Boris Trajkovski

 

O ex-presidente da República da Macedônia, Boris Trajkoskvi, recebeu nesta capital, o Prêmio Mundial Metodista da Paz 2002, em reconhecimento aos seus esforços e iniciativas para levar a paz à região dos Balcãs. A entrega da honraria ocorreu durante reunião da direção do Conselho Mundial Metodista. O presidente do Conselho, bispo Sunday Mbangl, da Nigéria, disse, na cerimônia, que o prêmio foi outorgado a Trajkovski "por causa de sua coragem como líder e influência estabilizadora, seu consistente trabalho por um governo estável e por trazer a paz à região, por sua criatividade como líder mundial e como discípulo de Jesus Cristo".

Trajkovski integrou o Conselho de Igreja Metodista Unida da Macedônia. Ele cresceu na igreja e foi líder juvenil. Seu pastor, Mikhail Cekov, veio a Oslo para dar-lhe a bênção ao término da cerimônia. Em seu discurso, Trajkovski disse que todas as nações anseiam a paz, mas que "a única paz que dura para sempre é a que se encontra através de uma verdadeira e permanente relação com Jesus Cristo". O crédito pela paz em seu país, disse o presidente, corresponde ao povo macedônio, que está buscando a luz. Na ocasião, ele pediu que orassem pelo povo do seu país.

 O Prêmio Mundial Metodista da Paz, informa o Serviço de Imprensa Metodista, é outorgado desde 1977, anualmente. Já o receberam o líder sul-africano Nelson Mandela, o secretário geral da Nações Unidas, Kofi Annan, o ex-presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, e o líder soviético Mikail Gorbachov.

Trajkovski distinguiu-se pelo trabalho de reconciliação que empreende com a minoria albanesa de seu país. Conseguiu que o parlamento aprovasse nova Constituição reconhecendo os direitos dos albaneses. Também conseguiu conciliar a Igreja Ortodoxa, majoritária, com católicos, judeus, muçulmanos e metodistas.

 Trajkovski, faleceu em um desastre aéreo aos 47 anos. Foi casado com Vilma. O casal teve dois filhos. Nos últimos 12 anos, participou em várias conferências sobre a resolução de conflitos na Macedônia, sobre tolerância religiosa e liberdade de culto. "Deus me chamou para ser presidente e para ser um pacificador", declarou em certo momento de sua vida.

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