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Embora diversos artigos significantes e bem escritos já tenham aparecido, e que classificam o conceito variável de Wesley do ministério quanto às suas visões sobre a ordenação, nenhuma obra tem sido tomada como seu ponto principal de partida na estimulação de Wesley do próprio ofício ministerial, com relação aos seus requerimentos e tarefas. Nem as obras prévias consideraram adequadamente o ambiente do Metodismo primitivo, como uma fonte possível que formou ou, pelo menos, informou os julgamentos de Wesley nesta área. A presente obra, portanto, irá buscar suprir esta deficiência, e argumentará que o conceito de Wesley dos vários ofícios do ministério não deve ser visto apenas em termos de sua exegese das Escrituras, por mais importante que isto possa ser, mas também como um contexto mais amplo do Metodismo Britânico, e sua relação para com a sempre presente igreja-mãe Anglicana. Na verdade, expressiva deste último relacionamento, é a distinção bíblica fundamental que Wesley traçou entre o ministério ordinário, de um lado, e o ministério extraordinário do outro. Esta distinção, portanto, é lugar muito adequado para se estar. MINISTÉRIO EXTRAORDINÁRIO Quando da primeira Conferência Metodista, acontecida em 1744, John Wesley e aqueles reunidos definiram a Igreja da Inglaterra, como “uma congregação de crentes ingleses, na qual a pura palavra de Deus é pregada, e os sacramentos devidamente administrados”. Este entendimento da igreja e seu ministério, que foi baseado no Artigo 19º. dos 39 Artigos da Religião da Igreja da Inglaterra, foi mantido por Wesley, através de sua longa carreira, como um evangelista e reformador. Em 1785, por exemplo, depois que ele já havia produzido o Documento da Declaração, e viu adequado ordenar trabalhadores apropriados para o ministério na América, Wesley reafirmou este artigo Anglicano em seu sermão: “Da Igreja”. Agora, incrustado no 19º. Artigo estava uma eclesiologia padrão, encontrada em outras tradições religiosas, assim como no Anglicanismo, e um entendimento da função ministerial que incluía os dois principais ofícios de profeta e sacerdote. Na verdade, a avaliação de Wesley dos ofícios principais do ministério cresceu em parte fora de sua consideração da natureza essencial da igreja. Como os profetas, ministros sérios e sinceros deveriam proclamar as boas novas da salvação, e como sacerdotes, deveriam administrar os sacramentos santos, que Wesley, algumas vezes, chamada de “mistérios sagrados”. O que particularmente o perturbava, no entanto, era a percepção de que a “indolência moderna havia misturado os dois ofícios distintos, o da pregação e da administração dos sacramentos”; de tal modo, que ambos se tornaram prerrogativas de um clero ordenado. Em oposição a tal visão, Wesley negou que a ligação entre o ministério da Palavra e o ministério dos Sacramentos era indissolúvel. Em vez disto, ele declarou que o povo leigo poderia exercitar o ofício profético na igreja, através da pregação. Este papel ampliado para o povo leigo dentro da vida da Igreja foi, a princípio, resistido pelo próprio Wesley. No início do avivamento, Thomas Maxfield, uma pessoa leiga, tomou para si pregar para uma congregação, durante a ausência de Wesley. Quando de seu retorno, Wesley regateou e queixou-se com sua mãe a respeito de tal atrevimento e irregularidade. Mas Susana, interessantemente o suficiente, respondeu: “Cuide você do que fará com respeito a este jovem, porque ele é certamente chamado por Deus para pregar, assim como você. Examine quais têm sido os frutos de sua pregação, e o ouça também”. Wesley deu atenção ao conselho de sua mãe, examinou a pregação de Maxfield e seus frutos, e chegou à mesma conclusão. Na conferência de 1744, na Fundição, Wesley começou a traçar uma distinção entre os ministérios “extraordinários” e os “ordinários”. O primeiro ministério abraçou a pregação leiga, enquanto o último se referiu ao clero que exercia não apenas um papel de pregador, mas um papel sacerdotal exclusivo também. Refletindo a respeito desta conferência em 1789, em seu sermão “Profetas e Sacerdotes” (O Ofício Ministerial), Wesley escreveu: “Em 1744, todos os Pregadores Metodistas tiveram sua primeira Conferência. Mas nenhum deles imaginou que o serem chamados a pregar deu a eles qualquer direito de administrarem os sacramentos. E quando esta questão foi proposta: ‘Sob que luz devemos considerar a nós mesmos?’, foi respondido: ‘Como mensageiros extraordinários, levantados para provocar o ciúme nos ordinários’”. Assistentes e Ajudadores Convencido de que o evangelista-pregador era uma ordem diferente do ministério de sacerdote-pastor, e que o primeiro poderia ser preenchido por pessoas leigas competentes, Wesley começou a empregar “assistentes” que eram diretamente da confiança dele. Basicamente, esta ordem de ministério consistiu daqueles pregadores que eram designados para administrarem as sociedades e servirem aos outros pregadores dentro dos circuitos. As pessoas leigas poderiam se qualificar para esta função, largamente administrativa, evidenciando um caminhar intimo com Deus, através do entendimento e disciplina amorosa, e “por amar a Igreja da Inglaterra, e resolvido a não se separar dela”. Em 1747, uma diferenciação foi feita entre aqueles assistentes que viajavam e aqueles que serviam apenas