ÐÏࡱá>þÿ  ÌÎþÿÿÿÀÁÂÃÄÅÆÇÈÉÊËÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿì¥Áq`ø¿”ÖbjbjqPqP4ì ::9ÎZÿÿÿÿÿÿ¤ŽŽŽŽŽŽŽ¢8>¤â¬¢Å\Hšš"¼¼¼¼¼¼D\F\F\F\F\F\F\$ ^hu`˜j\޼¼¼¼¼j\ŽŽ¼¼\YYY¼Ž¼Ž¼D\Y¼D\YY”[ŽŽà[¼Ž Ð8eõàÆØ7ü¬[D\•\0Å\´[, aÔWÜ aà[ aŽà[d¼¼Y¼¼¼¼¼j\j\°Xd¼¼¼Å\¼¼¼¼¢¢¢d¢¢¢¢¢¢ŽŽŽŽŽŽÿÿÿÿ  UM APELO SINCERO AOS HOMENS DE RAZÃO E RELIGIÃO "Porventura condena a nossa lei um homem sem primeiro o ouvir e ter conhecimento do que faz?" (João 7:51) 1. Apesar de que, para nós, seja uma "coisa muito pequena ser julgado por você ou por julgamento humano", uma vez que sabemos que Deus "tornará nossa inocência tão clara, quanto a luz, e nosso procedimento justo, como o sol do meio dia"; ainda assim, estamos prontos a dar a alguém que esteja disposto a ouvir, um relato claro, ambos de nossos princípios e ações; como tendo "repudiado as coisas ocultas da vergonha, e desejando nada mais do que 'pela manifestação da verdade, recomendarmo-nos à toda consciência humana, aos olhos de Deus'". 2. Nós vemos (e quem não vê?) as inúmeras tolices e misérias de nossos compatriotas. Nós vemos, de todos os lados, homens de nenhuma religião, afinal, ou homens de uma religião formal, sem vida. Nós ficamos aflitos por vermos isto; e grandemente nos regozijaríamos, se, de algum modo, pudéssemos convencer alguns de que existe uma religião melhor a ser alcançada, -- uma religião merecedora de Deus e de toda humanidade; o amor a Deus e a toda humanidade; amando a Deus, com todo nosso coração, e forças, como Ele primeiro nos amou, como a fonte de todo o bem que recebemos, e de tudo que alguma vez esperamos desfrutar; e o amor a toda alma que Deus fez; todo homem sobre a terra, como nossa própria alma. 3. Este amor, nós acreditamos ser o remédio da vida, o remédio que nunca falha para todos os males de um mundo doente; para todas as misérias e maus hábitos dos homens. Onde quer que seja, há virtude e felicidade indo de mão em mão. Há humildade de mente, gentileza, longanimidade, a imagem total de Deus; e ao mesmo tempo, uma paz que ultrapassa todo entendimento, e alegria inexprimível e cheia de glória. A luz eterna do sol, em uma mente imaculada; cada oração aceita, e cada desejo submetido à vontade de Deus. Desejos serenos; afeições sempre as mesmas; lágrimas que encantam, e olhos que flutuam para o céu. 4. Esta é a religião que, há muito, queremos ver estabelecida no mundo; uma religião do amor, e alegria, e paz, tendo seu lugar no mais profundo da alma, mas sempre mostrando-se, através do seus frutos, continuamente brotando, não apenas em toda inocência (uma vez que o amor não causa mal ao próximo), mas igualmente, em todo tipo de beneficência, espalhando virtude e felicidade em toda o redor dela. 5. Esta religião nós temos buscado por muitos anos, como muitos sabem, se eles puderem testificar: Mas todo este tempo, buscando sabedoria, não a encontramos; temos gastado nossas forças em vão. E estando agora, sob a completa convicção disto, nós declaramos isto a toda humanidade; porque não desejamos que outros se extraviem do caminho, como fizemos antes deles: Mas, preferivelmente, que eles possam ter proveito, através do nosso extravio, para que possam seguir (embora não tenhamos feito isto, tendo então, nenhum homem para nos guiar), o caminho direto para a religião do amor, sempre através da fé. 6. Agora, a fé (supondo-se que as Escrituras sejam de Deus) é "a evidência demonstrativa das coisas não vistas", a evidência sobrenatural das coisas invisíveis, não perceptíveis, através dos olhos da carne, ou por alguns de nossos sentidos ou faculdades naturais. A fé é aquela evidência divina, por meio da qual o homem espiritual discerne Deus, e as coisas de Deus. Ela é, com respeito ao mundo espiritual, o que o sentido é com respeito ao mundo natural. Ela é a impressão espiritual de toda a alma que é nascida de Deus. 7. Talvez, você não considerou isto, neste aspecto. Eu irei então, explicar um pouco mais. A fé, de acordo com o relato bíblico, é o olho da alma recém nascida. Por meio dela, todo verdadeiro crente em Deus "busca a Ele que é invisível". Por meio dela (de uma maneira mais específica, desde que a vida e a imortalidade foram trazidas à luz do Evangelho), ele "busca a luz da glória de Deus, na face de Jesus Cristo"; e "observe que tipo de amor é aquele que o Pai concedeu, junto a nós, para que, aqueles que são nascidos de Deus, possam ser chamados de filhos de Deus". Ela é os ouvidos da alma, por meio da qual um pecador "ouve a voz do Filho de Deus, e vive"; até mesmo, aquela única voz que desperta o morto: "Filho, teus pecados foram perdoados de ti". Ela é (se for permitida a expressão) o paladar da alma; uma vez que, por meio dela, um crente "testa a boa palavra, e os poderes do mundo vindouro"; e, "por meio dela, ele tanto testa quanto vê que Deus é gracioso", sim, "e misericordioso para com ele, um pecador". É o sentimento da alma, por meio da qual, um crente percebe, através do "poder do Altíssimo, o protegendo", tanto a existência quanto a presença Dele, em quem "ele vive, se move, e tem sua existência"; e, na verdade, todo o mundo invisível, e o inteiro sistema de coisas eternas. E, por meio disto, em específico, ele sente "o amor de Deus espalhado em seu coração". 8. Através desta fé, nós estamos salvos de toda inquietude da mente, da angústia de um espírito magoado, do descontentamento, do medo e tristeza do coração, e de toda aquela indiferença e fadiga, ambos do mundo e de nós mesmos, com as quais lidamos por muitos anos, tão sem ajuda; especialmente, quando estamos fora da correria do mundo, e mergulhamos na reflexão calma. Nela, nós encontramos o amor a Deus e a toda humanidade, que buscamos alhures, em vão. Isto nós sabemos, e sentimos, e, portanto, não podemos deixar de declarar, salva cada um que compartilha dela, tanto do pecado e miséria, quanto de todo temperamento infeliz e iníquo. Ela traz a paz meiga, onde quer que chegue. Ela constrói nossa quietude, assim como modela nossas vidas; aplaca, até mesmo, os caminhos ásperos da natureza irritadiça, e dispõe, em cada peito, um pouco do céu. 9. Se você perguntar: "Por que, então, todos os homens não têm esta fé? Todos, pelo menos, que entendem que ela é uma coisa tão feliz? Por que eles não crêem imediatamente?". Nós respondemos (sobre hipóteses bíblicas): "Este é o dom de Deus". Nenhum homem é capaz de operar isto em si mesmo. Está é uma obra da Onipotência. Isto não requer mais poder para despertar a alma morta do que ressuscitar um corpo que jaz na sepultura. É uma nova criação, e ninguém pode recriar uma alma, a não ser Ele que primeiro criou os céus e terra. 10. A sua própria experiência não pode ensinar-lhe isto? Você pode dar esta fé a si mesmo? Está agora em seu poder ver, ouvir, provar ou sentir Deus? Você já despertou, ou pode despertar em si mesmo, alguma percepção de Deus, ou de um mundo invisível? Eu suponho que você não possa negar que existe um mundo invisível; você não irá responsabilizar o velho Hesiod [poeta grego] pelo preconceito da educação do cristão, quando ele diz, naquelas bem conhecidas palavras: "Milhões de criaturas espirituais caminham na terra, sem serem vistas, quer estejamos acordados ou dormindo". Agora, existe algum poder, em sua alma, por meio da qual, você discerne, estes ou Aquele que os criou? Ou, toda sua sabedoria e força podem abrir um intercurso entre você mesmo e o mundo dos espíritos? Está em seu poder romper o véu que existe em seu coração, para que a luz da eternidade entre? Você sabe que não está. Você não somente não sabe, mas não pode, pelas suas próprias forças, acreditar desta forma. Quanto mais você, mais você ficará convencido de que "este é um dom de Deus". 11. É o dom livre de Deus que ele confere, não sobre aqueles que são merecedores de seu favor, não sobre os que são previamente santos, e assim adequados para serem coroados com todas as bênçãos de sua bondade; mas sobre o descrente e profano; sobre aqueles que, até àquela hora, era adequados apenas para a destruição eterna; aqueles nos quais não havia alguma coisa boa, e aqueles cujo único apelo era: "Deus seja misericordioso comigo, um pecador!". Nenhum mérito, nenhuma santidade no homem precede o amor perdoador de Deus. Sua misericórdia redentora admite coisa alguma em nós, a não ser a mera consciência do pecado e miséria; e para todos que vêem, sentem, reconhecem suas necessidades, e sua completa inabilidade para removê-las, Deus lhes dá livremente a fé, por causa Daquele em quem Ele sempre "se agradou". 12. Este é um resumo, um esboço grosseiro da doutrina que ensinamos. Esses são nossos princípios fundamentais; e nós passamos nossas vidas em confirmar outros neles, e em um comportamento adequado a eles. Agora, se você é um homem razoável, embora você não creia que o sistema cristão seja de Deus, coloca sua mão sobre seu peito, e calmamente considere o que é que você pode estar aqui condenando. Que mal fizemos a você, de modo que você poderia juntar o clamor comum contra nós? Por que você diria: "Fora com esses camaradas da terra; não é adequado que eles possam viver?". 13. É verdade, seu julgamento não concorda com o nosso. Nós acreditamos que as Escrituras sejam de Deus. Isto você não acredita. E como você se defende daqueles que afirmam que você é culpado da descrença? Você não diz: "Todo homem deve julgar de acordo com o conhecimento que ele tem", e se ele "for verdadeiro, com respeito a isto, ele não deverá ser condenado?". Mantenha-se, então a isto, e mude a sorte. Nós não podemos também julgar de acordo com o conhecimento que temos? Você não pode, de modo algum, nos condenar sem envolver a si mesmo na mesma condenação. De acordo com o conhecimento que temos, nós não podemos deixar de acreditar que as Escrituras sejam de Deus; e, enquanto acreditamos nisto, nós não nos atrevemos a nos desviar delas, da direita para a esquerda. 14. Vamos considerar este ponto um pouco mais além. Você mesmo acredita que exista um Deus. Você tem o testemunho disto em seu próprio coração. Talvez, algumas vezes, você estremeça diante dele. Você acredita que existe tal coisa como certo ou errado; que existe uma diferença entre boa moral e má. Em conseqüência, você deve admitir que existe tal coisa como consciência: eu quero dizer, que toda pessoa, capaz de reflexão, está consciente de que, quando olha para trás, sabe que aquilo que ela fez foi bom ou mau. Você deve igualmente admitir que, todo homem deve ser guiado por sua própria consciência e não pela consciência de outros. Assim, tão longe, sem dúvida, você pode ir, sem qualquer perigo de ser um voluntário na fé. 15. Agora, então, seja consistente consigo mesmo. Se existe um Deus que, sendo justo e bom (atributos inseparáveis da mesma idéia de Deus), é "um recompensador daqueles que diligentemente O buscam", nós não devemos acreditar no que quer que seja aceitável para tão bom Mestre? Observe: Se nós cremos; se nós estamos completamente persuadidos disto em nossa mente, nós não devemos assim buscar a Ele, e isto com toda diligência? Se não, como deveremos esperar alguma recompensa de suas mãos? 16. Novamente: Nós não devemos fazer o que acreditamos seja moralmente bom, e nos abstermos daquilo que julgamos seja mau? Por bom, eu quero dizer conducente ao bem da humanidade, tendendo a levar a paz e boa-vontade entre os homens; o que promove a felicidade de nossas criaturas; e por mal, o que é contrário a isto. Então, certamente você não pode condenar nosso esforço, segundo nosso poder, de fazer a humanidade feliz (eu agora falo apenas com respeito ao mundo presente); nosso esforço, na medida que pudermos, para diminuir a tristeza deles, e ensiná-los, em qualquer estado que se encontrem, a também estarem contentes. 17. Ainda novamente: Nós somos guiados pela nossa própria consciência, ou por aquela de outros homens? Você certamente não dirá que alguma consciência humana pode obstruir a minha. Você, pelo menos, não irá pleitear tirar de nós o que você tão veementemente clama para si mesmo: Ou seja, o direito ao julgamento próprio, que é, de fato, inalienável nas criaturas racionais. Você bem sabe que, a menos que sigamos fielmente os ditames de nossa própria mente, não poderemos ter uma consciência nula de ofensa em direção a Deus e ao homem. 18. De acordo com seus próprios princípios, portanto, você deve nos permitir sermos, pelo menos, inocentes. Você encontra alguma dificuldade nisto? Você fala muito de pré-possessão e preconceito; cuidado para que você não se emaranhe nisto! Você não tem preconceito contra nós, porque nós acreditamos e ativamente defendemos este sistema de doutrinas ao qual você se opõe? Não é inimigo nosso, por tomar por certo que somos seus inimigos? Mais do que isto, Deus proíbe! Uma vez, eu vi alguém que, de uma fortuna plena, foi reduzido ao mais baixo extremo. Ele estava deitado em um leito de doente, com dor violenta, sem, até mesmo, alimento conveniente, ou algum amigo para confortá-lo: De maneira que, seu misericordioso senhorio, para completar tudo, enviou alguém para tirar sua cama de debaixo dele, e não fiquei surpreso com sua tentativa de colocar um fim em uma vida tão miserável. Agora, eu poderia ficar zangado com ele, quando eu vejo aquele pobre homem ensopado em seu sangue? Certamente que não. Não mais do que posso ficar com você. Eu não posso odiar você mais do que inveja-lo. Eu posso apenas elevar meu coração a Deus, por você (como eu fiz, então, por ele), e, com lágrimas silenciosas, implorar ao Pai das Misericórdias, que ele possa olhar você em seu sangue e dizer-lhe: "Viva!". 19. "Senhor", disse aquele infeliz, na minha conversa com ele, "Eu desprezo ter que enganar você ou algum homem. Você não deve falar-me de sua Bíblia; porque eu não acredito em uma só palavra dela. Eu sei que existe Deus; e creio que Ele é tudo em todos, o Anima mundi , the Totam Mens agitans molem, et magno se corpore miscens. Mas, mais do que isto, eu não acredito: Tudo está escuro; meu pensamento está perdido. Mas eu ouço", acrescentou ele, "você pregar para um grande número de pessoas toda noite e de manhã. Eu imploro que me diga, o que você pretende fazer com eles?". Eu respondi: "Eu prego para tantos quantos desejem ouvir, toda noite e de manhã. Você me pergunta, o que eu faria com eles? Eu pretendo fazer deles homens virtuosos e felizes, afáveis em si mesmos, e úteis para outros. Para onde, eu os conduziria? Para o céu; para Deus, o Juiz, o amante de todos, e para Jesus o Mediador da nova aliança. Qual a religião que eu prego? A religião do amor; a lei da delicadeza trazida à luz, através do Evangelho. Para o que isto é bom? Para fazer com que todos que a recebaem, desfrutem de Deus e de si mesmos: Para torná-los semelhantes a Deus; amantes de todos; satisfeitos em suas vidas; e clamando, no momento de sua morte, na convicção clara: 'Ó sepultura, onde está tua vitória! Graças a Deus que me deu a vitória, através de meu Senhor Jesus Cristo". 20. Você irá objetar tal religião como esta, porque ela não é razoável? Não é razoável, então, amar a Deus? Ele não te deu vida, e fôlego, e todas as coisas? Ele não estendeu seu amor a você, preenchendo seu coração com alimento e contentamento? O que você deseja, que você não recebeu dele? E o amor não requer um retorno do amor? Portanto, quer você ame a Deus ou não, você não pode deixar de reconhecer que é razoável proceder desta forma; mais do que isto, uma vez que Ele é o Pai de todo o bem, você deve amar a Ele com todo seu coração. 21. Não é razoável também amar ao nosso próximo; a todo homem a quem Deus fez? Você não é irmão dos filhos do único Pai? Nós não devemos, então, amar uns aos outros? E não deveríamos amar apenas aqueles que nos amam? Este agir é semelhante ao do Pai que está no céu? Ele fez com que seu sol brilhasse sobre o mal e o bom, e enviou a chuva sobre o justo e o injusto. E pode existir uma regra mais imparcial do que esta: "Amarás a teu próximo como a ti mesmo?". Você reivindicará a justeza disto; assim também para a grande regra de outro (a única medida adequada do amor fraterno, em todas as palavras e ações): "O que quer que você queira que os homens façam junto a você, faça o mesmo a eles?". 22. Não é razoável, então, que quando temos oportunidade, façamos o bem a todos os homens; não apenas amigos, mas inimigos; não apenas para o meritório, mas igualmente para o pecaminoso e ingrato? Não é certo, que toda nossa vida deva ser um luta contínua para o amor? Se um dia passa, sem que se tenha feito o bem, alguém não pode dizer com Tito Amici, diem perdidi! E é suficiente alimentar o faminto, vestir o nu, ou visitar aqueles que estão doentes ou na prisão? Nós não deveríamos ter pena daqueles que suspiram, debaixo da mancha horrível da culpa; o pior confinamento, e a mais pesada corrente? Nós devemos fechar nossa compaixão em direção a esses, que são, de todos os homens, os mais miseráveis, porque eles são miseráveis por culpa deles mesmos? Se nós tivéssemos encontrado um medicamento para curar, até mesmo esta doença, nós não deveríamos, já que recebemos livremente isto, livremente dar? Nós deveríamos arrancá-los fora do fogo? O fogo da luxúria, raiva, malicia, vingança? O mais profundo de sua alma responde: "Isto pode ser feito; é razoável, no mais alto grau". Bem, esta é a soma de nossa pregação, e de nossas vidas; nossos próprios inimigos sendo os juízes. Se, portanto, você admite que é razoável amar a Deus, amar a humanidade, e fazer o bem a todos os homens, você não pode deixar de admitir que a religião que nós pregamos e vivemos seja agradável pelo mais alto motivo. 23. Talvez, tudo isto você possa suportar. É suficientemente tolerável; e se nós falamos apenas de sermos salvos pelo amor, você não deverá ter grande objeção: Mas você não compreende o que queremos dizer por sermos salvos pela fé. Eu sei que você não compreende. Em nenhum grau você entende o que queremos dizer com esta expressão. Então, tenha paciência, que eu irei dizer-lhe novamente. Por essas palavras, "Somos salvos pela fé", queremos dizer que, no momento em que o homem recebe aquela fé que está acima descrita, ele é salvo da dúvida e medo, e tristeza do coração, através da paz que ultrapassa todo entendimento; da aflição de um espírito ofendido, através da alegria inexplicável; e dos seus pecados; de qualquer tipo que eles foram, de seus desejos depravados, assim como palavras e ações, através do amor a Deus, e a toda humanidade, então, espalhado em seu coração. 24. Nós admitimos que nada é mais incompreensível do que imaginar que tais efeitos poderosos como estes podem ser forjados, por aquela coisa pobre, vazia, e insignificante, que o mundo chama de fé, e você, no meio deles. Mas supondo que exista tal fé na terra, como aquela da qual o Apóstolo fala, tal intercurso entre Deus e a alma, o que é muito difícil para tal fé? Você mesmo pode conceber que "todas as coisas são possíveis a ele que" assim "crê"; a ele que assim "caminha com Deus", que é agora um cidadão do céu, um habitante da eternidade. Se, portanto, você irá contender conosco, você deve mudar o fundamento de seu ataque. Você deve negar plenamente que existe alguma fé sobre a terra: Mas, talvez, você pense que isto seja um passo muito largo. Você não pode fazer isto, sem uma condenação secreta em seu próprio peito. Ò, que você possa, sem demora, clamar a Deus por este dom divino! Por meio do qual apenas, esta religião, verdadeiramente aceitável, este amor beneficente de Deus e homem, podem ser plantados em seu coração. 25. Se você diz: "Mas esses que professam esta fé são de todos os homens os mais insensatos". Eu pergunto: quem são esses que professam esta fé? Talvez, você não conheça pessoalmente tal homem no mundo. Quem são eles que tanto professam ter esta "evidência das coisas não vistas?"; que professam "ver Aquele que é invisível", ouvir a voz de Deus, e ter seu Espírito sempre "testemunhando com seus espíritos, que eles são filhos de Deus?". Eu temo que você irá encontrar poucos que, até mesmo, professem esta fé, em meio a um grande número daqueles que são chamados crentes. 26. "De qualquer forma, existem aqueles que se declaram cristãos". Sim, muitos, Deus sabe; muitos que confundem suas profissões inúteis, com todo o teor de suas vidas. Eu permitirei que você possa dizer tudo sobre este assunto, e, talvez, mais do que todos. Faz algum tempo que estive envolvido, sem querer, em uma conversa com um forte raciocinador, que, a princípio, frisou a maldade dos índios americanos, como um obstáculo para nossa esperança de convertê-los ao Cristianismo. Mas, quando eu mencionei a temperança, justiça, e veracidade deles (de acordo com os relatos que eu tinha, então, recebido), foi-me perguntado: "Por que? Se esses ateus são tais homens como esses, o que eles ganharão tornando-se cristãos? O que eles ganharão sendo tais cristãos, como temos visto em todos os lugares a nossa volta?". Eu não posso negar que eles poderiam perder, não ganhar, através de tal Cristianismo como este. No que ela acrescentou: "Por que? O que mais você quer dizer por Cristianismo?". Minha resposta clara foi: "O que você compreende que seja mais valioso do que o bom-senso, a boa natureza, e as boas maneiras? Todos esses estão contidos, e isto no mais alto grau, no que eu quero dizer por Cristianismo. Bom-senso (assim chamado) é apenas uma pobre, e turva sombra do que os cristãos chamam de fé. Boa natureza é apenas uma lembrança, fraca, distante da caridade [amor] cristã. E boas maneiras, se do tipo mais completo que a natureza, assistida pela inteligência, pode alcançar, não é mais do que um quadro morto daquela santidade de vida que é a imagem de Deus, visivelmente expressada. Todos esses, colocados juntos, pela destreza de Deus, eu chamo de Cristianismo". "Sir, se isto for Cristianismo", disse minha oponente, surpresa, "Eu nunca vi um cristão em minha vida". 27. Talvez, seja o mesmo caso com você. Se for, eu estou aflito por você, e posso apenas desejar, até que você veja uma prova viva disto, que você não dissesse que vê um cristão. Porque este é o Cristianismo bíblico, e somente este. Quando quer, portanto, que você veja um homem insensato, você vê alguém que talvez chame a si mesmo por aquele nome, mas não é mais cristão que ele é anjo! Na medida em ele se afaste da razão genuína, verdadeira, na mesma medida, ele se afasta do Cristianismo. Não diga: "Isto é apenas afirmado, não provado". Isto é inegavelmente provado pela escritura do Cristianismo. Nós apelamos para isto: para a palavra escrita. Se algum temperamento, ou palavras, ou ações, são contrários à razão correta, é evidente para uma demonstração, que são contraditórios a isto. Produza alguma instância possível ou concebível, e você se certificará que o fato é assim. As vidas, portanto, desses que são chamados cristãos, não é uma objeção justa ao Cristianismo. 28. Nós nos juntamos a você, então, no desejar uma religião fundamentada na razão, e todo caminho de acordo com ela. Mas uma questão ainda permanece a ser feita: O que você quer dizer por razão? Eu suponho que você queira dizer a razão eterna, ou a natureza das coisas; a natureza de Deus, e a natureza do homem, com as relações necessariamente subsistindo entre eles. Por quê? Esta é a mesma religião que pregamos: a religião evidentemente alicerçada na razão eterna, a natureza essencial das coisas, e todo caminho concordante com ela. Seu alicerce se situa na natureza de Deus e na natureza do homem, junto com suas relações mútuas. E ele é todo caminho adequado a ela; à natureza de Deus; porque ela começa em conhecer a Ele: E onde você pode conceber que a religião verdadeira comece, a não ser no verdadeiro conhecimento de Deus? E prossegue no amar a Ele e a toda humanidade; porque você não pode deixar de imitar a quem você ama: Ela termina em servir a Ele; em fazer sua vontade; em obedecer a Ele a quem você conhece e ama. 29. Ela é todo caminho adequado à natureza do homem; porque ela começa no homem conhecer a si mesmo; conhecendo a si mesmo como ele realmente é – tolo, corrupto, e miserável. E prossegue para indicar o remédio para isto, para torná-lo verdadeiramente sábio, virtuoso, e feliz; como toda mente pensante (talvez, de alguma memória implícita do que ela originalmente foi) anseia ser. Isto encerra tudo, por restaurar as devidas relações entre Deus e homem; por unir, para sempre, o terno Pai e o grato e obediente filho; o grande Senhor de todos, e o fiel servo, fazendo, não sua própria vontade, mas a vontade Dele que o enviou. 30. Mas, talvez, você queira dizer por razão, a faculdade de raciocínio; de diferenciar uma coisa da outra. Existem muitos, confessa-se (especificamente aqueles que são denominados teólogos místicos), que depreciam extremamente o uso da razão, assim entendida, dentro da religião; mais do que isto, que condenam todo entendimento racional das coisas de Deus, como extremamente destrutivo da verdadeira religião. Mas não podemos, de forma alguma, concordar com isto. Não encontramos autoridade para isto no santo escrito. Muito longe disto, nós encontramos lá, ambos nosso Senhor e seus Apóstolos continuamente raciocinando com seus opositores. Nem nós conhecemos, em todas as produções dos tempos antigo e moderno, tal corrente de raciocínio ou argumentação, tão próxima, tão sólida, tão regularmente ligada, quanto a Epístola aos Hebreus. E o mais forte raciocinador, que nós, alguma vez, observamos (exceto apenas Jesus de Nazaré) foi Paulo de Tarso; o mesmo que deixou aquela direção clara para todos os cristãos: "na malícia", ou "maldade, sejam crianças; mas no entendimento", ou razão, "sejam homens". 31. Nós, portanto, não apenas admitimos, mas sinceramente exortamos, todos que buscam, segundo a religião verdadeira, o uso de todo o raciocínio que Deus deu a eles, no sondar as coisas de Deus. Mas seu raciocínio justamente pressupõe, não apenas neste, mas em qualquer assunto que seja, julgamentos verdadeiros já formados, no qual alicerçar sua argumentação. Ou, você sabe, você tropeçará no primeiro degrau; porque ex falso non sequitur verum, "é impossível, se suas premissas são falsas, inferir delas conclusões verdadeiras". 32. Você sabe, igualmente, que antes que seja possível você formar um julgamento verdadeiro delas, é absolutamente necessário que você tenha uma clara compreensão das coisas de Deus, e que suas idéias sejam todas fixas, distintas e determinadas. E vendo-se que nossas idéias não são inatas, mas devem todas originalmente vir de nossos sentidos, é certamente necessário quer você tenha sentidos capazes de discernir objetos deste tipo: Não apenas aqueles que são chamados sentidos naturais, que neste aspecto são de nenhum proveito, uma vez que eles são incapazes de discernir objetos de um tipo espiritual; mas sentidos espirituais, exercitados para discernir bem espiritual e mal. É necessário que você tenha ouvidos para ouvir, e olhos para ver, enfaticamente assim chamados; que você tenha uma nova classe de sentidos abertos em sua alma, não dependendo dos órgãos da carne e sangue, para ser "a evidência das coisas não vistas", como seus sentidos corpóreos são das coisas visíveis; para serem as alamedas para o mundo invisível, para discernirem objetos espirituais, e para guarnecê-lo com idéias daquilo que "os olhos e ouvidos" exteriores "nunca viram, nem ouviram". 33. E até que você tenha esses sentidos internos; até que os olhos de seu entendimento sejam abertos, você não pode ter compreensão das coisas divinas; nenhuma idéia delas, afinal. Nem, conseqüentemente, até então, você pode julgar verdadeiramente, ou raciocinar legitimamente, concernente a elas, uma vez que sua razão não tem alicerce em que se apoiar, nem material para trabalhar nele. 34. Para usar o exemplo trivial: Como você não pode raciocinar, concernente a cores, se você não tiver visão natural, porque todas as idéias recebidas pelos seus outros sentidos são de um tipo diferente; conseqüentemente, nem seu ouvido, nem algum outro sentido, podem suprir sua necessidade de visão, ou guarnecer sua razão, neste aspecto, com respeito à obra nela. Assim, você não pode raciocinar, concernente às coisas espirituais, se você não tiver visão espiritual; porque todas as suas idéias recebidas, por seus sentidos exteriores são de um tipo diferente; sim, muito mais diferente do que aqueles recebidos pela fé, ou sensação interna; do que a idéia de cor daquela do som. Esses são apenas espécies diferentes de um gênero, ou seja, idéias conscientes, recebidas por sensação externa; considerando que as idéias de fé diferem toto genere daquelas da sensação externa. De modo que, não é concebível que a sensação externa possa suprir a necessidade de sentidos internos; ou guarnecer sua razão neste aspecto com material para trabalhar nela. 35. O que então, a razão faz aqui? Como ela irá passar das coisas naturais para as espirituais; das coisas que são vistas para aquelas que não são vistas; do mundo visível para o invisível? Que abismo existe aqui! Através de qual habilidade a razão transporá o imenso precipício? Isto não pode ser possível, até que o Altíssimo venha ao seu socorro, e lhe dê aquela fé que você, até aqui, menosprezou. Então, apoiado, por assim dizer, em asas de águia, você voa para fora, para as regiões da eternidade; e sua razão aclarada deverá explorar, até mesmo, "as coisas profundas de Deus"; o próprio Deus "as revelando para você, através do seu Espírito Santo". 36. Eu esperava receber muita luz sobre este assunto, de um tratado recentemente publicado, e honestamente recomendei-o a mim: Eu me refiro ao "O Cristianismo não é alicerçado no Argumento". Mas, sob um cuidadoso exame minucioso daquela peça, não obstante meu preconceito em seu favor, eu não pude deixar de perceber que o grande objetivo uniformemente buscado, em toda a obra, foi submeter o todo da Instituição cristã, ambos ao abominável e ao desprezível. Com o objetivo disto, o autor juntou, com grande cuidado e diligência, as mais plausíveis daquelas muitas objeções que se ergueram contra ele, pelos recentes escritores e apresentou-as com a mais extrema força de que foi capaz. Para fazer isto, com mais efeito, ele personalize um cristão: Ele exibe uma defesa da doutrina irrestrita do Cristianismo, ou seja, a influência extraordinária do Espírito de Deus; e, freqüentemente, através de diversas sentenças juntas (na verdade, no começo de quase todos os parágrafos), fala tão igual a um cristão, que não poucos o receberam como estando de acordo com a vontade dele. Entretanto, com toda habilidade possível e exibição da razão, e na mais elaborada linguagem, ele vai ao encalço de seu ponto, que é provar que o "Cristianismo é" totalmente "contrário à razão"; ou que "nenhum homem que aja de acordo com os princípios da razão, pode, possivelmente, tornar-se um cristão". 37. É uma prova maravilhosa do poder que as palavras lisonjeiras podem ter, até mesmo, nas mentes sérias; de que muitos têm considerado, por engano, um escritor como este, como sendo um amigo do Cristianismo; já que quase todas as páginas de seu tratado estão preenchidas com a mais grosseira falsidade e óbvias blasfêmias; e estas, sustentadas por tais falácias reprováveis, e sofisma de lugar-comum, que a pessoa de dois ou três anos de estadia na universidade poderia dar a elas uma resposta suficiente, e fazer o autor parecer tão irracional e desprezível, quanto ele trabalha para tornar Cristo e seus Apóstolos. 38. Eu tenho falado, até aqui, para aqueles principalmente, que não recebem o sistema cristão como sendo de Deus. Eu acrescentaria algumas poucas palavras para um outro tipo de homens; -- embora não muito com respeito aos nossos princípios ou prática, quanto com respeito aos seus próprios: Para você que o recebe; que acredita nas Escrituras, mas ainda assim, não se considera um homem religioso. Eu, portanto, me vejo obrigado a me endereçar a você igualmente, sob o caráter de homens de razão. 39. Eu perguntaria apenas: Você já é assim, na verdade? Você responde ao caráter, sob o qual você se mostra? Se for assim, você está consistente consigo mesmo; seus princípios e prática concordam entre si. Vamos tentar, se isto é assim, ou não. Você não toma o nome de Deus em vão? Você não se lembra do dia do Senhor, para mantê-lo santo? Você não fala mal do governante de seu povo? Você não é um bêbado, um glutão, vivendo tão suntuosamente quanto você pode, todos os dias; fazendo da sua barriga, o seu Deus? Você não se desforra? Você não é um devasso ou adúltero? Responda plenamente ao seu próprio coração, diante de Deus, o Juiz de todos. Por que, então, você acredita nas Escrituras? Se as Escrituras forem verdadeiras, você está perdido. Você está no caminho largo que leva à destruição. Sua condenação não está "tirando uma soneca". Você está acumulando para si mesmo a ira contra o dia da ira, e a revelação do julgamento justo de Deus. Sem dúvida, se as Escrituras forem verdadeiras, e você permanecer assim, teria sido melhor para você, que você nunca tivesse nascido. 40. Como é que vocês chamam a si mesmos de homens de razão? A razão é inconsistente consigo mesma? De todos os homens sob o sol, você é o mais distante de qualquer pretensão a este caráter. Um praguejador comum, um não cumpridor do Dia do Senhor, é um monstro sobre a terra, a maior contradição, por iniciativa própria, assim como, para a razão de toda a humanidade. Em nome de Deus (aquele nome meritório pelo qual você foi chamado, e o qual você diariamente faz com que seja blasfemado), você vira tanto para a direita, quanto para a esquerda. Tanto professa que é um infiel, quanto um cristão. Não hesite mais assim entre duas opiniões. Ou lança fora a Bíblia, ou seus pecados. E, neste meio tempo, se você tem alguma centelha de sua razão restante, esculpida, não "nos considere seus inimigos" (como eu temo você tem feito até aqui, e assim milhares fazem onde quer que vocês declarem: "eles que fazem tais coisas não herdarão a vida eterna"), "porque nós dizemos a você a verdade"; vendo que essas não são palavras, a não ser Dele que nos enviou; sim, ainda que, em fazer isto, nós usemos de "grande clareza de discurso", como se torna o ministério que recebemos. "Porque nós não somos como muitos que corrompem" (cauponize, soften, and thereby adulterate,) "a palavra de Deus". Mas, tanto da sinceridade, quanto de Deus, aos olhos de Deus, falemos nós em Cristo. 41. Mas pode ser que você seja nenhum desses. Você se abstenha de todas estas coisas. Você tenha uma reputação imaculada. Você seja um homem de honra, ou uma mulher de virtude. Você despreze fazer coisa grosseira, e tenha uma vida e maneiras de proceder imaculadas. Você é inofensivo e afável (se eu entendi você corretamente), de manhã à noite. Você não causa dano, -- e não faz mal a quem quer que seja, não mais do que uma palha flutuando sobre a água. Sua vida desliza suavemente de ano a ano; e de uma estação a outra, não tendo chance de trabalhar, você gasta o dia em inatividade suave. 42. Eu não chocarei agora a comodidade de seu temperamento em falar sobre seu estado futuro; mas me permita fazer-lhe uma pergunta sobre as coisas presentes: Você está agora feliz? Eu vi um grande número de criaturas razoáveis, chamadas de índios, sentados um ao lado do outro, na beirada de um rio, entreolhando-se, algumas vezes; em outras, olhando o céu; e algumas vezes, as bolhas sobre a água. E assim eles ficam (exceto em tempos de guerra) a maior parte do ano, de manhã à noite. Esses estavam, sem dúvida, à vontade. Mas você pode pensar que eram felizes? E quão mais feliz você é do que eles? 43. Você come, bebe, e dorme, e se veste, e dança, e senta-se para jogar. Você é levado aos arredores. Você está no baile de máscaras, no teatro, na ópera, no parque, na Assembléia só para homens [levee], na recepção formal do palácio. O que você faz nestes lugares? Porque, algumas vezes você fala; algumas vezes, vocês olham uns para os outros. E o que você fará amanhã; no dia seguinte; na semana seguinte; no ano seguinte? Você deve comer, beber, dormir, e dançar, e se vestir, e brincar novamente. Você será levado aos arredores; e isto para que vocês possam entreolhar-se novamente! E isto é tudo? Ai de mim, quão pouco mais feliz é isto do que os índios ao olharem para o céu ou para a água! Ah! Pobre ciclo maçante! Não me surpreendo que o Coronel M--- (ou algum homem de sua ponderação) possa preferir a morte para si mesmo, mesmo na metade de seus anos, a tal vida como esta; e possa declarar francamente que ele escolheu sair do mundo, porque ele não encontrou coisa alguma pelo qual valesse a pena viver. 44. Ainda assim, é certo que existe trabalho a ser feito: E muitos encontramos em todos os lugares (não para falar do simples, dos escravos da terra), que estão continuamente empregados nele. Você faz parte deste número? Você está engajado em comércio, ou algum outro empreendimento respeitável? Eu suponho, proveitoso também; porque você não gastaria seu tempo e trabalho e pensamento, para nada. Você está, então, fazendo sua fortuna; você está conseguindo dinheiro. Verdade; mas dinheiro não é seu objetivo final. O ajuntar ouro e prata, por amor a eles, todos os homens reconhecem que é tão tolo, e absurdo, quanto grosseiramente irracional, como é juntar aranhas, ou asas de borboletas. Você considera isto, a não ser como meios para alguma finalidade além. E qual é esta finalidade? Porque, o regozijar-se, o estar à vontade, o buscar seu prazer, o viver como um cavalheiro; isto é, plenamente tanto o todo quanto alguma parte da felicidade acima descrita. Supondo, então, que sua felicidade seja verdadeiramente alcançada; suponha que você tenha seu desejo antes que você caia na eternidade: Vá e sente-se com os Thleeanowhee e seus companheiros à margem do rio. – Depois de você ter labutado por cinqüenta anos, você está exatamente tão feliz quanto eles. 45. Você está, você pode estar, ou algum homem razoável está, satisfeito com isto? Você não está. É impossível que você possa. Mas o que mais você pode fazer? Você poderia ter alguma coisa melhor para empregar seu tempo; mas você não sabe onde encontrar isto sobre a terra. E, na verdade, é óbvio que a terra, como ela está agora constituída, até mesmo com a ajuda de todas as habilidades européias, não proporciona suficiente emprego para metade das horas à metade de seus habitantes. O que, então, você pode fazer? Como você emprega o tempo que se coloca tão pesado sobre suas mãos? Esta mesma coisa que você busca, nós declaramos a você. A coisa que você precisa é a religião que pregamos. Que sozinha não deixa tempo livre em suas mãos. Ela preenche todos os espaços vazios da sua vida. Ela toma exatamente todo o tempo que temos para gastar, seja ele mais ou menos, de maneira que "aquele que tem muito, tem nada mais; e ele que tem pouco, não está em falta". 46. Uma vez mais: Você, ou algum homem de razão pode pensar que você foi feito para a vida que agora você conduz? Você não pode possivelmente pensar assim; pelo menos, não até que você pisoteie a Bíblia. Em todas as páginas, os oráculos de Deus testemunham (e teu próprio coração concorda com isto); que tu foste feito na imagem de Deus; um incorruptível retrato do Deus da glória. E o que tu és, até mesmo neste presente estado? Um espírito eterno, indo para Deus. Para qual finalidade, então, Ele criou a ti, a não ser para habitares com ele, acima deste mundo perecível; para conheceres a ele; para amares a ele; para fazeres a sua vontade; para desfrutares dele para sempre e sempre? Ó, olha mais profundamente para dentro de ti mesmo! E para dentro daquelas Escrituras, que tu professas ter recebido como a Palavra de Deus, como "o certo, com respeito a todas as coisas". Lá, tu irás encontrar um estado, mais nobre e mais feliz, descrito, do que alguma vez entrou em teu coração conceber. Mas Deus tem agora revelado isto a todos que se "regozijam mais e mais, e oram sem cessar, e, em todas as coisas dão graças", e fazem a "vontade" Dele "na terra, como ela é feita nos céus". Porque para isto tu foste feito. Até aqui, tu também foste chamado. O, não sejas desobediente para teu divino chamado! Pelo menos, não te zangues com aqueles que gostaria de fazer com que tu sejas uma testemunha vida desta religião, "cujos caminhos são", na verdade, "caminho de deleite e todos os passos dela, paz". 47. Você não diz em seu coração --- "Eu sei tudo isto já. Eu não sou um mero homem de razão. Eu sou um homem devoto; porque eu não apenas evito o mal, como faço o bem, mas uso de todos os meios da graça. Eu estou constantemente na igreja, e no sacramento também. Eu digo minhas orações todos os dias. Eu li muitos livros bons. Eu jejuo – cada dia 13 de Janeiro, e Sexta-feira da Paixão?". Você faz isto, na verdade? Você faz tudo isto? Isto você pode fazer; você pode ir assim tão longe; e ainda assim, não ter religião, afinal; nenhuma religião que seja proveitosa diante de Deus: Mais do que isto, muito mais além disto, do que você já foi, alguma vez, ou tanto quanto pensa ir. Porque você pode "dar todos os seus bens"; sim, "seu corpo ser queimado", e, ainda assim, muito possivelmente, se Paulo for um juiz, você "não tiver amor, você não terá a religião verdadeira". 48. Esta religião que, sozinha, é de valor diante de Deus, é a mesma coisa que você necessita. Você necessita (e em necessitar disto, você tem necessidade de tudo) da religião do amor. Você não ama seu próximo como a si mesmo, não mais do que você ama a Deus com todo seu coração. Pergunte a seu próprio coração, agora, se não é assim. É claro que você não ama a Deus. Se você tivesse, você seria feliz nele. Mas você sabe que não é feliz. Sua religião formal não o torna feliz, mais do que a religião alegre de seu próximo faz dele. Ó, quanto você tem sofrido, pela necessidade de procedimento claro! Você pode agora suportar ouvir a verdade nua? Você tem "a forma da santidade, mas não o poder". Você é um mero muro caiado. Diante do Senhor seu Deus, eu pergunto a você: você não é? Muito certamente: porque suas "partes interiores são muito pecaminosas". Você ama "a criatura mais do que o Criador". Você é "um amante do prazer, mais do que é amante de Deus". Um amante de Deus! Você não ama a Deus, afinal, mais do que ama uma pedra. Você ama o mundo; portanto, o amor do Pai não está em você. 49. Você está na beira do precipício, pronto para mergulhar na perdição eterna. De fato, você tem um zelo por Deus; mas não de acordo com o conhecimento. Ó, quão terrivelmente, você tem se enganado! Transferindo-se para o inferno, e fantasiando que se trata do céu. Veja, por fim, que a religião exterior, sem a interior é nada; é muito pior do que nada, sendo, na verdade, não outra coisa do que uma zombaria solene de Deus. E a religião interior você não tem. Você não tem a fé "que é operada pelo amor". Sua fé (assim chamada) não é um princípio vivo e salvador. Não é a fé do Apóstolo, "a essência", ou subsistência, "das coisas esperadas; a evidência das coisas que não são vistas". Muito longe disto, esta fé é a mesma coisa que você chama de entusiasmo. Você não está contente em estar sem ela, a menos que você a blasfeme também. Você, até mesmo, insulta esta "fé que está oculta com Cristo em Deus"; todo o ver, provar, ouvir, sentir a Deus. Essas coisas são tolices para você. Não é de se admirar que seja "porque elas são discernidas espiritualmente". 50. Ó, não feche mais seus olhos contra a luz! Saiba que você tem um nome que você vive, mas você está morto. Sua alma está morta no pecado; morta no orgulho, na vaidade, na obstinação, na sensualidade, no amor ao mundo. Você está completamente morto para Deus. Não existe intercurso entre sua alma e Deus. "Você não O vê" (pela fé, como nosso Senhor testemunhou contra aqueles dos tempos antigos), "nem ouve sua voz, em tempo algum". Você não tem "os sentidos" espirituais, "exercitados, a fim de discernir o bem e o mal espiritual". Você tem-se irado com os infiéis, e tem sido todo este tempo, um infiel diante de Deus, assim como eles. Você tem "olhos que não vêem, e ouvidos que não ouvem". Você tem um coração endurecido, e insensível. 51. Seja indulgente um pouco mais comigo: Minha alma está afligida por sua causa. "O deus deste mundo cegou seus olhos". E você está "buscando a morte no erro de sua vida". Porque você não comete pecado grosseiro, já que você dá esmolas, e vai à igreja e ao sacramento, e imagina que você está servindo a Deus: Ainda assim, no mesmo feito, você está servindo ao diabo; porque você está fazendo ainda sua própria vontade, não a vontade de Deus, seu Salvador. Você está satisfeito consigo mesmo em tudo que você faz. Orgulho, vaidade e obstinação (os frutos genuínos de um coração mundano, sensual, e demoníaco), poluem todas as palavras e ações. Você está na escuridão, na sombra da morte. Ó, isto Deus diria a você estrondosamente: "Acorda, tu que dormes, e ergue-te dos mortos, e Cristo dará a ti conhecimento!". 52. Mas, abençoado seja Deus, Ele não se deixou ainda sem testemunho: Nem tudo está perdido! Existe, quem prefira a fé, embora poucos, e a devoção a Deus! Quem conheça o poder da fé, e não é estranho para a religião interior, vital, "a mente que estava em Cristo; retidão, e paz, e alegria no Espírito Santo". Eu ficaria feliz em aprender de vocês que "testaram a boa palavra de Deus, e os poderes do mundo vindouro", se nós nos "desviamos da fé", ou caminhamos contrários "à verdade que está em Jesus". "Permita que o justo golpeie-me amigavelmente, e me reprove"; se, por acaso, isto que está errado pode ser tirado fora, e aquilo que falta, suprido, até que todos estejamos na medida da estatura da plenitude de Cristo. 53. Talvez, a primeira coisa que ocorra agora à sua mente, refira-se à doutrina que ensinamos. Nós ouvimos que temos dito que, "Os homens podem viver sem pecado". E você não ouviu que as Escrituras dizem o mesmo: -- ou seja, sem cometer pecado? Paulo não diz plenamente que esses que crêem "não continuam no pecado", que eles não podem "viver por mais tempo nele?" (Romanos 6:1, 2). Pedro não diz: "Aquele que se deixou levar pela carne cessou os pecados; para que não mais possa viver para os desejos dos homens, mas para a vontade de Deus?" (I Pedro 4:1-2). E João não disse expressamente: "Ele que comete pecado é do diabo? Para este propósito foi que o Filho de Deus manifestou-se, para que Ele destruísse as obras do mal: E ele não pudesse pecar, porque ele é nascido de Deus". (I João 3:8 etc). E, novamente: "Nós sabemos que quem é nascido de Deus não peca". (5:8). 54. Você vê, então, que não somos nós que dizemos isto, mas o Senhor. Estas não são nossas palavras, mas as Dele. E quem é aquele que contesta Deus? Quem é capaz de fazer de Deus um mentiroso? Certamente, ele será justificado no seu dizer, e claro, quando for julgado! Você nega isto? Você não tem freqüentemente sentido uma restrição secreta, quando você é ensinado a negar? Mais do que isto, você pode desejar isto, neste momento? A sua alma não almeja esta liberdade gloriosa dos filhos de Deus? E que razão forte tem você para esperar por ela! E você já não teve uma antecipação dela? Você não se lembra do tempo, quando Deus primeiro ergueu a luz de seu semblante junto a você? Poderá alguma vez ser esquecido o dia em que os candeeiros do Senhor primeiro brilharam sobre sua cabeça? Manteiga e mel você bebeu: E, do alto, você viu as nuvens sob seus pés. E viajou pelo céu. Porque, acima de todas as coisas terrestres, triunfantemente você viajou; você elevou-se aos céus em asas de águia. E se encontrou e falou com Deus. Você, então, não tem poder para cometer pecado. Você considera as palavras do Apóstolo, estritamente verdadeiras: "Ele que é nascido de Deus preserve-se, e o diabo não o toca". Mas aqueles que você toma como cristãos experimentados, dizendo a você que isto aconteceu apenas no tempo de sua adesão, isto não poderá durar para sempre, você deve descer do monte, e ai chacoalhar sua fé. Você olhou para os homens, mais do que para Deus, e então, tornou-se fraco e igual a outro homem. Considerando que, tivesse você alguém para guiá-lo, de acordo com a verdade de Deus; você teria ouvido a doutrina a qual você agora censura; você nunca teria caído de sua firmeza; mas certificar-se-ia que, neste sentido também, "os dons e chamado de Deus são sem arrependimento". 55. Você não tem outra objeção propriamente aliada a isto, ou seja, a de que nós pregamos a perfeição? Verdade; mas qual perfeição? O termo você não pode objetar, porque é bíblico. Toda dificuldade, é fixar o significado dela, de acordo com a Palavra de Deus. E isto, nós temos feito, repetidas vezes, declarando a todo o mundo, que a perfeição cristã não implica uma exceção da ignorância, ou erro, ou enfermidades, ou tentações; mas o ser assim crucificado com Cristo, como a ser capaz de testificar: "Eu não vivo, mas Cristo vive em mim". (Gálatas 2:20), e tem "purificado meu coração pela fé". (Atos 15:9). Isto implica "o derrubar por terra toda coisa elevada que exalta a si mesma contra o conhecimento de Deus, e traz cativo todo pensamento para a obediência de Cristo". Isto implica "o ser santo, como ele que nos tem chamado é santo, em todo seu modo de vida" (II Cor. 10:5; I Pedro 1:15) ; e, em uma palavra, "o amar ao Senhor, nosso Deus, com todo nosso coração, e servir a Ele com todas as nossas forças". 56. Agora, é possível para alguém que crê nas Escrituras negar uma partícula disto? Você não pode. Você não faria por causa da palavra. Você sabe que é a palavra pura de Deus. E isto é tudo que pregamos; esta é a altura e profundidade do que nós (com Paulo) chamamos de perfeição – o estado da alma devotadamente desejada, por todos que testaram do amor de Deus. Ó, ore, por isto, sem cessar! Esta é a única coisa que você necessita. Venha com coragem para o trono da graça; e esteja seguro de que, quando você pedir isto de Deus, você deverá ter a petição que você pediu a Ele. Nós sabemos, de fato, que para o homem; para o homem natural, isto é impossível. Mas sabemos também que assim como nenhuma palavra é impossível com Deus, assim "todas as coisas são possíveis a ele que crê". 57. Porque "nós somos salvos pela fé". Mas nós não temos ouvido isto afirmado como outra objeção contra nós, de que pregamos a salvação pela fé somente? E Paulo não faz a mesma coisa? "Pela graça", diz ele, "somos salvos pela fé". Algumas palavras podem ser mais categóricas? E, em outra parte: "Crê no Senhor Jesus, e tu serás salvo". (Atos 16:31). O que queremos dizer por isto (se já não foi suficientemente explicado) é que nós somos salvos dos nossos pecados, apenas pela confiança no amor de Deus. Tão logo, "observamos que tipo de amor o Pai outorgou a nós, nós O amamos" (como os Apóstolos observam), "porque Ele primeiro nos amou". E, então, aquele mandamento é escrito em nossos corações: "Aquele que ama a Deus ama seu irmão também"; de cujo amor de Deus e homem, brotam a misericórdia, humildade de mente e todos os temperamentos santos. Agora, essas são as mesmas essências da salvação, da salvação cristã, da salvação do pecado; e desses derramamentos de salvação exterior, que é, a santidade de vida e relações pessoais. Bem, essas coisas não são desta forma? Se você sabe em quem você creu, você não precisa de testemunho além. 58. Mas, talvez, você duvide, se aquela fé, por meio do qual nós somos assim salvos, implica tal confiança e segurança em Deus, como descrevemos. Você não pode pensar que a fé implica segurança, uma segurança do amor de Deus para nossas almas, o seu estar agora reconciliado a nós, e tendo perdoado todos os nossos pecados. E isto, nós confessamos livremente que, se uma grande quantidade de vozes decidir a questão, nós devemos desistir imediatamente: Porque você tem a seu lado, não apenas alguns que desejam ser cristãos, de fato: mas todos os cristãos nominais em todos os lugares; e a Igreja de Roma, uma em todos. Mais do que isto, esses últimos estão tão veementemente em sua defesa, que, no renomado Concílio de Trent, eles decretaram: "Se algum homem defende (fiduciam) confiança, convicção, ou segurança do perdão, como essenciais para a fé, que ele seja amaldiçoado". 59. Assim, aquele Concílio anatematiza a Igreja da Inglaterra; porque ela está convicta disto, por sua própria confissão. As próprias palavras na Homilia sobre a salvação são: "Até mesmo os demônios acreditam que Cristo nasceu de uma virgem; que ele sofreu a mais dolorosa morte, para nos redimir da morte eterna. Nesses artigos da nossa fé, os demônios acreditam; e da mesma forma, eles acreditam em tudo que está escrito no Velho e Novo Testamento". E, ainda assim, apesar de toda esta fé, eles continuam demônios. Eles permanecem ainda em seu estado condenável, e necessitados da mesma verdade, a fé cristã. "A fé cristã correta e verdadeira, não é apenas crer que as Escrituras, e os artigos da nossa fé sejam verdadeiros; mas também ter uma confiança e segurança, verdadeiras, de que estamos salvos da condenação eterna, através de Cristo". Ou (como é expresso logo depois), "uma confiança e convicção verdadeiras que um homem tem em Deus, de que, pelos méritos de Cristo, seus pecados são esquecidos e ele é reconciliado para o favor de Deus". 60. De fato, o Bispo de Roma diz: "Se algum homem defende isto, que ele seja um Anátema Maranata [invocação feita por Paulo no fim da 1.ª Epístola aos Coríntios; significa: Vem, Senhor nosso.]". Mas, é de se esperar anátemas papais não abalem você: você é um membro da Igreja da Inglaterra. Você é? Então, a controvérsia chega ao fim. Então, ouça a Igreja: "A fé é a confiança verdadeira que um homem tem em Deus, de que seus pecados são perdoados". Ou, se você não é, quer você ouça nossa igreja ou não, pelo menos, ouça as Escrituras. Ouça o confiante Jó, declarando sua fé: "Eu sei que meu Redentor vive". Ouça Tomé (quando viu, ele creu) clamando: "Meu Senhor e meu Deus!". Ouça Paulo descrever claramente a natureza de sua fé: "A vida que eu agora vivo, eu vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou, e deu a Si mesmo por mim". Ouça (para não mencionar mais) todos os crentes que estiveram com Paulo, quando ele escreveu aos Colossenses, testemunhando: "Demos graças ao Pai, que nos livrou do poder da escuridão, e nos transportou para o reino de seu querido Filho; em quem temos redenção, através de Seu sangue, e, até mesmo, perdão dos pecados". (Col. 1:12-14). 61. Mas qual necessidade nós temos de testemunho distante? Você tem um testemunho em seu próprio peito. Será que não estou falando para alguém que ama a Deus? Como pode ser, então, que você O ame, em primeiro lugar? Não será porque você soube que Ele amou você? Que você não poderia amar a Deus, afinal, até que você testasse e visse que Ele foi gracioso; que Ele foi misericordioso para com um pecador? Qual o proveito, então, da controvérsia, ou discussão de palavras? De sua própria boca! Você reconhece que não tinha amor a Deus, até que você estivesse consciente do amor Dele para com você. E quaisquer expressões que todo pecador que ama a Deus use, para mostrar o amor de Deus a ele, se você fizer um exame, você se certificará de que elas direta ou indiretamente implicam perdão. Amor redentor está ainda na raiz de tudo. Ele que foi ofendido está agora reconciliado. A nova canção que Deus coloca em cada boca está sempre para este efeito: "Ó, Senhor, eu louvarei a Ti; embora tu estiveste irado comigo, tua ira desapareceu. Observa que Deus é minha salvação. Eu confiarei, e não temerei: Porque o Senhor Jeová é minha força e minha canção; Ele também se tornou minha salvação". (Isaias 12:1-2). 62. A confiança, então, no perdão de Deus é essencial para a fé salvadora. O perdão dos pecados é uma das primeiras dessas coisas não vistas, por meio das quais a fé é a evidência. E, se você está consciente disto, você irá contender conosco, concernente a uma circunstância indiferente disto? Você pensará que é uma importante objeção, afirmarmos que esta fé é usualmente dada de repente? Primeiro, permita-me implorar a você que leia a respeito daquele relato autêntico dos procedimentos de Deus para com os homens, os Atos dos Apóstolos. Neste tratado, você encontrará como ele operou, desde o início naqueles que receberam a remissão dos pecados pela fé. E pode você encontrar um desses (exceto, talvez, Paulo) que não a recebeu imediatamente? Mas abundância você encontrará daqueles que o fizeram, além de Cornélio, e dos três mil. (Atos 2:41) "De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas". E, com isto também concorda a experiência daqueles que agora recebem o dom divino. Três ou quatro exceções apenas eu tenho encontrado no decurso de diversos anos; -- talvez, você mesmo, Ele possa acrescentar àquele número, e um ou dois mais a quem você conheceu. Mas todo o restante daqueles, em nosso meio, que, de tempos em tempos, têm acreditado no Senhor Jesus foram, imediatamente, trazidos das trevas para a luz, e do poder de Satanás para Deus. 63. E por que poderia parecer uma coisa inacreditável para você, que tem conhecido o poder de Deus junto a salvação (quer Ele forjou assim em sua alma ou não; 'já que existem diversidades de operações, mas o mesmo Espírito"), que "o morto possa ouvir a voz do Filho de Deus", e naquele momento viver? Assim, Ele costuma agir, para mostrar que, quando Ele deseja, o fazer está presente com Ele. "Haja luz", diz Deus: "e houve luz. Ele falou a palavra, e ela foi feita. Assim, os céus e a terra foram criados, e todas os hóspedes deles". E esta maneira de agir, no presente caso, se adequa altamente, ambos ao seu poder e amor. Não existe, portanto, impedimento da parte de Deus; uma vez que 'assim como é Sua Majestade, então é Sua misericórdia". E qualquer obstáculo que exista da parte do homem, quando Deus fala, ele deixa de existir. Apenas pede, Ó, pecador, "e será dado a ti", até mesmo, a fé que traz salvação: E isto, sem qualquer mérito ou boa obra tua; porque "não será pelas obras, a fim de que o homem não possa vangloriar-se". Não. É pela graça, e pela graça somente. Porque "aquele que não faz boas obras, mas crê Nele que justifica o ímpio, sua fé é calculada como retidão". 64. "Mas por falar assim, você encoraja os pecadores". Eu os encorajo – ao arrependimento; e você não? Você não sabe das quantas pilhas de pecado sobre pecado, puramente por falta de tal encorajamento; porque você pensa que eles nunca serão perdoados, e que não existe espaço restante para o arrependimento? Seu coração também não sangra por eles? O que você consideraria muito precioso para desistir? O que você não faria; o que você não admitiria -- trazer tal pecador ao arrependimento? Seu amor não "suportaria tais coisas" por ele? Sim – Se você acreditou que faria bem a eles; se você teve alguma esperança de que eles se tornariam melhores, por que você não acredita que isto faria bem a eles? Por que você não tem uma esperança de que eles sejam melhores? Plenamente, porque você não os ama suficientemente; porque você não tem aquela misericórdia que não apenas suporta, mas, ao mesmo tempo, crê e espera todas as coisas. 65. Mas, para que você possa ver toda a força desta objeção, eu lhe mostrarei, sem qualquer dissimulação ou reserva, como eu encorajo os principais pecadores. Minha linguagem usual a eles transcorre assim: -- Ó, você que nega o Senhor que o trouxe, ainda assim ouve a palavra do Senhor! Você busca descanso, mas não encontra descanso algum.Até mesmo no riso, seu coração está em opressão. Por quanto tempo, você irá labutar pelo que não é pão, e gastará sua força naquilo que não satisfaz? Você sabe que sua alma não está satisfeita. É ainda um vazio doloroso. Algumas vezes, você encontra, a despeito de seus princípios, um senso de culpa, uma consciência desperta. Esta horrível religião fantasmagórica (assim você a descobre) irá, de vez em quando, assombrar você ainda. A retidão, olhando dos céus, é para nós, na verdade, uma visão desagradável. Mas como ela lhe parece? Horribili super aspectu mortalibus instans? Quão freqüentemente, você está temeroso das mesmas coisas que você nega? Quão freqüentemente, em suspense torturante? O que, se existirá futuramente, um julgamento a vir, uma eternidade infeliz? Você não tem um sobressalto ao pensar nisto? Você pode estar contente em ser sempre assim? Isto pode ser dito de você também? – "Aqui se encontra um jogador de dados, há muito tempo em dúvida, se a morte pode matar a alma ou não: Aqui termina sua dúvida, finalmente convencido: mas, Ó, a sorte é lançada!". Ou, você já está convencido que não existe futuro? Que pobre estado, então, você está agora! Dando poucas voltas morosas mais sobre a terra, e, então, caindo no nada! Que tipo de espírito você deve ser, se você pode sustentar-se sob o pensamento! Sob a expectativa de ser, em poucos momentos, varrido pela correnteza do tempo, e, então, para sempre tragado, e perdido, no largo ventre da noite não criada! Mas nem, de fato, você está certo disto; nem de coisa alguma mais. Pode ser que sim; pode ser que não. Uma cena ampla está por trás: Mas as nuvens e escuridão descansam sobre ela. Tudo é dúvida e incerteza. Você está continuamente debatendo-se de um lado para outro, e não tem alicerce firme para a sola dos pés. Ó, não deixe que a pobre sabedoria do homem exalte-se mais tempo, contra a sabedoria de Deus! Você tem fugido Dele, por tempo suficiente; por fim, permita que seus olhos sejam abertos por Ele que os fez. Você precisa de descanso para sua alma. Pergunte a Ele que para todos os homens dá generosamente, e não os admoesta! Você é um mero enigma para si mesmo, e sua condição cheia de escuridão e perplexidade. Você é um em meio a muitos habitantes impacientes de um mundo miserável, desordenado, "caminhando em sombra vã, e desinquietador de si mesmo em vão". Mas a luz de Deus irá rapidamente dispersar a ansiedade de suas vãs conjecturas. Acrescentando céus à terra, e eternidade ao tempo, abrirá tal panorama glorioso das coisas, como a conduzir você, até mesmo no presente mundo, à paz que ultrapassa todo entendimento. 66. Ó, vocês, pecadores grosseiros, vis, escandalosos, ouçam a palavra do Senhor. "Voltem; voltem dos caminhos do mal; tal iniqüidade não deverá ser a ruína de vocês. Como eu vivo, diz o Senhor, eu não tenho prazer na morte de um pecador, mas, antes, que ele possa voltar e viver". Oh! Apressem-se; não percam tempo. "Venham e nos dêem razão, juntos: Embora eles sejam vermelhos como carmesim, eles devem ser como lã. Quem é este que vem de Edom, com vestimentas coloridas; vermelho em seu traje?". É Ele em quem o Senhor "colocou as iniqüidades por nós todos!". Observa; observa o Cordeiro de Deus que tira os teus pecados! Vê o Unigênito Filho do Pai, "cheio de graça e verdade!". Ele ama a ti. Ele deu a Si mesmo por ti. Agora suas mais profundas compaixões enternecem-se por ti! Ó, acredita no Senhor Jesus, e tu serás salvo! "Vá em paz, e não peca mais!". 67. Agora, você não pode tomar parte em tudo isto? Esta não é a mesma linguagem de seu coração? Ó, quando será que você tomará conhecimento que toda nossa preocupação, nosso constante trabalho é trazer o mundo todo para a religião que você sente; para solidificar a religião vital, interior! Que poder é este, então, que nos mantém à parte? "O teu coração é sincero, como meu coração é sincero para com o teu? Se for assim, dá-me tua mão. Vem comigo, e vê", e regozija-te no "meu zelo pelo Senhor". Não existe diferença entre nós (se tu és um filho de Deus), que possa ser tão importante quanto nosso argumento é. Se nós diferimos em coisas menores, nós concordamos na que é maior de todas. Como é possível, então, que você possa ser induzido a pensar ou falar mal de nós? Como, alguma vez, pôde entrar em sua mente, opor-se a nós, ou enfraquecer nossas mãos? Por quanto tempo, devemos nós queixar das machucaduras que recebemos na casa de nossos amigos? Certamente, os filhos deste mundo são ainda "mais sábios em sua geração do que os filhos da luz". Satanás não se divide contra si mesmo: Porque, são estes que estão do lado do Senhor? Como é que a sabedoria não é justificada em seus próprios filhos? 68. Será porque você ouviu que nós apenas fazemos da religião um pretexto [disfarce] para a avareza, e porque você ouviu abundância de pormenores alegados como suporte para aquela responsabilidade geral? É provável que você possa também ter ouvido, tanto quanto obtivemos por pregar já; e, para coroar tudo, que nós somos apenas Papistas dissimulados, os que estão minando e destruindo a Igreja. 