à O
Caráter de Um Metodista
à
Uma Breve História do Metodismo
à
Conselho a Um Povo Chamado Metodista
à Princípios de Um Metodista
Por John Wesley
Ao leitor:
1. Assim
que o nome foi conhecido no mundo, muitos estavam perdidos quanto ao que
significava Metodista; quais os princípios e prática daqueles que são
comumente chamados por esse nome; e quais as marcas peculiares dessa religião
"a qual tem sido, em todos os lugares, falado contra".
2. E,
sendo, geralmente, acreditado que, eu era capaz de dar um relato esclarecedor
dessas coisas, (já que eu tenho sido um dos primeiros a quem esse nome foi
dado, e a pessoa, pela qual as demais supõem que ele esteja direcionado), eu
tenho sido chamado, de todas as formas, e com a mais extrema seriedade, a assim
proceder. Eu me rendo, pelo menos, à importunidade contínua, tanto de amigos
quanto de inimigos; e agora faço o mais claro relato que eu posso, na presença
do Senhor e Juiz dos céus e da terra, sobre os princípios e prática, por meio
dos quais, aqueles que são chamados Metodistas são distinguidos de
outros homens.
3. Eu
digo aqueles que são chamados Metodistas; porque, deixe isso ficar, bem
observado, esse não é um nome que eles pegaram para si mesmos, mas um fixado
sobre eles, através do caminho da reprovação, sem a aprovação ou consentimento
deles. Ele foi, primeiro, dado a três ou quatro jovens de Oxford, por um
estudante da Igreja de Cristo; em alusão aos Physicians (médicos), assim
chamados, que ensinavam que todas as doenças podiam ser curadas através de um método
específico de dieta e exercícios, tanto quanto da observação deles de um método
mais regular de estudo e comportamento, do que aquele que era usual aos da
mesma idade e situação deles.
4. Eu
poderia regozijar-me (tão pouco ambicioso eu sou para ser o mentor de qualquer
doutrina ou partido), se esse nome nunca mais fosse mencionado, mas fosse
queimado no esquecimento eterno. Mas se isso não pode ser, que, pelo menos
aqueles que irão usá-lo, saibam o significado da palavra que eles usam. Não
permita que lutemos sempre na escuridão. Venham, e nos deixe olhar, uns aos
outros, na face. E, talvez, alguns de vocês que odeiam aquilo do qual eu sou chamado,
possam amar aquilo que eu sou, pela graça de Deus; ou melhor, o que
"eu sigo, se eu compreender que, através disso, eu também sou compreendido
de Cristo Jesus".
1. As
marcas peculiares de um Metodista não são as opiniões dele de qualquer
tipo. Sua concordância a esse ou aquele sistema religioso; ele abraçar algum
grupo particular de idéias, sua adesão ao julgamento de um homem ou de outro,
estão todos, completamente, longe do ponto. Quem quer que, entretanto, imagine
que um Metodista seja um homem desse tipo, ou dessa opinião, é,
grosseiramente, ignorante de toda a questão; ele se equivoca da verdade,
totalmente. Nós acreditamos, realmente, que "toda Escritura é dada pela
inspiração de Deus"; e onde nós somos distinguidos dos judeus, turcos, e
infiéis. Nós acreditamos que as palavras escritas de Deus sejam regra única e suficiente,
tanto de fé como de prática cristã; e onde nós, fundamentalmente, somos
distinguidos daqueles da Igreja Católica. Nós acreditamos que Cristo seja o
Deus eterno e supremo; e onde nós somos diferenciados dos
"Socianians" e Arianos. Mas, com respeito a todas as opiniões, que
não colidem com a raiz do Cristianismo, nós pensamos e deixamos pensar. De modo
que, o que quer que eles sejam, se certos ou errados, eles não são as marcas
distintas de um Metodista.
2. Nem
são as palavras ou frases de qualquer tipo. Nós não colocamos nossa religião,
ou qualquer parte dela, sendo atada a qualquer modalidade peculiar de falar,
grupo fantástico ou incomum de expressões. Diante de outros, nós preferimos as
palavras mais óbvias, fáceis e comuns, tanto nas ocasiões costumeiras, como
quando falamos das coisas de Deus. Nós nunca, entretanto, de boa-vontade, ou
intencionalmente, desviamos da maneira de falar mais usual; a menos, quando nós
expressamos as verdades bíblicas, nas palavras bíblicas, as quais, nós
presumimos, nenhum cristão irá condenar. Nem nos afligimos a usar quaisquer
expressões particulares das Escrituras, mais freqüentemente, do que outras, a
menos que elas sejam usadas, mais amiúde, pelos próprios escritores inspirados.
De maneira que é um erro grosseiro colocar as marcas de um Metodista em
suas palavras, como, nas opiniões de toda espécie.
3. Nem
nós desejamos ser distinguidos por ações, costumes, ou usos, de uma natureza
imparcial. Nossa religião não se coloca fazendo o que Deus não tem se alegrado,
ou abstendo-se daquilo que ele não tem proibido. Ela não se coloca na forma de
nossos trajes, na postura de nossos corpos, ou na cobertura de nossas cabeças;
não ainda, em nos abster do casamento, ou de carnes e bebidas, as quais são
boas, se recebidas com ações de graça. Entretanto, nem irá homem algum, que
conhece, a respeito do que ele afirma, fixar as marcas do Metodista aqui
—, em alguma ação e costume, puramente, indiferente, indeterminado pela palavra
de Deus.
4.
Nem, ultimamente, ele é distinguido por colocar toda a tensão da religião em
alguma parte singular dela. Se você disser: "Sim, é, porque ele pensa 'que
nós somos salvos pela fé somente'": Eu respondo: Você não entendeu as
condições. Através da salvação ele quer dizer santidade de coração e vida. E
isso ele afirma brotar da fé verdadeira apenas. Pode algum cristão comum negar
isso? É isso que está colocando uma parte da religião para um todo? "Nós,
então, podemos invalidar a lei através da fé? Deus proíbe! Sim, nós firmamos a
lei". Nós não colocamos o todo da religião (como muitos fazem, Deus sabe),
em não fazendo mal algum, ou em fazendo o bem, ou em usando as ordenanças de
Deus. Não, não em todas elas, juntas; em que nós sabemos, por experiência, que
um homem pode trabalhar muitos anos, e, ao fim, não ter religião; não mais do
que ele tinha no começo. Muito menos, em qualquer um desses; ou, e pode ser, em
um pedaço de algum deles: como ela que se acredita uma mulher virtuosa, apenas
porque ela não é uma prostituta; ou ele que sonha que é um homem honesto,
meramente, porque ele não rouba ou furta. Possa o Senhor Deus de meus pais,
preservar-me de tal religião pobre e faminta como essa! Fossem essas as marcas
de um Metodista, eu logo escolheria ser um sincero judeu, turco ou
pagão!
5.
"Qual, então, é a marca? Quem é um Metodista, de acordo com o seu
próprio relato?" Eu respondo: Um Metodista é aquele que tem "o
amor de Deus derramado por todo seu coração, pelo Espírito Santo dado a
Ele"; alguém que "ama o Senhor seu Deus com todo seu coração, e com
toda sua alma, e com toda sua mente, e com todas as suas forças. Deus é a
alegria em seu coração, e o desejo de sua alma; a qual está, constantemente,
clamando: Quem eu tenho, nos céus, a não ser a ti? Não há ninguém sobre a terra
que eu deseje, além de Ti! Meu Deus e meu tudo! Tu és a força de meu coração, e
minha porção para sempre!".
6.
Ele é, contudo, feliz em Deus, sim, sempre feliz, como tendo nele, "um
poço de água, fonte da vida eterna", e transbordando sua alma com paz e
alegria. "Amor perfeito", tendo agora, "lançado fora o
medo", ele "se regozija sempre mais". Ele "se regozija,
sempre, no Senhor", sempre "no Deus, seu Salvador"; e, no Pai,
"através de nosso Senhor Jesus Cristo, por quem ele tem agora recebido a
redenção". "Tendo" encontrado a "redenção, através de seu
sangue, o perdão de seus pecados" ele não pode deixar de se regozijar,
sempre que ele olha para trás, para a cova horrível, de onde ele foi liberto;
quando ele vê "todas as suas transgressões e iniqüidades apagadas, como
uma nuvem". Ele não pode deixar de se regozijar, quando ele olha para as
condições em que ele está agora; "sendo justificado, livremente, e tendo
paz com Deus, através de nosso Senhor Jesus Cristo". Porque "ele que
acredita, ter o testemunho" disso "em si mesmo"; sendo agora o
filho de Deus, pela fé. "Porque ele é um filho, Deus tem enviado adiante o
Espírito de seu Filho, no seu coração, clamando: Abba, Pai!". E "o
próprio Espírito é testemunha com seu espírito de que ele é um filho de
Deus". Ele se regozija também, quando ele olha, para frente, "na
esperança da glória que deve ser revelada"; sim, essa sua alegria é
completa, e todos os seus ossos clamam: "Abençoado seja Deus, e Pai de
nosso Senhor Jesus Cristo, que, de acordo com sua abundante misericórdia, tem
me recriado na esperança viva — da herança incorruptível, inviolável, e que não
se desvanece, reservada, nos céus, para mim!".
7.
E ele que tem sua esperança, assim "cheia da imortalidade, em todas as
coisas, agradece"; como sabendo que (o que quer que elas sejam) "é a
vontade de Deus, em Cristo Jesus, concernente a ele". Dele, no entanto,
ele, carinhosamente, recebe tudo, dizendo: "Boa é a vontade do
Senhor"; e se o Senhor dá ou tira, igualmente, "glorifica o Seu nome".
Porque ele tem "aprendido, em qualquer condição que esteja, nesse momento,
estar contente". Ele sabe "ambos, como ser humilhado, e como estar em
abundância. Em todo o lugar, e em todas as coisas, ele está instruído a estar
saciado e a estar faminto; a estar em abundância e a sofrer necessidade".
Se, no bem estar físico, ou na dor; na doença ou na saúde, na vida ou na morte,
ele agradece das profundezas de Seu coração a quem ordena isso para o bem;
sabendo que como "todo dom agradável vem do alto", então, nada, a não
ser o bem pode vir do Pai das luzes, daquele, em cujas mãos ele tem,
completamente, colocado seu corpo e alma, como nas mãos do Criador fiel. Ele
tem, então, "cuidado" (ansiosamente, ou despreocupadamente) "de
nada" tendo "colocado todas as suas preocupações Nele que cuida por
ele", e "em todas as coisas" descansa Nele, depois "de
fazer seu pedido conhecido a Ele com ações de graças".
