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O Ofício Ministerial John
Wesley 'E
ninguém toma para si esta honra, senão o que é chamado por Deus, como
Arão'.
(Hebreus 5:4)
[Com respeito a este Sermão, a seguinte informação foi dada
pelo Sr. Moore, em seu "Life of Mr. Wesley," vol. ii., p. 339]
--
"Eu estava com o Sr. Wesley, em Londres, quando ele publicou
este Sermão. Ele havia me encorajado a ser um homem de um livro; e ele
tinha repetidamente me convidado a falar abertamente de qualquer objeção
que eu tivesse, por alguma coisa que ele publicou". "Eu
pensei que algumas coisas neste discurso não fossem encontradas na Bíblia;
e eu resolvi dizer a ele na primeira oportunidade. Ela logo surgiu. Eu
respectivamente observei que eu concordei com ele que nosso Senhor havia
enviado sempre para a humanidade, através das pessoas a quem ele
enviava, instrução, reprovação, e correção na retidão; e que
havia uma distinção real entre o ofício profético e o sacerdotal, no
Velho Testamento, e o ofício profético e pastoral no Novo; (onde
nenhum sacerdócio é mencionado, a não ser aquele de nosso Senhor);
mas eu não pensei que o que ele teria dito, concernente os Evangelistas
e Pastores, ou Bispos, fosse concordante com o que nós lemos lá; a
saber; que o último tinha o direito de administrar os sacramentos, que
o primeiro não possuía. Eu observei": "'Senhor, você sabe que os Evangelistas Timóteo
e Tito foram ordenados pelo Apóstolo, para conferir sacramento aos
Bispos de todas as partes; e, certamente, eles não puderam conceder a
eles uma autoridade que eles mesmos não possuíam'". "Ele olhou sinceramente para mim, por algum tempo, mas não com descontentamento. Ele não fez qualquer réplica, e logo introduziu um outro assunto. Eu não disse mais nada. O homem de um livro não iria disputar com ele. Eu creio que ele viu que, seu amor para com a Igreja, do qual ele nunca se desviou desnecessariamente, tinha, nesta instância, o conduzido um pouco mais longe". – [Editor] ----- 1. Existem
excessivamente poucos textos das Santas Escrituras que têm sido mais
freqüentemente estimulados do que este contra os pregadores leigos que
não são nem Sacerdotes, nem Diáconos, e ainda assim, tomaram para si
pregarem. Muitos têm perguntado, "Como alguém se atreve 'tomar
para si esta honra, a menos que ele seja chamado de Deus, como foi Arão?'".
Alguns anos atrás, um clérigo, piedoso e sensato, publicou um sermão
nestas palavras, em que ele se esforça para mostrar que não é
suficiente ser interiormente chamado por Deus para pregar, como muitos
se imaginam ser, a menos que eles sejam exteriormente chamados pelos
homens enviados por Deus para este propósito, como Arão foi chamado
por Deus, através de Moisés. 2.
Mas existe uma falha grave neste argumento, tão freqüentemente quanto
ele tem sido apresentado. 'Chamado por Deus, como foi Arão!'.
Mas Arão não pregou, afinal: Ele não foi chamado para isto, tanto por
Deus, quanto pelo homem. Arão foi chamado para ministrar nas coisas
santas; -- para oferecer orações e sacrifícios; para executar o ofício
de um Sacerdote. Mas ele nunca foi chamado para ser um Pregador. 3. Nos tempos antigos, o ofício de um Sacerdote e aquele de um Pregador eram conhecidos por serem inteiramente distintos. E, sendo assim, todos serão convencidos a traçarem o assunto imparcialmente desde o começo. De Adão a Noé, todos admitiram que o primogênito, em cada família, fosse, é claro, o sacerdote naquela família, em virtude de sua primogenitura. Mas isto não dava a ele o direito de ser um Pregador, ou (em uma linguagem bíblica), um Profeta. Este ofício não pouco freqüentemente pertenceu ao mais jovem ramo da família. Porque neste respeito, Deus sempre afirmou seu direito de enviar, através daquele a que Ele enviava. 4. Do
tempo de Noé, para aquele de Moisés, a mesma observação pode ser
feita. O mais velho da família era o Sacerdote, mas algum outro poderia
ser o Profeta. Este, o ofício de Sacerdote, nós nos certificamos Esaú
herdou, em virtude de seu direito de primogenitura, até que ele
profanamente o vendeu a Jacó por um prato de guisado de lentilhas. E
isto foi o que ele nunca pôde recuperar, 'embora ele o buscasse
cuidadosamente com lágrimas'. (Gênesis 25:30) 'E disse
Esaú a Jacó: Deixa-me, peço-te, comer desse guisado vermelho, porque
estou cansado. Por isso se chamou Edom. Então disse Jacó: Vende-me
hoje a tua primogenitura'. 5.
