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SOBRE A RELIGIÃO NA FAMILIA John Wesley 'Mas, se vos parece mal o servirdes ao Senhor, escolhei hoje a quem
haveis de servir; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam
além do Rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém
eu e a minha casa serviremos ao Senhor'.(Josué 24:15) Amorreu:
[Povo guerreiro que surgiu na Babilônia no século III a.C. e do qual
talvez se tenha originado a dinastia dos Hamurabis. Povo e Estado da Síria
média que em tempos pré-israelitas dominava cidades-estados e pequenos
reinos na Palestina. De um modo impreciso, todos os cananeus pré-israelitas]. 1.
Nos versos precedentes, nós lemos que Josué, agora velho, 'reuniu
as tribos de Israel até Siquém, e chamou os anciãos de Israel, os
seus cabeças, os seus juízes e ofíciais, e eles se apresentaram
diante do Senhor' (Josué
24:1). E Josué relatou-lhes detalhadamente as grandes coisas que
Deus tinha feito para seus antepassados; (Josué
24:2-13), concluindo com aquela forte exortação: 'Agora,
portanto, tema ao Senhor, e O sirva na sinceridade e verdade, e jogue
fora os deuses que seus antepassados serviram do outro lado da
correnteza, (Jordão) e no Egito'. (Josué
24:14). Pode alguma coisa ser mais espantosa do que isto? Que, até
mesmo no Egito; sim, e no deserto, onde eles eram diariamente
alimentados, e ambos, dia e noite, guiados pelo milagre, os israelitas,
em geral, poderiam adorar ídolos, numa clara oposição ao Senhor seu
Deus! Ele prossegue: 'Se parece
pecaminoso a vocês servirem o Senhor, escolham hoje a quem irão
servir; se os deuses de seus antepassados, do outro lado da correnteza,
ou os deuses dos Amorreus, em cujas terras vocês habitam: Mas, minha
casa e eu iremos servir ao Senhor'. 2.
Uma resolução deste notável santo de cabeça grisalha, que teve uma
larga experiência, desde sua juventude, da bondade do Mestre, a quem
ele devotou a si mesmo, e os proveitos de seu ofício. Quanto é
desejado que todos que têm testado que o Senhor é gracioso; todos aos
quais ele resgatou das terras do Egito, da escravidão do pecado, --
aqueles, especialmente, que estão unidos na camaradagem cristã --
fossem adotar esta sábia resolução! Então, o trabalho do Senhor
prosperaria em nossa terra; então, sua palavra seria divulgada e
glorificada. Então, as multidões de pecadores, em todos os lugares,
estenderiam suas mãos em direção a Deus, até que 'a
glória do Senhor cobrisse a terra, assim como as águas cobrem o mar'. 3.
Do contrário, qual será a conseqüência, se eles não adotarem
esta resolução? – se a religião na família for negligenciada? –
se algum cuidado não for tomado na geração que surge? O presente
reavivamento da religião, em um curto tempo, não morreria? Não seria
como o historiador do estado romano fala em sua meninice, -- 'um
evento que tem seu começo e fim, sem o espaço de uma geração?'.
Não seria uma confirmação daquela melancólica observação de Lutero
de que 'um reavivamento da religião
nunca dura mais do que uma geração?'. Por uma geração (como ele
se explica), ele quer dizer trinta anos. Mas, abençoado seja Deus, esta
observação não se refere ao presente exemplo; vendo que este
avivamento, do momento em que surgiu no ano de 1729, tem durado por mais
de cinqüenta anos. 4.
Você não tem visto algumas das conseqüências infelizes dos bons
homens que não adotaram esta resolução? Não existe uma geração
surgida, até mesmo neste período; sim, e de pais devotos, que não
conhece ao Senhor? Que não tem Seu amor em seu coração, nem temor
diante de seus olhos? Quantos deles 'menosprezam
seus pais, e escarnecem dos conselhos de suas mães!'. Quantos são
completamente estranhos à religião real, à vida e poder dela! E não
poucos têm se livrado de toda religião, e abandonado a si mesmos a
toda sorte de maldades! Agora, embora isto possa ser, algumas vezes, o
caso, até mesmo os filhos educados de uma maneira devota, ainda assim,
este caso é muito raro: eu tenho encontrado alguns, mas não muitos
exemplos dele. A maldade dos filhos é geralmente devida à falta ou
negligência de seus pais. Porque é uma regra geral, embora que não
universal; embora admita algumas exceções, 'treinar
a criança no caminho que ela deverá seguir, para que ela nunca mais se
desvie dele'. 5.
