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O
Estado De Deserto John
Wesley
'Assim
também vós agora, na verdade, tendes tristeza; mas outra vez vos verei,
e o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém vo-la tirará'.
(João 16:22) 1. Depois
de Deus ter operado um grande livramento para Israel, trazendo seu povo
para fora da casa de escravidão, eles não entraram imediatamente na terra
que Ele havia prometido aos seus antepassados; mas 'perderam o
caminho no deserto', e foram variavelmente tentados e afligidos. De
igual maneira, depois de Deus tê-los livrado daquele medo da escravidão
do pecado e satanás; depois que eles foram 'justificados livremente,
pela Sua graça, através da redenção que está em Jesus', ainda assim,
não muitos deles, entraram imediatamente 'no descanso que permanece
para o povo de Deus'. A grande parte deles perdeu-se, mais ou
menos, do bom caminho que Ele trouxe a eles. Eles vieram, por assim
dizer, para um 'enorme deserto devastado', onde foram tentados e
atormentados de várias maneiras. E isto, alguns, em alusão ao caso dos
israelitas, têm denominado 'um estado de deserto'. 2. É certo que a condição em que esses se encontraram merece a mais terna compaixão. Eles labutaram debaixo de doenças terríveis e maléficas; embora comumente não compreendessem bem; e, por esta mesma razão, foi mais difícil a eles encontrarem um remédio. Não é possível supor que eles mesmos, estando na escuridão, entenderam a natureza da própria enfermidade; e poucos desses irmãos; talvez, de seus professores, sabiam a doença deles, assim como curá-la. Assim sendo, existe ainda mais necessidade de inquirir: I.
Em Primeiro Lugar, qual a natureza desta enfermidade? II.
Em Segundo Lugar, qual a causa? III.
Em Terceiro Lugar, qual a cura para ela? I 1.
Primeiro: Qual a natureza desta enfermidade, que acometeu a tantos,
depois que eles creram? No que ela propriamente consiste; e quais são os
sintomas genuínos dela? Em Primeiro Lugar,
ela consiste propriamente na perda daquela fé que Deus, uma vez, forjou
em seus corações. Eles que estão no deserto, não têm agora a 'evidência'
divina; aquela convicção satisfatória 'das coisas não vistas',
da qual eles desfrutaram uma vez. Eles não têm aquela demonstração
interior do Espírito que, antes, os capacitava a dizer: 'A vida que eu
vivo, eu vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou, e deu a si mesmo por
mim'. A luz dos céus não mais 'brilha em seus corações',
nem eles 'vêem a ele que é invisível'; mas a escuridão está
novamente no semblante de suas almas, e a cegueira nos olhos de seu
entendimento. O Espírito Santo, não mais 'testemunha com seus espíritos,
que eles são filhos de Deus'; nem Ele continua como o Espírito de
adoção, 'clamando' em seus corações, 'Aba, Pai'. Eles não têm mais confiança certa em seu amor, e a
liberdade de aproximar-se dele com coragem santa. 'Embora ele me mate,
ainda assim, eu irei confiar nele', não é mais a linguagem de seus
corações; mas eles perderam suas forças, e se tornaram débeis e fracos
de espírito, assim como os outros homens. 2. Disto,
Em Segundo Lugar, sucede a perda do amor; que não pode deixar de
nascer e morrer, ao mesmo tempo, e na mesma proporção, que a fé
verdadeira e viva. Assim sendo, eles que estavam desprovidos de sua fé,
foram também desprovidos do amor de Deus. Eles não puderam dizer: 'Senhor,
tu sabes todas as coisas; tu sabes que eu amo a Ti'. Eles não estavam
felizes em Deus, como todos os que verdadeiramente O amam. Eles não mais
se deleitaram Nele, como no passado, e 'sentiram o aroma de seu ungüento'.
Antes, todos 'os desejos' deles 'eram junto a Ele, e na lembrança
de Seu nome'; agora, mesmo seus desejos estavam frios e sem vida; se não,
extremamente extinguidos. E como o amor deles para com Deus
tornou-se frio, então, também o seu amor para com seu próximo. Agora,
eles não mais tinham aquele zelo pelas almas dos homens; aquele desejo em
busca do bem-estar deles; aquele desejo ardoroso, irrequieto, e ativo de
serem reconciliados para Deus. Eles não mais sentiam aquelas 'entranhas
de misericórdia', pela ovelha perdida, -- aquela 'compaixão pelo
ignorante, e por aqueles que estavam fora do caminho'. Antes, eles 'eram
gentis em direção a todos os homens'; humildemente instruindo tais
que se opunham à verdade; e, 'se alguém era surpreendido na falta,
restauravam-no, no espírito da submissão': Mas, depois de uma pausa;
talvez, de muitos dias, a ira começou a readquirir seu poder; sim, a
impertinência e a impaciência causaram-lhes dores, até que eles caíram;
ainda que, algumas vezes, não fossem dirigidos a 'pagar o mal com o
mal, e a injúria com a injúria'. 3.