De fato, no tempo de Moisés uma mudança considerável foi feita com
respeito ao sacerdócio. Deus, então, indicou que, em vez do primogênito,
em cada casa, toda uma tribo pudesse ser dedicada a ele; e que todos
que, mais tarde, ministraram junto a ele, como sacerdotes, pudessem ser
daquela tribo. (Números 3:6) 'Faze chegar a tribo de Levi, e
põe-na diante de Arão, o sacerdote, para que o sirvam'. (Números
3:12-13) 'E eu, eis que tenho tomado os levitas do meio dos
filhos de Israel, em lugar de todo o primogênito, que abre a madre,
entre os filhos de Israel; e os levitas serão meus. Porque todo o
primogênito é meu; desde o dia em que tenho ferido a todo o primogênito
na terra do Egito, santifiquei para mim todo o primogênito em Israel,
desde o homem até ao animal: serão meus; eu sou o Senhor'. Assim,
Arão foi da tribo de Levi. E assim, igualmente foi Moisés. Mas ele não
foi um Sacerdote, embora ele fosse o maior Profeta que viveu antes que
Deus trouxesse seu Unigênito para o mundo. Neste meio tempo, não muito
dos levitas foram Profetas. E, se algum foi, fora uma mera coisa
acidental. Eles não eram
tais como sendo daquela tribo. Muitos, se não a maioria dos Profetas
(como nós somos informados através dos antigos escritores judeus),
foram da tribo de Simeão. E alguns eram da tribo de Benjamim ou Judá,
e provavelmente de outras tribos também. 6.
Mas nós temos razão para acreditar que houve, em todas as épocas,
duas espécies de Profetas. O extraordinário, como Natanael,
Isaias, Jeremias, e muitos outros, em quem o Espírito Santo veio de uma
maneira extraordinária. Tal foi Amós, em particular, que disse de si
mesmo: "Eu não fui Profeta, nem filho de Profeta. Mas fui um
pastor: E o Senhor disse junto a mim, 'Vá, profetize junto ao meu povo
Israel'". Os ordinários
eram aqueles que eram educados nas 'escolas de Profetas', um dos
que estava em Rama, sobre o que Samuel presidiu. (I Samuel 19:18)
'Assim Davi fugiu e escapou, e foi a Samuel, em Ramá, e lhe
participou tudo quanto Saul lhe fizera; e foram, ele e Samuel, e ficaram
em Naiote'. Esses eram treinados para instruírem o povo, e eram os
pregadores costumeiros em suas sinagogas. No Novo Testamento, eles são
usualmente denominados escribas, ou 'os intérpretes da lei'. Mas
poucos, se alguns deles, eram Sacerdotes. Estes eram, por todo o tempo,
uma ordem diferente. 7.
Muitos homens cultos têm mostrado amplamente que o próprio nosso
Senhor, e todos seus Apóstolos construíram a Igreja Cristã, tão
proximamente quanto possível aos planos judaicos. Assim, o grande
Sacerdote de nossa profissão enviou apóstolos e evangelistas para
proclamarem as boas novas para todo o mundo; e, então, Pastores,
Pregadores, e Professores, para construírem na fé as congregações
que poderiam ser fundadas. Mas eu não acho que mesmo o ofício de um
Evangelista fosse o mesmo que de um Pastor, freqüentemente chamado de
Bispo. Ele presidia sobre o rebanho, e administrava os sacramentos: O
primeiro o assistia, e pregava a Palavra, tanto em uma ou mais congregações.
Eu não posso provar, de alguma parte do Novo Testamento, ou de algum
autor dos três primeiros séculos, que o ofício de um evangelista deu
a algum homem o direito de agir como um Pastor ou Bispo. Eu acredito que
esses ofícios eram considerados tão completamente distintos um do
outro, até os tempos de Constantino. 8.
