Sobre a Amizade com o Mundo
John
Wesley "Adúlteros
e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade
contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo
constitui-se inimigo de Deus". (Tiago 4:4) 2. Mas não é
estranho que a precaução de Tiago, contra a amizade com o mundo fosse
tão pouco entendida, mesmo entre os cristãos. Já que eu não fui
capaz de aprender o que qualquer autor, antigo ou moderno, tem escrito
sobre o assunto: Não, nem (tanto quanto eu tenho sempre observado), por
cento e dezesseis ou cento e dezessete anos. Mesmo aquele escritor
excelente, Sr. Law, que tem tratado tão bem muitos outros assuntos, não
tem, em todos os seus tratados práticos, escrito um capítulo sobre
ele; não, nem dito uma palavra, que eu me lembre, ou dado alguma precaução,
contra ele. Eu nunca ouvi um sermão pregado, sobre ele, diante da
Universidade, ou em qualquer outro lugar. Eu nunca estive em qualquer
companhia, onde a conversa girasse explicitamente sobre ele, mesmo por
uma hora. 3. Embora haja
tão poucos assuntos, de tão profunda importância; poucos que
concernem, tão proximamente, à mesma essência da religião, à vida
de Deus na alma; à continuidade ou aumento, ou à decadência, sim, à
extinção dela. Da necessidade de instruir nesse respeito, se seguiram
as conseqüências mais melancólicas. Essas, de fato, não afetaram
aqueles que estavam ainda mortos, em transgressões e pecados; mas caiu
pesado sobre muitos daqueles que estavam verdadeiramente vivos para
Deus. Elas tinham afetado muitos dos que eram chamados Metodistas, em
particular; talvez, mais do que qualquer outra pessoa. Por causa da
necessidade de entendimento, esse conselho do Apóstolo, (eu espero mais
do que qualquer desprezo por ele), muitos entre eles estão doentes,
espiritualmente doentes, e muitos dormem, os mesmos que, uma vez,
estiveram acordados completamente. Seria bom, se eles não acordassem
mais, até suas almas serem requeridas deles. É difícil responder pelo
que eu freqüentemente observei: muitos dos que estiveram, uma vez,
grandemente avivados para Deus, cujas conversas estavam nos céus; cujas
afeições estavam nas coisas do alto, e não, nas coisas da terra; e
que, embora caminhassem em todas as ordenanças de Deus, abundando em
boas obras, privando-se de todo pecado conhecido, sim, de toda aparência
do pecado; ainda assim, gradualmente e insensivelmente, decaíssem;
(como o fruto do cabaceiro de Jonas, quando o verme comeu a raiz dele);
de tal maneira que eles estão menos vivos para Deus agora, do que eles
estiveram, então, vinte ou trinta anos atrás. Mas é fácil
compreender porque, se nós observarmos que, na mesma proporção em que
eles cresceram na amizade com o mundo; o que, de fato, deve sempre ser o
caso, a menos que o Onipotente poder de Deus se interponha; nessa mesma
proporção, a vida de Deus, em suas almas, decresceu.
4. Não é estranho que ela deva decrescer, se essas
palavras são realmente encontradas nos escritos de Deus: "Adúlteros
e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade
contra Deus?". Deixe-nos considerar seriamente sobre isso. E
que Deus possa abrir os olhos de nosso entendimento; para que, a
despeito de toda a névoa, com que a sabedoria do mundo possa nos
cobrir, nós possamos discernir o que é a boa e aceitável vontade de
Deus!
