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O USO DO DINHEIRO John Wesley 'Eu vos digo ainda: Granjeai amigos por meio das riquezas da injustiça;
para que, quando estas vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos
eternos'. (Lucas 16:9) I.
Convém ganharmos tudo que pudermos ganhar, mas isto é certo que não
devemos fazer; nós não devemos ganhar dinheiro pelo preço da vida,
nem pelo preço de nossa saúde. II.
Não atire seus dons preciosos no mar. III.
Tendo, primeiro, adquirido tudo que você pôde; economize tudo que você
puder; e, então, 'distribua tudo que for possível'. (1).
Tendo, nosso Senhor, terminado a bonita parábola do Filho Pródigo,
que Ele particularmente endereçou àqueles que murmuravam, porque Ele
recebia publicanos e pecadores, acrescenta uma outra relação de um
tipo diferente, endereçada, preferivelmente aos filhos de Deus. 'Ele
disse aos seus discípulos', -- não tanto aos escribas e fariseus,
aos quais Ele falara anteriormente: -- 'Havia
certo homem rico, que tinha um mordomo; e este foi acusado perante ele
de estar dissipando os seus bens. Chamou-o, então, e lhe disse: Que é
isso que ouço dizer de ti? Presta contas da tua mordomia; porque já não
podes mais ser meu mordomo' (Lucas 16:1-2). (2)
Depois de relatar o método que o mau mordomo usou para prover
contra o dia de necessidade, nosso Senhor acrescenta: 'Seu
senhor elogia o mordomo injusto', ou seja, neste aspecto que ele
usou de precaução adequada, e acrescenta esta reflexão importante: 'Os
filhos deste mundo são mais sábios para com suas gerações, do que os
filhos da luz' (Lucas 16:8).
Esses que buscam nenhuma outra porção do que este mundo 'são mais sagazes' (não absolutamente, porque eles todos são
verdadeiramente tolos; são os mais notórios alienados debaixo dos céus;
mas, 'em suas gerações', em
seus próprios caminhos, eles são mais consistentes consigo mesmos;
eles são mais verdadeiros para com seus princípios reconhecidos; mais
prontamente vão ao encalço de seus objetivos), 'do
que os filhos da luz'; -- o Unigênito Filho de Deus, o Criador,
Senhor e Possuidor dos céus e terra e tudo que nela existe; o Juiz de
todos, a quem deveremos 'prestar contas de nossa mordomia', quando 'não formos mais mordomos', nos ensina a este respeito, até mesmo,
através do mordomo injusto: 'Eu
digo a vocês, façam amigos', através da precaução oportuna e sábia,
'do "mammon" da injustiça'.
"Mammon" significa riquezas ou dinheiro. É denominado 'riquezas da injustiça', devido à maneira iníqua como ela é freqüentemente
procurada; e mesmo aquela que é honestamente procurada, é geralmente
empregada. 'Façam amigos'
disto, fazendo todo bem possível, particularmente, aos filhos de Deus; 'para
que, quando estas faltarem a você', -- quando vocês retornarem ao
pó; quando vocês não tiverem mais lugar debaixo do sol, -- aqueles
que foram antes 'possam recebê-los';
possam lhes dar as boas-vindas 'nas habitações eternas'. 2.
Uma ramificação excelente da sabedoria cristã está aqui
inculcada, através de nosso Senhor, sobre todos os seus seguidores, ou
seja, o correto uso do dinheiro – um assunto largamente discutido a
respeito, segundo a maneira deles, pelos homens do mundo; mas não
suficientemente considerado por aqueles a quem Deus separou para Si
mesmo. Esses, geralmente, não consideram, como a importância do
assunto requer, o uso deste dom excelente. Nem entendem como empregá-lo
para um proveito maior; a introdução do qual, no mundo, é um dos
exemplos admiráveis da sábia e graciosa providência de Deus. Na
verdade, esta tem sido a maneira de poetas, oradores e filósofos, em
quase todas as épocas e nações, injuriarem contra ele, como o grande
corruptor do mundo, a ruína da virtude, a enfermidade da sociedade
humana. Disto,
nada tão comumente ouvido como: 'O
ouro é mais danoso do que o aço mais afiado'.
Disto, a mais lamentável queixa: 'A
riqueza, trazida à luz, é incentivo para toda enfermidade'.
