Sobre a Consciência
Por
John Wesley "Porque
a nossa glória é esta, o testemunho da nossa consciência, de que, com
santidade e seriedade de Deus, não com sabedoria humana, mas, na graça
divina, temos vivido no mundo, e, mais especialmente, para
convosco".(II
Cor. 1:12) 1. Quão
poucas palavras há no mundo mais comum do que essa, a Consciência! Ela
está quase na boca de todo mundo. E alguém, disso, poderia estar apto
a concluir que, nenhuma palavra pode ser encontrada, que seja mais
geralmente entendida. Mas pode ser duvidoso, se esse é o caso ou não;
embora estudos incontáveis tenham sido escritos sobre ela. Porque é
certo que uma grande parte desses escritores têm mais confundido a
causa do que a esclarecido; que eles têm, usualmente, "obscurecido
as deliberações por exprimirem palavras sem conhecimento". 2. O
melhor tratado sobre o assunto, que eu me lembro de ter visto foi
traduzido do Francês do Monsieur Placette, que descreve, de uma maneira
clara e racional, a natureza e ofícios da consciência. Mas, embora ela
tenha sido publicada perto de cem anos atrás, ela está em poucas mãos;
e, de certo, uma grande parte desses que o têm lido, queixam-se, por
fim, dele. Um oitavo volume de diversas centenas de páginas, sobre tal
assunto simples, foi, igualmente, para provar uma experiência da paciência
para muitas pessoas de entendimento. Parece, entretanto, que há ainda a
necessidade de um discurso sobre o tema, breve, assim como, claro. Esse,
através da assistência de Deus, eu irei me esforçar para suprir,
mostrando, Primeiro, a natureza da consciência, e, Então,
as diversas formas dela; ao que eu devo concluir com algumas poucas direções
importantes. I.
A natureza da consciência. (1) Essa
um homem muito piedoso do século passado (em seu sermão sobre a consciência
universal) descreveu da seguinte maneira: — "Essa palavra, que
literalmente significa, saber com o outro, e, excelentemente,
demonstrada, na proposta bíblica, em (Jó 16:19) 'Eis que
também, agora, aqui está a minha testemunha, no céu; e o meu fiador,
nas alturas'. E também do Apóstolo, em: (Romanos 9:1) 'Em
Cristo digo a verdade, (não minto), dando-me testemunho a minha consciência
no Espírito Santo'. Consciência é colocada no meio, debaixo de
Deus, e acima do homem. É uma espécie de raciocínio silencioso da
mente, por meio da qual, aquelas coisas, as quais são julgadas
corretas, são aprovadas com prazer; mas aquelas, que são consideradas
do mal, são desaprovadas com inquietude". Ela é o tribunal, no
peito do homem, para acusar pecadores, e desculpar aqueles que fazem o
bem. (2) Para
vê-la, de um novo ângulo: Consciência, tanto quanto a palavra em
Latim, do qual ela se origina, e da palavra Grega,
"suneidhsevs", necessariamente, implica o conhecimento de duas
ou mais coisas juntas: Supõe-se o conhecimento de nossas palavras e ações,
e ao mesmo tempo, a bondade e maldade delas; se não, será, mais
apropriadamente, a faculdade, por meio da qual, nós conhecemos, de
imediato, nossas ações e as qualidades delas.
(3) Consciência, então, é aquela faculdade, pela qual nós
somos - de imediato - conscientes de nossos próprios pensamentos,
palavras e ações; e, do mérito e demérito deles; de serem bons ou
maus; e, conseqüentemente, merecendo louvor ou censura. E alguns
prazeres, geralmente, atendem a primeira sentença; algumas inquietudes,
a última: Mas essas variam, excessivamente, de acordo com a educação
e centena de outras circunstâncias.
(4) Pode ser negado que alguma coisa dela é encontrada em
todo homem nascido no mundo? E que ela surge, tão logo, haja
entendimento; tão logo, a razão comece a manifestar-se? E que todos
passam, então, a conhecer a diferença que há entre o bem e o mal; quão
imperfeitas, então, as várias circunstâncias desse senso de bem e mal
podem ser? E que todo o homem, por exemplo, sabe, a menos que esteja
cego pelos preconceitos da educação (como os habitantes do Cabo da Boa
Esperança), que é bom honrar seus pais? E que todos os homens, sejam
eles mal-educados ou bárbaros, permitem que seja certo fazer, aos
outros, como nós os teríamos fazendo a nós? E que todos que sabem
isso, condenam, em suas próprias mentes, quando eles fazem alguma coisa
contrária a esse princípio? Como, por outro lado, quando eles agem, de
acordo com isso, eles têm a aprovação de suas próprias consciências?
