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Sobre o Vestuário John Wesley "Quanto ao adorno, que ele não seja aquele enfeite exterior – do
uso de ouro, ou o luxo dos vestidos: 'mas o do íntimo do coração,
naquele que não é corruptível, como o ornamento de um espírito manso
e tranqüilo, que, às vistas de Deus, é de grande preço'". (I
Pedro 3:3-4) 1.
Paulo exorta todos aqueles que desejam "ser
transformados, pela renovação de suas mentes"; a "provarem
qual é aquela boa e aceitável e perfeita vontade de Deus"; não
estarem "em conformidade com
este mundo". [Romanos
12:2]. De fato, esta exortação refere-se mais diretamente à
sabedoria do mundo, que é totalmente oposta à "boa,
aceitável e perfeita vontade" dele. Mas ela tem igualmente
referência, até mesmo, às maneiras e costumes do mundo, que
naturalmente fluem da sabedoria e espírito dele, e são mais exatamente
adequadas a ele. E não foi impróprio, para a sabedoria de Deus nos dar
direções exatas neste aspecto também. 2.
Alguns desses, particularmente aquele no texto, passam, até mesmo, como
vestuário dos cristãos. E ambos este texto, e o semelhante de Paulo, são
tão claros quanto possível. As palavras de Paulo são: (I
Timóteo 2:9-10) "Eu
quero que as mulheres se adornem com modestos; não com ouro, ou pérolas,
ou vestidos custosos, mas (como convém a mulheres que fazem profissão
de servir a Deus) com boas obras". 3.
"Mas não é
estranho", dizem alguns, "que
o todo-sábio Espírito de Deus condescendesse tomar conhecimento de
tais insignificâncias como essas? Dar importância a tais
insignificantes ninharias, coisa de tão pouco momento, ou antes, de
nenhum, afinal? Porque, o que significa, desde que tomemos cuidado com a
alma, que o corpo esteja coberto, se com seda ou aniagem? Que dano pode
existir em usar ouro, ou prata, ou pedras preciosas, ou alguma outra
dessas coisas bonitas, com que Deus tem tão amplamente nos provido? Nós
não podemos aplicar a isto o que Paulo observou em outra ocasião, que
'toda criatura de Deus é boa, e nada deve ser rejeitado?". 4.
É certo, que muitos que sinceramente temem a Deus têm cordialmente
abraçado esta opinião. E a prática deles é ajustada a isto: Eles não
têm escrúpulos da conformidade com o mundo, colocando, tão freqüentemente
quanto a ocasião se oferece, tanto ouro, pérolas quanto vestuário
valioso. E, de fato, eles não estão satisfeitos com aqueles que pensam
que é obrigação deles rejeitá-los; eles entendem que o uso desses
deve ser um ramo da liberdade cristã. Sim, alguns foram
consideravelmente mais além; tão longe, de maneira, a fazer disto um
motivo, para trazer aqueles que haviam se privado deles, por algum
tempo, a fazerem uso deles novamente, lhes assegurando que seria mera
superstição pensar que haveria algum dano neles. Mais ainda: Uma
pessoa muito respeitável disse, em termos expressos: "Eu
não desejo que alguém que se vista, de maneira tão simples, possa
estar em nossa sociedade". Portanto, vale a pena considerar
este assunto completamente; seriamente inquirir, se existe algum dano em
colocar ouro, jóias, ou vestuário valioso. 5.
Mas, antes que entremos neste assunto, observemos que relaxamento não
é parte da religião; que nem este; nem algum texto das Escrituras,
condena asseio no vestuário. Certamente, esta é uma obrigação, e não
um pecado. "Limpeza, está,
de fato, próximo à santidade". De acordo com isto, o bom sr. Herbert aconselha a cada um que
teme a Deus: - Que
a delicadeza de tua mente tenha seu funcionamento, Junto
à tua pessoa, roupas e habitação. E, certamente, cada um atenderia a isto, se não se falasse mal do bem que há nele. 6.
Um outro erro, com respeito ao vestuário, tem sido comum no mundo
religioso. Supõem-se por alguns, que deve existir nenhuma diferença,
afinal, no vestuário dos cristãos. Mas nem esses textos, nem algum
outro no livro de Deus, ensinam alguma coisa como esta, ou indicam que o
vestuário do mestre ou ama deva ser em nada diferente daquele dos
servos. Pode haver, indubitavelmente, uma diferença moderada de vestuário,
entre pessoas de diferentes situações. E onde o olho é puro, isto irá
facilmente ser ajustado pelas regras da prudência cristã. 7.
