A Inquietação e Descanso dos Homens de Bem

John Wesley

Pregado na Igreja de St. Mary em Oxford, no Domingo, 21 de Setembro de 1735

 Publicado a pedido de diversos ouvintes

             [Este parece ter sido o primeiro Sermão que o Sr. Wesley se comprometeu a publicar. Ele foi pregado, por volta de um mês antes que ele partisse para a Geórgia, e publicado no mesmo ano por C. Rivington, no Pátio da Igreja de St. Paul. Depois de não ter sido impresso, por mais de noventa anos, ele está aqui republicado como um autêntico; e  não desinteressante espécime de sua pregação, naquele tempo, quando ele deixou seu país natal para converter os ateus; e, como ele declara, aprendeu nos confins da terra, o que ele menos suspeitava, que ele nunca convertera a si mesmo. O leitor observará que enquanto o sermão exibe grande seriedade e zelo, ele exibe uma visão inadequada do real Cristianismo. O pregador atribui a santificação da natureza humana, em uma grande medida, aos sofrimentos pessoais; assume que o corpo é o alicerce dos males morais, e que o pecado existe nos melhores cristãos, até que obtenham o livramento da mão da morte. Com que habilidade e sucesso ele, mais tarde, se opôs a esses princípios não bíblicos, e ensinou a doutrina da presente salvação de todo o pecado, através da fé em Jesus Cristo, é bem conhecido a todos que estão familiarizados com suas Obras, e, especialmente com seu Diário e Sermões. Visto em ligação com seus escritos subseqüentes, este Sermão é de importância considerável, já que ele serve, muito visivelmente, para ilustrar a mudança que tomou lugar em seus sentimentos religiosos, previamente à sua entrada naquela carreira impressionante do trabalho e utilidade ministerial, através da qual ele foi tão eminentemente distinguido. Como um antídoto perfeito dos erros doutrinários que ele contém, o leitor é encaminhado ao admirável sermão, intitulado, "O Caminho Bíblico da Salvação" [43].

           

"Ali os ímpios cessam de perturbar; e ali repousam os cansados" (Jô 3:17)

 

Quando Deus, a princípio examinou todas as obras que tinha feito, "observou, que elas eram muito boas".  Tudo estava perfeito na beleza; e o homem, o senhor de todos, era perfeito na santidade. E como sua santidade era, assim era sua felicidade. Não conhecendo o pecado, ele não conhecia a dor. Mas, quando o pecado foi concebido, ele logo produziu dor; e todo o cenário foi mudado, de repente. Ela agora gemia, sob o peso de um corpo mortal, e, o que era muito pior, uma alma corrupta. Aquele "espírito", que teria carregado todas as suas outras "enfermidades" estava, ele mesmo "ferido", e doente de morte. Assim, "no dia em que ele pecou, ele começou a 'morrer'"; e, assim, "em meio à vida, nós estamos na morte"; sim, "toda a criação geme junta; na escravidão do pecado"; e, portanto, na miséria. 

Todo o mundo é, na verdade, em seu estado presente, apenas uma grande enfermaria. Todos que estão nele estão doentes do pecado; e a única tarefa que existe é ser curado. E para esta mesma finalidade, o grande Médico das almas está continuamente presente com eles; assinalando todas as enfermidades de cada alma, e "dando os medicamentos para curar suas doenças". Esses medicamentos são freqüentemente dolorosos, também: Não que Deus, esteja disposto a afligir suas criaturas, mas ele concede a elas, exatamente tanta dor, quanto seja necessária para sua saúde; e por esta razão – porque é desta forma. 

A dor da cura deve, então, ser suportada, por todo homem, assim como a dor da doença. E nisto está manifesta a infinita sabedoria Dele que se preocupa conosco, para que a própria enfermidade daqueles com os quais ele se relaciona, possa ser um grande meio de toda cura do homem. A própria maldade dos outros é, em milhares de maneiras, condutiva para uma boa santidade do homem. Eles o perturbam, é verdade; mas, até mesmo esta perturbação é "saúde para sua alma e tutano para seus ossos". Ele sofre muitas coisas deles, mas é para esta finalidade, para que ele possa ser "feito perfeito, através" desses "sofrimentos".   

