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Notas
de João Wesley 1º João
Capítulos 1
1. Aquele que era –
Aqui significa: Aquele que era a Palavra em si mesmo; mais tarde,
significa aquilo que eles ouviram dele. O que era – Ou seja, com o
Pai, versículo 2, antes que ele se manifestasse. Do início –
Esta frase é algumas vezes usada em um sentido limitado; mas aqui ela
propriamente significa eternidade, sendo equivalente com “no
início”, João 1:1. Para que nós – Os apóstolos. Não
apenas ouvíssemos, mas víssemos com nossos olhos, que temos observado
– Atentamente considerado sobre várias circunstâncias. Da Palavra da
Vida – Ele é denominado de Palavra, João 1:1; a Vida, João
1:4; já que ele é a Palavra viva de Deus, que, com o Pai e o Espírito,
é a fonte de vida de todas as criaturas, particularmente da vida
espiritual e eterna.
2. Para a vida - A Palavra viva. Foi manifestada – Na
carne, aos nossos próprios sentidos. E nós testificamos e declaramos
– Nós testificamos, ao declararmos, pregarmos, e escrevermos, I João
1:3-4. A pregação coloca o alicerce, I João 1:5-10, a
escrita constrói edifícios nele. A você. Que não tem visto. A vida
eterna – Que sempre existiu, e mais tarde, apareceu a nós. Isto é
mencionado no início da epístola. No final desta é mencionada a mesma
vida eterna, que deveremos sempre desfrutar.
3. Aquilo que temos visto e ouvido – A respeito dele e
proveniente dele. Declara-nos a vocês – Para esta finalidade. Para
que vocês também possam ter camaradagem conosco – Possam desfrutar
da mesma camaradagem que nós desfrutamos. E verdadeiramente nossa
camaradagem – Por meio da qual, ele está em nós, e nós estamos
nele. Está com o Pai e com o filho – Do Espírito Santo, ele fala
mais tarde.
4. Que sua alegria possa ser completa – Assim nosso
Senhor também, João 15:11 e 26:22. Existe uma alegria de
esperança, uma alegria de fé, e uma alegria de amor. Aqui a alegria de
fé é entendida diretamente. Ela é uma expressão concisa. Sua alegria
– Ou seja, sua fé e alegria surgindo dela: mas ela igualmente implica
a alegria da esperança e amor.
5. E esta é a somatória da mensagem que temos ouvido
dele - Do Filho de Deus. Que Deus é luz – A luz da sabedoria, amor,
santidade, glória. O que a luz é para o olho natural, Deus é para o
olho espiritual. E nele não existe escuridão, afinal – Nenhum princípio
contrário. Ele é luz pura e sem mistura.
6. Se nós dizemos – Quer com nossa língua, ou com
nosso coração; se nos esforçamos para persuadir, quer a nós mesmos
ou a outros. Nós temos camaradagem com ele, enquanto caminhamos, seja
interiormente, ou exteriormente, na escuridão – No pecado de algum
tipo. Nós não somos verdadeiros – Nossas ações provam que a
verdade não está em nós.
7. Mas, se nós caminhamos na luz – Em toda santidade.
Como Deus está (uma palavra mais penetrante do que caminhar, e mais
merecedora de Deus) na luz, então, nós podemos verdadeiramente dizer,
nós temos camaradagem um com o outro – Nós que temos visto, e vocês
que não têm visto, igualmente desfrutamos daquela camaradagem com
Deus. A imitação de Deus, sendo a única prova de termos camaradagem
com ele. E o sangue de Jesus Cristo seu Filho – Com a graça, comprada
por meio deste. Nos limpa de todos os pecados – Ambos, original e
presente, tirando toda a culpa e todo o poder dele.
8. Se nós dizemos – Qualquer filho do homem, antes que
seu sangue nos limpasse. Não temos pecado – Para sermos limpos deles,
em vez de confessarmos nossos pecados, I João 1:9, a verdade não
está em nós – Nem em nossas bocas, nem em nossos corações.
9. Mas, se com um coração penitente e crente, nós
confessarmos nossos pecados, ele é fiel – Porque ele prometeu esta bênção,
pela voz unânime de todos os seus profetas. Exatamente – Certamente,
então, ele punirá: não; por esta mesma razão, ele perdoará. Isto
pode parecer estranho; mas junto com o princípio evangélico de expiação
e redenção, ele é indubitavelmente verdadeiro; porque, quando o débito
é pago, ou a compra feita, ele é a parte da equidade para cancelar a
apólice, e consignar sobre a compra adquirida. Ambos para nos perdoar
de nossos pecados – Tirar toda a culpa deles. E para nos limpar de
toda a iniqüidade – Purificar nossas almas de todo tipo e todo grau
dela.