8. Porque,
realmente, ele "ora, sem cessar". É dado a ele "sempre orar, e
não fraquejar". Não que ele esteja sempre na casa de oração; embora ele
não negligencie a oportunidade de estar lá. Nem que ele esteja sempre de
joelhos, apesar de estar, freqüentemente, ou com seu rosto diante do Senhor seu
Deus. Nem ainda ele está sempre clamando alto para Deus, ou o chamando em
palavras: Muitas vezes, "o Espírito intercede por ele, com gemidos que não
podem ser exprimidos". Mas todo o tempo, a linguagem do seu coração é
esta: "Tu, esplendor da glória eterna, junto a ti está meu coração, embora
sem voz, e meu silêncio fala junto a ti". E essa é a verdadeira oração, e
apenas essa. Mas seu coração está sempre erguido para Deus, todo o tempo, e em
todos os lugares. Nisso, ele nunca é obstruído, muito menos, interrompido, por
qualquer pessoa ou coisa. Sozinho ou acompanhado, nos momentos de folga, no
trabalho, ou conversando, seu coração está sempre com o Senhor. Se ele se
deita, ou se levanta, Deus está em seus pensamentos; ele caminha com Deus,
continuamente, tendo o olho do amor de sua mente, ainda fixado Nele, e em todo
o lugar, "buscando a Ele que é invisível".
9.
E, enquanto isso, ele, desse modo, sempre exercita seu amor a Deus, orando, sem
cessar, regozijando-se, sempre mais, e em todas as coisas dando graças; seus
mandamentos estão escritos em seu coração: "Que, ele, que ama a Deus, ame
ao seu irmão, também". E ele, concordantemente, ama seu próximo, como a si
mesmo; ele ama cada homem, como sua própria alma. Seu coração está cheio de
amor para com toda a humanidade, para com todos os filhos do "Pai de todos
os espíritos de toda a carne". Que um homem não lhe seja conhecido,
pessoalmente, não é barreira alguma a seu amor; não, nem àquele que ele não
aprova que recompense sua boa-vontade com ódio. Porque ele "ama seus inimigos"; sim, e os inimigos de
Deus, "o mau e o mal agradecido". E se não está em seu poder
"fazer o bem a quem o odeia", ainda assim, ele não cessa de orar por
eles, embora eles continuem a rejeitar seu amor, e ainda "maliciosamente,
o usem e o persigam".
10.
Porque ele é "puro de coração". O amor de Deus tem purificado seu
coração de toda paixão vingativa, da inveja, malícia e ira, de todo
temperamento indelicado ou afeição maligna. Isso o limpou do orgulho e altivez
de espírito, de quem, sozinho, emana contenda. E ele agora está "cheio de
misericórdia, delicadeza, humildade de mente, brandura, e longanimidade":
De modo que ele "abstém-se e perdoa, se ele tem alguma disputa com alguém;
assim como Deus, em Jesus Cristo, o perdoou". E, realmente, todo possível
motivo para contenda, de sua parte, é extremamente, cortado fora, Porque
ninguém pode tirá-lo do que ele deseja; vendo que ele "ama não o mundo,
nem coisa alguma dele"; sendo agora "crucificado para ele, e o mundo
crucificado nele"; sendo morto para tudo o que nele está, para "a cobiça
da carne, a cobiça dos olhos, e o orgulho da vida". Porque "todo seu
desejo está em Deus, e na lembrança de Seu nome".
11.
De acordo com esse seu único desejo, é o único objetivo de sua vida, ou seja,
"não fazer a sua própria vontade, mas a vontade Dele que o enviou".
Sua única intenção todo esse tempo e, em todas as coisas não é, agradar a si
mesmo, mas a Ele que a sua alma ama. Ele tem um único olho. E, porque "seu
olho é único, todo seu corpo é cheio de luz". De fato, onde o olho de amor
de sua alma é, continuamente, fixo em Deus, não pode haver escuridão, afinal,
"mas o todo é luz; como quando a luz brilhante da vela ilumina a
casa". Deus, então, reina sozinho. Tudo o que está na alma é santidade
para o Senhor. Não há um movimento em seu coração, a não ser o que está de
acordo com a Sua vontade. Cada pensamento despertado aponta para Ele, e está em
obediência à lei de Cristo.
12.
E a árvore é conhecida por seus frutos. Porque como ele ama a Deus, então ele
guarda seus mandamentos; não apenas alguns, ou a maioria deles, mas todos, do
menor ao maior. Ele não está satisfeito em "manter a lei toda, e ofender
em um ponto"; mas ele tem, em todos os pontos, "a consciência, sem
ofensa, para com Deus e para com o homem". O que quer que Deus tenha
proibido, ele evita; no que quer que Deus tenha se alegrado, ele faz; e mesmo
que isso seja pequeno ou grande, difícil ou fácil, jubiloso ou doloroso, para a
carne. Ele "executa os mandamentos de Deus", agora que ele tem o
coração livre. É sua glória, então, fazer isso; é sua coroa de regozijo,
diariamente, "fazer a vontade de Deus sobre a terra, como ela é feita nos
céus"; sabendo que é o mais alto privilégio dos "anjos de Deus,
daqueles que se sobressaem, em força, para cumprir Seus mandamentos, e escutar
atentamente a voz de Sua Palavra".
13.
Todos os mandamentos de Deus, ele, concordantemente, mantém, e isso, com todo
sua força. Porque sua obediência está em proporção ao seu amor, a fonte de onde
isso flui. E, por conseguinte, amando Deus com todo seu coração, ele serve a
ele com toda sua força. Ele, continuamente, apresenta sua alma e seu corpo,
como um sacrifício vivo, santo e aceitável a Deus; inteiro e sem reservas,
devotando a Ele, tudo o que tem, tudo o que é, para sua glória. Todos os
talentos que ele tem recebido, ele, constantemente, emprega, conforme a vontade
do Mestre; cada poder ou faculdade de sua alma, cada membro de seu corpo. Uma
vez, ele "consentiu que eles fossem instrumentos da iniqüidade, para o
pecado", mas, agora "tendo nascido dos mortos, ele consente" que
todos eles "sejam instrumentos da retidão para Deus".
14. Por
conseqüência, o que quer que ele faça, é tudo para a glória de Deus. Em toda
sua ocupação, de toda a espécie, ele não apenas concentra seus esforços, (que
implica em ter um único olho), mas, atualmente, ele consegue isso. Suas
ocupações, ou suas horas de repouso, tanto quanto suas orações, tudo serve a
esse grande fim. Se ele está sentado em sua casa, ou caminhando; se ele se
deita, ou levanta, ele está promovendo, em tudo que fala ou faz, a única
ocupação de sua vida; se ele coloca seus trajes, ou trabalha, ou come e bebe,
ou se diverte do trabalho exaustivo, isso tudo tende ao crescimento da glória
de Deus, pela paz e boa-vontade entre os homens. Sua única e invariável regra é
essa: "O que quer que seja feito, em palavra ou ação, fazer tudo, no nome
de Nosso Senhor Jesus, dando graças a Deus e ao Pai por ele".
15.
Nem os costumes do mundo, afinal, o impedem de "correr a corrida que está
colocada diante dele". Ele sabe que os maus hábitos não perdem sua
natureza, embora sempre se tornem tão na moda; e lembra que "todo homem
deverá dar um relato de si mesmo a Deus". Ele não pode, por conseguinte,
"seguir" mesmo a "multidão para fazer o mal". Ele não pode
"passar, suntuosamente, bem, todos os dias", ou "fazer provisão,
para a carne se encher de cobiça, depois disso". Ele não pode "deitar
tesouros na terra", não mais do que ele pode botar fogo em seu próprio
peito. Ele não pode "adornar a si mesmo", por qualquer pretensão,
"com ouro ou trajes suntuosos". Ele não pode tomar parte, ou
encorajar alguma diversão que tenha a menor tendência ao vício de qualquer
espécie. Ele não pode "falar mal" de seu próximo, nada mais do que
ele pode mentir, tanto para Deus quanto para o homem. Ele não pode expressar
uma palavra indelicada de alguém; por amor, ele mantém fechados seus lábios.
Ele não pode dizer "palavras vãs"; "nenhuma comunicação
corrupta" deverá "sair de sua boca, como todas aquelas que não são
boas para o uso da edificação", não "adequadas para ministrar graça
aos ouvintes". Mas "por mais que as coisas sejam puras, por mais que
sejam amáveis, por mais que sejam", justamente, "de boa
reputação", ele pensa, ele fala, ele age, "adornando o Evangelho de
Nosso Senhor Jesus Cristo, em todas as coisas".
16.
Por último. Sempre que pode, ele "faz o bem a todos os homens"; seu
próximo, e estranhos; amigos e inimigos: e de toda a forma possível; não apenas
aos seus corpos, "alimentando o faminto, vestindo o nu, visitando aqueles
que estão doentes ou na prisão"; mas, muito mais, ele trabalha para o bem
da alma deles, com a capacitação que Deus lhe deu, para acordar aqueles que
dormem na morte; trazer os que estão acordados para o sangue reparador, que,
"sendo justificado pela fé, eles podem ter paz com Deus"; e provocar
aqueles que têm paz com Deus, para abundar ainda mais em amor e boas obras. E
ele, de boa-vontade, "passa e vai passar nisto", mesmo "para ser
oferecido no sacrifício e serviço da fé deles", de maneira que eles possam
"todos chegar na medida e na estatura da plenitude de Cristo".
17.
Esses são os princípios e práticas de nossa religião; essas são as marcas de um
verdadeiro Metodista. Por meio dessas apenas, aqueles que estão, no
ridículo, assim chamado, desejam ser distinguidos de outros homens. Se algum
homem disser, "Mas esses são apenas os princípios comuns fundamentais do
Cristianismo!". Tu o disseste; então, eu concordo; essa é a própria
verdade; eu sei que não existem outras; e eu gostaria, em Deus, que tu e todos
os outros homens soubessem que eu, e todos os que seguem meu julgamento,
recusam-se, veementemente, a serem distinguidos de outros homens, a não ser
pelos princípios comuns do Cristianismo — o claro, e velho Cristianismo que eu
ensino, renunciando e abominando todas as outras marcas de distinção. E a quem quer que eu pregue, (deixe-o ser
chamado, pelo que ele deseja, porque nomes não mudam a natureza das coisas),
ele é um cristão, não apenas no nome, mas, no coração e na vida. Ele está,
interiormente e exteriormente, em conformidade com a vontade de Deus, como
revelada, nas palavras escritas. Ele pensa, fala, e vive, de acordo com o
método estabelecido, na revelação de Jesus Cristo. Sua alma está renovada, na
busca da imagem de Deus, na retidão, e em toda santidade verdadeira. E tendo a
mente que estava em Cristo, ele, então, caminha como Cristo também caminhou.
18. Por
essas marcas, por esses frutos da fé viva, nós trabalhamos para distinguir a nós
mesmos do mundo descrente, de todas aquelas mentes ou vidas que não estão de
acordo com o Evangelho de Cristo. Mas dos cristãos reais, quaisquer que sejam
as denominações deles, nós, sinceramente, não desejamos ser distinguidos,
afinal; não daqueles que, sinceramente, buscam o que eles sabem que eles ainda
não têm obtido. Não: "quem quer que faça a vontade de meu Pai, que está
nos céus, o mesmo é meu irmão, e irmã, e mãe". E eu imploro a vocês,
irmãos, pela misericórdia de Deus, que nós não sejamos, de modo algum,
divididos, entre nós mesmos. Está teu coração comigo, como o meu está contigo?