Mas, como a santidade perfeita não é encontrada na terra, então, também não existe felicidade perfeita. [Nesta vida, os adultos cristãos são salvos de todo o pecado, e são feitos perfeitos no amor. Veja  o "Relato Claro da Perfeição Cristã",  do sr. Wesley – Editor]. Alguns resíduos de nossa doença sempre serão sentidos, e alguns medicamentos serão necessários para curá-los. Portanto, nós devemos estar, mais ou menos, sujeitos à dor da cura, assim como a dor da doença. E. assim sendo, nem "pecaminoso" aqui "cessa de preocupar"; nem pode "o fraco ter descanso".  

Quem, então, nos "livrará do corpo desta morte?". A morte nos livrará. A morte deixará livres, imediatamente, aqueles que "estavam todo seu tempo de vida, sujeitos à escravidão". A morte destruirá, de uma vez, todo o corpo do pecado [Esta doutrina, de que somos salvos do pecado, através da morte, é, em nenhuma parte, ensinada nas sagradas Escrituras, como o sr. Wesley, mais tarde, percebeu, e demonstrou no tratado justamente mencionado, e nos diversos de seus Sermões – Editor], e também de sua companheira, -- a dor. Portanto, "lá o perverso cessará de preocupar, e lá o cansado encontrará repouso".  

As Escrituras nos dá nenhum relato do lugar onde as almas do justo permanecem, da morte, até a ressurreição, mas nós temos um relato do estado deles nestas palavras. Nesta explicação, eu devo considerar: 

I.                   Como o pecaminoso causa preocupação aos homens de bem;

II.                Como o fraco encontra repouso. 

I

            Vamos considerar, Primeiro, como o "pecaminoso" aqui "perturba" os homens de bem. E este é um campo amplo. Olhe em volta do mundo; dê uma olhada em todas as preocupações nele: Quão poucas existem, em que os perversos não deram oportunidade!  "Destas, surgem as guerras e lutas entre vocês?". Dessas, todas as doenças que amarguram a sociedade; que freqüentemente transformam as mais sublimes bênçãos em maldição, e a tornam "boas para o homem ficar só?". "Elas não vêm, por esta razão", da vontade-própria, orgulho, afeição desordenada? Em uma palavra, da maldade? E pode ser de outra forma, por quanto tempo ela permaneça sobre a terra: Assim como "o Etíope muda sua pele"; o perverso cessa de causar preocupação, quer em si mesmo, ou em seu próximo; mas, especialmente os bons homens: Visto que, enquanto ele é perverso, ele está continuamente afligindo, quer a eles, ou a si mesmo, ou a Deus.  

1. Os homens perversos perturbam aqueles que servem a Deus, pelas injúrias que eles fazem a eles. Assim como, no princípio "ele que nascera, segundo a carne, perseguiu a ele que nasceu, segundo o Espírito, o mesmo acontece agora". E, assim, deve ser, até que todas as coisas sejam cumpridas; "até que o céu e terra passem"; "todos que viverem santos em Jesus Cristo sofrerão perseguição". Porque existe um inimigo irreconciliável, entre o Espírito de Cristo, e o espírito do mundo. Se os seguidores de Cristo "fossem do mundo, o mundo amaria o que é seu: Mas, porque eles não são do mundo, o mundo os odeia".  E este ódio, eles não falharão em mostrar, através de suas palavras: Eles "dirão toda sorte de mal contra eles, falsamente"; "eles descobrirão muitas invenções", por meio das quais, até mesmo "do bem que existe neles, se falará mal"; e, em milhares de exemplo, colocarão sob a responsabilidade deles, aquilo que eles desconhecem. No devido tempo, eles partirão das palavras para os feitos; tratando os servos, como seus antepassados fizeram com seu Mestre; causando-lhes injustiça, e, desrespeitosamente, os usando, de tantas maneiras, quanto a fraude puder inventar, e a força puder executar. 

2. É verdade, que essas preocupações são mais pesadas naqueles que ainda estão fracos na fé; e quanto mais algum homem se beneficia do Espírito de Cristo, mais leve elas parecem a ele. De maneira que, para aquele que está verdadeiramente renovado nele; que está cheio do conhecimento e amor a Deus, todas as injurias dos perversos não apenas não causam malefícios, mas são motivos de alegria verdadeira e sólida. Mas, embora ele se regozije, por causa de si mesmo, ainda assim, ele não pode deixar de se afligir por eles. "Ele tem grande peso e tristeza contínua, em" seu "coração, por causa de" seus "irmãos, na carne", que estão assim "juntando, para si mesmos, a ira contra o dia da ira, e da revelação do justo juízo de Deus". Ele chora por eles em secreto; ele está terrivelmente temeroso por eles; sim, ele "desejaria ser", ele mesmo,"amaldiçoado", para que eles pudessem receber uma bênção. E assim é que, aqueles que não apenas dão pouca importância, mas se regozijam nas maiores injurias que lhe são feitas, ainda, estão preocupados, com o que os perversos fazem a si mesmos e com as misérias terríveis que os atendem. 