10. Ainda assim, devemos reter, até o fim de nossas
vidas, uma profunda consciência de nossos pecados passados. Se
dissermos que não pecamos, fazemos dele um mentiroso – Quem disse que
todos pecaram. E esta palavra não está em nós – Nós não a
recebemos; nós não damos lugar em nossos corações. Capítulo 2 1. Meus amados filhos – Assim o apóstolo freqüentemente se dirige a todo o corpo de cristãos. É um termo de ternura e apreço, usado pelo próprio nosso Senhor com seus discípulos, João 13:22. E, talvez, muitos para os quais João agora escreveu foram convertidos pelo seu ministério. É uma palavra diferente daquela que está traduzida como “filhinhos”, em diversas partes da epístola, para distingui-la do que é aqui atribuída a filhos amados. Eu escrevo essas coisas a vocês, para que vocês não possam pecar – Assim ele os guarda antecipadamente contra o abuso da doutrina da reconciliação. Todas as palavras, instituições e julgamentos de Deus são dirigidos contra o pecado; mesmo aquele que pode não ser cometido, ou que pode ser abolido. Mas se alguém pecar – Que ele não permaneça no pecado, em desespero de esperança. Nós temos um advogado – Temos por nosso advogado, não uma simples pessoa, mas aquele de quem foi dito: “Este é meu filho amado”. Não uma pessoa culpada, que permanece na necessidade de perdão para si mesmo; mas Jesus Cristo, o justo; não um mero peticionário, que se fia puramente na liberalidade, mas alguém que tem merecido, completamente merecido o que quer que ele peça. 2. E ele é a conciliação – O sacrifício expiatório, através do qual a ira de Deus é satisfeita. Por nossos pecados – Aquele que crê. E não por nós apenas, mas também pelos pecados de todo o mundo – Exatamente tão amplo quanto o pecado se estende, a conciliação se estende também. 3. E, por meio disto, sabemos que nós verdadeiramente e de maneira salvadora, conhecemos a ele – Uma vez que ele é o advogado, o reto, a conciliação. Se nós mantivermos seus mandamentos – Especialmente aqueles da fé e amor. 5. Mas quem quer que mantenha sua palavra. Seus mandamentos. Verdadeiramente nele o amor a Deus – Reconciliado para nós, através de Cristo. É perfeito – É perfeitamente conhecido. Por meio disto – Por mantermos sua palavra. Nós sabemos que estamos nele – Assim, a árvore é conhecida por seus frutos. “Conhecê-lo”, estar “nele”, “habitar nele”, são aproximadamente termos sinônimos; apenas com uma gradação, – conhecimento, comunhão, constância. 6. Aquele que diz que habita nele – o que implica um estado durável; um conhecimento constante, eterno dele, e comunhão com ele. Deve – Do contrário elas são palavras vãs. Assim caminhar, até mesmo, como ele caminhou – No mundo. Como ele, são palavras que freqüentemente ocorrem nesta epístola. Os crentes têm seus corações cheios dele, facilmente suprem seu nome. 7. Quando eu falo em manter sua palavra, eu escrevo não um novo mandamento – Eu não falo de algo novo. Mas do velho mandamento, que vocês receberam – Até mesmo de seus antepassados. 8. Novamente, eu escrevo um novo mandamento a vocês – Ou seja, com respeito ao amar um ao outro. Um mandamento que, embora também dado, há muito tempo, ainda assim, é verdadeiramente novo nele e em vocês. Ele foi exemplificado nele, e é agora cumprido por vocês, de tal maneira como nunca fora antes. Porque não existe comparação entre o estado dos crentes do Velho Testamento, e aquele que vocês agora desfrutam: a escuridão daquela dispensação já passou; e Cristo, a luz verdadeira, agora brilha em seus corações. 9. Ele que diz que está na luz – Em Cristo, unido a ele. E odeia seu irmão – O próprio nome mostra o amor devido a ele. Está nas trevas, até agora – Nulo de Cristo, e de toda luz verdadeira. 10. Ele que ama seu irmão – Por amor a Cristo. Habita na luz – De Deus. E não existe ocasião de obstáculo nele – Enquanto que aquele que odeia seu irmão é uma oportunidade de obstáculo a si mesmo. Ele tropeça em si mesmo, e contra todas as coisas dentro e fora; enquanto aquele que ama seu irmão, tem uma jornada livre, e desimpedida. 11.
Ele que odeia seu irmão – E ele deve odiar, se ele não o ama: não
existe meio termo. Está nas trevas – No pecado, perplexidade, obstáculo.
Ele caminha na escuridão, e não sabe que está na estrada principal
para o inferno. 12.
Eu tenho escrito a vocês, amados filhos – Assim João anuncia
todos a quem ele escreve. Mas do décimo-terceiro até o vigésimo-sétimo
versículo, I João 2:13-27, ele os divide especialmente em “pais”, “jovens”, e
“criancinhas”. Porque seus
pecados estão perdoados – Como se ele dissesse: Esta é a soma do que
eu tenho agora escrito. Ele, então, prossegue para outras coisas, que
estão construídas neste alicerce. 13.