Mais do que isto, um célebre escritor exorta gravemente seus
compatriotas, com o objetivo de banir todos os vícios, imediatamente; a
'atirarem todo seu dinheiro no mar':
Mas isto tudo não é mero discurso vazio? Existe alguma razão sólida
nisto? De modo algum. Porque, que o mundo seja tão corrupto como ele
deseja, que culpa tem o ouro e a prata nisto? 'O
amor ao dinheiro', nós sabemos, 'é
a raiz de todo mal'; mas não a coisa em si. A falta não se coloca
no dinheiro, mas naqueles que o usam. Ele pode ser usado de maneira
errada: e o que não pode? Ele pode, por outro lado, ser usado de
maneira correta: Ele é completamente aplicável aos melhores, assim
como aos piores fins. É de serviço inexprimível para todas as nações
civilizadas, em todas as tarefas comuns da vida. Trata-se do mais
compendioso instrumento de transação de todos os tipos de negócios
(se nós o usarmos de acordo com a sabedoria cristã), para fazer todo o
tipo de bem. É verdade que, estivesse o homem no estado de inocência,
ou fossem todos os homens 'preenchidos
com o Espírito Santo', como o filho da igreja de Jerusalém, 'nenhum homem consideraria alguma coisa como sua', mas 'distribuição
seria feita a todos, conforme suas necessidades', e o uso dele seria
suplantado; uma vez que nós não podemos conceber que exista alguma
coisa deste tipo em meios aos habitantes do céu. Mas, no presente
estado da humanidade, é um excelente dom de Deus, responder às mais
nobres finalidades. Nas mãos de seus filhos, haverá comida para o
faminto; bebida para o sedento; vestimenta para o nu: Haverá lugar onde
o viajante, e o estrangeiro deitem suas cabeças. Através dele, podemos
preencher o lugar de um marido para a viúva, e de um pai para o órfão.
Talvez, possamos oferecer um amparo para o oprimido, meios de saúde
para o doente, conforto a eles que estão com dores; ele pode ser como
os olhos para o cego, os pés para o coxo; sim, aquele que ergue os portões
da morte! 3.
É, portanto, da mais alta preocupação que todos que temem a Deus
saibam como empregar este valioso talento; que eles sejam instruídos em
como ele pode responder àquelas gloriosas finalidades, e no mais alto
grau. E, talvez, todas as instruções que são necessárias para isto
possam ser reduzidas em três regras claras, através da exata observância
de onde nós podemos nos confirmar como fiéis mordomos 'das
riquezas da iniqüidade'. I Na
verdade, existe uma grande diferença aqui. Alguns empreendimentos são
absolutamente e totalmente danosos à nossa saúde. Como aqueles que
implicam o lidar muito com arsênico, ou outros minerais prejudiciais
parecidos; ou o respirar um ar envenenado com vapores de chumbo
derretido, que, aos poucos destrói a mais firme constituição. Outros
até nem podem ser tão prejudiciais, mas apenas para pessoas de
constituição fraca. Estes são aqueles que requerem muitas horas,
escrevendo, especialmente se uma pessoa escreve sentada, e se debruça
sobre seu estômago, ou permanece longo período em uma postura
desconfortável. Mas qualquer que seja ele, que a razão ou a experiência
mostre ser destrutivo para a saúde ou força, não devemos nos
submeter, uma vez que 'a vida é mais' valiosa 'do
que a carne; e o corpo, que a vestimenta'. E se nós estamos
prontamente engajados em tal empreendimento, podemos trocá-lo, tão
logo quanto possível, por algum que, embora diminua nosso ganho, não
irá, entretanto, diminuir nossa saúde. 2.
Em segundo lugar, ganhar tudo que pudermos, sem ferir nossa consciência,
não mais do que nosso corpo. Porque nem nós podemos fazer isto. Nós
devemos preservar, de qualquer maneira, o espírito de uma mente saudável.
Portanto, não devemos nos engajar ou continuar em algum comércio
pecaminoso; algum que seja contrário à lei de Deus, ou de nosso país.