3. Quanto mais eles estão preocupados com as injúrias que os perversos estão continuamente oferecendo a Deus! Esta foi a circunstância que causou a contradição dos pecadores serem tão severamente provados pelo próprio nosso Senhor: "Ele que menosprezou a mim, menosprezou Aquele que me enviou". E como esses desprezadores agora se multiplicaram sobre a terra! Eles não temem o Filho, tampouco o Pai. Como estamos cercados com aqueles que blasfemam contra o Senhor e seu Ungido; quer insultando todo o seu glorioso Evangelho, ou fazendo dele um mentiroso, quanto a algumas das verdades abençoadas que ele graciosamente revelou nele! Quantos daqueles que professam acreditar no todo, ainda assim, em efeito, pregam um outro Evangelho; assim menosprezando as mais essenciais doutrinas dele, através das suas novas interpretações, de maneira a reterem apenas as palavras, mas nada da "fé, uma vez, entregue aos santos!". Quantos que ainda não naufragaram na fé, e são estranhos aos frutos dela! Não purificaram seus corações; não dominaram o mundo; eles estão ainda "no fel da amargura, e no cativeiro da iniqüidade". Eles ainda são "amantes de si mesmos"; "amantes do mundo"; "amantes do prazer", e não, "amantes de Deus".  Amantes de Deus? Não. Ele "não está em todos os seus pensamentos!". Eles não se deleitam Nele; eles não estão sedentos Dele; eles não se regozijam em fazer a vontade Dele; nem exultam do louvor a Ele! Ó, fé, operada pelo amor, para onde tu fugiste? Certamente o Filho do homem uma vez introduziu a ti sobre a terra. Onde então, tu estás agora? Em meio às riquezas? Não. "O engodo das riquezas", "sufoca a palavra, e ela se torna infrutífera". Em meio ao pobre? Não. "As preocupações do mundo" estão lá, assim, ela produz nenhum fruto para a perfeição. No entanto, nada existe para impedir seu crescimento em meio aqueles que nem são pobres, nem são ricos; -- Sim; "o desejo de outras coisas".  E a experiência mostra, por milhares de exemplos melancólicos, que o desejo concedido de alguma coisa grande ou pequena, ao contrário de significar uma coisa necessária, ele, aos poucos, banirá o cuidado deste com a alma, e a incapacitará para toda boa palavra e obra.                  

Tal é a preocupação – para não descer aos pormenores, que são incessantes – que os perversos [continuamente] ocasionam nos homens de bem. Tal é o estado de todos os bons homens, enquanto na terra: Mas não é assim com suas almas no paraíso: No momento em que eles estão livres do corpo, eles não conhecem mais a dor. Embora ainda não possuam a "plenitude da alegria", ainda assim, toda a aflição acabou. Porque "lá, o perverso cessou de preocupar, e o cansado encontra repouso".  

II

 1. "Lá o cansado encontra repouso" – a Segunda coisa a ser considerada, -- não apenas daqueles males que a prudência teria impedido, ou a piedade, removido, mesmo nesta vida, mas daqueles que eram inseparáveis dela; daqueles que eram sua porção inevitável na terra. Eles agora encontram repouso; o que os perversos não permitiam que encontrassem antes: Porque no trono dos espíritos dos homens justos, ninguém, a não ser os espíritos dos justos pode entrar. Eles estão, por fim, afastados do açoite da língua: Seus nomes não são aqui banidos como o mal. Abraão, Isaac, Jacó, e os Profetas, não injuriam, ou se separam da companhia deles. Eles ao mais são usados e perseguidos acintosamente; nem gemem, sob a mão do opressor: nenhuma injustiça, malícia, fraude, existem lá; eles são todos "israelitas, de fato, em quem não existe fraude".  Não existem pecadores contra suas próprias almas, portanto, não existe compaixão dolorosa, nem temor por eles. Não existem blasfemadores de Deus, ou de sua obra; nem profanadores de seu nome, ou de seu Sabbath; nem negadores do Senhor que os comprou; ninguém que pisoteie o sangue de sua aliança eterna: Em uma palavra, nem espírito mundano ou sensual, nem espírito diabólico; ninguém que não ame ao Senhor seu Deus, com todo seu coração. 