69. Você ouviu isto. Bem: e você pode acreditar nisto? Você nunca leu o Capítulo Quinto de Mateus? Eu pediria a Deus que você pudesse acreditar nisto. O que está escrito lá? Você leu? "Abençoado sejam vocês, quando os homens os ultrajarem, e os perseguirem, e dizerem toda sorte de mal contra vocês, falsamente, por causa de meu nome. Regozijem-se e fiquem excessivamente felizes: Porque grande é a recompensa de vocês nos céus: Porque assim perseguiram os Profetas que vieram antes de vocês"; ou seja, "os ultrajando, e dizendo toda maneira de mal deles, falsamente". Você não sabia que esta, assim como todas as outras Escrituras, precisa se cumprida? Se for assim, reconheça que este dia também é cumprido em seus ouvidos. Por causa de nosso Senhor, e por causa de Seu Evangelho que pregamos, "homens nos ultrajam e nos perseguem, e" (abençoado seja Deus, que nos faz nos regozijarmos nisto) "dizem toda sorte de mal de nós, falsamente". E como poderia ser de outra forma? "O discípulo não está acima de seu Mestre. É suficiente para o discípulo, que ele seja como o Mestre, e o servo como seu Senhor. Se eles chamaram o Mestre de morada de Belzebu, quanto mais chamarão aqueles de sua família?". 70. Isto, apenas, nós confessamos, que nós pregamos a salvação interior, agora obtida através da fé. E por pregar isto (porque nenhum outro crime foi, então, tão pretendido) nós fomos proibidos de pregar mais nestas igrejas, onde, até então, éramos alegremente recebidos. Este é um fato notório. Estando assim impedidos de pregar nos lugares, que nós primeiro tínhamos escolhido, nós agora declaramos a "graça de Deus que traz salvação", em todos os lugares dos domínios de vocês; compreendendo que Deus não habita apenas nos templos feitos com suas mãos. Este é o verdadeiro, e o único fundamento verdadeiro da queixa contra nós. E declaramos, diante de toda humanidade, que nós pregamos esta salvação pela fé. E não nos sendo permitido pregá-la, nos lugares usuais, nós a declaramos, onde quer que exista uma porta aberta, quer sobre uma montanha, ou planície, ou na beira de um rio (porque para tudo que concebemos, temos suficiente precedente), ou na prisão, ou, por assim dizer, na casa de Justus, ou na escola de um Tyrannus. Nem nos atrevemos nos refrear. "A dispensação do Evangelho que é entregue a mim; e ai de mim, se eu não pregar o Evangelho!". 71. Aqui nós admitimos o fato, mas negamos a culpa. Mas em todos os outros pontos alegados, nós negamos o fato, e chamamos o mundo para prová-lo, se ele puder. UM APELO ADICIONAL AOS HOMENS DE RAZÃO E RELIGIÃO John Wesley 'Fira-me o justo, será isso uma benignidade; e repreenda-me, isso será como óleo sobre a minha cabeça; não o recuse a minha cabeça; mas continuarei a orar contra os feitos dos ímpios'. (141:5) PARTE I No tratado anterior, eu declarei, da maneira mais clara que eu pude, ambos meus princípios e minha prática, e respondi algumas das objeções mais importantes, assim como as mais comuns, de cada. Mas eu ainda não livrei minha própria alma. Eu acredito que existe ainda uma incumbência sobre mim, de responder a outras objeções, particularmente, essas que têm sido argumentadas por esses que são religiosos estimados e homens razoáveis. Esses parcialmente dizem respeito às doutrinas que eu ensino, parcialmente à minha maneira de ensiná-las, e parcialmente, aos efeitos que são supostos se seguem de ensinar essas doutrinas, desta maneira. I 1. Eu irei brevemente mencionar o que essas doutrinas são, antes de considerar as objeções contra elas. Agora, tudo que eu ensino diz respeito à natureza e condição da justificação; a natureza e condição da salvação; a natureza da fé justificada e salvadora, ou o Autor da fé e salvação. 2. Em Primeiro lugar: A Natureza da justificação: Isto, algumas vezes significa nossa absolvição no último dia (Mateus 12:37). Mas está completamente fora da presente questão; que a justificação, onde quer que os Artigos e Homilias falem, significa o perdão presente; perdão dos pecados, e, conseqüentemente, aceitação com Deus; que, nisto 'declara sua retidão' (ou misericórdia, por ou) 'para a remissão dos pecados que são passados'; dizendo, 'eu serei misericordioso contigo impuro, e não me lembrarei mais de tuas iniqüidades'. (Romanos 3:25; Hebreus 8:12). Eu acredito que a condição disto é a fé: (Romanos 4:5, etc). Eu quero dizer, não apenas que sem a fé, nós não podemos ser justificados; mas, também que, tão logo alguém tenha a fé verdadeira, naquele momento, ele está justificado. Deus opera, seguindo esta fé, mas não pode vir sem ela (Lucas 6:43). Muito menos, pode a santificação, que implica o curso contínuo das boas obras, brotando da santidade do coração. Mas admite-se que a inteira santificação venha antes da nossa justificação, até o último dia. (Hebreus 12:14) Admite-se também, que o arrependimento, e 'os frutos encontrados, por causa do arrependimento' sigam antes da fé. (Marcos 1:15); Mateus 3:8). Realmente, o arrependimento deve vir antes da fé; os frutos encontrados por causa dela, se houver oportunidade. Por arrependimento, eu quero dizer, a convicção do pecado, produzindo o desejo real e resoluções sinceras de emendar-se; e por 'frutos encontrados por causa do arrependimento', perdoar nosso irmão (Mateus 6:14, 15), cessando todo o mal, e fazendo o bem (Lucas 3:3, 4,9 etc); usando das ordenanças de Deus, e, em geral, obedecendo a ele, conforme a medida da graça, como que temos recebido. (Mateus 7:7, 25:29). Mas esses, eu, ainda assim, não posso chamar de boas obras; porque eles não brotam da fé e do amor de Deus. 3. Por salvação, eu quero dizer, não meramente, de acordo com a noção vulgar, livramento do inferno, ou ir para o céu; mas um livramento real do pecado; uma restauração da alma para sua saúde primitiva, sua pureza primitiva; a recuperação da natureza divina; a renovação de nossas almas, segundo a imagem de Deus, na retidão e santidade verdadeira, na justiça, misericórdia e verdade. Isto implica todos os temperamentos santos e divinos, e, em conseqüência, toda a santidade na maneira de viver. Agora, se por salvação, nós queremos dizer uma salvação real do pecado, nós não podemos dizer que a santidade é a condição para isto; porque se trata da coisa em si mesma. Salvação, neste sentido, e santidade, são termos sinônimos. Nós devemos, portanto, dizer: 'Nós somos salvos pela fé'. E a fé é a única condição desta salvação. Porque, sem a fé, nós não podemos assim ser salvos. Mas quem quer que creia já está salvo. Sem a fé, nós não podemos, então, ser salvos; porque nós não podemos servir a Deus corretamente, exceto se o amarmos; nem podemos conhecer a Deus, exceto se pela fé. Portanto, salvação pela fé é, em outras palavras, apenas o amor a Deus, através do conhecimento de Deus; ou a recuperação da imagem de Deus, através de uma verdadeira familiaridade espiritual com Ele. 4. A fé, em geral, é a convicção sobrenatural das coisas não vistas; não reveladas pelos nossos sentidos corpóreos. A justificação pela fé implica não apenas a divina convicção de que Deus 'em Cristo, reconciliou o mundo para Si mesmo', mas a crença e confiança verdadeira de que Cristo morreu por nossos pecados; que Ele amou a mim, e deu a si mesmo por mim. E o momento em que o pecador penitente crê nisto, Deus o perdoa e o absolve. Tão logo seu perdão ou justificação é testemunhado a ele, através do Espírito Santo, ele é salvo. Ele ama a Deus e a toda a humanidade. Ele 'tem a mente que estava em Cristo', e o poder de 'caminhar como Ele também caminhou'. Daquele momento em diante (a menos que ele naufrague na fé), a salvação aumentará gradualmente na sua alma. Porque 'assim é o reino de Deus, como se um homem lançasse semente ao chão; e, primeiro, brotasse a folha, então, a espiga, depois disto, completasse com o milho na espiga'. 5. A primeira semeadura desta semente, eu não entendo ser outra coisa do que instantânea; caso eu considere a experiência, ou a palavra de Deus, ou a própria natureza da coisa; -- de qualquer modo, eu não afirmo a circunstância, mas a substância: Se você pode obtê-la de outra maneira, faça isto. Apenas verifique que você a obtém; porque se você fracassar, você perecerá eternamente. Este início de uma vasta mudança interior é usualmente denominado de novo nascimento. O Batismo é um sinal exterior desta graça interior, que se supõe, através de nossa igreja, ser dada com, e através daquele sinal a todos os jovens, e a todos os mais idosos, se eles se arrependerem e crerem no Evangelho. Mas quão extremamente ineficiente as disputas comuns são, sobre este assunto! Eu digo a um pecador: 'Você deve nascer de novo'. Não', diz você: 'Ele nasceu novamente no batismo. Portanto, ele não pode nascer de novo'. Ai de mim, que leviandade é esta! O que, ele era, até então, um filho de Deus? Ele é agora manifestadamente um filho do diabo; já que as obras de seu pai ele realiza. Portanto, não brinque com as palavras. Ele deve realizar uma completa mudança no coração. Em alguém ainda não batizado, você mesmo chamaria aquela mudança de novo nascimento. Nele, chame como você desejar; mas lembre-se, entretanto, que, se você ou ele morrerem sem ela, o batismo de vocês estará tão distante de ser proveitoso, que isto irá grandemente aumentar a condenação de ambos. 6. O autor da fé e salvação é Deus apenas. É ele que opera em nós, ambos o querer e o fazer. Ele é o único Doador de todo bom dom, e único Autor de toda boa obra. Não existe mais poder do que o mérito em um homem; mas, como todo mérito está no Filho de Deus, no que Ele tem feito e sofrido por nós; então, todo poder está no Espírito de Deus. Portanto, com o objetivo de crer para a salvação, todo homem deve receber o Espírito Santo. Isto é essencialmente necessário para todo cristão, não com a finalidade de realizar milagres, mas com o objetivo da fé, paz, alegria e amor, -- os frutos comuns do Espírito. Embora nenhum homem na terra possa explicar a maneira específica em que o Espírito de Deus opera na alma, ainda assim, quem tiver esses frutos, não poderá de conhecer e sentir o que Deus tem os tem forjado no seu coração. Algumas vezes, ele atua mais particularmente no entendimento, abrindo ou iluminando (como as Escrituras falam), e revelando, descortinando, e descobrindo para nós 'as coisas profundas de Deus'. Outras vezes, ele atua nas vontades e afeições dos homens, privando-os do mal, inclinando-os ao bem, inspirando (soprando, por assim dizer) bons pensamentos nele: Assim, ele freqüentemente expressa, através de uma metáfora fácil e natural, estritamente análoga à palavra: vento, sopro vital, espírito, e às palavras usadas, nas mais modernas Línguas, para significar a terceira pessoa, na sempre abençoada Trindade. Mas, como quer que ela seja expressa, ela é certamente toda a fé verdadeira, e toda a obra da salvação, todo bom pensamento, palavra e obra, é completa, pela operação do Espírito de Deus. II 1. Eu agora vou considerar as objeções principais que têm sido feitas ultimamente contra essas doutrinas. Eu não conheço matéria alguma que tenha sido tão objetada quanto a da natureza da justificação; muitas pessoas parecem estar muito confusas, com respeito a ela, e falam como se nunca tivessem ouvido sobre alguma justificação antecedente àquela do último dia. Para esclarecer isto, é necessária apenas uma inspeção mais minuciosa em nossos Artigos e Homilias; em que a justificação é sempre considerada para a presente remissão de nossos pecados. Mas muitas das objeções que têm sido tão calorosamente afirmadas contra a condição da justificação, a fé somente; particularmente, nos dois tratados; o primeiro intitulado, "As Noções dos Metodistas Completamente Contestadas"; o segundo, "As Noções dos Metodistas Contestadas Mais Além": Em ambas, é afirmado veementemente: (1) Que esta não é uma doutrina bíblica; (2) Que não é a doutrina da Igreja da Inglaterra. Não será necessário mencionar o primeiro desses mais; vendo-se que não existe um texto produzido nele que prove que esta doutrina não seja bíblica, nem uma sentença dos Artigos e Homilias prova que ela seja contrária à doutrina da Igreja. Mas, quanto da primeira refere-se aos méritos da causa, eu me esforçarei para considerar calmamente. Ao que é pessoal, deixaria como está. 'Deus é misericordioso comigo, um pecador!'. 2. Para provar que esta doutrina -- Que somente a fé é a condição da justificação, -- não é bíblica, você alega que a 'santificação, de acordo com as Escrituras, deve vir antes dela'. Para demonstrar, você citou os seguintes textos, que eu deixarei como os encontrei: 'Vão, discípulos de todas as nações – ensiná-los a observarem todas as coisas, que eu tenho ordenado a vocês' (Mateus 28:19, 20); 'Ele que crê e é batizado será salvo' (Marcos 16:16); 'Pregue arrependimento e remissão dos pecados'. (Lucas 24:47); 'Arrependa-se e seja batizado, cada um de vocês, para a remissão dos pecados'. (Atos 2:38); 'Arrependam e se convertam, para que seus pecados possam ser apagados'. (3:19); 'Pois com uma só oferta tem aperfeiçoado para sempre os que estão sendo santificados' (Hebreus 10:14). Você acrescenta: "Paulo ensinou, 'arrependimento em direção a Deus; e fé em direção a nosso Senhor Jesus Cristo' (Atos 20:21); e chama 'arrependimento de obras mortas, e a fé, em direção a Deus, primeiros princípios (Hebreus 6:1)". Você acrescenta: "Mas 'vocês são lavados', diz ele, 'mas vocês são santificados, mas vocês estão justificados'. Por 'lavados', eu quero dizer o batismo de vocês, e pelo batismo eu quero dizer, primeiro, a santificação de vocês, e então, sua justificação". Este é um começo claro da questão; você toma como certo o mesmo ponto que você deve provar. "Pedro também", você diz, "afirma que o 'batismo nos salva', ou nos justifica'". Novamente você contorna a questão; você toma como seguro, o que eu nego extremamente, ou seja, que salvar e justificar são aqui termos sinônimos. Até que isto seja provado, você não pode esboçar inferência, afinal; visto que você não tem alicerce onde construir. Eu entendo que essas e todas as Escrituras que possam ser citadas para provar que a santificação antecede a justificação, (se elas não se referem à nossa justificação final) provem apenas, (o que eu nunca neguei) que o arrependimento, ou convicção do pecado, e os frutos encontrados pelo arrependimento, precedem a fé, por meio da qual somos justificados: Mas, de modo algum, que o amor a Deus, ou qualquer ramo da santidade verdadeira, deva ou possa preceder a fé. 3. Objeta-se, em Segundo Lugar, que a justificação pela fé apenas não seja a doutrina da Igreja da Inglaterra. 'Você acredita', diz o escritor acima mencionado, 'que nenhuma boa obra pode ser prévia à justificação, nem conseqüentemente, ser uma condição dela. Mas, Deus seja louvado, nossa Igreja tem, em lugar algum, entregue tal doutrina abominável'. -- 'O clérigo sustenta que a santidade interior é prévia à primeira justificação; -- esta é a doutrina que eles universalmente inculcam, e que você não pode se opor, sem contradizer a doutrina de nossa Igreja'. --'Todas as suas mais fortes persuasões ao amor de Deus não irão empalidecer a deformidade daquela doutrina, de que os homens sejam justificados pela fé somente; -- a menos que você retrate publicamente esta doutrina horrível, sua fé será em vão'.-- 'Se você se dignar a expurgar esta parte venenosa de nossos princípios, na qual a ampla, essencial, fundamental e irreconciliável diferença, como você muito justificadamente denomina ela, consiste principalmente, então, não será encontrado mais além, qualquer discordância entre você o Clero da Igreja da Inglaterra'. (Ibid.). 4. Com o objetivo de claramente e completamente satisfazer o que a doutrina da Igreja da Inglaterra é (uma vez que se situa em oposição à doutrina dos Arminianos, por um lado, e à justificação pela obras, de outro), eu irei simplesmente colocar o que ocorre, sobre este assunto, tanto na sua Liturgia, Artigos quanto Homilias: -- 'Tem indulgência para com eles que são penitentes, Ó Deus, e que confessam suas faltas: Restaura aqueles que são penitentes, conforme as tuas promessas declaradas à humanidade em Jesus Cristo nosso Senhor'.—'Ele os perdoou e absolveu todos que verdadeiramente se arrependeram, e sinceramente creram no seu santo Evangelho'. 'Deus Altíssimo, que perdoa os pecados daqueles que são penitentes, cria e constrói, em nós corações novos e contritos; para que nós, merecidamente lamentemos nossos pecados, e reconheçamos nossas iniqüidades, possamos obter de ti a perfeita remissão e perdão, através de Jesus Cristo nosso Senhor'. (Coleta para a Quarta-feira de Cinzas) 'Deus Altíssimo – tem prometido perdoar os pecados de todos que com arrependimento sincero e fé verdadeira voltam-se para Ele' (Oficio da Comunhão). 'Nosso Senhor Jesus Cristo deixou poder para absolver todos os pecadores que verdadeiramente se arrependem e crêem Nele'. (Visitação do Doente) 'Dá a ele arrependimento sincero e uma fé firme, para que seus pecados possam ser apagados'. (Ibid.) 'Ele é misericordioso anfitrião de todos os verdadeiros pecadores penitentes, e está pronto para nos perdoar, se formos até Ele, com arrependimento sincero'. (Ofício de Cominação). As crianças, de fato, nossa Igreja supõe sejam justificadas no batismo, embora elas não possam crer ou arrepender-se. Mas ela expressamente requer o arrependimento e a fé naqueles que serão batizados, quando adultos. Entretanto, tão sinceramente quanto nossa Igreja inculca a justificação pela fé apenas, ela, não obstante, supõe que o arrependimento seja prévio à fé, e os frutos encontrados pelo arrependimento; sim, a santidade universal seja prévia à justificação final, como aparece evidentemente das palavras seguintes: -- 'Que imploremos a Ele – para que o restante de nossas vidas possa ser puro e santo, de modo que, no final, possamos vir para sua alegria eterna'. (Absolvição) 'Que possamos seriamente aplicar em nossos corações aquela sabedoria santa e divina, que pode, no final, nos trazer para a vida eterna'. (Visitação do Doente) 'Ressuscita-nos da morte do pecado para a vida de retidão, -- para que, no dia final, possamos nos considerar, aceitáveis, a teus olhos'. (Oficio Fúnebre) 'Se, daqui para frente, caminharmos em Seus caminhos, -- buscando sempre Sua glória, Cristo nos colocará à Sua mão direita'.(Ofício de Cominação) 5. Nós vamos a seguir para os Artigos da nossa Igreja: A primeira parte do IX segue assim: -- DO PECADO ORIGINAL ou NASCIMENTO NO PECADO. 'Pecado Original – é a falta e corrupção da natureza de todo homem, -- por meio da qual o homem está muito longe da retidão original, e está, por sua própria natureza, inclinado a todo o mal, de modo que a carne cobiça sempre, contrária ao espírito; e, portanto, cada pessoa nascida no mundo, merece a ira e a condenação de Deus'. ARTIGO X – DO LIVRE-ARBÍTRIO. 'A condição do homem, depois da queda de Adão, é tal, que ele não pode se voltar e preparar-se, através de suas próprias forças e boas obras, para a fé e chamado de Deus. A razão porque não termos poder para fazer as boas obras, agradáveis e aceitáveis a Deus, sem a graça de Deus, através de Cristo nos impedindo, é para que possamos ter a boa-vontade, e operando conosco, quando tivermos aquela boa-vontade'. ARTIGO XI – DA JUSTIFICAÇÃO DO HOMEM – 'Nós somos considerados retos diante de Deus, apenas pelo mérito de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, pela fé, e não por nossas próprias obras ou merecimentos. A razão porque nós somos justificados pela fé apenas, é a mais salutar doutrina, e muito plena de conforto, como está expresso mais amplamente na Homilia Justificação'. Eu acredito que este Artigo se refere à meritória causa da justificação, preferivelmente, à condição dela. Sobre isto, portanto, eu não construo coisa alguma concernente, a não ser sobre aqueles que seguem. ARTIGO XII – DAS OBRAS DE DEUS. 'Embora as boas obras, que são os frutos da fé, e se seguem à justificação, não possam tirar nossos pecados; ainda assim, elas são agradáveis e aceitáveis a Deus em Cristo, e brotam necessariamente de uma fé verdadeira e viva: De tal maneira que, através delas, a fé viva pode ser tão evidentemente conhecida quanto uma árvore possa ser conhecida por seus frutos'. Somos ensinados aqui (1) Que as boas obras em geral seguem depois da justificação. (2) Que elas brotam de uma fé verdadeira e viva; aquela fé, por meio da qual, somos justificados. (3) Esta verdade, justificação pela fé pode ser tão evidentemente conhecida por elas, como uma árvore é discernida pelos frutos. E não se segue que, supor que alguma boa obra venha antes da justificação, é um completo absurdo tanto quanto supor que uma maçã ou qualquer outro fruto cresça antes da árvore? Mas vamos ouvir a Igreja falando mais claramente: -- ARTIGO XIII – DAS OBRAS FEITAS ANTES DA JUSTIFICAÇÃO. 'Obras feitas, antes da graça de Cristo, e da inspiração de Seu Espírito', (ou seja, antes da justificação, como o título expressa) 'não são agradáveis a Deus, posto que elas não brotaram da fé em Jesus Cristo. Sim, antes, porque elas não são feitas como Deus espera e ordena que sejam, nós não duvidamos que elas tenham a natureza do pecado'. Agora, se todas as obras feitas antes da justificação têm a natureza do pecado (porque não brotam da fé em Cristo, e porque não são feitas como Deus deseja e ordena que sejam), o que vem a ser da santificação prévia à justificação? Ela está completamente excluída; vendo-se que o que quer que seja prévio à justificação não é bom ou santo, mas mau e pecaminoso. Assim sendo, embora, nossa Igreja freqüentemente afirme que nós devamos nos arrepender e produzir os frutos encontrados no arrependimento, se, alguma vez, alcançássemos esta fé, por meio da qual somente, somos justificados; ainda assim, ela nunca afirmaria (e aqui o ponto crítico em que a questão se torna) que essas seriam boas obras, por quanto tempo elas fossem prévias à justificação. Mais do que isto, elas afirmam expressamente o contrário, ou seja, que elas têm toda a natureza do pecado. De modo que esta 'horrível, escandalosa, maldosa, abominável, venenosa e blasfema doutrina', é, não obstante, a doutrina da Igreja da Inglaterra. 6. Resta considerar o que ocorre nas Homilias, primeiro, com respeito à causa misteriosa de nossa justificação, de acordo com o Artigo XI; e, então, com respeito à condição dela, de acordo com os Artigos XII e XIII: -- 'Essas coisas devem seguir juntas em nossa justificação; -- da parte de Deus, Sua grande misericórdia e graça; da parte de Cristo, a santificação da justiça de Deus; e de nossa parte, a fé verdadeira e viva nos méritos de Jesus Cristo'. (Homilia sobre a Salvação – Parte I) 'De modo que a graça de Deus não exclui a justiça (ou retidão) de Deus em nossa justificação; apenas exclui a retidão do homem, -- quando merecedores da justificação. Portanto, Paulo declara nada no interesse do homem, concernente à sua justificação, mas apenas a fé verdadeira. Ainda assim, aquela fé não exclui que o arrependimento, esperança, amor, se unam à fé, em todo homem que é justificado: Nem a fé exclui a retidão de nossas boas obras, necessariamente a serem feitas em conseqüência. Mas ela exclui as boas obras, de modo que não possamos realizá-las com este intento – o de sermos feito justos (ou, sermos justificados), ao fazê-las. 'De que somos justificados pela fé somente, é falado, com a finalidade de tirar claramente todo mérito de nossas obras, e afirmar, completamente, o mérito e merecimento de nossa justificação, junto a Cristo apenas'. (Neste mesmo lugar, Parte II.) "O significado verdadeiro destas palavras, que 'Nós somos justificados pela fé apenas', é este: 'Nós somos justificados pelos méritos de Cristo apenas, e não por nossas obras'". (Neste mesmo lugar, Parte III.). 7. Até este ponto, tocamos na causa meritória de nossa justificação; a que se refere o Artigo XI. O XX e o XXX são um sumário do que agora se segue, com respeito à condição dela –'Da justificação da fé verdadeira, três coisas devem ser especialmente notadas: (1) que ela produz as boas obras: (2) que sem ela, nenhuma boa obra é feita: (3) quais as boas obras que ela produz' (Sermão Sobre a Fé. Parte I)'. "Sem a fé, nenhuma boa obra pode ser feita, que seja aceitável e agradável a Deus. Porque como um ramo não pode produzir um fruto de si mesmo', diz nosso Senhor, 'exceto se ele habita na videira, então, você não pode produzir os frutos da fé, exceto se você habita em mim'. A fé dá vida à alma; e estão mortos para Deus, aqueles não têm fé, tanto quanto estão mortos para o mundo aqueles cujos corpos estão sem alma. Sem a fé, tudo que fizermos é morte diante de Deus. Assim como um quadro é uma representação morta da coisa em si mesma; assim são as obras de todas as pessoas infiéis (descrentes), diante de Deus. Elas não passam de sombra de coisas boas e vivas, e não coisas boas de fato. Porque a fé verdadeira dá vida às obras, e sem a fé, nenhuma obra é boa, diante de Deus'". (Neste mesmo lugar, Parte III.) 'Não devemos colocar as boas obras, antes da fé; nem pensar que, antes da fé, um homem possa fazer alguma boa obra. Porque tais obras são como o curso de um cavalo que corre fora do caminho; que tem grande trabalho, mas nenhum propósito'. (Neste mesmo lugar) 'Sem a fé, nós não temos virtudes, mas apenas as sombras delas'. 'Toda a vida daqueles, em que há a falta da fé verdadeira, é pecado'. (Neste mesmo lugar) 'Como os homens, primeiro, nascem, e depois, são alimentados; assim, nossa fé deve ser alimentada com as boas obras, depois de nascer. A vida pode existir, sem alimento, mas o alimento não pode existir sem a vida' (Homilia das Obras anexadas para a Fé - Parte I) 'Eu posso mostrar um homem que, pela fé, sem obras, viveu e foi para o céu. Mas, sem a fé, nunca um homem teve vida. O ladrão da cruz apenas creu, e o mais misericordioso Deus o justificou. Verdade é que, se ele viveu, e não cuidou da fé e das obras dela, ele deverá perder sua salvação novamente. Mas isto eu digo, a fé, em si mesma, o salvou. Mas as obras, em si mesmas, nunca justificaram homem algum. 'Não existem boas obras, antes, naquele que, mais tarde, será justificado. Mas as boas obras vêm depois, quando o homem já foi, primeiro, justificado'. (Homilia sobre o Jejum – Parte I). 8. De todo o teor, então, da sua Liturgia, Artigos, e Homilias, a doutrina da Igreja da Inglaterra parece ser esta: -- (1) Que nenhuma boa obra, propriamente assim chamada, possa vir antes da justificação. (2) Que nenhum grau da santificação verdadeira possa ser prévia dela. (3) Que como a causa meritória da justificação é a vida e a morte de Cristo, então a condição dela é a fé, e a fé somente. E (4) Que a santidade interior e exterior são conseqüência desta fé, e a condição comum e fixada da justificação final. 9. E o que mais pode desejar você que tem, até aqui, se colocado contrário à justificação pela fé somente, meramente por um princípio de consciência, porque você era mais zeloso pela santidade e boas obras? Eu efetivamente não as preserve da disputada, e ao mesmo tempo defendo as doutrinas da Igreja? Eu não apenas admito, mas veementemente argumento que ninguém deverá entrar na glória, que não seja santo na terra, assim como no coração, e 'em todo o seu modo de vida'. Eu clamo em alta voz: 'Que todos que têm crido, sejam cuidadosos de manter as boas obras'; e, 'Que todo aquele que é chamado pelo nome de Cristo, separe-se de toda a iniqüidade'. Eu exorto, até mesmo aqueles que são conscientes de que eles não crêem: 'Cessem de fazer o mal, aprendam a fazer o bem: O reino dos céus está à mão'; portanto, 'arrependa-se, e produza os frutos encontrados para o arrependimento'. Essas direções não são as mesmas, em substância, as que você mesmo daria a pessoas assim circunstanciada? Qual o significado, então, dessa disputa sem fim de palavras? Ou o que seu argumento prova? 10. Muitos desses que, talvez, sejam tão zelosos das boas obras, quanto você, pensam que eu tenho permitido muito. Não, meus irmãos, como nós podemos ajudar permitindo isto, se nós permitimos que as Escrituras sejam de Deus? Elas não foram escritas, e vocês mesmos não acreditam que 'sem santidade, nenhum homem verá o Senhor?'. E como, então, sem luta, a respeito de palavras, podemos negar que a santidade é a condição da aceitação final? E todas as experiências, assim como as Escrituras, não provam que homem algum, mesmo que creia verdadeiramente no Evangelho, primeiro tem que se arrepender, para ter a primeira aceitação ou perdão, Que ninguém foi, alguma vez, verdadeiramente 'convencido da retidão, sem ter sido convencido do pecado? O arrependimento, portanto, neste sentido, nós não podemos negar que seja necessariamente anterior à fé. Não é igualmente negável que voltar atrás para o pecado conhecido e obstinado (supondo-se que seja bebedeira ou profanidade) extingue aquele arrependimento ou convicção? Aquele arrependimento pode trazer algum resultado bom na alma daquele que resolve não perdoar seu irmão, ou que obstinadamente priva-se do que Deus o convence que é certo, quer seja orar ou ouvir Sua palavra? Você teria escrúpulos de dizer a algum desses: 'Porque, se você jogar fora toda a convicção, como você poderá, alguma vez, saber verdadeiramente de sua necessidade de Cristo; ou, conseqüentemente, irá acreditar Nele? Se você não perdoar as transgressões de seu irmão, nunca Seu Pai celeste irá perdoar as suas transgressões. Se você não irá pedir, como você espera receber? Se você não irá ouvir, como a 'fé' pode 'vir pelo ouvir?'. É claro que você 'afligiu o Espírito de Deus'; você não tem o Espírito Santo, reinando sobre você. Cuide para que Ele não se afaste completamente de você. Porque 'junto àquele que tem será dado; mas daquele que não o tem', ou seja, não o usa, 'deverá ser tirado; até mesmo aquilo que ele tem'. Você teria escrúpulos, na ocasião apropriada, de dizer isto? Você pode não ter escrúpulos, se você crê na Bíblia. Mas, em dizer isto, você admite tudo o que eu tenho dito, a saber, que, previamente à justificação da fé, deve haver arrependimento, e, se a oportunidade permitir, 'os frutos encontrados para o arrependimento'. 11. E, ainda que eu admita isto em você, que embora o arrependimento e os frutos dele sejam necessários, em algum sentido, antes da justificação, ainda assim, nem um, nem o outro é necessariamente, no mesmo sentido, ou no mesmo grau, que a fé. Não no mesmo grau, porque, quando quer um homem creia (no sentido cristão da palavra), ele é justificado; seus pecados são apagados; 'sua fé é considerada como retidão para ele'. Mas, não é assim, qualquer que seja o momento em que ele se arrependa ou produza algum, ou todos os frutos do arrependimento. A fé, portanto, justifica; o que o arrependimento sozinho não faz, muito menos, alguma obra exterior. Conseqüentemente, nenhum desses são necessários para a justificação, no mesmo grau que a fé. Não, no mesmo sentido. Porque nenhum desses tem relação direta e imediata na justificação, como a fé. Isto é aproximadamente necessário também; arrependimento, remotamente, já que ele é necessário para o aumento ou a continuidade da fé. E, mesmo neste sentido, esses são apenas necessários na suposição – se existe tempo e oportunidade para eles; já que, em muitas instâncias, não existem; mas Deus abrevia seu trabalho, e a fé impede os frutos do arrependimento. De modo que a proposição geral não é destruída, mas claramente estabelecida, por aquelas concessões; e nós concluímos ainda, tanto da autoridade das Escrituras e da Igreja, que a fé somente é a condição imediata da justificação. II 1. Eu estive uma vez inclinado a acreditar que ninguém poderia abertamente objetar contra o que eu, em todo lugar, disse da natureza da salvação. Quão grandemente, então, eu fiquei surpreso, alguns meses depois, quando me mostraram uma espécie de carta circular, que algum desses, a quem 'o Espírito santo tinha feito supervisor' de sua Igreja, enviara a todo o clero de sua diocese! Parte dela segue (aproximadamente, se não exatamente) assim: -- 'Existe uma grande indiscrição em pregar uma espécie de religião, como sendo o verdadeiro e único Cristianismo, que, em sua própria consideração, consiste de um ardor fanático, para ser entendido, ou obtido por poucos, e não para ser praticado, sem interromper os deveres comuns da vida'. Ó, meu Senhor, que tipo de palavras são estas! Supondo candura e amor, fora da questão, elas são palavras da verdade? Eu não me atrevo a apostar minha vida nisto; não existe uma cláusula verdadeira em todo este parágrafo. As proposições contidas nela são essas: -- (1) que a religião que eu prego consiste de ardor fanático. (2) Que ela pode ser obtida por muito poucos. (3) Que ela pode ser entendida por muito poucos. (4) Que não pode ser praticada, sem interromper os deveres comuns da vida. (5) E que tudo isto pode ser provado pelo meu próprio relato dela. Eu sinceramente rogo à sua Graça rever meu próprio relato dela, como ela se situa em alguns dos meus primeiros escritos, ou considerar um breve relato que é dado nesta; e, se você puder disto confirmar alguma destas proposições, eu prometo, daqui por diante, diante de Deus e do mundo, que eu nunca mais pregarei. No momento, eu não entendo bem o que sua Graça quer dizer por 'ardor fanático'. Certamente, você não quer dizer o amor de Deus! Não, mesmo que um pecador pobre, e remido pudesse levá-la tão longe quanto o amor do Senhor seu Deus, com todo seu coração, e com toda sua alma, e com todas as suas forças! Mas este é o único ardor que eu prego, desde a fundação do verdadeiro, e único Cristianismo. Eu oro a Deus, então, para preencher todo seu coração com Ele, para que você possa louvá-Lo para sempre e sempre. Mas, por que, sua Graça deveria acreditar que o amor de Deus pode ser obtido por bem poucos; ou, que ele pode ser entendido por muito poucos? Todos que o obtém, entendem isto bem. E Ele que é amor para com todos os homens não desejaria que todos os homens obtivessem o amor verdadeiro? 'Ó, que todos possam conhecer, neste seu dia, as coisas que Ele faz para a paz deles!'. E não pode o amor a Deus e ao nosso próximo ser praticado, sem interromper os deveres comuns da vida? Mais do que isto: pode algum dos deveres comuns da vida ser corretamente praticado sem ele? Eu entendo que não. Eu entendo e eu estou, então, colocando a verdade, o único alicerce para todas essas obrigações, quando eu prego: 'Tu deves amar o Senhor teu 'Deus, com todo teu coração, e a teu próximo, como a ti mesmo'. 2. Com esta carta foi enviado (eu creio para o clero na diocese) o panfleto intitulado, "Observações sobre a Conduta e Comportamento de uma certa Seita, usualmente distinguida pelo nome de Metodista". Acredita-se que foi escrito por uma pessoa que foi sempre meu superior. Talvez, uma razão, porque ele não escreveu seu nome fosse que sua importância poderia não me deixar temeroso; e que eu tivesse liberdade para deixar, por assim dizer, no mesmo nível, enquanto eu respondesse por eu mesmo. Em consideração, portanto, as tais partes dessas "Observações", como elas chegam até mim, eu utilizarei daquele método que eu creio o autor deseja, usando de nenhuma cerimônia, afinal; mas falando como para um igual, para que seja mais facilmente discernido, onde a verdade se situa. A primeira questão relacionada à doutrina é esta: -- "Se as noções em religião não podem ser salientadas a tais extremos, como a conduzir alguns para uma negligência da própria religião, devido ao desespero de alcançar tais elevações exaltadas: E se outros que tenham absorvido tais noções não podem ser conduzidos por elas para uma negligência e desprezo pelas obrigações e ofícios da vida; a tal grau, pelo menos, inconsistente com aquela atenção, e aquela diligência para com eles, e que a Providência diz ser necessária para o bem-estar das famílias privadas e das sociedades públicas; e que o Cristianismo, não apenas requer, em todas as ocasiões, e em todas as condições, mas declara ao mesmo tempo, que a execução, até mesmo, dos ofícios menores da vida, junto a Deus, (cuja Providência tem colocado as pessoas em suas diversas situações), é verdadeiramente um servir a Cristo, e não falhará em sua recompensa no mundo vindouro". Você misturou tantas coisas particulares, nesta questão geral, que eu devo dividir e respondê-las uma a uma. Primeira Parte das Questões: (1) Se as noções em religião não podem intensificar tais extremos, como conduzir alguns a uma negligência da religião em si mesma. ( Elas podem. Mas que eu as tenha negligenciado, cabe a você provar. (2) Se outros não podem ser conduzidos a uma negligência da religião, através do desespero de obter tais elevações exaltadas. ( Que elevações? O amar a Deus com todo nosso coração? Eu acredito que esta é a elevação mais exaltada em um homem ou anjo. Mas eu não ouvi que alguém tem sido conduzido a negligenciar a religião, pelo desespero de obter isto. (3) Se outros que absorveram essas noções podem ser conduzidos por elas a uma negligência e desprezo das obrigações e ofícios comuns da vida. ( Minhas noções são: Religião verdadeira é o amar a Deus com todo nosso coração, e ao nosso próximo como a nós mesmos; e naquele amor abstermo-nos de todo o mal; fazendo todo o bem possível a todos os homens. Agora, não é possível, na natureza das coisas, que alguém possa ser conduzido por essas noções, para uma negligência ou desprezo às obrigações e ofícios comuns da vida. (4) Mas elas não podem conduzi-los a tal grau, pelo menos, de negligência às obrigações da vida, inconsistente com aquela atenção a elas, e diligência nelas, que a Providência considera necessária? ( Não; é completamente o reverso. Elas conduzem os homens a cumprir todas as obrigações com a diligência mais estrita e atenção minuciosa. (5) O Cristianismo não requer esta atenção e diligência em todas as situações e em todas as condições? ( Sim. (6) Ele não declara que a execução, até mesmo do menor dos ofícios da vida, quando a Deus, é verdadeiramente 'um servir a Cristo'; e não falhará na sua recompensa no mundo vindouro? ( Ele diz. Mas quem você está refutando? Não a mim; porque esta é a doutrina que eu prego continuamente. 3. A Segunda Parte das Questões: -- "Se o inimigo do Cristianismo, que foi designado como uma regra a todos os estados e todas as condições, não pode tirar vantagem de seu relato em conduzir o Cristianismo, para tais alturas, de maneira a torná-lo praticável por muito poucos, ou antes, por ninguém". ( Eu respondo: (1) A altura para a qual levamos o Cristianismo (como foi agora observado) é esta: 'Tu deves amar o Senhor teu Deus, com todo teu coração, e ao teu próximo, como a ti mesmo'. (2) O inimigo do Cristianismo não pode tirar proveito dele a esta altura. (3) Você irá dizer, depois de refletir, que o Cristianismo, mesmo nesta altura, é praticável por muito poucos, ou antes, por ninguém: Você mesmo irá confessar que esta é uma regra (como Deus designou que fosse) para todas as situações e condições. 4. A Terceira Parte das Questões: - - "Se, em específico, levar a doutrina da justificação pela fé somente, a tal altura, a não permitir que uma observância sincera e cuidadosa das obrigações morais seja tanto a condição de nossa aceitação com Deus, quanto a de sermos justificados aos seus olhos: Se isto, eu digo, não conduz as pessoas naturalmente a uma negligência daquelas obrigações, e a uma baixa estima por elas; ou antes, pensar que elas não fazem parte da religião cristã". ( Eu acredito que a justificação pela fé apenas foi tão explicada acima, de maneira a assegurar não apenas a alta estima, mas também uma observância sincera e cuidadosa de todas as obrigações morais. 5. Quarta Parte das Questões: -- "Se o devido e regular atendimento aos ofícios públicos da religião, feito pelos bons homens, de uma maneira séria e tranqüila, não responde à verdadeira finalidade da devoção, e se não é uma melhor evidência de cooperação com Espírito Santo, do que essas agonias, bramidos, gritos, tremores, quedas, delírios e loucuras, repentinos, no qual seus ouvintes têm sido lançados". Eu devo responder esta pergunta, igualmente parte por parte. (1) "Se o devido e regular atendimento aos ofícios públicos da religião, feito pelos bons (ou seja, bem-intencionados) homens, de uma maneira séria e tranqüila, não responde à verdadeira finalidade da devoção". ( Eu suponho que, por devoção, você quer dizer adoração pública; por finalidades verdadeiras dela, o amor a Deus e ao homem; e por um atendimento devido e regular aos ofícios públicos da religião, feita de uma maneira séria e tranqüila; indo tão freqüentemente quanto temos oportunidade a nossa paróquia, ao sacramento administrado lá. Se for assim, a questão é, se este atendimento, com respeito a esses ofícios, não produz o amor a Deus e ao homem. Eu respondo que, algumas vezes, sim, e algumas vezes, não. Eu mesmo atendi a eles por muitos anos; e ainda assim, estou consciente de que, durante todo o tempo, eu não tive não mais amor a Deus do que a uma pedra. E eu conheço muitas centenas, talvez milhares de pessoas sérias que estão prontas a testificar a mesma coisa. (2) Mas esta não é uma evidência melhor de co-operação do Espírito Santo, do que essas agonias repentinas? ( Todas essas pessoas podem também, assim como eu, testificar que esta não é evidência, afinal, da cooperação do Espírito Santo. Porque, durante alguns anos, eu atendi a esses ofícios públicos, para não ser punido pelo não comparecimento. E muitos desses atenderam a eles, porque seus pais fizeram isto antes deles, ou porque eles não perderiam seu caráter: Muitos mais, porque eles confundiram os meios com os fins, e imaginaram que este trabalho religioso os levaria ao céu. Quantos milhares estão agora debaixo desta forte ilusão! Cuidado, para que você não traga o sangue deles para cima da sua própria cabeça! (3) Portanto, este atendimento não responde melhor àquelas finalidades, do que esses gemidos e gritos? Etc... ( Eu suponho que você queira dizer, melhor do que um atendimento sobre aquela pregação, que tem sido freqüentemente acompanhada com esses. Eu respondo: (1) Não existe necessidade de colocar um em oposição ao outro; vendo-se que continuamente exortamos todos que atendem à nossa pregação, a atenderem os ofícios da Igreja. E eles fazem um atendimento mais regular lá, do que faziam antes. (2) Atender à Igreja, de fato, responde àquelas finalidades, afinal, até que eles atenderam esta pregação também. (3) Trata-se da pregação da remissão dos pecados, através de Jesus Cristo, que sozinho responde às verdadeiras finalidades da devoção. E isto sempre será acompanhado com a co-operação do Espírito Santo; embora nem sempre com agonias, gemidos, gritos, tremedeiras ou quedas no chão, repentinos. Nem isto pode esconder a obra de seu Espírito na alma; que pode ser levada, com ou sem eles. Mas… (4) Eu não posso compreender que esta seja uma prova razoável; que 'esta não seja a obra de Deus'; que um pecador convencido não possa 'cair em extrema agonia, ambas no corpo e alma'; que um outro não possa 'bradar pela inquietude de seu coração'; que outros não possam gritar ou "clamar com um grito alto e amargo, 'o que devemos fazer para sermos salvos?'"; que outros não possam 'tremer excessivamente e estremecer'; e outro, em profunda consciência da majestade de Deus, não 'possa prostrar-se ao chão'. De fato, tomando uma simples palavra por uma sentença, e, então, colocando junto o que você salpicou em sessenta ou setenta páginas, você tem traçado uma associação terrível para eles que não olham mais além do que essas duas linhas, nas "Observações". Mas a mera adição de metade da linha à cada palavra, justamente como ela se situa no lugar onde você a citou, reconcilia tanto as Escrituras, quanto a razão; e o espectro da forma desaparece. Você deve levar em consideração os delírios e loucura também. As instâncias do primeiro, você se refere ao caso de John Haydon, e de Thomas Maxfield. Eu espero que você considere calmamente seu raciocínio neste assunto, que não tem preconceitos em meu favor: 'Que influência os despertamentos repentinos e profundos têm sobre o corpo, eu não pretendo explicar. Mas eu não faço questão, se Satanás, por quanto tempo ele tenha poder, se insere em tais ocasiões, parcialmente, ocultando as boas obras nas pessoas que estão assim tocadas com as flechas afiadas da convicção, e, parcialmente, por menosprezar a obra de Deus, como se ela tendesse a conduzir as pessoas à loucura'. Por instâncias de loucura você se refere a estas palavras em meu Diário: -- "Eu não pude deixar de ficar preocupado, com respeito a uma ou duas pessoas que estiveram atormentadas de uma maneira inexplicável, e pareceram estar, de fato, lunáticas, assim como 'extremamente aflitas'. Logo depois, eu fui enviado para uma dessas, que estava tão estranhamente 'despedaçada pelo mal', que eu quase me admirei que sua família não tivesse dito que muita religião 'a deixara louca'. Nós oramos a Deus para esmagar Satanás sobre os pés dela. Imediatamente, 'nós recebemos a resposta da petição que fizemos a ele'". Ela gritou veementemente: 'Ele partiu! ele partiu!', e foi preenchida com o Espírito do 'amor e de uma mente sã'. Eu a tenho visto muitas vezes, desde então, forte no Senhor. Quando eu perguntei, repentinamente, 'O que você deseja agora?', ela respondeu, 'O céu'. Eu perguntei, 'O que está em seu coração?'. Ela respondeu, 'Deus'. Eu perguntei, 'Mas como está seu coração, quando alguma coisa a provoca?'. Ela disse, 'Pela graça de Deus, eu não me sinto provocada por coisa alguma; todas as coisas deste mundo passam por mim como sombras'. Essas são palavras de alguém fora de si? Que algum homem de razão julgue! Seu próximo exemplo situa-se assim: -- "Por volta do meio dia, eu fui para Usk, onde eu preguei para um pequeno grupo de pobres pessoas, sobre 'O Filho do homem está vindo para salvar aquele que está perdido'. Um homem de cabelos grisalhos começou a chorar, e a tremer excessivamente; e um outro que estava lá (eu ouvi falar), assim como duas ou três que estiveram em Devauden, ficaram completamente fora de si; ou seja, (minhas palavras expressas, que, imediatamente se seguiram especificando o que era aquilo que alguns consideravam fora de si), 'eles murmuraram e se recusaram a ser confortados, até que eles tivessem a redenção através do seu sangue'". Se você pensa que o caso mencionado é uma outra instância de loucura, eu discordo de você que não. Eu tinha esta impressão, até porque eu não entendia este caso incomum que eu pregava: 'O fato eu relato cruamente, e deixo a todo homem, seu próprio julgamento a respeito'. Porque a pessoa em questão, não tem relação, ou comércio comigo; nem eu, a vi, alguma vez, antes daquela hora. 6. Quinta Parte da Questão: -- "Se correntes exaltadas na religião, e a idéia de já ter atingido o estado de perfeição, não estão aptos a conduzir os homens ao orgulho espiritual, e à disputa com seus camaradas cristãos; enquanto eles os consideram como apenas seguindo em frente, no que eles chamam de caminho imperfeito (ou seja, crescendo na graça e bondade, apenas por graus), mesmo embora pareça, pelas vidas daqueles que são considerados por eles como naquele caminho inferior e imperfeito; que eles são pessoas que gradualmente operam sua salvação, através de seus esforços honestos, e através das assistências extraordinárias da graça de Deus; com uma confiança humilde, junto aos méritos de Cristo, para o perdão de seus pecados, e a aceitação de seus sinceros, embora imperfeitos, serviços". Eu devo dividir esta questão também; mas, primeiro, permita-me perguntar: O que você quer dizer com 'aquelas correntes exaltadas na religião?'. Eu tenho dito, repetidas vezes, que eu não conheço nenhuma corrente exaltada do que esta, 'Eu irei amar a Ti, Ó Senhor, Meu Deus!': Especialmente, de acordo com a adequação da expressão de Davi, hwhy °mjra : 'No mais profundo da minha alma, amo a Ti, Senhor'. Isto prometido, nós vamos seguir, passo a passo. (1) Se o pregar 'o amor de Deus do fundo de nosso coração', não está apto a conduzir os homens ao orgulho espiritual, e ao menosprezo de seus camaradas cristãos. ( Não. Mas, por quanto tempo isto tome lugar, isto irá humilhá-lo ao pó. (2) Se imaginar que já se está em um estado de perfeição, não leva os homens ao orgulho espiritual. ( Eu respondo: (1) Se for uma imaginação falsa, é orgulho espiritual. (2) Mas perfeição cristã verdadeira não é outra do que amor humilde. (3) Mas os homens que imaginam que eles obtiveram isto menosprezam outros, como apenas seguindo em frente no que eles consideram o caminho inferior e imperfeito, ou seja, como crescente na graça e bondade por graus? ( Os homens que apenas imaginam que eles obtiveram isto, podem provavelmente menosprezar aqueles que estão seguindo em algum caminho. (2) Mas o crescer na graça e bondade, por graus não é sinal de caminho inferior ou imperfeito. Esses que são os antepassados em Cristo cresceram na graça, por graus, tanto quanto os recém-nascidos. (4) Eles não menosprezam aqueles que estão operando sua salvação com uma confiança humilde, nos méritos de Cristo, para o perdão de seus pecados, e aceitação dos serviços sinceros, embora imperfeitos? ( (1) Aqueles que realmente amam a Deus não menosprezam homem algum. (2) Mas eles se afligem de ouvir muitos falarem assim de confiarem em Cristo, que, embora, talvez, sejam homens distintos, honestos e morais, ainda assim, por suas palavras, parecem não amar a Deus, afinal; cujas almas se aderem ao pó; que amam o mundo; que não têm parte da mente que estava em Cristo. 7. Sexta Parte da Questão: -- "Se as mesmas correntes e noções exaltadas não tendem a enfraquecer as relações naturais e civis entre os homens, por conduzir os subalternos a um desprezo por seus superiores; enquanto eles os consideram, como em uma dispensação muito menor do que eles mesmos; embora esses superiores sejam, por outro lado, homens bons e sóbrios, e atendentes regulares das ordenanças da religião". Eu mencionei anteriormente o que significam essas noções. Essas não tendem a enfraquecer, quer as relações naturais, ou civis entre os homens; ou conduzir os subordinados a desprezarem seus superiores, mesmo quando esses superiores não são homens bons ou sóbrios. 8. Sétima Parte da Questão: -- "Se o aperfeiçoamento gradual na graça e bondade não é um alicerce melhor de conforto, e de uma segurança do novo nascimento Evangelho, do que aquele que está alicerçado na doutrina de mudanças repentinas e instantâneas; que, se existe tal coisa, não é facilmente distinguida da fantasia ou imaginação; as obras, em que nós podemos supor sejam mais fortes e poderosas, enquanto a pessoa considera a si mesma, em um estado de alguém que foi admitido como um candidato para tal mudança, e é ensinado no devido tempo a esperar". Vamos dar um passo por vez: (1) Se um aperfeiçoamento gradual na graça e bondade não é um bom alicerce de conforto. ( Sem dúvida será, se, pela graça e bondade você quis dizer o conhecimento e amor a Deus, através de Cristo. (2) Se não é um bom alicerce de uma segurança no novo nascimento Evangélico. ( Se nós crescemos diariamente neste conhecimento e amor, é uma boa prova de que nós somos nascidos do Espírito. Mas isto não substitui, de forma alguma, o testemunho prévio do Espírito de Deus com o nosso, de que nós somos os filhos de Deus. E esta é propriamente o alicerce da segurança da fé. (3) Se este aperfeiçoamento não é um alicerce melhor de conforto, e uma segurança de um novo nascimento Evangélico, do que aquele que é alicerçado sobre a doutrina de uma mudança súbita e instantânea. ( Um alicerce melhor do que aquele. Aquele! Qual? A que substantivo isto se refere? De acordo com as regras da gramática (porque todos os substantivos estão no caso genitivo, e, conseqüentemente, devem ser considerados como partes apenas do que os governa), você deve significar um melhor alicerce do que o alicerce que é encontrado sobre está doutrina. Tão logo eu entenda a questão, me esforçarei para respondê-la. (4) Esta mudança súbita e instantânea pode ser facilmente distinguida da fantasia e mudança? ( Justamente, tão facilmente como a luz das trevas; uma vez que ela traz consigo uma paz que ultrapassa todo entendimento; uma alegria inexprimível, e cheia de glória; o amor a Deus e a toda a humanidade, preenchendo o coração e poder sobre todo o pecado. (5) Nós não podemos supor que as obras da imaginação são bem mais fortes e poderosas em alguém que é ensinado a esperar tal mudança? ( Talvez, nós possamos; mas ainda assim, a árvore é conhecida por seus frutos. E tais frutos, como esses da imaginação acima mencionada ainda não foram fortes o suficiente, para produzirem algum poder, salvo aquele do Altíssimo. 9. Oitava Parte da Questão: -- Existe apenas uma cláusula que está contida em nossa presente inquirição. "Eles fazem disto sua principal ocupação, onde quer que vão, para instilar nas pessoas algumas poucas doutrinas favoritas deles mesmos; e isto, com tal diligência e zelo, como se todo o Cristianismo dependesse delas, e todos os esforços em direção à verdadeira vida cristã, sem uma crença nessas doutrinas fossem nulos e ineficazes". Eu me declaro inocente desta responsabilidade. Eu não faço disto minha principal, mais do que isto, todo o teor de minha ocupação, e isto onde quer que eu vá, para instilar nas pessoas algumas poucas doutrinas favoritas; -- apenas, seja observado, que elas não são minhas, mas Dele que as enviou a mim. E é, indubitavelmente verdade que isto eu faço (embora profundamente consciente de minha falta de zelo e diligência), como se todo o Cristianismo dependesse deles, e todos os esforços, sem eles, fossem nulos ou inúteis. Eu freqüentemente, os resumo em um: 'Em Jesus Cristo' (ou sejam de acordo com seu Evangelho), 'nem a circuncisão oferece qualquer proveito; nem a incircuncisão, mas a fé que é operada pelo amor'. Mas, muitas vezes, eu os instilo, um a um, sob essas expressões ou similares: 'Tu, deves amar ao Senhor, teu Deus, com todo teu coração, com toda tua mente, e com toda tua alma,, e com todas as tuas forças: Tu deves amar teu próximo como a ti mesmo':como tua própria alma; como Cristo nos amou. 'Deus é amor; e aquele que habita no amor, habita em Deus, e Deus nele. O amor opera nenhum mal em seu próximo; portanto, o amor é o cumprimento da lei. Enquanto nós temos tempo, vamos fazer o bem a todos os homens; especialmente, àqueles que são de nossa família da fé. O que quer que você queira que os homens façam a você, o mesmo, então, faça a eles'. Essas são as minhas doutrinas favoritas, e têm sido, por muitos anos. Ó que eu possa instilá-las em cada alma, através de toda a terra! Elas não devam ser instiladas, com tal diligência e zelo, como se todo o Cristianismo dependesse delas? Porque, quem pode negar que todos os esforços em direção a vida cristã, não mais do que uma mera crença, sem a completa experiência e a prática dessas, são extremamente inúteis e ineficientes? 10. Nona Parte da Questão: -- Tem o mesmo efeito. "Alguns líderes jovens estabeleceram seus próprios esquemas, como o grande padrão do Cristianismo; e favoreceram suas próprias noções de tais graus, com a desorientar, confundir, amedrontar, e distrair as mentes de multidões de pessoas, que viveram suas infâncias, sob um ministério evangélico, e no regular exercício de uma adoração evangélica. E tudo isto, persuadindo-os a que nem eram e nem poderiam ser cristãos verdadeiros, a menos que aderissem às doutrinas deles". O que você quer dizer com seus próprios esquemas; suas próprias noções de doutrina? Elas não são de vocês também? Elas não são os esquemas, as noções, as doutrinas de Jesus Cristo; as grandes verdades fundamentais do Seu evangelho? Você pode negar uma delas, sem negar a Bíblia? É difícil para você dar murros em ponta de faca! "Eles persuadem", você diz, "multidões de pessoas, de que eles não poderão ser cristãos verdadeiros, a não ser, aderindo às doutrinas deles". Por que? Quem disse que eles podem? Quem quer que ele seja, eu irei provar a ele que ele é um infiel. Você disse que qualquer homem pode ser um cristão verdadeiro, sem amar a Deus e ao seu próximo? Certamente, você não tem aprendido Cristo! Esta é sua doutrina, tanto quanto a minha e de Paulo: 'Embora eu fale com a Língua dos homens e anjos; embora eu tenha todo o conhecimento, e toda a fé; embora eu dê todos os meus bens para alimentar o pobre; sim, meu corpo seja queimado, se eu não tiver amor, eu não sou nada'. Qualquer que seja a adoração pública, portanto, que as pessoas atendam, ou qualquer que seja o ministério, sob o qual elas vivem, desde sua infância, elas devem, afinal, se arriscar a serem convencidas disto, ou perecerão para sempre; sim, embora esta convicção, a princípio, sempre as perturbe tanto; embora deva, de alguma forma, atordoá-las por um tempo. É melhor que elas possam ficar perplexas e terrificadas agora, do que elas dormirem, e, depois, acordarem no inferno. Décima, Décima-Segunda e Décima-Terceira Partes da Questão: - Eu não estou preocupado. Mas você inclui me também, quando você diz na Décima-Primeira Parte, "Eles negam absolutamente que as recreações deste tipo, consideradas como tais, são ou podem ser inocentes". Eu não posso encontrar tal afirmação minha, quer no lugar a que você se refere, ou qualquer outro. Mas que tipos de recreação são inocentes é fácil determinar, por aquela regra clara: 'Quer você coma ou beba; ou quer você faça algo, faça tudo para a glória de Deus'. Eu agora vou me retirar para o momento. Mas, primeiro, honestamente, eu solicitaria a você para familiar-se com nossas doutrinas, antes de fazer algumas observações mais além sobre elas. Certamente, no tocante à natureza da salvação, nós concordamos, -- que 'a pura religião e imaculada é esta: visitar os órfãos e viúvas em suas aflições', -- fazer todo o bem possível, do princípio do amor a Deus e ao homem; 'e nos mantermos imaculados do mundo'. – interior e exteriormente nos abstermos de todo o mal. Com respeito à condição da salvação, deve ser lembrado que eu admito, não apenas a fé, mas igualmente a santidade ou obediência universal, seja a condição comum da salvação final; e que, quando eu digo, que a Fé somente é a condição da presente salvação, o que eu quero afirmar é isto: (1) Que sem a fé, nenhum homem poderá ser salvo do seu pecado; seja ela interior ou exteriormente santo. (2) E, a qualquer tempo que a fé é dada, a santidade começa na alma. Porque, naquele momento, 'o amor de Deus' (que é a fonte da santidade) 'está espalhado no coração'. Mas o autor de "As Noções Contestadas dos Metodistas" objeta: (1) "Tiago', diz, 'Pode a fé salvá-lo?'". Eu respondo que tal fé, quando sem as obras, não pode 'levar um homem ao céu'. Mas isto está completamente além da presente questão. (2) "Paulo diz que a 'fé cria o amor perfeito'; Tiago, que a 'fé, perfeita pelas obras, é a condição da salvação'". Você quer dizer, salvação final. Eu digo o mesmo: mas isto também está fora de questão. (3) "Que crer no Evangelho é chamado de obediência da fé". (Romanos 1:5). (4) Que o que Isaías denominava "acreditar", Paulo denomina "obedecer". Suponha que eu conceda a você um e o outro, qual você irá inferir? (5) Que em uma Escritura, nosso Senhor é denominado, 'O Salvador daqueles que crêem'; e em outra, 'O Autor da salvação eterna a todos que o obedecem'. (6) Que Paulo escreve aos Gálatas: 'Nem a circuncisão, nem a incircuncisão oferece proveito algum, mas a fé que é operada pelo amor'; e aos Coríntios: 'Circuncisão é nada, e a incircuncisão é nada, a não ser, manter os mandamentos de Deus. E disto, você conclui: 'Existe diversos textos nas Escrituras, onde a descrença e a desobediência são equivalentemente usadas'. Muito verdadeiro: mas você pode concluir disto que nós não somos 'salvos pela fé apenas?'. 11. Você prossegue respondendo alguns textos que eu citei. O primeiro está em (Efésios 2:8): 'Pela graça, vocês são salvos, através da fé'. 'Mas', diz você, 'a fé não significa aqui aquela a graça, especialmente assim chamada, mas inclui também a obediência'. Mas como você prova isto? Esta circunstância, você esqueceu, e assim, escapou com um comentário sobre o texto; para o qual eu tenho nenhuma outra objeção, do que esta a de que ela não é nada para a questão, afinal. De fato, algum tempo depois, você acrescenta: 'é claro, então, que as boas obras, no entender de Paulo, estão sempre ligadas à fé'; (assim, sem dúvida, elas estão; ou seja, como um efeito está sempre junto com sua causa); 'e, portanto, nós não somos salvos pela fé apenas'. Eu não posso possivelmente admitir a conseqüência. Você, mais tarde, cita dois textos mais, e acrescenta: 'Daí, você vê que a mera fé não pode ser uma condição da justificação'. Você está fora do caminho. Você não está falando agora da justificação mais do que da salvação final. Ao considerar -- (Atos 16:31) 'Crê no Senhor Jesus, e você será salvo', você diz novamente, 'Aqui a palavra crê não significa fé apenas. A fé necessariamente produz amor e arrependimento; portanto, essas são expressas pela palavra "crer"; ou seja, a fé necessariamente produz santidade; conseqüentemente, santidade é a condição da santidade. Eu necessito de prova adicional. Que "Paulo e Silas falam, junto a ele, a palavra do Senhor", e que a fé dele, 'na mesma hora', operou através do amor, eu considero que seja nenhuma prova, afinal. Você, então, tenta mostrar que confessar nossos pecados é a condição da justificação, e esta confiança no amor de Deus não é uma condição. Algumas das suas palavras são: 'Isto, bom senhor, permita-me dizer, é uma enorme insensatez e contradição possível. É impossível que você possa entender este jargão, por si mesmo; e, portanto, você trabalha em vão, para fazer isto inteligível para outros. Você se eleva às alturas, em' asas 'de águias', e deixa as pobres pessoas olharem pasma e fixamente em você'. Isto é muito bonito, e muito vivo. Mas é nada para o propósito Já que nós não estamos agora falando de justificação; nem eu tenho dito palavra da condição da justificação, em todo o tratado ao qual você se refere aqui. 'No próximo lugar', você diz, 'se nós somos salvos' (finalmente você quis dizer) 'apenas pela confiança no amor de Deus'. Aqui eu devo interromper você novamente; você está agora indo além da questão, pelo caminho oposto. A única posição que eu aqui avanço é esta: Os verdadeiros crentes são salvos do pecado interior e exterior, através da fé. Pela fé, apenas, o amor a Deus e a toda humanidade espalha-se no coração deles, trazendo com ele, aquela mente que estava em Cristo, e produzindo toda santidade no modo de viver. IV 1. Eu vou agora considerar o que tem sido ultimamente objetado, com respeito à natureza da fé salvadora. O autor recém mencionado 'não pode entender como esses textos de João são, afinal, para o propósito': ' Vede que grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus'; (I João 3:1) e, 'Nós amamos, porque ele nos amou primeiro' (4:19). Eu repondo: (1) Esses textos não foram produzidos no "Apelo", como meio de prova, tanto desta fé cristã que implica uma confiança no amor de Deus, quanto desta confiança que tem uma tendência direta para a salvação, para a santidade de coração e vida. 'Observe, que tipo de amor o Pai tem concedido a nós, para que possamos ser chamados de filhos de Deus!'. Essas palavras não são expressão da fé cristã, dirigida a alguém que pode bem compreender? E eu apelo a todos os homens, se elas não expressam a mais forte confiança no amor de Deus. Seu próprio comentário coloca isto, além de disputa: 'Vamos considerar atentamente, e com corações gratos, o grande amor e misericórdia de Deus, em nos chamar para sermos Seus filhos, e concedendo a nós os privilégios disto'. Você não percebe que já desistiu da causa? Você mesmo nos ensinou que essas palavras implicam um 'sentido do grande amor e misericórdia de Deus, em nos conceder os privilégios de sermos um dos seus filhos'. O Apóstolo acrescenta: 'Amados, vocês são agora, filhos de Deus; ainda que não pareça que devamos ser: Mas nós saberemos, quando Ele vier, que nós deveremos ser como Ele; porque nós veremos a Ele como Ele é'. Eu suponho que ninguém irá dizer, que essas palavras não são expressivas da fé cristã, assim como aquelas que não implicam a mais forte confiança no amor de Deus. Segue-se que, 'Cada homem que tem sua esperança Nele, purifica a si mesmo, assim como Ele é puro'. Aparece disto que esta fé é a fé salvadora, que existe uma ligação mais próxima, entre a fé e a santidade. O texto, portanto, corresponde, diretamente, ao propósito, com respeito a ambas as proposições a serem provadas. A outra é: 'Nós o amamos, porque Ele primeiro nos amou'. E aqui também, por medo, eu deveria falhar na prova, que você deixou pronta nas minhas mãos: -- 'Deus enviou seu Unigênito, para nos redimir do pecado, comprando para nós a graça e salvação. Por esta graça, nós temos nossos pecados perdoados, através da fé e arrependimento; e, portanto, estamos prestes a retornar o tributo de nosso amor e gratidão, e obedecer a Ele fielmente, por quanto tempo vivermos'. Agora que temos nossos pecados perdoados, se nós não sabemos que eles estão perdoados, não pode se juntar a nós quer o amor ou a obediência. Mas, se nós sabemos disto, por este mesmo conhecimento e confiança no amor redentor de Deus, somos constrangidos a amar e a obedecer a Ele; isto tudo pelo qual eu disputo a respeito. 