Sim, pode haver dúvida, se alguma parte das Escrituras proíbe (pelo
menos, eu não conheço alguma) que aqueles, em qualquer nação, que são
investidos com autoridade suprema, devam ser adornados em ouro e vestuário
suntuoso; ou adornar seus atendentes imediatos, ou magistrados, ou
oficiais, com o mesmo. Não é improvável que nosso abençoado Senhor
pretendesse dar apoio a este costume, quando ele disse, sem a menor
marca de censura ou desaprovação: "Observem,
aqueles que trajados de vestes suntuosas", esplêndidas, "estão
nas cores reais". (Lucas
7:25). 8.
Qual é, então, o significado destas escrituras? O que é que elas
proíbem? Elas expressamente proíbem cristãos comuns, aqueles de um nível
de vida inferior, ou médio, de se adornarem com ouro, ou pérolas, ou
vestuário luxuoso. Mas, por que? Que dano existe nisto? Isto merece
nossa séria consideração. Mas é altamente expediente, ou antes,
absolutamente necessário, a todos que gostariam de considerar isto,
para algum propósito, até onde seja possível, despirem-se de todo
preconceito, e permanecerem abertos á convicção. Não é necessário,
igualmente, no mais alto nível, que eles possam sinceramente suplicar
ao Pai das Luzes, que, "pela
sua santa inspiração, eles possam pensar as coisas que são certas, e,
pela sua direção misericordiosa, executar as mesmas?". Então,
eles não dirão, não em seus corações (embora eu tema muitos têm
feito), o que os judeus famosos disseram aos cristãos: "Tu
não podes me persuadir, embora tu tenhas me persuadido". 9.
A questão é: Que dano causa, nos enfeitarmos com ouro, ou pérolas,
ou vestuário suntuoso, supondo-se que você possa se permitir isto; ou
seja: suponha que isto não fira ou empobreça sua família? O primeiro
dano, é produzir orgulho, e, onde ele já existe, aumentá-lo. Quem
quer que estritamente observe o que se passa em seu próprio coração,
facilmente irá discernir isto. Nada é mais natural pensar, do que nos
considerarmos melhores, porque estamos vestidos em melhores roupas; e
dificilmente é possível a um homem usar de vestuário custoso, sem, em
alguma medida, valorizar-se por causa dele. Um dos antigos ateus foi tão
bem informado disto que, quando ele tinha uma malevolência para com um
pobre homem, e tinha em mente mudar sua cabeça, ele lhe presenteava com
um traje de roupas finas. Eutrapelus,
cuicunque nocere voiebat, Vestimenta
dabat pretiosa. [A tradução seguinte, desta citação de Horácio, é de
Boscawen: - "Entrapelus, quem quer que ele escolha arruinar, ele enfeita em
roupas suntuosas" – EDIT]. Ele não
poderia, então, deixar de imaginar-se, tão melhor quanto mais elegante
do que seu próximo. E quantos milhares, não apenas lordes e
cavalheiros, na Inglaterra, mas de honestos comerciantes, argumentam da
mesma forma! Inferindo o valor superior de suas pessoas, do valor de
suas roupas! 10.
"Um homem não pode ser tão
orgulhoso, coberto de pano de saco, como outro é, embora coberto com
roupa de ouro?". Como este argumento nos encontra a cada turno,
e se supõe irrespondível, valerá a pena respondê-lo, de uma vez por
todas, afinal, e mostrar a completa presunção dele. "Aquele vestido de pano de saco, não pode", você
pergunta, "ser tão
orgulhoso, quanto aquele vestido de ouro?". Eu respondo:
Certamente, ele pode: Eu suponho que ninguém duvide disto. E qual a
inferência que você pode traçar disto? Considere um caso paralelo. Um
homem que bebe um copo de um vinho saudável pode ficar tão doente
quanto outro que bebe veneno: Mas isto prova que o veneno não tem mais
tendência a causar-lhe dano do que o vinho? Ou isto desculpa algum
homem por tomar o que tem uma tendência natural de fazê-lo adoecer?
