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ADORAÇÃO
ESPIRITUAL John Wesley 'Sabemos também que já veio o Filho de Deus, e nos deu entendimento para conhecermos aquele que é verdadeiro; e nós estamos naquele que é verdadeiro, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna'. (I João 5:20) 1.
Nesta Epístola, João não fala a alguma igreja em específico, mas a
todos os cristãos daquela época; embora mais especialmente àqueles em
meio aos quais ele, então, residia. E, falando para eles, ele fala a toda
igreja cristã em todas as épocas que se sucederam. 2.
Nesta carta, ou antes, neste tratado (porque ele estava presente com
aqueles a quem ele se endereçava mais imediatamente, provavelmente não
sendo capaz de pregar a eles, por mais tempo, devido ao avançado de sua
idade), ele não tratou diretamente da fé, o que Paulo tinha feito; nem
da santidade interior ou exterior, com respeito ao que tanto Paulo, Tiago,
e Pedro haviam falado; mas do alicerce de todas, -- a felicidade e comunhão
santa, que o fiel tem com Deus, o Pai, Filho e Espírito Santo. 3.
No prefácio, ele descreve a autoridade, através da qual ele escreve e
fala, (I João 1:1-4) e expressamente aponta o objetivo de seu escrito
presente. Para o prefácio, exatamente as resposta da conclusão da Epístola,
mais largamente explicada do mesmo objetivo, e recapitulando as marcas de
nossa comunhão com Deus, através do 'nós
sabemos', repetido três vezes.
(I João 5:18-20). 4.
O próprio tratado fala, Em
Primeiro Lugar, severamente, da comunhão com o Pai (I João 1:5-10); da comunhão com o Filho; (I João 2-3); da comunhão com o Espírito (I João 4). Em Segundo Lugar,
conjuntamente, do testemunho do Pai, Filho e Espírito Santo; no qual a fé
em Cristo, o nascer de Deus, amar a Deus e seus filhos, e manter seus
mandamentos, e a vitória sobre o mundo, são estabelecidas. (I João 5:1-12). 5.
A recapitulação começa, (I João
5:18) 'Nós sabemos que ele que é nascido de Deus', que vê e ama o
Senhor, 'não peca', por quanto
tempo esse amor habite nele; 'Nós
sabemos que somos de Deis'; filhos de Deus, através do testemunho e
fruto do Espírito; 'e o mundo
todo', todos que não têm o Espírito, jazem
na malignidade'. Eles são, e vivem, e habitam nele, como os filhos de
Deus, no Espírito Santo. 'Nós
sabemos que o Filho de Deus veio, e nos deu' um
'entendimento' espiritual, 'para
que possamos conhecer o Deus Trino', o testemunho fiel e verdadeiro testemunho'. 'E nós somos do verdadeiro
Uno', como ramos de uma videira. 'Este
é o Deus verdadeiro, e vida eterna'. Ao considerarmos essas palavras importantes, nós podemos inquirir: I. Como Ele é a vida eterna? II. Acrescentar algumas inferências. I 1.
Em Primeiro Lugar, nós podemos
inquirir: De que maneira, Ele é o Deus verdadeiro? Ele é 'Deus
sobre todos, abençoado para sempre'. 'Ele
estava com Deus', com Deus, o Pai, 'desde
o início', desde a eternidade, 'e
era Deus. Ele e o Pai são Um'; e, conseqüentemente, 'Ele
pensou que não seria roubo ser igual com o Pai'. Assim sendo, os
escritores inspirados dão a Ele todos os títulos do mais sublime Deus.
Eles O chamam, várias vezes, pelo nome incomunicável, Jeová, -- nunca
dado á qualquer outra criatura. Eles atribuem a Ele todos os atributos e
todas as obras de Deus. De modo que não precisamos ter escrúpulos para
nos manifestarmos a Ele como 'Deus
de Deus; Luz da Luz; o mesmo Deus do mesmo Deus: Na glória igual com o
Pai, na majestade co-eterna'. 2.
