodistas foram levantados, dos quais ele era o representante, era para "reformar a nação, especialmente a Igreja, e espalhar a santidade bíblica por toda a terra". Por ocasião da inauguração do memorial na Abadia de Westminster, o falecido deão Stanley chamou a atenção para a escultura que mostra Wesley pregando no pátio em Epworth, e ele disse: "Ele se posicionou na tumba de seu pai – sobre as tradições veneráveis e ancestrais do país e da Igreja. Este foi o lugar, de onde ele discursou para o mundo". A frase escolhida está esculpida sob o cenário. Ao receber uma carta urgente para se apressar para Londres, uma vez que os irmãos em Fetter Lane estavam em grande confusão, pela falta de sua presença e conselho, ele recomendou seu rebanho em Bristol à graça de Deus, em quem eles criam, fazendo uma reflexão esperançosa: "Certamente, Deus tem uma obra a realizar neste lugar. Eu não encontrei tal amor, nem na Inglaterra. Nem tal inocência, inexperiência, um temperamento receptivo ao ensino como Ele deu a este povo". Chegando em Londres, na quarta-feira, dia 13 de Junho, ele recebeu a Comunhão em Islington, à tarde, visitou sua mãe, e às seis horas, exortou as mulheres em Fetter Lane, sabendo como elas haviam sido ultimamente estremecidas, não para crer em todo espírito, mas para provar os espíritos, se eles eram de Deus. Às oito horas, ele encontrou os irmãos, quando muitos dos desentendimentos e ofensas que tinham se arrastado em meio a eles, foram removidos, e a camaradagem fora novamente, em uma boa medida, renovada. No dia seguinte, ele foi com seu amigo Whitefield para Blackheath, onde doze ou quatorze mil pessoas estavam reunidas. Whitefield surpreendeu-o pedindo a ele para pregar, o que ele fez, "embora com a natureza recuada", sobre seu assunto favorito, "Jesus Cristo, a quem Deus fez junto a nós sabedoria, retidão, santificação e redenção". Em outra ocasião, ele pregou às sete da manhã, em Upper Moorfields, para seis ou sete mil pessoas, e, às cinco horas para cerca de quinze mil. Uma semana foi gasta para ajustar os incidentes das sociedades, de um lado a outro de Londres. Isto lhe trouxe preocupação e grande tristeza. Na tarde de 15 de Junho, ele foi para a sociedade em Wapping, "cansado no corpo e abatido no espírito". A Sociedade de Fetter Lane, mais tarde, se encontrou para se humilharem diante de Deus. "Naquela hora", ele diz, "nos certificamos que Deus está conosco, como no princípio. Alguns caíram prostrados ao chão. Outros irromperam, como em um consenso, em louvores e ação de graças. E muitos abertamente testificaram que não houve tal dia como este, desde o primeiro de Janeiro precedente". No dia seguinte, ele pregou às sete horas, em Moorfields, para seis ou sete mil pessoas, e às cinco horas em Kennington Common para cerca de quinze mil, além de atender aos serviços públicos e encontros da Sociedade. Cenários similares a esses, testemunhados em Bristol, foram repetidos em Londres. Wesley diz: "Enquanto eu estava sinceramente convidando todos os pecadores a entrarem no mais santo, através do novo e vívido caminho, muitos dos que ouviram começaram a clamar por Deus com fortes gritos e lágrimas. Alguns caíram ao chão, e lá permaneceram, sem forças; outros tremeram e estremeceram excessivamente; alguns foram acometidos com uma espécie de movimento convulsivo, em todas as partes de seus corpos, e tão violentamente, que freqüentemente quatro ou cinco pessoas não podiam segurá-los. Eu tenho visto muitos ataques histéricos e epiléticos; mas nenhum deles era como esses, em muitos aspectos. Eu imediatamente orei a Deus, para que não permitisse que esses que estavam fracos fossem ofendidos. Mas uma mulher foi ofendida grandemente, certa de que 'eles ajudariam, se quisessem', e ninguém pôde persuadi-la do contrário; quando alcançou três ou quatro jardas, ela também tombou, em agonia tão violenta quanto os demais". Vinte e seis daqueles que tinham sido afetados desta forma (a maioria durante as orações que foram feitas para eles, foi, no mesmo instante, preenchida com a paz e alegria), prometeram visitá-lo no dia seguinte. Mas apenas dezoito deles vieram; ao conversar mais reservadamente com eles, ele teve razões para acreditar que alguns foram para suas casas, justificados. O restante pareceu pacientemente esperar por isto. Na segunda-feira, dia 18 de Junho, ele deixou Londres, cedo, e pregou em Bristol, na noite seguinte, para uma numerosa congregação. Howel Harris visitou-o mais tarde, e lhe disse que ele havia sido muito despersuadido de ouvi-lo e vê-lo, por muitos que disseram toda sorte de mal sobre ele; mas acrescentou: "tão logo eu o ouvi pregar, eu rapidamente me certifiquei de que espírito você era. E antes que tivesse terminado, eu estava tão dominado pela alegria e amor, que eu tive dificuldades de ir para casa". Ele conclui que, no breve oito dias de sua ausência, as disputas haviam se arrastado dentro da pequena sociedade. No dia seguinte, ele lhes mostrou, no entanto, que tipo de pessoas eles eram, pregando duas vezes, "Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo" (Lucas 22:31). E ele fora capacitado a registrar: "Quando nos encontramos à noite, em vez de avivarmos a disputa, todos nós nos dirigimos em oração. Nosso Senhor esteve conosco. Nossas divisões foram curadas. Desentendimentos eliminados, e todos os nossos corações estavam docemente contraídos, e unidos como no princípio". Ao visitar alguém que, até então, prosseguira bem, até ser impedido por alguns dos chamados profetas franceses, ele respondeu: "Não; este lugar é tomado pelos alemães". Na sexta-feira, dia 18 de Julho, Wesley diz: "Poucos de nós reunimo-nos com minha mãe no grande sacrifício de ação de graças, e, então, consultamos como proceder com respeito ao nosso pobre irmão em Fetter Lane. Lady Huntingdom também estava presente. Todos constatamos que a coisa seguia para uma crise, e, portanto, concordou-se unanimemente com o que fazer". Assim sendo, no domingo seguinte, ele foi, à noite na festa do amor em Fetter Lane; em seu término, ele leu um documento, com o seguinte propósito: "Por volta de nove meses atrás, alguns de vocês começaram a falar de maneira contrária à doutrina que nós temos, até então, recebido; a somatória de que vocês afirmaram é esta": Que não existe tal coisa como fé fraca; que não existe justificação pela fé, onde existe alguma dúvida ou temor, ou onde não existe, em um sentido completo, um novo e limpo coração. Que um homem não deve usar daquelas ordenanças de Deus, que nossa Igreja denomina meios da graça, antes que tal fé exclua toda dúvida e medo, e implique em um coração novo e limpo. "Vocês freqüentemente afirmaram que o buscar as Escrituras, orar, ou comungar, antes que tivessem tal fé, é buscar salvação pelas obras, e que até que essas obras sejam colocadas de lado, nenhum homem pode receber a fé". "Eu acredito que essas afirmações sejam diretamente contrárias à Palavra de Deus. Eu os adverti disto, diversas vezes, e imploro que voltem para a Lei e o Testemunho. Eu tenho testemunhado com vocês, há muito tempo, esperando que vocês se transformassem. Mas como eu encontrei vocês, mais e mais, confirmados no erro de seus caminhos, nada agora resta, a não seu eu entregá-los a Deus. Vocês que são do mesmo juízo, 'sigam-me'". Ele acrescenta: "Eu, então, sem dizer coisa alguma mais, sai, como fizeram dezoito ou dezenove da Sociedade". Lady Huntingdon e o amigo de Charles Wesley, sr. Seward, estavam na companhia. No dia seguinte, 23 de Julho, a pequena companhia de dissidentes se encontrou na Fundição, em vez de Fetter Lane. A eles se juntaram cerca de vinte e cinco membros da própria pequena Sociedade Metodista de Wesley, "todos que pensavam e falavam a mesma linguagema", juntamente com quarenta e sete ou oito das cinqüenta mulheres que havia nas sociedades [Band]. Assim a associação de Wesley com os Morávios se encerrou; as pessoas pelas quais ele tinha nutrido a mais viva afeição; às quais ele sempre reconheceu sua profunda dívida, e com os quais, se a simplicidade da vida cristã, espírito e doutrina de seus primeiros associados tivessem permanecido intocáveis, pelos falsos ensinamentos místicos, ele alegremente teria continuado em camaradagem até o fim de seus dias. É certo dizer que Wesley desculpou inteiramente a Igreja Morávia da responsabilidade de abraçar as doutrinas "ainda”. Ele diz: "Esta doutrina, desde o começo até hoje, tem sido ensinada, como sendo a doutrina da Igreja Morávia. Eu penso, portanto, que seja meu dever sagrado esclarecer os Morávios desta difamação, porque eu, talvez, seja a única pessoa agora na Inglaterra que tanto pode e fará isto". Ele atribuiu o ensino a "certos homens que se infiltraram no meio deles, por descuido, por volta de Setembro de 1739, quando ele e seu irmão estavam ausentes". Não foi a Igreja Morávia que defendeu esses pareceres, mas certos membros líderes e oficiais dela -- Molther, Spangenberg, Bray, e outros. Tyerman, como temos visto, erra plenamente, ao nomear esta como a data da fundação da Sociedade Metodista. Ela simplesmente marca o momento da separação de Wesley de Fetter Lane, que, então, tornou-se totalmente Morávia, e tem continuado assim até hoje. Fetter Lane é agora o centro da província Britânica da honorífica Igreja Morávia, ou a Igreja dos Irmãos Unidos, cuja divulgação das atividades cristãs, pureza de doutrina, fervor ao zelo missionário, e nobre e heróico sacrifício são a admiração de todas as igrejas evangélicas. A separação de Wesley dos Morávios marca uma época em sua carreira. Até aqui, desde sua primeira associação com eles, em sua viagem exterior à Geórgia, ele fora conduzido por eles, submetendo-se, com uma simplicidade pueril, ao controle do que ele julgou ser a sabedoria mais perfeita deles nos assuntos espirituais. A quarta seção de seu Diário de Novembro de 1739 a Setembro de 1741, que inclui o relato da separação, ele não publica até 1744. No prefácio, que é dedicado à "Igreja Morávia, mais especialmente aquela parte dela agora ou ultimamente residindo na Inglaterra", ele registra que ele demorou na sua publicação, porque ele os amava, e porque ele estava temeroso de criar um outro obstáculo àquela união que (se ele conhecia alguma coisa de seu próprio coração) ele desejava acima de todas as coisas debaixo do céu. Ele se sentiu, no entanto, por fim, compelido a falar de seus sentimentos concernentes a eles. Enquanto ele sentia que ele devia, em relatos graves, manter sua independência dos Morávios, ele, não obstante, cultivava um longo desejo de renovar sua camaradagem com eles. Depois de encontrar Peter Böhler novamente algum tempo depois, subseqüente à separação, Wesley escreveu "Eu me admiro de como eu me contenho de me reunir com eles. Eu dificilmente vejo algum deles, sem que meu coração queime dentro de mim. Eu gostaria de estar com eles; ainda assim, eu me mantenho longe". Southey, a quem o próprio Alexander Knox — pessoalmente apresentou a Wesley – mais tarde, convencido de seu equivoco, erra em atribuir a ambição, da parte de Wesley, como a principal razão pelo qual ele não pode mais trabalhar harmoniosamente com os Morávios. Wesley escreveu muito tempo depois: "Não pode haver um erro maior do que este, o de que eu, alguma vez, cedi, ou de que eu o faça assim agora. Não houve um dia, durante esses sete anos passados, em que minha alma não almejou a união"; e ele declara que "embora o corpo da Igreja Morávia esteja equivocado, alguns deles são, em sua maior parte, de todos que eu tenho visto, os melhores cristãos no mundo". Wesley, agora, separado dos Morávios, dali por diante, permaneceria sozinho, atirado às suas próprias iniciativas, em todos os seus futuros movimentos. Quaisquer vantagens que ele pudesse ter ganhado dessa associação com eles foi sacrificada; mas ele se desprendeu dos limites que o teriam restringido, na grande obra para a qual ele foi destinado, e estava livre das controvérsias turbulentas que, por algum tempo oprimira tão pesadamente seu espírito, e o impedira em suas tarefas. A nova era inaugurava-se com um registro alegre: "Na Igreja de St. Luke [Old Street, City Road], nossa paróquia", ele diz, "teve tal sinal, que eu acredito nunca tinha sido visto antes; centenas de comungantes, alguém poderia julgar, pelos seus próprios rostos, que, de fato, teriam visto a Ele crucificado". Os frutos de seu trabalho, e daquele de seu irmão não estavam todos reunidos dentro da própria sociedade deles, nem eram encontrados em meio aos Morávios. Eles eram também visto nas várias sociedades religiosas, onde os irmãos ainda freqüentemente expunham, e em diferentes paróquias de Londres. Os ataques que foram feitos, com respeito aos pecados das pessoas não foram desacompanhados de dificuldade. Oposição de várias formas estava agora começando a se manifestar. Em Long Lane, muitos causaram turbulência, e propuseram que uma vil mulher desse início a ela. No momento em que ela irrompeu, Wesley disse: "Eu me virei para ela, e declarei o amor de nosso Senhor para sua alma. Nós, então, oramos para que Ele confirmasse a palavra de Sua graça. Ela teve seu coração quebrantado, e envergonhou-se. Dela, eu me virei para o restante, que se dissolveu como água, e era como homens sem força". Ele sinceramente advertiu a todos que haviam testado da graça de Deus, "a não pensarem que eles estavam justificados, antes que tivessem uma clara segurança de que Deus havia perdoado seus pecados, trazendo com isto, a paz, e o amor a Deus, e domínio sobre o pecado. E, então, a não pensarem coisa alguma sobre si mesmos, mas seguirem adiante, até serem totalmente renovados na retidão e santidade verdadeira". Esses eram dois temas centrais em todos os seus ensinamentos. Quarenta ou cinqüenta daqueles que buscavam salvação pediram permissão para passarem a noite, juntos, na sala da Sociedade na Fundição, em oração e dando graças. Antes das dez horas, ele os deixou e deitou-se, mas não adormeceu. Entre duas ou três da manhã, ele estava acordado e suplicava ao descer para a parte inferior, onde gritos altos e amargos eram ouvidos, e que aumentavam, à medida que ele entrava na sala e começava a orar. Mas, em pouco tempo, "Deus ouviu, de Seu santo lugar". A tristeza e o lamento desapareceram, e foram substituídos por canções de louvor. Seu trabalho naquele tempo era muito grande, com suas numerosas visitas aos doentes, ou ao pesaroso; sua assídua atenção às sociedades; e seus freqüentes serviços públicos. Mas, felizmente, as disputas estavam no fim, pelo menos, por um tempo, e a obra era apenas uma alegria. Domingo, no Outubro seguinte, em seu retorno de casa, de seu serviço vespertino, em Kennington, uma turba estava reunida em volta da porta da Fundição, e ele nem havia descido da carruagem, quando eles o cercaram completamente. Ele imediatamente começou a falar com aqueles que estavam mais perto dele, da retidão e julgamento vindouro. A princípio não muitos ouviram, com o barulho aumentando; mas gradualmente o silêncio se espalhou, mais e mais além, até que ele teve uma quieta e atenta congregação; e, quando ele os deixou, eles todos mostraram a ele muito amor, e se despediram dele com uma bênção. Dois dias depois, muitos mais, vindo em meio às pessoas, "como leões, em pouco tempo, tornaram-se como cordeiros; as lágrimas escorrendo por suas faces, que a princípio contradiziam e blasfemavam em alta voz". Dois dias mais tarde, uma cena similar ocorreu. Enquanto ele estava lendo um capítulo de Atos, um grande número de homens atravessou no meio da sala, e começou a falar "muitas palavras inflamadas", de maneira que sua voz dificilmente podia ser ouvida. "Mas", ele diz, "imediatamente depois, o martelo da Palavra quebrou a rocha