(5) Essa faculdade parece ser a que é, usualmente,
destinada por aqueles que falam da consciência natural: uma expressão,
freqüentemente, encontrada, em alguns dos nossos melhores autores, mas,
ainda, não estritamente justa. Porque, embora, em um senso, ela possa
ser denominada natural, porque ela é encontrada em todos os homens;
ainda, propriamente, falando, ela não é natural, mas um dom
supernatural de Deus, acima de todos os dons naturais dos homens. Não;
não é da natureza, mas o filho de Deus que é "a luz verdadeira,
a qual ilumina todo o homem que está no mundo". De forma que, nós
podemos dizer para toda a criatura humana que "Ele", não a
natureza, "tem mostrado a ti, ó homem, o que é bom". E é o
Espírito dele que dá a ti, um testemunho interior; que causa a ti
sentir-te desconfortável, quando tu caminhas, em alguma instância
contrária à luz que ele tem dado a ti.
(6) Pode
ser dada uma força peculiar para aquela bonita passagem, para
considerar por quem, e sobre qual ocasião as palavras foram expressas.
As pessoas de quem se fala são o rei de Moab, Balaque, e Balaão, então,
sob as impressões divinas (dando a impressão de "não longe do
reino de Deus", embora, ele, depois disso, tenha se revoltado, tão
perfidamente): Provavelmente, Balaque, também, naquele tempo,
experimentou alguma coisa da mesma influência. Isso ocasionou dele
consultar-se com, ou pedindo conselhos de Balaão — ao que Balaão deu
uma resposta completa, à questão proposta por ele. (Miquéias 6:5)
"Povo meu", diz o profeta, em nome de Deus,
"lembra-te da consulta de Balaque, o rei de Moab, para que conheças
as justiças do Senhor". (parece, na plenitude de seu coração)
"e o que Balaão, o filho de Beor respondeu a ele, por meio do
qual", disse ele, "com que me apresentarei ao Senhor e
me inclinarei ante o Deus Altíssimo? Devo vir diante dele com bezerros
de um ano? Agradar-se-á o Senhor de milhares de carneiros? De dez mil
ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão? O
fruto do meu ventre, pelo pecada da minha alma?" (Isso, os reis
de Moab tinham feito, até aquele momento, nas ocasiões de profunda
aflição; um relato notável do que é registrado no terceiro capítulo,
do segundo livro de Reis). Para isso, Balaão faz com que o nobre
replique, (sendo, sem dúvida, então, ensinado de Deus), "Ele
te mostrou, ó homem, o que é bom; e o que é que o Senhor pede de ti,
senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e que andes,
humildemente, com o teu Deus?".
(7) Para se ter uma visão mais distinta da consciência,
ela parece ter o triplo ofício: Primeiro: Ela é testemunha
— testificando o que nós temos feito, em pensamento, ou palavra
ou ação. Segundo: Ela é o juiz — sentenciando no que
nós temos feito, que seja bom ou mal. Terceiro: Executa a
sentença — De certa forma, ocasionando um grau de complacência
nele que faz o bem, e um grau de inquietude nele que faz o mal. (8) O
professor Hutcheson, recente de Glasgow, coloca a consciência em uma
luz diferente. Em seu "Ensaio sobre as Paixões", ele
observa que nós temos diversos sentidos, ou caminhos naturais de prazer
e dor, além de cinco sentidos externos. Um desses, ele denomina de sentido
publico; por meio do qual, nós somos, naturalmente, afligidos pela
miséria do próximo, e agradados da sua libertação dela. E todo o
homem, diz ele, tem um sentido moral; por meio do que, ele aprova
a benevolência e desaprova a crueldade. Sim, ele fica desconfortável,
quando ele mesmo pratica uma ação cruel, e feliz, quando faz alguma
coisa generosa a alguém. (9) Tudo
isso é, em algum senso, indubitavelmente, verdadeiro. Mas não é
verdade que, tanto o sentido público, como o moral - (ambos, incluídos,
no termo consciência) - sejam, agora, naturais do homem. Qualquer que
possa ter sido o caso, a princípio, enquanto o homem estava, em seu
estado de inocência, tanto um quanto o outro era um membro daquele dom
natural de Deus, que nós, usualmente, chamamos, graça precedente.