em um local, e assim, surgiu a distinção entre os pregadores itinerantes e os locais, que é uma parte do Metodismo até mesmo hoje. Esses pregadores, por um lado, que estavam debaixo do cuidado de um assistente no circuito eram conhecidos inicialmente como ajudadores. De acordo com as minutas das conferências, era ofício deles levar adiante tarefas claramente estabelecidas. Na ausência de um Ministro para alimentar e guiar o rebanho; em especial, (1) pregar de manhã e à tarde. (2) Encontrar a sociedades e as Bands semanalmente. (3) Encontrar os Líderes semanalmente. Com o objetivo de promover a disciplina necessária para o ministério, Wesley deu aos ajudadores um número de regras que cobririam tais assuntos, como pontualidade, maledicência, e comportamento pessoal, especialmente em relação às mulheres. E na Regra Décima-Primeira, Wesley, sempre atento à sua comissão evangélica, instruiu seus ajudadores, com respeito à principal tarefa deles: “Terem nada mais a fazer, do que salvar as almas. Portanto, gastar e serem gastos nesta obra. E seguirem sempre, não apenas até aqueles que necessitam de vocês, mas até aqueles que necessitam muito mais”. Como tais, esses ajudadores eram mensageiros extraordinários, cuja designação especial era colocar os ministérios ordinários em ação. Mas se eles eram mal sucedidos aqui, então, a tarefa deles era, pelo menos, apoiar a “falta de serviço em direção àqueles que pereciam por necessidade de conhecimento”. Eventualmente, o termo “ajudador” foi abandonado pela conferência, e ambos o pregador dentro do circuito e o líder administrativo do circuito eram referidos como assistentes. Oposição ao Ministério Leigo Não foi muito tempo depois que Wesley começou a empregar seus assistentes que um alarido e clamor surgiram em meio ao clero anglicano, com respeito a esta prática irregular. Duas principais objeções emergiram. A primeira concerne à posição desses ministros não ordenados, e a segunda vinculada à suposta ignorância deles. Com respeito à primeira responsabilidade, Wesley acreditou que ele tinha forte apoio bíblico para a distinção entre um papel profético extraordinário, que seria preenchido pelos leigos, e um sacerdotal ordinário, que era reservado para o ordenado. Assim, ele comenta, encima de Efésios 4:11 “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores”, como exemplo. Um profeta testifica das coisas vindouras; um evangelista das coisas passadas; e isto principalmente através da pregação do Evangelho, antes ou depois de algum dos apóstolos. Todos esses eram oficiais extraordinários: os ordinários eram alguns pastores - vigiais sobre seus diversos rebanhos; alguns, professores – se da mesma ordem ou de uma ordem inferior, para assisti-los, conforme requerido. Além disto, quando John Toppin, o cura de Allendale em Northumberland, ressentiu-se, com respeito à pregação e questionou em 1752, “se alguns membros ortodoxos da igreja de Cristo, alguma vez tomaram sobre eles o ofício público da pregação, sem a ordenação episcopal, e em que século”, Wesley referiu-se a ele, através da Bíblia e replicou: “Sim, muitos, depois da perseguição a Estevão, no próprio primeiro século, como você pode ler no oitavo capítulo de Atos 14”. Além das Escrituras, Wesley apelou para a tradição da Igreja da Inglaterra para apóia sua posição: “Igualmente em nossa própria Igreja, as pessoas podem ser autorizadas a pregar, sim, pode ser Doutores da Divindade, quem não é ordenado, afinal...”. De qualquer forma, tais práticas caíram largamente em desuso, na Igreja Hanoveriana. Na verdade, aqueles clérigos, que estavam ansiosos para se oporem à pregação leiga Metodista, poderiam encontrar, tão facilmente quanto Wesley, apoio para a posição deles na tradição Anglicana. Eles citaram o Artigo XXIII, dos trinta e nove Artigos da Religião: Não é ilícito a qualquer homem tomar sobre si o ofício da pregação pública, ou ministração dos Sacramentos na congregação, antes que ele seja legitimamente chamado, e enviado para executar o mesmo. E estes, nós devemos julgar legalmente chamados e enviados, que serão escolhidos e chamados esta obra, através de homens que têm autoridade pública dada a eles na congregação, para chamarem e enviarem Ministros para o vinhedo do Senhor. Wesley esta completamente consciente das provisões e exclusões deste artigo, decerto, e revelou seu julgamento dele, em uma carta a James Clark, em 1756: “Eu acredito que diversos que não são ordenados, de maneira episcopal, são, não obstante, chamados por Deus para pregar o evangelho. Ainda assim, eu não faço exceção ao 23º. Artigo, embora eu julgue que não existem casos isentos”. O último alicerce no qual Wesley apoiou o ministério extraordinário da pregação leiga foi aquele da experiência. Em uma carta pungente para Nicholas Norton, em 1756, o líder do avivamento Metodista revelou que ele tolerou a pregação leiga, devido à “absoluta necessidade dela”, e observou que se não fosse por este instrumento do ministério, “milhares de almas pereceriam eternamente”. Em outras palavras, Wesley, como um evangelista enérgico, simplesmente se recusou a assistir e vigiar a colheita espiritual da Inglaterra, podre no solo, por falta de trabalhadores. Tomando a ofensiva, e em uma disposição pragmática, ele estimulou seus detratores a considerarem a finalidade da ordem eclesiástica, afinal. “Não se trata de trazer