em pedaços: todos ouviram quietamente as boas novas da salvação, e, alguns, eu confio, não o fizeram em vão". Como era quase impossível para ele assegurar um isolamento, em Londres, ele foi para a casa de seu amigo Piers, em Bexley, onde de manhã e à tarde, ele expôs o Sermão do Monte, e teve tempo livre durante o resto do dia para ocupações de outro tipo. Ele, mais tarde, incorporou seu ensino sobre o Sermão do Monte, em treze discursos, que estão incluídos em seus recentes volumes de sermões. Eles são, talvez, os mais belos exemplos do ensino ético, que ele, alguma vez, redigiu, e são as melhores respostas à acusação de que o Metodismo não tem mensagem ética. Ao voltar para sua casa, à tarde, no enceramento de um cansativo trabalho de Sabbath, ele novamente se encontrou com "uma inumerável turba", em volta da porta, que abriu sua garganta, no momento que o viu. Pedindo aos amigos que vieram com ele que entrassem em casa, ele caminhou em direção ao povo, proclamando o nome do Senhor, gracioso e misericordioso, e que eles se arrependessem do mal. Eles se entreolharam. Ele continuou a falar, e, então, os exortou a se juntarem em oração. A isto, eles concordaram, e ele mais tarde, seguiu sem ser perturbado para a companhia que o esperava dentro da sala. Dois dias mais tarde, enquanto ele estava pregando, um jovem entrou correndo com outros, praguejando e amaldiçoando veementemente, e assim perturbou todos perto dele, que o colocaram para fora. Wesley, observando isto, os chamou, para que deixassem o jovem entrar. No encerramento do sermão, o intruso declarou, diante de todos, que ele era um contrabandista, então, indo para seu trabalho pecaminoso. Mas que ele agora resolveu aceitar o Senhor como seu Deus, e não mais seguir aquelas práticas execráveis. No outro domingo, enquanto Wesley estava explicando a diferença entre ser chamado de cristão, e ser um, de fato, a loucura das pessoas foi dominada, de maneira que, em pouco tempo, elas estavam quietos e atentas, e permaneceram assim, até o fim. Uma outra vez, enquanto estava pregando, muitos se reuniram com o propósito de suplantaram sua voz; ele, então, "se dirigiu a eles, e lhes ofereceu livramento de seu terrível mestre". A Palavra que ele entregou, mergulhou profundo em seus corações e eles ficaram silenciosos. Um dos lugares de diversão pública, e de má fama, foi o Short's Gardens, em Drury Lane; para onde ele foi, e aos publicanos e pecadores reunidos, declarou que o Evangelho de Cristo é o poder de Deus, até mesmo para a salvação de tais ouvintes. No domingo seguinte, ele diz: "Enquanto eu reforçava aquela grande questão, com um olho para a ressurreição espiritual: 'Por que é que se julga entre vós incrível que Deus ressuscite os mortos?' [Atos 26:8], muitos obstinados começaram a rugir novamente. Eu proclamei novamente a libertação dos cativos, e a profunda atenção deles mostrou que a Palavra enviada a eles não retornou vazia". Assim ele começou a duelar com a violência do rude, turbas desenfreadas, e conheceu seu poder para encontrá-los e silenciá-los. Este poder era notável, porque ele tinha uma estatura baixa, e esta era, como vimos, repetidas vezes, heroicamente exposta em dias subseqüentes, sob circunstâncias do mais grandioso perigo. O inverno de 1740-41, sendo usualmente severo, ele pediu roupas para aqueles que podiam se privar delas, distribuindo-as em meio aos numerosos pobres da Sociedade. Apressando-se para Bristol, sempre uma jornada de dois dias, para suprir o lugar de seu irmão, que tinha ido para Gales, em uma viagem de pregação, ele passou nove ou dez dias falando pessoalmente com tantos quanto pode, também visitando inúmeras pessoas doentes, muitas delas sofrendo de "febre com manchas" (provavelmente tifo, ou febre gaol [da cadeia], ou febre tifóide), que tinha sido extremamente fatal em meio às pessoas de Bristol. Em seu retorno a Londres, depois de uma ausência de quinze dias, ele encontrou muitas pessoas sem trabalho. Para ir ao encontro das necessidades delas, ele contratou um professor, e levando doze das mais necessitadas para dentro da Sociedade, ele as empregou por quatro meses, para cardar e fiar algodão; assim ocupou-as em trabalho útil, e as manteve, durante os frios meses de inverno, a um custo baixo sobre o produto de seus trabalhos. Muitos da Sociedade ficaram ofendidos uns com os outros. Ele trouxe os acusados e os acusadores, face a face, e no decurso da semana, a maioria das ofensas desapareceu. Os Diários mostram que Wesley tinha freqüente oportunidade de ajustar diferenças e exercer disciplina em meio aos membros de suas sociedades. Mas isto não será considerado surpreendente, nem será motivo para depreciar a realidade da obra do Reavivamento, quando se é lembrado em que condições degradantes de vida e moral a maioria deles tinha sido resgatada, e, em que curto período de tempo, eles estavam sujeitos a qualquer restrição e instrução religiosa; e, quando, além disto, é trazido em mente que seus ambientes diários eram os mais desfavoráveis para o cultivo da bondade. Muitos relatos desagradáveis, concernentes à Sociedade, em Kingswood, o alcançaram. Ele, portanto, deixou Londres; e, com considerável dificuldade, e algum perigo, por causa do muito gelo e das estradas mal feitas e mal preservadas, ele veio novamente para Bristol, onde seu irmão confirmou os dolorosos relatos. Ele foi, imediatamente, para Kingswood, na esperança de reparar as brechas que tinham sido feitas na Sociedade. Começou expondo o Sermão do Monte de nosso Senhor, nos serviços matutinos e vespertinos, trabalhando o dia todo para curar as desconfianças e mal entendidos que se levantaram. A raiz do mal se revelou, quando, indo ao encontro de seu amigo Cennick, que estava retornando de uma curta viagem, e desejando recebê-lo como de costume, com os braços abertos, ele se certificou, para sua grande surpresa, que Cennick estava "completamente frio, de maneira que um estranho julgaria que ele nunca tinha me visto antes". No dia seguinte, Cennick disse-lhe que não concordaria mais com ele, porque Wesley não pregou a verdade; em especial, com respeito à eleição. Wesley diz significantemente: "Nós, então, entramos em uma pequena controvérsia, mas sem efeito". Ele encontrou algum conforto, no entanto, na tarde do domingo seguinte, na festa do amor em Bristol, onde setenta ou oitenta da Sociedade de Kingswood estavam presentes. Eles todos retornaram para casa juntos, com a neve até os joelhos, na mais violenta tempestade de neve e granizo, que ele pôde se lembrar; mas seus corações estavam aquecidos, e eles se regozijavam e louvavam a Deus pela consolação. Em cinco dias, no entanto, ele foi pregar no serviço matinal em Kingswood, quando ele registrou: "Minha congregação foi embora, para ouvir o sr. Cennick, de maneira que, com exceção de poucos de Bristol, eu tive não mais do que dois ou três homens, e o mesmo tanto de mulheres; o mesmo número que eu tive uma ou duas vezes antes". Aqui nós vemos o primeiro vestígio da telha, do que se tornaria uma nuvem negra que o ofuscaria por muitos anos – a primeira indicação do que provaria ser um dos mais opressivos julgamentos; embora, na assembléia, ele conseguisse um dos seus maiores triunfos. As últimas horas do ano encontraram os membros da Sociedade com seu amor grandemente confirmado em direção uns dos outros. E, com a casa, preenchida de uma extremidade a outra, eles "concluíram o ano, lutando com Deus, em oração, e louvando a Ele, pela maravilhosa obra que Ele já havia forjado sobre a terra". Nós agora chegamos a um ponto na carreira de Wesley, quando seria proveitoso fazer um intervalo. Nós traçamos sua interessante história pessoal, desde seu nascimento, até seus trinta e oito anos, e, intencionalmente, com alguma clareza. Nós seguimos o curso de sua prolongada luta espiritual, sua emancipação final da sombria incerteza, e sua entrada no completo desfrute da salvação evangélica. Nós assinalamos os primeiros esforços para promover a regeneração moral e espiritual de seus conterrâneos, e vimos os primeiros exemplos da violenta oposição à sua obra, por parte das turbas selvagens e brutais. Testemunhamos o começo da pregação no campo; a fundação da Sociedade; e o trabalho parcial dos pregadores leigos – os traços especialmente peculiares de seu método. Todos esses devem ser considerados como estágios preparatórios em seu progresso em direção da única obra suprema de sua vida – o mais grandioso, o mais evidente, o mais frutífero de todos os serviços apresentados por ele, para o levante espiritual do século dezoito, ou seja, seus cinqüenta anos de ininterrupta pregação itinerante, moldando um apelo contínuo à consciência da nação inglesa. O que mais Wesley pudesse ter feito, sua obra se levanta acima de tudo. Ele pode ser distinguido como um organizador, como um escritor de muitos volumes, como o fundador de várias instituições benevolentes; mas sua principal, sua inalcançável obra foi seu prolongado apelo ao povo inglês. Para a realização de tal obra, nenhum estratagema poderia igualar à pregação do campo; de fato, a não ser por esta, não há probabilidade de que a finalidade contemplada teria sido alcançada. Nenhum outro meio se aproximaria disto, na aptidão para alcançar as massas descrentes, indiferentes. A pregação no campo o trouxe, face a face, com milhares e milhares de pessoas que nunca entraram nas igrejas. Através deste recurso, ele travou conhecimento com o brutal e o negligente, assim como, com os famintos e sedentos. Sem empenho, sem vontade, freqüentemente em oposição à vontade deles, os homens ouviram a voz que os prendia, ouviram palavras inflamáveis, penetrantes, de condenação e advertência. Como que num poder mágico, o telhado dos compartimentos escuros de seus corações foi examinado, e seus pensamentos interiores revelados para eles; retrato no qual eles se viram, diante de seus próprios olhos. Eles estavam presos, fascinados, pela graça da voz e maneira, mas muito mais pelas palavras convincentes, com as quais, como que com uma espada saindo de sua boca, o Evangelista dividiu seus corações e seus pensamentos dentro deles, em pedaços. Mas aquele que feriu curou. Eles ouviram do amor e misericórdia, Divinos. Foi uma mensagem nova para eles, e foi falada em novos tons de ternura, fervor e convicção, que os comoveu e humilhou e ganhou. Nenhuma voz falaria ao coração da nação, como a voz de um pregador no campo. Centenas de clérigos paroquianos devotados, confinados, em seus limites paroquiais, não teriam se certificado das necessidades do momento. As pessoas de mente sóbria, decente, respeitável, teriam atendido às suas paróquias, mas o impuro, e o corrupto, o devasso, e o indolente não poderiam – não obscureceriam as portas da igreja. Essas eram as classes que mais necessitavam serem alcançadas. O enfermo precisa do médico; o perdido deve ser salvo. Toda a honra para Wesley, porque essas eram as pessoas que ele buscava; que em meio a essas, seus maiores troféus foram ganhos. Mas eles poderiam ser apenas ganhos pela pregação no campo. E, enquanto sua sagacidade prática em planejar métodos para o cuidado dos convertidos estimula nossa admiração, o primeiro lugar deve ser dado para seus apelos reiterados nos campos, ou estradas, ou pátios das pousadas; da pedra tumular, ou muros, ou encostas, ou travessas do mercado; em meio ao barulho da plebe, ou em um vale quieto, onde quer que uma companhia pudesse se reunir; e esses apelos não foram interrompidos por cinqüenta longos anos, salvo quando ele se afastava por doença ou acidente. Não existe o que se iguale a isto na história do Cristianismo Britânico. Mas, no momento, ele está sob restrição, Londres e Bristol propiciam amplo alcance para todas as atividades dos dois irmãos. Aqui também, Wesley teve suas únicas construções. As Sociedades nelas estavam sob seu cuidado absoluto; e nelas ele estava desenvolvendo um Metodismo modelo, mesmo quando trabalhando em Kingswood, uma espécie de apanágio para Bristol, para estabelecer um modelo de escola cristã. Isto pode responder pela sua detenção, naquele presente momento, a esses dois centros; e eles fizeram incríveis exigências, com respeito ao seu tempo, sua atenção, sua força. Porque ele não diminuiu seus serviços matutinos, sua explanação para suas próprias sociedades e para a de outros, ou seus sermões para multidões que se reuniam em Moorfields, e em qualquer outro lugar em Londres, ou em espaços abertos em Bristol. É verdade que ele fez breves excursões para Oxford, e para algumas poucas cidades na vizinhança de Bristol, como vimos. Também visitou algumas cidades no caminho de suas jornadas entre Londres e Bristol. E fez uma curta viagem evangelista em South Wales. Mas além desses limites ele foi incapaz de passar. Nós podemos vê-lo verdadeiramente estendendo sua esfera ao norte de Newcastle, e para Inverness; para o sul de Land's End; acima dos Condados do Leste, Oeste, e do Interior; através de Gales e da Irlanda. E ano após ano, por cinco décadas, ele dirigiu seus passos através de estradas desiguais, no calor do verão, no frio do inverno, em época de plantio, e colheita, com uma mensagem – a mensagem da misericórdia para um povo culpado; chamando-os, como que com uma voz de trombeta; denunciando seus pecados, como um profeta do passado; demandando o arrependimento deles; proclamando o perdão e paz, e tudo com fidelidade imperecível e trabalho incansável. É para registrar essas décadas que os capítulos seguintes serão devotados. Mas este estranho método de pregação nos campos não falhou em excitar a mais vigorosa oposição, principalmente por parte daqueles cuja posição e profissão os teriam justificado em aclamá-lo como um subsidiário valioso para a própria obra deles. Assim Wesley responde a esses oponentes em um de seus Apelos aos Homens de Razão e Religião: "Mas que necessidade existe", diz alguém de um espírito mais moderado, "deste pregar nos campos e ruas? Não existem igrejas suficientes para se pregar?". Não, meu amigo, não existe; não para que preguemos. Você se esquece que não nos é permitido pregar lá, a menos que prefiramos a elas a quaisquer outros lugares. [Isto deve ser levado em consideração]. "Bem, existem ministros suficientes, sem vocês". Ministros suficientes, e igrejas suficientes! Para o que? Para reformar todos os pecadores dentro dos quatro mares? Se houvesse, eles todos estariam reformados: portanto, é evidente que não existem igrejas suficientes. E uma razão clara, porque eles não estão nem perto de estarem reformados, não obstante todas essas igrejas, é esta: -- eles nunca entraram em uma igreja; talvez, nem uma só vez, em doze meses; talvez, nem por muitos anos consecutivos. E você irá dizer (como eu soube de alguns cristãos de bom coração): "Então, é culpa deles; que eles morram, e sejam condenados?". Eu admito que seja culpa deles mesmos; e assim, é minha culpa e de vocês, quando nós desviamos do caminho, como ovelhas que estão perdidas. Ainda assim, o Pastor de almas foi atrás de nós, foi ao nosso encalço no deserto. E "tu não deverias ter compaixão de teus subordinados, como ele teve pena de ti?". Nós não deveríamos também "buscar", até onde nos cabe, "salvar aquele que está perdido?". "Observem o espantoso amor de Deus para com os banidos dos homens. Sua terna condescendência à tolice deles! Eles não dariam atenção à coisa alguma feita da maneira usual. Tudo isto estava perdido para eles. A pregação comum da Palavra de Deus, eles nem mesmo se permitiam ouvir. Assim, o diabo certificou-se desses descuidados; porque quem os arrancaria da mão dele? Então, Deus afligiu-se, e saiu do caminho usual para salvar as almas que Ele criou. Desta forma, além do que era comumente