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O metodismo em Portugal, entre o liberalismo e conservadorismo
Pesquisa: Odilon Massolar Chaves Portugal, oficialmente República Portuguesa, é um país situado no sudoeste da Europa, cujo território se situa na zona ocidental da Península Ibérica e em arquipélagos no Atlântico Norte. Possui uma área total de 92.391 km²[ e é a nação mais ocidental do continente europeu. O território português é delimitado a Norte e a Leste pela Espanha e a Sul e Oeste pelo Oceano Atlântico, e compreende a parte continental e as regiões autônomas: os arquipélagos dos Açores e da Madeira.(1) População: 10.066.253 (Julho 2001 est.)(2) Vivem em Portugal perto de 550 mil imigrantes, o que representa aproximadamente 5% da população portuguesa, sendo a maioria oriunda do Brasil (66.700),(3) Em Portugal, 32% da população ativa vive no limiar da pobreza (4). A sociedade civil em Portugal tende a ser socialmente “conservadora". O metodismo A origem da Igreja Metodista em Portugal resultou do testemunho de dois leigos ingleses, Thomas Chegwin, em 1854, e James Cassels, dez anos mais tarde. Ambos foram responsáveis pela iniciação de pequenos grupos no estudo bíblico e na oração, adaptando o modelo criado por John Wesley no seu sistema de classes. Em 1868 foi construída a primeira capela Metodista em Vila Nova de Gaia, onde se celebraram os primeiros batismos infantis e cultos de Sagrada Comunhão. O crescimento do Metodismo, sob a liderança de Cassels, tornou-se evidente e sucessivos apelos foram dirigidos à Sociedade Missionária Metodista, de Londres, solicitando o envio de um missionário para orientar este trabalho. O pedido acabou por ser atendido e um jovem ministro, Robert Hawkey Moreton, foi enviado em 1871. Moreton era um homem prudente, que só recebia membros após um período de prova prolongada. Em poucos anos a Igreja Metodista edificava a Igreja Metodista do Mirante, o seu primeiro lugar de culto na cidade do Porto, e lançava a sua grande cruzada educacional contra a grande taxa de analfabetismo através da abertura de Escolas Primárias. Entretanto, foram-se afirmando os futuros líderes espirituais da Igreja, sendo o Dr. Alfredo Henriques da Silva, que sucedeu a Moreton, o mais destacado, tendo expandido a obra da Igreja ao longo dos anos mais favoráveis da I República. Entre 1920 e 1940, a Igreja Evangélica Metodista Portuguesa atravessou o seu período de expansão mais frutífero, recrutando membros de todas as classes sociais, aumentando o número das suas Escolas e confirmando-se como uma das mais dinâmicas e prestigiadas Igrejas Evangélicas do País. Durante esta era a Igreja editou várias publicações de boa qualidade espiritual e intelectual, a mais notável das quais foi o mensário "Portugal Evangélico", que é, ainda, a mais antiga publicação evangélica portuguesa em circulação. O isolamento criado pela Segunda Guerra Mundial, uma ditadura prolongada, a falta de continuidade de liderança quando Alfredo da Silva começou a envelhecer e o pequeno número de pastores, originaram uma crise de liderança, que o Sínodo procurou resolver pedindo uma vez mais, à Sociedade Missionária Metodista, apoio pastoral. Isto resultou no envio do Rev. Stanley G. Wood e, em 1954, do Rev. Albert Aspey, que durante 29 anos assumiu a liderança da Igreja. Ao longo deste tempo floresceram novas áreas de trabalho, o número de ministros aumentou, a Igreja envolveu-se no movimento ecumênico e, embora forçada a fechar as suas Escolas Primárias, reorientou os seus programas sociais, concentrando-os noutras áreas e tipos de serviço à comunidade, tais como projetos de apoio às crianças e aos idosos. Em 1984 a Igreja retornou à liderança nacional, quando o Rev. Ireneu da Silva Cunha foi eleito Superintendente-Geral e Presidente do Sínodo. No ano seguinte o Sínodo, numa reunião em Aveiro, tomou a decisão de que a Igreja devia preparar-se para a sua autonomia. Com a aproximação do 125º aniversário da chegada de Moreton ao Porto, e após uma consulta com a Sociedade Missionária Metodista, o Sínodo de 1994 deliberou redigir os necessários Estatutos e Regulamentos, e abordar a Conferência da Igreja Metodista da Grã-Bretanha com vista a assumir a autonomia como Igreja Evangélica Metodista em 1996. Chegou o tempo para a Igreja Evangélica Metodista Portuguesa entrar numa nova era na qual será responsável pelo seu próprio futuro, honrando sempre os valores do Evangelho e a influência da visão dos seus prévios dirigentes.(5) Sobre os templos “Em Portugal, os metodistas optaram por construir templos, ao contrário de outras confissões, que se reuniam em casa ou espaços adaptados. A igreja metodista de Aveiro foi construída com dinheiros vindos de pessoas de outras comunidades, principalmente do Porto. Foi dos primeiros edifícios da Rua Oudinot. Houve alguma desconsideração – ou talvez antes falta de cuidado – ao deixarem outros edifícios encostados à igreja.