Ele é o Deus verdadeiro, a única Causa, o único Criador de todas as
coisas. 'Através Dele', diz o
Apóstolo Paulo, 'foram criadas
todas as coisas que estão no céu, e que estão na terra', -- sim,
terra e céu; mas os habitantes são chamados, porque são mais nobres do
que a casa, -- 'visível e invisível'.
As diversas espécies dos
quais estão anexas: 'Quer sejam
tronos, ou domínios, ou principados, ou poderes'. Assim,
diz João: 'Todas as coisas foram
feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito seria feito'. E,
de acordo, Paulo refere-se a Ele nestas fortes palavras do salmista: 'Tu,
Senhor, no começo, colocaste o alicerce da terra, e os céus são a obra
de tuas mãos'. 3.
E como Deus verdadeiro, ele é também o Sustentador de todas as coisas
que ele fez. Ele suporta, mantém e sustenta todas as coisas criadas pela
palavra do seu poder; pela mesma palavra poderosa que os tirou do nada.
Como isto foi absolutamente necessário para o começo da existência
deles, é igualmente também para sua continuidade. Fosse sua poderosa
influência introvertida, eles não teriam subsistido por muito tempo.
Sustentar uma pedra no ar; no momento em que você retira sua mão, ela
naturalmente cai ao solo. De igual maneira, fosse Ele retirar sua mão,
por um momento, a criação cairia no nada. 4.
Como Deus verdadeiro, ele é igualmente o Preservador de todas as coisas.
Ele não apenas mantém na existência, mas as preserva naquele grau de
bem-estar, que é adequado às suas diversas naturezas. Ele as preserva em
suas diversas relações, conexões, e dependências, como para compor um
sistema de existência, para formar um universo inteiro, de acordo com o
conselho de sua vontade. Quão fortemente e magnificamente, isto é
expresso: 'Através de quem, todas
as coisas consistem'. Ou mais literalmente: 'Através e Nele, todas as coisas são compactadas em um único
sistema'. Ele não é apenas o suporte, mas também o cimento de todo
o universo. 5.
Eu particularmente observaria (o que talvez não tenha sido
suficientemente observado) que Ele é o verdadeiro Autor de todos os
movimentos que existem no universo. Para os espíritos, na verdade, ele
deu um grau pequeno do poder de automovimento, mas não para a matéria.
Todas as matérias, de qualquer tipo que seja, estão absoluta e
totalmente inertes. Ele não se move, e não pode se automover, de maneira
alguma; e, quando quer que uma parte dela pareça se mover, ela é na
realidade movida por alguma coisa mais. Veja esta barquilha [Instrumento
para medir a velocidade de navios. Consiste em um pedaço de madeira da
forma de um quadrante de círculo, cujo arco é lastreado de chumbo, para
flutuar de ponta para cima, de modo que, quando jogado na água preso a um
cordel, este se desenrola de um carretel, à medida que o navio se afasta,
bastando, pois, medir o fio desenrolado em determinado tempo, para ter a
velocidade do navio], que, vulgarmente falando, movimenta-se no mar! Ela
é, na realidade, movida pela água. A água é movida pelo vento; ou
seja, a corrente de ar. E o próprio ar deve todo seu movimento ao fogo etéreo,
a partícula do qual está atado a cada partícula dele. Prive-o daquele
fogo, e ele não se moverá mais; ele ficará fixo: Ele é tão inerte,
quanto a areia. Remova a fluidez (devida ao fogo etéreo misturado a ela)
da água, e ela não terá mais movimento do que a barquilha. Colida o
fogo no ferro, martelando-o, quando incandescente, e ele não terá mais
movimento que o ar fixo, ou a água gelada. Mas, quando ele está
desprendido, quando ele está em seu estado mais ativo, o que dá
movimento ao fogo? O próprio ateu irá dizer a você. Ou seja: 'A alma
comum vive nas partes e agita o todo'. 6.