Tais são todos aqueles que necessariamente implicam em roubarmos ou
defraudarmos o rei em suas taxas legais. Porque é, no mínimo, tão
pecaminoso defraudar o rei em seu direito, como é roubar os pertences
de nossos companheiros. Outros empreendimentos existem que, embora
inocentes, em si mesmos, não podem agora continuar inocentes, pelo
menos, não na Inglaterra; tal, por exemplo, que não permita uma
manutenção competente, sem fraude, mentira, ou conformidade com alguns
costumes que não são consistentes com uma boa consciência: Esses,
igualmente, devem ser sagradamente evitados, qualquer ganho que eles
possam atender, em se seguir o costume do comércio; uma vez que, para
ganharmos dinheiro, não devemos perder nossas almas. Existem, ainda
assim, outros, que muitos buscam, com perfeita inocência, sem ferirem
quer seus corpos ou suas consciências. E, mesmo assim, você não deverá
mantê-los: Quer porque possam envolver você, com uma empresa que
poderia destruir sua alma; e, por experimentos repetidos parecer que você
não poderá separar uma coisa da outra; ou porque exista uma
idiossincrasia, -- uma peculiaridade na constituição de sua alma (como
existe na constituição corpórea de muitos), pela simples razão, de
que aquele empreendimento é mortal para você, o qual para uma outra
pessoa poderia parecer seguro. Assim,
eu estou convencido, dos muitos experimentos, que eu não posso estudar,
para algum grau de perfeição, quer Matemática, Aritmética, ou Álgebra,
sem ser um Deísta, se não, um Ateísta: E, ainda assim, outros podem
estudá-los, e viverem todas as suas vidas, sem experimentarem qualquer
inconveniência. Ninguém, portanto, pode aqui determinar para o outro,
mas cada homem deve julgar por si mesmo, e abster-se do que ele, em
particular, considera que seja danoso para sua alma. 3.
Em terceiro lugar, ganhar tudo que pudermos, sem ferir nosso próximo.
Mas isto, não devemos, não podemos fazer, se nós amamos nosso próximo
como a nós mesmos. Se nós amamos a todos, como a nós mesmos, não
podemos afligir quem quer que seja em sua essência. Não podemos
impedir o progresso de suas terras, e, talvez, as próprias terras e
casas, através do jogo, do aumento das contas (quer por conta de gastos
médicos, ou lei, ou qualquer outra coisa), ou exigindo ou tendo tal
interesse, o que até mesmo as leis de nosso país proíbem. Por meio
disto, toda penhora é excluída: uma vez que, qualquer bem que pudermos
fazer por meio disto, todos os homens imparciais verão com aflição
ser abundantemente preponderado pelo mal. E, mesmo que fosse ao contrário,
ainda assim, nós não admitiríamos 'fazer o mal para que o bem possa vir'. Não podemos, consistentes
com nosso amor fraternal, vender nossos bens abaixo do preço de
mercado; nós não podemos planejar arruinar nosso próximo que é
comerciante, com objetivo próprio; muito menos podemos induzir ou
receber algum de seus servos ou trabalhadores dos quais ele tem
necessidade. Ninguém pode ganhar, consumindo os bens de seu próximo,
sem ganhar a condenação do inferno! 4.
Nem podemos ganhar, ferindo nosso próximo em seu corpo. Portanto, não
podemos vender coisa alguma que tenda a prejudicar a saúde. Tal como é,
eminentemente, todos aqueles líquidos inflamáveis, comumente chamados
de bebida alcoólica, ou líquidos espirituosos. É verdade que esses
podem ter aplicação na Medicina; eles podem ser usados em algumas doenças
corpóreas; embora existam raras oportunidades para eles, não fosse a
inabilidade do médico. Portanto, tais que os preparam e vendem, apenas
para esta finalidade, podem manter suas consciências limpas. Mas quem são
eles? Quem os prepara e vende, apenas com este objetivo? Vocês
conhecem, pelo menos, dez destes destiladores na Inglaterra? Então,
excetue esses, mas todos os que os vendem, do modo comum, a qualquer um
que possa comprar, são envenenadores em geral. Eles matam os súditos
de sua Majestade, em grande quantidade, e não têm piedade ou indulgência.
Eles os dirigem para o inferno, feito carneiros. E qual é o ganho
deles, afinal? Não é o sangue desses homens? Quem, então, invejaria
suas grandes propriedades e suntuosos palácios? Uma maldição está no
meio deles: A maldição de Deus transpassa as pedras, a madeira, a mobília
deles. A maldição de Deus está em seus jardins, suas passarelas, seus
bosques; um fogo que queima até os confins do inferno! Sangue, sangue lá
está: O alicerce, o chão, os caminhos, o telhado estão sujos de
sangue! E tu esperas, ó homem de sangue, embora tu estejas 'vestido
em escarlate e fino linho, e muito suntuosamente todos os dias';
entregar teus campos de sangue para a terceira geração? Não será
desta forma: porque existe um Deus nos céus: Portanto, teu nome será,
em breve, arrancado pela raiz. Como aqueles a quem tu tens destruído, o
corpo e a alma, 'tua memória perecerá contigo!'. 6.