5. Vamos, Primeiro, considerar o que o Apóstolo quis
dizer com mundo. Ele não se refere aqui a esse quadro exterior
das coisas, denominadas nas Escrituras, céus e terra; mas aos
habitantes da terra, aos filhos dos homens, ou, pelo menos, à grande
parte deles. Mas que parte? Isso é completamente determinado, ambos por
nosso Senhor, e por seus amados discípulos. Primeiro, pelo próprio
nosso Senhor. Suas palavras são: (João 15:18-21) "Se o
mundo vos aborrece, sabeis que, primeiro do que a vós, ele aborrece a
mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas,
porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é
que o mundo vos aborrece. Lembrai-vos da palavra que vos disse: não é
o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também
perseguirão a vós; se guardarem a minha palavra, também guardarão a
vossa. Mas tudo isso vos farão, por causa do meu nome, porque não
conhecem aquele que me enviou". Você vê aqui "o
mundo" é colocado de um lado, e aqueles que "não são
do mundo", do outro. Aqueles aos quais Deus tem "escolhido
do mundo", ou seja, "por santificação do Espírito, e crença
da verdade", são posicionados em oposição direta àqueles aos
quais ele não escolheu. Ainda novamente: Aqueles "que não
conhecem a ele que me enviou", diz nosso Senhor, que não conhecem
a Deus, eles são "do mundo". 6. Igualmente
expressas são as palavras do discípulo amado: (I João 3:13-14) "Meus
irmãos, não vos maravilheis, se o mundo vos aborrece. Nós sabemos que
passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; quem não ama
seu irmão permanece na morte". Como se ele tivesse dito:
"Não espere que alguém possa amar você, a não ser aqueles que
passaram da morte para a vida". Segue-se que, aqueles que não
passaram da morte para a vida, que não estão vivos para Deus, são
"o mundo". Nós podemos aprender o mesmo, dessas palavras, no
capítulo quinto, verso dezenove: "Sabemos que somos de Deus, e
que todo o mundo está no maligno". Aqui, "o mundo"
significa plenamente, aqueles que não são de Deus, os quais, conseqüentemente
"jazem na malignidade". 7. Estes, pelo
contrário, são de Deus, amam a Deus, ou pelo menos, "temem a ele,
e guardam seus mandamentos". Esse é o caráter menor dos que
"são de Deus"; que não são propriamente filhos, mas servos;
que renunciam do mal, e visam fazer o bem, e caminhar em todas as
ordenanças, porque eles têm o medo de Deus em seus corações, e um
sincero desejo de agradar a ele. Fixem em seus corações, esse
significado claro, "o mundo": aqueles que também não temem a
Deus. Não deixem que alguém os engane com palavras vãs: ele não
significa nem mais, nem menos do que isso. 8. Mas,
entendendo o termo, nesse sentido, que tipo de amizade podemos ter para
com o mundo? Nós podemos, e nós devemos amá-los como a nós mesmos;
(já que eles estão incluídos, também, na palavra próximo);
ter para com eles afeição verdadeira; desejar a felicidade deles,
assim como, sinceramente, desejamos a felicidade de nossas próprias
almas; sim, termos um senso de honra para com eles (uma vez que nós
somos aconselhados pelo Apóstolo a "honrar todos os homens"),
como criaturas de Deus; mais ainda, como espíritos imortais, que são
capazes de conhecer, de amar, de regozijar-se com ele, para toda a
eternidade. Nós os honraremos como redimidos pelo sangue dele, que
"provou a morte por causa de todo o homem". Nós temos de
levar, até eles, a compaixão terna, quando os vemos abandonados à própria
sorte, perambulando, pelos caminhos da vida, e apressando-se para a
destruição eterna. Nunca devemos estar propensos a afligir os espíritos
deles, ou causar-lhes algum sofrimento; mas, ao contrário, dar a eles
todo o prazer que nós inocentemente pudermos; vendo que nós devemos
"agradar a todos os homens para o bem deles". Nunca deveremos
agravar suas faltas; mas estarmos dispostos a reconhecer todo o bem que
existe neles. 9. Nós podemos
e devemos falar com eles, em todas as ocasiões, da maneira mais gentil
e prestativa que pudermos. Não devemos falar mal deles, quando eles estão
ausentes, a menos que esse seja o único modo de prevenir que eles se
machuquem: Pelo contrário, nós devemos falar com eles, com todo o
respeito que pudermos, sem transgredirmos os limites da verdade. Nós
devemos nos comportar com eles, quando presentes, com toda a cortesia,
mostrando a eles todo o cuidado que temos, sem nos assemelharmos a eles
no pecado. Nós devemos fazer a eles todo o bem, que estiver em nosso
poder; todos os que eles estiverem dispostos a receber de nós;
seguindo, nisso, o exemplo do Amigo universal, nosso Pai que está nos céus,
quem, até que eles se dignem a receber as bênçãos maiores, dá a
eles tais que eles estejam de boa-vontade para aceitar; "porque o
sol do Senhor se levanta para o mau e o bom", e a sua "chuva
sobre o justo e o injusto". 10. "Mas
que tipo de amizade nós não devemos ter para com o mundo? Nós não
podemos conversar com o iníquo afinal? Nós devemos evitar totalmente a
companhia deles?". De maneira alguma! O contrário disso é que é
permitido. Se nós não podemos conversar com eles, afinal, "nós
precisamos ir embora do mundo!". E, então, não poderemos mostrar
a eles esses ofícios divinos da delicadeza, que já foram mencionados.