Eu não farei mais perguntas. Se assim for, dê-me tua mão. Por opiniões ou
termos, não nos deixe destruir o trabalho de Deus. Tu amas e serve a Deus? É o
suficiente. Eu dou a você a mão direita do companheirismo. Se existe algum
consolo em Cristo, se existe algum conforto de amor, se alguma amizade do
Espírito; se existe misericórdia; permita que nós nos esforcemos, juntos, pela
fé do Evangelho; caminhando dignos da vocação, pela qual, nós fomos chamados;
com toda humildade e brandura, com longanimidade, tratando com clemência, um ao
outro, no amor, esforçando-nos para manter a unidade do Espírito, nos laços da
paz; lembrando que há um corpo, e um Espírito, mesmo quando somos chamados com
uma esperança de nosso chamado; "um Senhor, uma fé, um batismo; um Deus e
Pai de todos, que está acima de tudo, e através de tudo, e em você
todo".
1. Não é fácil somar os vários relatos que foram determinando as
pessoas chamadas Metodistas; muitos deles, tão remotamente longe da
verdade, como o que foi dado pelo bom cavalheiro na Irlanda: “Metodistas!
São pessoas que colocam, todas as religiões, usando barbas longas”.
2. A abundância de erros que são atuais a respeito deles saltou,
indubitavelmente, disto: um aglomerado de homens, debaixo desse nome comum;
muitos com nenhum tipo de conexão, uns com os outros; e, então, o que quer que
algum desses falassem ou fizessem, era, afinal, imputado a todos.
3. O resumo a seguir pode prevenir pessoas, de uma disposição calma
e cândida, de fazer isso; embora homens, de espírito alterado e preconceituoso,
farão exatamente o que faziam antes. Mas deixe ser observado que isso não é
designado para a defesa dos Metodistas (assim chamados), ou qualquer
parte deles. Isto é uma relação simples de uma série de fatos expostos, os
quais sozinhos podem remover abundância de mal-entendidos.
4. Em Novembro de 1729,
quatro jovens cavalheiros de Oxford — Sr. John Wesley, membro do Lincoln
College; Sr. Charles Wesley, estudante da Igreja de Cristo; Sr. Morgan,
homem do povo, da Igreja de Cristo; e o Sr, Kirkham, do College Merton
—, começaram a passar algumas tardes da semana, lendo, principalmente, o Testamento
Grego.
No ano seguinte, dois ou três dos alunos do Sr. John Wesley
desejaram a liberdade de se encontrarem com eles; e, logo depois, um dos alunos
de Charles Wesley. Foi em 1732, que o Sr. Ingham, do Queen’s College, e Sr.
Broughton, de Exeter, foram somados ao número deles. A esses, em Abril,
juntaram-se o Sr. Clayton, de Brazen-nose, com dois ou três de seus alunos. Por
volta da mesma época, o Sr. James Hervey foi permitido encontrar-se com eles; e
em 1735, o Sr. Whitfield.
5. A exata regularidade de suas vidas, bem como dos estudos,
ocasionaram um jovem cavalheiro da Igreja de Cristo dizer, “Aqui está um
novo grupo de Metodistas brotando”; aludindo àqueles médicos antigos
que eram assim chamados. O nome era novo e singular; de maneira que ele pegou,
imediatamente, e os Metodistas foram conhecidos por toda a Universidade.
6. Eles eram todos membros zelosos da Igreja da Inglaterra; não
apenas tenazes, em todas as doutrinas delas; até onde eles as conheciam, mas de
todas as suas disciplinas, nas menores circunstâncias. Eles eram, igualmente,
observadores zelosos de todos os Estatutos da Universidade, e isto, por causa
da consciência. Mas eles observaram que nem esses, nem qualquer coisa além do
que eles conceberam estavam em ligação estreita com o único livro deles, a
Bíblia; sendo o único desejo e desígnio deles serem cristãos bíblicos sinceros;
tomando a Bíblia, como é interpretada pela igreja primitiva e nossa própria,
como a regra total e única deles.
7. A única responsabilidade, então, sugerida contra eles foi a de
que eles eram "excessivamente íntegros"; que eles eram,
abundantemente, escrupulosos, e muito rigorosos, levando as coisas aos
extremos: em particular, que eles colocavam muita tensão nas Rubricas e Cânones
da Igreja; que eles insistiam muito na observação dos Estatutos da
Universidade; e que eles levavam as Escrituras, num sentido muito austero e
literal; de modo que eles estavam certos de que poucos poderiam, realmente, ser
salvos.
8. Em Outubro, 1735, o Sr. John e Charles Wesley, e o Sr.
Ingham deixaram a Inglaterra, com o objetivo de pregar para os índios na
Geórgia: mas o restante dos cavalheiros continuou a se encontrar, até que um ou
outro foi ordenado, e deixou a Universidade. Por esse motivo, por volta de dois
anos, escassamente algum deles restou.
9. Em Fevereiro de 1738, o Sr. Whitefield foi para a
Geórgia, com o objetivo de ajudar o Sr. John Wesley; mas o Sr. Wesley havia
retornado para a Inglaterra. Logo depois, ele se encontrou com o Sr. Ingham,
Stonehouse, Hall, Hutchings, Kinchin e alguns outros poucos clérigos, que
pareceram ser todos de um só coração, e um só julgamento, resolvidos a serem
cristãos bíblicos, em todos os eventos; e, onde quer que eles fossem, pregar
com toda a sua força clara, o Cristianismo Bíblico antigo.
10. Eles eram, até aqui, perfeitamente, regulares, em todas as
coisas; e, zelosamente, atados à Igreja da Inglaterra. Nesse meio tempo, eles
começaram a ser convencidos de que "pela graça nós fomos salvos, através
da fé"; que essa justificação pela fé era a doutrina da Igreja,
como também da Bíblia. Tão logo eles acreditaram, eles declararam; salvação
pela fé sendo agora o seu tópico permanente. De fato, isso implicava três
coisas:
(1)
Que
os homens são, pela natureza, "mortos no pecado", e,
conseqüentemente, "crianças de ira".
(2)
Que
fé produz santidade interior e exterior: E nesses pontos eles insistiram, dia e
noite. Em pouco tempo, eles se tornaram pregadores populares. As congregações eram
grandes, onde quer que eles preguem.
(3)
O
antigo nome estava, então, reavivado; e todos esses cavalheiros, com seus
seguidores foram intitulados Metodistas.
11. Em Março de 1741, o Sr. Whitefield retornou da Inglaterra,
inteiramente, separado do Sr. Wesley e seus amigos, porque ele não abraçou os
decretos. Aqui estava a primeira brecha, com a qual os homens alterados
persuadiram o Sr. Whitefield a criar, meramente, por causa da diferença de
opinião. De fato, aqueles que acreditaram na redenção universal tiveram
nenhum desejo, afinal, de se separarem; mas aqueles que abraçaram a redenção
restrita não poderiam ouvir de qualquer acomodação, estando determinados a
ter nenhuma camaradagem com aqueles homens que "estavam em erro tão
perigoso". De modo que havia agora duas espécies de Metodistas,
assim chamados; aqueles pela redenção restrita, e aqueles pela redenção
em geral.
12. Não muitos anos se passaram, antes que William Cudworth e James
Relly separaram-se do Sr. Whitefield. Esses eram, propriamente, Antinominianos (doutrina de que, pela fé e a graça de Deus anunciadas no
Evangelho, os cristãos são libertados não só da lei de Moisés, mas de todo o
legalismo e padrões morais de qualquer cultura); inimigos absolutos e declarados da lei de
Deus, o qual eles nunca pregaram ou professaram pregar, mas determinaram a
todos os legalistas que o fizessem. Com eles, "pregando a lei" era
uma abominação. Eles não tinham o que fazer com a lei. Eles poderiam
"pregar Cristo", como eles chamavam isso, mas sem uma palavra tanto
de santidade, como de boas obras. Contudo, esses eram ainda denominados Metodistas,
embora diferindo do Sr. Whitefield, tanto no julgamento, quanto na prática; e,
abundantemente, mais do que o Sr. Whitefield diferia do Sr. Wesley.
13. Nesse meio tempo, o Sr. Venn e Sr. Romaine começam a falar disso;
e, não muito depois, o Sr. Madan e Sr. Berridge, com alguns outros clérigos,
que, embora, não tivessem ponte alguma, um com o outro, ainda assim, pregando salvação
pela fé, e esforçando-se para viverem, concordantemente, e se tornarem
Cristãos Bíblicos, foram logo incluídos no nome geral de Metodistas. Como,
de fato, foram todos os outros que pregaram salvação pela fé, e
pareceram mais sérios do que seus vizinhos. Alguns desses eram, completamente,
regulares, em sua maneira de pregar; alguns, completamente, irregulares;
(embora, não pela escolha; mas, pela necessidade, que era colocada sobre eles;
eles deveriam pregar, irregularmente, ou não, afinal); e outros estavam, entre
ambos — regular, na maioria, se bem que, não em tudo, particulares.
14. Em 1762, George Bell, e algumas poucas pessoas começaram a
falar palavras fortes. No final do ano, eles predisseram que o mundo iria
acabar, em 28 de Fevereiro. O Sr. Wesley, com aqueles a quem, então, estava
unido, opôs-se a eles, em público e em privado. O que eles não puderam
suportar; então, em Janeiro e Fevereiro de 1763, separaram-se do Sr.
Wesley. Logo depois, o Sr. Maxfield, um dos pregadores do Sr. Wesley, e muitas
pessoas também o deixaram; embora o Sr. Maxfield e seus adeptos seguissem sob o
nome geral de Metodistas.
15. Até esse momento, muitos daqueles que permanecem com o Sr. Wesley
são, na maioria, homens da Igreja da Inglaterra, embora eles não amem as
opiniões deles. Sim, eles mesmos amam os Antinomianos; mas apenas com um amor
de compaixão. Já que odeiam a doutrina deles com uma perfeita aversão,
abominando-as, como abominam o fogo do inferno; estando convencidos que nada
pode destruir, tão efetivamente, toda fé e santidade e todas as boas
obras.
16. Com respeito a esses — Sr. Relly e seus partidários — não seria estranho que eles pudessem crescer, em reputação, já que eles nunca chocarão o mundo, tanto pela aspereza de sua doutrina, como singularidade de comportamento. Mas aqueles, que determinam tanto pregar, como viver o evangelho, esperam que os homens digam "toda maneira diabólica deles". "O servo não está acima de seu Mestre, nem o discípulo acima de seu Senhor. Se, então, eles chamaram o mestre da casa Belzebu, quanto mais a eles de sua própria casa?" É dever deles, realmente, "tanto quanto cabe a eles, viver, pacificamente, com todos os homens". Mas, enquanto eles trabalham pela paz, o mundo "os fazem prontos para a batalha". E o esforço constante deles "agradar todos os homens, pelo seu bem, para edificação". Ainda que eles saibam que isso não pode ser feito: Eles se lembram das palavras dos Apóstolos: "Se, eu ainda agrado homens, eu não sou servo de Cristo". Eles seguem em frente; mesmo que, "através de honra e desonra; através do relato mau e bom"; desejando apenas que o Mestre deles possa dizer um dia: "Servos de Deus, parabéns!".