falado em Seu nome, em todas as casas de Deus na terra, Ele ordenou uma voz para clamar no deserto: 'Preparem o caminho do Senhor. O tempo está cumprido. O reino dos céus está à mão. Arrependam-se, e creiam no Evangelho". "Considerem calmamente, se não foi altamente expediente que alguma coisa deste tipo existisse ... Tivesse o ministro da paróquia pregado como um anjo, de nada valeria para eles; porque eles não ouviriam. Mas quando alguém veio e disse: 'Lá está um homem pregando no topo da montanha', eles correram, como numa boiada, para ouvir o que ele dizia; e Deus falou aos seus corações. É difícil conceber alguma coisa mais que os teria alcançado. Não tivesse sido pela pregação no campo, a notabilidade da qual era a própria circunstância que recomendava, eles teriam corrido para o erro de seus caminhos, e perecido em seu sangue". II PARTE – A Grande Obra CAPÍTULO VII A Década do Trabalho Árduo Evangelista (1741-1750) A Condição Moral da Inglaterra Antes de entrar mais completamente no registro da carreira evangelista de Wesley, é necessário considerar brevemente o estado, moral e religioso do país, que clamava tão ruidosamente pela obra a que ele foi levantado a realizar. Já se falou tão freqüentemente da degeneração da nação, que quase tende ao desgaste repeti-la. Mas tem sido bem observado que a justiça a um reformador pode nunca ser feita, até que as tendências contra aquilo a que seus efeitos são dirigidos sejam bem entendidas. Não é difícil fixar sobre condições precisas da vida nacional da época, que fez da reforma uma necessidade absoluta, se a nação não sofreria daquelas conseqüências que tomam a forma de julgamento, e que tão freqüentemente seguem para degenerações grosseiras da sociedade humana. Existe um consenso comum do testemunho que, nas primeiras décadas do século dezoito, a Inglaterra apresentava a aparência de uma degradação deplorável, nas maneiras nacionais, afetando, não apenas uma, mas todas as seções da sociedade; e mostrando-se, não meramente em poucos detalhes da vida nacional, mas em muitos, os resultados de um processo de declínio, que tinha secretamente avançado. Com uma voz quase uniforme, nossos melhores historiadores do último século representam o precedente como tendo alcançado as mais baixas condições da corrupção civilizada, e o testemunho deles é apoiado por inumeráveis registros contemporâneos. O próprio Wesley foi testemunha digna de crédito, e seu relato, escrito naquele tempo, na primeira parte de seu Apelo aos Homens de Razão e Religião, é corroborado completamente pelos muitos escritores contemporâneos e subseqüentes. Muitos incidentes em sua história, como já vimos, e como veremos mais adiante no decurso desta narrativa, lançou dentro de um forte contraste, a ignorância e a grosseira pecaminosidade das pessoas. Não é possível, sob as limitações imperativas destas páginas, entrar minuciosamente nos detalhes da degeneração nacional; mas isto é o menos necessário, já que relatos completos serão encontrados em todas as histórias daquele tempo. Poucos exemplos devem ser suficientes. Os professores autorizados da religião eram muitos deles deploravelmente deficientes, tanto com respeito aos bons princípios, quanto à superioridade e pureza de caráter. Dentro da igreja, a heresia era predominante, e a convicção moral, deficiente; onde não era deficiente, era medíocre; e, até mesmo em meio aos melhores de seus filhos, os princípios da Reforma eram amplamente deixados de lado. Ai de mim, as fontes da influência moral não fossem puras. Um dos bispos daquele tempo diz: "Eu não posso observar isto, sem a mais profunda inquietação, quando vejo a ruína iminente, pendendo sobre a Igreja; e, em conseqüência, sobre toda a Reforma. O estado exterior das coisas está negro o suficiente, Deus sabe; mas o que alimenta meus temores surge principalmente do estado interior, no qual infelizmente caímos". Ele lamenta a condição semelhante do clero e dos candidatos às Ordens Santas. "O caso não é muito melhor", ele diz, "em muitos que, tendo entrado nas Ordens, vêm para a instituição, e não podem deixar transparecer que leram as Escrituras, ou algum outro bom livro, desde que foram ordenados". O menos surpreso ficará impressionado, com a declaração acima, quando for lembrado, como afirma Justin McCarthy que, naqueles dias, "Os homens eram ordenados com nenhum pensamento, quanto à santidade de seu chamado; quanto ao solene serviço, a que isto obrigava; às suas terríveis obrigações e demandas inexoráveis. Eles desejavam simplesmente manter a escassez longe da porta, e ter alimento e fogo e abrigo, e eles eram ordenados, como que sob outras condições do que as que haviam tomado quando do recrutamento, com não mais sentimentos de reverência pela sotaina preta, do que pelo casaco escarlate". Com este, o testemunho do falecido bispo, claramente coincide: -- "Por toda a Inglaterra, as cidades vivas eram freqüentemente preenchidas com a caça, tiro, jogo, bebida, cartas de baralho, praguejamento, clérigo ignorante, que não cuidava, nem da lei, nem do evangelho, e negligenciava extremamente suas paróquias. Quando eles pregavam, eles tanto pregavam para bancos vazios, quanto para ovelhas famintas que procuravam alimento, mas não eram alimentadas". Um observador perspicaz, do lado da ortodoxia, notaria que havia, naquele tempo, pouco descrente, especulando na Inglaterra, porque havia pequeno interesse em alguma questão teológica; e um grande cético descreveria a nação como acomodada na maior indiferença apática, com respeito aos assuntos religiosos, que seriam encontrados em alguma nação do mundo. Latitudinarismo [onde seus representantes acreditavam que a revelação concordava plenamente com a razão e com os princípios religiosos discerníveis através dela, dando origem à teologia inglesa] se espalhara amplamente, mas quase silenciosamente, embora todo o corpo religioso, e ensino dogmático tivessem quase excluídos do púlpito. A despeito de ocasionais explosões do fanatismo popular, o abatimento religioso caiu sobre a Inglaterra, como se tivesse caído sobre o Continente. William Law descreve a região como "um reino cristão de imoralidade pagã, junto com uma crença só de boca de uma Igreja Universal Santa, e Comunhão dos Santos". Canon Overton diz: "Esta descrição muito exatamente retrata o estado da Inglaterra. Ela foi um reino cristão, visto que não rejeitara o Cristianismo, como uma fé histórica; por outro lado, eu imagino que, em alguns poucos períodos, tem acreditado, em um sentido, sido mais geral, do que foi neste tempo, exatamente depois do completo colapso do Deismo". Mas ela estava cheia da imoralidade pagã. Law dificilmente esboçou um quadro tão negro, quando disse: "Não existe corrupção ou depravação da natureza humana; nenhum tipo de orgulho, ira, inveja, malícia, e amor-próprio; nenhuma sorte de hipocrisia e fraude; nenhuma libertinagem da luxúria, em todo tipo de devassidão; que seja tão comum por toda a Cristandade, quanto é nas cidades e vilas". "Como prova disto", ele acrescenta, em uma nota, "Veja Rapin, Smollett, Horace Walpole, as exortações de Secker, os Diários de Wesley, etc., aqui e ali. De fato, da quase unânime voz de todos os escritores contemporâneos ecoa o lamento melancólico". Lecky, que deu minuciosa consideração à história nacional do século dezoito, tem retratado com doloroso pormenor, a condição das maneiras da época, e seus detalhes sombrios são confirmados por muitas testemunhas concorrentes. Que os primeiros anos do século testemunharam a maior inatividade e degradação das duas Universidades, é óbvio para muitos escritores, e, como já se referiu ao assunto, não é mais necessário considerá-lo. Mas é alguma surpresa que a condição moral e os conhecimentos intelectuais da massa do clero fossem tão baixos, quando o estado da vida colegial era tão deplorável? Além disto, nos seminários Presbiterianos, o Arianismo estava vagarosamente aprofundando-se no Socianismo, e as sociedades religiosas, que, no século anterior, tinham prometido exercer uma influência mais amplamente proveitosa, tinham, infelizmente, sucumbido em insignificância comparativa. ( Socianismo [doutrina introduzida por Fausto Socino, um adepto do movimento teológico dos séculos 16 e 17, professando crença em Deus e adesão às Santas Escrituras, mas negando a divindade de Cristo]. ( Arianismo [doutrina herética de Ário contra o dogma da Santíssima Trindade, pois atribuía ao Filho de Deus uma espécie de divindade secundária]. Um latente ceticismo e uma indiferença difundida prevaleceram em todos os lugares, em meio às classes educadas. A velha religião pareceu perder a sua forte influência sobre as mentes dos homens, e freqüentemente teve nenhuma preponderância, até mesmo, sobre seus defensores. Butler, no prefácio de sua Analogia, declarou que "chegou a se ter como certo que o Cristianismo não é tanto mais um objeto de questionamento, mas que ele agora, finalmente, se revelou fictício". Ele fala, por todo lado, de uma "decadência geral da religião nesta nação, que é agora observado por cada um, e tem sido, por algum tempo, queixa de todas as pessoas sérias". A Corte, que geralmente é sempre tão influente, quanto ao bem ou o mal, na conduta e maneiras das pessoas, encontrava-se, naquele tempo, em uma condição gravemente imoral; sua grosseira corrupção, durante o reinado dos dois Georges, é assunto de notoriedade comum. E descendo, através de diversos graus, nos quais a sociedade humana necessariamente dividiu os males fatais: o da vida imoral era predominante. Em meio às classes reinantes, havia um modelo degradante de honra política; a corrupção política, na verdade, foi, talvez, a imoralidade mais evidente da sociedade inglesa. Dizem que apenas uma meia dúzia de membros do Parlamento atendia à adoração pública. As maneiras e gostos da pequena nobreza eram freqüentemente vulgares e ignorantes, no nível mais baixo; a massa dos cavalheiros vivia pobre e miseravelmente em seus estados, excluída da comunhão com o mundo, sem uma ocupação, a não ser aquela da caça; ou uma ambição, a não ser aquela de ser o mais sagaz beberrão dos membros. Se tal era a condição da pequena nobreza, não é de se admirar que as classes mais inferiores, estimuladas pelo exemplo dos seus "superiores", e desimpedidas, quer pelos princípios religiosos, ou instrução moral, pudessem descer tão baixo, de maneira a justificarem o período, descrito como uma das barbáries sociais. O drama tem sempre exercido uma poderosa influência em moldar o gosto e maneiras das pessoas. A devassidão do teatro, durante a geração que se seguiu à Restauração, pode dificilmente ser piorada. Os teatros eram fontes de grande corrupção; o teatro inglês sendo muito inferior ao francês em decoro, modéstia, e moralidade. A grosseria prevalecente da vida e sentimento modernos era pouco mitigada pela Imprensa. Os escritos de Swift, Defoe, Fielding, Coventry, e Smollett, eram suficientes para ilustrar a grande diferença que, neste aspecto, separou a primeira metade do século dezoito de nosso próprio tempo. Um de nossos recentes historiadores observa: "A Igreja estava absolutamente fora da relação com a grande massa de pessoas. O pobre e o ignorante eram deixados tranqüilamente aos seus próprios recursos. O clérigo não era, de fato, de modo algum, um corpo de homens deficiente na moralidade pessoal, ou mesmo no sentimento religioso; mas eles tinham pouca, ou nenhuma atividade religiosa, porque eles tinham pouco ou nenhum zelo religioso. Eles executavam negligentemente suas obrigações mecânicas, e isto, como uma regra, era tudo que eles faziam... Atterbury, Burner, Swift, toda sorte de escritores que eram, eles próprios, ministros da Igreja da Inglaterra, unem-se para testemunhar a apática condição em que a Igreja havia caído... As coisas eram ainda piores na Igreja da Irlanda. Dificilmente um pastor daquela Igreja poderia soletrar três palavras da Língua do povo irlandês". Retomando para onde iremos, em nossa pesquisa da nação, deparamo-nos com um estado de coisas mais deplorável, e ao mesmo tempo, o mais prodigioso. Das mais altas classes na terra -- a Corte, o Parlamento, a Igreja, as escolas, e os ricos proprietários de terra – descendo para os comerciantes e o grande populacho, todos apresentam aspectos que clamam altamente pelo advento do reformador religioso. É doloroso, até mesmo, imaginar qual teria sido o resultado não tivesse um impedimento sido colocado neste processo de decadência moral. Exceções honrosas foram encontradas, em meio ao clero e à laicidade na Instituição, e em meio aos Dissidentes – os mais fiéis que lamentaram o aviltamento nacional, mas não tinham poder para atacá-lo. Eles brilharam como estrelas, em uma noite escura; mas o que a nação precisava era do brilho da luz de uma manhã ensolarada. Mas, quando a escuridão era a mais profunda, aquela luz surgiu. Quando a condição moral do país parecia estar perto de sua mais baixa decadência, e as pessoas mais próximas do limite extremo da degradação, foi, então, que agradou à Divina Providência levantar agentes preparados, adequados para impedirem a tendência declinante, e inaugurar uma nova era. Ao lado do mais notável processo de preparação, como as páginas prévias mostrariam, estavam os servos do Divino, prontos para seu alto chamado. Dotação individual, grande cultura, ou dons especiais, uma regeneração pessoal, uma disciplina religiosa severa, hábitos de abnegação, introduzindo austeridade, uma intrepidez destemida, zelo invencível, e entusiasmo fervente, juntos com o mais completo altruísmo, e uma fé mais profundamente enraizada em sua missão, na verdade deles, e na co-operação Divina – Deus operando com eles – foram, em meio às mais altas qualidades, o que adequou esses homens devotos a ser instrumentos preparados para o cumprimento de uma grande e espiritual reforma. Atenção é conseguida, através da maravilhosa obra de regeneração que Wesley e seus colaboradores começaram, e para tão surpreendente extensão, executaram; mas de cuja obra, ele deve sempre ser considerado o principal líder e o principal autor. E isto, não meramente porque sua carreira foi mais longa que a deles, nem porque ele era dotado de um grau mais elevado do que eles, com as qualificações necessárias para liderar uma grande obra; mas, principalmente, por causa de seu gigantesco e variado trabalho, sua atividade irrepreensível, e sua persistência inabalável, no uso das mais efetivas medidas. Ele não apenas foi o principal líder do movimento; ele foi a alma dele. Ao prestarmos honra a Wesley, portanto, não é necessário ocultar isto da vista de seus coadjutores, ou atirar o trabalho deles na sombra. Um instrumento frágil, na mão Divina; adequado, chamado, e usado, pelo poder Divino, sua obra foi muito grande. Mas outros também foram chamados e qualificados; e muito alegremente ele lhes deu as boas-vindas; a cada um, quem retribuísse com o menor apoio. Nunca um líder esteve, em tão grande empreendimento, livre do ciúme de qualquer honra que seus co-operadores ganhassem. Whitefield, com seu dramático poder espiritualizado, seu trabalho autodesgastante, e seu sucesso brilhante; Charles Wesley, não apenas o autor de hinos, escolhido por todos, mas um pregador mais vigoroso do que geralmente se supõe, ele tenha sido – talvez, em suas primeiras trajetórias, nem um pouco atrás, de qualquer um dos dois; Fletcher, mais tarde, com seu espírito seráfico, sua caneta poderosa, e seu trabalho inflamado; a gradual ampliação do círculo de clérigo simpatizante, e outros que o auxiliaram na obra; e não menos, os itinerantes "ajudadores leigos", um nobre grupo de homens, labutando em um serviço heróico, e freqüentemente penetrando onde