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Segunda Carta ao Rev. Sr. Clarke Londres, 10 de Setembro de 1756
Ontem,
eu recebi seu favor de 9 de Julho. Já que você fala livre e
abertamente, eu me esforçarei para fazer o mesmo; no que eu estou
persuadido, você não ficará desapontado. 1.
Das palavras imputadas ao Sr. Langston, eu digo nada, porque ele
negou a acusação: E eu não tive oportunidade de ouvir o acusado e o
acusador face a face. 2.
Que existem fanáticos em meio aos Metodistas, eu não duvido; e em
meio aos outros povos sob o céu: Mas que eles são 'tais,
por conta da doutrina e disciplina", ainda permanece a ser
provado. Se eles são tais, a despeito de nossa doutrina e disciplina,
a loucura deles não deverá ser colocada como nossa responsabilidade. Eu
nada sei daquele panfleto anônimo sobre inspiração.
Como parece ter sido escrito por um discípulo meu? Seja isto bom,
ruim, ou indiferente, eu não estou preocupado, ou de qualquer maneira,
sou responsável por isto. 3.
Eu acredito que diversos que não são ordenado pelo bispo, são
chamados por Deus para pregar o Evangelho. Ainda assim, eu não faço
objeção ao Trigésimo-Terceiro Artigo, embora eu julgue que existem
casos isentos. Que
os sete Diáconos foram exteriormente ordenados, até mesmo para este ofício
menor, não pode ser negado. Mas, quando Paulo e Barnabé foram
separados para a obra para a qual foram chamados, não foi ordenando-os.
Paulo foi ordenado, muito tempo antes, e isto não do homem, nem pelo
homem. Foi
apenas introduzindo-o ao arcebispado, para o qual nosso Senhor havia
designado a ele, desde o início. Para esta finalidade, os profetas e
professores jejuaram, oraram, e "impuseram
suas mãos sobre eles"; um rito que foi usado, não ordenação
apenas, mas em bênção, e em muitas outras ocasiões. 4.
Com respeito ao Episcopado diocesano, existem diversas questões,
que eu ficaria feliz de responder: (1)
Onde isto está prescrito nas Escrituras? (2)
Como aparece que os Apóstolos "estabeleceu
isto, em todas as igrejas que ele fundou?". (3) Como aparece que eles assim estabeleceram isto, de alguma forma,
de maneira a tornar perpétua a obrigação? Admite-se que "Cristo
e seus Apóstolos não colocaram as igrejas sob uma forma de governo ou
outra". Mas. (1)
Eles colocaram todas as igrejas debaixo da mesma forma precisa? Se o
fizeram, (2) nós podemos provar que esta tem sido a mesma que agora
permanece na Igreja da Inglaterra? 5.
Como Favorimo e muitos mais podem definir ambos heresia e
cisma, eu não estou preocupado em saber. Eu bem sei que heresia é
vulgarmente definida, "uma
opinião falsa no tocante algum artigo necessário da fé"; e
cisma, "uma separação
infundada da verdadeira igreja". Mas eu me mantenho à minha Bíblia,
como nossa Igreja me ensina a fazer, no seu Sexto Artigo. Portanto, eu não posso considerar o cisma uma separação da
igreja, verdadeira ou falsa; porque eu não posso me certificar que isto
sempre foi assim tomado das Escrituras.
A primeira vez que eu li o termo lá, foi em I
Coríntios 1:10 "Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo,
que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões;
antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer". Eu
me encontrei com ela novamente em I
Coríntios 11:8 "Porque
antes de tudo ouço que, quando vos ajuntais na igreja, há entre vós
dissensões; e em parte o creio". Mas está claro, por cismas
em ambos os lugares, quer dizer, não alguma separação da igreja, mas
divisões de desamor, nela. Porque
os Coríntios continuaram a ser uma igreja; e, não obstante todas as
brigas e contendas, não houve separação de alguma parte do restante,
com respeito à comunhão externa.
Neste mesmo sentido, a palavra é usada no capítulo 12:25
"Para que não haja divisão
no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos
outros". E esses são apenas os lugares no Novo Testamento onde
ela ocorre. Portanto,
o favorecer algum temperamento delicado em direção aos nossos irmãos,
é o verdadeiro cisma bíblico.
Na verdade, ambos, heresias (que são também obras da carne, e
consequentemente condenáveis, se não houver arrependimento) e cismas,
são aqui mencionadas pelo Apóstolo, com quase o mesmo sentido; exceto
que com cisma, ele quer dizer aquelas animosidades interiores, que
ocasionaram heresias, ou seja, divisões
e facções exteriores. De maneira que, enquanto alguém diz: "Eu
sou de Paulo; outro, eu sou de Apolo"; isto implica tanto o cisma, quanto a heresia. Assim,
surpreendentemente, as últimas eras têm destorcido as palavras heresia
cisma do seu significado bíblico".
Heresia não está em toda a Bíblia, considerada como "um
erro nos fundamentos", ou
em alguma coisa mais; nem o cisma, por alguma separação feita da
comunhão externa de outros. Portanto, tanto a heresia quanto o cismo,
no moderno sentido das palavras, são pecados que as Escrituras sabem
nada a respeito.