Agora, para aplicar: Experimente mostrar que as roupas finas tenham uma
tendência natural de fazer com que o homem adoeça do orgulho; roupas
simples não têm. Embora isto seja verdadeiro, você pode adoecer do
orgulho nestes casos também, ainda que eles não tenham a tendência
natural, quer de causar ou potencializar esta enfermidade. Portanto,
todos que desejam vestir-se com humildade, abstenham-se daquele veneno. 11.
Em Segundo Lugar. O
usar de vestuário vistoso e valioso, naturalmente tende a alimentar e
aumentar a vaidade. Por vaidade, eu quero dizer aqui, o amor e desejo de
ser admirado e elogiado. Cada um de vocês que é afeiçoado ao vestuário
tem um testemunho disto, em seu próprio peito. Quer você confessará
isto diante de homem ou não, você está convencido disto, perante
Deus. Você sabe em seu coração, que foi com a intenção de ser
admirado que você adornou-se desta forma; e que você não estaria
aflito, se ninguém tivesse visto você, a não ser Deus e seus anjos
santos. Agora, quanto mais você favorece este desejo tolo, mais ele
cresce em você. Você tem vaidade suficiente pela natureza: mas, por
favorecê-la desta forma, você a aumentar centena de vezes. Ó, pare!
Anseie por agradar a Deus apenas, e todos esses ornamentos cairão. 12.
Em Terceiro Lugar. O usar de vestuário vistoso e valioso,
naturalmente tende a produzir ira, e toda paixão turbulenta e
inquietante. E é por isto mesmo, que o Apóstolo coloca este "adorno
exterior", em direta oposição ao "ornamento
de um espírito humilde e tranqüilo". Quão notavelmente, ele
acrescenta "o que é aos
olhos de Deus de grande valor!". Do
que o ouro ou pérolas, muito mais precioso, E
mais brilhante do que a estrela da manhã.
Nada pode facilmente conceber, exceto se ele mesmo fizesse o
triste experimento, o antagonismo que existe entre o "adorno
exterior", e esta "quietude"
interior "do espírito".
Você nunca poderá
desfrutar totalmente disto, enquanto você estiver afeiçoado ao outro.
Apenas, quando você se livra daquele "ornamento
exterior", é que você pode, "na
perseverança, possuir sua alma". Então, somente quando você
tiver se livrado de sua afeição pelo vestuário, a paz de Deus reinará
em seu coração. 13.
Em Quarto Lugar. O vestuário vistoso e valioso diretamente tende a
criar e inflamar a luxúria. Eu estive em dúvida, se nomeio isto de
apetite brutal; ou, com o objetivo de poupar os ouvidos delicados, o
represento, através de algum gentil circunlóquio. (Como o Deão, que,
alguns anos atrás, disse à sua audiência, em Whitehall: "Se
você não se arrepender, você irá para um lugar que eu tenho muitas
maneiras de chamar, diante desta boa
companhia"). Mas eu penso que seja melhor declarar; uma vez que
quanto mais a palavra choca seus ouvidos, mais ela pode fortalecer seu
coração. O fato é claro e inegável; ele tem este efeito, tanto em
quem usa, quanto em quem observa. Para o primeiro, nosso elegante poeta,
Cowley, endereça essas finas linhas: -- Adornar
a ti mesmo, com muita arte, é
apenas uma habilidade grosseira; Esta,
como o veneno de um dardo; É
excessivamente apta para matar. Ou
seja, (para expressar o assunto, em termos claros, sem qualquer artifício).
"Você envenena o observador,
com muito mais deste apetite básico do que, ao contrário, ele
perceberia". Você não sabia que esta seria a conseqüência
natural de seu adorno elegante? Para tornar o assunto mais familiar. Você
não desejou, não pretendeu que isto pudesse? E ainda assim, todo o
tempo, como você se apresentou, para a visão pública, uma face plausível
de inocência e virtude! Entretanto,
você mesmo não escapou da armadilha que espalhou para outros. O dardo
ricocheteou. E você está infectado com o mesmo veneno, com que você
os infectou. Você ascendeu uma chama que, ao mesmo tempo, consome a si
mesmo, e seus admiradores. E seria bom, se isto não atirasse a ambos,
nas chamas do inferno! 14.