as almas do poder de satanás, para Deus?”, ele questionou. “A ordenação, então”, ele continuou, “é tanto valorosa quanto ela responde à essas finalidades; e se ela não responde a elas, ela não tem valor”. Agora, no avivamento Metodista, Wesley empregou como seus pregadores, pessoas que anteriormente tinham sido pedreiros, ferreiros, carpinteiros e semelhantes. Isto, evidentemente, o colocou diante da segunda acusação de utilizar pregadores ignorantes e não cultos, para acompanhar uma tarefa mais adequada ao educado e distinto. Sem depreciar a importância do eficiente aprendizado, Wesley argumentou em seu Apelo Adicional que, em nenhuma parte, está escrito nas Escrituras, que Deus não poderá ou não fará uso de pessoas que carecem de grande aprendizado. Embora sem diversos dos dons naturais desfrutados pelo clero ordenado, os pregadores Metodistas, que Wesley manteve, foram supridos por Deus, com graça suficiente para a tarefa para a qual foram chamados. ”Deus deu sabedoria do alto para esses iletrados e ignorantes”, Wesley escreveu, “de maneira que a obra do Senhor prosperou nas mãos deles, e pecadores foram diariamente convertidos a Deus”. E. se houvesse ainda algumas dúvidas a respeito da conveniência do uso de tais pessoas iletradas para a tarefa do ministério, Wesley instigou o clero Anglicano a considerar o fruto produzido pelos seus pregadores: “Vocês condenarão tal Pregador, porque ele não tem aprendizado, ou não tem uma educação Universitária? E daí? Ele salva aqueles pecadores dos seus pecados, os quais o homem de aprendizado e educação não pode salvar”. MINISTÉRIO ORDINÁRIO A Igreja da Inglaterra reconheceu o ministério triplo dos diáconos, sacerdotes e bispos. Wesley escolheu referir-se aos três como diáconos, presbítero, e superintendentes, refletindo sua orientação funcional e bíblica. Concernente ao estágio de orientação inicial, aquele do diácono, o Livro de Oração Comum listou um número de responsabilidades: Concerne ao ofício de um Diácono, assistir ao presbítero no Serviço Divino, e especialmente, quando ele ministra a Comunhão santa, para ajudá-lo na distribuição dela, e ler e expor as santas Escrituras; instruir o jovem, e na ausência do presbítero, batizar. E, ademais, é seu ofício, procurar pelo doente, pobre e impotente, para que eles possam ser visitados e aliviados. Da passagem recém citada, é óbvio que os diáconos tinham um papel considerável a executar na Igreja Anglicana, já que eles administravam o batismo, assistiam o sacerdote na Ceia do Senhor, pregavam, ensinavam, e empreendiam obras de caridade e misericórdia. É interessante notar, no entanto, que, embora Wesley incluísse esta seleção no Serviço Dominical, ele não estava de acordo com sua Igreja, concernente ao número de obrigações que necessariamente pertenciam ao ofício dos diáconos. Com Wesley, o ofício era grandemente circunscrito, e era essencialmente limitado para o serviço, junto ao retrato bíblico dos diáconos. Em um comentário sobre Atos 6:2 (“E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas”), ele estabeleceu sua posição: Na primeira Igreja, a ocupação primária dos apóstolos, evangelistas, e bispos, era pregar a palavra de Deus; a segunda, ter um tipo de cuidado paternal, com respeito à alimentação, principalmente do pobre, estrangeiros, e viúvas. Mais tarde, os diáconos de ambos os sexos eram constituídos para esta primeira ocupação. E qualquer que fosse o tempo de sobra desta tarefa, eles o empregavam nas obras de misericórdia espiritual. Mas o ofício apropriado deles era cuidar do pobre. E quando alguns deles mais tarde pregavam o Evangelho, eles faziam isto, não através da virtude do diaconato, mas de outra comissão, aquela dos evangelistas, que eles provavelmente receberam, não antes, mas depois que eles foram designados diáconos. Uma vez mais, a relutância de Wesley em associar a tarefa da pregação muito fortemente com o ofício do diácono, é provavelmente melhor entendida, com respeito às suas distinções entre profetas e sacerdotes, entre os ministérios extraordinários e ordinários. Wesley compreendeu que o julgamento do Livro de Oração Comum, concernente ao ofício de diácono, prontamente seria usado para criticar seu emprego de pregadores leigos. Sobre tal alicerce, seria argumentado que a pregação é um ministério ordenado que pertence, no mínimo, aos diáconos, e, é claro, aos presbíteros. Wesley, portanto, com algum suporte bíblico, escolheu ver o ofício diaconal mais amplamente, se não unicamente, com relação ao serviço, dissociando dele as outras responsabilidades enumeradas na descrição Anglicana. Agora, quando este papel reduzido é efetuado em um contexto, em que as pessoas leigas já estão executando muito do serviço diaconal, no Metodismo, como “mordomos”, torna-se aparente que o ofício especial dos diáconos ordenados, quando distinguidos de ambos o pessoal leigo e presbíteros, tinha, para todos os propósitos práticos, se desligado do Metodismo Britânico primitivo. Tal conclusão é substanciada, mais além, pela tendência de Wesley de ordenar pessoas para o presbitério, logo depois da ordenação deles ao diaconato, uma atividade que revela “a pouca importância atribuída por [ele], à ordem de ‘diácono’, no ministério ordenado”. Presbíteros Wesley manteve a noção de um sacerdócio ordenado, exterior, através de Cristo, e entendeu este ofício mais