John
Wesley
Por Metodistas, eu quero dizer as pessoas
que professam exercer (em qualquer medida que elas tenham alcançado) santidade
de coração e vida; conformidade, interior e exterior, em todas as coisas,
para a vontade revelada de Deus; os que colocam a religião, na semelhança
uniforme, do grande propósito dela. Na imitação permanente Dele, eles
adoram a Deus, em todas as suas perfeições imitáveis; mais, particularmente,
na justiça, misericórdia, e verdade, ou amor universal, preenchendo o
coração e governando a vida.
Você,
para quem eu agora falo, acredita que esse amor da espécie humana não pode
brotar, a não ser do amor de Deus. Você pensa que não pode haver exemplo de
alguém, cuja afeição terna abrace cada criança do homem, (ainda que não
valorizado para ele, tanto por laços de sangue, como por alguma relação natural
ou civil), a menos que essa afeição flua do amor agradável e filial, para o Pai
comum de Todos; para Deus, considerado, não apenas, como seu Pai, mas como o “Pai
dos espíritos de toda carne”, sim, como os Pais e o Amigo comum de todas as
famílias, tanto no céu, como na terra.
Esse
amor de filho, você supõe que flua apenas da fé, a qual você descreve como uma
evidência supernatural (ou convicção) das coisas que não são vistas, de modo
que ele que tem esse princípio,
As coisas desconhecidas para o senso
frágil,
Invisíveis pela faísca débil da razão,
Com evidência grandiosa e forte
Sua origem divina exibe.
A fé fornece sua luz realizadora,
As nuvens se dispersam, as sombras voam;
O invisível aparece na luz,
E Deus é visto pelo olho mortal.
Você supõe que essa fé implica a
evidência de que Deus é misericordioso com o pecador; que ele está reconciliado
comigo, pela morte de seu Filho, e agora me aceita por causa Dele. Você,
concordantemente, descreve a fé de um cristão real como “a confiança e
confidência verdadeira” (sobre, e acima de seu assento, para os escritos
sagrados) “o que ele tem em Deus, já que seus pecados são perdoados; e já que
ele está, através dos méritos de Cristo, reconciliado com o favor de Deus”.
Você
acredita, além disso, que essa fé e amor são forjados, em nós, pelo Espírito de
Deus; mais ainda, que não pode existir, em algum homem, algum temperamento ou
desejo bom, ou um pensamento bom, a menos que ele seja produzido pelo poder
extremo de Deus, pela inspiração ou influência do Espírito Santo.
Se
você caminha por essa regra, continuamente, esforçando-se para conhecer, e
amar, e assemelhar-se, e obedecer ao grande Deus e Pai de nosso Senhor Jesus
Cristo, como o Deus do amor, da misericordiosa clemente; se desse princípio de
amor, fé obediente, você, cuidadosamente, abstém-se de todo o mal, e trabalha,
quando você tem oportunidade, para fazer o bem a todo homem, amigos ou
inimigos; se, por fim, você se une, para encorajar e ajudar o outro, a assim,
executar sua salvação, e para esse fim olhar um ao outro, no amor, você é
aquele a que eu chamo por Metodistas.
O
Primeiro Conselho Geral, o qual aqueles que amam suas almas podem,
honestamente, recomendar para cada um de vocês é: “Considere, com atenção
profunda e freqüente, as circunstâncias peculiares, dentro das quais você está”.
Uma
delas é a de que você é uma nova pessoa: Seu nome é novo (pelo menos, quando
usado num sentido religioso); não ouvido, até poucos anos atrás, tanto na sua,
como em qualquer outra nação. Seus princípios são novos, nesse respeito, que
não há outro grupo de pessoas entre nós (e, possivelmente, não, no mundo
cristão) que o detenha todo, no mesmo grau e conexão; que, tão ativa e
continuamente, insista na absoluta necessidade da santidade universal do
coração e da vida; do amor de Deus, sereno e jubiloso; da evidência
sobrenatural das coisas não vistas; do testemunho interior de que nós somos as
crianças de Deus; e da inspiração do Espírito Santo, a fim de algum pensamento
bom, ou palavra, ou trabalho.
E,
talvez, não exista outro grupo de pessoas (pelo menos, não visivelmente unido)
que imponha tanto, e ainda sem mais estresse do que você tem na retidão de
opiniões; nos modelos exteriores de adoração; e no uso dessas ordenanças as
quais você reconhece serem de Deus.Tanto tensão você impõe sempre nas opiniões
corretas, como para professar que você, sinceramente, deseja ter um julgamento
reto em todas as coisas, e você está feliz de usar todos os significados os
quais você sabe ou acredita possam ser conducentes para isso; e, no entanto,
não muito, como para condenar algum homem sobre a terra, meramente por pensar
diferente do que você; muito menos, para imaginar que Deus o condena por isso,
se ele é justo e sincero de coração.
Naqueles
modelos exteriores de adoração, nos quais você tem sido criado, você coloca
tanta tensão, para aprová-los, grandemente; mas não tanta, para diminuir seu
amor por aqueles que, conscientemente, divergem de você, nisso. Você,
igualmente, impõe tanto estresse, no uso dessas ordenanças, as quais você
acredita serem de Deus, como para confessar que não há salvação para você, se
você, obstinadamente, negligenciá-las: No entanto, você não julga aquelas que
estão, de outro modo, propensas; você determina nada, concernente àqueles que,
não acreditando que essas ordenanças sejam de Deus, fora do princípio,
abstêm-se delas.
Seu
cuidado com a vida, levando a totalidade disso, junto, pode ser, igualmente,
considerado novo. Eu quero dizer, fazendo disso uma regra, abster-se das
diversões da moda; de ler peças, romances ou livros de humor; de cantar canções
inocentes; ou falar de uma maneira leviana, espetaculosa, folgazã; sua
simplicidade no vestir-se; sua maneira de procedimento no comércio; sua exatidão
na observância do dia do Senhor; seu escrúpulo para as coisas que não têm sido
costumeira; sua total abstinência das bebidas alcoólicas espirituosas (a menos
em casos de necessidade); sua regra: “não mencionar o defeito de uma pessoa
ausente, em particular dos Ministros ou daqueles em autoridade”, pode,
justamente, ser denominado novo: Vendo, entretanto, alguns que são escrupulosos
em algumas dessas coisas, e outros que são precisos com respeito às outras
particularidades, ainda assim, não encontramos algum outro grupo de pessoas que
insista em todas essas regras juntas. Com respeito, entretanto, ao seu nome,
seus princípios, e sua prática, você pode ser considerado como uma nova pessoa.
Uma
outra circunstância peculiar da sua situação presente é a de que você está
novamente unido; a de que você está, justamente, unido, ou (como parece)
reunindo-se melhor, fora de todas as outras sociedades ou congregações; mais do
que isso, que você tem sido, até agora, e ainda resiste, sem poder (já que você
é uma pessoa pequena e insignificante); sem riqueza (porque você é pobre para
um homem, tendo, não mais, do que as necessidades simples da vida); e sem tanto
qualquer dom extraordinário da natureza, como as vantagens da educação; a
maioria, até mesmo de seus professores, sendo, completamente, incultos, e (em
outras coisas) homens ignorantes.
Existe
ainda uma outra circunstância, a qual é, completamente, peculiar a vocês
mesmos: Considerando que todos os outros grupos religiosos, tão logo, eles
estão unidos uns aos outros, separaram-se de suas antigas Sociedades ou
congregações; Você, ao contrário, não faz isso; além do que, você,
absolutamente, desaprova todo o desejo de separar-se delas. Você, aberta e
continuamente, declara que não tem; nem, alguma vez, teve tal objetivo. E,
visto que as congregações a que aqueles separatistas pertenceram, não têm
poupado esforços, geralmente, para prevenir tal separação; aquelas a que você
pertence não poupam esforços (não para impedirem, mas) para provocarem essa
separação, e direcionarem você fora delas, para forçarem-no nessa divisão, para
a qual você declara ter a mais forte aversão.
Considerando
essas circunstâncias peculiares, aonde você se encontra, você verá a
propriedade do Segundo Conselho que eu recomendaria a você: "Não
imagine que você pode evitar ofender": Seu próprio nome faz com
que isso seja impossível. Talvez, ninguém, em centenas daqueles que usam o
termo Metodista tenha alguma idéia do que ele significa. Para noventa e
nove deles, ele é ainda grego pagão. Eles pensam apenas que esse nome significa
alguma coisa muito ruim – mesmo um católico, um herético, um enfraquecido da
igreja, ou alguns ilustres desconhecidos, e, com toda probabilidade, o mais
longe que se chega, é para deduções cada vez piores. Por esta razão, é inútil,
para qualquer um que seja chamado de Metodista pensar que ele não irá ofender.
E,
quanto mais ofensa você dá, pelo seu nome, você dará ainda mais, pelos seus
princípios. Você ofenderá os fanáticos por opiniões, modos de adoração e
ordenanças, colocando não mais tensão sobre eles; aos fanáticos contra elas,
colocando muita; aos homens de formalidade, insistindo, tão freqüentemente e
fortemente no poder interior da religião; aos homens moralistas (assim
chamados), por declarar a absoluta necessidade da fé, com o objetivo da
aceitação com Deus. Os homens racionais você ofenderá falando da inspiração e
recebimento do Espírito Santos; aos bêbados, os que não respeitam o Sabbah, aos
praguejadores comuns, e aos pecadores declarados, por afastar-se da companhia
deles, tanto quanto pela desaprovação do comportamento deles, o que você,
freqüentemente, é obrigado a expressar. E, mesmo sua vida devendo ser de uma
ofensa contínua.
Sua
sobriedade é gravemente ofensiva ao bêbado; sua conversa séria é igualmente
intolerável ao prazenteiro insolente: e, no geral, já que "você está
crescendo, tão preciso e singular, tão monstruosamente rigoroso, além de toda
razão e sensibilidade; já que você tem escrúpulos para as coisas tão
inofensivas, e supõe que você seja obrigado a fazer tantas outras que você não
precisa", não deixa de ser uma ofensa para uma abundância de pessoas, seus
amigos e relações em particular. Mesmo que, conseqüentemente, você deva
consentir em desistir de seus princípios, ou da sua esperança afetuosa de
agradar a homens.
O
que faz até mesmo seus princípios mais ofensivos é essa união entre vocês:
porque essa união torna você mais evidente, colocando você mais no olho dos
homens; mais suspeito – quero dizer, sujeito a ser suspeito de carregar algum
objetivo sinistro (especialmente, por aqueles que não conhecem, ou não irão
conhecer sua ligação inviolável com Sua presente Majestade); mais terrível para
aqueles de temperamento temeroso, que imagina que você tem algum desses tais
objetivos; e mais odioso para os homens de zelo, se o zelo deles for qualquer
outro do que o amor fervente a Deus e homem.