Para levar isto um pouco mais além: Nos dizemos que a lua se move em
redor da terra; a terra e os outros planetas movem-se em redor do sol; o
sol move-se em redor de seu próprio eixo. Mas essas são apenas expressões
vulgares: Porque, se nós falarmos a verdade, nem o sol, lua, nem estrelas
se movem. Nenhum desses se movem por eles mesmo: Eles são todos movidos,
todos os momentos, pela poderosa mão que os fez. 'Sim',
diz Sir Isaac [Newron], 'o sol, a
lua, e todos os corpos celestes, movem-se, gravitam, em direção uns aos
outros'. Gravidade. O que é isto? 'É
porque, eles todos se atraem, na proporção da quantidade de matéria que
eles contêm'. 'Tolice, acima de tudo', diz Sr. Hutchinson; 'jargão,
auto-contradição! Pode alguma coisa
agir onde ela não está? Não; eles são continuamente
impulsionados em direção uns aos outros'. Impulsionados!
Pelo que? 'Pela matéria sutil, o éter, ou fogo elétrico'. Mas
lembre-se! Seja ele sempre tão sutil, ele é ainda matéria: Conseqüentemente,
é tão inerte em si mesmo, quanto tanto a areia ou o mármore. Ele não
pode, portanto, automover-se; mas provavelmente, é o primeiro material
que se move, a fonte principal, por meio da qual o Criador, o Preservador
de todas as coisas se agrada de movimentar o universo. 7.
O Deus verdadeiro é também o Redentor de todos os filhos dos homens.
Agradou ao Pai colocar sobre Ele as iniqüidades de todos nós, para que,
através do próprio sacrifício, uma vez oferecido, quando Ele testou a
morte, por cada homem, Ele pudesse fazer um sacrifício completo e
suficiente, oblação, e satisfação, pelos pecados de todo o mundo. 8.
Novamente: O Deus verdadeiro é o Governador de todas as coisas: 'Seu
reino governa sobre todos'. O governo descansa sobre seus ombros,
através de todas as épocas. Ele é o Senhor e Disponente de toda a criação,
e cada parte dela. E de que maneira mais extraordinária Ele governa o
mundo! Quão além, estão seus caminhos acima do pensamento humano! Quão
pouco, nós sabemos de seus métodos de governo! Apenas isto nós sabemos:
'Tu presides sobre cada criatura, como se fosse o universo, e sobre todo
o universo, como se fosse sobre cada criatura individual'. Reflita um
pouco sobre este sentimento: Que mistério glorioso ele contém! É a paráfrase
nas palavras recitadas abaixo: Pai, quão amplamente tuas glories brilham! Senhor do universo, --- e meu: Tuas benevolências zelam pelo todo, Como se o mundo todo fosse uma única alma; Ainda assim, manténs cada um dos meus sagrados cabelos, Como permaneço nos teus
cuidados simples! 9. Mas,
ainda assim, existe uma diferença, como foi dito antes, em seu governo
providencial sobre os filhos dos homens. Um escritor devoto observa que
existe um círculo triplo da Providência Divina. O círculo extremo
inclui todos os filhos dos homens; ateus, maometanos, judeus e cristãos.
Ele fez com que seu sol brilhasse sobre todos. Ele deu a eles chuva e estações
frutíferas. Ele derramou milhares de benefícios sobre eles, e preencheu
seus corações com alimento e alegria. No círculo interior, ele inclui
toda a igreja de cristã visível; todos que são chamados pelo nome de
Cristo. Ele tem um cuidado adicional para com esses, e uma atenção mais
pessoal ao bem-estar deles. Mas o círculo mais recôndito de sua providência
inclui apenas a igreja de Cristo invisível: todos os cristãos
verdadeiros, onde quer que estejam dispersos em todos os cantos da terra;
todos que adoram a Deus (qualquer que seja a denominação que pertençam),
em espírito e em verdade. Ele mantém esses, como a menina dos olhos: Ele
os esconde, sob a sombra de suas asas. E a esses, em particular, é que o
Senhor diz: 'Até mesmo os cabelos de suas cabeças são todos numerados'. 10.
Por fim, sendo o Deus verdadeiro, ele é a Finalidade de todas as coisas;
de acordo com aquela declaração solene do Apóstolo: (Romanos
11:36) 'Dele, e através Dele, e
para Ele, são todas as coisas': Dele, como o Criador, -- através de
quem, como o Sustentador e Preservador; e a Ele, como a última
Finalidade, de todas. II
Em todos esses sentidos, Jesus Cristo é o Deus verdadeiro, mas
como Ele é a vida eterna? 1.