Em Quinto Lugar: O usar de vestuário luxuoso é diretamente contrário
ao ser adornado com as boas obras. Nada pode ser mais evidente do que
isto: porque, quanto mais você gasta com seu próprio vestuário, menos
você tem restante para vestir o nu, alimentar o faminto, abrigar os
estranhos, aliviar aqueles que estão doentes, e na prisão, e diminuir
as inúmeras aflições às quais somos expostos neste vale de lágrimas.
E aqui não existe lugar para a evasão usada antes: "Eu posso ser tão humilde, ao vestir de outro, como em
aniagem". Se você
pudesse ser tão humilde, quando você escolhe o vestuário suntuoso,
assim como, quando você escolhe o vestuário simples (o que eu
positivamente nego), ainda assim você não poderia ser tão
beneficente, -- tão abundante em boas obras. Cada xelim que você poupa
de seu próprio vestuário, você pode gastar em vestir o nu, e aliviar
as várias necessidades do pobre, quem vocês "têm
sempre consigo". Portanto, cada xelim que você gasta
desnecessariamente em seu vestuário, e, em efeito, roubado do pobre! E
de quantas oportunidades preciosas de fazer o bem, você tem se privado?
Quão freqüentemente, você tem se incapacitado de fazer o bem,
adquirindo o que você não precisava! Para qual finalidade você
comprou esses ornamentos? Para agradar a Deus? Não; mas para agradar
sua própria fantasia; ou para ganhar a admiração e aplauso daqueles
que não eram mais sábios do que você mesmo. Quanto bem você teria
feito com aquele dinheiro! E que perda irreparável tem você
sustentado, ao não fazer isto, se for verdadeiro que o dia está à mão,
quando "cada homem receberá
sua própria recompensa, de acordo com seu próprio trabalho!". 15.
Eu peço que você considere bem isto. Talvez, você não tenha visto
isto, sob esta luz anteriormente. Quando você estiver gastando seu
dinheiro em vestuário suntuoso, que você poderia, ao contrário,
gastar com o pobre, você, por meio disto, priva a eles do que Deus, o
proprietário de tudo, tem depositado em suas mãos para uso deles. Se
assim for, o que você coloca sobre si mesmo, você, estará, em efeito,
removendo das costas do nu; assim como o alimento valioso e refinado que
você come estará roubando da boca do faminto. Por misericórdia, por
piedade, por amor a Cristo, pela honra do evangelho dele, suspenda sua mão!
Não jogue este dinheiro fora! Não gaste em coisa alguma; sim, pior do
que nada, no que pode cobrir seu pobre, nu, e trêmulo próximo! 16.
Há muitos anos, quando eu estava em Oxford, em um dia frio de
inverno, uma jovem empregada (uma daqueles que mantínhamos na escola),
me visitou. Eu disse: "Você me parece subnutrida. Você tem alguma coisa para cobri-la a
não ser este vestido de linho leve?". Ela disse: "Senhor, isto é tudo que eu tenho". Eu coloquei minha mão
em meu bolso, mas me certifiquei que eu escassamente tinha algum
dinheiro restante, tendo exatamente gasto o que eu tinha. Isto me
golpeou imediatamente: "Teu
Mestre não irá dizer: 'Muito bem, bom e fiel mordomo?' Tu ornamentaste
tuas paredes com o dinheiro que teria abrigado esta pobre criatura do
frio! Ó, justiça! Ó, misericórdia! Esses quadros não são o sangue
desta pobre empregada?". Vê teu vestuário suntuoso, sob esta
mesma luz; teu vestido, chapéu, ornato para a cabeça! Tudo ao redor de
ti que custe mais do que o dever cristão requeira de ti gastar é o
sangue do pobre! Ó, que tu sejas sábio. para o tempo vindouro! Sejas
mais misericordioso! Mais fiel a Deus e ao homem! Mais abundantemente
ordenado (como homens e mulheres professando santidade), com as boas
obras! 17.
É verdade, que grande abatimento deve ser feito àqueles que nunca
foram advertidos sobre essas coisas, e, talvez, não saibam que existe
uma palavra na Bíblia que proíbe vestuário valioso. Mas o que é isto
para você? Você tem sido advertido, repetidas vezes; sim, e da maneira
mais clara possível. E qual tem sido seu proveito nisto? Você ainda não
se veste como outras pessoas da mesma fortuna? Seu vestuário não é
vistoso, tão valioso quanto o deles, que nunca tiveram tal advertência?