Nós podemos, sem dúvida, conversar com eles, Primeiro, sobre
negócios; nos propósitos diversos dessa vida, de acordo com a situação
nesse sentido, onde a providência de Deus tem nos situado; Segundo,
quando a cortesia requerer tal procedimento; apenas tomando muito
cuidado para não levar isso muito longe; Terceiro, quando nós
tivermos a esperança razoável de fazer o bem a eles. Mas aqui também
nós temos necessidade de precaução, e de muita oração; caso contrário,
nós podemos facilmente queimar a nós mesmos, ao nos esforçarmos para
arrancar outras brasas fora do fogo. 11. Nós
podemos ferir nossas próprias almas facilmente, nessa aproximação
mais íntima com alguém que não conhece a Deus. Essa é a amizade que
é "inimizade com Deus": Nós não podemos ficar
demasiadamente aflitos por nós mesmos, a fim de que não caiamos nessa
armadilha mortal; para que não contraiamos, ou sempre que estamos
cientes, um amor de complacência ou de prazer neles. De maneira que
devemos apenas pisar em alicerce seguro; quando nós podemos dizer como
o salmista: "Todo meu prazer está nos santos que estão sobre a
terra, e nos que se distinguem em virtude". Nós não devemos ter
conversas supérfluas com eles. É nosso dever e nossa sabedoria estar
com eles o estritamente necessário. E durante todo o tempo, precisamos
nos lembrar de seguir o exemplo dele que diz: "eu mantenho minha
boca, como se ela estivesse com rédeas, enquanto o descrente está à
vista". Nós devemos não entrar em qualquer espécie de ligação
com eles, além do que é absolutamente necessário. Quando Jeosafá se
esqueceu disso, e formou uma conexão com Ahab, qual foi a conseqüência?
Ele primeiro perdeu seu material: "os navios" que eles
enviaram "foram quebrados em Eziom-Geber". E, quando ele não
estava satisfeito com esse aviso, tanto quanto o do profeta Miquéias, a
não ser subir com ele para Ramote-Gileade, ele esteve a ponto de perder
sua vida. 12. Sobretudo,
nós devemos estremecer, diante da idéia de contrair matrimônio, a
mais íntima das ligações, com alguém que não ama, ou pelo menos, não
teme a Deus. Essa é a mais terrível tolice, a mais deplorável
loucura, que um filho de Deus pode possivelmente se lançar; já que
implica em toda a sorte de conexão com o descrente, o qual o cristão
é compelido, pela consciência, evitar. Não é de se admirar, então,
que isso seja, tão redondamente, proibido por Deus; que a proibição
seja tão absoluta e decisiva: "Não esteja desigualmente unindo a
um incrédulo". Nada pode ser mais categórico. Especialmente, se nós
entendermos pela palavra "incrédulo" alguém que está
tão longe de ser um crente no sentido bíblico, — de poder dizer:
"A vida que eu agora vivo, eu vivo pela fé no Filho de Deus, que
me amou e deu a si mesmo por mim" – que ele não tem, nem mesmo,
a fé de um servo: ele não "teme a Deus e não opera a retidão". 13. Mas quais
as razões para que a amizade com o mundo seja tão absolutamente
proibida? Por que nós somos requeridos, tão estritamente, a nos abster
dela? Por duas razões principais: Primeiro, porque é um pecado em si
mesmo; e, de certo, um pecado, sem matiz algum comum. De acordo com os
escritos de Deus, a amizade com o mundo, não é menos do que o adultério
espiritual. Todo aquele que é culpado disso é endereçado, pelo Espírito
Santo, nesses termos: "Vocês, adúlteros, e adúlteras". É
uma completa violação ao nosso contrato de casamento com Deus, por
amar a criatura mais do que o Criador; na contradição plena a esse
tipo de mandamento: "Meu filho, dê-me teu coração". 14. É um
pecado da natureza mais abominável, não apenas implicando a ignorância
de Deus, e esquecimento dele, ou desatenção para com ele, mas a
evidente "inimizade contra Deus". É abertamente,
palpavelmente assim: "Você não sabe", pergunta o apóstolo,
(possa você possivelmente ser ignorante dessa verdade, tão clara, tão
incontestável) "que a amizade do mundo é inimizade contra
Deus?". Mais do que isso, quão terrível é a conclusão, que se
extrai disso! "Entretanto, quem quer que seja amigo do mundo",
— (as palavras, propriamente traduzidas são, Quem quer que deseje
ser amigo do mundo), do homem que não conhece a Deus, quer ele
atinja a isso ou não, — é, sem discussão, constituído um inimigo
de Deus. Esse mesmo desejo, se bem sucedido ou não, dá a ele o direito
a essa denominação. 15. E como é
um pecado, um pecado odioso, em si mesmo, então, é atendido com as
conseqüências mais drásticas. Ele freqüentemente envolve os homens
novamente no cometimento daqueles pecados dos quais "eles haviam
escapado, limpos". Ele geralmente os torna "cúmplices dos
pecados de outros homens", mesmo daqueles que eles mesmos não
cometeram. Ele gradualmente diminui a aversão e o receio deles, no
pecado, em geral, e, por meio disso, os torna presas fáceis, para
qualquer tentação forte. Os torna suscetíveis a todos aqueles pecados
da omissão, a respeito do que, o entendimento mundano dele é culpado.