o quase onipresente chefe não poderia ir, sempre pronto para cumprir sua ordem, uma vez que ele, com uma habilidade geral, os preparou para o amplo campo de conflito; os pregadores leigos que não foram colocados aparte da obra, mas que, quando capazes, seguiram seus comércios e pregaram seus sermões, em sua própria vizinhança, e, por este motivo, chamados de "pregadores locais"; líderes necessários das "classes" de crentes, em meio aos quais estavam muitas mulheres devotas, úteis e honradas; os administradores que cuidaram de todos os assuntos financeiros; e muitos outros, cada um contribuindo de acordo com sua habilidade para a condução da grande campanha – todos eram bem-vindos, todos eram devidamente reconhecidos e reverenciados, e, igualmente amados, por causa de suas obras. Mas Wesley foi o líder. Ele foi reconhecido como tal, até mesmo, em Oxford, imediatamente, do reunir-se no "clube santo", e sua posição nunca foi contestada; e ele foi o principal trabalhador. Ninguém fez tanto quanto ele. Ele trabalhou mais, ele pregou mais, ele escreveu mais do que qualquer um deles. É sua obra que essas páginas pretendem ilustrar. Ele se coloca diante de nós como o grande campeão desta campanha santa, com seus trabalhos incomparáveis, sua grande capacidade de tolerância, sua fidelidade resoluta, e com uma convicção, aprofundando e instalando-se em sua alma de que ele foi o mensageiro de Deus para um povo ignorante. À sua obra, ele devotou sua inteira força e tempo, sem se apressar, e igualmente, sem descanso. Como muitos de seus colaboradores, ele suportou privação, fadiga, calúnia, e tratamento brutal, pelas mãos das turbas violentas. Como um bravo capitão, ele esteve na mais abundante das lutas, nunca hesitando em tomar o lugar do maior perigo ou da maior labuta. Ele pregava, bem cedo de manhã, até que a sombra da noite caísse; ele continuou em frente em sua pregação, em qualquer condição de tempo, e em todas as horas, tendo seus planos em seu bolso, seus livros e papéis em seu alforje, ou sobre as prateleiras, preparadas em sua carruagem – sua "máquina" de viagem. Sua caneta estava tão pronta, quanto sua língua, surpreendendo todos que conheciam a extensão de seus escritos; suas cartas foram inumeráveis. Os originais e cópias de mais de duas mil dessas folhas efêmeras têm sido preservadas até hoje. Em meio às muitas qualidades que o distinguiram, no mínimo estava sua indomável firmeza de propósito. Os leitores das páginas antecedentes puderam observar quantos e quão grandes obstáculos se apresentaram em seu caminho; mas eles foram ineficazes para desviá-lo dele. É mais observável, ainda, quantas causas para o desencorajamento pareceram continuamente surgir a sua volta. Mas, é igualmente surpreendente que elas tiveram tão pouco efeito sobre ele. Ele não diminuiu suas tarefas em um grau mais leve por consideração a elas. A reincidência dos convertidos, nas mesmas circunstâncias desfavoráveis, na qual eles estiveram situados, pareceu estimulá-lo a renovar esforços para reformar aqueles acrescentados para defender a fidelidade, nem a apostasia dos amigos, não mais do que o declarado antagonismo de seus inimigos, o desviou de seu curso – não, nem por uma hora. Ele estava contente da autonomia, sustentado pela profunda e inalterável convicção de que, como ele foi chamado para sua obra, pela autoridade Divina, "então, ele seria sustentado pelo apoio Divino". Não está em nosso poder, traçar seus passos através dos longos anos, e manter o ritmo com ele, em sua rápida passagem de cidade a cidade, de vila a vila, ao longo de 250.000 milhas que o cuidadoso estima seja a extensão de sua viagem por todas essas ilhotas, em um grande chamado junto ao povo adormecido, para que acorde, e se levante, a fim de que Cristo lhes traga a luz. Assim, um relato minucioso é impossível, embora os materiais estejam, em grande proporção, à mão. De certa forma, isto tem sido feito até aqui, com o objetivo de dar uma idéia da multiplicidade e variedade de suas ocupações, e de sua incessante devoção à grande obra que ele tinha a realizar. Afirmações subseqüentes devem ser mais genéricas, mencionando apenas os incidentes mais notáveis e o que quer que possa especialmente apontar para o desenvolvimento do que Wesley usava chamar de "a Obra de Deus"; porque, por mais interessantes que os incidentes individuais possam ser, nos fatigaria examinar o relato deles. O que foi, então, pacientemente executá-los! Este ano, com exceção de aproximadamente um mês em Oxford, três meses em Gales, e uma semana em Midlands, Wesley dividiu seu tempo em proporções quase iguais, entre Londres e Bristol. Charles Wesley alternou com ele, embora ele pregasse mais em Bristol, do que em Londres. No encerramento de 1740, nós vimos os primeiros vestígios da nuvem, na apostasia parcial do valioso ajudador leigo de Wesley, em Kingswood – John Cennick. O ano seguinte iniciou em meio a alternâncias de exultação jubilosa pelo poder de Deus manifesto, e tristes indicações da fraqueza do homem. Reunindo todas as Bands de Bristol e Kingswood, Wesley relatou o que Deus havia feito por eles, através dele, e qual retorno eles deram nos diversos meses passados, com as disputas contínuas, divisões, e ofensas, fazendo com que ele seguisse oprimido no decorrer do dia. Mas outros panoramas o alegrou. Muitos receberiam benefícios de seus trabalhos em pregar e expor, de forma que ele escreve, na alegria de seu coração: "À tarde, nossas almas foram preenchidas com o espírito da oração e ação de graças, de maneira que dificilmente eu conseguiria explicar como, até que eu encontrei onde isto estava escrito: 'Minha canção seja sempre da bondade amorosa do Senhor; com minha boca eu sempre mostrarei Tua verdade, de uma geração a outra'". Retornando a Londres, ele se encontrou com a Sociedade na Fundação. "Aqui", ele diz, em 22 de Janeiro, "eu comecei expondo onde meu irmão desistiu, ou seja, (I João 4). Ele não pregou na manhã anterior [por exemplo, no serviço das cinco da manhã], nem pretendeu fazer isto mais". Isto aponta para a apostasia da parte de Charles Wesley, que demanda uma breve consideração. O próprio Charles evidentemente alude para seu risco de desviar-se, e, como isto pareceria, em sua evasão, há algum tempo, no 22 de Junho do ano anterior, quando ele escreve: "Eu conclui o dia na festa de amor com os homens [em Bristol]. Paz, unidade, a amor havia aqui. Nós não nos esquecemos de nossos pobres irmãos desatentos que havia, até que os Morávios vieram. Como devo eu me regozijar do meu livramento das mãos e espírito deles! Minha alma escapou da armadilha do passarinheiro. E eu não amasse os cordeiros de Cristo [um termo Morávio], na verdade, os lobos terríveis, eu não veria a face deles mais. Eu não sou mais um devedor do Evangelho a vocês. Vocês me desobrigaram completamente; mas se vocês rejeitam meu testemunho, outros o recebem alegremente!". Três dias antes disto, ele descreveu para a Sociedade em Oxford, "A tranqüilidade dos primeiros cristãos, (Atos 2:42), que perseveraram na doutrina dos apóstolos; e na comunhão, no partir do pão e nas orações'". E, em Abril daquele ano ele escreveu o hino intitulado, Os Meios da Graça, que, ele diz, ele "imprimiu como um antídoto para a tranqüilidade". Nos primeiros três meses deste ano, havia um completo espaço vazio no Diário de Charles Wesley; mas é evidente que muito deste tempo foi gasto por ele em Londres, e é provável que, enquanto por lá, ele esteve novamente sob a influência dos Morávios, e, especialmente, de seus amigos, Sr. Hutchings, Sr. Stonehouse, Vigário de Islington, Sr. Chapman, e seu cunhado, Sr. Westley Hall, que se manteve afastado da Fundição, associado aos Morávios, influenciado por eles, e pareceu inclinado a se juntar a eles. No entanto, em 12 de Fevereiro, Wesley escreve: "Meu irmão retornou de Oxford, e pregou sobre a maneira correta de esperar por Deus: assim, dispersando, imediatamente, os temores de alguns, e as vãs esperanças de outros, que confidentemente afirmaram que o Sr. Charles Wesley já era quietista, e não viria mais para Londres". Mas nisto, Wesley parece ter sido muito sanguíneo, porque em 21 de Abril, logo depois que Charles retornou de Bristol, Wesley escreveu uma carta para ele de Londres, em que, depois de dirigir-se, de diversas maneiras, ele fornece razões completas e abundantes, porquê ele "não poderia, de maneira alguma, juntar-se aos Morávios", e acrescenta o que pode explicar mais adiante seu sincero repúdio a eles: "Como eu ainda não me atrevo, de maneira alguma, a me juntar aos Morávios: (1) Porque o projeto geral deles é místico, não bíblico, -- infinitamente além das claras doutrinas do evangelho. (2) Porque existem trevas e estagnação em todo o comportamento deles, e fraude em quase todas as suas palavras. (3) Porque eles não apenas não praticam, mas menosprezam e depreciam extremamente, a abnegação e a cruz diária. (4) Porque eles, por princípio, conformam-se com o mundo no uso de ouro, e vestuário vistoso e caro. (5) Porque eles estendem a liberdade cristã, neste e em muitos outros aspectos, além do que é autorizado pelo menos, com respeito ao seu próprio povo. E, (por fim), porque eles fazem com que a religião interior reprima a exterior em geral. Por essas razões, principalmente, Deus sendo meu ajudador, eu antes prefiro ficar completamente só, do que me juntar a eles – Eu quero dizer, até que eu tenha segurança completa de que eles não irão espalhar mais esses erros em meio ao pequeno rebanho entregue aos meus cuidados". "Ó, meu irmão, minha alma está aflita por você: o veneno está em você: palavras bonitas roubaram seu coração. Eu temo que você não possa encontrar alguém em Bristol, em tão grande liberdade como Marschall! 'Nenhum homem ou mulher inglesa é como os Morávios'". [Charles Wesley estava agora em Bristol. Ele endossou a cópia desta carta na Coleção Colman: 'Quando eu me curvei aos Alemães'. Ele evidentemente usou as palavras: 'Nenhum homem ou mulher inglesa é como os Morávios'. Seu irmão se referiu ao perigo em seu Diário. A preocupação não estava terminada. Lady Huntingdon, em uma carta a John Wesley, em 24 de Outubro, fala de Charles, como tendo declarado guerra à Quietude Morávia, e se refere a si mesma como "o instrumento nas mãos de Deus, que o livrou deles".] "Assim, o assunto vem para uma questão justa. Cinco de nós ainda permaneceram juntos, poucos meses, desde então; mas dois se foram para o lado direito (pobre Hutchings e Cennick); e dois mais, para o lado esquerdo, (Sr. Hall e você). Senhor, se for Teu evangelho o que eu prego, levanta e mantém tua própria causa [Adieu!]". ( O que foi o Quietismo: Uma corrente mística surgida no final do séc XVII, promovida principalmente por Miguel Molinos, que propicia a passividade absoluta no trabalho da própria perfeição -- Wesley rompeu com os Morávios, cujas visões Quietistas tinham um efeito similar de fechar a igreja a todos aqueles que sinceramente buscavam a fé. Quando Peter Bohler, e, então, Philip Molther pressionaram a espiritualidade Quietista sobre a Sociedade de Fetter Lane, eles foram vigorosamente detidos por Wesley. Para o Quietista a aproximação com Deus era uma espera passiva Nele, por um movimento interior do Espírito. Não deveria haver coisa alguma desta natureza tumultuosa Metodista, de cantar e pregar, nem algum recurso para os Meios da Graça, incluindo a total abstinência da Comunhão Santa. Se Charles Wesley estava liberto de uma vez da armadilha não está aparente; mas no domingo, 20 de Julho, ele escreve: "Nossa esperança foi muito confirmada por aquelas palavras, que eu reforcei em Kingswood: 'Não temais; estai quietos, e vede o livramento do Senhor' (Êxodo 14:13); ou, como foi mais tarde afirmado: 'Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem' (verso 15). Eu discursei à tarde, sobre o mesmo assunto, de (Isaías 64:5) ' Tu sais ao encontro daquele que, com alegria, pratica a justiça, daqueles que se lembram de ti nos teus caminhos. Eis que te iraste, porque pecamos; há muito tempo temos estado em pecados; acaso seremos salvos?'. Daqui, eu exaltei a lei das ordenanças cristãs, exortando aqueles que esperam pela salvação, a serem como vasos nas mãos do oleiro, encorajando-se a segurar firme no Senhor. Deus deu-me muita liberdade para explanar; aquela mais ativa, vigorosa, agitada idéia, a quietude verdadeira". O episódio completo pode ser encerrado pelo seguinte extrato de uma carta endereçada pela Condessa de Huntingdon a John Wesley, que mostra similar ao perigo em que Charles havia caído, e a dívida dele para com sua senhoria por seu livramento: ( Quem foi Lady Huntingdon -- O caráter pessoal de Lady Huntingdon mereceu e ganhou o mais profundo respeito. Um escritor anglicano ressalta a coragem moral que a capacitou, quando exposta a todas as tradições de uma aristocracia, nas condições em que a aristocracia estava, nos reinados de George II e George III, ao deixar de lado todos os preconceitos da corte, e enfrentar todo o desprezo e ridículo por parte deles, para participar da mesma sorte, e sem reserva, com os Metodistas desprezados, é admirável. Se ela parecia, algumas vezes, adotar algum ar imperioso, em direção aos seus protegidos, nós devemos lembrar que uma condessa era uma condessa naqueles dias, e que ela foi, certamente encorajada, pela reverência extravagante prestada a ela por Whitefield e outros. John Wesley, de fato, nunca se deslumbrou pela sua grandeza, ao contrário, isso o levou a, mais de uma vez, censurar a imperiosidade "daquela mulher valorosa". É evidente que, mesmo na corte corrupta de George II, sentiu-se que Lady Huntingdon tinha escolhido a melhor parte. Um dia na corte, o Príncipe de Gales inquiriu onde Lady Huntingdon estava, já que ela raramente visitava o círculo de amizades, naquele tempo. Lady Charlotte Edwin respondeu com escárnio: "Eu suponho que pregando com seus mendigos". O príncipe balançou a cabeça e disse: "Lady Charlotte, quando eu estiver morrendo, eu penso que ficarei feliz, em agarrar a beirada do manto de Lady Huntingdon, e me erguer com ela, até o céu". ---- 21 de Outubro de 1741. "A sabedoria é justificada pelos seus frutos. Sua resposta à primeira parte da minha carta quase me silenciou completamente quanto a este assunto. Mas eu acredito que o Diário de seu irmão esclarecerá mais completamente a você o que eu quis dizer. Porque eu me esforcei muito, para que existissem tão poucas armadilhas no caminho dele, quanto possível. Desde que você nos deixou, os mais simples não ficaram sem os ataques deles. Eu temo muito mais por ele do que por mim, já que o conquistador de um poderia ser nada para o outro. Eles, através de seus representantes, me injuriaram muito, mas eu não tomei conhecimento, como se eu nunca tivesse ouvido alguma coisa a respeito". "Eu me conforto muito que você aprove uma medida, que seu irmão e eu tomamos com respeito a eles. Não menos do que ele declarar abertamente guerra contra eles. Ele pareceu ter alguma dificuldade quanto a isto, no início, mas eu dei a ele toda liberdade para usar meu nome, como instrumento nas mãos de Deus, para que ele se libertasse deles. Eu me regozijo muito com isto, esperando que este seja um meio de operar meu livramento deles também. Eu pedi a ele que incluísse seu sermão sobre a Perfeição Cristã, no endereçamento a eles. A doutrina que ele contém, eu espero viver e morrer por ela; é a coisa mais absolutamente completa que eu conheço. Deus ajudou em suas fraquezas; Seu Espírito esteve com você na sua fidelidade. Você não pode calcular o quanto eu me regozijo, no Espírito, por isto". "Seu irmão também dará suas razões para a completa separação; e eu terei uma cópia da carta que ele enviará