Um metodista em destaque na mídia

 

 

Odilon Massolar Chaves - Pesquisa

 

Percival de Souza, jornalista investigativo, metodista da Lapa, foi destaque no caso Isabella e diversos outros casos políciais. Seus comentários na Rede Record sobre o caso foram altamente elogiados.Sua credibilidade, primeira mão nas informações e imparcialidade nos comentários têm sido destacados.

No Portal Rugido do Leão, o título do artigo diz tudo: "Caso Isabella: Neste momento a credibilidade da fonte é tudo".

O Portal comenta: "Nesse turbilhão de informações desencontradas no caso da morte da menina Isabella, que está mobilizando o País inteiro com vários disparates cometidos por apresentadores, repórteres e até mesmo emissoras de televisão, a experiência na cobertura de acontecimentos como este conta muito e alguns profissionais se destacam pela sobriedade, coerência, elegância e ponderação que levam a acertos na investigação. É o caso do veterano Percival de Souza.

O jornalista, especializado em assuntos policiais há algumas décadas, fez uma brilhante carreira no jornalismo impresso, principalmente na redação do Jornal da Tarde, do Grupo O Estado de São Paulo, e acabou sendo colhido pela televisão por sua extrema competência. Trabalhou alguns anos na Rede Globo de Televisão e já há muito tempo presta serviços à rede do bispo Edir Macedo. E em todos os telejornais e programas jornalísticos da emissora sempre dá o peso necessário, a base informativa para assuntos dessa natureza.

Em sua vasta carreira, acompanhou momentos semelhantes ao caso Isabella, como o caso da Rua Cuba, nos anos 80 e mais recentemente o crime da família Richthofen. Mas, neste caso de comoção nacional, sua participação sensata e sempre embasada em fontes com credibilidade tem sido fundamental para a Rede Record cobrir melhor esse assunto do que todas as suas concorrentes".(1)

Em sua edição de a 4 a 10 de maio, a Folha Universal dá destaque ao jornalista Percival com o título: "A notícia em Primeira Mão".

Na reportagem é dito que "desde que o caso Isabella mobilizou o País o jornalista Percival de Souza, de 65 anos, comentarista de segurança da Rede Record, tem sido um personagem onipresente nos telejornais da emissora. As análises dele são sempre embaladas por equilíbrio, isenção e por informações exclusivas, em dribles de craque na concorrência" (2)

Frases de Percival

 
 
 
E Darwin chorou
“A ignorância pode ser douta, e os bem-aventurados, simples”
 
Profetas do óbvio
“É óbvio que o salário do pecado é a morte e que o caminho estreito leva à salvação. Sejamos, pois, mensageiros de Deus e profetas do óbvio”
 
Receita de Vida
Ou extirpamos do nosso convívio as práticas que merecem condenação, ou não teremos condições de vencer os múltiplos inimigos que vivem a nos espreitar
 
Choque ético
“Até quando nós, cristãos, vamos permitir que posturas materialistas se sobreponham à autenticidade da Palavra? Que certos grupos e pessoas se aproximem mais do Código Penal do que da Bíblia?”
 
Amor e Ódio
“A Palavra ajuda-nos a decifrar e lutar contra o avanço da organização criminosa conhecida como PCC, que vem espalhando morte e terror”
 
O Ícaro de cada dia
Assim como Ícaro, que pôs sua confiança em cera que derrete, somos tentados a deixar a Deus, o único que pode nos fazer voar.
(3)

Seu trabalho

Percival de Souza nasceu em Brauna, SP, em 1943. Escritor e jornalista investigativo, especializou-se em assuntos criminais e de segurança pública.

"Foi um dos fundadores do Jornal da Tarde, onde trabalhou sob a censura instalada dentro da redação, durante o regime militar dos anos 70.

Durante essa época, cobriu as atividades do Esquadrão da Morte, temida organização marginal do regime militar, para o JT. Em razão desse trabalho, foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional. Mais tarde escreveu dois livros esclarecedores sobre o período da repressão: Autópsia do Medo, a biografia do delegado Sérgio Paranhos Fleury, e Eu, Cabo Anselmo, uma entrevista com o maior agente duplo a serviço do regime militar. Ganhou quatro prêmios Esso de Jornalismo por suas reportagens. Especializou-se em jornalismo investigativo e nas áreas de segurança e criminologia.

Recebeu pela Câmara Municipal de São Paulo o título de Cidadão Paulistano e a Menção Honrosa do 25º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos 2003, categoria “Livro de Reportagem”, com a obra "Narcoditadura – O caso de Tim Lopes”.