Ele insensivelmente diminui a precisão deles, nas orações pessoais,
nos deveres familiares, nos jejuns, no atendimento do serviço público,
e como participantes da Ceia do Senhor. A indiferença daqueles que estão
perto deles, no que se refere a todos esses, irá gradualmente influenciá-los:
Mesmo que eles não digam palavra alguma (o que apenas se supõe), para
recomendar a própria prática deles; ainda assim, o exemplo deles fala,
e, em muitas vezes, é de mais força do que qualquer outra linguagem.
Por esse exemplo, eles são, inevitavelmente, induzidos ao erro, e quase
continuamente, às improdutivas, e não generosas conversas; até que
eles não mais "vigiam suas bocas, e mantêm seus lábios
fechados"; até que eles possam tomar parte, em calúnia, mexerico,
e conversas maldosas, sem qualquer repressão da consciência; tendo tão
freqüentemente afligido o Espírito Santo, que ele não mais os reprova
por isso: De tal maneira, que o discurso deles não é agora, como
anteriormente, "temperado com sal, e apropriado para ministrar a
graça para os ouvintes". 16. Mas essas não
são todas as conseqüências mortais que resultam de sua relação
familiar com os homens profanos. Ela não apenas os impede de agirem
corretamente, mas, indiretamente, tende a corromper o coração. Tende a
criar ou aumentar neles todo o orgulho e auto-suficiência, todo aquele
mau humor para guardar rancor, sim, toda paixão irregular e disposição
errada, que são favorecidas pelas suas companhias. Ela gentilmente os
conduz ao comodismo habitual, e à relutância para negar a si mesmos;
à falta de prontidão para suportar e carregar qualquer cruz; à
fraqueza e indulgência; à vergonha diabólica, e o medo do homem, que
trazem incontáveis armadilhas. Ela os conduz de volta ao amor do mundo;
aos desejos tolos e danosos; ao desejo da carne, o desejo dos olhos, e
do orgulho da vida, até que eles são tragados por eles. De tal maneira
que, no fim, a condição final desses homens está muito pior do que a
anterior. 17.
Se os filhos de Deus se unirem aos homens do mundo, mesmo que os últimos
não tentem torná-los como eles, (que é uma suposição, de nenhuma
maneira, a ser feita); embora eles não tenham esse objetivo, nem esse
desejo; ainda assim, eles verdadeiramente farão; quer planejem, quer se
esforcem para isso, ou não. Eu não saberia dizer como, mas é um fato
real, o de que os próprios espíritos deles sejam contagiosos. Enquanto
vocês estão perto deles, vocês estão aptos a ser contagiados por
seus espíritos, quer queiram, ou não. Muitos médicos têm observado
que, não apenas a peste, e as febres pútridas e malignas, mas quase
todas as doenças, os homens são propensos a se infectarem mais, ou
menos. E, sem dúvida, assim, são todas as doenças espirituais, apenas
que com grande variedade. A infecção não é, tão prontamente,
transmitida por alguns, como é por outros. Em qualquer um dos casos, a
pessoa, já adoecida, não deseja ou planeja infectar outra. O homem que
tem a doença não deseja ou pretende transmitir sua enfermidade a vocês.