Essa
ofensa irá afundar no abismo, porque você está unido fora de tantas outras
congregações: Já que os homens entusiasmados, de cada uma, não irão,
facilmente, ser convencidos de que você não os desdenha ou a seus professores;
além do que, irão imaginar, provavelmente, que você os condena, ao extremo,
como se eles não pudessem ser salvos. E essa ocasião de ofensa está, agora, no
auge, porque você está justamente unido, ou unindo-se melhor, de modo que as
congregações não sabem aonde isso irá parar; mas o medo de perder (assim
relatam elas) mais de seus membros coloca o zelo delas no limite, e mantém toda
a fúria e ressentimento em todo seu vigor.
Acrescente
a isso que você não as deixará, completamente; você ainda se coloca entre os
membros delas; o que, para aqueles que não sabem que você faz isso por causa da
consciência, é também uma circunstância provocante. "Se você pudesse estar
longe das vistas delas!" Mas você é um incômodo contínuo, ao lado delas;
por quanto tempo você permanecer com elas.
E
(o que não pode deixar de irritá-las mais) você não tem poder, nem riqueza, nem
é letrado; ainda assim, com todo o poder delas, dinheiro e sabedoria, elas não
podem fazer progressos contra você.
O
que você não pode deixar de esperar é que a ofensa, continuamente, erguendo-se,
de tal variedade de provocações, irá, gradualmente, aprimorar-se em ódio,
malícia, e todos os outros temperamentos impiedosos. E como eles, que são assim
afetados, não irão falhar em representar você, para outros, da mesma maneira
que você aparece a eles —, algumas vezes, como louco e tolo; algumas vezes,
como homem fraco, camarada não adequado para viver na terra; a conseqüência,
humanamente falando, deve ser que, junto com sua reputação, você irá perder,
primeiro, o amor de seus amigos, parentes, e conhecidos, mesmo daqueles que,
alguma vez, o amaram da maneira mais terna; depois então, seu trabalho, já que
muitos não irão empregar você, por muito tempo; nem "comprar de alguém
como você", e, no devido tempo, (a menos que Ele que governa o mundo se
interponha), sua saúde, liberdade e vida.
Que
conselho pode ser dado, a mais, para pessoas em tal situação? Eu não posso
deixar de aconselhar você, Em Terceiro Lugar, "Considere,
profundamente, em você mesmo: é o Deus a que eu sirvo, capaz de livrar-me? Eu
não sou capaz de me livrar dessas dificuldades; muito menos eu sou capaz de
suportá-las. Eu não sei como desistir de minha reputação, meus amigos, minha
essência, minha liberdade, minha vida. Pode Deus fazer com que eu me regozije,
em fazendo isso; e eu posso confiar que Ele irá? São os cabelos de minha cabeça
todos numerados; e Ele nunca falha com aqueles que confiram nele?". Pese isso completamente; e se você pode
confiar em Deus com tudo o que tem, então, vá em frente com o poder de sua
força.
Indo,
em frente, eu poderia, sinceramente, aconselhar você, em Quarto Lugar: "Mantenha-se,
no mesmo caminho, no qual você agora traçou. Seja verdadeiro para com seus
princípios". Nunca descanse novamente, na formalidade morta, da
religião. Persiga, com toda sua força, santidade, interior e exterior; cultue a
imitação constante Dele; uma semelhança crescente de Suas perfeições imitáveis
— Sua justiça, misericórdia e verdade.
Permita
que essa seja a sua religião principal, nobre e generosa; igualmente, distante
da mesquinharia da superstição, que coloca a religião fazendo o que não tem
agradado a Deus, ou abstendo-se daquilo que Ele não tem proibido; e das
indelicadezas da idolatria, a qual confina nossa afeição, naquilo que nos diz
respeito, seita ou opinião. Acima de tudo, levante-se, em fé obediente; fé no
Deus da misericórdia clemente; no Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que
tem amado você e dado a si mesmo por você. Atribua a Ele tudo de bom que você
encontra em si mesmo; toda sua paz, alegria e amor; todo seu poder, para fazer,
e sustentar a Sua vontade, através do Espírito do Deus vivo. Ainda que, nesse
meio tempo, cuidadosamente, evite entusiasmo: não imponha os sonhos de homens
ao Deus de sabedoria suprema; e espere nenhuma luz, nem poder dele, mas o uso
sério de todos os propósitos que ele ordenou.
Seja
verdadeiro também a seus princípios, tocando opiniões e as aparências externas
da religião. Use cada ordenação, a qual você acredita seja de Deus; mas
precavenha-se dos espíritos estreitos, com respeito àqueles que não a usam.
Conforme-se com aqueles modos de adoração, o qual você aprova; contudo, ame,
como irmãos, aqueles que não podem se conformar. Coloque tanta tensão nas
opiniões, para que você próprio, se for possível, possa concordar com verdade e
razão; mas tenha cuidado com a raiva, antipatia ou desprezo, no que se refere
àquelas opiniões que diferem das suas. Você é acusado diariamente disso (e, de
fato, do que é que você não é acusado?); mas precavenha-se de despender
qualquer esforço para tal acusação. Não condene homem algum por não pensar
como você: Deixe todos se alegrarem, totalmente, e pensar livremente por eles
mesmos: Deixe que cada homem use seu próprio julgamento, já que cada um deverá
dar um relato de si mesmo para Deus. Abomine toda aproximação, de qualquer
espécie ou grau, do espírito de perseguição. Se você não pode dissuadir ou
persuadir um homem na verdade, nunca tente forçá-lo a ela. Se o amor não irá
compeli-lo a entrar, deixe-o para Deus, o Juiz de todos.
Não
espere que os outros irão se comportar assim com você. Não: Alguns irão se
esforçar para intimidar você fora de seus princípios; alguns irão constrangê-lo
a uma religião mais popular, para zombarem e reagruparem você fora de sua
singularidade: Mas, com nenhum desses, você irá estar em tão grande perigo,
como com aqueles que agridem você com armas, completamente, diferentes; com
delicadeza, benevolência, e declarações sinceras de (talvez, real) boa-vontade.
Aqui, você está, igualmente, preocupado em evitar a mesma aparência de raiva,
desprezo ou indelicadeza, e abraçar rapidamente toda a verdade de Deus, tanto
em princípio como em prática. Isso, realmente, será interpretado como
indelicadeza. Seus antigos conhecidos verão — que você não irá pecar ou gastar
seu tempo com eles —, como uma prova simples de sua indiferença com respeito a
eles; e esse peso você deve estar contente por suportar. Mas trabalhe para
evitar toda indelicadeza real, todas as palavras descorteses, ou aspereza de
discurso, toda timidez ou comportamento estranho. Fale a eles com ternura e
amor, e comporte-se com toda a suavidade e cortesia, que você puder; tomando
cuidado para não dar alguma ofensa desnecessária ao próximo ou estranho, amigo
ou inimigo.
Talvez,
nesse mesmo relato, eu deveria aconselhá-lo, Em Quinto Lugar, "não
falar muito sobre o que você sofre; ou da perseguição que você suporta nesse
tempo, e da maldade de seus perseguidores". Nada mais tende a
exasperá-los do que isso; e, e, por conseguinte, (embora haja um tempo em que
essas coisas devam ser mencionadas, ainda assim) deverá ser uma regra geral
fazer isso, tão freqüentemente, quanto você puder, com uma consciência
cautelosa. Porque, além de essas tendências inflamá-los, ela tem a aparência do
mal, da ostentação, exaltando vocês mesmos. Isso também tende a inchá-lo de
orgulho, e fazê-lo pensar em você mesmo como algo grande, como, certamente, se
faz para excitar ou aumentar em seu coração vontade própria, raiva e todo
temperamento indelicado. É, melhor, perder o tempo; porque, ao invés da maldade
do homem, você poderia estar falando da bondade de Deus. Além do que, isso é,
na verdade, um pecado aberto e teimoso: A tagarelice, calúnia, conversa maldosa
é um pecado que você pode nunca ser suficientemente, vigilante contra, vendo
que ele rouba em você, em milhares de formas.
Não
será ainda mais proveitoso para sua alma, ao invés de falar contra eles, orar
por eles? Confirmar seu amor para com aqueles homens infelizes, quem, você
acredita, estão lutando contra Deus; clamando, poderosamente, por eles, quanto
ao comportamento deles, para que Ele possa abrir seus olhos e mudar seus
corações? Eu tenho agora apenas que
recomendar você aos cuidados Dele que tem todo o poder nos céus e terra;
implorando a Ele que, em todas as circunstâncias da vida, você possa ficar
"firme como uma bigorna açoitada pelo golpe"; desejando nada na
terra; com respeito a todas as coisas, a não ser adubo e refugo, para que você
possa ganhar Cristo; e sempre lembrando que, "Faz parte de um bom campeão,
ser esfolado vivo, e vencer".
10 de Outubro
de 1745
PRINCIPIOS DE UM METODISTA
John Wesley
1. Recentemente apareceu no mundo, um
tratado entitulado "Uma Breve
História dos Princípios do Metodismo". Eu não duvido, mas o objetivo
do escritor foi bom, e acredito que ele tenha um desejo verdadeiro de conhecer
a verdade. E a maneira, com que ele persegue aquele objetivo é geralmente calma
e imparcial. Ele de fato, incorre em diversos equívocos; mas como muitos deles
são tanto de pequena conseqüência em si mesmos, quanto não imediatamente se
referem a mim, não é minha preocupação mencioná-los. Todas as conseqüências que
se referem a mim, eu penso, está compreendido em três tópicos:
(1) Que eu acredito na justificação
pela fé somente.
(2) Que eu acredito na perfeição sem
pecado.
(3) Que eu acredito em
inconsistências.
De cada um desses, eu falarei tão claramente
quanto eu puder.
2. Que eu acredito na justificação da
fé somente. Isto eu admito. Porque eu estou firmemente persuadido, que todo
homem da descendência de Adão está muito longe da retidão original, e é, por
sua própria natureza, inclinado ao mal; que esta corrupção da nossa natureza,
em todas as pessoas nascidas no mundo, merece a ira e a condenação de Deus; e
que, portanto, se, alguma vez, recebemos remissão de nossos pecados, e somos
considerados justos diante de Deus, será unicamente pelo mérito de Cristo, pela
fé, e não por nossas próprias obras ou méritos de algum tipo. Mais ainda, eu
estou persuadido que todas as obras feitas antes da justificação têm, nelas, a
natureza do pecado; e isto, conseqüentemente, até que ele seja justificado, um homem
não tem poder para fazer alguma obra que é agradável e aceitável a Deus.
3. Para expressar o que quero dizer
um pouco mais detalhadamente: Eu acredito que três coisas devem seguir juntas
em nossa justificação: Da parte de Deus, sua grande misericórdia e graça; da
parte de Cristo, a santificação da justiça de Deus, oferecendo seu corpo, e
vertendo seu sangue; e da nossa parte a fé verdadeira e viva nos méritos de
Jesus Cristo. De maneira que em nossa justificação não existe apenas a
misericórdia e graça de Deus, mas sua justiça também. E assim a graça de Deus
não exclui a retidão de Deus em nossa justificação; mas apenas exclui a retidão
do homem, ou seja, a retidão de nossas obras.