largamente, como algo representativo, como oposto a um papel mediador, e isto explica, em parte, sua preferência pelo título de "presbítero" ao de "sacerdote". Em outras palavras, embora Wesley ensinasse que os sacerdotes são os principais mordomos dos mistérios de Deus; ele não acreditava que eles são os mediadores de um relacionamento divino/humano, porque todos os crentes compartilham de um sacerdócio comum em Jesus Cristo, quem somente é o verdadeiro mediador. Em vez disto, os sacerdotes devem ser considerados como embaixadores, como representativos do reino justo de Deus, que eles anunciam, através da pregação e sacramento. A Ordenação, portanto, é a instituição divina, estabelecida por Cristo, mas, nem é um sacramento, como Roma tem argumentado, nem transmite qualquer graça especial. Em outro sentido, Wesley definiu a ordenação para as ordens de presbítero simplesmente como um chamado exterior e humano, para servir a igreja, através da pregação e sacramento, que, na melhor das circunstâncias, é precedido por um chamado interior divino. Mas, se qualquer um dos dois chamados estivesse faltando, Wesley preferia que ele fosse o exterior, e não o chamado interior. Na verdade, quando quer que a escolha fosse entre a natureza ou a graça, Wesley sempre escolhia a última. Ele escreveu: “Eu me regozijo de que eu seja chamado para pregar o evangelho, tanto por Deus, quanto pelo homem. Ainda assim, eu reconheço que eu preferiria ter o divino, sem o humano, do que o humano, sem o divino”. E em 1755, em uma carta a Samuel Walker, Wesley lamentou o fato de que muitos no ministério da Igreja Anglicana haviam recebido um chamado humano, mas não um chamado divino, porque “Deus não os tem enviado para ministrarem”. 1. Qualificações para o Ministério Além de um chamado para o ministério, Wesley recomendava um número de qualidades para os presbíteros, com o objetivo de que eles pudessem estar completamente equipados para as incumbências do serviço deles. Essas qualidades caem, basicamente, em três grupos maiores: aqueles da graça, aqueles da natureza, e aqueles adquiridos. Mas Wesley deixou pouca dúvida, quanto que grupo de qualidades ele considerava mais importante, no ministério proveitoso, especialmente quando ele escreveu a Samuel Furly, em 1756. “A graça e dons sobrenaturais são noventa e nove parte em cem. Conhecimento adquirido pode, então, ter seu lugar”. Continuando nesta linha, em suas Notas sobre I Corintios 3:8 “Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho”.; ele observou: Os ministros são ainda meramente instrumentos nas mãos de Deus, e dependem tão inteiramente quanto sempre das bênçãos dele, para permitir o crescimento dos trabalhos deles. Sem isto, eles são nada; com isto, a parte deles é tão pequena, que eles dificilmente merecem ser mencionados. Todavia, Wesley gastou uma boa porção de tinta sobre as aptidões naturais e adquiridas em sua peça, “Um Discurso ao Clero”. Concernente às aptidões naturais, Wesley afirmou que um ministro deveria ter um bom entendimento, um profundo julgamento, uma capacidade de raciocinar, disposição e prontidão de pensamento, e uma boa memória. As aptidões adquiridas, por outro lado, devem incluir um conhecimento de tudo que se segue: o próprio ofício, as Escrituras, Grego e Hebraico, História profana, as ciências, os Antepassados da Igreja, e o mundo. Além disto, este conhecimento deveria ser suplementado pela prudência, bom-senso, e boas maneiras. Não resta dúvida de que o “Discurso” de Wesley ficou conhecido fora dos círculos Metodistas, e diversos de seus oponentes logo reivindicaram uma discrepância entre os padrões elevados expressos nesta obra, e a realidade de um movimento estimulado, em grande medida, através do ministério leigo. Wesley respondeu a este criticismo, traçando uma distinção entre a expediência e a necessidade em uma carta a Robert Marsden, data de 31 de Agosto de 1756. Um leitor cuidadoso do Discurso pode possivelmente pensar: que eu “Torno necessário para um ministro ter muito aprendizado”, e, por esta razão, imaginar que ajo inconsistentemente, uma vez que muitos de nossos pregadores não têm instrução, afinal. Mas a resposta é fácil. Eu não faço qualquer aprendizado necessário, até mesmo para um ministro, a não ser o conhecimento das Escrituras, embora muitos ramos de aprendizado sejam altamente expediente para ele. Esta controvérsia tornou-se pública novamente quando Wesley defendeu a ordem ministerial Metodista ao Dr. Rutherforth, em 1768. A correspondência de Wesley para com esses dois ministros é digna de nota, porque revela alguma coisa de sua orientação teológica ao ministro em geral, para que ele tivesse, em todos os tempos, as finalidades e propósitos de tal ministério em vista. Ao Dr. Lowth, por exemplo, Bispo de Londres, que teve grande deleite em ser extremamente exigente, com relação aos candidatos ministeriais, Wesley manteve que ele, de maneira alguma, menosprezou a instrução, mas perguntou: “O que é isto, especialmente em um ministro cristão, se comparado com a piedade?”