2. Mais tarde, você novamente objeta alguns outros textos que eu citei para ilustrar a natureza da fé salvadora. Minhas palavras foram: "Ouça, o crente Jó, declarando sua fé: 'Eu sei que meu Redentor vive'". Eu aqui afirmo duas coisas. (1) Que Jó era, então, um crente. (2) Que ele declarou sua fé nestas palavras. E tudo que eu afirmo, você consente. Suas próprias palavras são. 'Deus está agradado de conceder a ele uma forte segurança de seu favor; para inspirá-lo com uma profecia de ressurreição, e para que ele possa ter uma porção nela'. Eu continuei: "Ouça Tomé (quando percebeu que acreditava) clamar alto: 'Minha palavra e meu Deus'". Sobre isto, você comenta assim: 'O significado é que Tomé fez uma confissão de sua fé e arrependimento'. Eu concordo com você. Mas você acrescenta: 'Na confissão de Tomé, não está subtendido uma segurança do perdão'. Você não pode concordar consigo próprio nisto; mas, imediatamente, acrescentar: 'Se não implicou uma segurança, ele bem que poderia tê-la, uma vez que ele teve a revelação imediata dela, vinda do próprio Deus'. Ainda assim, um pouco antes, você se esforçou para provar que alguém que não fosse uma testemunha, depois do próprio chefe dos Apóstolos, não tinha tal segurança; onde, com o objetivo de mostrar que a fé não implica isto, você disse: "Paulo, penso eu, tem determinado completamente este ponto, 'eu nada sei por mim mesmo', diz ele; 'ainda assim, eu não estou por meio disto justificado?'. (I Cor. 4:4). 'E, se um Apóstolo, assim iluminado não se considera justificado', então, eu confirmo que ele determinou completamente o ponto. Mas, antes que você fixe absolutamente esta conclusão, esteja feliz em se lembrar do seu próprio comentário que se segue, nestas outras palavras de Paulo: 'A vida que eu agora vivo, eu vivo pela fé no Filho de Deus que me amou e deu a si mesmo por mim'. Suas palavras são, 'Não tem problema, se uma pessoa dotada com tais dons extraordinários pudesse chegar ao próprio grau elevado da segurança, embora ele não se ache justificado". Eu penso que dificilmente você leu sobre aquele capítulo aos Colossenses; ou, certamente, você não afirmaria essas palavras sobre as quais você enfatiza (a saber, 'Que nos libertou do poder das trevas, e nos conduziu ao reino de seu querido Filho: Em quem nós temos redenção, através de seu sangue, até mesmo o perdão dos pecados'), 'não com respeito a Paulo e Timóteo que escreveu a Epístola, mas aos Colossenses, a quem eles escreveram'. Eu não posso me preocupar em responder isto; porque, logo depois, suas próprias palavras são: Ele nos tornou', referindo-se aos Colossenses, assim como a si mesmo, 'merecedores de sermos herdeiros'. 3. Você pode facilmente observar que eu citei o Concilio de Trent, de memória, não tendo o livro, então, à mão. Eu agradeço a você por corrigir meu equívoco: Mas ao corrigir um, você cometeu um outro; porque os decretos da VI Sessão não foram publicados dia 31 de Janeiro; mas a própria Sessão começou neste dia. Eu não posso ajudar, repetindo suas próximas palavras, embora elas não sejam exatamente para a presente questão: -- "As palavras do XII Cânone do Concilio de Trent são: -- 'Se algum homem puder dizer que a fé justificadora é nada mais do que a confiança na misericórdia divina; remindo os pecados por amor a Cristo, e que esta confiança é aquela apenas, por meio da qual somos justificados, deixe-o ser execrado'". Você acrescenta: -- 'Isto, senhor, eu estou certo, é a doutrina verdadeira, e perfeitamente de acordo com a doutrina de nossa Igreja. E assim, você não está apenas anatematizado pelo Concilio de Trent, mas também, condenado pela nossa própria Igreja'. 'Nossa Igreja não acata tais opiniões escandalosas e infames'. De acordo com nossa igreja, nenhum homem "que não tenha o coração amoroso' pode ter 'a verdadeira fé'. Portanto, a fé não é uma confiança de que os pecados do homem estão presentemente perdoados, e ele reconciliado para Deus". (o que as premissas têm a ver com a conclusão?). 4. Para decidir isto, deixemos nossa Igreja falar por si mesma, -- quer ela não suponha ou ensine, que todo crente em particular sabe que seus pecados estão perdoados, e ele mesmo está reconciliado para Deus. Primeiro, então, nossa Igreja supõe e ensina cada crente a dizer, concernente a si mesmo: 'Em meu batismo eu fui feito um membro de Cristo, um filho de Deus, e um herdeiro do reino do céu. E eu agradeço a Deus, que tem me chamado para aquele estado de salvação. E oro a Deus, para que eu possa continuar, neste mesmo estado, até o fim da minha vida'. Agora, será que esta pessoa sabe que o que ele diz é verdade? Se não, trata-se da mais grosseira hipocrisia. Mas, se ele sabe, então, ele reconhece que ele, em particular, está reconciliado para Deus. As próximas palavras, eu que eu devo citar, podem ser um comentário sobre esses: Possa Deus escrevê-las em nossos corações! 'Um verdadeiro cristão que é o próprio membro de Cristo, o templo do Espírito Santo, o filho de Deus, e herdeiro do reino eterno do céu, não tem medo de morrer. Mas acontece plenamente o contrário àquele que não apenas descarta o medo da morte, mas espera, deseja, e almeja ardentemente por ela'. (Sermão contra o Medo da Morte – Parte I). Isto não pode ser verdade, a menos que ele tenha a confiança certa de que ele, em particular, está reconciliado para Deus? 'Os homens comumente temem a morte: Primeiro, por medo de deixarem seus bens e prazeres mundanos. Segundo, por medo das dores da morte: E, Terceiro, por medo da condenação perpétua. Mas nenhuma dessas razões causa perturbação nos homens bons, porque eles permanecem seguros, através da fé verdadeira; amor perfeito; e esperança certa de alegria, sem fim, e felicidade eterna'. (Ibid. Parte II.) "Todos esses, portanto, têm grande motivo para estarem cheios de alegria, e não temerem a morte, nem a condenação eterna. Porque a morte não pode privá-los de Jesus Cristo; a morte não pode tirá-los de nós; nem nós Dele. A morte, não apenas não pode nos machucar, mas também, deverá nos beneficiar e nos unir a Deus mais perfeitamente. E, disto, um coração cristão pode estar certamente seguro. 'É Deus', diz Paulo, 'que nos tem dado uma garantia de seu Espírito'. Por quanto tempo, nós estejamos no corpo, nós estamos em uma região estranha. Mas temos um desejo, preferivelmente, de estar em casa com Deus". (Ibid.). Pode-se ler, em todas essas palavras, a confiança que nossa Igreja supõe, todo o crente em particular tem de que ele está reconciliado para Deus. Prosseguindo: 'O único instrumento da salvação, requerido de nossa parte é a fé; ou seja, a crença e confiança certa de que Deus nos aceita e irá perdoar nossos pecados; que ele nos aceitou novamente no seu favor, pelos méritos da morte e paixão de Cristo'. (Segundo Sermão sobre a Paixão). 'Mas aqui nós devemos prestar atenção para não vacilarmos com Deus, através de uma fé inconstante e vacilante. Pedro, vindo até Cristo, por sobre as águas, esteve em perigo de se afogar, porque ele falhou na fé. Assim nós, se começarmos a oscilar, ou duvidar, devemos temer, a fim de que não afundemos como aconteceu com Pedro, -- não dentro da água, mas dentro do abismo sem fim do fogo infernal. Portanto, eu digo a você, que nós devemos apreender os méritos da morte de Cristo, pela fé, e isto, com uma fé forte e firme; não duvidando de coisa alguma, mas crendo que Cristo, pela sua própria oblação, tirou nossos pecados, e nos restaurou novamente no favor de Deus'. (Ibid.). 5. Se ainda for dito que a Igreja fala dos homens, apenas de um modo geral, mas não da confiança desta ou daquela pessoa; até mesmo este ultimo pobre subterfúgio está extremamente eliminado das palavras seguintes: -- "Tu, Ó homem, tens recebido o corpo de Cristo, que, foi ferido, uma vez, e seu sangue, espalhado, pela remissão de teus pecados. Tu tens recebido corpo Dele, para ter dentro de ti o Pai, Filho e Espírito Santo, para dotar a ti com a graça, e confortar a ti com a presença Deles. Tu tens recebido o corpo de Cristo para dotar a ti com a retidão eterna, e assegurar a ti a felicidade duradoura'. (Sermão da Ressurreição)". "Eu devo acrescentar uma passagem mais, da primeira parte do 'Sermão do Sacramento': -- 'Tenha uma fé certa e constante; não apenas aquela da morte de Cristo é proveitosa para todo o mundo, mas aquela de que Ele fez um sacrifício completo e suficiente para ti; uma limpeza perfeita de teus pecados, de modo que tu poderás dizer com o Apóstolo: 'Ele amou a mim, e deu a Si mesmo por mim'. Porque isto é fazer Cristo tua vitória, e aplicar os méritos Dele, em ti mesmo'". Que cada homem razoável julgue agora por si mesmo, qual é a compreensão de nossa Igreja, quanto à natureza da fé salvadora. Não parece abundantemente que a Igreja da Inglaterra supõe que cada crente, em particular, tem a confiança certa de que seus pecados foram perdoados e ele mesmo reconciliado para Deus? Sim, e como a absoluta necessidade desta fé, esta confiança firme, pode ser mais fortemente ou peremptoriamente afirmada, do que nestas palavras: 'Se nós começamos a oscilar, ou duvidar, não devemos temer, a fim de que não afundemos, como aconteceu com Pedro, -- não dentro da água, mas dentro do abismo sem fim do fogo infernal?'. 6. Eu prontamente repudiaria este escritor aqui. Eu disse no "Apelo Sincero" (do que eu tenho diariamente, mais e mais, me certificado), que esta fé é usualmente dada momentaneamente. Isto você tem grandemente aversão. Seus argumentos contra isto, se colocados em um molde, irão transcorrer assim: -- "Aqueles que primeiro apreenderam o significado das palavras entregues, deram seu consentimento a elas; então, tiveram confiança nas promessas que eles consentiram e, por fim, amaram a Deus; não receberam a fé momentaneamente. 'Mas os crentes mencionados em Atos, primeiro, apreenderam o significado das palavras, então, confiaram nas promessas, e, por fim, amaram a Deus: Portanto, 'os crentes mencionados em Atos não receberam a fé momentaneamente'". Eu nego o principal. Eles, primeiro, deveriam apreender, então, aceitar, e confiar, e amar, e ainda assim, receber a fé momentaneamente; no momento em que a confiança geral deles se tornou particular, de modo que cada um pôde dizer, 'Meu Senhor, e meu Deus!'. Um parágrafo mais eu transcreverei: 'Você insinua que os sacramentos são o único requisito para o bem-estar da Igreja visível: Considerando que a Igreja declara que a administração devida deles é uma propriedade essencial dela. Eu suponho que você ocultou isto para satisfazer seus discípulos amorosos, os Quacres' [Membros de seita protestante, fundada no século XVII por Jorge Fox (1624-1691). Professada, sobretudo, nos Estados Unidos e na Inglaterra. Os quacres crêem na direção do Espírito Santo, não admitem sacramentos, não prestam juramentos, nem mesmo perante a Justiça, não pegam em armas, nem admitem hierarquia eclesiástica]. Isto é claro e simples. Aqui está um fato positivamente comprovado; e a razão também se referiu a isto. Agora, você toma a si mesmo como sendo um homem de imparcialidade, eu quase diria, de honestidade comum? Minhas próprias palavras no lugar referido são: 'Uma Igreja visível é um grupo de pessoas fiéis. Esta é a essência dela. E as propriedades disto são o amor puro, sendo pregado nela, e os sacramentos devidamente ministrados'. 7. Antes que eu me despeça, eu não posso deixar de recomendar a você aquele conselho de um bom e sábio homem: -- 'Esteja calmo no argumentar; porque a ferocidade faz da falta um erro e da verdade, uma descortesia'. Eu estou aflito, com seu extremo fervor: Você está num completo mau humor, do começo ao fim do seu livro. Isto não pode me causar mal; mas pode causar a você mesmo. E isto, afinal, não ajuda no seu caso. Se você denunciar contra mim todas as pragas de Gênesis à Apocalipse, elas não somarão um argumento. Eu desejo (tanto quanto conheço a mim mesmo) ser reprovado por você, tanto quanto por qualquer outro. Mas o que quer que você faça, que seja feito com amor, paciência, na humildade da sabedoria. V 1. Com respeito ao Autor da fé e salvação, abundância de objeções têm sido feitas; a opinião corrente é a de que os cristãos não recebem o Espírito Santo. Conseqüentemente, quando quer que falemos do Espírito de Deus; de suas operações na alma dos homens; do revelar junto a nós as coisas de Deus; de nos inspirar com os bons desejos e temperamentos; quando quer que mencionemos o sentimento do seu soberano poder, 'operando em nós', de acordo com seu bom prazer; a resposta geral que temos que esperar é: ''Isto se classifica como fanatismo. Assim foi com os Apóstolos e os primeiros cristãos. Mas apenas os fanáticos pretendem isto hoje'. Assim, todas as Escrituras, abundância do que seria produzido, são colocadas de lado em um só golpe. E quem quer que as cite, como pertencendo a todos os cristãos, é registrado como um fanático. O tratado final eu escrevi expressamente sobre este assunto, e notadamente intitulei: "As Operações Imperceptíveis do Espírito Santo; e como os Homens podem saber, quando eles estão sob a Orientação e Influência do Espírito". Você começa: "Como nós temos alguns, em nosso meio, que pretendem ser mais do que guiados pelo Espírito' (na verdade, eu pretendo nenhum outro guia do que é comumente dado a todos os Cristãos), 'não seria impróprio discursar sobre as operações do Espírito Santo de Deus.'Para esta finalidade, Tu te agradas, Ó graciosa Fonte da Verdade, de assistir-me com tuas direções divinas, ao falar de ti'. Ai de mim, Senhor! Que necessidade tem você de falar algo mais? Você já afirmou tudo que deseja, a saber, que nós todos podemos agora nos regozijar, e saber que nos regozijamos com a direção divina do Espírito de Deus. De qualquer forma, você prossegue, e observa que os dons extraordinários do Espírito Santo foram outorgados aos primeiros cristãos apenas, mas suas graças comuns a todos os cristãos em todas as épocas; as quais você, então, tenta enumerar; apenas suspendendo seu discurso um pouco, quando 'alguns fanáticos conceituados' vem no seu caminho. 2. Você inquire a seguir: 'de que maneira essas graças surgem em nossas almas'; e responde, 'como distinguir essas emoções divinas das operações naturais de nossas mentes, nós não temos nenhum meio de descobrir; as Escrituras declaram que as operações do Espírito Santo não são objetos de quaisquer sentimentos ou percepções conscientes.Por que qual comunicação pode haver, entre sentimentos que são propriedades peculiares à matéria, e as sugestões do Espírito? Todos os cristãos razoáveis acreditam que Ele opera sua graça em nós de uma maneira imperceptível; e que não há diferença sensível entre as Suas operações e as operações naturais de nossas mentes'. Eu concebo que esta seja a força de sua causa. Sustentar esta conclusão, estas operações do Espírito são imperceptíveis, você alega aqui: (1) 'Que todo cristão razoável crê nisto'. Assim você diz; mas eu quero prova. (2) 'Que não pode existir comunicações'. (Eu temo que você interpretou mal a palavra) 'entre as sugestões do Espírito e os sentimentos que são propriedades peculiares da matéria'. Como! Os sentimentos agora em questão são 'propriedades específicas da matéria?'. O sentimento de paz, alegria, amor, ou quaisquer sentimentos, afinal? Eu não posso entender a filosofia, mais do que a divindade disto. (3) 'Que as Escrituras declaram que as operações do Espírito não são objeto de quaisquer sentimentos conscientes'. Você está aqui refutando, como propõe, uma proposição minhas. Mas você está certo de que a compreendeu? Por sentimento, eu quero dizer, ser consciente interiormente do que acontece. Por operações do Espírito, eu não quero dizer a maneira em que Ele opera, mas as graças que Ele opera em um cristão. Agora, fique a vontade para produzir essas escrituras que declaram que um cristão não pode sentir ou receber estas operações. 3. Você não está convencido, senhor, de que você considerou de minha responsabilidade coisas que eu desconheço? Eu não diria enfaticamente a você (como muitos fanáticos, como você, repetida vezes, afirma que eu sou), que eu sinto conscientemente (conforme sua maneira de ver) os movimentos do Espírito Santo. Muito menos, eu faço disto, algo mais que 'convulsões, agonias, uivos, gemidos, e contorções violentas do corpo', se 'os sinais evidentes dos seres humanos em um estado de salvação', ou 'necessariamente, com o objetivo disto'. Você poderia com igual justiça e verdade informar o mundo, e os veneráveis magistrados de Newcastle, que eu faço ver a brisa, ou sentir a luz interior, necessária à salvação. Nem eu confundo as operações extraordinárias do Espírito com as comuns. E quanto à sua última questão: 'Qual a melhor prova de sermos conduzidos pelo Espírito?'. Eu não tenho exceção àquela resposta justa e bíblica que você mesmo fez: -- 'Uma mudança e renovação total de mente e coração, e a condução a uma vida nova e santa'. 4. Que eu misturo as operações extraordinárias do Espírito, com as comuns, e, portanto, ser um fanático, é também fortemente frisado, em um ofício entregue ao seu clérigo, e ultimamente publicada pelo Lorde Bispo de Lichfield e Coventry. Um extrato da primeira parte deste, eu juntei às palavras do prezado Lorde: -- 'Eu não posso achar impróprio remover o contágio dessas pretensões fanáticas, que têm ultimamente seduzido todas as multidões, seja na presunção ou na melancolia. O fanatismo, de fato, quando detectado, está apto a criar a infidelidade; e a infidelidade é uma coisa, tão ofensiva, que muitos preferem ir para o outro extremo, e se refugiam no fanatismo. Mas a infidelidade e o fanatismo parecem agora agir em concerto contra nossa religião estabelecida. Como a infidelidade tem sido suficientemente objetada, eu agora vou colocar diante de você a franqueza de nossas pretensões fanáticas'. 'Em Primeiro Lugar, eu devo mostrar que é necessário estabelecer alguns métodos para distinguir uma inspiração real de uma inspiração simulada': 'Muitas expressões ocorrem no Novo Testamento, concernentes ás operações do Espírito Santo. Mas os homens de um temperamento fanático têm confundido passagens de uma natureza completamente diferente, e têm misturado essas que se referem às operações extraordinárias do Espírito, com aquelas que se referem apenas às suas influências comuns. No entanto, é necessário usar de alguns métodos para separar essas passagens relacionadas às operações do Espírito, que têm sido mal empregadas, no serviço dos embusteiros fanáticos'. 'Eu prossigo, portanto, para mostrar, Em Segundo Lugar, aquela distinção que é feita entre essas passagens das Escrituras, com respeito ao abençoado Espírito, que, peculiarmente pertence à Igreja primitiva, e essas que se referem aos cristãos em todas as épocas'. 'As exigências da era apostólica requereram os dons miraculosos do Espírito. Mas esses, logo cessaram. Quando, entretanto, nós nos encontramos nas Escrituras, com os relatos de suas operações extraordinárias, nós devemos distinguir uma das outras. E isto, não apenas para nossa própria satisfação, mas como meios de parar o crescimento do fanatismo'. 'Tal distinção deve ser feita, pelos melhores métodos de interpretação das Escrituras; que, mais certamente são uma consideração atenciosa da ocasião e âmbito daquelas passagens, em concorrência com o sentido geral da igreja primitiva'. 'Em Terceiro Lugar, para especificar algumas das principais passagens das Escrituras que são mal interpretadas pelos fanáticos modernos, e mostrar que devem ser interpretadas, principalmente, se não, unicamente, as da Igreja apostólica; e que elas, muito poucas, se alguma, afinal, relacionam-se com o presente estado dos cristãos'. 'Eu começo', diz Vossa Senhoria, 'com a promessa original do Espírito, como feita por nosso Senhor, um pouco antes de deixar o mundo'. Eu devo tomar a liberdade de interromper Vossa Senhoria, no começo. Eu nego que esta é a promessa original do Espírito. Eu espero sua assistência, em virtude das muitas promessas, algumas centenas de anos anteriores a este. Se você disser, 'De qualquer forma, esta é a promessa original ou a primeira promessa do Espírito no Novo Testamento': Não, meu senhor, essas palavras foram faladas muito antes: 'Ele deverá batizá-lo com o Espírito Santo e com fogo'. Você irá replicar? – "Eu repondo, nem é assim também; porque isto foi antes do próprio Jesus clamar: 'Se algum homem tiver sede, que ele venha até mim e beba: Ele que crer em mim, como as Escrituras têm dito, de seu ventre fluirão rios de água viva. E isto, ele falou do Espírito, que receberiam aqueles que cressem Nele'. Se eu não me engano, isto pode mais precisamente ser denominada a promessa do Espírito original do Senhor. E quem irá afirmar que não é para ser 'interpretada principalmente, se não apenas, as da igreja apostólica?'". 5. Vossa Senhoria prossegue: 'Ocorre nos capítulos décimo-quarto e décimo-sexto do Evangelho de João; onde ele usa essas palavras'. Em quais versos, meu Lorde? Por que isto não está especificado? Pelo menos, para fornecer a Vossa Senhoria uma oportunidade de fazer as mesmas coisas às quais o senhor se queixou antes, --'confundir as passagens de natureza completamente contrária, e misturar com aquelas que se referem às operações extraordinárias do espírito, com todas essas que se referem às suas influências comuns?'. Você citou as palavras desta forma: -- 'Quando o Espírito da verdade estiver vindo, Ele irá guiar você dentro de toda verdade, e mostrará as coisas vindouras'. Essas são necessariamente as palavras que ocorrem (16:13), "E novamente: 'O Consolador, que é o Espírito Santo, a quem o Pai irá enviar em meu nome, irá ensinar a vocês todas as coisas, e trará todas as coisas à lembrança de vocês, no que quer que eu diga junto a vocês'. Essas palavras ocorrem no vigésimo-sexto verso do décimo-quarto capítulo". Mas, meu senhor, eu quero a promessa original ainda; por original, eu quero dizer, aquela feita neste mesmo discurso. De fato, você margina nos dizer onde está (14:16), mas as palavras não aparecem. Tomadas juntas com o contexto, elas seguem assim: -- "Se vocês me amam, mantenham meus mandamentos. 'E eu irei orar ao Pai, e Ele dará a vocês um outro Consolador, para que Ele possa habitar com vocês para sempre: 'Até mesmo o Espírito da verdade, a quem o mundo não recebeu, porque não o viu, nem o conheceu'". (14:15-17). Vossa Senhoria permite-me inquirir, como foi que você escorregou sobre este texto. Não foi, porque (eu apelo ao Pesquisador do seu coração!) você esteve certo de que isto necessariamente o dirigiria para aquele dilema infeliz, tanto ao afirmar que para sempre significa apenas sessenta ou setenta anos, quanto para permitir que o texto deva ser interpretado das operações comuns do Espírito, nas futuras eras da Igreja? E, de fato, que a promessa neste texto pertence a todos os cristãos, aparece evidentemente, não apenas da própria concessão de Vossa Senhoria, e do próprio texto (quem pode negar que este Consolador, ou Paracleto é agora dado a todos que crêem?), mas, também, das palavras precedentes, assim como as que se seguem. As precedentes são: 'Se você me ama, mantenha meus mandamentos. E eu irei orar ao Pai'. Ninguém, certamente, pode duvidar de que essas pertencem a todos os cristãos em todas as épocas. As seguintes palavras são: 'Até mesmo o Espírito da verdade, a quem o mundo não recebeu'. Verdade, o mundo não pode; mas todos os cristãos podem e irão recebê-lo para sempre. 6. A segunda promessa do Consolador feita neste capítulo, junto com seu contexto, se situa assim: -- "Judas disse junto a Ele, não o Iscariote, Senhor, como é que tu irás manifestar a Ti mesmo, a nós, e não junto ao mundo? 'Jesus respondeu, e disse a ele: se algum homem me amar, e mantiver a minha palavra. E meu Pai irá amá-lo, e fará nossa habitação nele. 'Ele que não me amar, e não mantiver minha palavra: E a palavra que vocês ouvem não é minha, mas do Pai que me enviou. 'Essas coisas eu tenho falado, estando ainda entre vocês'. (Versos 22-26)". Agora, como Vossa Senhoria prova que esta promessa pertence à Igreja primitiva? Porque (1) você diz: 'Está muito claro do mero recitar das palavras'. Eu apreendo que não. Mas esta é a própria questão, que não é para ser requerida, mas provada. (2) Você diz: "O Espírito trazer todas as coisas para a lembrança deles, o que quer que Ele tenha dito a eles', não pode possivelmente ser aplicado a algumas outras pessoas, mas aos Apóstolos". Não pode ser aplicada! Esta é um claro desvio da questão novamente, e eu não posso abrir mão dela, sem melhores razões. (3) "Os dons da profecia e o ser 'guiado em toda a verdade, e ensinado em todas as coisas', pode ser aplicado apenas aos Apóstolos, que foram imediatamente inspirados, e esses de todas as épocas", Aqui, Vossa Senhoria, com o objetivo de mais plausivelmente desviar a questão novamente, 'confundiu as operações extraordinárias do Espírito com as comuns'. O dom da profecia, nós sabemos, é uma das mais extraordinárias operações; mas não existe uma palavra dela neste texto; nem, portanto, deve ser 'confundida com suas operações comuns', tais como o ser 'guiado para toda a verdade', (tudo que é necessário à salvação), e ensinar todas as coisas (necessárias), no devido uso dos meios que Ele ordenou (Verso 26). Da mesma maneira, ou seja, no uso sério e constante dos meios adequados, eu acredito que a assistência do Espírito Santo é dada a todos os cristãos, para 'trazer todas as coisas necessárias à lembrança deles', o que quer que Cristo tenha falado a eles em suas palavras. De modo que eu não vejo motivo para concordar, sem algum tipo de prova (especialmente, considerando a ocasião disto, e a extensão dos versos precedentes), de que, até mesmo, 'essas promessas não podem possivelmente ser aplicadas a outras pessoas, a não ser os Apóstolos'. 7. No mesmo discurso de Vossa Senhoria, nós temos uma terceira promessa do Consolador: Toda a cláusula transcorre assim: -- "Se eu for embora, o Consolador virá até vocês; a não ser que eu vá, eu irei enviá-lo até vocês. 'E quando ele vier, ele irá reprovar', ou convencer 'o mundo do pecado, e da retidão e julgamento: 'do pecado, porque eles não creram em mim. 'Da retidão, porque eu vou para meu Pai, e vocês não irão mais me ver; 'do julgamento, porque o príncipe do mundo será julgado. 'Eu tenho muitas coisa a dizer a vocês; mas vocês não podem suportá-las agora: Mas, quando ele vier, o Espírito da verdade irá guiá-lo para a verdade; e ele ira mostras as coisas vindouras". (16:7-13). Existe apenas uma sentença aqui, que ainda não foi considerada: 'Ele irá mostrar as coisas vindouras'. E isto, admite-se, refere-se ao dom da profecia, uma das operações extraordinárias do Espírito. A conclusão geral a que Vossa Senhoria chega, é expressa nestas palavras: "Conseqüentemente, todas as pretensões do Espírito, no próprio sentido das palavras de sua promessa (ou seja, desses textos diversos de João), são inúteis e insignificantes, como é reivindicado pelos modernos entusiastas'. E, no fim do mesmo parágrafo, você acrescenta: Ninguém, a não ser as operações comuns do Espírito devem ser agora esperadas; mesmo aquelas que são de um tipo miraculoso (ou extraordinário) não são pretendidas, até mesmo, pelos fanáticos modernos". Meu senhor, isto é surpreendente. Eu li, repetidas vezes antes que eu pudesse acreditar com meus próprios olhos. Eu verdadeiramente creio que esta única cláusula, no que diz respeito às pessoas imparciais, irá responder a todo o livro. Você tem sido veementemente gritado em todas as partes, contra esses pretensos fanáticos; mais do que isto, o próprio objetivo de seu livro, como você declara abertamente, foi 'interromper o crescimento do fanatismo, naquele que tinham a convicção' (como você positivamente afirma), 'de reivindicarem para si mesmos, as operações do Espírito Santo'. E aqui você afirma, tão positivamente, que essas operações comuns 'não são pretendidas', por eles afinal. 8. inda assim, Vossa Senhoria prossegue: "A próxima passagem das Escrituras, eu devo mencionar, como pertencente peculiarmente aos tempos primitivos, embora desviada para o presente estado dos cristãos, pelos fanáticos modernos, é o que se refere ao 'testemunho do Espírito', e 'intercessão do Espírito', no oitavo capítulo da Epístola aos Romanos". Eu acredito que é totalmente incumbência minha, ponderar a força do raciocínio de Vossa Senhoria neste assunto. Você começa: "Depois de Paulo ter tratado daquele princípio espiritual nos cristãos, que os capacita 'a mortificar as ações do corpo', ele diz, 'se algum homem não tem o Espírito de Cristo, ele não pertence a Ele'. Isto faz uma distinção de um cristão verdadeiro, particularmente, em oposição aos judeus". Eu compreendo que é justamente aqui que Vossa Senhoria sai do caminho, quando diz, 'particularmente em oposição aos judeus'. Tal oposição particular eu não posso permitir, até que algumas provas sejam produzidas, mais fortes do que as que Paulo menciona ocasionalmente, nos seis versos anteriores, ' a imperfeição da Lei Judaica'. Ainda assim, a mente de Vossa Senhoria está tão cheia disto, porque, depois de repetir o décimo-quarto e décimo-quinto versos, 'tantos quantos forem conduzidos pelo Espírito de Deus, estes serão filhos de Deus: Porque vocês não receberam o espírito de escravidão novamente para temerem; mas receberam o Espírito da adoção, por meio do qual, clamamos, Aba, Pai!', você acrescenta: 'Na primeira parte deste versículo, o Apóstolo nos mostra novamente a imperfeição da Lei Judaica'. Isto também pede por provas; do contrário, não será permitido isto que aqui se fala da Lei Judaica, afinal; não; embora nós possamos garantir que 'os judeus estavam sujeitos ao temor da morte, e viveram, em conseqüência disto, em um estado de escravidão'. Afinal, todos os descrentes não estão, mais ou menos, no mesmo medo e escravidão, assim como os judeus? Vossa Senhoria segue em frente: 'Na última parte deste verso, ele mostra a superioridade da lei cristã sobre aquela dos judeus'. Onde está a prova, meu senhor? Como parece que se está falando, quer da lei cristã, ou judaica nestas palavras: 'Vocês receberam o espírito de adoção, por meio do qual, nós clamamos, Aba, Pai?'. De qualquer maneira, você conclui: 'Os cristãos, então, são filhos adotados de Deus, em contraste aos judeus, já que os primeiros tiveram os dons do Espírito Santo, que nenhum dos últimos têm até agora; e o corpo dos judeus nunca terá'. Não. Nem o corpo de cristão, tampouco: De modo que, se isto for uma prova contra os judeus, é a mesma contra os cristãos. Eu devo observar, mais além, nas palavras precedentes: (1) Que Vossa Senhoria começa aqui, usando a palavra, cristãos, em um sentido novo e específico, para todo o corpo da, então, Igreja cristã. (2) Que se trata de uma conclusão péssima 'Como (por porque) eles tinham os dons do Espírito Santo, portanto, eles eram os filhos de Deus'. Por um lado, se eles eram filhos de Deus, não era porque eles tinham aqueles dons. Por outro, um homem pode ter todos os dons, e ainda assim, ser um filho do diabo. 9. Eu compreendo, não apenas que Vossa Senhoria tenha experimentado nada disto, nem um ponto que tenha alguma relação com a questão, mas que, estritamente falando, você não tem tentado provar coisa alguma, tendo tomado como certo o que quer que venha no seu caminho. Da mesma maneira, você prossegue: "Os Apóstolos seguem adiante: 'O próprio Espírito testemunha com nosso espírito que somos filhos de Deus'. Esta passagem, como ela está ligada à precedente, refere-se à adoção geral dos cristãos, ou se tornarem filhos de Deus, em vez dos judeus'". 'Esta passagem se refere' – Como isto é provado? Pelas suas ligações com a precedente? De modo algum, a menos que seja um bom argumento provar ignorância com ignorância. Ainda assim, não prova que a própria passagem precedente tem alguma relação com este assunto. Vossa Senhoria acrescenta: "Mas qual foi a razão desta preferência que foi dada aos cristãos? Esta razão foi plenamente os dons miraculosos do Espírito, que eles tinham, e que os judeus, não. Esta preferência dada aos cristãos foi, pouco antes, expressa no seu 'tornarem-se filhos de Deus', em vez dos judeus. Mas será que os dons do Espírito foram, então, o motivo desta preferência; a razão de se tornarem filhos de Deus? Que afirmativa é esta! E quão pouco ela é corrigida, embora eu admita que 'esses dons miraculosos do Espírito fossem um testemunho de que Deus reconheceu os cristãos como seu povo e não os judeus'; uma vez que os cristãos, que operaram os milagres, não o fizeram 'pelas obras da lei', mas pelo 'ouvir a respeito da fé!'". E Vossa Senhoria conclui, "Dessas passagens de Paulo, comparadas juntas, claramente se segue que o testemunho do Espírito, supracitado, foi o testemunho público dos dons miraculosos; e, conseqüentemente, o testemunho do Espírito de que somos filhos de Deus, não pode possivelmente ser aplicado ao testemunho particular, dado às nossas próprias consciências, como é pretendido pelos fanáticos modernos". Se a sua conclusão, meu Lorde, quer permanecer, sem as premissas, ela pode; mas isto, se ela não tem qualquer ligação com elas. Eu confio que parcialmente, e irá mais completamente aparecer, quando virmos toda a passagem a que você se refere; e eu acredito que, com muito pouca observação, a passagem irá provar, em oposição direta àquela conclusão, que o testemunho do Espírito ai mencionado, não é o testemunho público dos dons miraculosos, mas; deve ser aplicado ao testemunho privado do Espírito, dado às nossas próprias consciências. 10. Paulo começa o oitavo capítulo desta Epístola aos Romanos, com o grande privilégio de todos os crentes cristãos (quer judeus ou gentios, anteriormente): 'Não existe agora condenação alguma àqueles que estão em Jesus Cristo, e que caminham, não segundo a carne, mas segundo o Espírito'; o que foi impresso neles pela fé. Porque', agora, cada um deles pode verdadeiramente dizer: 'A lei', ou o poder, 'do Espírito da vida em Jesus Cristo', é dada a mim, por amor a Ele, 'que me tornou livre da lei', ou do poder, 'do pecado e da morte. Porque aquilo que a lei não poderia fazer; naquilo que era fraca, através da carne, Deus, enviando Seu próprio Filho, na semelhança da carne pecadora, e por causa do pecado', fez, quando Ele, 'condenado'; crucificado, colocado à morte, destruiu o pecado na carne; para que a retidão da lei pudesse ser cumprida em nós, que caminhamos, não segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque eles que são segundo a carne, se importam com as coisas da carne; mas eles que são segundo o Espírito, com as coisas do Espírito'. Não é evidente, que, aqui, o Apóstolo está descrevendo um cristão verdadeiro, um verdadeiro santo? – em oposição, não especificamente, a um judeu, muito menos à lei judaica, mas a todo homem iníquo, a todos, quer judeus ou gentios, 'que caminham, segundo a carne?'. Ele prossegue: -- 'Porque ter a mente carnal significou a morte; mas ter a mente espiritual é vida e paz. Porque a mente carnal é inimiga contra Deus: Porque não é objeto da lei de Deus, nem, de fato, pode ser. Assim sendo, eles que estão na carne não podem agradar a Deus'. A oposição entre um homem santo e um iníquo é ainda mais evidente e inegável. Mas pode algum homem discernir o menor vislumbre de oposição, entre a lei cristã e a lei judaica? O Apóstolo prossegue: 'Mas vocês que não estão na carne, mas no Espírito, se for assim, o Espírito de Deus habita em você. Agora, se algum homem não tem o Espírito de Cristo, ele não é Dele. E se Cristo está em você, o corpo está morto, por causa do pecado; mas o Espírito é vida, por causa da retidão. Mas se o Espírito Dele que ressuscitou Jesus de entre os mortos, habita em você, Ele que ressuscitou a Cristo, de entre os mortos, deverá também reavivar seus corpos mortais, pelo Espírito que habita em você. Portanto, irmãos, vocês são devedores, não para a carne, viver, Segundo a carne, Porque se vocês viverem, segundo a carne, vocês certamente morrerão: Mas. Se vocês, através do Espírito, mortificam as ações do corpo, vocês deverão viver. Porque, todos quantos são conduzidos pelo Espírito de Deus, serão os filhos de Deus'. (Verso 9-14). Existe uma palavra aqui; existe, pelo menos, alguma sugestão, de dons miraculosos, ou da lei judaicas? Continuando... 'Porque vocês não receberam o Espírito da adoção novamente para temerem'; tal como todos os pecadores têm, quando eles, a princípio, encorajaram-se para buscar a Deus, e começar a servi-Lo, do temor escravo da punição; 'mas vocês receberam o Espírito de adoção'; do amor livre, 'por meio do qual nós clamamos, Aba, Pai. O próprio Espírito', que Deus, 'enviou aos nossos corações, clamando, Aba, Pai, testemunha com nosso espírito. Que somos os filhos de Deus. (Versos 15,16). Eu estou disposto a deixar isto, sem maiores comentários, ao julgamento de todo leitor imparcial, se não parecer de todo o teor do texto e contexto, tomados juntos, que esta passagem não se refere à lei judaica; nem ao testemunho público de milagres; nem do que pode ser introduzido importunamente, colocando força extrema na significado natural das palavras. E, se for assim, se seguirá que este 'testemunho do Espírito', é um testemunho pessoal que é dado às nossas próprias consciências; e que, conseqüentemente, todos os cristãos sóbrios, podem clamar, sem qualquer perigo de fanatismo. 11. "'Mas eu sigo em frente', diz Vossa Senhoria, 'e considero outra passagem no mesmo capítulo, referente à nossa súplica, através do Espírito, ou seja, nos versos 26 e 27, que transcorre assim: 'Igualmente o Espírito também auxilia em nossas enfermidades: Porque nós não sabemos pelo que devemos pedir, quando devemos: Mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos, que não podem ser pronunciados. E Ele que sonda os corações sabe qual é a vontade do Espírito, porque ele faz a intercessão pelos santos, de acordo com a vontade de Deus'". Aqui está uma circunstância altamente necessária de ser observada, antes de entrarmos nesta questão. Vossa Senhoria empreende fixar o significado de uma expressão usada por Paulo, no décimo-quarto capítulo de sua primeira Epístola aos Corintos. E, com este objetivo, você laboriosamente explica parte do oitavo capítulo aos Romanos. Meu senhor, como é isto? Poder-se-ia dizer, 'Por que, se isto é freqüentemente alegado para provar o sentido errado daquela escritura?'. Eu compreendo que isto não irá resolver a questão, afinal. Vossa Senhoria declarou antes seu método particular, como o único certo, por meio do qual, você distingue quais Escrituras pertencem a todos os cristãos, e quais não. Este método considera a ocasião e a extensão dessas passagens, comparando texto e contexto juntos. Você, então, propõe, através do uso deste método, mostrar que diversos textos têm sido mal interpretados pelos fanáticos. Um desses, é décimo-quinto versículo do décimo-quarto capítulo da primeira Epístola aos Corintos. E para mostrar que os entusiastas fanáticos têm interpretado mal isto, você comenta sobre o oitavo capítulo aos Romanos! De qualquer forma, vamos ponderar o próprio comentário. A parte material dele começa assim: "Agora ele acrescenta outra prova da verdade do Cristianismo: 'Igualmente o Espírito auxilia em nossas enfermidades; ou nossas aflições; porque asqeneiaiV (fraquezas) significa ambas'. Eu duvido disto: Eu requeiro autoridade para isto. 'E, então, ele menciona, em quais instâncias isto acontece, a saber, nas orações a Deus, com respeito às aflições'. – 'Nós não sabemos', diz ele, 'o que podemos pedir quando devemos'. Ou seja, se é melhor suportarmos as aflições, ou sermos libertos delas. Mas o Espírito, ou o dom do Espírito nos instrui em como orar de maneira agradável à vontade de Deus'. 'O Espírito, ou o dom do Espírito!'. Que raciocínio maravilhoso é este? Se esses 'são freqüentemente colocados uns pelos outros', o que, então, Como é que aquela evidência é o caso aqui? 12. "O Apóstolo prossegue: 'O próprio Espírito faz a intercessão por nós com gemidos, que não podem ser exprimidos'. Ou seja, a pessoa espiritual ou inspirada ora nesta capacidade para toda a assembléia'. 'É isto!'. Mais ainda, este é o mesmo ponto a ser provado novamente, a menos que não andemos um passo adiante. 'O Apóstolo segue em frente... (Versículo 27). 'E Ele que sonda os corações sabe qual é a vontade do Espírito'; ou seja, a pessoa espiritual ou inspirada, 'porque ele faz a intercessão para os santos, de acordo com a vontade de Deus'. Ou seja, Deus conhece a intenção da pessoa espiritual, que tem o dom da oração; e que ele usa para o benefícios de toda a assembléia; ele, eu digo, deixa isto inteiramente a Deus, quer seja melhor que eles possam sofrer aflições, ou serem libertos delas. Meu senhor, isto é mais surpreendente do que todo o restante! Eu estava esperando tudo, ao ler as páginas precedentes (e, assim, eu supus, estava todo leitor esclarecido), quando Sua Senhoria menciona, que a pessoa miraculosamente inspirada para aquele intento, e oração, tanto para o amparo ou livramento de pessoas, teria a própria súplica que ele fez a Ele. Considerando que você não pretendeu tal coisa! Mas encerremos o todo com aquela conclusão inútil e impotente: 'Ele deixa para Deus, quer seja melhor para eles sofrerem as aflições, ou serem libertos delas'. Ele tem, então, aquele dom miraculoso de Deus, para que possa fazer o que algum cristão comum teria feito, sem ele? Por que? Qualquer pessoa na congregação teria orado assim; mais do que isto, não poderia orar, por outro lado, se ele tivesse a graça comum de Deus: 'Deixando isto para Deus, quer ele possa sofrer aflições ainda, ou ser liberto delas'. Foi apenas na época apostólica que 'o Espírito instruiu os cristãos a orarem desta forma?'. Um homem não pode orar assim, quer por si mesmo ou por outros, a menos que ele tenha o dom miraculoso da oração! – Então, de acordo com o julgamento de Vossa Senhoria, 'orar de tal maneira, quer na continuidade de nossos sofrimentos, ou no livramento deles, com uma submissão devida ao bom prazer de Deus', é uma das extraordinárias operações do Espírito Santo, que ninguém agora pretende, a não ser os fanáticos modernos! Eu imploro a Vossa Senhora que considere... Pode o senhor manter friamente, que orar com a devida submissão à vontade de Deus, até mesmo nas aflições pesadas, é um dom miraculoso, uma operação extraordinária do Espírito Santo? Isto é peculiar aos tempos primitivos? Isto é alguma coisa que ninguém, a não ser os fanáticos pretendem? Se não, então, a própria consideração de Vossa Senhoria, de orar através do Espírito, prova indiscutivelmente que este é um privilégio comum a todos os cristão até o fim do mundo. 13. "'Eu prossigo', acrescenta Vossa Senhoria, 'para uma outra passagem das Escrituras, que tem sido inteiramente mal interpretada pelos fanáticos: 'E meu discurso e minha oração não foram com palavras da sabedoria sedutora do homem, mas na demonstração do Espírito e do poder; para que nossa fé não fique na sabedoria do homem, mas no poder de Deus'". (I Cor. 2:4,5) Não é apenas necessário evidenciar que, pela 'demonstração do Espírito e do poder' significou-se a demonstração do verdadeiro Cristianismo que surge das profecias do Velho Testamento, e dos milagres de Cristo e seus Apóstolos. Sim. É necessária uma evidência mais além, de que essas palavras não têm outro significado. Mas, Em Primeiro Lugar, como você irá evidenciar que eles ouviram isto? Com este objetivo, Vossa Santidade argumenta assim: -- 'Os primeiros parecem ser a demonstração do Espírito, com respeito aos testemunhos proféticos Dele. – E a demonstração do poder deve significar o poder de Deus, extraído dos milagres'. 'Deve!'. Por que isto? Que dunamiv significa freqüentemente poder miraculoso, admite-se, -- mas o que se segue? Que ele deve significar assim neste caso? Isto ainda deve ser provado. De fato, Vossa Senhoria diz que isto "aparece do seguinte versículo, no qual está afirmada a razão para se usar deste método de provar que o Cristianismo deve ser verdadeiro, ou seja, 'Que sua fé não poderia se situar na sabedoria de homens, mas no poder de Deus'. Pelo poder de Deus, portanto, deve necessariamente ser entendido os milagres executados por Cristo e seus Apóstolos'. Pela partícula inerente, 'portanto', esta proposição deveria ser uma inferência de algumas outras: Mas qual outra eu ainda não posso discernir. De modo que, para o momento, eu não posso apenas observá-la como uma instância nova da contornar a questão. 'Ele prossegue nos versos sétimo e décimo, seguintes, para explicar esta 'demonstração do Espírito e do poder'". Mas ele não diz uma sílaba nela, quer das profecias ou dos milagres antigos. Nem facilmente poderá ser provado que ele fala tanto de uma, quanto da outra, do começo ao fim do capítulo. Antes de transcrever o décimo-terceiro versículo: 'Que essas coisas também falamos, não nas palavras que a sabedoria do homem ensina, mas daquela que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com o espiritual', Vossa Santidade acrescenta: 'Com referência à última passagem, parece que as palavras que o Espírito Santo ensina devem ser revelações proféticas do Velho Testamento, que foram entregues aos Apóstolos, através do mesmo Espírito'. Eu não posso compreender como isto parece. Eu não posso, até agora, ver qualquer ligação, afinal, entre as premissas e a conclusão. Disto tudo, eu desejo que algum homem tranqüilo e sério leia todo este capítulo; e então, ele facilmente julgará qual é o significado natural das palavras na questão; e se (embora se admita que elas peculiarmente foram cumpridas nos Apóstolos, ainda assim) elas não pertencem manifestadamente, em um sentido menor, a todo o Ministro verdadeiro de Cristo. Porque, o que pode ser mais inegável do que isto, de que nosso pregar também é vão, a menos que seja atendido com o poder daquele Espírito que, sozinho traspassa o coração? E que nosso ouvir é inútil, a menos que o mesmo poder esteja presente para curar nossa alma, e dar a você a fé que 'não se situa na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus?'. 14. "Uma outra passagem que', Vossa Senhoria acredita 'tem sido mal interpretada pelos fanáticos, mas foi realmente peculiar para os tempos dos Apóstolos, é (João 2:20, 27): 'Nós temos a unção do Espírito, e sabemos todas as coisas. – Mas o óleo sagrado que temos recebido Dele permanece em você: E você não precisa que algum homem o ensine, mas o próprio óleo sagrado ensina a você todas as coisas, e é a verdade, e não mente. Assim como ele ensina a você, você deve permanecer Nele'. Aqui o Apóstolo arma os verdadeiros cristãos contra os sedutores, através de um argumento tirado 'da unção do Espírito Santo', que esta neles, ou antes, em meio a eles; ou seja, da inspiração imediata de alguns dos seus Professores". Aqui repousa sobre Vossa Senhoria provar, assim como afirmar: (1) Que "in" pode ser traduzido "em meio": (2) Que esta 'unção do Espírito Santo' significa a inspiração de alguns de seus Professores. O posterior, Vossa Senhoria tenta provar assim: -- 'Os Professores inspirados do passado foram colocados aparte para aquele oficio, por uma efusão extraordinária do Espírito Santo: Portanto, "'a unção do Espírito Único' aqui significa tal efusão". Eu nego a conseqüência; assim a questão deve ainda ser provada. O segundo argumento de Vossa Senhoria é esboçado do vigésimo-sexto versículo do décimo-quarto capítulo do Evangelho de Paulo. Apresentado na sua forma, ele se situa assim: -- "Se essas palavras, 'Ele deve ensinar a você todas as coisas' refere-se apenas aos dons miraculosos do Espírito Santo, então, essas palavras, 'A mesma unção ensina a você todas as coisas', refere-se ao mesmo dom miraculoso: 'Mas essas palavras referem-se apenas a um dom miraculoso: 'Portanto, esses se relacionam ao mesmo'". Eu compreendo que não será muito fácil demonstrar a conseqüência na primeira proposição. Mas eu nego a premissa também: O contrário, portanto, eu confio, parece ser verdade. Eu admito, de fato, que essas palavras foram mais eminentemente cumpridas na época dos Apóstolos: Mas isto é completamente consistente com os pertences deles, em um sentido mais restrito, a todos os cristãos, em todas as épocas; vendo-se que eles têm toda a necessidade de 'uma unção do Espírito Único. Uma assistência sobrenatural do Espírito Santo, para que eles pudessem saber, no devido uso dos meios apropriados, todas as coisas necessárias para suas almas', saúde. Portanto, não é fanatismo ensinar que 'a unção do Espírito Único' pertence a todos os cristãos em todas as épocas. 15. Existe um tópico de Vossa Senhora, ainda intocável; ou seja, a autoridade; algo do que você tem muito freqüentemente feito uso, e em que, provavelmente, a generalidade dos leitores supõe se encontra a força de Vossa Senhora. Na verdade, quando vossa Senhoria mencionou a princípio: 'o sentido geral da Igreja primitiva', eu presumi que você teria produzido assim numerosas autoridades, para que eu não pudesse facilmente ser capaz de consultá-las todas. Mas logo me certifiquei de meu equívoco; Vossa Senhoria referiu-se especificamente a Crisóstomo, Jerônimo, Orígenes e Atanásio. De qualquer modo, embora esses quatro não possam ser denominados de Igreja primitiva mais do que de Igreja universal, ainda assim, eu consinto em aceitar, através do sufrágio deles. Mais do que isto, eu irei ainda um passo além: Se dois desses afirmarem que esses sete textos pertencem apenas à era apostólica, e não aos cristãos dos tempos posteriores, eu desistirei de toda a causa. Mas que seja observado, se eles puderem afirmar que esses primeiramente pertenceram aos cristãos da era apostólica, que isto não prova o ponto, porque eles podem, em um sentido secundário, pertencer, não obstante, a outros: Nem algum deles fala nada de importante para a questão, a menos que ele mantenha, em termos expressos, que esses textos se referem apenas aos dons miraculosos do Espírito, e não, afinal, á condição de cristãos comuns. 16. Concernente a esses três textos, João 14:16, 26, e João 16:13, 'Eu poderia facilmente acrescentar', diz Vossa Senhoria, 'as competências de Crisóstomo e de outros comentadores antigos'. A autoridade de Crisóstomo eu irei considerar agora, e a de outros, enquanto elas são produzidas. Afirma-se que ele não apenas interpreta (João 16:13) ' Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras'; mas também, ambas as passagens no décimo-quarto capítulo, como originalmente pertencente aos Apóstolos. Ainda assim, parte de seu comentário sobre o vigésimo-sexto versículo é como se segue: -- "Tal é esta graça", do Consolador, "que se ela encontra tristeza, ela tira fora; se desejo nocivo, ela destrói. Ela lança fora o medo, e permite que aquele que a recebe, não seja por mais tempo um homem, mas o transforma, como se fosse no céu. Conseqüentemente, 'nenhum deles considerou alguma coisa como seu, mas continuou em oração, com alegria e simplicidade de coração'. Porque isto é, principalmente, a necessidade deles do Espírito Santo; uma vez que o fruto do Espírito é alegria, paz, fé, mansidão. De fato, os homens espirituais freqüentemente se afligem; mas aquela aflição é mais doce do que a alegria: Porque, tanto o que é do Espírito é de um ganho maior, quanto o que é do mundo é uma perda maior. Vamos, portanto, em manter os mandamentos'", de acordo com a exortação de nosso Senhor, (Verso 15), "assegura a insuperável assistência do Espírito, e nós devemos ser nada inferiores aos anjos". Aqui, Crisóstomo, depois de ele ter mostrado que a promessa do Consolador, originalmente pertenceu aos Apóstolos, (e quem, alguma vez, questionou isto?), indubitavelmente, ensina que, em um sentido secundário, ela pertence a todos os cristãos; a todos os homens espirituais; todos que mantêm os mandamentos. Eu apelo, portanto, a toda a humanidade, se sua autoridade, no tocante à promessa de nosso Senhor, nestes textos, não destrói a proposição que foi citada para provar? Embora, Vossa Santidade não nomeie outro autor aqui, ainda assim, você diz: "O sentido específico dessas passagens foi confirmada pela autoridade de Orígenes". É necessário, portanto, acrescentar o que ocorre em suas Obras, com respeito à presente questão. Ele ocasionalmente menciona esta promessa de nosso Senhor, em quatro lugares diversos. Mas é em apenas um, que ele fala pertinentemente ao ponto em questão, onde suas palavras são essas: -- "'Quando o Espírito da verdade vier, Ele os guiará para toda a verdade, e Ele irá ensinar-lhes todas as coisas'. A soma de todas as boas coisas consiste nisto, que um homem seja encontrado merecedor de receber a graça do Espírito Santo. Do contrário, nada será considerado perfeito nele que não tem o Santo Espírito". Essas palavras confirmam aquele "sentido dessas passagens que Vossa Santidade tem afirmado?". Antes, será que elas não as subvertem completamente, e provam (como acima) que, embora esta promessa de nosso Senhor, primeiramente, pertença aos Apóstolos, ainda assim, em um sentido secundário, ela pertence (de acordo com o julgamento de Orígenes) a todos os cristãos em todas as épocas? 17. O quarto texto mencionado, como pertencente aos primeiros cristãos apenas, é (Romanos 8:15, 16) 'Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes com temor, mas recebestes o espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai! O Espírito mesmo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus'; e é dito que: "Esta interpretação é confirmada pela autoridade da maioria dos antepassados eminentes". O leitor é particularmente referido a Orígenes, e Jerônimo "in locum". Mas aqui parece ser um equívoco do nome. Jerônimo "in locum" deveria significar, Jerônimo para o lugar; para (Romanos 8:15, 16). Mas eu não posso compreender que haja uma palavra para lugar, em todas as Obras de Jerônimo. Nem, de fato, Orígenes comentou, sobre isto, algo mais do que Jerônimo. Mas ele ocasionalmente menciona, nestas palavras: -- "Ele é um bebê que se alimenta de leite; mas, se ele busca as coisas que estão acima, sem dúvida, será como aqueles que 'receberam, não o espírito da escravidão novamente, para temerem, mas o Espírito da adoção', por meio do qual eles clamam, Aba, Pai'". Novamente: "A plenitude do tempo está vindo; quando aqueles que estão desejosos de receber a adoção, como Paulo ensina nestas palavras, 'Vocês não receberam o espírito da escravidão, novamente; mas receberam o Espírito de adoção, por meio do qual, vocês clamam Aba, Pai!'. E está escrito no Evangelho, segundo João: 'Para tantos quanto O receberam, a eles deu poder para que se tornassem filhos de Deus; até mesmo, a eles que creram em seu nome'". E novamente: "Cada um que é nascido de Deus, e não comete pecado, por seus próprios atos, diz, 'Nosso Pai que estás no céu': 'o próprio espírito testemunha com seu espírito que eles são filhos de Deus'". (ibid). De acordo com Orígenes, portanto, este testemunho do Espírito não é algum testemunho público, através de milagres, peculiares aos primeiros tempos, mas um testemunho interior que é pertencente a todos, em comum, que são nascidos de Deus; conseqüentemente, a autoridade de Orígenes não 'confirma aquela interpretação'; nem, absolutamente, a destrói. 18. A última autoridade, para a qual Vossa Santidade apela neste texto, é "para o grande João Crisóstomo, que considerou o testemunho do Espírito de adoção, através do qual nós clamamos, 'Aba, Pai', entre os dons miraculosos do Espírito". Você se refere às palavras de Crisóstomo, mais do que as transcreve aqui, como as tendo quase traduzido, no presente relato do testemunho do Espírito. De qualquer forma, eu acredito que não será trabalho perdido transcrever algumas dessas palavras. É no seu comentário do décimo-quarto versículo, que ele menciona a comparação de Paulo, entre um judeu e um cristão. Que cada leitor julgue quão razoavelmente Vossa Santidade tem representado isto: -- "'Tantos quantos são conduzidos pelo Espírito de Deus, estas são as almas de Deus'. – Visto que os antigos também deram o mesmo título aos judeus, ele mostra, em seqüência, que grande diferença existe entre aquela honra e esta. Porque embora, diz ele, os títulos sejam os mesmos; ainda assim, as coisas não são. E ele prova plenamente isto, comparando, o que eles receberam e o que eles procuraram". Primeiro, ele mostra o que eles receberam, a saber, 'o espírito de escravidão'. Por conseguinte, ele acrescenta: 'Vocês não receberam e espírito de escravidão, para temerem, novamente; mas o Espírito de adoção'. O que significa o espírito do medo? – Observe toda a vida deles, e você claramente saberá. Porque as punições estavam em seus calcanhares, e havia muito medo, por todos os lados, e diante de suas faces. Mas, conosco não é assim. Porque nossa mente e consciência estão limpas. De modo que nós fazemos todas as coisas bem, não por temor da punição presente, mas através de nosso amor a Deus, e de um habito de virtude. Eles, portanto, embora fossem chamados de filhos, ainda assim, eram como escravos; mas nós, feitos livres, recebemos a adoção e buscamos não a terra de lei e mel, mas os céus. "Ele traz também uma outra prova, de que temos o Espírito de adoção, pelo qual, diz ele, nós clamamos, 'Aba, Pai'. Esta é a primeira palavra que proferimos: meta tav qaumastav wdinav ekeinav, kai ton xenon kai paradoxon loceumatwn nomon; depois daquelas espantosas contrações do parto, e daquela maneira estranha e maravilhosa de produzir frutos. 'Ele nos traz ainda uma outra prova da superioridade daqueles que tinham este Espírito de adoção: 'O próprio Espírito testemunha com nosso espírito que somos filhos de Deus'. Eu provo isto, diz ele, não apenas da própria voz interior, mas também da origem de onde esta voz procede: Porque o Espírito sugere as palavras, enquanto pensamos assim, o que ele, alhures expressou mais claramente, 'Deus enviou o Espírito de seu Filho, para dentro de nossos corações, clamando, Aba. Pai!'. Mas o que é isto, 'O Espírito testemunha com nosso espírito?'. Ele quer dizer, o Paracleto, através do dom dado a nós". (Mas que isto foi um dom extraordinário, nós não temos notificação, afinal, nem antes, nem depois). "E quando 'o Espírito testemunha', que dúvida resta? Se um homem ou anjo fala, alguns poderiam duvidar; mas, quando o Altíssimo é quem testemunha conosco, quem pode duvidar mais?". Agora que algum homem razoável julgue quão longe Vossa Senhoria "traduziu as palavras de Crisóstomo; e se ele considerou o testemunho do Espírito, entre os dons miraculosos do Espírito Santo", ou entre os dons comuns do Espírito de Cristo, que, se um homem não tem, não é Dele. 19. O quinto texto de Vossa Senhoria cita, como descrevendo um dom miraculoso do Espírito, é (I Cor. 14:15) ' Que fazer, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento'. Para provar isto, você comenta no oitavo capítulo aos Romanos, particularmente o vigésimo-sexto versículo; e aqui novamente é dito que "a interpretação afirmada é confirmada por diversos dos mais eminentes antepassados; mais especialmente, o grande John Crisóstomo, assim como, por Orígenes e Jerônimo, junto ao lugar". Eu não posso me certificar de que Jerônimo escreveu uma linha junto a este lugar. E é óbvio que Crisóstomo supôs que todo o contexto do décimo-sétimo ao vigésimo-quinto versículo, relaciona-se a todos os cristãos em todas as épocas. Como isto pode ser dito para "confirmar a interpretação especificada", eu não posso conjecturar. Mais do que isto, é notável que ele explica a primeira parte do vigésimo-sexto versículo, como descrevendo o privilégio comum de todos os cristãos. Assim sendo, portanto, ele não confirma, mas destrói a 'interpretação antes afirmada'. Mas, no meio do versículo, ele rompe e expõe a última parte, como descrevendo um dos dons miraculosos. Ainda assim, eu devo fazer justiça a este homem venerável ao observar que ele não supõe que um dom miraculoso é dado; apenas, que o inspirado poderia fazer o que algum cristão comum não teria feito sem ele; (esta interpretação, até mesmo da última parte do versículo, ele, de modo algum, confirma); a não ser aquela que ele teria perguntado, em toda a circunstância particular, a coisa determinada que foi da vontade de Deus conceder. 20. O terceiro patriarca, por quem esta interpretação é confirmada, é Orígenes. A primeira passagem dele, que se refere a (Romanos 8:26) 'Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis', transcorre assim: -- "Depois de todas essas coisas, Paulo, percebendo quão longe ele estava de saber orar pelo que devia, como deveria, diz: 'Nós não sabemos o que nós podemos pedir, quando precisamos'. Mas acrescenta, disto, o que é esperado possa ser feito por alguém que, de fato, não sabe, mas se esforça para se achar merecedor de ter a imperfeição substituída. Porque ele diz: 'Igualmente o Espírito também auxilia em nossas enfermidades. Porque nós não sabíamos o que poderíamos pedir, quando deveríamos. Mas o próprio Espírito faz a intercessão por nós, com gemidos que não podem ser exprimidos. E Ele que sonda os corações, sabe qual é a mente do Espírito; porque Ele faz a intercessão pelos santos, de acordo com a vontade de Deus'". "O Espírito que clama, 'Aba, Pai', nos corações dos santos, conhecendo bem nossos gemidos neste tabernáculo, 'faz a intercessão por nós, com gemidos que não podem ser articulados'. Para este mesmo efeito, está aquela Escritura: (I Cor. 14:15) 'Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento'. Porque nosso entendimento (nossa mente) não pode orar, se o Espírito não orar antes dela, e o entendimento, por assim dizer, ouvi-lo". Novamente: "Eu saberia como os santos clamam para Deus, sem uma voz. O Apóstolo mostra que 'Deus enviou o Espírito de Seu Filho, para dentro de nossos corações, clamando, Aba, Pai!', e acrescenta: 'O próprio Espírito faz intercessão por nós, com gemidos, que não podem ser exprimidos'. E novamente: 'Ele que sonda os corações sabe qual a disposição do Espírito, porque ele faz intercessão pelos santos, de acordo com a vontade de Deus'. Assim, portanto, o Espírito, fazendo a intercessão por nós, junto a Deus, o clamor dos santos é ouvido, sem uma voz". Uma vez mais, em sua Homilia sobre Josué: -- "Jesus, nosso Senhor, não desiste de nós; mesmo que não saibamos orar, pelo que devemos', ainda assim, 'o próprio Espírito faz a intercessão por nós, com gemidos que não podem ser exprimidos. Agora o Senhor é este Espírito': O Espírito assiste nossas orações e as oferece a Deus com gemidos que não podem ser expressos em palavras". Eu acredito que todos os homens racionais irão observar disto que Orígenes está tão longe de confirmar, que ele completamente destrói a interpretação de Vossa Senhora, do décimo-sexto, assim como vigésimo-sexto versículo deste capítulo; vendo que, em seu julgamento, ambos este testemunho do Espírito e desta oração pertencem a todos os cristãos em todas as épocas. 