(...)Temos muitos testemunhos de católicos que dizem que aprenderam o Credo dos
Apóstolos ao lerem a fachada da nossa igreja”. Igreja metodista atual O metodismo em Portugal tem cerca de 2 mil membros.(7) É uma Igreja com posições sociais liberais. Posição sobre o aborto A Igreja Metodista portuguesa admitiu que os seus membros votassem "Sim" no referendo sobre o aborto que se realizou em Portugal, desde que essa fosse uma opção "tomada em liberdade informada". A Igreja Católica foi contra. O referendo foi aprovado por 59, 25% dos votos, em 11 de fevereiro de 2007. A pergunta do referendo foi: "Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?». No artigo 39 do Estatuto da Igreja Metodista diz: "Não se deve pois falar de homicídio ou assassínio, quando nos referimos a um aborto dentro do prazo proposto. O feto não é pessoa. É dependente da mãe nas primeiras 20 semanas e só é realmente viável (quando é) à 28ª semana. A animação ou vivificação dá-se quando se forma o córtex cerebral, por volta das 12 semanas, e há manifestações de atividade elétrica no cérebro.Despenalizar portanto o aborto até ao período de 10 semanas, parece-nos ser uma legislação que não contende com a consciência cristã, pois o feto não é uma criança nem um bebê."(8) Posição contra a guerra no Iraque A Igreja Metodista portuguesa enviou carta ao Primeiro Ministro, em 2002, tomando uma posição contrária à guerra do Iraque seguindo a direção do metodismo europeu: "(...) para além do pedido de empenhamento no assunto, com o objetivo de que seja dado um contributo para a paz, foi dito que todos temos consciência de que se a violência acontecer, todos nós podemos ser vítimas. Não é aceitável continuar a dar-se motivos, para que ações terroristas possam ter lugar, em qualquer parte do mundo. A violência procura atingir objetivos à custa do bem-estar do outro, e deste modo, semeia outros problemas e dificuldades. É preciso procurar-se a compreensão, o respeito, a partilha e a solidariedade. Não se pode perder de vista a nossa realidade, ou seja, todos nós constituímos a grande família humana. Já é tempo de sabermos cuidar uns dos outros, de tal forma que a vida seja uma alegria para todos e todas. E a paz precisa de uma oportunidade para poder ser uma realidade. A Igreja Metodista Portuguesa, junta-se a muitos e muitas que pedem a Deus, para que ajude a todos e todas que têm a responsabilidade de tomar decisões, a nunca esquecerem o respeito, a justiça e a solidariedade. Oramos para que o problema existente possa ser tratado, da forma que melhor sirva a causa da paz que beneficia tudo, todos e todas. “Felizes os que procuram a paz entre os homens, porque Deus lhes chamará seus filhos.” (9) Posição ecumênica Participa do Conselho Português de Igrejas Cristãs, que reúne as "três Igrejas sinodais - Presbiteriana, Episcopal e Metodista. O Conselho Português de Igrejas Cristãs reúne as "três Igrejas sinodais, I.L.C.A.E. (episcopaliana), I.E.P.P. (presbiteriana) e I.E.M.P. (metodista) desde 1971 e representa o setor protestante mais sintonizado com o movimento ecumênico internacional (está integrado no Conselho Mundial de Igrejas); entre as três denominações que o compõem, o C.O.P.I.C. representa pouco mais de setenta congregações, das quais cerca de metade são presbiterianas, um quarto metodistas e outro quarto episcopalianas – cada uma das três Igrejas tem uma unidade institucional nacional em que as várias congregações integram um corpo eclesial uno sujeito a um Sínodo que representa clérigos e leigos e elege o governo colegial da Igreja (daí a designação de “Igrejas sinodais”)". (10)
A religião em Portugal Os católicos em Portugal são 89,8% - 9,38 milhões. Incluindo os metodistas, episcopais e presbiterianos, segundo dados da Aliança Evangélica Portuguesa, existem cerca de 200 mil evangélicos em Portugal e 1500 locais de cultos (12). Entre os outros evangélicos, estão: Aliança Evangélica Portuguesa (A.E.P.) "Três dos maiores grupos denominacionais portugueses (Pentecostais, Batistas Comunhão de Igrejas dos irmãos de Portugal) integram a Aliança Evangélica Portuguesa (A.E.P.), cujos estatutos foram oficialmente reconhecidos em 1935, quando ainda era uma pequena associação de membros individuais (só após 1974, depois de uma “refundação”, se tornou representante de grupos denominacionais); em termos de relações internacionais, a A.E.P. está filiada na Aliança Evangélica Européia e na Aliança Evangélica Mundial, que são constituídas por grupos denominacionais congêneres. Entre as outras Igrejas, estão: A Igreja Evangélica Luterana