4. E, consequentemente, Paulo requer
nada da parte do homem, mas apenas a fé verdadeira e viva. Ainda assim, esta fé
não exclui o arrependimento, esperança e amor, que estão ligados com a fé, em
todo o homem que é justificado. Mas ele os exclui do ofício de justificar. De
maneira que embora eles estejam todos presentes juntos nele que é justificado,
ainda assim, eles não justificam todos juntos.
5. Nem a fé exclui as boas obras,
necessariamente a serem feitas posteriormente. Mas nós não podemos praticá-las
com este intento – sermos justificados por realizá-las. Nossa justificação vem
livremente da mera misericórdia de Deus; porque considerando que o mundo todo
não é capaz de pagar alguma parte, concernente ao resgate, que agradou a ele,
sem merecimento algum nosso, preparar para nós o corpo e sangue de Cristo, por
meio do qual nosso resgate seria pago, e sua justifiça praticada. Cristo,
portanto, é agora a retidão de todos aqueles que verdadeiramente crêem nele.
6. Mas que seja observado que o
verdadeiro sentido daquelas palavras: "Somos
justificados pela fé em Cristo apenas", não é que este nosso próprio
ato, "crer em Cristo", ou
esta nossa fé, que está em nós, nos justifiquem; por isso, fossemos nos
considerar sermos justificados por algum ato ou virtude que esteja em nós; mas
que, embora tenhamos fé, esperança, e amor, e nunca façamos tantas boas obras,
ainda assim devemos desistir do mérito de todos, da fé, esperança, e amor, e de
todas as outras virtudes e boas obras, que nós tanto temos feito, devemos
fazer, ou podemos fazer, como muito ineficiente para merecer nossa justificação;
pelo que, portanto, devemos confiar apenas na misericórdia de Deus, e nos
méritos de Cristo. Já que é Ele somente que tira nossos pecados. A Ele somente
devemos buscar por isto; abandonando todas as nossas virtudes, boas obras,
pensamentos, e realizações, e colocando nossa confiança em Cristo apenas.
7. Na exatidão, portanto, nem nossa
fé, nem nossas obras nos justificam, ou seja, merecem a remissão de nossos
pecados. Mas o próprio Deus nos justifica, por sua própria misericórdia,
através dos méritos de seu Filho apenas. Não obstante, através fé, nós
abraçamos a promessa da misericórdia de Deus e da remissão de nossos pecados,
portanto, as Escrituras dizem que a fé justifica, sim, e a fé sem as obras. E é
o mesmo que dizer: "Fé sem
obras", e "Fé somente, nos
justifica". Portanto, os
antepassados, de tempos em tempos, falavam assim: "A fé somente nos justifica". E porque recebemos a fé,
apenas através dos méritos de Cristo, e não do mérito ou virtude que temos, ou
obra que fazemos; assim sendo, neste aspecto, nós renunciarmos, por assim
dizer, novamente a fé, oras, e todas as outras virtudes. Porque nossa
corrupção, através do pecado original é tão grande, que toda nossa fé,
caridade, palabras e obras não podem ser dignas ou merecerem alguma parte de
nossa jusfificação por nós. E, assim, falamos, nos humilhamos diante de Deus,
dando a Cristo toda a glória de nossa justificação.
8. Mas deve também ser observado, que
fé, é esta, por meio da qual, somos justificados. Agora esta fé que não produz
boas obras, não é a fé viva, mas a morta e a diabólica. Uma vez que até mesmo
os demônios acreditam que Cristo nasceu de uma virgem; que ele operou todos os
tipos de milagres, declarando-se ser o próprio Deus; que, por nossa causa, ele
morreu e ressuscitou novamente e ascendeu ao céu; e no fim do mundo voltará
para julgar o vivo e o morto. Nisto, os diabos acreditam; e assim. Eles crêem
em tudo que está escrito no Velho e Novo Testamento. E ainda assim, apesar de
todo esta fé, eles não deixam de ser demônios; eles permanecem ainda em seu
estado condenado, deficientes da fé cristã verdadeira.
9. A fé cristã verdadeira não é
apenas acreditar nas Santas Escrituras e que as profissões de nossa fé são
verdadeiras; mas também, ter "uma
confiança e segurança certas de ser salvo da condenação eterna, através de
Cristo", por meio de quem, se segue um coração amoroso para obedecer
seus mandamentos. E esta fé, nem o demônio, nem algum homem pecaminoso tem.
Nenhum homem iníquo tem ou pode ter esta "confiança
e segurança, certas, em Deus, de que, pelos méritos de Cristo, seus pecados são
esquecidos e ele reconciliado para o favor de Deus".
10. Isto é o que
eu acredito (e tenho acreditado por alguns anos), concernente à justificação
pela fé somente. Eu escolhi expressar isto nas palavras de um pequeno tratado,
publicado diversos anos atrás; como sendo a mais autêntica prova, tando dos
meus sentimentos passados quanto presentes. Se eu errei nisto, que aqueles que
são mais bem informados, calmamente apontem meus erros para mim; e eu confio; e
eu confio, eu não fecharei meus olhos contra a luz, de qualquer lado que ela
venha.
11. A segunda
coisa colocada como de minha responsabilidade é que eu acredito na perfeição
sem pecado. Eu simplesmente declararei o que eu acredito, concernente a isto
também, e deixo que os homens imparciais julguem.
12. Meus últimos
e deliberados pensamentos sobre este assunto foram publicados, mas alguns
poucos meses, desde então, nestas palavras: --
(1) "Talvez, o preconceito geral contra a Perfeição Cristã possa,
principalmente, surgir da incompreensão da natureza dela. Nós prontamente
permitimos, e continuamente declaramos que não existe tal perfeição nesta vida,
de maneira a implicar, tanto uma dispensação do fazer o bem e atender a todas
as ordenanças de Deus; quanto uma isenção da ignorância, erro, tentação, e
milhares de enfermidades, necessariamente ligadas à carne e sangue".
(2) "Primeiro. Nós não apenas admitirmos, mas sinceramente afirmamos,
que não existe perfeição nesta vida, que implique alguma dispensação em atender
todas as ordenanças de Deus, ou 'fazer o bem a todos os homens, enquanto temos
tempo', embora
'especialmente junto ao que pertence à fé'. Nós acreditamos que não apenasos
bebês em Cristo, que têm proximamente encontrado redenção em Seu sangue, mas
aqueles também que 'se tornaram homens perfeitos', estão indispensavelmente
obrigados, tão freqüentemente quanto tenham oportunidade, 'a comer do pão e
beber do vinho em memória Dele', e 'buscar as Escrituras'; através do jejum,
assim como, temperança, a 'manter e trazer seus corpos, sob a submissão e nela;
e, acima de tudo, derramar suas almas na oração, ambas, secretamente e na
grande congregação".
(3) "Nós, em segundo lugar, acreditamos, que não exista tal perfeição
nesta vida, de maneira a implicar um livramento completo, quer da ignorância ou
erro, em coisas não essenciais à salvação, ou das múltiplas tentações, ou das
inúmeras enfermidades, nas quais o corpo corruptível, mais ou menos, oprime a
alma. Nós não podemos encontrar algum fundamento nas Escrituras, para supor que
algum habitante de uma casa de barro está totalmente isento, quer das
enfermidades corpóreas, ou da ignorância de muitas coisas; ou imaginar que
alguém é incapaz de erro, ou cair em tentações diversas".
(4) "Mas a quem, então, você se refere, por alguém que é perfeito? Você
quer dizer alguém em que 'está a mente que estava em Cristo', e quem também
'caminha como Cristo caminhou'; um 'homem que tem as mãos limpas e o coração
puro', ou que está 'limpo de toda sujidade da carne e espírito'; alguém em que
'não existe oportunidade de impecilho', e quem, conseqüentemente, 'não comete
pecado'".
"Para declarar isto um pouco mais especificamente: Nós entendemos
por aquela expressão bíblica, 'um homem perfeito', alguém em quem Deus tem
cumprido sua palavra fiel: 'De toda sua sujidade e de todos os seus ídolos eu
limparei você: eu também o salvarei de todas as suas impurezas'. Nós
entendemos, por meio disto, alguém em quem Deus tem 'santificado, no corpo,
alma, e espírito'; alguém que 'caminha na luz, como ele está na luz; em quem
não existem trevas, afinal; o sangue de Jesus Cristo seu Filho tendo o limpado
de todos os pecados'".
(5) "Este homem pode agora testificar a toda a humanidade: 'Eu sou crucificado
com Cristo: Não obstante eu viva; ainda assim, não sou eu, mas Cristo vive em
mim'. Ele é 'santo, como Deus que o chamou é santo', ambos no coração e 'em
toda maneira de vida'. Ele 'ama o Senhor seu Deus com todo seu coração', e o
serve 'com todas as suas forças'. Ele 'ama seu próximo', todo homem, 'como a si
mesmo'; sim, 'como cristo nos amou'; a eles, em específico, que 'maliciosamente
o usam e perseguem, porque eles não conhecem o Filho, nem o Pai'. Na verdade,
sua alma é toda amor, preenchida com profundas misericórdias, delicadeza,
humildade, gentileza, longanimidade'. E sua vida está de acordo com isto, cheia
de da obra da fé, da paciência da esperança, do trabalho do amor. [I
Tessalonicense 1:3]. E qualquer que ele faça em palavra ou ação, ele o faz,
em nome, no amor e poder 'do Senhor Jesus'. Em uma palavra, ele faz 'a vontade
de Deus sobre a terra, como ela é feita no céu'.
(6). "Isto é ser 'um homem perfeito'; ser santificado totalmente: Mesmo
'ter o coração assim todo inflamado, com o amor a Deus', para usar as palavras
do Arcebispo Usher, 'de maneira a continuamente oferecer todo pensamento,
palavra e obra, como um sacrifício espiritual, aceitável a Deus, através de
Cristo'. Em todos os pensamentos de nossos corações, em cada palavra nossa, em
cada obra de nossas mãos, 'exibir seu louvor, àquele que nos tirou da escuridão
para sua luz maravilhosa'. Ó, que ambos, nós, e todos que buscam o Senhor
Jesus, na sinceridade, possamos assim ser feitos perfeitos em um!"'.
13. Se existe
alguma coisa não bíblica nestas palavras; alguma coisa agressiva ou
extravagante; alguma coisa contrária à analogia da fé, ou a experiência dos
cristãos adultos, que eles "me
atinjam amigavelmente e me reprovem"; que eles me concedam a luz mais
clara que Deus deu a eles. Como tu sabes, ó, homem, "a não ser que podes ganhar teu irmão"; mas ele pode, por
fim, vir para o conhecimento da verdade; e teu trabalho de amor, exibido com
humildade de sabedoria, não pode ser em vão?