O discurso aos pais espirituais, jovens e filhinhos é primeiro
proposto neste verso, em que ele diz: Eu escrevo a vocês, pais: Eu
escrevo a vocês, jovens: Eu escrevo a vocês, filhinhos: e, então,
prolonga; em fazer o que ele diz: “Eu
escrevo a vocês pais”, I
João 2:14. “Eu escrevo a vocês, jovens”, I
João 2:14-17. “Eu escrevo a
vocês, filhinhos”, I João
2:18-27. Terminado seu discurso a cada um, ele retornar para todos
juntos, a quem ele novamente denomina, “amados
filhos” (como em I João 2:12). Pais, vocês o conheceram desde o início – Nós
conhecemos o Deus eterno, como nenhum outro, nem mesmo os crentes
verdadeiros conheceram. Jovens, vocês dominaram o diabo – Em muitas
batalhas, pelo poder da fé. Filhinhos, vocês conheceram o Pai – Como
seu Pai, embora vocês não tenham ainda dominado, através do Espírito,
testemunhando com o espírito de vocês, que vocês são filhos de Deus.
14.
Eu tenho escrito a vocês, pais – Como se ele tivesse dito:
Observe bem o que eu agora escrevi. Ele fala muito breve e modestamente
a esses, que não necessitavam muito de que lhes fosse falado, já que
tinham profunda familiaridade com Deus, o que compreende todo o
conhecimento necessário. Jovens, vocês são fortes – Na fé. E a
palavra de Deus habita em vocês – Profundamente enraizada em seus
corações, por meio da qual, vocês frequentemente repelem seu grande
adversário. 15.
Para vocês todos, se pais, jovens, ou criancinhas, eu digo, não
amem o mundo – Buscam sua vitória por dominar o mundo.Se algum homem
ama o mundo – Busca felicidade nas coisas visíveis, ele não ama a
Deus. 16.
O desejo da carne – Do prazer dos sentidos exteriores, se do
paladar, olfato, ou tato. O desejo dos olhos – Dos prazeres da imaginação,
para o qual os olhos principalmente são subservientes; daquele sentido
interno, com o qual nós apreciamos o que quer que seja grande, novo, ou
bonito. O orgulho da vida – Todos que se exibem em roupas, casas, mobílias,
equipagem, modo de vida; os que geralmente procuram a honra da massa da
humanidade, e, assim, gratificam o orgulho e vaidade. Isto, portanto,
inclui diretamente o desejo do elogio, e, remotamente, a cobiça. Todos
esses desejos não são de Deus, mas do príncipe deste mundo. 17.
O mundo passa, e o desejo dele – Ou seja, tudo que pode gratificar
aqueles desejos passa com ele. Mas aquele que faz a vontade de Deus –
Que ama a Deus, e não o mundo. Habita – No desfrute do que ele ama,
para sempre. 18.
Filhinhos, esta é a última hora – A última dispensação da graça;
aquela que deve continuar até o fim do tempo, começou. Vocês ouviram
que o Anticristo vem – Sob o termo de anticristo, ou de espírito de
anticristo, ele inclui todos os falsos professores e inimigos da
verdade; sim, quaisquer doutrinas ou homens que são contrários à
Cristo. Parece ter sido muito tempo depois disto, que o nome de
anticristo foi apropriado para o grande adversário de Cristo, o homem
de pecado, II Tessalonicenses 2:3
– O anticristo, no entender de João, ou seja, anticristianismo,
tem se espalhado, desde seu tempo até agora; e continuará, até que o
grande adversário surja, e seja destruído pela vinda de Cristo. 19.
Eles não eram de nós – Quando se foram; seus corações estavam
antes apartados de Deus; do contrário, eles teriam continuado conosco:
mas eles partiram, para que eles pudessem ser manifestos – Ou seja,
isto foi manifesto, através da ida deles. 20.
Mas vocês têm uma unção – Um crisma. Talvez, assim denominado,
em oposição ao nome de anticristo; um ensino interior do Espírito
Santo, por meio do qual vocês conhecem todas as coisas – Necessárias
para sua preservação desses sedutores, e para a salvação eterna de
vocês. João aqui apenas toca no Espírito Santo, de quem ele fala mais
largamente nos capítulos 3:24; 4:13; 4:6. 21.
Eu tenho escrito – Isto é, I
João 2:13. A vocês, porque vocês sabem a verdade – Ou seja,
para confirmá-los no conhecimento que vocês já têm. Vocês sabem que
nenhuma mentira vem da verdade – Que todas as doutrinas desses
anticristos são irreconciliáveis com ela. 22.
Quem é este mentiroso – Quem é culpado desta mentira, a não ser
aquele que nega a verdade que é a somatória de todo o Cristianismo?
Que Jesus é o Cristo; que ele é o Filho de Deus; que ele veio na
carne, é uma verdade indivisível; e aquele que nega alguma parte
disto, em efeito, nega o todo. Ele é anticristo – E o espírito de
anticristo, quem, no negar o Filho, nega o Pai também.
23. Quem quer que
negue o Filho eterno de Deus, não tem comunhão com o Pai; mas aquele
que verdadeiramente e com fé reconhece o Filho, tem comunhão com o Pai
também. 24. Se
aquela verdade concernente ao Pai e o Filho, que vocês ouviram, desde o
início, habitar fixa e enraizada em vocês, vocês também deverão
habitar naquela feliz comunhão com o Filho e o Pai. 25.
Ele – O Filho. Tem-nos prometido – Se habitarmos nele. 26.