Tão valioso como teria sido, se você nunca tivesse ouvido uma palavra
a respeito disto? Ó, como você responderá a isto, quando você e eu
estivermos juntos, na cadeira de julgamento de Cristo? Mais do que isto;
muitos de vocês não ficaram mais vistosos, tão logo ficaram mais
ricos? Quando vocês aumentaram em bens, seu vestuário não ficou mais
luxuoso? Testemunhas da profusão de fitas, ou linhos sobre suas cabeças!
Que proveito você teve, então, em possuir a reprovação de Cristo? De
serem chamados Metodistas? Você não está tão modernamente vestido
como outros de seu nível que não são Metodistas? Você questiona: "Mas
nós não podemos comprar coisas modernas, assim como antiquadas?".
Eu respondo: Não, se elas derem a você uma aparência audaciosa, e
sem modéstia, como aqueles enormes chapéus, bonés, e adornos para a
cabeça, fazem. E não, se elas custarem mais. "Mas
eu posso me permitir isto". Ó,
coloque de lado, para sempre, esta palavra indolente, absurda! Nenhum
cristão pode se permitir gastar alguma parte dos bens que Deus lhe
confiou. Por quanto tempo você permanecerá por aqui? Amanhã, talvez,
essa noite, você não pode ser convocado para se levantar e ir até lá,
com o objetivo de prestar contas disto e de todos os seus talentos ao
Juiz do vivo e do morto? 18.
Como, então, pode ser que, depois de tantos avisos, você persista na
mesma tolice? Não é por esta razão? Existem ainda, entre vocês,
alguns que nem beneficiam a si mesmos, com tudo que ouvem, nem estão
dispostos que outros possam: E esses, se algum de vocês está quase
persuadido a vestir-se como cristãos, debatem, zombam, e riem de você
fora disto. Ó, vocês, belos levianos, eu imploro a vocês que não façam
mais a obra do diabo! O que quer que façam, não endureçam os corações
dos outros. E vocês que são de uma mente melhor, evitem esses
tentadores, com todo cuidado possível; e, se vocês vieram onde algum
deles está, peçam a eles para serem silenciosos sobre o assunto, ou
saiam da sala. 19.
Em Sexto Lugar. O utilizar-se de vestuário luxuoso, é diretamente
contrário ao que o Apóstolo denomina de "o
secreto do coração do homem"; ou seja, toda a "imagem de Deus", na qual fomos criados, e que está
estampada, mais uma vez, no coração de cada crente cristão; -- contrário
"à mente que estava em Jesus
Cristo", e toda a natureza e santidade interior. Todo o tempo
em que você é levado em consideração, neste adorno exterior, a
completa obra interior do Espírito permanece imóvel; ou antes,
retrocede, embora, pelos mesmos graus sutis e quase imperceptíveis. Em
vez de crescer mais bem-intencionado, você está mais e mais
mal-intencionado. Se você, alguma vez, teve camaradagem com o Pai e o
Filho, isto agora gradualmente declina; e você inconscientemente
afunda, mais e mais fundo no espírito do mundo, -- nos desejos tolos e
prejudiciais, e apetites rastejantes. Todos esses males, e milhares
mais, brotam de uma única raiz: -- a indulgência consigo mesmo quanto
ao vestuário luxuoso. 20.
Por que, então, cada um que tanto ama ou teme a Deus, não foge
disto, como da face de uma serpente? Por que você ainda está tão de
acordo com os costumes irracionais, pecadores de um mundo frenético?
Por que você ainda menospreza o mandamento expresso de Deus, afirmado
em termos claros? Você vê a luz: Por que você não segue a luz de sua
própria mente: Sua consciência diz a você a verdade. Por que você não
obedece aos ditames de sua própria consciência? 21.