Escreve, esporadicamente, para alguns jornais e revistas semanais, além de trabalhar na TV como repórter e comentarista da área criminal. Seu último livro foi Narcoditadura, sobre o caso da morte do jornalista Tim Lopes, em junho de 2001.

Percival, palestrante bastante requisitado, também atua como Mediador em fóruns, congressos e debates.

Temas de Palestras:
Cultura e Sociedade/Comportamento
Economia e Política /Cenário Nacional
Segurança e Criminologia
Jornalismo Investigativo" (4)

Sobre o Jornalismo Investigativo

Numa reportagem, Percival explica sobre o jornalismo investigativo: “Jornalismo investigativo nada mais é do que a prática de desvendar mistérios e fatos ocultos do conhecimento público, como casos de corrupção, desvios de dinheiro, crimes e estelionatos. Esse trabalho é imprescindível para mudar e alertar a população, sobre diversos aspectos. Se não existisse esse ramo, muitas providências em nosso país não teriam sido tomadas, e só foram apresentadas após as denúncias da imprensa. Este jornalismo é fundamental. Ele precisa existir´, explica Percival.

Para realizar esse trabalho, existem, segundo ele, alguns aspectos que não podem ser esquecidos:

´O jornalista trabalha sozinho. Trata-se de algo solitário. Ele nem deve comentar o fato da apuração com colegas de redação, pois pode atrapalhar o andamento do trabalho. Quanto menos pessoas souberam sobre o seu trabalho, melhor será. São necessárias fontes, tem de se identificar e convencer a pessoa (ou pessoas) a falar sobre o assunto, em nome de um bem comum´.

A Segurança

Para se fazer esse tipo de reportagem, o jornalista precisa tomar alguns cuidados:

Em alguns momentos, são necessárias condições para que a integridade física do profissional não corra riscos. Já recebi algumas ameaças, não posso negar. Mas, faz parte´.

Cuidados com a informação

Ética, segundo Percival, é fundamental, em se tratando de coberturas como o caso da menina Isabella, no qual não existe conclusão e sim suspeitos do crime:

O jornalista está lá para mostrar os fatos, mas tudo com muita responsabilidade. Eu também sou comentarista, tenho que ter responsabilidade no que falo. Não sou teleguiado por ninguém. Sou apenas um portador dos fatos. De um lado tem advogado, promotor, polícia. Não importa. Não sou porta-voz da polícia, nem de ninguém. Se dou algo que um promotor não gosta, enfim, isso é problema dele.  Estou lá para dar a informação. Tenho que ter certeza do que estou fazendo´.

Caso Tim Lopes

Percival relembra a morte do jornalista Tim Lopes, que foi torturado e morto, em 2002, quando realizava matéria sobre os bailes funks dos subúrbios do Rio de Janeiro.

´Todos os profissionais ficaram extremamente assustados com tudo aquilo. E, depois disso, muitos carros das equipes começaram a ser blindados e, em alguns momentos, os jornalistas andam de coletes à prova de balas”. (5)

Caso Isabella

Ao longo da vida, Percival construiu uma rede de informantes em toda a hierarquia da polícia. No caso Isabella, ele teve acesso sozinho a laudos da policia durante mais de duas horas. Ele foi resgatado por uma viatura da policia, numa esquina de São Paulo, ficou deitado no banco de trás e foi conduzido até o distrito. Lá teve um tesouro de revelações. em primeira mão (6)

Este e outros fatos o colocam na linha de frente do jornalismo investigativo.

O metodista

Percival, filho de pais metodistas, foi membro do Conselho Diretor da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista e é membro atuante da Igreja Metodista em São Paulo.

Durante muitos anos, Percival foi o jornalista responsável do Expositor Cristão, órgão oficial da Igreja Metodista. Pertenceu ao Conselho Editorial do jornal metodista e teve uma coluna chamada "Plantão".

Sua irmã Léa é também jornalista e metodista.

Percival é ainda colunista da revista evangélica Eclésia.

 

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(1) http://www.portaldoleaolobo.com.br/int_rugido.asp?cod=84066

(2) Folha Universal, 4 a 10 de maio de 2008, p.24.

(3) http://www.gospelmagazine.com.br/colunistas-coluna.asp?cod_colunistas=7

(4)http://www.parlante.com.br/palestrasepalestrantes/palestrante.asp?c=81&nome=Percival_de_Souza

(5)www.gritodanacao.wordpress.com/

(6)Folha Universal, 4 a 10 de maio de 2008, p.24.