– Essas coisas – De I João
2:21. Eu tenho escrito a vocês – João, de acordo com seu
costume, começa e termina com a mesma forma, e tendo terminado um tipo
de parênteses, I João 2:20-26, continua, 2:27,
o que ele disse no vigésimo versículo, concernente aqueles que
seduziriam vocês. 27.
Vocês não precisam que alguém os ensine, salvo quando aquela unção
os ensina – O que é sempre o mesmo, sempre consistente com ela mesma.
Mas isto não exclui nossa necessidade de ser ensinado por aqueles que
compartilham da mesma unção. De todas as coisas – O que é necessário
a vocês saberem. Isto é acrescentado, tanto através do conforto
quanto da exortação. Todo o discurso, do versículo 18 a este I
João 2:18-27; é peculiarmente adaptado para as criancinhas. 28.
E agora, amados filhos – Tendo terminado seu discurso para
ensinar, ele retorna a todos em geral. Habitem nele, para que nós –
Uma modesta expressão. Não possamos ficar envergonhados diante dele em
sua vinda – Ó, como vocês, Judeus, Socinianos, cristãos nominais,
estarão envergonhados naquele dia! 29.
Todos – E ninguém mais. Que praticam retidão - De um coração
crente, amoroso. São nascidos dele – Porque todos os seus filhos são
como ele mesmo. Capítulo
3
1. Para que fôssemos
chamados – Ou seja, pudéssemos ser os filhos de Deus. Portanto, o
mundo não nos conhece – Eles não sabem o que fazer de nós. Nós
somos um mistério para eles. 2.
Não parece ainda – Até mesmo, para nós. O que deveremos ser –
Isto é alguma coisa inefável, que fará com que os filhos de Deus
sejam, até certo ponto, como o próprio Deus. Mas sabemos, em geral,
que, quando ele, o Filho de Deus, aparecer, seremos como ele – A glória
de Deus, penetrando em nosso âmago. Porque o veremos como ele é –
Manifestadamente, sem um véu. E esta visão nos transformará na mesma
semelhança. 3.
E cada um que tem esta esperança nele – Em Deus. 4.
Quem quer que cometa pecado – Por meio disto transgride a santa,
justa e boa lei de Deus, e assim despreza sua autoridade; porque isto
está implícito na própria natureza do pecado. 5.
E vocês sabem que ele – Cristo – Foi manifesto – Que ele veio
ao mundo, para este mesmo propósito. Tirar fora os nossos pecados –
Destruí-los todos, raiz e ramos, e deixar nenhum remanescente. E nele não
existe pecado – De maneira que ele não sofreria por causa de si próprio,
mas para nos fazer semelhante a ele. 6.
Quem quer que habita na comunhão com ele, através da fé amorosa,
não peca – Enquanto ele assim habita. Quem quer que peca, certamente
não o vê – O olho amoroso de sua alma não está, então, fixado em
Deus; nem ele experimentalmente o conhece – O que quer que ele fez no
passado. 7.
Que ninguém os engane – Que ninguém os persuada que algum homem
é justo, a não ser aquele que uniformemente pratica retidão; ele
somente é reto, segundo o exemplo de seu Senhor. 8.
Aquele que comete pecado é um filho do diabo; porque o diabo peca
desde o princípio – Ou seja, foi o primeiro pecador no universo, e
tem continuado a pecar, desde então. O Filho do Deus foi manifesto para
destruir as obras do diabo. Todo pecado. E ele não executará isto em
todos que confiam nele? 9. Quem
quer que seja nascido de Deus – Pela fé viva, por meio da qual, Deus
continuamente sopra vida espiritual dentro de sua alma, e sua alma
continuamente respirando do amor e oração a Deus, não comete pecado.
Porque a semente divina da fé amorosa habita nele; e, por quanto tempo
ela habite, ele não poderá pecar, porque ele é nascido de Deus –
Está interiormente e universalmente mudado. 10. Nem
aquele que não ama seu irmão – Aqui está a transição da proposição
geral para alguém em específico. 12. Que
foi do maligno – Que mostrou que era filho do diabo, por matar seu irmão.
E, por este motivo, ele o matou – Por alguma falta? Não, mas
exatamente o contrário; por sua bondade. 13. Não
se surpreenda se o mundo o odeia – Pela mesma causa. 14. Nós
sabemos – Como se ele tivesse dito: Nós mesmos não podemos amar
nossos irmãos, exceto se tivermos passado da morte espiritual para a
vida; ou seja, nascermos de Deus. Aquele que não ama seu irmão habita
na morte – Isto é, não é nascido de Deus. E aquele que não é
nascido de Deus, não pode amar seu irmão. 15. Ele,
eu digo, que habita na morte espiritual, está nulo da vida de Deus.
Porque, quem quer que odeie seu irmão, e não existe meio termo entre
amar e odiá-lo, é, no entender de Deus, um assassino: todo grau de ódio,
sendo um grau do mesmo temperamento que moveu Caim a assassinar seu irmão.