Este é um ganho a preço alto. E assim é, o que quer que seja buscado,
ferindo nosso próximo em sua alma; ministrando, supõe-se, tanto
direta, quanto indiretamente, à sua falta de decência, ou intemperança,
o que, certamente, ninguém, que tenha algum temor de Deus, ou algum
desejo real de agradar a Ele, poderá fazer. Isto, aproximadamente diz
respeito a todos que consideram que têm alguma coisa a ver com as
tavernas, os estabelecimentos comerciais, as casas de espetáculos, aos
teatros, ou qualquer outro lugar de diversão pública moderna. Se estes
beneficiarem as almas dos homens, você esteja certo de que seu
empreendimento é bom, e seu ganho inocente; mas se eles são tanto
pecaminosos em si mesmos, ou uma entrada natural para o pecado de vários
tipos, então, teme-se que você tenha um triste relato a ser feito.
Cuide, a fim de que Deus não diga naquele dia: 'Estes
pereceram em suas iniqüidades, mas o sangue deles eu vou requerer de
tuas mãos!'. 7.
Para que se observem essas precauções e restrições, é um dever
sagrado de todos que estão engajados nos negócios mundanos, seguirem a
primeira e grande regra da sabedoria cristã, com respeito ao dinheiro: 'ganhe
tudo que você puder'. Ganhe tudo que você puder, através de
empresas honestas. Use toda diligência possível em seu chamado. Não
perca tempo. Se você entende a si mesmo, e sua relação com Deus e
homem, você sabe que não poderá poupar quem quer que seja. Se você
entende seu chamado particular, como você deve, você não terá tempo
a perder. Todo negócio irá dispor de algum empreendimento suficiente
para todo dia e toda hora. Que, onde quer que você esteja colocado, se
você seguir na honestidade, você não achará tempo livre para diversões
tolas e inúteis. Você terá sempre alguma coisa melhor para fazer;
alguma coisa que irá ser proveitosa a você, mais ou menos. E 'o
que quer que suas mãos encontrem o que fazer, faça-o, com toda tua força'.
Faça, tão logo seja possível: Sem demora! Não protele para o dia
seguinte, ou para a hora seguinte! Nunca deixa para amanhã o que você
pode fazer hoje. E faça tão bem quanto possível. Não durma ou boceje
sobre ele: coloque toda tua força no trabalho: não poupe dores. Não
deixe coisa alguma ser feita pela metade, ou de maneira inadequada ou
descuidada. Não deixe coisa alguma em seu trabalho, sem ser feita, se
ela pode ser feita, com esforço e paciência. 8.
Ganhe tudo o que você puder, pelo bom-senso, aplicando em seus negócios,
todo o entendimento que Deus tem dado a você. É surpreendente
observar, quão poucos fazem isto; como os homens seguem as mesmas
pegadas melancólicas de seus antepassados. Mas o que quer que aqueles
que não conhecem a Deus façam, isto não servirá de regra para você.
É vergonhoso para um cristão não progredir mais do que eles, no que
quer que tenha nas mãos. Você deverá aprender continuamente da experiência
de outros, de sua própria experiência, lendo, e refletindo, para fazer
tudo que você tiver que fazer, melhor hoje, do que fez ontem. E veja
que você pratique o que quer que tenha aprendido, para que você possa
fazer o melhor de tudo aquilo que está em suas mãos. II 2. Não gaste qualquer parte de tão precioso talento, meramente para gratificar os desejos da carne; procurando os prazeres do sentido, de qualquer tipo; particularmente, prolongando o prazer do paladar. Eu não estou dizendo, para evitar a glutonaria e bebedeira apenas: um pagão honesto poderia condenar estes. Mas existe uma espécie de sensualidade regular e conceituada; um elegante epicurismo, que não imediatamente ataca o estômago, nem (conscientemente, pelo menos), prejudica o entendimento. E ainda assim (para não mencionar outros efeitos dela agora), ela não pode ser mantida sem um gasto considerável. Arranque fora esta despesa! Despreze a iguaria e variedade, e seja consistente com o que a natureza simples requer. 4.