Mas qual é o teor desta resolução: 'Minha
casa e eu serviremos ao Senhor?'. Com o objetivo de entender e
praticar isto, vamos... I.
Inquirir o que significa 'servir ao Senhor'. II. Quem está incluído na expressão, 'minha casa'. III. E o que nós podemos fazer para que nós e nossa casa sirvamos ao Senhor. I 1.
Em Primeiro Lugar, vamos
inquirir o que é 'servir ao
Senhor', não como um judeu, mas como um cristão; não apenas como
um ofício exterior, (embora alguns dos judeus, indubitavelmente, fossem
mais além do que isto), mas interiormente, com o ofício do coração, 'adorando a Ele em espírito e verdade'. A primeira coisa sugerida
neste ofício é a fé; crer no nome do Filho de Deus. Nós não podemos
desempenhar um ofício aceitável a Deus, até que acreditemos em Jesus
Cristo, a quem Ele enviou. Aqui, a adoração bíblica de Deus começa.
Tão logo qualquer um tenha o testemunho em si mesmo; tão logo ele
possa dizer, 'a vida que agora vivo, eu vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou,
e deu a Si mesmo por mim', ele é capaz de verdadeiramente 'servir
ao Senhor'. 2.
Tão logo ele crê, ele ama Deus, que é um outro requisito contido
no 'servir ao Senhor'. 'Nós
O amamos, porque Ele primeiro nos amou'; no qual a fé é a evidência.
O amor de um Deus redentor é 'espalhado
em nossos corações, pelo Espírito Santo que é dado a nós'. De
fato, este amor pode admitir milhares de graus: Mas, ainda assim, cada
um, por quanto tempo ele crê, pode verdadeiramente declarar diante de
Deus, 'Senhor, tu sabes que eu amo
a ti'. Tu sabes que 'meu
desejo é junto a ti, e na lembrança de teu nome'. 3.
E se um homem verdadeiramente ama a Deus, ele não pode deixar de
amar seu próximo também. Gratidão para com nosso Criador, certamente
irá produzir benevolência para com nosso próximo. Se nós O amamos, nós
não podemos deixar de amar um ao outro, como Cristo nos amou. Nós
sentimos nossas almas dilatadas, no amor, em direção a todo filho do
homem. E em direção a todos os filhos de Deus, nós oferecemos 'toda sorte de delicadeza, gentileza, longanimidade; perdoando uns aos
outros', se temos uma queixa contra alguém, 'assim como Deus, por causa de Cristo, nos perdoou'.
4.
Uma coisa mais está implícita no 'servir
ao Senhor', ou seja, obedecer a Ele; firmemente caminhar em todos os
Seus caminhos, fazer Suas vontades de todo coração. Como aqueles 'seus
servos', acima, que 'fizeram
Seu gosto, que mantiveram Seus mandamentos, cuidadosamente evitando o
que Ele tivesse proibido, e zelosamente fazendo o que o agradava;
planejando sempre ter a consciência livre de ofensa em direção a Deus
e em direção ao homem'. II
Todo cristão verdadeiro irá dizer, 'Eu
e minha casa serviremos ao Senhor. Mas quem está incluído na
expressão, 'minha casa?'.
Este é o próximo ponto a ser considerado. 1. A pessoa em sua casa que clama sua primeira e mais próxima atenção, é, sem dúvida, sua esposa; vendo que você deve amá-la, mesmo como Cristo amou a Igreja, quando Ele colocou sua vida por ela, para que Ele pudesse 'purificá-la, não tendo mácula, ou vinco, ou alguma dessas coisas'. A mesma finalidade deve cada marido seguir, em todos os seus intercursos com sua esposa; e usar de todos os meios possíveis para que ela possa ser liberta da toda mácula, e possa caminhar irrepreensível no amor. 2.