Na verdade, naquela má hora, quando Constantino, o Grande, chamou a si
mesmo de Cristão, e despejou honrarias e prosperidade sobre os cristãos,
o caso foi amplamente alterado. Logo se tornou comum para algum homem
tomar a responsabilidade toda de uma congregação, com o objetivo de
apoderar-se de todo o pagamento. Assim sendo, a mesma pessoa atuava como
Sacerdote e Profeta; como Pastor e Evangelista. E isto gradualmente
espalhou-se, mais e mais, através de toda a Igreja Cristã. Ainda
assim, mesmo naquela época, embora a mesma pessoa usualmente cumprisse
ambos esses ofícios, mesmo então, o ofício de um Evangelista ou
Professor não significava aquela de um Pastor, a quem peculiarmente
pertencia a administração dos sacramentos; nem em meio aos
Presbiterianos, nem na Igreja da Inglaterra, nem mesmo em meio aos Católicos
Romanos. Sabe-se que em todas as Igrejas Presbiterianas, as da Escócia,
em particular, licencia homens para pregar antes que eles sejam
ordenados, por todo aquele reino. E nunca se entendeu que esta nomeação
para pregar deu a eles algum direito de administrar os sacramentos.
Igualmente, em nossa própria Igreja, pessoas podem ser autorizadas a
pregarem, sim, podem ser os Doutores da Divindade, (como foi o Dr.
Alwood em Oxford, quando eu residi lá), que não foi ordenado, afinal,
e, conseqüentemente, não teve direito de administrar a Ceia do Senhor.
Sim, mesmo na própria Igreja de Roma, se um irmão leigo acredita que
é chamado a ir para uma missão, como é chamado, ele é enviado,
embora não seja sacerdote, nem diácono, para executar aquele ofício,
e não o outro. 9.
Mas pode-se pensar que o caso agora, diante de nós, é diferente de
todos esses? Indubitavelmente, em muitos aspectos ele é. Tal fenômeno
tem agora aparecido, como não apareceu no mundo cristão, antes; pelo
menos, não por muitas épocas. Dois jovens semearam a Palavra de Deus,
não apenas nas igrejas, mas igualmente, literalmente 'pelo lado da
rodovia'; e, de fato, em todos os lugares onde eles viram uma porta
aberta, onde os pecadores tinham ouvidos para ouvirem. Eles foram
membros da Igreja da Inglaterra, e não tinham o objetivo de se
separarem dela. E eles aconselharam todos os que eram dela a
permanecerem, embora eles se juntassem à Sociedade Metodista, porque
isto não significava deixarem sua antiga congregação, mas apenas
deixarem seus pecados. O clérigo iria para a igreja ainda. O
Presbiteriano, Anabatistas
[Membros de uma religião protestante dissidente que, na época da
Reforma (séc. XVI), impunha a repetição do batismo a quem o recebera
antes do uso da razão. Sustentavam que a Igreja era composta só dos
santos (realmente convertidos) e insistiam na completa separação entre
a Igreja e o Estado],
Quacres [Membros
de religião protestante, fundada no século XVII por Jorge Fox
(1624-1691). Professada, sobretudo, nos Estados Unidos e na Inglaterra.
Os quacres crêem na direção do Espírito Santo, não admitem
sacramentos, não prestam juramentos, nem mesmo perante a Justiça, não
pegam em armas, nem admitem hierarquia eclesiástica],
ainda reteriam suas próprias opiniões, e atenderiam às suas próprias
congregações. Terem um desejo real de fugirem da irá a vir foi a única
condição requerida deles. Quem quer, portanto, 'que temesse a Deus
e operasse retidão' estava qualificado para esta sociedade. 10.
Não muito tempo depois, um jovem, Thomas Maxfield, ofereceu-se para
servir, como um filho no Evangelho. E, então, outro, Thomas Richards, e
um pouco depois, um terceiro, Thomas Westell. Que se observe em que
condições nós recebemos estes, a saber, como Profetas, não como
Sacerdotes. Nós os recebemos totalmente e tão somente para pregar; não
para administrar os sacramentos. E esses que imaginam que esses ofícios
estão inseparavelmente reunidos, são totalmente ignorantes da
constituição de toda a Igreja Judaica, assim como Cristã. Nem as
Igrejas Católicas, nem as Inglesas, nem as Presbiterianas, alguma vez
os consideraram assim. Do contrário, jamais poderíamos ter aceitado o
serviço tanto do Sr. Maxfield, Richards, ou Westell.