Mas, vocês não estão, entretanto, a salvo: então, mantenham-se à
distância, ou vocês certamente serão contagiados. A experiência não
mostra que acontece o mesmo com as doenças da mente? Supondo-se que o
orgulhoso, o presunçoso, o passional, o libertino, não desejem ou
planejem contaminar vocês com suas próprias enfermidades: mesmo assim,
o melhor é se manterem à distância deles. Vocês não estão a salvo,
se vocês se mantiverem muito perto. Vocês irão perceber (é bom, se não
for demasiado tarde) que até mesmo a respiração deles é infecciosa.
Recentemente, foi descoberto que há uma atmosfera, ao redor de todo
corpo humano, que naturalmente afeta qualquer um que entra nos limites
dela. Não existe alguma coisa análoga a isso com respeito ao espírito
humano? Se você persistir dentro da atmosfera deles, por assim dizer,
você pode dificilmente escapar de ser contagiado. O contágio
espalha-se de alma para alma; tanto quanto de corpo para corpo, até
mesmo das pessoas doentes que não pretendem ou desejam isso. Mas é
razoável se supor isso? Não é uma verdade notória que os homens do
mundo (com exceção de alguns poucos) ansiosamente desejam fazer seus
companheiros como eles mesmos? Sim, e usam todos os meios, com a mais
extremada habilidade e diligência, para executarem o desejo deles.
Assim sendo, fujam, para suas vidas! Não brinquem com o fogo, mas
escapem antes que as chamas ateiem fogo sobre vocês. 18.
Mas quantos são os pretextos para a amizade com o mundo! E quão fortes
são as tentações para isso! Algumas dessas que são mais perigosas,
e, ao mesmo tempo, as mais comuns, nós iremos considerar: Vamos começar
com uma que é a mais perigosa de todas as outras, e, ao mesmo tempo, de
maneira nenhuma, incomum. "Eu admito", diz alguém, "que
a pessoa com que eu vou me casar não é uma pessoa religiosa. E não
tem qualquer pretensão a isso. Nem o menor pensamento a respeito. Mas
é uma criatura bonita. Extremamente agradável, e, eu penso, que será
uma companhia adorável para mim". Isso é uma cilada, realmente!
Talvez, uma das maiores que a natureza humana esteja sujeita. É tal
tentação, que nenhum poder do homem é capaz de superar. Nada menos,
do que o Onipotente poder de Deus, pode encontrar um caminho para vocês
escaparem dela. E isso pode trabalhar uma libertação completa: A graça
de Deus é suficiente para vocês. Mas, não, a menos que vocês
trabalhem junto com ele: Não, a menos que vocês neguem a si mesmos, e
tomem a sua cruz. E o que vocês têm de fazer, devem fazer
imediatamente! Nada pode ser feito por escalas. O que quer que vocês façam,
nesse importante caso, deve ser feito de uma só tacada. Se tiver que
ser feito, afinal, vocês devem, imediatamente, cortar o mal pela raiz,
e atirá-lo longe de suas vistas! Aqui, não há tempo para
conferenciarem com a carne e o sangue! Imediatamente, conquistem, ou
pereçam! 19.
