O resgate da auto-estima metodista

 

 

Odilon Massolar Chaves

 

          A vocação metodista é para "transformar a nação, particularmente a Igreja e espalhar a santidade bíblica sobre a terra".  Muitos acreditaram nela e, sob a unção do Espírito, fizeram a  diferença no mundo.

             Wesley e os primeiros metodistas acreditaram nessa vocação e impactaram a Inglaterra. O avivamento metodismo na Inglaterra é visto por diversos autores como um modelo. Por mais que isso possa ser um triunfalismo dos metodistas, algo de extraordinário aconteceu  para que Elie Halévy afirmasse: “A Inglaterra foi poupada da revolução, a que as contradições de sua política e economia poderiam ter conduzido, pela influência estabilizadora da religião evangélica, particularmente o metodismo.”([1].)1]

         Quando Asbury chegou na América, em 1771, somente quatro missionários metodistas davam assistência à cerca de 300 pessoas. Quando ele faleceu, havia 2 mil pastores e mais de 200 mil metodistas no país”[2]. Francis Asbury fez tanto na América que há uma estátua em Washington em sua homenagem, que diz: “Se você quiser ver os resultados de seus trabalhos, você os encontrará em nossa civilização cristã”.

            A vocação metodista é de reformar a nação. Esta consciência traz auto-estima, confiança e se traduz em prática. Se a Igreja crê nesta vocação,  realiza o propósito de Deus, pois Ele capacita e participa deste propósito.

           Foi assim com os missionários metodistas que chegaram a Tonga, depois Samoa e Ilhas Fiji acreditaram nesta visão e impactaram estas nações. Hoje, em Tonga, o metodismo representa 45% da população e, em Fiji, 36, 2%. Já em Samoa a Igreja Metodista tem 15%.

            O metodismo representa 32% de todo estado de Oklahoma, nos EUA. É a maior denominação nesse estado. Dentro do Plano Estratégico, o Bispo de Oklahoma, Robert E. Hayes Jr, afirma que  “devemos encontrar maneiras novas de começar novas igrejas para alcançar as pessoas que não têm nenhum relacionamento com Jesus Cristo”.

             A Coréia do Sul passou por grandes lutas, especialmente, na 2ª guerra com a invasão japonesa, e depois com a guerra e a divisão da Coréia, em 1950. A Igreja Metodista, porém, foi equipada com o despertar espiritual. Desde então, o Movimento de Reavivamento foi se tornando um poder decisivo para o crescimento da Igreja na Coréia. Hoje, o metodismo coreano tem 1.495.887 membros e representa 3% da população. São 5619 igrejas e 695 missionários metodistas em 70 paises.

              Dentro desta vocação, neste momento, a Igreja Metodista Unida da Nigéria cresceu de 10.000 membros para 400.000, em 15 anos (1992-2007). No Congo já passou a marca de um milhão de membros e na Costa do Marfim já são 600.000[3].

              No Brasil, Bispo Paulo Lockmann crê nesta vocação e tem a visão de dentro de 7 anos alcançar 1 milhão de discípulos no Estado do Rio de Janeiro. O sonho de um milhão de vidas para Jesus até 2014 começou a se concretizar com o Ato Profético realizado dia 2 de novembro, no Maracanãzinho, que reuniu cerca de 15 mil pessoas. Alguns já profetizaram que antes de 7 anos o metodismo na 1ª Região alcançará 1 milhão de membros.

             O que se viu no Maracanãzinho foi um resgate da auto-estima metodista debilitada desde a década de sessenta com as crises, divisões e perdas. Quando todos cantaram: "Sou metodista, com muito orgulho, com muito amor", corações foram aquecidos, uma auto-estima e uma confiança foram despertadas para a visão de que é possível o metodismo novamente ser instrumento de  transformação. Alcançar 1 milhão de membros será uma conseqüência dessa visão e prática.

 

Fotos do Maracanãzinho: Rodrigo Quinderé
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[1]  “The Birth of Methodism in England” (Halévy pub Bonino, p.32).

[2] LUCCOCK, Haldord E. Linha de Esplendor sem fim. Op.cit.,p.39.

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