14. Lá permanece
ainda uma outra responsabilidade contra mim, a que eu acredito em
discordâncias; que minhas doutrinas, especificamente concernente à
justificação, são contraditórias em si mesmas; que o Sr. Wesley, "desde que ele retornou da Alemanha,
ele se aperfeiçoou no espírito da inconsistência". "Porque, então,
ele publicou dois tratados do Sr. Barnes, o Calvinista, ou Dominicano,
preferivelmente, que morreu em
1541" (vamos espalhar as cinzas do morto. Fosse eu tal Dominicano como
ele foi, eu me regozijaria também em morrer em chamas); "o primeiro sobre 'Justificação pela fé, apenas'; o outro, sobre 'a pecaminosidade da vontade
natural do homem , e sua extrema inabilidade de fazer as obras aceitáveis a
Deus, até que ele seja justificado'. Cujos princípios, se acrescidos às sua
doutrinas anteriores",
(mais ainda, eles não precisam ser acrescentados a elas, porque elas são a
mesma coisa) "dará ao todo uma nova
veia de inconsistência, e torna as contradições mais grosseiras e evidentes do
que antes".
15. Será
necessário falar mais largamente sobre este assunto, do que sobre qualquer um
dos precedentes. E com o objetivo de falar tão distintamente quanto eu possa,
eu proponho pegar os parágrafos, um por um, como eles se colocam diante de mim.
16. (1) É
"afirmado que o sistema do Sr. Law
foi o credo dos Metodistas". Mas não se provou. Eu estive oito anos em Oxford, antes de ler
algum dos escritos do Sr. Law; e quando eu li, eu estive tão longe de fazer
deles meu credo, que eu fiz objeções a quase todas as páginas. Mas todo este
tempo minha maneira foi passar diversas horas por dia, em ler as Escrituras,
nas línguas originais. E disto, meu sistema, assim denominado, foi totalmente
traçado, de acordo com a luz que, então tive.
17. Em minha
passagem para a Geórgia, eu me encontrei com aqueles professores que teiam me
ensinado o caminho de Deus mais perfeitamente. Mas eu não os entendi. Nem,
sobre minha chegada lá, eles introduziram algumas particularidades em mim, quer
sobre a justificação ou alguma coisa mais. Porque eu voltei com as mesmas
noções com que eu fui. E isto eu explicitamente reconheci em meu segundo
Diário, onde algumas de minhas palavras são essas:
"Quando Pedro Bohler, tão logo eu vim para Londres, afirmou que a fé
verdadeira em Cristo (que é apenas uma) tinha esses dois frutos
inseparavelmente atendendo a ela: 'domínio sobre o pecado, e paz constante da
consciência do perdão', eu fiquei completamente maravilhado, e olhei para isto
como um novo evangelho. Se isto era assim, estava claro que eu não tinha fé.
Mas eu não estava disposto a ser convencido disto".
"Portanto, eu lutei com todas as minhas forças, e trabalhei para
provar que a fé estaria onde esses não estavam; especialmente, onde aquela
consciência do perdão não estava; porque, todas as Escrituras relativas a isto,
eu, há muito, desde então, ensinei a interpretar fora, e a chamar de
Presbiterianos, os que falavam ao contrário. Além disto, eu bem vi, que ninguém
poderia (na natureza das coisas) ter tal consciência do perdão e não sentir
isto. Mas eu não a senti. Se, então, não haveria fé, sem isto, todas as minhas
pretensões de fé caíriam imediatamente".
18. (2) Ainda assim,
não foi Peter Bohler que me convenceu que aquela conversa (eu quero dizer,
justificação) era uma obra instantânea. Ao contrário, quando eu fui convencido
da natureza e frutos da fé justificadora, ainda "eu não pude compreender quando ele falou de uma obra instantânea.
Eu não pude compreender como esta fé seria dada de repente; como um homem,
imediatamente mudaria das trevas para a luz; do pecado e miséria para a retidão
e alegria no Espírito Santo. Eu busquei nas Escrituras novamente, no tocante a
esta mesma coisa, especificamente em Atos dos Apóstolos. Mas para minha
completa surpresa eu dificilmente encontrei lá outras instâncias do que as
conversões instantâneas; dificilmente algumas outras tão demoradas, quanto
aquela de Paulo, que foi três dias, nas dores do novo nascimento. Eu tive um
momento de recuo restante, isto é: 'Assim, eu admito, Deus forjou, nas
primeiras épocas do Cristianismo; mas os tempos estão mudados. Que razão eu
tenho para acreditar que ele opera da mesma maneira agora?'". "Mas,
no domingo, dia 23, eu fui vencido por este recuo também, através de evidências
concordantes de diversas testemunhas naturais, que testificaram o que Deus
havia assim forjado nelas mesmas; dando a elas, no mesmo instante, tal fé no
sangue do seu Filho, como mudá-las da escuridão para a luz; do pecado e medo
para a santidade e felicidade. Aqui terminou meu conflito. Eu pude agora apenas
clamar: 'Senhor, me ajude em minha descrença!'". A parte restante desta secção contém, com a
terceira e quarta, minhas próprias palavras, para a qual eu ainda subscrevo. E,
se existe um equívoco na fé, ele não é material.
20. (3) É verdade que "na quarta-feira, dia 12, o conde falou com este
efeito: 1º. 'Justificação é o perdão dos pecados'. 2º. 'No
momento em que o homem se dirige a Cristo, ele é justificado'. 3º. 'E
tem a paz com Deus, mas nem sempre alegria'. 4º. 'Nem, talvez, ele possa
saber que ele está justificado, até muito tempo depois. 5º. 'Porque a
segurança disto é distanta da própria justificação. 6º. 'Mas outros
podem saber que ele está justificado, através de seu poder sobre o pecado;
através de sua seriedade, seu amor aos irmãos, e sua fome e sede em busca da
retidão; o que prova somente que a vida espiritual vai começar". 7º. 'Ser
justificado, é a mesma coisa que ser nascido de Deus: Quando um homem está
desperto, ele é nascido de Deus, e seu temor, e tristeza, e consciência da ira
de Deus, são as dores do novo nascimento'".
É verdade também que eu, então,
juntei o que Peter Bohler freqüentemente disse sobre este assunto, que foi com
este efeito: 1º. "Quando um homem tem a vê viva em Cristo,
então, ele está justificado". 2º. "Esta é sempre dada imediatamente". 3º. "E naquele momento, ele tem paz com
Deus". 4º."O que ele não pode ter, sem saber que ele
tem". 5º. "E, sendo 'nascido de Deus, ele não
peca'". 6º. "Que o livramento do pecado, ele não
pode ter, sem saber que ele o tem".
21. Eu não
compreendo que seja possível para algum homem vivente imaginar que eu acreditei
em ambos esses relatos; as palavras, nos quais eu propositamente então
explorei, e dividi em sentenças curtas, para que a grossa, irreconciliável
diferença entre elas pudesse ficar clara para o leitor mais simples. Eu não
posso, portanto, a não ser estar um pouco supreso com a força daquele
preconceito que poderia impedir a visão de qualquer um, que, em oposição à
opinião do conde (que em muitos aspectos eu totalmente desaprovo), eu citei as
palavras de alguém de sua própria igreja, que, se verdadeiras, a destruiriam
completamente.
22. Eu tenho nada
para objetar, quanto às citações feitas na sétima, oitava, e nova seções. Na
décima são estas palavras: "Agora,
desde que o Sr. Wesley foi tão longe para reunir tais materiais, vejamos o que
foi o sistema (ou, antes, a miscelânea) dos princípios que ele teve para
responder à Inglaterra".
"DA GARANTIA DA JUSTIFICAÇÃO: Eu acredito que a conversão é
uma obra instantânea; e que, no momento em que um homem se converte, ou tem a
fé viva em Cristo, ele é justificado: Cuja fé, um homem não pode ter, sem saber
que a tem. Ainda assim, eu acredito que ele não possa saber que está
justificado (ou seja, que ele tem a fé viva), até bom tempo depois. Eu
acredito, também, que no momento em que o homem é justificado, ele tem paz com
Deus. O que ele não pode ter, sem saber que a tem".
"Ainda assim, eu acredito que ele não saiba que ele está justificado
(ou seja, que ele tem paz com Deus), até bom tempo depois. Eu acredito, que
quando um homem é justificado, que ele é nascido de Deus. E sendo nascido de
Deus, ele não peca. Que o lviramento do pecado, ele não pode ter, sem saber
dele. Ainda assim, eu acredito que ele não possa saber que está justificado (ou
seja, liberto do pecado), até bom tempo depois. Embora eu acredite que outros
possam saber que ele está justificado, através de seu poder sobre o pecado, sua
seriedade, e amor aos irmãos".
23. "AS CONDIÇÕES DA JUSTIFICAÇÃO: Eu acredito
que Cristo 'formado em nós', subordinadamente a Cristo 'dado por nós', (que é,
nossa própria retidão inerente, subordinada aos méritos de Cristo) deve ser
perseverada, como necessária á nossa justificação. E é justo e certo que um
homem seja humilde e penitente e tenham um coração destruído e contrito (ou
seja, possa ter Cristo formado nele), antes que ele possa esperar ser
justificado. E que esta penitência e contrição é aobra do Espírito Santo. Ainda
assim, eu acredito que tudo isto é nada em direção à nossa justificação, e tem
nenhuma influência sobre ela. Novamente, eu acredito que, com o objetivo da
justificação, eu devo seguir em frente para Cristo, com toda minha
incredulidade, e pleiteia nada mais. Mesmo assim, eu acredito que não possamos
perseverar em alguma coisa que façamos ou sentimos, como se fosse antecedente
necessário à justificação".
24. "DOS EFEITOS
DA JUSTIFICAÇÃO: Eu acredito que a justificação é a mesma coisa que ser nascido de Deus.
Ainda assim, um homem tem uma forte segurança de que ele é justificado, e não é
capaz de afirmar que é nascido de Deus. Um homem pode estar completamente
seguro de que seus pecados são perdoados, ainda assim, pode não ser capaz de
dizer a hora ou o dia, quando ele recebeu esta completa segurança, porque ela
pode crescer nele por gradativamente. – Embora ele nunca se lembre que, do
momento em que esta completa segurança foi confirmada nele, ele nunca a perdeu,
não, nem por um momento. Um homem pode ter uma fé fraca, ao mesmo tempo que tem
paz com Deus, não tem um pensamento desconfortável, tem livramento do pecado; e
não tem um desejo pecaminoso. Um homem pode ser justificado, ou seja, nascido
de Deus, e não ter a habitação do Espírito".
25. Eu concordo
inteiramente "que o credo precedente
é a mesma extraordinária e singular composição". Mas não é minha: Eu
nunca a compus, nem acreditei nele; como, eu não duvido, todo leitor imparcial
será completamente convencido, quando a tivermos passado, uma vez mais, passo a
passo.
As partes dele que eu acredito eu
meramente repito: Sobre as outras será necessário acrescentar algumas palavras.