Em conseqüência da perda da fé e amor, segue-se, Em Terceiro Lugar,
a perda da alegria no Espírito Santo. Porque, se não mais existe a
consciência do perdão, a alegria resultante dela não poderá
permanecer. Se o Espírito não mais testemunha com nosso espírito que
somos filhos de Deus, a alegria que fluía do testemunho interior deverá
também estar no fim. E, de igual maneira, eles que, uma vez, se 'regozijaram
com alegria inexprimível', 'na esperança da glória de Deus',
agora se encontram desprovidos daquela 'esperança completa da
imortalidade'; desprovidos da alegria que ela proporcionava; como também,
daquela que resultava da consciência do 'amor de Deus', então, 'espalhado
por todo seus corações'. Uma vez a causa, sendo removida, então,
também o efeito: Com a fonte sendo represada, essas águas vívidas não
mais brotavam frescas para a alma sedenta. 4.
Com a perda da fé, amor e alegria, Em Quarto Lugar, sucede também
a perda da paz que antes ultrapassava todo o entendimento. Aquela doce
tranqüilidade de mente, aquela mansidão de espírito não mais existem.
Dúvidas dolorosas retornam; dúvidas, se, alguma vez, cremos, ou, talvez,
se deveremos crer. Começamos a duvidar, se encontramos, em nossos corações,
o testemunho real do Espírito; se, antes, não enganamos nossas almas, e
tomamos a voz da natureza, pela voz de Deus. Mais do que isto, se alguma
vez, ouviremos a voz Deus e encontraremos favor aos Seus olhos. E essas dúvidas
estavam novamente reunidas ao medo servil, ao medo que causava tormento.
Assim como antes de crermos, passamos a temer a ira de Deus: Tememos, com
receio de que pudéssemos ser tirados de Sua presença; e, por isto,
mergulharmos novamente naquele medo da morte, do qual tínhamos sido
libertos anteriormente. 5.
Mas, mesmo isto não é tudo; porque a perda da paz é acompanhada com a
perda do poder. Nós sabemos que todo aquele que tem paz com Deus, através
de Jesus Cristo, tem poder sobre todo o pecado. Mas quando quer que ele
perca a paz de Deus, ele perde também o poder sobre o pecado. Enquanto
esta paz permanece, o poder também permanece; mesmo sobre o pecado
constante, se pecado da sua natureza, constituição, educação, ou
aquele de sua crença; sim, e sobre todos aqueles temperamentos e desejos
pecaminosos que, até então, ele não pôde vencer; o pecado, então, não
tinha mais domínio sobre ele; mas agora, ele é que não tem mais domínio
sobre o pecado. De fato, ele pode se esforçar, mas não pode vencer; a
coroa saiu de sua cabeça. Seus inimigos novamente prevalecem sobre ele,
e, mais ou menos, o trazem cativo. A glória está separada dele, mesmo o
reino de Deus que estava em seu coração. Ele está despojado da retidão,
assim como da paz e alegria no Espírito Santo. II 1. Tal
é a natureza do que muitos têm denominado, e não impropriamente, 'O
Estado de Deserto'. Mas a natureza dele pode ser mais completamente
entendida inquirindo, Em Segundo Lugar, quais são as causas dele? Essas,
de fato, são várias. Mas eu não me atrevo a enumerar, em meio a essas,
a mera e soberana vontade de Deus. Ele 'se regozija na prosperidade de
seus servos: Ele se deleita, não em afligir ou em molestar os filhos dos
homens'. Sua vontade invariável é nossa santificação, atendida com
'a paz e alegria no Espírito Santo'. Esses são seus dons
gratuitos; e nós afirmamos que 'os dons de Deus são', da parte
Dele, 'sem arrependimento'. Ele nunca se arrepende do que dá, ou
deseja removê-los de nós. Desta forma, Ele nunca desiste de nós, como
alguns dizem; somos nós apenas que desistimos Dele.
1a.
Causa 2. A
causa mais usual da escuridão interior é o pecado, de um tipo ou de
outro. Isto é o que geralmente ocasiona o que é freqüentemente uma
complicação do pecado e miséria. Primeiro, o pecado de cometimento.
Este se pode freqüentemente observar, escurece a alma de repente;
especialmente, se, se tratar de um pecado conhecido, obstinado ou
insolente. Se, por exemplo, uma pessoa que agora está caminhando na luz
clara do semblante de Deus, de alguma forma, prevalecer em cometer um ato
simples de embriaguez, ou impureza, não seria de se admirar, se, naquela
mesma hora, ela caísse na mais profunda escuridão. É verdade que
existem alguns casos raros, em que Deus impediu isto, através de uma
disposição extraordinária de sua misericórdia redentora, quase no
mesmo instante. Mas, em geral, tal abuso da bondade de Deus; tão
grosseiro insulto ao seu amor, ocasiona uma imediata alienação de Deus,
e uma 'escuridão que pode ser sentida'. 3.