Próximo a sua esposa, estão seus filhos, espíritos imortais que Deus
tem, por algum tempo, confiado aos seus cuidados, para que você possa
treiná-los em toda santidade, e prepará-los para o desfrute de Deus na
eternidade. Esta é uma verdade gloriosa e importante; vendo que uma
alma é mais valiosa do que o mundo todo. Cada filho, portanto, você
deve vigiar com o mais extremo cuidado, para que, quando você for
chamado para dar um relato ao Pai dos Espíritos, você possa prestar
suas contas com alegria e não, com aflição. 3.
Você deve observar seus servos [empregados], de qualquer tipo, como
filhos secundários: Esses, igualmente, Deus tem colocado, sob sua
responsabilidade, como alguém a quem você deverá prestar contas.
Porque cada um, sob seu teto, que tenha uma alma para ser salva, está
debaixo de seu cuidado; não apenas servos encomendados, que estão
legalmente comprometidos a permanecerem com você por um termo de anos;
não apenas servos alugados, se voluntariamente estão contratados, por
um longo ou curto período; mas, também, aqueles que servem a você, um
dia da semana: porque esses também são, em alguma medida, entregues em
suas mãos. E não é
desejo de nosso Mestre que está nos céus, que alguns desses possam
sair de suas mãos, antes que eles tenham recebido alguma coisa mais
valiosa do que ouro ou prata de você. Sim, você é responsável, em
algum grau, até mesmo pelo 'estranho
que está em seus portões'. Quando você é particularmente
requerido que ele não execute 'algum
tipo de trabalho', no dia do Senhor, enquanto estiver dentro de seus
portões; assim, pela paridade de raciocínio, você é requerido a
fazer tudo que está em seu poder, para prevenir seu pecado contra Deus,
em qualquer outra instância. III Em
Terceiro Lugar, vamos inquirir, o que podemos fazer para que todos
esses possam 'servir ao Senhor'. 1.
Em Primeiro Lugar, nós não podemos nos esforçar, para refreá-los
de todo o pecado exterior; de toda blasfêmia profana; de tomarem o nome
de Deus em vão; de fazerem algum trabalho desnecessário; ou de irem se
divertir no dia do Senhor? Este
trabalho de amor, você deve, até mesmo, aos seus visitantes; quanto
mais à sua esposa, filhos, e servos. Os primeiros, sob os quais você
tem uma menor influência, você pode refrear, usando de argumento ou
persuasão moderada. Se você achar que, depois de repetidas tentativas,
eles não irão concordar, tanto com um, quanto com o outro argumento,
é seu dever supremo colocar a cerimônia à parte, e demiti-los de sua
própria casa. Os servos, também, se por um dia, ou por um longo período,
se você não puder civilizá-los, quer, através de raciocínio
acrescentado ao seu exemplo, ou através de reprovações gentis ou
severas, mesmo repetidas freqüentemente, você deve, de qualquer
maneira, despedi-los de sua família, mesmo que isto possa sempre ser tão
inconveniente. 2.
Mas você não pode despedir sua esposa, a menos que seja por causa
de fornicação, que seja por adultério. O que pode, então, ser feito,
se ela está habituada a algum outro pecado declarado? Eu não consigo
encontrar na Bíblia que um marido tem autoridade para bater em sua
esposa por conta disto, mesmo supondo que ela bata nele primeiro, a
menos que sua esposa esteja em perigo eminente. Eu nunca soube de algum
exemplo de esposa corrigida por meio disto. Eu tenho ouvido, de fato,
alguns tais exemplos; mas como eu nunca os vi, eu não acredito
neles.Parece a mim que tudo que pode ser feito neste caso deve ser
feito, parcialmente, através de exemplo; parcialmente, através de
argumento de persuasão, cada um aplicado de tal maneira, como é
prescrito pela prudência cristã. Se o mal puder sempre ser dominado,
ele deverá ser dominado pelo bem. Ele não pode ser dominado pelo mal:
Nós não podemos atingir o diabo com suas próprias armas. Portanto, se
este mal não puder ser dominado, através do bem, nós somos chamados a
suportá-lo. Nós somos, então, chamado a dizer: "Esta
é a cruz que Deus escolheu para mim. Ele certamente a permite, para
finalidades sábias;'que Ele faça, o que lhe parecer bom'. Quando Ele
achar que será o melhor, Ele irá remover este cálice de mim". Neste
meio tempo, continue em oração sincera, sabendo que com Deus, nenhuma
palavra é impossível; e que ele irá, no devido tempo, tirar a tentação,
assim como fazer dela uma bênção para sua alma. 3.