11.
Em 1744, todos os pregadores Metodistas tiveram sua primeira Conferência.
Mas nenhum deles sonhou que o ser chamado para pregar dera a ele algum
direito de administrar os sacramentos. E quando esta questão foi
proposta, 'sob que luz podemos considerar a nós mesmos?', foi
respondido, 'Como mensageiros extraordinários, erguidos para
estimular os ordinários, ao zelo'. Com este objetivo, uma das
nossas primeiras regras dada a cada Pregador foi, 'você deve fazer
aquela parte da obra que nós designamos'. Mas que obra era
esta? Nós, alguma vez, designamos você a administrar os sacramentos; a
exercitar o oficio sacerdotal? Tal objetivo nunca entrou em nossa mente;
ele esteve muito longe de nossos pensamentos: E, se algum Pregador deu
tal passo, nós devemos olhar para isto, como uma quebra palpável desta
regra; conseqüentemente, como uma abjuração de nossa conexão. 12.
Porque, supondo (o que eu nego extremamente) que o receber você, como
um Pregador, ao mesmo tempo, deu autoridade para administrar os
sacramentos; ainda assim, ele não deu a você nenhuma outra autoridade
do que fazer isto, ou alguma coisa mais, onde eu designei. Mas eu
designei você a fazer isto? Em lugar nenhum, afinal. Portanto, por esta
mesma regra, você está excluído de fazer isto. E, ao fazer isto, você
renuncia ao primeiro princípio do Metodismo que foi, totalmente e tão
somente, pregar o Evangelho. 13.
Muitos anos depois que nossa sociedade foi firmada, é que alguma
tentativa deste tipo foi feita. Eu apreendo que a primeira foi em
Norwich. Um de nossos Pregadores lá cedeu a importunidade de algumas
poucas pessoas, e batizou seus filhos. Mas, tão logo isto ficou
conhecido, ele foi informado que não deveria ser, a menos que ele
designasse deixar nossa conexão. Ele prometeu não fazer mais isto; e
eu suponho que manteve sua promessa. 14.
Agora, por quanto tempo os Metodistas mantiveram este plano, eles não
puderam se separar da Igreja [Estabelecida]. E isto é nossa glória
peculiar. Isto é novo sobre a terra. Revolva todas as histórias da
Igreja, desde os primeiros tempos, quando quer que tenha existido uma
grande obra de Deus, em alguma cidade ou nação particular, os
objetivos daquela obra foi dizer ao seu próximo: 'Acudam a vocês
mesmos, porque nós somos mais santos que vocês!'. Tão logo eles
se separavam, ou eles se retiravam para o deserto, ou construíam casas
religiosas; ou, pelo menos, facções formadas, nas quais ninguém era
admitido, a não ser quando aprovado no julgamento e prática deles.
Mas, com os Metodistas, é completamente o contrário: Eles não são
uma seita ou facção; eles não se separaram de sua comunidade
religiosa, na qual eles pertenceram a princípio. Eles ainda eram
membros da Igreja, -- tal eles desejaram viver e morrer. E eu creio que
uma razão porque Deus tem se agradado de manter minha vida tão longa,
é confirmá-los no presente propósito deles, de não se separarem da
Igreja. 15.
Mas, não obstante isto, muitos entusiastas dizem: 'Não, mas você
se separou da Igreja'. Outros são igualmente acalorados, porque
eles dizem: 'Eu não. Eu irei declarar a coisa cruamente como ela é'.
Eu
abraço todas as doutrinas da Igreja da Inglaterra. Eu amo a sua
liturgia. Eu aprovo seu plano de disciplina, e apenas desejo que ele
seja posto em execução. Eu sabidamente não mudo qualquer regra da
Igreja, a menos nestas poucas instâncias, onde eu julgo; e, até onde
eu julgo, existe uma absoluta necessidade.
Por
exemplo: (1.)
Como poucos clérigos abriram suas igrejas para mim, eu estou sob a
necessidade de pregar fora. (2.)