Mas o Professor, afinal, não concorda com isso. Ele coloca Deus,
completamente, fora da questão. Deus não tem coisa alguma a fazer com
o método dele de virtude, do começo ao fim. De modo que, para dizer a
verdade, seu método de virtude é ateísmo, por completo. Isso
é que é requinte, realmente! Muitos têm excluído Deus do mundo: Ele
o exclui até mesmo da religião!
(10)
Mas nós não nos equivocamos com ele? Nós tomamos esse significado
como certo? Que possa estar bastante claro, que nenhum homem pode
enganar-se com ele, que propõe essa questão: "O que, se um homem,
em praticando a virtude, que é a ação generosa de socorrer o próximo,
tem um olho para Deus, como quem ordena e o recompensa por ela? Então",
ele diz, "tão longe quanto ele tem um olho para Deus, a virtude da
ação é perdida. Quaisquer que sejam as ações, que nasçam de um
olho para a recompensa do galardão, não têm virtude, nem santidade
moral nelas". Ai de mim! Esse homem foi chamado de cristão? Quão,
injustamente, ele caluniou essa afirmativa! Mesmo o Dr. Taylor, embora
ele não aceite que Cristo seja Deus, ainda assim, não teve escrúpulos
de denominá-lo, "uma pessoa de virtude consumada". Mas o
Professor não pode permitir a ele, qualquer virtude, afinal! (11)
Mas para retornar. O que é a consciência, em um sentido cristão? Ela
é aquela faculdade da alma, que, pela assistência da graça de Deus, vê
tudo a mesma coisa: (a) Nosso temperamento e vida — a
natureza real e qualidade de pensamentos, palavras e ações; (b) As
regras, por meio das quais, somos direcionados; e, (c) a
concordância e discordância, com isso. Para expressar isso, um
pouco mais amplamente: A consciência implica, Primeiro: na
faculdade do homem conhecer a si mesmo; de discernir, em geral e, em
particular, seu próprio temperamento, pensamentos, palavras e ações.
Mas, isso não é possível a ele fazer, sem a assistência do Espírito
Santo de Deus. Por outro lado, amor-próprio, e, de fato, todas as
demais paixões irregulares, mascarariam e, completamente, o ocultariam
de si mesmo. Isto implica, Segundo: em um conhecimento da regra,
pela qual, ele será direcionado, em cada particular; o que é não
outra coisa, do que a palavra de Deus escrita. A consciência implica, Em
Terceiro Lugar: no conhecimento de que todos os seus pensamentos,
palavras e ações estão, em semelhança para com essa regra. Em todos
os ofícios da consciência, a "unção do Espírito Santo" é,
indispensavelmente, necessária. Sem isso, nem nós podemos, claramente,
discernir nossas vidas ou temperamentos; nem podemos julgar da regra,
por meio da qual nós devemos caminhar, ou da conformidade ou
desconformidade dela. (12) Esse
é, propriamente, o relato da boa consciência; que pode ser, em outros
termos, expressa assim: a consciência divina de caminhar em todas as
coisas, de acordo com a palavra escrita de Deus. Parece, de fato, que
pode haver nenhuma consciência que não tenha a consideração para com
Deus. Você pode dizer, "Sim, certamente, pode haver a consciência
de ter feito certo ou errado, sem qualquer referência a Ele". Eu
respondo que isso não tem fundamento: Eu duvido, se as mesmas palavras
- certo e errado -, de acordo com o sistema cristão, não implicam, na
mesma idéia delas, de consentimento ou discordância, para com a
vontade e palavra de Deus. Se for assim, não há tal coisa como consciência,
em um cristão, se nós deixarmos Deus fora da questão. (13)
Com o objetivo da mesma existência da boa consciência, como para a
continuidade dela, a continuada influência do Espírito de Deus é,
absolutamente, necessária. Concordantemente, o Apóstolo João declara
para os crentes de todos os tempos: "Você tem a unção do Espírito
Santo, e conhece todas as coisas". Todas as coisas que são necessárias
para você ter a "consciência isenta de ofender, no que concerne a
Deus, e no que concerne ao homem".