Mas, pode-se esperar que este caso não seja muito freqüente; que não
existem muitos que assim desprezam as riquezas de sua bondade, enquanto
eles caminham em Sua luz; que, tão grosseiramente e presunçosamente, se
rebelem contra Ele. Aquela luz é muito mais freqüentemente perdida, ao
se dar lugar aos pecados de omissão. Estes, de fato, não extinguem o Espírito
imediatamente, mas gradualmente e vagarosamente. O anterior pode ser
comparado a derramar água sobre o fogo; o segundo em diminuir o combustível
dele. E, muitas vezes, aquele Espírito amoroso reprova ou negligencia,
antes de partir de nós. Muitas são os obstáculos interiores, as notícias
secretas que Ele dá, antes que Sua influência seja diminuída. De
maneira que apenas uma série de omissões, obstinadamente persistida,
pode nos levar para a mais extrema escuridão. 4.
Talvez, nenhum pecado de omissão mais freqüentemente ocasione isto, do
que a negligência da oração privada; a falta dela não pode ser suprida
por qualquer outra ordenança que seja. Nada pode ser mais óbvio do que a
vida de Deus na alma não mais continuar; muito menos, aumentar, a menos
que usemos de todas as oportunidades de comunhão com Deus, e despejemos
nossos corações diante Dele. Se, portanto, somos negligentes nisto; se nós
permitimos que o trabalho, companhia ou qualquer outra ocupação que seja
impeçam esses exercícios secretos da alma, (ou, o que vem a ser a mesma
coisa, nos faça passar rapidamente por ela, de uma maneira superficial e
sem cuidados), aquela vida irá certamente declinar. E se nós a
interrompermos, por muito tempo, ou freqüentemente, ela irá gradualmente
morrer. 5. Um
outro pecado de omissão, que freqüentemente conduz a alma de um crente
para dentro da escuridão, é a negligência do que estava tão fortemente
unido, mesmo sob a dispensação judaica: 'Tu deverás, de qualquer
forma, repreender teu próximo, e não permitir o pecado sobre ele: Tu não
deverás odiar teu irmão no teu coração'.
Agora, se odiamos nosso irmão em nossos corações; se não o
alertamos, quando virmos que ele está em falta, mas permitimos o pecado
sobre ele, isto logo trará pobreza para nossa própria alma; vendo que,
por meio disto, somos cúmplices de seu pecado. Negligenciando reprovar
nosso próximo, estamos tornando o pecado dele, nosso próprio pecado: Nós
nos tornamos responsáveis por ele diante de Deus: Se virmos o perigo que
ele corre, e não o advertimos: Assim, 'se ele perecer em sua iniqüidade'.
Deus pode justamente
requerer 'seu sangue de nossas mãos'. Não é de se admirar, então,
que se, através disto, afligimos o Espírito Santo, perderemos a luz de
Seu semblante. 6.
Uma terceira causa de perdermos isto, é dar caminho para algum tipo de
pecado interior. Por exemplo: Nós sabemos que todo aquele que é 'orgulhoso
no coração, é uma abominação para o Senhor'; e isto, embora esse
orgulho do coração não possa aparecer na conversa exterior. Agora, quão
facilmente, uma alma, preenchida com a paz e a alegria, pode cair nesta
armadilha do diabo! Quão natural, é para ele imaginar que ele tem mais
graça, mais sabedoria ou força, do que ele realmente tem, para 'pensar
mais altamente de si mesmo do que deveria'. Quão natural,
glorificar-se em alguma coisa que ele tenha recebido, como se ele não a
tivesse recebido! Mas, vendo que Deus continuamente 'opõe-se ao
orgulho, e dá graça' apenas 'para o humilde', isto deve
certamente obscurecer, se não, destruir totalmente, a luz que antes
brilhava em seus corações. 7.
O mesmo efeito pode ser produzido, ao se dar lugar à ira, qualquer que
seja a provocação ou oportunidade; sim, embora disfarçada com o nome de
zelo pela verdade, ou pela glória de Deus. Na verdade, todo zelo que é
outro, que não a chama do amor é 'mundano, animal e diabólico'.
É a chama da ira: É a ira clara, pecaminosa, nem melhor, nem pior. E
nada é um inimigo tão maior para o amor meigo e gentil de Deus, do que
isto: eles nunca subsistiram, nem nunca poderão subsistir juntos em um
peito. Na mesma proporção que esta prevalece, o amor e a alegria no Espírito
Santo decresce. Isto é particularmente observável no caso da ofensa; eu
quero dizer, a ira para com qualquer um de nossos irmãos; a qualquer um
desses que estão unidos a nós, seja por alianças civis ou religiosas.
Se nós dermos caminho para o espírito da ofensa, nós perderemos as
doces influências do Espírito Santo; de modo que, em vez de reformá-los,
nós destruiremos a nós mesmos e nos tornaremos presas fáceis para
qualquer inimigo que nos assalte. 8.