Como eu não conheço algumas formas que irão se adequar a todas as
ocasiões, eu estou freqüentemente debaixo da necessidade de pregar de
improviso. (3.)
Com o objetivo de edificar o rebanho de Cristo, na fé e amor, eu coloco
sob a necessidade de uni-los, e dividi-los em pequenos grupos, para que
eles estimulem um ao outro, para o amor e boas obras. (4.)
Para que meus colaboradores e eu pudéssemos mais efetivamente
assistirmos um ao outro, para salvar nossas próprias almas, e esses que
nos ouvem, eu julguei necessário me encontrar com os Pregadores, ou,
pelo menos, com a maior parte deles, uma vez por ano. (5.) Nestas
Conferências, nós fixamos os locais de todos os Pregadores para o ano
seguinte. Mas
tudo isto não está separado da Igreja. Muito longe disto, quando quer
que eu tenha oportunidade, eu atendo o serviço da Igreja, eu mesmo, e
aconselho todas as nossas sociedades a assim fazerem. 16.
Todavia, como a generalidade, mesmo das pessoas religiosas, não entende
meus métodos de ação; aqueles que, por um lado, me ouvem professar
que eu não irei me separar da Igreja, e, por outro, que eu me
diferencio dela nessas instâncias, naturalmente, irão pensar que eu
sou inconsistente comigo mesmo. Eles não podem deixar de pensar assim,
a menos que eles observem meus dois princípios: Um, que eu não me
atrevo a me separar da Igreja, o que eu acredito poderia ser um pecado
fazê-lo; o outro, eu acredito, que seria um pecado não mudá-la nestes
pontos acima mencionados. Eu digo que coloquem esses dois princípios
juntos: Primeiro, eu não irei me separar da Igreja; ainda assim, em
Segundo Lugar, nos casos de necessidade, eu irei modificá-la (ambos, eu
tenho constantemente e abertamente declarado por mais de cinqüenta
anos), e a inconsistência desaparecerá. Eu tenho sido verdadeiro à
minha profissão desde 1730, até hoje. 17.
'Mas não é contrário à sua profissão permitir serviço em Dublin
no horário da Igreja? Porque qual necessidade existe para isto? Ou que
boa finalidade ela irá responder?'. Eu acredito que ela responde
diversas finalidades boas, que não poderiam ser respondidas de alguma
outra maneira: A
Primeira (estranho como pode soar) é impedir a separação da Igreja.
Muitos de nossa sociedade estavam totalmente separados da Igreja; eles
nunca a atenderam, afinal. Mas, agora, eles atendem devidamente a
Igreja, todo primeiro domingo no mês. 'Mas não seria melhor que eles a atendessem toda
semana?'.
Sim; mas quem pode persuadi-los a isto? Eu não posso. Há vinte ou
trinta anos, eu tenho me esforçado, mas em vão. A
Segunda é desacostumá-los de atender os encontros Dissidentes, que
muitos deles atenderam constantemente, mas que agora abandonaram
totalmente. A Terceira é
ouvir constantemente aquela doutrina profunda que é capaz de salvar
suas almas. 18.
Eu espero que todos vocês que são vulgarmente denominados Metodistas
possam considerar seriamente o que tem sido dito. E, particularmente,
vocês a quem Ele tem autorizado chamar os pecadores ao arrependimento.
Isto não significa, de modo algum, que vocês estão autorizados a
batizarem, ou a administrarem a Ceia do Senhor. Vocês nunca sonharam
com isto, por dez ou vinte anos, depois que vocês começaram a pregar.
Vocês 'não buscarão', como Korah, Dathan, e Abiram, 'o
sacerdócio também'. Vocês sabem 'que nenhum homem deve tomar esta honra para
si mesmo, a não ser aquele que é chamado de Deus, como foi Arão'.