E nenhum assassino tem vida eterna habitando nele – Mas todo crente
vivo tem. Porque o amor é o princípio da vida eterna. É o mesmo, em
essência, com a glória. 16. A
palavra Deus não está no original. Ela foi omitida pelo apóstolo,
exatamente como o nome específico é omitido por Maria, quando ela diz
ao jardineiro: “Senhor, se tu
tiveres nascido dele consequentemente”; e, pela igreja, quando ela
diz: “Que ele me beije, com os
beijos de sua boca”. Assim 1:2;
em ambos, em cujos lugares, existe uma linguagem, uma linguagem muito
enfática, até mesmo, em silêncio. Isto declara quão completamente os
pensamentos foram possuídos pelo objeto abençoado e glorioso. Isto
expressa também a dignidade superlativa e amabilidade da pessoa
referida; como se Ele, e apenas Ele, fosse, ou merecesse ser, ambos
conhecido e admirado por todos. Porque ele dispôs sua vida – Não
meramente pelos pecadores, mas por nós, em particular. Desta verdade
acreditada, desta bênção desfrutada, o amor aos nossos irmãos surge,
o que pode muito exatamente ser admitido como uma evidência de que
aquela nossa fé não é ilusão. 17. Mas,
quem quer que tenha este bem do mundo – Riqueza mundana, muito menos
valiosa que a vida. E veja que seu irmão necessita – a própria visão
da necessidade bate à porta do coração do expectador. E fechá-la –
Quer perguntou ou não. Suas entranhas de compaixão dele; como o amor
de Deus habitará nele – Certamente não, afinal, não obstante ele
fale do amor a Deus, I João 3:18. 18. Não
em palavra – Apenas – Mas em feito – em ação: não em língua,
pelas profissões vazias, mas na verdade. 19. E por
meio disto, sabemos – Nós temos uma prova além, através deste amor
verdadeiro, eficiente. Que somos da verdade – Que temos a fé
verdadeira; que somos verdadeiros filhos de Deus. E asseguraremos nossos
corações diante dele – Desfrutaremos da segurança de seu favor, e
do “testemunho da boa consciência em direção a Deus”. O coração,
na linguagem de João, é a consciência. A palavra consciência não é
encontrada em seus escritos. 20. Porque,
se nós não temos este testemunho; se em alguma coisa nossos corações,
nossa própria consciência, nos condena, muito mais, Deus, que é maior
do que nossos corações. Um Juiz muito mais santo e mais imparcial. E
conhece todas as coisas. De maneira que não existe esperança de ocultá-lo
dele. 21. Se
nossos corações não nos condenam – Se nossas consciências,
devidamente iluminadas pela palavra e Espírito de Deus, e comparando
todos os nossos pensamentos, palavras, e obras com aquela palavra,
afirmam que elas concordam com isto. Então, temos confiança em direção
a Deus – Não apenas nossas consciências de seu favor continuam e
aumentam, mas temos uma completa persuasão de que o que quer que
pedirmos, nós receberemos dele.
23. E este é seu mandamento – Todos os seus mandamentos em uma palavra.
Para que acreditemos e amemos – Da forma e grau em que ele nos
ensinou. Este é o maior e mais importante mandamento que, alguma vez,
resultou do torno da glória. Se isto for negligenciado, nenhum outro
pode ser mantido: se isto for observado, todos os outros são fáceis.
24. E aquele que mantém seus mandamentos – Que assim
acredita e ama. Habita nele, e Deus nele: e, por meio disto, sabemos que
ele habita em nós, pelo Espírito que ele nos tem dado – Que
testemunha com nossos espíritos, que somos seus filhos, e produz seus
frutos da paz, amor, santidade. Esta é a transição para a alegria do
Espírito Santo que imediatamente se segue. Capitulo
4
1. Não
creiam em todo espírito – Por meio do qual, algum professor é
influenciado. Mas provem os espíritos - Pela regra que se segue. Nós
devemos provar todos os espíritos pela palavra escrita: “Pela
lei e pelo testemunho!”. Se algum homem não fala de acordo com
esses, o espírito que atua nele não é de Deus.
2. Todo espírito – Ou professor – Que confessa –
Com seu coração e voz. Jesus Cristo, que veio na carne, é de Deus –
Esta sua vinda pressupõe, contém, e acarreta, o todo da doutrina de
Cristo.
3. Vocês ouviram – De nosso Senhor e nós, que ele vem.
4. Nós temos dominado esses sedutores, porque maior é o
Espírito de Cristo que está em vocês do que o espírito de anticristo
que está no mundo.
5. Eles – Aqueles falsos profetas. São do mundo – Do
número daqueles que não conhecem Deus. Portanto, eles falam do mundo
– Do mesmo princípio, sabedoria, espírito; e, em conseqüência, o
mundo os odeia – Com aprovação.
6. Nós – Apóstolos. Somos de Deus – Imediatamente
ensinados, e enviados por ele. Por isto, sabemos – Do que é dito, I
João 4:2-6.
7. Vamos amar uns aos outros – Da doutrina que ele tem
exatamente defendido, ele traça esta exortação. É através do Espírito,
que o amor a Deus se espalha em nossos corações. Todo aquele que
verdadeiramente ama a Deus e ao seu próximo é nascido de Deus.