Portuguesa (fundada em 1959 a partir do trabalho missionário de Rudolfo Hasse, tem apenas três congregações. União das Igrejas Evangélicas Congregacionais Portuguesas (dezoito congregações no centro e sul do País). Fora da A.E.P., além das duas denominações pentecostais já referidas, estão algumas centenas de congregações, das quais mais de cem pertencem à União Portuguesa dos Adventistas do Sétimo Dia e mais de cinco dezenas à Igreja Cristã Maná (denominação de origem portuguesa fundada em 1984 e dirigida pelo pastor Jorge Manuel Guerra Tadeu, é um dos grupos pentecostais mais bem sucedidos depois das Assembléias de Deus). Outros grupos religiosos são citados: As Testemunhas de Jeová reúnem hoje (segundo números por si fornecidos) cerca de cem mil fiéis em Portugal, dos quais metade serão membros ativos das comunidades locais; estas, cerca de 700 atualmente, estão presentes em praticamente todos os conselhos do continente e das regiões insulares. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que tem um trabalho missionário de cerca de 25 anos em Portugal, tem vindo também a implantar-se no País. No campo pentecostal, a Igreja Universal do Reino de Deus, de raiz brasileira, introduziu, mais recentemente, uma original evangelização de grande visibilidade, através de meios de comunicação audiovisual e grandes assembléias de fiéis, conseguindo um crescimento rápido e substancial" (13). Metodistas e presbiterianos caminham para a unidade "(...) No protestantismo português as Igrejas Metodista e Presbiteriana desempenham um papel pioneiro e de grande relevo em muitas áreas. O passado das duas denominações cruza-se muitas vezes, com excelentes contactos desde há 140 anos e com a partilha de Seminário, de pastores, de comunidades, do boletim “Portugal Evangélico” e muitos mais projetos e sonhos (...). Foi sendo sugerido que as duas Igrejas deveriam unir-se e formar uma igreja protestante portuguesa. Essa idéia foi crescendo, conheceu momentos de entusiasmo e de frieza, amadureceu com o movimento ecumênico, sobreviveu para lá das mudanças de líderes, manteve-se sempre na agenda, mesmo quando foi adiada. O assunto está de novo presente e as Comissões Executivas das duas Igrejas querem avançar mais um passo. Neste passo, procura-se dar continuidade à caminhada para a unidade das Igrejas, que seja aprovada por ambos os Sínodos, com o objetivo de se chegar a um Sínodo Unido. O modelo de unidade que propomos é muito particular e visa a unidade nacional das duas confissões. Não se trata de uma fusão, porque queremos manter as duas identidades; nem de um domínio, porque queremos caminhar par a par, como parceiros; nem a fundação de uma nova confissão ou entidade, pois continuamos a rever-nos como presbiterianos e metodistas. Preferimos falar em reunião, reunião das duas Igrejas nacionais, porque preconizamos uma unidade em constante diálogo e respeito pela diversidade. Metodistas e Presbiterianos são e continuarão a ser parte de duas grandes famílias da Igreja Cristã universal, a família Metodista e a família Reformada. Cada tradição partilha os seus dons uma com a outra e as diferentes identidades e tradições tornam-se agora uma herança conjunta, que permite uma experiência de variedade e riqueza no testemunho vocacional comum em Portugal. As Igrejas locais Metodistas e Presbiterianas manterão as suas próprias identidades, tradições, história, autonomia, completa responsabilidade vocacional e características individuais. A autonomia patrimonial das duas Igrejas nacionais e das Igrejas locais será mantida (...).(14) _ Fonte: (1) www. pt.wikipedia.org/wiki/Portugal (2) www.indexmundi.com/pt/ (3)www.pt.wikipedia.org/wiki/Portugal (4) www.jpn.icicom.up.pt/2007/10/16/portugal (5) http://www.igreja-metodista.pt/portugal.htm (6) http://www.agencia.ecclesia.pt/pub/14/noticia.asp?jornalid=14¬iciaid=15037 (7) http://jsdistritalleiria.blogspot.com/2007/01/referendo-protestantes-
(8)www.igreja-metodista.pt/pe_pdf/pastoral;
www.jsdistritalleiria.blogspot.com/ (9) http://www.estudos-biblicos.com/paz.html (10)http://livreeleal.blogspot.com/2008/01/o-protestantismo-em-portugal-iii-os.html (11) http://www.igreja-metodista.pt/or_governo.htm (12) http://www.iboeiras.org/conteudos/SystemPages/page.asp?art_id=5 (13)http://livreeleal.blogspot.com/2008/01/o-protestantismo-em-portugal-iii-os.html (14) http://www.igreja-presbiteriana.org/05-Ecumenismo/Caminhada01.htm
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Pesquisa: Odilon Massolar Chaves
Portal dos Metodistas Online - http://www.metodistasonline.kit.net/index.htm