Mas suponha que estejamos vigilantes quanto a esta armadilha do diabo, nós
podemos ser atacados de outra parte. Quando a ferocidade e a ira estão
adormecidas, e apenas o amor está desperto, nós podemos, não menos,
sermos postos em perigo, pelo desejo que igualmente tende a obscurecer a
alma. Este é o efeito certo de qualquer desejo tolo; qualquer afeição vã
e excessiva. Se nós colocamos nossa afeição nas coisas da terra, em
alguma pessoa ou coisa debaixo do sol; se nós desejarmos alguma coisa, a
não ser Deus, e o que tende a Deus; se nós buscarmos felicidade em
alguma criatura; o Deus zeloso certamente irá contender conosco, porque
ele não pode admitir rival. E, se nós não ouvirmos Sua voz de advertência,
e retornamos para Ele com toda nossa alma, se continuarmos a afligi-lo com
nossos ídolos, e correndo atrás de outros deuses, nós deveremos logo
estar frios, improdutivos e estéreis; e o deus deste mundo irá cegar e
escurecer nossos corações. 9.
Mas isto ele freqüentemente faz, mesmo quando nós não damos chance a
algum pecado evidente. É suficiente, ele dar a ele suficiente vantagem;
se nós não 'estimularmos o dom de Deus que está em nós'; se nós
não agonizamos continuamente para 'entrarmos pelo portão estreito';
se nós, sinceramente, não nos 'esforçamos para obter o domínio',
e 'tomarmos o reino dos céus, através da violência'. Não haverá
necessidade de lutar, e certamente seremos conquistados. Basta que sejamos
apenas descuidados ou 'fracos em nossa mente'; que sejamos fáceis
e indolentes, e nossa escuridão natural logo irá retornar, e espalhar-se
em nossa alma. Será suficiente, portanto, darmos oportunidade para a
indolência espiritual; isto irá certamente escurecer a alma: Irá
certamente destruir a luz de Deus, se não tão prontamente, quanto um
assassinato ou adultério. 10.
Mas deve ser bem observado que a causa da nossa escuridão (qualquer que
seja ela, se de omissão, ou cometimento; quer pecado interior ou
exterior) não está sempre à mão. Algumas vezes, o pecado que ocasionou
a presente angústia pode se situar a uma distância considerável. Ele
pode ter sido cometido, dias, semanas, ou meses antes. E o fato de Deus
retirar agora sua luz e paz, por causa do que foi feito tanto tempo atrás,
não é (como algum poderia a princípio imaginar) um exemplo de sua
severidade, mas, antes, uma prova de sua misericórdia longânime e terna.
Ele esperou todo este tempo, para que, por acaso, pudéssemos ver,
reconhecer e corrigir o que estava impróprio. E na falta disto, Ele, por
fim, mostrou seu desprazer, para que, assim, pelo menos, Ele pudesse nos
trazer ao arrependimento. 2a.
Causa 1.
Uma outra causa geral desta escuridão, é a ignorância, que é
igualmente de vários tipos. Se os homens não conhecem as Escrituras; se
eles imaginam que existem passagens, tanto no Velho, quanto no Novo
Testamento que afirmam que todos os crentes, sem exceção devem, algumas
vezes, estarem na escuridão; esta ignorância irá naturalmente trazer
sobre eles a escuridão que eles esperavam. E quão comum tem sido o caso,
em nosso meio! Quão poucos existem que não esperam isto! E não é de se
admirar, uma vez que eles são ensinados a esperarem-na; uma vez que seus
guias os conduzem para este caminho. Não apenas os escritores místicos
da Igreja de Roma, mas muitos dos mais espirituais e experimentais em
nossa própria Igreja (poucos foram exceção no último século) colocam
isto com toda a segurança, como uma doutrina Bíblica clara e inquestionável,
e citam muitos textos para provarem. 2.
A ignorância também da obra de Deus na alma, freqüentemente ocasiona
esta escuridão. Os homens imaginam (porque eles assim têm sido
ensinados; particularmente, pelos escritores da comunhão papista, cujas
afirmativas plausíveis, muitos dos protestantes têm recebido sem um
exame devido) que eles não caminham sempre na fé luminosa.
Que este é apenas um plano menor; que como eles subiram muito
alto, eles devem deixar esses confortos sensíveis, e viverem pela fé nua
(nua, de fato, se ela for despida pelo amor, paz e alegria no Espírito
Santo!); que o estado de luz e alegria é bom, mas que o estado de escuridão
e aspereza é melhor; que é somente através desses que podemos ser
purificados do orgulho, amor ao mundo e do amor próprio desordenado; e
que, portanto, nós não devemos, nem esperar, nem desejar caminharmos
sempre na luz. Conseqüentemente é que, (embora outras razões possam
ocorrer) o principal corpo de homens devotos na Igreja papista geralmente
caminha na escuridão desconfortável, e se, alguma vez ele recebeu, logo
perdeu a luz de Deus. 3a. Causa 1.