21. A sexta Escritura que Vossa Senhoria tem se proposto mostrar, "refere-se apenas aos tempos apostólicos", é (I Cor. 2:3, 4) 'A minha linguagem e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do Espírito de poder; para que a vossa fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus'. E "esta interpretação também', diz-se, 'é conformada pela autoridade de Crisóstomo, Orígenes e outros escritores antigos". Com esses outros "escritores antigos". Eu não tenho preocupação ainda. Crisóstomo até aqui, confirma esta interpretação, quando explica toda aquela frase 'o Espírito e o poder', do "poder do Espírito, mostrado através de milagres". Mas ele não diz palavra de alguma "prova da religião cristã, surgindo dos tipos e profecias do Velho Testamento". Orígenes possui essas palavras: - "Nossa palavra tem uma certa demonstração peculiar, mais divina do que a demonstração lógica grega. Isto o Apóstolo denomina de 'a demonstração do Espírito e do poder'; do Espírito, porque as profecias, suficientes para convencer qualquer um, especialmente das coisas que se referem a Cristo; do poder, porque dos poderes miraculosos, algumas pegadas ainda permanecem". Disto, nós podemos, sem dúvida, inferir que Orígenes julgou que este texto se referia, em seu primeiro sentido, aos Apóstolos; mas nós podemos disto concluir que ele não julgou que ele pertencesse, em um sentido menor, a todos os verdadeiros Ministros de Cristo? E ele vai falar, de si mesmo, no mesmo discurso: -- "'E meu discurso e minha pregação não foram com palavras sedutoras da sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e do poder; para que nossa fé não pudesse se situar na sabedoria de homens, mas no poder de Deus'. Esses que ouvem a palavra, pregadas com o poder, são preenchidos com o poder", (N.B: não o poder de operar milagres), "que eles demonstram ambos em sua disposição, e em suas vidas, e no seu esforço para com a verdade, até a morte. Porém, alguns, embora professem acreditar, não têm este poder de Deus neles, mas estão vazios". (Será que Orígenes acredita, então, que o poder mencionado neste texto pertenceu apenas à época apostólicas?) "Veja a força da palavra, conquistando crentes, através de uma persuasiva, atendida com o poder de Deus! Eu falo disto, para mostrar o significado daquele que disse: 'E meu discurso e minha pregação não foram com as palavras sedutoras da sabedoria humana, mas na demonstração do Espírito e poder; para que sua fé não se situasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus'. Estes significados divinos, do que é falado, não é suficiente, em si mesmo (embora seja verdadeiro, e muito merecedor de ser acreditado), para penetrar a alma de um homem, se não existe também um certo poder de Deus dado a um pregador; e esta graça não pode deixar de ser de Deus". Depois de observar que esta é a mesma passagem que Vossa Senhoria menciona, no encerramento de outra, mas não cita, eu desejo que toda pessoa imparcial julgue, se Orígenes não determina claramente que o poder falado deste texto, em alguma medida, é dado a todos os Ministros em todas as épocas. 22. A última Escritura que Vossa Senhoria afirma "ser peculiar aos tempos dos Apóstolos", é aquela na Primeira Epístola de João, concernente a "unção do Espírito Único". Para confirmar esta interpretação, nós somos levados à autoridade de "Orígenes e Crisóstomo, nas passagens paralelas do Evangelho de João". Mas pareceu que ambos esses patriarcas supuseram que aquelas passagens pertencem a todos os cristãos; e, conseqüentemente, sua autoridade (se essas são passagens paralelas) se situa completamente contra essa interpretação. Vossa Santidade acrescenta, "Eu devo aqui acrescentar apenas aquela do grande Atanásio [Atanásio, bispo de Alexandria, falecido em 373, e que combateu os arianos], que interpreta a 'unção do Espírito Único', não meramente da graça divina, mas dos dons extraordinários do Santo Espírito". Mais do que isto, é suficiente, se ele o interpreta, afinal, da graça comum, tal como é comum a todos os cristãos. E isto, Vossa Senhoria permite que ele faça. Mas eu não posso permitir que ele o interprete de alguma coisa mais. Eu não posso perceber que ele o interprete, afinal, "dos dons extraordinários do Espírito Santo". Suas palavras são: "O Espírito Santo é chamado, e é, a unção e o selo. Porque João escreve: 'a unção que vocês têm recebido Dele, habita em vocês; e vocês não precisam que algum homem os ensine, a não ser quando Sua unção', Seu Espírito, 'os ensina todas as coisas'. Novamente: Está escrito no Profeta Isaias, 'O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu'. E Paulo escreve assim: 'Em quem estamos selados'. E novamente: 'Não aflija o Espírito de Deus, por meio do qual vocês estão selados, até o dia da redenção'. Esta unção é o fôlego do Filho; de modo que ele que tem o Espírito pode dizer: 'Nós somos o doce aroma de Cristo'. Porque somos parceiros do Espírito Santo, nós temos o Filho; e tendo o Filho, temos 'o Espírito clamando em nossos corações, Aba, Pai". E, assim, em seu Discurso contra os arianos: -- '"Ele envia o Espírito de seu Filho aos nossos corações, clamando, Aba, Pai'. Seu Filho em nós, invocando o Pai, o faz ser chamado de nosso Pai. Certamente, Deus não pode ser chamado de Pai daqueles que não têm o Filho em seus corações". Não é fácil de ser observado aqui: (1) Que Atanásio torna "aquele testemunho do Espírito", comum a todos os filhos de Deus. (2) Que ele junta "a unção do Espírito Único", com aquele selo do Espírito, por meio do qual, todos que perseveram são "selados para o dia da redenção": e (3) Que ele não fala, nesta passagem, dos dons extraordinários, afinal? Disto tudo, portanto, tanto quanto pôde ser reunido dos autores acima citados, é que o sentido da Igreja primitiva, "embora algumas das Escrituras primeiramente se refiram a esses dons extraordinários do Espírito, que fora dado aos Apóstolos, e algumas poucas outras pessoas, na época apostólica; referem-se, ainda assim, em um sentido secundário, àquelas operações comuns do Espírito Santo, que todos os filhos de Deus experimentam e irão experimentar, sempre, até o fim do mundo". 23. O que eu quero dizer por operações comuns do Espírito Santo, eu concluo nas palavras de um escritor moderno: -- "A santificação, sendo oposta à nossa corrupção, e respondendo completamente à latitude dela, qualquer que seja a necessidade de santidade e perfeição em nossa natureza, ela deve ser suprida pelo Espírito de Deus. Porquê, pela natureza, nós somos totalmente vazios de toda a verdade redentora, e sob a impossibilidade de conhecer a vontade de Deus; este 'Espírito que sonda todas as coisas; sim, até mesmo as coisas profundas de Deus', e as revela aos filhos dos homens, de modo que, por meio delas, as trevas de seu entendimento são expulsas, e eles são iluminados com o conhecimento de Deus. O mesmo Espírito que revela o objeto da fé, de maneira geral, para a Igreja universal, também ilumina o entendimento daqueles que crêem, para que eles possam receber a verdade". "Porque 'a fé é o dom de Deus'; não apenas no objeto, mas também no ato. E este dom é o dom do Espírito Santo operando em nós. -- E tanto o aumento da perfeição, quanto à fé no Espírito de Deus, é através de uma iluminação interior da alma". "A segunda parte do ofício do Espírito Santo, é a renovação do homem, em todas as partes e faculdades de sua alma. Uma vez que o Espírito de Deus faz com que nossa corrupção natural, consista no oposto de nossas vontades, em uma degeneração de nossas afeições; e uma inclinação delas a toda à vontade de Deus". "A terceira parte deste ofício é conduzir, direcionar, e nos governar em nossas ações e modo de vida. 'Se vivemos no Espírito', avivados por sua renovação, nós devemos também 'caminhar no Espírito', seguindo sua direção, e conduzidos pela sua direção manual. Nós somos também inspirados e influenciados pelo Espírito de Deus que nos dá 'ambos o querer e o fazer': E 'tantos quanto são' assim 'guiados pelo Espírito de Deus, estes são os filhos de Deus. (Romanos 8:14). Além disso, para que essa direção prove ser mais efetiva, somos guiados em nossas orações, pelo mesmo Espírito; de acordo com a promessa: 'Eu irei derramar sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, o Espírito da graça e súplica'. (Zacarias 12:10). Considerando que, então, 'esta é a confiança que nós temos Nele, de que, se nós pedirmos algo, de acordo com sua vontade, ele nos ouvirá; e, visto que 'nós não sabemos como podemos pedir, pelo que devemos, o próprio Espírito faz a intercessão por nós com gemidos que não podem ser exprimidos'; e 'ele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque ele faz a intercessão pelos santos, de acordo com a vontade de Deus'". (Romanos 8:27). "Desta intercessão", (feita por todos os cristãos verdadeiros), "ele tem o nome do Paracleto dado por ele, através de Cristo, que disse: 'Eu orarei ao Pai, e ele dará a vocês um outro Ajudador'. (João 14:16, 26). 'Porque, se algum homem pecar, nós temos um Ajudador com o Pai, Jesus Cristo, o reto', diz João; 'aquele que faz a intercessão por nós', diz Paulo. (Romanos 8:34). E temos um 'outro Paracleto', diz nosso Salvador; (João 14:16); 'que também intercede por nós', diz Paulo, (Romanos 8:27). Um Paracleto, então, na noção das Escrituras, é um intercessor". "É também o ofício do Espírito Santo, 'nos assegurar a adoção de filhos'; criar em nós um sentido do amor paternal de Deus, para conosco, com a finalidade de nos dar uma garantia de nossa herança eterna'. O amor de Deus está espalhado por todo nossos corações, pelo Espírito Santos que nos é dado'. 'Porque, tantos quantos são guiados pelo Espírito de Deus, estes serão filhos de Deus'. E, porque são filhos, Deus os enviou o Espírito de seu Filho para dentro dos corações, clamando, Aba. Pai'; o próprio Espírito testemunhando com nosso espírito que somos os filhos de Deus'. (Versículo 15 e 16)". "Uma vez, portanto, que nascemos do Espírito, e recebemos Dele nossa regeneração, então, temos também, pelo mesmo Espírito 'assegurado nossa adoção'. Porque, sendo 'filhos, nós somos herdeiros; herdeiros de Deus, e co-herdeiros com Cristo', pelo mesmo Espírito, nós temos o penhor, ou antes, 'a garantia de nossa herança'. Uma vez que 'Aquele que nos estabeleceu em Cristo, e nos tem ungido, é Deus; que também nos selou, e nos deu a garantia de seu Espírito em nossos corações': De modo que 'somos selados com aquele Espírito Santo da promessa, que é a garantia da nossa herança'. O Espírito de Deus, como é dado a nós nesta vida, é para ser observado como uma garantia, sendo parte daquela recompensa, que está prometida, e, na execução da aliança com Deus, feita conosco, e certamente a ser recebida". Vossa Santidade observou que a "interpretação dessas passagens que se referem 'à unção do Espírito Único', depende da consciência daquelas outras passagens das Santas Escrituras, particularmente aqueles no Evangelho de João". Agora, se for assim, então, essas palavras fixam o sentido de seis em sete textos em questão; e cada um deles, no julgamento deste escritor, descreve os dons comuns concedidos a todos os cristãos. Agora fica a cargo de Vossa Senhoria fazer a sua escolha; quer para condenar, ou para absolver ambos. Quer Vossa Senhoria deva condenar Bispo Pearson como um fanático; (um homem em nada inferior ao Bispo Crisóstomo); ou absolver a mim; uma vez que eu tenho sua autoridade expressa do meu lado, concernente a cada texto que eu afirmo pertencer a todos os cristãos. 24. Mas eu tenho uma autoridade maior do que a dele, e tal que eu reverencio, apenas menos do que os oráculos de Deus; eu quero dizer, aquela de nossa própria Igreja. Eu poderia encerrar este assunto colocando o que ocorre nos seus registros autênticos, no que se refere ao nosso "receber o Espírito Santo", assim como às suas operações comuns em todos os cristãos verdadeiros. Em seu Serviço Diário, ela nos ensina a implorarmos a Deus "para nos garantir seu Santo Espírito, para que aquelas coisas que fazemos no presente possam ser agradáveis a Ele, e para que nossas vidas sejam puras e santas"; orarmos por nosso soberano senhor, o Rei, para que Deus possa "prover a ele com a graça de Seu Espírito Santo"; para que toda a família real possa ser "dotada do Santo Espírito, e enriquecida com sua graça divina"; para que "a Igreja Católica, possa ser guiada e governada por seu bom Espírito"; e para que todos nela que, a qualquer momento, "fizeram sua súplica comum junto a Ele', para que ' o companheirismo" e comunhão "do Espírito Santo possa estar com ele todos sempre mais". Suas Coletas estão cheias de pedidos para o mesmo efeito: "Garantir que possamos ser diariamente renovados pelo Espírito Santo". (Coleta para o Dia de Natal). "Garantir que, em todos os nossos sofrimentos aqui, para o testemunho da tua verdade, possamos, pela fé, observar a glória que pode ser revelada, e, 'estando, preenchidos com o Espírito Santo', possamos amar e abençoar nossos perseguidores'. (Dia de São Estéfano)". "Envia teu Santo Espírito e derrama em nossos corações aquele mais excelente dom do amor". (Qüinquagésimo Domingo). "Ó Senhor, de quem todas as boas coisas procedem, garante aos teus humildes servos, que, pela tua santa inspiração, possamos pensar aquelas coisas que são boas, e pela tua direção misericordiosa, possamos executar as mesmas". (Quinto Domingo Após a Páscoa) "Nós imploramos a ti, não nos deixa desconsolados, mas nos envia o Espírito Santo para nos confortar". (Domingo após o Dia da Ascensão). "Garante-nos, pelo mesmo Espírito termos um julgamento correto em todas as coisas, e nos regozijarmos mais e mais em seu conforto santo". (Domingo de Pentecostes). (N.B. A Igreja aqui ensina a todos os cristãos a clamar pelo Ajudador, em virtude da promessa feita em João 14). "Garante-nos, Senhor, nós imploramos a ti, o Espírito, para pensarmos e fazermos sempre tais coisas que sejam corretas". (Nono Domingo após a Trindade). "Ó, Deus, visto que como sem Ti, não somos capazes de agradar a Ti; misericordiosamente nos garante que Teu Espírito Santo possa, em todas as coisas nos direcional e governar nossos corações". (Décimo-nono Domingo após a Trindade). "Limpa os pensamentos de nossos corações, pela inspiração do Teu Santo Espírito, para que possamos perfeitamente amar a Ti, e merecidamente glorificar Teu santo nome". (Ofício da Comunhão). "Dá Teu Santo Espírito para esta criança (ou esta pessoa), para que ele possa nascer de novo. – Dá Teu Santo Espírito para essas pessoas", (N.B. já batizadas) "para que elas possam continuar teus servos". "Poderoso Deus, que tens concedido regenerá-los com o Espírito Santo, o Ajudador, e aumentar diariamente neles os dons diversos de Tua graça". (Ofício da Confirmação). Pode suficientemente aparecer dessas passagens, para quais propósitos cada cristão, de acordo com a doutrina da Igreja da Inglaterra, "recebe" agora "o Espírito Santo". Mas isto ficará ainda mais claro, daquelas que se seguem; em que o leitor pode igualmente observar um sentido claro e racional, da revelação do próprio Deus a nós; da inspiração do Espírito Santo, e o sentimento que um crente tem em si mesmo, 'da poderosa obra do Espírito de Cristo: - 25. "Deus deu a eles a velha graça de serem seus filhos, assim como Ele faz hoje. Mas, agora, através da vinda de nosso Salvador, Cristo, nós temos recebido mais abundantemente o Espírito de Deus em nossos corações". (Homilia sobre a Fé – Parte II). "Ele morreu para destruir o governo do diabo em nós; e Ele ressuscitou para enviar seu Espírito Santo, para 'governar em nossos corações'". (Homilia sobre a Ressurreição) "Nós temos o Espírito Santo, como um selo e uma garantia de nossa herança eterna". (Ibid) "O Espírito Santo constrangeu cada um, como se tivesse línguas de fogo penetrantes; para ensinar-lhes que é Ele quem dá eloqüência e expressão vocal na pregação do Evangelho; quem produz um zelo ardente em direção à palavra de Deus, e dá a todos os homens uma língua; sim, uma língua flamejante". (N.B. O que quer que ocorra em algum dos Diários, a respeito de Deus "dando-me expressão vocal", ou "capacitando-me a falar com poder", não pode, portanto, ser citado como fanatismo, sem prejudicar a Igreja, por intermédio de mim). "De modo que, se algum homem for um cristão mudo; não professando sua fé abertamente, ele oferece oportunidade para duvidar, com receio de não ter a graça do Espírito Santo dentro dele". (Homilia no Pentecostes – Parte I). "É do ofício do Espírito Santo santificar; o que está mais oculto, em nosso entendimento", (ou seja, a maneira mais específica de sua obra), "quanto mais deve mover todos os homens, surpreenderem-se diante das obras secretas e poderosas do Espírito Santo de Deus que está em nós. Porque é o Espírito Santo que vivifica a mente dos homens, incitando movimentos santos em nossos corações. Nem Ele pensa que seja suficiente operar, interiormente, o novo nascimento do homem, a menos que Ele também habite em nós e nós Nele. 'Vocês não sabem', pergunta Paulo, 'que vocês são o templo de Deus, e que seu Espírito habita em vocês? Vocês não sabem que seus corpos são o templo do Espírito Santo, que está em vocês?'". "Novamente, ele diz, 'Vocês não estão na carne, mas no Espírito'. Por que? 'O Espírito de Deus habita em vocês'. Com isto concorda João: 'A unção que vocês receberam' (ele quer dizer o Espírito Santo) 'habita em vocês'. (I João 2:27). E Pedro diz o mesmo: 'O Espírito da glória e de Deus repousa sobre vocês'. Ó, que conforto é isto para o coração do verdadeiro cristão, pensar que o Espírito Santo habita nele! 'Se Deus está conosco', como o Apóstolo diz, 'quem poderá ser contra nós?'. Na tentação e aflição, Ele dá temperança e alegria do coração, e é, por conseguinte, chamado de 'O Consolador', (I João 14:16). Ele instrui os corações do simples, no conhecimento de Deus e sua palavra; portanto, ele é justamente denominado de 'O Espírito da verdade'. (verísuclo 16:13). E onde o Espírito Santo instrui e ensina, não existe demora em todo o aprendizado". (Ibid). Desta passagem, eu aprendi, Em Primeiro Lugar, que todo cristão verdadeiro agora "recebe o Espírito Santo", como Paracleto, ou Ajudador prometido por nosso Senhor (João 14:16). Em Segundo Lugar, que todo cristão O recebe como "o Espírito da verdade", (prometido João 16) para "ensinar a ele todas as coisas"; E, Em Terceiro Lugar, que "a unção", mencionada na primeira Epístola de João, "habita em cada cristão". 26. "Ao ler a palavra de Deus, ele aproveitou a maioria do que é mais inspirada com o Espírito Santo". (Homilia sobre a leitura das Escrituras – Parte I). "A sabedoria humana e do mundo não é necessária para o entendimento das Escrituras, mas a revelação do Espírito Santo, que inspira o significado verdadeiro a eles, para que com humildade e diligência busquem por elas". (Ibid) "Faça-o saber e ter consciência de que não existe outro debaixo do céu, que é dado ao homem, e por meio do qual podemos ser salvos. 'Se nós percebemos, nossa consciência em paz com Deus, através da remissão de nossos pecados, -- tudo isto é Deus'". (Homilia sobre Semana de Súplica – Parte III). "Se você tiver tal fé em você, regozije-se nela, e permita que ela cresça diariamente, através dos bons procedimentos". (Homilia da Fé – Parte III). "O fiel pode ter a tranqüilidade da consciência, o aumento da fé e esperança, forjada com muitas outras graças de Deus". (Homilia sobre o Sacramento – Parte I) "Homens santos sentem interiormente o Espírito Santo de Deus, inflamando seus corações com amor". (Homilias sobre certos lugares das Escrituras – Parte I). "Deus nos dá a graça de conhecermos essas coisas, e as sentirmos em nossos corações! Este conhecimento e consciência não vêm de nós mesmos. Portanto, clamemos humildemente ao Espírito bondoso, por sua presença, para que possamos ser capazes de ouvir a bondade do Deus de nossa salvação. Porque sem sua inspiração viva, nós não podemos falar tanto no nome do Mediator. 'Nenhum homem pode dizer que Jesus é o Senhor, a não ser através do Espírito Santo'; muito menos podemos ser capazes de crer e conhecer esses grandes mistérios que são revelados a nós, através de Cristo". "'Mas nós temos recebido', diz Paulo, 'não o espírito do mundo, mas o Espírito que é de Deus'; para este propósito, 'para que possamos conhecer as coisas que nos são dadas livremente por Deus'. No poder do Espírito reside toda a habilidade para conhecer a Deus, e para agradar a Ele. É Ele que purifica a mente, através de sua obra secreta. Ele ilumina o coração, para conceder pensamentos merecedores do Altíssimo Deus. Ele se situa na língua do homem, para animar o falar sua honra. Ele é o único que ministra a força espiritual para os poderes da alma e corpo. E se nós temos algum dom, por meio do qual podemos beneficiar nosso próximo, tudo é forjado, por meio deste único e mesmo Espírito". (Homilia para a Semana de Súplica – Parte III). 27. Cada proposição que eu tenho avançado aqui, concernente a essas operações do Espírito Santo, que eu acredito, são comuns a todos os cristãos, em todas as épocas, está aqui claramente mencionada por nossa própria Igreja. Da completa consciência disto, eu não pude entender muito bem, durante muitos anos, como foi que, no mencionar alguma dessas grandes verdades, mesmo em meio aos homens cultos, o clamor imediatamente se ergueu: "Uns fanáticos! Uns fanáticos!". Mas eu percebo claramente agora que esta é apenas uma velha falácia em uma nova forma. Objetar o entusiasmo de alguma pessoa ou doutrina, não deixa de ser um método apropriado de começar a questão. Geralmente poupa o opositor da preocupação de raciocínio, e é um caminho mais curto e mais fácil de conduzir sua causa. Por exemplo, eu afirmo que "até que um homem 'receba o Espírito Santo', ele está sem Deus no mundo; que ele não pode conhecer as coisas de Deus, a menos que Deus as revele a ele, através do Espírito; não; não temos um só temperamento santo ou divino, sem a inspiração do Espírito Santo". Agora, pode alguém que esteja consciente de que ele não experimentou algumas dessas coisas, tentar rebater essas proposições, quer das Escrituras ou da Antigüidade, isto provaria ser uma tarefa difícil. O que, então, ele deve fazer? Por que gritar: "Fanáticos! Fanáticos! E o trabalho está feito". Mas o que ele quer dizer por fanatismo? Talvez, nada, afinal: Poucos têm alguma idéia distinta deste significado. Talvez, "alguma coisa muito ruim", ou "alguma coisa eu nunca experimentei e não entendo". Eu poderia dizer a você, então, que "coisa terrível" isto é? Eu acredito, que os homens inteligentes podem considerar o fanatismo como uma espécie de loucura religiosa; uma imaginação falsa de ser inspirado por Deus: E, através de um fanático, alguém que fantasie estar sob a influência do Espírito Santo, quando, de fato, não está. Que alguém prove que eu sou culpado disto, se puder. E eu direi, uma vez mais, tudo o que eu acredito sobre estes assuntos: E, se algum homem mostrar-me (por argumentos, não por nomes pesados) o que há de errado, eu irei dar graças a Deus e a ele. 28. Cada bom dom é de Deus, e é dado ao homem, através do Espírito Santo. Pela natureza, existe em nós, nenhuma coisa boa; e não pode haver, a não ser, por quanto tempo ela é forjada em nós, através daquele bom Espírito. Vocês têm algum conhecimento verdadeiro do que seja bom? Este não é o resultado de nosso entendimento natural. "O homem natural não discerne as coisas do Espírito de Deus". De modo que nos nunca podemos discerni-las, até que Deus "as revele a nós, pelo seu Espírito". Revele, ou seja, desvende, descubra; faça-nos saber o que não sabíamos antes. Como nós amamos? O amor "é espalhado em nossos corações, pelo Espírito Santo que é dado a nós". Ele inspira, respira, introduz em nossas almas, o que de nós mesmos não poderíamos ter. Nosso espírito se regozija em Deus nosso Salvador? Trata-se da "alegria no Espírito Santo", ou através "Dele". Temos a paz interior verdadeira? Trata-se "da paz de Deus", forjada em nós, pelo mesmo Espírito. Fé, paz, alegria, amor são todos os seus frutos. E, como figurativamente é dito que podemos ver a luz da fé; então, através de uma figura igual de linguagem, podemos sentir esta paz e alegria, e amor; ou seja, temos uma experiência interior delas, para a qual não podemos encontrar palavra alguma adequada para expressar. As razões, porque eu uso esses termos, ao falar dessas coisas, (inspiração, particularmente) são: (1) Porque elas são bíblicas. (2) Porque elas são usadas por nossa Igreja. (3) Porque eu não conheço alguma melhor. A palavra "influência do Espírito Santo", que eu suponho você usa, é um termo mais forte e menos natural do que inspiração. É muito mais forte; assim como "fluir na alma" é uma expressão mais forte do que "animar a alma, através do fôlego"; -- e menos natural, uma vez que fôlego tem uma relação próxima ao espírito; para o qual, fluir nele, tem apenas uma relação distante. Mas você pensou que eu quisesse dizer "inspiração imediata". Eu quero, ou eu não quero dizer nada, afinal. Nem, de fato, tal inspiração tem algum intermediário. Toda inspiração, mesmo que por estes meios, é imediata. Suponha, por exemplo, que você esteja envolvido em orações privativas, e Deus derrame seu amor dentro de seu coração. Deus, então, age imediatamente na sua alma; e o amor dele que você, então, experimenta, é tão imediatamente soprado em você, pelo Espírito Santo, como se você tivesse vivido setecentos anos atrás. Mude o termo: Diga: O Senhor, então, o ajuda a amá-Lo. Bem, e esta não é uma ajuda imediata? Diga: Seu Espírito concorda com o meu. Você não alcança argumento. Trata-se de uma ocorrência imediata, ou nenhuma, afinal. Deus, um Espírito, age sobre seu espírito. Faça o contrário, se você puder. Eu não posso conceber como aquela palavra inofensiva imediatamente veio a ser tal "bicho papão" no mundo: "Porque, eu penso que você quis dizer tal inspiração como os Apóstolos tiveram; e tal recebimento do Espírito Santo, como a que ocorreu no dia de Pentecostes". Eu faço, em parte: De fato, eu não quero dizer que os cristãos recebem agora o Espírito Santo, com o objetivo de operar milagres; mas que eles, sem dúvida, o "recebem"; sim, são "preenchidos com o Espírito Santo", com o objetivo de serem preenchidos com os frutos daquele abençoado Espírito. E ele inspira em todos os crentes verdadeiros, um grau da mesma paz, alegria e amor que os Apóstolos sentiram em si mesmos, naquele dia, quando eles foram primeiro, "preenchidos com o Espírito Santo". 29. Eu tenho agora considerado a maioria das objeções materiais. Eu sei o que tem sido feito ultimamente contra as grandes doutrinas que eu ensino. Eu tenho motivado, tanto quanto me cabe, a força dessas objeções e, então, as tenho respondido; espero, no espírito da humildade. E, agora, eu confio que, pelo que parece, estas doutrinas não são outras do que as doutrinas de Jesus Cristo; que elas todas estão evidentemente contidas na palavra de Deus, através da qual somente, eu desejo permanecer ou cair; e que elas são fundamentalmente as mesmas que as doutrinas da Igreja da Inglaterra, da qual eu mesmo professo ser e ter sido um membro. Mas permanece uma objeção que, embora se refira à matéria da doutrina, ainda assim, é independente de todas as que vieram antes. E esta é: "Vocês não podem chegar em um acordo entre vocês mesmos, quanto às suas doutrinas. Um escolhe uma coisa; o outro, outra. O Sr. Whitefield anatematiza o Sr. Wesley; e o Sr. Wesley anatematiza o Sr. Whitefield. E, ainda assim, cada um pretende ser conduzido pelo Espírito Santo, pelo infalível Espírito de Deus! Todo homem razoável deve concluir disto que nem um, nem o outro é conduzido pelo Espírito". Eu não preciso dizer quão continuamente isto tem sido afirmado, ambos em conversa comum, e pela imprensa: (eu estou aflito para acrescentar, e do púlpito também; porque, se o argumento fosse bom, ele teria aniquilado a Bíblia): Não; quanta tensão tem sido continuamente colocada sobre ele. Quem quer que proponha isto, propõe como demonstração, e geralmente bate suas asas, como estando completamente seguro de que isto não irá admitir resposta. E, de fato, eu estou em dúvida, se isto admite (eu estou certo que não requer) alguma outra resposta, do que aquela grosseria de um dos compatriotas para um herói papista: "Belarmino, tu mentes!". Uma vez que cada preposição contida nela é grosseiramente e vergonhosamente falsa. (1) "Vocês não podem entrar em acordo nas doutrinas entre vocês mesmos". – Quem disse isto a você? Todas as nossas doutrinas fundamentais eu citei acima. E em cada uma delas, nós concordamos, e temos concordado, por diversos anos. Nestas, nós abraçamos uma e a mesma coisa. Em pontos menores, cada um de nós pensa, e deixa pensar. (2) "O Sr. Whitefield anatematiza o Sr. Wesley". Uma outra inverdade vergonhosa. Que alguém leia o que o Sr. Whitefield escreveu, até mesmo, no assunto de controvérsia, e ele irá convencê-lo do contrário. (3) "E o Sr. Wesley anatematiza o Sr. Whitefield". Isto é igualmente falso e escandaloso. Eu reverencio o Sr. Whitefield, ambos como um filho de Deus, e um verdadeiro Ministro de Jesus Cristo. (4) "E ainda assim, cada um pretende ser conduzido pelo Espírito Santo; pelo infalível Espírito de Deus". Não, em nossas opiniões pessoais; nem pretendemos ser conduzidos pelo Espírito de Deus, mais do que cada cristão deva pretender ser; a menos que ele negue a Bíblia. Porque somente "aqueles que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus". Portanto, se você não pretende ser conduzido por ele também; sim, se não for assim, de fato, "você não é Dele". E agora, no que se torna sua demonstração? Deixe isto para os cocheiros e portadores, seus justos proprietários; para a zelosa mulher das maçãs, que grita atrás de mim na rua: "Este é ele que diz insultos a Toda Obediência do Homem". Mas que cada um que pretende aprender ou raciocinar fica envergonhado de mencionar isto não mais. 30. A primeira inferência facilmente deduzida do que foi dito é que nós não somos falsos profetas. Em um sentido da palavra, nós não somos profetas, afinal; porque nós não predizemos coisas vindouras. Mas, em outro (no que todo Ministro é um profeta), nós somos; porque nós falamos, em nome de Deus. Agora, um falso profeta (neste sentido da palavra) é um que declara, como sendo da vontade de Deus, aquilo que não é. Mas nós declaramos (como tem sido mostrado largamente), nada mais do que a vontade de Deus, a não ser o que evidentemente está contido em sua palavra escrita; como explicado, através de nossa própria Igreja. Portanto, a menos que você possa provar que a Bíblia seja um livro falso, você não pode possivelmente provar que somos falsos profetas. O texto que é geralmente citado nesta ocasião é Mateus 7:15. 'Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores'. Mas quão inadequadamente escolhido! Nos capítulos precedentes, nosso Senhor tem sido descrito como "a retidão que excede a retidão dos escribas e fariseus", e sem o que, não podemos "entrar no reino dos céus". Até mesmo, a vida de Deus na alma; santidade de coração, produzindo toda santidade no modo de vida. Nisto, Ele encerra aquela regra que resume o todo, com essas palavras solenes: "Entre você no portão estreito" (tal, de fato é aquela santidade universal); "porque amplo é o portão, e largo é o caminho que conduz à destruição". O portão do inferno é tão largo, como toda a terra; o caminho da iniqüidade é tão largo, como o grande abismo. "E muitos existem que vão por causa disto"; sim, e desculpam-se por fazerem isto, "porque estreito é o portão, e estreito o caminho que conduz à vida, e poucos existem que o encontram". E prossegue: "Tomem cuidado com os falsos profetas"; com aqueles que falam como sendo de Deus, aquilo que Deus não disse; com aqueles que mostram a você algum outro modo de vida, do que o que eu tenho agora mostrado. De modo que os falsos profetas de que se fala aqui são aqueles que indicam um outro caminho para o céu do que este; que ensinam os homens a encontrarem o portão largo; um caminho mais largo do que aquele descrito nos capítulos precedentes. Mas tem sido abundantemente mostrado que nós não somos. Portanto, (o que quer que sejamos além) nós não somos falsos profetas. Nem somos (como tem sido freqüente e veementemente afirmado) "enganadores de pessoas". Se nós ensinamos "a verdade, como ela está em Jesus"; se "falamos como os oráculos de Deus"; segue-se que não enganamos aqueles que nos ouvem, embora eles possam acreditar no que quer que falemos. "Que Deus seja verdadeiro, e cada homem, que contradiga sua verdade, um mentiroso". Mas ele "estará justificado no seu falar, e limpo, quando for julgado". 31. Uma coisa mais eu concluo: é que não somos fanáticos. Esta acusação tem sido considerada amplamente; e os principais argumentos trazidos até aqui como suporte têm sido devidamente pesados e ainda não são suficientes: Particularmente isto: "que ninguém, a não ser os fanáticos, supõe que a promessa do Ajudador: (João 14:16, 26) 'E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Ajudador, para que fique convosco para sempre (...) Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito'". "'Ou o testemunho do Espírito: (Romanos 8:15) 'Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes com temor, mas recebestes o espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai!'". "'Ou aquela oração inexprimível: (Romanos 8:26, 27) 'Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que esquadrinha os corações sabe qual é a intenção do Espírito: que ele, segundo a vontade de Deus, intercede pelos santos'". "Ou a 'unção do Espírito Santo': (I João 2:20, 27) 'Ora, vós tendes a unção da parte do Santo, e todos tendes conhecimento. (...) E quanto a vós, a unção que dele recebestes fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como vos ensinou ela, assim nele permanecei', pertencem em comum a todos os cristãos". Ó, meu Senhor, quão profundamente você condenou a geração dos filhos de Deus! A quem você tem representado como uma classe de fanáticos sonhadores, que tanto iludem ou agem astuciosamente com os homens? Não apenas o Bispo Pearson, um homem até aqui considerado de coração sadio e de bom entendimento, mas igualmente o Arcebispo Cranmer, Bispo Ridley, Bispo Hooper; e todos os compiladores honrados de nossa Liturgia e Homilia; todos os membros de ambas a Casa da Convocação, através dos quais, elas foram revisadas e aprovadas; sim, Rei Edward, e todos os seus lordes e Câmara dos Comuns, juntos, por meio de cuja autoridade elas foram estabelecidas; e, com esses fanáticos modernos, Orígenes, Crisóstomo, e Atanásio são incluídas na mesma censura! Eu afirmo que um Deísta poderia estar neste grupo conosco e com eles. Em uma multidão de loucos religiosos; mais ainda, deveriam assim fazer, na sua suposição de que o Evangelho é "uma fábula transmitida astuciosamente". E neste aspecto, alguns deles têm feito isto de fato. Um deles perguntou-me; alguns desde então: "O que? Você é um cavaleiro andante? Como, eu imploro, entrou este Quixotismo em sua cabeça? Você não precisa de coisa alguma; você tem uma boa provisão para a vida; e está em um caminho auspicioso de primazia. E você deve deixar tudo para lutar com moinhos de vento; converter selvagens na América?". Eu posso apenas replicar: "Senhor, se a Bíblia é mentirosa, eu sou o homem mais louco que eu posso conceber. Mas, se ela for verdadeira, eu estou em meus sentidos; eu não sou nem louco, nem fanático. 'Porque não existe homem que tenha deixado pai, mãe, esposa, casa, ou país, por causa do Evangelho; a não ser aquele que deverá sofrer, neste mundo, mil vezes mais com perseguições, e no mundo vindouro, receber a vida eterna'". Os cristãos nominais e aparentes também, homens da forma, podem passar o mesmo julgamento. Porque nós desistimos de todas as pretensões para o que eles consideram felicidade, para o que eles (juntamente com os Deístas) acreditam ser um mero sonho. Nós esperamos, portanto, passar por fanáticos com esses também: "Mas a sabedoria esta justificada por" todos "os filhos dela". 32. Eu não posso concluir este assunto, sem uma observação óbvia: Suponha que nós realmente fôssemos fanáticos; suponha que nossas doutrinas fossem falsas, e sem suporte, quer pela razão, Escrituras, ou autoridade; então, porque alguém, "que seja um homem sábio, e dotado com conhecimento, entre vocês", não tenta, pelo menos, nos mostrar nossa falta "no amor e na humildade de sabedoria?". Irmãos, "se vocês têm um zelo amargo em seus corações, sua sabedoria não procede do alto. A sabedoria que vem do alto é pura, pacífica, gentil, fácil de ser solicitada, cheia de misericórdia" ou pena. Este espírito tem aparecido em um simples tratado que tem sido publicado contra nós? Existe um escritor que nos tenha reprovado no amor? Traga isto para um ponto singular. "O amor tem esperança em todas as coisas". Se você nos amou, em algum grau, vocês esperariam que Deus pudesse, alguma vez, nos dar conhecimento desta verdade. Mas onde podemos encontrar uma pequena instância de amor? Todos que têm escrito, afinal (eu não me lembro de uma só exceção), não nos tem tratado como incorrigíveis? Irmãos, como é isto? Como vocês se esforçam para nos ensinar uma lição diabólica contra si mesmos? Ó, meu Deus, nunca permita que lidemos com os outros, da maneira com eles lidam conosco! VI 1. Antes de eu entrar na consideração daquelas objeções que têm sido feitas quanto à maneira de nossa pregação, eu acredito que possa ser satisfatório a alguns leitores, se eu agora relatar como comecei a pregar desta forma: -- Eu fui ordenado diácono em 1725, e sacerdote no ano seguinte. Mas foi muito antes disto que eu me convenci daquelas grandes verdades acima citadas. Durante todo aquele tempo, eu estive extremamente ignorante da natureza e condição da justificação. Algumas vezes, eu a confundia com a santificação (particularmente, quando eu estive na Geórgia); outras vezes, eu tinha alguma noção confusa, com respeito ao perdão dos pecados; mas, então, eu tinha como certo que isto devia ser tanto da hora da morte, quanto no dia do julgamento. Eu fui igualmente ignorante da natureza da fé salvadora; compreendendo ela como significando não mais do que "uma firme aprovação para todas as proposições contidas no Velho e Novo Testamento". 2. Tão logo, pela grande bênção de Deus, eu tive uma visão mais clara das coisas, eu comecei a declará-las para outros também. "Eu acredito, e, portanto, eu falo". Onde desejavam que eu pregasse, a salvação pela fé era meu único tema. Meus tópicos constantes eram: "Crê no Senhor Jesus Cristo e tu serás salvo". "Ele a quem Deus tem exaltado para ser o Príncipe e o Salvador, para dar arrependimento, e remissão dos pecados". Esses eu expliquei e reforcei com todas as minhas forças, tanto na igreja, onde me pediam para pregar, quanto ocasionalmente nas sociedades religiosas de Londres e Westminster; para algumas das quais eu fui continuamente pressionado a ir, através dos despenseiros ou outros membros delas. As coisas estavam desta forma, quando me disseram que eu não devia pregar mais sobre isto, nesta, ou em outra igreja; a razão foi usualmente acrescentada, sem reserva: "Porque você prega tais doutrinas". Tanto mais esses que não podiam ouvir-me lá, reuniam-se, quando eu estava em alguma das sociedades; onde eu falava, mais ou menos, apesar de que com muita inconveniência, a tantos quanto a sala onde eu estava podia conter. 3. Mas depois de um tempo, me certificando de que essas salas não poderiam conter a décima parte das pessoas que eram sinceras para ouvir, eu determinei fazer a mesma coisa na Inglaterra, que eu havia freqüentemente feito em um clima mais quente: ou seja, quando a casa não podia conter a congregação, eu pregava em um espaço aberto, ao ar livre. Isto, de acordo fiz, primeiro, em Bristol, onde as salas da sociedade eram excessivamente pequenas, e em Kingswood, onde não tínhamos sala, afinal; mais tarde, dentro e próximo a Londres. Eu não posso dizer que eu tenho sempre visto um panorama mais extraordinário do que quando em Rose-Green, ou no topo do Monte Hannam, com algumas milhares de pessoas, calmamente reunidas na espera solene por Deus, enquanto de pé e a céu aberto, adoravam o Deus que criou o ar, a terra, o céu e o firmamento. E, se elas estavam ouvindo a palavra de Deus, com atenção, quietas como a noite; ou erguendo suas vozes em louvor, como o som de uma correnteza, muitas vezes, eu me senti constrangido a dizer ao meu coração: "Quão formidável é este lugar! Este" também "é nenhum outro, do que a casa de Deus! Este é o portão do céu!". Fique a vontade para observar: (1) Que eu fui proibido de pregar em qualquer igreja, através de um consenso geral (embora não através de alguma sentença judicial), "por pregar tal doutrina". Esta foi a causa declarada e reconhecida; não existiu até aquele momento, nenhuma outra, quer real, ou pretendida, exceto aquela do povo reunido assim. (2) Que eu não tive desejo ou planos de pregar a céu aberto, até esta proibição. (3) Que, quando o fiz, assim como não houve escolha, também não houve premeditação. Não haveria plano previamente traçado, afinal, que pudesse ser sustentado por meio disto; nem eu tive alguma outra finalidade em vista do que esta: -- salvar tantas almas quantas eu pudesse. (4) Pregação no campo foi, portanto, um expediente repentino, uma coisa a que me submeti, mais do que escolhi; e me submeti, porque eu pensei que seria melhor pregar desta forma, do que não pregar, afinal: Em Primeiro Lugar, com respeito à minha própria alma, porque "uma dispensação do Evangelho foi confiada a mim". Eu não me atreveria "a não pregá-lo". Em Segundo Lugar, com respeito às almas dos outros, a quem eu vi em todos os lugares, 'buscando a morte, no erro de suas vidas". 4. Mas o autor de "Observações" e de "A Causa dos Metodistas, brevemente explicada, mais especificamente no ponto da Pregação no Campo" acredita que a pregação no campo é pior do que não pregar, afinal, "porque é ilegal". Seu argumento, na forma, transcorre assim: -- "Esta pregação, que é contrária às leis da terra é pior do que não pregar, afinal": "Esta pregação é contrária às leis da terra: Portanto, é pior do que não pregar, afinal". A primeira proposição não é auto-evidente, nem, de fato, universalmente verdadeira: Porque a pregação de todos os cristãos primitivos era contrária a todo o teor da lei romana; a adoração dos deuses diabólicos, estabelecida pelas mais fortes leis, então, em existência. Nem, alguma vez, foi verdade, mas na suposição da pregação em questão, é uma coisa indiferente. Mas deixando isto de lado, eu nego a segunda proposição; eu nego que pregar no campo é contrário às leis de nossa terra. Para provar isto, você começa assim: "Não parece que alguns dos pregadores, entre os Metodistas têm qualificado a si mesmos, e colocada suas assembléias de acordo com o Ato de Tolerância". Eu respondo: (1) Que o Ato garante tolerância àqueles que são Dissidentes da Igreja da Inglaterra: Mas nós não somos dissidentes dela: Portanto, não podemos fazer uso disto. (2) Que o Ato excetua os Dissidentes das penalidades, em conseqüência de seu rompimento das leis precedentes: Mas nós não estamos conscientes de que rompemos com alguma lei, afinal: Portanto, nós não precisamos fazer uso dele. Na próxima seção, você diz: "Eles romperam, com todas as disposições, numa rebeldia declarada ao governo; e têm se encontrado, não apenas nas casas, mas em campos, não obstante os estatutos que proíbem isto de nome". Eu respondo: (1) Nós não fazemos nada, em provocação ao governo: Nós reverenciamos os Magistrados, como os Ministros de Deus. (2) Embora nos encontremos nos campos, ainda assim, não entendemos como este estatuto, afinal, nos afeta; não apenas, porque o Ato aponta completamente para os Dissidentes; enquanto que nós somos membros da Igreja Estabelecida; mas também, porque (estas são as próprias palavras dela) "foi evidentemente pretendido suprimir e prevenir sedição [incitação para motim]; considerando que nenhum motim, ou a menor aproximação dele, pode, com alguma nuança, ser colocada sob nossa responsabilidade". Em sua terceira seção, você afirma que o próprio Ato de Tolerância não pode nos proteger das penalidades das primeiras leis, quanto à pregação no campo. Nós não desejamos que ela possa; já que não nos entendemos como condenados a alguma lei anterior, de qualquer forma. Nem ao que você acrescenta, "que o Ato de Tolerância proíbe qualquer reunião de pessoas dissidentes da Igreja da Inglaterra, com as portas trancadas", nos afeta, afinal, porque nós não somos dissidentes dela. 5. Em "A Causa dos Metodistas brevemente explicada", sua primeira observação é: "O Ato de Tolerância os deixa sujeitos às penalidades de diversos estatutos feitos contra as assembléias ilegais". Eu suponho, então, que esses diversos estatutos especificam o que essas assembléias ilegais são; se ilegais, quando condenadas por leis prévias, ou através daqueles estatutos. E resta provar, se estas nossas assembléias são ilegais, em um ou outro desses sentidos. A seguir, você observa que "os Dissidentes, de todas as denominações, declaram-se de acordo com o Ato de Tolerância; do contrário, estão sujeitos às penalidades de todas as leis citadas neste Ato". Eu respondo, como antes, a todos estes ataques amplos. Isto se refere totalmente "a pessoas dissidentes da Igreja". Mas nós não somos estes homens: Nós não somos dissidentes da Igreja: Quem quer que afirme isto, nós o colocamos sob prova. E você prossegue: "Uma dessas leis assim relatada é aquela que proíbe a pregação no campo por nome; e foi evidentemente pretendida, não apenas para suprimir, mas também para prevenir sedição: Assim como o título do Ato declara, e como o preâmbulo o expressa, 'fornecer reparação mais além e mais rapidamente contra ela'". Isto não foi, em nosso próprio julgamento, a intenção evidente daquele Ato; a saber, fornecer reparação contra a sedição? O próprio título do Ato não declara isto, e o preâmbulo também não expressa isto? Com que justiça, então, com que ingenuidade ou franqueza; com que sombra de verdade ou razão, pode algum homem mencionar este Ato contra nós; a quem você mesmo não suspeita da intenção de levantar a sedição (eu apelo à sua própria consciência à vista de Deus), mais do que da intenção de explodir a cidade de Londres? 6. Até aqui, portanto, não tem sido feito parecer que a pregação no campo é contrária a qualquer lei existente. De qualquer modo, "é perigosa". Isto você tem insistido fortemente a respeito. "Ela pode ser atendida com conseqüências danosas. Pode fornecer vantagens aos inimigos de um governo estabelecido. Está cheia de injúrias". Com quais injúrias? Porque, "homens maliciosos, encontrando-se nos campos, sob o pretexto da religião, podem erguer revoltas e tumultos; ou, por se encontrarem secretamente, podem levar conspiração contra o estado". (Causa dos Metodistas p.2). "E se os próprios Metodistas são um povo inofensivo e leal, isto é nada, com o ponto em questão. Porque pessoas desleais e sediciosas podem usar de tal oportunidade para reunirem-se, com o objetivo de executar algum objetivo pessoal. O Sr. Whitefield diz que trinta, cinqüenta ou oitenta mil atenderam sua pregação de uma vez. Agora (1) Ele não pode conhecer a terça parte de tal congregação: (2) Todas essas pessoas podem vir e executar quais propósitos desejarem: Portanto, (3) esta é uma grande oportunidade, colocada nas mãos de pessoas sediciosas, para levantarem agitações. 'Que o mundo julgue, com que segurança ao público, essas pregações no campo podem continuar'". (Ibid. pp2-4) Posso falar, sem ofensa? Eu não posso acreditar que você está sendo sincero. Você não pretende dizer o que diz. Você acredita que o Sr. Whitefield teve oitenta mil ouvintes, de uma só vez? Não mais do que você acredita que ele teve oitenta milhões. Toda esta conversa de perigo não é mera sutileza, dirigida para uma afeição rancorosa? Você sabe que os governantes geralmente são desconfiados; especialmente, em tempos de guerra; e, portanto, recorrem, como você supõe, ao lado fraco deles; na esperança, se possível, entregar estes heréticos ao exército secular. De qualquer modo, eu irei responder, como se você falasse do seu coração: Porque eu estou sendo sincero, se você não está. (1) "O pregador não pode conhecer a terça parte de sua congregação". Vamos até o presente estado das coisas. A maior das congregações que agora atendem à pregação de algum Metodista são estas (Deus seja misericordioso comigo!) que atendem à minha. E eu não posso saber a terça parte dessas congregações, quer em Bristol, Kingswood, Newcastle, ou Londres? Por mais estranho que possa parecer, eu geralmente conheço dois terços da congregação, em cada lugar, mesmo aos domingos à noite, e nove em dez desses que atendem a maioria das outras vezes. (2) "Todas as pessoas podem vier e executar quais objetivos pretendem". Não é assim. Todas as pregações no campo são agora a céu aberto. E viessem apenas dez pessoas para essas assembléias com armas, seria logo perguntado com que objetivo vieram. (3) Não existe, portanto, "grande oportunidade colocada nas mãos de pessoa sediciosas, para levantarem agitações". E se, alguma vez, alguma perturbação foi levantada, foi completamente de um outro tipo. O público, então, está inteiramente seguro, se for em nenhum outro perigo, do que o que se levanta das pregações no campo. 7. Existe uma outra sentença, pertencente a este assunto, na oitava seção de "Observações". "As sociedades religiosas", você diz, "em Londres e Westminster, há alguns anos, não têm recebido esmorecimento algum, ao contrário, têm sido encorajadas, pelos bispos e clérigo". Como é isto? Eles, então, têm "se qualificado e se colocado de acordo com o Ato de Tolerância?". Eles têm "aceito a proteção que aquele Ato daria a eles, no caso de eles consentirem com as condições dele?". Se não, eles não estariam, então, "sujeitos às penalidades dos diversos estatutos feitos anteriormente, contra as assembléias ilegais?". Como eles podem escapar? Eles não têm "se adequado para aderirem a essas assembléias separadas, de acordo com o teor daquele Ato?". "Os diversos membros dela" não "prestaram juramento aos governantes?". E "as portas dos lugares, em que eles se encontram" não estão "sempre abertas, na hora de tais encontros?". Eu suponho que você saiba quem eles não são; e que nem "as pessoas, nem os lugares devem ser qualificados como aqueles a que o Ato se direciona". Como se explica que os "bispos e clérigo favorecem e encorajam" assembléias ilegais? Se for dito que "eles se encontram em secreto, de maneira inofensiva"; não se trata do ponto em questão. Se aqueles encontros são ilegais em si mesmos, toda a qualidade inofensiva deles não os fará lícitos. "Ó, mas eles se comportam com modéstia e decência". Muito bem; a não ser para a lei! O que é isto para a lei? Não pode existir defesa sólida, a não ser esta: Eles não são Dissidentes da Igreja da Inglaterra; portanto, eles não podem se utilizar, e não necessitam do Ato de Tolerância. Seus encontros não são sediciosos; assim sendo, os estatutos contra os encontros sediciosos não os afetam. A aplicação é óbvia. Se nossos encontros forem ilegais, então os deles também são. Mas, se este argumento for bom (como indubitavelmente ele é) em um dos casos, será bom no outro também. 8. Você propõe uma outra objeção à nossa maneira de pregar, na segunda parte de "Observações". O conteúdo dela eu irei repetir, e responder, tão brevemente quanto puder? – "Eles vão para cima e para baixo, de lugar para lugar, de condado a condado"; ou seja, eles pregam em diversos lugares. Isto é, sem dúvida, verdadeiro. "Eles arrastam atrás deles multidões de pessoas confusas"; ou seja, muitos que vêm ouvi-los. Isto também é verdade. "Mas eles fariam bem em se lembrarem que Deus não é o autor de confusão e de tumulto, mas da paz". Eu garanto que nós nos lembramos: Nem existe qualquer confusão ou tumulto, afinal, em nossas mais largas congregações; exceto em algumas raras vezes, quando os filhos de Belial se misturaram a elas, com o propósito de perturbar os pacíficos adoradores de Deus. "Mas nossa Igreja tem tomado providências contra essa pregação pra cima e pra baixo, na ordenação de um Sacerdote, expressamente limitando o exercício dos poderes então conferidos a ele, para a congregação onde ele será legitimamente designado". Eu respondo: (1) Seu argumento prova muito. Se ele for admitido exatamente como você o propôs, ele prova que nenhum Sacerdote tem autoridade, quer para pregar ou ministrar os sacramentos, em alguma outra igreja do que a sua própria congregação. (2) Tivessem os poderes conferidos sido tão limitados, quando eu fui ordenado Sacerdote, minha ordenação teria significado exatamente nada. Porque eu não fui apontado para alguma congregação, afinal; mas fui ordenado como um membro daquele "Colégio de Sacerdotes", (assim nossos estatutos expressam isto), "instituído para destruir todas as heresias e defender a fé universal". (3) Durante muitos anos depois que eu fui ordenado Sacerdote, esta limitação nunca fora ouvida. Eu não ouvi uma sílaba sobre isto, como meio de objeção à minha pregação em Oxford, ou Londres, ou às partes adjacentes; em Gloucestershire, ou Worcestershire, em Lancashire, Yorkshire ou Lincolnshire. Nem os mais rigorosos escrúpulos disciplinares não me permitiram exercitar esses poderes onde quer que eu fosse. (4) E, de fato, não é universalmente permitido que todo Sacerdote, como tal, tem um poder, em virtude de sua ordenação, tanto para pregar ou administrar os sacramentos, onde quer que o Reitor ou o Cura deseje sua assistência? Cada um, então, não vê através disto uma leve pretensão? 9. "Os bispos e universitários, de fato, têm o poder de garantir licenças para itinerantes. Mas a Igreja tem suprido neste caso; eles não devem pregar em qualquer igreja (Cânone 50), até que eles mostrem sua permissão". A igreja tem suprido bem neste caso. Mas o que tem este a ver com o caso dos clérigos comuns? Apenas para mostrar quão grosseiramente este Cânone tem sido usado mal, em Islington, em específico, onde os Curadores foram instruídos a obstruir, pela força principal, o Sacerdote, a quem o próprio Pároco tinha designado, de pregar, e citar este Cânone; que, como você mostrou claramente, pertence completamente a uma outra coisa. Na nota você acrescenta: "Sr. Wesley, sendo perguntado, por qual autoridade ele pregou, replicou, 'Pela autoridade de Jesus Cristo, transmitida a mim, pelo (agora) Arcebispo de Canterbury, quando ele colocou suas mãos encima de mim e disse: Tome tua autoridade para pregar o Evangelho'. Nesta resposta, ele achou adequado, por um razão clara, omitir esta parte mais recente da comissão; uma vez que mostraria ao seu leitor a restrição e limitação sob a qual o exercício do poder é garantido". Mais do que isto, eu não imprimiria a última parte das palavras, por uma razão ainda mais clara, porque eu não as falaria. E não as falaria, então, porque eles não vêm à minha mente. Embora provavelmente, se viessem, ainda assim, não as falaria; sendo minha única preocupação, responder à questão proposta, em tão poucas palavras quanto eu pudesse. Mas, antes dessas palavras, que eu suponho implicam tal restrição que condenaria todos os bispos e clérigos da nação, houve aquelas, faladas sem qualquer restrição ou limitação, afinal, que eu compreendo transmitem um caráter indelével: "Receba o Espírito Santo, para o ofício da obra de um Sacerdote, na Igreja de Deus, agora confiado junto a ti, através da imposição de nossas mãos. Cujos pecados tu perdoares, estarão perdoados; e os pecados que tu mantiveres, serão mantidos. E seja tu um fiel dispensador da Palavra de Deus, e de seus santos sacramentos, em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo". Você prossegue: "No mesmo Diário, ele declara que ele olha para todo o mundo, como sua paróquia, e explica seu significado, como segue: 'Em qualquer parte que eu estou, eu julgo apropriado, correto e meu dever supremo declarar a todos que estão desejosos de ouvir as boas novas da salvação. Eu sei que esta é a obra para a qual Deus me chamou'". Ou seja, "através da imposição de mãos do presbítero", que me direciona a como obedecer aquele mandamento geral: "Enquanto você tiver tempo, faça o bem a todos os homens". 10. Você objetou mais além, "que os Metodistas não observam a Rubrica, antes do Serviço de Comunhão; o que faz com que tantos quantos desejam participar da comunhão santa, indiquem seus nomes para o Curador, o dia anterior". Qual Curador deseja que eles possam? Quando quer que algum Ministro dê, a não ser uma notícia semanal disto, eu me comprometo, que todos que tenham alguma relação comigo que possam indicar seus nomes, dentro do tempo designado. Você objeta também que eles rompem com vinte e oito Cânones, que requer: "Que, se estranhos vierem de outras paróquias, freqüentemente a alguma igreja, possam ser enviados para suas próprias igrejas, para que recebam a comunhão com seus irmãos". Mas o que, se não existe comunhão lá? Então, este Cânone não atinge o caso; nem alguém o quebra, vindo de outra igreja, puramente porque não existe comunhão na sua. Quanto ao seu próximo conselho: "Ter um maior respeito às regras e ordens da Igreja", eu não posso; porque agora eu as respeito junto à palavra de Deus. E quanto à sua última: "Renunciar á comunhão com a Igreja", eu não me atrevo. Mais do que isto, mas que eles nos ponham para fora. Nós não deixaremos o barco; se você nos lançar fora, então, nosso Senhor nos trará para cima. 11. Quanto a este mesmo tópico, nos referimos à objeção sugerida, algumas vezes, por um homem amigável e justo, a saber: "Que é ilegal usar de orações espontâneas, porque existe um Cânone contra isto". Não ficou claro para mim, que o Cânone que ele citou era contra orações espontâneas. Mas supondo que fosse, minha resposta clara seria, "que este Cânone eu não obedeço; porque a lei do homem me obriga, até onde ela é consistente com a palavra de Deus!". A mesma pessoa objetou-me por não obedecer aos bispos e governantes da Igreja. Eu respondo que eu obedeço e obedecerei a eles, no que eu puder fazê-lo, com a consciência limpa. De modo que não é um argumento justo para esta responsabilidade – a de que eu menosprezo as regras ou os governantes da Igreja. Eu os obedeço em todas as coisas, nas quais compreendo que não existe alguma lei específica de Deus ao contrário. Mesmo naquele caso, eu mostro toda a deferência que eu posso: Eu me esforço para agir tão inofensivo quanto possível; e estou pronto a me submeter a alguma penalidade que possa, através da lei, ser imposta a mim. Por Deus, que cada Ministro e membros da Igreja estivessem nisto tão completamente quanto eu estou! VII 1. Eu tenho considerado as principais objeções que têm sido proferidas, ultimamente, contra as doutrinas que eu ensino. Os principais argumentos trazidos contra essa maneira de ensinar foram observados também. Resta examinar a maioria das objeções correntes, concernentes aos efeitos deste ensino. Muitos afirmam "que isto causa abundância de danos; que tem causado maus efeitos; de tal maneira que, se algum bem tem sido feito, afinal, ainda assim, ele tem nenhuma proporção com o mal". Mas, trazendo isto para os pormenores: "Em Primeiro Lugar, vocês são perturbadores da paz pública". O que? Nós tanto ensinamos quanto levantamos sedição? Nós falamos mal da regra de nosso povo? Ou os incitamos contra alguns desses que colocam autoridade sob ele? Direta ou indiretamente, promovemos dissensão, amotinação, ou rebelião? Eu ainda não encontrei um homem consciente que pudesse afirmar isto: "Mas está claro que a paz é quebrada, e as perturbações se erguem, em conseqüência de sua pregação". Eu admito isto. Mas quem poderia inferir? Você nunca leu a Bíblia? Você nunca leu que o próprio Príncipe da Paz, neste sentido, era um perturbador da paz pública? "Quando ele veio para Jerusalém, toda a cidade foi agitada". (Mateus 21:10)- agitou-se, como em um terremoto. E toda a perturbação ergueu-se mais e mais, até que "toda a multidão" gritou a uma só voz, "Fora com ele! Fora com ele; crucifiquem-no! Crucifiquem-no!", e Pilatos deu a sentença do que poderia ser feito. Um outro perturbador da paz pública foi Estéfano, desde ele começou "disputando com os Libertinos [Partidários da seita dos anabatistas que faziam oposição a Calvino], e os Cirenianos [Doutrina ética, ensinada por antigos epicureus e cirenaicos e por modernos utilitaristas, que afirma constituir o prazer, só ou principalmente, a felicidade da vida]", até que o povo "fechou seus ouvidos, e correu atrás dele, com um só acordo, e o lançou fora da cidade e o apedrejou". Tais perturbadores da paz eram todos esses líderes da seita dos Nazarenos (comumente chamados de Apóstolos), que, onde quer que fossem "viravam o mundo de cabeça para baixo": E, acima de todos, aquele tal Paulo de Tarso, que causou tanta perturbação em Damasco. (Atos 9); em Etioquia de Psídia (Atos 13); em Icônio (Atos 14); em Listra (Atos 14:19); em Filipos (Atos 16); em Tessalônica (Atos 17), e,particularmente, em Efésio. A conseqüência de sua pregação lá foi que "toda a cidade ficou cheia de confusão". E "eles todos se juntaram em um só pacto, alguns clamando uma coisa, e alguns, outras"; visto que "a grande parte deles não sabia, para onde estava indo, todos juntos". 2. E nós podemos esperar que seja de alguma forma contrária agora? Apesar de que pregamos o Evangelho da paz, ainda assim, se você for impedir nossa pregação, violenta e ilegalmente, não deverá criar perturbação? Mas observe, o distúrbio começa da sua parte. Tudo está em paz, até que você traz a confusão. E. então, muito modestamente a atribui a nós e coloca seu próprio tumulto à nossa porta! Mas, de tudo isto, nosso Senhor nos disse anteriormente: "Não pense que eu vi trazer paz sobre a terra"; que este será o efeito imediato, onde quer que meu Evangelho seja pregado com poder. "Eu não vim trazer a paz, mas a espada"; esta (tão longe quanto a sabedoria de Deus permitir, por quem "os cabelos de nossas cabeças são todos numerados") será a primeira conseqüência de minha vinda, onde quer que minha palavra traga pecadores "da escuridão para a luz; do poder de satanás, para o poder de Deus". Eu gostaria que todos vocês que vêem esta escritura cumprida, através da perturbação que se segue à pregação do evangelho, lembrassem do comportamento daquele sábio magistrado em Efésio em ocasião parecida. Ele não colocou o tumulto, sob a responsabilidade do pregador, mas "acenou para a multidão e disse: vocês homens de Efésios, devem ficar quietos e fazerem nada estouvadamente. Porque vocês trouxeram esses homens que não são, nem ladrões de templos, nem ainda blasfemadores de seus deuses"; não estão condenados por alguns desses crimes notórios, quando se pode, afinal, justificar esta violência ilegal. "Mas se Demétrio tem algum assunto contra alguém, a lei está aberta e existem representantes", (ou procônsul, capaz de ouvir e decidir a causa) "que eles interpelem um ao outro". Mas se vocês questionam alguma coisa, concernente a outras coisas, poderá ser determinado em uma assembléia legal. 3. "Mas vocês criaram divisões nas famílias privadas". Acidentalmente, o fizemos. Por exemplo: Suponha que uma família inteira tenha a forma, mas não o poder da santidade; ou tenham nem a forma, nem o poder; tanto em um caso quanto no outro, eles podem, de certa forma concordarem.Mas suponha, quando esses ouvirem a palavra clara de Deus, um ou dois deles fique convencido de que "esta é a verdade; e que tem estado todo este tempo, no caminho largo que conduz à destruição": Esse, então, começará a murmurar em busca de Deus, enquanto os demais permanecerão como estavam. Eles não irão, conseqüentemente, se dividirem, por esta razão, em facções separadas? Não deve ser assim, na própria natureza das coisas? E quão exatamente isto concorda com as palavras de nosso Senhor? "Você supõe que eu venho trazer paz à terra? Eu lhe respondo que não; antes, eu trago divisão: porque de agora em diante, em uma casa, três serão contra dois; e dois contra três. O pai se dividirá contra o filho, e o filho contra o pai; a mãe contra a filha e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora; e a nora contra a sogra". (Lucas 12:51-53). "E assim os inimigos do homem serão os de sua própria casa". (Mateus 10:36). Assim foi desde o princípio. Porque é de se supor que um pai pagão possa aturar um filho cristão; ou que um marido ateu possa concordar com sua esposa cristã? A menos que a mulher crente possa ganhar seu marido, ou seu marido descrente prevaleça sobre a esposa, para que renuncie de seu caminho de adoração a Deus; a não ser que ela obedecesse a ele, e não mais fosse àquelas sociedades, ou conventículos [reuniões religiosas secretas], como eles denominam as assembléias cristãs? 