A coisa diretamente pretendida nesta expressão não é que ele será
a vida eterna: Embora esta seja uma grande e importante verdade, e nunca
deverá ser esquecida. 'Ele é o Autor da salvação eterna de todos que obedecem a Ele'. Ele
é o Adquirente daquele 'coroa da
vida', que será dada a todos que são 'fiéis
até a morte'; e ele será a alma de todas as suas alegrias a todos os
santos na glória. A chama do amor angelical É acesa na face de Jesus E todos as alegrias acima Consistem no olhar fixo extasiante! 2. A coisa
diretamente pretendida aqui, não é que Ele seja a ressurreição; embora
isto também seja verdadeiro, de acordo com sua própria declaração: 'Eu
sou a ressurreição e a vida'. Concordantes com isto estão as
palavras de Paulo: 'Como em Adão,
todos morremos, então, em Cristo, todos viveremos'. De modo que nós
podemos dizer: 'Abençoado seja o
Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem recriado para uma
esperança viva, através da ressurreição de Cristo, para uma herança
incorruptível, e imaculada, e que não desaparece'. 3.
Mas, colocando o que Ele será, daqui para frente, nós somos chamados
a considerar o que Ele é agora. Ele é agora a vida de tudo que vive, de
qualquer tipo e em qualquer grau. Ele é a Fonte das espécies mais
inferiores de vida, aquela dos vegetais, como sendo a Origem de todo
movimento no qual a vegetação depende. Ele é a Fonte de vida dos
animais; o Poder, através do qual os corações batem, e os líquidos
circulantes fluem. Ele é a Fonte de toda a vida que o homem possui em
comum com outros animais. E se nós distinguimos a vida racional da vida
animal, Ele é a Fonte desta também. 4.
Mas quão infinitamente breve tudo isto fala da vida que está aqui
diretamente pretendida, e da qual o Apóstolo fala tão explicitamente nos
versos precedentes! (I João 5:11, 12) 'Este é o
testemunho que Deus nos dá da vida eterna; e esta vida está em seu
Filho. Ele que tem o Filho tem a vida', -- a vida eterna de que se
fala aqui, -- 'e ele que não tem o
Filho', de Deus, 'não tem'
esta 'vida'. Como se ele tivesse dito: 'Esta é a somatória do testemunho que Deus testificou de seu Filho;
que Deus nos tem dado, não apenas um direito de posse, mas o verdadeiro
começo da vida eterna: e esta vida é adquirida, e está guardada em seu
Filho; que tem todas as fontes e a plenitude dela em si mesmo, para
comunicar ao Seu corpo, a Igreja'. 5.
Esta vida eterna, então, começa quando agrada ao Pai revelar seu
Filho em nossos corações; quando nós primeiro conhecemos a Cristo,
estando capacitados 'para chamá-lo,
Senhor, através do Espírito Santo'; quando nós podemos testificar,
nossa consciência testemunhando com o Espírito Santo, 'que a vida que eu agora vivo, eu vivo pela fé no Filho de Deus, que me
amou e deu a si mesmo por mim'. E, então, esta felicidade começa; a
felicidade verdadeira, sólida, e substancial. É quando aquele céu é
aberto na alma, para que o próprio estado celeste comece, enquanto o amor
de Deus, assim como Ele nos ama, espalha-se em nosso coração, produzindo
instantaneamente amor por toda a humanidade, a benevolência pura,
universal, junto com seus frutos genuínos: humildade, mansidão, paciência,
contentamento, em todos os estados; uma submissão, inteira, clara,
completa, a toda a vontade de Deus; nos capacitando a nos 'regozijarmos
sempre mais, e em todas as coisas darmos graças'. 6.