Não disponha de coisa alguma para gratificar o orgulho da vida,
para ganhar a admiração ou louvor dos homens. Este motivo de gasto é
freqüentemente entrelaçado com um ou ambos dos primeiros [acima
citados]. Os homens são dispendiosos em alimento, vestuário, ou mobília,
não apenas para agradar seu apetite ou para gratificar seus olhos, sua
imaginação, mas por causa de sua vaidade também. 'Por quanto tempo tu fazes bem a ti mesmo, os homens irão falar bem de
ti'. Por quanto tempo
tu 'te vestires em linho púrpura,
e fino, e quanto mais suntuosamente', todos os dias, não tenha dúvida
de que muitos irão aplaudir tua elegância de gosto, tua generosidade e
hospitalidade. Mas não compre os aplausos, assim tão caros. Antes,
contente-se com a honra que vem de Deus. 5.
Quem gastaria alguma coisa, em gratificar esses desejos, se ele
considerasse que gratificá-los é aumentá-los? Nada pode ser mais
certo do que isto: A experiência diária mostra que, quanto mais eles são
prestigiados, mais eles aumentam. Quando quer, portanto, que você gaste
alguma coisa para agradar seu paladar ou outros sentidos, você paga
muito mais pela sensualidade. Quando você dispõe seu dinheiro para
agradar seus olhos, você dá muito mais para o aumento da curiosidade,
-- devido a um apego mais forte a esses prazeres que perecem ao uso.
Enquanto você está obtendo alguma coisa que os homens usam para
aplaudir, você está adquirindo mais vaidade. Você não tinha, então,
suficiente de vaidade, sensualidade e curiosidade antes? Existe
necessidade de alguma adição? E você pagaria por ela também? Que
tipo de sabedoria é esta? Não seria uma tolice menos danosa,
literalmente atirar seu dinheiro ao mar? 6.
E por que você desperdiçaria dinheiro com seus filhos, mais do que
consigo mesmo em comidas finas, em vestimentas alegres e caras, em
superficialidade de algum tipo? Por que você granjearia mais orgulho ou
luxúria para eles; mais vaidade, ou desejos tolos e danosos? Eles não
querem coisa alguma mais; eles já têm o suficiente; a natureza tem
feito provisão para eles: por que você seria ainda mais dispendioso
para aumentar a tentação e armadilhas, e afligi-los com muito mais
tristezas? 7.
Não deixe que eles despedissem. Se você tiver um bom motivo para
crer que eles iriam desperdiçar o que está agora em seu poder, para
gratificar, e, por meio disto, aumentar o desejo da carne, o desejo dos
olhos, ou o orgulho da vida, arriscando as almas deles, ou a sua própria,
não coloque essas armadilhas no caminho deles. Não ofereça seus
filhos ou suas filhas para Belial, não mais do que a Moloch [ídolo fenício].
Tenha pena deles, e remova de seu caminho, o que você facilmente pode
prever poderia aumentar os pecados deles, e, conseqüentemente, lançá-los,
mais profundamente, na perdição eterna! Quão surpreendente, então,
é a obsessão desses pais, que pensam que eles nunca poderão deixar o
suficiente para seus filhos! O que? Você não pode deixar a eles
suficiente flechas, tições, e morte? Não pode deixar suficientes
desejos tolos e danosos? Suficiente orgulho, luxúria, e vaidade
ambiciosa? Não pode deixar suficiente fogo eterno? Pobre miserável! Tu
temes o que não deverias temer! Certamente, tanto tu quanto eles,
quando erguerem seus olhos no inferno, terão suficiente dos 'vermes
que nunca morrem', e de 'fogo
que nunca se extingue!'. 8.
O que vocês fariam, então, se vocês estivessem em meu lugar? Se vocês
tivessem uma fortuna considerável para deixar? Quer faça isto ou não,
eu sei o que eu devo fazer: Isto não admite dúvida alguma razoável.
Se eu tivesse um filho, mais velho ou mais jovem, que soubesse o valor
do dinheiro; um que eu acreditasse poderia fazer uso correto dele, eu
penso que seria meu dever absoluto e indispensável deixar para aquele
filho a maior parte de minha fortuna; e aos demais, exatamente o que
possibilitaria a eles viverem da maneira como eles estavam acostumados a
viver. Mas, como, se todos os seus filhos forem igualmente ignorantes do
uso correto do dinheiro? Eu devo, então (palavra dura! Quem pode
ouvi-la?), dar a cada um o que os manterias ainda na miséria, e
concederia aos demais, da maneira que eu julgasse seria mais para a glória
de Deus. III 1º. Ganhe tudo que você puder; 2º. Poupe tudo que você puder; 3º. Distribua tudo que você puder. 4.