2. Lá, portanto, "o cansado encontra repouso", de todas as preocupações que o ímpio proporcionou; e, de fato, de todos os outros males que são necessários neste mundo, quer como conseqüência do pecado, ou como cura dele. Eles estão em descanso, em primeiro lugar, da dor corpórea. Com o objetivo de julgar a grandeza deste livramento, que aqueles que não o sentiram, tenha uma visão de alguém que se encontra doente ou em leito de morte. Este é aquele que foi "criado, um pouco menos do que os anjos?". Como é que a glória partiu dele! Seus olhos estão opacos e pesados; sua face pálida e abatida; sua língua titubeia; [suas mãos tremem]; seu peito ofega e palpita; todo seu corpo está agora distorcido, e contorce-se, de um lado para o outro; agora úmido, e frio, e inerte, como a terra para a qual está indo. E, ainda assim, tudo isto que você vê, é apenas uma sombra do que ele sente. Você vê, não a dor que rasga o coração dele, que atravessa todas as suas veias, e afugenta a alma flutuante, através de todas as parte da sua, uma vez amada, moradia. Pudéssemos ver isto também, quão sinceramente clamaríamos: "Ó, pecado, o que tu fizeste! Para o que tu trouxeste a mais nobre parte da criação visível! Foi para isto que o bom Deus criou o homem?". Ó, não! Nem ele sofrerá por mais tempo. Ainda assim, em curto espaço, e todas as tempestades da vida terão terminado, e tu te reunirás no depósito dos mortos; e lá "o cansado encontrará repouso".  

3. Eles "encontrarão repouso", de todas essas enfermidades e loucuras, das quais eles não poderiam escapar nesta vida. Eles não estão mais expostos à ilusão dos sentidos, ou aos sonhos da imaginação. Eles não estão impedidos de verem as mais nobres verdades, pela inadvertência; nem eles, alguma vez, perdem a visão do que eles ganharam, pela desatenção. Eles não estão envolvidos com o preconceito, nem, alguma vez, enganados, pelos vislumbres precipitados e parciais do objeto. E, conseqüentemente, nenhum erro existe. Ó, paz abençoada, onde a verdade apenas pode entrar! A verdade, sem mistura, franca, iluminando cada homem que vem para o mundo! Onde existe nenhuma diferença de opiniões, mas todos pensam da mesma forma; todos são de um só coração, e um só pensamento: Onde aquela prole do inferno, a controvérsia, que vira o mundo de cabeça para baixo, não pode vir: Onde aqueles que têm sido separados, por meio dela, e freqüentemente clamam na amargura da sua alma: "Paz, paz!", encontrarão o que eles, até então, procuraram em vão; até mesmo, a paz que ninguém poderá tirar deles. 

4. E, ainda assim, tudo isto, inconcebivelmente grande como ele é, é a menor parte do livramento deles. Porque, no momento em que eles se desfazem da carne, eles estão livres, não apenas do transtorno causado pelo ímpio, não apenas da dor e doença, da tolice e enfermidade; mas também de todo o pecado. Um livramento este, diante de cujos olhos todo o restante desaparece. Esta é a canção triunfal que todos ouvem, quando atravessam os portões do paraíso: -- "Tu, uma vez morto, não pecas mais. O pecado não tem mais domínio sobre ti. Porque, no que tu morres, tu morres para o pecado, imediatamente; mas no que tu vives, tu vives junto a Deus". [O sentimento que é novamente expressado aqui, de que é a morte que destrói o pecado no coração humano, embora concluída na linguagem de um Apóstolo, é um ramo daquele misticismo filosófico que o sr. Wesley levou em consideração neste primeiro período de sua vida, e que ele, mais tarde, renunciou, pela doutrina bíblica da salvação pela fé. De acordo com o Novo Testamento, todo aquele que crê está livre do domínio do pecado.; e a Bíblia nunca representa a inteira santificação de nossa natureza como efetuada pela morte. É a obra do Espírito Santo; e isto não é suspenso com a dissolução do corpo. Mas com o exercício de uma fé firme no Altíssimo Salvador. – Editor]. 

