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Sobre a Itinerância
Ao Povo Metodista
Bristol, 11 de Setembro de 1789
1. Quando, por volta
de cinqüenta anos atrás, um ou outro jovem se ofereceu para servir-me
como filhos no evangelho, foi nestes termos, o de que eles trabalhariam
onde eu designasse; do contrário, permaneceríamos uns nos caminhos do
outro. Aqui começou a pregação itinerante conosco. Mas nós não
fomos os primeiros itinerantes na Inglaterra. Doze foram apontados pelo
Rainha Elizabeth para viajarem continuamente, com o objetivo de espalhar
a verdadeira religião, através do reino; e o ofício e salário ainda
continuam, embora a obra deles seja pouco atendida. O Sr. Miller,
falecido Vigário de Chipping, em Lancashire, foi um deles.
2. Como o número de
pregadores aumentou, cresceu cada vez mais a dificuldade de fixar os
lugares onde cada um trabalharia de tempos em tempos. Eu frequentemente
desejei transferir esta tarefa de situar os pregadores, uma vez por ano
ou mais, para eles mesmos. Mas ninguém estava disposto a aceitar isto.
Então, eu devo carregar o fardo, até que meu combate esteja concluído.
3. Quando as casas de
pregação eram construídas, elas imediatamente ficavam nas mãos dos
curadores, que deveriam verificar se aqueles que pregavam nelas, eram os
que eu enviara, e ninguém mais; isto, nós compreendemos, que era o único
meio, pelo qual a itinerância seria regularmente estabelecida. Mas,
ultimamente, depois que uma nova casa de pregação foi construída em
Dewsbury, em Yorkshire, através de subscrições e contribuições das
pessoas (os curadores apenas não contribuindo com um quarto do que ela
custou), elas se apossaram da casa, e , embora eles tivessem prometido o
contrário, positivamente recusaram-se a estabelecê-la no plano
Metodista, requerendo que eles teriam o poder de recusar qualquer
pregador que eles não estivessem de acordo. E sendo assim, eu não
tenho poder de estabelecer os pregadores de Dewsbury; porque os
curadores podem objetar quem
eles quisessem. Em eles mesmos, e não eu, devem finalmente julgar
aquelas objeções. {Veja cartas de 23 de Agosto e 15 de Setembro (a
Henry Moore)}
4. Observem, aqui não
existe disputa a respeito do direito das casas, afinal. Eu não tenho
direito a qualquer casa de pregação na Inglaterra. O que eu reivindico
é o direito de estabelecer os pregadores. Isto, esses curadores
roubaram de mim, no presente exemplo. Portanto, apenas um desses dois
caminhos podem ser tomados: tanto entrar com processo por causa desta
casa, ou construir outra. Nós preferimos a última, porque o caminho
mais amigável.
Eu peço, portanto, meus irmãos, pelo amor de Deus; por amor a
mim, seu velho e quase fatigado servo; por amor ao Metodismo antigo,
que, se a itinerância for interrompida, rapidamente virá para o nada;
por amor à justiça, misericórdia, e verdade, o que são todos, tão
gravemente violados pela detenção desta casa; que vocês colocarão
seus ombros para a obra necessária. Não se limitem aos seus próprios
interesses. Nós nunca tivemos tal motivo antes. Não permitam, então,
que homens indelicados, injustos, fraudulentos tenham motivo para
regozijarem-se do mau trabalho deles. Esta é uma causa comum. Empenhem-se ao máximo. Eu subscrevi cinquenta
libras. Assim fez Dr. Coke. Os pregadores fizeram tudo que
puderam. Ó, que aqueles que têm muito, dêem abundantemente! Talvez,
este seja o último trabalho de amor que eu possa ter oportunidade de
recomendar a vocês. Que isto, então, se coloque como um momento a mais de sua gratidão verdadeira aos mais queridos irmãos, Seu velho, e afetuoso irmão. J. Wesley Traduão: Izilda Bella
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