A Terceira causa geral desta escuridão é a tentação. Quando a luz do
Senhor brilha sobre nossa cabeça, a tentação freqüentemente foge, e
desaparece totalmente. Tudo está calmo por dentro; talvez, por fora também,
enquanto Deus faz com que nossos inimigos estejam em paz conosco. É, então,
muito natural supor que nós não possamos ver a guerra mais. E existem
muitos exemplos, onde esta calma tem continuado, não apenas por semanas,
mas por meses e anos. Mas, comumente acontece o contrário: Em pouco
tempo, 'os ventos sopram, a chuva cai, e as inundações se erguem' renovadas.
Eles que não conhecem o Pai, nem o Filho, e, conseqüentemente, odeiam os
filhos de Deus, quando Ele afrouxa as rédeas que estão em seus dentes,
mostram aquele ódio de várias maneiras. Como no passado, 'ele que
nasceu segundo a carne perseguiu aquele que nasceu segundo o Espírito,
assim como é hoje'; a mesma causa produz ainda o mesmo efeito. O mal
que ainda permanece no coração irá também se movimentar; a ira, e
muitas outras raízes da amargura irão se esforçar para brotarem. Ao
mesmo tempo, satanás não será deficiente em lançar seus dardos
flamejantes; e a alma terá de lutar, não apenas com o mundo, não apenas
'com a carne e o sangue, mas com principados e potestades; com os
soberanos da escuridão deste mundo; com os espíritos maus nos lugares
elevados'. Agora, quando tantos assaltos são feitos de repente, e,
talvez, com a mais extrema violência, não é estranho que possa
ocasionar, não apenas aflição, mas também escuridão no crente fraco;
-- mais especialmente, se ele não esteve vigiando; se esses assaltos
foram feitos, em uma hora em que ele não os viu; quando ele esperava nada
menos, mas credulamente dissera a si mesmo, -- o dia do diabo não
retornará mais. 2. A
força dessas tentações, que se erguem interiormente, serão
excessivamente alimentadas, se, antes, superestimarmos a nós mesmos, como
se nós já estivéssemos limpos de todo pecado. E quão naturalmente,
imaginamos isto durante o entusiasmo do nosso primeiro amor! Quão
prontos, estamos em acreditar que Deus 'cumpriu em nos' toda 'a
obra de fé com poder!'. Que, porque nós não sentimos o pecado, nós
não temos mais algum deles em nós; e que a alma é toda amor! E bem pode
um ataque severo de um inimigo, que nós supomos estar não apenas
derrotado, mas morto, nos atirar para dentro da maior opressão da alma;
sim, algumas vezes, para a mais extrema escuridão. Particularmente,
quando raciocinamos com este inimigo, em vez de, imediatamente, clamarmos
a Deus, e nos colocarmos em Suas mãos, através da fé simples no 'único
sabe como livrar' a nós 'da tentação'. III Estas
são as causas comuns desta segunda escuridão. Em Terceiro Lugar,
vamos inquirir, qual é a cura para ela? 1.
Supor que isto seja uma e a mesma coisa em todos os casos, é um erro
fatal; e ainda assim, extremamente comum, mesmo em meio a muitos que
passam por cristãos experimentados; sim, talvez, professores em Israel, e
guias de outras almas. Assim sendo, eles conhecem e usam apenas um
medicamento, qualquer que seja a causa da enfermidade. Eles começam
imediatamente aplicando as promessas; a pregar o Evangelho, como eles o
denominam. Dar conforto é o único objetivo que eles almejam; para o qual
eles dizem coisas muito delicadas e ternas, concernentes ao amor de Deus
aos pobres pecadores desamparados, e da eficácia do sangue de Cristo.
Agora, isto é, na verdade, charlatanice, e da pior espécie, uma vez que
tende, se não a matar os corpos dos homens; ainda assim, sem a misericórdia
peculiar de Deus, 'a destruir seus corpos e suas almas no inferno'.
É difícil falar desses negociantes de promessas, como eles merecem. Eles
bem merecem o título que tem sido, de maneira ignorante, dado a outros:
Eles são charlatões espirituais. Eles, em efeito, tornam 'o sangue da
aliança uma coisa impura'. Eles prostituem perversamente as promessas
de Deus, aplicando-as, sem qualquer distinção. Visto que, na verdade, a
cura das enfermidades espirituais, assim como corpóreas devem ter vários
medicamentos, conforme as suas várias causas. A primeira coisa, portanto,
é encontrar a causa; e isto irá naturalmente apontar a cura. 2. Por
exemplo: É o pecado que ocasiona a escuridão? Que pecado? É o pecado
exterior de que tipo? A sua consciência o acusa de cometer algum pecado,
por meio do qual você aflige o Espírito Santo? É por este motivo que
Ele está separado de você, e aquela alegria e paz não estão mais
consigo? E como você espera que elas possam retornar, até que você tire
fora esta coisa detestável? 'Que o pecaminoso renuncie a seu caminho';
'limpe suas mãos, vocês pecadores'; 'tire o mal de seus
feitos'; desta forma, sua 'luz deverá brilhar na obscuridade',
e o Senhor irá retornar e 'perdoar abundantemente'. 3.