Seus filhos, enquanto jovens. Você pode refrear o mal, não apenas
através de conselho, persuasão, ou reprovação, mas também, através
de correção; não apenas lembrando que estes meios deve ser usado por
ultimo, -- não antes que todos os outros sejam tentados, e seja
constatado que são ineficientes. E, mesmo, então, você deverá tomar
o extremo cuidado de evitar a mesma aparência de paixão. O que quer
que seja feito, deverá ser feito com moderação; mais do que isto, com
delicadeza, também. Do contrário, seu próprio espírito irá sofrer
perda, e o filho irá colher uma vantagem pequena. 4.
Mas alguns irão lhe dizer, 'Tudo
isto é trabalho jogado fora: Uma criança não precisa ser corrigida,
afinal. Instrução, persuasão, e conselho serão o suficiente para
qualquer criança, sem corretivo: especialmente, se reprovação gentil
for acrescentada, conforme a ocasião possa requerer'. Eu
respondo: podem existir alguns exemplos específicos, nos quais este método
pode ser bem sucedido. Mas você não deve, de qualquer forma, colocar
isto como uma regra universal; a menos que você se julgue mais sábio
do que Salomão; ou, para falar, mais propriamente, mais sábio do que
Deus. Já que o próprio Deus, que melhor conhece suas próprias
criaturas, nos tem dito expressamente: 'Ele
que poupar a vara, odeia seu filho: Mas ele que ama seu filho, o
disciplina, cedo'. (Prov. 12:24). E nisto está alicerçado aquele mandamento claro,
dirigido a todos que temem a Deus: 'Disciplina
teu filho, enquanto existe esperança, e não permite que tua alma seja
indulgente com seu choro'. (Provérbios
19:18). 5.
Em Segundo Lugar, nós não
podemos nos esforçar, para instruí-los? Cuidar para que cada pessoa
que esteja sob nosso teto tenha todo tal conhecimento, necessário para
a salvação? Ver que sejam ensinadas todas essas coisas que pertencem
à paz eterna de nossa esposa, servos, e filhos? Com esse objetivo, você
deve proporcionar que não apenas sua esposa, mas seus servos também
possam desfrutar de todos os meios públicos de instrução. Sobre o dia
da Ceia do Senhor, em particular, você deve, então, providenciar o que
seja necessário para que seja feito em casa, para que eles possam ter
uma oportunidade de atender todas as ordenanças de Deus. Sim, e você
poderia cuidar que eles tivessem algum tempo, todos os dias para lerem,
meditarem, e orarem; você poderia inquirir, se eles empregam
verdadeiramente aquele tempo em exercícios, para o qual ele é
permitido. E que nenhum dia possa passar, sem a oração familiar,
seriamente e solenemente executada. 6.
Particularmente, você se esforçaria para instruir seus filhos, cedo,
claramente, freqüentemente, e pacientemente. Instruí-los cedo, desde a
primeira hora, quando você percebe que a razão começa a despertar. A
verdade, então, pode começar a brilhar sobre a mente muito mais cedo
do que nós estamos aptos a supor. E quem quer que observe as primeiras
aberturas do entendimento, pode, pouco a pouco, suprir matéria adequada
para este trabalho, e dirigir os olhos de seus filhos, em direção às
boas coisas, assim como em direção as coisas ruins e levianas. Quando
a criança começa a falar, esteja seguro de que o raciocínio começa a
trabalhar. Eu não sei o motivo, porque um pai não começa a falar das
melhores coisas; das coisas de Deus. E desde aquele momento, não
aproveita a oportunidade de instilar todas as verdades, tanto quanto
eles sejam capazes de receber. 7.