. E em algum outro lugar, Wesley escreveu: “Uma onça de amor vale uma libra de conhecimento”. O ataque evangélico de Wesley é aparente nestas respostas, porque, de acordo com ele, a fé verdadeira, o amor a Deus e ao próximo, e o zelo ardente são ingredientes necessários e suficientes para um ministério frutífero. Por outro lado, o conhecimento de línguas antigas, ou de artes e ciências, enquanto expediente, nem é necessário, nem é suficiente para a promoção do Reino de Deus. Este último ponto corrobora com a observação preferivelmente mordaz de Wesley ao Dr. Lowth, de que, embora o bispo tivesse enviado ministros à América que conheciam alguma coisa de Grego e Latim , eles “não” sabiam “mais de salvar almas do que de caçar baleias”. Por toda sua extensa carreira, Wesley viu um clero ordenado, educado, operando sob os auspícios da Igreja da Inglaterra, alguns dos quais, estavam espiritualmente mortos, enquanto ainda outros eram pecaminosos completos. Eles nem pregavam as doutrinas contidas nos Artigos Anglicanos, nem praticavam a santidade, e ainda assim, eles tinham todos os ornamentos formais do ministério. Para tornar certo de que este tipo de ministro não emergisse dentro do movimento Metodismo, Wesley exercitou a disciplina. Em uma “Carta para o Clero Evangélico”, em 1764, ele especificou um número de doutrinas essenciais, tais como o pecado original, justificação pela fé, e santidade de coração e vida, com o qual, todo o clero que estava associado a ele deveria concordar. Claramente, que esta não foi uma tentativa da parte de Wesley de reprimir a discussão teológica, ou suprimir as várias opiniões e interpretações, porque o mesmo espírito conciliador que caracterizou seu sermão “O Espírito Universal”, estava presente nesta carta também. Mas, por outro lado, Wesley simplesmente não desejava ver o movimento Metodista cair em um latitudinarismo [Sistema teológico do século XVII na Inglaterra, que advogava a tolerância quanto a variações não essenciais de doutrinas.], que diluiria o coração do evangelho, e com isto a própria razão do Metodismo existir, ou seja: “Pregar a Santidade Bíblica, por toda a terra”. E ao refletir a respeito da identidade do Ministro evangélico, Wesley escreveu: “Quem, então, é tal? Que é um Ministro Evangélico, no completo sentido bíblico da palavra? Ele, e ele apenas, de qualquer denominação, que declare o todo do conselho de Deus; que pregue o todo do evangelho, mesmo a justificação e santificação, preparatória para a glória... esses apenas são, no sentido completo, Ministros evangélicos que proclamam a ‘grande salvação’; ou seja, a salvação de todo pecado (interior e exterior), em ‘toda a mente que estava em Cristo; ..’”. 2. A Tarefa Ministerial Quando da primeira Conferência Metodista, Wesley declarou que o maior propósito para a chamada foi “considerar como nós poderíamos proceder para salvar nossas próprias almas e as daqueles que nos ouvem”. E nas deliberações desta mesma conferência, foi perguntado: “Qual é o ofício de um Ministro cristão?”. Para a qual foi respondido: “É aquele do vigiar as almas, como quem deve prestar contas delas”. Sem dúvida, Wesley nunca se separou desta concepção evangélica da tarefa ministerial, nem ele foi impedido, pela linguagem do “salvar as almas”. Na verdade, tal linguagem pode ser encontrada em quase qualquer período de seu ministério. Em uma carta para seu irmão, Charles, em 1772, por exemplo, John refletiu de volta no tempo, quando ambos aceitaram as ordenações sacerdotais, e observou que a principal tarefa do ministério, então, era como é agora, “salvar almas”. Mas exatamente o que significou salvar as almas, de acordo com Wesley? Não foi uma obra do depois, concernente apenas à pós-vida, nem foi uma questão impraticável. Ao contrário, foi a árdua e verdadeira obra do resgatar pessoas da morte do pecado, e recuperá-las para a vida com Deus. Além disto, Wesley expressou esta tarefa mais importante, positivamente e negativamente. Positivamente, salvar uma alma era conduzi-la para o evangelho, através do qual, o amor a Deus e ao próximo poderia ser restabelecido no coração, através da fé. Negativamente, ela vinculava o quebrar o jugo do pecado, liberdade de seu poder e sentimento de culpa, e de tudo que reprimia a habilidade de amar. Na verdade, Wesley sabia muito bem, tanto que a maior de todas as escravidões era a escravidão do pecado, quanto que a maior de todas as liberdades era a liberdade de caminhar no amor a Deus, sem culpa. Para esta tarefa, e para esta tarefa proeminentemente, ele confiou seus ministros, como evidenciado em seu Apelo Adicional: “Buscar e salvar aquele que está perdido; trazer as almas do poder de satanás para Deus; instruir o ignorante; recuperar o pecaminoso; convencer o contraditor; dirigir os pés deles no caminho da paz e, então, mantê-los nisto, segui-los, passo a passo, a fim de que não se desviem do caminho, e aconselhá-los em suas dúvidas e tentações; erguer aqueles que caem; administrar as diversas ajudas, conforme a variedade de situações requer, de acordo com suas diversas necessidades: Essas são partes de nosso ofício...”