Se, depois de uma procura minuciosa, você não puder encontrar pecado de
cometimento que ocasione a nuvem sobre sua alma, inquira a seguir, se não
existe algum pecado de omissão que separa você de Deus. Você 'não
permitiu o pecado junto a seu irmão?'. Você não reprovou aqueles
que pecaram aos seus olhos? Você caminhou em todas as ordenanças de
Deus? Nas orações públicas, familiares, privadas? Se não, se você
habitualmente negligencia qualquer um desses deveres conhecidos, como você
pode esperar que a luz do semblante de Deus continue a brilhar junto a você?
Apresse-se para 'fortalecer as coisas que permanecem', então, sua
alma deverá viver. 'Hoje, se você ouvir a voz Dele', através de
Sua graça, supra o que está faltando. Quando você ouvir uma voz atrás
de si dizendo, 'Este é o caminho, caminhe nele', não endureça
seu coração; não seja mais 'desobediente ao chamado celeste'. Até
que o pecado, se de omissão ou cometimento, seja removido, todo conforto
é falso e enganoso. Ele está apenas brilhando sobre a ferida que ainda
ulcera e causa inflamação abaixo. Não busque pela paz dentro, até que
você esteja em paz com Deus; o que não poderá acontecer sem 'os
frutos do arrependimento'. 4.
Talvez, você não esteja consciente; até mesmo, de algum pecado de omissão
que diminuiu sua paz e alegria no Espírito Santo. Não existe, então,
algum pecado interior que, como a raiz da amargura, brota em seu coração
para atormentar você? A sua aspereza e aridez da alma não foram
ocasionadas, porque seu coração 'se afastou do Deus vivo?'. A 'raiz
do orgulho não avança contra' você? Você não 'tem pensado mais
elevado sobre si mesmo do que deveria?'. Você não tem atribuído o
seu sucesso, em qualquer empreendimento, à sua própria coragem, força
ou sabedoria? Você não tem se vangloriado de alguma coisa que 'recebeu,
como se não tivesse recebido?'. Você não tem se gloriado em coisa
alguma, 'salvo sobre a cruz de nosso Senhor Jesus Cristo?'. Você não
buscou ou desejou o louvor de homens? Você não teve prazer nisto? Se
assim for, você sabe o caminho que deve tomar. Se você caiu por causa do
orgulho, 'humilhe-se, debaixo da mão poderosa de Deus, e Ele irá
exaltar você no devido tempo'. Você não o obrigou a partir de você,
dando lugar à ira? Você não tem 'se afligido por causa do descrente'
ou 'sido objeto de inveja dos malfeitores?'. Você não tem se
ofendido com quaisquer de seus irmãos, olhando para os seus pecados
(reais ou imaginários), de maneira a pecar você mesmo contra a grande
lei do amor, afastando seu coração deles? Então, olhe para o Senhor,
para que você possa renovar suas forças; para que toda esta aspereza e
frieza possam sair; para que o amor, a paz e a alegria possam retornar,
juntas, e para que você possa ser invariavelmente gentil, e 'bondoso
de coração, perdoando, um ao outro, assim como Deus, por causa de
Cristo, perdoou a você'. Você tem dado lugar a algum desejo tolo? A
alguma espécie ou grau de afeição excessiva? Como, então, o amor de
Deus pode ter lugar no seu coração, até que você jogue fora seus ídolos?
'Não se engane: Deus não é falso': Ele não irá habitar
em um coração dividido. Por quanto tempo, portanto, você afagar Dalila
em seu peito, Ele não terá lugar lá. É inútil esperar por uma
recuperação de Sua luz, até que você arranque o olho direito, e o
atire para longe de si. Ó, que não haja uma demora maior! Clame a Ele,
para que Ele possa capacitar você a assim fazer! Lamente a sua impotência
e desamparo; e com o Senhor, sendo seu ajudador, entre no portão
estreito; tome o reino dos céus veementemente! Atire fora todo ídolo de
seu santuário, e a glória do Senhor logo deverá aparecer. 5. Talvez,
seja exatamente isto, a necessidade de empenho, a indolência espiritual
que mantêm sua alma na escuridão. Você habita em paz na terra; não
existe guerra em suas costas; e então você está quieto e despreocupado.
Você segue em frente, na mesma trilha das obrigações exteriores, e está
satisfeito lá para continuar. E você se surpreende, entretanto, que sua
alma esteja morta? Oh! Movimente-se diante do Senhor! Levante-se e sacuda
o pó; lute com Deus pela bênção poderosa: derrame sua alma junto a
Deus, na oração, e continue nisto com toda perseverança! Vigie! Acorde
do sono; e se mantenha acordado! Do contrário, nada poderá ser esperado,
a não ser que você se aliene, mais e mais, da luz e vida de Deus. 6. Se,
em um exame completo e mais imparcial de si mesmo, você não puder
discernir que você, no momento, dá lugar, tanto à indolência
espiritual, ou algum outro pecado interior ou exterior, então, traga à
lembrança o tempo que é passado. Considere seus temperamentos
anteriores, palavras e ações. Estes têm estado corretos diante de Deus?