Você responde, "Porque, o
costume universal é contra mim; e eu não sei como estancar a torrente
poderosa". Não apenas o profano, mas o mundo religioso, corre
violentamente de outra maneira. Olhe para dentro, eu não digo de
teatros, mas de igrejas; mais do que isto, para os encontros de todas as
denominações (exceto alguns poucos antiquados Quacres, ou o povo
chamado Morávios); olhe para dentro das congregações, em Londres ou
em qualquer outro lugar, para aqueles que são denominados Ministros
Evangélicos; olhe dentro da Capela de Northampton, sim, dentro do
Tabernáculo, ou da capela Rodovia Tottenham-Court; mais ainda, olhe
para dentro da capela em West-Street, ou aquela em City-Road; olhe para
as mesmas pessoas que se sentam sob o púlpito, ou ao lado dele; e não
são aqueles que podem se permitir (eu dificilmente possa me refrear de
prestar a eles a honra de nomear seus nomes), tão elegantemente
adornados, como aqueles do mesmo nível em outros lugares? 22.
Esta é uma verdade melancólica. Eu estou envergonhado dela: Mas eu não
sei como ajudar nisto. Eu clamo aos céus e terra para testemunharem
este dia, para que não seja minha falta! A trombeta não "deu
um toque incerto", por aproximadamente cinqüenta anos. Ó,
Deus, tu sabes que eu tenho feito um claro e fiel testemunho. No que foi
impresso, na pregação, na reunião da sociedade, eu não tenho evitado
declarar todo o conselho de Deus. Eu estou, portanto, limpo do sangue
daqueles que não irão ouvir. Ele se coloca sobre a própria cabeça deles. 23. Eu advirto você, uma vez mais, em nome, e na presença de Deus, para que o número daqueles que se rebelam contra Deus não seja desculpa para a rebelião deles. Ele expressamente nos disse: "Tu não deves seguir a multidão, e fazer o mal". Foi dito de um grande e bom homem que ele ... Não temesse, tivesse o céu decretado isto, ter permanecido Inamistoso com um mundo e isoladamente bom.
Qual de vocês deseja compartilhar daquele caráter glorioso? Permanecer adverso contra um mundo? Se milhões o condenam, será suficiente que você seja inocentado por Deus, e por sua própria consciência.
24.
"Mais do que isto, eu penso", diz alguém, "que eu
poderia suportar o desprezo ou reprovação de todo o mundo também. Eu
não me preocupo com ninguém, a não ser meus próprios parentes;
aqueles especialmente que são de minha própria família. Meu pai,
minha mãe, meus irmãos e irmãs, (e especialmente alguém que seja
mais próximo do que eles todos) estão me importunando
continuamente". Esta é uma provação, de fato; tal como muito
poucos podem julgar, a não ser aqueles que a suportam. "Eu não
tenho força para suportar". Não, nem de sua própria: Certamente,
você não tem. Mas existe força armazenada para você "Daquele
que é poderoso!". A graça dele é suficiente para você; e ele
agora vê seu caso, e está exatamente pronto para dá-la a você.
Entretanto, lembre-se da declaração terrível dele, no tocante aqueles
que respeitam mais o homem do que a Deus: "Aquele que ama ao pai,
ou mãe, irmão ou irmã, marido ou esposa, mais do que a mim, não é
merecedor de mim". 25.
Mas não existem alguns entre vocês que renunciaram, uma vez, a
esta conformidade com o mundo, e vestuário, em cada ponto, esmerado e
simples, adequado à sua religião? Por que, então, vocês não
perseveraram nisto? Por que vocês voltaram atrás do bom caminho? Vocês
contraíram uma familiaridade, talvez, uma amizade, com alguns que eram
ainda afeiçoados ao vestuário? Não é de se surpreender que vocês,
mais cedo ou mais tarde, fossem motivados a "percorrer
de volta seus passos na terra novamente". Não era menos
esperado, que um pecado conduzisse vocês a outro. Foi um pecado contraírem
amizade com alguém que não conheceu a Deus: Porque, "vocês
não sabem que a amizade com o mundo é inimizade com Deus?". E
este os conduziu de volta a outro, àquela conformidade com o mundo, da
qual vocês tinham escapado totalmente. Mas, o que vocês devem fazer
agora? Porque, se vocês forem sábios, escapem para salvar suas vidas:
Não demorem: Não olhem para trás! Sem perda de tempo, renunciem à
causa e efeito juntos! Agora, hoje, antes que o coração se endureça
com o engano do pecado, cortem fora, de um só golpe, aquela amizade
pecaminosa com o iníquo, e esta conformidade pecaminosa com o mundo!
Determinem este dia! Não demorem, até amanhã, a fim de que vocês não
demorem para sempre. Pelo amor de Deus, por sua causa, fixem sua resolução
agora! 26.