"DA
SEGURANÇA DA JUSTIFICAÇÃO. Eu acredito que a conversão significa, justificação. É uma obra
instantânea; e isto no momento em que um homem tenha fé viva em Cristo, ele se converte,
ou é justificado". (Assim, a
proposição deve ser expressa para fazer sentido). "Cuja fé ele não pode ter, sem saber que ele a tem. Ainda assim,
eu acredito que ele não pode saber que ele até, até muito tempo depois".
Isto eu nego: Eu não acredito em tal coisa. "Eu
acredito que no momento em que o homem é justificado, ele tem paz com Deus: Que
ele não pode ter, sem saber que ele a tem. Ainda assim, eu acredito que ele
possa não saber que ele a tem, até muito tempo depois". Isto
novamente, eu nego. Eu não acredito; nem Michael Linner; para esclarecer
inteiramente, alguém necessita apenas ler suas próprias palabras – "Por volta de quatorze anos atrás, eu
estive mais do que convencido de que eu era totalmente diferente daquilo que
Deus requereu que eu fosse.Eu consultei sua palavra várias vezes; mas ele falou
nada, a não ser condenação; até que, finalmente, eu não pude ler, nem, de fato,
fazer alguma coisa mais, não tendo esperança e nenhum espírito restante em mim.
Eu estive neste estado, por diversos dias, quando estando meditando sozinho,
aquelas palavras vieram fortemente em minha mente: 'Deus amou tanto o mundo,
que deu seu Unigênito filho, com a finalidade de que todo aquele que nele crer
não pereça, mas tenha a vida eterna'. Ei pensei: 'Todos! Então, eu sou um.
Então, Ele é dado por mim. Mas eu sou um pecador. E ele veio para salvador os
pecadores'. Imediatamente meu fardo caiu, e meu coração descansou. Masd a
completa segurança da fé, eu não tinha ainda, nem nos dois anos em que eu
continuei na Moravia. Quando eu fui expulso de lá, pelos jesuítas, eu me
retirei para cá, e logo depois, recebido na Igreja. E aqui, depois de algum
tempo, agradou nosso Senhor manifestar-se mais claramente à minha alma; e me
dar aquela completa consciência da aceitação nele, que exclui toda a dúvida e
medo. Na verdade, o conduzir do Espírito é diferente, em diferentes almas. Seu
método mais usual, eu acredito, é dar, em um e no mesmo momento, perdão dos
pecados, e uma completa segurança daquele perdão. Ainda assim, em muitos, ele
opera, como ele fez em mim; dando primeiro a remissão dos pecados, e, depois de
algumas semanas, ou meses, ou anos, a completa garantia dele.
Tudo que eu devo observar é que, o
primeiro sentido do perdão, é freqüentemente misturado com a dúvida e medo. Mas
a completa segurança da fé exclui toda dúvida e medo, como o mesmo termo
implica.
Portanto, apesar de que "ele não possa saber que tem paz com
Deus, até muito tempo depois, deverá ser (para concordar com as palavras de
Michael Linner) 'Ele não pode ter, até muito tempo depois, a completa segurança
da fé, que exclui toda a dúvida e medo'. Eu acredito que um homem seja
justficado, ao mesmo tempo em que ele é nascido de Deus. E que aquele que é
nascido de Deus não peca. Cujo livramento do pecado, ele não pode ter, sem
saber que ele o tem. Ainda assim, eu acredito que ele não possa saber isto, até
muito tempo depois". Isto também eu nego extremamente.
26. "DAS
CONDIÇÕES DA JUSTIFICAÇÃO: Eu acredito que Cristo 'formado em nós' dever ser buscado, como
necessário à nossa justificação".
E não acredito nisto mais do que
Christian David faz, cujas palavras concernentes a isto são estas? – "Agradou a Deus mostrar-me que Cristo
está em nós, e Cristo é por nós, deve ser ambos buscado. Mas eu claramente vi
que não devemos insistir em alguma coisa que sentimos, mais do que em alguma
coisa que fazemos, como se fosse antecedente necessário para nossa
justificação. E, antes que um homem possa esperar ser justificado, ele deve ser
humilde e penitente, e ter um coração destruído e contrito, ou seja, deve ter
Cristo formado nele". Não; isto é completamente outra coisa. Eu
acredito que todo homem seja penitente antes que esteja justificado; ele se
arrepende, antes que ele acredite no evangelho. Mas isto nunca antes que ele
seja justificado, que Cristo esteja formado nele. "E esta penitência e contrição é a obra do Espírito Santo. Ainda
assim, eu acredito que tudo isto é nada, em direção à nossa justificação, e não
tem influência sobre ela".
As palavras de Christian David
são: "Observe que este não é o
fundamento. Não é através disto (por causa disto) que somos justificados. Isto
não é retidão; isto não é parte da retidão, através da qual somos reconciliados
a Deus. Você angustia-se por seus pecados; está profundamente humilhado; seu
coração está destruído. Bem; mas tudo isto é nada para sua justificação". As
palavras imediatamente seguintes fixam o sentido desta sentença
excepcionavelmente ao contrário. "A
remissão de nossos pecados não é devida a esta causa, quer no todo ou em parte.
Sua humilhação não tem influência sobre isto". Nem como uma causa; assim,
as mesmas palavras restantes a explicam. Novamente, eu acredito que, com o
objetivo de obter a justificação, eu devo seguir direto para Cristo, com toda
minha iniqüidade, e reivindicar nada mais. Ainda assim, eu acredito que não
deva insistir em alguma coisa que façamos ou sentimos, como se fosse precedente
necessário para a justificação". Não, nem sobre alguma coisa mais. Assim, todo o teor das palavras
de Christian David implica.
27. "DOS EFEITOS
DA JUSTIFICAÇÃO: Eu acredito que um homem possa ter uma forte segurança de que ele é
justificado, e não é capaz de afirmar que ele é um filho de Deus".
As palavras de Feder são estas: "Eu encontrei meu coração em repouco,
em boa esperança de que meus pecados foram perdoados; da qual eu tive uma mais
forte segurança, seis semanas depois". (Verdade, comparativamente mais
forte, embora ainda misturado com a dúvida e medo). "Mas eu não me atrevo a afirmar que eu sou um filho de Deus".
Eu não vejo inconsistência nisto tudo. Muitas tais instâncias eu conheço até
hoje. Eu mesmo fui um por algum tempo. "Um
homem pode estar completamente seguro de que estes pecados são perdoados, ainda
assim, podem não ser capazes de dizer o dia, quando eles receberam esta
segurança completa; porque ele crece nele gradativamente". (Disto
também eu conhece poucas outras instâncias). "Mas do momento em que esta completa segurança foi confirmada
nele, ele nunca a perdeu". Muito
verdadeiro, e penso, consistente.
As próprias
palavras de Neuser são: "Nele eu
encontro o verdadeiro descanso para minha alma, estando completamente seguro de
que todos os meus pecados foram esquecidos. Ainda assim, não posso dizer a hora
e dia, quando eu primeiro recebi aquela completa segurança. Porque não foi me
dada a princípio, nem imediatamente; (não em sua plenitude); mas cresceu em mim
gradativo. E, desde aquele tempo, foi confirmada em mim, que eu nunca a perdi,
tendo, desde então, não mais duvidado, nem por um momento. Um homem pode ter
uma fé fraca, ao mesmo tempo, que ele tem paz com Deus, e nenhum desejo
impuro".
Um homem, que não tenha um coração
limpo pode ser justificado.
28. (4) Não no sentido
completo da palavra. Assim, eu verdadeiramente acredito seja divindade
profunda, de acordo tanto com as Escrituras quanto com a experiência. E eu
acredito é consistente consigo mesmo. Assim como com "centenas de outros absurdos que seriam completamente e
absolutamente compreendidos". Haverá tempo suficiente para
considerá-los, quando eles forem produzidos.
29. (5, 6) Mas quer eu
tenha sucesso em tentar reconciliar estas coisas ou não, eu verdadeiramente
penso que o Sr. Tucker tem. Eu não desejo um relato mais consistente de meus
princípios, do que o que ele mesmo tenha dado nas seguintes palavras: -- "Nosso estado espiritual seria
considerado distintamente sob cada um desses panoramas". "1º. Antes
da justificação; naquele estado em que se pode dizer incapaz de fazer alguma
coisa aceitável para Deus; porque, então, não podemos fazer coisa alguma, a não
ser vir para Cristo; o que não deverá ser considerado como fazendo alguma
coisa, mas como suplicando (ou esperando) receber o poder de fazer algo pelo tempo
vindouro. Porque a graça preveniente de Deus, que é comum a todos, é suficiente
para nos trazer até Cristo, embora não seja suficiente para nos conduzir um
pouco mais adiante, até que estejamos justificados. 2º. Depois da
justificação. O momento em que o homem vem para Cristo (pela fé), ele é
justificado, e nasce novamente; ou seja, ele nasce novamente no sentido
imperfeito (porque existem dois (se não mais) graus de regeneração) e ele tem
poder sobre todos os impulsos e movimentos do pecado, mas não um total
livramento deles. Portanto, ele não tem ainda, no sentido completo e
apropriado, um novo e limpo coração. Mas estando exposto à várias tentações,
ele poderá e cairá novamente desta condição, se ele não obtiver um dom mais
excelente. 3º. Santificação,
o último e mais alto estado de perfeição nesta vida. Porque, então, o fiel vai
nascer novamente, no sentido completo e perfeito. Então, é dado junto a ele, um
novo e limpo coração; e a luta, entre o velho e novo homem, acabou.
30. (7) Que eu posso dizer muitas coisas que têm sido dita antes, e, talvez, por
Calvin ou Armínio, por Montano ou Barclay, ou o Arcebispo de Cambray, é
altamente provável. Mas não pode ser inferido disto, que eu defendo "uma miscellanea de todos os princípios
deles: - Calvinismo, Arminianismo, Montanismo, Quacrerismo, Quietismo,
todos adicionados juntos".
Poderíamos bem acrescentar
Judaísmo, Maometismo, Paganismo.
Teria feito o período mais
completo, e sido bem mais facilmente provado; eu quero dizer, afirmado. Porque
nenhuma outra prova foi produzida ainda.
31. Eu relevo os
erros menores que ocorrem no décimo-quinto e décimo-sexto parágrafos, juntos
com a profecia ou prognóstico concernentes às divisões que se aproximam, e
queda dos Metodistas.
O que se segue até o final,
concernente ao alicerce de nossa esperança, é, de fato, de uma importância
maior. Mas nós não temos ainda a força da causa; a dissertação prometida está
ainda atrás. Portanto, como minha obra é grande, e meu tempo curto, eu abandono
esta disputa para o momento. E talvez, quando eu tiver recebido uma luz
adicional, eu possa ser convencido de que "a
santidade evangélica", como o Sr. Tucker acredita, "é uma qualificação necessária,
antecedente à justificação". Isto me parece agora ser diretamente
oposto ao evangelho de Cristo. Mas eu me esforçarei, imparcialmente, para
considerar o que deverá ser adiantado em defesa dela. E possa Ele que conhece
minha honestidade, ensinar-me seu caminho, e me dar um julgamento correto em
todas as coisas!
_--------
Tradução: Izilda Bella