a eles, para manter comigo. Eu tenho grande fé de que Deus não o fará cair; Ele certamente terá misericórdia dele, e não dele apenas, porque muitos caem com ele. Eu sinto que ele me faria vacilar com sua queda; mas eu fugirei deles, como que de um pólo a outro; porque eu serei correta em minha obediência. Suas habilidades naturais, seu julgamento e o progresso que ele alcançou, estão tão acima do que de melhor eles tenham feito, que eu imaginaria que nada, a não ser o delírio poderia tê-lo aprisionado; mas, quando refleti sobre ele, com tantos defensores da carne, em volta dele, tendo a forma de anjos de luz, que estremeci de medo por ele, eu não encontraria conforto, se eu não soubesse seguramente que Ele que é por ele é maior do que aquele que é contra ele". "Quando você receber o Diário dele, você se regozijará muito, quando vier na quinta-feira, 15 de Outubro...". Tivesse Charles se afastado de sua firmeza para com a verdade, e de sua fiel aliança com seu irmão, as conseqüências teriam sido irreparáveis. Felizmente, aquela calamidade foi evitada, e seu serviço no grande empreendimento evangelista foi superado apenas por aquele do próprio Wesley; enquanto que, através de seus hinos evangélicos inigualáveis, ele supre um ministério interminável para com a Igreja de Cristo sobre a terra. Erupções renovadas da violência popular agora apareceram, como, por exemplo, em Deptford, "onde muitos pobres miseráveis se reuniram, vazios extremamente de bom-senso e decência comum. Eles gritavam, como que saindo de suas tumbas. Mas a palavra tinha poder, e muitos deles ficaram completamente confusos". Antes que ele pudesse pregar em Shrove, na terça-feira, "muitos homens do tipo mais aviltante, tendo se misturado com as mulheres, comportaram-se tão indecentemente, que ocasionaram muita confusão. Um condestável ordenou a eles para manterem a paz. Pelo que eles o derrubaram". Poucos dias depois, enquanto pregando em Long Lane, Southwark, "o exército de forasteiros se reuniu, e uma enorme pedra caiu exatamente sobre seus ombros". Com todas as coisas, estabelecidas de acordo com sua vontade, ele deixou Londres em 17 de Fevereiro. Ele se deparou com a dolorosa condição dos assuntos em Kingswood, e vizinhança, principalmente causado pela atitude assumida por Cennick, que, com quinze ou vinte outros, veio até ele, e lhe disse que ele "pregou a fidelidade do homem, mas não a fidelidade de Deus". Havia problema também em Bristol, onde ele inquiriu, tão completamente quanto pode, concernente às divisões e ofensas que, não obstante, as preocupações sinceras que ele teve, começaram novamente a expandir-se. Ele passou um mês infeliz empenhando-se para reconciliar a agora instável Sociedade em Kingswood, mas sem efeito. Cennick declarou: "Nós estamos dispostos a nos juntarmos a você. Mas nós também queremos nos encontrar, aparte de você. Por isto, nós nos encontramos para confirmamos um ao outro, naquelas verdades, da qual você fala contra". A inevitável divisão tomou lugar; cinqüenta e dois simpatizantes de Cennick afastaram-se, enquanto mais de noventa foram expulsos. Wesley ocupou muito do seu tempo em visitar muitas pessoas doentes, e em ajustar a Sociedade de Bristol, que tinha sido muito prejudicada por essas tristes disputas. Ele, então, tendo organizado os assuntos, melhor do que esperava fazer, retornou, a pedido de seu irmão, para Londres, onde se afastou das atividades, durante quatro horas, todos os dias, exceto no sábado, para falar com alguém que pediu por isto, e uma hora, todos os dias, para examinar as "Bands", para que nenhuma pessoa desordenada, ou descuidada, ou contenciosa permanecesse em meio a eles. A doença, estando muito predominante, ele fixou um método regular de vistas, oito ou dez pessoas se oferecendo para a obra, "os quais", diz ele, escrevendo para seu irmão, "deve ter igualmente dedicação completa; porque mais e mais adoecem todos os dias". Esta obra estendeu-se grandemente mais tarde. Em 1º. de Maio, Wesley escreve: "À noite, eu fui para uma pequena festa do amor, que Peter Boher realizou para aqueles dez que se juntavam, há três anos, naquele dia, 'para confessar nossas faltas uns aos outros'. Sete de nós estivemos presente; um estando doente, e dois relutantes em virem. Certamente virá o tempo, quando haverá novamente 'união de mente, como se em nós todos houvesse apenas uma alma' Ele foi compelido a se separar deles, não obstante ele quisesse a união. No dia seguinte, ele teve uma conversa, de diversas horas, com Peter Böhler e Spangenberg. O assunto da conversa foi, "uma nova criatura", o relato de Spangenberg sobre o que foi assim falado: "No momento em que objetivamos ser justificados, uma nova criatura é colocada dentro de nós. Isto, de outra forma, é denominado, o novo homem. Mas, não obstante, a velha criatura, ou o velho homem, permanece em nós, até o dia de nossa morte. E com o velho homem, permanece o velho coração, corrupto e abominável. Porque a corrupção interior permanece na alma, por quanto tempo a alma permanece no corpo. Mas o coração que está no novo homem é limpo. E o novo homem é mais forte do que o velho; de maneira que, embora a corrupção continuamente nos despoje, ainda assim, enquanto olhamos para Cristo, ela não prevalece ". Mas Wesley não acredita na necessária permanência desta corrupção até a morte. Ele ensinou seu povo a sinceramente buscar pela sua inteira destruição. Isto seus amigos, as pessoas de Fetter Lane, chamou de sua doutrina da "perfeição sem pecado" – um termo que ele repudiou inteiramente. Ele pregou uma "Perfeição Cristã", justificando o uso do termo, não apenas das Escrituras, mas também da Coleta [oração que precede a epístola] no Serviço de Comunhão; "Limpa os pensamentos de nossos corações, pela inspiração do Teu Espírito Santo, para que possamos perfeitamente amar a Ti; e merecidamente glorificarmos Teu Santo Nome". Esta elevação do ideal da vida cristão foi um dos grandes serviços prestados por Wesley à Igreja. Na semana seguinte, ele registra: "Nós concordamos em nos encontrarmos para orarmos e humilharmos nossas almas diante de Deus, para que Ele nos mostrasse Sua vontade, concernente a nossa re-união com outros irmãos em Fetter Lane. E com este objetivo, todos os homens e mulheres das Bands se encontraram a uma da tarde. Nem nosso Senhor desprezou nossas orações, nem deixou a Si mesmo sem testemunho diante de nós. Mas ficou claro para todos, até mesmo para aqueles que eram antes os mais ardorosos com relação a isto, que o tempo não virá". Um dos eventos proeminentes do ano de 1739 foi a pregação e publicação do sermão da Graça, para o qual foi anexado um hino de trinta e seis estrofes, ou a Redenção Universal, por Charles Wesley. Trata-se de um discurso notável; -- um dos mais hábeis de Wesley; -- um tratamento cuidadoso e vigoroso do assunto, claro na declaração e conclusivo no argumento. Nenhuma resposta efetiva a ele foi escrita. Wesley parece ter sentido necessário fazer um pronunciamento antecipado e forte sobre a questão. Ele estava consciente do fato de que doutrina falsa circulara em meio às Sociedades, causando divisão, e seduzindo alguns dos membros da firmeza deles. Tyerman descreve o sermão como, em alguns aspectos, o mais importante que Wesley, alguma vez, publicou. Ele diz: "Eu me refiro à divisão que Whitefield [não mais do que Wesley] pleiteou, e também à organização da Conexão de Lady Huntingdon, e a fundação dos Metodistas Calvinistas em Wales; e, finalmente, culminada na feroz controvérsia de 1770, e a publicação do inigualável, 'Restrições ao Antinomianismo', que tão efetivamente silenciou a heresia Calvinista, de maneira que sua voz dificilmente foi ouvida naquele tempo a este". Talvez, isto atribua muito para a influência deste simples sermão. Foi o reconhecimento da doutrina, preferivelmente a alguma discussão específica dele, que conduziu para os resultados citados. Mas o sermão marca o começo da controvérsia, o decurso da qual Tyerman apontou: Durante a primeira viagem de Whitefield para a América, não havia sinal de ensino Calvinista; nem mesmo durante o tempo que ele passou na Inglaterra, depois de seu retorno, até imediatamente depois de seu segundo embarque, quando em um sermão, pregado em Stoke Newington, quinze dias antes que ele embarcasse, e, depois publicado em um volume de sermões, ele faz três referência aos "eleitos", afirmando em um deles que: "A verdade é esta: Deus, como recompensa pelos sofrimentos de Cristo, prometeu dar aos eleitos a fé e o arrependimento, com o objetivo de trazê-los para a vida eterna; e essas, e as todas as coisas mais, necessárias para a felicidade eterna deles, estão infalivelmente asseguradas para eles nesta promessa, como o Sr. Boston, um excelente clérigo escocês, docemente e claramente nos mostra, em um livro intitulado, 'A Aliança da Graça'", assim revelando uma fonte de suas idéias. Tyerman pensa que Whitefield absolveu esses sentimentos dos sermões dos irmãos Erskine, com os quais ele se declarou muito satisfeito e edificado, recomendando-os, e ao Cristo Místico, do Bispo Hall, e o sermão de Boehme, para todos. Tyerman está, portanto, correto em dizer que o Calvinismo de Whitefield "nasceu na Inglaterra, por volta do mês de Junho de 1739, mas foi cuidado e fortemente fortalecido na América em 1740". Embora, tanto Wesley quanto Whitefield fossem ferventes e resolutos em pregarem cada um seu próprio entendimento da verdade, ainda assim, eles eram sinceramente desejosos de que a diferença em suas opiniões não conduzisse a alguma diminuição do respeito e afeição fraternos, um pelo outro. A correspondência deles, durante a segunda estada de Whitefield na América, amplamente testifica isto. Algumas das cartas de Whitefield, enquanto afirma sua crença crescente nas doutrinas do amor eleito, era mais ternamente patética em suas afirmações, com relação aos seus velhos amigos. Wesley, da sua parte, evitou cuidadosamente alguma coisa que fosse igualmente perturbar sua feliz camaradagem. Whitefield, no entanto, auxiliado, dizem, por alguns dos ministros na América, preparou uma réplica ao sermão da Graça Livre, de Wesley, e a publicou em Charlestown e Boston. Durante sua viagem para casa, ele escreveu uma carta a seu amigo Charles Wesley, datada de 1º. De Fevereiro de 1741, na qual ele diz: "Meu querido irmão, por que você ofereceu o osso da contenda? Por que você imprimiu aquele sermão contra a predestinação? Por que você, em especial, meu querido irmão Charles, anexou seu hino, e reuniu e lançou seu recente hinário? Como você pode dizer que não contenderá comigo a respeito da eleição, e ainda assim imprime tais hinos, e seu irmão envia seus sermões, contra a eleição, para o Sr. Garden e outros, na América? Você não pensa, meu querido irmão, que eu devo estar tão preocupado com a verdade, ou que eu penso a respeito da verdade, como você? Deus é meu Juiz, eu sempre estive, e espero que eu sempre esteja, desejoso de que você possa ter preferência diante de mim. Mas eu devo pregar o Evangelho de Cristo, e isto eu não posso agora fazer, sem falar da eleição". Referindo-se à resposta dele, ele acrescenta: "Se isto ocasionar uma estranheza em nós, não será minha falta. Não existe nada em minha resposta estimulando a isto, que eu saiba. Ó, meu querido irmão, meu coração quase sangra dentro de mim. Eu penso que eu estaria disposto a permanecer aqui no mar para sempre, preferivelmente a vir para a Inglaterra me opor a você". Chegando em Londres, no mês de Março, Whitefield submeteu sua resposta a Charles Wesley, que a retornou endossada com as palavras "Ponha novamente tua espada dentro de seu lugar"; e isto conduziu à postergação de sua publicação por um tempo. Já para o encerramento do mês, Wesley escreve: "Após ouvir muito a respeito do comportamento indelicado do sr. Whitefield, desde seu retorno da Geórgia, fui até ele, ouvi-lo falar por si mesmo, para que eu soubesse como julgar. Eu aprovei grandemente sua franqueza de discurso. Ele me disse que eu preguei dois Evangelhos diferentes; e, portanto, ele não apenas não se juntaria a mim e meu irmão, ou me daria a mão direita de camaradagem, mas estava resolvido a publicamente pregar contra nós, onde quer que pregasse, afinal. Sr. Hall, que foi comigo, o lembrou da promessa que fizera alguns poucos dias antes, de que, qualquer que fosse sua opinião pessoal, ele nunca pregaria publicamente contra nós. Ele disse que a promessa foi apenas um efeito da fraqueza humana, e que agora ele pensava de uma outra forma". Assim sendo, ele pregou contra os Wesleys, quer em Moorfields ou em qualquer outro lugar. E, até mesmo quando convidado a ocupar o púlpito da Fundição, diante de alguns milhares de pessoas, e com Charles Wesley sentando-se ao seu lado, "ele pregava aos graus absolutos da maneira mais peremptória e ofensiva". Whitefield foi assim mostrado em um curso de ação que lhe trouxe, até mesmo, mais dor do que aos outros. Ele foi a vítima, por ocasião das muitas circunstâncias desfavoráveis e conflitantes. Suas relações hostis com os Wesleys tornaram-se uma obscura, se não admitida, fonte de tristeza para ele. Seu profundo amor e respeito por eles não se harmonizavam com suas ações em direção a eles, de maneira que seu coração estava dividido. Suas responsabilidades monetárias na conexão com o Orfanato na Geórgia eram muito grandes. Ele fora também severamente manipulado por vários críticos de suas cartas imprudentes sobre, "Todo o Dever do Homem, do arcebispo Tillotson. Por um tempo, sua popularidade diminuiu. Dizem que dos vinte mil que se reuniam em suas pregações, o número tinha decrescido para duzentos ou trezentos. Ele mesmo diz que, em vez de haver milhares atendendo a ele, dificilmente um de seus filhos espirituais vinha vê-lo de manhã à noite; e que, em uma ocasião, quando pregava em Kennington Common, nem mesmo umas cem pessoas estiveram presentes para ouvi-lo. As destruidoras exibições da eleição e reprovação de Wesley não igualmente acrescentariam a atratividade do professor deles. Mas, acima de tudo, simpatizantes imprudentes de suas idéias estimularam-no à ações que provavelmente nunca cometeria, tivesse sido deixado aos impulsos de sua generosa natureza. Não houve necessidade de pessoas insensatas que buscaram fomentar uma disputa, como quando, no início de Fevereiro deste ano, uma carta pessoal de Whitefield a Wesley, ilicitamente impressa, foi distribuída em grande quantidade na porta e na própria Fundição. Afortunadamente, Wesley conseguiu uma, e, depois de pregar, relatou o fato claro para a congregação, dizendo-lhes: "Eu farei exatamente o mesmo que acredito o Sr. Whitefield faria, estivesse ele aqui pessoalmente", e rasgou a carta em pedaços, diante de todos; cada um que a havia recebido, fazendo o mesmo; de maneira que, em dois minutos, não havia uma cópia completa em meio deles. Wesley algum tempo depois escreveu: "Em Março de 1741, o sr. Whitefield, tendo retornado para a Inglaterra, aqui estava a primeira brecha, que homens entusiasmados persuadiram o sr. Whitefield a criar, meramente por uma diferença de opinião. Aqueles que acreditaram na redenção universal não desejaram se separar; mas aqueles que abraçaram a redenção restrita não quiseram ouvir de algum entendimento, determinados a não ter camaradagem com os homens 'em tais erros perigosos'. De modo que agora existem duas sortes de Metodistas: aqueles para redenção restrita, e aquelas para a redenção geral. Esta separação deve ser vista como uma ocorrência especialmente dolorosa e lamentável nos primeiros alvoreceres da grande Avivamento. O que parece ser a abertura de um dia brilhante foi obscurecido com nuvens. Mas, depois de um curto período de tempo, ela havia