Eu imploro a vocês todos que têm algum respeito por mim,
mostrem-me, antes que eu me vá daqui, que eu não trabalhei, até mesmo
neste aspecto, em vão, por quase meio século. Deixem-me ver, antes que
eu morra, uma congregação Metodista, vestida de maneira completamente
tão simples, como uma congregação Quacre. Apenas sejam mais
consistentes consigo mesmos. Que
não exista linho-Quacre, -- proverbialmente assim chamado, por causa de
sua delicadeza extraordinária; sem renda de Bruxelas, sem chapéus ou
bonés enormes, -- aqueles escândalos da modéstia feminina. Sejam
todos de um só exemplo, vestidos, da cabeça aos pés, como pessoas
professando santidade; professando fazer tudo, pequeno e grande, com o
simples objetivo de agradar a Deus. 27.
Que nenhum de vocês que são ricos, se esforcem para justificarem
isto, falando tolice. É uma perfeita e completa bobagem dizer: "Oh,
eu posso me permitir isto ou aquilo". Se você tem respeito ao
bom-senso, que esta estúpida palavra nunca saia de sua boca. Nenhum
homem vivo pode se permitir gastar alguma parte do que Deus lhe confiou
ao seu cuidado. Ninguém pode se permitir atirar fora alguma parte
daquele alimento e vestuário no mar, que foi entregue a ele, com o propósito
de alimentar o faminto e vestir o nu. E é muito pior do que um simples
desperdício, gastar alguma parte dele em vestuário alegre e valioso.
Porque isto não é menos do que transformar um alimento salutar em
veneno mortal. É gastar tanto dinheiro com veneno, ambos para si mesmo
e os outros, até onde seu exemplo se espalhe, com orgulho, vaidade,
ira, luxúria, amor ao mundo e milhares de "desejos
tolos e prejudiciais", que tendem a "perfurá-los com muitas tristezas". E não existe dano em
tudo isto? Ó, Deus, levanta e mantém tua própria causa! Não permita
mais que homens ou demônios arranquem nossos olhos, e nos conduzam
cegos ao abismo da destruição! 28. Eu suplico a você; a todo homem que está aqui presente diante de Deus; a toda mulher; jovem ou idoso; casado ou solteiro; sim, a todo filho que conhece o bem e o mal, tome isto para si mesmo. Cada um de vocês, cada um por si, aceite o conselho do Apóstolo; pelo menos, não impeçam outros de aceitá-lo. Eu imploro a vocês. Oh! Vocês pais, não impeçam seus filhos de seguirem suas próprias convicções, ainda que vocês pudessem pensar que eles pareceriam mais atraentes, se estivessem adornados com tais quinquilharias como outras crianças usam! Eu suplico a vocês. Oh! Vocês maridos, não impeçam suas esposas! Vocês, oh, esposas, não impeçam seus maridos, quer por palavra ou ação, de agirem exatamente como eles estão persuadidos em suas próprias mentes! Acima de tudo, eu apelo a vocês, meio-Metodistas, vocês que se adaptam entre nós e o mundo, vocês que freqüentemente, talvez, constantemente, ouvem nossa pregação, mas estão em nenhuma conexão conosco; sim, e todos que estiveram uma vez em completa ligação conosco, mas não estão assim, agora; o que quer que vocês mesmos façam, não digam uma palavra para impedir outros de receberem e praticarem o conselho que foi agora dado! Daqui a pouco tempo, e nós não precisaremos desses pobres adornos; porque este corpo corruptível se tornará incorruptível. Daqui a poucos dias, e este corpo mortal se tornará imortal. Neste meio tempo, que este seja nosso único cuidado: "desfazermo-nos do velho homem", -- de nossa velha natureza, -- "que é corrupta"; -- que é completamente má, -- "e nos revestirmos do novo homem, que à semelhança de Deus, é criado na retidão e santidade verdade". Em especial, "revestidos, como os eleitos de Deus, cheios de misericórdias, bondade, gentileza, longanimidade". Sim, para resumir tudo em uma palavra: "revestidos de Cristo"; para que, "quando ele surgir, você possa surgir com ele na glória". [Editado por Vicki Bealmear, estudante da Northwest Nazarene College (Nampa, ID), com correções por George Lyons for the Wesley Center for Applied Theology.]
___________ Tradução: Izilda Bella
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