Então, ele acrescenta: "Você não precisa que alguém o
ensine", a não ser, "que o ungido o ensine".
Que o ungido, claramente, ensine-nos essas três coisas: Primeiro:
o verdadeiro significado da palavra de Deus; Segundo: nossas ações,
para lembrar; e, Terceiro: a concordância com todos os
mandamentos de Deus. (14) Continuando,
nós podemos considerar agora:
II. As diversas formas de consciência.
A consciência boa já foi falada. Essa Paulo expressa de
várias maneiras. Em um lugar, ele simplesmente a denomina, "a boa
consciência concernente a Deus"; em outro, "a consciência
isenta de ofender, no que diz respeito a Deus, e no que diz respeito ao
homem". Mas ele fala ainda mais amplamente, no texto: "Nosso
regozijo é esse, o testemunho de nossa consciência, que na
simplicidade", com o olho único, "e sinceridade divina, nós
tivemos nossa conversa no mundo".
Enquanto isso, ele observa que isso foi feito "não pela
sabedoria da carne" — comumente, chamada prudência — (essa
nunca pode, nem nunca poderá produzir tal efeito), "mas pela graça
de Deus"; que sozinha é suficiente para operar isso em qualquer
filho do homem. (15) Proximamente,
aliada a essa (se não for no mesmo lugar, em outra visão, ou um ramo
particular dela) está a consciências terna. Alguém da consciência
terna é exato, na observação de qualquer desvio da palavra de Deus,
se em pensamento, palavra ou ação; e, imediatamente, sente remorso e
se condena por isso. E o constante clamor de sua alma é: Ó,
que minha terna alma possa voar. Á
primeira aproximação da aversão do mal. Rapidamente,
como a menina dos olhos. O
toque mais leve do pecado sinta! (16) Mas, algumas vezes, essa qualidade excelente, brandura
da consciência, é levada ao extremo. Nós encontramos alguns que
temem, onde não existe temor; que está continuamente condenando a si
mesmos, sem causa; imaginando algumas coisas serem pecaminosas, as quais
as Escrituras, em nenhum lugar, condena; e supondo outras coisas serem
dever deles, as quais a Escritura, em nenhum lugar ordena. Essa é,
propriamente, denominada a consciência escrupulosa, e é um mal
severo. Ela é, altamente, oportuna para produzir para ele, o menos possível;
mais apropriadamente, é uma questão de oração sincera, que você
possa ser liberto desse mal severo, e possa reaver a mente sã; para a
qual nada poderia contribuir mais, do que uma conversa com um amigo
piedoso e sensato. (17) Mas
o extremo, o qual é oposto a isso, é ainda mais perigoso. A consciência
endurecida é, milhares de vezes, pior do que a escrupulosa:
que pode violar o mandamento claro de Deus, sem qualquer condenação própria;
fazendo o que ele tem expressamente proibido, ou negligenciando o que
ele tem expressamente ordenado; e, ainda, sem qualquer remorso; sim,
talvez, gloriando-se, nesse mesmo coração duro! Muitos exemplos dessa
estupidez deplorável nós encontramos, até o momento; mesmo, entre as
pessoas que, supõem elas próprias terem não uma pequena parte da
religião. A pessoa está fazendo alguma coisa que as Escrituras
claramente proíbem. Você pergunta: "Como você se atreve a fazer
isso?", e lhe é respondido, com a indiferença perfeita: "Ó,
meu coração não me condena!". Eu replico: "Então, tanto
pior. Eu iria a Deus que fez! Você poderia, então, estar em um estado
mais seguro do que você está agora. É uma coisa terrível ser
condenado pela palavra de Deus, e, ainda assim, não ser condenado por
seu próprio coração!". Se nós podemos quebrar o menor dos
mandamentos conhecidos de Deus, sem alguma condenação própria, fica
claro que o deus deste mundo tem endurecido nossos corações. Se nós não
nos recuperarmos logo disso, nós podemos ser completamente
"destituídos de sentimentos", e nossas consciências (como
Paulo fala) serão marcadas, como com um ferro quente. (18) Eu
tenho agora, apenas uma coisa para acrescentar às poucas direções
importantes. O primeiro grande ponto é esse: Suponha que nós tenhamos