6. Mas, embora eu
assevere isto, eu estou "completamente
indiferente quanto à alguma opinião do homem na religião?". Muito
longe, mas muito longe disto. Já que eu declarei repetidas vezes, no
mesmo sermão, sob consideração; no "Caráter
de um Metodistas"; no
"Relato Claro", e
vinte tratados além desses. Nem eu "dissimulo meus sentimentos". Alguns homens menos. Eu tenho escrito severamente, e imprimido
contra Deístas, Papistas, Místicos, Quakers, Anabatistas,
Presbiterianos, Calvinistas, e Antinomianos. Uma maneira bizarra de agradar a mim mesmo com eles, o golpear a menina dos olhos
deles! Todavia, em todas as coisas indiferentes (mas não às custas da
verdade), eu me regozijei de "agradar
a todos os homens para o bem da edificação deles"; se, por
acaso, eu puder "fazer mais
prosélitos", para o Cristianismo genuíno e bíblico; se eu
posso convencê-los mais ao amor a Deus e seu próximo, e caminharem
como Cristo caminhou.
Até onde eu os acho obstrutivos a isto, eu me oponho às opiniões
errôneas com toda minha força; embora, até mesmo então,
preferivelmente, por cuidar daqueles que já estão livres, do que, por
disputar com muitos desses, e saber que não existe probabilidade de
convencê-los. Milhares de vezes, eu considerei as palavras de meu pai
verdadeiras: "Você pode
estar em paz com os Dissidentes, se você não ceder a eles, ou
contender com eles. Mas, se você o fizer, eles o afrontarão; e no
final, você estará onde você estava no começo".
Eu agora, senhor, condescendi a você, de maneira a contender
consigo, o menos possível. Mas com que probabilidade de sucesso?
Suponha que você tenha um coração puro, neste debate; suponha que você
almeje, não a vitória, mas a verdade apenas; ainda assim, um homem de
sessenta anos (exceto, talvez, um de nossa idade) foi alguma vez
convencido de alguma coisa?
Um velho homem não é motto,
Non persuadebis etiamsi persuaseris? Quando passamos da meia idade,
uma espécie de obstinação e inflexibilidade não se apoderam da
mente, assim como do corpo? E como isto trava o portão contra toda
convicção! Até mesmo, antes que o olho
da alma também se torne turvo, e assim, cada vez menos capaz de
discernir as coisas com as quais não estamos bem familiarizados ainda!
7. Ainda assim, sobre
um ponto, eu devo acrescentar algumas poucas palavras, porque é de
menor importância: Eu disse: "Ortodoxia,
ou opiniões corretas, nunca é mais do que uma parte pequena da religião;
algumas vezes, nenhuma parte dela, afinal".
E isto eu expliquei assim: "Em
um filho de Deus, é uma pequena parte da religião: Não se trata de
parte alguma, afinal, no filho do diabo". A religião de um
filho de Deus é retidão, e paz, e alegria no Espírito Santo. Agora,
se a ortodoxia for alguma parte disto (o que ela mesma poderia admitir
de uma questão) é uma parte pequena, embora ela seja uma ajuda
considerável para o amor, paz e alegria.
A religião é, em outras palavras, o amor a Deus e homem,
produzindo toda santidade de vida. Agora, as opiniões corretas não são
algo mais (se elas forem tanto), do que uma parte pequena disto? Uma vez
mais: A religião é a mente que estava em Cristo, e o caminhar como
Cristo caminhou. Mas quão pequena parte disto são as opiniões, por
mais corretas que sejam!
Por filho do diabo, eu quero dizer, alguém que não tem religião
afinal; alguém que nunca ama, nem teme, nem serve a Deus. Mas é certo,
que tal homem pode ainda ser ortodoxo, pode nutrir opiniões corretas;
e, ainda assim, é igualmente certo, que essas não são parte da religião,
naquele que não tem religião, afinal.
Permita-me, senhor, falar excessivamente claro. Você não é um
homem ortodoxo? Talvez, não existe alguém mais assim na diocese. E ainda assim, possivelmente, você pode não ter religião, afinal. Se for verdade que você frequentemente bebe em excesso, você pode ter ortodoxia, mas você pode não ter religião. Se, quando você se altera, você chama seu irmão de "Tu, tolo", você não tem religião, afinal. Se você, até mesmo pragueja e toma o nome de Deus em vão, você pode não ter outra religião, do que a ortodoxia; uma religião da qual o diabo e seus anjos podem ter completa, tanto quanto você.
Ó, Pecado; que coisa inútil é isto para você contender a
respeito dos pregadores leigos! Um pregador leigo não é preferível a
um pregador bêbado? A um pregador que pragueja, amaldiçoa? "Mas
ao ímpio diz Deus: Que fazes tu em recitar os meus estatutos, e em
tomar a minha aliança na tua boca? Visto
que odeias a correção, e lanças as minhas palavras para detrás de
ti". [Salmos 50:16-17]. Na compaixão terna, eu falo isto. Possa Deus aplicar em seu coração! Então, você não receberá como uma afronta, mas como o mais sublime exemplo de amor fraternal, Rev. senhor, Seu verdadeiramente afetuoso servo,
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