'Converse intimamente com Ele em seu aposento, e esteja quieto';
e deseje que Ele investigue a razão de seu coração, e traga para
sua lembrança o que quer que, em qualquer tempo, tenha ofendido os olhos
de Sua glória. Se a culpa de algum pecado não arrependido permanecer em
sua alma, você irá permanecer na escuridão, até que, tendo sido
renovado pelo arrependimento, você possa novamente ser lavado pela fé na
'fonte aberta para o pecado e impureza'. 7. Inteiramente
diferente será a maneira de curar, se a causa da enfermidade não for o
pecado, mas a ignorância. Pode ser a ignorância do significado das
Escrituras; talvez, ocasionada pelos explanadores ignorantes; ignorância,
pelo menos, neste aspecto, qualquer conhecimento e aprendizado que eles
possam ter em outros particulares. E, neste caso, aquela ignorância deve
ser removida, antes que possamos remover a escuridão se erguendo dela. Nós
devemos mostrar o verdadeiro significado daqueles textos que têm sido mal
compreendidos. Meu objetivo não me permite considerar todas as passagens
das Escrituras que têm sido reclamadas neste serviço. Eu devo justamente
mencionar duas ou três que são freqüentemente trazidas para provar que
todos os crentes devem, mais cedo ou mais tarde, 'caminhar na escuridão'.
8.
Um desses está em (Isaias 50:10) 'Quem há entre vós que tema
ao Senhor, e ouça a voz do seu servo? Quando andar em trevas, e não
tiver luz nenhuma, confie no nome do Senhor, e firme-se sobre o seu Deus'.
Mas como aparece, tanto do texto quanto do contexto, que a pessoa aqui
falada, alguma vez teve luz? Alguém que seja convencido do pecado 'teme
o Senhor, e obedece a voz de seu servo'. E ele, nós podemos afirmar,
embora esteja ainda na escuridão da alma, e nunca tenha visto a luz do
semblante de Deus, ainda assim, 'confia no nome do Senhor, e permanece
junto ao seu Deus'. Este texto, portanto, não prova nada menos, que o
crente em Cristo 'deve, algumas vezes, caminhar na escuridão'. 9.
Um outro texto que tem sido suposto falar da mesma doutrina está em (Oséias
2:14) 'Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto,
e lhe falarei ao coração'. Disto tem sido inferido que Deus irá
trazer todo crente para o deserto, para o estado de morte e escuridão.
Mas é certo que o texto não fala tal coisa; porque não parece que ele
fala de alguns crentes em particular, afinal: Ele manifestadamente se
refere à nação judaica; e, talvez, a esta apenas. Mas, se ela for aplicável
às pessoas específicas, o significado claro dele é este: - eu irei atraí-lo
pelo amor; em seguida, irei convencê-lo do pecado; e, então, confortá-lo,
através da misericórdia redentora. 10.
A terceira Escritura, da qual a mesma inferência tem sido esboçada é
aquela acima citada: (João 16:22) 'Assim também vós agora, na
verdade, tendes tristeza; mas outra vez vos verei, e o vosso coração se
alegrará, e a vossa alegria ninguém vo-la tirará'. Mas tem sido
suposto que isto significa que Deus, depois de um tempo, se afastaria de
todos os crentes; e que eles não poderiam, até que eles estivessem assim
entristecidos, ter a alegria que nenhum homem poderia tirar deles. Mas o
contexto todo mostra que nosso Senhor está aqui falando, estritamente,
aos Apóstolos, e não a outros; e que Ele está falando, concernente
aqueles eventos particulares, sua própria morte e ressurreição. 'Por
algum tempo', diz ele, 'e vocês não mais me verão'; a saber,
enquanto eu estiver na sepultura: 'E novamente, por algum tempo, e vocês
não verão a mim'; quando eu tiver me erguido dos mortos. Vocês irão
chorar e lamentar, e o mundo irá se regozijar: Mas a tristeza de vocês
se tornará em alegria. – 'Vocês agora têm tristeza', porque eu
estou preste a ser tirado do comando de vocês; 'mas eu verei vocês
novamente', depois de minha ressurreição, 'e seus corações irão
se regozijar; e a alegria', que eu, então, lhes darei, 'nenhum
homem poderá tirar de vocês'. Tudo isto nós sabemos foi
literalmente cumprido no caso particular dos Apóstolos. Mas nenhuma inferência
pode ser esboçada disto com respeito aos acordos de Deus para com os
crentes em geral. 11.
O quarto texto que tem sido freqüentemente citado como prova da mesma
doutrina (para não mencionar mais) está em (I Pedro 4:12) 'Amados,
não achem estranho, com respeito à prova ardente que irá testar vocês'.