8. Deus é amor – Esta pequena sentença trouxe para João,
mais suavidade, mesmo quando ele a escrevia, do que o mundo todo pode
trazer. Deus é frequentemente denominado santo, reto, sábio; mas não
santidade, retidão, ou sabedoria, no abstrato, como quando se diz que
ele é amor; anunciando que este é seu querido, seu atributo reinante,
o atributo que espalha uma glória amável sobre todas as suas outras
perfeições.
12. Se nós amamos um ao outro, Deus habita em nós –
Isto é considerado de I João 4:13-16. E seu amor é perfeito
– Tem seu completo efeito. Em nós – Isto é considerado de I João
4:17-19.
14. E em conseqüência disto, temos visto e testificado
que o Pai enviou o Filho – Esses são os alicerces e o critério de
nossa habitação em Deus, e Deus em nós, a comunhão do Espírito, e o
reconhecimento do Filho.
15. Quem quer que, de um princípio de fé amorosa,
declaradamente confesse, abertamente a toda a oposição e perigo, que
Jesus é o Filho de Deus, Deus habita nele.
16. E sabemos e cremos – Através do mesmo Espírito, o
amor que Deus tem por nós.
17. Por este motivo – Ou seja, através desta comunhão
com Deus. Nosso amor é feito perfeito; para que possamos – Desta
forma, termos ousadia no dia do julgamento – Quando todos os corajosos
tremerão. Porque, uma vez que ele – Cristo. É – Todo amor –
Assim somos nós – Que somos pais em Cristo, mesmo neste mundo.
18. Não existe temor no amor – Nenhum medo escravo pode
existir onde reina o amor. Mas o amor adulto, perfeito, lança fora o
medo escravo: porque tal medo traz tormento – E assim, é
inconsistente com a felicidade do amor. Um homem natural nem tem medo,
nem amor; alguém que está desperto, teme sem amor; um bebê em Cristo,
ama e teme; um pai em Cristo, ama sem temor.
19. Nós o amamos, porque ele primeiro nos amou – Esta
é a somatória de toda religião, o genuíno modelo do Cristianismo.
Ninguém pode dizer mais: por que alguém deveria dizer menos, ou menos
inteligível?
20. A quem ele viu – Quem é diariamente apresentado aos
seus sentidos, para levantar sua estima, e mover sua delicadeza e paixão
em direção a ele.
21. E este mandamento, nós tivemos dele – De Deus e de
Cristo. Para que aquele que ama a Deus, ame seu irmão – Cada um,
quaisquer que sejam suas opiniões, ou os modos de adoração, puramente
porque ele é o filho, e testemunha a imagem de Deus. A idolatria é
propriamente a falta deste amor puro e universal. Um idólatra ama
apenas aqueles que abraçam suas opiniões, e recebem seus modos de
adoração; e ele os ama por isto, e não por amor a Cristo. Capítulo
5
1. A
extensão e somatória de todo este parágrafo aparecem da conclusão
dele. I João 5:13: “Essas
coisas eu escrevi a vocês que crêem, para que possam saber que vocês
que crêem têm a vida eterna”. Assim, a fé é o primeiro e o último
objetivo com João também. Cada um que ama – A Deus que o gerou, ama
aquele que é gerado dele – Tem uma afeição natural para com todos
os seus irmãos.
2. Desta forma sabemos – Esta é a prova clara – Que
amamos os filhos de Deus – Como seus filhos.
3. Porque este é o amor a Deus – A única prova certa
disto. De que mantemos seus mandamentos: e seus mandamentos não são
dolorosos – Para alguém que é nascido de Deus.
4. Porque quem quer que – Esta expressão implica a
universalidade mais ilimitada. Seja nascido de Deus, domina o mundo –
Conquista o que quer que possa se colocar no caminho, quer para fascinar
ou atemorizar os filhos de Deus, de manter seus mandamentos. E esta é a
vitória – Os grandes meios de conquista. Mesmo nossa fé – Vendo
que todas as coisas são possíveis àquele que crê.
5. Quem é aquele que domina o mundo – Que é superior a
toda a preocupação, desejo, e temor mundano? Todo crente, e nenhum
outro. O sétimo verso (usualmente assim considerado) é uma recapitulação
breve de todos que foram antes apresentados, com respeito ao Pai, o
Filho, e ao Espírito. É citado, em associação com o sexto e o oitavo
I João 5:6,8, por Tertuliano, Cipriano, e uma ininterrupta série
de Anciãos. E, de fato, o que o sol é para o mundo, o que o coração
é no homem, o que a agulha é na bússola marinha, este verso é na epístola.