4. Você acha agora que eu tenho um olhar para seu caso? Sem dúvida, eu tenho; porque eu não luto, como alguém que golpeia o ar. "Por que eu não tenho o direito de impedir minha própria esposa ou filho de irem a um conventículo? Não é o dever das esposas obedecerem aos seus maridos, e dos filhos obedecerem aos seus pais?". Apenas situe o caso mil e setecentos anos atrás, e sua própria consciência dará a resposta. O que Paulo teria dito a alguém cujo marido a proibiu de seguir este caminho? Quais as direções que nosso Senhor daria a ele cujo pai ordenou que não ouvisse o Evangelho? Suas palavras são ainda existentes: "Ele que ama pai ou mãe, mais do que a mim, não é merecedor de mim. E ele que ama o filho ou a filha mais do que a mim, não é merecedor de mim". (Mateus 10:37). Mais ainda: "Se alguém vier a mim, e não aborrecer a pai e mãe, a mulher e filhos, a irmãos e irmãs, e ainda também à própria vida, não pode ser meu discípulo". (Lucas 14:26). "Ó, mas isto não tem paralelo com o caso! Porque eles eram ateus; mas eu sou um cristão". Um cristão! Você é assim? Você compreende a palavra? Você sabe o que é um cristão? Se você é um cristão, você tem a mente que estava em Cristo; e assim caminha como ele também caminhou. Você é santo, como ele é santo, de coração e em todo o seu modo de vida. Você tem, então, a mente que estava em Cristo? E você caminha como Cristo caminhou? Você é interior e exteriormente santo? Eu temo, que nem mesmo exteriormente. Não; você vive em pecado conhecido. Ai de mim! Como você pode ser um cristão? O que? Um cristão que diz afrontas? Um praguejador comum, um cristão? Um profanador do sábado, um cristão? Um bêbado ou um devasso, um cristão? Tu és um pagão descarado; a ira de Deus está sobre a tua cabeça, e a maldição de Deus sobre tuas costas. Tua condenação não está inativa. Devido a cristãos como este é que o santo nome de Cristo é blasfemado. Tais como tu são aqueles que fazem com que os próprios selvagens nas florestas indianas clamem: "Cristão muito bêbado; cristão bate homens; cristão diz mentiras; cristão mau! Mim não cristão!". E, assim, tu irás dirigir tua mulher e filho no caminho da salvação! Ai de ti, cristão diabólico! Ai de ti, líder cego de cegos! O Que tu farás deles? Dois filhos mais do inferno, além de ti mesmo? Envergonha-te. Cora, se tu podes corar. Esconde tua face. Humilha-te. Das profundezas, clame por Deus, se, por acaso, ele pode ouvir tua voz. Rapidamente, comove teu coração. Quem, a não ser Deus, pode tirá-lo do fundo do inferno? 5. Mas você não é um desses. Você teme a Deus, e trabalha para ter a consciência nula de ofensa. E é por um princípio de consciência que você restringe sua mulher e filhos de ouvirem doutrinas falas. – Mas como você sabe que se trata de uma doutrina falsa? Você ouviu por você mesmo? Ou, se você não ouviu, você cuidadosamente leu o que nós temos ocasionalmente respondido por nós mesmos? Um homem de consciência não pode condenar alguém que não foi ouvido. Esta não é a humanidade comum. Nem ele irá refrear de ouvir o que pode ser a verdade, por nenhuma razão melhor do que temer pela sua reputação. Por favor, observe que eu não digo, todos os homens, ou qualquer homem é obrigado, pela consciência a nos ouvir: Mas eu digo que todo homem na Inglaterra que nos condena é obrigado a nos ouvir, primeiro. Isto é apenas justiça comum, tal como não é negada a um ladrão ou assassino. Faça sua escolha, portanto: Ou nos ouça, ou não nos condene; quer dizendo nada, afinal, ou ouça antes de falar. Mas suponha que você tenha tanto lido, quanto ouvido mais do que gostaria: Você leu e ouviu fielmente? Você não está sendo preconceituoso? Você não leu e ouviu, esperando nenhum bem; talvez, desejando encontrar algum erro? Se for assim, qual surpresa que você julgue dessa forma! Que pobre julgamento falso é este! Você decidiu a causa em seu próprio benefício, antes de ouvir palavra de evidência. E você ainda fala em agir de acordo com a consciência? Sim, a consciência nula de ofensa? Eu vou colocar o caso mais além. Suponha que sua censura fosse justa e isto foi presentemente uma doutrina falsa. Ainda assim, cada um deveria dar um relato de si mesmo a Deus; e não poderia forçar a consciência de qualquer outro. Você não pode obrigar outro a ver as coisas como você vê; você não deve tentar isto. Razão e persuasão são as únicas armas que você deve usar, até mesmo, em direção à sua própria esposa e filhos. Mais do que isto, é impossível forçá-los à convicção, ou golpear mesmo que com a verdade a cabeça deles. Você pode destruí-los desta forma, mas não convertê-los. Lembre-se do que nosso próprio poeta tem dito: - Pela força as bestas agem, e são, pela força, dominadas. A mente humana é alcançada, através de meios gentis. Você não pode tomar aquilo que eu me recuso conceder. Nem fazer a colheita, já que você danificou o campo. 6. Todo homem razoável está convicto disto. E, talvez, você não esteja preocupado tanto com a doutrina, mas com o dano que é causado: "Quantas famílias pobres estão famintas, arruinadas, na miséria!". E através do que? Não por contribuírem com um pêni por semana (a contribuição usual em nossas sociedades), e deixando de pagar, quando existe alguma sombra de motivo para supor que eles não dispõem de economias para isto. Você não irá dizer que alguém é levado à miséria através disto. Não pelas doações a mim; porque eu recebo nenhuma; salvo (algumas vezes) o alimento que como. E as coletas públicas não são para mim. E isto pode evidentemente parecer, quando tal coleta é feita para vestir o pobre, ou para algum outro propósito determinado, e o dinheiro é tanto recebido quanto gasto, diante de muitas testemunhas, sem nunca passar por muitas mãos, afinal. E, então, igualmente, todo cuidado possível é tido para com as circunstâncias daqueles que contribuem com coisa alguma. E a eles é dito, repetidas vezes: "Se existe boa-vontade, é aceito de acordo com o que o homem tem". Mas onde estão todas essas famílias que têm sido levadas à miséria? Como nenhuma delas se apresentou? Elas estão fora da cidade? Então, de fato, eu não corro perigo de ter que me justificar pela acusação formal delas. De mil coisas, a mais fácil de alguém em Newcastle dizer é que eu roubei a ele e todos os seus familiares. Se algum dos homens barbados de Tyne-Bridge fossem dizer isto justo agora, eu não poderia rebatê-los prontamente. Mas por que você não traz alguns desses para dizer-me isto pessoalmente? Eu não encontrei um que fizesse isto ainda. Eles esperam que vocês os tenham desculpado. Eu me lembro de um homem vindo até mim com um semblante aflito, colocando-se em muitas situações lamentáveis, bocejando tão largamente quando podia, e apontando para sua boca, como se ele quisesse dizer que não podia falar. Eu perguntei à sua companhia qual era o assunto; e fui informado de que ele tinha caído nas mãos de turcos, que o usaram de maneira bárbara, e cortaram fora sua língua, pela raiz. Eu acreditei nele. Mas, quando o homem havia tomado um cálice animado, ele pode encontrar sua língua tanto quanto outro. Eu refleti: como é que eu pude acreditar tão prontamente nesta falsidade? A resposta foi fácil: "Porque se falava de um turco". Meu amigo, tome conhecimento do seu próprio caso. Se você não tivesse primeiro me tomado por um turco, ou alguma coisa igualmente má, você não teria tão prontamente acreditado nesta mentira. 7. "Mas não pode ser que não exista fundamento, afinal, para um relato que esteja em todas as bocas?". Eu direi a você simplesmente todas as razões que eu posso conceber. Eu acredito que muitos desses que atendem meu ministério têm menos desses bens mundanos do que eles tinham antes, ou, pelo menos teriam tido, se eles não tivessem atendido a isto. Este fato eu admito; e isto pode ser facilmente considerado, em uma ou outra das seguintes maneiras: -- (1) Eu freqüentemente prego sobre testos como estes: "Tendo alimento e vestimenta, que estejamos satisfeitos com isto". "Eles que desejam ser ricos, caem na tentação e armadilha, e nas muitas tolices e luxúrias danosas, que mergulham os homens na destruição e perdição". "Não ajuntem tesouros para si mesmos na terra, onde a ferrugem e a traça corrompem, e onde os ladrões arrombam e roubam. Mas ajuntem tesouros para si mesmos nos céus, onde nem a ferrugem, nem a traça irão destruir, e onde os ladrões não invadirão e roubarão". Agora, pudessem alguns desses que estão lutando, com todos os meios possíveis, "para ajuntarem tesouros na terra", conscientizarem-se dessas palavras, eles não iriam "aumentar as suas cobiças assim como o inferno", mas estariam "satisfeitos com as coisas que eles têm". Eles, provavelmente, não ajuntariam tanto para seus herdeiros, como, ao contrário, eles têm feito. Estes teriam, portanto, menos do que se eles não me ouvissem; porque eles procurariam obter menos. (2) Onde quer que o evangelho tenha efeito, "os inimigos de um homem serão aqueles de sua própria casa". Mas isto significa, então, que alguns que ouvirem e receberem isto com alegria, eles irão estar mais pobres do que eles estiveram antes. Seus inimigos domésticos irão, em muitos casos, impedir, enredar, e perturbar o curso dos afazeres deles. E seus familiares que os ajudaram antes, ou, pelo menos, prometeram assim fazer, provavelmente afastar-se-ão ou negarão sua assistência, a menos que eles possam ser aconselhados por eles: Talvez, suas relações mais próximas; não sendo novidade para os pais repudiarem seus filhos, se "depois da maneira que eles chamam heresia, estes adorarem o Deus de seus antepassados". Conseqüentemente, portanto, alguns têm menos desses bens mundanos, do que tinham no passado, quer porque eles ganharam menos, ou porque eles receberam menos daqueles de quem eles dependiam. (3) Está escrito que "estes que não receberam a marca da besta, em suas testas, ou na mão direita", se abertamente ou secretamente, não lhes seria permitido "comprar ou vender, nunca mais". Agora, qualquer que seja a miséria contida nisto, eu compreendo que a marca clara da besta seja a maldade; a profanidade interior e exterior; o que quer que seja secreta ou abertamente contrário à justiça, misericórdia ou verdade. E é certo que o tempo está quase chegando, quando esses que não têm esta marca não poderão comprar ou vender; poderão escassamente buscar alguma profissão, de modo a ganhar a subsistência por meio dela. Por conseguinte, muitos desses que atendem nosso ministério estão, por esses meios, mais pobres do que antes. Eles não irão receber a marca da besta, quer em suas testas, ou em suas mão; ou se eles a receberam antes, eles irão se livrar delas, tão logo quanto possível. Alguns não poderão continuar sua maneira de vida anterior, afinal; (como os penhoristas, contrabandistas, compradores ou vendedores de bens, sem taxas aduaneiras);-- outros, não poderão continuar como eles faziam antes; porque eles não podem enganar, ou defraudar seu próximo; eles não podem mentir, ou dizer o que eles não querem dizer; eles devem agora falar a verdade de seus corações. De acordo com todos esses relatos, eles têm menos destes bens mundanos; porque eles ganham menos do que eles ganhavam antes. (4) "Todos que viverem santos em Jesus Cristo deverão sofrer perseguição"; se de nenhuma outra forma, ainda que desta, aqueles "homens, através de insultos os perseguirem, e dizerem toda sorte de coisas ruins, contra eles, falsamente, por Sua causa!". Um efeito inevitável disto será que os homens, cuja subsistência depende do trabalho diário deles, ficarão sempre em falta, porque poucos se preocuparão de empregar aqueles de tão mau caráter; e, mesmos esses, que os empregaram antes, talvez até durante muitos anos, não irão empregá-los mais; de modo que, de agora em diante, alguns pode, de fato, serem levados à miséria. (8) No que isto lhe diz respeito? Você é um daqueles que "não terão coisa alguma a fazer com esses ordinários escandalosos?". Talvez, você me pergunte: "E quem poderá me culpar por isto? Eu não posso empregar quem eu quiser?". Nós iremos ponderar sobre isto: - Você empregou A.B, durante muitos anos. Através de seu próprio relato, ele foi um homem honesto e diligente. Você não tinha objeção a ele, a não ser o fato de seguir "este caminho". Por esta razão, você o despediu. Em pouco tempo, tendo gastado todas suas economias, e não tendo suprimento, ele necessitou de pão. Assim, também sua família, como ele mesmo. Antes que ele pudesse procurar por outro emprego, por necessitar de alimento conveniente, e vestimenta, ele adoeceu e morreu. Esta não é uma cena imaginária. Eu conheci o caso, embora que muito tarde para remediá-lo. "E agora?". O que, então! Você é um assassino! "Ó, terra, não oculta o sangue dele!". Não. Ela não pode. "O grito sela entrou nos ouvidos do Senhor do Sábado". E Deus requererá isto de suas mãos; e irá requer numa hora em que você não espera. Uma vez que você efetivamente assassinou aquele homem, como se você o tivesse perfurado no coração. Não sou eu, então, que arruíno e mato de fome aquela família: É você! Você que chama a si mesmo de Protestante! Você que grita contra o espírito de perseguição dos papistas! Você tolo, e cego! O que você é melhor do que eles? Uma vez que Edmundo Bonner teria matado de fome os heréticos na prisão; considerando que você os mata de fome, em suas próprias casas! E todo este tempo, você fala de liberdade de consciência! Sim, liberdade para tal consciência como a sua própria! Uma consciência inconsciente (porque certamente teve alguma uma vez); uma consciência "marcada com ferro quente!". Liberdade para servir ao diabo, de acordo com sua pobre e endurecida consciência, você admite; mas não liberdade para servir a Deus! Do que se surpreender? Quem quer que tu sejas que leias isto, e sintas em teu coração um desejo real de servir a Deus, eu advirto a ti, não espera liberdade para tua consciência, da parte daquele que não tem consciência, afinal. Todos os homens descrentes, ingratos e iníquos; todos os homens desprezíveis, de qualquer denominação terão liberdade, de fato, no mundo todo, por quanto tempo seu mestre é o "deus deste mundo": Mas não espere liberdade para adorar a Deus em espírito e em verdade; para praticar a religião pura e imaculada (a menos que o Senhor possa operar uma nova coisa na terra), de ninguém, a não ser daqueles que amam e servem a Deus. 9. "De qualquer forma, está claro que você torna os homens inúteis: e Isto tende a empobrecer suas famílias". Esta objeção, tendo sido continuamente argumentada, por alguns anos, eu irei traçá-la desde o início. Dois ou três anos depois de meu retorno da América, Capitão Robert Williams, de Bristol, fez uma declaração sob juramento, diante do, então, Prefeito da cidade, de que "era um relato comum na Geórgia, que o Sr. Wesley tirava as pessoas de suas ocupações, e as deixavam ociosa, por pregarem tanto". O fato se passou assim: Na minha primeira ida à Savannah, a generalidade das pessoas se levantavam às sete ou oito horas da manhã. E aquela parte deles que estava acostumada a trabalha usualmente, trabalhavam até as seis da tarde. Alguns poucos, algumas vezes, trabalhavam até às sete horas; que era a hora do pôr-do-sol lá em Midsummer. Eu imediatamente comecei a ler as Orações, expor a Segunda Lição, tanto de manhã, quanto à noite. O Serviço da Manhã começava às cinco, e terminava às seis, ou pouco depois: O Serviço da Tarde, começava às sete horas. Agora, supondo que todas as pessoas adultas na cidade se apresentassem toda manhã e noite, isto os teria tornado ociosos? Eles teriam, de agora em diante, menos, ou consideravelmente mais tempo para trabalhar? 10. A mesma regra, eu sigo agora, ambos em Londres, Bristol e Newcastle-upon-Tyre; concluindo o serviço em cada lugar, no inverno e verão, antes da seis da manhã, e não ordinariamente começando a pregar até perto das sete da noite. Agora, você que faz esta objeção, trabalha mais tempo, durante o ano, do que das seis horas da manhã às seis horas da tarde? Você deseja que a generalidade das pessoas possa? Ou você pode julgar desocupados aqueles que trabalham tanto tempo? Alguns poucos estão, de fato, acostumados a trabalhar mais tempo. Esses eu não aconselho a virem nos dias de semana; e é aparente que eles aceitam este conselho, a não ser em algumas raras ocasiões extraordinárias. Mas, eu espero que nenhum de vocês que os tira de seus empregos esteja confiante ao falar do meu torná-los ociosos! Vocês (como é a frase comum) chamam a quem – primeiro? Eu admiro sua perspicácia, mas não sua modéstia. Eu estou tão longe de causar ou encorajar a ociosidade, que uma pessoa ociosa, e sabida como tal, não é tolerada em alguma de nossas sociedades; eu a tiro fora, como faria com um ladrão ou assassino. "Para mostrar toda diligência possível", (tanto quanto frugalidade) existe uma de nossas regras em uso; e uma concernente à observância do qual nós continuamente fazemos uma inquisição mais rígida. 11. "Mas você os leva a perderem a razão. Vocês os deixam loucos". Mais do que isto, então, eles são ociosos como vingança. Esta objeção, portanto, da mais extrema importância, merece nossa mais profunda consideração. Em Primeiro Lugar, eu garanto, é o meu desejo sincero dirigir todo o mundo para o que você provavelmente chama de loucura; (ou seja, a religião interior), para torná-los tão louco quanto Paulo, quando ele foi assim considerado por Festo. Nós podemos ganhar a Cristo, por considerarmos todas as coisas na terra, estrume e dejetos; por pisotearmos todos os prazeres do mundo; buscarmos nenhum tesouro, a não ser no céu; termos nenhum desejo de receber o louvor de homens, termos um bom caráter, uma reputação justa; estarmos excessivamente satisfeitos, quando os homens nos insultam, e nos perseguem, e dizem toda a forma de mal contra nós falsamente; dando graças a Deus, quando nosso pai e mãe nos abandonam, quando não temos alimento para comer, nem vestimenta para vestir, nem um amigo, mas tiroteio de palavras amargas, nem um lugar onde repousar nossa cabeça: Esta é a mais extrema distração, em nossa opinião; mas em Deus, ela é religião sóbria e racional; os frutos genuínos, não de uma mente desequilibrada; não de uma imaginação doentia, mas do poder de Deus no coração, do amor vitorioso, "e de uma mente sadia". 12. Em Segundo Lugar, é meu esforço dirigir todos que eu puder para o que podemos denominar uma outra espécie de loucura, que é usualmente preparatória a isto, e que eu denomino arrependimento ou convicção. Eu não posso descrever isto melhor do que um escritor seu o fez: Eu irei, portanto, transcrever suas palavras: -- "Quando os homens sentem em si mesmos o pesado fardo do pecado, vêem condenação ser a recompensa deles, e observam, com os olhos da mente, o horror do inferno; eles tremem, eles estremecem, e são tocados interiormente com sofrimento de coração, e não podem deixar de acusarem a si mesmos, e declaram sua tristeza junto ao Altíssimo Deus, e clamam a Ele por misericórdia. Isto feito seriamente, suas mentes são ocupadas, parcialmente, com tristeza e opressão; parcialmente, com desejo sincero de serem libertos deste perigo do inferno e condenação, para que todo desejo de carne e bebida seja colocado aparte, e a repugnância (ou abominação) de todas as coisas mundanas e prazeres ocupem o lugar. De modo que nada mais do que choramingar, lamentar, murmurar, e ambos com palavras e comportamento do corpo para mostrar a si mesmos fatigados da vida". Agora, o que fazer, se sua mulher, ou filha, ou familiar, depois de ouvir um desses pregadores, que pregam ao ar livre, pudesse vir e dizer a você que ele viu condenação diante de si, e observou com os olhos da mente o horror do inferno? O que fazer, se eles puderem "tremer e estremecer", e serem assim levados, "parcialmente, com tristeza e opressão; parcialmente, com um desejo sincero de serem libertos deste perigo do inferno e condenação, a choramingarem, lamentarem, murmurarem, e ambos com palavras e comportamento, e mostrarem-se fatigados da vida!"; você teria escrúpulos para dizer que eles estavam completamente loucos; que esses camaradas os tinham feito perder a razão; e que qualquer que fosse o escritor que tivesse falado desta reprimenda, ele estava mais adequado para Bedlam [asilo de doentes mentais] do que qualquer outro lugar? Você se excedeu agora por algum propósito. Estas são as mesmas palavras de nossa própria Igreja. Você pode lê-las, se você está tão disposto, na primeira parte da "Homilia sobre o Jejum". E, conseqüentemente, o que você determinou peremptoriamente ser mera loucura e distração, é este "arrepender-se para a vida", que, no julgamento da Igreja e de Paulo, "nunca é para se estar arrependido". 13. Eu asseguro, Em Terceiro Lugar, que circunstâncias extraordinárias têm atendido essa convicção em algumas instâncias. Eu tenho freqüentemente dado um relato específico destas. Enquanto a palavra de Deus era pregada, algumas pessoas têm caído ao chão como mortas; algumas ficam, como se estivessem, em fortes convulsões; algumas urram alto, embora não com voz articulada; e outros falam da angústia de suas almas. Isto, eu suponho, você acredita ser loucura perfeita. Mas é fácil responder por isto também, quer nos princípios da razão ou Escrituras. (1) Sobre os princípios da razão. Porque, quão fácil é supor que a apreensão de uma atrocidade de pecado, forte, viva e repentina, a ira de Deus, e as dores amargas da morte eterna, poderiam afetar o corpo, assim como a alma, durante as leis presentes da união vital; pudessem interromper ou perturbar as circulações comuns; e colocar a natureza fora de seu curso! Sim, você pode questionar, se, enquanto esta união subsiste, é possível para a mente ser afetada, em um grau tão violento, sem um ou outro desses sintomas corporais seguintes. (2) É igualmente fácil considerar essas coisas, sobre os princípios das Escrituras. Porque, quando damos uma olhada neles, sob esta luz, nós devemos acrescentar à consideração das causas naturais, a ação desses espíritos que ainda se sobressaem em força, e, por quanto tempo eles tenham abandonado a Deus, não falharão em atormentar a quem eles não podem destruir; despedaçar aqueles que estão vindo para Cristo. É também notável que existe precedente claro nas Escrituras, de todo sintoma que tem ultimamente aparecido. De modo que nós podemos admitir, até mesmo da convicção observada com esses, de que se trata de loucura, sem desistir de ambas a razão e as Escrituras. 14. Eu garanto, Em Quarto Lugar, que detalhes de extravagância, chegando às raias da loucura, podem, algumas vezes, atender a uma convicção severa. E isto também é fácil de ser considerado, pelas leis presentes da organização animal. Uma vez que sabemos que o temor ou aflição, de uma causa temporal, pode ocasionar febre, e por meio desta, delírio. Não é estranho, então, que alguns, enquanto sob impressões fortes de aflição e temor; de uma consciência da ira de Deus, possam, por um período, esquecer-se de quase todas as coisas mais, e dificilmente serem capazes de responder a uma questão comum; que alguns possam fantasiar verem as chamas do inferno, ou o diabo e seus anjos, em redor deles; ou que outros, por um prazo, possam estar "temerosos", como Cain, "que quem quer que fosse viesse matá-lo". Todos esses, e quaisquer outros efeitos comuns menores, que, algumas vezes, podem acompanhar esta convicção, são facilmente conhecidos do desequilibro natural da loucura, fosse isto apenas por esta única circunstância, -- que, quando quer que a pessoa convencida prove o amor redentor de Deus, eles todos desaparecem imediatamente. Em Último Lugar, eu tenho visto uma instância (eu oro a Deus que eu não possa ver mais tal!) da loucura real, permanente. Dois ou três anos, desde que eu levei alguém comigo para Bristol; alguém sob profundas convicções; mas de um entendimento tão profundo em todos os aspectos, quanto sempre ele tinha tido em sua vida. Eu fui a uma pequena jornada, e, quando eu vim para Bristol novamente, o encontrei realmente distraído. Eu inquiri, especificamente, quando, em que lugar, e de que maneira esta desordem começou. E acredito que existem pelo menos, sessenta testemunhas vivas e prontas a testemunhar o que se segue: Quando eu parti de Bristol, ele contraiu uma familiaridade com algumas pessoas que não eram da mesma opinião que eu. Ele logo teve preconceitos a meu respeito: Rapidamente depois, quando nossa sociedade se encontrou na casa de Kingswood, ele começou uma veemente injúria, ambos contra minha pessoa e doutrinas. No meio desta; descobriram que ele era doido varrido. E assim ele continuou até que seus amigos o coloram no Bedlam [asilo para loucos]; e, provavelmente deixaram sua loucura também como sendo da minha responsabilidade. 15. Eu temo que possam existir algumas circunstâncias de loucura real, procedendo de diferente causa. Suponha, por exemplo, que uma pessoa me ouvindo, seja fortemente convencida de que um mentiroso não pode entrar no reino dos céus. Ele vai para casa, e relata isto aos seus pais e amigos, e parece estar muito desconfortável. Esses bons cristãos são perturbados nisto, e temem que estejam ficando loucos também. Eles resolveram que ele nunca mais poderá ouvir quaisquer desses camaradas; e mantêm isto, a despeito de todas as suas súplicas. Eles não permitirão, quando em casa, que ele fique só, por temerem que possa ler ou orar. E, talvez, por algum tempo, irão constrangê-lo, pelo menos, através de repetidas importunidades, a fazer as mesmas coisas pelos quais ele estava convencido que a ira de Deus virá sobre os filhos da desobediência. Qual será a conseqüência disto? Algumas vezes, o Espírito de Deus é extinto, e se afasta dele. Agora você chegou ao ponto. O homem está confortável, como sempre, e peca, sem qualquer remorso. Mas, em outras instâncias, onde essas convicções mergulham profundo, e as flechas do Altíssimo cravam rápido na alma, você irá dirigir a pessoa para a loucura real, e estabelecida, antes que você possa extinguir o Espírito de Deus. Eu temo que haja diversas instâncias disto. Você tem forçado a consciência do homem, até que ele enlouquece completamente. Mas, então, peço-lhe, não atribua a loucura a mim. Tivesse você o deixado sob minha direção, ou preferivelmente, sob a direção do Espírito de Deus, ele teria se preenchido com amor e uma mente sã. Mas você tem colocado o assunto fora das mãos de Deus; e, agora, tem levado para uma conclusão justa! 16. Quão freqüente este caso pode ser, eu não sei. Mas, sem dúvida, a maioria destes que fazem esta objeção, de estarmos deixando os homens loucos, nunca encontraram tal instância em suas vidas. O grito comum é ocasionado, tanto por aqueles que estão convencidos do pecado, quanto por aqueles que são convertidos interiormente para Deus; mera loucura, de ambos (como foi observado antes), para aqueles que estão sem Deus no mundo. Ainda assim, eu não nego, que você tenha visto alguém em Bedlam que disse ter me seguido. Mas, observe, um homem louco dizendo isto, não é prova do fato; mais do que isto, se ele realmente foi, isto deverá ser considerado mais além, uma vez que estar em Bedlam não é uma prova segura de que ele está louco. Testemunhas do conhecido caso do Sr. Periam; e eu duvido que mais casos assim deverão ser encontrados. Sim. Seria bom, se alguns não tivessem sido enviados até lá, por nenhuma outra razão, a não ser, porque eles me seguiram; seus familiares, concluindo que eles deveriam estar atrapalhados, antes que eles pudessem fazer isto; ou, talvez, esperando que Bedlam fosse torná-los loucos, caso eles não se encontrassem assim. 17. E deve-se reconhecer que um confinamento de tal sorte é tão adequado para a causa, quanto para a cura da loucura: Porque, qual panorama de loucura pode ser comparado a isto? – Ser separado, de uma vez, de todos que estão próximos, e são queridos por você; ser excluído de todo modo de vida razoável; isolado de todo trabalho, de ler; de todo divertimento inocente da mente, a qual é deixada para se afligir totalmente sobre si mesma, e, dia e noite, afundar-se em suas desgraças; estar trancafiado dia e noite em uma cela sombria, com apenas as paredes para ativar seus olhos cansados, em meio ao silêncio melancólico, ou gritos horríveis; gemidos e risadas misturas; ser forçado pela força principal daqueles que riem da natureza e compaixão humana; a ensopar-se de vômitos, talvez, tortura, medicamentos, que você sabe não tem necessidade agora, mas não sabe quão logo poderá ter; possivelmente, através da operação dessas muitas drogas sobre a constituição fraca e delicada. Aqui está a loucura! É uma coisa espantosa, uma prova notável do poder de Deus, que alguma criatura que tenha seus sentidos, quando o confinamento começa, não os perca, antes que chegue ao fim! Quanto mais a aflição aumenta, se tal pobre coitado, estiver profundamente convencido do pecado, e ficar cada vez pior (como ele provavelmente ficará, vendo que não existe medicamento aqui para sua doença, nem tal Médico como seu caso requer), situando-se logo em meios aos incuráveis! Pode a própria imaginação pintar tal inferno sobre a terra? Aonde até mesmo "a esperança nunca vem, que venha para todos!". Porque, qual o remédio? Se um homem de consciência e humanidade pudesse visitar aquela casa de angústia, ele daria ouvidos à história de um homem louco? Ou se ele ouvisse, daria crédito a ela? "Nós sabemos", poderia ele perguntar, "quão bem alguns desses irão falar em seus intervalos lúcidos?". Assim sendo, ma proporção de um para mil ele se preocuparia não mais a respeito disto, mas deixaria o cansado esperar pelo descanso na sepultura! 18. Eu respondi até agora, mais das objeções correntes, particularmente tais como tem aparecido da influência dos religiosos ou homens razoáveis. Eu me esforcei para mostrar: (1) Que as doutrinas que eu ensino não são outras do que as grandes verdades do Evangelho. (2) Que embora eu as ensine, não como eu gostaria, mas como eu posso; ainda assim, elas não são uma maneira contrária à lei: e (3) Que os efeitos de tal pregação do Evangelho não tem sido tal, como tem sido fracamente ou maldosamente reportado; esses relatos, sendo meros artifícios do diabo para ocultar a obra de Deus. Quem quer que, portanto, você seja, que busque a Deus para "reavivar sua obra em meio a todos esses anos", clame alto, para que Ele possa terminá-la, todavia, possa "resumi-la na retidão". Clamem pelo Messias, o Príncipe, para que Ele possa terminar a transgressão; para que Ele possa levantar seu estandarte sobre a terra, enviando, através daqueles que Ele irá enviar, e operando sua própria obra, quando lhe agradar, e como lhe agradar, até que "todas os familiares adorem diante Dele", e a terra "esteja cheia de conhecimento da glória do Senhor". 22 de Dezembro de 1744. Um Apelo Adicional aos Homens de Razão e Religião – Estudo II John Wesley I 1. Não é meu presente objetivo tocar em algumas opiniões específicas, quer estejam certas ou erradas; nem sobre alguns desses pontos menores da prática, que são, de diversas maneiras, defendidas por homens de persuasões diferentes; mas, Em Primeiro Lugar, indicar algumas coisas que, com respeito aos princípios comuns são condenadas por homens de todas as denominações, e, ainda assim, encontradas em todas; e, Em Segundo Lugar, alguns que, em cada denominação, são mais particularmente inconsistentes com seus próprios princípios. Em Primeiro Lugar, é meu desígnio, abstraindo de opiniões de todo tipo, assim como dos pontos disputáveis da prática, mencionar tais dessas coisas, como elas ocorrem à minha mente, e que dizem respeito aos princípios condenados, e não obstante, encontrados, mais ou menos, entre os homens de diversas denominações. 2. Mas, antes de entrar nesta tarefa desagradável, eu imploro a vocês, meus irmãos, pelas misericórdias de Deus, através de qualquer que seja o amor que vocês tenham por Deus, por seu país, suas próprias almas, não considerem quem fala, mas o que é falado. Se for possível, por uma hora, deixem o preconceito de lado; dêem o que sugerirá um justo ouvir. Considerem simplesmente em cada assunto: isto é verdadeiro, ou isto é falso? É razoável, ou não é? Se vocês perguntarem: "Mas em quais julgamentos?". Eu respondo: no de vocês. Eu apelo à luz de suas próprias mentes. Não existe um testemunho fiel no peito de vocês? Por meio disto, vocês devem ficar de pé ou cair. Vocês não podem ser julgados por outra consciência. Julguem por vocês mesmos, através da melhor luz que tiverem; e a misericórdia de Deus ensinará a vocês e a mim o que quer que não saibamos! Agora, como eu falo principalmente àqueles que crêem nas Escrituras, o método que eu proponho é este: (1) Observem qual relato é dado nisto, com respeito aos judeus, aos anciãos da Igreja de Deus, na medida em que todas essas coisas foram escritas para a instrução daqueles que dizem: somos agora a igreja visível do Deus de Israel. (2) Apelo a todos que professam ser membros dela; a todos que são chamados de cristãos, quão distante, em cada instância, o paralelo se mantém; e quanto nós estamos melhores do que eles. 3. Em Primeiro Lugar. Eu vou observar qual relato das Escrituras a antiga Igreja de Deus dava dos judeus. Eu quero dizer, com respeito ao caráter moral deles; seus temperamentos e comportamento exterior. Tão logo eles foram trazidos do Egito, nós os encontramos "murmurando contra Deus", (Êxodo 14:12); novamente, quando Ele tinha justamente os trazido através do Mar Vermelho, "com uma mão poderosa e esticou o braço"; (15:24) e ainda assim, novamente, rapidamente depois, no deserto de Zin: "Seus murmúrios", diz Moisés, "não são contra nós, mas contra o Senhor". (16:8). Mais do que isto, mesmo enquanto ele "dava a eles pão dos céus", eles estavam ainda "murmurando e tentando Deus"; (17:2,3) e a linguagem surpreendente naquelas mesmas ocasiões era: "O Senhor está no meio de nós ou não?". (17:7). O mesmo espírito eles mostraram, durante todo os quarenta anos que Ele "suportou suas maneiras no deserto". O solene testemunho no qual "Moisés fala nos ouvidos de toda a congregação de Israel", quando Deus estava prestes a tirá-lo do comando deles. "Eles se corromperam", disse Ele; "suas manchas não eram como de seus filhos; eles eram de uma geração perversa e depravada. O Senhor conduziu Jacó a respeito; Ele o instruiu; o manteve como a menina de seus olhos". (Deuteronômio 32:5-10). "Ele o fez cavalgar sobre as alturas da terra, e comer os frutos do campo; também o fez chupar mel da rocha e azeite da dura pederneira, coalhada das vacas e leite das ovelhas, com a gordura dos cordeiros, dos carneiros de Basã, e dos bodes, com o mais fino trigo; e por vinho bebeste o sangue das uvas. E Jesurum, engordando, recalcitrou (tu engordaste, tu te engrossaste e te cevaste); então abandonou a Deus, que o fez, e desprezou a Rocha da sua salvação". (versos 13, 15). De igual maneira, Deus lamenta logo depois isto: "Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, ó terra, porque falou o Senhor: Criei filhos, e os engrandeci, mas eles se rebelaram contra mim. O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende. Ah, nação pecadora, povo carregado de iniqüidade, descendência de malfeitores, filhos que praticam a corrupção! Desprezaram o Senhor, provocaram o Santo de Israel". (Isaias 1:2-4). "Pode uma virgem esquecer-se de seus enfeites, ou uma noiva de seu traje? Ainda assim, meu povo esqueceu-se de mim. Por incontáveis dias". (Jeremias 2:32). 4. E, "como eles não gostam de reter Deus no conhecimento deles", assim, eles tem pouco cuidado para com as ordenanças de Deus: "Desde os dias de seus antepassados", diz Deus, através de Seus profetas, "vocês se desviaram de minhas ordenanças, e não as mantiveram". (Malaquias 3:7). "Vocês disseram que é inútil servir a Deus; e que proveito é este de manter Suas ordenanças?". (Verso 14). "Tu não invocaste a mim, ó Jacó; tu te cansaste de mim, ó Israel. Não me trouxeste o gado miúdo dos teus holocaustos, nem me honraste com os teus sacrifícios". (Isaias 43:22, 23). 5. E assim o próprio profeta confessa: "Tu encontras aqueles que se lembram, de ti em teus caminhos; -- mas não existe alguém que invoque Teu nome, que se encoraje, através de juramentos inúteis; perjuros e blasfêmias". Assim, Jeremias: "Devido á blasfêmia a terra está de luto". (33:10). "E ainda que digam: Vive o Senhor; de certo falsamente juram".(5:2). Assim, Oséias: "Eles falam, blasfemando falsamente ao fazerem uma aliança". Assim, Ezequiel: "Eles dizem: 'O Senhor não nos vê, o Senhor abandonou a terra'". Assim, Isaías: "A língua e os fazeres deles são contra o Senhor; para provocar os olhos de Sua glória". (3:8). "Eles dizem, 'que Ele se apresse e acelere Sua obra, para que possamos vê-la; e que o conselho do Espírito Único aproxime-se, para que possamos conhecê-lo'". (5:19). E, assim, Malaquias: "Vocês têm cansado o Senhor com suas palavras; vocês dizem, 'Cada um que faz o mal é bom às vistas do Senhor, e Ele se deleita neles'; ou, 'Onde está o Deus do juízo?'". (2:17) 6. E como eles "desprezaram Suas coisas santas", então, eles "profanaram seu Sabbath". (Ezequiel 22:8). Sim, quando Deus os enviou dizendo: " Guardai-vos a vós mesmos, e não tragais cargas no dia de sábado, nem as introduzais pelas portas de Jerusalém; nem tireis cargas de vossas casas no dia de sábado, nem façais trabalho algum; antes santificai o dia de sábado, como eu ordenei a vossos pais. Mas eles não escutaram, nem inclinaram os seus ouvidos; antes endureceram a sua cerviz, para não ouvirem, e para não receberem instrução" (Jeremias 17:21-23). Nem eles honraram seus pais, ou aqueles a quem Deus, de tempos em tempos, designou para governantes deles. "Em ti" (em Jerusalém, diz o Profeta) "eles têm colocado luz, através do pai e mãe". (Ezequiel 22:7). E desde o dia em que Deus os trouxe das terras do Egito, o murmúrio deles, a repreensão, rebelião e desobediência, contra aqueles a quem Ele escolheu para ir antes deles, construíram a mais considerável parte da história deles. De maneira que, não tivesse Moisés "permanecido no desfiladeiro", Ele teria, mesmo então, os destruído da face da terra. 7. Quanto mais eles provocaram Deus, mais tarde, através de bebedeira, indolência, e luxúria! "Eles têm errado, através do vinho", diz o Profeta Isaias, "e através de bebida forte, eles saem do caminho" (28:7). O que fez com que esses veementemente repetissem advertências contra aquele pecado reinante. "Infortúnio aos bêbados de Efraim; eles que são dominados pelo vinho" (Verso 1); "Os bêbados de Efraim serão pisoteados". (Verso3); "Infortúnio junto àqueles que se levantam cedo para que possam correr atrás de bebida forte; para que continuem até a noite, até que o vinho os incendeie! – Mas eles não cuidam das obras do Senhor, nem consideram a operação de suas mãos". (5:11-12); "Infortúnio àqueles que são poderosos para misturarem bebida forte!" (verso 22); "Infortúnio àqueles que estão à vontade em Sião; que se deitam sobre suas camas de marfim, e se esticam sobre seus divãs, e comem os cordeiros do rebanho, e as vacas do meio do estábulo; que cantam ao som da viola bastarda [instrumento de corda da Idade Média], inventam para si mesmos instrumentos de música; que bebem vinho em tigelas, e untam a si mesmos com os principais ungüentos: Mas eles são estão aflitos por causa da aflição de José". (Amos 6:1, 4-6). "Vê", diz Ezequiel a Jerusalém, "Esta foi a iniqüidade de tua irmã Sodoma, repleta de pão; abundância de indolência estava nela e em suas filhas" (Ezequiel 16:49). 8. Da indolência e abundância de pão, a luxúria naturalmente se seguiu. Aconteceu, até mesmo enquanto Moisés estava com eles, que "o povo começou a cometer prostituição com as filhas de Moabe". Sim, das filhas de Sião, Isaias lamenta-se: "Eles caminham de pescoço emproado e olhos impudentes" (Isaías 3:16). E de seu povo em geral, Deus se queixa, através de Jeremias: "Quando eu os alimentei por completo, elas se reuniram. Em tropas até as casas das prostitutas. Eles estavam como cavalos bem nutridos na manhã: Cada um deles rinchando em busca da mulher do próximo" (Jeremias 5:7,8); — "Oxalá que eu tivesse no deserto uma estalagem de viandantes, para poder deixar o meu povo, e me apartar dele! porque todos eles são adúlteros, um bando de aleivosos" (9:2); — "Pois a terra está cheia de adúlteros; por causa da maldição a terra chora, e os pastos do deserto se secam. A sua carreira é má, e a sua força não é reta" (23:10). Sim, e alguns deles entregaram-se às luxúrias abomináveis: Assim, nós lemos: "Os homens de Gibeá atacaram a casa", em que o estranho estava, "e bateram na porta, e falaram ao dono da casa, dizendo, 'manda sair o homem que está na tua casa, para que possamos conhecê-lo'" (Juízes 19:22); — "E houve lá também, muito tempo depois, Sodomitas na terra", nos dias de Roboão, e dos reis seguintes: "O aspecto do semblante dá testemunho contra eles; e, como Sodoma, publicam os seus pecados sem os disfarçar. Ai da sua alma! Porque eles fazem mal a si mesmos" (Isaías 3:9). 9. Isto era acompanhado com a injustiça em todas as suas formas. Assim, todos os profetas testificaram contra eles: "O Senhor procurou por juízo, mas observou apreensão; por retidão, mas observou um clamor" (Isaías 5:7); — "Tu tens usado de usura e crescimento; tu ganhaste avidamente de teu próximo, através da extorsão. -- Eis que, portanto, bato as mãos contra o lucro desonesto que ganhaste, e por causa do sangue que houve no meio de ti" (Ezequiel 22:12, 13); — "As balanças do engano estão nas mãos de Jacó; ele ama oprimir" (Oséias 12:7); — "Porventura ainda há na casa do ímpio tesouros de impiedade? e a efa [balança] desfalcada, o que é detestável?" (Miquéias 6:10,11); — "Ele que se desvia do mal arrisca-se a ser despojado; e o Senhor o viu, e desagradou-lhe o não haver justiça" (Isaías 59:15); — " Tu que és tão puro de olhos que não podes ver o mal, e que não podes contemplar a perversidade, por que olhas pára os que procedem aleivosamente [fingindo amizade], e te calas enquanto o ímpio devora aquele que e mais justo do que ele (...) Ele levanta a todos, com o anzol, apanha-os com a sua rede; e os ajunta na sua rede varredoura; por isso ele se alegra e se regozija" (Habacuque 1:13.15) — " E eles cobiçam campos, e os arrebatam, e casas, e as tomam; assim fazem violência a um homem e à sua casa, a uma pessoa e à sua herança" (Miquéias 2:2); — Eles "arrancaram o manto com a vestidura daqueles que passam seguros, como homens contrários à guerra" (Versículo 8); — "No meio de ti desprezaram ao pai e à mãe; no meio de ti usaram de opressão para com o estrangeiro; no meio de ti foram injustos para com o órfão e a viúva" (Ezequiel 22:7); — " O povo da terra tem usado de opressão, e andado roubando e fazendo violência ao pobre e ao necessitado, e tem oprimido injustamente ao estrangeiro" (Versículo 29); — "Suas obras são obras de iniqüidade, e o ato de violência está em suas mãos" (Isaias 59:6); — " Pelo que o direito se tornou atrás, e a justiça se pôs longe; porque a verdade anda tropeçando pelas ruas, e a eqüidade não pode entrar" (Versículo 14). 10. A verdade, de fato, está arruinada, assim como a justiça: "Toda boca", diz Isaías, "fala doidices" (Isaías 9:17). — "Pois este é um povo rebelde, filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei do Senhor" (30:9). — "Os lábios" deles "falaram mentiras e murmuraram perversidades. Ninguém há que invoque a justiça com retidão, nem há quem pleiteie com verdade; confiam na vaidade, e falam mentiras; concebem o mal, e dão à luz a iniqüidade" (59:3,4). — Isto ocasionou a precaução de Jeremias: "Guardai-vos cada um do seu próximo, e de irmão nenhum vos fieis; porque todo irmão não faz mais do que enganar, e todo próximo anda caluniando. E engana cada um a seu próximo, e nunca fala a verdade; ensinaram a sua língua a falar a mentira; andam-se cansando em praticar a iniqüidade" (Jeremias 9:4, 5). — E mesmo aqueles que se abstiveram desses pecados exteriores grosseiros eram ainda interiormente corruptos e abomináveis: "Por que seríeis ainda castigados, que persistis na rebeldia? Toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco. Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã; há só feridas, contusões e chagas vivas; não foram espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo" (Isaías 1:5, 6). —— "Ao Egito, a Judá e a Edom, aos filhos de Amom e a Moabe, e a todos os que cortam os cantos da sua cabeleira e habitam no deserto; pois todas as nações são incircuncisas, e toda a casa de Israel é incircuncisa de coração" (Jeremias 9:26). — "O seu coração está dividido, por isso serão culpados; ele derribará os ídolos deles, e lhes destruirá os altares" (Oséias 10:2). — "Filho do homem, estes homens deram lugar nos seus corações aos seus ídolos, e puseram o tropeço da sua maldade diante da sua face; devo eu de alguma maneira ser interrogado por eles? (...) Porquanto todos são alienados de mim pelos seus ídolos" (Ezequiel 14:3,5). A alma deles ainda "aderem-se ao pó". Eles "ajuntam tesouros na terra". "Porque desde o menor deles", diz Jeremias "até o maior, cada um se presta à avareza" (Jeremias 6:13). — "Eles se inclinam sobre o pó da terra" (Amós 2:7). — "Eles carregam a si mesmos de penhores" (Habacuque 2:6). 12. E não apenas por causa da cobiça, mas por causa do orgulho de seus corações, eles foram uma abominação ao Senhor: "O orgulho de Israel", diz Oséias, "testificam contra a sua face" (Oséias 7:10). — "Escutai, e inclinai os ouvidos", diz Jeremias, "não vos ensoberbeçais - Dai glória ao Senhor vosso Deus" (Jeremias 13:15, 16). — Mas eles seriam reprovados; eles eram ainda "sábios aos seus próprios olhos, e prudentes em seu próprio conceito" (Isaías 5:21) — E continuamente dizendo ao seu próximo: "Retira-te, e não te chegues a mim, porque sou mais santo do que tu!" (Isaías 65:5). Eles acrescentaram hipocrisia ao seu orgulho: "Este povo", diz o próprio Deus, "se aproxima de mim, e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas tem afastado para longe de mim o seu coração" (Isaías 29:13). — "Não clamam a mim de coração, quando eles uivavam em suas camas". (Oséias 7:14). — "Eles retornam, mas não para o Altíssimo; eles são como arco enganador" (Verso 16). — "Eles o elogiam com suas boas, e o ludibria com suas línguas" (Salmos 78:36). — De modo que, nisto, eles apenas "profanaram a santidade do Senhor". "E isto eles têm feito novamente", diz Malaquias, "cobrindo o altar do Senhor de lágrimas, de choros e de gemidos, porque ele não olha mais para a oferta" (Malaquias 2:11,13). — Isto Deus continuamente declarou a esses murmuradores formais, de modo que sua religião exterior era inútil: "Para qual propósito é a multidão de seus sacrifícios, diz o Senhor? Eu estou cheio de sacrifícios de carneiros, e eu não me deleito no sangue de novilhos ou de cordeiros, ou de bodes. Não me tragam mais oblações inúteis: Incenso é uma abominação para mim; as luas novas, os sábados, e a convocação de assembléias ... não posso suportar a iniqüidade e o ajuntamento solene! -- Quando estenderdes as vossas mãos, esconderei de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei; porque as vossas mãos estão cheias de sangue" (Isaías 1:11,13,15). — "Aquele que mata um boi, como se ele matasse um homem; ele que sacrifica um cordeiro, como se ele cortasse a cabeça de um cão" (Isaías 66:3). — "Quando jejuarem, não ouvirei o seu clamor, e quando oferecerem holocaustos e oblações, não me agradarei deles" (Jeremias 14:12). — "Ide, sirva cada um os seus ídolos; contudo mais tarde me ouvireis e não profanareis mais o meu santo nome com as vossas dádivas e com os vossos ídolos" (Ezequiel 20:39). 14. Ainda assim, todo este tempo, eles estiveram extremamente desatentos e seguros; mais do que isto, confiantes de estarem no favor de Deus: Eles estavam confortáveis; eles "afastaram o dia mau" (Amós 6:1,3). — Mesmo quando Deus "derramou sua ira sobre Israel, e isto lhe ateou fogo ao redor, ainda assim, ele não a conheceu; ela o queimou, ainda assim, ele não a colocou no coração" (Isaías 42:25). — "Um coração enganoso o colocou de lado, de maneira que ele não poderia dizer, 'Não existe mentira em minha mão direita?'" (Isaías 44:20). Muito longe disto, uma vez que, neste mesmo tempo, eles disseram: "Somos inocentes, não temos pecado" (Jeremias 2:35,37). — "Somos sábios, e a lei do Senhor está conosco" (Jeremias 8:8). — "O templo do Senhor, o templo do Senhor, somos nós" (7:4). 15. Assim foi que eles se endureceram em suas maldades: "Eles são crianças impudentes", diz Deus, "e duros de coração" (Ezequiel 2:4). — "Estavam eles envergonhados, quando cometeram abominação? Não. Eles não estavam, afinal, envergonhados, nem poderia corar" (Jeremias 6:15). — "Estendi as minhas mãos o dia todo a um povo rebelde que anda por um caminho que não é bom; povo que me provoca continuamente diante da minha face" (Isaías 65:2, 3). — "Mas a casa de Israel não te quererá ouvir; pois eles não me querem escutar a mim; porque toda a casa de Israel é de fronte obstinada e dura de coração" (Ezequiel 3:7). — "Desde o dia em que vossos pais saíram da terra do Egito, até hoje, tenho enviado insistentemente todos os meus servos a vós, os profetas, dia após dia; contudo, não me deram ouvidos, nem inclinaram os seus ouvidos, mas endureceram a sua cerviz. Fizeram pior do que seus pais" (Jeremias 7:25. 26). Eles eram igualmente obstinados contra misericórdias e justiças: Quando Ele "deu a eles chuva, tanto a temporã, quanto a tardia, a seu tempo"; quando "Ele reservou para eles as semanas determinadas para a colheita", preenchendo seus corações com alimento e alegria, ainda assim, nenhum dessas "pessoas revoltosas e rebeldes disseram, 'vamos temer o Senhor nosso Deus" (Jeremias 5:23,24); — nem ainda "eles retornaram a Ele, quando Ele os castigou" (Isaías 9:13). "No dia em que o Senhor os convidou para chorar e prantear: E observarem a alegria e felicidade, comendo carne e tomando vinho; que comamos e bebamos, como se amanhã fôssemos morrer" (Isaías 22:12,13) — Contudo, "Ele os consumiu, ainda assim, eles recusaram receber instrução; eles tornaram suas faces mais duras do que rocha (...) ninguém se arrependeu, mas todos se desviaram de seu curso, como um cavalo apressando-se para a batalha" (Jeremias 5:3; 8:6). — "'Tem lhes faltado pão, em todos os seus lugares, ainda assim, eles não retornaram para mim', diz o Senhor. 'Eu também impedi a chuva, quando faltavam três meses para a colheita. Eu os ataquei com crestamento e ferrugem: seus jardins e vinheiros foram devorados pelas larvas. Eu tenho lhes enviei peste, segundo a maneira do Egito; seus jovens têm sido mortos com a espada. Eu subjuguei alguns de vocês, assim como Deus subjugou Sodoma e Gomorra, e vocês estavam como tição, arrancado da fogueira, contudo não se converteram a mim', diz o Senhor" (Amós 4:6-11). 16. Em conseqüência da resolução deles de não retornarem, eles não suportariam uma doutrina sólida, ou aqueles que falam sobre ela: assim, "disseram aos videntes, para não verem; e aos profetas, para não profetizarem as coisas certas, nos falarem coisas suaves, para que o Espírito Santo de Israel cesse de estar diante de nós" (Isaías 30:10,11). — "E eles odiaram aqueles que os repreenderam no portão, e abominaram os que falaram com integridade" (Amós 5:10). Assim sendo, "Teu povo", diz o senhor a Ezequiel, "ainda fala contra ti, pelos muros e nas portas de suas casas" (33:30). — "Amazias, o sacerdote de Betel, mandou dizer a Jeroboão, rei de Israel, dizendo: Amós tem conspirado contra ti no meio da casa de Israel; a terra não poderá suportar todas as suas palavras. Também Amazias disse a Amós: Vá, fuja para a terra de Judá, e profetiza lá. Mas não profetiza mais em Betel; porque é o santuário do rei, e o templo do rei" (Amós 7:10, 12,13). — Do mesmo espírito, foi aquele que disse a Jeremias: "Venha e não maquinemos contra ele com a língua, e nem demos atenção a alguma de suas palavras" (Jeremias 18:18). — Por esta razão, ele foi constrangido a clamar: "Ó Senhor, zombam de mim, diariamente; todos me arremedam. Desde quando falei, a palavra do Senhor foi feita uma repreensão junto a mim, e menosprezo diariamente: Porque eu ouvi a difamação de muitos: Temor de todos os lados: queixe-se, dizem eles, e nós nos queixamos. Todos os meus familiares buscaram pelo meu descanso, dizendo: possivelmente, ele será tentado, e nós prevaleceremos contra ele, e nos vingaremos dele" (Amós 20:7, 8,10). — E, em outra parte: "A aflição está comigo, minha mãe, tu me fizeste nascer homem de discórdia, e um homem de contenda para com toda a terra! Eu nem emprestei com usura; nem os homens me emprestaram com usura; ainda assim, cada um deles me amaldiçoa" (Amós 15:10). 17. Mas, "se um homem, caminhando no espírito da falsidade, mentir", diz o Profeta Miquéias, "dizendo, 'eu profetizarei junto a ti de vinho e bebidas fortes, ele deverá ser o profeta deste povo" (2:11). — E Deis deu a eles pastores, segundo seus próprios corações; tais foram os filhos de Eli, "filhos de Belial, que não conheciam o Senhor" (I Samuel 2:12); — rapinas, avarentos, violentos; (versículos 14-16); — razão porque, "os homens abominaram a oferta do Senhor" (versículo 17); — os quais, não apenas "tornaram-se vis", (3:13), — mas também, "fizeram com que o povo do Senhor transgredissem" (2:24), — enquanto eles "se tornaram gordos com o principal de todas as ofertas de Israel" (versículo 29) — Tais foram aqueles dos quais Isaías fala: "O sacerdote e o profeta erraram, devido à bebida forte; eles se embriagaram de vinho" (Isaías 28:7). — "Venham, dizem eles, eu trarei vinho, e os encherei com bebida forte; e, amanhã, será como este dia, e muito mais abundante". (56:12). Portanto, diz ele, "O senhor derramou sobre vocês o espírito do sono profundo, e fechou seus olhos: Os profetas e os videntes ele cobriu; e a visão de todos tornou-se para vocês como palavras de um livro que está selado". (29:10, 11). Assim, também, foram aqueles dos quais ele disse: "Seus vigias são cegos, são todos ignorantes; eles são todos cães mudos, eles não podem latir; dormindo, deitados, amando dormir. Cães vorazes, que não podem nunca ter o suficiente, e eles são pastores que não podem entender. Eles todos olham seus próprios caminhos, cada um deles para seu próprio ganho, para sua própria região" (56:10, 11). Pouco melhores foram aqueles dos quais os profetas que se seguiram nos deixaram relato tão terrível: "Ambos, profeta e sacerdote são profanos; sim, em minha casa eu encontrei suas maldades, diz o Senhor. E a profanação seguiu adiante em toda a região" (Jremias 23:11, 15). "Os seus sacerdotes violentam a minha lei, e profanam as minhas coisas santas; não fazem diferença entre o santo e o profano, nem ensinam a discernir entre o impuro e o puro; e de meus sábados escondem os seus olhos, e assim sou profanado no meio deles" (Ezequiel 22:26). — "Se eu fosse um pai, onde estaria minha honra? E se eu fosse um mestre, onde estaria o meu medo? diz o Senhor dos exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais meu nome. E vós dizeis: Em que temos nós desprezado o teu nome!" (Malaquias 1:6) Sim, alguns deles caíram nos pecados mais grosseiros: "O grupo de sacerdotes", diz Oséias, "cometeram lascívia: Existe a corrupção de Efraim. Israel está manchada" (Oséias 6:9: 10). — "Eu vi também nos profetas de Jerusalém", diz Deus, através de Jeremias, "uma coisa horrível: Eles cometem adultério, e caminham nas mentiras" (Jeremias 23:14). 18. E esses que estavam limpos disto, cobiçavam profundamente; "Quem, em meio a vocês, fecharia as portas, por causa da destruição completa? Nem vocês ateariam fogo sobre meu altar, por causa da destruição. Eu não tenho prazer em vocês, diz o Senhor dos Exércitos" (Malaquias 1:10). — "Os sacerdotes de Zion ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham por dinheiro; e ainda se encostam ao Senhor, dizendo: Não está o Senhor no meio de nós?'" (Miquéias 3:11). — "Assim, diz o Senhor, 'Os profetas mordem com seus dentes, e clamam, Paz; e aquele que não colocam nada em suas bocas, mesmo eles preparam guerra contra mim" (3:5). — "Portanto, veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas? Comeis a gordura, e vos vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas. A fraca, não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza. Assim se espalharam, por não haver pastor; e tornaram-se pastos a todas as feras do campo, porquanto se espalharam. As minhas ovelhas andaram desgarradas por todos os montes, e por todo alto outeiro; sim, as minhas ovelhas andaram espalhadas por toda a face da terra, sem haver quem as procurasse, ou as buscasse" (Ezequiel 34:1-6). 19. Para o mesmo efeito, os outros profetas declaram: "Vocês saíram do caminho, vocês fizeram com que muitos tropeçassem: Portanto, eu também os fiz desprezíveis e vis, diante de todo o povo". (Malaquias 2:8:9). — "Do profeta, mesmo junto ao sacerdote, cada um lida falsamente. Ele curaram também a ferida da filha de meu povo levemente, dizendo: Paz, paz; quando não existe paz" (Jeremias 6:13,14). — "Eles profetizam mentiras em meu nome" (14:14). — "Eles dizem junto a eles que me desprezam: O Senhor disse que vocês devem ter paz; e eles dizem junto a todo homem que caminha segundo a imaginação de seu próprio coração: nenhum mal há de lhes suceder" (23:17). — "Os profetas de Jerusalém fortalecem as mãos dos que fazem mal, para que ninguém retorne de suas maldades" (versículo 14). — "Eles seduziram meu povo; e alguém ergueu um muro, e outros, rebocaram com argamassa fraca". (Ezequiel 13:10. — "Com mentiras, eles tornaram os corações dos justos tristes, os quais, não tornei tristes; e fortaleceram as mãos do ímpio, para que não retornassem de seu caminho de maldade, prometendo a eles vida". (Versículo 22). — "Muitos pastores destruíram meus vinhedos; eles pisotearam minha porção; eles tornaram minha porção um deserto vazio". (Jeremias 12:10). — "Existe uma conspiração de seus profetas, em meio a ela, como o rosnar de um leão decorando a presa; eles devoraram suas almas". (Ezequiel 22:25). — "Assim diz o Senhor: Alimentam o rebanho da matança; cujos compradores as matam, e não se têm por culpados; e cujos vendedores dizem: Louvado seja o Senhor, porque hei enriquecido; e os seus pastores não têm piedade delas" (Zacarias 11:4,5). II. 1. Tal é o relato geral que as Escrituras dão dos judeus, a antiga igreja de Deus. E uma vez que essas coisas foram "escritas para nossa instrução", a nós que somos agora a Igreja visível do Deus de Israel, eu devo, em seguida, apelar a todos que professam isto; a cada um que chama a si mesmo de cristão, quão distante, em cada instância, encontra-se um paralelo, e quanto somos melhores do que eles. 1. Eles estavam descontentes? Eles se afligiram com a providência de Deus? Eles não perguntaram: "O Senhor está, ou não está entre nós?", quando estavam em perigo eminente, ou passando necessidade, e eles não viram jeito de escapar? E qual de nós pode dizer: "Eu estou limpo deste pecado; eu lavei as minhas mãos e coração na inocência?". Nós não temos "julgado outros, e feito as mesmas coisas"; murmurado e nos afligido sem igual; sim, e isto, quando não estávamos passando necessidade, nem agoniados com o perigo eminente? Em geral, nós não temos sido (nossos próprios escritores sendo os juízes), desde os primeiros tempos, "pessoas aflitas, murmurantes, e descontentes"; nunca satisfeito por muito tempo com Deus ou homem? Certamente, nisto nós temos grande necessidade nos humilharmos diante de Deus, porque não somos de forma alguma, melhores do que eles. Mas "Jesurum abandonou a Deus que o fez, e amou levemente a Rocha de sua salvação". E a Inglaterra também não fez isto? Pergunte sobre as antigas gerações; inquira desde o surgir do sol, até o poente, se não existiu sempre pessoas chamadas por seu nome, que tinham tão pouco de "Deus em seus pensamentos"; que, em todo o teor de seu comportamento, mostravam apenas uma leve "estima pela Rocha de sua salvação". Haveria uma causa mais forte para Deus clamar: "Ouçam, ó ateus, e dê ouvidos, ó terra?". Ele não nos tem "alimentado e edificado", como seus filhos? E, ainda assim, nós "nos rebelamos contra" Ele? Se a Israel do passado "não conhecia a Deus"; se seu povo "não O levava em consideração", isto era peculiar a eles? Nós não estamos também debaixo da mesma condenação? Nós, como um povo, conhecemos a Deus? Nós O levamos em consideração? Nós trememos na presença de Seu poder? Nós respeitamos Sua majestade excelente? Nós nos lembramos, todo o tempo, que "Deus está aqui! Ele está agora lendo meu coração; Ele espia todos os meus caminhos; não existe uma palavra em minha língua, mas Ele a conhece completamente?". Esta é uma característica de nós cristãos ingleses; a marca pela qual somos conhecidos dos ateus? Nós conhecemos a Deus assim; desta forma, consideramos Seu poder, Seu amor, e Seu olho que tudo vê? Antes, nós não "somos" igualmente "uma nação pecadora que se esqueceu Dele, por incontáveis dias; um povo carregado com iniqüidade; continuamente abandonando o Senhor, e provocando o Espírito Santo de Israel?". 2. Existe, de fato, uma ampla diferença neste aspecto, entre os judeus e nós. Aconteceu (se é que eu posso falar assim) que eles se esqueceram de Deus, por causa das outras coisas que vieram ao caminho deles. Mas nós planejamos esquecê-lo; nós o fazemos deliberadamente, porque não gostamos de nos lembrar Dele. Dos relatos dados por Jeremias, nós temos razão para crer que, quando aquelas pessoas estavam mais profundamente corrompidas, ainda assim, os maiores homens na nação, os Ministros de Estados, os Nobres e Príncipes de Judá, falavam de Deus, algumas vezes, talvez, tão freqüentemente quanto de qualquer outro assunto. Mas não acontece assim entre nós? Antes, não é questão de boas-maneiras, colocar Deus distante, fora de nossas vistas? Fala-se a respeito Dele em meios aos grandes – os Nobres ou Ministros de Estado na Inglaterra? Em meio a algumas pessoas de classe ou aparência no mundo? Elas permitem algum lugar para Deus em seus modos de vida? No dia-a-dia; de ano-em-ano, você discorre uma hora sobre as maravilhas que Ele tem feito para os filhos dos homens? Se alguém à mesa dos Cavalheiros ou dos Nobres começar a discursar sobre a sabedoria, grandeza, ou poder de Deus, isto não provocaria tanta surpresa, como se ele tivesse começado a dizer blasfêmia? E se o homem não nobre persistisse nisto, toda a companhia não ficaria em confusão? E o que você sinceramente acredita seria a parte mais favorável que poder-ser-ia dizer dele, quando se fosse, a não ser, "Ele está um tanto confuso em sua mente!", ou "Pobre homem! Ele não tem visto o mundo?". Você sabe que está é a verdade nua e crua. Mas quão terrível é o pensamento a toda mente séria! Em que estado está esta nação caída! Mais do que isto, os homens de eminência, de fortuna, de educação! Um pensador estranho que estivesse presente a tal conversação, não estaria apto a concluir que os homens de qualidade na Inglaterra seriam ateus? Que eles não acreditavam que havia algum Deus, afinal; ou, na melhor das hipóteses, a não ser em um Deus voluptuoso que se senta confortavelmente no círculo dos céus, e não se preocupa conosco, os vermes da terra? Não, mas Ele entende todo pensamento que agora surge em seu coração. E por quanto tempo você pode colocá-lo fora de sua vista? Apenas até que este véu de carne esteja rasgado em dois pedaços; porque sua pompa não irá, então, seguir você. O seu corpo não será misturado com o pó comum, e a sua alma permanecer nua, diante de Deus? Ó que você possa agora "familiarizar-se com Deus", para que, então, esteja vestido com a glória e a imortalidade! 3. Deus não se lamentou dos judeus, "Desde os dias de seus antepassados, vocês estão deixando as minhas ordenanças, e não as têm mantido?". E quão justamente Ele pode fazer a mesma queixa de nós; porque quão excessivamente pequena é a porção que encontramos desses que chamam a si mesmos de cristãos, e que têm a consciência de atendê-los, em algum lugar! Será que um terço dos habitantes, em qualquer uma, através desta grande cidade atende constantemente a oração pública, e ministração de Sua palavra, com uma consciência em direção a Deus? Será que um décimo desses que reconhecem que ela é uma instituição de Cristo, atendem propriamente à Ceia do Senhor? Será que a quinta parte dos membros nominais da Igreja da Inglaterra observam os jejuns da Igreja, ou tanto quanto os quarenta dias da quaresma, e todas as sextas-feiras no ano? Quais desses, então, pode atirar a primeira pedra nos judeus, por negligenciarem as ordenanças de Deus? Mais do que isto, quantos milhares são encontrados em nosso meio que nunca participaram da Ceia do Senhor! Quantos milhares existem que vivem e morrem nesta desobediência sem arrependimento! Quantas multidões, até mesmo nestas cidades cristãs, que não atendem a alguma adoração pública, afinal; não, nem passam uma simples hora, de um ano para outro, em derramando seu coração, privativamente, diante de Deus. Quer Deus "encontre aqueles que se lembram Dele em seus caminhos", ou não, não é preocupação deles: Assim, o homem come, bebe, e "morre como uma besta morre": Cai na escuridão, e desaparece. Não seria, portanto, apenas com respeito aos filhos de Israel que os mensageiros de Deus diriam: "Não existe um só" (comparativamente) "que chame pelo teu nome, que se movimente para se segurar a ti". 