. Tão enfático, era Wesley neste motivo, que ele corajosamente afirmava em todo lugar que os verdadeiros ministros evangélicos eram aqueles que salvavam almas da morte, e que, se eles falhassem em assim fazerem, então, o que quer mais que eles pudessem ser, eles não eram ministros de Cristo. Sob este aspecto, não é surpresa aprender que Wesley não olhou favoravelmente para a prática de pregar políticas do púlpito, exceto, é claro, se vinculados uma refutação daqueles ministros que tivessem falado mal do rei. O dever principal e constante de um ministro cristão, uma vez mais, não era engajar-se em discussões políticas que produziam várias facções, todas elas reivindicando estarem com a razão, mas “pregar Jesus Cristo, e ele crucificado”. Muito interessante é que o estilo ministerial de Wesley e o valor que ele colocava junto às diversas tarefas do ministério, são, talvez, melhor representados em seu sermão, “Sobre Visitar o Doente”. Quanto ao método geral de tratar o doente, Wesley aconselhava que alguém pudesse começar com sua condição exterior, e determinar se eles tinham o necessário da vida; tal como suficiente alimento, vestimenta, e combustível, e depois disto, inquirir se eles tinham amplo cuidado de enfermagem, e informação médica razoável. Uma vez, perguntas foram feitas, concernente aos seus corpos, então Wesley escreveu: “Vocês podem inquirir, concernente às suas almas”. Os pequenos trabalhos de amor apresentados para o corpo, Wesley argumentou, têm pavimentado o caminho “para coisa de maior importância”; em outras palavras, para uma verificação dos assuntos espirituais. Atender às necessidades físicas e temporais do doente e pobre, portanto, tem prioridade cronológica sobre as preocupações espirituais, mas não prioridade de valorização. Um erro frequentemente cometido no ministério, e que Wesley claramente evitava é concluir que o ministério que é primeiro no tempo, pela necessidade, é também primeiro na classificação. 3. Dois Livros Que Fizeram uma Diferença Deveria ser aparente, por agora, que o conceito de Wesley do papel dos presbíteros era amplo e extensivo, especialmente, quando comparado com o de diáconos. Os presbíteros não apenas poderiam pregar, ensinar, e aconselhar, mas poderiam também administrar os sacramentos. Mas o ofício do presbítero ficou ainda ampliado, pelo menos, na mente de Wesley, depois que ele leu dois livros significativos sobre o governo da igreja. O primeiro livro, escrito pelo Lorde Peter King, teve o titulo, um tanto longo, Uma Averiguação dentro da Constituição, Disciplina, Unidade e Adoração da Igreja Primitiva, e foi publicado em 1691. Nesta obra, que Wesley leu em 1746, King advogou a idéia de que no início da igreja, o ofício dos presbíteros e bispos era da mesma ordem, embora diferente em grau. Isto significou, é claro, que os presbíteros tiveram o mesmo direito de ordenar, como os bispos faziam; uma observação que não escapou de Wesley. Assim ele escreveu sua carta para “Nossos irmãos na América”, em 1784: “O Relato do Lorde King da Igreja Primitiva convenceu-me, muitos anos atrás, que os bispos e presbíteros são da mesma ordem, e, consequentemente têm o mesmo direito para ordenarem”. O segundo livro que alterou um pouco as idéias de Wesley, concernentes à ordem e governo ministerial foi o Irenicon [uma proposição, ou artifício, para assegurar a paz, especialmente na Igreja], escrito em 1659, por Edward Stillingfleet, o Bispo de Worchester. Tendo em mente a reconciliação dos Episcopais e Presbiterianos de seu tempo, Stillingfleet tocou alguns dos mesmos temas, como King, mas notavelmente na noção de que na igreja primitiva, os bispos e presbíteros eram essencialmente a mesma coisa. Mas ele, então, prosseguiu para negar que Cristo tivesse prescrito ou sancionado alguma forma especial de governo da igreja, e Stinlligfleet, nisto, repudiou a noção de que a forma episcopal do governo da igreja tem sido divinamente sancionada. Wesley leu a obra em 1755, e não muito tempo depois, escreveu a James Clark, o seguinte: “Quanto ao meu próprio julgamento, eu ainda acredito que ‘a forma Episcopal do governo da Igreja seja tanto bíblica quanto apostólica’: Isto é, concordante com a prática e os escritos dos Apóstolos. Mas de que ela é prescrita nas Escrituras, eu não acredito. Esta opinião (que eu uma vez calorosamente expus), eu tenho me sentido completamente envergonhado, desde que li o Irenicon do Dr. Stillingfleet. Eu penso que ele tem provado, de maneira incontestável, que nem Cristo, ou Seus Apóstolos prescreveram alguma forma especial de governo da Igreja, e que o argumento para o direito divino do Episcopado nunca foi ouvido na Igreja primitiva”. Ambas as obras de King e Stillingfleet são especialmente relevantes, porque elas dispõem a direção geral que John Wesley estava movido, ao considerar quais precisamente eram as prerrogativas de um presbítero ordenado. Por volta do ano de 1755, Wesley chegou a imaginar que praticamente não havia ministério na igreja que pudesse negar o presbítero nos fundamentos bíblicos. Ainda assim, Wesley esteve relutante em agir com seu novo entendimento, porque ele sabia que tais visões não eram amplamente aceitas na Igreja Anglicana. Bispos: Wesley como Epíscopo Bíblico Embora Wesley tivesse pouca escolha a não ser agir, em 1789, ele pediu ao Dr. Lowth, Bispo de Londres, para ordenar pessoas adequadas para o ministério na América, mas o Bispo se recusou. Wesley, então, procedeu cautelosamente, sempre preocupado com o que pudesse causar uma brecha irreparável com a Igreja, mas, a esta altura, seus escrúpulos estavam no fim. Ele se permitiu a completa liberdade de designar e enviar trabalhadores para a colheita. O Sr. Whatcoat e o Sr. Vasey foram assim ordenados, para ministrarem na América, em 1º. de Setembro de 1784, e a respeito deste evento, Wesley escreveu: “Por julgar que este é um caso de real necessidade, eu dei um passo que, pela paz e