Através deste, o sexto, oitavo, e nono versos, I João 5:6, 8, 9, estão
indissoluvelmente ligados; como será evidente, além de toda contradição,
quando eles são corretamente considerados. 6. Este é ele – João aqui mostra o alicerce inalterável daquela fé de que Jesus é o Filho de Deus; não apenas o testemunho do homem, mas o firme, e indubitável testemunho de Deus. Que veio – Jesus é aquele de quem foi prometido que viria; e quem, consequentemente, veio. E isto, o Espírito, e a água, e o sangue testificam. Mesmo Jesus – Que, vindo pela água e sangue, através disto demonstrou ser o Cristo. Não pela água apenas – Por meio da qual ele foi batizado. Mas pela água e sangue – Que ele espalhou, quando ele havia terminado a obra que seu Pai dera a ele. Ele não apenas empreendeu, quando de seu batismo, “cumprir toda a retidão”, mas na cruz , executou o que ele havia empreendido; e, como sinal, quanto tudo terminou, sangue e água saíram do seu lado. E é o Espírito que igualmente testifica – De Jesus Cristo, ou seja, através de Moisés e todos os profetas; de João, o Batista; de todos os apóstolos; e em todos os escritos do Novo Testamento. E contra seu testemunho, não existe exceção, porque é Espírito é verdade – O próprio Deus da verdade. 7. O que Bengelius tem apresentado, concernente à transposição desses dois versículos, e a autoridade do versículo contestado, parcialmente em seu “Gnomon”, e, parcialmente em seu “Apparatus Criticus”, satisfará abundantemente qualquer pessoa imparcial. Porque existem três que testificam – Literalmente, testificando, ou testemunhando. O particípio é colocado no lugar de testemunhas, para sugerir que o ato de testificar, e o efeito dele, estão continuamente presentes. Propriamente, pessoas apenas podem testemunhar; e estes três são descritos, testificando sobre a terra, como se fossem pessoas, é elegantemente subserviente às três pessoas testificando no céu. O Espírito – Na palavra, confirmado pelos milagres. A água – Do Batismo, em que somos dedicados ao Filho (com o Pai e o Espírito), exemplificando sua pureza imaculada, e a purificação interior de nossa natureza. E o sangue – Representado na Ceia do Senhor, e aplicado às consciências do crente. E esses três harmoniosamente concordam em um só ponto – No darem o mesmo testemunho – de que Jesus Cristo é o divino, o completo, e o único salvador do mundo. 8. E existem três que testificam no céu – O testemunho do Espírito - a água e o sangue - é, pela gradação eminente, corroborado pelos três, que dão um testemunho maior ainda: O Pai – Que claramente testificou do Filho, em seu batismo, e em sua
transfiguração. A Palavra – Que testificou dele, em muitas ocasiões,
enquanto ele estava sobre a terra; e, novamente, em uma solenidade ainda
maior, depois de sua ascensão no céu: (Apocalipse 1:5) “E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha”. (Apocalipse
19:13) “E estava vestido de
uma veste salpicada de sangue; e o nome pelo qual se chama é a Palavra
de Deus”. E o Espírito – Cujo testemunho foi acrescentado,
principalmente, depois de sua glorificação. (Capítulo 2:27) “E com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de
oleiro; como também recebi de meu Pai”; (João 15:26) “Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de
enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará
de mim”; (Atos 5:32) “E
nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e também o Espírito
Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem”; (Romanos 8:16) “O
mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de
Deus”. E esses três em um – Assim como aqueles dois, o
Pai e o Filho, são um, (João 10:30) “Eu
e o Pai somos um”. Nada pode separar o Espírito do Pai e do
Filho. Se ele não fosse um com o Pai e o Filho, o apóstolo teria dito:
O Pai e a Palavra, que são um, e o Espírito, são dois. Mas isto é o
contrário de todo o teor de Apocalipse. Resta que esses três são um.
Eles são um na essência, no conhecimento, na vontade, e no testemunho
deles. É observável que os três, no versículo um são opostos, não
conjuntamente, mas severamente, ao três no outro: como se ele tivesse
dito: Não apenas o Espírito
testifica, mas também o Pai, (João 5:37) “E
o Pai, que me enviou, ele mesmo testificou de mim. Vós nunca ouvistes a
sua voz, nem vistes o seu parecer”. Não apenas a água, mas também a Palavra, (João 3:11) “Na
verdade, na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos, e
testificamos o que vimos; e não aceitais o nosso testemunho”;
(João 10:41) “E muitos iam
ter com ele, e diziam: Na verdade João não fez sinal algum, mas tudo
quanto João disse deste era verdade”. Não apenas o sangue, mas também o Espírito Santo, (João 15:26, etc.) “Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim”. Ele deve agora parecer, a todo homem razoável, como absolutamente necessário, o versículo oito é (I João 5:8) “E três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num”. João não pensaria do testemunho do Espírito, e água, e sangue, e acrescentaria: “O testemunho de Deus é maior”, sem pensar também no testemunho do Filho e do Espírito Santo: sim, e mencionando, em tão solene lista. Nem pode alguma razão
possível ser legada, porque, sem três testemunhando no céu, ele
enumeraria três, e não mais, que testificam na terra. O testemunho de
todos é dado na terra, e não no céu; mas aqueles que testemunham estão,
parte na terra, parte no céu. Os testemunhos que estão na terra
testificam principalmente concernente à sua permanência sobre a terra,
embora não excluindo seu estado de exaltação: o testemunho que está
no céu testifica principalmente concernente sua glória à mão direita
de Deus, embora não excluindo seu estado de humilhação. O sétimo
versículo, portanto, juntamente com o sexto, contém uma recapitulação
de toda a administração de Cristo, do batismo a pentecostes; o oitavo,
à somatória da divina administração, desde o tempo de sua exaltação.