4. Nós ouvimos que foi dito a eles dos velhos tempos: "Por causa da blasfêmia, a terra murmura". Mas se isto pode ser dito da terra de Canaã, quanto mais desta terra! Em que cidade ou região; em que comércio ou troca; em que rua ou lugar de divertimento público, o santo "nome, pelo qual somos chamados" não é tomado em vão, dia-a-dia? Do nobre ao plebeu, quem falha em chamar Deus, desta maneira, se em nenhuma outra. Para onde você pode se virar, ou você pode ir, sem ouvir alguns orando a Deus pela condenação, quer para seu próximo ou si mesmo? Praguejando contra esses, que Cristo comprou para herdar uma bênção, sem temor ou remorso! Você é um desses estúpidos, insensíveis, desavergonhados desprezíveis, que chamam tão sinceramente pela condenação de sua própria alma? O que fazer, se Deus o pegar pela palavra? Você está "em condições de habitar no fogo eterno?". Se você está, ainda assim, por que você se apressaria em estar em "um lago de fogo com enxofre?". Que Deus o ajude! Ou você irá, logo, logo; uma vez que aquele "fogo não se extingue!". Mas "a fumaça que está neles, eleva-se, dia e noite, para sempre e sempre". E qual é esta importante tarefa, concernente a que você esteve apelando a Deus, exatamente agora? Você esteve "chamando a Deus para gravar junto à sua alma", no tocante à sua salvação eterna? Não; mas no tocante à beleza de seu cavalo, na velocidade de seu cão, na boa qualidade de sua bebida. Como é isto? Que noção tem você de Deus? O que você considera que Ele seja? — Idcirco stolidam praebet tibi vellere barbam Jupiter? [Conseqüentemente, um estúpido que se prepara para puxar as barbas de Júpiter?] Que estupidez; que obsessão é esta! Assim, sem qualquer prazer, ou proveito, ou louvor, desdenhar a Ele que tem "todo poder, tanto na terra quanto no céu!". Atrevidamente, "provocar os olhos de Sua glória!". Você é um homem ilustrado que mergulha assim tão baixo? Eu não irei, então, enviá-lo aos escritores inspirados, (assim chamados; -- talvez, você desdenhe ao receber instrução, através deles), mas a um velho e cego pagão. Você poderia fixar em sua mente a idéia que ele tinha de Deus (embora não seja estritamente justa, a menos que nós a refiramos a Deus feito homem); você, então, nunca mais O afrontaria: - O próprio ateu, então, não "se levantaria em julgamento contra esta geração e a condenaria?". Sim, e não apenas os ateus letrados da Grécia e Roma, mas os selvagens da América; porque eu não me lembro de ter ouvido um índio selvagem chamar o nome de Sootaleicatee (Ele que está no céu), sem colocar sua mão sobre o peito, ou abaixar seus olhos. E você é um cristão! Ó, como você faz com que o próprio nome do Cristianismo seja blasfemado em meio aos pagãos! 5. Mas é de pouca importância apenas blasfemar (indesculpável quanto isto seja), razão pela qual a nossa "terra murmura?". Não pode também ser dito a nós: "Ainda que eles digam, o Senhor vive, certamente eles perjuram?". Sim, em tal grau, que dificilmente existirá em alguma outra nação sob o céu; já que quase todos os cantos da terra estão preenchidos com perjuro obstinado, e deliberado. Eu não falo agora dos perjuros que todo blasfemador comum não pode deixar de incorrer no dia-a-dia: (e, de fato, "a blasfêmia notoriamente contribui para o crescimento do perjuro; uma vez que as pragas são pouco vigiadas, quando o uso comum a maculou, e cada minuto de repetição a tornou comum e vulgar"): Nem daquelas que são continuamente cometidas e freqüentemente detectadas em nossas Cortes de Justiça. Apenas com respeito à última, eu devo observar que elas são uma conseqüência natural daquela maneira monstruosa e chocante em que os juramentos são usualmente administrados nelas; sem qualquer decência ou seriedade, afinal; muito menos, com aquela excessiva solenidade, com que um ateu racional esperaria em um apelo imediato ao grande Deus do céu. Uma vez, eu designei considerar todos juramentos que são costumeiramente feitos, por qualquer grupo de homens em nosso meio. Mas, logo constatei que este era um trabalho muito pesado para mim; uma vez que quase no infinito os juramentos se multiplicaram na Inglaterra: Eu suponho, a um grau que não é conhecido em alguma outra nação na Europa. O que eu proponho agora é, para exemplificar em alguns poucos (mas esses, não de menor importância), e mostrar quão espantosamente pouca preocupação se teve com o que ele solenemente prometeu e afirmou diante de Deus. 6. Isto me é trazido em parte por um recente autor. Até onde ele vai, eu deveria ir um pouco mais além do que transcrever suas palavras: – "Quando a Justiça da Paz é jurada ajuramentada na comissão, ela faz o juramento, -- o de 'que ela exercerá igual direito ao pobre e ao rico, segundo sua astúcia, juízo, e poder, segundo as leis e costumes do reino e estatutos dele feitos, em todos os artigos da comissão do rei a eles direcionados. Quais são estes artigos, você irá encontrar nos primeiros Assignavimus [Determinações] da comissão: 'Nós temos determinado que você e cada um de vocês, conjuntamente e severamente, mantenham e façam com que sejam mantidos, todas as ordenanças e estatutos feitos para a regra pacífica e governo de nosso povo, em todos e em cada um dos artigos dele, de acordo com a força, forma e efeito dos mesmos, e castigar e punir todas as pessoas que causem ofensa contra alguns deles, de acordo com a forma desses estatutos e ordenanças'". "De modo que ele está solenemente jurado ajuramentado para a execução de todos os tais estatutos como o poder legislativo da nação pensou adequado depender de seu cuidado. Tais são todos aqueles (entre outros) feitos contra a bebedeira, as tabernas, juramento profano, blasfêmia, práticas lascivas e devassas, e profanação do dia do Senhor. É difícil imaginar como a Justiça da Paz pode pensar que ela mesma está mais preocupada em suprimir as revoltas ou disputas particulares, do que está de arrecadar doze pênie de um praguejador profano; cinco xelins de um bêbado; dez de uma casa pública que tolera botequim, ou qualquer outra penalidade que a lei cobra sobre os vícios e imoralidade. O mesmo juramento une a ambos, um ao outro, colocando igual obrigação em suas consciências". "Como um Magistrado que negligenciar punir excessos, profanidade, e impiedade, pode desculpar-se da culpa de perjuro, eu não pretendo conhecer. Se ele raciocina fielmente, ele irá certificar-se dos quantos perjuros, como uma evidência de quem, estando junto ao seu juramento declarar toda a verdade, não obstante, esconde a parte mais considerável dela. E seu perjuro é tanto mais infame quanto o mau exemplo e os efeitos dele forem danosos". (Mr. Disney’s First Essay, Page 30.) 7. O mesmo autor (no prefácio de seu Segundo Ensaio) prossegue: -- "Vocês, cavalheiros dos Grandes Jures, fazem o solene juramento, de que irão diligentemente inquirir e verdadeiramente o fazem, sobre todos os tais assuntos, matérias, e coisas, entregues à responsabilidade de vocês: Como também, que 'vocês irão (não apenas apresentar pessoa nenhuma, devido à inveja, ódio, ou malícia, mas) não deixarão de apresentar alguma, devido a temor, favor ou afeição'". "Agora, as leis não são contra a imoralidade e a profanidade dada a vocês em responsabilidade, assim como aquelas contra as revoltas, felonia e traição? A apresentação e acusação não são um método expressamente apontado pelos estatutos, para a punição de bebedeira e ida a tabernas? As casas de alcoviteirice e jogos não são puníveis nas mesmas cortes, e, conseqüentemente apresentáveis através de vocês? A proclamação para a punição de vício, profanidade e imoralidade não é sempre lida diante de vocês, tão logo vocês são jurados ajuramentados? E o Juiz de Veredicto, ou Presidente da Assembléia do Tribunal, na responsabilidade dada imediatamente depois de lê-la, tanto relatam a vocês as leis específicas contra tais ofensas, quanto recorrem a vocês por elas para aquela proclamação?". "Está claro por tudo isto, que vocês são obrigados, pelos seus juramentos, a apresentar todos os vícios e imoralidade, assim como outros crimes, que venham ao conhecimento de vocês, porque eles são expressamente dados a vocês em responsabilidade. E isto vocês devem fazer, não apenas, quando a evidência é oferecida diante de vocês, através da informação de outros, mas com respeito a todas as ofensas, quando vocês, ou alguns de vocês estão habilitados, pelo seu próprio conhecimento pessoal, a apresentar: todas pelas quais vocês têm jurado fazer imparcialmente, sem medo, favor ou afeição". Eu deixo isto agora com todos os homens razoáveis considerar, quão poucos os Grandes Jures executam isto; e, conseqüentemente, que multidões deles, em toda a nação, caem sob a culpa de perjuro obstinado! 8. O autor prossegue: "Eu devo, em seguida, endereçar-me a vocês que são Condestáveis. E a vocês, eu preciso dizer que se vocês conhecem sua obrigação, não é graças a nós que somos Juízes. Porque o juramento que usualmente nós damos a vocês é tão resumido, e em termos gerais, que ele deixa a vocês nenhuma maneira de instrução nas particularidades do ofício a que vocês foram jurados ajuramentados. Mas isto que deve ser dado a vocês, relata parte de sua obrigação nas seguintes palavras:". "Vocês devem fazer o melhor do seu desempenho, para que os embusteiros, vagabundos e andarilhos da noite sejam repreendidos; e que os estatutos feitos para a punição deles, sejam devidamente colocados em execução. Vocês devem ter também olhos vigilantes para tais que mantêm alguma casa ou local, onde algum jogo ilegal é feito; assim como, para tais que devem freqüentar esses lugares, ou devem usar de algum jogo ilegal lá ou alhures. Vocês devem apresentar todas e cada uma das ofensas contrárias aos estatutos feitos para restringirem a exploração comercial de uma taberna em estalagens, bares, e outras casas de comércio de víveres, e para a repressão da bebedeira". "Vocês deverão, uma vez por ano, durante o seu ofício, apresentar todos os não-conformistas Católicos Romanos. Vocês deverão também e devidamente executar todos os preceitos e ordens a vocês direcionados. E vocês também e devidamente, de acordo com seu conhecimento, poder e habilidade, deverão executar todas as outras coisas pertencentes ao ofício de um Condestável, por quanto tempos vocês continuarem nisto". "Sobre isto, eu observaria, Primeiro, que os atores de peças são, pela autoridade do estatuto, levados em conta de vagabundos, e punidos de acordo; e que, embora o estatuto da Rainha Elizabeth excetue tais companhias, como tendo uma licença sob a mão e selo de um nobre, ainda assim, o último estatuto no reino do rei James I tirou a proteção deles, declarando que 'daquele dia em diante, nenhuma autoridade dada, através de algum nobre do reino, deve ser utilizável para liberar ou tirar a responsabilidades deles das conseqüências e punições daquele estatuto precedente'. Todo Condestável, portanto, nestas paróquias, onde alguns desses atores vagabundos vierem, está obrigado pelo seu juramento, a prendê-los, corrigi-los e despachá-los, sem demora". "A parte seguinte de seu juramento obriga vocês a manterem um olho vigilante em tais casas, que mantêm, e tais pessoas que usam, jogos ilegais. Os estatutos direcionam vocês, semanalmente, ou, pelo menos, mensalmente, a buscarem dentro de suas liberdades, todas as casas ou locais suspeitos dessa ofensa, e, ao descobrirem, os trazerem à punição. Com respeito a este artigo, eu observaria: (1) Que a lei permite algum subsídio para artífices, homens casados, aprendizes, trabalhadores, e servos a jogarem no Natal, mas em nenhuma outra época do ano; e, (2) Que todos os esportes e passatempos, quaisquer que sejam, tornam-se ilegais no dia do Senhor, pelo estatuto do Rei Charles II. Portanto, você está obrigado, por juramento, a trazer para a punição tais que são culpados de profanarem este dia, através de alguns esportes ou passatempos que sejam". "As partes seguintes do juramento de vocês são: (1) Que vocês devem apresentar todas e cada uma das ofensas de utilização comercial de tabernas e bebedeira que venham ao seu conhecimento. (2) Que vocês devem, uma vez no ano, apresentar todos os dissidentes do Catolicismo Romano; mais do que isto, através do estatuto no qual seu juramento está fundamentado, obrigado, uma vez por ano, a apresentar na Sessão, todos os que dentro de suas paróquias que (não sendo Dissidentes) não vêm uma vez por mês, pelo menos, à igreja. (3) Que vocês devem também e devidamente executar todos os preceitos e ordens a vocês direcionadas. Eu acredito que nenhum Condestável pretenderá ser ignorante disto". "Como é, então, que, quando enviamos ordens, para cobrar os ofensores por juramento, bebedeira, e semelhantes, essas ordens são tão mal obedecidas? Vocês não são jurados para executar essas, assim como qualquer outra, e isto devidamente também, de acordo com o teor de seu preceito?". "Seu preceito diz a vocês que vocês devem exigir tal quantia; e, se o ofensor não pagar, vocês deverão coletá-la, através do embargo de seus bens; e se nenhum embargo puder ser feito, vocês, somente então, devem colocá-lo no tronco [armação de madeira com furos nos quais se prendiam as pernas e os braços de condenados]; do contrário, vocês não terão autoridade de assim fazer; nem é para se colocá-lo no tronco, quando vocês teriam penhorado, alguma execução de seu preceito". "A última parte de seu juramento está em termos gerais: que vocês devem também e devidamente, de acordo com seu conhecimento, poder, e habilidade, fazer e executar todas as outras coisas pertencentes ao ofício de um Condestável. Eu devo exemplificar em algumas coisas que certamente pertencem ao ofício de vocês, porque vocês, e ninguém mais podem executá-los. (1) Um Condestável pode, sem uma ordem, encaminhar quaisquer pessoas que dirijam carroças, cavalos ou gado no dia do Senhor, para a Justiça. (2) Tais quando ele encontrar nos jogos e passatempos naquele dia. (3) Tais que ele possa encontrar em tabernas e casas pública. (4) Donos de loja vendendo ou expondo mercadorias para venda, no dia do Senhor". "E, por fim, tais que ele encontrar bebendo ou blasfemando, ou profanando, jurando e praguejando. Assim eu tenho mostrado a vocês, em parte, o que pertence ao ofício de vocês: Será bom, se de acordo com o teor de seu juramento, você devidamente, conforme seu conhecimento e habilidade, executar todas essas coisas. Mas lembrem que, se vocês não o fizerem, se vocês negligenciarem algumas delas, vocês são perjuros". Agora, que todos os homens julguem, quantos Condestáveis na Inglaterra estão conscientes de tal terrível perjuro! 9. "Eu irei agora", ele prossegue, "endereçar-me aos curadores da igreja. O dever de vocês é 'que vocês executem bem e verdadeiramente o ofício de curador, para o ano a seguir; e, no melhor de sua habilidade e conhecimento, apresentem tais pessoas e coisas como são próprias para o presente, pelas leis eclesiásticas deste reino'". Eu irei colocar apenas alguns poucos desses. "Os estatutos do rei James I obriga vocês a apresentarem, uma vez por ano, todos os ausentes mensalmente da igreja. O nono Cânone ordena que vocês, primeiro, advirtam, e, então, se eles não se reformam, apresentem todos os seus paroquianos que não devidamente freqüentam a igreja aos domingos, e continuam por lá, todo o tempo do serviço eclesiástico". "Sobre este artigo, observe (1) Que uma pessoa ausente da igreja é suficiente razão para você agir. (2) Que você não deve apenas apresentar aqueles que não vêm à igreja, mas também aqueles que se comportam irreverentemente e indecentemente lá, tanto caminhando quanto falando; todos que não permanecem lá, ordenadamente e sobriamente, todo o tempo de serviço e sermão, e todos que se demoram em alguma parte daquele tempo no terreno em volta da igreja ou nos campos". "O Cânone cento e doze ordena a você, dentro de quarenta dias após a Páscoa, exibir ao Bispo ou seu Chanceler, os nomes de todos acima de dezesseis anos, dentro de sua paróquia, que não receberam a comunhão. Outros estatutos o obrigam a apresentar os bêbados, as tabernas, e casas públicas que admitem pessoas para beber nelas. E o Cânone cento e nove obriga você a apresentar todas as formas de vícios, profanidades e devassidão, requerendo sua fidelidade para apresentar todos e cada um dos ofensores em adultério, prostituição, bebedeira, juramento profano, ou quaisquer outras impurezas e perversidades da vida". "É, portanto, uma parte daquele ofício ao qual vocês estão solenemente jurados, apresentarem, não apenas toda embriaguez e tabernas, mas o juramento profano, lascívia e o que quer mais que seja contrário à piedade cristã. De modo que, se vocês conhecem alguns de seus paroquianos, seja seu cargo ou circunstâncias quais forem, que sejam culpados de algum desses, vocês estão obrigados a apresentá-lo na próxima visitação, ou vocês serão culpados de perjuro. E o Cânone vinte e seis expressa tamanha abominação à negligência dos curadores neste assunto, que ele proíbe o Ministro, de qualquer forma, admitir vocês na comunhão santa; 'os quais' como as palavras do Cânone dizem, 'tendo feito seus juramentos de apresentarem tais ofensores em suas diversas paróquias, não obstante, negligenciaram ou se recusaram a apresentá-los, intencionalmente e prontamente; perdidamente e irreligiosamente, incorrendo na horrível culpa de perjuro'". E quem está limpo? Eu apelo a todo Ministro de paróquia, de um lado a outro da Inglaterra, quantos curadores vocês conheceram, em vinte, trinta, quarenta anos, que não "perdidamente e irreligiosamente incorreram na horrível culpa de perjuro?". 10. Eu prossigo aos perjuros de outro tipo. O juramento feitos por todos os capitães de navios, todas as vezes que eles retornam de uma viagem de comércio segue nesses termos: -- "Eu juro, que a anotação acima escrita, agora exprimida e subscrita por mim, é o exato registro do nome do navio, sua carga, tamanho, propriedade, número e região dos marinheiros, o presente Mestre e relato de viagem; e que isto contém além, o verdadeiro relato de minha carga, com as marcas, número, quantidade, qualidade, e remessa de todos os bens e mercadorias em meu dito navio, para o melhor do meu conhecimento; e que eu não comei a descarregar, ou entreguei alguns bens fora da minha dita embarcação, desde que ancorou. Assim, Deus me ajude". Essas palavras são tão claras, expressas e sem ambigüidade, que elas não requerem explanação. Mas quem faz este claro juramento, sem ser intencionalmente e deliberadamente perjuro? Um capitão em cinqüenta? Um em quinhentos? Nós não podemos ainda ir mais além? Esses cinco capitães de embarcações, agora em Londres, em um momento ou outro, devido a este mesmo juramento, que eles sabiam serem falsos, quando o fizeram, não incorreram na culpa do perjuro obstinado? 11. O juramento que todos os Oficiais Alfandegários de Sua Majestade fazem, na sua admissão ao ofício segue assim: -- "Eu juro ser verdadeiro e fiel na execução, no melhor de meu conhecimento e poder, quanto a confiança conferida à minha responsabilidade e inspeção, no serviço da Alfândega de Sua Majestade; e que eu não irei tomar ou receber qualquer outra recompensa ou gratificação, direta ou indiretamente, que não o meu salário, ou que seja ou possa ser permitido a mim pela Coroa, ou as taxas estabelecidas pela lei, por qualquer serviço feito ou a ser feito na execução de meu serviço na Alfândega, sobre quaisquer relatos que sejam. Assim, que Deus me ajude! Sobre isto, pode ser observado: (1) Que existem gratificações regulares "estabelecidas pela lei", para alguns desses oficiais. (2) Que o restante, por meio disto, comprometem-se a não pedir ou receber "alguma recompensa ou gratificação, direta ou indiretamente", outra do que seu salário ou auxílio da Coroa, "sobre algum relato qualquer que seja". Como o primeiro mantém este solene compromisso? Cujas gratificações são "estabelecidas pela lei?". Eles pegam apenas essas gorjetas estabelecidas, e nada mais? Eles "recebem alguma recompense adicional", não "sobre algum relato, qualquer que seja?". Se o fazem, eles são inegavelmente culpados de perjuro obstinado. E os últimos não pegam gratificação, afinal? Eles não recebem "recompensa ou gratificação por algum serviço feito, ou a ser feito, na execução de sua tarefa?". Eles não recebem algum dinheiro, "direta ou indiretamente, sobre algum relato, qualquer que seja?". A qualquer tempo que eles recebam algo, mais ou menos, eles também são claros perjuros. Ainda assim, quem tem escrúpulos, tanto com um, quanto com o outro? Tanto em tomar uma gratificação maior do que a lei determina; ou alguma gratificação, maior ou menor, que seja oferecida, até mesmo onde a lei determina nenhuma, afinal? Quão inumeráveis perjuros, então, são aqui cometidos, repetidas vezes, dia-a-dia! E sem qualquer remorso; sem qualquer vergonha; sem qualquer temor, seja de Deus ou dos homens! 12. Eu produzirei apenas um exemplo mais. O juramento de alguém que vota para Membro do Parlamento é este: -- "Eu juro, que eu não recebi ou tenho, por mim mesmo, ou qualquer pessoa que seja, em confiança a mim, ou para meu uso e benefício, direta ou indiretamente, alguma soma ou somas de dinheiro, cargo, colocação, emprego, ou donativo, com o objetivo de dar meu voto nesta eleição, e que eu não votei nela antes. Assim, Deus me ajude!". Nós podemos observar aqui: (1) Que este juramento é feito uma vez em cada sete anos (se requerido), através de todos os "freeholders" [possuidores de uma propriedade livre e alodial (Dizia-se, na época feudal, daquilo que era livre de encargos e direitos senhoriais)], em todos os condados, por toda a Inglaterra e Gales, assim como, através de todos os homens livres em cada cidade e burgo: (2) Que, por meio disto, cada votante jura, nas palavras sujeitas à não evasão, que ele não recebeu, direta ou indiretamente, qualquer donativo ou recompensa, ou promessa de alguém. Mas, sem levar em consideração esses ímpios e desavergonhados patifes que freqüentemente votam duas vezes em uma eleição, quão poucos existem que fazem este juramento com a consciência nula de ofensa! Que não têm recebido, diretas ou indiretamente, algum presente, ou promessa de alguém! Não! Você não recebe! Se você não tivesse recebido coisa alguma mais, você deixou de receber carne ou bebida? Se não, este foi um presente; e, conseqüentemente, você é realmente tão perjuro quanto o homem que tem recebido cem libras. Que panorama melancólico é este diante de nós! Aqui estão quase todas as pessoas comuns de alguma importância em toda a região, na cidade, ou campo, chamando a Deus para registrar um conhecido, perjuro obstinado! 13. Eu devo concluir este assunto, nas graves palavras do autor antes citado: -- "A maioria destes, eu temo, observa seus juramentos como coisas naturais, e a que pouco deve se preocupar. Mas pode existir alguma coisa no mundo mais sagrado do que um juramento? Ele não é um solene apelo a Deus, pela sua sinceridade? E este mesmo apelo não é um reconhecimento de que Ele irá certamente punir a falsidade? Mais do que isto, não é um apelo para a vingança de Deus sobre nós, se somos falsos?". "Será que vocês não estão declarando que não esperam pela salvação, através de Jesus Cristo, ao colocarem suas mãos sobre o Evangelho, se não executarem o que vocês, então, prometeram; ou se o que, então, afirmaram não for verdade? E as palavras 'Assim, Deus me ajude', não provam suficientemente que a intenção de seu juramento é este; e que, se vocês jurarem em falso, vocês não devem esperar pela misericórdia de Deus, quer neste mundo ou no vindouro?". "E você pessoalmente e expressamente não dão seu consentimento a esta terrível maldição, beijando o livro? Como, então, algum de vocês ousa arriscar-se a pagar tão terrível compromisso? Vocês pensam que o juramento de um Grande-Juiz ou um Oficial-Paroquiano (de um Capitão, um Oficial de Alfândega, ou um eleitor) 'não é tão sagrado e obrigatório, como aquele de uma evidência no bar? O que pode fazer a diferença? Ambos igualmente são apelos a Deus, e imprecações de sua vingança sobre perjuro obstinado'". 14. Se existe então, um Deus que não seja falso, que peso de pecado existe sobre esta nação! E pecado não de uma nuança comum; porque perjuro sempre foi considerado uma das mais profundas máculas. E como alguém irá, então, tentar desculpar-se disto? Acrescentando blasfêmia também? Assim, de fato, alguns têm feito; falando como aqueles do passado: "Ora! Teu Deus não se importa com isto. O Senhor não nos vê (ou seja, não se preocupa conosco). O Senhor abandonou a terra. Ele deixou as segundas causas tomarem seu curso, e o homem nas mãos de seu próprio juízo". Quantos são aqueles que agora falam assim! De acordo com tal filosofia minúscula, a Providência específica de Deus está extremamente destruída. Os cabelos de nossa cabeça não mais estão numerados; e não apenas um pardal, mas uma cidade e um império podem cair ao chão, sem a vontade ou cuidado de nosso Pai celeste. Você admite, então, uma Providência geral. Eu não entendo o termo. Seja gentil, e me permita saber o que você quer dizer por uma "Providência geral, distinguida de uma específica". Eu duvido que você esteja perdido, por causa de uma resposta; a menos que você queira dizer alguma coisa enorme, confusa (eu suponho, assemelhando-se ao primeiro móbile no sistema Ptoleimaico), que continuamente move-se em volta do universo, sem afetar uma coisa mais do que outra. Eu duvido que esta hipótese irá demandar mais prova do que você está no momento habilitado a produzir; além do que, ela é atendida com milhares de dificuldades, tais que não podem ser resolvidas prontamente. Pode ser, portanto, que o seu mais sábio método para ter pensado uma vez com o vulgar, aquiesça com o claro relato bíblico. Isto nos informa que, embora Deus habite nos céus, ainda assim, Ele "governa sobre todos"; que sua providência se estende a todo indivíduo em todo o sistema de seres que Ele criou; que todas as causas naturais de todos os tipos dependem de Sua vontade; e que Ele aumenta, diminui, suspende, ou destrói a eficácia deles, de acordo com seu próprio bom prazer; que Ele usa de causas sobrenaturais à sua vontade, -- o ministério dos anjos bons e maus; e que, mesmo assim, Ele nunca impede a si mesmo de manifestar seu próprio imediato poder, manifestando vida ou morte em alguma de Suas criaturas; de olhar o mundo existente ou vazio. "Pensas tu, então, ó homem, que podes escapar do julgamento deste" grande Deus? Ó, não mais "ajunta, para ti mesmo, ira, contra o dia da ira!". Tu não podes revogar o que é passado; mas agora, "mantém-te puro", mesmo que seja ao preço de tudo que tens; e reconhece a bondade de Deus, por Ele, há muito, não te ter eliminado, e enviado ao teu próprio lugar. 15. Os judeus do passado foram responsabilizados por Deus por profanarem seu Sabbath também. E nós cristãos estamos atrás deles nisto? (Eu falo daqueles que reconhecem a obrigação). Nós denominamos o "Sabbath um deleite, santo do Senhor, honrado; não fazendo nossa própria vontade; nem encontrando nosso próprio prazer; nem falando nossas próprias palavras?". Nosso "servo e serva" descansam nele, e "o estranho que está dentro de nossos portões?". Não existe trabalho, mas o que é realmente necessário, feito em nossas casas? Você sabe, de acordo com sua própria consciência, e Deus sabe, que o contrário disto é verdade. Mas vamos deixar de lado essas coisas, feitas, por assim dizer, em segredo, quer por homens desprezíveis ou honrados; quantos são, em cada cidade, tanto quanto nesta, que profanam o Sabbath, com pulso forte? Quantos destes, que abertamente desafiam a Deus, e o rei; que quebram as leis, ambas divinas e humanas, trabalhando em seu mercado, entregando seus bens, recebendo seu pagamento, ou continuando seu trabalho comum, em um ramo ou outro, "limpando sua boca, e dizendo: 'Eu não pratico o mal'". Quantos compram ou vendem no dia do Senhor, até mesmo nas ruas abertas desta cidade? Quantos abrem, ou (com alguma moderação) parcialmente abrem suas lojas? Mesmo quando eles não têm o pretexto de bens perecíveis; sem algum pretexto, afinal; dinheiro é seu Deus, e ganho sua santidade. Mas o que é toda essa multidão nas periferias da cidade, que quase cobre a face da terra? Até que eles caiam, um após o outro, nos numerosos receptáculos, preparados para eles, em cada esquina. O que são esses ganhos, profanando o dia do Senhor? Nada, afinal. Eles "bebem da iniquidade, como água". Mais do que isto, muitos deles pagam por seus pecados; talvez, grande parte dos quais, possa sustentar sua família a semana seguinte. Eu não sei o que é "encontrar nosso próprio prazer, ou fazer nosso próprio método", se este não é. O que, então, nós podemos pleitear em sua desculpa? Que "muitos outros fazem o mesmo?". Não. A quantidade está tão longe de atenuar a falta, que a agrava, acima de qualquer medida. Uma vez que esta é uma guerra declarada contra Deus. E todo seu exército reuniu-se, e com uma deliberação, na face do sol, "arremeter-se contra as grossas saliências de seu escudo" (Jo 15:26). 16. É mencionado nos Profetas: "No meio de ti" (Jerusalém) "desprezaram ao pai e mãe". Mas, freqüentemente, é feito menção de seu desprezo, aos seus pais civis, ou seus murmúrios e rebeliões contra seus governadores. Ainda assim, certamente nossa jactância contra eles é excluída, até mesmo, neste respeito. Porque, todas as nossas histórias não testemunham tais series de amotinações, sedições, facções, e rebeliões, como raras, para serem equiparadas em algum outro reino, desde que o mundo começou? E o espírito selvagem, turbulento, e desgovernado de nossos conterrâneos não tem sido continuamente reconhecido e lamentado (como a abundância de seus escritos testificam para este dia), através de uma parte tranqüila e racional da nação? Efeitos terríveis, a respeito dos quais, têm sido vistos e percebidos, mais ou menos, em todas as gerações. Mas este espírito somente existiu nos tempos passados? Abençoado seja Deus, ele está agora restrito, ele não irrompeu; mas os traços dele ainda são fáceis de serem encontrados. Porque, de onde brota este continuo "falar mal dos dignitários?". Ou de todos que estão no leme das tarefas públicas? De onde este "falar mal do soberano de nosso povo", é tão comum em meio a todas as normas dos homens? Eu não incluo estes cuja província deve inspecionar todas as administrações públicas. Mas não são quase todos os cavalheiros privados, na região; todo clérigo; todo comerciante; sim, todo homem ou mulher que tem uma língua; um político, um colonizador do estado? Não são todos os cocheiros e carregadores abundantemente mais conhecidos do que os Reis, Lordes e Comuns juntos? Capazes de dizerem a vocês a fraquezas deles; de apontarem suas faltas e erros, e como eles devem proceder, se eles forem salvar a nação? Agora tudo isto tem uma tendência natural e inegável à amotinação e rebelião. "Ó que necessidade temos, acima de qualquer nação sobre a terra, do continuo cuidado e proteção de Deus, único capaz de 'governar a ferocidade do mar, e ainda a loucura do povo!". 17. Mas prosseguindo: Havia "bêbados em Efraim, poderosos para beberem vinho; homens resistentes para misturarem bebida forte?". E não existe na Inglaterra? Eles não são o tumor de todo condado, cidade e região dela? Esses, não de fato, ou não freqüentemente, "levantam-se cedo, para que possam procurar bebida forte"; e, assim, "continuarem até a noite, até que o vinho os inflame?". Eles encontraram um caminho mais rápido; ou seja, começar à noite, e continuar procurando seu vinho ou bebida forte até de manhã. E quão inúmeros são estes, através de toda a região! Perdidos para a razão e humanidade, assim como para a religião; de maneira que não é de se admirar que "eles não tenham cuidado com as obras do Senhor, nem considerem a operação de suas mãos". Nem de fato nossos beberrões têm necessidade de continuarem, de manhã "até a noite, até que o vinho os inflame"; vendo que eles encontram um método mais conciso de deixarem de lado toda consciência e razão, e desembaraçarem-se de tudo o que resta, quer da consciência ou do entendimento; de maneira que quaisquer que sejam as obras da escuridão, elas devem ser feitas rapidamente, e isto, sem qualquer perigo de serem interrompidas, quer pelo temor, compaixão, ou remorso; eles podem ser, em poucos momentos, através de um gole, tão qualificados para isto, como se eles pudessem tragar uma legião de demônios. Ou podem (se isto for toda a preocupação deles), com um gasto moderado, destruir seus próprios corpos, assim como almas, e precipitarem-se através deste fogo líquido "preparado para o demônio e seus anjos". Amigo! Pare! Você tem a forma de homem, ainda; e, talvez, algum entendimento restante. Ó, possa a misericórdia de Deus segurar isto! Junto a Ele, todas as coisas são possíveis. Pense um pouco, por um momento. O que é isto que você está fazendo? Por que você destruiria a si mesmo? Eu não poderia usar o pior inimigo que eu tenho no mundo, como você usa a si mesmo. Por que você assassinaria a si mesmo, aos poucos? Por que você se queimaria vivo? Ó, poupe seu próprio corpo, pelo menos, se você não tem piedade por sua alma! Mas, você, então, tem uma alma: Você realmente acredita nisto? Em uma alma que deverá viver para sempre! Oh! Poupe tua alma! Não destrua tua própria alma com a destruição eterna! Ela foi feita por Deus. Não a entregue nas mãos daquele velho assassino de homens! Tu não podes agir estupidamente mais. Quando ela deixar o corpo, ela irá acordar e não dormirá mais. Ainda assim, por pouco tempo, e ela será lançada para dentro do grande abismo, para viver, e pensar, e sentir para sempre. E o que irá alegrar teu espírito lá, se tu não tens uma gota de água para refrescar tua língua? Mas a sorte não está lançada ainda: Agora clama a Deus, para que a iniqüidade não deva ser tua ruína. 18. Nos tempos passados, existiam aqueles que "estavam tranqüilos em Zion, que deitavam em suas camas de marfim, e se esticavam em seus divãs, que comiam os cordeiros do rebanho, as vacas do estábulo". Mas quão rudes eram aqueles epicuristas! "Cordeiros do rebanho, e vacas do estábulo!" Eram essas as melhores iguarias que eles podiam procurar? Como você melhorou desde o tempo de Jeroboão! Quem pode enumerar as variedades de nossas mesas? Ou as artimanhas que temos, com o objetivo de "aumentar o prazer do paladar?". E o que são seus leitos, ou camas de marfim, em comparação com as mobílias de nossas casas? Ou suas "correntes e braceletes, e mantos, e peças de vestuários variáveis", com relação ao nosso ornamento? Que comparação existe entre a diversão deles e as nossas? Olhe para Salomão, em toda sua glória, e ainda assim, nós não podemos perguntar, se ele não era um completo estranho para os prazeres da caça? Que, não obstante seus quarenta mil cavalos, ele nunca viu uma corrida em sua vida? Ele "construiu jardim, e pomares, e poços de água; ele plantou vinhedos e construiu casas"; mas ele tinha uma casa de espetáculos em meio a todos eles? Não. Esta é a glória dos tempos mais recentes. Ou ele tinha alguma concepção de um baile, uma reunião, um baile de máscara, ou de um refúgio? E quem imagina que todos esses instrumentos de música, colocados juntos, eram algo mais a ser comparado aos nossos, do que os estrondosos versos Hebreus dele e de seu pai. Com a delicada cantarola dos leigos italianos. Em todos esses pontos, nossa proeminência sobre os judeus é muita, em todos os aspectos. Sim, e sobre nossos próprios ancestrais, assim como os deles. Mas esta é nossa gloria, ou nossa vergonha? Estivessem Eduardo III, ou Henrique V, em meio a nós agora, o que eles pensariam da mudança em seu povo? Eles aplaudiriam a elegante variedade da mesa do velho barão? Ou as suntuosas finuras de suas mobílias e vestuário? Eles ouviriam esses instrumentos de música ou encontrariam prazer nestas diversões? Eles se regozijariam em ver os nobres e pequenas nobrezas na terra "comodamente, e esticando-se nas camas" aqui embaixo? Muito delicado usar seus próprios membros, mesmo nas estradas da cidade; suportar o toque das pessoas, o soprar do vento, ou o brilho do sol! Ó, como seus corações queimariam dentro deles! Que indignação, tristeza, vergonha, eles deveriam sentir, ao ver a persistência do antigo, perdida; a temperança, paciência, e desprezo às futilidades, a rude, infatigável engenhosidade britânica, trocada por delicadeza, "ociosidade e abundância de pão!". Bom para eles, que se juntaram aos seus antepassados, antes que essa mudança fosse feita! 19. Seria trabalho perdido, provar o quanto a luxúria e a sensualidade, a preguiça e a indolência, a facilidade e a inatividade, a efeminização e a delicadeza falsa de nossa nação são, sem comparação. Eu temo que nós possamos dizer a lascívia também; porque, se os judeus, assim como os profetas falam "reuniram-se, em grupo, nas casas das prostitutas", o mesmo faz o inglês, e muito mais abundantemente. Na verdade, onde a virtude masculina é encontrada? Em meio à nobreza, à pequena nobreza, em meio aos comerciantes, em meio às pessoas comuns da Inglaterra? Quão poucos dão entrada a esta petição, afinal! Quão poucos desejam tanto quanto esta reputação! Você mesmo consideraria uma honra ou uma reprovação, ser classificado em meio àqueles dos quais podia-se dizer: "Esses são aqueles que não foram maculados com mulheres: porque eles são virgens?". E quão numerosos são aqueles agora, mesmo em meio a tais que são considerados homens de honra e probidade, "que são como cavalos famintos; todos relinchando atrás da esposa de seu próximo!". Mas, como se isto não fosse suficiente, o pecado de Sodoma não é mais comum em meio a nós do que sempre foi em Jerusalém? Nossas ruas não são atacadas com aqueles monstros da impureza, que "queimam em sua luxúria um em direção ao outro", aos quais Deus "revelou para uma mente réproba, de que fazer aquelas coisas que não são convenientes?". Ó, Senhor, tuas compaixões não falham: Portanto, não estamos destruídos. 20. Nem nós concordamos com eles na injustiça, não mais do que impureza. Quão freqüentes são, em meio a nós, os roubos declarados! "Os atos de violência", não estão, até mesmo, "nas nossas ruas?". E quais leis são suficientes para preveni-los? Os ladrões, de todos os tipos, não abundam em todas as partes da região, ainda que a morte seja a punição disto? E não existem, entre nós, aqueles que cobram "agiotagem e progridem"; quem "de maneira gananciosa ganham de seu próximo, por meio de extorsão?". Sim, todos os comércios que subsistem, com tal extorsão, e que não foi citada, quer em meio aos judeus, ou ateus? "Não existem", ainda, "os contrapesos deficientes, as balanças ruins, e uma bolsa de pesos enganosos"; ao lado de milhares de maneiras inomináveis de trapacear e fraudar; a astúcia e mistério de todo comércio e profissão? Não existiu uma tarefa interminável, para descer aos pormenores, de indicar em todas as circunstâncias, como, não apenas os trapaceiros e jogadores (aqueles aborrecimentos públicos; aqueles escândalos para a nação inglesa), mas o alto e baixo, rico e pobre, homens de caráter, e homens de nenhum, em cada situação da vida pública ou privada, "têm se corrompido", e geralmente aplaudem a si mesmos, e levam isto por conta de astúcia e sabedoria, por assim fazerem; de maneira que se o ganho estiver ao alcance da mão, eles não se preocupam, ainda que, "a justiça esteja à distância"; de maneira que "ele que abandonou o mal", que não vem do seu esconderijo, "faz de si mesmo', contudo,"uma presa"; e "o diabo", ainda, "devora o homem que é mais reto do que ele". E qual a emenda? Suponha que um grande homem aflija o indigente; suponha que o rico oprima a face do pobre; que remédio contra tal opressão ele pode encontrar nesta terra cristã? Se alguém é rico e outro pobre, a justiça não se situa distante? E o pobre não está sob a mais extrema improbabilidade (se não, impossibilidade) de obtê-la? Talvez, o perigo maior é em nosso meio do que entre os judeus, turcos ou ateus. Por exemplo: Suponha que um grande homem, com ou sem a forma da lei, faça mal ao seu pobre próximo. O que ele fará? Processar o senhor lorde, pela lei comum? A causa foi tentada nas sessões seguintes ou sessões periódicas [Assizes]? Ai de mim! Seus próximos, aqueles que conhecem o caso todo, dirão a você: "Você está fora de si". "Mas doze homens bons e verdadeiros me farão justiça". Muito bem; mas aonde você irá encontrá-los; -- homens imparciais, incapazes de corrupção, superiores, ambos no temor e favor, a todo panorama, quer ganhem ou percam? Mas isto não é tudo; eles não devem apenas ser bons e verdadeiros, mas homens sábios e de entendimento. Do contrário, quão facilmente é para um Defensor habilidoso atirar uma névoa diante dos olhos deles? Até mesmo, supondo também que o Juiz seja completamente imparcial, e à prova de toda corrupção. E que todas essas circunstâncias possam coincidir (do qual eu temo que não existam muitos precedentes), supor que um veredicto seja dado em seu favor, ainda que você não ganhe nada. O processo é removido da corte suprema, e você tem que começar todo seu trabalho novamente. Aqui você tem que lutar com todas as mesmas dificuldades, como antes, e, talvez, muitas novas também. De qualquer forma, se você tem dinheiro suficiente, você pode ter sucesso; mas se isto falha, sua causa é perdida. Sem dinheiro, você não pode ter nenhuma lei; a pobreza sozinha encerra a justiça totalmente. Mas "um honesto advogado não pode buscar justiça para mim?". Um advogado honesto! Onde você irá encontrar um? Desses que você chamou de advogados excessivamente honestos, quem existe que tenha algum escrúpulo, -- (1) em promover e encorajar processos desnecessários, se não injustos, também: (2) em defender uma causa má, sabendo que é assim, -- fazendo uma abjeção, e, então, afastando-se dela; suplicando alguma contestação falsa, para a declaração do queixoso; dando uma resposta evasiva à sua denúncia; prolongando o processo, se possível, até que o queixoso esteja arruinado: (3) em conduzir uma causa não alcançando o montante de dez xelins, na Westminster-Hall; colocando em sua declaração como acima de quarenta; (4) em retardar a própria causa de seu cliente, sabidamente e intencionalmente, com o objetivo de ganhar mais por meio disto; (5) em arrastar-se em súplicas ou cessões de seu cliente, em vez de deixá-las à cargo de um Advogado mais habilitado. (6) em cobrar taxas de seus clientes, supostamente para serem dadas ao tal advogado, embora não tivessem sido; (7) Cobrar por tirar cópias necessárias, onde nenhuma foi tirada; (8) em cobrar taxas para expedição dada aos escreventes, quando nem sequer um farthing [moeda inglesa de cobre de um quarto de pêni] foi dado a eles; (9) em enviar seu escrevente a uma viagem (mais longe ou mais curta) para realizar tarefas, com, ou para diferentes pessoas; e cobrar, de todas as pessoas, individualmente, pelo desgaste do animal e despesas daquela viagem; (10) em enviar seu escrivão para Westminster, a serviço de dez (isto pode ser) ou vinte pessoas, e cobrar, de cada uma dessas, pelo seu atendimento, como se ele tivesse sido enviado, por conta de uma apenas; (11) em cobrar de sua própria assistência de maneira igual; e (12) preencher suas contas com os serviços, honorários e taxas judiciais, embora seu cliente não seja, de forma alguma, promotor, em sua causa? Este é aquele que é chamado de um honesto Advogado! Quantos mais honestos são batedores de carteiras! Mas existe um Magistrado cujo trabalho específico é reparar o injuriado e oprimido. Vá, então, e faça uma tentativa com este remédio; vá e diga seu caso ao Lorde Chanceler. Espere; você deve seguir regularmente; você deve dizer a ele seu caso, na forma da lei, ou não dizer, afinal. Você deve, portanto, estar adequado na Chancelaria, e contratar um Advogado pertencente àquela corte. "Mas você já gastou tudo que você tem. E não tem mais dinheiro?". Então, eu temo que você não terá justiça! Você chocou-se com a soleira da porta. Se você perdeu ou gastou tudo, sua causa está perdida; ela não será, nem mesmo ouvida. Assim, se o opressor garantiu tudo que você tinha, ele está tão salvo, como se você estivesse debaixo da terra. 21. Agora, que coisa espantosa é esta! A própria grandeza da vilania torna isto além de reparação! Mas suponha que aquele que está oprimido tenha algum recurso restante, e possa ir, até todas as Cortes de Justiça, qual paralelo, você pode encontrar, em meios aos judeus, turcos, ou ateus, quer pela demora ou pelo gasto em atender a isto? Com respeito a primeira, quão monstruoso é que, em uma causa relacionada àquela herança, que é guarnecer você e à sua família com alimento e vestuário, você deva esperar, meses após meses, antes que seja determinado, se ela é sua ou não! E o que você deverá comer e vestir naquele meio tempo? Do que a Corte não toma qualquer conhecimento! Por acaso, esta demora não será um erro (supondo-se que não existiu um outro agravante, em atender o curso da lei inglesa), além de toda expressão? Contrária a toda consciência, razão, justiça e equidade? Uma causa máxima é investigada em um dia, e finalmente decidida imediatamente. E "é a vida menos do que a carne; ou o corpo de menor importância do que a vestimenta?". Que vergonhosa zombaria da justiça, então, é este protelar causas pecuniárias, de termos a termos, sim de ano a ano! Com respeito ao último: Digamos que um homem causou-me um dano de cem libras. Eu apelo ao Juiz para a recuperação delas. Quão espantoso é que este mesmo Juiz não possa me dar o que é meu direito, e que evidentemente parece ser desta forma, a menos que eu primeiro dê, talvez, a metade da soma a homens que eu nunca vi antes em minha vida! 22. Até aqui, eu supus todas as causas, quando elas estão decididas; decididas de acordo com a justiça e equidade. Mas é desta forma? Você aprendeu na lei, será que a sentença dada em suas Cortes não é injusta? As mesmas causas não têm sido decididas de maneiras completamente opostas? Uma maneira deste termo, exatamente o contrário do seguinte? Talvez, de uma maneira de manhã (isto eu me lembro de um exemplo), e outra maneira à tarde. Como é isto? Não existe justiça restante na terra; não, com respeito ao certo ou errado? Ou as causas estão, por tanto tempo, que você não sabe agora o que é certo ou errado; o que está de acordo com a lei, ou contrário a ela? Eu ouvi alguns que francamente declaram que, em muitos casos, é impossível saber o que é lei e o que não é. Assim, são os fólios da lei multiplicados sobre você; o que nenhum cérebro é capaz de apreender; não, nem algum plano consistente ou abstrato deles todos. Mas é realmente devido à ignorância da lei (esta é a suposição mais favorável) que tão poucos de vocês tenham escrúpulos, em cobrarem taxas sobre cada lado, de quase qualquer causa que possa ser concebida; e que geralmente recorrem da mesma maneira, em qualquer que seja o lado, em qualquer que seja causa; divagando, de um lado para outro, de uma maneira tão repugnante para o bom-senso, e tão extremamente estranha à questão? Eu fico estupefato, em ouvir as apelações de alguns eminentes jurisconsultos; e, quando acontece do contestante, do outro lado, entender apenas as regras comuns de lógica, ele faz esses eminentes homens parecerem de tal maneira, quer patifes notórios, se eles puderem ajudar nela, ou notórias cabeças-duras, se não puderem; que alguém acreditaria que eles não mais poderiam mostrar suas faces. Entrementes, se existe um Deus que julga justamente, que insultos horríveis sobre Ele são esses! "Eu não devo castigar, por causa dessas coisas, diz o Senhor? Minha alma não deverá tirar desforra de uma nação como esta?". 23. Existe uma instância a mais (eu não sei como denominar isto) de injustiça, opressão, sacrilégio, que tem gritado alto nos ouvidos de Deus. Porque, em meio aos homens, quem ouve? Eu quero dizer a conduta de muitos desses que estão incumbidos de nossas caridades públicas. Através das generosidades piedosas de nossos antepassados, nós temos abundância desses de vários tipos: Mas não é evidentemente verdade (para tocar apenas algumas poucas noções) que as condutas de muitos desses, tanto (1) não se aplicam à obra de caridade; àquele uso para o qual ela foi designada, através do benfeitor; quanto (2) ao cuidado e frugalidade, como no caso são indispensavelmente requeridos; ou (3) ao todo da obra beneficente, a algum uso caritativo, afinal; mas segregam parte dela, de tempos em tempos, para o uso de si mesmos e de seus familiares; ou, por fim, através de opressão claramente descarada, excetuando aqueles de ter alguma parte em tal beneficiação, que se atrevem (embora com toda ternura e respeito possível) a colocar diante deles as coisas que eles fizeram. Ainda assim, Brutus é um homem honrado: Do mesmo modo, são todos eles: Todos homens honrados! E alguns deles têm apreço pela religião; são considerados padrões, tanto da honestidade quanto da piedade! Mas Deus "Vê, não como o homem vê". Ele "deverá recompensá-los pessoalmente"; talvez, até mesmo neste mundo presente. Porque esta escritura ainda é freqüentemente cumprida: "Esta é a maldição que enviarei por sobre toda a face da terra. Eu enviarei, diz o Senhor dos Exércitos, e ela deverá entrar na casa do ladrão". (Assim ele é, e não melhor, aos olhos de Deus; nem um pouquinho mais honesto do que o ladrão de estrada), "e ela deverá permanecer no meio da casa, e deverá consumi-la, com seu madeiramento e pedras". 24. E a verdade, tanto quanto a "justiça", não está "caída em nossas ruas?". Porque, quem "fala a verdade do seu coração?". Quem lá existe que tem a consciência de falar a coisa como ela é, quando quer que ele fale, afinal? Quem tem escrúpulos de dizer as mentiras oficiosas? De mudar a verdade, com o objetivo de fazer o bem? Quão estranho, soa nos ouvidos modernos, o dizer dos antepassados! "Eu não direi uma mentira; não, nem mesmo para salvar as almas do mundo todo"; ainda assim, isto está estritamente de acordo com a palavra de Deus; de acordo com aquela palavra de Paulo, em específico, se alguém diz: "Vamos fazer o mal, para que o bem venha, sua condenação é justa". Mas quantos de nós cometemos este mal, sem mesmo considerarmos, se teremos reputação ou não; falando o que nós não queremos, meramente do costume, porque é moda assim o fazer! Que imensa quantidade de falsidade esta modernidade pecaminosa causa dia a dia! Ela não tem infestado toda parte da nação? Como toda nossa linguagem intumesceu-se com lisonjeios; de maneira que não se espera que uma pessoa bem educada fale o que ela pensa; nós não buscamos por isto em suas mãos! Mais ainda, quem agradeceria a ela por isto? Quão poucos tolerariam isto! Foi dito do antigo, mesmo através de um guerreiro e um rei: "Ele que diz mentiras não deverá permanecer à minha vista": Mas nós não somos de uma outra mente? Nós preferivelmente não dizemos: "Ele que não diz mentiras não deverá permanecer a nossa vista?". De fato, a tentativa raramente chega; porque ambos os oradores e os ouvintes concordam que a forma e a cerimônia, lisonja e elogio, devem tomar lugar, e a verdade ser banida de todos que conhecem o mundo. E se o rico e o grande têm tão pequeno cuidado com a verdade, de maneira a mentir, até mesmo por causa dela, que surpresa que todos os homens de um nível inferior façam a mesma coisa para obter algum lucro? Qual a surpresa que isto possa ser obtido, como pelo bom-senso, em todos os tipos de compra e venda? Não se trata de um caso julgado, que não existe dano em dizer mentiras na conduta do comércio; dizer que se trata do preço mais baixo, quando não é assim; ou que você não irá pegar o que você pegará imediatamente? De tal maneira, que é um provérbio, até mesmo em meio aos turcos, quando perguntados quanto a diminuir o preço: "O que! Você está me tomando por um cristão?". De modo que nunca isto foi uma precaução mais razoável do que é hoje em dia: "preste atenção a cada um do seu próximo, e não confie em qualquer irmão; porque todo irmão tomará o seu lugar completamente, e irá enganar cada um do seu próximo". 25. E quanto a esses poucos que se abstêm dos pecados exteriores, o coração deles está correto com relação a Deus? Eles podem dizer de nós também, assim como dos judeus: "Este povo está circuncidado no coração?". Vocês estão? Vocês, portanto, "amam ao Senhor seu Deus, com todo seu coração e com toda sua força?". O seu Deus está em tudo que há em vocês, no desejo dos seus olhos, na alegria de seus próprios corações? Antes, vocês não "colocam seus ídolos em seus corações?". A sua barriga não é o seu Deus, ou sua diversão, ou sua justa reputação, ou seu amigo, ou esposa, ou filho? Ou seja, vocês não se deleitam em alguns desses bens mundanos, mais do que no Deus do céu? Mais ainda; talvez, vocês sejam uma daquelas almas rastejantes que "arquejam atrás do pó da terra!". Quem, de fato, não faz isto? Quem não consegue, bem mais do que pode? Quais dentre aqueles considerados avarentos, não ajuntam todo o dinheiro que pode, de modo justo, mas, talvez, muito mais? Porque esses são aqueles que o mundo classifica entre os miseráveis que usam de toda a artimanha para incrementar suas fortunas; labutando, tarde e noite; gastando toda sua força em "oprimir a si mesmo com argila pesada?". Por quanto tempo? Até àquela hora, quando Deus os chamará; quando Ele dirá a eles: "Tu, tolo! Esta noite tua alma poderá ser requerida de ti! E para o que serão essas coisas que tu tens preparado?". 26. E ainda assim, nosso orgulho, até mesmo o orgulho desses cujas almas "rastejam ao pó, não testificam contra nós?". Eles não são "sábios a seus próprios olhos, e prudentes em seu próprio conceito?". Os nossos próprios escritores não têm notado que não existe sobre a terra uma nação mais presunçosa do que a inglesa; mas opinante, tanto em sua própria sabedoria nacional e pessoal, e coragem e força? E, na verdade, se nós pudermos julgar pelos habitantes de Londres, isto é evidente para uma demonstração; uma vez que os mais desprezíveis entre eles, não são, até mesmo, capazes de instruir tanto ao rei quanto aos seus conselheiros? Que sapateiro em Londres não é mais sábio do que o principal Secretário de Estado? Que brigão em uma casa de café não é um sacerdote mais capaz do que sua Graça de Canterbury? E quão profundo desprezo a outros é somado com aquela elevada opinião a respeito de nós mesmos! Eu não sei, se as pessoas de outras nações são mestres maiores da dissimulação; mas não parece haver em alguma nação, qualquer que seja tal predisposição para menosprezar seu próximo; para desdenhar, não os estrangeiros apenas (perto de dois mil anos atrás, eles observaram, Britannos hospitibus feros, mas seus próprios conterrâneos; e isto muito freqüentemente, por tais razões surpreendentes como nada, mas fato inegável poderia tornar crível. Quão freqüentemente os cavalheiros em suas carruagens desprezam aqueles companheiros sujos que seguem a pé. E esses, por outro lado, menosprezam completamente tanto quanto aquelas camaradas indolentes que ficam à toa em suas carruagens! Não é de se surpreender, então, que esses que têm "a forma de santidade" possa desprezar àqueles que não a têm; que o santo do mundo tão freqüentemente diga para o pecador grosseiro, em efeito, se não em termos: "Fica ai; não te aproxima de mim; porque eu sou mais santo do que ti!". 27. Ainda assim, que tipo de santidade é esta? Deus não pode justamente declarar de nós também: "Este povo se aproxima de mim com sua boa, mas eles removeram seus corações de mim: Eles não deixam de me lisonjear com a boca, e me desconhecem com a língua?". Não é assim com vocês? Quando vocês falam de Deus, seus lábios e seus corações seguem juntos? Vocês não afirmam palavras, através das quais vocês não querem dizer exatamente coisa alguma? Vocês não dizem e desdizem? Ou dizem uma coisa a Deus e outra para o homem? Por exemplo: Vocês dizem a Deus: "Permita-me, Ó Senhor, manter-me neste dia, sem pecado": Mas dizem ao homem: "Isto não pode ser feito; é tolice e loucura esperar por isto". Vocês pedem a Deus que "possam amar perfeitamente a Ele, e merecidamente glorificar seu santo nome": Mas dizem ao homem: "Não existe amor perfeito sobre a terra; isto é apenas 'sonho de um homem louco'". Vocês oram a Deus para "limpar os pensamentos de seus corações, pela inspiração do Santo Espírito": Mas vocês afirmam a seu próximo que não existe tal coisa como inspiração agora, e que ninguém pretende isto, a não ser os fanáticos. Que hipocrisia grosseira é esta! Certamente você pensa; não existe "conhecimento no Altíssimo. Ó não se engane. Deus não dá atenção. Mas o que quer que você semeie, isto também você colherá". 28. Tal, no momento, é a religião desta nação cristã! Assim honramos a Ele, por cujo nome somos chamados! E ainda assim, existiu alguma vez uma nação mais negligente e segura, mais despreocupada da ira de Deus? Como um homem pode mais efetivamente expor-se ao ridículo daqueles que são considerados homens de entendimento, do que mostrando alguma preocupação, como se os julgamentos de Deus estivessem sobre nossas cabeças? Certamente, então, "um coração enganoso não nos tem deixado de lado, de maneira que não podemos dizer: não existe uma mentira em minha mão direita?". Certamente, esta nossa confiança não é de Deus; ela é antes uma obsessão, uma inconsciência estúpida, um sono profundo, uma precursora da vingança pesada. A ruína e a completa desolação aproximam-se diante dela. Certamente, nunca houve algum povo mais adequado para a destruição! "Filhos descarados, como eles, e corações de pedra. Por acaso se envergonharam, quando cometeram abominação"; quando abertamente profanaram o dia do Senhor; quando cometeram lascívia; ou quando praguejaram e blasfemaram extremamente, como não se ouviu em meio aos pagãos? Não; "eles não estão envergonhados afinal, nem podem ficar corados". E embora Deus envie a eles todos os seus servos, levantando cedo e ministrando a eles, ainda assim, eles "não ouvirão; eles endurecerão seus pescoços; eles farão pior do que seus antepassados". O que, então, "Deus" pode "fazer pela Sua videira que Ele ainda não o fez?". Ele tem há muito nos experimentado com misericórdia, "dando-nos chuvas e estações férteis; preenchendo-nos com a farinha do trigo". Mas ainda "este povo revoltante, e rebelde não diz: Permita-nos agora temermos o Senhor, nosso Deus". Não. Eles agradecem a Ele por todas as suas misericórdias; eles não as reconhecem como seu dom. Eles não vêem a mão de Deus, em algumas dessas coisas; eles as entenderiam de uma outra maneira. Ó, vocês, incultos, quando irão entender? Vocês não sabem que existe um Deus que governa o mundo? O que vocês vêem com seus olhos? "A corrida" foi "para o veloz, ou a batalha, para o forte?". Vocês já se esqueceram de Dettingen? A Inglaterra não sabe que Deus esteve lá? Ou ela supõe que sua continuidade na paz, ou sucesso na guerra, foi mero resultado de sua própria sabedoria e força; vocês comandam o sol e as nuvens também? Vocês podem derramar ou "parar as águas dos céus?". Mas que isto tudo seja natureza, sorte, qualquer coisa – assim Deus pode ter nenhuma mão no governo da terra! 29. Seus julgamentos irão nos trazer para uma mente melhor? "Nós ouvimos a vara e Aquele que a apontou?". Observemos: Qual fruto, nós encontramos naqueles que são "até mesmo consumidos, através de sua mão pesada?". Que alguém que deseja estar claramente satisfeito nisto, visite os hospitais desta cidade. Que ele julgue, por si mesmo, como os pacientes lá receberam a visitação fraternal de Deus; especialmente lá, já que a misericórdia também está misturada com o julgamento; de modo que é evidente que "o Senhor ama aquele a quem Ele disciplina". Vão, então, para alguma enfermaria, quer de homens ou de mulheres; olhem minuciosamente de uma extremidade a outra: Eles estão se humilhando, sob a mão de Deus? Eles estão tremendo, sob a consciência de sua ira? Eles estão louvando a Ele por seu amor? Eles estão exortando, um ao outro, para não fraquejarem, quando forem repreendidos por ele? Como nove, em dez deles, passam o tempo; aquele tempo importante, de manhã à tarde? Porque, de alguma forma, vocês não aprenderiam facilmente disto, se eles fossem cristãos, pagãos ou maometanos? Existe alguma aflição mais profunda do que esta a ser encontrada? Existe uma aflição maior do que a perda da saúde? Talvez, exista – a perda de liberdade, especialmente quando ela é algumas vezes, circunstanciada. Vocês podem ser facilmente convencidos disto, indo tanto a Ludgate quanto Newgate. Que cenário aparece, tão logo vocês entram! O próprio lugar lança horror em sua alma. Quão negro e sombrio! Quão insalubre e imundo! Quão vazio de tudo que poderia ministrar conforto! Mas isto é pouco, comparado com as circunstâncias que atenderam o serem confinados nesta sombra da morte. Vejam o pobre infeliz que outrora não necessitava de nada, e rodeava-se de amigos e familiares, agora excluído, talvez, por um golpe inesperado, de todos os gestos agradáveis dos homens; arruinados, e esquecidos por todos, e entregues nas mãos de tais mestres, e tais companhias! Eu não sei, se para alguém de uma mente sensível, poderia existir alguma coisa como isto neste lado do inferno. Que efeito, então, tem esta visitação pesada de Deus, naqueles que mentem a respeito disto a qualquer tempo? Existe, talvez, uma exceção aqui e ali; mas, em geral, eles estão abandonados, a todo tipo de maldade, extremamente despidos de todo temor a Deus, e toda reverência ao homem; de tal maneira, que eles comumente saem daquela escola completamente adequados a algum tipo ou grau de vilania; perfeitamente cruéis, e demoníacos, totalmente equipados para toda palavra e obra má. 30. Os seus compatriotas mais efetivamente reclamam, quando o perigo e a aflição estão reunidos? Se o fazem, o exército, especialmente em tempo de guerra, deve ser a parte mais religiosa da nação. Mas é assim, de fato? A tropa caminha, como aqueles que vêem a si mesmo na iminência da eternidade? Aproveitam cada oportunidade de glorificar a Deus e fazer todo o bem aos homens, porque eles não sabem a hora, em que o Senhor irá requerer suas almas? Muito longe disto. A religião do soldado é um provérbio, até mesmo com respeito àqueles que não têm religião, afinal; em que a tendência natural condenável e profanidade, de toda forma, reinam, sem controle no meio deles; em que todo o teor do comportamento deles fala: "vamos comer e beber, porque amanhã morreremos". Aqueles que estão ainda mais expostos ao perigo, a marinha inglesa, eles têm mais religião do que aqueles que estão em terra? Dizem que eles foram, uma vez, notáveis por causa disto; e que é certo que o senhor Francis Drake temeu a Deus, como o fez a maioria dos seus comandantes e, temos razão para acreditar, de seus marinheiros e marujos também. Mas o que podemos dizer da marinha que existe agora, mais especificamente, dos navios de guerra? Existe religião lá, – tanto o poder, quanto a forma? Quase todos os navios de guerra não são um mero inferno flutuante? Onde existe uma maldade mais consumada, e mais completa, que se atreve a desafiar a Deus e todas as suas leis, -- exceto no abismo sem fim? Mas aqui a descrição falha; e a bondade de Deus permanece ainda diariamente! Mas "eu não devo punir por causa dessas coisas, diz o Senhor: Minha alma não deve castigar tal nação como esta?". Ó que o panorama dos julgamentos nacionais possa ser suficiente! Que possamos nos lembrar, e voltarmos ao Senhor nosso Deus, antes que sua misericórdia longânime esteja no fim, e ele derrame os frascos de sua ira sobre nós! Mas quão pouco alicerce, nós temos, para ainda esperar por isto! Quem agora "permitirá a palavra de exortação?". Quão poucos irão "suportar uma doutrina profunda", e a aplicação honesta e exata dela! Eles não "dizem, junto aos Videntes, não vejam; e junto aos Profetas, profetizem coisas suaves?". E, se um homem fizer assim, ele "costurará almofadas para toda cava"; e "se professar vinho e bebida forte, mesmo que ele seja o profeta deste povo, ele fará o Espírito Santo de Israel cessar diante dele". 31. Eu estou consciente do quanto este assunto é agradável, e quão extremamente difícil é falar dessa maneira, de modo a não dizer nem mais, nem menos do que a causa de Deus requer. Eu sei também que é absolutamente impossível falar assim, sem causar alguma ofensa. Mas quem quer que seja ofendido, eu não me atrevo a ficar em silêncio; nem me refreio de um discurso claro; apenas me esforçarei para usar de toda ternura que eu puder, consistentemente com aquela clareza. No amor terno, então, eu pergunto: Existe alguém entre vocês (eu falo a vocês, meus irmãos que são Sacerdotes e Profetas do Senhor, separados para "ministrarem nas coisas santas e declararem a palavra do Senhor"), -- Existe alguém, em nosso meio, que comete lascívia, como aqueles, por meio dos quais "Israel foi manchada?". O Senhor não tem visto uma coisa horrível em alguns dos Profetas desta terra também, até mesmo, que "eles cometem adultério", e (para ocultar isto) "caminham nas mentiras?". Deus proíbe que eu possa afirmar isto! Eu apenas proponho (não mantenho) a questão. Se existe tal infeliz, eu oro a Deus para golpeá-lo no coração, e dizer: "Tu és o homem!". Não existe algum de vocês que, assim como eles, "é poderoso para beber vinho; homens de força para misturar bebida forte?". Sim, não existe quem "caia em culpa, por causa de bebida alcoólica, que seja tragado pelo vinho?". Não são encontrados os que dizem: "Eu irei buscar vinho e nos embebedaremos com bebida forte; a amanhã será como hoje, e ainda mais abundante?". Ai de mim, meus irmãos, esta é a voz de um "Ministro de Cristo; um mordomo dos mistérios de Deus?". Suponha que vocês encontrem, a qualquer tempo, preocupação e aflição, "não existe ajuda para vocês no seu Deus?". O Deus a quem vocês servem não é capaz de livrá-los de algum flagelo ou problema? O "embriagar-se com vinho", é alívio melhor do que o ser "preenchido com o Espírito de Deus?". Vocês não entendem isto? Vocês "não conhecem o Senhor?". Prestem atenção, para não destruírem suas almas e as daqueles que os ouvem! Precavenham-se! Se vocês não conhecem Seu amor, temam Seu poder! Preparem-se para fugir da ira vindoura, a fim de que ele não atinja a vocês com uma maldição tão grande quanto seus pecados, e faça vocês desaparecerem da face da terra. 