tranqüilidade, eu tenho me refreado de tomar, por muitos anos. Eu exerci aquele poder que eu estou completamente persuadido, o grande Pastor e Bispo da igreja me concedeu”. Mas as ordenações não pararam aqui. As comportas foram abertas, e a inundação estava prestes a adentrar. No ano seguinte, em 1785, Wesley viu adequado ordenar John Pawson, Thomas Hanby, e Joseph Taylor para ministros na Escócia. E, em 1786, ele ordenou Wiffiam Warrener para Antiqua, e William Hanimet para Newfoundland. Wesley justificou essas ordenações posteriores, nas seguintes palavras: “O que quer que seja feito, quer na América ou Escócia, não é separação da Igreja da Inglaterra. Eu não me preocupo com isto: Eu tenho muitas objeções contra esta idéia. Este é um caso totalmente diferente”. Finalmente, em 1788, depois da morte de seu irmão Charles, John atravessou o Rubicon e ordenou Alexander Mather para ministro para a própria Inglaterra. Mas, até mesmo aqui, Wesley se recusou a considerar esta ação, como uma violação das normas eclesiásticas da Igreja da Inglaterra, e por volta deste ano, após este evento, em Dezembro de 1789, ele afirmou: “Eu nunca tive qualquer desígnio de me separar da Igreja, e não tenho tal desígnio agora. Eu não acredito que os Metodistas em geral desejem isto, quando eu não for mais visto. Eu faço e farei tudo que estiver em meu poder para impedir tal evento... eu declaro, uma vez mais, que eu vivo e morro um membro da Igreja da Inglaterra; e que ninguém que respeite meu julgamento ou conselho, irá se separar dela algum dia”. Não surpreendentemente depois dessas ordenações, diversos oponentes de Wesley clamaram que ele estava sendo grosseiramente inconsistente, porque, por um lado, ele proclamava fidelidade para com a Igreja da Inglaterra, e, por outro, ele sentia liberdade para violar o sentido de ordem eclesiástica dela, onde quer que fosse adequado aos seus propósitos. Claramente, nem os Artigos da Religião, nem o Livro Comum de Oração poderiam ser usados para apoiarem ou legitimarem a ordenação de Mather. No entanto, a resposta de Wesley a tais acusações revelou os três maiores princípios que informaram seus procedimentos eclesiásticos por mais de cinqüenta anos. O primeiro de todos, e o mais importante: ele não faria nada sem garantia bíblica. Segundo, ele se recusava a se separar da Igreja da Inglaterra, a despeito do encorajamento de vários setores para que assim fizesse. E, terceiro, ele sentiu grande liberdade para utilizar, o que alguns julgaram métodos “não ortodoxos” no ministério, quando quer que a necessidade exigisse. Wesley teria sido não convencional, mas certamente ele não foi inconsistente. Além disto, em uma carta ao seu irmão, em 1785, depois que as ordenações americanas aconteceram, John Wesley argumentou veementemente que ele era um “epíscopo bíblico”, como muitas pessoas na Inglaterra, ou na Europa. Wesley acreditou que como presbítero na Igreja da Inglaterra se deparou com as necessidades de um ministério próspero, e ele tinha a obrigação; na verdade, o direito de indicar trabalhadores para a colheita. Este direito, aos olhos de Wesley, surgiu não apenas de uma consideração da visão do Novo Testamento das prerrogativas de um presbítero, que King e Stillingfleet o ajudaram a ver mais claramente, mas também de seu forte senso de dever em promover o reino de Deus. Observe uma vez mais que esta orientação normativa das Escrituras, mais os requerimentos do ministério que deram ao ofício seu contorno especial. Como observado antes, esta combinação das Escrituras e experiência conduziram a um papel reduzido dos diáconos, mas aqui neste presente contexto resulta em um papel ampliado para os presbíteros. A diferença é importante. Se a Igreja Anglicana não reconheceria este bispo, no meio deles, nem seus ministros leigos, o tempo e a circunstância o fariam. De certa forma, o próprio avivamento ditou o papel que Wesley e seus pregadores tiveram que executar. Sem dúvida, ele funcionou como bispo, e exerceu muito dos papeis que os bispos exercem, mas recebeu pouco crédito ou apoio de sua Igreja. Sua autoridade, portanto, foi conquistada, não atribuída; merecida, embora não conferida. CONCLUSÃO À luz do precedente, fica evidente que existiram duas concepções rivais do ministério e do ofício ministerial Um é bíblico, funcional e atento ao fruto, enquanto o outro é autoritário, tradicional e atento às credenciais. No primeiro, a própria missão define o ofício a certo grau, mas no último, a tradição e a hierarquia determinam e legitimam o ofício. O gênio administrativo e ministerial de Wesley, portanto, se encontra no fato de que ele manteve ambos os modelos em tensão, aquele de uma concepção tradicional, quando aderido pela Igreja da Inglaterra, e aquela concepção funcional, baseada biblicamente, e orientada teologicamente, quando utilizada pelos Metodistas. Quando Wesley compreendeu que ele havia falhado em buscar apoio suficiente dentro de sua própria Igreja, ele empreendeu a tarefa de desenvolver uma infra-estrutura ministerial que poderia sustentar o despertar que estava arrebatando todas as Ilhas Britânicas. Sua concepção do ofício ministerial, portanto, foi muito mais uma tarefa orientada, e alguns poderiam até mesmo argumentar, pragmática. E foi precisamente esta “estrutura moderna”, com as pregações leigas dela, que diminuiu o papel para os diáconos