E como nosso conhecimento e nosso amor, por Ele, aumentam; através dos
mesmos graus, e na mesma proporção, o reino do céu interior deve
necessariamente ampliar-se também; enquanto 'nos
desenvolvemos em todas as coisas junto a Ele que é nossa Cabeça'. E
quando nós estamos completos Nele, como nos tradutores expressam,
"autOi peplErOmenoi"; mais provavelmente, quando somos
preenchidos por Ele; quando 'Cristo
em nós, a esperança da glória', é nosso Deus e nosso Tudo; quando
Ele tem a completa posse de nossos corações; quando Ele reina sem um
rival, o Senhor de todo movimento que lá existe; quando Ele habita em
Cristo, e Cristo em nós, nós somos um com Cristo, e Cristo é um
conosco; então, nós somos completamente felizes; então, nós vivemos 'toda
a vida que está oculta com Cristo em Deus'; então, e não até então,
nós experimentamos verdadeiramente o que a palavra significa em 'Deus
é amor; e quem quer que habite no amor, habita em Deus, e Deus Nele'. III
Eu tenho agora apenas algumas inferências a acrescentar,
das observações precedentes: 1.
E nós podemos aprender disto, Em
Primeiro Lugar, que, como existe apenas um único Deus no céu, e na
terra; então existe uma só felicidade para os espíritos criados, quer
no céu ou na terra. Este único Deus fez nossos corações para Si mesmo;
e eles não poderão descansar, até que descansem Nele. É verdade que,
enquanto nós estamos no vigor de nossa juventude e saúde; enquanto nosso
sangue se movimenta em nossas veias; enquanto o mundo ri conosco, e temos
todas as conveniências; sim, e superfluidade da vida, nós freqüentemente
temos sonhos agradáveis, e desfrutamos de uma espécie de felicidade. Mas
ela não pode permanecer; ela foge como a sombra; e mesmo enquanto
continua, ela não é sólida ou substancial; ela não satisfaz a alma. Nós
ainda almejamos alguma coisa mais, alguma coisa que não temos. Dê ao
homem todas as coisas que o mundo pode dar, ainda assim, como Horácio
observa, perto de dois mil anos atrás, -- Em meio à nossa abundância, alguma coisa ainda fica faltando, a mim, a
ti, a ele! Esta alguma coisa não é mais nem menos do que o conhecimento e amor de Deus; sem o que. Nenhum espírito pode ser feliz, quer no céu ou na terra. 2.
Permita-me relatar minha própria experiência, em confirmação disto, --
Eu distintamente me lembro que, mesmo em minha infância, mesmo quando eu
estava na escola, eu freqüentemente dizia, 'Eles
dizem que a vida de um escolar é a mais feliz do mundo; mas eu estou
certo de que eu não sou feliz; porque eu não estou contente, e, assim, não
posso estar feliz'. Quando eu já havia vivido alguns anos mais,
estando no vigor da juventude, um estranho para a dor e a enfermidade, e
particularmente para a depressão do espírito (o que eu não me lembro de
ter sentido um quarto de uma hora, desde que eu nasci), tendo abundância
de todas as coisas, em meios aos amigos mais sensíveis e gentis, que me
amavam, e eu a eles; e vivendo um modo de vida que, de todos os outros,
era adequado às minhas inclinações; ainda assim, eu não era feliz. Eu
não conseguia saber o porquê, e não podia imaginar qual a razão. A razão
certamente era a de que eu não conhecia a Deus; a fonte da felicidade
presente e eterna. O que é uma prova clara de que eu não era, então,
feliz; é que, mediante a mais tranqüila reflexão, eu não soube de uma
semana em que eu tivesse pensado que teria valido a pena ter vivido aquela
vida novamente; mesmo com todos os estímulos interiores e exteriores, sem
qualquer alteração, afinal. 3. Mas um homem devoto afirmar que, 'Quando eu era jovem, eu era feliz; embora eu estivesse completamente sem Deus no mundo'. Eu não acredito em você; embora eu não duvide que você acredite em si mesmo. Mas você está enganado, assim como eu estive sempre e sempre. Tal é a condição da vida humana! A fragrância das mais delicadas flores e murtas parece exalar: Tudo está à uma distância justa; mas ao alcance da mão. A alegria enganosa zomba dos olhos desejosos, com espinhos, e charneca árida, e areia estéril.