32. É possível se dizer que vocês honram ou temem a Deus, algo mais do que esses que falam através de Malachi? Deus não pode queixar-se: "Esses sacerdotes têm violado minhas leis e profanado minhas coisas santas?". Sim. Quando quer que vocês presumam, com aquelas mãos iníquas, tocar os mistérios de Deus; quando quer que vocês profiram seu nome ou sua palavra com aqueles lábios profanos! Mas não será por conta disto apenas que Deus pode dizer: "O Profeta e o Sacerdote são profanos?". Ele não pode acrescentar: "Eles não colocam diferença entre o santo e o profano; portanto, eu sou profanado, em meio deles?". Não é desta forma? Vocês colocam diferença entre o santo e o profano; entre aquele que teme a Deus, e o que não teme? Vocês colocam uma diferença efetiva entre eles, até mesmo, no mais solene ofício de nossa religião? Na mesa do Senhor, vocês cuidam de "separar o precioso do vil?". De "receber todos aqueles que" (como vocês podem razoavelmente acreditar) "aproximam-se com corações penitentes e fé viva", e rejeitam extremamente aqueles que testificam contra si mesmos, que eles estão sem esperança e sem Deus no mundo? Mais ainda, quem se atreve a repelir, da mesa do Senhor, algum dos homens mais nobres em sua paróquia; mesmo embora ele seja um bêbado ou um praguejador comum; sim, embora ele abertamente negue o Senhor que o comprou? O Sr. Stonehouse fez isto uma vez. Mas qual foi o evento? O cavalheiro trouxe uma ação contra ele, para o terror de todos os tais camaradas insolentes nos tempos que se seguiram. 33. Ó, meus irmãos, não é por falta de vocês fazerem esta diferenciação, assim como, devido a outras abominações que, com respeito a alguns, entre nós (Deus sabe quantos), aquela Escritura é agora cumprida: "Seus vigias são cegos, eles são ignorantes, eles são pastores que não podem entender: -- O Senhor tem derramado sobre eles o espírito do sono profundo e tem fechado seus olhos; Os profetas e os Videntes Ele tem coberto: e a visão de todos se tornou, junto a vocês, as palavras de um livro que está selado, o qual os homens entregam a alguém que é instruído, dizendo: Lê isto, eu imploro a ti; e ele diz: Eu não posso, porque ele está selado?". Se vocês perguntarem quais são essas outras abominações; eu falarei no amor, e no espírito de humildade. São encontrados, entre nós, homens avarentos; homens que "desejam coisas mundanas"; que "buscam a si mesmos", e não a Cristo crucificado; que "amam o mundo, e as coisas do mundo"; homens em quem essas palavras são ainda cumpridas: "Quem existe entre vocês que pode fechar a porta em vão? Nem vocês acendem o fogo em meu altar em vão. Eu não tenho prazer em você, diz o Senhor dos exércitos". Sim, esses não são aqueles, hoje (Ó, pudesse eu encontrar temor, onde o temor não está!), que "engordaram com os principais de todos os oferecimentos a Israel?". Não existem aqueles que agora "aumentam seu desejo como o inferno; que são como a morte, e não podem ficar satisfeitos?". Quem, embora não necessite de alimento, ou vestimenta, ainda assim, busca mais e mais promoção? Quem está continuamente arquitetando, para "unir casa com casa, e colocar campo com campo"; para se tornar rico no serviço daquele Mestre que, ele próprio, "não tinha onde deitar a cabeça?". Essas palavras terríveis, que pertencem a eles, não são suficientes para fazerem tinir os ouvidos daqueles que as ouvem: "Eles são como os cães ávidos, que nunca têm o suficiente; eles todos olham para seu próprio caminho"; (não o caminho do seu Senhor) "cada um para o ganho de sua região?". Não é estranho, que em meio a estes possam existir alguns que são cruéis e opressores; porquanto a avareza não conhece misericórdia, nem pode um amante do dinheiro ser um amante de seu próximo? Alguns não são conhecidos por "afligirem a face do pobre?". Por desnudarem, preferivelmente a vestirem o nu? Alguns que, enquanto clamam "como as sanguessugas, 'Dá-me, dá-me'", tirariam, se não lhes fosse dado; como aqueles do passado disseram: "Dá-me agora, porque, se não, eu tirarei à força"; ou as palavras de Miquéias: "Os Profetas clamam: Paz, quando têm o que mastigar, mas apregoam guerra santa contra aqueles que nada lhes metem na boca". Muito grande é o pecado desses homens diante do Senhor. Se existissem dez agora na terra, Deus poderia castigá-los hoje com terror e espanto, para que eles não pudessem ter descanso em seus ossos, até que seus pecados desaparecessem! 34. Vocês estão alertas e zelosos para ganharem almas, como aqueles estão para ganharem o ouro que perece? Vocês sabem, por experiência o que isto significa: "O zelo de tua casa me corroeu?". Ou vocês são como aqueles vigias que não vigiam afinal, que nem sabem, nem se preocupam, em quando a espada vem? Dos quais o Profeta diz: "Eles são cães mudos que não podem latir, dormem, deitados no chão, amando tirar uma soneca?". Pode-se supor que tais pastores "alimentarão o rebanho? Darão a cada um sua porção de carne no tempo certo?". Esses "aquecerão todo homem, e exortarão cada um, para que possam apresentar cada homem, perfeito em Jesus Cristo?". Cuidarão de "conhecer todo o seu rebanho pelo nome, não se esquecendo dos servos e servas?". Irão inquirir, dentro das condições de cada alma, comprometida com sua responsabilidade; e vigiar sobre cada uma, com toda ternura e longanimidade; "como se delas tivessem que prestar contas?". Observando como elas caem e se levantam; como essas se tornam "cansadas e fracas em suas mentes"; e aquelas que "crescem na graça, e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo?". Aqueles que podem fazer isto, a menos que todo seu coração esteja na obra; a menos que eles desejem nada, a não ser "usarem e serem usado por eles; e não considerem sua vida querida a si mesmos, de modo que possam apresentar-se sem culpas no dia do Senhor Jesus?". Pode algum pastor fazer isto (e se ele não puder, ele nunca "prestará contas com alegria"); aquele que imagina que tem pouco mais a fazer do que pregar uma ou duas vezes semana; que este é o ponto principal, a parte essencial do ofício, que ele tomou sobre si mesmo diante de Deus? Que grossa ignorância é esta! Que total equívoco da verdade! Que miserável asneira, no tocante a toda natureza de seu ofício. Na verdade, é uma grande coisa falar em nome de Deus; isto poderia fazer daquele que é mais arrojado no coração tremer, se ele considerasse que todo o tempo ele falou a outros, sua própria alma estava em risco. Mas grande, inexprimivelmente grande, quanto isto é, talvez seja a menor parte de nossa obra. "Buscar e salvar aquele que está perdido"; resgatar almas de satanás para Deus; instruir o ignorante; corrigir o perverso; convencer o contraditor; dirigir seus passos no caminho da paz; e, então, mantê-los nele; seguí-los, passo a passo, a fim de que eles não saiam do caminho, e aconselhá-los em suas dúvidas e tentações; erguer os que caem; renovar aqueles que estão fracos; e confortar os desencorajados; administrar várias ajudas, como a variedade das ocasiões requer, de acordo com suas diversas necessidades: Essas são as partes de nosso ofício: tudo isto temos empreendido com o risco de nossa própria alma. A consciência disto torna aquele homem santo do passado clamar: "Eu me admirarei, se algum dirigente na Igreja puder ser salvo"; e a maior parte dele dizer, na plenitude de seu coração: "quem é suficiente para essas coisas?". 35. Mas quem não é suficiente para essas coisas; para tomar conta de uma paróquia, embora ela contenha vinte mil almas, se isto implica não mais do que cuidar de pregar, três ou duas vezes por semana; e procurar alguém para ler as Orações, nos outros dias, e fazer o que é chamado de obrigação paroquial? Algum comércio na nação é tão fácil quanto isto? Qualquer homem não é suficiente para isto, sem mais talentos, se da natureza ou graça, do que um pequeno grau de entendimento comum? Mas, que tipo de pastores são estes que não olham além da natureza de seu próprio ofício, que não mergulham mais profundamente na importância dele, do que isto? Não seriam eles tais como aqueles, a respeito dos quais, "a palavra do Senhor veio até Ezequiel dizendo: 'Vocês são os pastores que alimentaram a si mesmos! Os pastores não deveriam alimentar o rebanho? Vocês comeram o animal gordo, e se vestiram com lã; mas não alimentaram o rebanho. O enfermo vocês não fortaleceram, nem curaram o que estava doente, nem restauraram o que estava quebrado, nem trouxeram de volta o que havia ido embora, nem buscaram o que estava perdido. — E eles estavam dispersos, porque não havia pastor, e eles se tornaram alimento para todas as bestas do campo. Sim, meu rebanho se dispersou sobre toda a face da terra, e ninguém buscou, ou os procura'". Eu imploro a vocês, irmãos, em nome do Senhor Jesus, o grande Pastor de ovelhas, aquele que as comprou e a nós, com seu próprio sangue, que vocês apliquem cada um disto às suas próprias almas. Que cada homem olhe para Deus e diga: "Este sou eu? Eu sou um desses pastores negligentes, descuidados, despreocupados, que alimentam a si mesmos e não o rebanho? Eu sou aquele que não late, preguiçoso, dormindo, deitado no chão, e amando dormir? Um desses que não fortaleceu aquele que estava aflito; nem curou aquele que estava doente? 'Sonda-me, ó Senhor, e prova-me; experimente meus controles e meu coração. Olhe bem, se existe algum tipo de maldade em mim, e conduza-me no caminho eterno'". 36. Eu, ao menos, não "curei o coração do teu povo, levemente? Não disse: 'Paz, Paz, quando não havia paz?'". – Quantos existem que também fazem isto? Quem não planeja, para falar o que é verdade, especialmente, ao rico e ao grande, de maneira que ela seja agradável? Quem não lisonjeia os honoráveis pecadores, em vez de dizer-lhes claramente: "Como vocês pensam escapar da condenação do inferno?". Ó, que relato vocês deverão fazer, se existe um Deus que julga a terra! Ele não irá requerer das suas mãos, o sangue de todas essas almas, das quais "vocês são os traidores e assassinos?". Bem, falam os Profetas dos antepassados, em cujos passos agora trilhamos: "Alguns seduziram meu povo; um construiu um muro, e outro cobriu com argamassa mal misturada. Eles fortaleceram as mãos dos que causam o mal, para que ninguém retornasse de sua maldade. Eles profetizaram mentiras em meu nome, diz o Senhor. Eles dizem junto a eles que me desprezam: Estejam em paz; e junto aos que caminham, segundo a imaginação de seu próprio coração: Nenhum mal cairá sobre vocês!". Quão grande será a condenação de vocês que destroem almas, em vez de salvá-las! Onde vocês aparecerão, ou como vocês ficarão, "no grande e terrível dia do Senhor?". Como vocês erguerão suas cabeças, quando o Senhor "descer dos céus em chama de fogo, para vingar-se de seus adversários"; mais especialmente, daqueles que traíram sua causa, e fizeram a obra de satanás, sob a bandeira de cristo? Com que voz vocês dirão: "Olha para mim, Senhor, e o para as ovelhas que tu me deste, as quais eu fiz mal, e disse que estavam no caminho do céu, até que elas caíram no inferno!". Não eram estes, exatamente tais pastores de almas, como vocês, e dos quais Deus falou, através de Jeremias: -- "Muitos pastores destruíram meu vinhedo; eles pisotearam minha porção; eles fizeram de minha agradável porção um deserto devastado?"; através de Ezequiel: -- "Existe uma conspiração de seus Profetas; como um leão quer ruge, encolerizando a presa, eles devoraram almas?"; e através de Zacarias: -- "Assim diz o Senhor: Alimentem o rebanho do abate, cujos donos as matam, e se mantenham inocentes; e àqueles que o vendem diz: Abençoado seja o Senhor, porque eu sou rico; e seus próprios pastores não se compadecem dele?". 37. Este não é o principal alicerce, a razão principal, do presente desrespeito ao clero? E há muito tempo, foi afirmado, como tal, por Ele que não pode mentir. Os próprios homens do passado, que "fizeram o povo do Senhor transgredir", por meio disto, "tornaram a si mesmos desprezíveis". Eles foram menosprezados, ambos como o efeito natural, e a punição judicial, das iniqüidades deles. E a mesma causa o Profeta observa que produziu o mesmo efeito, muitas centenas de anos depois disto: "Vocês saíram fora do caminho, diz o Senhor; vocês têm causado muitos deslizes; portanto, eu também os fiz desprezíveis e abjetos diante de todo o povo". Irmãos, eu agora "livrei minha própria alma"; e em fazer isto, eu (como me propus a princípio) "usei de grande clareza de discurso", não pretendendo "agradar aos homens, mas ao Senhor". O evento eu deixei a Ele em cujo nome tenho falado, e quem tem os corações de todos os homens em suas mãos. Eu "trouxe a vocês novidades pesadas hoje", e ainda assim, eu não posso deixar de estar persuadido de que alguns de vocês não irão "considerar-me seu inimigo, porque eu lhes digo a verdade". Ó, que todos nós possamos testar da boa palavra que declaramos! Possamos receber aquele conhecimento da salvação que somos recomendados a pregar a toda criatura, através da remissão dos pecados. Meu desejo de coração é que todos nós, aos quais "o ministério da reconciliação está confiado", possamos ser reconciliados com Deus, através do sangue da aliança eterna; para que Ele possa ser doravante, junto a nós um Deus, e possamos ser junto a Ele um povo; para que possamos conhecer, assim como pregar o Senhor, "do menor ao maior"; até mesmo, através daquele sinal: "Eu sou misericordioso com tua falta de retidão; teus pecados, eu não me lembro mais!". III 1. Até aqui, eu falei mais imediatamente àqueles que se professam membros da Igreja da Inglaterra. Mas, visto que eu sou um devedor também àqueles que não são, meu objetivo é aplicar a estes também; e resumidamente mostrar, onde (eu temo) eles são severamente inconsistentes com seus próprios princípios. Eu começo com aqueles que estão a uma distância bem menor de nós, quer se denominem Presbiterianos ou Independentes: Dos quais, em geral, eu não posso deixar de ter uma diferença de opinião vasta, daquilo que eu nutri, alguns anos atrás; depois de ter conversado com alguns, "nos quais a raiz da questão é" inegavelmente encontrada; e que trabalham "para manter a consciência isenta de ofensa, tanto em direção a Deus, quanto em direção aos homens". Eu não posso, portanto, duvidar, mas todo homem sério, de uma denominação ou de outra, condena extremamente toda aquela profanidade interior, assim como exterior, que foi acima descrita. Mas vocês, como um povo, evitam o que vocês condenam? Não existem libertinagens ou adultérios entre vocês; nenhum filho é desobediente aos seus pais; nenhum servo que seja indolente ou descuidado; que retruque; que não "honre seus donos como é apropriado ao Senhor?". Não existe, entre vocês quem censure ou "fale mal da regra de seu povo?". Não existem bêbados, glutões, homens luxuriosos; epicuristas regulares; ninguém "cuja barriga seja seu Deus"; que, à medida que sua fortuna permite, "passam suntuosamente todos os dias?". Não existem mentiras, se para ganhos, ou por boas maneiras, assim chamadas? Vocês são simples de cerimônia e felicitação? Ai de mim, vocês estão conscientes, na maioria desses aspectos (se não em todos), que vocês têm agora pouca proeminência sobre nós. Tanto mais conscientes deverão estar disto, se não descansarem na superfície, mas buscarem na essência da religião, a religião do coração! Por que, qual profanidade interior, quais temperamentos diabólicos, existem, entre nós, que não têm lugar em meio a vocês também? Vocês igualmente deploram esta ignorância de Deus; esta falta de fé e amor a Deus e ao homem; esta idolatria interior de vários tipos; este orgulho, ambição, e vaidade, que regem os corações, até mesmo daqueles que ainda têm "a forma da santidade". Vocês lamentam diante de Deus, a profunda avareza que "devora tantas almas, como o faz uma gangrene"; e, talvez, estejam prontos a clamar: "Ajude-nos, Senhor, porque escassamente existe um homem santo restante!". Impõe tua mão; "porque existem poucos fiéis em meio aos filhos dos homens!". 2. E ainda assim, vocês retêm "a verdade que é segundo a santidade", pelo menos, quanto à substância dela. Vocês reconhecem o que está colocado nas Escrituras, tocando a natureza e a condição da justificação e salvação. E com respeito ao autor da fé e salvação, vocês sempre declararam, até mesmo na face de seus inimigos, que "é Deus quem opera em nós, tanto o querer quanto o fazer, do seu bom prazer"; que é seu Espírito somente que "nos ensina todas as coisas"; que cada crente verdadeiro tem "uma unção do Espírito Santo para conduzi-lo dentro de toda verdade" necessária; que "por causa dos nossos filhos, Deus enviou o Espírito de Seu Filho junto aos nossos corações, clamando, Aba, Pai"; e que "este Espírito testemunha com nosso espírito, que somos filhos de Deus". Como, então, meus irmãos (assim, posso chamá-los agora, embora eu não o tenha feito anteriormente), a generalidade de vocês também caiu de sua firmeza? Nos tempos de perseguição, vocês permaneceram como rochas, embora "todos as ondas e tempestades viessem sobre vocês". Mas quem pode suportar a facilidade e abundância de pão? Como vocês estão mudados, desde que esses vieram sobre vocês! Muitos de vocês agora (praticamente, eu quero dizer) não colocam alguma coisa mais no lugar da "fé que é operada pelo amor?". Alguns de vocês não supõem que aquela gravidade e compostura de comportamento são as partes principais do Cristianismo? Especialmente, contanto que vocês nem praguejem, nem tomem o nome de Deus em vão? Outros não imaginam que se absterem das canções inúteis, e das diversões modernas, comumente usadas por pessoas de sua fortuna, é quase o todo da religião? Para a qual, se eles acrescentam oração familiar, e uma observação restrita do Sabbah, então, indubitavelmente está tudo bem? Mais do que isto, meus irmãos, isto está bem até onde vai; mas quão pouco ele está em direção do Cristianismo! Todas essas coisas, vocês não podem deixar de ver, são meramente externas; conseqüentemente, o Cristianismo é uma coisa interior, sem o qual a forma exterior mais bonita é mais trivial do que a vaidade. Alguns de vocês não descansam nas convicções ou bons desejos? Ai de mim! Que proveito existe nisto? Um homem pode ser convencido de que ele está doente; sim, profundamente convencido, e ainda assim, nunca se recuperar. Ele pode desejar alimento; sim, com desejo sincero; e não obstante, perecer de fome. E assim, eu posso ser convencido de que sou um pecador; mas isto não irá me justificar perante Deus. E eu posso desejar a salvação (talvez, aos trancos e barrancos, durante anos) e, ainda assim, estar perdido para sempre. Aproximem-se, então, do ponto, e mantenham seus princípios. Vocês receberam o Espírito Santo; o Espírito que é de Deus, e é concedido por Ele a todos os crentes, "para que possamos conhecer as coisas que são gratuitamente dadas por Deus?". O tempo é curto. Vocês experimentam agora aquela "unção do Espírito Santo", sem a qual vocês confessam que a religião exterior, quer negativa ou positiva, é coisa alguma? Mais do que isto, a convicção interior de que nossas necessidades são nada, a menos que essas necessidades sejam de fato supridas. Os desejos de Deus também são nada, a menos que nós verdadeiramente alcancemos o que fomos estimulados a desejar. Vocês dizem ainda que, "se algum homem não tem o Espírito de Cristo", o que quer que ele deseje, "ele não é Dele". Ó, meus irmãos, cuidem para que vocês não parem tão cedo! Cuidem para que vocês nunca se considerem um cristão, não, até que Deus "envie o Espírito de Cristo em seus corações"; e aquele "Espírito testemunhe com o espírito de vocês que vocês são filhos de Deus". 3. Um passo adiante de nós, estão vocês que são chamados (embora não por escolha própria), Anabatistas. A quantidade menor de membros, comparada com aquela dos Presbiterianos, ou da Igreja, torna mais fácil terem um conhecimento do comportamento exato de todos os membros, e colocar fora, todo aquele que "não caminha consoante a doutrina que eles receberam". Mas isto é feito? Todos os seus membros adornam o Evangelho? Eles todos são "santos como Ele que nos chamou é santo?". Eu temo que não. Eu soube de alguns exemplos ao contrário; e sem dúvida vocês conhecem muito mais. Existem homens profanos; exteriormente profanos em suas congregações também; homens que profanam tanto o nome quanto o dia do Senhor; que não honram seus pais naturais ou civis; que não sabem como possuir seus corpos em santificação e honra; que são desequilibrados, que na comida ou bebida; glutões, sensuais, luxuriosos; que de várias maneiras ofendem a justiça, misericórdia, ou verdade, em seus intercursos com seu próximo, e não caminham por aquela lei real: "Tu deves amar a teu próximo como a ti mesmo". Mas como é que isto é consistente com seu princípio precedente, -- de "que nenhum homem deverá ser admitido ao batismo, até que tenha aquele arrependimento, por meio do qual, abandonamos o pecado, e vivemos a fé em Deus, através de Cristo?". Porque, se nenhum homem, que não tenha a fé e o arrependimento verdadeiro, deve ser admitido dentro de uma igreja ou congregação; então, homem algum que não os tenha deve continuar em alguma congregação: E, conseqüentemente, um pecador declarado não pode permanecer, entre vocês, a menos que vocês renunciem praticamente ao seu principal princípio. 4. Eu peço a vocês que considerem seriamente, se um motivo para que os homens iníquos sejam admitidos em meio a vocês pode ser este: -- O de que muitos de vocês têm, por descuido, colocado seu ponto de vista, no lugar da fé e arrependimento. Mas que engano fatal é este! Supondo que sua opinião seja verdadeira, ainda assim, uma opinião verdadeira, concernente ao arrependimento é totalmente diferente da coisa em si mesma; você pode ter uma opinião verdadeira concernente à fé toda a sua vida, e, ainda assim morrer descrente. Supondo, portanto, que uma opinião, com respeito à redenção específica seja verdadeira, ainda assim, quão pouco ela é de proveito com relação à salvação! Mais do que isto: fôssemos supor que ninguém que não a tivesse poderia ser salvo, não resultaria que todos que a mantivessem seriam: De modo que, se uma prova que o homem está sempre em um estado tão mau, a outra não prova que ele está em um estado bom; e, conseqüentemente, quem quer que dependa desta opinião, depende do apoio de uma coisa em que não se pode confiar. Eu pediria a Deus, para que vocês pudessem se importar com uma coisa: "responderem corretamente ao seu próprio chamado e eleição!". Que cada um de vocês (deixando o restante do mundo para Aquele que o fez) pudesse "se arrepender e crer no Evangelho!". Não se arrependerem apenas (porque, então, vocês conheceriam somente o batismo de João), mas crerem, e serem "batizados com o Espírito Santo e com o fogo". Vocês ainda são estranhos a este batismo interior, por meio do qual, todos os crentes verdadeiros são batizados? Possa o Senhor constrangê-los a clamar: "Como eu estou limitado, até que tudo esteja concluído!", até mesmo, até que o amor de Deus inflame seus corações, e consuma todas as suas afeições vis! Não estejam satisfeitos com alguma coisa menos do que isto! É esta fé amorosa apenas que abre nosso caminho para "a igreja geral dos primogênitos cujos nomes estão escritos nos céus!". Que nos permite "entrar dentro do véu, onde Jesus nosso precursor entrou antes de nós!". 5. Existe ainda, em alguns pontos, uma diferença maior, entre nós e o povo que usualmente denominamos de Quacres [Membro de seita protestante, fundada no século XVII por Jorge Fox (1624-1691). Professada, sobretudo, nos Estados Unidos e na Inglaterra. Os Quacres crêem na direção do Espírito Santo, não admitem sacramentos, não prestam juramentos, nem mesmo perante a Justiça, não pegam em armas, nem admitem hierarquia eclesiástica]. Mas não nestes pontos. Vocês, como nós, condenam "todo homem descrente e ímpio"; todas as obras do diabo que foram citadas acima, de onde todos esses temperamentos brotam. Vocês concordam que somos todos instruídos por Deus, e "conduzidos por seu Espírito"; e que somente o Espírito nos revela toda a verdade, e inspira toda santidade; e que, através de sua inspiração, os homens obtêm o amor perfeito, o amor que "os purifica, assim como Ele é puro"; e que, através deste conhecimento e amor a Deus, eles têm poder "para fazer sempre tais coisas que agradam a Ele"; adorar a Deus, um Espírito, de acordo com sua própria vontade, ou seja, "em espírito e verdade". Conseqüentemente, vocês afirmam que a adoração formal não é aceitável para Deus, mas somente aquela que brota de Deus no coração. Vocês afirmam também que aqueles que são conduzidos por Ele usam de grande "simplicidade de discurso", e grande simplicidade no vestir, não buscando "adornos exteriores", mas apenas "o ornamento de um espírito humilde e tranqüilo". Eu não irei mais além agora, do que simplesmente inquirir se vocês são consistentes com esses princípios. Para começar com o último: "Aquele que é conduzido pelo Espírito usará de grande simplicidade de discurso". Vocês poderiam dizer: "usará de linguagem simples". Mas aquele termo conduz vocês a um grande equívoco. Aquele termo, uma linguagem simples, naturalmente os conduz a pensar, em uma maneira específica de falar; como se "a simplicidade de discurso" implicasse não mais do que o uso daquela forma particular. Ai de mim, meus irmãos! Vocês não sabem que seus ancestrais designaram isto apenas, como uma espécie de linguagem simples? E é possível que vocês possam confundir o simples com todo o fardo de roupa? Consultem a luz que Deus deu a vocês, e vocês verão que "simplicidade de discurso" não se situa em um ponto singular, mas implica em uma sinceridade clara, franca, uma simplicidade pueril em tudo que falamos. Eu não desejo que vocês se refreiem de dizer isto ou aquilo. Eu não gastaria dez palavras a respeito disto. Mas eu desejo que vocês, quando quer que falem, afinal, falem a verdade, e nada mais que a verdade. Eu desejo que suas palavras possam sempre ser um retrato de seus corações. Esta é a linguagem clara. Não finjam, quer um discurso simples, afinal, ou sejam uniformemente simples. Vocês são assim? Eu imploro que considerem. Vocês nunca lisonjeiam? Eu não suponho que vocês digam: "Senhor, sou seu muito humilde servo"; mas vocês não dizem coisas corteses? Vocês nunca adulam? Vocês nunca elogiam algum homem ou mulher na frente deles? Talvez, mais do que vocês o fazem na ausência deles; Este é um discurso modesto? Vocês nunca dissimulam? Não falam a todas as pessoas, altas ou baixas, ricas ou pobres, exatamente o que vocês pensam, nem mais, nem menos, e da maneira mais breve e clara que vocês podem? Se não, que mero gracejo é sua linguagem simples! Vocês carregam sua condenação em seu próprio peito. 6. Vocês mantêm também que "aquele que é conduzido pelo Espírito irá usar de grande discrição no vestir, buscando nenhum 'adorno exterior', mas apenas o 'ornamento de um espírito humilde e tranqüilo'"; e que, em específico, "ele deixará o ouro e vestimenta dispendiosa' a esses que não conhecem a Deus". Agora, eu apelo a todo homem sério e razoável, entre vocês – O seu povo age consistentemente com este princípio? Muitas de suas mulheres usam ouro sobre seus pés; e muitos dos homens usam 'ornamentos de ouro?'. Vocês são estranhos a essas coisas? Vocês não viram (tais ninharias que dificilmente carregam o nome) o resplendor de seus bastões e caixinhas de rape, mesmo em suas reuniões solenes, enquanto vocês esperavam juntos por Deus? Certamente, eles ainda tão estão tão perdidos para a modéstia, como a pretender que não os usem como ornamento. Se eles não o fazem; se isto estiver apenas fora de necessidade, um simples bastão de carvalho suprirá o lugar de um, e um pedaço de chifre ou estanho excepcionalmente responderá a todas as finalidades razoáveis de outro. Para falar francamente (e não me considerem inimigo de vocês, por isto), vocês não podem deixar de observar, numa reflexão tranqüila, que vocês retêm exatamente tanto de sua prática passada, o que deixa seu presente, sem desculpa; tornando a inconsistência, entre um e outro, notória e inegável. Por exemplo: Esta mulher é também uma perfeita Quacre, para gastar um xelim [5 pences] no colar. Muito bem: mas ela não é tão perfeita para gastar oitenta guinés em um relógio repetidor [É um mecanismo complicado; o nome repetidor vem do fato que ao acionar o relógio por um botão o mesmo traduz as horas na forma de batidas sonoras. Isto foi necessário na época em que acender a luz para ver as horas era complicado, pois os lampiões estavam apagados. Os repetidores podem ser de quartos de hora (aquele que informa as horas por badaladas com precisão de 15 minutos) ou o de minutos]. Uma outra não usaria, por causa do mundo, colar algum; não, nem um adorno, em volta de sua capa: Mas ela irá usar um pormenor, e ver nenhum dano nele, afinal, embora possa ser doze vezes o preço. Em uma espécie de avental ou lenço ela não se atreve a gastar vinte xelins. Mas, em outro tipo, gasta vinte libras. E quantos de vocês estão muito enciumados, quanto à cor e a forma de seu vestuário (a menos importante de todas as circunstâncias que se referem a ele), enquanto na mais importante, o gasto, eles são sem nenhuma preocupação, afinal! Ela não usará um tecido de lã escarlate ou carmesim, mas, o mais rico veludo, e que seja escuro, ou distinto. Ela não tocará uma fita colorida; mas cobrir-se-á, dos pés à cabeça, com seda formal. Ela não usará tecido na cor púrpura; mas não terá escrúpulos, afinal, de se vestir, em fino linho; sim, com tal grau de linho, que os Quacres estão quase se tornando um provérbio. Certamente, vocês não podem ignorar que a pecaminosidade do vestuário fino situa-se, principalmente, no dispêndio: Nisto, está o roubar a Deus e ao pobre; é o defraudar o órfão e a viúva; é o diminuir o alimento do faminto, e sonegar seu vestuário do nu, para consumi-lo em suas próprias luxúrias. 7. Não deixem que se diga que isto afeta apenas poucos entre vocês, e esses de uma espécie mais jovem e delicada. Sim. Isto faz com todo seu corpo: Para o que vocês, que são mais velhos e sérios, admitem tais coisas? Por que vocês não reprovam veementemente a eles; e se eles não se arrependem, a despeito de todas as considerações mundanas, os expulsa de sua sociedade? Em serem coniventes com os pecados deles, vocês pecam; especialmente, os que são pregadores. Vocês não dizem, "Eles não podem suportar isto; eles não ouvem?".Ai de mim! Em que estado, então, vocês estão caídos? Mas o que quer que eles suportem ou não, o que é isto para vocês? Vocês devem "falar, quer eles ouçam, ou abstenham-se". Para dizer a verdade, eu estou temeroso que vocês, antes, fortaleçam as mãos deles em suas fraquezas. Porque você não apenas não testificam contra isto na congregação, mas, até mesmo, sentam-se à mesa não o reprovam. Porque, então, vocês também são um dos "cães mudos que não podem latir, dormindo, deitado, amando tirar uma soneca". Eu coloco esta responsabilidade sobre cada pregador, em específico, que viu uma jovem filha de um dos Quacres, em Londres, casando-se em trajes adequados à sua fivela de diamante que custou cem guinés. Vocês puderam ver isto e não chamaram os céus e terra para testemunhar contra? Então, eu testemunho contra vocês, em nome do Senhor; vocês são líderes cegos de cegos; vocês "espremem um mosquito [preocupam-se com coisas pequenas], e tragam um camelo!". Verdadeiramente, o pecado tanto dos professores quanto dos ouvintes é excessivamente grande nisto. E poucos tentam em direção à vestimenta modesta, que são ainda observáveis, entre vocês (eu quero dizer, na cor e forma de suas roupas, e na maneira de colocá-las), apenas testificando contra si mesmos, que vocês foram uma vez, o que vocês sabem, em seus corações, que vocês não são agora. 8. Eu venho agora para o principal princípio de vocês: "Nós devemos todos ser 'ensinados por Deus', sermos inspirados, e 'conduzidos por Seu Espírito': E, então, devemos 'adorar a Ele', não com a forma morta, mas 'em espírito e verdade'". Essas são palavras profundas e valorosas; mas muitos apreendem as palavras, rápido, e são totalmente ignorantes do seu significado. Este não é um caso excessivamente comum? Vocês não estão abundantemente conscientes de que seus amigos têm feito assim? Com os quais, o sermos "instruídos por Deus", e "conduzidos por Seu Espírito" são meras palavras de percurso, que significam exatamente nada. E seus relatos cruéis e indigestos das coisas, eles não entenderam que levantaram aquele preconceito profundo contra essas grandes verdades que nós encontramos na generalidade dos homens. Alguns de vocês me perguntam: "Mas tu conheces o conhecimento do princípio interior?". Eu conheço, meus amigos: e eu peço a Deus que cada um de vocês conheçam isto, tanto quanto eu. Eu quero dizer, que toda religião é tanto espetáculo vazio, quanto perfeição, por inspiração; em outras palavras, o amor obediente a Deus, através do conhecimento sobrenatural de Deus. Sim, tudo aquilo que "não é da fé, é pecado"; tudo que não brota do conhecimento amoroso de Deus; cujo conhecimento não pode começar ou subsistir, um instante, sem a inspiração imediata; não apenas toda adoração pública, e toda oração privada, mas todo pensamento na vida comum, e palavra, e obra. O que vocês pensam disto? Vocês não sentem vertigem? Vocês não se atrevem a levar o princípio interior, assim tão longe? Vocês reconhecem que isto seja a própria verdade? Mas, ai de mim! Qual é o conhecimento disto? Vocês têm experiência desse princípio em si mesmos? O que diz seus corações? Deus habita dentro deles? E eles agora ecoam a voz de Deus? Vocês têm a inspiração contínua do seu Espírito, preenchendo seus corações com Seu amor, assim como com um poço de água brotando para a vida eterna? 9. Vocês estão familiarizados com a "condução do Espírito Dele", não através da noção apenas, mas através da experiência viva? Eu temo que muitos de vocês, que falam a respeito disto, não sabem o que isto significa. Como o Espírito de Deus conduz seus filhos, a esta ou aquela ação em específico? Vocês imaginam que seja através de impulso cego, apenas? Movendo vocês para que façam isto, e vocês não sabem o porquê? Não é assim. Ele nos conduz, através de nossos olhos, pelo menos, tanto quanto pelas mãos; e através da luz, tanto quanto pelo calor. Ele nos mostra o caminho em que devemos seguir, assim como nos incita a caminhar nele. Por exemplo: Aqui está um homem pronto a perecer com fome. Como eu sou "conduzido pelo Espírito" a aliviá-lo? Em Primeiro Lugar, Ele me convencendo que é da vontade de Deus que eu o faça; e Em Segundo Lugar, Ele preenchendo meu coração com amor, em direção a ele. Tanto esta luz, quanto este calor são o dom de Deus; são forjados em mim, através do mesmo Espírito que me conduz, por meio desta convicção, a amar, assim como a alimentar aquele homem. Este é o claro e racional relato da condução extraordinária do Espírito; mas quão longe disto alguns têm estado! Tu és assim conduzido pelo Espírito a toda boa palavra e obra, até que Deus tenha, por meio disto, tornado tua fé perfeita? Tu sabes o que é a fé? É uma visão amorosa e obediente de um Deus presente e reconciliado. Agora, onde ela se encontra, não existe forma morta; nem pode ser assim, por quanto tempo ela continue. Mas tudo que é dito ou feito, é pleno de Deus, pleno de Espírito, e vida e poder. 10. Mas, talvez, por mais que falemos deles, vocês não sabem a diferença entre a forma e o espírito; ou entre a adoração a Deus, da maneira formal, e a adoração a Ele, "em espírito e verdade". O Senhor é aquele Espírito. O ver e sentir, e amar a Ele é vida espiritual. E o que quer que seja dito ou feito, aos olhos ou amor de Deus, este está cheio do espírito e vida. Tudo além disto é forma, mera forma morta; quer seja em nossos endereçamentos públicos a Deus, ou em privado; ou em nosso trabalho secular, ou em nosso modo de vida diário. Se for assim, quão pobres, simples, e estreitas têm sido suas visões e concepções! Vocês estavam temerosos da formalidade na adoração pública. E raciocinam bem. Mas vocês não estavam preocupados com ela, em nenhuma outra parte também? Vocês não consideraram que aquela formalidade na vida comum é também uma abominação para o Senhor; e que ela não pode ter lugar em qualquer coisa que digamos ou façamos, a não ser, pelo tanto quanto nós nos esquecemos de Deus? Ó, vigiem contra ela em todos os lugares, em todos os momentos, para que vocês possam a todo instante ver e amar a Deus; e, conseqüentemente, em todos os tempos, e em todos os lugares, adorar a ele "em espírito e em verdade!". Meus irmãos, vocês me permitam acrescentar, no amor terno, algumas poucas palavras às suas almas. Vocês não inclinaram demasiado o espírito e o poder que vocês acreditam restaram sobre seus antepassados? Supondo que sim! Será de algum valor para vocês não beberem do mesmo espírito? E quão evidente é isto – não importa o que vocês foram, outrora, vocês têm agora "suas forças removidas!". Vocês estão fracos, e se tornaram como os outros homens. O senhor está praticamente longe de vocês. Onde está agora o espírito, a vida, o poder? Não se ofendam com meu procedimento claro, quando eu imploro a vocês que sejam capazes de pesar as coisas calmamente; abram seus olhos, e vejam as quantidades, até mesmo na Igreja, buscando, sim, e obtendo a essência da vida espiritual, e deixando a vocês a sombra. Mais do que isto, um mal ainda maior está diante de vocês: Uma vez que, se s não encontram alguns meios efetivos de preveni-lo, a geração seguinte de vocês irá jogar fora tanto a sombra, quanto a essência, completamente. 11. De acordo com o relato de vocês, existe uma diferença abundantemente maior ainda, entre nós, que nos professamos membros da Igreja da Inglaterra, e vocês que são membros da Igreja de Roma. Mas, não obstante isto, vocês não concordam conosco, ao condenarmos os maus hábitos acima citados: profanação, bebedeira, prostituição, adultério, roubo, desobediência aos pais, e tais como estes. E quão infelizmente vocês concordam conosco, em praticar os mesmos maus hábitos que vocês condenam! E, ainda assim, vocês reconhecem (e freqüentemente lutam, por isto, com uma seriedade peculiar), que cada cristão é chamado para ser "zeloso das boas obras", bem como "negar a si mesmo, e tomar sua cruz diariamente". Como, então, vocês se afastam dos seus próprios princípios, enquanto são glutões, bêbados, ou epicuristas? Enquanto vivem na sua tranqüilidade, com toda a elegância e a voluptuosidade de uma fortuna abundante? Como vocês reconciliam serem adornados com o ouro, enfeitados em púrpura, e fino linho, e passarem suntuosamente todos os dias, com o "negarem a si mesmos e tomarem sua cruz diariamente?". Certamente, enquanto vocês favorecem o desejo da carne, o desejo dos olhos, e o orgulho da vida, as regras excelentes da abnegação, que abundam em seus próprios escritores, fazem de vocês, entre todos os homens, os mais indesculpáveis. 12. Nem esta auto-indulgência pode ser reconciliada, com o serem "zelosos pelas boas obras". Porque, através deste gasto desnecessário e contínuo, vocês se tornam incapacitados de fazerem o bem. Vocês refreiam suas próprias mãos. Vocês tornam impossível fazer aquele bem que, do contrário, vocês deveriam. De tal maneira, que vocês afligem o pobre, na mesma proporção que envenenam suas próprias almas. Vocês poderiam ter vestido o nu; mas o que é devido a ele foi desperdiçado, em suas vestimentas caras. Vocês poderiam ter alimentado o faminto; entretido o estranho; ter aliviado os que estavam doentes ou na prisão; mas as superficialidades de suas próprias mesas tragaram o que teria sido aproveitado por eles. E assim, este mau uso dos bens do Senhor é um exemplo de perversidade; uma vez que seu pobre irmão, pelo qual Cristo morreu, perece. Eu não recomendarei a vocês, quer os escritos ou os exemplos daqueles que vocês consideram heréticos: (Embora alguns desses, se vocês puderem vê-los com olhos imparciais, "provocariam ciúmes em vocês"): Que Deus possa escrever em seus corações, as regras de abnegação e amor, deixados por Thomas Kempis! Ou que vocês sigam, tanto nisto, como nas boas obras, aquela luz ardente e brilhante de sua própria Igreja, o Marquês de Renty [Entre a nobreza luxuosa e licenciosa da França, e em meio às formas de idolatria da Igreja Católica Romana, o Marquês de Renty alcançou uma pureza de fé e uma simplicidade de vida e caráter e uma comunhão clara com Deus, que muito adornou o Evangelho e comprovou uma bênção, não só às pessoas de sua própria comunidade e idade, mas às muitas das gerações sucessivas]! Pudessem todos aqueles que conheceram e amaram o Senhor regozijar-se em reconhecerem em vocês, a "Igreja do Deus vivo"; quando vocês foram zelosos, para com toda boa palavra e obra, e se abstiveram de toda a aparência do mal; quando foi mostrado, por meio disto, que vocês estavam cheios do Espírito Santo, e libertos de todos os temperamentos profanos; quando vocês foram, "sem culpas, e sem censura; sem máculas ou manchas, ou qualquer coisa parecida; uma geração escolhida, um sacerdócio real, uma nação sagrada, um povo peculiar, mostrando adiante" a todos os Judeus, infiéis e heréticos, através do amor ativo, paciente, e imaculado, a Deus e ao homem, "os louvores a Ele que o tirou da escuridão para sua maravilhosa luz". 13. "Varões e Irmãos, filhos da semente de Abraão", permitam-me que eu fale algumas poucas palavras, também a vocês; vocês que não admitem que o Messias, o Príncipe, já veio e partiu. Contudo, por enquanto, ouvem Moisés e os Profetas, como que admitindo: (1) Que "é a inspiração do Espírito Santo que dá ao homem o entendimento", e que todos os filhos verdadeiros de Deus "são ensinados por Deus". (2) Que a essência, tanto da Lei quanto dos Profetas, está contida naquela única sentença: "Tu deves amar ao Senhor teu Deus, com todo teu coração, e com toda tua alma, e com todas as tuas forças, e a teu próximo como a ti mesmo". E (3) Que o fruto certo do amor é a obediência; "cessando todo o mal, e fazendo o bem". Mas vocês caminham por esta regra? Vocês mesmos têm aquela "inspiração do Espírito Santo?" Vocês são instruídos por Deus? Ele abriu seu entendimento? Vocês têm o conhecimento interior do Altíssimo? Temo que não. Possivelmente vocês sabem um pouco mais do significado das palavras, do que um Maometano. Vamos um pouco mais além. Vocês "amam o Senhor seu Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma, com toda a sua força?" Vocês podem dizer, "Quem eu tenho no céu, a não ser a ti? E não há ninguém sobre a terra que eu deseje além de ti?". Vocês desejam a Deus, afinal? Vocês desejam relacionar-se com Deus, até que vocês não possam mais reter o mundo? Vocês não estão contentes, de maneira que vocês desfrutam das boas coisas da terra, deixando Deus à distância? Apenas recorrendo a ele, de vez em quando, quando vocês nada podem fazer sem ele? Por que, então, vocês não amam a Deus, afinal, embora vocês condescendam em usá-lo, às vezes? Porque vocês amam o mundo! Este possui seu coração. Este, portanto, é o seu Deus. Vocês renunciam ao Deus de seus pais, ao Deus de Israel; vocês ainda não estão circuncidados no coração. A sua própria consciência testemunha, que nisto, vocês não ouvem Moisés e os Profetas, mais do que vocês o fazem com Jesus de Nazaré. 14. De Moisés aos Profetas foi mostrado, que os seus antepassados foram "uma geração infiel e obstinada; uma geração que colocou seu coração de maneira correta, e cujo espírito não aderiu firmemente a Deus". E isto vocês reconhecem em si mesmo. Se lhe perguntarem, “Como é, então, que a promessa não é cumprida? Vendo-se que 'o cético', há muito, ‘partiu de Judá', por que Siló não vem?". Sua resposta habitual é: "Por causa dos pecados de nossos antepassados, Deus tem atrasado sua vinda". Vocês, então, repararam os pecados de seus pais? Vocês voltaram para o Senhor, o seu Deus? Mais ainda, vocês não andam nos mesmos passos? Com exceção daquele ponto singular de idolatria externa, que abominação eles sempre cometeram, que vocês não cometeram também; que a generalidade de vocês não cometeu, de acordo com seu poder? Se, portanto, a vinda do Messias foi impedida, pelos pecados dos seus antepassados, então, pela mesma regra, a sua continuação nisso impedirá a chegada Dele ao final dos tempos. "Irmãos, o desejo do meu coração e oração ao Deus" são para que ele possa "reunir os proscritos do Israel". E não duvido, mas, quando a plenitude dos pagãos chegar, então, "toda a Israel será salva". Mas, neste meio tempo, não existe grande motivo para que vocês possam dizer com Daniel: "O, Senhor, a retidão pertence a ti, mas junto a nós, a confusão da face, como até hoje, aos homens de Judá, e junto a toda a Israel. Ó, Senhor, nós temos pecados, temos nos rebelado contra ti; não temos obedecido a voz do Senhor nosso Deus. Ainda assim, ó, nosso Deus, inclina teus ouvidos e ouve; abre teus olhos e observa nossas desolações; porque não apresentamos nossas súplicas diante de ti, pela nossa retidão, mas por tuas grandes misericórdias. Ó, Senhor, ouve! Ó, Senhor, perdoa! Ó, Senhor, ouve atentamente e faze! Não protela, por amor a ti; por tua cidade e teu povo que é chamado pelo teu nome". 15. Eu não posso concluir, sem dirigir-me também a vocês, que não admitem a revelação quer judaica ou cristã. Mas, ainda assim, desejam ser felizes. Vocês possuem a diferença essencial entre a depravação e a virtude; e reconhecem, (como fizeram todos os Gregos e Romanos mais sábios) que a depravação não pode harmonizar-se com a felicidade. Vocês admitem, do mesmo modo, que a gratidão e a benevolência; o conhecimento de si próprios e a modéstia; a suavidade, a temperança, a paciência, e a generosidade, sejam merecidamente numeradas entre as virtudes; e aquela ingratidão e a malícia; a inveja e a natureza má; o orgulho, a insolência, e a vaidade; a glutonaria e o luxo, o cobiça e o descontentamento, sejam depravações da mais alta espécie. Agora, vamos calmamente perguntar, quão distante, a vida de vocês é consistente com os seus princípios. 16. Tão logo vocês são saciados pelo mundo, vocês fazem um julgamento mais profundo; e têm uma compreensão mais forte; e quanto mais profundamente convencidos estão de que tudo que vem dele é vaidade, louca, insípida, repugnante, mais vêem os pontos fracos dos homens, sob uma luz mais clara, e têm um sentido mais apurado da vacuidade da vida. Aqui estão vocês: pobres e insatisfeitos habitantes de um mundo inquieto; virando seus olhos cansados de um lado para outro; buscando descanso, mas não encontrando algum. Vocês parece estarem fora do seu lugar: Nem as pessoas, nem as coisas que o rodeiam são como vocês querem. Vocês têm uma idéia confusa de algo melhor do que tudo isso; mas vocês não sabem onde encontrar. Vocês estão sempre desejando algo que vocês não podem alcançar; não, não se vocês percorrerem as partes mais extremas da terra. Vocês buscam a felicidade. Mas vocês não a encontram. Vocês não se aproximam dela, com todos os seus esforços. Vocês não estão mais felizes do que há um ano. Não, e eu duvido que vocês sejam mais infelizes. Por que isto, a não ser, porque vocês procuram a felicidade lá, onde vocês reconhecem que ela não pode ser encontrada? De fato, o que existe sobre a terra que pode satisfazer, por muito tempo, um homem de entendimento? A sua alma é demasiada grande para o mundo no qual ela vive. Ela quer mais espaço. Ela já viajou por tudo que é chamado prazer; diversões e entretenimentos de todos tipos. Mas, em meio a estes, ela não pode encontrar nenhum gozo de qualquer profundidade; estes são coisas vazias, descuidadas, superficiais: Agradam, durante algum tempo; mas o brilho vai embora, e agora se tornam enfadonhas e insípidas. E o que vem depois? Só as mesmas coisas novamente; já que este mundo não permite nada mais. Ele não pode suprir sua alma com mudança. Vão, alimentem-se novamente; mas será sobre um prato ainda. Ainda assim, qual o remédio debaixo do sol? Mas isto não é tudo. Vocês não são apenas desfavoravelmente infelizes, de modo a não encontrarem coisa alguma em que colocar o peso de suas almas; mas certamente assim, porque vocês são profanos: Porque vocês são miseráveis; são corruptos. Ah! Vocês não são corruptos? Vocês estão, então, cheios de gratidão a Ele, quem lhe dá a vida, a respiração, e todas as coisas? Não é assim; vocês, antes, rejeitam seus dons, e murmuram a Ele que os deu. Quão freqüentemente, seus corações disseram que Deus não faz bom uso de vocês? Quão freqüentemente, vocês pediram quer por Sua sabedoria ou bondade? Isto foi bem feito? Que tipo de gratidão é esta? É melhor que vocês sejam o senhor. Então, aprenda de si mesmo. A ingratidão está enraizada no mais íntimo do seu ser. Vocês não podem amar a Deus, mais do que pode vê-los; ou do que vocês podem ser felizes, sem este amor. Nem vocês (por mais que vocês possam vangloriar-se disto) amam a humanidade. Podem o amor e a malícia viver em harmonia? A benevolência e a inveja? Ò, não arranquem fora seus próprios olhos! Esses temperamentos horríveis não estão em vocês? Vocês não invejam um homem, e carregam malícia ou malevolência, com relação a outro? Eu sei que vocês chamam essas disposições por nomes mais suaves; mas os nomes não modificam a natureza das coisas. Vocês estão atormentados que alguém possa aproveitar daquilo que vocês mesmos não aproveitam. Chamem a isto do que lhes agradar, mas ainda será classificado como inveja. Vocês estão aflitos que um segundo desfrute, até mesmo daquilo que vocês têm; vocês se alegram em ver um terceiro, infeliz. Não se lisonjeiem; isto é malícia; malícia venenosa, e nada mais. E como vocês podem pensar, alguma vez, em serem felizes, com a malícia e a inveja em seus corações? Da mesma forma, vocês poderiam estar confortáveis, enquanto mantêm carvão queimando no peito de vocês! 17. Eu imploro, para que vocês reflitam, se não há outros habitantes em seu peito, que não deixam espaço algum para a felicidade. Será que vocês não podem descobrir, por meio de mil disfarces, o orgulho? Uma valorização demasiada de si mesmo? A vaidade, a sede do louvor, até (quem acreditaria?) do aplauso de patifes e tolos? Desigualdade ou acidez de temperamento? Propensão para se irritar ou se vingar? Rabugice, enfado, ou descontentamento ansioso? Mais do que isto, possivelmente, até mesmo, a cobiça.— E vocês pensaram, alguma vez, que a felicidade pode habitar com todos esses? Acordem deste sonho inconsciente. Não pensem em reconciliar coisas incompatíveis. Todos esses temperamentos são miséria essencial: Por quanto tempo algum desses encontre abrigo em seu peito, vocês deverão ser estranhos à paz interna. Que proveito isto lhes trará, se não existir outro inferno? Sempre que esses diabos sejam deixados soltos sobre vocês, vocês serão forçados a reconhecer: O inferno é onde eu estou: Eu mesmo sou o inferno. Será que o Ser Supremo pode amar aqueles temperamentos, que vocês mesmos odeiam nos outros, exceto em si mesmos? Se não, eles implicam culpa, bem como miséria. Certamente eles o fazem. Apenas pergunte aos seus próprios coração. Com que freqüência, durante a meia vida de seu vício, vocês fizeram uma reprovação secreta; e que vocês não sabiam como suportar, e, por isso, reprimiram, tão logo foi possível! 18. E até mesmo isto não indica uma vida futura; um estado de existência futura? Os mais razoáveis entre vocês não têm dúvida disto; vocês não imaginam que tudo o que o homem é morre junto com ele, embora vocês dificilmente suponham que a alma, uma vez livre, viverá novamente em uma casa de barro. Mas como a sua alma subsistirá sem ela? Como vocês estão qualificados para um estado de separação? Suponha que esta cobertura terrestre, este veículo da matéria organizada, por meio da qual vocês mantêm a transação com o mundo material, fosse agora abandonada! O que vocês fariam nas regiões da imortalidade? Vocês não podem comer ou beber lá. Vocês não podem satisfazer o desejo da carne, o desejo do olho, ou o orgulho da vida. Vocês amam apenas as coisas mundanas; e elas se foram, fugiram como fumaça, expelidas para sempre. Aqui não existe possibilidade alguma de prazeres sexuais; e vocês não têm gosto para coisa alguma mais. Ó, que separação é esta, de tudo o que lhes era mais precioso! Um vazio que nunca será preenchido! Além disto, vocês são profanos; cheia de temperamentos maus, já que vocês não tiraram isto tudo fora, juntamente com o corpo; vocês não deixaram o orgulho, a vingança, a malícia, a inveja, o descontentamento, atrás de vocês, quando vocês deixaram o mundo. Agora vocês não mais se alegram com a luz do sol, nem se divertem, através do curso de vários objetos; mas aqueles cães do inferno são deixados soltos para alimentarem-se da suas almas, com sua força não diminuída. Nem existe qualquer esperança de que seus espíritos sejam outra vez restaurados na sua pureza original; nem mesmo a pobre esperança do fogo purificador, tão elegantemente descrito pelo poeta pagão, algumas épocas antes que noção fosse reavivada em meio às doutrinas da Igreja Católica: "Outra separação vã, em direção incerta ao vento...". "Aliae panduntur inanes Suspensae ad ventos; aliis sub gurgite vasto Infectum eluitur scelus, aut exuritur igni. — Donec longa dies, perfecto temporis orbe, Concretam exemit labem, purumque reliquit AEthereum sensum, atque aurai simplicis ignem". 19. Que grande abismo, então, é colocado, entre vocês e a felicidade, ambos neste mundo e no vindouro! Vocês bem podem estremecer com o pensamento! Mais especialmente, quando vocês estão prestes a entrar naquele estado inexperiente de existência. Porque, que panorama é este, quando vocês se situam no crepúsculo da vida, prontos para iniciarem-se na eternidade! O que vocês podem, então, pensar? Vocês vêem nada diante de vocês. Tudo é negro e sombrio. Na melhor da suposição, quão bem, vocês endereçam sua própria alma que parte, nas palavras do moribundo Adrian: -- Coisa pobre, pequena, bela, tremulante, nós não devemos viver mais tempo juntos? E vocês não expurgam as suas asas trêmulas, para tomarem seu vôo, vocês não sabem para onde? Seu estado de espírito prazeroso, as tolices engraçadas; tudo está negligenciado; tudo esquecido; somente a melancolia pesarosa, e oscilante; esperam e temem, não sabem o que. "Vocês não sabem o que!". Aqui está a dor aguda; supondo-se que não existiu outra. "Vocês não sabem o que esperar"; não para daqui a um mês, ou um ano, mas através dos incontáveis anos da eternidade! Que incerteza atormentadora deve isto ser! Que dor repugnante deve ocasionar, trocar, até mesmo, este vale de lágrimas conhecido, pelo vale desconhecido da sombra da morte! E não existe cura para isto? De fato existe uma cura eficaz; até mesmo o conhecimento e amor a Deus. Existe um conhecimento de Deus que desvela a eternidade, e um amor a Deus que valoriza isto. Este conhecimento torna o grande abismo visível; e toda a incerteza desaparece. Este amor toda isto agradável à alma, de maneira que o temor não mais tem lugar! Mas o momento em que Deus diz, através do anjo bem-vindo da morte: "Venham tu, para o alto", ele bate as asas, satisfeito, sobressai fora, e mistura-se com o brilho do dia. 20. Vocês não vêem qual a vantagem que um cristão tem sobre vocês de toda a maneira? Provavelmente a razão porque vocês não a viram antes, foi porque vocês conheciam ninguém, a não ser os cristãos nominais; homens que professaram acreditar mais (na maneira deles de crerem), mas não tinham mais do conhecimento ou amor de Deus do que você mesmo. De modo que, com respeito à religião interior, verdadeira, vocês se mantiveram no mesmo plano. E, talvez, em muitos ramos da religião exterior a vantagem estivesse do seu lado. Possa o Senhor, o Deus dos cristãos, tanto emendar esses pecaminosos, que colocam esta grande pedra de obstáculo no caminho daqueles que desejam conhecer a vontade de Deus, ou tirá-los da terra! Ó, vocês, que desejam conhecer a vontade Dele, não se preocupem com eles! Se for possível, os apague da sua memória. Eles nem podem, nem farão bem algum. Ó, não permitam que eles façam mal a vocês! Não sejam preconceituosos com relação ao Cristianismo, por causa daqueles que não conhecem coisa alguma dele: Mais ainda; eles condenam toda essência verdadeira do Cristianismo; eles falam mal da coisa que eles não conhecem; eles têm um tipo de palavra jargão, para toda a religião do coração; eles a chamam de fanatismo. Eu irei resumidamente colocar diante de vocês o fundamento da matéria, e apelar a vocês mesmos, quanto à razoabilidade dele. 21. Que miserável trabalho enfadonho é o meu serviço a Deus, a menos que eu ame ao Deus a quem eu sirvo! Mas eu não posso amar alguém que eu não conheço. Como, então, eu posso amar a Deus, até que eu o conheça? E como é possível que eu possa conhecer a Deus, a menos que ele se faça conhecido a mim? Por analogia ou proporção? Muito Bom. Mas onde está esta proporção a ser encontrada? Que proporção, uma criatura possui com seu Criador? Qual é a proporção entre o finito e o infinito? Eu admito que a existência de criaturas demonstrativamente mostra a existência do seu Criador. Toda a criação fala que existe um Deus. Mas este não é o ponto em questão. Eu sei que existe um Deus. Até ai, está claro. Mas quem irá me mostrar o que é este Deus? Quanto mais eu reflito, mais eu me convenço de que não é possível para alguém, ou todas as criaturas, tirar o véu que está sobre meu coração, para que eu possa discernir este Deus desconhecido; puxar a cortina, para que eu possa ver a Ele que é invisível. Este véu de carne, agora o esconde de minhas vistas; e quem é capaz de torná-lo transparente? De maneira que eu possa perceber, através deste vidro, Deus sempre diante de mim, até que eu possa vê-lo "face a face?". Eu quero conhecer este grande Deus que preenche céus e terra; que está acima, abaixo, e em toda parte, em todos os lugares de seu domínio; quem, exatamente agora, me envolve de todos os lados, e coloca sua mão sobre mim; e ainda assim, eu não sou mais familiarizado com ele do que quaisquer dos habitantes de Júpiter ou de Saturno. Ó, meus amigos, como vocês darão um passo além, a menos que Deus revele a si mesmo à sua alma? 22. E, por que deve parecer uma coisa inacreditável a vocês, que Deus, um Espírito, e o Pai dos espíritos de toda a carne, possa revelar-se ao seu espírito, que é em si mesmo "o sopro de Deus", divinae partícula aurae; não mais do que as coisas materiais possam se revelar aos seus olhos materiais? É mais repugnante à razão que o espírito possa influenciar espírito do que a matéria possa influenciar a matéria? Mais do que isto. O primeiro não é o mais inteligível dos dois? Uma vez que existe a mais extrema dificuldade em conceber como a matéria pode influenciar a matéria, afinal; como que aquilo que é totalmente passivo pode atuar. Nem podemos racionalmente considerar, quer gravitação, atração, ou qualquer movimento natural que seja, a não ser, supondo, em tudo, o dedo de Deus, que sozinho subjuga aquela vis inertiae [força inerte] que é essencial a toda partícula de matéria, e opera tudo em tudo. Agora, se vocês permitirem que Deus abra os olhos de seu entendimento, o amor a Deus não será a conseqüência imediata? Vocês imaginam que vocês podem ver a Deus, sem amá-lo? É possível na natureza das coisas? Si virtus conspiceretur oculis, (diz o velho ateu,) mirabiles amores excitaret sui. Se vocês vêem a Ele que é a fonte original, o grande arquétipo de toda a virtude, mais esse vislumbre fará surgir em vocês um amor que é maravilhoso, tal como o mundo divertido e atarefado não conhece! 23. Que benevolência também; que amor terno a toda a espécie humana, vocês absorverão, junto com o amor de Deus, da fonte de amor inesgotável! E quão fácil é conceber que cada vez mais e mais da imagem Dele será, então, transferida para sua alma; que do amor desinteressado, todos os temperamentos divinos, irão, por assim dizer, brotar naturalmente: brandura, gentileza, paciência, temperança, justiça, sinceridade, desprezo às coisas do mundo; sim, quaisquer que sejam as coisas veneráveis e amáveis; quaisquer que sejam justamente de boa reputação. E quando vocês amam a Deus e a toda humanidade assim, e estão transformados na imagem Dele, então, os mandamentos de Deus não serão dolorosos; vocês não se queixarão mais de que eles destroem o conforto de suas vidas: Muito longe disto, vocês entenderão que eles são a própria alegria do seu coração; maneiras de deleite; caminhos de paz! Vocês experimentarão, aqui, aquela felicidade sólida que vocês buscaram em vão, alhures. Sem medo servil ou cuidado ansioso, por quanto tempo vocês continuem sobre a terra, vocês cumprirão prazerosamente a vontade de Deus aqui, como os anjos o fazem nos céus; e quando o tempo de sua partida chegar; quando Deus disser: "Levanta, e vem", vocês passarão com alegria inexplicável, dos seus corpos para a plenitude de Deus. Será que o seu próprio coração não os condenará, se vocês chamarem esta religião de fanatismo? Ó, deixem isto para aqueles zelotes cegos, que juntam uma série de opiniões e adoração exterior, e chamam esta pobre coisa, grosseira e sem vida, pelo nome sagrado de Cristianismo! Bem, vocês poderiam levar tal Cristianismo, como uma mera peça de aparência vazia, adequada, na verdade, para manter o vulgar em temor, mas abaixo do respeito de um homem de entendimento. Mas, sob que luz diferente, isto parece agora! Se houvesse tal religião, como a que eu tenho traçado, todo homem razoável não deveria ver que não existe nada sobre a terra que possa ser desejado, em comparação a ela? Mas se algum homem deseja; que ele peça a Deus; Ele dá a todos os homens generosamente, e não repreende. 24. Agora, completamente consistentes com seus princípios, vocês não podem pedir, de alguma maneira, semelhante a isto? – Óh! Tu, Senhor dos senhores; tu, causa de tudo; tu vês meu coração; tu entendes todos meus pensamentos; mas quão pequena parte de teus caminhos eu entendo! Eu não sei o que está acima, abaixo, de todos os lados; eu não conheço minha própria alma. Apenas isto eu sei: que eu não sou o que eu deveria ser. Eu vejo e aprovo a virtude que eu não tenho. Eu não amo a ti, nem sou agradecido. Eu elogio o amor da humanidade; mas eu não o sinto. Tu tens visto ódio, malícia, inveja em meu coração; tu tens visto ira, murmúrio, descontentamento. Essas paixões desconfortáveis angustiam minha alma. Eu não posso descansar, enquanto estou sob este jugo; nem sou capaz de tirá-lo de mim; eu sou infeliz, e isto tu sabes. Tem compaixão de mim, tu cujos anos não falham! De mim, que tenho um curto tempo de vida. Eu apareço, e sou cortado como uma flor. Eu fujo, como se fosse uma sombra. Ainda assim, por um curto espaço de tempo, eu retorno ao pó, e não tenho mais lugar debaixo do sol. Ainda que eu saiba que tu fizeste minha alma viver para sempre; mas eu não sei onde, nem estou com disposição para tentar. Eu tremo; eu estou temeroso de seguir até ai, de onde eu não deverei retornar. Eu permaneço tremendo, na beirada do abismo; já que as nuvens e escuridão repousam sobre ele. Ó, Deus! Eu devo sempre 'rastejar com os horrores, e mergulhar na eternidade com a incerteza!'. 