ordenados, e vastamente aumentou o papel para os presbíteros, e bispos bíblicos, o que causou muita da oposição ao Metodismo. Entretanto, isto não sugere que Wesley foi um utilitário ministerial, indiferente às várias formas em sua preocupação a respeito das finalidades ou metas do ministério. Argumentar assim, é distorcer sua postura teológica básica. Quer Wesley considerou o papel de assistentes leigos, diáconos, ou presbíteros, ele sempre teve grande cuidado em determinar, primeiro de tudo, como a Bíblia considerou esses ofícios, e então, e apenas até então, ele sentiria liberdade para transgredir a tradição religiosa, se necessário. No quadrilátero Wesleyano, como Alan Coppedge tem assim observado, os componentes das Escrituras, razão, tradição e experiência não são igualmente pesados; os primeiros tomam a primazia. Não se trata, portanto, de um assunto de expediente ministerial, afinal, embora pudesse inicialmente parecer que sim. Na verdade, o sistema de Wesley pareceu ser tão novo, precisamente porque era tão velho, reflexivo do Cristianismo primitivo. O Metodismo não foi o verdadeiro inovador aqui, mas, antes a Igreja da Inglaterra. Pego entre o cerimonial eclesiástico, e o dever da pregação do evangelho, tão extensamente quanto possível, Wesley executou uma ação equilibrada por muitos anos Mas, quando finalmente forçado a decidir, e Wesley estava, afinal, muito relutante em fazer isto, ele preferiu salvar almas, até mesmo, através do que pareceu aos outros serem meios não ortodoxos, acima da obediência, ao que ele veio a acreditar foi também uma ordem eclesiástica humana; “Dê-me centenas de pregadores que nada temem, a não ser o pecado, e desejem nada mais, a não ser Deus”, ele trovejou em seus últimos anos, “e eu não me importo a mínima, se eles são clérigos ou leigos, tais somente estremecerão os portões do inferno e estabelecerão o reino dos céus na terra”. Tradução: Izilda Bella ./0@B£ Ôã&;…ö¡ÀÐÒôõŽdu{‰v·3N!ªðÑÓ ! < @ p t ˜ ‹!Œ!!íÝÊ»·³®¦»ž»ž»ž»ž»š»•žž»ž»ž»ž»žÂ»ž»ž»‰»Â»Â»Â»‰…}hôn°mH sH hôn°hÃeDhÌQDhüð6 h×û6h×ûhÌQDhÃeD6h '&hÃeD5 h '&5h '&h‰R„ hÌQDhÃeDhÌQDhÃeD5$h54çhÔ)£5B*OJQJ^JphÿhÃeD5B*OJQJ^Jphÿ$h54çhÃeD5B*OJQJ^Jphÿ1/0@Aâã2323LMÒÓ™ š ‹!Œ!÷÷÷ïïçÜïÐÐÐÐÐÐÐïïÄÄÄïï $„Ä`„Äa$gdÃeD $„Á`„Áa$gdÃeD $ & Fa$gd '&$a$gd '&$a$gdÃeD$a$gdÃeDê¤þ!˜!§!¸!þ!""ƒ"¹"º"ç"$#%#Ã#$.$8$Ê$é$1%S%Æ%Ï%Ð%Ñ%B'N'O'P'É'Ê'5)_)ï)Š*Á*5+<+B+¥+>,¯,°,Ë,Î,ï,ñ,ù,--!-#-U-d-p-•-Q/î/×0Ð1ë1ùõùñíèãèãèñõñèñèñÞñÚñÚñÚñÒÞèÊèñÆñèñè¿èñè¸Æ¸Æ¸Æ±Æ¸ñÆñª¢ªñž™ž™ heC6heCh}Xhôn°5 h}Xhôn° hH/hö/ hH/hôn° hôn°56hö/h¿bhôn°6hù#5hôn°5h‡;ô hôn°5 h54ç6 hôn°6h*Rhôn°h54ç hš hôn°<Œ!È$É$ç$è$Û'Ü'j)k)@+A+<,=,š-›-Q/R/Õ0Ö0„4…4ð9ñ9::d;÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷ïïïïïïï䨨 $„Ä`„Äa$gdeC $ & Fa$gdeC$a$gdeC$a$gdôn°ë1-2Y2œ3ß3ð344†46,67‚7À7Ò7?89ð9ñ9::ã: <ª<Û<Ü<Þ< =¦>Å>e?o?p?ì?í?Ø@Û@éBêB=FCF˜F£FdGmG(H‚H…H‘H}I‰IIœILLÅMü÷ü÷ü÷ü÷ü÷ü÷ïèïèïèàüèüÜüèÕÎüÊüÅ÷½÷ü¹üµ®Ü®¦®Ü®¦®žš“š“šž® h396]h39hS=h s5hS=h s6 hS=h shôn°h¯Bæh_ÅheC6 heC5hCpÈ h¤ÂheC heCheCh shZ|£heC5 hZ|£heChZ|£heC6 heC6heC7d;e;Ü<Ý< @@éBêB‚H„H‘H’HL LÅOÆOéOêOSS-T.TóóëëëëãÛÛÛÛÏÛÛÛû»»»»$a$gd©[ $„Ä`„Äa$gd©[ $„Ä`„Äa$gd39$a$gd s$a$gdÃeD$a$gdeC $„Ä`„Äa$gdeCÅMÆMNãN˜OÅOÆOëOêQ]RŠRšR›RÝRÿR“T©TµVÑVÛVzX|X}X”XœX·X¾X¿XÅXäXåXúXYYŽYß[ò[¤\÷\ ]T]£_¨_°_à_â_ã_ä_µ`¶`çaùòêæáÜ×ÓÜÓ×ÜËÜÓÜÓÇÂÇ»´­¥­Ç­Â–ǖÇÇÂÇÂÇÂÇÂÇæ‹„‹ h'·h3}h3} hâ)hùyÚ hï ^hùyÚhï ^hùyÚ6h]ƒhùyÚ6 h]ƒhùyÚ hùyÚhùyÚ hhhùyÚ hùyÚ6hùyÚhDM·h©[6h©[ h©[5 h©[6 h s6h shS=h s6 hS=h s hS=h©[2.TµV¶V{X|XIZJZã_ä_daea´eµeg‘g©gªgkko oqqúsûs¾x÷ïïïïïïçÛÛÛÛÛÛÛÛÛÛÛÛÛÛÛÛÛ $„Ä`„Äa$gd3}$a$gdÃeD$a$gdùyÚ$a$gd©[çab°cÆcXdÑd3eceµeáeŽgg‘gªgôg hvh³hÝhÞhúhûhii!i5i;i>i¼iÏiÞjñjõjújkkk÷nooo o qqÎsøs¨tÂtZv[vvóvw½x¾x¿xúöúöïöúöçúàöØÑöúöúÑÊÂúÂúÂúÂöúö»ö»ö»úö³ö«ö£úöúöúöú›öúö”ö hr]õh3}hr]õh3}6h\Êh3}6h3}h3}6h{Gkh3}6 hK>øh3}hPPh3}6 hPPh3} hQÐh3}h3}h3}5 hERh3}hERh3}6 h'·h3}h3} h3}67¾x¿xéxêxŽ}}Ú€Û€`ƒaƒs…t…š…›…÷‡ø‡üˆýˆˆŠ‰Š[‹\‹ÅŒÆŒjŽk޾’÷ïïïïïïïïï÷ççççççççççççççç$a$gdW H$a$gdù`$a$gdÃeD¿xÀxéxëxäz@{²|Ì|×|}û}~ـڀ܀Ibƒ<„s„€„£„t…u…„…™…š…›…œ…Ã…ù‡þˆŠŠ]‹ÇŒlŽÍ02?AKY˜(’7’½’¾’¿’À’øðëçâçâçâçâçÛÔÌâçÅçÅç½µ°µ©¢©ž™ž™ž™ž’ž’ž’ž‹ž™ž‹žƒhaflmH sH  h·Q´hW H hŸ6yhW H hW H6hW H hW HhW H h*2çhW H hOqñ5h*2çhW H5hW HmH sH  h*2çhù`hš3‘hù`6 hù`hù` hù¤hù` hù`6hù` hù`5h2 œhù`5hù`mH sH 0¾’¿’ã–ä–°˜±˜»˜¼˜a›b›è¡é¡Ò¤Ó¤ê¤÷ïïïïäïïïïïïß÷gdafl $ & Fa$gdafl$a$gdafl$a$gdÃeDÀ’Ú’Û’ã’U“i“±˜º˜»˜½˜gœ¥œ©œÏœè¡é¡ê¡«£¤6¤Ñ¤Ò¤Ó¤é¤ê¤ùõùõðõëãëõÜõÜõðõÕÎõðõðÆÎÂõh$)]h·3Ðhafl6 haflhafl h*J×hafl h:xUhaflh '&hafl5 hafl5 hafl6hafl hOU!hafl,1h°‚. °ÆA!°¥"°¥#‰$‰%°°Ä°Ä Ćœ@@ñÿ@ ÃeDNormalCJ_HaJmHsHtH>A@òÿ¡> Fonte parág. padrãoTióÿ³T  Tabela normalö4Ö l4Öaö ,kôÿÁ, Sem listaêœÂÿÿÿÿ/0@Aâã2 3 23LMÒÓ™š‹ŒÈÉçèÛÜj!k!@#A#<$=$š%›%Q'R'Õ(Ö(„,…,ð1ñ122d3e3Ü4Ý4 88é:ê:‚@„@‘@’@D DÅGÆGéGêGKK-L.LµN¶N{P|PIRJRãWäWdYeY´]µ]_‘_©_ª_ccg giiúkûk¾p¿pépêpŽuuÚxÛx`{a{s}t}š}›}÷øü€ý€ˆ‚‰‚[ƒ\ƒÅ„Æ„j†k†¾Š¿ŠãŽäް±»¼a“b“è™é™ÒœÓœìœ˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜ 0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜ 0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜ 0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€˜0€€0@AÈÉçè=$š%›%Q'2d3e3Ü4Ý4 88é:ê:‚@„@‘@D DéGêG{PdYeYiúkûk¾pÛx`{a{s}Æ„j†k†¾ŠãŽäް±»è™é™ÒœÓœìœKˆ00 ÔKˆ00 Kˆ00 €KÈ00KÈ00KÈ00@0KÈ00€Kˆ00ÈÍWKˆ00Kˆ00€€°˜KÈ00WKÈ00KÈ00š@0€€€KÈ00€Kˆ00Kˆ00€š0€€Kˆ00 Г¢Kˆ00 €KÈ00€Kˆ00Kˆ00Kˆ00KÈ00€KÈ00€KÈ00€KÈ00€KÈ00€Kˆ00 ”?Kˆ00Kˆ00š0€€Kˆ0#0$d±™Kˆ0#0€Kˆ0#0€š0€€Kˆ0'0(8¥?Kˆ0'0Kˆ0'0š0€€š@0€€š@0€€š@0€€š@0€€š@ 0€€Kˆ00Iˆ00˜0€€0 00!ë1ÅMça¿xÀ’ê¤SVXZ\^`Œ!d;.T¾x¾’ê¤TWY[]_ê¤U078?  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