passado, a velha amizade havia sido restaurada, e permitiu não mais interrupção até a morte de Whitefield. Whitefield rapidamente recuperou sua popularidade. Ele pregou muito na Inglaterra, e já no encerramento do ano, tinha uma recepção mais calorosa na Escócia; e no ano seguinte, o notável avivamento em Cambuslang tomou lugar. Ele partiu novamente para a América, em Agosto de 1744. No início de 1776, Wesley escreveu: "O Sr.Whitefield visitou-me. Ele respira coisa alguma, a não ser paz e amor. O fanatismo não se posiciona mais diante dele, mas oculta sua cabeça onde quer que ele vá"; e, em confirmação da perfeita restauração e afeição e amizade, refere-se ao fato de que Whitefield, em seu último testamento, escreveu com sua própria mão, aproximadamente seis meses antes de sua morte: "Eu deixo um 'mouning-ring' [um anel usado, como um memorial na morte de uma pessoa] para meus honrados e queridos amigos, e desinteressados colaboradores, o Rev. Srs. John e Charles Wesley, como sinal de minha indissolúvel união com eles, em coração e afeição cristã, não obstante nossa diferença em julgamento a respeito de alguns pontos específicos da doutrina". E Whitefield menciona mais adiante do desejo sempre repetido de que Wesley pregasse seu sermão fúnebre. Este serviço melancólico, Wesley executou no ano de 1770, tanto na capela de Tottenham Court Road, quanto no Tabernáculo, Moorfields, e deu o mais amplo testemunho das mais excelentes qualidades, o zelo profundo, os trabalhos quase sem paralelo, da eloqüência esmagadora, o sucesso maravilhoso de seu querido amigo. Embora neste tempo Wesley sofresse muito de dor e fraqueza, ele não diminuiu seu trabalho. Para seu espírito, uma vez, caridoso e metódico, saída renovada para a energia agora apareceu. Muitos da Sociedade, necessitando de alimento e vestuário, e sem emprego; enquanto outros, doentes e prontos para perecerem, e ele incapaz de sozinho atender às necessidades deles, ele visitou a Sociedade Unida para trazer as roupas que eles podiam dispor, e dar contribuições semanalmente de um pence ou mais, que pudessem proporcionar, para aliviar o pobre. Ele, então, empregou as mulheres paupérrimas em trabalhos de tricô, pagando valor comum para o trabalho delas, e acrescentando a ele o que elas necessitavam. Além disso, ele designou doze inspetores, cujo dever abraçaria a visitação e alívio, todos os dias, a todo o doente, em seus diversos distritos, e a provisão daquilo que era necessário a eles. Eles se encontravam uma vez por semana, davam um relato do trabalho deles, e consultavam sobre o que mais poderia ser feito. A pedido premente de seu irmão, ele partiu em 18 de Maio para Bristol. Quando ele entrou na sala, no encerramento do sermão de seu irmão, alguns choravam alto, alguns batiam as mãos, alguns gritavam, e os demais louvavam, com todos verdadeiramente unidos. Aqui ele passou uma semana, durante a qual ele encontrou abundante ocupação, examinando os novos membros da Sociedade, visitando o doente – nenhum dos quais, ele encontrou, quer temendo ou lamentando da pregação, e ajustando os assuntos pecuniários da Sociedade, e da escola em Kingswood. Ele, então partiu cedo de retorno para Londres. No dia seguinte, ele se regozijou com a pequena sociedade em Windsor, e à noite, pregou na Fundição. Ao encontrar o sr. Piers, de Bexley, "muito estremecido pelo irmão 'quietista'", ele falou claramente com ele; a armadilha foi quebrada, e ele o deixou regozijando-se na esperança e louvor a Deus. Não era de se surpreender que muitos dos simplórios e ignorantes abraçassem a ilusão "quietista", quando, até mesmo o clérigo foi vitima dela. Ele exortou uma congregação lotada a não receber a graça de Deus em vão, e reforçou o mesmo na Sociedade, que agora somava por volta de novecentas pessoas. A extensão gradual de sua obra agora começa, com ele tirando uma semana para o turismo dentro do país, na sincera persuasão de Lady Huntingdon. Durante os dois dias de sua jornada exterior, em Leicestershire, ele fez um experimento, para o qual ele fora freqüentemente e sinceramente pressionado a fazer; ou seja, "falar com ninguém, com respeito às coisas de Deus, exceto se seu coração estivesse livre para isto", como resultado ele não falou com ninguém, afinal, por oitenta milhas consecutivas; de maneira que ele não teve cruz para carregar ou tomar, e comumente, em uma hora ou duas, caia rápido no sono; também obteve muito respeito mostrado a ele, como um cavalheiro civilizado, e afável; ele acrescenta: "Ó, quão agradável é tudo isto para a carne e sangue! Você precisa circundar mar e terra, para fazer prosélitos para isto?". Ele atravessou de Northampton para Markfield, onde havia um grande despertamento, mas um pregador "quietista" tinha estado lá, e três quartos adormeceram tão depressa como sempre. Também para Ogbrook, onde o professor "quietista" estava instruindo as pessoas, se elas cressem, a serem quietistas; não pretenderem a prática das boas obras (o que não poderia ser feito até que cressem); a deixarem de lado o que elas chamavam de os meios da graça, tal como oração, e ir à Igreja e ao Sacramento. Seu amigo, Sr. Caspar Greaves ofereceu-lhe o uso da igreja, e Wesley explicou a verdadeiro evangelho quietista, e na manhã seguinte, pregou para uma larga congregação. Ele, então, cavalgou para Nottingham, onde uma sociedade tinha sido formada, mas ele a encontrou sem vida: a sala, que antes ficava lotada do lado de dentro e de fora, agora estava cheia pela metade; ninguém usava de alguma oração, nem se ajoelhava quando a oração era oferecida; e o hinário [um daqueles publicados pelos Wesleys, e que tinha sido enviado para uso na congregação] e a Bíblia desapareceram, "substituídos pelos hinos Morávios, e os sermões do Conde!" [Conde Nicholas Ludwig Vin Zinzendorf – líder Morávio]. Ele expôs, mas "com um coração oprimido", e, novamente, na manhã seguinte; e à noite em Markfield, onde a igreja estava completamente lotada. Depois do serviço matinal, ele partiu para Melbourne, onde a casa, demasiadamente pequena para a companhia, ele permaneceu, sob uma grande árvore e pregou; e novamente em Hemington, onde o povo teve que ficar na porta e janelas. Tyerman acredita que foi provavelmente nesta viagem, que ele se familiarizou com a Condessa de Huntingdon, que vivia na vizinhança, no Castelo Donington. Neste particular, ele estava errado, sua senhoria já era conhecida dos Wesleys, há algum tempo, e era membro da Sociedade Metodista de Fetter Lane. No dia seguinte, domingo, ele cavalgou em Nottingham, e, às oito horas, pregou no mercado para "uma imensa multidão", retornando para Markfield, à tarde, onde a igreja lotada estava tão quente que ele teve dificuldade de ler o serviço. Já que a abundante multidão não poderia entrar, ele foi até eles e pregou; e novamente à noite, na igreja. Em seu caminho para Londres, no dia seguinte, ele "leu o célebre livro de Martinho Lutero, Comentário sobre a Epístola aos Gálatas", quando se declarou inteiramente envergonhado do fato de ele ter tido tamanha consideração por este livro, meramente porque ele tinha sido recomendado por outros, ou tinha lido apenas alguns excelentes extratos dele. Agora ele declara que o autor "revela coisa alguma, não esclarece uma dificuldade considerável, é superficial em muitas passagens, confuso em quase todas; de maneira que ele está profundamente impregnado com o completo misticismo, e, por isto, com freqüência, perigosamente errado". Ele entende que a verdadeira origem do grande erro dos Morávios, como, então, ensinado, foi seguir Lutero para o melhor e para o pior. Vindo para Londres, à noite do dia seguinte, ele pregou sobre (Gálatas 5:15) "Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede não vos consumais uns aos outros"; e, citando o comentário de Lutero, abertamente advertiu a congregação contra o tratado, e publicamente retirou qualquer recomendação que ele ignorantemente tivesse dado dele. Algumas partes do comentário de Lutero tido sido, no entanto, muito útil nos primeiros períodos, especialmente para Charles Wesley, com respeito aos assuntos da fé e justificação. No dia seguinte, ele cavalgou para Oxford, e se certificou que lá restavam, em meio aos pobres, apenas dois dos vinte e cinco ou trinta comungantes semanais. Nenhum deles atendeu às orações diárias da Igreja, e, aquela companhia que fora, uma vez, unida estava separada e dispersa. Aqui, ele permaneceu uma semana, em que ele consultou o sr. Gambold, com respeito ao assunto de seu Sermão Acadêmico. Sr. Gambold lhe disse que não era o momento, "porque todos estão tão preconceituosos, que eles não se importam com nada do que você diz". Naquele momento, ele inquiriu "concernente aos exercícios prévios para o grau de Bacharel em Teologia". Alguns dias depois, ele encontrou novamente o sr. Gambold, que honestamente lhe disse que ele estava envergonhado da companhia dele; e, portanto, se recusaria a ir com ele para a Sociedade. Retornando a Londres, ele pregou em Short's Gardens, e, no domingo seguinte, em Charles' Square, quando uma turba trouxe um boi, que eles se esforçaram, mas em vão, para dirigir em meio às pessoas; porque o animal andava em volta, de um lado para outro, e, por fim, atravessou no meio de todos e desapareceu. Em Bristol, ele foi para Abingdon, a pedido sincero de alguns que havia por lá; mas registra: "povo tão estúpido, insensível, tanto no sentido espiritual quanto natural, eu dificilmente tinha visto antes. Ainda assim, Deus é capaz de levantar filhos para Abrão, dessas pedras". Em 25 de Julho, ele pregou diante da Universidade para uma numerosa congregação, sobre O Quase Cristão, e partiu à tarde, para pregar no dia seguinte na Fundição. Ele se emprenha, a todo hora, em pregar, visitar o doente, ou os membros da Sociedade, e expor. O último não parece ter sido um exercício apressado, porque, em um caso, quando chegou a vez do Nono Capítulo de Romanos, ele continuou "uma hora mais do que o usual, e foi persuadido pela maioria, se não todos, que estavam presentes, a ver se este capítulo não tinha mais a ver com a predestinarão irrestrita, do que o nono de Gênesis". Ele também começou a dar conferência sobre o Livro Comum de Oração. Em 3 de Setembro, ele teve uma conversa prolongada com Zinzendorf, em Latim, o que ele registra em seu Diário, anexando uma carta para a Igreja Morávia, escrita pouco antes. Nesta, ele declara, diz ele, da maneira mais clara que pôde, a verdadeira controvérsia, entre os Morávios e ele, uma tarefa desagradável, que ele protelou por quanto tempo pôde com a consciência limpa. A desejo do sr. Deleznot, um clérigo francês, para quem ele já havia pregado, "depois de ter sido muito importunado", Wesley oficiou na Capela de Hermitage-street, Wapping, onde ele administrou o Sacramento da Ceia do Senhor, para aproximadamente duzentos membros, tantos quanto o lugar poderia acomodar. O mesmo número atendeu no domingo seguinte, e assim, no dia do Senhor, até que toda a Sociedade, por volta de mil, atendeu; aqueles que tinham o Sacramento em suas próprias paróquias foram avisados de atenderem lá. A caminho de Bristol, ele encontrou seu irmão, com o Sr. Jones, do Castelo Fonmon, que agora estava convencido da verdade, como ela está em Jesus. Em Kingswood, a casa foi preenchida, de uma extremidade a outra, e eles continuaram ministrando a Palavra de Deus, e na oração e louvor, até de manhã. Ele fez duas breves visitas a Wales, pregando onde quer que fosse. Em seu encontro com Howel Harris, Humphreys, e Seward — todos agora distintamente da seita Calvinista – eles "falaram sobre o assunto favorito deles". Wesley pediu por oração, em vez de controvérsia, e Harris desistiu de alguns pontos, e esforçou-se sinceramente para assegurar a paz. Chegando em Bristol, ele encontrou a doença reinante, e logo se comprometeu a visitar os sofredores. Quando cavalgava para Kingswood, seu cavalo caiu, tentou levantar e caiu novamente sobre seu cavaleiro. Wesley foi socorrido em uma casa, onde, sempre mantendo sua única ocupação diante dele, ele encontrou três pessoas que "seguiam bem, até que satanás os impediu". Antes que ele partisse, eles resolveram se pôr a caminho novamente. Ele alcançou Kingswood, à tarde, e pregou, retornando a Bristol, pregou novamente; então, falou em um encontro da Sociedade, e, mais tarde, atendeu uma festa do amor. Ele escreve: "Eu não me lembro de coisa alguma parecida a isto, em muitos meses; um grito foi ouvido de uma extremidade da congregação a outra; não de aflição, mas de alegria e amor transbordante". No início de Novembro, Wesley regozijou-se muito no conforto que ele encontrou tanto em público, quanto em privativo. Isto foi, no entanto, logo seguido por um severo ataque de enfermidade, que continuou por um mês. Não sendo possível ir a igreja, no momento, comungou em casa. Ele foi avisado a permanecer dentro de casa, por algum tempo mais, mas, não entendendo que fosse necessário, ele foi para a Nova Sala, em Kingswood, e em Bristol, e, mais tarde, passou uma hora com a Sociedade, e, por volta de duas horas, na festa do amor. Seu corpo, não entanto, não pôde se manter no mesmo passo que sua mente, e, no dia seguinte, ele teve um outro ataque de febre; mas ela não durou muito tempo, e ele gradualmente se recuperou e retornou para suas tarefas completamente. Ele agora se sentiu obrigado a exercer disciplina, em mais de trinta da pequena companhia em Bristol, aos quais ele se certificou não estarem mais adornando o evangelho. Ele retornou a Londres, em tempo de pregar nas Vésperas do Natal, e encontrar a Sociedade, mais tarde, "quando", ele diz, "nós mal conseguimos partir, com nossos corações tão envolvidos em direção um ao outro". No último dia do ano, ele foi novamente acometido de febre, mas atendeu a um funeral, como prometera fazer, e "não pode refrear de exortar a quase inumerável multidão", que se reuniu em torno da sepultura. Ele, mais tarde, pregou, e se encontrou com a Sociedade, quando "muitos clamaram com um grito alto e amargo". Por volta das dez horas, ele os deixou e retirou-se para descansar. Muitos trabalhos pessoais de Wesley já haviam sido entregues, mas é impossível registrar todos. Cada hora, literalmente, cada momento, desde as quatro da manhã, foi usada para a devoção da sua obra. Se um intervalo ocorria entre os serviços públicos, seus encontros com as Sociedades, suas visitações ao enfermo, ele o ocupava em escrever ou concluir uma leitura. Porque até mesmo seu tempo gasto encima do cavalo era utilizado para leitura, como temos visto. Na manhã do novo ano, Wesley acordou com uma forte febre, mas consentiu em se manter na cama, com a condição de que cada um que desejasse teria liberdade para falar com ele. Cinqüenta ou sessenta pessoas fizeram isto. Naquela noite, ele dormiu bem, para o espanto de todos, o médico, em especial, que disse que ele nunca tinha visto tal febre em sua vida. Dois dias depois, ele encontrou os líderes das Bands, de manhã e a tarde, e se juntou com a pequena companhia em "grande sacrifício de ação de graças". À tarde, na festa do amor, dos homens, ele pediu que eles se aproximassem; e aqueles que a sala não pode conter ficaram do lado de fora, enquanto em uma só voz, eles louvavam a Deus. No dia 4, "acordou em perfeita saúde", e pregou manhã e noite, todos os dias, durante a semana. No sábado, enquanto pregava, "uma turba rude ergueu sua voz ao alto". Ele "foi ao encontro dela, sem demora. Alguns tiraram seus chapéus e não mais abriram suas bicas; o restante saiu devagarzinho, um após o outro". Ele escreveu: "Enquanto eu explanava em Longe Lane, 'Aquele que comete pecado é do diabo'; seus servos ficaram, sem medida, enfurecidos. Eles não