5. Lá, então, "os cansados encontrarão repouso". O sangue do Cordeiro curou todas as enfermidades deles, lavou totalmente sua maldade, e os limpou de seus pecados. A doença de sua natureza  está curada; eles estão, por fim, completos; estão restaurados para a saúde perfeita. Eles não mais lamentam a "carne cobiçando contra o Espírito"; a "lei em seus membros" está agora no fim, e não mais "guerreia contra a lei de sua mente, e os traz cativos para a lei do pecado".  Não existe raiz de amargura restante; nenhum resíduo, até mesmo, daquele pecado que "tão facilmente os assolou"; nenhum esquecimento "Dele, em quem eles vivem, se movem, e têm sua existência"; nenhuma ingratidão para com seu gracioso Redentor, quem derramou sua alma, por causa deles, em sua morte; nenhuma infidelidade para com o abençoado Espírito, que há tanto carrega suas enfermidades. Em uma palavra, nenhum orgulho, nenhuma vontade-própria existe lá; de maneira que eles que estão assim "livres da escravidão da corrupção" podem, de fato, dizer uns aos outros, e isto em um sentido enfático: "Amados, nós agora somos os filhos de Deus; ainda que não pareça o que deveremos ser, seremos como Ele, porque o veremos, como ele é". 

6. Vamos ver um pouco mais próximo ao estado de um cristão, quando de sua entrada no outro mundo. Suponha que "o cordão prateado" da vida, "soltou-se", exatamente agora, e "a roda se desfez junto à cisterna" (Eclesiastes 12:6); o coração pode agora não mais bater; o sangue cessa de se mover; o último suspiro flui dos lábios trêmulos, e a alma salta para a eternidade. Quais são os pensamentos de tal alma, que justamente subjugou seu último inimigo, a morte? Que vê o corpo do pecado abaixo dela, e nasce novamente no mundo dos espíritos? E como ela canta: "'Ó, morte, onde está teu aguilhão? Ó, sepultura, onde está tua vitória? Graças seja dada a Deus', que me deu 'a vitória. Através de nosso Senhor Jesus Cristo'. Ó, dia feliz, em que eu começarei a viver! Onde eu deverei testar minha liberdade inata! Quando eu 'nasci da mulher", eu tinha 'apenas um curto tempo de vida', e este tempo era 'cheio de miséria'; aquele corpo corruptível pressionava-me para baixo, e aprisionava-me ao pecado e dor. Mas a algema está quebrada, e eu estou livre. Daqui por diante, eu não os conheço mais. Aquela cabeça não é mais uma cabeça dolorida: Aqueles olhos não mais derramam lágrimas: Aquele coração não mais pulsa com angústia ou medo; não mais deverá ser oprimido com tristeza e preocupação: Aqueles lábios não mais serão torturados pela dor: Sim, 'o pecado não tem mais domínio sobre' mim. Por fim, eu parti de ti, ó, meu inimigo; e eu não mais verei a tua face! Eu não mais serei infiel ao meu Senhor, ou ofenderei os olhos de sua glória: eu não serei mais aquela criatura indecisa, volúvel, auto-inconsistente, pecando e me arrependendo, e pecando novamente. Não. Eu nunca cessarei, dia ou noite, de amar e louvar o Senhor meu Deus, com todo meu coração, e com todas as minhas forças. Mas o que são vocês: 'Estes' são 'todos espíritos ministrantes, enviados para ministrar' a um 'herdeiro da salvação?'. Então, pó e cinzas, adeus! Eu ouvi uma voz do céu dizendo: 'Vem, e descansa dos teus trabalhos. Tua luta está concluída, teu pecado, perdoado; e os dias de teu murmurar estão terminados'".  

7. Meus irmãos, essas verdades necessitam de pequena aplicação. Vocês acreditam que essas coisas sejam assim? O que, então, cada um de vocês tem a fazer, a não ser "deixar de lado todo peso, e correr com perseverança a corrida que se colocada diante de si?".  "Para considerar todas as coisas, a não ser esterco", e refugo; especialmente, aqueles grandes ídolos, erudição e reputação, se elas forem buscadas, em alguma outra medida, ou com algum outro objetivo, do que como condutivas ao conhecimento e amor a Deus? Para ter esta "única coisa", continuamente em teu coração, "quando tu te sentas em tua casa, e quando tu caminhas, pela estrada, e quando tu te deitas, e quanto tu te levantas?"; -- para ter teus "lombos" sempre "cingidos", e "tua luz queimando?"; -- para servir o Senhor, teu Deus, com toda a tua força; se, de qualquer maneira, quando Ele requerer tua alma de ti, talvez, numa hora, quando tu não estiveres buscado por Ele, tu possas entrar "onde o perverso cessa de causar preocupação, e onde o cansado está em paz".  

[Editado por George Lyons at Northwest Nazarene College (Nampa, ID), for the Wesley Center for Applied Theology.]

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Tradução: Izilda Bella