Oh! Mantenham-se dentro de seus próprios limites; estejam satisfeitos
em pregarem o Evangelho; em 'fazerem o trabalho de Evangelistas';
em proclamarem a todo o mundo a bondade de Deus nosso Salvador; em
declararem a todos que 'o reino do céu está à mão: Arrependam-se
e creiam no Evangelho!'. Eu sinceramente aconselho vocês a que
permaneçam no seu lugar; mantenham-se em seu próprio local. Vocês
foram, cinqüenta anos atrás, aqueles que eram, então, Pregadores
Metodistas; mensageiros extraordinários de Deus, não seguindo a própria
vontade de vocês, mas tirando fora, não para suplantar, mas para 'estimularem'
os mensageiros ordinários 'ao zelo'. Em nome de Deus, parem
nisto! Através de sua pregação e exemplo, os estimulem ao amor e às
boas obras. Vocês são um fenômeno novo na terra, -- um corpo de
pessoas que, não sendo seita ou facção, é amigo de todas as facções,
e se esforça para incentivar todos, na religião do coração, no
conhecimento e amor de Deus e homem. Vocês mesmos foram, primeiro,
chamados na Igreja Anglicana; e, embora vocês tenham e terão milhares
de tentações para deixá-la, e trabalhem por conta própria, não se
preocupem com elas. Sejam ainda homens da Igreja da Inglaterra; não
joguem foram a glória peculiar que Deus tem colocado junto a vocês, ou
frustrem o desígnio da Providência, a mesma finalidade para a qual
Deus os tem levantado. 19.
Eu acrescentaria algumas palavras a essas pessoas sérias que não estão
ligadas aos Metodistas; muitas das quais são de nossa Igreja, a Igreja
Anglicana. E por que vocês ficariam insatisfeitos conosco? Nós não
causamos mal a vocês; nós não objetivamos ou desejamos afligir vocês
em coisa alguma; nós abraçamos suas doutrinas; nós observamos suas
regras, mais do que a maioria das pessoas no reino. Alguns de vocês são
clérigos. E por que vocês, de todos os homens, estariam insatisfeitos
conosco? Nós nem atacamos seu caráter, nem seus proventos; nós
honramos vocês 'pelo amor de Deus!'. Se nós vemos algumas
coisas que nós não aprovamos; nós não as publicamos; nós
preferivelmente colocamos um manto sobre elas, e escondemos o que não
podemos recomendar. Quando vocês nos tratam indelicadamente e
injustamente, nós suportamos. 'Sendo ultrajados, nós abençoamos';
nos não retornamos o mal com o mal. Oh! Não permitam que sua mão
esteja sobre nós! 20.
Vocês que são ricos neste mundo, não nos considerem inimigos, porque
nós dizemos a verdade a vocês, e, ela pode ser, de uma maneira mais
completa e mais forte do que outras irão, ou se atreverão a ser. Vocês
têm, portanto, necessidade de nós; inefável necessidade. Vocês não
podem comprar tais amigos, a preço algum. Todo o seu ouro e prata não
podem comprar tais. Façam uso de nós, enquanto vocês podem. Se for
possível, nunca estejam sem esses que irão falar a verdade de seus
corações. Do contrário, vocês envelhecerão nos seus pecados; vocês
podem dizer para suas almas, 'Paz, Paz!', enquanto não existe
paz! Vocês podem dormir, e sonhar que vocês estão no paraíso,
enquanto vocês acordam no fogo eterno. 21.
Mas quer vocês ouçam, ou quer vocês reprimam, nós, pela graça de
Deus, seguiremos nosso caminho; sendo nós mesmos ainda membros da
Igreja da Inglaterra, como nós fomos desde o início, mas recebendo
todos que amam a Deus em cada Igreja como nosso irmão, e irmã, e mãe.
E com o objetivo da união deles conosco, nós requeremos nenhuma
unidade de opiniões, ou nos moldes de adoração, mas meramente que
eles 'temam a Deus e operem retidão', como foi observado. Agora
isto é extremamente uma coisa nova, não ouvida em qualquer outra
comunidade cristã. Em que Igreja ou congregação além, através do
mundo cristão, os membros podem ser admitidos nestes termos, sem
quaisquer outras condições? Quem puder, que nós aponte uma. Eu não
conheço uma, seja na Europa, Ásia, África ou América! Está é a glória
dos Metodistas e deles somente! Eles mesmos não são seita ou facção
particular, mas recebem todos dessas facções que 'se esforçam para
serem justos, e amarem a misericórdia e caminharem humildemente com seu
Deus'. Cork,
4 de Maio de 1789 [Sr. Wesley tinha 86 anos – Dois anos depois, em Março
de 1791, ele faleceu] [Editado por George Lyons para a Wesley Center for Applied Theology.] ______ Tradução:
Izilda Bella
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