apenas fizeram todo o barulho possível (embora, como eu pedira antes, nenhum homem se levantasse de seu lugar, ou respondesse a eles uma palavra), mas violentamente empurram muitas pessoas, de um lado para outro, golpearam outras, e derrubaram partes da casa. Por fim, começaram a atirar grandes pedras sobre ela, que, quando forçavam o caminho deles, para aonde quer viessem, caiu, junto com as telhas, em meio às pessoas, de maneira que elas corriam risco de morte. Eu, então, lhes disse: 'Vocês não devem prosseguir assim; eu tenho ordens do magistrado, que é, neste aspecto, para nós, o ministro de Deus, para informá-lo a respeito daqueles que não cumprem as leis de Deus e do rei; e eu devo fazer isto, se vocês persistirem nisto; do contrário, eu serei cúmplice do pecado de vocês'". "Quando eu parei de falar, eles estavam mais injuriosos do que antes. Ao que eu lhes disse: 'Que três ou quatro homens calmos venham para frente, e tragam o conflitante com eles, para que a lei possa tomar seu curso'. Eles assim fizerem, e o trouxeram para dentro da casa, praguejando e blasfemando, de uma maneira terrível. Eu pedi que cinco ou seis viessem comigo até o Juiz Copeland, para o qual eles narraram o fato claramente. O Juiz o encaminhou para as seções seguintes em Guildford". "Eu observei que, quando o homem foi trazido para dentro da casa, muitos de seus companheiros gritavam: 'Richard Smith, Richard Smith', que, como pareceu mais tarde, era um dos mais robustos campeões. Mas Richard Smith não respondeu; ele caiu no poder do Maior que eles; assim como uma mulher que falava palavras não adequadas para serem repetidas, e atirar o que lhe chegasse à mão, a quem Deus dominou no mesmo ato. Ela entrou na casa com Richard Smith, caiu de joelhos diante de todos, e fortemente exortou a Ele que nunca volta atrás; nunca esquece da misericórdia que tem mostrado a sua alma". Um bom exemplo do que Wesley chamava de "o leão que se transforma em cordeiro". Eles não tiveram mais perturbações em Long Lane; afastaram a perseguição e o ofensor prometeu um comportamento melhor. No dia seguinte, ele pregou, em Chelsea, sobre a fé que é operada pelo amor. Ele estava muito fraco, e nos diz que, quando entrou na sala, "quanto mais 'as bestas humanas' cresciam na loucura e raiva, mais eu me fortalecia, quer no corpo ou na alma; de maneira que eu acredito, poucos na casa, que estava excessivamente cheia, perderam uma sentença do que foi falado. Na verdade, eles não podiam me ver, nem alguém, a algumas poucas jardas de distância, devido à fumaça densa, que foi ocasionada pelo fogo grego e coisas deste tipo, continuamente atiradas na sala. Mas aqueles que puderam louvar a Deus, no meio do fogo, não ficariam temerosos por um pouco de fumaça". Depois da exclusão de alguns que não caminhavam de acordo com o Evangelho, ele se certificou que a Sociedade de Londres estava comprimida em cento e onze membros. Um assunto interessante, neste momento, clamava por nossa atenção. Desde o momento em que Wesley começou a pregar para seus compatriotas, depois de seu retorno da Geórgia, gradualmente surgiu diante dele uma grande idéia de espalhar a santidade bíblica, através da terra, o que ele verdadeiramente discerniu como o propósito da Providência Divina, no surgimento do Metodismo. Esta idéia deu forma a todos os seus planos e organizações. Se isto não fosse obtido, a reivindicação do Metodismo não estaria cumprida; todas as atividades eram bem-vindas, apenas quando prometiam auxiliar neste único propósito. O que não contribuísse para isto estaria fora da marca. O primeiro passo em direção a esta finalidade foi, é claro, o pregar o evangelho, e isto, a todos. Mas, antes que ele pudesse fazer o experimento de pregar a Palavra, e entregá-la, e estes a aceitarem, para as contingências da fidelidade individual, ele foi treinado na escola Morávia a guardar e cultivar a vida espiritual de um crente. Esta foi a lição inspecionada por Whitefield; e, embora seja impossível adequadamente estimar os grandes benefícios de seu extraordinário trabalho, ainda assim, deve-se reconhecer que ele falhou na continuidade e permanência visível que caracterizou a obra de Wesley, desde o início. Wesley tinha o convertido da Sociedade, e todo convertido à verdade era encorajado a entrar na proteção de seus companheiros, e era, depois de devido exame, engajado como um membro. Mas, por que entrar na Sociedade? Esta era a soma de todas as coisas? Certamente que não. Ela era um meio para a uma finalidade. Nós temos visto que dentro da Sociedade havia poucas companhias chamadas "Bands", sendo cada encontro da "Band", sob o cuidado de um sênior, algumas vezes, chamado de "líder", para propósitos de mútuo encorajamento e ajuda. Os encontros especiais, embora freqüentes, da Sociedade, fora das congregações, aconteciam onde as Escrituras eram expostas, as obrigações cristãs reforçadas, e a infidelidade checada. Mas, além disto, cada membro da Sociedade era visitado pessoalmente, e sua vida pessoal observada e cuidada pelo próprio Wesley. Ele levava em sua algibeira, escrito por ele mesmo, e renovado de tempos em tempos, o nome e endereço de cada um, até mesmo, quando a Sociedade somava diversas centenas. Quase através de esforços sobre-humanos, ele os visitou em suas casas, tão freqüentemente quanto sua força e atividade espantosa o capacitava, até mesmo quando suas residências estendiam-se "de Westminster a Wapping" — de uma extremidade a outra de Londres. Esta foi a primeira condição das coisas: nós agora testemunhamos o desenvolvimento da Sociedade, de sua organização imperfeita à completa organização, e do estabelecimento das classes de encontro Metodista. Partindo para Londres, pelo caminho de Chippenham (que ele alcançou com dificuldade; o tempo, tão inclemente e tempestuoso, que ele mal conseguia manter-se em seu cavalo), ele veio para Kingswood, Bath, e Bristol. Aqui ele passou alguns dias com todos aqueles que desejaram permanecer na Sociedade Unida, e, em 15 de Fevereiro, deu um passo da mais extrema importância para toda a estrutura e a história futura do Metodismo. O incidente, em si mesmo, foi comparativamente insignificante. Wesley assim o relata: "Eu conversava com diversos da Sociedade de Bristol, com respeito aos meios de pagar os débitos restantes da Horsefair Room, quando um tal capitão Foi, levantou-se e disse: 'Que cada membro da Sociedade dê um pêni, por semana, até que tudo esteja pago'. Um outro respondeu: 'Mas muitos deles são pobres, e não podem dispor disto'. 'Então', ele respondeu, 'deixe onze dos mais pobres comigo; e se eles não podem dar alguma coisa, eu os visitarei semanalmente, e darei por eles, assim como por mim mesmo'. Isto foi feito. Em pouco tempo, alguns desses informaram-me que eles encontraram tais e tais que não viviam como eles deveriam. Isto me golpeou imediatamente. 'Esta é a questão, a própria questão que temos esperado há tanto tempo"'. Nela, ele viu de imediato um meio de aliviar o que estava se tornando uma tarefa muito grande, até mesmo para ele -- sua visitação pessoal à Sociedade, em suas próprias casas. "Eu chamei todos os líderes das classes (assim costumávamos denominá-los, e a seus companheiros), e pedi que cada um fizesse uma averiguação pessoal, quanto ao comportamento daqueles aos quais viam semanalmente. Eles o fizeram. Muitos caminhantes desordenados foram detectados. Alguns voltaram de seus caminhos maus. Alguns foram afastados de nós. Muitos viram isto com medo, e regozijaram-se em Deus, com reverência. Tão logo quanto possível, o mesmo método foi usado em Londres e em outros lugares". Ele prossegue para dizer que "era da competência de um líder: -- (1) Visitar cada pessoa de sua classe, uma vez por semana, pelo menos, com o objetivo de inquirir como suas almas prosperam, aconselhar, reprovar, confortar, ou exortar, conforme a ocasião requeresse; receber o que eles estavam desejosos de dar para aliviar o pobre. (2) Encontrar o ministro e administradores da Sociedade, para informar o ministro de alguém que esteja doente; ou de alguém que esteja confuso e não será reprovado; pagar aos administradores, o que eles receberam de suas diversas classes na semana precedente". "A princípio, eles visitaram casa pessoa, em sua própria casa; mas isto não se considerou mais expediente. E, de acordo com os muitos relatos: -- (1) Isto tomava mais tempo do que a maioria dos líderes tinha para gastar. (2) Muitas pessoas viviam com patrões, patroas, ou parentes, que não permitiam que elas fossem assim visitadas. (3) Nas casas daqueles que não eram assim tão avessos, eles freqüentemente não tinham oportunidade de falar-lhes, a não ser em companhia de alguém, etc. Assim sendo, levando em conta todas essas considerações, concordou-se que aqueles de cada classe se encontrariam todos juntos". Assim, todos os objetivos pretendidos seriam assegurados. "Depois de uma ou duas horas juntos neste trabalho de amor, eles concluiriam com oração e ação de graças". A reunião de classe, assim, tornou-se uma característica distinta da Sociedade Metodista, e tem continuado assim, até o presente dia. Através do encontro dos membros para orar, louvar e intercurso espiritual, a classe elevou-se de uma mera organização conveniente para a supervisão de membros individuais, em um meio de camaradagem cristã e mútua ministração espiritual, na qual a idéia da comunhão bíblica é realizada da maneira mais prática e aproveitável; o objetivo sendo ajudar cada membro a salvar sua própria alma, e auxiliá-lo a salvar as almas de seus irmãos. Esta tem sido, desde então, a natureza das classes Metodistas; e para sua influência deve ser traçada a organização compacta e efetiva da Igreja Metodista. Subseqüentemente, com uma visão à consideração mais adiante da Sociedade, "eu determinei", ele diz, "pelo menos, uma vez, a cada três meses, conversar com cada membro, e inquirir, assim como de seus lideres e amigos, se eles cresceram na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo – Para cada um desses cuja seriedade e boa conduta eu não encontrei motivo para duvidar, eu dei um testemunho, escrevendo seus nomes em um ingresso preparado para aquele propósito; todo ingresso implicando, uma recomendação tão firme da pessoa a quem ele havia sido dado, como se eu escrevesse por fim: 'eu acredito que o portador desta seja um dos que temem a Deus e operam retidão'". Esses ingressos eram renovados trimestralmente; e assim, supriam um método tranqüilo e inofensivo de remover algum membro indigno, simplesmente retendo o ingresso. Quando as reuniões da Sociedade, à parte da congregação, aconteciam, os ingressos eram requeridos que fossem mostrados. Wesley encontrou seu precedente para o uso desses ingressos nas cartas de recomendação, mencionadas em II Cor. 3:1 "Começamos outra vez a recomendar-nos a nós mesmos? Ou, porventura, necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós, ou de vós?". No ano seguinte, Wesley publicou a Natureza, Objetivo e Regras Gerais das Sociedades Unidas, em Londres, Bristol, Kingswood, e Newcastle-upon-Tyne, datada de 22 de Fevereiro 1742-43, e assinada apenas por ele; todas as edições subseqüentes levaram as assinaturas de ambos os irmãos. Depois de se referir aos pormenores acima, ele acrescentou: (4) Existe apenas uma condição previamente requerida àqueles que desejam admissão nestas Sociedades: o desejo de fugir da ira vindoura; serem salvos de seus pecados. Porém, quando quer que isto seja realmente fixado na alma, será mostrado pelo seu fruto. É, portanto, de se esperar de todos que continuam nelas, que eles possam continuar a evidenciar seu desejo de salvação: 1º. Não causando dano, evitando o mal de todo o tipo, especialmente aquele que é mais comumente praticado tal como: tomar o nome de Deus em vão; profanar o dia do Senhor, seja com trabalho comum, ou comércio de compra e venda; tomar, vender, ou comprar bebida alcoólica, exceto nos casos de extrema necessidade; lutar, discutir, brigar; irmão ir à justiça contra irmão, retribuir o mal com o mal, zombaria com zombaria; usar de muitas palavras, na compra ou venda; comprar ou vender bens, sem taxas aduaneiras; dar ou trazer coisas da agiotagem, por exemplo, interesse ilícito; manter conversa severa ou sem proveito; particularmente falando mal de magistrados ou de ministros; fazermos aos outros, o que não gostaria que fosse feito a nós; fazermos o que sabemos não é para a glória de Deus, como: -- usar ouro ou vestimentas caras; participar de tais diversões que não podem ser usadas em nome do Senhor Jesus; cantar aquelas canções, ou ler aqueles livros que não tendem ao conhecimento ou amor a Deus; fraqueza, e desnecessária auto-indulgência; juntar tesouros na terra; pedir emprestado, sem a probabilidade de devolver; ou adquirir bens, sem a probabilidade de pagar por eles. (5) Espera-se de todos que continuam nestas Sociedades, que eles continuem a evidenciar seu desejo de salvação. 2º. Sendo misericordiosos sempre que estiver em seu poder, ou tiverem oportunidade, fazerem todo tipo de bem possível, até onde seja possível, a todos os homens: Aos seus corpos, com a habilidade que Deus lhes deu -- alimentando o faminto, vestindo o nu; visitando ou ajudando os que estão enfermos ou na prisão: Às suas almas – ministrando, reprovando, ou exortando todos com os quais tem algum intercurso; pisoteando as doutrinas fanáticas do diabo, que diz que "não devemos fazer o bem, exceto se nosso coração estiver livre para isto"; fazendo o bem, especialmente, àqueles que são nossa família na fé, ou buscando ser; dando-lhes emprego, preferivelmente do que a outros; comprando um do outro; ajudando uns aos outros, nos negócios, e tanto mais, porque o mundo amará o que é seu, e a eles somente; através de toda diligência e sobriedade possível, para que o Evangelho não seja envergonhado; correndo, com perseverança, a corrida que se colocada à frente deles, negando a si mesmos, e tomando sua cruz diariamente; submetendo-se a suportarem a reprovação de Cristo; serem como sujeira e o refugo do mundo; por amor ao Senhor, olhar com respeito homens dizem toda sorte de mal deles, falsamente. (6) È de se esperar de todos que desejam continuar nestas Sociedades, que eles possam continuar a evidenciar seu desejo de salvação: 3º. Atendendo a todas as ordenanças de Deus; tais como: adoração pública; ministração da palavra, quer lida ou exposta; a Ceia do Senhor; oração familiar ou pessoal; buscar as Escrituras; e jejuar ou abster-se. (7) Essas são as Regras Gerais de nossas Sociedades: todas que aprendemos de Deus, observar, até mesmo, em Sua Palavra Escrita; a única regra, e suficiente regra, ambas de nossa fé e prática. E todas essas, nós sabemos, Seu Espírito escreve em cada coração verdadeiramente desperto. Se existe algum, em nosso meio, que não as observa, que habitualmente quebra alguma delas, que isto seja conhecido daquele que vigia aquela alma, como quem deve prestar contas disto. Nós advertiremos a ele, quanto aos erros de seus caminhos: nós os suportaremos por um tempo. Mas, então, se ele não se arrepender, ele não mais terá lugar em nosso meio. Nós livraremos nossas próprias almas. -- J. Wesley / Charles Wesley — 1º. Maio de 1743. No final do mês, ele partiu para Wales. Em Cardiff, ele encontrou o sr. Jones de Fonmon; em Wenvo, a igreja estava totalmente preenchida. À noite, embora em fraqueza e dor, ele pregou em Fonmon; na manhã seguinte, às oito horas, em Bonvilstone, quatro milhas distante. Em Lantrissent [Llantrisant], ele sentiu-se muito revigorado ao encontrar lá "a pequena e sincera Sociedade". Depois de seu retorno de Wales, já no serviço de "noite de vigília", em Kingswood, sua voz foi perdida, em meio aos