Mas falar para elas cedo não terá proveito, a menos que você
igualmente fale claramente. Use tais palavras que às crianças pequenas
possam entender, justamente aquelas que elas próprias usam.
Cuidadosamente, observe as poucas idéias que elas já têm, e se esforçam
para enxertar o que você diz a elas. Para dar um pequeno exemplo: Mande
a criança olhar; e pergunte. 'O
que você vê lá?'. 'O sol'.
'Veja, quão brilhante ele é! Sinta quão quente ele brilha sobre sua mão!
Veja, como ele torna a grama verde! Mas Deus, embora você não possa
ver, está acima do céu, e é uma porção mais brilhante que o sol! É
Ele; é Deus que faz com que a grama e as flores cresçam; que torna as
árvores verdes, e faz com que os frutos brotem nelas! Pense no que Ele
pode fazer! Ele pode fazer o que quer que agrade a Ele. Pode tocar em
mim ou em você e nos levar até Ele, de repente!
Mas ele ama você; ele ama lhe fazer o bem. Ele ama fazer você
feliz. Como, então, você não poderia amá-Lo? Ele irá ensinar você
como Ele quer que você O ame'. 8.
Enquanto você fala sobre isto, ou de alguma tal maneira, você deve
continuamente elevar seu coração a Deus, implorando a Ele que abra os
olhos do entendimento deles, e derrame sobre eles a Sua luz. Ele, e tão
somente, Ele pode fazê-los divergir das bestas que perecem. Ele somente
pode aplicar suas palavras em seus corações; sem que todo o seu
trabalho seja em vão. Mas, quando quer que o Espírito Santo ensine, não
existe demora em aprender. 9.
Mas, se você pudesse ver os frutos de seu trabalho, você os ensinaria
não apenas cedo, e de maneira clara, mas freqüentemente também. Seria
de pouco ou nenhum trabalho fazer isto apenas uma ou duas vezes na
semana. Quão freqüentemente você alimenta o corpo deles? Não menos
do que três vezes ao dia! E será que a alma vale menos do que o corpo?
Você não irá, então, alimentar este assim freqüentemente? Se você
se certificar que isto é uma tarefa cansativa, existe certamente alguma
coisa errada em sua própria mente. Você não os ama o suficiente; ou
você não ama Aquele que é o seu Pai e o Pai deles! Humilhe-se diante
Dele! Implore que Ele dê a você mais amor; e o amor irá tornar o
trabalho leve. 10.
Mas não será de proveito algum ensiná-los, quer cedo, claramente ou
freqüentemente, a menos que você persevere nisto. Nunca abandone,
nunca interrompa seu trabalho de amor, até que você veja os frutos
dele. Mas, para conseguir isto, você terá a absoluta necessidade de
estar dotado com o poder do alto; sem o que, eu estou persuadido a dizer
que ninguém alguma vez teve, ou terá, paciência suficiente para a
tarefa. Do contrário, a inconcebível lentidão de algumas crianças e
a inconstância ou teimosia de outros, os induziriam a desistir da
tarefa cansativa, e permitir que eles sigam suas próprias imaginações. 11.
Mas supondo que, depois de ter feito isto; depois de ter ensinado seus
filhos, desde sua primeira infância, da maneira mais clara que você pôde,
não perdendo oportunidade, e perseverando nisto, você não ver
presentemente os frutos de seu trabalho, você não deve concluir que não
haverá algum. Possivelmente o 'pão', que você 'lançou nas
águas', vá ser 'encontrado
muitos dias depois'. A semente que tem permanecido, há algum tempo,
no chão pode, por fim, brotar em uma colheita farta. Especialmente, se
você não refrear a oração diante de Deus, se você continuar
presente nisto com toda súplica. Enquanto isto, qualquer que seja o
efeito disto sobre os outros, sua recompensa está com o Altíssimo. 12. Muitos pais, por outro lado, presentemente vêem os frutos da semente que eles lançaram, e sentem-se confortáveis em observar que seus filhos crescem na graça, na mesma proporção que eles crescem biologicamente. Ainda assim, eles não fizeram tudo. Eles têm nas mãos ainda uma outra tarefa, algumas vezes, não de pequena dificuldade. Seus filhos estão agora crescidos o suficiente para irem para a escola. Mas para qual escola é aconselhável mandá-los? 13.