Olhe adiante para alguma paisagem distante: Quão bela ela lhe
parece! Chegue mais perto; e a beleza desaparece, e ela se torna rude e
desagradável. Assim é a vida. Quando a cena acaba, ela reassume sua aparência
anterior; e nós acreditamos seriamente que nós éramos, então, muito
felizes, embora, na realidade, fosse muito ao contrário. Porque, como
ninguém é agora, então, ninguém foi antes, sem o conhecimento do
verdadeiro Deus. 4.
Nós podemos aprender disto, Em
Segundo Lugar, que este conhecimento feliz do verdadeiro Deus, não é
apenas outro nome para a religião; eu quero dizer, a religião cristã;
que, de fato, é apenas uma que merece o nome. Religião, como a natureza
ou essência dela, não se situa nesta ou naquela série de noções,
vulgarmente chamadas de fé; nem em uma série de deveres, mesmo que
cuidadosamente reformados de erros e superstição. Ela não consiste em
algum número de ações exteriores. Não: Ela necessariamente e
diretamente consiste no conhecimento e amor de Deus, como manifestado no
Filho de seu amor, através do Espírito eterno. E isto conduz a todo
temperamento divino, e a toda boa palavra e obra. 5.
Nós aprendemos disto, em Terceiro
Lugar, que ninguém, a não ser um cristão é feliz; ninguém, a não
ser o real cristão interior. Um glutão, um bêbado, um jogador podem ser
alegres; mas eles não podem ser felizes. O galanteador, e a bela podem
comer, beber, e jogar; mas ainda assim, eles perceberão que não são
felizes. Homens e mulheres podem adornar seus entes queridos, com todas as
cores do arco-íris. Eles podem dançar, cantar, e correrem de um lado
para outro, e agitarem-se para lá e para cá. Eles podem rolar para cima
e para baixo, em suas esplêndidas carruagens, e falarem monotonamente uns
com os outros. Eles podem
correr de uma diversão à outra: Mas a felicidade não estará lá. Eles
ainda estarão 'caminhando em sombra
vã, e inquietando-se em vão'. Um
de seus próprios poetas tem verdadeiramente expressado, concernente a
toda a vida desses filhos do prazer: 'Esta
é uma estúpida farsa, um show vazio: Empoado, e opulento, e janota'. Eu não
posso deixar de observar que aquele sutil escritor chegou perto do ponto,
mas, ainda assim, ele logrou alcançá-lo. Em seu 'Salomão' (um dos mais
notáveis poemas na Língua Inglesa), ele claramente mostra onde a
felicidade não está, ou seja, que ela não e encontrada no conhecimento
natural, no poder, ou nos prazeres dos sentidos, ou imaginação. Mas ele
não mostra onde ela pode ser encontrada. Ele não poderia; uma vez que
ele não conhece a si mesmo. Ainda assim, ele chega perto, quando diz:
Restaura, Grande Pai, teu filho instruído; e no meu agir, possa Tua
grande vontade ser feita!'. 6.
Nós aprendemos disto, Em
Quarto Lugar, que todo cristão é feliz; e que, se ele não é feliz,
então, ele não é cristão. Se, como foi observado acima, a religião é
felicidade, cada um que a tenha deve ser feliz. Isto aparece da mesma
natureza da coisa: Porque, se a religião e a felicidade são, de fato, a
mesma coisa. É impossível que algum homem possa possuir a primeira, sem
possuir a segunda também. Ele não pode ter religião, sem ter
felicidade; vendo que elas são extremamente inseparáveis. E é
igualmente certo, por outro lado, que aquele que não é feliz não é um
cristão; uma vez que, se ele fosse um verdadeiro cristão, ele não
poderia deixar de ser feliz. Mas eu admito que existe uma exceção aqui,
em favor daqueles que estão sob violenta tentação; sim, e daqueles que
estão debaixo de enfermidades nervosas, que são, na verdade, espécies
de insanidade. As nuvens da escuridão que, então, domina a alma, adia
sua felicidade; especialmente, se é permitido a satanás circundar essas
enfermidades, despejando seus dardos flamejantes. Mas, excetuando esses
casos, a observação será sustentada, e poderá ser aplicada: quem quer
que não seja feliz; sim, feliz em Deus, não é um cristão. 7.