gritos das pessoas. Centenas delas caminharam para casa juntas, regozijando-se e louvando a Deus. Uma semana depois, ele cavalgou para Pensford, a pedido sincero de diversos moradores. Mas, assim que começou a pregar, uma grande turba, escondida, como se certificou mais tarde, para aquele propósito, veio furiosamente sobre eles, trazendo um touro, que eles haviam atraído, e agora, esforçavam-se para atravessar em meio às pessoas. Mas a besta foi mais sábia que seus condutores, e, continuamente corria, de um lado a outro, enquanto a congregação, tranqüilamente cantou louvores a Deus, e orou por volta de uma hora. "Os pobres miseráveis", diz Wesley, "desapontados, por fim, prenderam o touro, agora fraco e cansando, depois de ter sido golpeado, por cães e homens; com toda a força, parcialmente arrastado, e, parcialmente empurrado, em meio às pessoas. Quando eles forçaram seu caminho, até a mesa onde eu estava, eles tentaram diversas vezes, derrubá-la, empurrando o impotente animal contra ela, que não se mexeu mais do que uma tora de madeira. Uma ou duas vezes, coloquei sua cabeça de lado, com minha mão, para que o sangue não pingasse em minhas roupas, pretendendo seguir em frente, tão logo o alvoroço diminuísse. Mas a mesa caiu, alguns de nossos amigos me pegaram em seus braços, e me carregaram em seus ombros, enquanto a turba deu largas à sua vingança, na mesa, que eles despedaçaram aos poucos. Nós ficamos um pouco afastados, onde eu terminei meu discurso, sem qualquer barulho ou interrupção". Retornando para Londres, ele pregou na Capela francesa em Wapping. No dia seguinte, encontrou-se, com hora marcada, com diversos "homens sinceros e sensíveis", aos quais ele mostrou dificuldade, que ele encontrou, para conhecer as pessoas que desejavam estar sob seus cuidados. Depois de muita consideração, eles concordaram que não existe caminho melhor do que enfrentar a dificuldade, e vir para o certo, e completo conhecimento de cada pessoa, do que copiar o plano de Bristol, e dividir o todo em classes, sob a inspeção de pessoas capazes, em quem ele confiasse. "Esta", ele diz, "foi a origem de nossas classes, pelo qual eu nunca serei suficientemente grato a Deus; a inexplicável utilidade da instituição, cada vez, mais e mais, manifesta". Na sexta-feira, 9 de Abril, ele teve a primeira noite de vigília em Londres (encontros similares tinham acontecido previamente em Kingswood); sobre a qual, ele diz: "Nós comumente escolhemos, para este serviço solene, a sexta-feira mais próxima da lua cheia, tanto antes, quanto depois, para que aqueles da congregação, que moram distantes, possam ter claridade até suas casas. O serviço começa oito e meia, e continua até depois da meia-noite. Nós freqüentemente encontramos uma bênção especial nestas ocasiões. Existe geralmente um profundo respeito, junto a congregação, talvez, em alguma medida, devido ao silêncio da noite; especialmente, no cantar o hino com o qual comumente concluímos: Escutem a voz solene! O terrível grito da meia-noite! Esperando que as almas se regozijem, se regozijem, E percebam o noivo se aproximando! Por um longo tempo, no passado, as noites de vigília foram confinadas a um serviço anual, que acontecia nas últimas horas do ano velho, e nos primeiros momentos do novo; uma prática agora geral, na maioria das igrejas. Para esses serviços, Charles Wesley compôs um número de hinos, que foram publicados em um panfleto intitulado, Hinos para a Noite de Vigília. Mas o hino popular começa assim: Vamos, mais uma vez, Seguir nossa jornada, Até que o ano aconteça, Sem nunca parar, até que o Mestre apareça! Hino que por um século e meio foi cantado por dez mil, na abertura de cada novo ano, não foi, então escrito. Ele foi publicado alguns anos mais tarde, em um panfleto de Hinos para o Ano Novo. Não existe um simples passo incomum tomado por Wesley, para o qual, objeção não foi feita. Mas ele raramente agiu sem consideração prévia. Quando as noites de vigília foram, primeiro, observadas em Kingswood, alguns o advertiram para colocar um fim nelas. Ele diz: "Ao considerar a coisa totalmente, e comparando-a com a prática dos antigos cristãos, eu não vejo motivo para proibi-la. Antes, eu acredito que ela seria de uso mais geral"; e ele juntou-se a eles no encontro seguinte. Em resposta a um clérigo, ele escreveu, posteriormente: "Você me culpa por manter 'reuniões à meia-noite'. Senhor, você alguma vez viu a palavra vigília, em seu Livro Comum de Oração? Você sabe o que ela significa? Se não, permita-me dizer-lhe, que ela foi costumeira com os antigos cristãos, que passavam todas as noites em oração, e que estas noites eram denominadas vigiliae, ou vigília. Portanto, por passar uma parte de algumas noites desta maneira, em oração pública e solene, nós não temos apenas a autoridade de nossa própria Igreja, mas da Igreja universal, nas zelosas épocas". Ele encontrou seu velho amigo Whitefield novamente, e foi persuadido de sua sinceridade em declarar seu sincero desejo de juntarem as mãos, com todos que amam o Senhor Jesus Cristo. Ele estava a ponto de partir de Bristol, quando, recebeu um sincero pedido da Condessa de Huntingdon para se apressar até Leicestershire, para ver uma lady, a Srta. Cowper, que estava em Donnington Park, em seu leito de morte, e se dirigiu para lá. A caminho, ele foi alcançado por um sério homem que, ele diz, "estava completamente inquieto para saber, 'se eu abraçava a doutrina dos decretos como ele'. Mas eu lhe disse, repetidas vezes, 'que deveríamos nos manter nas coisas práticas, a fim de que não ficássemos zangados um com o outro'. E assim fizemos por duas milhas, até que ele me pegou desprevenido, e me arrastou para uma disputa, antes que eu soubesse onde eu estava. Ele, então, ficou cada vez mais esquentado, e me disse que 'eu era podre no coração, e supostamente um dos seguidores de John Wesley'. Ao que eu respondi a ele: 'Não; eu sou o próprio John Wesley'. Ao que, 'Improvisum aspris veluti qui sentibus anguem Pressit; ele alegremente teria fugido imediatamente. Mas, sendo o melhor montado dos dois, eu me mantive ao seu lado, e esforcei-me para mostrar a ele seu coração, até que ele entrou em uma rua de Northampton". Ele passou de Donnington para Birstal, onde recebeu do notório John Nelson o relato da estranha maneira, em que ele tinha sido conduzido. Nelson, um pedreiro de Yorkshire, enquanto trabalhando em Londres, ouviu Whtefield pregar em Moorfields, e ficou profundamente impressionado. A pregação foi agradável para ele, Nelson diz, e ele amou o homem; de maneira que, se alguém se oferecesse para perturbá-lo, ele estaria pronto a lutar por ele, mas, acrescenta: "eu não o entendia, embora eu o ouvisse vinte vezes, que eu saiba... Eu era como um pássaro errante, fora de seu ninho, até que o sr. John Wesley veio pregar seu primeiro sermão em Moorfileds. Oh! Aquela foi uma manhã abençoada para minha alma! Tão logo ele tomou o púlpito, jogou os cabelos para trás, e virou seu rosto em direção aonde eu estava, e eu pensei, seus olhos estão fixos em mim; seu semblante causou-me tal pavor, antes que eu o ouvisse falar, que meu coração bateu como um pêndulo de um relógio". Depois dessa conversa, Nelson retornou para sua casa em Birstal. Aqui muitos o pressionaram com algumas questões, concernentes à "nova fé". Ele reconheceu-se um crente, e que estava "tão certo de que seus pecados foram perdoados, como se ele pudesse ser um dos raios do sol". Isto causou um alarido nas redondezas, e mais e mais vieram inquirir. De improviso, ele começou a citar, explicar, e reforçar partes das Escrituras. Isto ele fez, a princípio, em sua casa, mas, a companhia, aumentando grandemente, ele foi compelido, ao retornar de seu trabalho diário, a ficar na sua porta e falar para o povo. Muitos aceitaram sua palavra, e uma sociedade foi estabelecida em Birstal. Aqui Wesley pregou "para diversas centenas das pessoas simples, e passou a tarde, falando separadamente com aqueles que tinham testado da Palavra de Deus". De Birstal, ele foi para Newcastle, lendo, pelo caminho, Memorablia, de Xenofon, e, como era sua vontade, registrando seu julgamento sobre ele. Wesley entrava agora na extensão de sua obra, para além das esferas às quais esteve confinado até aqui. Ao ir para Birstal e Newcastle, que eram cenários de trabalhos inteiramente novos para ele, ele acreditou que seguia a direção da Providência Divina, cujas indicações, ele vislumbrou, e pacientemente esperou, e esteve sempre pronto a responder, quando fossem conhecidas. Esses dois lugares distinguiram-se proeminentemente em todas as futuras operações de Wesley, e em todas as narrações cronológicas subseqüentes do reavivamento. Para os estudantes da história do Metodismo, elas têm uma espécie de interesse clássico. Ele alcançou Newcastle, na tarde da sexta-feira, 28 de Março. Depois de um breve descanso, ele caminhou na cidade, da qual ele escreve: "Eu fiquei surpreso: tanta bebedeira, praguejamento, e blasfêmia (até mesmo das bocas das crianças), que eu não me lembro de ter visto ou ouvido antes, em tão pequeno período de tempo. Certamente este lugar é propício para aquele que 'vem, não para chamar o correto, nós, mas os pecadores ao arrependimento'. Às sete horas, do domingo, eu caminhei para Sandgate, a mais pobre e corrupta parte da cidade; e, permanecendo no final da rua, com John Taylor, comecei a especular centenas de salmos. Três ou quatro vieram para ver do que se tratava, o que logo aumentou para quatrocentos ou quinhentos. Eu suponho que havia mil e duzentos ou mil e quinhentos, antes que eu terminasse a pregação, para os quais eu apliquei aquelas solenes palavras: 'Ele foi ferido por nossas transgressões; Ele foi esmagado por nossas iniqüidades: o castigo de nossa paz está sobre Ele; e por Suas machucaduras fomos curados". [Isaías 53:5]. "Observando as pessoas, quando eu terminei, de boca aberta e olhando fixamente em mim, com 'o mais profundo espanto, eu lhes disse: 'Se vocês desejam saber quem eu sou, meu nome é John Wesley. Às cinco horas da tarde, com a ajuda de Deus, eu pretendo pregar aqui novamente". "Às cinco horas, a notícia de que 'eu pretendia pregar, espalhou-se do topo ao chão. Eu nunca vi tão grande número de pessoas juntas, fosse em Moorfileds, ou em Kennington Common. Eu sabia que não seria possível para a metade me ouvir, embora minha voz estivesse forte e clara; e fiquei de maneira a tê-los todos em vista. Uma vez que eles estavam se agrupando nos lados da colina. A palavra de Deus, que eu coloquei diante deles foi: 'Eu sararei a sua apostasia, eu os amarei livremente'. [Oséas 14:4]". "Depois da pregação, as pobres pessoas estavam prontas a me pisotear, pelo excesso de puro amor e delicadeza. Foi algum tempo antes que eu pudesse escapar da multidão. Eu, então, voltei por um outro caminho, do que aquele que eu vim; mas diversos chegaram em nossa estalagem, antes de nós; pelos quais fui severamente importunado a ficar com eles, pelo menos, alguns dias, ou, quem sabe, um dia mais. Mas eu não poderia concordar, tendo dado minha palavra de estar em Birstal, com a permissão de Deus, na terça-feira á noite". De Newcastle, ele cavalgou para Boroughbridge; e de lá para Birstal, onde uma multidão se reuniu. Ele começou a falar com eles, por volta das sete horas, e não pode concluir até nove e meia. Ele também pregou perto de Halifax, e próximo a Dewsbury Moor, duas vezes; em Mirfield; em Adwalton, em uma parte ampla da rodovia; novamente em Birstal, onde "todos os ouvintes estavam profundamente atentos", em Beeston, onde ele leu Mysterium Magnum, de Behmen, e declarou se tratar do "mais sublime bobagem, linguagem bombástica inimitável; e empolada, sem paralelo". Cavalgando para Epworth, ele concluiu Madame Guyon, Método Resumido de Oração & Espirituais Torrentes, no qual ele se certificou que os irmãos quietistas "apenas recontaram esta pobre quietista". Retornando para Epworth, depois de um intervalo de alguns anos, ele logo foi descoberto por duas ou três pobres mulheres; uma delas era uma velha serva de seu pai. Ele perguntou, se elas conheciam alguém em Epworth que sinceramente quisesse ser salvo. "Eu sou uma, pela graça de Deus", disse uma delas, "e eu sei que sou salva pela fé; e muitos aqui podem dizer o mesmo". No dia seguinte, domingo, seu companheiro, John Taylor, depois do serviço, permaneceu no pátio da igreja, e avisou: "Sr. Wesley, não lhe sendo permitido pregar na igreja, pretende pregar aqui, às seis horas da tarde". Na hora marcada, Wesley permaneceu na tumba de seu pai, e pregou para tal congregação, que ele acreditou Epworth não tinha visto antes. Pressionado sinceramente por muitos, não apenas de Epworth, mas de diversas vilas adjacentes, e ao certificar-se que os irmãos quietistas tinham estado aqui também, ele permaneceu por alguns dias, pregando e falando individualmente com aqueles, em todos os lugares, que encontraram ou esperavam pela salvação; cada manhã tomar seu lugar na tumba de seu pai. Nós soubemos que todo um vagão desses novos heréticos foi trazido por seus raivosos vizinhos, diante do juiz de paz, Sr. George Stovin, de Crowle, uma cidade próxima, que inquiriu o que eles tinham feito; ao que houve um profundo silêncio. Por fim, alguém disse: "Porque, eles pretendem ser melhores do que as outras pessoas; e, além disto, eles oram de manhã à noite". "Mas eles têm feito nada além?". "Sim, senhor", disse um homem idoso, "Vossa Excelência, me permite, eles converteram minha esposa. Até que estivesse entre eles, ela tinha tal língua! E agora ela está tão quieta como um cordeiro". "Levem-nos de volta; levem-nos de volta", respondeu o juiz, "e que eles convertam todos as ranzinzas da cidade". Em Epworth, "os efeitos impressionantes acompanharam a pregação. Uma tarde, de todos os lados, como que num único acorde, as pessoas levantaram suas vozes, e choraram; na tarde seguinte, diversos caíram ao chão como mortos", e em meio aos demais houve tal grito, a quase suplantar a voz do pregador. Mas o murmurar deles transformou-se em alegria, e seus choros em canções de louvor. Um cavalheiro esteve presente, em um serviço que pretendia não ser de alguma religião, afinal, e não atendeu a adoração de qualquer tipo, por trinta anos. Wesley, ao observar que ele permanecia imóvel, como uma estátua, perguntou: "Senhor, você é um pecador?". Ele respondeu, com uma voz profunda e humilhada: "Pecador o suficiente"; e continuou com os olhos fixos ao alto, até que sua esposa e um servo, que estavam todos em lágrimas, o colocaram em sua carruagem e o levaram para casa. Visitando-o alguns anos depois, Wesley foi agradavelmente surpreendido ao encontrá-lo forte na fé, embora fraco no corpo, e capaz de testemunhar que, há muito tempo, ele se regozijava em Deus, sem tanto duvidar, quanto temer, e agora esperava pela hora bem-vinda, quando ele partiria e estaria com Cristo. No domingo, Wesley pregou, às sete horas, em Haxey; de manhã e à tarde, em Wroot, onde a igreja oferecida a ele não podia conter as pessoas; às seis horas, ele pregou no pátio da Igreja de Epworth, "para uma vasta multidão", quando, ele diz, "eu continuei com eles, por aproximadamente três horas; e, ainda assim, nós dificilmente soubemos como partir" – e este foi o quarto serviço no dia! Ele fez a seguinte reflexão: "Ó, que ninguém pense que seu trabalho de amor está perdido, porque o fruto não apareceu imediatamente. Por quase quarenta anos, meu pai trabalhou aqui; ele viu poucos frutos de todo seu trabalho. Eu sofri em meio a este povo também; e minhas forças pareceram ser gastas em vão. Mas agora o fruto apareceu. Quase não existe alguém na cidade, pelo qual, tanto meu pai, quanto eu sofremos anteriormente, mas a semente, semea