Deixe-nos pagar na mesma moeda. Suponha que uma mulher que ama a Deus é
endereçada por um homem agradável; distinto, espirituoso, divertido,
ajustado para ela, em todos os aspectos, embora não no religioso: O que
ela deveria fazer nesse caso, se ela acredita que a Bíblia é
suficientemente clara? Esse não é um teste muito severo, para a
fraqueza humana? Quem é
capaz de permanecer em tal experimento? Quem poderá resistir a tal
tentação? Ninguém, a não ser aquele que se segurar na proteção da
fé rapidamente, e, sinceramente clamar ao mais Forte por força. Ninguém,
a não ser aquele que vigiar a si mesmo e orar, e continuar, nisso com
toda perseverança. Se ela fizer isso, ela será uma testemunha feliz,
no meio de um mundo incrédulo, de que "todas as coisas são possíveis
com Deus", assim, todas "as coisas são possíveis a ela que
crê". 20. Mas tanto
um homem, quanto uma mulher podem perguntar: "O que fazer, se a
pessoa que busca minha familiaridade, é uma pessoa de um entendimento
natural forte, cultivado por aprendizados diversos? Eu não poderia
obter um conhecimento mais útil, através dessa relação familiar com
ela? Eu não poderia aprender muitas coisas com ela, e melhorar muito
meu próprio entendimento?". Sem dúvida, você pode melhorar seu
próprio entendimento e obter mais conhecimento. Mas, ainda assim, se
esse alguém não tiver o menor medo de Deus, sua perda será ainda
maior do que seu ganho. Já que você dificilmente poderá evitar
decrescer, em santidade, tanto quanto você aumenta em conhecimento. E
se você perder um grau que seja, da sua santidade interior e exterior,
todo o conhecimento que você adquiriu não terá valido a pena. 21. "Mas
esse entendimento refinado e forte, melhorado pela educação, não é a
recomendação principal dele. Ele tem mais qualificações valiosas do
que essas: Ele é notavelmente bem humorado; ele é um espírito humano
compassivo, humanitário; e tem muita generosidade em seu
temperamento". Levando tudo isso em conta, se ele não teme a Deus,
ele é infinitamente mais perigoso. Se vocês conversam com alguém com
esse caráter, vocês irão certamente beber em seu espírito. É
dificilmente será possível a vocês evitarem parar justo onde ele
parou. Eu não encontrei alguém na minha vida, que fosse mais difícil
de converter do que os desse tipo (boa espécie de homens, como eles são
comumente chamados), sem ter sido machucado por eles. Precavenham-se
deles! Conversem com eles, tanto quanto os negócios requeiram, e não
mais: Do contrário, (embora vocês não percebam algum dano presente,
ainda), por graus vagarosos e imperceptíveis, eles os prenderão
novamente às coisas terrenas, e sufocarão a vida de Deus em suas
almas. 22. Pode ser
que pessoas, que estejam desejosas da familiaridade de vocês, embora
elas não sejam experimentadas na religião, ainda assim, entendam isso
bem, de maneira que vocês, freqüentemente, tiram proveito da conversa
delas. Se esse for realmente o caso, (como eu conheço alguns poucos
exemplos desse tipo), significa que vocês podem conversar com elas;
apenas muito frugalmente e muito cautelosamente. Do contrário, vocês
irão perder mais da vida espiritual de vocês, do que todo o
conhecimento que vocês ganharam seja equivalente. 23. "Mas
as pessoas em questão são úteis a mim, ao exercerem meu trabalho
secular. Mais do que isso, em muitas ocasiões, elas são imprescindíveis;
de maneira que eu não posso exercê-los sem a ajuda delas".
Exemplos desse tipo, freqüentemente, ocorrem. E isso é, sem dúvida,
razão suficiente para se ter alguma relação, talvez, freqüentemente,
com homens que não temem a Deus. Mas, mesmo isso, é, de nenhuma
maneira, razão para que você contraia uma familiaridade íntima com
elas. E você aqui precisa tomar o mais extremo cuidado, "a fim de
que, mesmo por esta conversa com eles, o qual é necessária, enquanto
sua fortuna no mundo aumenta, a graça de Deus deva decrescer em sua
alma". 24.
Pode haver uma razão mais plausível, dada para algumas dessas
amizades íntimas com o homem profano. Você pode dizer: "Eu tenho
sido útil a ele. Eu o tenho assistido, quando em dificuldades. E ele se
lembra disso com gratidão. Ele me considera e me ama, embora ele não
ame a Deus. Eu não devo, então, amá-lo? Eu não devo retornar amor,
por amor? Não me nivelo aos pagãos e publicanos, assim?". Eu
respondo que você deve retornar amor com amor; mas não implica que você
deva ter alguma intimidade com ele. Isto colocaria em perigo a sua alma.
Deixe seu amor, por si mesmo, dar abertura, na oração constante e
fervorosa. Não lute com Deus, por causa dele. Mas não deixe seu amor
por ele levar você tão longe, a ponto de enfraquecer, se não,
destruir sua própria alma. 25. "Mas não
me é permitido ser íntimo com minhas relações; e isto, quer temam a
Deus ou não? Não tem a Providência dele recomendado isso a mim?"
De certo, tem: mas existem relações mais próximas ou mais distantes.