Se, então, a qualquer tempo, uma dúvida surgir em sua mente, com
respeito ao que você irá gastar, quer consigo mesmo ou alguma parte de
sua família, você tem uma maneira correta de removê-la. Calmamente e
seriamente pergunte-se: (1)
Ao fazer isto, eu estou agindo de acordo com meu caráter? Eu
não estou agindo como um proprietário, mas como um mordomo dos bens do
Senhor? (2)
Eu estou fazendo isto, em obediência à sua Palavra? (3)
Eu posso oferecer esta ação, este gasto, como um sacrifício
para Deus, através de Jesus Cristo? (4) Eu tenho razão para crer que por esta mesma obra, eu deverei receber a recompensa do justo? 6.
Você está vendo o que é 'fazer
de si mesmo, amigo do espírito da iniqüidade', e, por quais meios,
você pode assegurar que 'quando
você faltar, eles poderão recebê-lo nas habitações eternas'.
Você está vendo a natureza e o comprimento da prudência
verdadeiramente cristã, no que se refere ao uso daquele grande talento,
o dinheiro. Ganhe tudo que você
puder, sem ferir, quer a si mesmo ou seu próximo, na alma ou corpo,
aplicando-se a isto, com diligência ininterrupta e com todo o
entendimento que Deus tem lhe dado: -- poupe
tudo que você puder, eliminando toda despesa que sirva apenas para
favorecer os desejos tolos; para gratificar os desejos da carne, os
desejos dos olhos, ou o orgulho da vida; não desperdice nada, vivendo
ou morrendo, no pecado ou insensatez, quer por você mesmo, ou seus
filhos; -- e, então, dê tudo que você puder, ou, em outras palavras, dê
tudo que você tem a Deus. Não se restrinja, como um judeu,
preferivelmente do que um cristão, desta ou daquela porção. 'Retribua
a Deus', não um décimo, uma terça parte, ou metade, mas tudo que
é de Deus, seja mais ou menos; empregando tudo, para si mesmo, seus
familiares, seus familiares na fé, e toda a humanidade, de tal maneira,
que você possa dar um bom relato de sua mordomia, quando você não
mais puder administrar; da maneira que os oráculos de Deus direcionam,
ambos, por meio de preceitos gerais e específicos; de tal maneira que,
o que quer que você faça, isto 'seja
um sacrifício de cheiro suave a Deus', e que cada ato possa ser
recompensado naquele dia, quando o Senhor virá com todos os seus
santos. 7.
Irmãos, nós podemos ser mordomos sábios, e fiéis, sem que assim
manejemos os bens do Senhor? Nós não podemos, como testificam os oráculos
de Deus e nossa própria consciência. Então, por que devemos demorar?
Por que nós conferenciamos com a carne e sangue, ou homens do mundo?
Nosso reino, nossa sabedoria não é deste mundo: costumes pagãos não
têm nada a ver conosco. Nós não seguimos homens, mais do que eles são
seguidores de Cristo. Ouça a Ele. Sim. Hoje, enquanto é chamado hoje,
ouça e obedeça a Sua voz! Nesta hora, e a partir deste momento, faça
a vontade Dele: Cumpra Sua Palavra, nisto, e em todas as coisas! Eu
imploro a você, em nome do Senhor Jesus, aja de acordo com a dignidade
de seu chamado! Não mais indolência! O que quer que sua mão encontre
o que fazer, faça-o com toda sua força! Não perca mais tempo! Elimine
todos os gastos com a exigência da moda, capricho, ou carne e sangue! Não
cobice mais! Mas empregue tudo que Deus confiou a você, para fazer o
bem, todo bem possível, de toda maneira e grau possíveis, aos seus
familiares da fé, e a todos os homens! Esta não é uma parte pequena 'da
sabedoria do justo'. Dê tudo que você tem, assim como, tudo que
você é, como um sacrifício espiritual a Ele, que não reteve Seu
Filho de você; seu único Filho: Assim sendo, 'armazenai,
para si mesmos, um bom alicerce contra o tempo que está por vir, para
que você possa alcançar a vida eterna!'. [Editado
por Jennette Descalzo, estudante da Northwest Nazarene College (Nampa,
ID), com correções de George Lyons para a Wesley Center for Applied
Theology.] _____________ Tradução: Izilda Bella
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