Que você se lembre, que eu não falo para o mundo selvagem, leviano,
imprudente, mas para aqueles que temem a Deus. Eu pergunto, então, para
qual finalidade você enviaria seus filhos para a escola? 'Para
que eles possam se adequar a viver neste mundo'. A que mundo você
se refere, -- a este ou ao próximo? Talvez, você pensou neste mundo
apenas; e se esqueceu que existe um mundo para vir; sim, e um que irá
durar para sempre! Peço-lhe que leve isto em consideração, e os envie
para tais mestres, como que a manter isto sempre diante dos olhos deles.
Por outro lado, enviá-los à escola (permita-me falar claramente) é um
pouco melhor do que enviá-los ao diabo. De qualquer maneira, então,
envie seus garotos, se você tem alguma preocupação com suas almas, não
para alguma escola pública grande (porque elas são berçários de todo
tipo de maldade), mas para uma escola privada, mantida por alguns homens
devotos, que se esforçam para instruírem, na religião e no
aprendizado, um número pequeno de crianças. 14.
'Mas o que eu devo fazer com
minhas filhas?'. De maneira alguma as envie para um internato. Nesses seminários
também as crianças ensinam umas as outras o orgulho, vaidade, afetação,
intriga, artimanhas, em resumo, tudo que uma mulher cristã não deve
aprender. Supondo-se que uma garota tivesse boa índole, ainda assim, o
que ela faria em uma multidão de crianças; nenhuma que tenha algum
pensamento de salvar sua alma em tal companhia? Especialmente, quando a
conversa delas aponta para outro caminho, e se desvia para as coisas que
alguém desejaria que elas nunca pensassem a respeito.
E, ainda assim, eu nunca conheci uma mulher piedosa e consciente
que tenha sido educada em um grande internato, que nunca afirmou que
alguém também poderia enviar uma jovem donzela para ser educada em
Drury-Lane, Londres [escola católica]. 15.
'Mas onde, então, enviar
minhas meninas?'. Se você não pode educá-las, por você mesmo
(como minha mãe fez, e quem educou sete filhas, até a maturidade),
enviem-nas para alguma professora que verdadeiramente teme a Deus; alguém,
cuja vida é um modelo para suas alunas, e alguém que, embora tenha
tantas alunas, possa vigiar cada uma delas, como alguém que deverá
prestar contas a Deus. Quarenta anos atrás, eu não conheci tal
professora em Londres; mas você pode agora encontrar várias delas; você
pode encontrar tal professora, e tal escola, em Highgate, em Deptford,
perto de Bristol, em Chester, ou perto de Leeds. 16.
Nós podemos supor que nossos filhos têm estado tempo suficiente na
escola, e você pense em alguma ocupação para eles. Antes que você
determine alguma coisa sobre este assunto, veja que seus olhos sejam
puros. Eles são? Você almeja apenas agradar a Deus nisto? É melhor
levar isto em consideração! Mas, certamente, se você vive ou teme a
Deus, esta será sua primeira preocupação, --'Em
que tipo de ocupação, seu filho irá mais igualmente amar e servir a
Deus?Em qual empreendimento ele terá uma maior vantagem para juntar
tesouros na terra?'. Eu fico chocado, acima de qualquer medida, ao
observar quão pouco disto é atendido, até mesmo, pelos pais devotos!