uma consciência terna, como devemos preservá-la? Eu acredito
que haja apenas um caminho possível de fazer isso, que é, obedecer a
ela. Todo ato de desobediência tende a cegar e a amortecê-la;
colocando-a fora de nossos olhos, para que não possa ser vista a boa e
aceitável vontade de Deus; e para que o coração amortecido, não
possa sentir autocondenação, quando agimos em oposição a ela. E, ao
contrário, cada ato de obediência traz à consciência uma visão nítida
e forte, e um rápido sentimento do que ofende a gloriosa majestade de
Deus. No entanto, se você deseja ter a sua consciência rápida para
discernir, e fiel para acusar ou desculpar você; se você pudesse
preservá-la, sempre sensível e terna, esteja certo de obedecê-la, em
todos os seus eventos; continuamente, ouvindo suas admoestações, e
rapidamente as seguindo. O que quer que ela direcione a você fazer, de
acordo com a palavra de Deus, faça; por mais doloroso que seja para a
carne e sangue. O que quer que ela proíba, se a proibição está
alicerçada na palavra de Deus, busque não fazer isso; por mais que
possa satisfazer a carne e sangue. Uma ou a outra pode, freqüentemente,
ser o caso. O que Deus proíbe pode ser agradável para nossa natureza
maldosa: Lá, você será chamado a negar a si mesmo, ou a negar ao seu
Mestre. O que alegra a Ele pode ser doloroso para a natureza: Lá, pegue
a sua cruz. Então, verdadeira será a palavra de Nosso Senhor:
"Exceto se um homem negar a si mesmo, e pegar a sua cruz diária,
ele não poderá ser meu discípulo". (19)
Eu não posso concluir esse discurso melhor, do que com um extrato do
sermão do Dr. Annesley sobre a "Consciência Universal". (Dr.
Annesley era pai de minha mãe) e foi reitor da paróquia de
Cripplegate: "Seja
persuadido a praticar as seguintes direções, e sua consciência irá
continuar correta": (1) "Tenha
cautela com todo pecado; não considere algum pecado pequeno; e obedeça
todo o mandamento, com toda a sua força. Esteja atento contra os
primeiros levantes do pecado, e tome cuidado com as fronteiras do
pecado". (2) "Considere
a si mesmo, como vivendo debaixo do olho de Deus: Viva, como se na
presença do Deus zeloso. Lembre-se de que todas as coisas estão nuas e
abertas diante dele! Você não pode enganá-lo; porque ele tem a
sabedoria infinita: Você não pode fugir para longe dele; porque ele
está em todo lugar: Você não pode suborná-lo, porque ele é a própria
retidão! Fale, como sabendo que Deus ouve você: Caminhe, como sabendo
que Deus pode ser encontrado por você de todos os lados. O Senhor está
com você, enquanto você estiver com ele: ou seja, você poderá
desfrutar de sua presença benévola, enquanto você viver em sua presença
maravilhosa". (3) "Seja
sério e freqüente, no exame de seu coração e vida. Existem alguns
deveres, como aquelas partes do corpo, e necessidades que podem ser
supridas, por outras partes: mas a necessidade disso, nada poderá
suprir. Todas as noites, reveja o seu comportamento, durante o dia; o
que você tem feito, ou pensado, que possa ter sido inconveniente para o
seu caráter; se seu coração tem sido iminente para a religião, e
indiferente para o mundo. Tenha um cuidado especial para as duas porções
do tempo: ou seja, manhã e noite; de manhã, para planejar o que
você tem de fazer, e, à noite ,para examinar se você fez o que
deveria". (4)
"Deixe cada ação ter referência para sua vida toda, e, não,
para uma parte apenas. Deixe todas as suas finalidades subordinadas
serem adequadas à grande finalidade de sua vida. 'Exercite-se na
santidade'. Seja tão diligente, na religião, quanto você poderia ser
com seus filhos que vão à escola para aprender. Deixe que toda a sua
vida seja uma preparação para o céu, como a preparação dos
lutadores para o combate". (5)
"Não se arrisque no pecado, porque Cristo tem comprado um perdão;
este é o mais horrível abuso de Cristo. Por esse mesmo motivo não