A mais próxima das relações é a de maridos e esposas. Quando esses
tomam um ao outro, para o melhor e para o pior, eles devem fazer o
melhor que puderam; vendo que Deus os uniu, e ninguém pode separá-los;
a menos, em caso de adultério, ou quando a vida de um ou de outro está
em iminente perigo. Os pais são quase tão proximamente ligados com
seus filhos. Você não pode separá-los, enquanto eles são jovens;
sendo seu dever "educá-los", com todo cuidado, "no
caminho por onde eles devem ir". Quão freqüentemente, você deve
conversar com eles, quando adultos, é determinado pela prudência cristã.
Isso também irá determinar, quanto tempo é oportuno para as crianças,
se for da escolha própria deles, permanecer com seus pais. 26. Mas
entendendo que "a amizade do mundo é inimizade contra Deus",
e, conseqüentemente, que o caminho mais excelente, de fato, o único
caminho para os céus, é evitar toda intimidade com homens profanos;
ainda assim, quem decide caminhar dessa maneira? Quem, mesmo desses que
amam ou temem a Deus? Porque esses apenas se ocupam da presente questão.
Poucos eu soube que, mesmo nesse respeito, foram luzes, em uma terra
ignorante; que nunca contraíram, ou poderiam contrair alguma
familiaridade com pessoas de entendimento mais refinado e culto, com o
mais atrativo temperamento, meramente, porque eles eram do mundo, porque
eles não eram vivo para Deus: sim, embora eles fossem capazes de
melhorar o conhecimento deles, ou de assisti-los em seus negócios: Mais
ainda, embora eles os admirassem e estimassem, por essa mesma religião,
a qual eles mesmos não experimentaram: Um caso que alguém dificilmente
pensaria ser possível, mas do qual existem muitos exemplos até esse
dia. Relações familiares, mesmo com esses, eles firmemente e
resolutamente refreiam, por causa da consciência. 27. Vá e faze da mesma forma; quem quer que tu sejas, que sejas um filho de Deus pela fé! O que quer que isso custe, foge do adultério espiritual. Não tenhas amizade com o mundo. Como quer que sejas posto à prova, por proveito ou prazer, não contraias intimidade com homem algum, apegado às coisas mundanas. E se tu já tens contraído alguma, rompe com ela, sem demora. Sim, se teu amigo profano for querido por ti, como um olho direito, ou útil, como a mão direita, ainda assim, arranca fora teu olho direito, e corta fora tua mão direita, e atira-os longe de ti! Não é uma coisa indiferente. Tua vida está em perigo; vida eterna, ou morte eterna. E não é melhor seguir na vida tendo um olho e uma única mão, do que ter ambos, e ser lançado no fogo do inferno? Quando tu não sabias o certo, nos tempos da ignorância, Deus fez de conta que não viu. Mas, agora, teus olhos estão abertos; agora a luz veio; caminha na luz! Não toca em piche, a fim de que não te sujes. Em todos os eventos, "mantém-te puro!". 28. Mas, o que quer que os outros façam; se eles irão ouvir, se eles irão reprimir, ouçam isso, todos vocês que são chamados Metodistas! De qualquer modo, importunados ou tentados por isso, não tenham amizade com o mundo. Olhem em volta, e vejam os efeitos melancólicos que isso tem produzido entre os irmãos! Quantos do poderoso estão caídos! Quantos caíram por esse mesmo motivo! Eles não aceitariam advertência alguma: Eles conversariam, e intimamente, com homens mundanos, até que eles "recuassem à terra novamente!". Ó, "saia do meio deles!". Do convívio com todos os homens profanos, por mais inofensivos que eles possam parecer; "e mantenham-se, separados"; pelo menos, longe o suficiente para não ter intimidade com eles. Como sua "camaradagem é com o Pai, e com seu Filho, Jesus Cristo"; então deixem-na para aqueles que, pelo menos, buscam o Senhor Jesus Cristo, na sinceridade. De modo que "vocês sejam", em um sentido peculiar, "meus filhos e minhas filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso". Editado por Shawn Dae Riley
e Amy J. Riley, com correções
por Ryan Danker e George Lyons for the Wesley Center for Applied
Theology, em Northwest Nazarene University. © Copyright 1999 - Wesley Center for Applied Theology. O texto pode ser usado livremente para propósitos pessoas ou escolares, ou exibidos em outros Web sites. Qualquer uso desse material para propósito comercial, de qualquer espécie, é estritamente proibido sem a permissão expressa da Wesley Center at Northwest Nazarene University, Nampa, ID 83686. Contato: webadmin@wesley.nnc.edu para permissão ou reportar eventuais erros. _ Tradução:
Izilda bella
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