Mas isto é tão completamente deslocado do ponto quanto o precedente. O
texto, literalmente afirmado segue assim: 'Amados, não estranhem a
ardente prova que vem sobre vocês para tentá-los'. Agora, como quer
que isto seja acomodado às provas interiores, em um sentido secundário;
ainda assim, primariamente, ela, sem dúvida, se refere ao martírio e
sofrimentos ligados a eles. Nem este texto tem, portanto, alguma coisa,
afinal, com o propósito para o qual ele é citado. E nós podemos
desafiar todos os homens a trazerem um texto, se do Velho, ou do Novo
Testamento, que tenha alguma mais a ver com o proposto do que este.
12.
'Mas as trevas não são de mais proveito para a alma do que a luz? A
obra de Deus no coração, não é mais prontamente e efetivamente
conduzida, durante o estado de sofrimento interior? O crente não é mais
prontamente e totalmente purificado pela tristeza do que pela alegria? –
através da angústia, dor, aflição, e martírios espirituais, do que
pela paz contínua?'. Assim os místicos ensinam; assim está escrito
em seus livros; mas não nos oráculos de Deus. As Escrituras, em parte
alguma diz que a ausência de Deus aperfeiçoa sua obra no coração!
Antes, Sua presença, e a comunhão clara com o Pai e o Filho: Uma forte
consciência disto fará mais em uma hora, do que sua ausência em um século.
A alegria no Espírito Santo irá mais efetivamente purificar a
alma, do que a falta daquela alegria; e a paz de Deus é o melhor meio de
refinar alma dos entulhos das afeições mundanas. Retire, então, a opinião
inútil, de que o reino de Deus está dividido contra si mesmo; de que a
paz de Deus e a alegria no Espírito Santo são obstrutivas da retidão; e
de que somos salvos, não pela fé, mas pela incredulidade; não pela
esperança, mas pelo desespero! 13.
Por quanto tempo os homens sonharem assim, eles bem poderão 'caminhar
nas trevas': Nem o efeito poderá cessar, até que a causa seja
removida. Mas, ainda assim, nós não devemos imaginar que ela cesse
imediatamente, mesmo quando a causa não existe mais. Quando tanto a ignorância
quanto o pecado causaram as trevas, um ou outro pode ser removido; porém,
a luz que era obstruída por meio deles pode não retornar imediatamente.
Como se trata do dom livre de Deus, Ele pode restaurá-lo, cedo ou tarde,
como agradar a Ele. O pecado começa, antes da punição, que pode
justamente permanecer depois do pecado ter terminado. E mesmo no curso
natural das coisas, embora uma ferida não possa ser curada, enquanto o
dardo estiver cravado na pele; não necessariamente ele é curado, tão
logo este é arrancado dela, mas a sensação dolorosa e a dor podem
permanecer muito depois. 14. Por
fim, se as trevas forem ocasionadas pelas múltiplas, pesadas, e
inesperadas tentações, a melhor maneira de remover e prevenir isto é
ensinar aos crentes a sempre esperar a tentação, vendo que eles habitam,
em um mundo pecaminoso, em meio aos espíritos iníquos, hábeis e
maliciosos, e têm um coração capaz de todo o mal. Convença-os de que
toda a obra da santificação não é, como eles imaginam, forjada
imediatamente; e que, no primeiro momento em que crêem, eles não passam
de bebês recém-nascidos, que irão gradualmente se tornar adultos, e
podem esperar muitas tentações, antes que eles tenham a estatura
completa de Cristo. Acima de tudo, permita-lhes serem instruídos a não
raciocinem com o diabo, quando a tempestade cair sobre eles, mas a orem;
que eles; a derramarem suas almas diante de Deus, e a mostrarem a Ele as
suas preocupações. E estas são as pessoas, junto aos quais,
principalmente, somos capazes de aplicar as grandes e preciosas promessas;
não para o ignorante, até que a ignorância seja removida; muito menos,
ao pecador impenitente. A esses nós podemos, largamente e afetuosamente,
declarar a bondade amorosa de Deus, nosso Salvador; discorrer sobre suas
misericórdias ternas, que têm existido desde sempre. Aqui, nós podemos
habitar junto à fidelidade de Deus, cuja 'palavra é testada ao
extremo'; e junto à virtude daquele sangue que foi derramado por nós,
para 'nos limpar de todo pecado': E Deus irá, então, ser
testemunha de Sua palavra, e tirar suas almas para fora dos problemas. Ele
dirá: 'Levanta, brilha; porque tua luz é vinda, e a glória do Senhor
está sobre ti'. Sim, e que luz, se você caminha humildemente e
intimamente com Deus, irá 'brilhar mais e mais junto ao dia perfeito'.
[Editado por Joshua Williams, estudante da Northwest Nazarene College (Nampa, ID), com correções de George Lyons para a Wesley Center for Applied Theology.] _____ Tradução:
Izilda Bella
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