ouve sacrifício debaixo da lei para algum pecado obstinado; para que as
pessoas não pudessem pensar que elas sabem o preço do pecado, como
aqueles que negociam indulgências papistas". (6) "Seja
nada a seus próprios olhos: Mesmo porque, nós devemos estar orgulhosos
do que? Nossa própria concepção era pecadora, nosso nascimento
doloroso, nossa vida penosa, nossa morte nós não sabemos o que! Mas
tudo isso é nada para o estado de nossa alma. Se nós sabemos isso, que
desculpa temos para sermos orgulhosos?". (7) "Tome
em consideração deveres, não resultados. Nós temos nada para fazer,
a não ser nos dedicarmos aos nossos deveres. Todas as especulações,
que não tendem para a santidade, estão entre as suas superfluidades;
mas prediga o que pode sobrevir a você, em fazendo o seu dever, puder
ser contado entre os seus pecados; e arriscar-se no pecado para evitar o
perigo, é afundar o navio, por medo dos piratas! Ó quão calmas e
santas seriam nossas vidas, tivéssemos nós aprendido aquela lição
simples: — sermos cuidadosos com nada, a não ser com nossos deveres,
e deixarmos todas as conseqüências para Deus! Que loucura para o tolo
pó prescrever a sabedoria infinita! Deixarmos nosso trabalho vão, e
interferirmos com o trabalho de Deus! Ele tem manejado os interesses do
mundo, e da pessoa individual nele, sem dar motivos de queixa a ninguém,
por mais de cinco mil anos. E Ele necessita de nossa deliberação
agora? Não. É nosso dever planejar as nossas próprias obrigações". (8) "Qualquer
conselho que você possa dar a outro, tome para si mesmo: Os piores dos
homens estão aptos, o suficiente, para deitarem responsabilidades no
outro, as quais, se eles aplicassem em si mesmos, fariam deles, cristãos
extraordinários". (9) "Não
faça coisa alguma, da qual você não possa orar por uma benção. Cada
ação de um cristão que seja boa é santificada pela palavra e oração.
Ele não se tornará um cristão fazendo alguma coisa tão desprezível,
que ele não possa orar por ela. E, se você conceder uma exclamação séria
sobre cada ação ocorrente, tal oração arrancará todas as coisas
pecaminosas, e encorajará todas as coisas lícitas". (10) "Pense,
fale, e faça o que você está certo de que o próprio Cristo faria, no
seu lugar, se ele estivesse na terra. Tornar-se um cristão, é melhor
ser um exemplo para tudo, para aquele que foi, e é, e sempre será,
nosso padrão absoluto. Ó cristãos, assim como Cristo, orem, e redimam
o tempo por causa da oração! Como Cristo pregou, fora de cuja boca
emanou, nenhuma outra, a não ser palavras graciosas? Quanto tempo
Cristo gastou em discursos impertinentes? Como Cristo subiu e desceu,
fazendo o bem aos homens, e o que era, ao mesmo tempo, agradável a
Deus? Amado, eu recomendo a você essas quatro lembranças": (a)
"Tome em consideração seu dever": (b) "O
que é o dever de outro, no seu caso, é seu próprio dever": (c) "Não
interfira em coisa alguma, se você não puder dizer, 'a benção do
Senhor está sobre mim!'": (d)
"Acima de tudo, antes esquecer de seu nome de batismo, do que
esquecer de olhar para Cristo!". "Qualquer
que seja o tratamento que você encontre com o mundo, lembre-se Dele e
siga os passos 'daquele que não pecou, em que nenhuma malícia foi
achada em sua boca; quem, quando ultrajado, não ultrajou novamente; mas
entregou a si mesmo a Ele, que julga corretamente'". *.* Editado
por Jennifer Luhn, com correções de Ryan Danker e George Lyons, para o
Wesley Center for Applied Theology at Northwest Nazarene University. ©
Copyright 1999 by the Wesley Center for Applied Theology. O texto pode ser usado, livremente, para propósitos pessoais ou escolares, ou colocados em Web sites. Qualquer uso para propósito comercial é estritamente proibido, sem permissão expressa do Wesley Center, em Northwest Nazarene University, Nampa, ID 83686. Contato: webadmin@wesley.nnc.edu Tradução: Izilda Bella
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