Você não é uma prova viva disto? Você não vagueia de um lado para
outro, buscando descanso, sem encontrar algum? – indo ao encalço da
felicidade, mas nunca se apossando dela? E quem pode culpar você por
perseguí-la? Esta é a própria finalidade de sua existência. O grande
Criador não criou coisa alguma para ser miserável, mas cada criatura
para ser feliz em sua espécie. E numa revisão geral das obras de suas mãos,
Ele afirmou que tudo estava muito bom; o que não teria sido, não tivesse
toda criatura inteligente; sim, cada uma capaz de prazer e dor, respondido
à finalidade da sua criação. Se você está infeliz agora, é porque
você não está em seu estado natural: e você não deveria desejar muito
pela libertação disto? 'Toda a
criação', estando agora, 'sujeita
à vaidade', 'geme e se angustia na dor'. Eu
culpo apenas você, ou, antes, lamento, que você tenha tomado o caminho
errado para esta finalidade correta; por buscar a felicidade, onde ela não
nunca esteve, e nunca poderá ser encontrada. Você busca felicidade em
seus companheiros, em vez de em seu Criador. Mas esses não podem fazer de
você imortal. Se você tem ouvidos para ouvir, ouça cada criatura gritar
bem alto: 'A felicidade não está
em mim'. Todos esses são, na verdade, 'cisternas
quebradas, que não podem reter a água'. Ó, volte para seu descanso!
Volte para Ele, em quem estão escondidos os tesouros da felicidade! Volte
para Ele 'que dá liberalmente a
todos os homens', e Ele lhe dará 'de beber da água da vida livremente'. 8.
Você não poderá encontrar sua felicidade, tanto buscada, em todos os
prazeres do mundo. Eles não são 'enganosos
em seus valores?'. Eles não são nada menos do que a própria
vaidade? Por quanto tempo, você irá se 'alimenta
do que não é pão?' – com o que pode entreter, mas não pode
satisfazer? Você não pode encontrá-la na religião do mundo; quer nas
opiniões, ou em uma mera esfera de obrigações exteriores. Trabalho vão!
Deus não é um espírito, e por este motivo, deve ser 'adorado
em espírito e em verdade?'. Nisto
somente, você pode encontrar a felicidade que busca; na união de seu espírito
com o do Pai dos espíritos; no conhecimento e amor Dele, que é a fonte
da felicidade, suficiente para todas as almas que Ele criou. 9.
Mas onde Ele poderá ser encontrado? Nós devemos ir até os céus, ou
descer até o inferno, para buscá-Lo? Nós devemos 'pegar
as asas da manhã', e procurar por Ele, 'nas
partes mais remotas do mar?'. Não, quod petis, hic est! Que estranha
palavra saiu da pena de um pagão! 'O
que você busca está aqui!'. Ele está 'em
redor da sua cama'. Ele está 'em
redor do seu caminho'. Ele 'o
envolve por todos os lados'. Ele 'coloca
as mãos Dele sobre você'. Veja! Deus está aqui! Não está longe!
Agora creia e O sinta por perto! Ele pode agora se revelar em seu coração!
Conheça-O! Ame-O, e você
sera feliz! 10.
Você já está feliz Nele? Então, veja que você 'segure
firme o que você já conseguiu!'. 'Vigie e ore', para
que você nunca se 'afaste de sua
firmeza'. 'Vigie a si próprio, para que não perca o que ganhou, mas
receba uma recompensa completa'. Em assim fazendo, espere um
crescimento contínuo na graça, no conhecimento amoroso de nosso Senhor
Jesus Cristo. Espere que o poder do Altíssimo possa, de repente, ofuscar
você, para que todos os pecados possam ser destruídos, e nada possa
permanecer em seu coração, mas a santidade junto ao Senhor. E neste
momento, e em todos os momentos, 'apresente-se como um sacrifício vivo, santo, e aceitável para Deus',
e 'glorifique a ele com seu corpo, e
com seu espírito que são de Deus!'. [ Editado por Michael Anderson, estudante da Northwest Nazarene College (Nampa, ID), com correções de George Lyons para Wesley Center for Applied Theology.] _____________ Tradução:
Izilda Bella
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