Consequentemente, aparece, mais além, que esta posição do sétimo, (I João 5:7, 8) “Porque três
são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e
estes três são um. E três são
os que testificam na terra: o Espírito, e a água e o sangue; e estes
três concordam num”, e o versículo oitavo, que coloca aqueles
que testificam na terra, antes daqueles que testificam no céu, é muito
mais preferível ao outro, e fornece uma gradação admiravelmente
adequada ao assunto.
9. Se
recebemos o testemunho dos homens – Como recebemos continuamente, e
deveremos receber em milhares de instâncias. O testemunho de Deus é
maior – Da mais alta autoridade; e muito mais merecedor de ser
recebido; ou seja, este mesmo testemunho que Deus, o Pai, juntamente com
a Palavra e o Espírito, tem testificado do Filho, como o salvador do
mundo.
10. Aquele que crê no Filho de Deus tem o testemunho –
A preciosa evidência disto, em si mesmo: Aquele que não crê em Deus,
nisto, tem feito dele um mentiroso; porque ele supõe que é falso o que
Deus tem expressamente testificado.
11. E esta é a somatória daquele testemunho, o de que
Deus nos deu a posse, e o verdadeiro início da vida eterna; e que isto
é comprado pelo Filho, e juntado Nele, que tem todas as fontes e a
plenitude disto em si mesmo, para transmitir, ao seu corpo, a igreja,
primeiro na graça, e, então, na glória.
12. Claramente se segue que aquele que tem o Filho –
Vivendo e reinando nele, através da fé. Tem esta vida; aquele que não
tem o Filho de Deus não tem esta vida – Não tem parte ou porção
nela. No primeiro parágrafo, o apóstolo diz simplesmente, o Filho;
porque os crentes o conhecem: no último, o Filho de Deus; para que os
descrentes possam saber quão grande bênção eles não alcançam.
13. Essas coisas eu tenho escrito – Na introdução, cap.
1:4, ele disse: Eu escrevo: agora, na prisão, eu tenho escrito.
Para que vocês possam saber – Com uma segurança mais completa e mais
forte, que vocês têm a vida eterna.
14. E nós – Que cremos, Temos esta confiança além
nele, de que ele ouve – Ou seja, se preocupa favoravelmente, qualquer
que seja a oração que ofereçamos na fé, de acordo com sua vontade
revelada.
15. Nós temos – Fé antecipa as bênçãos. Os pedidos
que fazemos a ele – Mesmo antes do evento. E quando o evento chega, nós
sabemos que ele vem em respeito à nossa oração.
16. Isto se estende às coisas de maior importância. Se
alguém vê seu irmão – Ou seja. Qualquer homem. Cometer um pecado
que não seja para a morte – Ou seja, algum pecado, mas a total
apostasia do poder e da forma de santidade. Que ele peça, e Deus dará
a ele vida – Perdão e vida espiritual, para aquele pecador. Existe um
pecado para a morte: Eu não digo que ele deverá pedir para este –
Isto é, que ele não peça por ele. Um pecado para a morte pode
igualmente significar algum que Deus determinou punir com a morte.
17. Todo desvio da santidade perfeita é pecado; mas todo
pecado não é imperdoável. 18. Ainda assim, isto não nos encoraja a pecar: ao contrário, é uma verdade indiscutível, que aquele que é nascido de Deus – Que vê e ama a Deus. Não peca – Por quanto tempo aquela fé amorosa habita nele, ele nem fala, nem faz coisa alguma que Deus proíba. Ele se mantém – Vigiando na oração. E, enquanto faz isto, o diabo não o toca – De maneira a feri-lo.
19. Nós sabemos que somos filhos de Deus – Através do
testemunho e fruto do seu Espírito, cap. 3:24. Mas o mundo todo
– Todos que não têm seu Espírito, não apenas é “tocado”
por ele, mas pela idolatria, fraude, violência, lascívia, impiedade,
toda maneira de maldade. Jaz no maligno – Nulo de vida, de consciência.
Nesta curta expressão, o estado horrível do mundo é pintado nas cores
mais vivas; um comentário sobre o que nós temos em ações, modo de
vida, acordos, disputas e amizades com os homens do mundo.
20. E sabemos – Por todas essas provas infalíveis. Que
o Filho de Deus veio – Ao mundo. E nos deu um entendimento espiritual,
para que possamos conhecê-lo, a verdade – “a
fiel e verdadeira testemunha”. E
estamos na verdade – Como ramos de uma videira, mesmo em Jesus Cristo,
o Filho eterno de Deus. Este Jesus é o único Deus vivo e verdadeiro,
juntamente com o Pai e o Espírito, e a fonte original da vida eterna.
Assim, o início e o fim da epístola concordam. 21. Protejam-se dos ídolos – De toda adoração de deuses falsos, de toda adoração de imagens ou de alguma criatura, e de todo ídolo interior; do amar, desejar, e temer alguma coisa mais do que a Deus. Busquem toda a ajuda e defesa do mal, toda felicidade no verdadeiro Deus apenas. Tradução:
Izilda Bella
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