'Ó, tu, que amas aos homens, não existe ajuda em ti? Eu tenho ouvido (o que, na verdade, meu coração não pode conceber), que tu revelas a ti mesmo àqueles que buscam a ti, e derramas teu amor nos seus corações; para que aqueles que conhecem e amam a ti caminhem, através da sombra da morte, e não temam mal algum. Ó, que seja assim! Que haja tal inexplicável dom, dado aos filhos dos homens! Fala, para que eu possa ver a ti! Faze ti mesmo conhecido junto a mim também, da maneira como tu sabes! De qualquer modo faze-me conhecer a ti, e amar a ti, para que eu possa ser formado, segundo tua imagem! Para que eu possa ser amado, como tu és amado; para que eu possa agora ser feliz em ti; e, quanto tu quiseres, cair no abismo do teu amor, e desfrutar de ti, por toda a eternidade'. Um Apelo Adicional aos Homens de Razão e Religião Estudo III John Wesley "E quando chegou perto e viu a cidade, chorou sobre ela, dizendo: Ah! se tu conhecesses, ao menos neste dia, o que te poderia trazer a paz! mas agora isso está encoberto aos teus olhos". Lucas 19:41-42 I 1. Agora, o que uma pessoa imparcial pode pensar, concernente ao presente estado da religião na Inglaterra? Existe uma nação, sob o sol, que sucumbiu tão profundamente, nos mesmos princípios de toda religião? Onde está a região, onde se encontra um descaso tão extremo, até mesmo, quanto à moralidade pagã; um desprezo, tão completo, quanto à justiça e verdade, e tudo que poderia ser estimado e honroso para as criaturas racionais? Que espécies de condutas errôneas podem ser mencionadas, até mesmo daqueles cuja própria natureza abomina, daquelas que nós tivemos, durante muitos anos, uma colhera abundante e ainda em crescimento? Quais pecados permanecem, quer em Roma ou Constantinopla, que nós não importamos muito tempo atrás, (se não foram de nossa produção nativa), e aproveitamos desde então? Tal complicação de vilanias de todos os tipos, considerada com todos os seus agravantes; tal desdém ao que quer que leve a face de virtude; tal injustiça, fraude, e falsidade; acima de tudo, tal perjuro, e tal método de lei, que nós podemos desafiar o mundo todo a produzir. Que quantidades são encontradas em nossa terra, que nem mesmo professam alguma religião, afinal! E que número daqueles que professam, muito, e confundem sua profissão com sua prática! Sim, e, talvez, através da exortação de orgulho deles, vaidade, cobiça, ganância e opressão, fazem com que o próprio nome da religião cheire mal às narinas de muitos (do contrário) homens razoável. 2. "Entretanto, nós temos milhares de homens verdadeiramente virtuosos e religiosos, ainda". No que a religião deles consiste? Ela consiste na retidão, e santidade verdadeira; no amor mais forte do que a morte; na gratidão fervente a Deus, e na afeição terna a todas as suas criaturas? A religião deles é a religião do coração; um renovar da alma, na imagem de Deus? Eles se assemelham a Ele, a quem eles adoram? Eles estão livres do orgulho, da vaidade, da malícia, e da inveja; da paixão e luxúria; de todo temperamento apreensivo e desagradável? Ai de mim, eu temo que nem eles (a maior parte, pelo menos), nem vocês saibam o que esta religião significa; ou têm alguma idéia mais dela, do que o camponês que segura o arado da religião gimnossofista: membro de antiga seita hindu, que usa pouca ou nenhuma roupa. Seria bom, se a religião genuína de Cristo tivesse alguma afinidade mais com o que vocês chamam de religião, do que os peregrinos turcos para Mecca, ou a adoração Católica de nossa Lady de Loretto. Vocês não colocaram, no lugar da religião do coração, alguma coisa (eu não diria pecado, mas), igualmente vã, e estranha à adoração de Deus, "em espírito e verdade?". O que mais pode ser dito, até mesmo da oração (pública ou privada), quanto a maneira com que vocês geralmente a executam? Como algo, que fica dando voltas, na mesma trilha morosa; sem o conhecimento ou o amor de Deus, sem um temperamento divino, quer alcançado ou melhorado. Ò que zombaria de Deus é esta! E até mesmo esta religião, que pode fazer-lhes bem, pode causar-lhes muito dano. Mais ainda, é certo que o faz; ela diariamente aumenta seu orgulho, quando você mede sua bondade, pelo número e extensão de suas performances. Ela traz a vocês um profundo desprezo por aqueles que não alcançam a completa narrativa de suas virtudes. Ela inspira homens com um zelo que é o próprio fogo do inferno, furioso, amargo, implacável, sem misericórdia; freqüentemente a um grau que extingue toda compaixão, toda boa natureza e humanidade. De tal maneira que a fúria execrável do espírito, que é o fruto natural de tal religião, muitas vezes, a despeito de todos os vínculos, divinos e humanos, irrompem em violência, em saque, assassinato, sedição, rebelião, Guerra civil, para a desolação de todas as cidades e regiões. 3. Agora, se existe um Deus, e um que não é um mero espectador indolente das coisas que são feitas na terra, mas um recompensador de homens e nações, de acordo com suas obras, o que o evento dessas coisas pode suscitar? Foi razoável acreditar que ele teria se levantado, há algum tempo, e mantido sua própria causa, quer enviando a penúria ou peste em nosso meio, ou derramando sua fúria em sangue. E muitos homens sábios e santos freqüentemente declararam que eles esperaram isto, diariamente; que eles buscaram diariamente pelo amor de Deus, para dar precedência, e julgamento para se regozijarem sobre a misericórdia. 4. Exatamente neste momento, quando queremos "preencher" um pouco mais "a medida de nossas iniqüidades", dois ou três clérigos da Igreja da Inglaterra começam veementemente a "chamar os pecadores ao arrependimento". Em dois ou três anos, eles soaram o alarme, até os mais extremos limites da terra. Muitos milhares se juntaram para ouvi-los; e, em cada lugar, para onde vieram, muitos mostraram tal preocupação pela religião, como eles nunca tinham feito antes. Uma impressão mais forte foi feita em suas mentes, da importância das coisas eternas, e eles tiveram o mais sincero desejo de servirem a Deus, do que tiveram alguma vez, desde a sua mais tenra infância. Assim Deus começou a conduzi-los em direção a Si mesmo, com as cordas do amor, com os grupos de um homem. Muitos desses foram, em um curto espaço de tempo, profundamente convencidos do número e da atrocidade de seus pecados. Eles se tornaram também conscientes daqueles temperamentos que são justamente odiosos a Deus e ao homem, e da mais extrema ignorância deles de Deus, e da inteira inabilidade, quer para conhecer, amar ou servir a Ele. Ao mesmo tempo, eles viram, sob uma luz mais forte, a insignificância de sua religião exterior; mais ainda; freqüentemente confessaram isto diante de Deus, como a mais abominável hipocrisia. Assim, eles sucumbiram mais e mais profundamente naquele arrependimento, que deve sempre preceder a fé no Filho de Deus. E, disto brotaram "frutos adequados ao arrependimento". O bêbado tornou-se sóbrio e equilibrado; o libertino absteve-se do adultério e fornicação; o injusto da opressão e erro. Ele que tinha se acostumado a amaldiçoar e a praguejar, por muitos anos, agora não pragueja mais. O preguiçoso começou a trabalhar com suas mãos, para que ele pudesse comer do seu próprio pão. O avarento aprendeu a repartir seu pão com o faminto, e a cobrir o nu. Na verdade, toda a forma de sua vida foi transformada: Eles tinham "deixado de fazer o mal, e aprendido a fazer o bem". 5. Mas isto não foi tudo. Além desta mudança exterior, eles começaram a experimentar a religião interior. "O amor de Deus foi espalhado em seus corações", e eles continuam a desfrutá-lo até hoje. Eles "amaram a Ele, porque Ele nos amou primeiro", e não nos privou de seu Filho, seu único Filho. E este amor os constrangeu a amar a toda a humanidade, a todos os filhos do Pai dos céus e terra; e os inspira, em todo temperamento santo e divino, a ter a mente que estava em Cristo. Desta forma, é que eles estão agora uniformes em seu temperamento, irrepreensíveis em todas as maneiras de conversação. E qualquer que seja o estado em que eles se encontrem, eles aprenderam nisto, a estarem satisfeitos; tanto que agora eles podem "em todas as coisas dar graças a Deus". Eles mais do que amorosamente aquiescem, eles se regozijam e estão excessivamente alegres, em todas as dispensações de Deus, em direção a eles. Uma vez que, por quanto tempo eles amam a Deus (e este amor nenhum homem tira deles), eles estão sempre felizes Nele. Assim, eles calmamente viajam, através de suas vidas, nunca cansados, nem fatigados em suas mentes, nunca se queixando, murmurando, ou insatisfeitos, colocando todas as suas preocupações em Deus, até que a hora venha e eles possam deixar esse invólucro de terra, e retornarem ao grande Pai dos espíritos. Então, especialmente, é que eles irão "regozijar-se com alegria inexplicável e cheio de glória". Vocês que não dão crédito a isto venham e vejam. Vejam esses cristãos, vivos e agonizantes. Felizes, enquanto na terra, respiram. As mais poderosas alegrias, eles determinam conhecer; pisoteando o pecado, inferno, e morte, em direção ao terceiro céu! Agora, se essas coisas são assim, que homem razoável pode negar (supondo-se que as Escrituras sejam verdadeiras) que Deus está agora visitando esta nação, de uma maneira mais além do que tínhamos motivo para esperar? Em vez de despejar o seu feroz desagrado sobre nós, ele nos transformou ainda assim numa outra pessoa terna de misericórdia: De maneira que, até mesmo, quando o pecado mais abundou, a graça tem afluído ainda mais. 6. Sim, "a graça de Deus, que traz salvação", a salvação presente, do pecado interior e exterior, que abundou nos últimos anos, de tal maneira, como nunca nós, nem nossos antepassados, conhecemos. Quão extensiva é a mudança que tem sido forjada nas mentes e vidas das pessoas! Vocês não sabem que o som tem se espalhado por toda a terra; que dificilmente existirá uma cidade ou região considerável, onde alguns não têm sido acordados do sono da morte, e constrangidos a clamarem, na amargura de suas almas: "O que devo fazer para ser salvo?"; que esta preocupação religiosa tem se espalhado a todas as idades e gêneros; para a maioria das condições e níveis de homens? Para a abundância destes, em específico, que, no passado, foram considerados monstros da maldade, "bebendo na iniqüidade como água", e cometendo toda "impureza com cobiça". 7. Em que época tal obra tem foi forjada, considerando a rapidez, assim como a extensão dela? Quando tal número de pecadores, em tão curto espaço de tempo, tem se recuperado do erro de seus caminhos? Quando a religião, eu não digo, desde a Reforma, mas desde o tempo de Constantino, o Grande, teve tão largo progresso em alguma nação, dentro de um espaço tão pequeno? Eu acredito que dificilmente a moderna ou antiga história nos suprirá com um exemplo paralelo. 8. Que os homens de entendimento observem também a profundidade da obra, tão extensivamente e rapidamente forjada. Não se trata de uma coisa passageira ou superficial; mas multidões de homens têm sido tão totalmente "convencidas do pecado", que seus "ossos foram separados, como se uma espada tivesse separado as próprias juntas e tutano". Muitos desses foram, em pouco tempo, tão preenchidos com "a paz e a alegria no crer", que eles não conseguiam dizer, se estavam no corpo ou fora dele. E no poder desta fé, eles pisotearam o que quer que o mundo considere maravilhoso ou desejável; tendo evidenciado, nas mais severas tentativas, um amor tão fervente a Deus, e boa vontade, tão invariável e terna, para com a humanidade, especificamente, com relação aos seus inimigos, e tal medida de todos os frutos da santidade, como não houve na época apostólica. Agora, tão profundo arrependimento, uma fé tão firme, um amor tão fervente, e santidade imaculada, forjados em tantas pessoas, dentro de um curto espaço de tempo, o mundo não viu por muitas épocas. 9. Não menos notável é a pureza da religião que tem se estendido tão profunda e rapidamente. Eu falo especificamente com respeito às doutrinas defendidas por esses, em meio aos quais ela é tão estendida. Estes da Igreja da Inglaterra, pelo menos devem conhecer isto. Porque, onde está um corpo de pessoas no reino, número a número, que tão estritamente aderiu ao que nossa Igreja entrega como doutrina pura? Onde estão aqueles que aprovaram e aprovam a si mesmos mais ortodoxos, mais sensatos em suas opiniões? Existe um Sociniano ou Arino em meio a eles? Mais ainda: fossem vocês citarem todo o catálogo de heresias enumeradas pelo Bispo Pearson, poder-se-ia perguntar: Quem poderá colocar qualquer um desses, como responsabilidade deles? *Sociniano [Doutrina de Socini, também chamado Socino, que rejeitava a Trindade e especialmente a divindade de Jesus]. *Ariano [Membro da seita de Ario, que, no dogma da Santíssima Trindade, não admitia a consubstancialidade do Pai com o Filho]. Nem a religião deles é mais pura de heresia do que é de superstição. Nos tempos antigos, onde quer que uma preocupação incomum pelas coisas de Deus surgia, por um lado, opiniões estranhas e errôneas continuamente brotavam dela; por outro, um zelo pelas coisas que não faziam parte da religião, como se elas fossem ramos essenciais dela. E muitos colocaram uma ênfase grande, se não, maior nas insignificâncias, assim como nos mais importantes assuntos da lei. Mas não tem sido assim no caso presente. Nenhuma ênfase foi colocada em coisa alguma, como a pensar que fosse necessária para a salvação, mas o que está inegavelmente contida na Palavra de Deus. E das coisas contidas nelas, a ênfase colocada em cada uma tem sido na proporção da relação mais próxima ao que está colocada como a somatória de tudo, o amor a Deus e ao nosso próximo. Tão puro de superstição, tão totalmente bíblico, é esta religião que ultimamente se espalhou por esta nação! 10. Ela é igualmente racional, assim como bíblica; é tão pura de fanatismo, quanto ela o é de superstição. É verdadeira, embora o contrário seja continuamente afirmado: Mas afirmar é uma coisa, provar é outra. Quem provará que é fanatismo amar a Deus; até mesmo amarmos a Ele com todo nosso coração? Regozijarmo-nos, no sentido do seu amor por nós? Louvá-Lo, até mesmo com todas as nossas forças? Quem é capaz de tornar boa a responsabilidade contra amar a toda a humanidade? Ou colocar os floreados retóricos de lado, para chegar mais perto da questão, e demonstrar que se trata de fanatismo, estarmos satisfeitos, em qualquer estado que estejamos? Eu não posso deixar de tocar nos assuntos principais. Vocês homens de razão dêem-me um homem que, deixando a zombaria e os nomes desfavoráveis aparte, irá manter isto, por meio de argumento. Isto não, possuir esta religião é a coisa que você busca: sóbria, valorosa, racional, divina; entretanto, exposta à censura daqueles que estão acostumados a ultrajar o que quer que eles não entendam. 11. Pode ser observado mais além, que a religião desses, dos quais falamos agora a respeito, é inteiramente limpa de toda idolatria. (Talvez, isto tenha sido classificada como superstição, da qual ela parece ser apenas uma das espécies específicas). Eles são, de modo algum, idólatras nas opiniões. Eles, de fato, mantêm opiniões corretas; mas eles não são peculiarmente cautelosos quanto à relevância do Cristianismo lá. Eles não têm tal enorme afeto por quaisquer opiniões, de maneira a pensar que somente estas farão deles, cristãos; ou confinam suas afeições ou estimas, naqueles que concordam com eles nisto. Não existe coisa alguma que eles temam mais do que isto, a fim de que não sejam roubados, por descuido. Nem eles são fanáticos a algum ramo específico, até mesmo da religião prática. Eles desejam, na verdade, serem exatos em cada jota e til, nos menores pontos da prática cristã. Mas eles não estão atados a um ponto mais do que o outro: Eles visam a obediência uniforme e universal. Eles não lutam por coisa alguma trivial, como se fosse importante; por nada indiferente, como se fosse necessário; por nada circunstancial, como se fosse essencial para o Cristianismo; mas por todas as coisas em sua própria ordem. 12. Acima de tudo, deve-se observar que esta religião não tem mistura de maus hábito ou profanidade. Ela não dá a homem algum de classe ou profissão, a menor licença para pecar. Ela não dá permissão a pessoa alguma para quaisquer tipo de descrença. Nem aqueles que seguem em sua busca têm alcançado isto, tampouco já perfeito. Mas, como quer que seja isto, eles pleiteiam por nenhum pecado, quer interior ou exterior. Eles condenam todo tipo ou grau dele, em si mesmos, assim como nos outros homens. Na verdade, principalmente, neles mesmos; sendo o cuidado constante deles trazer essas palavras para a própria situação deles: "Quem quer que deva manter toda a lei, e ainda assim, ofenda em um ponto, ele é culpado de tudo". 13. Ainda assim, não é encontrado em meio a eles, aquele zelo amargo em pontos de pequena ou de grande importância; aquele espírito de perseguição, que tão freqüentemente acompanharam o espírito da reforma. É um conceito inútil que o espírito de perseguição está em meio aos Papistas apenas: Ele está, onde quer que o diabo, aquele velho assassino, opera; e ele ainda "opera" em todos "os filhos da desobediência". Em conseqüência, todos os filhos da desobediência irão, com milhares de pretextos, e de milhares de maneiras diferentes, até onde Deus permite, perseguir os filhos de Deus. Mas o que deve ser ainda mais lamentado é que os próprios filhos de Deus usaram tão freqüentemente das mesmas armas, e perseguiram outros, quando o poder esteve nas suas próprias mãos. Nós podemos desculpar totalmente aqueles homens veneráveis, nossos grandes Reformadores, desta responsabilidade? Eu temo que não, se lermos imparcialmente alguma história da Reforma. Qual a surpresa, então, que, quando as mesas foram viradas, o Bispo Banner e Gardiner fizessem represálias; comparassem a outros (na verdade, boa medida, se misturados) ao que tinha sido antes comparado a eles? Nem é estranho, quando consideramos o caso simples de Joan Bocher, em que Deus permitiu (por outro lado) que aqueles homens santos, Arcebispo Cranmer, Bispo Ridley, e Bispo Latimer, bebessem do mesmo cálice que ela. 14. Mas vocês podem encontrar alguma tintura disto no caso diante de nós? Todos os que conheceram recentemente o amor de Deus, sabem de "que espírito eles são feito": e que o Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-los? Eles aprovam o uso de qualquer tipo ou grau de violência, qualquer que seja a consideração ou pretexto, nos assuntos da religião? Eles não defenderam que o direito que todo homem tem de julgar por si mesmo, é sagrado e inviolável? Eles permitem quaisquer métodos, para trazer, até mesmo esses que estavam mais distante do caminho; que estavam mergulhados nos erros mais grosseiros, ao conhecimento da verdade, exceto os métodos da razão e persuasão; do amor, paciência, gentileza, longanimidade? Existe alguma coisa na prática deles que é inconsistente com esta sua constante profissão? Eles, em efeito, obstruem seus próprios familiares ou dependentes de adorarem a Deus, de acordo com suas próprias consciências? Quando eles acreditam que eles estão no erro, eles usam de algum tipo de força, com o objetivo de tirá-los disto? Que os exemplos - se houver tais - sejam produzidos. Mas, se tais não forem encontrados, então, que todos os homens razoáveis, que acreditam na Bíblia, reconheçam que a obra de Deus é forjada em nossa terra; e tal obra (se nós tivemos uma visão geral da extensão dela, a rapidez com que ela tem se espalhado, a profundidade daquela religião que foi tão rapidamente difundida, e sua pureza de todas as misturas corruptas) como, deve ser reconhecido, dificilmente poderá ser equiparada, em todas essas circunstâncias concorrentes, através de alguma coisa que seja encontrada nos anais ingleses, desde que o Cristianismo foi primeiro plantado nesta ilha. II 1. E ainda assim, esses que "podem discernir a face do céu, não pode discernir os sinais dos tempos". Ainda assim, estes que são considerados homens sábios, não sabem que Deus está agora reavivando sua obra sobre a terra. Na verdade, com respeito a alguns desses, o motivo é claro: eles não conhecem, porque eles não pensam sobre isto. Seus pensamentos são, empregados de outra maneira; eles se interessam por coisas de uma natureza completamente diferente: Ou, talvez, eles possam pensar nisto um pouco de agora em diante, enquanto eles não têm coisa alguma mais a fazer; mas não seriamente ou profundamente; não com alguma reserva ou atenção de pensamento. Eles estão muito apressados, para pesar os fatos, onde quer que eles falem, e para traçar a justa inferência disto: Nem é permitido que a convicção, que eles possam algumas vezes sentir, mergulhe em seus corações; mas as coisas que têm uma parcela maior em suas afeições logo destroem os mesmos traços dela. 2. A verdade, é que existem alguns que pensam mais profundamente, que estão acostumados a considerar as coisas desde o alicerce, e a colocar as circunstâncias juntas, para que não possam julgar coisa alguma, antes que tenham uma evidência completa; e ainda assim, mesmo alguns desses parecem estar em dúvidas, concernentes à presente obra. Agora, supondo que seja uma obra de Deus, como se pode considerar que eles, que tão diligentemente questionam, a respeito dela, não saibam o tempo de sua visitação? Talvez, devido ao preconceito profundamente enraizado que eles trazem consigo na indagação; e que, ainda dependurando-se em suas mentes, torna dificilmente possível a eles formarem um julgamento imparcial. Talvez, até mesmo, uma leve predisposição pudesse ocasionar seu impedimento em algumas daquelas ofensivas, que, através da sábia permissão de Deus, sempre atendeu e sempre irá atender algum reavivamento de Sua obra. Mais ainda, pode ser que o próprio cuidado deles foi levado ao excesso. Eles não julgariam, antes que tivessem alguma evidência, como a natureza das coisas não admitiria, ou, pelo menos, Deus não acharia adequado permitir. 3. Tudo isto é muito fácil conceber. Mas pode, a princípio, parecer surpreendente, encontrar homens de renome; homens que se supõe serem dotados de conhecimento, e com habilidade de todo o tipo, positivamente, abertamente, autoritariamente, negando que exista alguma obra incomum de Deus, afinal! Sim, um recente escritor notável vai mais longe ainda: ele considera um exemplo de fanatismo evidente, imaginar que exista alguma obra extraordinária agora forjada sobre a terra. Não tem proveito dizer: "Não: ele não nega isto, mas nega que seja a obra de Deus". Isto é palpavelmente leviano; porque a obra sob consideração é de tal natureza (ou seja, a conversão de homens de todas as formas de pecados, para a santidade de coração e vida), que se ela for forjada a qualquer tempo, afinal, deverá ser obra de Deus; vendo que somente Deus, e não algum filho do homem é capaz de "destruir as obras do diabo". Ainda assim, nem isto é difícil de ser considerado, se virmos as coisas mais minuciosamente; porque o mesmo preconceito que mantém alguns em dúvida, pode facilmente ser concebido desta forma, para influenciar outros, assim como fazer com que eles neguem totalmente a obra de Deus. E isto pode ser feito de diversas maneiras: Pode tanto trazê-lo para a questão dos fatos referidos, e impedir o esforço deles de serem mais completamente informados; quanto impedir que eles esbocem tais inferências daqueles fatos, o que eles, ao contrário, poderiam ver como claras e inegáveis. Sim, e isto daria um valor dez vezes maior do que as ofensas que pudessem vir, de maneira a preponderar em qualquer evidência que fosse. 4. Isto também pode ser levado em conta do comportamento daqueles que, mesmo diante de contradição e blasfêmia, não se satisfazem em suspender seu julgamento, ou negar a obra de Deus, e seguem adiante ainda. Mais do que isto, alguns têm expressado o mais profundo aborrecimento, e mostrado uma inimizade ainda mais forte contra isto, do que alguma vez, sentiram contra o Papismo, infidelidade, ou qualquer outra heresia que fosse. Alguns têm perseguido os instrumentos, aos quais Deus se agradou de usar nisto, não apenas para a morte; e outros têm tratado da mesma maneira todos aqueles a quem eles denominaram seus seguidores. Alguns poucos exemplos disto pode ser adequado mencionar, dos muitos que poderiam ser citados. 5. No dia 20 de Junho de 1743, uma grande multidão se reuniu, principalmente vindas de Walsal, Darlaston, e Bilston, no pátio da igreja Wednesbury, Staffordshire. Eles foram de lá (quando, através do som de uma corneta eles reuniram toda a companhia), para a casa do Sr. Eaton, no centro da cidade, e que naquele tempo era um Condestável. Ele veio até a porta com sua equipe de guardas reais, e começou a ler o Ato do Parlamento contra as revoltas; mas a pedras voaram tão densas em redor de sua cabeça, que ele foi forçado a abandonar a leitura e a se retirar. Eles quebraram todas as suas janelas, a porta de sua casa, e um grande relógio em pedaços. Eles foram, então, em mais de oitenta casas, em muitas das quais não sobraram três vidraças. 6. Em 20 de Junho de 1743, John Baker, na liderança da grande plebe, foi até a casa da Jonas Turner, em West-Bromwich, perto de Wednesbury, e perguntou se ele poderia impedir esses homens de pregarem nas redondezas, e de irem à igreja. Ele respondeu: "Eu vou à igreja; mas nunca vi algum de vocês lá". Logo para um dinamarquês. Oniens, com um grande grupo, quebrou grande parte da janela com um golpe. Outros o seguraram, e o arrastaram por sessenta jardas, antes que ele pudesse se livrar deles. Mais tarde, eles quebraram todas as suas janelas, e atiraram abundância de pedras para dentro das casas, e quebraram seus pertences. Por volta das quatro da tarde, eles foram para a casa da viúva Turner de West Bromwich. Eles juntaram tijolos e pedras, tão rapidamente, que ela foi forçada a abrir a porta e correr em meio a eles. Uma de suas filhas gritou: "Minha mãe será morta!". No que eles diminuíram as pedras. Ela correu para a porta de um vizinho; mas, antes que pudesse fechar a porta, eles quebraram o fundo com um tijolo. Eles seguiram uma de suas filhas com pedras, e outra com uma grande estaca. Ela correu para outra casa, muito aterrorizada, esperando ser assassinada. A viúva perguntou: "Como vocês vêm aqui e abusam de nós desta maneira?". No que um veio, com um grande grupo, e jurou que se ela dissesse uma outra palavra, ele golpearia sua cabeça, e a enterraria em um fosso. Então, aproximou-se e quebrou todos os vidros que restavam. O mesmo, eles fizeram a muitas das casas próximas. 7. Em 19 de Junho, James Yeoman, de Walsal, viu Mary Bird, na casa de seu pai, e Wednesbury, e juraram: "Por Deus, você está viva agora; mas nós mataremos você amanhã". Assim sendo, ele veio com uma plebe no dia seguinte; e depois de terem quebrado todas as janelas, ele atirou uma pedra e disse: "Agora, por Deus, eu matarei você". Ele atirou a pedra, e a golpeou de um lado da cabeça. O sangue esguichou, e ela caiu ao chão imediatamente. Um outro deles pegou o Sr. Hands, de Wednesbury, pela garganta, jurou que seria a morte dele, deu-lhe um grande giro, e o atirou ao chão. Tão logo ele se levantou, um batedor semelhante deu-lhe um soco no olho, e ele caiu novamente. Em meia hora, a plebe veio para sua casa, e quebrou todas as janelas, exceto vinte vidraças. Das janelas da cozinha eles removeram, chumbo, vergalhões, e tudo, quebraram as ombreiras, e se colocaram dentro da casa. A loja estava fechada (ele era um farmacêutico); mas eles rapidamente a abriram, quebraram todos os potes e garrafas em pedaços, e destruíram todos os seus medicamentos. Eles quebraram também as prateleiras e gavetas na loja, em pedaços, e muitos de seus bens familiares. 8. Em 13 de Janeiro de 1744, a plebe se ergueu novamente em Darlaston, quebrou todas as janelas de todos que seguiram "este caminho" (exceto dois ou três que se afastaram); eles invadiram diversas casas, e pegaram o que gostaram, com seus donos fugindo para salvarem suas vidas. Por volta do mesmo tempo, o Rev. Sr. E... veio para Darleston; e encontrando alguns outros na casa de Thomaz Farshew, eles esboçaram um escrito; e Nicholas Winspour, o leiloeiro da cidade, deu aviso público de que todas as pessoas da sociedade deveriam vir à casa do sr. Farshew, e assinar, caso contrário, suas casas seriam colocadas no chão. Foi para que eles nunca mais pudessem ler, ou cantar, ou orar juntos, ou mesmo ouvir esses párocos. Diversos assinaram, por medo. Eles fizeram cada um deles que assinou, -- "brindar com a plebe". 9. Nos arredores de Candlemas, a esposa do Condestável Joshua, de Darlaston, estava indo para Wednesbury, quando a plebe a encontrou na estrada, a atirou ao chão diversas vezes, e abusou dela, de uma maneira muito horrível para se descrever. Uma ordem foi expedida para alguns desses; mas um deles apenas foi conduzido diante do Sr. G..., retornando aos seus companheiros dizendo que eles deveriam voltar para casa e cuidar de seus afazeres. Nisto, a plebe se ergueu novamente, foi à casa de Joshua, e destruiu todos os bens necessários nela. Eles igualmente quebraram e espalharam todas as suas ferramentas da loja, arrancaram as telhas da casa, e puseram uma sala abaixo, a viga de madeira dela, eles carregaram consigo. Todos as suas fechaduras eles tiraram; eles despedaçaram todos os linhos de sua esposa, cortaram a cama e armação da cama, de modo que não prestou para coisa alguma mais; e rasgaram sua Bíblia e Livro Comum de Oração, em pedaços. Ela e seu marido se retiraram para outra casa; mas alguém disse à plebe que eles estavam lá, e a plebe jurou que eles iriam colocar abaixo imediatamente, se o homem deixasse que eles permanecessem por mais tempo: Assim, eles saíram na geada e neve, não sabendo onde deitar suas cabeças. 10. Na terça-feira, 31 de Janeiro de 1744, Henry Old veio para a casa de John Griffith, dizendo que se ele não deixasse de seguir "este caminho", ele tinha centenas de homens a seu comando que viriam e colocariam sua casa abaixo. Logo depois, ele trouxe alguns consigo; mas os vizinhos deram dinheiro a eles, e os mandou embora por aquele tempo. Segunda-feira, 6 de Fevereiro, entre sete e oito da noite, veio parte da mesma companhia. Ouvindo-os, à distancia, John e sua esposa correram para a porta, e deixaram a casa. Alguns de seus vizinhos foram, logo em seguida, e os encontraram destruindo tudo que puderam: Duas cadeiras e diversas peças de linho foram colocadas no fogo. Depois, eles destruíram o que puderam; eles se abasteceram com roupas e carnes e seguiram seu caminho. No mesmo dia, uma notícia pública foi dada em Wasal, através de um papel fixado lá, de que todos que pretendessem assistir o quebrar as janelas, e o saquear das casas dos Metodistas em Wednesbury, deveriam estar prontos às dez horas, na manhã seguinte, na igreja da colina. 11. Na manhã seguinte, 7 de Fevereiro (sendo terça-feira de carnaval), por volta de dez e meia, um grande número de homem se reuniu na igreja da colina. De lá, eles marcharam abaixo, alguns armados com espadas, outros com porretes, e alguns com machados. Eles primeiro caíram sobre a casa de Benjamin Watson, e quebraram muitas das telhas, e todas as janelas. A seguir, foram para a casa do Sr. Addinbrook, quebraram um fino relógio, com muitos dos seus pertences, e roubaram todas as coisas que puderam carregar. A casa seguinte foi a da Sra. Jane Smith, cujas janelas eles quebraram, com o pouco de bens que havia. A próxima foi a do Sr. Bird, onde eles destruíram todas as coisas que encontraram, exceto o que eles carregaram embora; cortaram as camas em pedaços, como fizeram com todas as camas que eles puderam encontrar. De lá foram para a casa do Sr. Edge: Ele estava doente com febre; assim, por uma soma em dinheiro, eles desistiram. A próxima casa foi a do Sr. Hand. Eles quebraram todos os seus balcões, caixas e gavetas, e tudo (exceto algumas armações de cama) que o machado ou martelo puderam quebrar. Eles derramaram todas as suas drogas e medicamentos, e roubaram todas as coisas que puderam carregar, até mesmo os vestuários dele e de sua esposa, além do que eles trajavam. 12. A casa do Sr. Eaton foi a próxima. Eles quebraram todas as suas janelas, e todas as portas do interior, em pedaços, cortaram as chapas para cobrir os telhados da sua casa, destruíram ou roubaram no que puderam colocar suas mãos. Alguns cavalheiros se ofereceram para pará-los, se ele pudesse assinar um papel, de que ele nunca mais ouviria aqueles párocos. Mas ele lhes disse que já havia sentido o que era uma consciência pesada; e, pela Graça de Deus, ele não ofenderia sua consciência mais. Depois de terem terminado com a casa do Sr. Eaton, eles saquearam diversas outras casas em Wednesbury e West-Bromwich. É muito difícil descrever os ultrajes que eles cometeram; apenas deixaram aqueles que eles saquearam vivos. Enquanto eles saqueavam a casa de John Turner, ele atravessou o riacho, para ver se conseguia salvar alguns de seus bens, os quais um tal de David Garington estava levando embora: No que Garinton disse a ele que aconteceria o mesmo aqui, como fora na Irlanda; porque poderia haver um massacre muito rapidamente; e ele desejou que fosse agora. 13. Por volta das onze horas, Sara a mulher de John Sholdenon, avisada de que a plebe viria a sua casa, foi encontrá-la no portão. Ela perguntou a John Baker, o capitão deles, para o que eles vieram. Ele respondeu que se ela tivesse nada mais a ver com essas pessoas, nem uma bagatela de seus bens seria danificada. Ela não respondeu. Então, eles irromperam na porta, e começaram a quebrar e a saquear os bens. Alguém veio com uma pá de fogo, ela implorou que não levasse embora. Ele jurou, que se ela falasse outra palavra, ele bateria nela até seu cérebro estourar. John Sholdenon estava naquele momento ajudando Thomas Parkes a esconder seus bens, embora ele soubesse, pelo barulho, que eles estavam quebrando os que lhe pertenciam, em pedaços. Entre duas e três horas, ele foi para sua casa com William Sitch. William perguntou a Sara, como ela sabia, da parte dele, que ele aceitaria alegremente ao saque de seus bens. Ela respondeu que, vendo tanta maldade, ela não poderia se regozijar, mas abençoado seja Deus, ela pôde suportar isto pacientemente, e não encontrar a menor ira em si mesma. John Sholdenon vendo o saque que eles fizeram, sorriu e disse: "Aqui está uma obra estranha". Sua esposa disse a ele, que se ela tivesse concordado com os termos deles, nenhuma bagatela teria sido danificada. Ele replicou que se ela tivesse concordado em negar a verdade, ele tivesse encontrado todos os bens por isto, ele nunca mais teria sossego, por quanto tempo vivesse; mas ele deu graças a Deus que ela tivesse antes escolhido suportar a injúria. Eu creio que todo homem razoável irá admitir, que nada pode possivelmente desculpar esses procedimentos; vendo que eles são violações declaradas, e descaradas, tanto da justiça quanto misericórdia, e de todas as leis divinas e humanas. III 1. Eu suponho que nenhum Protestante empreenderá defender tais procedimentos, até mesmo, em direção aos mais vis infames. Mas abundância de desculpas tem sido feita, se não por opor-se a ela, ainda assim, por negar esta obra como sendo de Deus, e por não reconhecer o tempo de nossa visitação. Alguns alegam que as doutrinas desses homens são falsas, errôneas, e fanáticas; que elas são novas, e não foram ouvidas até recentemente; que elas eram Quakerismo, fanatismo, Papismo. Toda esta pretensão já tem sido retalhada, através das revoltas; mostrada largamente, que todo o ramo desta doutrina é a doutrina clara da Escritura, interpretada por nossa própria igreja. Portanto, não pode ser nem falsa, nem errônea, contanto que as Escrituras sejam verdadeiras. Nem pode ser fanática, a menos que o mesmo epíteto pertença aos nossos Artigos, Homilias e Liturgia. Nem ainda essas doutrinas são denominadas novas; nem mais nova, pelo menos do que o reino da Rainha Elizabeth; nem mesmo com respeito ao modo de expressão, ou a maneira em que elas são propostas. E quanto à essência, elas são mais antigas ainda; tão antiga, não apenas como o evangelho, quanto os tempos de Isaias, ou Davi, ou Moisés, mas como a primeira revelação de Deus ao homem. Se, portanto, elas não foram ouvidas, até recentemente, em qualquer uma que seja denominada região cristã, a culpa maior está naqueles que, como embaixadores de Cristo, deveriam publicá-las dia após dia. Fanatismo, se ele significa alguma coisa, afinal, significa o mesmo que entusiasmo, ou loucura religiosa, do qual (como foi observado antes), essas doutrinas estão tão distantes quanto o leste do oeste. De qualquer modo, é uma palavra conveniente ser lançada sobre alguma coisa que não gostamos; porque, dificilmente algum leitor, em milhares, tem alguma idéia do que ela significa. Se alguma parte desta doutrina é defendida pelos Quacres, existe mais motivo para regozijo. Eu pediria a Deus que eles a defendessem toda, embora a doutrina, em si mesma, fosse nem melhor nem pior para esta. Papismo, na boca de muitos homens significa exatamente nada; ou, quando muito, alguma coisa muito horrível e má. Mas Papismo, propriamente falando, são as doutrinas características da Igreja de Roma. Elas estão resumidas nos Doze Artigos que o concílio de Trent acrescentou ao Credo de Nicene. Agora, quem pode encontrar a menor conexão entre alguma dessas e as doutrinas da qual estamos falando? 2. Outros alegam: "A doutrina deles é muito restrita; eles tornam o caminho para os céus muito estreito". E esta é na verdade a objeção original (já que ela foi quase a única por algum tempo), e está secretamente no fundo de milhares mais, que aparecem em várias formas. Mas eles tornam o caminho para os céus algo mais estreito do que nosso Senhor e seus Apóstolos o fizeram? A doutrina deles é mais rigorosa do que a da Bíblia? Considere apenas alguns textos claros: "Tu deves amar o Senhor teu Deus com todo teu coração, e com toda tua mente, e com toda tua alma, e com todas as tuas forças". "Porque cada palavra inútil que o homem puder falar, ele deverá dar um relato no dia do julgamento". "Que coma, ou beba, ou o que quer que faça, faça tudo para a glória de Deus". Se a doutrina deles é mais rigorosa do que isto, eles são culpados; mas você sabe, em sua consciência, que não se trata disto. E quem pode ser um jota menos rigoroso, sem corromper a palavra de Deus? Pode algum mordomo dos mistérios de Deus ser considerado fiel, se ele mudar alguma parte daquele penhor sagrado? Não. Ele não pode abater coisa alguma; ele não pode suavizar coisa alguma; ele está constrangido a declarar a todos os homens: "Eu não posso levar as Escrituras da sua maneira. Você deve vir até ela, ou perecerá para sempre". 3. Este é o alicerce verdadeiro daquele outro clamor popular concernente "à falta de caridade desses homens". Eles não são caridosos? Em que aspecto? Eles não alimentam o faminto, e não vestem o nu? "Não; esta não é a questão: Eles não estão em falta com isto: Mas eles não são caridosos no julgar! Eles acham que ninguém poderá ser salvo, a não ser, através do próprio caminho deles. Eles condenam todo o mundo, fora si mesmos". O que você quer dizer? "Eles acham que ninguém poderá ser salvo, a não ser estes do seu próprio caminho". Muito certamente, eles serão. Porque, já que existe apenas um céu, então só existe um caminho para ele; exatamente o caminho da fé em Cristo (porque nós não falamos de opiniões ou de modelos exteriores de adoração); o caminho do amor a Deus e ao homem, a estrada da santidade. E se trata de não ser caridoso pensar ou dizer que ninguém poderá ser salvo, a não ser aqueles que caminham desta forma? Ele, então, não foi misericordioso ao declarar que "Aquele que não crer deverá ser condenado?". Ou ele que disse: "Busque a santidade, sem o que nenhum homem verá ao Senhor?". E novamente: "Mesmo que eu conceda todos os meus bens para alimentar o pobre, e embora eu dê meu corpo para ser queimado", ainda assim, "se eu não tiver 'agaphn', caridade", amor, tudo isto "será de nenhuma valia para mim". "Mas eles condenam todos", você diz, "fora si mesmos". Condenam todos! Que tipo de palavra é esta? Eles não condenam homem algum! Ninguém é capaz de condenar qualquer homem, a não ser o Senhor e Juiz de todos. O que você provavelmente quer dizer por aquela expressão estranha é que eles declaram que Deus condena todos, fora esses que crêem em Jesus Cristo e amam a Ele e mantêm seus mandamentos. E assim deve você também, ou você peca contra Deus, e seu próximo, e sua própria alma. Mas existe alguma falta de misericórdia nisto, em advertir pecadores para fugir da irá vindoura? Ao contrário, não advertir um pobre, cego e estúpido infeliz que ele está dependurado na boca do inferno, seria tão indesculpável falta de caridade (amor), de modo a trazer seu sangue sobre nossas cabeças. 4. Mas não existe lugar para disputa, no tocante a essas doutrinas em geral, vendo-se que nosso Senhor dá a você uma regra tão clara, através da qual, você facilmente e infalivelmente saberá, se eles são de Deus: "a árvore é conhecida, pelos seus frutos: 'Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom, ou fazei a árvore má, e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore'" (Mateus 12:33). Agora quais frutos, a árvore diante de nós produz? Olhe e veja: acredite em seus próprios olhos e ouvidos. Pecadores deixando seus pecados: Os servos do diabo tornando-se servos de Deus. Estes seriam frutos bons ou mal; esses maus hábitos perdem alicerce, e a virtude, e religião prática, ganham? Ó, não contenda mais! Conheça o fruto por sua árvore. Submeta-se, e reconheça o dedo de Deus. 5. Mas muitos que reconhecem essas doutrinas como de Deus, ainda não estão reconciliados com os instrumentos dos quais Ele tem feito uso. Uma objeção muito comum feita contra esses é, e foi desde o início, que "eles são muito jovens": Portanto, (muitos já prontamente deduziram) que esta obra não pode ser de Deus. Talvez, eles não sejam tão jovens quanto você entende. O Sr. Whitefield está agora com trinta anos; meu irmão tem trinta e dois; eu vivi acima dos quarenta e dois; e um cavalheiro na Cornuália, para quem eu freqüentemente prego, tem o mérito de ter vivido setenta e sete anos. Mas, supondo que o precedente seja verdadeiro, que conseqüência é esta! Que sombra das Escrituras você tem para apoiar isto? Deus não "envia, através daquele a quem Ele enviará?". E quem dirá a Ele? "O que tu estás fazendo?". "Esses são tão jovens; envie homens mais velhos". Qual a sombra de razão? Não é possível que uma pessoa de trinta ou quarenta anos tenha um julgamento das coisas de Deus tão verdadeiro, e uma grande benção atenda a sua pregação, quanto alguém de cinqüenta ou oitenta anos? Eu gostaria que você pudesse explicar-se um pouco mais sobre este assunto: — Scire velim, verbo, pretium quotus arroget annus? Quantos anos, você exige que um homem tenha, antes que Deus o permita falar por si mesmo? Ó, meus irmãos, quem teria acreditado em algum homem sério que, alguma vez, tivesse afirmado tal argumento como este; vendo que ambas as Escrituras e a razão ensinam que Deus nisto "presta contas de nenhum de seus caminhos!", Mas Ele opera, através de quem Ele irá operar; Ele mostra misericórdia, através daqueles a quem Ele irá mostrar misericórdia. 6. "Mas existem apenas alguns jovens líderes". Eu não posso deixar de observar aqui que grandes esforços têm sido feitos, que diligência tem sido mostrada, para conseguir, e manter com que sejam poucos. Quais artifícios não têm sido usados para conter aqueles do Clérigo em específico, que têm sido claramente convencidos, de tempos em tempos, que eles devem juntar corações e mãos, na obra? Nesses momentos, considera-se meritório "dizer todo tipo de mal sobre nós, falsamente"; prometer a eles o que quer que seus corações desejem, se eles puderem abster-se desses homens; e, por outro lado, intimidá-los com coisas severas, se uma vez mais estiverem junto a eles. De modo que, por mais que eles estivessem completamente convencidos, eles não poderiam agir de acordo com suas convicções, a menos que eles pudessem desistir imediatamente de todo pensamento de primazia, quer na Igreja ou no Estado; mais do que isto, toda a esperança de alguma vez ter uma Participação, ou simples Erudição, em qualquer Universidade. Muitos também têm sido ameaçados, que se eles seguissem este caminho, quão poucos acreditariam neles. E muitos também têm sido, por esta mesma consideração, repudiados por seus mais prezados amigos e parentes próximos: Assim sendo, não existe possibilidade do número desses trabalhadores alguma vez aumentar, afinal, exceto por aqueles que pudessem romper com todos esses laços; que desejassem nada no mundo presente; que não considerassem, nem suas fortunas, nem seus amigos, nem suas vidas, queridos para si mesmos, de modo que pudessem apenas manter "uma consciência nula de ofensa em direção a Deus e em direção aos homens". 7. Mas o que você deduz do pequeno número deles? Que devido ao fato de serem poucos, Deus não pode operar através deles? Sobre que escritura você alicerça isto? Eu penso que foi o mesmo para Ele, salvar, através de muitos, ou através de poucos. Baseado em que motivo? Por que Deus não pode salvar dez mil almas, através de um homem, assim como, através de dez mil? Quão pouco, quão insignificante circunstância é o número diante de Deus! Mais ainda, não existe razão para se acreditar que, quando quer que Deus se agrade de operar um grande livramento, espiritual ou temporal, ele possa primeiro dizer, como os antigos: "As pessoas não são muitas para eu dar os Midianitas nas mãos deles?". Ele não pode propositadamente escolher poucos, assim como instrumentos insignificantes para uma manifestação maior de sua própria glória? Muito poucos, eu garanto, são os instrumentos agora empregados; ainda assim, uma grande obra já é forjada. E quanto menos são aqueles, através dos quais esta ampla colheita tem sido, até agora, reunida, mais evidente deve parecer às mentes não preconceituosas que a obra não é de homem, mas de Deus. 8. "Mas eles não são apenas poucos, são incultos, também". Esta é uma ofensa grave, e é, pela consideração de muitos, um pretexto suficiente para o não conhecimento da obra de Deus. O fundamento desta ofensa é parcialmente verdadeiro. Alguns desses que agora pregam não são letrados. Eles nem entendem as linguagens anciãs, nem quaisquer dos ramos da Filosofia. E ainda assim, esta objeção teria sido dispensada por muitos desses que freqüentemente a fazem; porque eles são incultos também, embora considerados de outra forma. Eles não têm em si mesmos, o que eles requerem de outros. Os homens estão, em geral, sob um grande equívoco, com respeito ao que é chamado de mundo letrado. Eles não sabem, eles não podem facilmente imaginar, quão poucos letrados existem entre eles. Eu não falo do aprendizado abstruso; mas daquele que todos os Teólogos, pelo menos de alguma notoriedade, supostamente têm, ou seja, o conhecimento de línguas, pelo menos, Latim, Grego, e Hebreu, e das sabedorias comuns das ciências. Quão poucos homens de aprendizado, assim chamados, entendem Hebreu; até mesmo, tanto quanto para ler um claro capítulo em Gênesis! Mais do que isto, quão poucos entendem Grego! Faça um experimento fácil. Deseje que este distinto senhor que está instigando esta objeção, apenas diga a você o Inglês do primeiro parágrafo que acontece em um dos Diálogos de Platão. Eu temo, que podemos ir ainda mais longe. Quão poucos entendem Latim! Dê-me uma delas, uma Epístola de Tulio, e veja quão rapidamente ele a explicará, sem seu dicionário. Se ele tiver embaraço através dela, ela é singular, mas um Giorgio em Virgilio, ou uma Sátira de Pérsio, o deixará mais rápido. E com respeito às artes e ciências; quão poucos entendem tanto quanto dos princípios gerais da lógica! Quando um argumento é trazido, pode um em dez do Clero (Ó aflição do coração!), ou os Mestres das Artes em qualquer Universidade, dizer a você até mesmo o modo e forma em que ele é proposto: ou completar um entimema [silogismo de duas proposições]? Talvez, você não entenda tanto quanto o termo; -- complete as premissas que estão faltando, com o objetivo de fazer um silogismo categórico completo [aquele em que a premissa maior afirma ou nega pura e simplesmente]. Pode um em dez deles demonstrar um Problema ou teorema nos Elementos Euclidianos, ou definir os termos comuns usados em Metafísica, ou de maneira inteligente, explicar os primeiros princípios dele? Por que, então, eles pretendem um aprendizado que eles têm consciência de não terem em si mesmos? Mais do que isto, e garantem que outros não o têm, e não pretendem tê-lo? Para onde a sinceridade e lisura fugiram * Curiosidade: [Euclides foi um matemático grego que viveu aproximadamente de 330 a.C. a 270 a.C.. Após ter efetuado seus estudos, provavelmente na Academia de Platão, em Atenas, Euclides tornou-se professor e estudioso da escola em Alexandria conhecida como Museum. Enquanto esteve no Museum, ele escreveu seu trabalho de maior influência, os Elementos. Neste tratado, composto por treze livros, Euclides compilou e sistematizou muitos dos resultados matemáticos mais importantes conhecidos no seu tempo. Começando com uma lista de definições, postulados e axiomas, ele provou uma proposição após a outra, baseando cada prova apenas nos resultados precedentes. Este método axiomático, como é conhecido hoje em dia, serviu de padrão para argumentações científicas das gerações posteriores. Da mesma maneira, o conteúdo dos Elementos, que consiste de Geometria e da Teoria dos Números, faz parte do núcleo da matemática básica até hoje]. Facilmente poderá ser observado que eu não deprecio o aprendizado de tipo algum. O conhecimento das línguas é um talento valioso; assim é o conhecimento das artes e ciências. Ambos de uma e de outra maneira, empregadas para a glória de Deus e bem dos homens. Mas ainda assim, eu pergunto: Onde Deus declarou em sua palavra que Ele não pode, ou não irá fazer uso de homens que não o têm? Moisés ou algum dos Profetas afirmaram isto? Ou nosso Senhor, ou algum dos seus Apóstolos? Você está consciente de todos esses que são contra você: Você sabe que os próprios Apóstolos, todos, com exceção de Paulo, foram andrev agrammatoi kai idiwtai, "homens comuns, não ligados à Filosofia, e iletrados". 9. "O que! Então, vocês se tornam como os Apóstolos". Porque esta objeção doentia tem sido tão freqüentemente afirmada, eu irei, pelo menos uma vez, gastar algumas poucas palavras sobre ela, embora ela não mereça esta honra. Por que? Todo homem, se clérigo ou leigo, não deve ser, em alguns aspectos, como os Apóstolos, ou ir para o inferno? Algum homem pode ser salvo, se ele não for santo, como os Apóstolos; ou um seguidor deles, como eles eram de Cristo? E todo pregador do Evangelho não deve ser, de uma maneira específica, como os Apóstolos, tanto nos seus temperamentos santos, nas exemplaridades da vida, e em seus trabalhos infatigáveis para o bem das almas? Ai de todo embaixador de Cristo que não seja como os Apóstolos nisto! Na santidade, em fazer prova completa de seu ministério, em usar e ser usado por Cristo! Nós não podemos, e, portanto, não precisamos, ser como eles no operar milagres exteriores; mas podemos e devemos, no operar junto com Deus para a salvação de homens. E o mesmo Deus, que esteve sempre pronto para ajudar em suas enfermidades, está pronto para nos auxiliar nas nossas também. Ele que os tornou "operários que não precisavam ser envergonhados", irá ensinar-nos também a "corretamente separar a palavra da verdade". Neste aspecto, igualmente, a fato de ele ter a "ajuda de Deus", para a obra para a qual ele foi chamado, todo pregador do Evangelho é como os Apóstolos: Se for ao contrário, ele será de todos os homens o mais miserável. 10. E eu me atrevo a afirmar que esses homens iletrados têm ajuda de Deus para aquela grande obra, -- o salvar as almas da morte; vendo que Ele os capacitou, e ainda os capacita a "transformar muitos para a retidão". Assim, Ele "destruiu a sabedoria do sábio, e desprezou o entendimento do prudente". Quando eles imaginaram que tinham efetivamente fechado a porta, e trancado todas as passagens, por meio das quais alguma ajuda poderia vir para dois ou três pregadores, fracos em seu corpo assim como em suas almas; aos quais eles razoavelmente acreditaram que poderiam, humanamente falando, desgastar-se em pouco tempo; -- quando eles alcançaram seu objetivo, impedindo, como eles supuseram, todos os homens cultos da nação, "Ele que está nos céus riu deles com desprezo"; veio sobre eles, de uma maneira que eles não imaginaram. "Das pedras ele ergueu", aqueles que gerariam "os filhos para Abrão". Nós não temos mais presciência disto do que você: Mais ainda: nós temos o mais profundo preconceito contra isto; até que possamos reconhecer que foi Deus quem trouxe "sabedoria do alto", para aqueles homens iletrados e ignorantes, de maneira que a obra do Senhor prosperou nas mãos deles, e os pecadores foram diariamente convertidos a Deus. De fato, em uma coisa que eles professam saber, eles não são homens ignorantes. Eu confio que não exista um deles que não seja capaz de passar por tal exame, na Teologia, substancial, prática, experimental; como poucos de nossos candidatos para ordenações santas, até mesmo na Universidade (eu falo isto, com tristeza e vergonha, e em amor terno), são capazes de fazer. Mas, Ó! Que tipo de exame a maioria desses candidatos passa! E quais provas são os testemunhais comumente trazidos (tão solenes quanto a forma na qual elas transcorrem), tanto da devoção quanto do conhecimento daqueles, aos quais são confiadas aquelas ovelhas que Deus comprou com seu próprio sangue! 11. "Mas eles são leigos. Você mesmo parece estar consciente da força desta objeção. Porque, pelo tanto que você respondeu, eu observo que você jamais alguma vez falou a respeito disto". Eu não falei. Ainda assim, não foi falta de confiança na minha causa, mas ternura para com você, que ocasionei meu silêncio. Eu tinha alguma coisa a acrescentar sobre este assunto também: mas eu estava temeroso que você não pudesse suportar isto. Eu estava consciente para mim mesmo que, alguns anos, desde então, tocar neste ponto, era tocar na menina dos meus olhos: E isto me torna quase relutante em falar agora, a fim de que eu não vá ao encontro dos preconceitos que eu não posso remover. Permita-me, no entanto, apenas notificar a você algumas coisas que eu deixaria para suas considerações posteriores: Os Escribas do passado, que eram pregadores extraordinários, em meio aos judeus, não eram sacerdotes: eles não eram melhores do que os leigos. Ainda assim, muitos deles eram incapazes para o sacerdócio, vindos da tribo de Simeão, não de Levi. Por este motivo, provavelmente, foi que os próprios judeus nunca frisaram isto como uma objeção às pregações de nosso Senhor (mesmo esses que nunca reconheceram ou acreditaram que Ele foi enviado de Deus, em um caráter extraordinário), de que ele não era Sacerdote segundo a ordem de Arão: Nem, de fato, poderia ser; vendo-se que ele era da tribo de Judá. Nem parece que alguém objetou isto aos Apóstolos: Muito longe disto, que em Antioquia, em Pisídia, nós encontramos os principais da sinagoga enviados a Paulo e Barnabé: estrangeiros apenas vindo para a cidade, "dizendo, Varões e irmãos, se vocês têm alguma palavra de exortação para o povo, digam". (Atos 13:15). Se considerarmos essas coisas, nós deveremos ficar menos surpresos com o que ocorre no oitavo capítulo de Atos: "Naquele tempo existia uma grande perseguição contra a Igreja; e eles foram todos dispersos" (ou seja, toda a Igreja, todos os que criam em Jesus), "pelas regiões da Judéia e Samaria". (Versículo 1). "Portanto, eles que se espalharam em todos os lugares, para pregar a palavra". (Versículo 4). Agora, que sombra de razão, nós temos para dizer, ou pensar que todos esses foram ordenados, antes que eles pregassem? 12. Se viermos para os tempos recentes: O Sr. Calvin foi ordenado? Ele era Sacerdote ou Diácono? E Deus não se agradou de empregar a maioria desses leigos também na promoção da Reforma? Esta grande obra teria sido divulgada em muitos lugares, se os leigos não tivessem pregado? E ainda assim quão raramente os mesmos Papistas argumentam isto como uma objeção contra a Reforma! Mais ainda, tão rigorosos quanto eles são nas coisas deste tipo, eles próprios apontam, até mesmo, em algumas das suas mais severas Ordens, que "se algum irmão leigo se acredita chamado por Deus para pregar como um Missionário, o Superior da Ordem; sendo informado disto, imediatamente poderá enviá-lo". Em todas as Igrejas Protestantes é ainda mais evidente que a ordenação não emprega um pré-requisito necessário para a pregação: porque na Suécia, na Alemanha, na Holanda, e, eu acredito, em toda Igreja Reformada na Europa; não somente é permitido, mas requerido que, antes que alguém seja ordenado, (depois que admitido, até mesmo nas Ordens Diaconais, onde quer que a distinção, entre Sacerdotes e Diáconos, seja mantida, ele deve publicamente pregar um ano ou mais ad probandum facultatem [prova de habilidade]. E por esta prática, eles acreditam que ele tem a autoridade de um comando expresso de Deus, "Que esses, primeiro sejam provados; então, que eles usem o ofício de um Diácono, sendo encontrado imaculado". (I.Tim. 3:10). 13. "Na Inglaterra, de qualquer forma, não existe coisa alguma deste tipo; não é permitido a um leigo falar em público". Não! Você consegue ignorar que em centenas de igrejas, eles fazem isto continuamente? Em quantas (especificamente no oeste da Inglaterra) o sacristão da paróquia lê uma das Lições? (Em algumas ele lê todo o Serviço da Igreja, talvez, até mesmo no dia do Senhor). E outros leigos constantemente não fazem a mesma coisa; sim, em nossas próprias catedrais? As quais, estando debaixo da mais imediata inspeção dos bispos, devem ser padrões a todas as outras igrejas? Talvez, se diga: "Mas isto não é pregação". Sim, mas é essencialmente tal. Porque, o que é pregar, senão praedicare verbum Dei; "proclamar a palavra de Deus?". E estes leigos fazem isto por toda a Inglaterra, particularmente, sob os olhos de todos os Bispos na nação. Mais ainda, isto não tem sido feito nas próprias Universidades? Quem ordenou este levita na Igreja de Cristo; que é igualmente extremamente desqualificado para a obra, assassinando cada Lição que ele lê? Nem mesmo, se esforçando para lê-la, como a palavra de Deus, mas antes, como uma canção antiga! Tal leigo como este, misturando tudo com a palavra de Deus, eu garanto é um escândalo para a nação inglesa. Para dar um passo além: As constituições fundamentais da Universidade de Oxford, os estatutos, até como quando revisadas pelo Arcebispo Loaur, requerem que todos Bacharéis das Artes, nove em dez deles são leigos, leiam três leituras públicas sobre Filosofia moral, em quaisquer assuntos que ele escolha? Meu assunto, eu me lembro bem, foi "o amor de Deus". Agora, o que é isto, a não ser pregar? Mais do que isto, um homem não pode ser um Doutor em Teologia, até mesmo em Oxford, embora ele nunca tenha sido ordenado, afinal? O Exemplo do Dr.Atwell (recentemente falecido), Reitor do Colégio Exeter, está fresco na memória de cada um. Essas são algumas poucas considerações que podem rapidamente ocorrer a algum homem de discernimento, com respeito a este assunto. Mas eu não termino a causa nestes. Eu creio que ela possa ser defendida um pouco mais. 14. Agradou a Deus que, através de dois ou três Ministros da Igreja da Inglaterra, muitos pecadores chamados ao arrependimento, em diversas partes, indubitavelmente mudassem do curso do pecado para o curso da santidade. Os Ministros dos lugares, onde isto foi feito, deveriam ter recebido aqueles Ministros com os braços abertos; e os terem considerado, como alguém que começou a servir a Deus, na maneira peculiar deles; vigiando-os no amor terno, a fim de que não caíssem de volta na armadilha do diabo. Em vez disto, a maior parte falou desses Ministros, como se o diabo, e não e Deus, os tivesse enviado. Alguns os repeliram da mesa do Senhor; outros incitaram as pessoas contra eles, representando-os, até mesmo, em seus discursos públicos, como cidadãos não adequados para viver; Papistas, heréticos, traidores, conspiradores contra o Rei e o país. E como eles observam os pecadores recentemente reformados? Até mesmo um leopardo observa sua presa. Eles dirigiram alguns deles também para fora da mesa do Senhor; da qual, até agora, eles não tinham desejo de se aproximar. Eles pregaram todas as maneiras de mal, concernente a eles, abertamente praguejando em nome do Senhor. Eles tiraram muitos da sua obra; persuadiram outros a fazerem o mesmo também, e os atormentaram de todas as maneiras. O que aconteceu foi que alguns deles se cansaram, e então voltaram para seu vômito novamente. E, então, esses bons pastores glorificaram sobre eles, e se esforçaram para estremecer outros, pelo exemplo deles. 15. Grande parte da obra deles deveria ser reiniciada (se isto fosse possível), quando os ministros, pelos quais Deus os tinha ajudado, vieram para aqueles lugares, mas os reincidentes estavam tão freqüentemente obstinados no pecado, que nenhuma impressão pode ser feita neles. O que eles poderiam fazer no caso de necessidade extrema, onde muitas almas estavam em risco? Nenhum clérigo assistiria, afinal. O expediente que permaneceu foi encontrar alguém em meio a eles, que fosse correto de coração e de um julgamento sensato nas coisas de Deus, e pedir que ele encontrasse o restante, tão freqüentemente quanto pudesse, com o objetivo de confirmá-los, já que ele era capaz, nos caminhos de Deus, tanto lendo para eles, quanto pela oração ou pela exortação. Deus, imediatamente deu uma bênção por aqui. Em diversos lugares, através desses homens simples, não apenas aqueles que tinham começado a seguir bem foram impedidos de se arrastarem de volta para a perdição; mas outros pecadores também, de tempos em tempos, foram convertidos do erro de seus caminhos. 16. Este relato claro de todo o procedimento, eu considero a melhor defesa dele. Eu não conheço escritura que proíba fazer uso de tal ajuda, em caso de tal necessidade. E louvo a Deus que tem dado, até mesmo esta ajuda àquelas pobres ovelhas, quando "seus próprios pastores não se compadeceram delas". Mas as Escrituras não dizem: "Nenhum homem tome esta honra para si mesmo, mas aquele que é chamado por Deus, assim como foi Arão?". Nem esses fazem isto. A honra aqui mencionada é o Sacerdócio. Mas eles não tomam sobre si mesmos serem Sacerdotes mais do que serem Reis. Eles não colocam para si administrarem os sacramentos, -- uma honra peculiar aos Sacerdotes de Deus. Apenas, de acordo com o poder deles, exortam seus irmãos a continuarem na graça de Deus. "Mas para esses leigos exortar, afinal, é uma violação de toda ordem". Que ordem é esta da qual você fala? Ela supre o lugar do conhecimento e amor a Deus? Essa ordem irá resgatar aqueles, que estão agora cativados da vontade do diabo, da armadilha dele? Irá manter aquele que escapou, faz pouco, de voltar para o Egito? Se não, como eu devo responder isto a Deus, se, preferivelmente a violar, eu não sei em qual ordem, eu deverei sacrificar milhares de vidas? Eu me atrevo a não fazer isto. Isto é colocar em risco minha própria alma. Na verdade, se pela ordem, se quisesse dizer a verdadeira disciplina cristã, por meio da qual todos os membros vivos de Cristo estão ligados em um, e todos que são pútridos e mortos, imediatamente estão cortados do corpo; esta ordem eu reverencio, porque é de Deus. Mas onde ela deve ser encontrada? Em que diocese, em que cidade ou paróquia, dentro da Inglaterra ou Gales? Você é Reitor de uma paróquia? Então, não nos permita ir muito além. Esta ordem se obtém lá? Nada menos. Seus paroquianos estão em uma segurança ilusória. Assim como poucos (se algum) deles estão vivos para Deus; de modo que eles não têm ligação uns com os outros, exceto tais que estariam em meio aos turcos e ateus. Nem você tem algum poder para cortar daquele corpo, estivesse ele vivo, os membros pútridos e mortos. Talvez, você não tenha desejo; mas todos estão misturados, sem qualquer cuidado ou preocupação de vocês. É claro, então, que aquela ordem deve ser encontrada, não entre vocês, que tão efusivamente contendem por ela, mas em meio aquele mesmo povo que você continuamente culpa pela violação e menosprezo dela. O pequeno rebanho que você condena está unido em um só corpo, por um só Espírito, de modo que, "se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele; se um for honrado, todos se regozijam com isto". Nem algum membro morto pode permanecer por mais tempo; mas, tão logo a esperança de recuperar isto passa, ele é cortado fora. 17. Agora, suponha que nós estivéssemos desejosos de abandonar nossa responsabilidade, e deixarmos este rebanho em suas mãos, você observaria a mesma ordem que temos agora com eles, e as outras almas sob os nossos cuidados? Você não se atreveria; porque você tem apreço às pessoas. Você teme a face dos homens. Você não pode; por