Até mesmo esses consideram apenas como ele pode ganhar mais dinheiro; e
não como ele pode conseguir mais santidade! Até
mesmo estes consideram apenas como ele pode conseguir mais dinheiro; não
como ele pode conseguir mais felicidade! Até mesmo esses, junto ao seu
motivo glorioso, o enviam para um mestre pagão, e para uma família,
onde não existe a forma, e muito menos, o poder da religião! Apoiado
neste motivo, eles o colocam em um trabalho que não deixará para ele a
probabilidade, se uma possibilidade, de servir a Deus. Ó pais
selvagens! Crueldade diabólica e desnatural. – se você cresse que
existe um outro mundo! 'Mas
o que eu devo fazer?'. Coloque Deus diante de seus olhos, e faça
todas as coisas com o objetivo de agradá-Lo. Então, você irá
encontrar um mestre, de qualquer profissão, que ama, ou, pelo menos
tema a Deus; e você encontrará uma família na qual existe uma forma
de religião, se não o poder também. Seu filho pode, não obstante,
servir ao diabo, se ele quiser; mas é provável que ele não irá.
E não se importe, se ele conseguir pouco dinheiro, contanto que
ele consiga mais santidade. Será suficiente, embora ele tenha menos dos
bens materiais, se ele assegurar a posse dos céus. 17.
Existe uma circunstância mais nisto da qual você terá grande
necessidade da sabedoria do alto. Seus filhos ou suas filhas estão
agora na idade de se casarem, e desejam seu aconselhamento com relação
a isto. Agora você sabe que o mundo chama de um bom casamento, -- um,
por meio do qual, o dinheiro é ganho. Sem dúvida, seria assim, se
fosse verdade que o dinheiro sempre traz felicidade: Mas eu duvido que
seja; dinheiro raramente traz felicidade, neste mundo ou no mundo
vindouro. Então, não permita que algum homem engane você com palavras
vãs; riquezas e felicidade raramente habitam juntas. Portanto, se você
for sábio, você não irá buscar riquezas para seus filhos, por meio
do casamento deles. Veja que seus olhos sejam puros nisto também:
Almeje simplesmente a glória de Deus, e a felicidade verdadeira de seus
filhos, no tempo e na eternidade. É uma coisa melancólica ver como os
pais cristãos se regozijam em vender seus filhos ou suas filhas para um
pagão endinheirado! E você seriamente chama isto de bom casamento? Tu,
tolo, pela paridade de raciocínio, tu podes chamar de inferno uma boa
moradia, e de diabo um bom mestre. Ó, aprende uma lição melhor de teu
melhor Mestre! 'Busca, primeiro, o
reino de Deus, e a Sua retidão', se para ti mesmo, ou teus filhos; ' e todas as outras coisas te serão acrescentadas'. 18.
É indubitavelmente verdadeiro que, se você estiver fortemente
determinado a andar neste caminho; esforce-se por todos os meios possíveis,
para que você e os de sua casa possam assim servir a Deus; para que
cada membro de sua família possa adorá-Lo, não apenas na forma, mas
no espírito e na verdade; você terá necessidade de usar de toda a graça,
toda a coragem, toda a sabedoria que Deus tem dado a você, porque você
irá encontrar tais obstáculos no caminho, que só o imenso poder de
Deus poderá capacitar você a abrir caminho, por entre eles. Você terá
todos os santos do mundo para lhe atacarem, aqueles que irão pensar que
você leva as coisas, muito além. Você terá todos os poderes das
trevas contra você, empregando força e fraude; e, acima de tudo, o
engano de seu próprio coração; que, se você ouvir atentamente, irá
supri-lo com muitas razões, porque você deveria estar um pouco mais em
conformidade com o mundo. Mas já que você começou, siga em frente, no
nome do Senhor, e no poder de Sua força! Desafie o mundo sorridente e o
carrancudo, com o príncipe que nele existe. Siga a razão e os oráculos
de Deus; não os modismos e os costumes de homens. 'Mantenha-se
puro'. O que quer que os outros façam, que você e aqueles de suas
casa 'adornem a doutrine de Deus,
nosso Salvador'. Que você, seu cônjuge, seus filhos, e seus servos
estejam todos do lado do Senhor; docemente em uma só parelha,
caminhando em todos os Seus mandamentos e ordenanças, até que cada um
de vocês, 'possa receber sua recompensa, de acordo com suas obras!'. [Editado por Chris Thompson, estudante da Northwest Nazarene College (Nampa, ID), com correções de George Lyons para a Wesley Center for Applied Theology.] Tradução: Izilda bella
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